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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENGENHARIA CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA RELATÓRIO I LABORATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL Débora Azevedo Sumáya Neves Thayana Vandanezi Abril 2019 8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ………………………………………………………………............... 1 2. OBJETIVOS …………………………………………………………………............... 2 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ………………………………………………............... 2 4. MATERIAIS E MÉTODOS ……………………………………………………........... 2 4.1. Materiais utilizados .……………………………………………………....... 2 4.2. Metodologia .……………………………………………………………........ 3 0. RESULTADOS E DISCUSSÃO ..……………………………………………...... 5 1. CONCLUSÃO .………………………………………………………………......... 7 2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .………………………………………....... 7 1. INTRODUÇÃO A água destinada ao consumo humano pode ser captada de diferentes cursos d’água. O uso do solo no entorno da bacia de captação e os lançamentos de efluentes que são realizados no ambiente aquático auxiliam na determinação da qualidade da água. Para a caracterização da água, são determinados parâmetros físicos, químicos e biológicos, e um dos indicadores de sua qualidade é a turbidez, que é utilizada para caracterizar águas brutas e tratadas. Von Sperling (2014), define turbidez como o parâmetro físico que representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água, conferindo uma aparência turva à mesma. Este parâmetro está diretamente ligado com o teor de sólidos em suspensão presentes na água. A origem desses materiais pode ser o solo, quando não há mata ciliar, a mineração, quando há retirada de areia ou a exploração de argila, as indústrias, ou o esgoto doméstico, com o lançamento sem tratamento no manancial. A turbidez é empregada como critério de enquadramento de rios pela Resolução CONAMA nº 357/2005 e pela Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG nº 01 de 5 de maio de 2008, pois a alta de concentração de sólidos suspensos reduz a penetração de luz prejudicando a fotossíntese e consequentemente, diminuindo a disponibilidade de oxigênio dissolvido, influenciando diretamente no ambiente aquático. O parâmetro é usado na caracterização de águas de abastecimento, auxiliando na escolha do tratamento adequado, e utilizado também no controle operacional das estações de tratamento de água (SPERLING, 2014). Estando dentro dos limites estabelecidos pela Portaria de Consolidação nº 5 de 28 de setembro de 2017, assegura a não rejeição do público à água fornecida pela companhia de saneamento. Além disso, segundo estudos, a remoção de turbidez está associada com a remoção de cistos e oocistos de protozoários, sendo muito relevante o emprego desta característica física como um parâmetro indicador da eficiência do tratamento em conjunto com a contagem de partículas. (LIBÂNIO et al., 2003). Existem vários métodos para medição da turbidez, porém o mais usual é através do turbidímetro. O princípio básico do funcionamento dos equipamentos de determinação de turbidez consiste em um detector disposto a um determinado ângulo em relação ao raio de luz incidente, que mede a reflexão da luz pelas partículas. Para o ângulo de 90°, o equipamento denomina-se nefelômetro ou turbidímetro (HACH et al., 1989). A unidade de turbidez é o UNT (Unidades Nefelométrica de Turbidez) ou UT (Unidades de Turbidez). Nas práticas laboratoriais o conceito de exatidão e de precisão são de alta relevância. Segundo THOMSEN (1997), a precisão de uma série de medições é uma medida da concordância entre determinações repetidas, ela é usualmente quantificada como o desvio padrão de uma série de medidas. E a exatidão de uma medida é a distância estimada entre a medida e um valor “verdadeiro”, “nominal”, “tomado como referência”, ou “aceito”. 2. OBJETIVOS O objetivo da prática em laboratório foi determinar a turbidez de 2 amostras (água da torneira e água superficial), através do turbidímetro e por diferenciação visual utilizando o ALFAKIT. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Análise da exatidão dos equipamentos e da precisão dos valores medidos; · Comparação entre resultados encontrados pelos diferentes grupos e principais interferências; · Análise crítica e discussão dos resultados com base nas legislações vigentes. 