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CURSO DE LICENCIATURA EM 
ENSINO DE GEOGRAFIA 
 
MANUAL DE HIDROLOGIA 
 2022 ENSINO ONLINE. ENSINO COM FUTURO 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO 
DE GEOGRAFIA 
 
MANUAL DE HIDROLOGIA 
 
 
 
 
 
 
2º ANO 
CÓDIGO 
TOTAL HORAS/1º SEMESTRE 100 
CRÉDITOS (SNATCA) 4 
NÚMERO DE TEMAS 6 
 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 
 1 
 
Direitos de autor (copyright) 
 
Este manual é propriedade da Universidade Aberta ISCED, e contém todos os direitos. É 
proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total deste manual, sob quaisquer formas ou 
por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão 
expressa de entidade editora (Universidade Aberta ISCED (UnISCED). 
A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais 
em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Aberta ISCED 
Vice-reitoria Académica 
Rua Paiva Couceiro, Macuti 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
Fax: 23323501 
Email: suporte@unisced.edu.mz 
Website: www.isced.ac.mz 
mailto:suporte@isced.ac.mz
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 
 2 
 
Agradecimentos 
A Universidade Aberta (UnISCED) e o autor do presente manual agradecem a colaboração dos 
seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: 
 
 
Autor: Luís Deixa Joaquim – Mestrado em Ciências e Sistemas de Informação Geográfica, 
pela Universidade Católica de Moçambique 
Pela Coordenação 
 
Pelo design 
Vice-Reitor Académica do ISCED 
Instituto Africano de Promoção da Educação a Distância 
(IAPED) 
Financiamento e Logística 
 
Pela Revisão Mário Silva Uacane 
Ano de publicação 
Ano de actualização 
Local de Publicação 
2018 
2022 
Beira ISCED 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 
 3 
 
Índice 
Visão geral 1 
 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Hidrografia ................................................................. 1 
Objectivos do Módulo...................................................................................................... 1 
Quem deveria estudar este módulo ................................................................................ 1 
Como está estruturado este módulo ............................................................................... 2 
Ícones de actividade ........................................................................................................ 3 
Habilidades de estudo ..................................................................................................... 3 
Precisa de apoio? ............................................................................................................. 5 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ................................................................................ 6 
Avaliação .......................................................................................................................... 6 
TEMA – I: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HIDROGRAFIA 9 
 
UNIDADE Temática 1.1. O conceito e perfil histórico da hidrografia ............................... 9 
Introdução ....................................................................................................................... 9 
Sumário .......................................................................................................................... 11 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 11 
UNIDADE Temática 1.1. Objectos aquáticos e noção da hidrosfera ............................... 13 
Introução ....................................................................................................................... 13 
Sumário .......................................................................................................................... 16 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 16 
TEMA – I: CARACTERÍSTICAS DAS ÁGUAS NATURAIS 17 
 
UNIDADE Temática 2.1. Características Físicas das Águas: Cor, Turbidez, Sólidos, 
Temperatura, Sabor e Odor. ........................................................................................... 17 
Introdução ..................................................................................................................... 17 
Sumário .......................................................................................................................... 30 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 30 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 
 4 
 
UNIDADE Temática.2.2: Características Químicas das Águas Naturais .......................... 33 
Introdução ..................................................................................................................... 33 
Sumário .......................................................................................................................... 42 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 42 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA 2 ................................................................. 45 
TEMA – III: CICLO HIDROLÓGICO 47 
 
UNIDADE Temática 3.1: Conceito do ciclo hidrológico e as suas diferentes fases ........ 47 
Introdução ..................................................................................................................... 47 
Sumário .......................................................................................................................... 50 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 51 
TEMA IV: ÁGUAS SUPERFICIAIS 53 
 
UNIDADE Temática 1.1.4.1. Hidrografia dos oceanos .................................................... 53 
Introdução ..................................................................................................................... 53 
Sumário .......................................................................................................................... 67 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 67 
UNIDADE Temática. 4.2: Rios ......................................................................................... 69 
Introdução ..................................................................................................................... 69 
Sumário ......................................................................................................................... 79 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 80 
UNIDADE Temática.4.3: Hidrografia dos Lagos e Pântanos ........................................... 82 
Introdução ..................................................................................................................... 82 
Sumário .......................................................................................................................... 89 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 89 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA 4 ................................................................. 91TEMA V: ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E AQUÍFEROS. 92 
 
UNIDADE Temática 5.1. Águas Subterrâneas ................................................................. 92 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 
 5 
 
Introdução ..................................................................................................................... 92 
 Sumário ......................................................................................................................... 99 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO .................................................................................... 99 
UNIDADE Temática.5.2. Aquíferos ............................................................................... 101 
Introdução ................................................................................................................... 101 
Sumário ........................................................................................................................ 111 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ................................................................................... 112 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA V ............................................................... 113 
TEMA VI: GLACIARES 115 
 
UNIDADE Temática 6.1. Glaciares, sua formação, crescimento e destruição .............. 115 
Introdução ................................................................................................................... 115 
Sumário ........................................................................................................................ 131 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ................................................................................... 131 
TEMA VII: HIDROGRAMA 134 
 
UNIDADE Temática 7.1. Hidrograma ............................................................................ 134 
Introdução ................................................................................................................... 134 
Sumário ........................................................................................................................ 139 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ................................................................................... 139 
TEMA VIII: RECURSOS HÍDRICOS 142 
 
UNIDADE Temática 8.1: Recursos Hídricos, seus impactos e usos ............................... 142 
Introdução ................................................................................................................... 142 
Sumário ........................................................................................................................ 156 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ................................................................................... 156 
 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 1 
 
Visão geral 
 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Hidrografia 
Objectivos do Módulo 
Ao terminar o estudo deste módulo de Hidrologia deverá ser capaz 
de: conhecer a origem e ocorrência das águas superficiais, 
subterrâneas e glaciares, identificar as características físicas e 
químicas das águas naturais, conhecer o ciclo hidrológico e a sua 
importância na manutenção da vida no planeta. 
objetivos 
Específicos 
jec 
Descrever os mecanismos de poluição dos 
oceanos; 
Caracterizar as águas subterrâneas; 
Explicar o processo de contaminação das 
águas subterrâneas; 
Caracterizar os glaciares; 
Descrever a importância dos glaciares na 
manutenção do equilíbrio térmico. 
▪ Sobre a circulação da água na natureza; 
▪ Caracterizar os oceanos; 
▪ Demonstrar a importância económica dos oceanos; 
 
 
 
Quem deveria estudar este módulo 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 2º ano do curso de 
licenciatura em Ensino de Geografia e Gestão Ambiental da 
UnISCED. Poderá ocorrer, contudo, que haja leitores que queiram 
se actualizar e consolidar seus conhecimentos nessa disciplina, 
esses serão bem-vindos, não sendo necessário para tal se inscrever. 
Mas poderá adquirir o manual. 
 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 2 
 
Como está estruturado este módulo 
Este módulo de Hidrografia, para estudantes do 2º ano do curso de 
licenciatura em ensino de Geografia e Gestão Ambiental, à 
semelhança dos restantes da UnISCED, está estruturado como se 
segue: 
 
Páginas introdutórias 
▪ Um índice completo. 
▪ Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, 
resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para 
melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção 
com atenção antes de começar o seu estudo, como componente 
de habilidades de estudos. 
▪ Conteúdo desta Disciplina / módulo 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez 
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente 
unidades. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma 
introdução, objectivos, conteúdos. 
No final de cada unidade temática, são incorporados antes o 
sumário, exercícios de auto-avaliação, só depois é que aparecem os 
exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e 
actividades práticas algunas incluindo estudo de caso. 
 
Outros recursos 
A equipa dos académicos e pedagogos da UnISCED, pensando em si, 
num cantinho, recóndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de 
dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta 
uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você 
explorar. Para tal a UnISCED disponibiliza na biblioteca do seu 
centro de recursos mais material de estudos relacionado com o seu 
curso como: Livros e/ou módulos, CD, CDROOM, DVD. Para além 
deste material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode 
ter acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as 
possibilidades dos seus estudos. 
 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 3 
 
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final 
de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios 
de auto-avaliação apresentam duas características: a) apresentam 
exercícios resolvidos com detalhes; b) exercícios que mostram 
apenas respostas. 
As tarefas de avaliação são semelhantes às de auto-avaliação mas 
sem mostrar os passos, devendo obedecer o grau crescente de 
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. 
Parte das terefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo 
a serem entregues aos tutores/doceentes para efeitos de correcção 
e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do 
módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exercícios de 
avaliação é uma grande vantagem. 
Comentários e sugestões 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza didáctico 
pedagógica, etc, sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. 
Pode ser que graças as suas observações que, em de confiança, 
classificamo-las de úteis, o próximo módulo venha a ser melhorado. 
 
 
Ícones de actividade 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas 
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar diferentes 
partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela 
específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança 
de actividade, etc. 
 
Habilidades de estudo 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar/aprender a 
aprender.Aprender aprende-se. 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para 
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons 
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e 
eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. 
Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 4 
 
estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, 
procedendo como se segue: 
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de 
leitura. 
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação 
crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 
4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua 
aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as 
de estudo de caso, se existirem. 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamente como, onde e quando estudar, como foi referido 
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo 
reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si. 
Estudo melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor 
à noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana? 
Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio 
barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada 
hora, etc. 
É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado 
durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada 
ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando 
achar que já domina bem o anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e 
estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é 
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos 
de cada tema, no módulo. 
Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por 
tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora 
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso (chama-
se descanso à mudança de actividades). Ou seja, que durante o 
intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das 
actividades obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual 
obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento 
da aprendizagem. Por que o estudante acumula um elevado volume 
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 5 
 
interferência entre os conhecimentos, perde sequência lógica, por 
fim ao perceber que estuda tanto, mas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente 
incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma 
avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda 
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões 
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude 
pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que 
está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que 
matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que 
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo 
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será 
uma necessidade para o estudo das diversas matérias que 
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar 
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as 
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, 
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a 
margem para colocar comentários seus relacionados com o que 
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir 
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; 
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado 
não conhece ou não lhe é familiar; 
 
Precisa de apoio? 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o 
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas 
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros 
ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou 
invertidas, etc). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento 
e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 
SMS, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando 
a preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes 
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua 
aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da 
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se 
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante 
– CR, etc. 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
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As sessões presenciais são um momento em que você caro 
estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do 
seu CR, com tutores ou com parte da equipa central da UnISCED 
indigetada para acompanhar as suas sessões presenciais. Neste 
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou administrativa. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% 
do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida 
em que permite-lhe situar, em termos do grau de aprendizagem 
com relação aos outros colegas. Desta maneira ficará a saber se 
precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver 
hábito de debater assuntos relacionados com os conteúdos 
programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade 
temática, no módulo. 
 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
auto-avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é 
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues 
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não 
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do 
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de 
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da 
disciplina/módulo. 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os 
mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, 
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, 
respeitando os direitos do autor. 
O plágio1 é uma violação do direito intelectual do(s) autor(es). 
Uma transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um 
autor, sem o citar é considerado plágio. A honestidade, humildade 
científica e o respeito pelos direitos autorais devem caracterizar a 
realização dos trabalhos e seu autor (estudante da UnISCED). 
 
 
 
 
1 Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade intelectual de outras pessoas, 
sem prévia autorização. 
 UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
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Avaliação 
Muitos perguntam: Como é possível avaliar estudantes à distância, 
estando eles fisicamente separados e muito distantes do 
docente/turor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma 
avaliação mais fiável e concistente. 
Você será avaliadodurante os estudos à distância que contam com 
um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os 
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial 
conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A 
avaliação do estudante consta detalhada do regulamentada de 
avaliação. 
1.Avaliação formativa: Serão observados os trabalhos de campo 
e as participações nos fóruns de discussões. Para cada actividade 
a média pesa em 40% sobre a avaliação final. 
2. Avaliação sumativa: Ao final do semestre haverá uma prova 
presencial de avaliação e o valor da prova pesa 60% da pontuação 
total. A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da 
cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 3 (três) 
avaliações e 1 (um) (exame). 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados 
como ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em 
consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de 
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as 
recomendações, a identificação das referências bibliográficas 
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de 
Avaliação. 
 
 8 
 
TEMA – I: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HIDROGRAFIA 
 
UNIDADE Temática 1.1. O conceito e perfil histórico da hidrografia 
 
Introdução 
Caro estudante, nessa primeira unidade temática, terá como enfoque 
principal, a definição do termo hidrografia, seu objecto de estudo. E também 
poderá se apresentar o caminho percorrido pela hidrografia desde passado 
até a actualidade. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 ▪ Definir os conceitos “Hidrografia e Hidrologia” 
▪ Identificar o objecto de estudo da Hidrografia 
Objectivos ▪ Explicar o percurso histórico da Hidrografia 
específicos 
Desenvolvimento 
De acordo com Húo (2009), o objecto de estudo da hidrografia é a Hidrosfera. 
 A hidrosfera corresponde a parte líquida da geosfera. Vemos então que os 
fenómenos hidrográficos serão os correspondentes, tanto a águas 
continentais superficiais ou subterrâneas, como as dos oceanos. Para Lagem 
(1996), a Hidrografia divide-se em Hidrologia, o estudo das águas superficiais 
e subterrâneas; e a Oceanografia, o estudo das águas dos mares e oceanos, 
essas últimas constituem-se por si só um conhecimento específico. Alguns 
autores colocam a Liminologia (águas lacustres) como uma subdivisão 
especial da Hidrologia. 
 
Assim sendo, Hidrologia é a ciência que estuda a ocorrência, distribuição e 
movimentação da água no planeta Terra. A definição actual deve ser ampliada 
para incluir aspectos de qualidade da água, ecologia, poluição e 
descontaminação 
 
“Os mais antigos trabalhos de drenagem e irrigação em larga escala são 
atribuídos ao Faraó Menés, fundador da primeira dinastia egípcia, que barrou 
o rio Nilo próximo a Mênphis, com uma barragem de 15m e extensão de 
aproximadamente 500 metros, para alimentar o canal de irrigação. 
Também no Egipto encontram-se os primeiros registos sistemáticos de níveis 
de enchentes. Estes registos datam de 3.500 a.C. e indicavam aos agricultores 
a época oportuna de romper os diques para inundar e fertilizar as terras 
agricultáveis. Nota-se que, aos egípcios, pouco importavam o estudo da 
Hidrologia como ciência, mas sim a sua utilização. 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 9 
 
Muitos conceitos erróneos e falhas de compreensão atravessaram o 
desenvolvimento da engenharia no seu sentido actual. 
 Os gregos foram os primeiros filósofos que estudaram seriamente a 
Hidrologia, com Aristóteles sugerindo que os rios eram alimentados pelas 
chuvas. Sua maior dificuldade era explicar a origem da água subterrânea. 
Somente na época de Leonardo da Vinci (por volta de 1.500 d.C.) a ideia da 
alimentação dos rios pela precipitação começou a ser aceite. No entanto, foi 
apenas no ano de 1694 que Perrault, através de medidas pluviométricas na 
bacia do rio Sena, demonstrou, quantitativamente, que o volume precipitado 
ao longo do ano era suficiente para manter o volume escoado. 
O astrónomo inglês Halley, em 1693, provou que a evaporação da água do 
mar era suficiente para responder por todas as nascentes e fluxos de água. 
Mariotte, em 1686, mediu a velocidade do rio Sena. Estes primeiros 
conhecimentos de Hidrologia permitiram inúmeros avanços no Século XVIII, 
incluindo o teorema de Bernoulli, o Tubo Pitot e a Fórmula de Chèzy, que 
formam a base da Hidráulica e da Mecânica dos Fluidos. 
Durante o Século XIX, foram feitos significantes avanços na teoria da água 
subterrânea, incluindo a Lei de Darcy. No que se refere à Hidrologia de águas 
superficiais, muitas fórmulas e instrumentos de medição foram criados. 
Chow (1954) chamou o período compreendido entre 1900 e 1930 como o 
Período do Empirismo. O período de 1930 a 1950 seria o Período da 
Racionalização. Datam desta época o Hidrograma Unitário de Sherman (1932) 
e a Teoria da Infiltração de Horton (1933). Entre 1940 a 1950 foram feitos 
significantes avanços no entendimento do processo de evaporação. 
 
Em 1958, Gumbel lança as bases da moderna hidrologia estocástica. A partir 
da década de 70, a Hidrologia passa a contar com os avanços computacionais, 
o que levaram ao desenvolvimento de muitos 
modelos de simulação” (Húo:2009) 
 
 
 
Sumário 
A Hidrografia trata das águas continentais superficiais ou subterrâneas, 
como as dos oceanos, sua ocorrência em diversos estados (sólido, 
líquido e gasoso), sua distribuição ao longo do planeta terra. 
 
A Hidrologia é a ciência que estuda a ocorrência, distribuição e 
movimentação da água no planeta Terra. A definição actual deve ser 
ampliada para incluir aspectos de qualidade da água, ecologia, 
poluição e descontaminação. 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 10 
 
O objecto de estudo da hidrografia é a água da Terra, abrange por 
isso Oceanos, Mares, gelo, água do subsolo, lagos, água da atmosfera 
e rios 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. Qual é o objecto de estudo da hidrogafia 
a) Oceanografia; 
b) Hidrologia; 
c) Liminologia; 
d) águas continentais superficiais; 
e) água da Terra, abrangendo oceanos, mares, geleiras, água do subsolo, lagos, água 
da atmosfera e rios 
 
2. A ciência que se dedica ao estudo dos lagos chama se 
a) Oceanografia; 
b) Hidrologia; 
c)Liminologia; 
d) águas continentais superficiais 
 
3. A Oceanografia, trata de: 
a) Águas superficiais continentais; 
b) águas lacustres; 
c)águas oceânicas; 
d) águas dos oceanos e mares 
 
4. Em 1958, são lançadas as bases da moderna hidrologia estocástica, pelo 
a) Halley; 
b) Leonardo da Vinci; 
c) Mariotte; 
d) Gumbel 
 
5. O astrónomo que em 1693, provou que a evaporação da água do mar era 
suficiente para responder por todas as nascentes e fluxos de água, foi 
a) Halley; 
b) Leonardo da Vinci; 
c) Mariotte; 
d) Gumbel 
6. Em 1686, foi medida a velocidade do rio Sena pelo 
a) Halley; 
b) Leonardo da Vinci; 
c) Mariotte; 
d) Gumbel 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 11 
 
 
7. Somente na época de (----------), por volta de 1.500 d.C., a ideia da alimentação 
dos rios pela precipitação começou a ser aceite. Preencha o espaço vazio, entre 
parenteses, com a expressão mais certa das indicadas abaixo 
a) Halley; 
b) Leonardo da Vinci; 
c) Mariotte; 
d) Gumbel 
 
 
Respostas: 1e); 2c); 3d); 4d); 5a); 6c);7b)Exercícios 
 
1. Defina o conceito Hidrografia 
2. Qual é objecto de Estudo da Hidrografia 
3. Qual é subdivisão da Hidrografia 
4. Que relação existe entre a Hidrogafia e a Hidrologia 
5. Quais são os momentos mais marcantes no percurso histórico da 
Hidrografia 
 
 
 
 
 UNIDADE Temática 1.1. Objectos aquáticos e noção da hidrosfera 
 
Introdução 
Caro estudante, esta unidade temática tratará de objectos aquáticos e 
a sua ligação com a hidrosfera. E também serão discutidas as várias 
hipóteses e teorias que sustentam ou explicam o surgimento da 
hidrosfera. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 ▪ Identificar os objectos aquáticos; 
 ▪ Diferenciar os objectos aquáticos; 
Objectivos ▪ Interpretar as leis que sustentam o surgimento da Hidrosfera 
específicos 
 
Desenvolvimento 
O recurso aquático predominante na hidrosfera é o oceano se seguindo 
restantes ambientes aquáticos, como rios, lagos, lagoas e mares e todas 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar
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 12 
 
as águas subterrâneas, bem como as águas marinhas, águas glaciais e 
lençóis de gelo, vapor de água. 
É pertinente que ao falarmos da hidrosfera nos restringíssemos em 
primeira mão sobre as teorias que explicam a sua origem. 
O surgimento da Hidrosfera é discutível. Existem várias hipóteses e 
teorias, de acordo com Húo (2009), que explicam este acontecimento e 
todas elas estão em conexão com a origem da Terra. A primeira teoria 
de E. Zuss, a evaporação do magma, defende que a hidrosfera resultou 
das emanações do magma em fusão, no processo do vulcanismo, tendo 
alimentado a atmosfera em vapor de água, gases e poeiras. 
As poeiras teriam contribuído para a formação de núcleos de 
condensação e consolidado a crusta terrestre, o que poderia ter 
facilitado a consolidação e a retenção da água; a segunda foi defendida 
por Vinogradov por volta do ano 1959, onde segundo o autor, a 
hidrosfera terá resultado da actividade vulcânica através do qual foi 
emitido o magma e as substâncias voláteis e infusíveis como amoníaco, 
cloro, oxigénio, hidrogénio, dióxido de carbono que ter-seiam 
deslocado por convecções à superfície da Terra, local pelo qual 
processou-se a refrigeração e cristalização da massa fundida. 
A água ter-se-ia sintetizado a partir do oxigénio e hidrogénio que se 
deslocavam à atmosfera em forma de vapor de água. 
Tendo o vapor de água se refrescado e condensado à elevadas altitudes 
da atmosfera, as gotas de água submetidas à força de gravidade, caiam 
em direcção à superfície da Terra que de novo evaporavam-se, 
elevando-se às camadas superiores da atmosfera para transmitir o calor 
terrestre ao espaço cósmico frio. Como resultado deste mecanismo de 
troca de energia entre os espaços cósmico frio e terrestre quente, as 
primeiras gotas de chuva teriam atingido a superfície da Terra; e 
finalmente tem – se a teoria catastrófica que defende que a hidrosfera 
ter-se-ia formado a partir dos fragmentos resultantes da colisão de duas 
estrelas. 
Os fragmentos dispersos pelo universo foram colidindo durante longo 
período de tempo. A Terra foi recebendo os meteoritos e planetóides 
que nela colidia devido a sua maior força de atracção. Estes meteoritos 
continham muita água. 
Os meteoritos incandescentes ao colidirem com a Terra, tornaram-se 
num oceano de magma. A contínua queda dos meteoritos sobre o 
oceano de magma, fez com que os materiais mais pesados (ferrosos) se 
afundassem e o vapor de água contido neles se evaporasse para alta 
atmosfera, tendo-se condensado e criado aí nuvens espessas. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gelo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vapor
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 13 
 
À 
medida que a queda dos planetóides foi diminuindo, a temperatura do 
oceano do magma foi baixando e consequentemente a temperatura do 
ar, o que condicionou a descida das espessas nuvens que provocaram 
chuvas intensas que reduziram cada vez mais a temperatura da terra, o 
que favoreceu a que a água da chuva atingisse a superfície da Terra e, 
assim, se formasse a Hidrosfera. 
Actualmente, tem lugar a transferência de água a partir das rochas em 
fusão, do manto para os oceanos – água juvenil (que se origina nas altas 
profundidades e supõe-se estar relacionada com a actividade 
magmática). Contudo, este acréscimo é compensado pelo equilíbrio 
mantido através da perda de uma parte de água sob efeito do 
bombardeamento de raios solares sobre as gotas de água (vapor de 
água) o que concorre para que uma parte de hidrogénio liberto escape 
do efeito gravitacional para o espaço cósmico. 
A hidrosfera será neste caso a esfera que compõe todas as águas do 
planeta, as quais formam uma camada descontínua sobre a superfície 
da Terra. 
O termo hidrosfera vem do grego: hidro + esfera = esfera da água a qual 
corresponde a 71% de toda a superfície terrestre. Esta esfera 
compreende todos os rios, lagos, lagoas, as águas subterrâneas e as 
águas glaciais, bem como as águas marinhas onde esta última perfaz 
cerca de 97%, ocupando o maior espaço. 
Para cada um dos componentes da hidrosfera podemos encontrar 
algumas ciências específicas que se dedicam ao estudo de cada uma 
delas, nomeadamente, a oceanografia, estuda os oceanos e mares no 
que respeita as suas propriedades físicas e químicas, bacias oceânicas 
entre outros aspectos; a potamologia, estuda o comportamento dos 
cursos de água, tanto superficiais como subterrâneas (rios e águas 
subterrâneas), a sua localização e 
utilização relacionado com o resto dos fenómenos físico – geográficos 
em especial com os climatológicos, geomorfológicos, pedológicos, 
entre outros; e a limnologia, estuda os lagos e pântanos. 
 
 
Sumário 
O recurso aquático predominante na hidrosfera é o oceano se seguindo 
restantes ambientes aquáticos, como rios, lagos, lagoas e mares e todas 
as águas subterrâneas, águas glaciais e lençóis de gelo, vapor de água. 
O estudo de cada um dos recursos aquáticos possui um nome 
específico, como por exemplo a oceanografia que se dedica ao estudo 
de oceanos e mares. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagoa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gelo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vapor
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 14 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.A Hidrosfera teria se formado a partir dos fragmentos resultantes da 
colisão de duas estrelas. Esta teoria é pertencente: 
a) Zuss; 
b) Vinogradov; 
c) teoria catastrófica; 
d)Davis 
 
2. A Hidrosfera resultou das emanações do magma em fusão, no 
processo do vulcanismo, tendo alimentado a atmosfera em 
vapor de água, gases e poeiras. Esta constitui teoria de: 
a) Zuss; 
b) Vinogradov; 
c) teoria catastrófica; 
d) Davis 
 
3. A Hidrosfera terá resultado da actividade vulcânica através do qual foi 
emitido o magma e as substâncias voláteis e infusíveis como amoníaco, 
cloro, oxigénio, hidrogénio, dióxido de carbono que se teria deslocado 
por convecções à superfície da Terra, local pelo qual processou-se a 
refrigeração e cristalização da massa fundida. Essa é a teoria de 
a) Zuss; 
b) Vinogradov; 
c) teoria catastrófica; 
d) Davis 
 
4. Constituem objectos aquáticos 
a) Rios,lagoas, oceanos, potamologia. 
B) Oceanografia, potamologia, limnologia; 
c) rios, lagoas, oceanos 
d) Oceanografia, limnologia, potamologia 
 
5. Constituem ciências que estudam os oceanos e mares, rios e águas 
subterrâneas, lagos e pântanos, respetivamente 
a) Rios, lagoas, oceanos, potamologia. 
b) Oceanografia, potamologia, limnologia 
c) Rios, lagoas, oceanos 
d) Oceanografia, limnologia, potamologia 
 
 
Respostas: 1c); 2a);3b);4c);5b 
 
Exercícios 
1.De acordo com Vinogradov, como surgiu a Hidrosfera? 
2. Qual o recurso aquático mais predominante na hidrosfera 
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3. Como se chama a ciência que se dedica ao estudo do recurso aquático 
mais predominante na hidrosfera? 
4. Faz a subdivisão da hidrosfera 
5. Mencione pelo menos quatro recursos aquáticos por si estudados. 
 
 
 
TEMA – II: CARACTERÍSTICAS DAS ÁGUAS NATURAIS 
 
UNIDADE Temática 2.1. Características Físicas das Águas: Cor, Turbidez, Sólidos, Temperatura, 
Sabor e Odor. 
 
Introdução 
Esta unidade temática irá explicar com mais detalhe cada característica 
física das águas naturais, isto é, a cor, turbidez, sólidos, temperatura, 
sabor e odor. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
▪ Identificar as características físicas das águas naturais; 
Objectivos ▪ Diferenciar as características físicas das águas naturais; 
específicos ▪ Esclarecer a importância do estudo das características físicas das águas naturais. 
 
Desenvolvimento 
 
2. 1.1. Cor das Águas 
 
 Definição 
A cor de uma amostra de água está associada ao grau de redução de 
intensidade que a luz sofre ao atravessá-la (e esta redução dá-se por 
absorção de parte da radiação eletromagnética), devido à presença de 
sólidos dissolvidos, principalmente material em estado coloidal 
orgânico e inorgânico. 
 
Dentre os colóides orgânicos pode-se mencionar os ácidos húmicos e 
fúlvico, substâncias naturais resultantes da decomposição parcial de 
compostos orgânicos presentes em folhas, dentre outros substratos. 
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 16 
 
 
Também os esgotos sanitários se caracterizam por apresentarem 
predominantemente matéria em estado coloidal, além de diversos 
efluentes industriais contendo taninos (efluentes de curtumes, por 
exemplo), anilinas (efluentes de indústrias têxteis, indústrias de 
pigmentos, etc), lignina e celulose (efluentes de indústrias de celulose e 
papel, da madeira, etc.). 
 
Há também compostos inorgânicos capazes de possuir as propriedades 
e provocar os efeitos de matéria em estado coloidal. Os principais são 
os óxidos de ferro e manganês, que são abundantes em diversos tipos 
de solo. Alguns outros metais presentes em efluentes industriais 
conferem-lhes cor mas, em geral, íons dissolvidos pouco ou quase nada 
interferem na passagem da luz. (Piveli:2004) 
 
Importância nos estudos de controlo de qualidade de águas 
 
Com relação ao abastecimento público de água, a cor, embora seja um 
atributo estético da água, não se relacionando necessariamente com 
problemas de contaminação, é padrão de potabilidade (valor máximo 
permissível 5 uHazen pela portaria n° 36, de 1990, do Ministério da 
Saúde de Brasil). A presença de cor provoca repulsa psicológica pelo 
consumidor, pela associação com a descarga de esgotos. 
 
Também a Resolução n° 20 do Conselho Nacional de Meio Ambiente – 
CONAMA, do mesmo país, que dispõe sobre os níveis de qualidade das 
águas naturais do território brasileiro, inclui a cor como parâmetro de 
classificação. Esta limitação é importante, pois nas águas naturais 
associa-se a problemas de estética, às dificuldades na penetração da luz 
e à presença de compostos recalcitrantes (não biodegradáveis, isto é, 
de taxas de decomposição muito baixas) que em geral são tóxicos aos 
organismos aquáticos. 
 
Embora existam técnicas mais específicas para a identificação de 
substâncias tóxicas na água, a presença de cor verdadeira na água pode 
ser indicadora dessa possibilidade. 
 
No entanto, a não inclusão como padrão de emissão (artigo n° 21 da 
resolução n° 20 do CONAMA/Brasil) permite que determinadas 
indústrias contem com as diluições sofridas no corpo receptor e não 
necessitem de tratamento adicional específico para a remoção da cor 
residual de efluentes tratados por processos biológicos, por exemplo. 
 
 
O tratamento físico-químico em nível terciário, à base do emprego de 
coagulantes, apresenta custo elevado devido ao grande consumo do 
produto e à grande produção de lodo a ser desidratado e disposto em 
aterro. 
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 17 
 
 
No controle da qualidade das águas nas estações de tratamento, a cor 
é um parâmetro fundamental, não só por tratar-se de padrão de 
potabilidade como também por ser parâmetro operacional de controlo 
da qualidade da água bruta, da água decantada e da água filtrada, 
servindo como base para a determinação das dosagens de produtos 
químicos a serem adicionados, dos graus de mistura, dos tempos de 
contacto e de sedimentação das partículas floculadas. 
 
Por serem parâmetros de rápida determinação, a cor e a turbidez são 
muito úteis nos ensaios de floculação das águas e nos ensaios de 
sedimentação em colunas e de filtração em leitos granulares. 
 
Para os problemas de lançamento de efluentes industriais, deverá ser 
levada em consideração a necessidade de atendimento aos padrões 
de cor do corpo receptor. (Piveli:2004) 
 
Determinação da cor 
A cor das águas tem sido historicamente medida através de comparação 
visual, empregando-se soluções padrão de cor e fonte de luz. 
 
Para estudos envolvendo necessidades de medidas com maior grau de 
precisão, o método de determinação da cor por espectrofotometria é 
recomendado. Para os controles rotineiros de estações de tratamento 
de água e em estudos limnológicos, o uso do comparador visual é 
bastante razoável. 
 
Neste, a amostra é disposta em um tubo de Nessler enquanto no outro 
adiciona-se água destilada. Ligando-se a lâmpada do aparelho, vai-se 
observar uma mancha escura no campo referente à amostra, devida à 
absorção de parte da radiação luminosa, enquanto no campo da água 
destilada a imagem é bastante clara. 
 
Em seguida, deverá ser pesquisada no disco de cor qual a posição que 
leva à coincidência entre as manchas. O disco de cor contém uma 
solução sólida de cloroplatinato de potássio (K2PtCl6) em cloreto de 
cobalto (CoCl2), daí o nome de método platina-cobalto. Esta solução 
tem uma tonalidade esverdeada, tal como as águas do rio europeu que 
era estudado quando o parâmetro foi introduzido. Assim, uma água 
com cor 5, apresentará sombreamento semelhante ao produzido pela 
água destilada quando se posiciona sobre ela o disco na posição 5, que 
contém a solução com 5 mg/L de platina. 
 
Quando os valores da cor são muito elevados, como é o caso de 
efluentes industriais, devem ser preparadas diluições prévias da 
amostra até reduzir a cor abaixo do alcance do disco; mas, para este 
caso, o método espectrofotométrico é mais recomendado. 
 
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 18 
 
Deve ser observado que este método de comparação visual é de certa 
forma subjectivo, dependendo da sensibilidade do operador. Além 
disso, as diversas águas apresentam colorações muito diferentes da 
solução de cloroplatinato, dificultando a comparação. 
 
Quanto ao resultado da cor, cinco unidades de cor ou 5 UC representa o 
mesmo que 5 mg/L Pt, ou 5 uHazen.É importante fornecer o pH da amostra quando se utiliza este método 
para a avaliação da cor de águas naturais, não sendo apropriado para 
águas contaminadas por resíduos industriais. 
 
A cor pode ser determinada por espectrofotometria visível, quando esta 
propriedade é expressa pelo comprimento de onda (λ) dominante na 
transmissão da luz em um equipamento apropriado a tais medidas 
(espectrofotômetro). Dessa forma, cobre se todo o espectro luminoso 
e não apenas tons amarelos e marrons. 
 
Águas naturais possuem intensidade de cor que varia entre 0 e 200 
unidades pois, acima disso, já seriam águas de brejo e pântano com 
elevada concentração de matéria orgânica dissolvida. Coloração abaixo 
de 10 unidades quase não é perceptível. No Brasil, aceita-se para água 
bruta, isto é, antes do seu tratamento e distribuição em sistemas 
urbanos, valores de até 75 unidades de cor (Resolução 
CONAMA nº 20, de 18/06/86). (idem) 
 
Cor real e cor aparente 
 
Na determinação da cor, a turbidez da amostra causa interferência, 
absorvendo também parte da radiação eletromagnética. Esta coloração 
é dita aparente pois é como o ser humano a vê, mas é, na verdade, em 
parte resultado da reflexão e dispersão da luz nas partículas em 
suspensão. 
 
A diferenciação entre a cor verdadeira e a cor aparente, que é 
incrementada pela turbidez, é dada pelo tamanho das partículas, isto é, 
pode ser generalizado que partículas com diâmetro superior a 1,2 μm 
causam turbidez, já que partículas coloidais e dissolvidas causam cor. 
Para a obtenção da cor real ou verdadeira há a necessidade de se 
eliminar previamente a turbidez através de centrifugação, filtração ou 
sedimentação. 
 
 
A centrifugação é o método mais aconselhável porque na filtração 
ocorre absorção de cor da amostra no papel de filtro e, na 
sedimentação, existem sólidos em suspensão que se sedimentam 
muito lentamente e não são removidos. (Piveli:2004) 
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 19 
 
 
Remoção de cor 
Os métodos tradicionais de remoção de cor de águas para 
abastecimento público e residuárias industriais são à base de 
coagulação e floculação. Os tipos e as dosagens de coagulantes, bem 
como os efeitos dos auxiliares de floculação (polieletrólitos), variam de 
acordo com as características das águas. 
 
