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Recuperação de Empresa e Falência
Você entenderá a importância das diferentes formas de recuperação de empresas e falência para o direito
empresarial.
Prof. Alexandre Ferreira de Assumpção Alves
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer os institutos de recuperação de empresa (judicial e extrajudicial) e de falência, a sua dinâmica, o
sujeito passivo e os pressupostos e dominar o desenvolvimento do processo falimentar com os efeitos da
sentença de falência sobre o falido e os credores é essencial para a adequada atuação profissional.
Preparação
Antes de iniciar seus estudos, tenha em mãos o Código Civil e a lei de falências e recuperação de empresas
(Lei nº 11.101/2005), a principal fonte legislativa para a compreensão deste conteúdo.
Objetivos
Reconhecer os objetivos da recuperação da empresa, as suas modalidades (judicial e extrajudicial) e 
os seus requisitos.
Identificar o conceito de falência, bem como seus princípios, pressupostos, sujeito passivo da falência 
e órgãos responsáveis por sua administração.
Introdução
Neste conteúdo, você vai compreender os objetivos e as modalidades de recuperação empresarial a partir do
conhecimento de requisitos subjetivos e objetivos para o pedido, o papel dos credores na aprovação do plano
de recuperação e as peculiaridades do plano especial para micro e pequenas empresas. 
A recuperação é reservada a empresários registrados, permitindo a renegociação de dívidas para evitar a
falência. Existem dois tipos dela: a judicial, em que o devedor apresenta um plano aos credores, e a
extrajudicial, em que não há processo judicial.
Abordaremos os conceitos de falência, sujeitos envolvidos, administração, classificação de créditos e
procedimento falimentar. É importante saber que a Lei nº 11.101/2005 proíbe o falido de retomar suas
atividades durante o processo, priorizando a venda dos bens para pagar aos credores. Apesar de o legislador
visar à manutenção da empresa na recuperação, a decisão final caberá aos credores e ao juiz.
• 
• 
Empresária analisando documentação e fazendo
cálculos
1. A recuperação de empresas e as suas modalidades
Objetivos e requisitos para o pedido de recuperação
judicial
Dos objetivos
Toda recuperação tem como principal objetivo evitar a decretação da falência, que pode ser iminente, devido
à grave situação financeira pela qual o devedor passa no momento do pedido.
Historicamente, desde o Código Comercial, de 1850, até o Decreto-lei nº 7.661/1945 (isto é, a lei de falências
anterior à Lei nº 11.101/2005), o comerciante podia propor a seus credores um prazo maior para pagar suas
dívidas com ou sem abatimento e sem apresentar um plano de recuperação. Tratava-se de uma simples 
moratória ou concordata, que, além de ter um limite máximo para o pagamento (três ou dois anos), só atingia
os credores quirografários, ou seja, aqueles sem preferência ou privilégio no recebimento do crédito.
Atualmente, a Lei nº 11.101/2005 disciplina tanto o instituto da falência como a recuperação de empresas, e
seu artigo 47 dispõe:
A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-
financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos
trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função
social e o estímulo à atividade econômica.
O artigo traz cinco princípios a serem observados na condução de todo o processo de recuperação judicial, de
forma que os órgãos da recuperação e os credores possam dar apoio à empresa com reais chances de
recuperação, harmonizando e tutelando os interesses da coletividade, sem perder de vista os princípios
fundamentais. Acompanhe cada um deles a seguir.
Superação da crise econômico-financeira
O primeiro princípio revela que a medida para a
reorganização do empresário é importante. Veremos a
necessidade de comprovar na petição de recuperação a
deterioração da situação patrimonial do devedor em curto
ou médio prazo, por meio de documentos contábeis.
Embora o artigo 47 não mencione o termo falência,
deduzimos que a situação de crise do devedor pode levá-lo
a isso, pois, se o plano for rejeitado pelos credores, o
administrador judicial submeterá, no ato, à votação da
assembleia-geral de credores a concessão de prazo de 30
dias para que o plano de recuperação judicial seja
apresentado pelos credores (§4º do art. 56 da Lei nº 11.101/2005).
Manutenção da fonte produtora
O segundo princípio diz respeito à manutenção da fonte produtora, que é a empresa em si. Também há uma
relação indireta com a falência, pois, nesse instituto, o estabelecimento é lacrado e a empresa sofre liquidação
do seu patrimônio. Com a recuperação, evita-se a liquidação, e a empresa mantém sua atividade regular.
Emprego dos trabalhadores
Empresário conversando com funcionários em depósito
Funcionários de empresa automotiva
O terceiro princípio implica o seguinte: se a
empresa é a organização dos fatores de
produção pelo empresário (e, entre eles, estão
compreendidos o capital e a mão de obra), é
natural que a continuidade da companhia
também mantenha os empregos, porém, sem
nenhuma garantia ou punição para o
empresário que demitir.
 
A ressalva de que o empresário não terá
nenhuma garantia ou punição é extremamente
importante, porque a leitura do artigo 47 pode
dar a impressão de que a recuperação asseguraria a estabilidade no emprego, quando não, pois os
empregados podem ser atingidos com a medida, tanto com redução de salário como com demissão.
Interesse dos credores
Os dois últimos princípios completam o cenário vislumbrado pelo legislador. O interesse dos credores está
expresso no poder que eles têm de aprovar ou não o plano ou propor modificações. Embora a recuperação
seja concedida pelo juiz, ela sempre depende da manifestação favorável dos credores ao plano, seja tácita ou
expressa.
Entretanto, em caso de negativa, a falência será decretada, como também se houver deliberação dos
credores nesse sentido e durante o período de supervisão judicial (confira o artigo 61, da Lei nº 11.101/2005).
Preservação da empresa
O último princípio se relaciona com a
manutenção da fonte produtora e de seus
efeitos positivos e imediatos na promoção da
função social (mantendo empregos, contratos,
tributos, fornecimento de produtos e/ou
serviços etc.) e do estímulo à atividade
econômica.
 
Falência e recuperação têm objetivos bem
distintos e antagônicos. O falido não pode
requerer sua recuperação, já que o legislador
considera falência a situação em que a empresa
é irrecuperável. Por essa razão, os esforços devem ser canalizados para casos em que a recuperação da
empresa é viável. Sendo inviável, a falência é a única medida a ser aplicada em benefício dos credores e da
sociedade.
O momento em que o devedor requer a recuperação judicial é delicado, e sua falência é iminente, caso ele não
obtenha o benefício legal.
O aprofundamento da crise durante a recuperação é um sinal de que o instituto perdeu sua finalidade,
cabendo ao devedor a iniciativa de confessar sua falência para não impor aos seus credores prejuízo maior do
que aquele com o qual já estão arcando.
Comentário
Para que a empresa tenha reais chances de recuperação, é muito importante que o devedor apresente
os documentos exigidos pela lei e faculte aos credores ampla fiscalização de sua atividade,
independentemente das atribuições do administrador judicial. 
Dos requisitos
Para efeitos didáticos, os requisitos para o pedido de recuperação judicial serão divididos em subjetivos e
objetivos.
Requisitos subjetivos
O artigo 48, da Lei nº 11.101/2005, aborda os seguintes casos relacionados à pessoa do devedor:
Ser o devedor empresário ou sociedade empresária
Poderá requerer recuperação judicial somente o devedor que for empresário (pessoa física) ou
sociedade empresária (pessoa jurídica), em razão de o termo devedor, na Lei nº 11.101/2005, ter
alcance restrito (confira o artigo 1º da referida lei). O direito empresarial ainda não admite que todo
devedor ― ou, pelopor:
Venda isolada ou parcial de filiais ou unidades produtivas do devedor.
Alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos.
Alienação dos bens individualmente considerados.
Em qualquer modalidade de alienação dos ativos, seja ela conjunta ou separada, inclusive da empresa ou de
suas filiais, o bem ou o conjunto de bens objeto da alienação estará livre de qualquer ônus que o grave
(hipoteca, penhor, usufruto etc.), e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive
as de natureza tributária ou trabalhista.
Essa regra, prevista no artigo 141, da Lei nº 11.101/2005, visa facilitar a obtenção de um valor maior que o de
avaliação na venda judicial, pois o arrematante não terá que arcar com nenhum pagamento ao credor do
falido.
Haverá sucessão para o arrematante se ele for:
Sócio da sociedade falida ou de sociedade controlada pelo falido.
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Juiz analisando documentos
Parente, em linha reta ou colateral até o 4º (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do falido ou de sócio
da sociedade falida
Identificado como agente do falido com o objetivo de fraudar a sucessão.
Breves noções sobre procedimento falimentar
Acompanhe, neste vídeo, quais são as três fases do procedimento falimentar de liquidação dos bens do
empresário individual e o que elas abrangem.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Conhecendo a extinção das obrigações do falido e sua
reabilitação
Após o encerramento da liquidação dos bens do falido, com o pagamento aos credores, de acordo com a
ordem do artigo 83, da Lei nº 11.101/2005, o administrador judicial deve realizar os preparativos para a
finalização do processo, pois a finalidade liquidatória da falência já foi atingida. Isso não significa que todos os
credores receberam seus créditos, mas que o ativo apurado do falido foi integralmente realizado.
As providências finais e prévias à sentença de encerramento são:
Julgamento das contas do administrador judicial, em processo paralelo ao da falência.
Apresentação do relatório final pelo mesmo administrador.
É importante consignar que, no relatório final, o administrador judicial indicará o valor do ativo e o do produto
de sua realização, bem como o valor do passivo e o dos pagamentos feitos aos credores, e especificará
justificadamente as responsabilidades com que continuará o falido. Após o cumprimento dessas providências,
a falência será encerrada por sentença.
Percebemos que o encerramento da falência,
por si só, não extingue as obrigações do falido,
salvo obviamente se todos os créditos tiverem
sido pagos. Entretanto, a lei prevê que o falido
pode requerer a extinção de suas obrigações
mesmo sem ter pagado a todos os credores.
 
