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Introdução ao 
Estudo do 
Direito
Michele Giovana Pedro Santos
Ementa – 1º Semestre 2026
 Definição e Conceito de Direito
 Direito e Sociedade
 Direito e Poder
 O Direito e demais Ramos do Saber
 Direito Positivo, Natural e Humano
 Ordem Jurídica
 Direito e Moral
 Direito e Equidade
 Direito e Justiça
 Norma Jurídica
 Imperatividade
 Ramos do Direito
 Fontes Materiais e formais do Direito
 Constituição, Lei, Regulamento, Medida 
Provisória
 Direito Consuetudinário
Bibliografia
Básica:
 FERRAS JUNIOR, T. S. Introdução ao estudo de direito. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2010
 GUSMÃO, P. D. Introdução ao estudo do direito. 42.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010
 NUNES, L. A. R. Manual de introdução ao estudo do direito. 9.ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
Complementar:
 BETIOLI, A. B. Introdução ao direito: lições de propedêutica jurídica tridimensional. 9ed. São Paulo: Letras & Letras, 
2004
 BRASIL. Código Civil e Constituição Federal. 61ed. São Paulo: Saraiva, 2010
 DINIZ, M. H. Compêndio de introdução à ciência do direito. 21ed. São Paulo: Saraiva, 2010
 NADER, P. Introdução ao estudo do direito. 25ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005
 REALE, M. Lições preliminares de direito. 27.ed. São Paulo: Saraiva, 2005
 REVISTA JURÍDICA CONSULEX. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, Mensal
Bibliografia complementar
GARCIA, G. F. B.
Introdução ao estudo do direito: teoria geral do direito. 3.ed. rev. e atual. Rio 
de Janeiro: Forense: São Paulo: MÉTODO, 2015.
NADER, P. 
Introdução ao estudo do direito. 25ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005
Sistema de Avaliação da disciplina
Justificativa de ausência: O aluno pode informar a professora o motivo, mas
deverá protocolar o documento (atestado médico com CID) na Secretaria
Acadêmica – Prazo: 05 (cinco) dias úteis após o retorno às aulas.
Ausência em avaliação: A não participação em avaliação ou SUB não realizada no mesmo
bimestre a que se refere, a nota 0,00 (zero) será lançada no sistema.
Prova SUB: O aluno deve justificar sua ausência diretamente à professora, que agendará nova 
avaliação a ser aplicada no tempo e forma que a mesma entender viável.
Por que estudar IED?
A disciplina Introdução ao Estudo do Direito é fundamental para a 
formação jurídica porque fornece as bases conceituais que estruturam 
todo o sistema jurídico. Por meio dela, o estudante compreende o que é 
o Direito, quais são suas fontes, princípios, métodos de interpretação e sua 
função na organização da vida em sociedade. Esse conhecimento inicial 
não apenas orienta o aprendizado das disciplinas posteriores, como 
também desenvolve o raciocínio crítico e a capacidade de análise, 
essenciais para a atuação profissional responsável e ética no campo 
jurídico.
A importância da IED
O ordenamento jurídico que o legislador oferece aos profissionais do Direito carece de
sistematização ou de coerência interna e apresenta importantes omissões, ditadas algumas pelo
avanço no âmbito das ciências da natureza, como a Biologia e a Física. Cabe ao intérprete a
tarefa de cultivar a harmonia do sistema e propor o preenchimento de lacunas.
A implementação do jurista de amanhã se faz mediante muita dedicação. (...) O desejável é 
que o espírito se mantenha inquieto, movido pela curiosidade científica, pela vontade de 
conhecer a organização social e política, na qual se insere o Direito. 
Para os acadêmicos, tão importante quanto a lição dos livros é a observação dos fatos, da 
lógica da vida, pois eles também ensinam. O hábito de raciocinar é da maior relevância, pois 
nada aproveita quem apenas se limita a ler ou a ouvir.
Paulo Nader (2014)
Os diversos usos da palavra “direito”
 O meu direito deve ser preservado, protegido!
 Ele deve andar direito com suas responsabilidades.
 Não se trata de um moço direito.
 Ela é meu braço direito.
 Esse ano vou começar a estudar direito.
 Gostaria de ficar do seu lado direito.
 Adoro a disciplina “Introdução ao Estudo do Direito”
O termo direito é, portanto, palavra plurívoca, porque possui vários significados, ainda que 
entrelaçados, com sentido análogo (semelhante)
Enfoques e significados
Conotação de justiça; certo, correto, justoExpressão do que é justo
Possibilidade de agir em busca do seu direitoFaculdade 
Direito na vida em sociedadeFato social
Normas elaboradas pela sociedade ou pelo EstadoNorma
Ramo do conhecimento cientifico: Filosofia do Direito; Sociologia 
Jurídica, Ciência do Direito; História do Direito; Psicologia Jurídica.
Ciência
1. Definição de Direito
“ius” do latim clássico tem o mesmo sentido de justiça, justo, jurídico, judiciário, judicial. É a arte 
do bom e do equitativo (ars boni et aequi). 