No tratamento de águas para abastecimento, as dificuldades na 
floculação ocorrem quando a água apresenta cor elevada e turbidez 
baixa. Neste caso, a falta de partículas maiores que possibilitem a 
ocorrência de nucleação, torna-os pequenos e de baixa velocidade de 
sedimentação. Isto tem sido motivo frequente do uso da pré-cloração 
das águas para abastecimento público, isto é, a aplicação de cloro na 
etapa de coagulação e floculação para a oxidação de compostos 
coloidais e consequente melhora na floculação. 
 
Devido à possibilidade de formação de trihalometanos (THMs) durante 
este processo, outros processos oxidativos têm sido estudados, como 
por exemplo o emprego da ozonização da água. Neste caso, a formação 
de aldeídos é que pode ser problemática. 
 
Os THMs são compostos orgânicos halogenados, neste caso clorados, 
associados ao sério problema de saúde pública que é o 
desenvolvimento do câncer no organismo humano. Estudos de 
remoção de cor à base de outros agentes oxidantes ou através de 
radiações, também têm sido desenvolvidos. (Piveli:2004) 
 
2.1.2. Turbidez das águas 
Definição 
Turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação de intensidade 
que um feixe de luz sofre ao atravessá-la (e esta redução se dá por 
absorção e espalhamento, uma vez que as partículas que provocam 
turbidez nas águas são maiores que o comprimento de onda da luz 
branca), devido à presença de sólidos em suspensão, tais como 
partículas inorgânicas (areia, silte, argila) e de detritos orgânicos, algas 
e bactérias, plâncton em geral, etc.. 
 
A erosão das margens dos rios em estações chuvosas é um exemplo de 
fenómeno que resulta em aumento da turbidez das águas e que exige 
manobras operacionais, como alterações nas dosagens de coagulantes 
e auxiliares, nas estações de tratamento de águas. 
 
 
A erosão pode decorrer do mau uso do solo, em que se impede a fixação 
da vegetação. Este exemplo mostra também o carácter sistémico da 
poluição, ocorrendo interrelações ou transferência de problemas de um 
ambiente (água, ar ou solo) para outro. 
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 20 
 
 
Os esgotos sanitários e diversos efluentes industriais também provocam 
elevações na turbidez das águas. Um exemplo típico deste facto ocorre em 
consequência das actividades de mineração, onde os aumentos excessivos 
de turbidez têm provocado formação de grandes bancos de lodo em rios e 
alterações no ecossistema aquático. (ENI: 2015) 
 
Importância nos estudos de controlo de qualidade das águas A turbidez 
também é um parâmetro que indica a qualidade estética das águas para 
abastecimento público. O padrão de potabilidade (portaria n° 36 de 
Janeiro de 1990) é de 1,0 UNT. 
 
Nas estações de tratamento de água, a turbidez, conjuntamente com a 
cor, é um parâmetro operacional de extrema importância para o 
controle dos processos de coagulação-floculação, sedimentação e 
filtração. 
 
Há uma preocupação adicional que se refere à presença de turbidez nas 
águas submetidas à desinfecção pelo cloro. Estas partículas grandes 
podem abrigar microrganismos, protegendo-os contra a acção deste 
agente desinfetante. Daí a importância das fases iniciais do tratamento 
para que a qualidade biológica da água a ser distribuída possa ser 
garantida. E é por isso também que a cloração de esgotos sanitários tem 
seus efeitos limitados. 
 
Nas águas naturais, a presença da turbidez provoca a redução de 
intensidade dos raios luminosos que penetram no corpo da água, 
influindo decisivamente nas características do ecossistema presente. 
Quando sedimentadas, estas partículas formam bancos de lodo onde a 
digestão anaeróbia leva à formação de gases metano e gás carbónico, 
principalmente, além de nitrogénio gasoso e do gás sulfídrico, que é 
malcheiroso. 
 
O movimento ascencional das bolhas de gás ocasiona o arraste de 
partículas orgânicas não totalmente degradadas, aumentando a 
demanda de oxigénio na massa líquida (demanda bentônica). 
 
Nos problemas relativos às águas residuárias, os parâmetros cor e 
turbidez não são normalmente utilizados, dando-se preferência às 
medidas directas dos valores de sólidos em suspensão e sólidos 
dissolvidos. Este fato é possível porque as faixas de concentração de 
sólidos são elevadas, permitindo obter uma precisão significativa na 
análise gravimétrica. Em águas de abastecimento, por outro lado, o uso 
da turbidez é muito mais expressivo do que a concentração de sólidos 
em suspensão medida directamente. 
 
Embora não seja muito frequente o emprego da turbidez na 
caracterização de esgotos, é comum dizer-se, por exemplo, que uma 
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 21 
 
água residuária tratada por processo anaeróbio apresenta turbidez 
mais elevada do que se o fosse por processo aeróbio, devido 
principalmente ao arraste de sólidos provocado pela subida das bolhas 
de gases resultantes da fermentação. Também para os processos 
aeróbios, um aumento na turbidez do esgoto tratado é indicativo de 
problemas no reactor biológico onde ocorre a floculação. (Piveli:2004). 
 
Determinação da turbidez 
 
A determinação da turbidez em águas iniciou-se com o turbidímetro de 
vela de Jackson. Este turbidímetro é constituído de um tubo de vidro 
graduado sob o qual se posiciona uma velaacesa. 
 
À medida que se adiciona amostra ao tubo e se observa pela outra 
extremidade em relação à vela, a chama reduz de intensidade 
progressivamente até desaparacer por completo, quando deverá ser 
efectuada a leitura na escala. Este método obedece ao princípio da 
“turbidimetria”, ou seja, a fonte de luz e o observador encontram-se em 
posições opostas (ângulo de 180°) e os resultados são expressos em UJT 
(Unidade Jackson de Turbidez). 
 
Este método, no entanto, apresenta a limitação de não determinar valores 
baixos de turbidez (abaixo de 25 UNT), como é o caso da água tratada, 
porque partículas muito pequenas não dispersam a luz na faixa amarelo-
vermelho do espectro electromagnético, que corresponde 
à chama da vela. 
 
Assim, foi necessário desenvolver outros métodos, que são chamados 
de nefelométricos, mais sensíveis, que consistem em um equipamento 
dotado com uma fonte de luz (filamento de tungsténio), que incide na 
amostra, e um detector fotoeléctrico capaz de medir a luz que é 
dispersa em um ângulo de 90o em relação à luz incidente. A turbidez 
assim medida é fornecida em unidades nefelométricas de turbidez 
(UNT), comparável à UJT. 
 
Antes da determinação do valor da turbidez da amostra, a escala 
apropriada deverá ser escolhida e calibrada. Para esta calibração, são 
utilizadas suspensões-padrão de formazina (contém sulfato de hidrazina e 
hexametilenotetramina) ou de sílica. 
 
Desta forma, os resultados de turbidez podem também ser expressos 
em termos de mg/L de formazina ou sílica, dependendo do padrão 
utilizado na calibração. Os resultados expressos desta forma são 
equivalentes àqueles representados por UNT. (Piveli:2004) 
 
Remoção da turbidez 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 22 
 
As partículas que provocam turbidez nas águas são as mais fáceis de 
serem separadas, por tratar-se de sólidos em suspensão sobre os quais, 
devido às baixas relações área superficial/volume apresentadas, ocorre 
a predominância de fenómenos gravitacionais. 
 
Assim, a turbidez pode ser removida através de sedimentação simples, 
utilizando-se decantadores, sendo também possível e interessante em 
alguns casos o emprego da flotação por ar dissolvido. A filtração pode 
ser entendida como um processo complementar aos anteriores, ou ser 
empregada directamente em casos de águas de baixa cor e turbidez. 
 
Nos projectos dos decantadores, um dos parâmetros mais importantes 
a ser definido é a taxa de escoamento superficial (vazão aplicada por 
área em planta do decantador). Para esta finalidade, são conduzidos 
ensaios em colunas de sedimentação, onde o principal parâmetro de 
controlo é a turbidez remanescente (residual) em função do tempo. 
(Piveli:2004) 
 
2.1.3. Sólidos em águas 
Em saneamento, sólidos nas águas correspondem a toda matéria que 
permanece como resíduo, após evaporação, secagem ou calcinação da 
amostra a uma temperatura pré-estabelecida durante um tempo 
fixado. Em linhas gerais, as operações de secagem, calcinação e filtração 
são as que definem as diversas fracções de sólidos presentes na água 
(sólidos totais, em suspensão, dissolvidos, fixos e voláteis). 
 
Os métodos empregados para a determinação de sólidos são 
gravimétricos (utilizando-se balança analítica ou de precisão), com 
excepção dos sólidos sedimentáveis, cujo método mais comum é o 
volumétrico (uso do cone Imhoff). (Piveli:2004) 
 
 Importância nos estudos de controlo de qualidade das águas 
Nos estudos de controlo de poluição das águas naturais e 
principalmente nos estudos de caracterização de esgotos sanitários e 
de efluentes industriais, as determinações dos níveis de concentração 
das diversas fracções de sólidos resultam em um quadro geral da 
distribuição das partículas com relação ao tamanho (sólidos em 
suspensão e dissolvidos) e com relação à natureza (fixos ou minerais e 
voláteis ou orgânicos). Este quadro não é definitivo para se entender o 
comportamento da água em questão, mas constitui-se em uma 
informação preliminar importante. 
 
Deve ser destacado que, embora a concentração de sólidos voláteis seja 
associada à presença de compostos orgânicos na água, não propicia 
qualquer informação sobre a natureza específica das diferentes 
moléculas orgânicas eventualmente presentes que, inclusive, iniciam o 
processo de volatilização em temperaturas diferentes, sendo a faixa 
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 23 
 
compreendida entre 550-600°C uma faixa de referência. Alguns 
compostos orgânicos volatilizam-se a partir de 250°C, enquanto que 
outros exigem, por exemplo, temperaturas superiores a 1000°C. 
 
No controle operacional de sistemas de tratamento de esgotos, 
algumas fracções de sólidos assumem grande importância. Em 
processos biológicos aeróbios, como os sistemas de lodos activados e 
de lagoas aeradas mecanicamente, bem como em processos 
anaeróbios, as concentrações de sólidos em suspensão voláteis nos 
lodos dos reactores têm sido utilizadas para se estimar a concentração 
de microrganismos decompositores da matéria orgânica, isto porque as 
células vivas são, em última análise, compostos orgânicos e estão 
presentes formando flocos em grandes quantidades relativamente à 
matéria orgânica “morta” nos tanques de tratamento biológico de 
esgotos. 
 
Embora não representem exactamente a fracção activa da biomassa 
presente, os sólidos voláteis têm sido utilizados de forma a atender as 
necessidades práticas do controle de rotina. Imagine-se as dificuldades 
que se teria, se fosse utilizada, por exemplo, a concentração de DNA 
para a identificação da biomassa activa nos reactores biológicos! 
Algumas fracções de sólidos podem ser inter-relacionadas, produzindo 
informações importantes. 
 
É o caso da relação SSV/SST que representa o grau de mineralização de 
lodos. Por exemplo, determinado lodo biológico pode ter relação 
SSV/SST = 0,8 e, depois de sofrer processo de digestão bioquímica, ter 
esse valor reduzido abaixo de 0,4. 
 
Os níveis de concentração de sólidos sedimentáveis e de sólidos em 
suspensão são relacionadas entre si, constituindo-se em outro 
parâmetro prático de grande importância no controle operacional dos 
sistemas de tratamento biológico de esgotos, conhecido por índice 
volumétrico de lodo (IVL). O IVL representa o volume ocupado por 
unidade de massa de lodo. 
 
IVL (ml/g) = ((sólidos sedimentáveis (mlL) /sólidos em suspensão 
(mg/L)) x1000 
 
Os lodos que se apresentam em boas condições de sedimentabilidade 
apresentam valores de IVL baixos. Por exemplo, os processos de lodos 
activados convencionais apresentam IVL em torno de 100 quando em 
boas condições de funcionamento, sendo este valor ainda menor 
quando se utiliza oxigénio puro. 
 
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 24 
 
Os processos com aeração prolongada apresentam valores de IVL 
maiores, uma vez que a ocorrência em maior extensão de fase 
endógena no sistema leva à formação de flocos menores e mais leves. 
 
O nível de sólidos sedimentáveis nos efluentes finais descarregados pelas 
indústrias é também extremamente importante por se tratar de Parâmetro 
da legislação. 
 
As concentrações de sólidos em suspensão são medidas importantes no 
controle de decantadores e outras unidades de separação de sólidos. 
Constituem parâmetro utilizado em análises de balanço de massa. Isto 
vale também para águas de irrigação, uma vez que excesso de sólidos 
dissolvidos pode levar a graves problemas de salinização do solo. A 
presença de sólidos dissolvidos relaciona-se também com a 
condutividade eléctrica da água. 
 
Deve-se salientarque a determinação das fracções de sólidos é muito 
mais recomendada para águas fortemente poluídas e esgotos do que 
para águas limpas. Pouco são usadas nas estações de tratamento de 
água para abastecimento público, excepto as mais modernas que 
recuperam águas de lavagem de filtros e tratam e destinam 
adequadamente os lodos separados nos decantadores. 
 
Nas ETAs, parâmetros indirectos como a cor e a turbidez devem ser 
preferivelmente usados, uma vez que a análise gravimétrica apresenta 
baixa precisão para níveis reduzidos de sólidos, além do tempo 
relativamente longo necessário para a execução da mesma. 
(Piveli:2004) 
 
Remoção de sólidos 
 
Embora os sólidos, sob o ponto de vista de tamanho, sejam classificados 
apenas em sólidos em suspensão e sólidos dissolvidos, existem três 
faixas de tamanho com comportamentos distintos sob o ponto de vista 
do tratamento. 
 
Os sólidos em suspensão (partículas com diâmetro médio superior a 
1μ), são os mais fáceis de serem separados da água. Prevalecem sobre 
eles fenómenos de massa (gravitacionais), e geralmente são removidos 
por sedimentação simples. 
 
Intermediariamente, os sólidos presentes no estado coloidal (diâmetro 
médio na faixa 1mμ - 1μ), já são suficientemente pequenos de forma a 
apresentar relações área superficial/volume que os tornam estáveis na água 
devido aos campos eletrostáticos desenvolvidos. 
 
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 25 
 
Desta forma, são removíveis por sedimentação, desde que precedida 
de processo de coagulação e floculação. Os flocos que apresentam 
baixas velocidades de sedimentação nos decantadores podem ser 
separados em filtros de areia ou filtros de camada dupla de areia e 
carvão antracito. 
 
A dificuldade maior sob o ponto de vista de tratamento consiste na 
separação de moléculas muito pequenas e íons dissolvidos na água. Nestes 
casos, apenas processos especiais de tratamento apresentam boa 
capacidade de remoção. Dentre estes processos, destacam-se aqueles que 
têm como princípio os fenómenos de adsorção, troca iônica, precipitação 
química e osmose reversa. 
 
Nas estações de tratamento de esgotos sanitários e de efluentes 
industriais predominantemente orgânicos, ocorrem reduções nas 
concentrações de sólidos voláteis dos despejos que são tratados por 
processos biológicos. (Piveli:2004) 
 
2.1.4. Temperatura 
A temperatura é uma condição ambiental muito importante em 
diversos estudos relacionados ao monitoramento da qualidade de 
águas. Sob o aspecto referente à biota aquática, a maior parte dos 
organismos possui faixas de temperatura "óptimas" para a sua 
reprodução. 
 
Por um lado, o aumento da temperatura provoca o aumento da 
velocidade das reacções, em particular as de natureza bioquímica de 
decomposição de compostos orgânicos. 
 
Por outro lado, diminui a solubilidade de gases dissolvidos na água, em 
particular o oxigénio, base para a decomposição aeróbia. 
 
Esses dois factores se superpõem, fazendo com que nos meses quentes 
de verão os níveis de oxigénio dissolvido nas águas poluídas sejam 
mínimos, frequentemente provocando mortandade de peixes e, em 
casos extremos, exalação de maus odores devido ao esgotamento total 
do oxigénio e consequente decomposição anaeróbia dos compostos 
orgânicos sulfatados, produzindo o gás sulfídrico, H2S. 
 
Desta forma, a definição da temperatura de trabalho nos estudos de 
autodepuração natural faz-se necessária para a correcção das taxas de 
desoxigenação e de reaeração, normalmente obtidas para a 
temperatura de referência de 20°C. 
 
No campo do tratamento biológico de esgotos, as temperaturas mais 
elevadas registradas nos países do hemisfério sul levam a 
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 26 
 
comportamentos diferentes dos registrados em sistemas existentes no 
hemisfério norte. 
 
Os modernos reactores utilizados no tratamento anaeróbio de 
efluentes industriais podem, no Brasil, operar à temperatura ambiente, 
enquanto na Europa necessitam de controle a 35°C. Os sistemas de 
lagoas de estabilização são também bastante favorecidos por este 
aspecto. 
 
Até mesmo entre as diferentes regiões do território brasileiro, as cargas 
orgânicas admissíveis nos sistemas de lagoas variam de acordo com as 
temperaturas médias registradas. 
 
Os processos físico-químicos em que ocorre equilíbrio, como por 
exemplo a dissociação do cloro e os processos de precipitação química, 
são também dependentes da temperatura, mas o efeito não é tão 
significativo como nos processos biológicos. 
 
A temperatura da água é normalmente superior à temperatura do ar, uma 
vez que o calor específico da água é bem maior do que o do ar. 
 
Devido às importantes influências da temperatura sobre a configuração 
dos ambientes aquáticos, normalmente este parâmetro é incluído nas 
legislações referentes ao controle da poluição das águas. 
 
No Estado de São Paulo, é imposto como padrão de emissão de 
efluentes a temperatura máxima de 40oC, lançados tanto na rede 
pública coletora de esgotos como directamente nas águas naturais. 
 
 Além disso, nestas últimas não poderá ocorrer variação superior a 3oC 
com relação à temperatura de equilíbrio. Isto é importante para 
efluentes industriais produzidos a quente, como os de tinturarias, 
galvanoplastias, indústrias de celulose, etc. 
 
A temperatura das águas é medida de maneira bastante simples através 
de termómetros de mercúrio. A temperatura do ar, variável controlada 
em diversos estudos ambientais, pode também ser medida através dos 
termómetros de máximas e mínimas, que registram as temperaturas 
limites durante determinado período, por exemplo, 24 horas. 
 
A temperatura de efluentes industriais pode ser reduzida através do 
emprego de torres de resfriamento. Qualquer outro processo que 
provoque aumento da superfície de contato ar/água pode ser usado, 
como aspersores, cascateamento, etc.. 
 
 
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 27 
 
Em 
muitos casos, apenas o tempo de detenção hidráulico dos efluentes em 
tanques de equalização é suficiente para promover a 
redução desejada de temperatura. (Piveli:2004) 
 
2.1.5. Sabor e odor 
A água pura não produz sensação de odor ou sabor nos sentidos 
humanos. Uma das principais fontes de odor nas águas naturais é a 
decomposição biológica da matéria orgânica. 
 
No meio anaeróbio, isto é, no lodo de fundo de rios e de represas e, em 
situações críticas, em toda a massa líquida, ocorre a formação do gás 
sulfídrico, H2S, que apresenta odor típico de ovo podre, de mercaptanas e 
amônia, esta última ocorrendo também em meio aeróbio. 
 
Águas eutrofizadas, isto é, águas em que ocorre a floração excessiva de 
algas devido à presença de grandes concentrações de nutrientes 
liberados de compostos orgânicos biodegradados, podem também 
manifestar sabor e odor. 
 
Sabe-se que certos gêneros de algas cianofíceas (algas azuis, resistentes 
às condições de severa poluição) produzem compostos odoríficos, em 
alguns casos até mesmo tóxicos. 
 
Outra fonte que causa problemas de sabor e odor nas águas para 
abastecimento público refere-se à presença de fenóis. Esses compostos, 
mesmo quando presentes em quantidades diminutas reagem com o 
cloro residual livre formando clorofenóis que apresentam odor 
característico e intenso. 
 
Além destas fontes principais, existe ainda o gosto na água proveniente 
de metais, acidez ou alcalinidade pronunciadas, cloreto (sabor salgado), 
etc.. 
 
Na legislação brasileira aparece apenas a designação “não objectável” 
para sabor e odor, o que representacerta subjectividade. A legislação 
paulista é talvez rigorosa demais, condenando a presença de qualquer 
tipo de odor senão o de cloro. 
 
Nos Estados Unidos é utilizada a técnica do odor limite para quantificar 
o problema, que consiste em proceder-se a diluições da amostra até 
que o odor não seja mais detectado. 
 
Se, por exemplo, apenas com diluições superiores a 1:5 os odores não 
podem mais ser percebidos, diz-se que aquela amostra de água 
apresenta odor limite 5. 
 
 
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 28 
 
 
É óbvio que é uma técnica que também envolve subjectividade e 
imprecisões, mas é uma maneira de se aproximar melhor à questão, 
que pode ser interessante em diversos estudos. 
 
Para uma identificação precisa das concentrações dos compostos 
aromáticos presentes na água, técnicas analíticas sofisticadas como a 
cromatografia gasosa ou cromatografia/ espectrometria de massa 
podem ser necessárias. 
 
A adsorção em carvão activado granular ou em pó é a técnica mais 
empregada e eficiente no controle de odor. Em casos particulares, 
como no importante problema da liberação de H2S de processos 
anaeróbios, perceptível pelo olfato humano em concentrações da 
ordem de apenas 1 ppb, técnicas oxidativas empregando-se cloro, 
peróxido de hidrogénio e ozonização, entre outras, ou técnicas de 
precipitação química com sais de ferro, podem ser testadas. 
 
Essa medida, no entanto, deverá ser bem planeada, devendo ser 
primeiramente testada em menor escala para a verificação da eficiência 
real e para a identificação de problemas operacionais como a descarga 
de oxidante residual que possa resultar em efeito tóxico ao meio. 
 
A inibição da proliferação de odores intervindo-se na actividade 
biológica tem sido aplicada com sucesso. Muitas cidades, 
principalmente as de clima quente, sofrem com o problema da exalação 
de maus odores pela rede colectora de esgotos. 
 
A origem desse problema é a redução anaeróbia do sulfato para sulfeto, 
com consequente liberação do H2S. Aplicada continuamente uma 
solução de nitrato de sódio, ocorre preferencialmente a redução do 
nitrato em nitrogénio gasoso, inibindo-se o crescimento das bactérias 
redutoras de sulfato e a exalação do gás sulfídrico. (Piveli:2004) 
 
 
Sumário 
Os principais parâmetros utilizados para caracterizar fisicamente as 
águas naturais são a cor, a turbidez, os níveis de sólidos nas suas 
diversas fracções, a temperatura, o sabor e o odor. 
 
Embora tais parâmetros sejam físicos, fornecem indicações 
preliminares importantes para a caracterização da qualidade química 
da água como, por exemplo, os níveis de sólidos em suspensão 
(associados à turbidez) e as concentrações de sólidos dissolvidos 
(associados à cor), os sólidos orgânicos (voláteis) e os sólidos minerais 
(fixos), os compostos que produzem odor, etc.. 
 
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 29 
 
Para além dos parâmetros utilizados para caracterizar fisicamente a 
água, também existem outros que são utilizados para caracterizar 
quimicamente a água que são: dureza, acidez, alcanidade, 
condutibilidade eléctrica, os seguintes apectos: 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.A cor de uma amostra de água está associada ao grau de redução de 
intensidade que a luz sofre ao atravessá-la. Esta redução dá se por 
a) Coagulação 
b) Absorção de parte da radiação electromagnética 
c) Cor elevada e turbidez baixa 
d) Absorção e espalhamento 
 2. Um dos métodos tradicionais de remoção de cor de águas para 
abastecimento público e residuárias industriais é 
a) Coagulação 
b) Absorção de parte da radiação electromagnética 
c) Cor elevada e turbidez baixa 
d) Absorção e espalhamento 
3. No tratamento de águas para abastecimento, as dificuldades na 
floculação ocorrem quando a água apresenta 
a) Coagulação 
b) Absorção de parte da radiação electromagnética 
c) Cor elevada e turbidez baixa 
d) Absorção e espalhamento 
4. Turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação de 
intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la. Esta redução se 
dá por 
a) Coagulação 
b) Absorção de parte da radiação electromagnética 
c) Cor elevada e turbidez baixa 
d) Absorção e espalhamento 
5. Os decantadores são utilizados para a remoção de 
a) turbidez; 
b) cor; 
c) temperatura; 
d) sabor 
6. A água pura 
a) produz sensação de odor e sabor nos sentidos humanos 
b) produz sensação de sabor nos sentidos humanos 
c) produz sensação de odor nos sentidos humanos 
d) não produz sensação de odor nem sabor nos sentidos humanos 
 
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7. Em águas superficiais é mais comum a presença de 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
8. Os sólidos, sob o ponto de vista de tamanho, são classificados apenas em 
sólidos 
a) em suspensão e dissolvidos 
b) em suspensão 
c) dissolvidos 
d) nenhuma das anteriores 
9) As partículas com diâmetro médio superior a 1μ, são as mais fáceis de 
serem separadas da água, e essas se designam se de sólidos 
a) em suspensão e dissolvidos 
b) em suspensão 
c) dissolvidos 
d) nenhuma das anteriores 
10. A decomposição biológica da matéria orgânica, faz com que 
a) a água não tenha odor 
b) a água tenha odor 
c) a água tenha temperaturas mais baixas 
c) a água tenha temperaturas mais altas 
 
Respostas: 1b);2a); 3c);4d); 5a); 6d); 7b); 8a); 9b); 10b. 
 
Exercícios 
1. Como que é feita a determinação da cor das águas? 
2. O que entende por turbidez das águas? 
3. Sobre a dureza da água, diferencie a dureza temporária 
da dureza permanente? 
4. Água pura não possui odor nem sabor. Comente a 
afirmação 
5. De onde provem o odor que sentimos nas águas que 
correm em certos recursos aquáticos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 31 
 
 
 
UNIDADE Temática.2.2: Características Químicas das Águas Naturais 
 
Introdução 
Esta unidade temática vai tratar das características químicas das águas 
naturais, em que cada característica será detalhada isoladamente. 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
▪ Distinguir as características químicas das águas naturais; 
Objectivos ▪ Diferenciar das características químicas das águas naturais; 
 específicos ▪ Explicar a importância do estudo das características químicas das águas naturais 
 
 
Desenvolvimento 
2.2.1. Dureza 
Definição 
Dureza é um parâmetro característico da qualidade de águas de 
abastecimento industrial e doméstico sendo que do ponto de vista da 
potabilização são admitidos valores máximos relativamente altos, 
típicos de águas duras ou muito duras. 
Quase toda a dureza da água é provocada pela presença de sais de 
cálcio e de magnésio (bicarbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos) 
encontrados em solução. 
Assim, os principais íons causadores de dureza são cálcio e magnésio 
tendo um papel secundário o zinco e o estrôncio. Algumas vezes, 
alumínio e ferro férrico são considerados como contribuintes da dureza. 
(ENI: 2015) 
Classificação 
A dureza total da água compõe-se de duas partes: dureza temporária e 
dureza permanente. 
 
 
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 32 
 
 
A dureza é dita temporária, quando desaparece com o calor, e 
permanente, quando não desaparece com o calor, ou seja, a dureza 
permanenteé aquela que não é removível com a fervura da água. 
A dureza temporária é a resultante da combinação de íons de cálcio e 
magnésio que podem se combinar com bicarbonatos e carbonatos 
presentes. (Idem) 
Características 
Normalmente, reconhece-se que uma água é mais dura ou menos dura, 
pela maior ou menor facilidade que se tem de obter, com ela, espuma 
de sabão. 
As águas duras caracterizam-se, pois, por exigirem consideráveis 
quantidades de sabão para produzir espuma, e esta característica já foi, 
no passado, um parâmetro de definição, ou seja, a dureza de uma água 
era considerada como uma medida de sua capacidade de precipitar 
sabão. 
O carácter das águas duras foi, por muito tempo, para o cidadão comum 
o aspecto mais importante por causa das dificuldades de limpeza de 
roupas e utensílios. 
Com o surgimento e a determinação dos detergentes sintéticos ocorreu 
também a diminuição os problemas de limpeza doméstica por causa da 
dureza. 
Também durante a fervura da água os carbonatos precipitam-se. Este 
fenômeno prejudica o cozimento dos alimentos, provoca "encardido" 
em panelas e é potencialmente perigoso para o funcionamento de 
caldeiras ou outros equipamentos que trabalhem ou funcionem com 
vapor de água, podendo provocar explosões desastrosas. 
Assim pode-se resumir que uma água dura provoca uma série de 
inconvenientes: 
• é desagradável ao paladar; 
• gasta muito sabão para formar espuma; 
• dá lugar a depósitos perigosos nas caldeiras e aquecedores; deposita 
sais em equipamentos; mancha louças. (ENI: 2015) 
Tolerância 
A despeito do sabor desagradável que referidos níveis podem suscitar 
elas não causam problemas fisiológicos. No Brasil, o valor máximo 
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 33 
 
permissível de dureza total fixado pelo padrão de potabilidade, ora em 
vigor, é de 500mgCaCO3/L. 
Teores de dureza inferiores a 50ppm não implicam em que a água seja 
considerada dura. Teores de 50 a 150 não incomodam para efeitos de 
ingestão, mas acima de 100ppm provocam prejuízos sensíveis em 
trabalhos que envolvam o uso da água com sabão e originam 
precipitações com incrustações anti-estéticas e até potencialmente 
perigosas em superfícies sujeitas a aquecimentos. 
Em geral a redução da dureza para concentrações inferiores a 100ppm 
só é economicamente viável para fins industriais, onde o produto final 
ou os equipamentos dependem de água de melhor grau de pureza. 
Correcção 
Para a remoção de dureza da água, são tradicionais dois processos: o da 
cal-soda e dos zeólitos. 
Nas últimas décadas tem ganhado muita divulgação e emprego, o da 
osmose inversa, principalmente em região, onde há extrema carência 
de água e as poucas fontes disponíveis são, sejam subterrâneas ou 
superficiais, na maioria de águas salobras. 
Os zeólitos têm a propriedade de trocar o sódio, que entra na sua 
composição, pelo cálcio ou magnésio dos sais presentes na água, 
acabando, assim com a dureza da mesma. 
Com a continuação do tratamento, eles se saturam, esgotando sua 
capacidade de remoção de dureza, porém podem ser recuperados para 
a função através de um processo utilizando sal de cozinha (cloreto de 
sódio). 
A Osmose Inversa é obtida através da aplicação mecânica de uma 
pressão superior à Pressão Osmótica do lado da solução mais 
concentrada. Essa tecnologia foi desenvolvida na década de 60, para a 
produção de água ultrapura, a ser utilizada em processos industriais, a 
partir de meados da década seguinte, surgindo, assim, comercialmente, 
a primeira geração de membranas. 
As suas principais vantagens foram a redução da necessidade de 
regeneração dos leitos de troca iónica e de consumo de resina, além de 
significativas reduções de despesas na operação e manutenção destes 
leitos. 
OBS: A osmose é um fenómeno natural físico-químico. Quando duas 
soluções, com diferentes concentrações, são colocadas em um mesmo 
recipiente separado por uma membrana semi-permeável, onde ocorre 
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 34 
 
naturalmente a passagem do solvente da solução mais diluída para a 
solução mais concentrada, até que se encontre o equilíbrio. 
Neste ponto a coluna de solução mais concentrada estará acima da 
coluna da solução mais diluída. A esta diferença entre colunas de 
solução se denomina Pressão Osmótica. É o fenómeno fatal que ocorre 
com as bactérias quando usamos cloreto de sódio para conservação de 
certos produtos de origem animal. (ENI: 2015) 
2.2.2. Acidez 
Quimicamente acidez é a capacidade de neutralização de soluções 
alcalinas, ou seja, é a capacidade da água em resistir às mudanças de 
pH em função da introdução de bases. Em geral acidez está associada a 
presença de CO2 livre. 
A presença de ácidos orgânicos é mais comum em águas superficiais, 
enquanto nas águas subterrâneas é menos frequente a ocorrência de 
ácidos em geral. Em algumas ocasiões as águas subterrâneas poderão 
conter ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos. 
Acidez, pH e alcalinidade estão intimamente interrelacionados. De um 
modo geral o teor acentuado de acidez pode ter origem na 
decomposição da matéria orgânica, na presença de gás sulfídrico, na 
introdução de despejos industriais ou passagens da água por áreas de 
mineração. 
Do ponto de vista de águas de abastecimento ou mesmo sanitário, a acidez 
tem pouco importância. No campo do abastecimento de água o pH 
 intervém na coagulação química, controle da corrosão, abrandamento e 
desinfecção. 
Águas com baixos valores de pH tendem a ser agressivas para 
instalações metálicas. O padrão de potabilidade em vigor no Brasil, 
preconiza uma faixa de pH entre 6,5 e 8,5. Normalmente a água 
apresenta-se boa para ingestão para pH na faixa de 5,5 a 8,0, sob a 
análise desta característica. (Húo: 2009) 
2.2.3. Alcalinidade 
Quimicamente definindo alcalinidade é a propriedade inversa da acidez, ou 
seja, é a capacidade de neutralização de ácidos. 
Em geral a presença de alcalinidade leva a pH para valores superiores a 
7,0, porém pH inferiores (acima de 4) não significa que não hajam 
substâncias alcalinas dissolvidas no meio aquoso. 
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 35 
 
Os principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos (HCO3), 
os carbonatos (CO32- ) e os hidróxidos (OH -), cujas formas são função do 
pH. 
Para pH superiores a 9,4 tem-se dureza de carbonatos e 
predominantemente de hidróxidos. Entre pH de 8,3 e 9,4, predominam 
os carbonatos e a ausência de hidroxilas. Para pH inferires a 8,3 e acima 
de 4.4 ocorre apenas dureza de bicarbonato. Abaixo de 4,4 não ocorre 
alcalinidade. 
De um modo geral as alterações de alcalinidade têm origem na 
decomposição de rochas em contacto com a água, reacções envolvendo 
o CO2 de origem atmosférica e da oxidação de matéria orgânica, além 
da introdução de despejos industriais. (Húo: 2009) 
 
2.2.4. Sólidos 
A água com excessivo teor de sólidos em suspensão ou minerais dissolvidos 
tem sua utilidade limitada. 
Uma água com presença de 500ppm de sólidos dissolvidos, geralmente, 
ainda é viável para uso doméstico, mas provavelmente inadequada para 
utilização em muitos processos industriais. 
Água com teor de sólidos superiores a 1000ppm torna-se inadequada 
para consumo humano e possivelmente será corrosiva e até abrasiva. 
De um modo geral todas as impurezas presentes na água, com excepção 
dos gases dissolvidos, têm sua origem nos sólidos incorporados ao seu 
meio. São caracterizadas como sólidos todas as partículas presentes em 
suspensão ou em solução, sedimentáveis ou não, orgânicas ou minerais. 
A determinação da quantidadetotal de sólidos presentes em uma 
amostra é chamada de sólidos totais. A separação dos tipos de sólidos 
presentes na mistura é feita em laboratório e classificada da seguinte 
maneira: 
• Totais - massa sólida obtida com a evaporação da parte líquida da 
amostra a 103o a 105o C, em mg/l; 
• Minerais ou Fixos - resíduos sólidos retidos após calcinação dos 
sólidos totais a 500o C, em mg/l; 
• Orgânicos ou Voláteis - parcela dos sólidos totais volatilizada no 
processo de calcinação, em mg/l; 
• Em Suspensão ou Filtráveis e Não-filtráveis - quantidade de sólidos 
determinada com a secagem do material retirado por filtração da 
amostra, através de micromalha, de 0,45 m (mícron ou 
micrômetro), em mg/l; 
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 36 
 
• Coloidais - fração dos sólidos, composta de partículas com 
diâmetros equivalentes da ordem de 10-3 a 0,45 m; 
• Dissolvidos - fração dos sólidos, composta de partículas com 
diâmetros equivalentes inferiores a 10-3 m. 
Para se ter uma idéia destas dimensões, as bactérias têm seu tamanho 
entre 0,5 e 5,0 m e o olho nu só é capaz de visualizar a partir da 
dimensão de 100 mícrons ou 0,1 milímetro. (Húo: 2009) 
2.2.5. Cloretos 
A presença de cloretos na água é resultante da dissolução de sais com 
íons Cl -, por exemplo de cloreto de sódio. É característica da água do 
mar, cujo teor se aproxima dos 20000ppm, entre eles o mais presente 
é o cloreto de sódio (ClNa) com cerca de 70% deste teor. 
A água de chuva, por exemplo, tem presença insignificante de cloretos 
(menos de 1%), exceto em regiões próximas ao litoral. 
De um modo geral as presenças de cloretos têm origem na dissolução 
de minerais, contato com áreas de sal, mistura com a água do mar e 
introdução de águas residuárias domésticos ou industriais. 
Em termos de consumo suas limitações estão no sabor e para outros usos 
domésticos e para processos industriais. 
Águas com teores menores que 250ppm de cloretos é satisfatória para 
serviços de abastecimento doméstico (o ideal seria menor que 
150ppm). 
Concentrações superiores a 500 ppm implicam em sabor característico e 
desagradável. Para consumo de animais esta concentração pode 
chegar até 4000ppm. (ENI: 2015) 
2.2.6. Condutividade eléctrica 
A água pura é um meio isolante, porém sua capacidade de solvência das 
substâncias, principalmente de sais, faz com que as águas naturais 
tenham, em geral, alto poder de condutividade elétrica. Esta 
condutividade depende do tipo de mineral dissolvido bem como da sua 
concentração. O aumento da temperatura também eleva a 
condutividade. (Húo: 2009) 
2.2.7. Elementos e compostos químicos especiais 
Ferro 
Presente numa grande quantidade de tipos solos, é um dos elementos 
químicos mais frequentemente encontrado nas águas naturais. 
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 37 
 
 
O ferro presente na água pode ser adquirido nas próprias fontes e 
instalações de captação ou de adução através da corrosão das 
superfícies metálicas ou mesmo de despejos industriais. 
Na ausência de oxigénio dissolvido como no caso de águas subterrâneas 
e de fundos de lagos, seus íons se apresentam na forma solúvel (Fe2+). 
Exposto ao oxigénio livre sofre oxidação e torna-se insolúvel na forma 
(Fe3+), o que pode acontecer até na saída da torneira, colorindo a água, 
manchando superfícies claras e roupas. Uma possível remoção pode ser 
efectuada através da aeração da massa de água que contém os íons 
ferrosos, forçando sua precipitação como óxido ou hidróxido férricos 
(ferrugem). 
Por ser uma substância que afecta qualitativamente o desempenho de 
algumas actividades domésticas como também alguns produtos 
industrializados, é de suma importância que seu teor seja quantificado 
nas águas de abastecimento público. 
Concentrações superiores a 0,5ppm provocam manchas em louças e roupas 
nos processos de lavagens. 
Actividades que envolvam tingimentos, tais como fábricas de tecidos ou 
artigos destes, não podem trabalhar com águas com teores superiores 
a 0,1ppm de ferro insolúvel (Fe3+). (ENI: 2015) 
 Manganês 
Este cátion oxidado e insolúvel (Mn4+) tem um comportamento 
semelhante ao do ferro, porém sua presença em águas naturais é 
sensivelmente menos intensa. Na sua forma solúvel é é Mn2+. 
Sódio 
É o elemento característico da água do mar, com uma concentração 
média de 10000ppm. Sua presença nos mananciais de águas utilizáveis 
para abastecimento público provoca elevação da alcalinidade. 
 