Todos os credores das três primeiras classes,
da ordem do artigo 83, da Lei nº 11.101/2005,
recebem seus créditos integralmente e, na
classe dos quirografários, o pagamento foi de
mais da metade do valor. Com isso, o falido
está desobrigado de pagar o restante aos credores quirografários e de pagar qualquer valor aos credores da
5ª e 6ª classe, do artigo 83, sendo reabilitado para retomar sua empresa com a sentença de encerramento,
que declarará a extinção de suas obrigações.
Caso nem essa situação de pagamento parcial seja atingida ao fim da liquidação, o falido continuará com
responsabilidade perante os credores não satisfeitos, mas apenas durante certo prazo, porque as obrigações
do falido também extinguem. Acompanhe:
• 
• 
• 
• 
O decurso do prazo de cinco anos
Contado do encerramento da falência, se ele
não tiver sido condenado por prática de crime
falimentar.
O decurso do prazo de dez anos
Contado do encerramento da falência, se o
falido tiver sido condenado por prática de crime
falimentar.
A extinção das obrigações pode se dar tanto pelo pagamento como pela prescrição.
Vale esclarecer que a extinção das obrigações do falido pela prescrição só se aplica ao empresário individual
ou ao sócio de responsabilidade ilimitada da sociedade falida, ambos pessoas naturais. Essa limitação decorre
do fato de a sociedade empresária ser dissolvida com a decretação da falência e a extinta com seu
encerramento.
Extinção das obrigações dos falidos e sua reabilitação
Assista, neste vídeo, à jornada pós-falência, abordando a extinção das obrigações dos falidos e os processos
de reabilitação. Desde a liquidação de dívidas até os requisitos para a reabilitação, examinamos os passos
necessários para que os indivíduos recuperem sua posição financeira e legal após a falência. Não perca!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Estudamos que, no processo de falência, os créditos trabalhistas não terão assegurado o pagamento integral,
dependendo do valor apurado. Assinale a única afirmativa que apresenta corretamente a classificação do
crédito trabalhista dependendo do valor.
A
Crédito trabalhista, preferencial, até o valor de 150 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder esse
limite será considerado crédito com privilégio geral.
B
Crédito trabalhista, quirografário, até o valor de 100 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder esse
limite será considerado crédito privilegiado.
C
Crédito trabalhista, preferencial, até o valor de 150 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder esse
limite será considerado crédito quirografário.
D
Crédito trabalhista, com garantia real, até o valor de 100 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder
esse limite será considerado crédito quirografário.
E
Crédito trabalhista, preferencial, até o valor de 150 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder esse
limite será considerado crédito trabalhista.
A alternativa C está correta.
De acordo com o art. 83, incisos I e VI, da Lei nº 11.101/2005, o crédito trabalhista é preferencial, até o valor
de 150 salários mínimos por credor, e o saldo que exceder esse limite será considerado crédito
quirografário, não possuindo a preferência que o crédito trabalhista detém até tal montante.
Questão 2
A administração da falência é compartilhada por vários órgãos, como o juiz, o comitê de credores, o
representante do Ministério Público e, fundamentalmente, pelo administrador judicial, que deve ser nomeado
pelo juiz no momento da decretação da falência de acordo com o seguinte critério:
A
profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas ou contador, ou
pessoa jurídica especializada.
B
preferencialmente, quem tiver relação de parentesco ou afinidade até o 3º grau com o falido, seus
administradores, controladores ou representantes legais.
C
preferencialmente, um dos maiores credores do falido, escolhido pelo juiz a partir da relação de credores
apresentada no processo.
D
serventuário da justiça, preferencialmente liquidante ou avaliador judicial, exceto se não houver nenhum na
comarca, quando o juiz nomeará pessoa de sua confiança.
E
preferencialmente, quem tiver um cargo público e/ou político, escolhido pelo juiz.
A alternativa A está correta.
O administrador judicial será profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador
de empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada, como determina o art. 21 da Lei nº 11.101/2005,
que estabeleceu diretrizes sobre a escolha do administrador.
3. Conclusão
Considerações finais
Você aprendeu que a recuperação de empresas é um instituto acessível somente aos devedores empresários
ou às sociedades empresárias que comprovarem os requisitos subjetivos e objetivos e que, com a concessão
da medida, fica afastada temporariamente a possibilidade de decretação da falência pelos credores sujeitos
aos efeitos do instituto.
Você compreendeu que o processo de recuperação se desenvolve em três fases, sendo a segunda a mais
importante, pois é nela que o plano é apresentado pelo devedor, são verificados os créditos e é realizada, se
houver objeção, a assembleia de credores.
Durante essa fase,o administrador judicial tem atuação fundamental na fiscalização das atividades do
devedor e na elaboração de relatórios de acompanhamento da recuperação, que deverá ser encerrada após
dois anos da data de sua concessão, mesmo que o plano não esteja integralmente cumprido.
Também foram apresentados os conceitos estático e dinâmico de falência, seus princípios e pressupostos.
Você percebeu que se trata de um concurso de credores concebido exclusivamente para o devedor
empresário ou a sociedade empresária, mas existem pessoas excluídas do concurso ou a ele submetidas,
ainda que não sejam empresários.
Foi comentado que a falência depende de uma sentença judicial e não pode ser decretada de ofício, sendo
necessário um requerimento, seja do próprio devedor ou de qualquer credor. O processo de falência se
desenvolve em três fases, sendo que, na primeira, não há ainda tecnicamente a falência, diante da ausência
de sentença. Nessa fase, ocorre a discussão do pedido de falência e apresentação das provas e das defesas
do devedor.
Após a sentença, inicia-se o período de informação ou instrução, no qual o administrador judicial tem atuação
fundamental na arrecadação dos bens, na verificação dos créditos habilitados e nos relacionados pelo falido,
na análise dos contratos, na documentação, no exame de livros e na continuação do negócio (se autorizada),
entre outras atribuições.
O objetivo dessa fase é apurar o ativo e verificar o passivo, a fim de possibilitar a liquidação do patrimônio
falimentar. A última fase, dedicada à liquidação, desenvolve-se logo após o término da arrecadação, mesmo
que o quadro-geral de credores ainda não tenha sido publicado. Eles receberão seus créditos do produto
apurado nas vendas judiciais, havendo prioridade dos credores extraconcursais sobre os concursais e, nesse
grupo, será observada a ordem do artigo 83, da Lei nº 11.101/2005.
Caso tenha havido pagamento aos credores integral ou parcial, após o término da liquidação, o falido
empresário individual poderá requerer ao juiz a extinção de suas obrigações por sentença,
concomitantemente com o encerramento da falência, que o reabilitará ao exercício da empresa.
Na impossibilidade de comprovar o pagamento nas bases exigidas por lei, a prescrição em cinco ou 10 anos
após o encerramento da falência permitirá a declaração da extinção das obrigações do falido.
Podcast
Alexandre Ferreira de Assumpção Alves, professor doutor em Direito, encerra este conteúdo abordando
os tópicos mais relevantes sobre a recuperação de empresas e falência: a diferença entre recuperação
judicial e extrajudicial, possíveis restrições de atividades impostas ao devedor e a igualdade de
tratamento entre os credores.
Conteúdo interativo
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falência. Evidências Empíricas. São Paulo: Foco, 2022. Você poderá verificar a prática dos processos de
recuperação judicial e de falência em números. Vale a pena!
Referências
ALMEIDA, A. P. de. Curso de falência e recuperação de empresa. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
 
BERTOLDI, M. M.; RIBEIRO, M. C. P. Curso avançado de Direito Comercial. 11. ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2020.
 
BEZERRA FILHO, M. J. Lei de recuperação de empresas e falência – Lei 11.101/2005: comentada artigo por
artigo. 12. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017.
 
COELHO, F. U. Novo manual de Direito Comercial. 31. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2020.
 
FAZZIO JUNIOR, W. Lei de falência e recuperação de empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
 
MAMEDE, G. Direito empresarial brasileiro: falência e recuperação de empresas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
 
NEGRÃO, R. Curso de direito comercial e de empresa. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
 
SALOMÃO, L. F.; SANTOS, P. P. Recuperação judicial, extrajudicial e falência: teoria e prática. 5. ed. Rio de
Janeiro: Forense, 2020.
 
TEIXEIRA, T. Direito empresarial sistematizado. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.
 
