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귻귾근귽귿글긁긂긃긄긅긆 Teoria Geral do Processo 
 
 
4. Princípios Constitucionais do Processo 
 
 Conforme ensina Humberto Theodoro Júnior (2019, p. 41), “no estudo de qualquer ramo 
do direito, é muito importante pesquisar os seus princípios, visto serem eles o caminho para 
alcançar o estado de coisas ideal visado na aplicação do conjunto de normas analisado”. 
 
LINDB (BRASIL, 1942) 
“Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a 
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”. 
 
 
4.1. Tutela constitucional do processo 
 
 Cassio Scarpinela ensina que os “princípios constitucionais do direito processual civil 
se ocupam especificamente com a conformação do próprio processo, assim entendido o método 
de exercício da função jurisdicional. São eles que fornecem as diretrizes mínimas, embora 
fundamentais, de como deve se dar o próprio comportamento do Estado-juiz. Eles prescrevem, 
destarte, o “modo de ser” (mais precisamente, de “dever-ser”) do processo na perspectiva 
constitucional”. 
 
 
4.2. Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional 
 
 O princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional, ou amplo acesso ao poder 
judiciário ou, acesso à Justiça encontra respaldo legal nos artigos: 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça 
a direito; 
 
CPC (BRASIL, 2015) 
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. 
 
 Segundo este princípio, a Constituição Federal (e a Legislação ordinária) garantem, 
como direito fundamental, o acesso e uma resposta oficial acerca de qualquer pretensão àquele 
que se dirige ao Judiciário em busca da tutela dos seus direitos. 
 
 Observa Humberto Theodoro Junior (2019, p.74) que, “é de se ter em conta que, no 
moderno Estado Democrático de Direito, o acesso à justiça não se resume ao direito de ser 
ouvido em juízo e de obter resposta uma resposta qualquer do órgão jurisdicional. Por acesso à 
justiça hoje se compreende o direito a uma tutela efetiva e justa para todos os interesses 
particulares agasalhados pelo ordenamento jurídico”. 
 
 
4.3. Princípio do juiz natural 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
[...] 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade 
competente; 
 
 
 Afirma Didier (2019, p.221) que “uma das garantias decorrentes da cláusula do devido 
processo legal é o direito fundamental ao juiz natural.” 
 
 Continua o autor (DIDIER JR., 2019, p.222) “trata-se de garantia fundamental não 
prevista expressamente, mas que resulta da conjugação de dois dispositivos constitucionais: o 
que proíbe juízo ou tribunal de exceção e o que determina que ninguém será processado senão 
pela autoridade competente (incisos XXXVII e LIII do art.5° CF/88). Trata-se essa garantia de 
uma conquista moderna”. 
 
 Nesse sentido, a legislação estabelece antecipadamente quem será a autoridade (juízo 
ou tribunal) competente para presidir e julgar um fato. 
 
 No tocante ao inciso XXXVII, do artigo 5.º, que estabelece que “não haverá juízo ou 
tribunal de exceção”, tal previsão acautela da possibilidade de criação de um juízo ou tribunal 
para julgar fatos já ocorridos, a fim de preservar a imparcialidade. 
 
4.4. Princípio do devido processo legal 
 
 O princípio do devido processo legal (“due processo of law”) é direito fundamental 
assegurado pela Constituição Federal: 
 
CF/88 (BRASIL, 1988) 
Art. 5º, LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido 
processo legal; 
 
 No processo civil contemporâneo, o devido processo legal conecta-se diretamente com 
a exigência de procedimento justo, contraditório efetivo e vedação de decisão surpresa, o que 
se evidencia, em especial, nos seguintes dispositivos do CPC: 
 
CPC/2015 (BRASIL, 2015) 
Art. 9º Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja 
previamente ouvida (salvas as hipóteses legais). 
 
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se 
manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
 
 O art. 8º do CPC reforça diretrizes de aplicação do ordenamento (dignidade da pessoa 
humana, proporcionalidade, razoabilidade, publicidade e eficiência), contribuindo para a leitura 
substancial do devido processo legal, sem prejuízo de que sua base normativa central permaneça 
no texto constitucional. 
 
4.5. Princípio do contraditório e da ampla defesa 
 
 O princípio do contraditório e ampla defesa estão previstos na Constituição Federal, 
art.5°, LV: 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
[...] 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em 
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos 
a ela inerentes; 
 
CPC (BRASIL, 2015) 
Art. 9º Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja 
previamente ouvida. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: 
I - à tutela provisória de urgência; 
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III ; 
III - à decisão prevista no art. 701 . 
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se 
manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
 
 
 Didier (2019, p.115) que “a ampla defesa corresponde ao aspecto ao aspecto substancial 
do princípio do contraditório”. 
 
STF - SÚMULA VINCULANTE 14 
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório 
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao 
exercício do direito de defesa. 
 
 
4.6. Princípio da inadmissibilidade de provas ilícitas 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
[...] 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
 
CPC, 2015 
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem 
como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, 
para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir 
eficazmente na convicção do juiz. 
 