Flúor 
Teores de flúor entre 0,5 e 1,0ppm são benéficos na formação dos 
dentes das crianças, sendo por isso, indicado no tratamento preventivo 
contra o aparecimento de cáries. 
Concentrações superiores a 1,5ppm provocam manchas permanentes 
no esmalte dos dentes e além de 4,0ppm possivelmente prejudicam a 
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 38 
 
resistência dos mesmos, além de ser perigoso para os ossos em geral, 
podendo provocar defeitos orgânicos permanentes nos fetos. Este 
problema é conhecido como fluorose. 
Nitratos 
O nitrogénio pode ser encontrado de várias formas e estados de 
oxidação no meio aquático: molecular (N2), orgânico, amónia (NH4), 
nitrito (NO2- ) e nitrato (NO3- ). 
Elemento indispensável ao desenvolvimento das algas, concentrações 
elevadas de nitrogénio principalmente em águas paradas ou de 
deslocamento laminar, podem levar ao crescimento excessivo desses 
organismos, no processo chamado de eutrofização. 
O excesso de amónia provoca mortandade dos peixes e o processo de 
oxidação desse composto em nitrito e em seguida em nitrato consome 
oxigénio livre, afectando assim a vida aquática do manancial. 
Constituinte de proteínas, clorofila e vários outros compostos 
orgânicos, a presença de nitratos na água decorre da decomposição de 
vegetais e de dejectos e corpos de animais mortos, de poluição com 
fertilizantes e, principalmente da introdução de efluentes de esgotos 
sanitários no manancial. 
Águas com concentrações superiores a 45ppm são desaconselhadas 
para uso doméstico pois a sua ingestão contínua pode provocar a 
cianose ou doença do bebé azul, ou metahemoglobinemia, 
principalmente nas crianças. (ENI: 2015) 
Fósforos 
O fósforo assim como o nitrogénio, é um nutriente essencial para o 
crescimento dos microrganismos responsáveis pela 
biodegradabilidade da matéria 
orgânica e também para o crescimento de algas, o que pode favorecer 
o aparecimento da eutrofização nos mananciais. Normalmente sua 
presença nos mananciais tem origem em despejos domésticos e em 
certos despejos industriais, embora também possa surgir da dissolução 
de compostos do solo. 
O fósforo presente nos esgotos domésticos (5 a 20mg/l) tem 
procedência, principalmente, da urina dos contribuintes e do emprego 
de detergentes usualmente utilizados nas tarefas de limpeza. Este 
fósforo apresenta-se principalmente nas formas de ortofosfato, poli ou 
pirofosfatos e fósforo orgânico. 
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 39 
 
Cerca de 80% do total é de fósforo inorgânico, 5 a 15mg/l (poli + orto), 
enquanto que o orgânico varia de 1 a 5mg/l. 
Nos esgotos domésticos de formação recente a forma predominante de 
ortofosfato é HPO42-, originada em sua maior parte da diluição de 
detergentes e favorecido pela condição de pH em torno da 
neutralidade. Porém sua predominância tende a ser acentuada a 
medida que o esgoto vá envelhecendo, uma vez que os polifosfatos 
(moléculas complexas com mais de um P e que precisam ser 
hidrolisadas biologicamente) e os fósforos orgânicos (pouco 
representativos)transformam-se, embora lentamente, em ortofosfato, 
o que deve acontecer completamente até o final da biodegradação, 
visto que é nesta forma que ele pode ser assimilado directamente pelos 
microrganismos. 
 
Assim sendo, a sua determinação é um parâmetro fundamental para 
caracterização de águas residuárias brutas e tratadas, embora por si só 
sua presença não seja um problema sanitário muito importante no caso 
de águas de abastecimento. 
 Sulfatos 
De origem similar a dos fosfatos, é um parâmetro mais importante no 
estudo de projectos de redes colectoras e tratamentos de esgotos 
sanitários. 
Quantidades excessivas de sulfatos dão sabor amargo água e podem ser 
laxativos, principalmente em novos consumidores. (ENI: 2015) 
2.2.8. Gases dissolvidos mais comuns 
Oxigénio livre 
Vital para os organismos aeróbios presentes na água, o oxigénio livre 
presente na água vem do contacto desta com a atmosfera ou produzido 
por processos fotossintéticos. 
Em condições normais de temperatura e pressão a água consegue reter 
de 9 a 10ppm de oxigénio livre. Esta solubilidade decresce a medida que 
a temperatura aumenta anulando-se na fase de ebulição. 
A ausência de oxigénio na água fervida e depois resfriada lhe confere 
um gosto levemente desagradável para a maioria dos paladares. 
A presença de matéria orgânica em decomposição na água reduz a 
concentração de O2 na água em repouso por causa do metabolismo 
bacteriano. Por outro lado, a sua introdução na massa de água favorece 
a precipitação de elementos químicos indesejáveis como, por exemplo, 
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 40 
 
o 
ferro. O oxigénio dissolvido é corrosivo, principalmente para 
canalizações de ferro e aço, notadamente para menores faixas de pH ou 
maiores condutividades eléctricas. 
Dióxido de carbono 
O teor de gás carbónico, que geralmente é mais intenso em áreas 
cobertas com vegetação, é mais significativo em termos químicos na 
captação de águas subterrâneas com presença de carbonatos e 
bicarbonatos de cálcio. 
Gás sulfídrico 
Gás sulfídrico pode ser encontrado em águas subterrâneas, águas de 
fundos de lagos ou represas profundas ou em superficiais poluídas com 
esgoto e com deficiência de oxigénio dissolvido. 
Nestas condições bactérias anaeróbias ou facultativas redutoras de 
sulfatos produzem ácido sulfúrico que é corrosivo para uma grande 
variedade de materiais. É um composto de intenso e desagradável odor 
(fedor de ovo podre), bastando concentrações em torno de 0,5ppm 
para ser sentido. (ENI: 2015) 
 
 
Sumário 
Esta unidade temática tratou das características químicas das águas 
naturais. Nelas se destacam dureza, acidez, alcanidade, condutibilidade 
eléctrica, entre outras. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. Nas águas subterrâneas é menos frequente a ocorrência de ácidos 
em geral. Em algumas ocasiões as águas subterrâneas poderão conter 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
2. A capacidade de neutralização de ácidos, denomina se por 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
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 41 
 
3. De 
um modo geral todas as impurezas presentes na água, com excepção dos 
gases dissolvidos, têm sua origem em 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
4. Quase toda a dureza da água é provocada pela presença de 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl - 
5. Assim, os principais íons causadores de dureza são 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl 
6. quando desaparece com o calor, a dureza tem a designação de 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl 
7. Quando não desaparece com o calor, a dureza toma o nome de 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl 
8. A presença de cloretos na água é resultante da 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl 
9. Água pura 
a) conduz a corrente eléctrica 
b) não conduz a corrente eléctrica 
c) pode conduzir ou não a corrente eléctrica dependendo da temperatura 
d) pode conduzir ou não a corrente eléctrica dependendo do odor 
10. A água não pura, que contém minerais dissolvidos, 
 
Respostas: 1a); 2c); 3d; 4a); 5a); 6b); 7c); 8d); 9a); 10b) 
 
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 42 
 
Exercícios: 
1. Os ácidos orgânicos nunca ocorrem em águas subterrâneas senão 
em águas superficiais. Concorda com afirmação? 
Justifique a sua resposta. 
2. Defina a Alcanidade? 
3. A água pura pode ou não conduzir a corrente eléctrica? Justifique a 
sua resposta 
4. Que diferença existe entre as águas subterrâneas e águas 
superficiais, no que concerne ao teor de ácidos? 
5. Que relação existe entre a condutibilidade eléctrica das águas e a 
temperatura das águas? 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA 2 
1. A água pura 
a) produz sensação de odor e sabor nos sentidos humanos; 
b) produz sensação de sabor nos sentidos humanos; 
c) produz sensação de odor nos sentidos humanos; 
d) não produz sensação de odor nem sabor nos sentidos humanos. 
2. Em águas superficiais é mais comum a presença de 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos; 
b) ácidos orgânicos; 
c) alcanidade; 
d) sólidos incorporados ao seu meio. 
3. Os sólidos, sob o ponto de vista de tamanho, são classificados apenas em 
sólidos 
a) em suspensão e dissolvidos; 
b) em suspensão; 
c) dissolvidos; 
d) nenhuma das anteriores. 
4. As partículas com diâmetro médio superior a 1μ, são as mais fáceis de 
serem separadas da água, e essas se designam se de sólidos 
a) em suspensão e dissolvidos; 
b) em suspensão; 
c) dissolvidos; 
d) nenhuma das anteriores. 
 
5. A decomposição biológica da matéria orgânica, faz com que 
a) a água não tenha odor 
b) a água tenha odor 
c) a água tenha temperaturas mais baixas 
d) a água tenha temperaturas mais altas 
 
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 43 
 
6. 
Nas águas subterrâneas é menos frequente a ocorrência de ácidos em geral. 
Em algumas ocasiões as águas subterrâneas poderão conter 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
 
7. A capacidade de neutralização de ácidos, denomina se por: 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
8. De um modo geral todas as impurezas presentes na água, com excepção 
dos gases dissolvidos, têm sua origem em: 
a) ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos 
b) ácidos orgânicos 
c) alcanidade 
d) sólidos incorporados ao seu meio 
9. Quase toda a dureza da água é provocada pela presença de 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanente 
d) dissolução de sais com íons Cl - 
10. Assim, os principais íons causadores de dureza são 
a) sais de cálcio e de magnésio 
b) dureza temporária 
c) dureza permanented) dissolução de sais com íons Cl 
 
Respostas: 1d); 2b); 3a); 4b); 5b. 6a); 7c); 8d; 9a); 10a) 
 
 
TEMA – III: CICLO HIDROLÓGICO 
 
UNIDADE Temática 3.1: Conceito do ciclo hidrológico e as suas diferentes fases 
 
Introdução 
 
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 44 
 
Nesta unidade temática vai se tratar do ciclo hidrológico, em que 
primeiramente será discutido o significado do ciclo hidrológico, e depois 
serão demostradas as fases que constituem o ciclo hidrológico. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
▪ Definir o conceito “ciclo hidrológico” 
Objectivos ▪ Conhecer as fases do ciclo hidrológico 
específicos ▪ Conhecer importância do ciclo hidrológico para a manutenção da vida na terra 
 
Desenvolvimento 
Faria (2006), define o ciclo hidrológico como sendo fenómeno global de 
circulação fechada da água entre a superfície terrestre e a atmosfera, 
impulsionado fundamentalmente pela energia solar associada à 
gravidade e à rotação terrestre. 
Alguns cientistas afirmam que desde que a vida apareceu sobre a terra 
a quantidade de água existente no planeta é praticamente mesma e que 
ainda, 2/3 do planeta é coberto por água. Então, por que algumas 
pessoas afirmam que a água está acabando? 
A questão é que de facto a quantidade de água no planeta tem 
permanecido praticamente inalterada desde que o mundo é o mundo 
como o que se conhece hoje. O que mudou, foi apenas a forma como 
essa água se encontra disponível e a sua utilização. 
A água pode ser encontrada no planeta em três estados físicos: sólido, 
líquido e gasoso. Durante o processo que chamamos de “Ciclo da água” 
ou “Ciclo hidrológico” ela passa pelos estados líquido e gasoso de forma 
que vai sempre se renovando à cada ciclo completo. 
Em alguns lugares muito frios do planeta ela pode ser encontrada em 
estado sólido (ex.: geleiras na Antártida), ou ainda, se solidificar depois 
de cair na forma de chuva ou neve (pequenos flocos de água 
solidificada) como, por exemplo, no pico de montanhas que 
permanecem congelados durante o inverno e derretem parcialmente 
no verão dando origem a rios como o Rio Tigre na Mesopotâmia que 
nasce do derretimento de gelo em uma cadeia de montanhas: as 
montanhas Taurus na Turquia.(Carvalho: 2006) 
Quando a terra estava se formando a superfície do planeta era muito 
quente e toda a água existente estava na forma de vapor. Podemos 
http://www.infoescola.com/quimica/estados-fisicos-da-materia/
http://www.infoescola.com/geologia/geleira/
http://www.infoescola.com/geografia/antartica-antartida/
http://www.infoescola.com/hidrografia/rio-tigre/
http://www.infoescola.com/historia/mesopotamia/
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 45 
 
dizer então, que o ciclo da água começou com um processo chamado 
de condensação: a passagem do estado gasoso para o estado líquido. 
 Nesse caso, a água se condensou devido à diminuição de temperatura 
ocorrida na superfície do planeta, que possibilitou que o vapor de água 
passasse para o estado líquido. 
Hoje em dia, isso acontece quando o vapor de água chega a certa altura. 
A temperatura cai e a água condensa, passando para o estado líquido 
em pequenas gotículas que vão se juntando e movimentando por causa 
da acção dos ventos e das correntes atmosféricas e formando as 
nuvens. Por fim, elas caem na forma de chuva (precipitação). 
Ao cair a água escorre para os rios, ou para lençóis subterrâneos e depois 
para os rios e mares, oceanos e lagos. Então ela fica novamente exposta à 
acção do sol que a esquenta transformando-a novamente através do 
processo de evaporação: passagem do estado líquido para o gasoso. (idem) 
Figura 1: Esquema detalhado mostrando o ciclo da água 
 
Fonte: Faria (2006) 
 
 
Figura 2: Esquema simplificado do ciclo hidrológico 
http://www.infoescola.com/quimica/vapor-dagua/
http://www.infoescola.com/quimica/vapor-dagua/
http://www.infoescola.com/fisico-quimica/evaporacao/
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 46 
 
 
Fonte: Carvalho (2006) 
Pode acontecer também da água da chuva ser absorvida pelas plantas. 
Nesse caso ela irá evaporar por um processo conhecido como 
evapotranspiração: transpiração + evaporação. 
Todos esses processos ocorrem de forma natural há muitos milhares de 
anos garantindo a distribuição da água por todo o globo. Mas esse 
processo vem sendo alterado de forma muito rápida pela acção do 
homem. 
A construção de barragens, usinas hidreléctricas e a poluição da água 
afectam muito o ciclo hidrológico do planeta causando transformações 
que podem ser prejudiciais. No caso de usinas hidreléctricas muito 
grandes (como, por exemplo, a Usina de Três Gargantas na China e 
Itaipu, entre o Brasil e Paraguai) a alteração se dá na quantidade de 
água que passa a evaporar naquela região onde se encontra o 
reservatório. 
O processo de evaporação mais intenso no local pode alterar sua 
temperatura e humidade, alterando consequentemente as correntes 
atmosféricas que passam por ele e o microclima da região. Nesse caso, 
a melhor saída tem sido a construção de PCH’s – Pequenas Centrais 
Hidrelétricas – que tem um tamanho e um impacto reduzidos. 
Entretanto, a maior inimiga das águas actualmente é a poluição. Menos 
de 3% de toda a água presente no planeta é doce e se encontra 
disponível para consumo humano e é essa parte que o homem está 
poluindo. Normalmente o ciclo hidrológico conseguiria recuperar a 
qualidade da água por si só. 
Mas a quantidade de poluentes que se joga na água é tão grande que 
isso não é mais possível ocasionando o transporte de poluentes pelas 
http://www.infoescola.com/biologia/evapotranspiracao/
http://www.infoescola.com/biologia/evapotranspiracao/
http://www.infoescola.com/ecologia/poluicao-da-agua/
http://www.infoescola.com/ecologia/poluicao-da-agua/
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 47 
 
chuvas fazendo com que eventos como a chuva ácida se tornem cada 
vez mais comuns. (Faria: 2006) 
A expressão abaixo constitui equação hidrológica, de acordo com Carvalho 
(2006). 
I - O = ∆S 
I = (entradas) incluindo todo o escoamento superficial por meio de 
canais e sobre a superfície do solo, o escoamento subterrâneo, ou seja, 
a entrada de água através dos limites subterrâneos do volume de 
controlo, devido ao movimento lateral da água do subsolo, e a 
precipitação sobre a superfície do solo; 
O = saídas de água do volume de controlo, devido ao escoamento 
superficial, ao escoamento subterrâneo, à evaporação e à transpiração 
das plantas; e 
∆S = variação no armazenamento nas várias formas de retenção, no volume 
de controlo. 
 
 
Sumário 
O ciclo hidrológico, ou ciclo da água, é o movimento contínuo da água 
presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. 
 Esse movimento é 
alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a 
evaporação das águas dos oceanos e dos continentes. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. A quantidade de água no planeta Terra 
a) Tem permanecido praticamente inalterada desde passado até aos 
dias actuais 
b) Tende a diminuir nos dias actuais 
c)Tende a aumentar nos dias actuais 
d) nenhuma das respostas anteriores 
2. As águas existentes no estado sólido, como por exemplo geleiras na 
Antártida (……………), devido as mudanças climáticas. Preencha o espaço 
em branco, entre parenteses, com expressão correcta das abaixo 
indicadas. 
 
http://www.infoescola.com/geologia/geleira/
http://www.infoescola.com/geografia/antartica-antartida/
http://www.infoescola.com/geografia/antartica-antartida/UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 48 
 
a) 
Tem permanecido praticamente inalterada desde passado até aos 
dias actuais 
b) Tende a diminuir nos dias actuais 
c)Tende a aumentar nos dias actuais 
d) nenhuma das respostas anteriores 
3. Devido as mudanças climáticas, o nível das águas do mar 
a) Tem permanecido praticamente inalterada desde passado até aos 
dias actuais 
b) Tende a diminuir nos dias actuais 
c)Tende a aumentar nos dias actuais 
d) nenhuma das respostas anteriores 
 
4. A força de gravidade faz com que haja 
a) condensação; 
b) evaporação; 
c) evapotranspiração; 
d)queda de chuva 
5. A passagem da água do estado líquido para o gasoso, tem o nome de 
a) condensação; b) evaporação; c) evapotranspiração; d)queda de chuva 
 
6. A passagem da água do estado gasoso para o estado líquido, chama se 
a) condensação; b) evaporação; c) evapotranspiração; d)queda de chuva 
 
7. De toda a água doce presente no planeta a que se encontra disponível 
para consumo humano é: 
a) menos de 3%; b) 40%; c) 50%; d) acima de 90% 
 
8. Chuvas ácidas, resultam de: 
a) Poluição excessiva do meio ambiente; b) transpiração das plantas e 
animais; c) Aquecimento excessivo; d) queda de água no estado 
sólido. 
9. A evaporação é a consequência imediata de 
a) Poluição excessiva do meio ambiente; 
b) transpiração das plantas e animais; 
c) Aquecimento excessivo; 
d) queda de água no estado sólido. 
10. A água existente na atmosfera não provem apenas da evaporação, 
mas também de: 
a) Poluição excessiva do meio ambiente; b) transpiração das plantas e 
animais; c) Aquecimento excessivo; d) queda de água no estado sólido. 
 
Respostas: 1a); 2b); 3c); 4d); 5b); 6a); 7a);8a); 9c); 10 b) 
 
http://www.infoescola.com/fisico-quimica/evaporacao/
http://www.infoescola.com/biologia/evapotranspiracao/
http://www.infoescola.com/fisico-quimica/evaporacao/
http://www.infoescola.com/biologia/evapotranspiracao/
http://www.infoescola.com/fisico-quimica/evaporacao/
http://www.infoescola.com/biologia/evapotranspiracao/
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Exercícios 
1. O que entende por ciclo hidrológico? 
2. Como surgem as chuvas ácidas? 
3. Como que surgiu o rio Tigre na Mesopotâmia 
4. O ciclo da água começou com um processo chamado de 
condensação. Justifique a afirmação. 
5. Defina a evapo-transpiração? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 50 
 
 
 
TEMA IV: ÁGUAS SUPERFICIAIS 
 UNIDADE Temática 4.1. Hidrografia dos oceanos 
 UNIDADE Temática 4.2. Hidrografia dos rios 
 UNIDADE Temática 4.3. Hidrografia dos lagos e pântanos 
 
UNIDADE Temática 1.1.4.1. Hidrografia dos oceanos 
 
Introdução 
 
Caro estudante, nessa unidade temática será focalizado o estudo dos 
oceanos. 
O estudo das características de cada oceano será feito de uma forma mais 
detalhada. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 
 ▪ Conhecer os oceanos do nosso planeta 
Objectivos 
 
específicos
 ▪ Conhecer as características de cada oceano; 
▪ Distinguir um oceano do outro através das suas características; 
 
Desenvolvimento 
 
4.1.1. Oceano Pacífico 
 
Origem do nome Pacífico 
 
O oceano foi baptizado em 1520 na expedição de Fernão de Magalhães 
e recebeu o nome de Pacífico por este ser mais calmo, quando 
comparado com o tempestuoso Oceano Atlântico. Esta comparação foi 
feita quando Fernão de Magalhães e os seus companheiros de 
navegação transpuseram o Estreito de Magalhães, uma passagem entre 
os dois oceanos já citados. 
 
O Oceano Pacífico é a maior e mais antiga massa marítima do planeta. 
Com 180 milhões de km², o Pacífico cobre quase um terço da superfície 
do globo e corresponde a quase metade da superfície e do volume dos 
oceanos. O Oceano Pacífico é o oceano com maior profundidade média 
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 51 
 
(4.280 m) e onde estão localizadas as maiores fossas submarinas (fossa 
das Marianas, com aproximadamente 11.500 metros m). 
 
O Pacífico está localizado a oeste da América, a leste da Austrália e da 
Ásia, e ao sul da Antártida. É no Oceano Pacífico que se encontra a 
região mais afastada da civilização, a Ilha de Páscoa que pertence ao 
Chile e está a aproximadamente 3.600 km distante do local habitado 
mais próximo. 
Uma das principais características do oceano é o seu grande número de 
ilhas, possui aproximadamente 25.000. O conjunto dessas ilhas recebe 
o nome de Micronésia (pequenas ilhas) ou Polinésia (muitas ilhas). 
 
O Pacífico também é caracterizado pela sua intensa actividade 
vulcânica. Isso acontece pelo facto do oceano estar totalmente contido 
em uma placa tectónica, denominada “Placa do Pacífico”. 
 
O Pacífico recebe pouca influência de massas de ar continentais. Devido 
a sua extensão, nele existem cinco zonas ou regiões climáticas 
diferentes, ocasionando temperaturas bastante diferentes em cada 
uma dessas regiões. 
 
O oceano engloba as regiões marítimas: Oceano Glacial Antártico, Mar de 
Bering, Mar de Olchotsk, Mar do Japão, Mar da China Oriental, Mar da China 
Meridional, Mar de Java, Mar de Arafura, Mar de Corais, Mar de Taemfinia, 
Mar de Sonda e Golfo da Califórnia. (Faria: 2015) 
 
 Figura1: Oceano Pacífico 
 
 
Escola Britânica (2015) 
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 52 
 
 
Características 
O oceano Pacífico tem a América a leste e a Ásia e a Austrália a oeste, 
com todas as ilhas da Oceania espalhadas principalmente por toda a 
parte centro-oeste de sua extensão. No sentido norte-sul, o Pacífico 
estende-se do oceano Ártico até a ampla costa da Antártica. Sua área é 
de mais de 165 milhões de quilómetros quadrados. 
O ponto mais profundo do Pacífico — e de todo o planeta Terra — é a 
fossa das Marianas, perto das ilhas Marianas. A 11.034 metros, sua 
profundidade é muito maior do que a altura da montanha mais elevada 
da Terra, o monte Everest. 
Sob a maior parte do Oceano Pacífico existe a enorme placa Pacífica. 
Uma placa é uma parte rígida da crosta da Terra que se move 
lentamente em direcção a outras placas. Várias outras placas cercam a 
placa Pacífica. Quando elas se chocam umas com as outras, ocorrem 
muitos terremotos e vulcões entram em erupção. A cadeia de vulcões 
em torno das margens do oceano é chamada Anel de Fogo do Pacífico. 
Muitas ilhas grandes ficam no oeste do Pacífico, a exemplo dos 
arquipélagos do Japão, das Filipinas, da Indonésia e da Nova Zelândia. 
Ilhas menores se espalham pela grande área chamada Oceânia, no 
centro e no oeste do Pacífico. Vulcões formaram algumas dessas ilhas, 
como o Havaí, um estado americano; outras delas são compostas de 
corais. 
Correntes e Clima 
Os ventos fazem a água perto da superfície do oceano formar padrões 
chamados correntes. No norte do Pacífico, a corrente principal se move 
em sentido horário. A principal corrente do sul do Pacífico tem sentido 
anti-horário. Isso significa que, nos extremos norte e sul, a maioria dos 
ventos e das correntes são no sentido leste, ao passo que perto do 
equador eles seguem para o oeste. 
Ventos e correntes oceânicas afectam o clima da Terra. A Kuroshio, ou 
corrente do Japão, por exemplo, leva clima quente para o norte até o 
Japão e depois para o leste, até as costas do Alasca (EUA) e do Canadá. 
Às vezes, a junção do calor e dovapor (gás) da água cria grandes 
tempestades circulares, com ventanias destrutivas e temporais que 
causam inundações. Esse tipo de tempestade é conhecido como tufão. 
Mais comuns em áreas quentes no oeste do Pacífico, os tufões são 
semelhantes aos furacões que se formam no oceano Atlântico. 
 
 
http://escola.britannica.com.br/article/480680/Asia
http://escola.britannica.com.br/article/480708/Australia
http://escola.britannica.com.br/article/482088/Oceania
http://escola.britannica.com.br/article/480651/oceano-Artico
http://escola.britannica.com.br/article/480619/Antartica
http://escola.britannica.com.br/article/483369/ilhas-Marianas-do-Norte
http://escola.britannica.com.br/article/481254/monte-Everest
http://escola.britannica.com.br/article/481188/terremoto
http://escola.britannica.com.br/article/482816/vulcao
http://escola.britannica.com.br/article/482371/Anel-de-Fogo-do-Pacifico
http://escola.britannica.com.br/article/481607/Japao
http://escola.britannica.com.br/article/482202/Filipinas
http://escola.britannica.com.br/article/481564/Indonesia
http://escola.britannica.com.br/article/482038/Nova-Zelandia
http://escola.britannica.com.br/article/481053/coral
http://escola.britannica.com.br/article/481053/coral
http://escola.britannica.com.br/article/482864/vento
http://escola.britannica.com.br/article/480890/Canada
http://escola.britannica.com.br/article/482589/tempestade
http://escola.britannica.com.br/article/480698/oceano-Atlantico
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 53 
 
Exploração 
Pessoas vindas do sudeste da Ásia foram se instalando nas ilhas do 
Pacífico a partir de cerca de 3 mil a 4 mil anos atrás. Ao que consta, os 
primeiros europeus a ver o oceano Pacífico foram exploradores 
espanhóis liderados por Vasco Núñez de Balboa. 
Foi do Panamá que Balboa avistou o oceano em 1513. O navegante 
português Fernão de Magalhães entrou no Pacífico pelo sul, em 1520. 
Após os espanhóis e os portugueses, sucederam-se exploradores 
holandeses, franceses e britânicos. 
O capitão britânico James Cook explorou as ilhas do sul do Pacífico no 
século XVIII. Depois que ele morreu, em 1779, restaram poucas ilhas a 
ser descobertas em volta do mundo. 
Riquezas e problemas 
O Oceano Pacífico tem recursos minerais abundantes. Sal, bromo e 
magnésio são extraídos de suas águas. Areia, pedregulhos e fosfato são 
retirados do fundo do mar. O oceano também tem uma rica variedade 
de peixes e outras formas de vida marinha. Os navios que viajam pelo 
Pacífico transportam mercadorias entre vários países. 
A forma como as pessoas vêm convivendo com essas riquezas, no entanto, 
tem provocado problemas ambientais. 
O óleo que vaza de navios causa grandes problemas em áreas costeiras. 
Além disso, a pesca excessiva vem reduzindo muito o número de certos 
tipos de peixes e de outros animais marinhos no Pacífico. 
Principalmente perto das costas das cidades grandes e dos portos, são 
despejadas imensas quantidades de resíduos industriais, esgotos, 
fertilizantes e pesticidas. Eles poluem as águas e matam animais e 
plantas marinhas, ameaçando a qualidade da vida no planeta. (Faria: 
2015). 
 
4.1.2. OCEANO ATLÂNTICO 
Via natural de contacto entre a Europa, a África e a América desde o 
século XVI, o Atlântico se estende no sentido norte-sul entre os oceanos 
Glacial Ártico e Antártico, banhando as costas ocidentais da Europa e da 
África e orientais da América. 
 
O oceano Atlântico é o segundo oceano do mundo em extensão, com 
uma superfície de 106.460.000km2, o que corresponde à quinta parte 
da superfície da Terra. Inclui os seguintes mares periféricos: a leste, mar 
Báltico, mar do Norte e mar Mediterrâneo; a oeste, as baías de Baffin, 
de Hudson, os golfos do México e de São Lourenço e o mar do Caribe. 
http://escola.britannica.com.br/article/480725/Vasco-Nunez-de-Balboa
http://escola.britannica.com.br/article/482150/Panama
http://escola.britannica.com.br/article/481049/James-Cook
http://escola.britannica.com.br/article/482247/poluicao
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 54 
 
 
Esse oceano, cujo nome deriva do gigante Atlas, personagem da 
mitologia grega, tem o formato de um grande S, com 16.000km de 
comprimento na direcção norte-sul; profundidade média de 3.330m; e 
largura que varia de 2.800km, entre o cabo de Palmas, na costa da 
Libéria, e o de São Roque, no litoral do Brasil, até 8.000km, entre a 
Flórida, nos Estados Unidos, e o noroeste da África. 
 
O Atlântico recebe as águas de vários dos principais rios do mundo: o 
São Lourenço, o Mississippi, o Orenoco, o Amazonas, o rio da Prata, o 
Congo, o Níger, o Loire, o Reno e o Elba. 
 
Com 35g de sal para cada mil de água, tem salinidade média superior 
ao dos demais oceanos. Esse índice cai para 31 ou 32g/mil gramas de 
água na desembocadura dos grandes rios, ao longo das plataformas 
continentais e nas zonas de contacto com as massas de água polares. 
 
No centro do Atlântico, entre os 12 e 28 graus de latitude de ambos os 
hemisférios, os índices de salinidade alcançam níveis elevados, em 
torno de 37g/mil gramas de água. 
 
Para os brasileiros o Atlântico tem uma importância especial, pois o 
Brasil possui extensa costa (cerca de 9.000km), por meio da qual tem 
recebido influências étnicas e culturais e mantém-se em contacto com 
o resto do mundo, em particular no campo comercial. 
 
Morfologia 
 
O Atlântico é o mais jovem dos grandes oceanos, uma vez que a 
comunicação entre as duas regiões polares só se estabeleceu durante o 
período terciário, como consequência da expansão do leito oceânico e 
da deriva continental. O fundo do oceano compreende várias unidades 
morfológicas: 
 
Dorsal médio-atlântica. A região central do Atlântico é percorrida de 
norte a sul por uma linha de cordilheiras, vulcões e planaltos 
denominada dorsal médio-atlântica ou mediana. 
 
A região tem profundidade média de 1.500 a 3.000m e é constituída 
pela dorsal mediana, que se estende do norte da Islândia até a linha do 
equador, e pela dorsal do Atlântico Sul, separada da anterior pelo 
estreito de Romanche e pontilhada de ilhas (Ascensão, Santa Helena e 
Tristão da Cunha, entre outras). 
 
Bacias. A dorsal médio-atlântica divide o oceano em várias regiões de 
grande profundidade (3.660 a 5.500m), denominadas bacias ou 
depressões, limitadas pelas chamadas soleiras ou elevações alongadas. 
Algumas dessas bacias, sobretudo as orientais, são montanhosas 
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 55 
 
(européia ocidental, Cabo Verde e Guiné), enquanto as situadas no 
Atlântico ocidental são planas e recobertas com uma fina capa 
sedimentar, que descansa sobre o sima (camada interior da crosta 
terrestre). 
 
Regiões atlânticas. A divisão regional do oceano Atlântico é feita a partir 
da linha média do equador e das zonas de comunicação com os oceanos 
Ártico, Antártico e mares periféricos. 
 
Atlântico norte. O Atlântico setentrional se estende entre 10o de 
latitude norte e o oceano Ártico. Do ponto de vista topográfico, uma 
cordilheira dorsal em forma de crista separa longitudinalmente duas 
depressões, acidentadas por platôs e fossas. 
 
Na região ocidental situa-se a fossa de Porto Rico, com 8.381m de 
profundidade, e o planalto das Bermudas; na região oriental destacam-
se a bacia e o planalto de Cabo Verde. 
 
Ao norte do paralelo 50o, a dorsal médio-atlântica dá lugar a uma ampla 
plataforma continental que serve de base a vários mares secundários 
(mar da Terra Nova, mar do Norte, mar da Irlanda e o canal da Mancha). 
Nas costas mais setentrionais se prolongam mar adentro os vales 
fluviais (vale do Hudson), cujos sedimentos constituemo solo da 
plataforma continental. 
 