TOMAZETTE, M. Curso de direito empresarial. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2020.
	Recuperação de Empresa e Falência
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A recuperação de empresas e as suas modalidades
	Objetivos e requisitos para o pedido de recuperação judicial
	Dos objetivos
	Superação da crise econômico-financeira
	Manutenção da fonte produtora
	Emprego dos trabalhadores
	Interesse dos credores
	Preservação da empresa
	Comentário
	Dos requisitos
	Requisitos subjetivos
	Ser o devedor empresário ou sociedade empresária
	Exercer regularmente sua atividade há mais de dois anos na data do pedido
	Não ser ou ter sido falido
	Não ter obtido concessão de recuperação judicial há menos de cinco anos
	Não ter condenação por crimes previstos nos artigos de 168 a 178 da Lei nº 11.101/2005
	Requisitos objetivos
	Exposição das causas
	Demonstrações contábeis
	Relação dos credores
	Relação dos empregados
	Certidão de regularidade
	Relação dos bens particulares
	Extratos atualizados das contas bancárias
	Certidões dos cartórios de protestos
	Relação das ações judiciais
	Objetivos da recuperação de empresas
	Conteúdo interativo
	Credores sujeitos, excluídos e procedimento recuperacional
	Dos credores sujeitos e excluídos
	Credores - 2º grupo
	Credores - 3º grupo
	Comentário
	Breves noções sobre o procedimento recuperacional
	Fases do processo de recuperação
	Primeira fase
	Segunda fase
	Terceira fase
	Apresentação do plano
	Habilitação dos credores
	Aviso aos credores
	Convocação pelo juiz da assembleia de credores
	Realização da assembleia de credores
	Concessão da recuperação judicial por sentença do juiz
	Procedimento e credores na recuperação judicial
	Conteúdo interativo
	Órgãos e restrições ao devedor
	Órgãos da recuperação judicial
	Juiz
	Representante do Ministério Público
	Administrador judicial
	Gestor judicial
	Assembleia de credores
	Comitê de credores
	Restrições ao devedor em recuperação
	Restrição à livre administração da empresa
	Comentário
	Restrições em relação à disponibilidade dos bens do devedor
	Órgãos da recuperação judicial e restrições
	Conteúdo interativo
	Plano especial e encerramento da recuperação judicial
	Plano especial de recuperação
	Conteúdo do plano especial de recuperação
	Até metade do valor total de créditos
	Mais da metade do valor total de créditos
	Encerramento da recuperação judicial
	Comentário
	Plano especial e encerramento da recuperação
	Conteúdo interativo
	Recuperação extrajudicial
	Curiosidade
	Fases da recuperação extrajudicial
	Primeira fase
	Segunda fase
	1
	2
	3
	Terceira fase
	Recuperação extrajudicial: fases procedimentais
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. A falência de empresas, os seus princípios e os pressupostos
	Conceito de falência
	Conceito de falência
	Conteúdo interativo
	Sentido estático
	Sentido dinâmico
	Princípios e pressupostos da falência
	Princípios
	Pressupostos
	Princípios da falência
	Princípio da igualdade entre os credores do falido
	Exemplo
	Princípio da universalidade do concurso
	Massa de bens
	Massa de credores
	Princípio da indivisibilidade do juízo
	Princípio da igualdade
	Princípio da universalidade
	Pressupostos para declaração de falência
	Conteúdo interativo
	Pressuposto subjetivo
	Pressuposto objetivo
	Pressuposto formal
	Para excluir certas sociedades empresárias da falência
	Para submeter pessoas naturais não empresárias à falência
	Comentário
	Primeira situação
	Segunda situação
	Administração e classificação dos créditos na falência
	Administração da falência
	Critérios
	Impedimentos
	Classificação dos créditos na falência
	1ª classe2ª classe
	3ª classe
	4ª classe
	5ª classe
	6ª classe
	Administração e classificação da falência
	Conteúdo interativo
	Breves noções sobre procedimento falimentar
	Fase preliminar
	Fase de informação ou instrução
	Fase de liquidação
	Fase preliminar ou pré-falimentar
	Comentário
	Fase de informação ou de instrução
	Credores
	Falido
	Fase de liquidação
	Breves noções sobre procedimento falimentar
	Conteúdo interativo
	Conhecendo a extinção das obrigações do falido e sua reabilitação
	O decurso do prazo de cinco anos
	O decurso do prazo de dez anos
	Extinção das obrigações dos falidos e sua reabilitação
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasrecuperação.
Conteúdo interativo
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Credores sujeitos, excluídos e procedimento
recuperacional
Dos credores sujeitos e excluídos
Por mais que o instituto da recuperação de empresas se destine ao favorecimento do devedor, nem todos os
credores são atingidos pelas medidas previstas no artigo 50 e por outras que podem ser incluídas no plano.
Apenas os créditos existentes na data do pedido estão sujeitos à recuperação judicial, ainda que não
vencidos.
Como o devedor permanece exercendo sua empresa durante a recuperação, é natural que sejam constituídos
créditos após o pedido. Com isso, já temos um dos três grupos de credores excluídos dos efeitos da
recuperação (1º grupo).
Além dos credores posteriores à data do pedido, mais dois grupos devem ser mencionados:
Credores - 2º grupo
Por serem excluídos da recuperação por lei (confira o artigo 49, parágrafos 3º e 4º, da Lei nº
11.101/2005), eles não terão seu crédito incluído no plano e os direitos de propriedade prevalecerão
sobre a coisa e as condições contratuais. A única solução que o devedor pode utilizar para alterar as
condições de pagamento perante os credores é tentar um acordo individual, fora do processo de
recuperação. Os acordos privados são admitidos e previstos no artigo 167 da Lei nº 11.101/2005.
O crédito tributário tem tratamento especial, pois também não se sujeita aos efeitos da recuperação
judicial, independentemente da época de sua constituição. Isso porque, de acordo com o artigo 187,
do Código Tributário Nacional, a cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita à habilitação em
recuperação judicial. A cobrança é feita por meio de ação própria, que prossegue durante a
recuperação nem tem sua propositura suspensa.
Credores - 3º grupo
Ficam à mercê do devedor incluir ou não seus créditos no plano de recuperação. São créditos
anteriores à data do pedido, mas o devedor preferiu não alterar suas regras de pagamento. Como tais
condições não foram alteradas, os credores observarão as condições originalmente contratadas ou
definidas em lei, inclusive, no que diz respeito aos encargos (confira o artigo 49, parágrafo 2º, da Lei
nº 11.101/2005).
Podemos resumir como: o pedido (com ou sem garantia, trabalhistas, privilegiados etc.) pode ser feito, exceto
os credores excluídos por lei ou por vontade do devedor. Com isso, surge a noção da dificuldade que o
devedor poderá ter para cumprir o plano, pois deverá manter os pagamentos em dia aos credores futuros e
aos excluídos.
Para amenizar esse quadro, a lei não impõe ao devedor — ao contrário do que ocorria na concordata ou na
moratória — um prazo máximo de pagamento ou um máximo de desconto/abatimento, privilegiando a
negociação.
Exceção à regra é o pagamento dos credores trabalhistas, pois o plano de recuperação judicial não poderá
prever prazo superior a um ano para pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou
decorrentes de acidentes de trabalho, vencidos até a data do pedido de recuperação judicial, por força do
artigo 54, da Lei nº 11.101/2005.
Comentário
Se o devedor tem garantidores de sua obrigação perante o credor, como fiadores ou avalistas, a
recuperação judicial não atinge essas pessoas, de modo que elas estarão obrigadas a satisfazer o débito
na forma original, mesmo que o plano seja aprovado, e a recuperação, concedida. Em outras palavras: a
recuperação judicial não aproveita os devedores solidários com o recuperando. 
Breves noções sobre o procedimento recuperacional
Apresentaremos a seguir uma visão rápida acerca do procedimento da recuperação, apontando os principais
atos e alguns prazos importantes. Para mais detalhes e aprofundamento, recomendamos a leitura do que foi
disposto da Lei nº 11.101/2005 e algum dos livros indicados nas referências.
Fases do processo de recuperação
Vamos iniciar estabelecendo que o processo de recuperação deve ser proposto onde está o principal
estabelecimento do devedor, mesmo local onde a falência e a homologação do plano de recuperação
extrajudicial devem ser requeridas, conforme o artigo 3º da Lei nº 11.101/2005.
O principal estabelecimento, em geral, é o lugar da sede, seja porque o devedor não tem filial, seja porque a
sede é, de fato, o lugar central das atividades. Caso, pontualmente, a sede não seja o lugar principal da
atividade do devedor, a recuperação será requerida no lugar denominado como principal estabelecimento.
Vamos identificar três fases no processo:
1
Primeira fase
Inicia-se na data do pedido, sendo marco para a sujeição dos créditos à recuperação, e termina
quando o juiz aceita o pedido do devedor (defere seu processamento) pela conformidade da
documentação.
2
Segunda fase
Começa com a publicação do processamento na imprensa oficial e termina com a concessão da
recuperação.
3
Terceira fase
Inicia-se após a concessão da recuperação e termina com o encerramento do processo por
sentença judicial (confira o artigo 63 da lei 11.101/2005).
A maior parte dos atos importantes na recuperação ocorre na segunda fase. São eles:
Apresentação do plano
Deve ser realizada, impreterivelmente, até o 60º dia após a publicação do processamento, por força
do artigo 53, sob pena de decretação de falência sem a audiência dos credores. O devedor não deve
entregar apenas o plano com suas cláusulas e exposição de motivos.
O documento deve estar acompanhado da discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a
ser empregados e seu resumo, além da demonstração de sua viabilidade econômica, seu laudo
econômico-financeiro e a avaliação dos bens e ativos do devedor, subscrito por profissional
legalmente habilitado ou empresa especializada.
Habilitação dos credores
É também realizada a verificação dos créditos pelo administrador judicial, a fim de que a relação geral
de credores seja elaborada e publicada.
Aviso aos credores
São comunicados da apresentação do plano, no prazo de 30 dias, para eventual discordância da
aprovação.
Convocação pelo juiz da assembleia de credores
É realizada se houver objeção de qualquer credor à aprovação do plano.
Juiz analisando documento
Realização da assembleia de credores
É na assembleia dos credores que o plano será discutido e votado por classes, inclusive, com
apreciação das objeções levantadas.
Lembre-se: a composição de cada classe para efeito de votação do plano e o quorum para sua
aprovação em cada classe estão previstos nos artigos 41 e 45 da Lei nº 11.101/2005.
Concessão da recuperação judicial por sentença do juiz
É realizada somente se o plano tiver sido aprovado pela assembleia ou se não tiver sofrido objeção de
qualquer credor (confira o artigo 58 da Lei nº 11.101/2005).
Em qualquer fase do processo de recuperação judicial, seja antes ou depois da concessão, o devedor pode ter
sua falência decretada, seja por descumprimento de obrigação assumida no plano ou por inadimplência de
crédito não sujeito aos efeitos do instituto.
Procedimento e credores na recuperação judicial
Confira, neste vídeo, o procedimento da recuperação judicial e quais credores estão sujeitos ou excluídos
dela. Não perca!
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Órgãos e restrições ao devedor
Órgãos da recuperação judicial
São denominados órgãos da recuperação judicial as pessoas ou o colegiado delas que desempenha papel de
destaque (do ponto de vista da lei para a administração do processo).
Juiz
Vamos iniciar entendendo que o juiz da
recuperação é um de direito integrante da
justiça estadual, que exerce a jurisdição no
lugar (juízo) da recuperação. Cabe a ele a
superintendência do processo e as decisões
das questões incidentais, como julgar as
habilitações de crédito e as impugnações.
 