 No processo civil, o CPC assegura às partes a utilização de meios probatórios legais e 
moralmente legítimos, reforçando que o sistema admite ampla atividade probatória, desde que 
compatível com o ordenamento: 
 
 Ensina Cassio Scarpinella Bueno (2018) que “o referido inciso LVI permite a distinção 
entre “provas ilícitas” e entre provas obtidas por meios ilícitos. Prova ilícita é aquela que, em 
si mesma considerada, fere o ordenamento jurídico. Assim, por exemplo, a tortura, 
expressamente proibida pelo inciso III do art. 5º da CF. Prova obtida por meios ilícitos é aquela 
que, como meio de prova, é admitida ou tolerada pelo sistema, mas cuja forma de obtenção, de 
constituição, de formação, fere o ordenamento jurídico. Bem ilustra a situação o desrespeito ao 
sigilo de correspondência ou a oitiva de conversas telefônicas não autorizada nos termos da lei 
(art. 5º, XII, da CF). 
 
 Registre-se que há debates doutrinários e jurisprudenciais sobre hipóteses excepcionais 
e critérios de ponderação (como proporcionalidade), mas trata-se de tema sensível e 
controvertido, devendo prevalecer como regra a inadmissibilidade prevista na Constituição, 
com rigoroso controle de fundamentação quando se discute qualquer mitigação. 
 
 
4.7. Princípio da presunção de inocência 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
[...] 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória; 
 
 Referido princípio aplica-se ao processo penal. 
 
 
4.8. Princípio do duplo grau de jurisdição 
 
 Conforme preceitua Humberto Theodoro Junior (THEODORO JUNIOR, 2019,p.58) 
 
“Todo ato do juiz que possa prejudicar um direito ou um interesse da parte 
deve ser recorrível, como meio de evitar ou emendar os erros e as falhas que 
são inerentes aos julgamentos humanos. 
[...] 
Não basta, porém, assegurar o direito de recurso, se outro órgão não se 
encarregasse da revisão do decisório impugnado. Assim, para completar o 
princípio da recorribilidade existe, também, o princípio da dualidade de 
instancias ou do duplo grau de jurisdição”. 
 
 Trata-se da possibilidade de revisão das decisões judiciais por um órgão do Poder 
Judiciário diverso daquele que proferiu a decisão primeva. 
 
 Continua Theodoro Junior (2019, p.61) “Dentro dessa moderna visão, o duplo grau de 
jurisdição assume dimensão ainda maior no tratamento constitucional dos princípios 
fundamentais do processo. Somente será afastável quando, por meio de outros mecanismos, for 
substituído por expedientes capazes de fazer-lhes as vezes. É o que, por exemplo, se passa com 
as causas de competência originária dos tribunais. Aqui, o julgamento coletivo, procedido por 
intermédio de votos de diversos juízes, reduz, em princípio, o risco de uma vontade solitária de 
se distanciar da boa técnica de formação do provimento jurisdicional. A par disso, sempre 
restará o remédio dos embargos de declaração para forçar o colegiado a superar as lacunas e 
deficiências do acórdão eventualmente desatento às prescrições da garantia do contraditório 
efetivo e justo”. 
 
 Deve-se ponderar, outrossim, que o princípio do duplo grau de jurisdição não obriga 
que o recurso sempre se enderece a um tribunal de segundo grau. A garantia é de que não haja 
julgamento monocrático único, de modo que, existindo um segundo, ainda que por órgão 
formado por grupo de juízes de primeiro grau, como se passa nos Juizados Especiais, cumprida 
se acha a dualidade de instancias (THEODORO JUNIOR, 2019, p.61). 
 
LEI Nº 9.099 (BRASIL, 1995) 
[...] 
Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo 
arbitral, caberá recurso para o próprio Juizado. 
§ 1º O recurso será julgado por uma turma composta por três Juízes togados, 
em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
 
 
4.9. Princípio da publicidade 
 
 Ensina Didier (2019, p.116) que, “os atos processuais hão de ser públicos. O princípio 
da publicidade gera o direito fundamental à publicidade. Trata-se de direito fundamental que 
tem, basicamente, duas funções: 
 
a) proteger as partes contra juízos arbitrários e secretos (e, nesse 
sentido, é conteúdo do devido processo legal, como instrumento a favor 
da imparcialidade e independência do órgão jurisdicional); 
b) permitir o controle da opinião pública sobre os serviços da justiça, 
principalmente sobre o exercício da atividade jurisdicional”. 
 
 
 Continua (DIDIER JR, 2019, p.116) “essas duas funções revelam que a publicidade 
processual tem duas dimensões: 
 
a) interna: publicidade para as partes, bem ampla, em razão do 
direito fundamental ao processo devido; 
 
b) externa: publicidade para os terceiros, que pode ser restringida 
em alguns casos. 
 