A circulação atmosférica do Atlântico Norte é regida essencialmente por 
dois centros de altas pressões: o anticiclone subtropical e o anticiclone 
continental americano. Entre os ventos dominantes destacam-se os 
alísios no sector meridional, os ciclones sazonais do Caribe, os tornados 
africanos e, na zona setentrional, os ventos do Oeste que varrem as 
costas europeias. 
 
As diferenças climáticas dessas regiões se devem não somente à 
latitude, mas também à orientação das massas de ar. Os ventos 
húmidos do Oeste são responsáveis pelas temperaturas moderadas e 
precipitações abundantes na vertente europeia; já na costa africana a 
predominância dos alísios, ventos muito secos, causa maior escassez de 
chuvas. 
 
Na parte ocidental, a corrente fria do Labrador provoca quedas nas 
temperaturas até zonas de latitudes médias. As precipitações pluviais 
são inferiores a 500mm ao norte do paralelo 62o. 
 
Outras características da região ocidental são a abundância de 
nevoeiros na Terra Nova e os ciclones tropicais de Setembro, de raio 
curto e muito violentos; os fortes ventos e as chuvas, que podem 
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 56 
 
alcançar 500mm em 24 horas, produzindo efeitos catastróficos nas 
zonas setentrionais do mar do Caribe. 
 
A temperatura da água é mais elevada no sector oriental, devido à 
influência da corrente marinha do golfo do México, que constitui o fluxo 
de água mais importante do Atlântico Norte. Essa corrente tem origem 
no mar do Caribe e no golfo do México e segue para o norte pelo 
estreito da Flórida até o paralelo 30o N e depois muda de direção, 
seguindo os ventos do Oeste até alcançar as costas européias. 
 
A essa corrente quente unem-se outras duas correntes frias 
procedentes do Norte, a do Labrador e a da Groenlândia. As águas 
dessas correntes se misturam ao sul da Terra Nova, onde surge uma 
grande quantidade de plâncton, que serve de alimento para as espécies 
que habitam os riquíssimos pesqueiros da zona (arenque, bacalhau, 
cavala, Sávio). 
 
Além dessa região, são também zonas pesqueiras importantes as da 
costa européia: Irlanda, Bretanha, golfo de Biscaia, Galícia e Portugal 
(merluza, atum, sardinha, linguado, mariscos). 
 
Atlântico central ou equatorial. Zona de ligação e divisão entre as duas 
grandes massas oceânicas do norte e do sul, o Atlântico equatorial 
caracteriza-se morfologicamente pelo afundamento da dorsal médio 
atlântica e pela presença de um fundo muito irregular, onde se 
combinam cristas situadas a menos de três mil metros de profundidade 
e fossas com mais de sete mil metros (fossa de Romanche, 7.758 m). 
 
 Essa topografia complexa expressa a ação de forças eruptivas e 
sísmicas que intervieram em sua formação. É muito conhecida a região 
sísmica denominada zona Daussy, que se estende para ambos os lados 
da linha do equador, entre 15o e 35o de longitude oeste. 
 
Sobre o Atlântico equatorial se encontra um núcleo de baixas pressões 
permanentes, que produz elevado nível de precipitação, com mais de 
2.000mm anuais; a intensa e contínua insolação determina a 
isotermalidade do clima dessa região, com temperaturas médias 
constantes de 25o C. A temperatura da água, muito elevada, passa de 
24o C, chegando a superar 28o C, próximo ao golfo da Guiné. 
 
Atlântico sul. Entre o equador e 35o de latitude sul, o Atlântico 
meridional caracteriza-se por não possuir em suas margens nenhum 
mar secundário, devido ao recorte modesto das costas da África e da 
América do Sul. 
 
 
 
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 57 
 
 
O relevo submarino apresenta uma plataforma litoral muito estreita, 
com exceção da zona situada ao Sul do estuário do Prata, de onde se 
estende a vasta planície da Patagônia. 
 
O talude da plataforma apresenta escarpas abruptas, de modo que as 
grandes profundidades não se localizam no centro do oceano, e sim a 
pouca distância da costa. 
 
A oeste da Dorsal do Atlântico Sul encontram-se as bacias do Brasil e da 
Argentina, com profundidades superiores a cinco mil metros, separadas 
pelo planalto do Rio Grande; a leste situam-se as bacias da Guiné, de 
Angola e do Cabo. 
 
A circulação atmosférica nessa região apresenta dois centros de ação: o 
das baixas pressões equatoriais, até 7o de latitude sul, e o anticiclone 
subtropical do hemisfério sul, até 36o sul, região dominada pelos ventos 
alísios. 
 
No entanto, existem grandes diferenças entre a costa ocidental 
africana, cujo clima tropical desértico se deve à presença de uma 
corrente marinha fria (corrente de Bengala), e o sector americano, 
correspondente às costas dos pampas argentinos e do Uruguai, que 
possuem clima temperado, com verões quentes e húmidos. 
 
A temperatura da água reflecte a da atmosfera: na vertente oriental 
oscila entre 20o C no verão e 12o C no inverno, enquanto na costa 
americana varia entre 22o C no verão e 20o C no inverno. 
 
As diferenças térmicas e os ventos dão origem a numerosas correntes 
marinhas. As mais importantes são a corrente quente sul-equatorial, ao 
longo da costa do Brasil e da Argentina, e a corrente fria de Bengala, 
que percorre a costa africana desde o Cabo até Moçâmedes. 
 
Os recursos marinhos são abundantes, tanto nessas correntes quanto na 
Patagônia (dourado, lagostas, arraias e atum). 
 
História da navegação atlântica. Os fenícios foram os primeiros 
marinheiros a atravessar o Atlântico, por volta do ano 500 a.C., 
deixando o Mediterrâneo e alcançando as ilhas Canárias, ao sul, e as 
ilhas britânicas ao norte. 
 
No século XI, os viquingues navegaram pelo Atlântico setentrional até a 
Islândia e a Groenlândia, alcançando a Terra Nova e a península do 
Labrador. Entretanto, essa descoberta não teve maiores 
desdobramentos, pois os navegantes nórdicos não tiveram consciência 
dela e a seus núcleos de colonização faltou continuidade. 
 
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 58 
 
 
A história da navegação atlântica teve um impulso decisivo durante o 
século XV, quando os turcos e mongóis interromperam o caminho 
terrestre até as Índias (Ásia). Os portugueses procuraram chegar até 
elas margeando o Atlântico, e, em 1487, Bartolomeu Dias alcançou o 
cabo da Boa Esperança, no sul da África. Cinco anos depois, Cristóvão 
Colombo atravessou o Atlântico e chegou à América Central, de que 
tomou posse em nome dos reis da Espanha. 
 
A partir do século XVI multiplicaram-se as viagens de exploração e o 
Atlântico finalmente substituiu o Mediterrâneo como principal via 
marítima de comércio. 
 
Nas costas do Atlântico e de seus mares periféricos encontram-se 
alguns dos mais poderosos países do mundo: Estados Unidos, Canadá e 
os países da Europa ocidental. 
 
A importância económica desse oceano se deve à riqueza de suas zonas 
pesqueiras e ao volume da navegação comercial: grande parte do 
tráfico marítimo mundial se realiza pela rota atlântica, sobretudo no 
Atlântico Norte, entre a Europa e a costa leste americana. 
 
Além disso, trinta dos cinquenta portos mais importantes do mundo 
encontram-se no Atlântico. Entre eles destacam-se, na Europa, os de 
Londres, Liverpool, Havre, Rotterdam, Bremen e Lisboa; na África, Dacar 
e Cidade do Cabo; na América, Nova York, Boston, Baltimore, Filadélfia, 
Vera Cruz, La Guaíra, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, 
Montevidéu e Buenos Aires. (Faria: 2015) 
 
Figura: Oceano Atlântico. 
 
Fonte: Faria (2015) 
 
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 594.1.3. Oceano Índico 
O nome Índico vem do nome "Indiano", pois na época das grandes 
navegações (séculos XV e XVI) foi a principal rota marítima em direcção 
as Índias. 
O Oceano Índico é aquele que banha a Ásia, a África e a Oceânia e é o 
terceiro maior oceano do mundo com uma extensão de 73.440.000 
km². 
Com uma profundidade média de 3.890m, o Oceano Índico se formou 
na Era Mesozóica como resultado da divisão do super continente 
Gondwana, tendo sido o último oceano a se formar. Fazem parte dele 
o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Golfo de Áden, o Golfo de Omã, a 
Baía de Bengala, o Mar de Andaman, o Estreito de Malacca, Estreito de 
Ormuz, o Canal de Moçambique e o Mar da Arábia, entre outros. 
 
A formação do Oceano Índico se deu a mais ou menos 90 milhões de 
anos, quando este adquiriu suas características actuais através da acção 
das correntes de convecção (fluxo do magma na astenosfera – camada 
logo abaixo da crosta terrestre) que formaram a orokgenia submarina 
(processo de formação de montanhas) da cadeia meso-oceânica do 
índico. 
A cadeia meso-oceânica do índico possui o formato de um “y” ao 
contrário que se liga à esquerda à cadeia meso-oceânica do Atlântico, e 
à direita, à cadeia meso-oceânica do Pacífico, delimitando as placas 
Indiana e Africana com a Placa Antártica ao sul. Ao norte, ela divide a 
África da Península Arábica fazendo com que as duas porções de terra 
se afastem uma da outra. Isto faz com que a reposição do assoalho 
oceânico naquele local vá aumentando o Mar Vermelho, que um dia, 
daqui alguns milhares de anos, pode alcançar o tamanho do Oceano 
Atlântico. 
Devido à sua proximidade com o Oceano Antártico, o Oceano Índico 
apresenta temperaturas mais frias em sua parte sul, já a parte norte é 
bem mais quente devido às influências do continente. 
Essa diferença de temperatura entre o oceano e o continente origina as 
chamadas “monções”, que são ventos que mudam de direcção 
anualmente de acordo com a variação da temperatura entre oceanos e 
continentes. 
Quando é verão no hemisfério norte, o continente se aquece mais que 
o oceano fazendo com que as correntes de ar mais frias, vindas do 
Índico, soprem em direcção ao continente originando a “Monção de 
http://www.infoescola.com/geografia/asia/
http://www.infoescola.com/geografia/africa/
http://www.infoescola.com/geografia/oceania/
http://www.infoescola.com/geografia/era-mesozoica/
http://www.infoescola.com/geografia/era-mesozoica/
http://www.infoescola.com/continentes/gondwana/
http://www.infoescola.com/continentes/gondwana/
http://www.infoescola.com/hidrografia/golfo-persico/
http://www.infoescola.com/oriente-medio/oma/
http://www.infoescola.com/hidrografia/estreito-de-ormuz/
http://www.infoescola.com/hidrografia/estreito-de-ormuz/
http://www.infoescola.com/geologia/orogenese/
http://www.infoescola.com/geografia/oceano-atlantico/
http://www.infoescola.com/geografia/oceano-atlantico/
http://www.infoescola.com/geografia/oceano-glacial-artico-e-antartico/
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 60 
 
Verão” ou de Sudoeste. Já, quando é inverno no hemisfério norte 
ocorre 
 
o contrário, as correntes de ar mais frias do continente fluem em 
direcção ao oceano originando a “Monção de Inverno” ou de Nordeste. 
As monções modificam também, as correntes oceânicas que, durante a 
Monção de Nordeste (oceano mais quente que o continente) move-se 
até a costa africana onde vira para o sul e retorna como a Contra 
Corrente Equatorial e durante a Monção de Sudeste forma a “Corrente 
de Monção” que se move em direcção ao continente africano, também, 
mas, vira em sentido horário, em direcção ao continente. 
As águas quentes do Oceano Índico Tropical (norte) abrigam uma infinidade 
de espécies. 
Em 1900 foram descobertos alguns animais de águas profundas, nas 
costas da Indonésia, que não se encaixavam em nenhum outro filo, os 
pogonóforos. Mais tarde, em 1938, foi pescado acidentalmente na 
costa oriental africana, um exemplar de Celacanto, que se pensava 
extinto desde a época dos dinossauros. 
Entretanto, os animais marinhos que mais se destacam no Oceano 
Índico são os corais: a Grande Barreira de Corais da Austrália, por 
exemplo, alcança cerca de 2.200km e só não forma uma linha contínua 
por causa dos inúmeros rios e lagos que desaguam por lá alterando a 
salinidade e o pH da água. 
Em alguns lugares os corais formam verdadeiras ilhas em meio ao 
oceano, como por exemplo, as Ilhas Seychelles. 
O Oceano Índico é o receptor de alguns dos rios mais importantes da 
história da civilização: o Ganges da Índia e que desagua na Baía de Bengala, 
os Rios Tigre e Eufrates da Mesopotâmia e que desaguam no Golfo Pérsico. 
Figura3: mapa de localização do oceano Índico 
http://www.infoescola.com/repteis/dinossauros/
http://www.infoescola.com/hidrografia/rio-tigre/
http://www.infoescola.com/hidrografia/rio-eufrates/
http://www.infoescola.com/historia/mesopotamia/
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 61 
 
 
Fonte: Escola Britânica (2015). 
 
 
Problemas ambientais 
 
Por ser um oceano muito usado como rota de comércio é comum 
ocorrerem vazamentos de produtos químicos, petróleo e seus 
derivados, transportados por navios. Estes acidentes ambientais 
poluem as águas, afectando a biodiversidade do oceano. Outro 
problema ambiental são os poluentes residenciais (esgotos) e 
industriais (resíduos químicos) jogados nas águas do oceano a partir de 
diversas cidades banhadas por suas águas. 
 
4.1.4. Oceano Árctico 
O Oceano Árctico é constituído pelo Mar do Norte, o Mar do Pólo 
Norte, o Mar da Noruega e o Mar de Barents. Com uma superfície de 14 
milhões de km², ele 
 banha 
a Europa, Ásia e América do Norte se misturando ao Oceano Pacífico 
através do Estreito de Bering e, com Oceano Atlântico desde a costa da 
escócia até a Groenlândia. 
O Mar do Norte e o Mar de Barents são regiões de elevada importância 
comercial por causa da pesca realizada em grandes quantidades nessa 
região. No entanto, os mares da região permanecem praticamente 
impossíveis de navegar durante uma parte do ano quando a superfície 
do oceano congela. 
O Oceano Árctico está localizado na região polar onde as temperaturas 
podem chegar a -50ºC. Mesmo assim, a temperatura da superfície do 
oceano é praticamente a mesma durante todo o ano, apenas um pouco 
superior ao 0ºC no verão e um pouco abaixo no inverno quando o 
Oceano Árctico fica coberto pela banquisa, uma camada de gelo que 
http://www.infoescola.com/geografia/europa/
http://www.infoescola.com/geografia/asia/
http://www.infoescola.com/geografia/america-do-norte/
http://www.infoescola.com/hidrografia/estreito-de-bering/
http://www.infoescola.com/geografia/groenlandia/
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 62 
 
pode chegar a 4 km de profundidade e 13 milhões de km². Isto porque 
o Árctico não apresenta tantas variações de temperatura quanto o 
oceano Antárctico ao sul. 
Muito comuns nessa região são os icebergs. Montanhas de gelo que se 
desprendem da banquisa e ficam flutuando pelo oceano, o que torna a 
navegação nessa região um pouco perigosa. (à título de curiosidade: foi 
um iceberg que causou o naufrágio do suntuoso navio Titanic, no início 
do século XX) 
A maioria dos animais que vivem no Árctico costuma se alimentar nas 
águas geladas do oceano, como o urso-polar, a foca, os leões marinhos 
e as baleias. (Escola Britânica: 2015). 
 
 
 Figura4: Oceano ârctico 
 
Fonte: Faria (2015) 
4.1.5. Oceano Antárctico 
Oceano Antárctico também conhecido como Oceano Austral é o nome dado 
ao conjunto das águas que banham o Continente Antárctico. 
Fazem parte deste conjunto o marde Amundsen, o mar de 
Bellingshausen, parte da passagem de Drake, o mar de Ross e o mar de 
Weddell. 
Muitos especialistas, oceanógrafos e geógrafos, não reconhecem a 
existência do Oceano Antárctico, considerando-o apenas como um 
prolongamento das águas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico. 
 
O oceano Antárctico é o único que circunda o globo terrestre de forma 
completa. Possui uma superfície de 20.327.000 km². Seu tamanho foi 
calculado, tendo como base os limites constituídos pelo “Tratado da 
http://www.infoescola.com/geografia/artico-polo-norte/
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 63 
 
Antárctida” (Tratado firmado por diversos países no ano de 1956 onde 
estabelece a Antárctida como território internacional para fins pacíficos 
e de pesquisa). 
 
Os recursos naturais do Oceano Antárctico ainda não têm sido 
explorados, entretanto sabe-se da existência de grandes jazidas de 
petróleo e gás natural nas proximidades do continente antárctico e de 
depósitos de manganês. 
O gelo que cobre a Antárctida é a maior reserva de água doce do mundo: 
representando aproximadamente 81% do total. 
O oceano Antárctico possui grande biodiversidade. Sua fauna possui 
pinípedes (pinguins, focas, leões-marinhos e morsas), cetáceos, 
cianobactérias, fitoplâncton e krill, que servem de alimento para os 
animais maiores. 
 
A Antárctida não possui flora terrestre, sendo a sua única composição 
vegetal feita por algas marinhas e outros organismos autótrofos. 
(Faria:2015) 
 
 Figura5: Oceano Antártico 
 
 
Fonte: Escola Britânica (2015) 
 
 
Sumário 
Embora sejam interligados, os oceanos não realizam grande troca de 
água entre eles, isso porque as águas que formam cada um dos 
oceanos possuem características próprias como temperatura, 
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 64 
 
insolação, salinidade (quantidade de sais dissolvidos) e movimentos 
(ondas, marés, correntes marítimas). 
Dessa forma, os oceanos, ou seja, a imensa massa de água salgada 
que cobre a Terra, foram divididos em cinco porções: oceano Ártico, 
oceano Antártico, oceano Atlântico, oceano Pacífico e oceano Índico. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. O oceano atlântico devido ao movimento das suas águas é 
conhecido por 
a) Calmo; b) Tempestuoso; c) Ganges; d) Y 
 
2. A cadeia meso-oceânica do índico possui o formato de um 
a) Calmo; b) Tempestuoso; c) Ganges; d) Y 
 
 
3. O oceano Índico é o receptor de alguns dos rios mais importantes da 
história da civilização, é o caso do rio 
a) Calmo; b) Tempestuoso; c) Ganges; d) Y 
4. O oceano mais extenso do planeta é Pacífico. O nome do pacífico tem sua 
origem na expressão 
a) Calmo; b) Tempestuoso; c) Ganges; d) Y 
5. Muito comuns nessa região são os icebergs. Trata- se de oceano 
a) Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Ártico 
 
6. A costa moçambicana é banhada pelo oceano 
a) Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Ártico 
7. A sua superfície corresponde à quinta parte da superfície da Terra. 
Trata – se de: 
a). Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Árctico 
 
8. O oceano com maior profundidade média (4.280 m) e onde estão 
localizadas as maiores fossas submarinas, chama-se: 
a). Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Árctico 
9. O oceano que fica coberto pela banquisa e que possui animais como o 
urso-polar, a foca, os leões marinhos e as baleias, chama – se 
a). Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Árctico 
10.O ponto mais profundo de todo o planeta Terra — é a fossa das 
Marianas, perto das ilhas Marianas e se encontra localizado no 
http://escola.britannica.com.br/article/483369/ilhas-Marianas-do-Norte
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 65 
 
a). 
Indico; b) Atlântico; c) Pacifico; d) Árctico 
 
Respostas: 1b); 2 d); 3c); 4a); 5d); 6a); 7b); 8c); 9d); 10c) 
 
Exercícios 
1. Qual é a importância económica dos oceanos? 
2. Que diferença existe entre os oceanos árctico e indico no que 
concerne ao estado físico das suas águas? 
3. Qual é o oceano que possui a maior profundidade média? 
4. Qual é o oceano que possui maior índice de salinidade? 
Justifique 
5. Quais as fontes de poluição dos oceanos? 
 
 
 
UNIDADE Temática. 4.2: Rios 
 
Introdução 
Caro estudante, nesta unidade temática, será tratado o estudo da 
hidrografia dos rios. Neste estudo, serão focalizados os principais 
elementos que compõem um rio, a localização geográfica dos principais 
rios do mundo. Também serão abordados assuntos como importância 
dos rios e a poluição dos mesmos. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
▪ Conhecer os principais elementos de um rio; 
Objectivos ▪ Classificar os rios usando vários critérios 
▪ Conhecer a importância dos rios; 
específicos ▪ Identificar as formas de protecção e conservação dos rios 
 
 
Desenvolvimento 
 
Conceito de Rio 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 66 
 
Os rios são correntes de águas superficiais que a escoam até um outro 
rio, lago ou mar. Pela acção da gravidade, as águas se concentram nas 
porções mais baixas, como os vales. 
 
Os rios são costumeiramente definidos como cursos de água ou redes 
de drenagem compostos por correntes de água doce formadas a partir 
da obtenção de recursos hídricos das chuvas, do derretimento da neve 
ou, principalmente, das nascentes onde a água brota do subsolo. 
 
 Geralmente, um rio é abastecido por uma bacia hidrográfica, ou seja, a 
área geográfica que capta toda a água da superfície ou do subsolo e 
direcciona-a para um leito principal e seus afluentes. (Neto e António: 
2014) 
 
 
Os regimes dos rios 
 
Os regimes dos rios, segundo Neto e António (2014), podem ser tanto 
fluviais ou nivais. A diferença entre os dois é que o primeiro é 
alimentado por águas das chuvas, enquanto que os nivais são oriundos 
do derretimento de neves que estão localizadas na maioria das vezes 
no alto de montanhas. Alguns rios podem ser alimentados pelos dois 
regimes, como é o caso dos rios que compõe a bacia do rio Amazonas. 
 
As porções da bacia que estão localizadas mais próximas dos divisores, 
e que se encontram as nascentes do rio principal, denominam-se de 
curso superior. Já as partes mais baixas da bacia, próximas da foz, 
chamamos de curso inferior. 
 
As porções intermediárias são as consideradas como curso médio. Quando 
se desloca no sentido das nascentes, isto é, contra a corrente do rio, diz se 
que está se ir à Montante. Quando se segue o curso do rio em direcção a 
foz, está se ir à Jusante. 
 
 Figura6: As diversas partes dos rios 
 
http://www.mundoeducacao.com/geografia/rios.htm
http://www.mundoeducacao.com/geografia/rios.htm
http://www.mundoeducacao.com/geografia/rios.htm
http://www.mundoeducacao.com/geografia/bacia-hidrografica.htm
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 67 
 
 
Fonte: http://alexandrerjesus03.blogspot.com/2010/07/partes-deum-rio.html 
 
 
Classificação dos Rios 
 
Com o objectivo de compreender melhor a dinâmica de funcionamento 
e evolução dos cursos de águas em áreas continentais, foi elaborada a 
classificação dos rios, segundo Mauro (2014), designando-os aos mais 
diferentes tipos. Desse modo, assim como ocorre em qualquer outra 
tipologia, a definição dos tipos de rios depende do critério utilizado para 
classificá-los. 
 
Tipos de rios quanto à forma de escoamento da água 
 
Rios intermitentes ou temporários – são aqueles que correm em apenas 
um período do ano,ou seja, secam nas épocas de estiagem. Existem 
casos em que essa dinâmica é natural, sobretudo em regiões de grande 
variação climática anual. 
 
Todavia, há outros casos em que a manifestação desse tipo de rio é 
fruto da acção humana. Vale lembrar que os rios que congelam durante 
uma parte do ano e, por isso, deixam de apresentar os movimentos de 
suas águas também são classificados como intermitentes. 
 
Rios perenes – são aqueles que correm o ano inteiro, ou seja, não 
apresentam interrupção no fluxo de suas águas sobre nenhum período, 
seja ele de seca, seja de cheia. Esses rios são alimentados por uma fonte 
contínua que faz com que o nível de suas águas nunca fique abaixo da 
superfície terrestre. 
 
Rios efémeros – são aqueles que se manifestam apenas em ocasiões de 
grandes chuvas, sendo do tipo pouco comum e de previsão pouco 
efectiva. Em alguns casos, eles levam décadas para manifestar-se e 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 68 
 
podem acarretar enchentes, principalmente quando há ocupação 
humana das áreas de ocorrência desses rios em seu período de seca. 
 
Tipos de rios quanto à forma de relevo 
 
Quanto à forma de relevo, existem dois tipos de rios: os de planalto e os 
de planície. 
 
Rios de planalto – são rios que costumam apresentar-se em áreas de 
relevo mais acentuado, possuindo um fluxo mais forte em razão dos 
muitos acidentes geográficos ao longo de seu percurso. Por 
apresentarem uma grande diferença de nível altimétrico entre sua 
nascente e a sua foz, esses rios são considerados ideais para a geração 
de electricidade, porém pouco recomendados para a navegação na 
maior parte de suas áreas. 
 
Rios de planície – são rios que apresentam um curso mais regular, haja 
vista o relevo menos acentuado. Por isso, o fluxo de suas áreas não é 
rápido e a instalação de hidroeléctricas, embora seja possível, é pouco 
recomendada, pois demanda a construção de barragens muito grandes 
para um baixo aproveitamento energético, o que gera duros impactos 
ambientais. 
Os rios de planície mais antigos costumam apresentar canais cheios de 
meandros, ou seja, com “curvas” muito frequentes e acentuadas, a 
exemplo do Rio Amazonas. 
 
Tipos de rio quanto à água 
 
Em relação à composição da água – geralmente observada pela sua 
coloração –, há três principais tipos de rios. 
 
Rios de águas claras – são o tipo considerado mais “puro” e com um 
maior potencial turístico. São também chamados de “rios azuis” e 
possuem pouca quantidade de sedimentos e outros sólidos em 
suspensão. 
 
Rios de águas brancas – são aqueles que apresentam uma grande 
quantidade de sedimentos, estes oriundos de rochas como o calcário, 
além de apresentar minerais, como o magnésio, em abundância, o que 
confere um tom natural esbranquiçado às suas águas. 
 
Rios de águas pretas – tendo como exemplo mais comum o Rio Negro, 
na região amazónica, são rios que apresentam sedimentos mais antigos 
ou pigmentações oriundas de reacções químicas e influência da 
vegetação. São rios de águas um pouco mais ácidas e com uma maior 
presença de material orgânico. 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 69 
 
 
Figura7: Rio Yangtzé, na China. Perene, de planalto e de águas claras 
 
 
 
Fonte: Mauro (2014) 
 
 
Tabela1: Os 10 maiores rios do mundo 
 
 
 
 
 
Fonte: Neto e António (2014) 
 
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 70 
 
Os rios têm também um potencial erosivo, que chamamos de erosão 
fluvial. Este é um tipo de erosão que desgasta as margens dos rios. 
Contudo também devemos destacar o potencial de carregar os 
sedimentos que estão no fundo dos rios, conforme é apresentado na 
figura abaixo. 
 
 
 Figura 8: uma corrente fluindo sobre um leito de areia, silte e argila 
 
 
Fonte: Pena (2015) 
 
Uma corrente fluindo sobre um leito de areia, silte e argila transporta 
partículas de duas maneiras: como carga de fundo, com o material 
deslizando e rolando sobre o leito como carga de suspensão, com o 
material sendo suspenso no próprio fluxo de forma temporária ou 
permanente. A saltação é um movimento de saltos intermitentes dos 
grãos. Em geral, quanto menor a partícula, maior o salto e mais longa a 
trajetória de deslocamento. 
 
 
 
 
Importância dos rios 
Os rios são fontes de um dos recursos naturais indispensáveis aos seres 
vivos: a água. Além disso, têm grande importância cultural, social, 
económica, histórica… 
A vazão do rio, em termos de representatividade na renovação dos 
recursos hídricos, “é o componente mais importante do ciclo 
hidrológico. Exerce um efeito pronunciado sobre a ecologia da 
superfície da terra e sobre o desenvolvimento económico humano. É a 
vazão do rio que é mais amplamente distribuída sobre a superfície da 
terra e fornece o maior volume de água para consumo no mundo.”. 
Neto e António (2014) 
Sustentabilidade da vida 
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 71 
 
Milhares de espécies da flora e fauna, inclusive a espécie humana, 
consomem água de rios, que precisam ter uma qualidade adequada 
para os diversos usos. 
Dos rios provem grande parte da água consumida pela humanidade 
para beber, cozinhar, lavar, conservar alimentos, cultivar plantas, criar 
animais, navegação, dentre outros usos. 
A água corresponde a 70% da composição do corpo humano, sendo o 
principal componente da saliva, do suor, das lágrimas, do sangue. Ela é 
parte essencial dos fluidos dos 
sistemas digestivo, respiratório, circulatório, nervoso, muscular, 
urinário, reprodutor e ósseo. 
Auxilia, por exemplo: o transporte de oxigénio e alimentos, o controle 
da pressão sanguínea e da temperatura do corpo, a eliminação de 
substâncias tóxicas, a lubrificação dos olhos, das narinas, das juntas e 
da pele, além de ajudar a absorver impactos e proteger os órgãos, 
dentre outras funções. 
“A disponibilidade e uso de água potável, assim como a conservação de 
recursos hídricos, são chave para o bem-estar humano.”. 
Aproximadamente 97,5% da água da Terra é salgada, e apenas 2,5% é 
doce. E a água dos rios e lagos correspondem a cerca de 0,3% do volume 
total de água doce do planeta. 
“A água de rio é de grande importância no ciclo hidrológico global e para 
o suprimento de água para a humanidade. Isto porque o 
comportamento de componentes individuais no retorno da água na 
Terra depende tanto do tamanho do reservatório quanto da dinâmica 
do movimento da água. As diferentes formas de água na hidrosfera são 
inteiramente reabastecidas durante o ciclo hidrológico, mas com taxas 
muito diferentes.” 
A quantidade de água efectivamente disponível para uso humano 
corresponde a aproximadamente 0,007%, uma parcela relativamente 
pequena. 
Embora aproximadamente 70% do planeta Terra seja composto de 
água, há no mundo, actualmente, mais de 780 milhões de pessoas sem 
acesso à água potável. 
Fenómenos como a migração da população de áreas rurais para 
urbanas, o crescimento demográfico e o processo de industrialização, 
dentre outros, têm, por um lado, ampliado a demanda de recursos 
hídricos. E, por outro lado: “Os decréscimos nos suprimentos de água 
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 72 
 
potável estão comprometendo a saúde humana e a actividade 
económica.”. 
Os rios também fornecem alimentos aos seres humanos, com especial 
destaque aos peixes, de variadas espécies e valores nutricionais. 
No entanto, “reduções drásticas nos estoques de peixes estãocriando 
tanto perdas económicas quanto uma perda de suprimento de comida”, 
sendo a poluição das águas uma das principais causas da contaminação 
e morte de seres aquáticos, o que tem acarretado também a redução 
de estoques de peixes para o consumo humano. 
Salienta-se, assim, a importância dos rios para a sustentabilidade da 
vida e a necessidade de um conjunto de acções para a sua conservação, 
melhoria e recuperação, nos casos em que se encontram degradados. 
(Neto e António: 2014) 
Irrigação 
Os rios são muito importantes para a irrigação de terras em actividades 
agrícolas e para que a sustentabilidade da vegetação natural. 
Um exemplo na história é o rio Nilo. Localizado em uma região desértica 
do continente africano, foi graças a ele que se pôde irrigar as terras para 
a agricultura no Egipto Antigo. Após as cheias do rio, as terras das 
margens ficavam forradas de húmus, um lodo fértil. 
O consumo médio de água no mundo pelo sector agrícola corresponde 
a cerca de 70%, sendo o restante consumido pelo sector industrial (20%) 
e pelo abastecimento (10%). (Mauro: 2014) 
 
 
Consumo pelo sector industrial 
Estima-se que, actualmente, “a quantidade total de água, demandada 
pelo sector industrial, é de 139 m3/s, o que corresponde a um volume 
de aproximadamente 4,4 km3/ano” (), o que corresponde a 9,5% da 
captação total de água doce no Brasil. 
De acordo com a UNESCO (2012, p. 4, tradução nossa), “a operação 
efectiva de uma indústria requer um fornecimento sustentável de água 
na quantidade certa, com a qualidade certa, no lugar certo, no tempo 
certo e com um preço correto”. (Idem). 
Cultura e Identidade 
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 73 
 
Os rios trazem referências culturais muito importantes sobre a 
sociedade humana, expressando modos de vida e implicações no 
cuidado e/ou falta de cuidado com o meio ambiente do qual fazem 
parte, os recursos tecnológicos e tipos de usos de suas águas, 
significados, dentre outras. 
 Energia 
“Energia e água estão intrinsecamente conectadas.” Há diversos tipos 
de fontes de energia que necessitam da água em processos 
produtivos. “Por outro lado, a energia é requerida para tornar 
disponíveis recursos de água para uso e consumo humanos, por meio 
de bombeamento transporte, tratamento, dessalinização e 
irrigação.” (Mauro: 2014) 
Os rios são importante fonte de energia eléctrica. A bacia do rio Paraná, 
por exemplo, possui um grande potencial de geração de energia 
eléctrica. Nela encontra-se a maior usina do Brasil, a de Itaipú, além da 
usina Porto Primavera. E no rio Tocantins, um outro exemplo, localiza-
se a usina de Tucuruí. 
Cabe salientar a importância da abordagem sistémica na instalação de 
usinas hidreléctricas, na medida em que estas trazem uma série de 
implicações ao meio ambiente, em termos de ecossistema e dimensões 
socioculturais e económicas. 
História 
Os rios têm sido marcantes na história da humanidade. Exemplo disto é 
o rio Nilo, segundo rio do mundo em extensão, que foi determinante 
para o desenvolvimento do Egipto antigo. 
Localizado numa região desértica do continente africano, foi graças ao 
rio Nilo (denominado de Iteru, “o grande rio”, na época do Egipto 
Antigo) que a sociedade egípcia teve acesso à água para beber, irrigar 
as terras para a agricultura (após as cheias do rio, as terras das margens 
ficavam forradas de húmus, um lodo fértil), pescar, cultivar peixes 
(Sarotherodon niloticus, popularmente conhecida como “tilápia-do-
nilo”) e transportar mercadorias e pessoas (navegação fluvial). 
Ao longo da história, registaram-se alterações nas características e na 
qualidade das águas dos rios, do ecossistema e, em certos casos, de sua 
configuração e percurso, alguns sendo, inclusive, parcialmente 
rectificados e escondidos pela sua canalização. 
Os rios compõem espaços de cidades, que, por sua vez, formam-se “por 
processos urbanos que tanto se sucedem na história quanto se inter-
relacionam em uma mesma época e, com princípios diversos, forjam a 
cidade múltipla. (Neto e António: 2014) 
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 74 
 
Lazer 
Os rios têm-se prestado também ao lazer de muitas pessoas, 
possibilitando actividades como: nadar, pescar, velejar, dentre outras. 
Estas actividades também dependem da qualidade das águas dos rios. 
(Idem) 
 Paisagem rural e urbana 
Os rios compõem paisagens rurais e urbanas, com seus leitos de largur 
extensões, volumes, movimentos e águas de cores diversas, refletindo 
e refratando a luz, que varia ao longo dos dias e das noites, e conforme as 
condições climáticas e outros fatores como tipos de solo, vegetação, dentre 
outras, as quais influenciam também o movimento de suas águas, sendo 
umas mais ligeiras e turbulentas, enquanto que outras mais lentas, calmas. 
As configurações e movimentos dos rios, fauna e flora que compõem o 
ecossistema, auxiliam a suavizar a composição geométrica e 
predominantemente estática das construções humanas, 
principalmente de contextos urbanos. (Idem) 
Piscicultura 
A piscicultura, ou seja, o cultivo de peixes, é uma das actividades 
económicas propiciadas pelos rios. 
No rio Parnaíba, por exemplo, que se localiza na região Nordeste do 
Brasil, entre os estados do Ceará, Maranhão e Piauí, a principal 
actividade económica desenvolvida é a piscicultura. 
Um dos factores fundamentais para a piscicultura é a qualidade das 
águas, que necessita estar em uma condição adequada para a 
manutenção da vida saudável dos peixes e em equilíbrio dinâmico com 
o ecossistema. 
Transporte hidroviário 
Os rios foram e têm sido bastante utilizados para a o transporte 
hidroviário, tanto de mercadoria quanto de pessoas. 
Em termos de custo e de capacidade de carga, o transporte hidroviário 
é cerca de oito vezes mais barato que o rodoviário e três vezes menor 
que o ferroviário. 
Poluição dos rios 
Um dos principais problemas ambientais da actualidade, segundo 
António e Neto (2014) é a poluição dos rios. Enquanto alguns países da 
Europa desenvolveram planos eficientes de despoluição dos rios, o 
Brasil continua com uma grande quantidade de rios poluídos. 
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 75 
 
 
Causas e Consequências 
 
São vários os elementos que os homens despejam nos rios, causando com 
isso diversos problemas ambientais. 
 