É a pessoa juíza quem nomeia e destitui o
administrador judicial que atua sob sua
supervisão. No entanto, não cabe ao juiz
aprovar ou rejeitar o plano de recuperação, pois
a a eventual concessão da medida está vinculada à prévia manifestação dos credores.
Representante do Ministério Público
Promotorade justiça
Grupo de advogados analisando documentos
É uma pessoa promotora de justiça designada para atuar
nos processos de falência e de recuperação. Ela não é parte
no processo nem decide qualquer questão principal ou
incidental. Todavia, na condição de fiscal da lei e de sua
aplicação, sua participação é obrigatória no processo.
Assim, a pessoa juíza, ao determinar o processamento da
recuperação, deve ordenar a intimação do representante do
Ministério Público.
Representantes do Ministério Público têm algumas
prerrogativas na recuperação, como: impugnar créditos,
propor ação revisional de crédito admitido, promover a ação penal por crime previsto na Lei nº 11.101/2005,
arguir a substituição do administrador judicial e recorrer da concessão da recuperação, entre outras.
Administrador judicial
É nomeado pelo juiz ao determinar o processamento da recuperação. É um profissional idôneo,
preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas ou contador ― ou pessoa jurídica
especializada (confira o artigo 21 da Lei nº 11.101/2005). Ele tem direito a remuneração pelo seu trabalho, e
seu pagamento é obrigação do devedor em recuperação.
As regras sobre a fixação da remuneração e
seu pagamento se encontram no artigo 24 da
Lei nº 11.101/2005.
 
Na recuperação judicial, a principal função do
administrador é fiscalizar as atividades do
devedor e o cumprimento do plano de
recuperação judicial. Todavia, ele tem também
outras prerrogativas, como exigir dos credores,
do devedor ou de seus administradores
quaisquer informações e requerer a falência no
caso de descumprimento de obrigação
assumida no plano de recuperação.
As atribuições do administrador judicial constam no artigo 22 da Lei nº 11.101/2005. Com o encerramento do
processo, sua atuação também é finalizada.
Gestor judicial
É uma figura subsidiária na recuperação, isto é, sua participação somente será necessária nos casos de
afastamento do empresário individual de sua empresa. Após escolha pela assembleia de credores, o gestor é
nomeado pelo juiz para assumir a administração das atividades do devedor. Sua atuação é fiscalizada pelo juiz
e pelo comitê de credores (se houver).
Assembleia de credores
É formada pelos credores do devedor, sujeitos ou não aos efeitos da recuperação. Entretanto, somente podem
votar nas deliberações os credores incluídos no plano e que tiverem alterado as condições originais e os
prazos de pagamento de seus créditos.
A assembleia de credores terá por atribuição deliberar sobre qualquer matéria que possa afetar os interesses
dos credores, em especial:
 
A aprovação, a recusa ou a modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor.
 
A constituição do comitê de credores, a escolha de seus membros e a sua substituição.
 
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O pedido de desistência da recuperação, se feito após o processamento da recuperação.
 
O nome do gestor judicial, quando o empresário individual se afastar de suas atividades.
A assembleia de credores será convocada de ofício pelo juiz, mas poderá ser convocada a pedido de credores
que representem, no mínimo, 25% do valor total dos créditos de determinada classe.
Comitê de credores
É um órgão facultativo no processo de recuperação e será constituído por deliberação de qualquer das
classes de credores na assembleia.
Composição:
Um representante indicado pela classe de credores trabalhistas.
 
Um representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios
especiais.
 
Um representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais.
 
Um representante indicado pela classe de credores representantes de microempresas e empresas de
pequeno porte.
Para cada titular, a lei prevê a escolha ou a eleição de dois suplentes.
O comitê pode funcionar com número inferior a quatro membros e, quando nenhuma das classes de credores
tiver interesse em indicar ou eleger membro e suplente para o comitê, caberá ao administrador judicial ou, em
sua incompatibilidade, ao juiz exercer suas atribuições.
As atribuições do comitê de credores estão dispostas no artigo 27, da Lei nº 11.101/2005, com destaque para:
Fiscalização das atividades do administrador judicial e exame de suas contas.
 
Inspeção da administração das atividades do devedor, apresentando, a cada 30 dias, relatório de sua
situação.
 
Fiscalização da execução do plano de recuperação judicial.
 
Submissão à autorização do juiz, quando ocorrer o afastamento do devedor, da alienação de bens do
ativo permanente, da constituição de ônus reais e de outras garantias, bem como dos atos de
endividamento necessários à continuação da atividade empresarial durante o período que anteceder a
aprovação do plano de recuperação judicial.
Restrições ao devedor em recuperação
Embora a recuperação judicial tenha efeitos bem diversos da falência, pois permite a manutenção da empresa,
da fonte produtora e de empregos, entre outros objetivos, o devedor sofrerá algumas restrições em relação à
disponibilidade de seus bens e à livre administração de sua empresa. Contudo, isso não acompanha todo o
tempo de cumprimento do plano, findando com o encerramento do processo judicial.
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Juíza batendo o martelo
Restrição à livre administração da empresa
A primeira restrição diz respeito à livre administração de seu negócio. O empresário e a sociedade empresária
têm plena liberdade para o exercício de sua empresa, bem como para determinar as ações e o planejamento,
escolher fornecedores, contratar e demitir empregados etc. Tal prerrogativa decorre da Constituição brasileira
de 1988, em seu artigo 170, parágrafo único, que estabelece:
É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de
autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.
Embora o devedor em recuperação não necessite de autorização para se manter em atividade, ele deve
aceitar a fiscalização de suas atividades pelo administrador judicial e pelos membros do comitê de credores,
caso esse órgão exista. A prestação de quaisquer informações solicitadas pelo administrador judicial também
é obrigatória.
A partir do processamento da recuperação
judicial, o uso do nome empresarial será
alterado, uma vez que o artigo 69, da Lei nº
11.101/2005, impõe que a expressão em
recuperação judicial deverá ser acrescida após
o nome empresarial.
 