4. MATERIAIS E MÉTODOS 4.1. Materiais utilizados: a) Turbidímetro de bancada marca Del lab, modelo DLT-WV - limite de detecção de 0,01 UNT; b) ALFAKIT; c) Solução padrão de formazina de 10 UNT; d) Água da torneira coletada no laboratório de qualidade da água (LAQUA); e) Água superficial do Ribeirão Espírito Santo (classe 1); f) 2 Béqueres de 100 mL; g) Bastão de vidro; h) Cubeta; i) Papel absorvente. Nas figuras a seguir são mostrados os equipamentos utilizados nas medições. Na FIG. 1 está representado o equipamento ALFAKIT e na FIG. 2, o turbidímetro. FIG. 1 FIG. 2 Fonte: acervo pessoal Fonte: acervo pessoal 4.2. Metodologia: A primeira medição da turbidez foi realizada através do método visual, com o uso do ALFAKIT. Por este método não é possível a determinação precisa do valor da turbidez e sim, identificar em qual faixa ela se encontra: menor que 50 UNT , entre 50 e 100 UNT, e 100 e 200 UNT. Para este equipamento, foram utilizadas apenas duas amostras, a água da torneira (amostra 1) e a água superficial (amostra 2). A água da torneira foi coletada em um béquer, e antes de ser transferida para a cubeta foi realizada a ambientação do béquer, que consiste em colocar uma alíquota da amostra no recipiente e descartá-la, para então coletar aquela que será utilizada. Dessa forma, elimina-se a possibilidade de contaminação da água coletada pelo béquer. Posteriormente, a cubeta foi completamente preenchida com a amostra, até a borda, em seguida posicionada em cima do círculo e visualizado as cores por cima da cubeta. Inicia-se pela faixa mais baixa (menor que 50 UNT), caso não seja possível distinguir as duas escalas de cor, então observa-se a próxima faixa (entre 50 e 100 UNT), e não sendo possível nesta também, posiciona-se a cubeta na escala de 100 a 200 UNT. Caso não seja possível distinguir as cores nesta última faixa a amostra possui mais de 200 UNT. Com a amostra 2, foi realizado o mesmo procedimento, tomando o cuidado de se utilizar outra cubeta, previamente limpa, para que a amostragem seja representativa. Entretanto, por se tratar de uma água superficial, antes de ser depositada na cubeta, foi feita a agitação da amostra com o bastão de vidro no béquer, para a homogeneização, pois os sólidos se sedimentam no fundo rapidamente, e assim a análise não corresponderia a real distribuição de sólidos da amostra. Posteriormente, foi realizada a leitura. Após as análises com o ALFAKIT, foi utilizado o equipamento turbidímetro, que realiza a medição da turbidez através do ângulo de refração da luz ao passar pela água. Com este equipamento, foram medidas a turbidez em 3 amostras de água: água da torneira (amostra 1), água superficial (amostra 2) e solução padrão de formazina 10 UNT (amostra 3). O turbidímetro foi calibrado previamente, porém a amostra 3 foi utilizada (apenas para o turbidímetro), com a finalidade de verificar se a calibração do equipamento foi realizada corretamente. Dessa forma, a primeira leitura foi feita com a amostra 3. Foi seguido a seguinte metodologia para leitura das amostras no turbidímetro, com exceção da amostra 1: 1. Coleta da água da torneira no béquer sem volume definido, mas que seja suficiente para preencher a cubeta, com a sua prévia ambientação; 2. Preenchimento da cubeta de vidro com a amostra; 3. Transferência de uma alíquota do béquer para a cubeta de vidro, com o volume dentro dos limites estipulados para leitura; 4. Limpeza da cubeta com papel absorvente para a remoção de marcas ou partículas de poeira que possam interferir na leitura; 5. Ligar o turbidímetro através da tecla “Liga/Ler”; 6. Homogeneização da amostra dentro da cubeta, através de leve agitação; 7. Inserir a cubeta de vidro do turbidímetro; 8. Realizaçãoda leitura, através da tecla “Liga/Ler”; 9. Descarte do líquido; 10. Limpeza dos equipamentos utilizados. Para a amostra 3, foi realizada a homogeneização da amostra, seguida da ambientação do béquer e posterior homogeneização, seguido do passo 2 em diante. Para a leitura da solução padrão de formazina de 10 UNT (amostra 3), seguiu-se a partir do passo 4. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO As leituras realizadas por cada grupo com cada equipamento estão representadas no quadro abaixo: · Equipamento 1 (ALFAKIT): Turbidez (UNT) Grupos Amostra 1 Amostra 2 1 . Acesso em: 20 abr. 2019. image3.jpg image4.jpg image1.png image2.png