Em muitas cidades, o sistema sanitário é precário (falta adequada de 
planeamento urbano) e o esgoto doméstico é jogado directamente nos rios 
sem receber o devido tratamento. Este esgoto é um dos principais 
causadores da morte de peixes nos rios. 
Este tipo de poluição também causa o mau cheiro e o desenvolvimento de 
microrganismos nos rios, facilitando a proliferação de doenças em casos de 
enchentes. 
 
Os produtos químicos que muitas indústrias despejam na rede de 
esgoto e nos rios também provocam a morte de peixes e de outros tipos 
de vida que costumam habitar as águas dos rios. Embora esta prática 
seja crime ambiental no Brasil, ainda é muito comum, principalmente, 
em locais onde a fiscalização do poder público não existe ou é 
ineficiente. 
 
A poluição dos rios também é provocada pelo lixo sólido, 
principalmente doméstico, que é descartado dentro dos rios. Com o 
tempo este lixo vai se acumulando, provocando o assoreamento do rio. 
Quando ocorrem chuvas de grande intensidade, a vasão do rio diminui 
e provoca alagamento nas margens, causando enchentes e graves 
prejuízos para as pessoas que moram nas proximidades. 
 
Soluções para não provocar a poluição dos rios: 
 
- Pessoas e empresas não devem jogar lixo dentro dos rios; 
 
- Investimentosdo sector público no tratamento de esgoto; 
 
- Os governos devem punir rigorosamente pessoas e empresas que poluem 
os rios. 
 
- Os governos não devem permitir a ocupação irregular próxima às margens 
dos rios. 
 
Exemplos de rios que foram despoluídos: 
 
- Rio Tâmisa (Londres, Inglaterra) 
- Rio Neiva (Portugal) 
- Rio Sena (Paris, França) 
 
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Sumário 
Os rios são correntes de águas superficiais que a escoam até um outro 
rio, lago ou mar. Pela acção da gravidade, as águas se concentram nas 
porções mais baixas, como os vales. Esta unidade temática tratou dos 
elementos que constituem um rio. Não só mas também da classificação 
dos rios segundo vários critérios e a importância de conserva –los. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1 Rios oriundos do derretimento de neves que estão localizadas na 
maioria das vezes no alto de montanhas são de regimes. 
a) Fluviais; b) nivais; c) Fluviais e nivais; d) curso superior 
 
2. Os rios que são alimentados por águas das chuvas são: 
a). Fluviais; b) nivais; c) Fluviais e nivais; d) curso superior 
 
3.Os rios que compõem a bacia do rio Amazonas são alimentados pelos 
regimes 
a). Fluviais; b) nivais; c) Fluviais e nivais; d) curso superior 
 
4.As porções da bacia que estão localizadas mais próximas dos 
divisores, e que se encontram as nascentes do rio principal, 
denominamos de: 
a) Fluviais; b) nivais; c) Fluviais e nivais; d) curso superior 
5.Existem rios que apresentam uma grande quantidade de sedimentos, 
estes oriundos de rochas como o calcário, além de apresentar minerais, 
como o magnésio, em abundância, estes são conhecidos como rios: 
a) intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
6. Os rios que se manifestam apenas em ocasiões de grandes chuvas, 
sendo do tipo pouco comum e de previsão pouco efectiva, são 
chamados por: 
a) intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
7.Os rios que correm o ano inteiro, ou seja, não apresentam interrupção 
no fluxo de suas águas sobre nenhum período, seja ele de seca, seja de 
cheia, chamam se de: 
a) intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
8.Os rios que correm em apenas um período do ano, ou seja, secam nas 
épocas de estiagem, são designados por: 
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 77 
 
a) 
intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
9. O rio Danúbio localiza se na: 
a). América do Norte; b) América do Sul; c) África e Ásia ocidental; d) 
Europa 
10. Os rios Mississipi e Nelson localizam se na: 
a) América do Norte; b) América do Sul; c) África e Ásia ocidental; d) 
Europa 
11. Os rios Orange e Tigre localizam se na: 
a) América do Norte; b) América do sul; c) África e Ásia ocidental; d) Europa 
 
Respostas: 1b); 2a); 3c); 4d); 5d); 6c); 7b); 8a); 9d); 10a); 11c) 
 
Exercícios: 
1. O que entende por bacia hidrográfica? 
2. Qual é o rio mais extenso do mundo? e o rio mais comprido do 
mundo? 
3. O que é regime de um rio? E como que esse regime se classifica? 
4. Que medidas podem ser tomadas para a protecção dos rios contra 
a poluição? 
5. Fale da importância do rio? 
 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 10 Ano Módulo: Hidrologia 
 78 
 
 
UNIDADE Temática.4.3: Hidrografia dos Lagos e Pântanos 
 
Introdução 
 
Caro estudante, esta unidade temática terá como objecto de estudo os 
lagos e pântanos. Será discutida a formação desses, sua classificação, 
importância e as formas de conservação. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 ▪ Definir os termos “lago” e “pântano” 
Objectivos ▪ Diferenciar os lagos dos pântanos 
 específicos ▪ Explicar a importância dos lagos e pântanos 
 
Desenvolvimento 
 
Lagos 
Os lagos são originados a partir de cursos de água variável formados a 
partir de uma depressão natural na superfície do nosso planeta. 
Diferente das lagoas, os lagos não se formam artificialmente a não ser 
que algum curso de água seja propositalmente desviado para evitar 
enchentes ou outros acidentes geográficos. 
As águas dos lagos são geralmente provenientes de chuvas, de um curso 
de água já existente, como um rio por exemplo ou a partir de uma 
nascente natural
 
Lagos 
Glaciares 
 
Desenvolvimento através de reclamação erosiva dos 
glaciares e do derretimento dos mesmos na crista da 
terra criando aqueles que são o tipo de lagos mais 
frequentemente encontrados no mundo. 
Lagos 
Tectónica 
Desenvolvimento através da expansão das placas 
tectónicas da crosta da terra (um exemplo é o Lago 
Baikal na Rússia - o lago mais profundo do planeta e 
um local nomeado património mundial da UNESCO). 
Lagos de 
calcário ou 
de 
depressões 
Desenvolvimento devido a uma solução de carbonato 
ou salina na cama rochosa da terra e devido ao 
desmoronar da superfície da terra (um exemplo é o 
Arendsee na Alemanha Federal, no estado de Saxony-
Anhalt). 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 79 
 
Barragens 
que forma 
lagos ou 
lagoas 
Desenvolvimento devido a desmoronamento ou 
lagoas formadas devido a "beliscões" na terra (pinch-
offs). 
Lagos com 
origens em 
vulcões 
Os lagos de origens vulcânicas também chamados os 
lagos de cratera, desenvolvidos como o Eifel no 
sudoeste da Alemanha. Para além destes, há os lagos 
que se formaram a partir da queda de meteoritos e 
que são similares aos lagos vulcânicos. 
Lago em 
forma de 
ferradura 
São desenvolvidos a partir do deslocamento natural 
de riachos, onde a velha cama do rio se estica e forma 
um lago em forma de ferradura (por exemplo o Lago 
Kamernsch em Havelberg em Saxony-Anhalt). 
Lagos 
termo 
cársico 
Desenvolvimento dos lagos Termo - Cársicos nas 
regiões com permafrost (camada de terra congelada), 
por exemplo no Alasca no norte da Sibéria. 
Tabela2: classificação dos lagos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Lucas (2014) 
 
 
 
Para além dos tipos de lagos representados na tabela existem ainda 
outros dois tipos que o autor acima não fez a sua abordagem. Segundo a 
Escola Britânica (2015), 
Trata se de de: 
Lagos Residuais – são lagos formados a partir de antigos mares. É um 
lago de água salgada. 
Lagos Mistos – como o nome já diz, são lagos formados por uma 
“mistura” de vários factores. Esses factores são os outros formadores 
de lagos que já foram citados. 
 
Os maiores lagos do mundo e sua localização geográfica 
Figura9: maiores lagos do mundo e sua localização geográfica 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 80 
 
 
Fonte: Lucas (2014) 
A importância dos lagos 
Os lagos de água doce são muito importantes porque muitas cidades 
dependem deles para obter água potável e, em regiões secas, os 
agricultores usam suas águas para regar as plantações por meio de 
sistemas de irrigação. A água dos lagos pode ser usada também para 
gerar energia em usinas hidreléctricas. Além disso, nadadores e 
velejadores aproveitam os lagos para recreação. 
 
Poluição nos lagos 
Normalmente nos lagos, como existe menos corrente, há uma maior 
vulnerabilidade à contaminação por fertilizantes, petróleo e derivados, 
pesticidas ou outras substâncias tóxicas. 
Figura10: poluição dos lagos 
http://escola.britannica.com.br/article/481588/irrigacao
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 81 
 
 
Fonte: Escola Britânica (2015) 
A eutrofização consiste no enriquecimento excessivo emnutrientes 
(azoto e fosforo), promovendo o desenvolvimento de organismos foto 
autotróficos (algas verdes e cianobactérias) que conferem à água uma 
coloração esverdeada. Este processo é um dos problemas mais graves a 
nível de ecossistemas aquáticos e tem origem natural ou cultural. 
Eutrofização natural: processo demorado associado a processos 
naturais de evolução dos ecossistemas (sucessão ecológica) Ex. 
ecossistema lacustre tende a transformar-se num ecossistema 
terrestre. 
Eutrofização cultural: Processo mais acelerado relacionado com as 
actividades humanas Ex.: ecossistemas de água doce próximos de zonas 
urbanas ou áreas agrícolas intensivas. (Lucas: 2014) 
Figura11: Eutrofização 
 
Fonte: Escola Britânica (2015) 
 
Consequências: 
http://4.bp.blogspot.com/-uUOss7fpNOo/T8dv2t2YAaI/AAAAAAAAADc/9MPTpdthxrM/s1600/page.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-WfSole0A6vw/T8dwjrgPIqI/AAAAAAAAADs/Rw7BTt_JmSQ/s1600/Imagem+005.jpg
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 82 
 
1. perda de biodiversidade; 
2.Alterações na composição das espécies; 
3.Efeitos tóxicos; 
4.Impactos ecológicos e desequilíbrios no ecossistema 
 
Parâmetros de qualidade das águas 
Para caracterização da qualidade de água são realizadas colheitas, que 
serão sujeitas a exames e análises. Existem variáveis físicas, químicas e 
biológicas. 
Variáveis físicas: cor, turvação, sabor e odor avaliado em escalas 
próprias. 
Variáveis Químicas: -salinidade, dureza, alcalinidade, oxidabilidade, 
ferro, nitratos, sólidos dissolvidos totais, substâncias tóxicas expressas 
em concentração (mg/L) 
Variáveis biológicas: avaliadas pela densidade populacional que se 
pretende identificar 
 
Os exames e análises são realizados segundo métodos padronizados e 
por entidades especializadas. 
Parâmetros utilizados: 
-Número de colónias de bactérias provenientes das fezes humanas 
presentes em 100mL de amostra de água 
- a presença de Escherichia coli 
-Quantidade de matéria orgânica biodegradável (resíduos que são 
passiveis de serem decompostos pela actividade de organismos 
anaeróbios e aeróbios) (Lucas: 2014) 
4.3.2. Pântano 
 
Os pântanos são formados por águas paradas e pouco profundas, 
situadas sobre um manto impermeável, com uma vegetação bastante 
densa e um solo com grandes quantidades de vegetação em 
decomposição. O pântano se forma em planícies mal drenadas. 
Normalmente estão localizados no curso baixo dos rios e nas zonas 
litorâneas, mas também podem ocorrer no curso alto e médio dos rios. 
 
 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 83 
 
Figura12: pântano da Louisiana, EUA. 
 
Fonte: Rabe (2011), 
Os pântanos, segundo Rabe (2011), podem acontecer em água salgada 
ou doce. Os de água doce estão nas beiras pouco profundas de lagos e 
rios de águas calmas, e aparecem na medida em que as lagoas e lagos 
são recheados por sedimentos. Os pântanos de água salgada aparecem 
nas planícies inundadas pelas marés, nas zonas costeiras. 
Os pântanos salgados situados longe do mar, estão localizados ao redor 
de lagos ou lagoas salgadas. A natureza do pântano (sua composição 
vegetal e diversidade de espécies) está fortemente influenciada pela 
sua relação com os ecossistemas mais próximos. Estes determinam a 
quantidade de nutrientes que chegam, o movimento da água e o tipo e 
quantidade de sedimentos ali depositados. 
De acordo com o mesmo autor, os pântanos têm uma vegetação e uma 
fauna bem características, com frequentes endemismos. Suas plantas 
são hidrófilas, ou seja, toleram grande quantidade de água, mas 
também são capazes de sobreviver em solos com pouco oxigênio. 
Não existem muitas espécies com estas características, fato que faz dos 
pântanos serem pobres em espécies, mas abundante em massa 
biológica. Normalmente são raras as plantas que em este ambiente 
alcançam grandes tamanhos. 
Pântanos têm uma rica vegetação submersa: algas e bactérias, 
principalmente. Existem plantas que se especializaram em viver sobre a 
água, como os nenúfares e algumas enraizadas como o lírio de água. 
Estas águas são propícias para algumas espécies de répteis (crocodilos 
e serpentes) e anfíbios como as rãs. A temperatura suave e a grande 
humidade fazem com que os insectos encontrem um lugar ideal para se 
reproduzir.Além da fauna aquática, estes ecossistemas estão 
http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/01/pantano.jpg
http://www.infoescola.com/biologia/algas/
http://www.infoescola.com/biologia/reino-monera-bacterias-cianobacterias/
http://www.infoescola.com/biologia/repteis-classe-reptilia/
http://www.infoescola.com/biologia/classe-amphibia-anfibios/
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 84 
 
colonizados por aves especializadas em alimentar-se e construir ninhos 
neste ambiente: flamingos, garças, cegonhas, etc. 
Na América do Sul, podemos citar alguns pântanos, tais como: Rio 
Cruces (Chile); Esteros Del Ibera (Argentina); Pântanos de Villa (Peru) e 
Delta Del Paraná (Argentina) 
 
A importância dos pântanos 
 
Um dos ambientes mais ignorados pelo ser humano na natureza, é ao 
mesmo tempo um dos mais importantes do planeta, os pântanos. Nele 
vivem diversas espécies de peixes, pássaros e outros animais que de 
alguma forma estão ligados e necessitam desse ecossistema em sua 
sobrevivência. 
 
Podemos encontrar nos pântanos principalmente, as seguintes 
espécies: jacarés, capivaras, peixes (dourado, pintado, curimbatá, 
pacu), ariranhas, onça-pintada, macaco-prego,veado-campeiro, 
loboguará, cervo-do-pantanal, tatu, bicho-preguiça, tamanduá, 
lagartos, cágados, jabutis, cobras (jibóia e sucuri) e pássaros (tucanos, 
jaburus, garças, papagaios, araras, emas, gaviões). 
 
E num momento onde se fala tanto de efeito estufa, e que se tem tanta 
preocupação com o meio ambiente, é importante lembrar que a região 
pantaneira tem grande importância na regulagem do clima, e do nível 
dos rios de uma região, e que sua destruição só agrava o aquecimento 
global. 
Pântanos, os subestimados salvadores do clima – Seu crescimento, 
sozinho, seria suficiente para reduzir as emissões de CO2 a 100 milhões 
de toneladas por ano, a meta do Protocolo de Kyoto. 
 
“Infelizmente, as pessoas ainda não têm consciência sobre a 
importância dos pântanos no combate ao aquecimento global”, 
lamenta John Couwenberg, pesquisador da Universidade de Greifswald, 
na Alemanha. Embora os pântanos correspondam a apenas 3% da 
superfície da Terra, eles têm papel importante no ajuste da 
temperatura do planeta, pois capturam mais gás carbônico do que 
todas as florestas do mundo juntas. 
 
As áreas pantanosas estão localizadas principalmente nas regiões frias 
das zonas boreais, entre as latitudes 50 e 70 do hemisfério norte. A 
Rússia sozinha abriga mais de um quinto dos pântanos em todo o 
mundo. 
http://www.infoescola.com/aves/flamingo/
http://www.infoescola.com/aves/cegonha/
http://www.infoescola.com/geografia/america-do-sul/
http://tartarugamarinha.blogspot.com/2011/03/importancia-dos-pantanos.html
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 85 
 
Outras grandes regiões pantanosas existem também no Canadá e na 
Escandinávia, além da bacia amazônica e do sudeste asiático. Mesmo 
na África, segundo Couwenberg, estimam-se significativas áreas 
pantanosas na bacia do Congo e no Delta do Níger. (Rabe: 2011) 
 
Sumário 
Esta unidade tratou dos lagos e pântanos. Foram apresentadas as 
diferenças existentes entre eles. A importância de cada recurso 
aquática e as várias formas de protege – los da poluição. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.Desenvolvimento devido a desmoronamento ou lagoas formadas 
devido a "beliscões" na terra 
a). Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos;c) Lagos de calcário; d) 
Barragens que forma lagos ou lagoas 
 
2. Desenvolvimento através da reclamação erosiva dos glaciares e do 
derretimento dos mesmos na crista da terra criando aqueles que são 
o tipo de lagos mais frequentemente encontrados no mundo 
a) Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos; c) Lagos de calcário; d) 
3. O Lago Baikal na Rússia, pertence aos 
a) Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos; c) Lagos de calcário; d) 
Barragens que forma lagos ou lagoas 
4. Desenvolvimento devido a uma solução de carbonato ou salina na 
cama rochosa da terra e devido ao desmoronar da superfície da terra 
a) Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos) Lagos de calcário; d) Barragens 
que forma lagos ou lagoas 
 
5. O lago superior localiza se na: 
a) África; b) Ásia; c) América do Sul; d) América do Norte 
 
6. O lago Michigan localiza se na: 
a) África; b) Ásia; c) América do Sul; d) América do Norte 
 
7. O lago Baikal localiza se na: 
a) África; b) Ásia; c) América do Sul; d) América do Norte 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 86 
 
8. O lago victoria localiza se na: 
a) África; b) Ásia; c) América do Sul; d) América do Norte 
 
9.São formados por águas paradas e pouco profundas, situadas sobre 
um manto impermeável, com uma vegetação bastante densa e um solo 
com grandes quantidades de vegetação em decomposição. Trata se de 
a) Pântanos; b) lagos; c) oceanos; d) rios 
 
10. O processo que consiste no enriquecimento excessivo em nutrientes 
(azoto e fosforo), promovendo o desenvolvimento de organismos 
fotoautotróficos (algas verdes e cianobactérias) que conferem à água 
uma coloração esverdeada, denomina se por 
a) Eutrofização natural; b) Eutrofização cultural; c) eutrofização; d) 
Eutrofização cultural ou natural 
 
Respostas:1d); 2a); 3b); 4c); 5d); 6d); 7b); 8a); 9a); 10c) 
 
 
 
Exercícios 
1. Diferencie os lagos dos pântanos? 
2. Que consequência traz a poluição dos lagos e pântanos? 
3. Qual é a importância dos pântanos? 
4. Mencione as fontes de poluição dos lagos 
5. Que medidas devem ser tomadas para evitar a poluição dos pântanos e lagos 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA 4 
1.Desenvolvimento devido a desmoronamento ou lagoas formadas 
devido a "beliscões" na terra, são conhecidos por: 
a). Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos) Lagos de calcário; d) Barragens 
que forma lagos ou lagoas 
 
2.Desenvolvimento através da reclamação erosiva dos glaciares e do 
derretimento dos mesmos na crista da terra criando aqueles que são o 
tipo de lagos mais frequentemente encontrados no mundo. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 87 
 
a) Lagos Glaciares; b) Lagos Tectónicos; c) Lagos de calcário; d) 
Barragens que forma lagos ou lagoas; 
3. Os rios que correm o ano inteiro, ou seja, não apresentam 
interrupção no fluxo de suas águas sobre nenhum período, seja ele 
de seca, seja de cheia, chamam se de: 
a) intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
4. Os rios que correm em apenas um período do ano, ou seja, secam nas 
épocas de estiagem, são designados por 
a) intermitentes; b) perenes; c) efémeros; d) de águas brancas 
 
5. O rio Danúbio localiza se na: 
a) América do Norte; b) América do Sul; c) África e Ásia ocidental; d) 
Europa 
 
 Respostas: 1d); 2a); 3b); 4a); 5d 
 
 
 
 TEMA V: ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E AQUÍFEROS. 
 
 
 UNIDADE Temática 5.1. Águas Subterrâneas 
 UNIDADE Temática 5.2. Aquíferos 
 
 
UNIDADE Temática 5.1. Águas Subterrâneas 
 
Introdução 
Caro estudante, nesta unidade temática, será feito o estudo das águas 
subterrâneas. Serão abordadas matérias como o conceito das águas 
subterrâneas, sua ocorrência e classificação, tanto como sua 
importância para a humanidade. 
 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 88 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 ▪ Explicar origem das águas subterrâneas 
Objectivos ▪ Conhecer a importância das águas subterrâneas 
específicos ▪ Classificar as águas subterrâneas 
Desenvolvimento 
Conceito de águas subterrâneas 
Água subterrânea, de acordo com Húo (2009), é toda a água que ocorre 
abaixo da superfície da Terra, preenchendo os poros ou vazios inter-
granulares das rochas sedimentares, ou as fracturas, falhas e fissuras 
das rochas compactas, e que sendo submetida a duas forças (de adesão 
e de gravidade) desempenha um papel essencial na manutenção da 
humidade do solo, do fluxo dos rios, lagos e brejos. 
As águas subterrâneas cumprem uma fase do ciclo hidrológico, uma vez 
que constituem uma parcela da água precipitada 
Para Húo (2009), após a precipitação, parte das águas que atinge o solo 
se infiltra e percola no interior do subsolo, durante períodos de tempo 
extremamente variáveis, decorrentes de muitos factores, como sejam: 
-Porosidade do subsolo: a presença de argila no solo diminui sua 
permeabilidade, não permitindo uma grande infiltração; 
 
-Cobertura vegetal: um solo coberto por vegetação é mais permeável 
do que um solo desmatado; 
-Inclinação do terreno: em declividades acentuadas a água corre mais 
rapidamente, diminuindo a possibilidade de infiltração; 
-Tipo de chuva: chuvas intensas saturam rapidamente o solo, ao passo 
que chuvas finas e demoradas têm mais tempo para se infiltrarem. 
Durante a infiltração, uma parcela da água sob a acção da força de 
adesão ou de capilaridade fica retida nas regiões mais próximas da 
superfície do solo, constituindo a zona não saturada. 
Outra parcela, sob a acção da gravidade, atinge as zonas mais profundas 
do subsolo, constituindo a zona saturada. 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 89 
 
FIGURA: Caracterização esquemática das zonas saturadas e não 
saturadas no subsolo 
 
 
 Fonte: UNESCO (1978) 
-Zona não saturada: também chamada de zona de aeração ou vadosa, 
é a parte do solo que está parcialmente preenchida por água. Nesta 
zona, pequenas quantidades de água distribuem-se uniformemente, 
sendo que as suas moléculas se aderem às superfícies dos grãos do solo. 
Nesta zona ocorre o fenómeno da transpiração pelas raízes das plantas, 
de filtração e de autodepuração da água. Dentro desta zona encontra-
se: 
-Zona de humidade do solo: é a parte mais superficial, onde a perda de 
água de adesão para a atmosfera é intensa. Em alguns casos é muito 
grande a quantidade de sais que se precipitam na superfície do solo 
após a evaporação dessa água, dando origem a solos salinizados ou a 
crostas ferruginosas (lateríticas). Esta zona serve de suporte 
fundamental da biomassa vegetal natural ou cultivada da Terra e da 
interface atmosfera / litosfera. 
 
-Zona intermediária: região compreendida entre a zona de humidade 
do solo e da franja capilar, com humidade menor do que nesta última e 
maior do que a da zona superficial do solo. 
Em áreas onde o nível freático está próximo da superfície, a zona 
intermediária pode não existir, pois a franja capilar atinge a superfície 
do solo. São brejos e alagadiços, onde há uma intensa evaporação da 
água subterrânea. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 90 
 
-Franja de capilaridade: é a região mais próxima ao nível de água do 
lençol freático, onde a humidade é maior devido à presença da zona 
saturada logo abaixo. 
Zona saturada: é a região abaixo da zona nãosaturada onde os poros 
ou fracturas da rocha estão totalmente preenchidos por água. 
As águas atingem esta zona por gravidade, através dos poros ou 
fracturas até alcançar uma profundidade limite, onde as rochas estão 
tão saturadas que a água não pode penetrar mais. 
Para que haja infiltração até a zona saturada, é necessário primeiro 
satisfazer as necessidades da força de adesão na zona não saturada. 
Nesta zona, a água corresponde ao excedente de água da zona não 
saturada que se move em velocidades muito lentas (em/dia), formando 
o manancial subterrâneo propriamente dito. Uma parcela dessa água 
irá desaguar na superfície dos terrenos, formando as fontes, olhos de 
água. 
A outra parcela desse fluxo subterrâneo forma o caudal basal que 
desagua nos rios, perenizando-os durante os períodos de estiagem, com 
uma contribuição multianual média da ordem de 13.000 km3/ano, ou 
desagua directamente nos lagos e oceanos. 
A superfície que separa a zona saturada da zona de aeração é chamada 
de nível freático, ou seja, este nível corresponde ao topo da zona 
saturada. 
Dependendo das características climatológicas da região ou do volume 
de precipitação e escoamento da água, esse nível pode permanecer 
permanentemente a grandes profundidades, ou se aproximar da 
superfície horizontal do terreno, originando as zonas encharcadas ou 
pantanosas, ou convertendo-se em mananciais (nascentes) quando se 
aproxima da superfície através de um corte no terreno. 
Ocorrência e Volume das Águas Subterrâneas 
Assim como a distribuição das águas superficiais é muito variável, a das 
águas subterrâneas também é, uma vez que elas se interrelacionam no 
ciclo hidrológico e dependem das condições climatológicas. 
Entretanto, as águas subterrâneas (10.360.230 km3) são 
aproximadamente 100 vezes mais abundantes que as águas superficiais 
dos rios e lagos (92.168 km3). Embora elas encontrem-se armazenadas 
nos poros e fissuras milimétricas das rochas, estas ocorrem em grandes 
extensões, gerando grandes volumes de águas subterrâneas na ordem 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 91 
 
de, aproximadamente, 23.400 km3, distribuídas em uma área 
aproximada de 134,8 milhões de km2, constituindo-se em importantes 
reservas de água doce. 
Alguns especialistas indicam que a quantidade de água subterrânea 
pode chegar até 60 milhões de km3, mas a sua ocorrência em grandes 
profundidades pode impossibilitar seu uso. Por essa razão, a quantidade 
passível de ser captada estaria a menos de 4.000 metros de 
profundidade, compreendendo cerca de 8 e 10 milhões de km3, que, 
segundo Rebouças et al. (2002), estaria assim distribuída: 65.000 km3 
constituindo a humidade do solo; 4,2 milhões de km3 desde a zona não-
saturada até 750 m de profundidade, e 5,3 milhões de km3 de 750 m 
até 4.000 m de profundidade, constituindo o manancial subterrâneo. 
Além disso, a quantidade de água capaz de ser armazenada pelas rochas 
e pelos materiais não consolidados em geral depende da porosidade 
dessas rochas, que pode ser de até 45%, da comunicação desses poros 
entre si ou da quantidade e tamanho das aberturas de fracturas 
existentes. 
No Brasil, as reservas de água subterrânea são estimadas em 112.000 
km3 (112 trilhões de m3) e a contribuição multianual média à descarga 
dos rios é da ordem de 2.400 km3 /ano. 
Nem todas as formações geológicas possuem características 
hidrodinâmicas que possibilitem a extracção económica de água 
subterrânea para atendimento de médias e grandes vazões pontuais. As 
vazões já obtidas por poços variam, no Brasil, desde menos de 1 m3/h 
até mais de 1.000 m3/h. 
Na Argentina, a contribuição multianual média à descarga dos rios é da 
ordem de 128 km3/ano, no Paraguai, de 41 km3/ano e no Uruguai, de 
23 km3/ano. (UNESCO:1978). 
Qualidade das Águas Subterrâneas 
Durante o percurso no qual a água percola entre os poros do subsolo e 
das rochas, ocorre a depuração da mesma através de uma série de 
processos físico-químicos (troca iónica, decaimento radioactivo, 
remoção de sólidos em suspensão, neutralização de pH em meio 
poroso, entre outros) e bacteriológicos (eliminação de microorganismos 
devido à ausência de nutrientes e oxigénio que os viabilizem) que 
agindo sobre a água, modificam as suas características adquiridas 
anteriormente, tornando-a particularmente mais adequada ao 
consumo humano. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 92 
 
Sendo assim, a composição química da água subterrânea é o resultado 
combinado da composição da água que adentra o solo e da evolução 
química influenciada directamente pelas litologias atravessadas, sendo 
que o teor de substâncias dissolvidas 
nas águas subterrâneas vai aumentando à medida que prossegue no 
seu movimento. 
As águas subterrâneas apresentam algumas propriedades que tornam 
o seu uso mais vantajoso em relação ao das águas dos rios (UNESCO: 
1978): 
- São filtradas e purificadas naturalmente através da percolação, 
determinando excelente qualidade e dispensando tratamentos 
prévios; 
- Não ocupam espaço em superfície; sofrem menor influência nas 
variações climáticas; são passíveis de extracção perto do local de uso; 
- Possuem temperatura constante; têm maior quantidade de reservas; 
- Necessitam de custos menores como fonte de água; as suas reservas 
e captações não ocupam área superficial; 
- Apresentam grande protecção contra agentes poluidores; o uso do 
recurso aumenta a reserva e melhora a qualidade; 
- Possibilitam a implantação de projectos de abastecimento à medida 
da necessidade. 
 
Uso das Águas Subterrâneas 
A exploração de água subterrânea está condicionada a factores 
quantitativos, qualitativos e económicos (UNESCO: 1978): 
-Quantidade: intimamente ligada à condutividade hidráulica e ao 
coeficiente de armazenamento dos terrenos. 
 
-Qualidade: influenciada pela composição das rochas e condições 
climáticas e de renovação das águas; 
 
-Económico: depende da profundidade do aquífero e das condições de 
bombeamento. 
Contudo, o aproveitamento das águas subterrâneas data de tempos 
antigos e sua evolução tem acompanhado a própria evolução da 
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humanidade, sendo que o seu crescente uso se deve ao melhoramento 
das técnicas de construção de poços e dos métodos de bombeamento, 
permitindo a extracção de água em volumes e profundidades cada vez 
maiores e possibilitando o suprimento de água a cidades, indústrias, 
projectos de irrigação, etc. 
A relação, em termos de demanda quanto ao uso, varia entre os países, 
e nestes, de região para região, constituindo o abastecimento público, 
de modo geral, a maior demanda individual. 
Segundo ABAS, praticamente todos os países do mundo, desenvolvidos 
ou não, utilizam água subterrânea para suprir suas necessidades. Países 
como a Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Holanda, 
Hungria, Itália, Marrocos, Rússia e Suíça atendem de 70 a 90% da 
demanda para o abastecimento público. Outros utilizam a água 
subterrânea no atendimento total (Dinamarca, Arábia Saudita, Malta) 
ou apenas como suplementação do abastecimento público e de 
actividades como irrigação, produção de energia, turismo, indústria, 
etc. 
Na Austrália, 60% do país depende totalmente do manancial 
subterrâneo e em mais de 20% o seu uso é preponderante. A cidade do 
México atende cerca de 80% da demanda dos quase 20 milhões de 
habitantes. 
A mais de 50% da população mundial poderia estar sendo abastecida 
pelo manancial subterrâneo. 
Regiões áridas e semi-áridas (Nordeste do Brasil e a Austrália), e certas 
ilhas, têm a água subterrânea como o único recursohídrico disponível 
para uso humano. Até regiões desérticas, como a Líbia, têm a demanda 
de água em cidades e na irrigação atendida por poços tubulares 
perfurados em pleno deserto do Saara. 
Estima-se em 300 milhões o número de poços perfurados no mundo nas 
três últimas décadas, 100 milhões dos quais nos Estados Unidos, onde 
são perfurados cerca de 400 mil poços por ano, com uma extração de 
mais de 120 bilhões de m3/ano, atendendo mais de 70% do 
abastecimento público e das indústrias. 
Na África do Norte, China, Índia, Estados Unidos e Arábia Saudita, cerca 
de 160 bilhões de toneladas de água são retirados por ano e não se 
renovam. Essa água daria para produzir comida suficiente para 480 
milhões de pessoas por ano. 
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 94 
 
A expansão das terras agrícolas vem provocando também o uso 
intensivo das águas subterrâneas, além do uso habitual das fontes 
superficiais. Existem diversos exemplos no mundo de esgotamento de 
aquíferos por sobre exploração para uso em irrigação. Avalia-se que 
existam no mundo 270 milhões de hectares irrigados com água 
subterrânea, 13 milhões desses nos Estados Unidos e 31 milhões na 
Índia. (UNESCO:1978). 
Vários núcleos urbanos no Brasil abastecem-se de água subterrânea de 
forma exclusiva ou complementar, constituindo o recurso mais 
importante de água doce. 
Indústrias, propriedades rurais, escolas, hospitais e outros 
estabelecimentos utilizam, com frequência, água de poços profundos. 
 