Isso se aplica a todos os atos, contratos e
documentos firmados pelo devedor. Para
aumentar a publicidade de sua situação, o juiz
determinará ao registro público de empresas a
anotação da recuperação judicial no registro
correspondente.
Trata-se de mais uma restrição ao devedor, pois ele não poderá deixar de incluir sua condição em todos os
documentos que assinar.
Ainda no tocante à administração de sua empresa, o artigo 64, da Lei nº 11.101/2005, prevê a possibilidade de
afastamento do empresário ou dos administradores da sociedade empresária durante o procedimento de
recuperação judicial. Trata-se de uma medida excepcional, uma vez que o devedor ou os seus
administradores serão mantidos na condução da atividade empresarial, mas sob fiscalização do comitê (se
houver) e do administrador judicial.
Comentário
A medida de afastamento é tomada em situações graves, como prática de crimes ou atos ilícitos, bem
como descumprimento de deveres legais. 
Verificada qualquer das hipóteses que autorizam o afastamento, o juiz deverá destituir o administrador ou
afastar o empresário individual. Mas quais são os desdobramentos possíveis em relação às duas hipóteses?
Veja a seguir.
Restrições em relação à disponibilidade dos bens do devedor
Consistem na proibição, desde a data do pedido, de alienar ou onerar bens ou direitos de seu ativo
permanente, salvo evidente utilidade reconhecida pelo juiz. Isso se dará após o comitê (se houver) ser ouvido,
com exceção dos bens e direitos previamente relacionados no plano de recuperação judicial para serem
alienados. Enquanto o plano não for aprovado, a proibiçãonão comporta exceções.
Órgãos da recuperação judicial e restrições
Neste vídeo, confira os órgãos da recuperação judicial, compreendendo o papel do juiz, do representante do
MP, do administrador judicial, do gestor judicial, da assembleia de credores e do comitê de credores. Entenda
também as restrições ao devedor em recuperação.
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Plano especial e encerramento da recuperação judicial
Plano especial de recuperação
Em consonância com a Constituição brasileira de 1988, que, em seu artigo 179, determina tratamento jurídico
diferenciado às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, a Lei nº 11.101/2005
previu um plano especial de recuperação para elas, com limitação quanto ao meio a ser adotado.
Com isso, os devedores não precisam demonstrar a viabilidade da adoção dos meios de recuperação,
previstos no artigo 50, nem apresentar laudo de viabilidade econômico-financeira, diminuindo, assim, os
custos com o processo.
Para ter acesso ao plano especial de recuperação, é preciso que o devedor esteja enquadrado como
microempresa ou empresa de pequeno porte. Confira a diferença entre elas a seguir:
Conteúdo do plano especial de recuperação
O plano especial não dá ao devedor liberdade para escolher o meio de recuperação que melhor atenda às
suas necessidades. Se, por um lado, a lei simplifica a elaboração do plano, não sendo necessária a confecção
de laudo ou os gastos com serviços de terceiros ― pois ele já tem cláusulas preestabelecidas ― por outro, ela
restringe o devedor à simples adesão a ele, sem praticamente nenhuma flexibilidade.
Destituição do administrador 
O administrador será substituído pela pessoa
natural eleita pelos sócios, conforme previsto
no contrato ou estatuto, ou pelos credores se
tal faculdade estiver prevista no plano de
recuperação judicial (confira o artigo 50,
inciso V, da Lei nº 11.101/2005).
Afastamento do empresário individual 
O juiz deverá agir na forma do artigo 65,
da Lei nº 11.101/2005. Ele convocará a
assembleia de credores para deliberar
sobre o nome do gestor judicial que
assumirá a administração. Até que o
gestor assuma a empresa, o
administrador judicial exercerá
temporariamente as funções de gestor.
Microempresa 
Deve atingir receita bruta, em cada ano-
calendário, igual ou inferior a R$360.000,00.
Enquadra-se também o microempreendedor
individual (MEI).
Empresa de pequeno porte 
Deve alcançar receita bruta superior a
R$360.000,00 e igual ou inferior a
R$4.800.000,00.
Caso não seja um instrumento viável para a recuperação, as microempresas e as empresas de pequeno porte
poderão adotar o plano comum e observar as exigências do artigo 53 da Lei nº 11.101/2005. Porém, se o plano
especial for melhor, o devedor deverá manifestar sua intenção de adotá-lo já no requerimento de recuperação.
O prazo para a apresentação do plano especial é o mesmo do plano comum: até 60 dias da publicação do
edital de processamento, sob pena de decretação da falência. Além disso, ele se limita às seguintes
condições:
 
Abranger todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos, com exceção dos
excluídos do plano comum e os decorrentes de repasse de recursos oficiais.
 
Prever parcelamento em até 36 parcelas mensais, iguais e sucessivas, acrescidas de juros equivalentes
à taxa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), podendo conter ainda a proposta de
abatimento do valor das dívidas.
 
Considerar o pagamento da primeira parcela no prazo máximo de 180 dias, contado da distribuição do
pedido de recuperação judicial.
 
Estabelecer a necessidade de autorização do juiz, após o administrador judicial e o comitê de credores
serem ouvidos, para o devedor aumentar as despesas ou contratar empregados.
No plano especial, ao contrário do plano comum, se houver objeção à concessão da recuperação judicial por
algum credor, a assembleia de credores para deliberar sobre o plano não será convocada, e o juiz concederá a
recuperação judicial se as demais exigências legais forem atendidas.
Tal medida facilita a aprovação do plano pela sua celeridade e dispensa o devedor dos custos com a
realização da assembleia. Entretanto, se a assembleia para apreciar a objeção de qualquer credor ao plano
não será convocada, quem apreciará a objeção? O juiz deverá verificar o valor do crédito que o credor ou o
grupo de credores que objetou o plano detém. Vejamos.
Até metade do valor total de créditos
Caso o valor seja de até metade do valor total
de créditos de uma das classes de credores
previstas no artigo 83, da Lei nº 11.101/2005, a
objeção será indeferida.
Mais da metade do valor total de
créditos
Se o credor ou grupo de credores reunir mais
da metade de qualquer uma das referidas
classes, o juiz julgará o pedido de recuperação
judicial via plano especial improcedente e
decretará a falência do devedor.
Encerramento da recuperação judicial
Após a aprovação do plano e a concessão da recuperação judicial, o processo prossegue e entra na terceira e
última fase.
O devedor permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as obrigações previstas no plano,
que irão vencer até dois anos depois da concessão. Durante esse período, o devedor poderá ou não iniciar o
cumprimento do plano, dependendo de seus termos e prazos, porém, persiste a fiscalização do administrador
judicial e do comitê de credores.
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Comentário
O plano de recuperação poderá sofrer modificações até o encerramento da recuperação, e a mesma
sistemática de votação e quorum aplicáveis para sua aprovação são aplicadas. 
Durante o período de dois anos, o descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano acarretará a
convolação da recuperação em falência. Ou seja, a recuperação cessará e o devedor terá a falência decretada
com a liquidação de sua empresa.
As cláusulas e os compromissos previstos no plano ficarão rescindidos, e os credores terão seus direitos e
suas garantias reconstituídos nas condições originalmente contratadas, além de deduzidos os valores
eventualmente pagos e ressalvados os atos validamente praticados no âmbito da recuperação judicial.
Mesmo que o plano ainda não tenha sido cumprido no prazo de dois anos, o juiz deve encerrar o processo por
sentença, na qual determinará:
 
O pagamento do saldo de honorários ao administrador judicial após a prestação de contas e a
apresentação de relatório, no prazo máximo de 15 dias, sobre a execução do plano de recuperação
pelo devedor.
 
A apuração do saldo das custas judiciais a serem recolhidas.
 
A dissolução do comitê de credores e a exoneração do administrador judicial.
 
A comunicação ao registro público de empresas para as providências cabíveis.
Após a sentença de encerramento, a fiscalização do administrador judicial e do comitê de credores (se
houver) sobre o devedor e a sua empresa finaliza. Sem embargo, no caso de ainda restarem obrigações
pendentes previstas no plano de recuperação judicial, o descumprimento autoriza qualquer credor a requerer
sua execução específica ou a decretação da falência.
Plano especial e encerramento da recuperação
Acompanhe, neste vídeo, o plano especial de recuperação, que é destinado a microempresas e empresas de
pequeno porte. Veja os requisitos e as vantagens desse plano, o qual facilita a reestruturação financeira e
garante a continuidade das atividades empresariais com menos burocracia.
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Recuperação extrajudicial
Trata-se de outra espécie de recuperação possível de ser adotada pelo devedor para evitar a falência. Ele
deverá satisfazer os mesmos requisitos subjetivos para a recuperação judicial e não ter nenhum pedido de
recuperação judicial pendente de julgamento ou não ter obtido recuperação judicial ou mesmo não ter obtido
homologação de outro plano de recuperação extrajudicial há menos de dois anos.
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• 
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Empresário usando a calculadora
Perceba que o prazo entre uma recuperação
extrajudicialtrabalhadores.
C
Parcelamento em até 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas, acrescidas de juros equivalentes à taxa
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
D
Redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva.
E
O pedido de recuperação judicial, com base em plano especial, não acarreta a suspensão do curso da
prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.
A alternativa A está correta.
Apenas a alternativa A possui conteúdo condizente ao plano especial, uma vez que é imprescindível obter a
permissão do juiz após consultar o administrador judicial e o comitê de credores, antes que o devedor
possa aumentar despesas ou contratar funcionários.
2. A falência de empresas, os seus princípios e os pressupostos
Conceito de falência
Conceito de falência
Acompanhe, neste vídeo, o conceito de falência e entenda o processo legal de liquidação dos bens de uma
empresa insolvente.
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A falência pode ser conceituada de duas formas. A primeira é baseada em uma noção estática ― isto é, ela
enfoca a condição de falido ―, e a segunda se baseia em uma acepção dinâmica, que dá ênfase ao
procedimento da falência. Veja a seguir:
Sentido estático
A falência é a situação do devedor empresário ou sociedade empresária que, sem relevante razão de
direito, encontra-se impontual nas condições previstas em lei ou pratica determinados atos típicos de
estado de falência. A lei identifica a pessoa do falido e sua condição, decorrendo efeitos a partir da
decretação da falência por sentença.
Sentido dinâmico
A falência é um processo de execução coletiva (concurso de credores), em que os bens do devedor
serão arrecadados (ficarão indisponíveis) para efeito de alienação judicial futura e pagamento aos
credores, observadas as preferências e os privilégios legais. Nessa acepção, a falência tem função
liquidatória (ou seja, realização do ativo e pagamento do passivo) do patrimônio do falido sujeito a
seus efeitos, operando-se o ajuste de contas com os credores.
Os atos caracterizadores de um estado de falência estão previstos no artigo 94, da Lei nº 11.101/2005.
Princípios e pressupostos da falência
Confira, a seguir, os fundamentos e os pressupostos da falência, bem como suas principais características.
Princípios
São utilizados como norte, ou orientação, para o juiz decidir nos casos em que a lei não regula
expressamente determinadas relações patrimoniais. Além disso, eles fundamentam a redação de
vários dispositivos. 
Pressupostos
São as condições subjetivas, objetivas e formais indispensáveis para a caracterização jurídica da
falência.
Princípios da falência
O instituto da falência se baseiadem três princípios: igualdade de tratamento entre os credores do falido, 
universalidade do concurso e indivisibilidade do juízo. Adiantamos que cada princípio tem suas exceções, que
apresentaremos sucintamente. Agora, vejamos cada um deles a seguir.
Princípio da igualdade entre os credores do falido
Decorre do concurso universal que a falência instaura. Como o patrimônio do devedor está insolvente, uma
vez que a recuperação se revelou inviável ou foi negada, não há bens suficientes para o pagamento da
totalidade das dívidas. Assim, a intervenção do legislador para regular o pagamento nessa situação se impõe.
Trata-se da falência em sentido econômico.
 