 
 O princípio da publicidade encontra-se presente no texto constitucional: 
 
Art.5° CF (BRASIL, 1988) 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a 
defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; 
 
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá 
sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: 
[...] 
IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar 
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou 
somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do 
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à 
informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão 
pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus 
membros; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
 
 O Código de Processo Civil (BRASIL, 2015), por sua vez, trata da matéria em diversas 
passagens, notadamente nos artigos: 
 
Art. 8º Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às 
exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da 
pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a 
legalidade, a publicidade e a eficiência. 
 
Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, 
e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. 
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a 
presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do 
Ministério Público. 
 
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de 
justiça os processos: 
I - em que o exija o interesse público ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, 
união estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta 
arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja 
comprovada perante o juízo. 
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de 
justiça e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus 
procuradores. 
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão 
do dispositivo da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes 
de divórcio ou separação. 
 
 
 É importante acrescentar que, mesmo fora do segredo de justiça, a publicidade deve ser 
compatibilizada com a proteção da intimidade e dos dados pessoais, sendo comuns medidas 
como ocultação/anonimização de documentos com dados sensíveis, restrição de acesso a peças 
específicas e outras providências proporcionais, sobretudo quando presentes informações 
protegidas (CPC, art. 189, III; e fundamentos constitucionais de intimidade). 
 
 Quanto aos negócios jurídicos processuais (CPC, art. 190), a autonomia privada 
encontra limites no controle de validade e na proteção de vulneráveis. Em regra, o segredo de 
justiça decorre de hipóteses legais e decisão judicial, não de mera convenção privada. Quando 
as partes buscam confidencialidade ampla, a arbitragem pode ser via adequada, observadas as 
restrições legais. 
 
 Didier (2019, p.117) afirma que “o art.190 do CPC autoriza a celebração de negócios 
jurídicos processuais atípicos. Não se admite, porém, o pacto de sigilo processual, um “segredo 
de justiça” de origem negocial. Caso desejem o processo sigiloso, as partes devem encaminhar-
se para a arbitragem. 
 
CPC (BRASIL, 2015) 
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é 
lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para 
ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. 
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das 
convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos 
casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que 
alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade. 
 
 
 Ainda, leciona (DIDIER JR., 2019,p.117) que “o processo arbitral pode ser sigiloso. O 
sigilo não é pressuposto do processo arbitral, mas é bem comum. O sigilo não é pressuposto do 
processo arbitral, mas é bem comum. O sigilo do processo arbitral restringe-se à publicidade 
externa. Não há problema em relação a isso: trata-se de exercício da jurisdição por órgão não 
estatal, cujo objeto envolve situaçõesjurídicas disponíveis de que são titulares pessoas capazes. 
O sigilo do processo arbitral é a concretização do direito fundamental à preservação da 
intimidade. A arbitragem que envolve entres públicos, porém, não pode ser sigilosa (art.2°, §3°, 
da Lei n.9307/1996)”. 
 
 
4.10. Princípio da fundamentação das decisões judiciais 
 
 O princípio da fundamentação trata-se do fato de que as decisões judiciais deverão 
motivadas, por isso também é conhecido como o princípio da motivação. 
 
Art.93 CF (BRASIL, 1988) 
[...] 
IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar 
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou 
somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do 
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à 
informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
 
CPC (BRASIL, 2015) 
Art. 489. São elementos essenciais da sentença: 
I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com 
a suma do pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências 
havidas no andamento do processo; 
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito; 
III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes 
lhe submeterem. 
§ 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela 
interlocutória, sentença ou acórdão, que: 
I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem 
explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; 
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo 
concreto de sua incidência no caso; 
III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; 
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em 
tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; 
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar 
seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento 
se ajusta àqueles fundamentos; 
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente 
invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em 
julgamento ou a superação do entendimento. 
§ 2º No caso de colisão entre normas, o juiz deve justificar o objeto e os 
critérios gerais da ponderação efetuada, enunciando as razões que autorizam 
a interferência na norma afastada e as premissas fáticas que fundamentam a 
conclusão. 
§ 3º A decisão judicial deve ser interpretada a partir da conjugação de todos 
os seus elementos e em conformidade com o princípio da boa-fé. 
 
 
_________________________________ 
귲귳귴귵귶귷 Referências 
 
 
BRASIL. DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 - Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro. 
(Redação dada pela Lei nº 12.376, de 2010). 
 
BRASIL. Constituição Federal. 
 
BRASIL. LEI Nº 9.099, DE 26 DE SETEMBRO DE 1995. Código de Processo Civil. 
 
BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. 
 
BRASIL. STF, sumula Vinculante 14. Disponível em: 
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante 
 
BUENO, Cassio Scarpinella. Manual de direito processual civil : volume único / Cassio Scarpinella Bueno. – 4.ed. – São Paulo: 
Saraiva Educação, 2018. 
 
DIDIER JR., Freddie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao direito procesual civil, parte geral e processo de 
conhecimento. Vol1. 21 ed. Salvador: Jus Podivm, 2019. 
 
THEODORO JUNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Vol 1. 60 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019.

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