 
Sumário 
Esta unidade temática tratou das águas subterrâneas. 
Foram focalizados assuntos como a origem das águas 
subterrâneas, sua função e sua distribuição pelo mundo. 
Foi feita igualmente a classificação das águas subterrâneas 
segundo vários critérios. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.Após a precipitação, parte das águas que atinge o solo se infiltra e 
percola no interior do subsolo, durante períodos de tempo 
extremamente variáveis, decorrentes de seguintes factores: 
a) porosidade do subsolo, ventos, inclinação do terreno e tipo de chuva 
b) porosidade do subsolo, cobertura vegetal, inclinação do terreno e 
ventos 
c) ventos, cobertura vegetal, inclinação do terreno e tipo de chuva 
d) porosidade do subsolo, cobertura vegetal, inclinação do terreno e 
tipo de chuva 
2. A presença de argila no solo: 
a) Diminui permeabilidade do solo, não permitindo grande infiltração 
da água; 
b) Diminui permeabilidade do solo, permitindo grande infiltração da 
água; 
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 95 
 
c) Aumenta permeabilidade do solo, não permitindo grande infiltração 
da água 
d) Não influencia na infiltração da água 
 
3. Um solo coberto por vegetação 
a) É mais permeável do que um solo desmatado; 
b) Não é mais permeável do que um solo desmatado; 
c) pode ser mais permeável do que um solo desmatado; 
d) não possui permeabilidade; 
4. Em solos de declividades acentuadas a água corre mais rapidamente, 
a) Aumentando a possibilidade de infiltração; 
b) Diminuindo a possibilidade de infiltração; 
c) Não havendo nenhuma possibilidade de infiltração; 
d) Nenhuma das anteriores. 
5. A região mais próxima ao nível de água do lençol freático, onde a 
humidade é maior devido à presença da zona saturada logo abaixo, 
chama-se: 
a) Zona não saturada; b) Zona de humidade do solo; c) Zona saturada; 
d) Franja de capilaridade 
6. A parte mais superficial, onde a perda de água de adesão para a 
atmosfera é intensa, denomina se por 
a) Zona não saturada; b) Zona de humidade do solo; c) Zona saturada; 
d) Franja de capilaridade 
7. A zona de aeração ou vadosa também é conhecida por 
a) Zona não saturada; b) Zona de humidade do solo; c) Zona saturada; 
d) Franja de capilaridade 
8. A região abaixo da zona não saturada onde os poros ou fracturas da 
rocha estão totalmente preenchidos por água, chama se 
a) Zona não saturada; b) Zona de humidade do solo; c) Zona saturada; 
d) Franja de capilaridade 
9. A parte do solo que está parcialmente preenchida por água, 
chama-se: 
a) Zona não saturada; b) Zona de humidade do solo; c) Zona saturada; 
d) Franja de capilaridade 
10. As águas subterrâneas são utilizadas 
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a) em apenas países desenvolvidos; b) em apenas em países em 
desenvolvimento; 
c) apenas em países africano; d) em todos países do mundo 
Respostas: 1d); 2a); 3a); 4b); 5d); 6b); 7a); 8c); 9a); 10d. 
Exercícios 
1. O que entende por águas subterrâneas? 
2. Diferencie as zonas saturadas das não saturadas do subsolo? 
3. Qual é a importância das águas subterrâneas? 
4. Quais os factores que influenciam na infiltração das águas no 
solo? 
5. O que entende por permeabilidade dos solos? 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática.5.2. Aquíferos 
 
Introdução 
 
Caro estudante nesta unidade temática, terá a oportunidade de 
conhecer o significado de aquífero, sua distribuição e importância. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 ▪ Conhecer o significado de aquífero; 
 ▪ Classificar aquíferos segundo vários critérios; 
Objectivos ▪ Conhecer a função dos aquíferos 
específicos 
Desenvolvimento 
Conceito de aquífero 
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 97 
 
Aquífero é, segundo UNESCO1978, uma formação geológica do subsolo, 
constituída por rochas permeáveis, que armazena água em seus poros 
ou fracturas. 
Outro conceito refere-se a aquífero como sendo, somente, o material 
geológico capaz de servir de depositório e de transmissor da água aí 
armazenada. Assim, uma litologia só será aquífera se, além de ter seus 
poros saturados (cheios) de água, permitir a fácil transmissão da água 
armazenada. 
Um aquífero pode ter extensão de poucos quilómetros quadrados a 
milhares de quilómetros quadrados, ou pode, também, apresentar 
espessuras de poucos metros a centenas de metros. Etimologicamente, 
aquífero significa: aqui = água; fero = transfere; ou do grego, suporte de 
água. 
Os aquíferos mais importantes do mundo, seja por extensão ou pela 
transnacionalidade, são: o Guarani - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai 
(1,2 milhões de km2); o Arenito Núbia Líbia, Egito, Chade, 
Sudão (2 milhões de km2); o KalaharijKaroo -Namíbia, Bostwana, África 
do Sul (135 mil km2); o Digitalwaterway vechte - Alemanha, Holanda 
(7,5 mil km2); o SlovakKarst-Aggtelek -República Eslováquia e Hungria); 
o Praded - República Checa e Polônia (3,3 mil km2) (UNESCO, 2001); a 
Grande Bacia Artesiana (1,7 milhões km2) e a Bacia Murray (297 mil 
km2), ambos na Austrália. Em um recente levantamento, a UNECE da 
Tipos de Aquíferos 
A litologia do aquífero, ou seja, a sua constituição geológica 
(porosidade/permeabilidade intergranular ou de fissuras) é que irá 
determinar a velocidade da água em seu meio, a qualidade da água e a 
sua qualidade como reservatório. 
Essa litologia é decorrente da sua origem geológica, que pode ser fluvial, 
lacustre, eólica, glacial e aluvial (rochas sedimentares), vulcânica 
(rochas fracturadas) e metamórfica (rochas calcáreas), determinando 
os diferentes tipos de aquíferos. Quanto à porosidade, existem três 
tipos aquíferos, segundo Húo (2009): 
 
Figura: tipos de aquíferos quanto a porosidade 
 
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 98 
 
 
Fonte: UNESCO (1978) 
-Aquífero poroso ou sedimentar - é aquele formado por rochas 
sedimentares consolidadas,sedimentos inconsolidados ou solos 
arenosos, onde a circulação da água se faz nos poros formados entre os 
grãos de areia, silte e argila de granulação variada. 
Constituem os mais importantes aquíferos, pelo grande volume de água 
que armazenam, e por sua ocorrência em grandes áreas. Esses 
aquíferos ocorrem nas bacias sedimentares e em todas as várzeas onde 
se acumularam sedimentos arenosos. 
Uma particularidade desse tipo de aquífero é sua porosidade quase 
sempre homogeneamente distribuída, permitindo que a água flua para 
qualquer direcção, em função tão somente dos diferenciais de pressão 
hidrostática ali existente. Essa propriedade é conhecida como isotropia. 
 
-Aquífero fracturado ou fissural - formado por rochas ígneas, 
metamórficas ou cristalinas, duras e maciças, onde a circulação da água 
se faz nas fracturas, fendas e falhas, abertas devido ao movimento 
tectónico. Ex.: basalto, granitos, gabros, filões de quartzo, etc.. 
A capacidade dessas rochas de acumularem água está relacionada à 
quantidade de fracturas, suas aberturas e intercomunicação, 
permitindo a infiltração e fluxo da água. Poços perfurados nessas rochas 
fornecem poucos metros cúbicos de água por hora, sendo que a 
possibilidade de se ter um poço 
produtivo dependerá, somente, desse poço intersetar fracturas capazes 
de conduzir a água. Nesses aquíferos, a água só pode fluir onde houver 
fracturas, que, quase sempre, tendem a ter orientações preferenciais. 
São ditos, portanto, aquíferos anisotrópicos. 
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 99 
 
Um caso particular de aquífero fracturado é representado pelos 
derrames de rochas vulcânicas basálticas, das grandes bacias 
sedimentares brasileiras. 
 
-Aquífero cárstico (Karst) - formado em rochas calcáreas ou 
carbonáticas, onde a circulação da água se faz nas fracturas e outras 
descontinuidades (diáclases) que resultaram da dissolução do 
carbonato pela água. Essas aberturas podem atingir grandes 
dimensões, criando, nesse caso, verdadeiros rios subterrâneos. São 
aquíferos heterogéneos, descontínuos, com águas duras, com fluxo em 
canais. As rochas são os calcários, dolomitos e mármores. 
Quanto à superfície superior (segundo a pressão da água), os aquíferos 
podem ser de dois tipos (Unesco:1978): 
 
Figura: Tipos de aquíferos quanto a pressão 
 
Fonte: Idem 
-Aquífero livre ou freático - é aquele constituído por uma formação 
geológica permeável e superficial, totalmente aflorante em toda a sua 
extensão, e limitado na base por uma camada impermeável. 
A superfície superior da zona saturada está em equilíbrio com a pressão 
atmosférica, com a qual se comunica livremente. Os aquíferos livres 
têm a chamada recarga directa. Em aquíferos livres o nível da água varia 
segundo a quantidade de 
chuva. São os aquíferos mais comuns e mais explorados pela população. 
São também os que apresentam maiores problemas de contaminação. 
 
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 100 
 
- Aquífero confinado ou artesiano - é aquele constituído por uma 
formação geológica permeável, confinada entre duas camadas 
impermeáveis ou semipermeáveis. 
A pressão da água no topo da zona saturada é maior do que a pressão 
atmosférica naquele ponto, o que faz com que a água ascenda no poço 
para além da zona aquífera. O seu reabastecimento ou recarga, através 
das chuvas, dá-se preferencialmente nos locais onde a formação aflora 
à superfície. Neles, o nível da água encontra-se sob pressão, podendo 
causar artesianismo nos poços que captam suas águas. 
Os aquíferos confinados têm a chamada recarga indirecta e quase 
sempre estão em locais onde ocorrem rochas sedimentares profundas 
(bacias sedimentares). 
O aquífero semi-confinado que é aquele que se encontra limitado na 
base, no topo, ou em ambos, por camadas cuja permeabilidade é menor 
do que a do aquífero em si. O fluxo preferencial da água se dá ao longo 
da camada aquífera. Secundariamente, esse fluxo se dá através das 
camadas semi-confinantes, à medida que haja uma diferença de 
pressão hidrostática entre a camada aquífera e as camadas subjacentes 
ou sobrejacentes. 
Em certas circunstâncias, um aquífero livre poderá ser abastecido por 
água oriunda de camadas semiconfinadas subjacentes, ou vice-versa. 
Zonas de fracturas ou falhas geológicas poderão, também, constituirse 
em pontos de fuga ou recarga da água da camada confinada. 
Em uma perfuração de um aquífero confinado, a água subirá acima do 
tecto do aquífero, devido à pressão exercida pelo peso das camadas 
confinantes sobrejacentes. A altura a que a água sobe chama-se nível 
potenciométrico e o furo é artesiano. 
Numa perfuração de um aquífero livre, o nível da água não varia porque 
corresponde ao nível da água no aquífero, isto é, a água está à mesma 
pressão que a pressão atmosférica. O nível da água é designado então 
de nível freático (). 
Figura: Representação esquemática do nível de pressão nos aquífero 
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 101 
 
 
Fonte: UNESCO (1978) 
2.2. Áreas de Reabastecimento e Descarga do Aquífero 
Um aquífero apresenta uma reserva permanente de água e uma reserva 
activa ou reguladora que são continuamente abastecidas através da 
infiltração da chuva e de outras fontes subterrâneas. As reservas 
reguladoras ou activas correspondem ao escoamento de base dos rios. 
A área por onde ocorre o abastecimento do aquífero é chamada zona 
de recarga, que pode ser directa ou indirecta (Húo: 2009). O 
escoamento de parte da água do aquífero ocorre na zona de descarga. 
Zona de recarga directa: é aquela onde as águas da chuva se infiltram 
directamente no aquífero, através de suas áreas de afloramento e 
fissuras de rochas sobrejacentes. Sendo assim, a recarga sempre é 
directa nos aquíferos livres, ocorrendo em toda a superfície acima do 
lençol freático. 
Nos aquíferos confinados, o reabastecimento ocorre preferencialmente 
nos locais onde a formação portadora de água aflora à superfície. 
Zona de recarga indirecta: são aquelas onde o reabastecimento do 
aquífero se dá a partir da drenagem (filtração vertical) superficial das 
águas e do fluxo subterrâneo indirecto, ao longo do pacote confinante 
sobrejacente, nas áreas onde a carga potenciométrica favorece os 
fluxos descendentes. 
Zona de descarga: é aquela por onde as águas emergem do sistema, 
alimentandos rios e jorrando com pressão por poços artesianos. 
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 102 
 
As maiores taxas de recarga ocorrem nas regiões planas, bem 
arborizadas, e nos aquíferos livres. Nas regiões de relevo acidentado, 
sem cobertura vegetal, sujeitas a práticas de uso e ocupação que 
favorecem as enxurradas, a recarga ocorre mais lentamente e de 
maneira limitada. 
Sob condições naturais, apenas uma parcela dessas reservas 
reguladoras é passível de exploração, constituindo o potencial ou 
reserva explorável. 
Em geral, esta parcela é calculada entre 25% e 50% das reservas 
reguladoras (REBOUÇAS, 1992 citado em ANA, 2001). Esse volume de 
explotação pode aumentar em função das condições de ocorrência e 
recarga, bem como dos meios técnicos e financeiros disponíveis, 
considerando que a soma das extracções com as descargas naturais do 
aquífero para rios e oceano, não pode ser superior à recarga natural do 
 aquífero. 
 
2.3. Funções dos Aquíferos 
Além de suprir água suficiente para manter os cursos de águas 
superficiais estáveis (função de produção), os aquíferos também 
ajudam a evitar seu transbordamento, absorvendo o excesso da água 
da chuva intensa(função de regularização). 
Na Ásia tropical, onde a estação quente pode durar até 9 meses e onde 
as chuvas de monção podem ser bastante intensas, esse duplo serviço 
hidrológico é crucial. 
Segundo o mesmo autor, os aquíferos também proporcionam uma 
forma de armazenar água doce sem muita perda pela evaporação - 
outro serviço particularmente valioso em regiões quentes, propensas à 
seca, onde essas perdas podem ser extremamente altas. 
Na África, por exemplo, em média, um terço da água extraída de 
reservatórios todo ano perde-se pela evaporação. 
Os pântanos, habitats importantes para as aves, peixes e outras formas 
de vida silvestre, nutrem-se, normalmente, de água subterrânea, onde 
o lençol freático aflora à superfície em ritmo constante. 
Onde há muita exaustão de água subterrânea, o resultado é, 
frequentemente, leitos secos de rios e pântanos ressecados. 
Portanto, os aquíferos podem cumprir as seguintes funções (UNESCO: 
1978): 
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 103 
 
-Função de produção: corresponde à sua função mais tradicional de 
produção de água para o consumo humano, industrial ou irrigação. 
-Função de estocagem e regularização: utilização do aquífero para 
estocar excedentes de água que ocorrem durante as enchentes dos rios, 
correspondentes à capacidade máxima das estações de tratamento 
durante os períodos de demanda baixa, ou referentes ao reuso de 
efluentes domésticos e/ ou industriais. 
 
-Função de filtro: corresponde à utilização da capacidade filtrante e de 
depuração bio-geoquímica do maciço natural permeável. Para isso, são 
implantados poços a distâncias adequadas de rios perenes, lagoas, lagos 
ou reservatórios, para extrair água naturalmente clarificada e 
purificada, reduzindo substancialmente os custos dos processos 
convencionais de tratamento. 
 
-Função ambiental: a hidrogeologia evoluiu de enfoque naturalista 
tradicional (década de 40) para hidráulico quantitativo até a década de 
60. A partir daí, desenvolveu-se a hidroquímica, em razão da utilização 
intensa de insumos químicos nas áreas urbanas, indústrias e nas 
actividades agrícolas. Na década de 80 surgiu a necessidade de uma 
abordagem multidisciplinar integrada na hidrogeologia ambiental. - 
Função transporte: o aquífero é utilizado como um sistema de 
transporte de água entre zonas de recarga artificial ou natural e áreas 
de extracção excessiva. 
 
-Função estratégica: a água contida em um aquífero foi acumulada 
durante muitos anos ou até séculos e é uma reserva estratégica para 
épocas de pouca ou nenhuma chuva. 
O gerenciamento integrado das águas superficiais e subterrâneas de 
áreas metropolitanas, inclusive mediante práticas de recarga artificial 
com excedentes da capacidade das estações de tratamento, os quais 
ocorrem durante os períodos de menor consumo, com infiltração de 
águas pluviais e esgotos tratados, originam grandes volumes hídricos. 
Esses poderão ser bombeados para 
atender o consumo essencial nos picos sazonais de demanda, nos 
períodos de escassez relativa e em situações de emergência resultantes 
de acidentes naturais, como avalanches, enchentes e outros tipos de 
acidentes que reduzem a capacidade do sistema básico de água da 
metrópole em questão. 
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 104 
 
- Função energética: utilização de água subterrânea aqueci da pelo 
gradiente geotermal como fonte de energia eléctrica ou termal. 
- Função mantenedora: mantém o fluxo de base dos rios. 
2.5. Impactos Ambientais sobre os Aquíferos 
O manancial subterrâneo acha-se relativamente melhor protegido dos 
agentes de contaminação que afectam rapidamente a qualidade das 
águas dos rios, na medida em que ocorre sob uma zona não saturada 
(aquífero livre), ou está protegido por uma camada relativamente 
pouco permeável (aquífero confinado). ABAS destaca alguns dos 
impactos ambientais nos seguintes termos: 
- Contaminação: a vulnerabilidade de um aquífero refere-se ao seu grau 
de protecção natural às possíveis ameaças de contaminação potencial, 
e depende das características litológicas e hidrogeológicas dos estratos 
que o separam da fonte de contaminação (geralmente superficial), e 
dos gradientes hidráulicos que determinam os fluxos e o transporte das 
substâncias contaminantes através dos sucessivos estratos e dentro do 
aquífero. 
A contaminação ocorre pela ocupação inadequada de uma área que não 
considera a sua vulnerabilidade, ou seja, a capacidade do solo em 
degradar as substâncias tóxicas introduzidas no ambiente, 
principalmente na zona de recarga dos aquíferos. 
A contaminação pode se dar por fossas sépticas e negras; infiltração de 
efluentes industriais; fugas da rede de esgoto e galerias de águas 
pluviais; vazamentos de postos de serviços; por aterros sanitários e 
lixões; uso indevido de fertilizantes nitrogenados; depósitos de lixo 
próximos dos poços mal construídos ou abandonados. Entretanto, a 
mais perigosa, é a contaminação provoca da por produtos químicos, 
que acarretam danos muitas vezes irreversíveis, causando enormes 
prejuízos, à medida que impossibilita o uso das águas subterrâneas em 
grandes áreas. 
Além da exaustão do aquífero, a superexplotação pode provocar: 
-Indução de água contaminada causada pelo deslocamento da pluma 
de poluição para locais do aquífero; 
 
-Subsidência de solos, definida como "movimento para baixo ou 
afundamento do solo causado pela perda de suporte subjacente", 
provocando uma compactação diferenciada do terreno que leva ao 
colapso das construções civis; 
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-Avanço da cunha salina definida como o avanço da água do mar em 
subsuperfície sobre a água doce, salinizando o aquífero, em áreas 
litorâneas. Sem dúvida, a maioria dos aquíferos costeiros são 
susceptíveis à intrusão salina, que geralmente resulta da 
sobreexplotação em poços muito próximos do mar. 
Algumas das cidades que tiveram problemas de salinização de seus 
poços são, entre outras: Lima (Peru); Santa Marta (Colombia); Coro 
(Venezuela); 
Rio Grande e Natal (Brasil) e Mar deI Plata (Argentina). No caso de 
Buenos Aires-La Plata, o problema de salinização se deve ao conteúdo 
de sais de uma formação costeira. 
O crescimento desordenado do número de poços tem provocado 
significativos rebaixamentos do nível de água e problemas de intrusão 
salina em Boa Viagem. 
O desenvolvimento de poderosas bombas eléctricas e a diesel permitiu 
a capacidade de extrair água dos aquíferos com maior rapidez do que é 
substituída pela chuva, sem considerar, ainda, que os aquíferos têm 
diferentes taxas de recarga, alguns com recuperação mais lenta que 
outros. 
Calcula-se que a extracção anual dos aquíferos é de 160 bilhões de 
metros cúbicos (160 trilhões de litros) no mundo. 
Em quase todos os continentes, muitos dos principais aquíferos estão 
sendo exauridos com uma rapidez maior do que sua taxa natural de 
recarga. A mais severa exaustão de água subterrânea ocorre na Índia, 
China, Estados Unidos, Norte da África e Oriente Médio, causando um 
déficit hídrico mundial de cerca de 200 bilhões de metros cúbicos por 
ano (SAMPAT,2001). 
Existem diversos exemplos no mundo de esgotamento de aquíferos por 
superexplotação para uso em irrigação. O esgotamento das águas 
subterrâneas já provocou o afundamento dos solos situados sobre os 
aquíferos na cidade do México e na Califórnia, Estados Unidos, assim 
como em outros países. 
No Brasil, como não há legislação específica que discipline o uso das 
águas subterrâneas e coíba a abertura de novos poços, essa franquia de 
ordem legal tem contribuído para problemasde superexplotação 
(BROWN, 2003). 
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Outro fator que está provocando o comprometimento da qualidade e 
disponibilidade hídrica dos aquíferos reside na ocupação inadequada de 
suas áreas de recarga. 
Nos Estados Unidos, segundo um estudo da BBC Mundo (2003), 
verificou-se que o maior aquífero desse país, o Ogallala, está 
empobrecendo a uma taxa de 12 bilhões de m3 ao ano. 
A redução total chega a uns 325 bilhões de m3, um volume que iguala o 
fluxo anual dos 18 rios do estado do Colorado. O Ogallala se estende do 
Texas a Dakota do Sul e suas águas alimentam um quinto das terras 
irrigadas dos Estados Unidos. 
A utilização de poços, fontes e vertentes deve ter a orientação de um 
profissional habilitado nessa área, de modo que o seu uso não 
comprometa o uso futuro desses recursos (seja por uma possível 
contaminação ou a exploração de uma vazão superior à admissível), e 
nem exponha a saúde da população abastecida a possíveis doenças de 
origem ou veiculação hídrica, devido à utilização de mananciais 
inadequados ou contaminados. 
Em suma, a compatibilização do uso dessa importante alternativa 
estratégica de abastecimento com as leis naturais que governam a sua 
ocorrência e reposição, além de proteger as áreas de recarga de 
possíveis contaminações poderá garantir a sua preservação e uso 
potencial pelas gerações futuras (SILVA, 2003). Além disso, conhecer a 
disponibilidade dos sistemas aquíferos e a qualidade de suas águas é 
primordial ao estabelecimento de política de gestão das águas 
subterrâneas. 
 
Sumário 
Esta unidade tratou de aquíferos, em que foi feita a classificação de 
aquíferos usando vários critérios. Igualmente foram apresentadas as 
funções dos aquíferos. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. Existe aquífero em que a sua porosidade é quase sempre 
homogeneamente distribuída, permitindo que a água flua para 
qualquer direcção. Essa propriedade é conhecida como: 
a) poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
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 107 
 
2. O tipo de aquífero formado por rochas ígneas, metamórficas ou 
cristalinas, duras e maciças, onde a circulação da água se faz nas 
fracturas, fendas e falhas, abertas devido ao movimento tectónico, 
chama se: 
a) poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
3. O aquífero formado por rochas sedimentares consolidadas, 
sedimentos inconsolidados ou solos arenosos, onde a circulação da 
água se faz nos poros formados entre os grãos de areia, silte e argila de 
granulação variada, chama se 
a) poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
4. O aquífero formado em rochas calcáreas ou carbonáticas, onde a 
circulação da água se faz nas fracturas e outras descontinuidades 
(diáclases) que resultaram da dissolução do carbonato pela água, 
denomina se por: 
a) Poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
5. A formação geológica do subsolo, constituída por rochas permeáveis, 
que armazena água em seus poros ou fracturas, chama se 
a) Aquífero livre; b) Aquífero confinado; c) aquífero semi-confinado; d) 
Aquífero 
6. O aquífero constituído por uma formação geológica permeável e 
superficial, totalmente aflorante em toda a sua extensão, e limitado na 
base por uma camada impermeável, chama se: 
a) Aquífero livre; b) Aquífero confinado; c) aquífero semi-confinado; d) 
Aquífero 
7. O aquífero constituído por uma formação geológica permeável, 
confinada entre duas camadas impermeáveis ou semipermeáveis, 
chama se: 
a) Aquífero livre; b) Aquífero confinado; c) aquífero semi-confinado; d) 
Aquífero 
8. O aquífero que se encontra limitado na base, no topo, ou em ambos, 
por camadas cuja permeabilidade é menor do que a do aquífero em si, 
é: 
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 108 
 
a) Aquífero livre; b) Aquífero confinado; c) aquífero semi-confinado; d) 
Aquífero 
9.A zona por onde as águas emergem do sistema, alimentandos rios e 
jorrando com pressão por poços artesianos, chama se 
a) Zona de recarga directa; b) Zona de recarga indirecta; c) Zona de 
descarga; d) nenhuma das anteriores 
10.As zonas por onde o reabastecimento do aquífero se dá a partir da 
drenagem (filtração vertical) superficial das águas e do fluxo 
subterrâneo indirecto, ao longo do pacote confinante sobrejacente, nas 
áreas onde a carga potenciométrica favorece os fluxos descendentes, 
chama se: 
a) Zona de recarga directa; b) Zona de recarga indirecta; c) Zona de 
descarga; d) nenhuma das anteriore 
Respostas: 1d); 2b); 3a); 4c); 5d);6 a); 7b); 8c); 9c); 10b. 
 
Exercícios 
1. O que entende por aquífero? 
2. Classifique os aquíferos quanto a porosidade? 
3. Diferencie o aquífero poroso do aquífero fracturado? 
4. Qual é a função dos aquíferos? 
5. Que impactos pode provocar a superexplotação dos aquíferos 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO DO TEMA V 
1. Existe aquífero em que a sua porosidade é quase sempre 
homogeneamente distribuída, permitindo que a água flua para 
qualquer direcção. Essa propriedade é conhecida como 
a) Poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
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 109 
 
2. O tipo de aquífero formado por rochas ígneas, metamórficas ou 
cristalinas, duras e maciças, onde a circulação da água se faz nas 
fracturas, fendas e falhas, abertas devido ao movimento tectónico, 
chama se`: 
a) Poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
3. O aquífero formado por rochas sedimentares consolidadas, 
sedimentos inconsolidados ou solos arenosos, onde a circulação da 
água se faz nos poros formados entre os grãos de areia, silte e argila de 
granulação variada, chama se 
a) Poroso; b) fracturado; c) cárstico; d) isotropia 
4.Após a precipitação, parte das águas que atinge o solo se infiltra e 
percola no interior do subsolo, durante períodos de tempo 
extremamente variáveis, decorrentes de seguintes factores: 
a) Porosidade do subsolo, ventos, inclinação do terreno e tipo de chuva 
b) Porosidade do subsolo, cobertura vegetal, inclinação do terreno e 
ventos 
c) Ventos, cobertura vegetal, inclinação do terreno e tipo de chuva 
d) Porosidade do subsolo, cobertura vegetal, inclinação do terreno e 
tipo de chuva 
5. A presença de argila no solo 
a) Diminui permeabilidade do solo, não permitindo grande infiltração 
da água 
b) Diminui permeabilidade do solo, permitindo grande infiltração da 
água 
c) Aumenta permeabilidade do solo, não permitindo grande infiltração 
da água 
d) Não influencia na infiltração da água 
 
Respostas: 1d); 2b); 3a); 4d); 5a) 
 
 
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 110 
 
 
 
 
TEMA VI: GLACIARES 
 
UNIDADE Temática 6.1. Glaciares, sua formação, crescimento e destruição 
 
Introdução 
 
Caro estudante, este tema irá tratar da hidrografia dos glaciares. Serão 
abordados assuntos como a formação dos glaciares, seu crescimento e 
sua destruição 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 ▪ Conhecer a origem dos glaciares 
Objectivos ▪ Conhecer o processo de formação e destruição dos glaciares 
específicos 
 
Desenvolvimento 
Glaciares 
O que é o gelo? Para um geólogo, um bloco de gelo é uma rocha, uma 
massa de grãos cristalinos do mineral gelo. 
Tal como a maioria das rochas, o gelo é duro, mas é muito menos denso 
do que a maioria das rochas. Partilha a sua origem com a das rochas 
ígneas (arrefecimento e cristalizaçãode um fluido). Como as rochas 
sedimentares, o gelo é depositado em camadas à superfície da Terra e 
pode atingir grandes espessuras. Tal como as rochas metamórficas, o 
gelo transforma-se por recristalização sob pressão. 
O gelo dos glaciares forma-se por afundimento e metamorfismo do 
“sedimento” neve. A rocha é formada à medida que os flocos de neve 
espaçados – cada um é um cristal singular do mineral gelo – sofrem 
diagénese e recristalizam numa massa sólida. 
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 111 
 
A característica incomum do gelo enquanto mineral é a sua 
temperatura de fusão extremamente baixa, centenas de graus abaixo 
das temperaturas às quais a maioria dos minerais se liquefaz. 
Uma massa de gelo, tal como qualquer outra massa de rocha ou de solo 
à superfície da Terra, pode deslocar-se vertente abaixo. 
Os glaciares são massas de gelo em terra firme que apresentam provas 
de movimento actual ou antigo. Dividimos os glaciares com base no 
tamanho e na forma em dois tipos básicos: os glaciares de vale ou 
alpinos e os glaciares continentais ou inlandsis. 
Muitos esquiadores e alpinistas estão familiarizados com os glaciares de 
vale, também chamados de glaciares alpinos. Estes rios de gelo formam-
se nas partes mais altas das cordilheiras montanhosas onde a neve se 
acumula, geralmente em vales pré-existentes, fluindo ao longo dos 
mesmos. 
 
A maioria destes glaciares ocupa a largura total do vale e pode afundar 
a sua base rochosa sob centenas de metros de gelo. Em climas mais 
quentes, de latitudes mais baixas, os glaciares de vale podem ser 
encontrados apenas nos topos dos picos das montanhas mais altas. 
Nos climas mais frios, das altas latitudes, os glaciares de vale podem 
descer muitos quilómetros ao longo do comprimento total do vale; em 
alguns locais, eles podem estender-se como largas línguas nas terras 
baixas que rodeiam as frentes montanhosas. 
Quando o glaciar de vale flui por cordilheiras costeiras, ele pode acabar 
no oceano, onde se desprendem massas de gelo que formam os 
icebergs (ou icebergues, utilizando uma expressão 
“aportuguesada”). 
Um glaciar continental é muito maior do que um glaciar de vale e é 
constituído por um manto de gelo extremamente lento, daí também o 
seu outro nome de inlandsis. Os maiores inlandsis actualmente são os 
que cobrem grande parte da Gronelândia e da Antárctida. 
O gelo glaciar da Gronelândia e da Antárctida não se encontra confinado 
aos vales de montanha mas cobre praticamente toda a sua superfície 
sólida. 
Na Gronelândia, 2,8 milhões de quilómetros cúbicos de gelo cobrem 
cerca de 80% da área total de 4,5 milhões de quilómetros quadrados da 
ilha. 
A superfície superior do inlandsis faz lembrar uma lente convexa 
extremamente grande. No seu ponto mais alto, no meio da ilha, o gelo 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 112 
 
atinge espessuras superiores a 3200 metros. A partir desta área central, 
a superfície do gelo inclina para o mar de todos os lados. 
Na costa montanhosa, o glaciar divide-se em línguas glaciárias estreitas, 
fazendo lembrar glaciares de vale que circulam através das montanhas, 
chegando ao mar, quebrando-se e formando icebergues. 
 
Maior ainda é o inlandsis antárctico. O gelo cobre cerca de 90% da 
Antárctida, cobrindo uma área de cerca de 12,5 milhões de quilómetros 
quadrados e atingindo profundidades médias de 3000 metros, estando 
o seu ponto mais elevado situado a uma cota superior a 4000 metros. 
Na Antárctida, tal como na Gronelândia, o gelo forma um domo no 
centro e inclina para todos os lados para o mar. Em alguns locais flutuam 
mantos de gelo mais finos sobre o oceano, encontrando-se ligados ao 
glaciar principal, em terra. 
As calotas polares são massas de gelo formadas nos pólos Norte e Sul 
da Terra. A maior parte da calota polar árctica formou-se nas águas 
oceânicas e não é, geralmente, referida como um glaciar. 
Quase toda a calota polar antárctica repousa sobre terra firme, o 
continente da Antárctida, e é considerada como um glaciar 
continental. (Assine e Vasely :1996) 
 Figura1: Glaciar 
 
Fonte: Húo (2009) 
 
Formação, crescimento e destruição dos glaciares 
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 113 
 
Um glaciar forma-se quando existe abundante precipitação de neve 
durante o Inverno e esta não se derrete no Verão. A neve é 
gradualmente convertida em gelo e, quando o gelo se torna 
suficientemente espesso, começa a fluir. São, assim necessárias duas 
condições essenciais: temperaturas baixas e quantidades adequadas de 
neve. 
Para que os glaciares se formem, as temperaturas devem ser 
suficientemente baixas para manter a neve durante todo o ano. Estas 
condições são encontradas nas altas latitudes (regiões polares e 
subpolares) e nas elevadas altitudes (montanhas). As altas latitudes são 
frias devido à obliquidade da incidência dos raios solares, que 
dispersam, deste modo, a energia por uma superfície maior. 
As elevadas altitudes são frias porque os primeiros 10 quilómetros da 
atmosfera arrefecem constantemente à medida que a distância ao solo 
aumenta. Como resultado, a altura da linha de neve – a altitude a partir 
da qual as neves são eternas – varia. 
Mesmo nos climas mais quentes, os glaciares formam-se se as 
montanhas forem suficientemente altas. Perto da linha equatorial, os 
glaciares só se formam em montanhas com altitudes superiores a 5500 
metros. Esta altitude mínima decresce de modo contínuo em direcção 
aos pólos, onde a neve e o gelo são permanentes até ao nível do mar. 
 
A formação de neve e de glaciares requer tanto humidade como frio: 
humidade sob a forma de neve e frio para impedir que esta descongele. 
Assim, na Antárctida, por exemplo, a pluviosidade é extremamente 
baixa mas como a temperatura também o é, qualquer neve que caia é 
aproveitada, contribuindo para a enorme acumulação de gelo que se 
verifica neste continente 
Uma queda de neve recente é constituída por uma massa fofa de flocos 
de neve soltos. À medida que os cristais pequenos, delicados e soltos 
envelhecem no solo, eles encolhem tornando-se grãos equigranulares. 
Durante esta transformação, a massa de flocos de neve é compactada, 
formando uma neve densa e granulosa. 
Com o advento de novos nevões, a neve anterior é soterrada e 
compactada pelo superior, formando uma forma de neve mais 
compacta, o nevado. 
O enterramento e compactação posteriores formam o gelo glaciário 
quando os pequenos grãos recristalizam e cimentam. 
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 114 
 
O processo é mais simples se pensarmos na neve como um sedimento 
que é transformado, por afundimento, numa rocha metamórfica 
denominada gelo. 
A quantidade de neve adicionada a um glaciar anualmente corresponde 
à sua acumulação. Quando o gelo glaciário acumula, ele aprisiona e 
preserva valiosas relíquias do passado da Terra, como seres humanos e 
mamutes lanosos congelados e inclusões fluídas de líquidos e gases ou 
poeiras. (Assine e Vasely:1996) 
Quando o gelo se acumula até atingir uma espessura suficiente para que 
o movimento se inicie, a formação do glaciar está completa. 
O gelo, tal como a água, flui ao longo do declive de uma vertente sob 
acção da gravidade. Em qualquer dos casos, um glaciar acaba por entrar 
em altitudes mais baixas, onde as temperaturas são mais elevadas. 
A quantidade total de gelo que um glaciar perde anualmente 
corresponde à sua ablação. Existem quatro mecanismos responsáveis 
pela ablação de um glaciar (Assine e Vasely: 1996): 
• Degelo (quandoum glaciar se começa a derreter perde 
material); 
• Desprendimento de icebergues (quebram-se peças de gelo e 
formam-se icebergues quando um glaciar desce até à linha de 
costa); 
• Sublimação (nos climas frios, o gelo pode passar directamente 
do estado sólido para o estado gasoso); 
• Erosão eólica (ventos fortes podem erodir o gelo primariamente 
por degelo e sublimação). 
A diminuição dos glaciares resulta do aquecimento e degelo da frente 
glaciária. Portanto, apesar de um glaciar se estar a mover vertente 
abaixo, a sua frente pode estar a retirar. 
A diferença entre a acumulação e a ablação dá-nos o crescimento ou a 
diminuição de um glaciar. 
Quando a ablação e a acumulação se anulam, o glaciar está em 
equilíbrio mantendo o seu tamanho. Se a acumulação for maior que a 
ablação, o glaciar está a crescer; se a ablação for maior que a 
acumulação, o glaciar está a diminuir. Estes equilíbrios ou balanços 
glaciários podem modificar-se com o tempo. 
 