Os credores, mesmo sendo titulares de créditos de diversas origens e naturezas (trabalhista, fiscal, com
garantia real, sem garantia etc.), são tratados em pé de igualdade pela lei — par conditio creditorum,
expressão latina utilizada para identificar o princípio.
Exemplo
A necessidade de habilitação dos créditos ao processo, o que se dá tanto por parte de credores por
obrigações vencidas quanto vincendas (isto é, aquelas que o prazo está prestes a vencer). Mesmo que o
crédito tenha vencimento após a falência, o credor estará na mesma condição de outro que tem crédito
já exigível. Ambos deverão participar do concurso em pé de igualdade para efeito de habilitação. 
Princípio da universalidade do concurso
O segundo princípio também está associado ao concurso de credores falimentares, porém, sua relação mais
próxima é com a figura da massa falida. A falência compreende os bens e as obrigações do devedor,
formando-se duas massas:
Massa de bens
Resultado da arrecadação.
Massa de credores
Consequência da habilitação e verificação dos
créditos.
Há, no processo de falência, dois documentos importantíssimos para exame da composição da massa de bens
(objetiva) e da de credores (subjetiva). São eles:
 
O auto de arrecadação (previsto no artigo 94, da Lei nº 11.101/2005).
O quadro geral de credores (previsto no artigo 18, da Lei nº 11.101/2005).
 
A administração da massa falida e sua representação judicial são incumbidas ao administrador judicial.
Princípio da indivisibilidade do juízo
• 
• 
O terceiro e último princípio da falência tem relação com o juízo competente para decretar a falência, ou seja,
o do lugar do principal estabelecimento do devedor. Tal princípio se denomina indivisibilidade (ou “unidade”)
do juízo da falência e está previsto no artigo 76, da Lei nº 11.101/2005. Veja!
O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens, interesses e
negócios do falido.
Os credores deverão direcionar suas pretensões e seus recursos para o local onde se processa a falência e
onde eles serão apreciados pelo mesmo juiz. O juízo da falência tem, então, força atrativa sobre os credores
(vis attractiva).
 
Existem exceções para cada um dos princípios diante de disposições da própria Lei nº 11.101 ou de outras.
Vejamos algumas.
Princípio da igualdade
Os créditos tributários não estão sujeitos à habilitação na falência, e a própria Lei nº 11.101/2005
estabelece uma ordem de pagamento aos credores.
Princípio da universalidade
Os bens impenhoráveis não são compreendidos na massa falida objetiva, sendo insuscetíveis de
arrecadação. Além disso, existem ações que não são atraídas para o juízo da falência, como as
causas trabalhistas e fiscais.
Pressupostos para declaração de falência
Acompanhe, neste vídeo, os pressupostos da falência e entenda quais são os requisitos legais necessários
para sua declaração.
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A legislação brasileira exige a concorrência de três pressupostos para a falência ser decretada:
Pressuposto subjetivo
Refere-se ao sujeito passivo, a pessoa que
sofre a falência e seus efeitos.
Pressuposto objetivo
Diz respeito à causa que motiva o pedido de
falência e sua decretação.
Pressuposto formal
É o ato que deve ser praticado pelo juiz para
dar início à sentença de falência.
O sujeito passivo da falência não é qualquer devedor, pois é apenas o empresário ou a sociedade empresária.
Tal restrição é histórica e remonta ao Código Comercial, de 1850, a primeira lei nacional a tratar da falência.
Com isso, ainda não é possível que pessoas físicas ou jurídicas que não sejam empresários, de fato ou de
direito, requeiram sua própria falência ou que seus credores a requeiram.
 
Contudo, o sistema falimentar brasileiro comporta exceções de ambos os lados:
Para excluir certas sociedades empresárias da falência
O artigo 2º, da Lei nº 11.101/2005, exclui várias entidades da aplicação dos institutos da falência, da
recuperação judicial e da recuperação extrajudicial. São elas: a) empresa pública; b) sociedade de
economia mista; c) instituição financeira pública ou privada; d) cooperativa de crédito; e) consórcio; f)
entidade de previdência complementar; g) sociedade operadora de plano de assistência à saúde; h)
sociedade seguradora; i) sociedade de capitalização; e j) outras entidades legalmente equiparadas às
anteriores.
Todas as entidades listadas, salvo as cooperativas de crédito, estão sujeitas ao regime das
sociedades empresárias, mas, por previsão legal, não se submetem aosinstitutos de direito
falimentar, e sim, aos procedimentos de liquidação administrativa (extrajudicial) previstos em leis
próprias.
Para submeter pessoas naturais não empresárias à falência
A Lei nº 11.101/2005 submete pessoas naturais, sejam empresárias ou não, à falência em todos os
seus efeitos. Trata-se do sócio de responsabilidade ilimitada presente em certos tipos de sociedades
empresárias, como os sócios da sociedade em nome coletivo ou os comanditados da sociedade em
comandita simples.
De acordo com o artigo 81, da Lei nº 11.101/2005, a decretação da falência da sociedade com sócios
ilimitadamente responsáveis também acarreta a falência deles, que ficam sujeitos aos mesmos efeitos
jurídicos produzidos em relação à sociedade falida.
A causa da decretação da falência, pressuposto objetivo, está relacionada à impontualidade ou à prática de
atos ruinosos ou fraudulentos por parte do devedor, denominados atos de falência.
Comentário
A impontualidade na falência tem conotação especial e bem limitada, pois não se refere ao devedor
deixar de pagar qualquer dívida, de qualquer valor ou representada em qualquer documento. 
De acordo com o artigo 94, da Lei nº 11.101/2005, a impontualidade falimentar é verificada em duas situações.
São elas:
Primeira situação
Quando o devedor, sem relevante razão de direito (imotivadamente), não paga, no vencimento, a
obrigação líquida (aquela determinada quanto ao objeto e certa quanto à sua existência, que dispensa
liquidação para apuração do valor ou da prestação) materializada em título ou títulos executivos
protestados, e sua soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-mínimos na data do pedido de
falência.
Com isso, não basta ser credor, é preciso apresentar um documento que, por lei, seja considerado
um título executivo, com o valor mínimo previsto. Além disso, a soma dos títulos deve atingir esse
valor e os títulos estar protestados por falta de pagamento, constando nos respectivos instrumentos
o fim falimentar a que se destina o protesto.
Lembre-se: os artigos 515 e 784 do Código de Processo Civil enumeram os títulos executivos judiciais
e extrajudiciais.
Segunda situação
Quando o credor já propôs uma ação de cobrança perante o devedor ― no caso, uma ação de
execução ―, mas não obteve o pagamento. É a situação do devedor empresário ou da sociedade
empresária que, executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita nem nomeia bens
suficientes para penhorar dentro do prazo legal. Tais fatos evidenciam uma insolvência presumida e
permitem ao credor suspender a ação de execução e requerer a falência.
Alternativamente, ainda que o crédito não esteja vencido, a falência pode ser requerida e decretada pela
prática de atos, pelo empresário individual ou pelos administradores da sociedade empresária, denominados 
atos de falência. São práticas fraudulentas, ilícitas e, muitas vezes, criminosas, com o intuito de dilapidar o
patrimônio, lesar credores ou fugir da cobrança.
 
Cabe ao credor descrever tais práticas, juntando-as as provas que houver e especificando as que serão
produzidas. Veja a seguir:
Proceder à liquidação precipitada de seus ativos ou lançar mão de meio ruinoso ou fraudulento para
realizar pagamentos.
Realizar ou, por atos inequívocos, tentar realizar negócio simulado ou alienação de parte ou da
totalidade de seu ativo a terceiro, credor ou não, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar
credores.
Transferir estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem
ficar com bens suficientes para solver seu passivo.
Simular a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou a
fiscalização ou para prejudicar credor.
Dar ou reforçar garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e
desembaraçados suficientes para saldar seu passivo.
Ausentar-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores,
abandonar estabelecimento ou tentar ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu
principal estabelecimento.
Deixar de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial.
Quanto ao pressuposto formal, somente se instaura o estado de falência a partir da sentença do juiz, que
produzirá efeitos a partir da segunda fase ou do período de informação. Com isso, percebemos que o juiz não
pode iniciar de ofício (por conta própria) o processo de falência. Sempre será necessário um requerimento
feito pelo credor ou por outras pessoas, às quais a lei confere legitimidade.
 
Também é possível que a falência seja decretada a partir de um pedido feito pelo devedor, instituto conhecido
como autofalência. Nesse caso, o devedor em crise econômico-financeira, que julgue não atender aos
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Juiz analisando processo
requisitos para pleitear sua recuperação judicial, deverá requerer ao juízo sua falência, expondo as razões da
impossibilidade de prosseguimento da atividade empresarial.
Administração e classificação dos créditos na falência
Administração da falência
Os órgãos da recuperação judicial são os mesmos da falência, com exceção do gestor judicial, que não atua.
Daremos destaque agora à figura do administrador judicial, que assume, na falência, importância capital e
muito maior do que uma recuperação judicial. 
Ressalta-se que o juiz da falência tem papel de
destaque na primeira fase, pois cabe a ele a
decisão sobre eventual decretação da falência,
e não aos credores, como na recuperação
judicial. Também são atribuições do juiz a
nomeação, a superintendência da atuação e a
destituição do administrador judicial.
 
Como o foco da falência é a liquidação da
empresa. Assim, a assembleia de credores e o
comitê ― órgão igualmente facultativo, assim
como na recuperação judicial ― assumem
papel menor em comparação à recuperação. Quanto ao representante do Ministério Público, que também
intervém no processo como fiscal da lei, sua participação é obrigatória após a decretação da falência,
especialmente durante o período de verificação dos créditos e venda dos bens arrecadados.
A seguir, veja os critérios e impedimentos para a escolha do administrador judicial.
1
Critérios
O administrador judicial é nomeado pelo juiz na sentença de falência. O critério para a sua escolha é
o mesmo empregado na recuperação judicial, ou seja, ser profissional idôneo, preferencialmente
advogado, economista, administrador de empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada.
Após sua nomeação, ele será intimado para assinar termo de compromisso que marca a investidura
nas suas funções.
Além da capacidade civil plena para ser administrador judicial ― ou seja, ter mais de 18 anos e não
sofrer qualquer incapacidade ―, o nomeado não pode ter impedimento legal.
2
Impedimentos
Não poderá exercer as funções de administrador judicial quem, nos últimos cinco anos, no exercício
desse cargo ou como membro do comitê de credores em falência ou recuperação judicial anterior, foi
destituído, deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas
desaprovada.
Também está impedido de exercer a função de administrador judicial quem tiver relação de
parentesco ou afinidade até o terceiro grau com o devedor, seus administradores, controladores ou
representantes legais ou deles for amigo, inimigo ou dependente.
Vale destacar que se alguém tiver algum impedimento legal e for nomeado administrador judicial, o devedor,
qualquer credor ou o representante do Ministério Público poderá requerer ao juiz a substituição do nomeado.
Juíza assinando documento
Na falência, diante da inabilitação do empresário para o exercício de qualquer empresa e da arrecadação de
seus bens, as atribuições do administrador se tornam bem maiores, porque ele as exerce sob a fiscalização do
juiz e do comitê, se houver. Destacamos as mais importantes:
Elaborar e fazer publicar a relação de credores após a verificação dos créditos.
Consolidar o quadro geralde credores após o julgamento das impugnações de crédito para posterior
publicação.
Assumir a condução da atividade empresarial do falido, se a continuação provisória for autorizada pelo
juiz na sentença de falência.
Examinar a escrituração do devedor para efeito de apuração de eventuais crimes falimentares.
Relacionar os processos e assumir a representação judicial e extrajudicial, incluídos os processos
arbitrais, da massa falida.
Apresentar, no prazo de 40 dias, contado a partir da assinatura do termo de compromisso, prorrogável
por igual período, o relatório sobre as causas e circunstâncias que conduziram à situação de falência,
no qual apontará a responsabilidade civil e penal dos envolvidos.
Arrecadar os bens e documentos do devedor e elaborar o auto de arrecadação, no qual constarão o
inventário dos bens e o laudo de avaliação.
Praticar os atos necessários à realização do ativo e ao pagamento dos credores.
O administrador judicial responde com seus bens pessoais por ato ilícito, intencional (doloso) ou culposo,
pelos prejuízos causados à massa falida, ao devedor ou aos credores.
Tal qual na recuperação judicial, o administrador judicial faz jus à remuneração pelo seu trabalho e pelos
serviços prestados, e se encargo é da massa falida (crédito de natureza extraconcursal, que será pago
anteriormente aos credores que entram no quadro do concurso de credores).
Cabe ao juiz, em decisão no curso do processo,
fixar o valor e a forma de pagamento da
remuneração, observados a capacidade de
pagamento da massa falida, o grau de
complexidade do trabalho e os valores
praticados no mercado para o desempenho de
atividades semelhantes.
 
Em qualquer hipótese, o total pago ao
administrador judicial não excederá 5% do valor
de venda dos bens na falência, percentual
reduzido para 2% no caso de falência de
microempresas ou empresas de pequeno porte. Do montante total da remuneração fixada, devem ser
reservados 40% para pagamento após o julgamento das contas do administrador judicial e a apresentação do
relatório final da falência.
Classificação dos créditos na falência
Como exceção do princípio da igualdade de tratamento entre os credores do devedor, a Lei nº 11.101/2005, em
seu artigo 83, estabelece uma ordem de pagamento entre os credores do falido, denominados concursais. Os
credores, que têm créditos que surgem após a decretação da falência, em razão de obrigações assumidas
pela massa falida ou despesas do processo, por exemplo, são considerados extraconcursais, pagos
preferencialmente em relação aos créditos concursais.
A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:
1ª classe
Abarca os créditos derivados da legislação do trabalho, com preferência até o limite de 150 salários-
mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho, sem limite. O saldo excedente do
crédito trabalhista é incluído na classe dos créditos quirografários.
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2ª classe
Compreende os créditos com garantia real, isto é, aqueles que possuem bens do patrimônio do
devedor ou de terceiro vinculados a seu pagamento até o limite do valor do bem gravado.
Para efeito de inserção do crédito, nesta classe, será considerado como valor do bem, o objeto de
garantia real, a importância efetivamente arrecadada com sua venda (valor líquido), ou, no caso de
alienação em bloco da empresa ou de estabelecimento, o valor de avaliação do bem individualmente
considerado. A parte do crédito excedente a esse limite será incluída na classe dos créditos
quirografários.
3ª classe
Engloba os créditos tributários, independentemente da sua natureza e do tempo de constituição,
exceto os créditos extraconcursais e as multas tributárias.
4ª classe
Abarca créditos quirografários, aqueles sem qualquer garantia ou privilégio quanto ao recebimento.
Até a entrada em vigor da Lei n° 11.101/2005, essa era a última classe de credores.
5ª classe
Abrange as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas,
inclusive, as multas tributárias.
6ª classe
Engloba créditos subordinados, a saber: os assim previstos em lei ou em contrato e os créditos dos
sócios e dos administradores sem vínculo empregatício.
Administração e classificação da falência
Entenda, neste vídeo, a administração da falência e o papel do administrador judicial na gestão do processo.
Acompanhe suas responsabilidades na arrecadação e na venda de bens, bem como no pagamento de
credores e na elaboração de relatórios.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Breves noções sobre procedimento falimentar
Vamos iniciar compreendendo que o procedimento falimentar de liquidação dos bens do empresário
individual, que também dissolve a sociedade empresária, pode ser dividido em três fases. Elas são
identificadas de acordo com o objetivo de cada uma. Veja a seguir.
Fase preliminar
Tem como escopo aferir a presença dos
pressupostos objetivo e subjetivo.
Fase de informação ou instrução
Visa à formação da massa falida (objetiva e
subjetiva) e à apuração de responsabilidade
penal do falido.
Fase de liquidação
Tem como objetivo liquidar o patrimônio
falimentar.
Agora, vamos ver cada uma dessas fases de forma mais abrangente.
Fase preliminar ou pré-falimentar
Inicia-se com o requerimento de falência, seja ele feito pelo credor ou pelo próprio devedor, e termina com a
decretação da falência. Caso a decisão seja pelo indeferimento (sentença denegatória), o processo se encerra
com essa decisão.
É nessa fase que o devedor tem a oportunidade de apresentar defesa e provas para que o juiz não decrete a
falência ― inclusive, é dada a ele a oportunidade de depositar o valor correspondente ao total do crédito,
acrescido de correção monetária, juros e honorários advocatícios, impedindo-se, com esse depósito, a
decretação da falência, exceto se o pedido tiver fundamento na prática de atos de falência.
Comentário
Cabe ressaltar a possibilidade de o devedor, nesta fase, requerer recuperação judicial, o que suspenderá
a tramitação do processo de falência até a decisão sobre o pedido. 
Fase de informação ou de instrução
É a primeira etapa após a falência ser decretada e a segunda do processo. Nesse momento, serão produzidos
os efeitos da falência em relação aos credores e ao próprio falido. Veja a seguir.
Credores
Suspensão do curso das ações anteriormente iniciadas contra o devedor.
Suspensão da fluência dos juros.
Vencimento antecipado das dívidas do falido.
Necessidade de habilitação no processo para os créditos não relacionados pelo devedor.
Falido
Dissolução da sociedade empresária.
Desapossamento dos seus bens.
Perda do direito de administração de seu negócio.
Inabilitação para o exercício de qualquer atividade empresarial.
A fase é denominada de informação ou de instrução, pois será nela que os procedimentos fundamentais para
a formação da massa falida ocorrerão, ou seja, a habilitação e a verificação dos créditos pelo administrador
judicial (para formar a massa de credores) e a arrecadação de bens, livros e documentos (para formar a massa
de bens).
Nessa fase, o administrador judicial examinará a escrituração do falido e de seus atos anteriores e posteriores
à decretação da falência, tanto para instruir eventuais medidas penais de apuração de crimes falimentares
como para investigar atos fraudulentos praticados antes da falência em conluio do devedor com terceiros, que
são passíveis de revogação.
Fase de liquidação
Logo após a arrecadação dos bens, com a juntada do respectivo auto ao processo de falência, encerra-se a
segunda fase e inicia-se a terceira e última, com a realização do ativo, isto é, a venda judicial dos bens
arrecadados (em leilão, por propostas fechadas, por lances orais ou por pregão) para o pagamento dos
credores. A fase de liquidação finda a sentença de encerramento da falência.
A venda judicial dos bens arrecadados observará uma ordem legal que privilegia a alienação da empresa, com
a venda de seus estabelecimentos em bloco, passandoo administrador judicial tem atuação fundamental na fiscalização das atividades do
devedor e na elaboração de relatórios de acompanhamento da recuperação, que deverá ser encerrada após
dois anos da data de sua concessão, mesmo que o plano não esteja integralmente cumprido.
Também foram apresentados os conceitos estático e dinâmico de falência, seus princípios e pressupostos.
Você percebeu que se trata de um concurso de credores concebido exclusivamente para o devedor
empresário ou a sociedade empresária, mas existem pessoas excluídas do concurso ou a ele submetidas,
ainda que não sejam empresários.
Foi comentado que a falência depende de uma sentença judicial e não pode ser decretada de ofício, sendo
necessário um requerimento, seja do próprio devedor ou de qualquer credor. O processo de falência se
desenvolve em três fases, sendo que, na primeira, não há ainda tecnicamente a falência, diante da ausência
de sentença. Nessa fase, ocorre a discussão do pedido de falência e apresentação das provas e das defesas
do devedor.
Após a sentença, inicia-se o período de informação ou instrução, no qual o administrador judicial tem atuação
fundamental na arrecadação dos bens, na verificação dos créditos habilitados e nos relacionados pelo falido,
na análise dos contratos, na documentação, no exame de livros e na continuação do negócio (se autorizada),
entre outras atribuições.
O objetivo dessa fase é apurar o ativo e verificar o passivo, a fim de possibilitar a liquidação do patrimônio
falimentar. A última fase, dedicada à liquidação, desenvolve-se logo após o término da arrecadação, mesmo
que o quadro-geral de credores ainda não tenha sido publicado. Eles receberão seus créditos do produto
apurado nas vendas judiciais, havendo prioridade dos credores extraconcursais sobre os concursais e, nesse
grupo, será observada a ordem do artigo 83, da Lei nº 11.101/2005.
Caso tenha havido pagamento aos credores integral ou parcial, após o término da liquidação, o falido
empresário individual poderá requerer ao juiz a extinção de suas obrigações por sentença,
concomitantemente com o encerramento da falência, que o reabilitará ao exercício da empresa.
Na impossibilidade de comprovar o pagamento nas bases exigidas por lei, a prescrição em cinco ou 10 anos
após o encerramento da falência permitirá a declaração da extinção das obrigações do falido.
Podcast
Alexandre Ferreira de Assumpção Alves, professor doutor em Direito, encerra este conteúdo abordando
os tópicos mais relevantes sobre a recuperação de empresas e falência: a diferença entre recuperação
judicial e extrajudicial, possíveis restrições de atividades impostas ao devedor e a igualdade de
tratamento entre os credores.
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Leia o material de Leonardo Dias Financiamento na recuperação judicial e na falência. Rio de Janeio: GEN,
2022. Esse livro traça um panorama de algumas experiências envolvendo o financiamento de empresas antes
e depois da reforma legal, Lei nº 14.112/2020.
 