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 115 
 
Movimento e velocidade de um glaciar 
Quando o gelo se acumula a uma espessura suficiente para se começar 
a movimentar, forma-se um glaciar. 
À medida que o glaciar se move, o gelo deforma-se e flui lentamente 
vertente abaixo com o mesmo tipo de escoamento laminar (movimento 
ordenado das partículas, sem que haja mistura entre elas ou 
cruzamento entre as linhas de fluxo; é o oposto do escoamento 
turbulento) dos cursos de água lentos e estreitos. 
Ao contrário, porém, dos cursos de água, o fluxo de um glaciar é 
extremamente lento, de tal modo que o gelo parece permanecer no 
mesmo local de dia para dia. 
A velocidade dos glaciares aumenta se o declive da encosta ou se a 
espessura do gelo aumentarem. Mesmo em terras baixas, os glaciares 
continuam a mover-se se tiverem espessura suficiente. Mas que 
mecanismos permitem ao gelo deslocar-se? 
Os glaciares fluem, primariamente, por dois mecanismos: fluxo plástico 
e deslizamento basal. No fluxo plástico, o gelo deforma-se e desliza 
internamente a uma escala microscópica. No deslizamento basal, o gelo 
desliza ao longo da base do glaciar, tal como um tijolo a deslizar por um 
plano inclinado. 
Sob a grande pressão que existe dentro de um glaciar, os cristais 
individuais de gelo deslizam pequenas distâncias, na ordem de um 
décimo – milionésimo de milímetro, durante um curto intervalo de 
tempo. Este movimento é conhecido por fluxo plástico porque é 
semelhante à deformação plástica de uma rocha profundamente 
enterrada. 
O total de todos os pequenos movimentos do enorme número de 
cristais de gelo que compõem um glaciar provoca um grande 
movimento resultante, numa direcção, de toda a massa de gelo. 
À medida que os cristais de gelo se desenvolvem sob uma tensão 
crescente profundamente enterrados num glaciar, os seus 
deslizamentos microscópicos tornam-se paralelos, aumentando, deste 
modo, a velocidade de deslocação do glaciar. 
O movimento plástico predomina nas regiões mais geladas, onde o gelo 
espalhado pelo glaciar se encontra bastante abaixo do ponto de 
congelação, incluindo a base do glaciar. 
O gelo basal está gelado e aferrado ao chão, pelo que a maior parte do 
movimento se faz acima da base por deformação plástica. (Assine e 
Vasely: 1996) 
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 116 
 
Um outro mecanismo de movimento dos glaciares é o deslizamento 
basal, ou seja, o deslizamento de um glaciar ao longo da sua base. 
A quantidade e tipo de deslizamento basal varia, dependendo da 
temperatura entre o gelo e o solo em relação ao ponto de fusão do gelo. 
Na base do glaciar, o gelo encontra-se sob uma tremenda pressão 
devido ao peso do gelo sobrejacente. Uma vez que o ponto de fusão do 
gelo decresce com o aumento da pressão, o gelo na base do glaciar pode 
fundir-se, criando um filme lubrificante sob a forma de água de degelo. 
A água de degelo pode formar-se mesmo a temperaturas inferiores ao 
ponto de congelação da água à superfície. O mesmo efeito torna a 
patinagem no gelo possível. O degelo na base do glaciar forma um filme 
lubrificante de água sobre o qual o glaciar desliza. 
 
A temperatura do degelo na base de um glaciar depende parcialmente 
da temperatura da superfície do gelo e parcialmente do fluxo de calor 
proveniente do solo por baixo. 
Nas regiões moderadamente frias, a temperatura do ar à superfície não 
é demasiado baixa e o fluxo de calor do solo é maior que o normal. 
Dadas estas condições, a temperatura na base do glaciar pode ser 
suficientemente alta para que ocorra algum degelo. 
As áreas moderadamente frias são típicas dos vales ocupados 
inteiramente por glaciares nas regiões temperadas. Nestas áreas, o gelo 
pode atingir o ponto de fusão não só no fundo como também em locais 
mais altos, particularmente, perto da superfície se o ar não for gélido. 
O fluxo plástico pouco contribui para o deslocamento, mas contribui 
para o aquecimento interno gerado pela fricção causada pelos 
deslocamentos microscópicos dos cristais. 
Nos glaciares “húmidos” – em contraposição com os glaciares “secos”, 
onde o deslizamento plástico é predominante – encontram-se 
pequenas gotas de água entre os cristais e como poças em túneis de 
gelo. A água espalhada no interior do glaciar facilita o deslizamento 
interno entre camadas de gelo. 
As partes superiores dos glaciares possuem pouca pressão sobre elas. A 
estas baixas pressões, o gelo comporta-se como um sólido rígido e 
quebradiço, fracturando-se à medida que é arrastado pelo fluxo plástico 
do gelo subjacente. Estas fendas transversais à corrente de gelo, 
denominadas crevasses, quebram a superfície do gelo em muitos blocos 
pequenos e grandes – chamados séracs – em locais onde a deformação 
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 117 
 
do glaciar é maior, como nos verrous – desnivelamentos pronunciados 
do relevo do fundo do vale – nas paredes e nas curvas do vale. 
O movimento da superfície de gelo quebrado nestes locais é um “fluxo” 
resultante do deslizamento entre os blocos irregulares, tal como 
acontece com os cristais individuais de gelo mas numa escala muito 
maior. 
A maioria dos glaciares de vale move-se a uma velocidade que varia com 
a profundidade do gelo e com a posição do glaciar em relação às 
paredes do vale. Estes glaciares movem-se parcialmente por 
deslizamento basal e parcialmente por fluxo plástico dentro do corpo 
de gelo. Intensas forças friccionais na base do glaciar e nos lados onde 
contacta com a parede sólida do vale inibem o movimento do gelo. 
 Louis Agassiz mediu velocidades da ordem dos 75 m/ano (0,0024 
mm/s, aproximadamente) num glaciar de vale. Para isso, usou um 
método que consistia em cravar estacas numa linha recta 
transversalmente ao glaciar (figura 3.70). 
O deslocamento do glaciar faria deslocar as estacas e Agassiz verificou 
que as estacas que estavam cravadas no meio da corrente glaciária se 
moviam mais depressa que as que se encontravam próximo das 
vertentes do vale. De igual modo, no interior do glaciar, a máxima 
velocidade é atingida pouco abaixo da superfície, tal como nos cursos 
de água. 
Partes do glaciar da Antárctida Oeste fluem rapidamente em correntes 
de gelo com uma largura de 25-80 Km e uma extensão de 300-500 Km. 
Estas correntes atingem velocidades de 0.3 m/dia (cerca de 0.0035 
mm/s) a 2.3 m/dia (cerca de 0.0266 mm/s). 
Sondagens revelam que a base da corrente de gelo se encontra no 
ponto de fusão e que a água do degelo está misturada com sedimentos 
brandos. Uma teoria corrente é a de que o movimento rápido da 
corrente de gelo está relacionado com a deformação do sedimentobasal sobressaturado. 
Correntes de gelo semelhantes podem formar-se durante um 
aquecimento climático, levando à quebra do gelo e a um rápido degelo. 
As correntes de gelo contribuíram para a regressão dos glaciares e para 
a instabilidade dos inlandsis da Antárctida Oeste. 
 
Uma vaga, um período súbito de movimento rápido de um glaciar de 
vale, ocorre, por vezes, após um longo período de relativa imobilidade. 
As vagas podem durar mais de dois ou três anos e, durante esse tempo, 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 118 
 
o gelo pode acelerar mais de 6 Km por ano (cerca de 0.1903 mm/s), mil 
vezes mais que a velocidade normal de um glaciar. 
Apesar de o mecanismo das vagas não ser completamente percebido, 
parece que elas se seguem a uma acumulação de pressão da água de 
degelo nos túneis situados na ou perto da base. Esta água pressurizada 
desenvolve grandemente o deslizamento basal. 
Os inlandsis nos climas polares, onde o deslizamento basal pode ser 
reduzido ou mesmo ausente, apresentam as maiores velocidades no 
centro do gelo. A pressão aí é muito elevada e as únicas forças de atrito 
encontram-se entre as camadas de gelo que se movem a diferentes 
velocidades segundo um fluxo laminar. Perto da superfície, onde a 
pressão é menor, o gelo move-se mais lentamente. (Assine e Vasely: 
1996) 
 
Acção geológica dos glaciares 
Só podemos ver as formas deixadas pelos glaciares quando estes se 
retiram. Pelas suas formas típicas podemos inferir que, em tempos idos, 
os glaciares estiveram num dado local. A capacidade dos glaciares para 
erodirem rocha sólida é espantosa. 
Um glaciar de vale com apenas alguma centena de metros de largura 
pode dilacerar e esmagar milhões de toneladas de rocha por ano. 
O gelo glaciário erode está pesada carga de sedimentos do fundo 
rochoso e das paredes do vale, transportando-o no seu seio para a 
frente glaciária, onde se deposita quando o gelo se derrete. Estimativas 
do tamanho destes depósitos demonstram que o gelo é um agente 
erosivo ainda mais eficaz que a água ou o vento. 
Na sua base e flancos, um glaciar engolfa blocos fracturados e 
diaclasados e arrasta-os contra o pavimento rochoso adjacente. Este 
arrastamento fragmenta a rocha numa grande variedade de tamanhos, 
desde blocos grandes como casas a materiais das dimensões das argilas 
e das siltes, chamados farinha glaciária. Liberto do gelo na frente 
glaciária, este material finamente pulverizado seco e transforma-se em 
poeiras. 
O vento pode soprar estas poeiras a grandes distâncias, depositandoas 
como loess, que é tão comum nos períodos glaciários. 
À medida que um glaciar arrasta rochas ao longo da sua base, estas 
arranham e sulcam o pavimento à medida que são arrastados contra os 
mesmos. Esta abrasão provoca estrias e sulcos e são uma forte 
evidência de movimento glaciário. 
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 119 
 
A sua orientação mostra-nos a direcção do movimento do gelo, um 
factor extremamente importante no estudo dos glaciares continentais, 
uma vez que estes carecem de um vale óbvio. 
 Cartografando as estrias deixadas sobre vastas áreas antigamente 
cobertas por inlandsis, podemos reconstruir o seu padrão de fluxo, com 
importantes implicações na reconstrução de antigas linhas de costa e 
da paleoecologia das regiões. 
Pequenas colinas de rocha, denominadas rochas aborregadas, assim 
nomeadas pela sua semelhança com o dorso de um carneiro, são 
polidas pelo gelo no seu lado menos inclinado e quebradas no seu lado 
mais inclinado, criando uma superfície abrupta e rugosa. Estes declives 
contrastantes também indicam a direcção do movimento do gelo. 
Um vale glaciário escava uma série de formas de erosão à medida que 
flui da sua origem para a sua parte mais baixa. Na cabeceira do vale 
glaciário, a acção destruidora do gelo tende a escavar um anfiteatro oco 
chamado circo glaciário, pela sua forma mais ou menos circular, como 
um cone invertido. 
Aquando do degelo, estes circos podem ficar cheios de água, formando 
lagos de circo ou tarns. Um rimage é um espaço vazio deixado entre a 
massa de gelo e a parede rochosa do circo e é formado quando o 
enorme peso do glaciar arranca o gelo da parede rochosa. 
Com a continuação da erosão, os circos de picos adjacentes podem 
coalescer, criando cristas agudas denominadas arestas ou arêtes, no 
francês, e picos piramidais ou horns ao longo da linha divisória. 
À medida que um glaciar de vale se movimenta para jusante a partir do 
seu circo, ele escava um vale ou aprofunda um vale fluvial já existente, 
criando um característico vale em U ou vale glaciário. 
Os fundos dos vales glaciários são planos e as suas paredes abruptas, ao 
contrário dos vales em V ou vales encaixados típicos dos rios de 
montanha. 
Os glaciares e os rios não diferem apenas na forma dos vales que criam, 
mas também na maneira pela qual se lhe juntam os seus tributários. 
Apesar de a superfície do gelo constituir o nível de base no ponto de 
junção ao glaciar, o fundo do tributário pode encontrar-se a uma cota 
superior à do fundo do vale glaciário principal. 
Quando se dá a ablação dos glaciares, o vale tributário é deixado como 
um vale suspenso, cujo fundo se encontra a grande altitude acima do 
fundo do vale principal. Depois da desaparição do gelo e da ocupação 
dos vales por rios, a junção é tipicamente marcada por uma queda de 
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 120 
 
água quando o rio no vale suspenso mergulha pelo desfiladeiro abrupto 
que o separa do vale principal adjacente. 
Ao contrário dos rios, os glaciares de vale que se encontram junto às 
linhas de costa podem erodir abaixo do nível do mar. Quando o gelo se 
retira, estes vales em U são inundados pela água do mar, sendo estes 
braços de mar denominados de fiordes. 
 
Os glaciares transportam rochas erodidas de todos os tamanhos e tipos 
para jusante, depositando-as, eventualmente, quando e onde o gelo se 
derreter. 
O gelo é um transportador eficiente de detritos uma vez que o material 
que recolhe não se afunda, como acontece à carga transportada por um 
rio. Tal como a água e o vento, o gelo tem uma competência e uma 
capacidade. 
A competência do gelo é extremamente alta, assim como a sua 
capacidade. Quando o gelo glaciário se derrete deposita uma carga mal 
calibrada e heterogénea de blocos, calhaus, areias e argilas. 
O que diferencia os sedimentos glaciários dos sedimentos fluviais e 
eólicos é a sua grande variedade de tamanhos. 
Os sedimentos fluviais são bem calibrados e os sedimentos eólicos têm 
uma calibragem excelente. Para os primeiros geólogos, que não tinham 
em atenção as suas origens glaciárias, o material heterométrico era 
desconcertante. 
Denominaram-no de deriva (drift) porque aparentava ter derivado, de 
algum modo, de outras áreas. O termo deriva é, actualmente, utilizado 
para nomear todo e qualquer material de origem glaciária encontrado 
em qualquer parte do Mundo, seja em terra ou no oceano. 
Alguma deriva é depositada directamente pelo gelo em ablação. Este 
sedimento não estratificado e mal calibrado é conhecido por terreno 
errático ou till e a rocha daí formada é denominada de tilito. O terreno 
errático pode conter fragmentos de todos os tamanhos – argilas, areias, 
calhaus e blocos. 
Os grandes blocos (alguns do tamanho de uma casa) frequentemente 
contidos no till são chamados de blocos erráticos devido à sua 
composição aparentemente aleatória, totalmente diferente da 
composição das rochas autóctones. Outra característica dos 
sedimentos glaciários é, portanto, constituírem depósitos alóctones. 
Outros depósitos de derivasão largados quando o gelo se derrete e 
liberta sedimentos. 
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 121 
 
Cursos de água provenientes da água do degelo podem fluir em túneis 
dentro e por baixo do gelo e em correntes na frente glaciária. Estes 
cursos de água podem recolher, transportar e depositar algum do 
material transportado pelo gelo. 
Tal como qualquer outro sedimento depositado pela água, este material 
encontra-se estratificado e bem calibrado, podendo apresentar 
estratificação cruzada. 
A deriva que foi recolhida e modificada, calibrada e distribuída por 
correntes de água do degelo é denominada de acarreio estratificado 
(outwash), que pode ser levado pelo vento e depositar-se como loess. 
Uma acumulação de material rochoso, arenoso e argiloso transportado 
pelo gelo ou depositado como terreno errático é denominada de 
moreia. Existem muitos tipos de moreia, cada uma nomeada de acordo 
com a sua posição em relação ao glaciar que as formou. Uma das mais 
proeminentes pelo seu tamanho e aparência é a moreia final, por vezes 
também chamad de moreia frontal, formada na frente glaciária. 
À medida que o gelo flui constantemente para jusante, ele transporta 
mais e mais material para a sua frente glaciária, onde o material mal 
calibrado se deposita em cristas de till pouco maiores que uma colina. 
As moreias terminais são moreias finais que marcam o maior avanço de 
um glaciar e são o melhor indicador para sabermos a extensão de um 
antigo glaciar de vale ou continental. 
Como já sabemos, um glaciar erode rochas e materiais não consolidados 
das vertentes de seu vale, adquirindo material adicional proveniente de 
movimentos de massa quando o glaciar recorta o suporte da vertente 
sobrejacente. 
Os materiais erodidos são incorporados no gelo como uma faixa de 
sedimentos escuros onde o glaciar roça e se movimenta ao longo das 
vertentes do vale. Estas faixas constituem as moreias laterais. As 
moreias laterais de glaciares adjacentes juntam-se formando uma 
moreia média ou mediana no meio do fluxo maior abaixo da junção. 
As moreias lateral e mediana, tal como as moreias finais, são deixadas 
para trás como pequenas cristas de till depois do recuo de um glaciar. 
Uma moreia de fundo é uma camada de deriva glaciária depositada 
debaixo do gelo. 
As moreias de fundo variam em espessura, podendo ser finas e com 
pequenos afloramentos rochosos do fundo ou suficientemente 
espessas para encobrir quaisquer afloramentos existentes. Seja qual for 
a forma e a localização, todos os tipos de moreias são compostos por 
till. 
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 122 
 
Alguns terrenos de inlandsis apresentam formações denominadas 
drumlins, colinas alongadas, de forma elíptica e vertentes convexas 
constituída por till, contendo, por vezes, um núcleo de rocha in situ. 
As dimensões são muito variáveis, podendo constituir apenas um 
pequeno montículo ou uma colina com cerca de 1600 metros de 
comprimento e 25 a 50 metros de altura. O seu eixo maior é sempre 
paralelo à direcção de escoamento do lençol de gelo. 
Geralmente encontrados em grupos, os drumlins são moldados como 
colheres invertidas, com a vertente menos inclinada apontando na 
direcção da frente glaciária, embora também se encontre o oposto. 
Ainda não está bem compreendida a origem dos drumlins. 
Uma hipótese aventa que os drumlins se formam debaixo dos glaciares 
que se encontram nas regiões temperadas e que têm água na sua base. 
Estes glaciares movimentam-se sobre uma mistura plástica de 
sedimentos subglaciários e água. As estrias curvas e serpentantes na 
rocha revelam os complexos padrões de fluxo de misturas semelhantes. 
A hipótese propõe que esta massa plástica é sujeita a um aumento da 
pressão quando encontra um afloramento ou outro obstáculo, 
perdendo, então, água e solidificando, formando uma massa estriada 
por linhas de água. 
Uma hipótese alternativa propõe que os drumlins são formados por 
erosão pelo gelo de uma acumulação anterior de terreno errático. 
Os depósitos de acarreio (outwash) provenientes das águas do degelo 
do glaciar podem assumir uma variedade de formas. Os kames são 
depósitos cónicos de areia e cascalho que se formam no local onde 
ressurge a água de circulação subterrânea sob o gelo de um glaciar. 
O depósito pode apresentar a forma de uma elevação de topo 
arredondado ou em crista e atingir algumas dezenas de metros de altura 
e ultrapassar 200 metros de comprimento. Esta forma de acumulação é 
sinónimo de recuo dos glaciares e, consequentemente, data do último 
período mais frio do Quaternário. 
Alguns kames são deltas construídos em lagos existentes perto da 
frente glaciária. Quando o lago seca, estes deltas são preservados como 
colinas de topo aplanado. Os kames são, muitas vezes explorados como 
fontes comerciais de areia e cascalho. 
As siltes e argilas podem ser depositadas num lago que se tenha 
formado perto da frente glaciária, formando uma série de camadas 
alternadas de material fino e grosseiro, chamadas varvas ou varvitos. 
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 123 
 
Uma varva é constituída por um par de camadas formadas durante um 
ano através do congelamento sazonal da superfície do lago. 
No Verão, quando o lago está livre de gelo, silte grosseira é depositada 
quando abundante água do degelo flui do glaciar para o lago. No 
Inverno, quando a superfície do lago está congelada, a água por baixo 
está estagnada e as argilas mais finas assentam, formando uma camada 
de material fino sobre a camada grosseira de Verão. 
Alguns lagos formados por inlandsis eram enormes, compreendendo 
muitos milhares de quilómetros quadrados de extensão. As barreiras de 
till que criaram estes lagos eram, por vezes, quebradas e transportadas 
posteriormente, fazendo com que os lagos drenassem rapidamente e 
originasse, assim, grandes inundações. 
Os eskers são outra forma deposicional proveniente da água do degelo. 
Estas cristas longas, estreitas e serpenteantes de areia e argila são 
encontradas no seio de moreias de fundo. 
Eles percorrem quilómetros numa direcção mais ou menos paralela à 
direcção do movimento do gelo. 
O carácter bem callibrado dos materiais dos eskers, característico dos 
sedimentos depositados pela água, e o curso sinuoso, parecido com um 
túnel, da crista sugere uma origem aquática. 
Os eskers foram depositados por correntes de água do degelo fluindo 
em túneis ao longo do fundo de um glaciar em ablação. Os próprios 
túneis foram abertos pela infiltração da água pelas crevasses e fendas 
no gelo. 
Os terrenos glaciários estão pontuados por chaleiras (kettles), buracos 
ou depressões não drenadas, geralmente de vertentes abruptas, 
podendo estar ocupadas por poças ou lagos. 
Os glaciares modernos, que podem deixar para trás blocos isolados 
imensos de gelo na zona de acarreio à medida que recuam, fornecem a 
pista para explicar a origem das geleiras. 
Um bloco de gelo com o diâmetro de um quilómetro pode demorar 
trinta anos ou mais a derreter. Durante esse tempo, o bloco de gelo 
pode ficar parcialmente enterrado pela areia e cascalho do acarreio, 
transportadas por cursos de água do degelo, geralmente 
anastomosados e passando em volta do bloco de gelo. 
Quando o bloco finalmente se derrete, a margem do glaciar já se deve 
ter retirado para tão longe daquela região que pouco acarreio atinge a 
área. A areia e o cascalho que anteriormente rodeavam o bloco de gelo 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 124 
 
rodeiam agora uma depressão. Se o fundo dachaleira estiver abaixo do 
nível freático, forma-se um lago. 
O solo encontra-se permanentemente gelado nas regiões muito frias, 
onde a temperatura de Verão nunca sobe o suficiente para derreter 
mais que uma fina camada superficial de gelo. 
O solo permanentemente gelado, ou permafrost, cobre, actualmente, 
cerca de 25% de toda a área emersa do planeta. Para além do solo 
propriamente dito, o permafrost inclui ainda agregados de cristais, 
cunhas e massas irregulares de gelo. 
A proporção gelo/solo, tal como a espessura do permafrost, varia de 
região para região. 
O solo abaixo da camada de permafrost permanece descongelado e é 
aquecido pelo calor interno da Terra, sendo um material difícil de 
trabalhar, uma vez que o permafrost se derrete quando é escavado, 
fazendo com que a água se acumule na depressão e provoque reptação, 
solifluxão, deslizamento e escorregamento (slump). 
Para além das regiões polares, o permafrost também está presente em 
áreas de altas montanhas, tal como o planalto tibetano. (Assine e 
Vasely: 1996) 
Glaciações 
Pelo estudo das marcas glaciares em rochas antigas, parece que as 
glaciações terão ocorrido intermitentemente ao longo de um período 
calculado em cerca de 930 Ma. 
Glaciação é um termo geral usado para designar todos os processos e 
resultados ligados ao período de tempo durante o qual se verifica a 
cobertura ou ocupação de uma área por um lençol de gelo ou glaciar. 
 Diversas teorias têm sido avançadas na tentativa de explicar este 
fenómeno: diminuições periódicas na intensidade do calor do Sol, 
poeiras vulcânicas que impedem a passagem dos raios solares, um 
decréscimo do conteúdo de dióxido de carbono na atmosfera – o que 
acelera a perda de calor para o espaço exterior – e oscilações dos 
parâmetros orbitais da Terra, nomeadamente, a sua excentricidade, a 
sua inclinação e a sua precessão. 
 
Um dos factores responsáveis pelo arrefecimento sucessivo que se fez 
sentir a partir do final do Mesozóico no hemisfério Sul é a 
movimentação das placas litosféricas que levou à abertura de 
passagens para as águas oceânicas e à obstrução de outras, 
modificando, assim, toda a dinâmica das correntes oceânicas. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 125 
 
Há 50 Ma, a Austrália moveu-se para Norte, abrindo uma passagem às 
correntes frias do Sul. Nas camadas atmosféricas produziu-se, então, a 
Corrente Circumpolar Antárctica (CCA), que actuou como barreira às 
correntes quentes vindas de baixas latitudes. Foi então que o gelo se 
começou a acumular sobre o continente antárctico. 
 
Durante o Paleocénico e o Eocénico, as correntes equatoriais 
circundavam o globo, passando entre os dois continentes americanos, 
entre a índia e a Europa e entre a Austrália e a Indochina. 
O clima teria sido quente nesta altura mas as condições climáticas no 
hemisfério Sul continuaram a deteriorar-se, pois a CCA era ainda 
efectiva. A abertura da Passagem de Drake favoreceu esta corrente e a 
calote gelada prosseguiu o seu desenvolvimento no pólo Sul. 
No final do Eocénico fez-se sentir um rápido arrefecimento, reflectindo, 
possivelmente, o feedback positivo do mecanismo do albedo 
(reflectividade) à medida que se deu o crescimento da calote polar 
antárctica. 
No início do Oligocénico, a Índia e a Eurásia colidiram, inibindo a 
passagem das correntes equatoriais. A passagem entre a Antárctida e a 
Austrália foi aberta, reforçando a grande CCA. 
No final do Miocénico, ocorreu novo arrefecimento acentuado 
coincidente com uma regressão e, provavelmente, com o fecho do 
Estreito de Gibraltar, que isolou de tal modo a bacia mediterrânea que 
este mar secou. Este episódio é conhecido como a “crise salina do 
Messiniano”, durante a qual enormes massas salinas foram precipitadas 
no Mediterrâneo e a salinidade do oceano global decaiu 6%. 
Depois de um interlúdio quente no início do Pliocénico, o clima agravou-
se novamente e, sobre o Árctico, começou também a acumular-se gelo. 
O motivo pelo qual a calote gelada do pólo norte iniciou a sua 
construção muito depois da calote do pólo Sul permanece 
desconhecido. Durante os últimos 1,67 Ma – 1,64 Ma, ou seja, durante 
o Quaternário, parte da superfície da Terra já esteve profundamente 
congelada nove vezes. 
Durante a época glaciária mais recente, o manto de gelo cobriu a 
Antárctida, a Patagónia e a parte meridional dos Andes, o Cáucaso e os 
Himalaias e vastas regiões setentrionais da Europa e América do Norte. 
 O manto de gelo que cobriu o Mar do Norte e a Grã-Bretanha até à 
linha dos subúrbios a Norte de Londres recuou há cerca de 0,01 Ma. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 126 
 
 Actualmente, os restos desta última glaciação são os inlandsis da 
Antárctida e da Gronelândia; os resultados visíveis que provam esta 
glaciação são os vales escavados pelo gelo (em Portugal, o vale do 
Zêzere, a montante de Manteigas) e litorais mais elevados por os 
continentes terem subido depois de aliviados do peso do gelo (num 
processo chamado isostasia), para além de todas as formas de 
modelado glaciar nas regiões mais setentrionais. 
Dado que as vastas massas de gelo continham enormes quantidades de 
água (uma acumulação de gelo com 400 000 Km3 corresponde a uma 
descida do nível do mar de cerca de um metro), o nível médio do mar 
situava-se a cerca de 135 metros abaixo do actual (do que resulta um 
volume de gelo de cerca de 70 milhões de Km3, quase três vezes mais 
do que o volume de gelo actual). 
Assim, o que agora são plataformas continentais eram, então, terra seca 
e muitas ilhas ao largo da costa, incluindo a Grã-Bretanha, faziam parte 
de massas de terra adjacentes e a Rússia e a América do Norte estavam 
ligadas no local em que agora se situa o Estreito de Bering. Nesses 
tempos, o nível do mar, mais baixo, permitia o movimento de animais 
entre as massas de terra. 
Se esta foi a última glaciação da Terra não se sabe, mas é quase certo 
que vivemos apenas num período interglaciário (o período quente entre 
dois períodos glaciários), um dos muitos da história da Terra e dentro 
de 11 000, 23 000, 47 000 ou, mesmo, 100 000 anos o gelo voltará. 
Mas um planeta mais quente seria igualmente desastroso, pois as 
calotas polares fundir-se-iam, o nível do mar elevar-se-ia cerca de 60 
metros e muitas cidades, como Nova Iorque, Rio de Janeiro, Londres ou 
Lisboa, ficariam submersas. 
 
De acordo com Penck e Bruckner, as grandes glaciações que atingiram 
a região alpina foram cinco: Donau, Günz, Mindel, Riss e Würm, de 
acordo com os terraços fluviais por eles estudados nos Alpes do Norte. 
Esta classificação está, no entanto, em desuso pois não se verifica 
coincidência entre as glaciações e os terraços estudados, pois foi 
totalmente ignorada a tectónica. (Húo: 2009). 
 
Sumário 
 
Nesta unidade temática foram tratados assuntos relacionados a 
hidrografia dos glaciares. Ao longo da unidade foram apresentados os 
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 127 
 
processos de formação dos glaciares, sua destruição e seus 
movimentos. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.Para a formação dos glaciares são necessárias seguintes condições: 
a) temperaturas baixas e quantidades adequadas de neve; 
b) solos não permeáveis e quantidades adequadas de neve; 
c)temperaturas baixas e solos não permeáveis; 
d) solos permeáveis, temperaturas baixas. 
 
2. Os glaciares formam se normalmente: 
a) Em regiões de alta latitude e em elevadas altitudes; 
b) Em regiões de baixa latitude e em elevadas altitudes; 
c) Em regiões de alta latitude e baixas altitudes; 
d) Em regiões de baixa latitude e baixas altitudes.3. A formação dos glaciares é comum na: 
a) África; b) Ásia; c) Antárctida; d) América 
 
4. Existem quatro mecanismos responsáveis pela ablação de um glaciar 
que são: 
a) Degelo; desprendimento de icebergues; sublimação; erosão fluvial 
b) Degelo; desprendimento de icebergues; sublimação; evaporação 
c) Evaporação; desprendimento de icebergues; sublimação; erosão 
eólica; 
d) Degelo; desprendimento de icebergues; sublimação; erosão eólica; 
5. Quando um glaciar desce até à linha de costa quebram-se peças de 
gelo e formam-se icebergues. Isto é: 
a) Desprendimento de icebergues; b) Sublimação; c) erosão eólica; 
d)diminuição de glaciares. 
6. Nos climas frios, o gelo pode passar directamente do estado sólido 
para o estado gasoso. Esse processo chama-se: 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 128 
 
a) Desprendimento de icebergues; b) Sublimação; c) erosão eólica; 
d)diminuição de glaciares. 
7. O aquecimento e degelo da frente glaciária, provocam: 
a) neve; b) Sublimação; c) erosão eólica; d) diminuição de glaciares. 
8 Os glaciares transportam rochas erodidas de todos os tamanhos e 
tipos para jusante, depositando-as, eventualmente, 
a) quando e onde o gelo se derreter; b) em qualquer local mesmo que 
não haja derretimento de gelo; c) em lugares de intensa neve; d) em 
latitudes elevadas. 
 
9. O transportador eficiente de detritos, uma vez que o material que 
recolhe não se afunda, é: 
a) água; b) gelo; c) vento; d) chuva 
10. O termo geral usado para designar todos os processos e resultados 
ligados ao período de tempo durante o qual se verifica a cobertura ou 
ocupação de uma área por um lençol de gelo ou glaciar, é 
a) Glaciação; b) gelo; c) icebergs; d) glaciar 
 
Respostas: 1a);2a); 3c); 4d); 5a); 6b);7d); 8a);9b); 10a) 
 
Exercícios 
1. O que entende por icebergs e como que se formam? 
2. O gelo é um transportador eficiente de detritos, 
comparativamente a água e o vento? Justifique essa afirmação. 
3. O que é inlandsis? 
4. Que diferenças existem entre as calotas polares e glaciares? 
5. Quais são as principais condições necessárias para a formação 
dos glaciares? 
 
 
 
 
 
TEMA VII: HIDROGRAMA 
 
UNIDADE Temática 7.1. Hidrograma 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 129 
 
Introdução 
 
Caro estudante, nesta unidade temática falar se á das formas de um 
hidrograma, factores que influenciam a forma do hidrograma. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 
 
 ▪Identificar os factores que influenciam na forma de um hidrograma; 
Objectivos ▪ Diferenciar as formas de um hidrograma 
específicos ▪ Diferenciar os vários tipos de escoamento 
 
Desenvolvimento 
Hidrograma é a Curva de vazão registrada em uma seção registada 
numa secção de um curso de água devido a precipitação ocorrida numa 
bacia hidrográfica. Relaciona entre o escoamento e o tempo para um 
determinado evento de chuva 
A contribuição total que produz o escoamento da água na secção 
considerada é devido a: 
1. À Precipitação recolhida directamente na superfície das águas; 
2. Ao escoamento superficial; 
3. Ao escoamento subsuperficial; 
4. À contribuição do lençol de água subterrâneo. 
 
Precipitação inicial: parte da água que fica retida nas depressões, na 
vegetação; 
Escoamento superficial: ocorre após o preenchimento das depressões e 
ultrapassada a capacidade de infiltração; 
Chuva residual: volume de chuva inferior à capacidade de infiltração. 
Próximo ao fim da chuva; 
Infiltração residual: a partir da chuva residual, toda chuva que infiltra; 
Precipitação efectiva – após a parte de chuva que se perde por 
infiltração, evapotranspiração e preenchimento de depressões. O que 
resta é PE = escoamento superficial total; 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 130 
 
Terminada a precipitação o escoamento superficial prossegue, mas a 
curva de vazão vai decrescendo; 
Embora os hidrogramas tenham a mesma forma geral, eles diferem em 
detalhes que dependem dos seguintes factores (Feite: 2009): 
• Quantidade de Chuva; 
• Padrão da chuva; 
• Tempo de concentração; 
• Características físicas da bacia hidrográfica. 
Assim, o pico poderia estar em vários pontos ao longo do eixo do tempo, 
ou o pico poderia ser de várias magnitudes, ou a inclinação das partes 
ascendentes e descendentes seriam acentuadas ou moderadas. 
Figura1: escoamento superficial directo 
 
Fonte: Feite (2009) 
 
Todo o escoamento que aparece no rio é chamado de Escoamento 
Superficial 
Usualmente expresso em: unidades de vazão (m3/s; l/s, .); lâmina de 
escoamento (mm/dia, mm/mês, ...) 
As origens do Escoamento Superficial podem ser: 
1. O Escoamento Superficial Directo- ESD 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 131 
 
2. O Escoamento Básico 
3. O Escoamento Sub Superficial 
Características do Escoamento Básico 
1. Oriundo do lençol freático 
2. Escoamento laminar (lento e uniforme) 
3. Decai lentamente ao longo do tempo quando não há recarga 
Quando há recarga a vazão básica sobe lentamente para depois decair 
novamente quando a recarga cessa. 
 