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falência. Evidências Empíricas. São Paulo: Foco, 2022. Você poderá verificar a prática dos processos de
recuperação judicial e de falência em números. Vale a pena!
Referências
ALMEIDA, A. P. de. Curso de falência e recuperação de empresa. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
 
BERTOLDI, M. M.; RIBEIRO, M. C. P. Curso avançado de Direito Comercial. 11. ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2020.
 
BEZERRA FILHO, M. J. Lei de recuperação de empresas e falência – Lei 11.101/2005: comentada artigo por
artigo. 12. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017.
 
COELHO, F. U. Novo manual de Direito Comercial. 31. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2020.
 
FAZZIO JUNIOR, W. Lei de falência e recuperação de empresas. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
 
MAMEDE, G. Direito empresarial brasileiro: falência e recuperação de empresas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
 
NEGRÃO, R. Curso de direito comercial e de empresa. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
 
SALOMÃO, L. F.; SANTOS, P. P. Recuperação judicial, extrajudicial e falência: teoria e prática. 5. ed. Rio de
Janeiro: Forense, 2020.
 
TEIXEIRA, T. Direito empresarial sistematizado. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.
 
TOMAZETTE, M. Curso de direito empresarial. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2020.
	Recuperação de Empresa e Falência
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A recuperação de empresas e as suas modalidades
	Objetivos e requisitos para o pedido de recuperação judicial
	Dos objetivos
	Superação da crise econômico-financeira
	Manutenção da fonte produtora
	Emprego dos trabalhadores
	Interesse dos credores
	Preservação da empresa
	Comentário
	Dos requisitos
	Requisitos subjetivos
	Ser o devedor empresário ou sociedade empresária
	Exercer regularmente sua atividade há mais de dois anos na data do pedido
	Não ser ou ter sido falido
	Não ter obtido concessão de recuperação judicial há menos de cinco anos
	Não ter condenação por crimes previstos nos artigos de 168 a 178 da Lei nº 11.101/2005
	Requisitos objetivos
	Exposição das causas
	Demonstrações contábeis
	Relação dos credores
	Relação dos empregados
	Certidão de regularidade
	Relação dos bens particulares
	Extratos atualizados das contas bancárias
	Certidões dos cartórios de protestos
	Relação das ações judiciais
	Objetivos da recuperação de empresas
	Conteúdo interativo
	Credores sujeitos, excluídos e procedimento recuperacional
	Dos credores sujeitos e excluídos
	Credores - 2º grupo
	Credores - 3º grupo
	Comentário
	Breves noções sobre o procedimento recuperacional
	Fases do processo de recuperação
	Primeira fase
	Segunda fase
	Terceira fase
	Apresentação do plano
	Habilitação dos credores
	Aviso aos credores
	Convocação pelo juiz da assembleia de credores
	Realização da assembleia de credores
	Concessão da recuperação judicial por sentença do juiz
	Procedimento e credores na recuperação judicial
	Conteúdo interativo
	Órgãos e restrições ao devedor
	Órgãos da recuperação judicial
	Juiz
	Representante do Ministério Público
	Administrador judicial
	Gestor judicial
	Assembleia de credores
	Comitê de credores
	Restrições ao devedor em recuperação
	Restrição à livre administração da empresa
	Comentário
	Restrições em relação à disponibilidade dos bens do devedor
	Órgãos da recuperação judicial e restrições
	Conteúdo interativo
	Plano especial e encerramento da recuperação judicial
	Plano especial de recuperação
	Conteúdo do plano especial de recuperação
	Até metade do valor total de créditos
	Mais da metade do valor total de créditos
	Encerramento da recuperação judicial
	Comentário
	Plano especial e encerramento da recuperação
	Conteúdo interativo
	Recuperação extrajudicial
	Curiosidade
	Fases da recuperação extrajudicial
	Primeira fase
	Segunda fase
	1
	2
	3
	Terceira fase
	Recuperação extrajudicial: fases procedimentais
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. A falência de empresas, os seus princípios e os pressupostos
	Conceito de falência
	Conceito de falência
	Conteúdo interativo
	Sentido estático
	Sentido dinâmico
	Princípios e pressupostos da falência
	Princípios
	Pressupostos
	Princípios da falência
	Princípio da igualdade entre os credores do falido
	Exemplo
	Princípio da universalidade do concurso
	Massa de bens
	Massa de credores
	Princípio da indivisibilidade do juízo
	Princípio da igualdade
	Princípio da universalidade
	Pressupostos para declaração de falência
	Conteúdo interativo
	Pressuposto subjetivo
	Pressuposto objetivo
	Pressuposto formal
	Para excluir certas sociedades empresárias da falência
	Para submeter pessoas naturais não empresárias à falência
	Comentário
	Primeira situação
	Segunda situação
	Administração e classificação dos créditos na falência
	Administração da falência
	Critérios
	Impedimentos
	Classificação dos créditos na falência
	1ª classe2ª classe
	3ª classe
	4ª classe
	5ª classe
	6ª classe
	Administração e classificação da falência
	Conteúdo interativo
	Breves noções sobre procedimento falimentar
	Fase preliminar
	Fase de informação ou instrução
	Fase de liquidação
	Fase preliminar ou pré-falimentar
	Comentário
	Fase de informação ou de instrução
	Credores
	Falido
	Fase de liquidação
	Breves noções sobre procedimento falimentar
	Conteúdo interativo
	Conhecendo a extinção das obrigações do falido e sua reabilitação
	O decurso do prazo de cinco anos
	O decurso do prazo de dez anos
	Extinção das obrigações dos falidos e sua reabilitação
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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