 
 
 
 Figura2: Feite (2009) 
 
Formas de um hidrograma 
Factores que influenciam a forma do hidrograma (Feite: 2009) : 
Relevo (densidade de drenagem, declividade do rio e da bacia, 
capacidade de armazenamento e forma) 
• Bacias íngremes e com boa drenagem têm hidrogramas 
íngremes com pouco escoamento de base. 
• Bacias com grandes áreas de extravasamento tendem a 
regularizar o escoamento e reduzir o pico. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 132 
 
• Bacias mais circulares antecipam e têm picos de vazões maiores 
do que bacias alongadas. 
Coberturas da bacia: cobertura vegetal tende a retardar o escoamento 
e aumentar perdas por evaporação; 
Modificações artificiais no rio: reservatórios de regularização reduzem 
os picos, enquanto canalizações podem aumentar os picos; 
Distribuição, duração e intensidade da precipitação: Chuvas 
deslocando-se de jusante para montante geram hidrogramas com picos 
menores (eventualmente dois picos). 
As chuvas convectivas de grande intensidade e distribuídas numa 
pequena área, podem provocar as grandes enchentes em pequenas 
bacias. Para bacias grandes, as chuvas frontais são mais importantes. 
 Solo: Interfere na quantidade de chuva transformada em chuva 
efectiva. 
Trechos do Hidrograma 
1. Ascensão: com grande gradiente é correlacionada com a intensidade 
da precipitação. 
2.Região do pico: o hidrograma muda de inflexão, resultado do fim da 
chuva e amortecimento na bacia. 
3.Recessão: Cessa o escoamento direto, após o ponto de inflexão, 
apenas contribui o escoamento básico. 
Características do hidrograma 
(1) Tempo de concentração: Tempo de deslocamento da água do ponto 
mais distante da bacia até a secção principal. Definido também como 
o intervalo entre o fim da precipitação e o ponto de inflexão do 
hidrograma; 
(2) Tempo de retardamento: Intervalo de tempo entre os centros de 
massa do hietograma e do hidrograma; 
(3) Tempo de pico: Intervalo de tempo entre o centro de massa da 
chuva e a vazão de pico; 
(4) Tempo de ascensão: Intervalo entre o início da chuva e o pico do 
hidrograma; 
(5) Tempo de base: Duração do escoamento superficial directo; 
(6) Tempo de recessão: Intervalo entre a vazão de pico e o término 
do escoamento superficial directo. (Idem) 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo:Hidrologia 
 133 
 
Hidrograma unitário 
Muitos métodos podem ser desenvolvidos para calcular hidrogramas 
para uma determinada BH ou de drenagem e uma tempestade, mas eles 
se enquadram em duas categorias gerais (Feite: 2009): 
Hidrograma de medição directa e Hidrograma Sintético. 
Tipos de hidrograma 
Hidrograma de medição directa são usados em grandes bacias 
hidrográficas. Com mais de uma estação de medição. Estes dados são 
analisados estatisticamente visando desenvolver hidrograma geral 
aplicável a qualquer chuva prevista. 
Hidrograma Sintético são usados em pequenas bacias hidrogáficas, sem 
informações de medição de escomanento. 
Hidrograma de medição directa e hidrograma sintético são elaborados 
com o uso de um conceito chamado Hidrograma Unitário. 
Apresentado em 1932 por L.K. Sherman, é definido como um 
hidrograma resultante de uma unidade de precipitação efectiva caindo 
sobre a BH em uma unidade de tempo. 
A forma exata do gráfico depende da BH considerada, mas todos 
possuem a área abaixo da curva representa o volume total de 
escoamento. 
principais elementos do HU aparecem na figura abaixo: Os 
 Figura3: Os principais elementos do HU 
 
Fonte: Feite (2009) 
Factores usados incluem o tempo de concentração Tc e o tempo de 
retardamento da BH, L. Empiricamente temos L=0,6Tc HU feito a partir 
de múltiplas precipitações unitárias. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 134 
 
 
Figura4: HU feito a partir de múltiplas precipitações unitárias 
 
Fonte: Feite(2009) 
 
Suposições feitas no uso de hidrogramas unitários incluem: 
• Precipitação é constante durante todo o tempo unitário, 
embora varie constantemente, vamos supô-la constante; 
• Precipitação uniformemente distribuída na BH, embora varie, 
mas em bacias pequenas as variações não são extremas. Para 
BH grandes a BH deve ser dividida em sub-bacias; 
• Dois ou mais HU marcados no mesmo eixo tempo podem ser 
combinados, formando hidrograma resultante. 
 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática, tratou se de vários tipos de 
hidrogramas, os factores que influenciam nas formas de um 
hidrograma. Foi tratado igualmente o escoamento superficial 
em bacias hidrográficas. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1.Embora os hidrogramas tenham a mesma forma geral, eles diferem 
em detalhes que dependem dos seguintes factores: 
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 135 
 
a) Quantidade de chuva; padrão da chuva; características físicas da 
bacia hidrográfica; 
b) Quantidade de chuva; relevo; características físicas da bacia 
hidrográfica; 
c) Quantidade de chuva; padrão dos ventos; características físicas da 
bacia hidrográfica; relevo; 
d). Quantidade de chuva; padrão dos ventos; características físicas da 
bacia hidrográfica; 
 
2. As origens do Escoamento Superficial podem ser 
a) Escoamento superficial directo; escoamento subterrâneo; 
escoamento Sub Superficial; escoamento Básico 
b) Escoamento superficial directo; escoamento Básico; escoamento 
Subterrâneo; escoamento Sub Superficial 
c) Escoamento superficial directo; escoamento superficial indirecto; 
d) Escoamento superficial directo; escoamento Básico; escoamento 
Sub Superficial; 
 
3. Características do Escoamento Básico 
a) oriundo do lençol freático; escoamento laminar (lento e uniforme); 
decai lentamente ao longo do tempo quando não há recarga; 
b) oriundo do lençol freático; escoamento laminar rápido e 
diversificado; decai lentamente ao longo do tempo quando não há 
recarga; 
c)oriundo do lençol freático; escoamento laminar (lento e uniforme); 
decai rapidamente ao longo do tempo quando não há recarga; 
d)oriundo do lençol freático; escoamento laminar rápido e 
diversificado; decai rapidamente ao longo do tempo quando não há 
recarga. 
4. volume de chuva inferior à capacidade de infiltração. Próximo ao fim 
da chuva, é conhecido por: 
a) Precipitação inicial; 
 b) Escoamento superficial; 
c) Chuva residual; 
d) Infiltração residual; 
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 136 
 
 
5. A partir da chuva residual, toda chuva que infiltra, é: 
a) Precipitação inicial; 
b) Escoamento superficial; 
c) Chuva residual; 
d) Infiltração residual; 
 
6. A parte da água que fica retida nas depressões, na vegetação é tida 
como: 
a) Precipitação inicial; 
b) Escoamento superficial; 
c) Chuva residual; 
d) Infiltração residual. 
7. Ocorre após o preenchimento das depressões e ultrapassada a 
capacidade de infiltração. Trata-se de: 
a) Precipitação inicial; 
b) Escoamento superficial; 
c) Chuva residual; 
d) Infiltração residual 
 
8. São usados em grandes bacias hidrográficas. Com mais de uma 
estação de medição. Estes dados são analisados estatisticamente 
visando desenvolver hidrograma geral aplicável a qualquer chuva 
prevista. Trata se de 
a) Hidrogramas de medição directa; b) Hidrogramas Sintéticos; 
 c) Hidrograma de medição directa e hidrograma sintético; 
d) todas estão certas; 
 
9. São usados em pequenas bacias hidrogáficas, sem informações de 
medição de escoamento. Trata-se de: 
a) Hidrogramas de medição directa; 
b) Hidrogramas Sintéticos; 
c) Hidrograma de medição directa e hidrograma sintético; 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 137 
 
 d) todas estão erradas 
 
10. são elaborados com o uso de um conceito chamado hidrograma 
unitário. Trata se de 
a) Hidrogramas de medição directa; 
b) Hidrogramas Sintéticos; 
c) Hidrograma de medição directa e hidrograma sintético; 
d) todas estão erradas; 
 
Respostas: 1a); 2d);3a);4c); 5d);6a); 7b); 8a); 9b); 10c) 
 
Exercícios 
1. Diferencie hidrograma de medição directa do hidrograma 
sintético? 
2. Quais são as características do escoamento básico 
3. O que entende por precipitação inicial? 
4. Embora os hidrogramas tenham a mesma forma geral, eles 
diferem em detalhes que dependem de alguns factores. 
Enumere esses factores. 
5. Defina hidrograma? 
 
 
TEMA VIII: RECURSOS HÍDRICOS 
 
UNIDADE Temática 8.1: Recursos Hídricos, seus impactos e usos 
 
Introdução 
 
Nesta unidade temática, vai se tratar dos recursos hídricos. Terá como 
enfoque as formas de uso dos recursos hídricos (no passado, presente 
e futuro) bem como os impactos disso resultantes. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
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 138 
 
 
 
● Identificar as formas de uso dos recursos hídricos 
● Identificar os impactos de uso dos recursos hídricos 
Objectivos 
 Específicos 
Desenvolvimento 
 
Recursos Hídricos 
A água é essencial à vida e todos os organismos vivos no planeta Terra 
dependem da água para sua sobrevivência. 
O planeta Terra é o único planeta do sistema solar que tem água nos 
três estados (sólido, líquido e gasoso), e as mudanças de estado físico 
da água no ciclo hidrológico são fundamentais e influenciam os 
processos biogeoquímicos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. 
Somente 3% da água do planeta está disponível como água doce. 
Destes 3%, cerca de 75% estão congelados nas calotas polares, em 
estado sólido, 10% estão confinados nos aquíferos e, portanto, a 
disponibilidade dos recursos hídricos no estado líquido é de 
aproximadamente 15% destes 3%. A água, portanto, é um recurso 
extremamente reduzido. 
O suprimento de água doce de boa qualidade é essencial para o 
desenvolvimento económico, para a qualidade de vida das populaçõeshumanas e para a sustentabilidade dos ciclos no planeta. 
 
A água nutre as florestas, mantêm a produção agrícola, mantêm a 
biodiversidade nos sistemas terrestres e aquáticos. Portanto, os 
recursos hídricos superficiais e os recursos hídricos subterrâneos são 
recursos estratégicos para o homem e todas as plantas e animais. 
 
O ciclo hidrológico é o princípio unificador fundamental referente à 
água no planeta, sua disponibilidade e distribuição. 
O ciclo hidrológico opera em função da energia solar que produz 
evaporação dos oceanos e dos efeitos dos ventos, que transportam 
vapor de água acumulado para os continentes. 
A velocidade do ciclo hidrológico variou de uma era geológica a outra, 
bem como a proporção de águas doces e águas marinhas. As 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 139 
 
características do ciclo hidrológico não são homogéneas, daí a 
distribuição desigual da água no planeta. 
Há 26 países com escassez de água e pelo menos 4 países (Kuwait, 
Emirados Árabes Unidos, Ilhas Bahamas, Faixa de Gaza – território 
palestino) com extrema escassez de água (entre 10 e 66 m3/habitante) 
(Shiklomanov (1998). 
 A Tabela I mostra os balanços hídricos por continente. 
Continente Precipitação 
(Km3/ano) 
Evaporação 
(Km3/ano) 
Drenagem 
(Km3/ano) 
Europa 8,290 5,320 2,970 
Ásia 32,200 18,100 14,100 
África 22,300 17,700 4,600 
América do Norte 18,300 10,100 8,180 
América do Sul 28,400 16,200 12,200 
Austrália/Oceania 7,080 4,570 2,510 
Antártica 2,310 0 2,310 
Total 118,880 71,990 46,870 
Fonte: Shiklomanov (1998) 
 
Água – desenvolvimento económico e estimativas do uso dos recursos 
hídricos 
Sempre houve grande dependência dos recursos hídricos para o 
desenvolvimento económico. 
A água funciona como factor de desenvolvimento, pois ela é utilizada 
para inúmeros usos directamente relacionados com a economia 
(regional, nacional e internacional). 
Os usos mais comuns e frequentes dos recursos hídricos são: água para 
uso doméstico, irrigação, uso industrial e hidroelectricidade. De 1900 a 
2000, o uso total da água no planeta aumentou dez vezes (de 500 
km3/ano para aproximadamente 5.000 Km3/ano). 
Os usos múltiplos da água aceleram-se em todas as regiões, continentes 
e países. Estes usos múltiplos aumentam à medida que as actividades 
económicas se diversificam e as necessidades de água aumentam para 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 140 
 
atingir níveis de sustentação compatíveis com as pressões da sociedade 
de consumo, a produção industrial e agrícola. 
 
Figura 1 – Tendências no consumo global de água, 1900-2000 
 
Fonte: Tundisi (2008) 
A Tabela 2 mostra a retirada de água “per capita” para diferentes 
continentes por actividade (para o ano 2000). 
Região Doméstico 
m3/ano 
Industrial 
m3/ano 
Agricultura 
m3/ano 
Perdas em 
reservatórios 
m3/ano 
Europa 150 400 185 10 
União Soviética 120 500 1.310 70 
Ásia 75 150 5.585 25 
África 50 100 400 85 
América do Norte 260 2.000 1.050 110 
América do Sul 20 200 190 35 
Oceania 110 700 750 150 
 
 
Fonte: Tundisi (2008) 
 
 A Tabela 3 mostra as projecções para os usos múltiplos da água 
retiradas para usos diversos até 2015 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 141 
 
Setor 2015 
(sem reuso 
km3/ano 
industrial) 
2015 
(com reuso 
km3/ano 
industrial) 
Doméstico 890 890 
Industrial 4,100 1,145 
Agricultura 5,850 5,850 
Total 10,884 7,885 
Fonte:Tundisi (2008) 
 
A urbanização acelerada em todo o planeta produz inúmeras alterações 
no ciclo hidrológico e aumenta enormemente as demandas para 
grandes volumes de água, aumentando também os custos do 
tratamento, a necessidade de mais energia para distribuição de água e 
a pressão sobre os mananciais. 
 
À medida que aumenta o desenvolvimento económico e a renda 
percapita, aumenta a pressão sobre os recursos hídricos superficiais e 
subterrâneos. 
As estimativas e projecções sobre os usos futuros dos recursos hídricos 
variam bastante, em função de análises de tendências diversificadas, 
algumas baseadas em projecções dos usos actuais, outras em função de 
re-avaliações dos usos actuais e introdução de medidas de economia da 
água, tais como, re-uso e medidas legais para diminuir os usos e o 
consumo e evitar desperdício, ou a cobrança pelo uso da água e o 
princípio do poluidor-pagador. (Shiklomanov:1998). 
A Tabela 4 mostra algumas das estimativas dos usos da água para o 
futuro até o ano de 2025. 
Autor / ano Ano para o qual o 
cenário avaliado foi 
Uso global da 
água (Km3/ano) 
L’Vovich (uso 
 convencional, 1974) 
2.000 
 
12.270 
De Mare (1976) 2.000 5.605 
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 142 
 
Shiklomanov (1998) 2.025 4.089 
Shiklomanov (1998) 2.025 4.867 
Gleick (visão sustentável, 1997) 
2.025 
 
4.270 
Raskin et al. (com reformas 
legislativas e políticas no uso) 
(1997) 
2.050 
 
3.899 
Fonte: Tundisi (2008) 
Os impactos nos recursos hídricos 
Os impactos quantitativos nos recursos hídricos são crescentes e 
produzem grandes alterações nos estoques de águas superficiais e 
subterrâneas. 
Há casos muito evidentes de uso excessivo de recursos hídricos 
superficiais que resultaram na redução quantitativa acentuada e em 
desastres de grandes proporções. 
 Exemplos disto são os problemas referentes ao Mar de Aral, à cidade 
do México e a muitas outras regiões do planeta, especialmente regiões 
urbanas. 
 
Além dos impactos quantitativos, há muitos outros impactos na 
qualidade das águas superficiais e subterrâneas que comprometem os 
usos múltiplos e aumentam as pressões económicas regionais e locais 
sobre os recursos hídricos. Estes impactos estão descritos na Tabela 
abaixo. 
Tabela 5: Impactos das actividades humanas nos ecossistemas 
aquáticos e valores/serviços dos recursos hídricos em risco. 
 
Actividade Humana Impacto nos 
ecossistemas aquáticos 
 Valores/serviços em 
risco 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 143 
 
Construção de 
represas. 
Altera o fluxo dos rios e 
o transporte de 
nutrientes e sedimento 
e interfere na migração 
e reprodução de 
peixes. 
Altera habitats e a pesca 
comercial e esportiva. 
Altera os deltas e suas 
economias. 
Construção de 
diques e canais. 
Destrói a conexão do rio 
com as áreas 
inundáveis 
Afecta a fertilidade 
natural das várzeas e os 
controles das 
enchentes 
Alteração do canal 
natural dos rios. 
Danifica 
ecologicamente 
 os rios. 
 Modifica 
 os fluxos dos 
rios. 
Afecta os habitats e a 
pesca comercial e 
esportiva. Afecta a 
produção de 
hidroelectricidade e 
transporte. 
Drenagem de áreas 
alagadas. 
 Elimina um 
componente-chave dos 
 ecossistemas 
aquáticos. 
Perda de 
biodiversidade. Perda de 
funções naturais de 
filtragem e reciclagem 
de nutrientes. Perda de 
habitats para peixes e 
aves aquáticas. 
Desmatamento Altera padrões de 
drenagem, inibe a 
recarga natural dos 
aquíferos, aumenta a 
sedimentação. 
Altera a qualidade e a 
quantidade da água, 
pesca comercial, 
biodiversidade e 
controle de enchentes. 
Poluição não 
controlada. 
Diminui a qualidade da 
água 
Altera o suprimento de 
água. Aumenta os custos 
de tratamento. 
Altera a pesca comercial. 
Diminui a 
biodiversidade. Afecta a 
saúde humana 
UNISCED CURSO: Licenciaturaem Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 144 
 
Remoção excessiva de 
biomassa. 
Diminui os recursos 
vivos e a 
biodiversidade 
Altera a pesca comercial 
e esportiva. 
Diminui a 
biodiversidade. Altera 
os ciclos naturais dos 
organismos. 
Introdução de 
espécies exóticas. 
Elimina espécies 
nativas. Altera ciclos 
de nutrientes e ciclos 
biológicos. 
Perda de habitats e 
alteração da pesca 
comercial. Perda da 
biodiversidade natural 
e estoques genéticos. 
Poluentes do ar 
(chuva ácida) e 
metais pesados. 
Altera a composição 
química de rios e 
lagos. 
Altera a pesca 
comercial. Afecta a 
biota aquática. Afecta 
a recreação. Afecta a 
saúde humana. Afecta 
a agricultura. 
Mudanças globais no 
clima. 
Afecta drasticamente 
o volume dos 
recursos hídricos. 
Altera padrões de 
distribuição de 
precipitação e 
evaporação 
Afecta o suprimento 
de água, transporte, 
produção de energia 
eléctrica, produção 
agrícola e pesca e 
aumenta enchentes e 
fluxo de água em rios 
Crescimento da 
população e padrões 
gerais do consumo 
humano. 
Aumenta a pressão 
para construção de 
hidroeléctricas e 
aumenta a poluição 
da água e a 
acidificação de lagos 
e rios. Altera os ciclos 
hidrológicos. 
Afecta praticamente 
todas as activid 
económicas dependem 
serviços 
ecossistemas 
aquáticos. 
ades 
que 
dos 
dos 
Fonte: diversas fontes consolidadas por Tundisi (2008) 
O aumento e a diversificação dos usos múltiplos, o extenso grau de 
urbanização e o aumento populacional resultaram em uma 
multiplicidade de impactos que exigem evidentemente diferentes tipos 
de avaliação, novas tecnologias de monitoramento e avanços 
tecnológicos no tratamento e gestão das águas. 
Este último tópico tem fundamental importância no futuro dos recursos 
hídricos, pois como já descrito anteriormente, os cenários de uso 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 145 
 
aumentando e excessivo estão relacionados com uma continuidade das 
políticas no uso e gestão pouco evoluída conceitualmente e 
tecnologicamente. 
 
Os resultados de todos estes impactos são muito severos para as 
populações humanas, afectando todos os aspectos da vida diária das 
pessoas, a economia regional e nacional e a saúde humana. 
Estas consequências podem ser resumidas em: 
• Degradação da qualidade da água superficial e subterrânea. 
• Aumento das doenças de veiculação hídrica e impactos na saúde 
humana. 
• Diminuição da água disponível per-capita. 
• Aumento no custo da produção de alimentos. 
• Impedimento ao desenvolvimento industrial e agrícola e 
comprometimento dos usos múltiplos. 
• Aumento dos custos de tratamento de água. 
Além destes impactos produzidos pelas actividades humanas, deve-se 
também considerar que as mudanças globais em curso poderão afectar 
drasticamente os recursos hídricos do planeta. 
As mudanças globais, em parte resultantes da aceleração dos ciclos 
biogeoquímicos e contribuição de gases de efeito estufa para a 
atmosfera, também poderão interferir nas características do ciclo 
hidrológico, afectar a temperatura das águas superficiais de lagos, rios 
e represas, alterar a evapotranspiração e produzir impactos diversos na 
biodiversidade. 
Essas mudanças globais poderão ter efeitos na agricultura, na 
distribuição da vegetação e consequentemente poderão alterar a 
quantidade e qualidade dos recursos hídricos. 
Um dos importantes problemas relativos aos impactos dos usos 
múltiplos e a sua quantificação está na distribuição compartilhada dos 
recursos hídricos nas bacias internacionais. 
Há 19 bacias hidrográficas internacionais cujos recursos hídricos são 
compartilhados por 5 ou mais países. 
A bacia do Rio Danúbio, por exemplo, hoje é resultado dos usos por 17 
países (eram 12 em 1978). Estas bacias internacionais geram grande 
número de problemas políticos complexos, resultantes da disputa pelos 
recursos hídricos e usos múltiplos por diferentes países. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 146 
 
Conflitos internacionais com disputa pelos recursos hídricos são 
resultado de animosidades religiosas, disputas ideológicas, problemas 
fronteiriços e competição económica. 
À medida que ocorre uma percepção cada vez mais acentuada sobre os 
recursos hídricos e seu valor económico e social, mais acirrada se torna 
a disputa por recursos hídricos internacionais. 
(Shiklomanov: 1998) 
 
Tabela 6 - Número de bacias internacionais por Continente 
Continente Nações Unidas [15] Wolf et al. [16] 
África 57 60 
América do Norte e Central 33 39 
América do Sul 36 38 
Ásia 40 53 
Europa 48 71 
Total 214 261 
Fonte: Tundisi (2008) 
 
Problemas especiais referentes aos usos de recursos hídricos 
Água e produção de alimentos 
O desenvolvimento socialmente justo de todo o planeta deve promover 
a distribuição e o suprimento adequado de alimento para todos os 
habitantes do planeta. 
A avaliação adequada dos recursos hídricos necessários para duplicar a 
produção de alimentos ainda não foi feita. 
Quais as fontes principais de água disponíveis para produzirem 
alimento, por região ou continente? Ainda não há uma definição muito 
clara sobre este problema, especialmente em continentes como a 
América do Sul e África. 
 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 147 
 
Grande parte da expansão na produção de alimentos foi conseguida, 
principalmente, pelo aumento da área irrigada, especialmente na Ásia 
e particularmente na Índia. 
 
A produção agrícola depende da irrigação, da precipitação natural e da 
água produzida por aquíferos subterrâneos utilizada para irrigação. A 
utilização de água para irrigação era de 2.500 Km3 em 1999. Sem essa 
água utilizada para irrigação, a produção agrícola mundial estaria muito 
abaixo da produção actual. 
É fundamental o investimento em novas técnicas de irrigação para 
melhorar o uso da água e economizar recursos hídricos de forma 
adequada, nos diferentes continentes. 
Evidentemente, estes usos de água dependem do tipo de solo e do 
clima, do tipo de cultura e das características do ciclo hidrológico local 
ou regional. 
A água requerida para produzir dietas básicas com base em 
necessidades regionais varia de um mínimo de 640m3/pessoa/ano para 
a África sub-sahariana, até um máximo de 1.830 m3/pessoa/ano para o 
continente norte-americano. 
Na América Latina estes números são da ordem de 
1.000m3/pessoa/ano. Estes dados incluem água de irrigação e águas de 
precipitação natural. 
Os requerimentos de água para produção de várias culturas e tipos de 
alimento variam enormemente. Por exemplo, para produção de 1Kg de 
trigo são necessários 900 a 2000 Kg de água e para produção de 1Kg de 
carne bovina são necessários 15.000 a 70.000 Kg de água. 
Custos do alimento estão relacionados com os custos da irrigação e o 
volume de água utilizado na produção. (Shiklomanov: 1998) 
Água para as regiões urbanas 
O crescimento exponencial da população humana promoveu uma 
enorme demanda sobre os recursos hídricos, aumentando 
significativamente a necessidade de grandes volumes de água para 
suprir as populações urbanas adequadamente sem causar danos à 
saúde pública. 
A urbanização avançou sobre os mananciais e deteriorou as fontes de 
suprimentos superficiais e subterrâneas. 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 148 
 
Os custos do tratamento de água para produção de água potável 
atingem altos valores especialmente se os mananciais estão 
desprotegidos de florestasriparias e 
cobertura vegetal suficiente nas bacias hidrográficas e se as águas 
subterrâneas estão contaminadas. 
De grande preocupação é a toxicidade dos mananciais, o que pode 
aumentar os riscos à saúde humana e agravar problemas 
principalmente de toxicidade crônica. 
Regiões urbanas produzem grandes volumes de águas residuárias de 
origem doméstica, esgotos não tratados que degradam rios e lagos 
próximos e elevam os custos do tratamento. 
No Brasil somente 20% dos esgotos municipais são tratados, 
produzindo um vasto processo de eutrofização de rios, represas e lagos 
naturais e águas costeiras. (Idem) 
 
Água e Saúde Humana 
Existem muitas informações sobre os efeitos dos recursos hídricos 
superficiais e subterrâneos deteriorados sobre a saúde humana. 
Há diversas doenças de veiculação hídrica que são consequências de 
organismos que tem um ciclo de vida de alguma forma relacionado com 
águas estagnadas, rios, represas, estuários ou lagos. Estas doenças, em 
Continentes como América Latina, África e no Sudoeste da Ásia, matam 
mais pessoas que todas as outras doenças em conjunto. 
As doenças que atingem os seres humanos a partir da água poluída 
podem resultar de contaminação em águas não tratadas (esgotos 
domésticos) por contribuição de pessoas e animais infectados, animais 
em regiões de intensa actividade pecuária (galo, aves, suínos) ou por 
animais silvestres. 
As doenças de veiculação hídrica aumentam de intensidade e 
distribuição em regiões com alta concentração populacional, por 
exemplo, em zonas periurbanas metropolitanas, e com o aumento de 
despejos de actividades industriais, especialmente aqueles 
provenientes das indústrias de processamento da matéria orgânica 
(carne, laticínios, cana de açúcar). 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 149 
 
Factores adicionais de contaminação são os rios urbanos de pequeno 
porte, com águas contaminadas e não tratadas que podem funcionar 
como pólo de dispersão de doenças de veiculação hídrica directa ou 
indirectamente. 
A eutrofização de sistemas continentais e costeiros também é causa de 
contaminação e aumento de doenças. 
 
Inabilidade e mortes prematuras produzidas por doenças de veiculação 
hídrica têm como consequência muitas perdas económicas, efeitos de 
curto e longo prazo. 
#Valoração dos Recursos Hídricos 
Os ecossistemas apresentam funções que podem ser qualificadas de 
“serviços” e benefícios à população humana e a outras espécies. 
Por exemplo, a produção de alimentos, a reciclagem de nitrogénio e 
fósforo pelos ecossistemas aquáticos, a produção de alimento e o 
suprimento de água para abastecimento público, podem ser 
considerados “serviços” proporcionados pelos recursos hídricos. Esta 
valorização pode ser feita em função do “capital natural” que pode ser 
a biodiversidade ou funcionamento de uma área alagada como 
promotor do saneamento. 
Os estoques de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos podem 
ser considerados um capital que é crítico ao funcionamento do planeta, 
contribuindo para o bem-estar e a melhor qualidade de vida da 
população. 
O conjunto de serviços proporcionados pelos recursos hídricos é de 
aproximadamente U$ 1700 x109 por ano (para uma área de 200x106 
hectares de rios e lagos). 
 
Esta valoração está ainda nos estágios iniciais, uma vez que a dimensão 
completa de todos os “serviços” é difícil e complexa e há enormes 
diferenças regionais e locais nesses valores. 
 
Valores recreacionais, estéticos e custos do tratamento natural variam 
bastante. Esforços precisam ser definidos para avaliações locais, de 
diferentes ecossistemas aquáticos, de águas superficiais e recursos 
hídricos subterrâneos. 
Entretanto, esta valoração é fundamental para definir inclusive os custos 
 de preservação e da recuperação e como compreensão para 
UNISCED CURSO: Licenciatura em Ensino de Geografia; 1° Ano Módulo: Hidrologia 
 150 
 
antecipar impactos. É fundamental avaliar os custos dos impactos sobre 
o capital natural e os “serviços” proporcionados por este capital. 
(Shiklomanov: 1998) 
O futuro dos recursos hídricos 
Recursos Hídricos representam um estoque de recursos fundamental 
para a manutenção da vida no planeta Terra e também para o 
funcionamento dos ciclos e funções naturais. 
 Recursos Hídricos beneficiam directa ou indirectamente a população 
humana, principalmente se levarmos em conta os vários benefícios 
promovidos para o bem-estar da população humana e para a 
sobrevivência de organismos. 
Uma nova ética é necessária para enfrentar a escassez de recursos 
hídricos no futuro e para tratar este recurso como um componente 
fundamental dos ciclos do planeta Terra. 
Além desta nova ética que compreende uma visão mais ampla do 
recurso, que inclui valores estéticos e culturais, é necessário um 
conjunto de alterações conceituais na gestão, como a descentralização 
da gestão, implantando os comités de bacias hidrográficas, 
desenvolvendo mecanismos de integração institucional e ampliando a 
capacidade preditiva do sistema. 
A gestão ambiental e especialmente a gestão dos recursos hídricos no 
século 20 foi dirigida essencialmente para uma acção sectorial (pesca, 
hidroelectricidade, navegação), em nível local (rio, lago, represa, água 
subterrânea) e de resposta a crises. 
No século 21 esta gestão deverá sofrer uma transição para uma gestão 
integrada (usos múltiplos), em nível de ecossistema (bacia hidrográfica) 
e preditiva (ou seja, capacidade de antecipação de problemas, desastres 
e impactos). 
Isto implica também em avanços tecnológicos essenciais: 
monitoramento avançado em tempo real, treinamento de gerentes de 
recursos hídricos com visão integrada e integradora, capacidade de 
análise ecológica e modelagem matemática e construção de cenários 
adequados com avaliação de tendências, impactos e análises de risco. 
 Acima de tudo, o futuro dos recursos hídricos depende de uma 
integração entre o conhecimento (diagnóstico, banco de dados, sistemas 
de informação) ou seja, dados biogeofísicos e a sócia economia regional, 
incluindo-se as tendências e a construção de cenários. 
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Para evitar desperdícios, economizar água, melhorar os custos do 
tratamento e desenvolver arcabouços legais e institucionais é 
necessário considerar o conjunto de recursos hídricos – águas 
continentais superficiais, águas subterrâneas, águas costeiras e sua 
sustentabilidade no espaço e tempo incluindo valores estéticos, 
segurança colectiva, oportunidades culturais, segurança ambiental, 
oportunidades recreacionais, oportunidades educacionais, liberdade e 
segurança individual. (Shiklomanov: 1998) 
 
 
Sumário 
Nesta unidade temática, tratou se dos recursos hídricos. Abordou se das 
formas de uso dos recursos hídricos (no passado, presente e futuro) 
tanto como os impactos desses usos. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1.A urbanização acelerada em todo o planeta produz inúmeras 
alterações no ciclo hidrológico 
a) Diminuiu enormemente as demandas para grandes volumes de água, 
aumentando os custos do tratamento 
b) Diminuiu enormemente as demandas para grandes volumes de água, 
diminuindo também os custos do tratamento 
Aumentou enormemente as demandas para grandes volumes de água, 
diminuindo os custos do tratamento 
c)Aumentou enormemente as demandas para grandes volumes de 
água, aumentando também os custos do tratamento; 
2. À medida que aumenta o desenvolvimento económico e a renda 
percapita 
a) a pressão sobre os recursos hídricos superficiais e subterrâneos 
mantem constante 
b) Diminui a pressão sobre os recursos hídricos superficiais e aumentasobre os recursos subterrâneos 
c)Diminui a pressão sobre os recursos hídricos superficiais e 
subterrâneos 
d)Aumenta a pressão sobre os recursos hídricos superficiais e 
subterrâneos; 
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3. Construção de diques e canais é uma actividade humana que provoca 
seguinte impacto nos ecossistemas aquáticos: 
a) Destrói a conexão do rio com as áreas inundáveis 
b) Danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos dos rios. 
c) Diminui a qualidade da água; 
d) Elimina espécies nativas. Altera ciclos de nutrientes e ciclos 
biológicos; 
4. Introdução de espécies exóticas provoca seguinte impacto nos 
ecossistemas aquáticos 
a) Destrói a conexão do rio com as áreas inundáveis 
b) Danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos dos rios. 
c) Diminui a qualidade da água 
d) Elimina espécies nativas. Altera ciclos de nutrientes e ciclos biológicos 
 
5. Poluição não controlada provoca seguinte impacto nos ecossistemas 
aquáticos 
a) Destrói a conexão do rio com as áreas inundáveis 
b) Danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos dos rios. 
c) Diminui a qualidade da água 
d) Elimina espécies nativas. Altera ciclos de nutrientes e ciclos biológicos 
6. Alteração do canal natural dos rios provoca seguinte impacto nos 
ecossistemas aquáticos 
a) Destrói a conexão do rio com as áreas inundáveis 
b) Danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos dos rios. 
c) Diminui a qualidade da água 
d) Elimina espécies nativas. Altera ciclos de nutrientes e ciclos biológicos 
7. Construção de diques e canais provoca seguinte impacto nos 
ecossistemas aquáticos 
a) Destrói a conexão do rio com as áreas inundáveis 
b) Danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos dos rios. 
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c) Diminui a qualidade da água 
d) Elimina espécies nativas. Altera ciclos de nutrientes e ciclos biológicos 
8. Um dos importantes problemas relativos aos impactos dos usos 
múltiplos e a sua quantificação está na distribuição compartilhada dos 
recursos hídricos nas bacias internacionais. A bacia do Rio Danúbio, por 
exemplo, hoje é compartilhado por 
a) 17 Países; b)10 países; c) países; d) 40 países 
9. Mudanças globais no clima 
a) Afectam drasticamente o volume dos recursos hídricos. Alteram 
padrões de distribuição de precipitação e evaporação 
b) Não afectam o volume dos recursos hídricos e nem alteram padrões 
de distribuição de precipitação e evaporação; 
c) Aumenta a pressão para construção de hidroeléctricas e aumenta a 
poluição da água e a acidificação de lagos e rios. 
d) Todas estão certas 
 
10. Crescimento da população e padrões gerais do consumo humano 
a) Afectam drasticamente o volume dos recursos hídricos. Alteram 
padrões de distribuição de precipitação e evaporação 
b) Não afectam o volume dos recursos hídricos e nem alteram padrões 
de distribuição de precipitação e evaporação 
c) Aumentam a pressão para construção de hidroeléctricas e aumenta 
a poluição da água e a acidificação de lagos e rios. 
d) Todas estão certas 
 
Respostas: 1d);2d);3a);4d);5c);6b);7a);8a); 9a); 10c) 
 
Exercícios 
1.As características do ciclo hidrológico não são homogéneas. Concorda 
com afirmação? Justifica a sua opção? 
2. Que alteração trouxe a urbanização acelerada para ciclo hidrológico? 
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3. Existem bacias hidrográficas internacionais. Qual é o perigo de 
estarmos a compartilhar as águas da mesma bacia? 
4. Deia exemplo de bacia internacional e mencione os países 
atravessados por mesma? 
5. O que entende por recursos hídricos 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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subterrâneas. Brasil. Disponível em: Http://www.abas.org/educacao.php. Acesso 
em 20 de Novembro de 2015. 
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CARVALHO, Daniel Fonseca e SILVA, Leonardo Duarte Batista. 
Hidrologia.Brasil.2006 
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2015 Escola Britânica. Lagos. Brasil. 2015 
Escola Britânica. Oceano Pacífico. 2015 
FARIA, Caroline. Ciclo Hidrológico. Brasil. 2006 
FARIA, Caroline. Oceanos.2015 
FEITE, Rodrigo F. Junqueira. Hidrologia Urbana. 2009 
HÚO, Edson Feniche José. Módulo de Hidrogeografia. UCM.2009 
HÚO, Edson Feniche José. Módulo de Hidrogeografia.UCM.2009 HÚO, Edson 
Feniche José. Módulo de Hidrogeografia.UCM.2009 
LAGEM, Creuza Santos. Geografia e Hidrografia geral do Brasil.1ª Ed. 1996 
LUCAS, Adriano. Maiores Lagos do Mundo. Portugal. 2014 
MAURO, Leonel. Meio ambiente, poluição, Ecologia. 2014 
NETO, Baptista e ANTÓNIO, João. Meio ambiente, poluição, Biologia 
Marinha. 2014 
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PIVELI, Roque Passos. Características físicas das águas: cor, turbidez, sólidos, 
temperatura, sabor e odor. Brazil. 2004. 
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SHIKLOMANOV, I. A. “Assessment of water resources and water availability 
in the world”, Report for the Comprehensive Assessment of the Freshwater 
Resources of the World, United Nations. Data archive on CD-ROM from the 
State Hydrological Institute, St. Petersburg, Russia (1998). 
TUNDISI, José Galizia. Recursos Hídricos. Instituto Internacional de Ecologia. 
São Paulo. (2008).

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