No Direito Romano antigo, o ius era constituído de normas impostas pelos homens à sociedade e 
se contrapunha ao fas, normas de cunho religioso.
O Direito como arte procura melhorar as condições sociais ao sugerir e estabelecer regras justas 
e equitativas de conduta.
O Direito como ciência, enfeixa o estudo e a compreensão das normas postas 
pelo Estado ou pela natureza do homem. Sem se limitar a apresentar e classificar 
regras, mas tem como objeto analisar e estabelecer princípios para os fenômenos 
sociais tais como os negócios jurídicos
1. Definições de Direito
“O Direito - complexo como é, com múltiplas facetas que constituem uma das suas maiores
dificuldades e exigem dos seus cultores, mais do que qualquer outro ramo de conhecimento, uma
variedade enorme de qualidades, por vezes um tanto contraditórias – pode ser visto a muitas luzes, sob
muitos ângulos, e nomeadamente pode ser objeto de indagação filosófica, que não é mais do que a
Filosofia aplicada a este setor particular do mundo e da vida.”
Inocêncio Galvão Telles (2001, v. 1:14)
Direito é o conjunto de normas de conduta social, imposto coercitivamente pelo Estado para a 
realização da segurança, segundo critérios de justiça. 
(Nader, 2014)
Direito é o conjunto de normas imperativas que regulam a vida em sociedade, dotadas de 
coercibilidade quanto à sua observância. (GARCIA, 2015)
2. Direito e Sociedade
Sociedade é um grupo de indivíduos envolvido em interação social persistente ou um 
grande grupo social que compartilha o mesmo território espacial ou social, tipicamente sujeito à 
mesma autoridade política e expectativas culturais dominantes. As sociedades são 
caracterizadas por padrões de relacionamentos (relações sociais) entre indivíduos que 
compartilham uma cultura e instituições distintas; uma determinada sociedade pode ser descrita 
como a soma total de tais relacionamentos entre seus membros constituintes.
SOCIEDADE. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade. Acesso em: 05.01.2026
2. Direito e Sociedade
Marco Túlio Cícero sobre Direito e Sociedade:
 “Ubi societas, ibi jus.”
(Onde há sociedade, há Direito.)
Essa frase expressa a ideia de que o Direito é inseparável da vida em sociedade: sempre que 
existe convivência humana organizada, existe a necessidade de normas jurídicas para regulá-la.
Marco Túlio Cícero (Marcus Tullius Cicero, 106 a.C. – 43 a.C.) foi um dos mais importantes 
pensadores, juristas, oradores e políticos da Roma Antiga.
2. Direito e Sociedade
A interação social se apresenta sob as formas de cooperação, competição e conflito e encontra
no Direito a sua garantia, o instrumento de apoio que protege a dinâmica das ações.
(Nader, 2014)
O conflito se faz presente a partir do impasse, quando os interesses em jogo não logram uma
solução pelo diálogo e as partes recorrem à luta, moral ou física, ou buscam a mediação da
justiça. Podemos defini-lo como oposição de interesses, entre pessoas ou grupos, não
conciliados pelas normas sociais . (Nader, 2014)
2. Direito e Sociedade
Os conflitos são fenômenos naturais à sociedade (...). Quanto mais complexa a sociedade, quanto
mais se desenvolve, mais se sujeita a novas formas de conflito e o resultado é o que hoje se verifica,
como jáse afirmou, em que “o maior desafio não é o de como viver e sim o da convivência”.
O Direito está em função da vida social. A sua finalidade é favorecer o amplo relacionamento
entre as pessoas e os grupos sociais, que é uma das bases do progresso da sociedade. Ao
separar o lícito do ilícito, segundo valores de convivência que a própria sociedade elege, o
ordenamento jurídico torna possíveis os nexos de cooperação e disciplina a competição,
estabelecendo as limitações necessárias ao equilíbrio e à justiça nas relações. (Nader, 2014)
2. Direito e Sociedade
Ubi homo, ibi societas; ubi societas, ibi jus; ergo, ubi homo, ibi jus
(onde o homem, aí a sociedade; onde a sociedade, aí o Direito; logo, onde o homem, aí o 
Direito).
A sociedade sem o Direito não resistiria, seria anárquica, teria o seu fim. O Direito é a 
grande coluna que sustenta a sociedade. Criado pelo homem, para corrigir a sua 
imperfeição, o Direito representa um grande esforço para adaptar o mundo exterior 
às suas necessidades de vida.
Exercício: valendo 2,0
 Qual a relação entre Direito e Sociedade? Um sobreviveria sem o outro?
 Explique com suas palavras a frase “Ubi societas, ibi jus”. 
 Qual a importância da cultura de uma sociedade para a construção do direito?
Dicas de sites
 www.migalhas.com.br
 www.planalto.gov.br/legislação
 www.conjur.com.br/noticias
 www.senado.leg.br
Dicas para receber atualizações rápidas
Assine newsletters desses sites — muitos oferecem boletins diários ou semanais direto no seu e-mail 
(Migalhas, JOTA, ConJur, JusBrasil).
Siga perfis oficiais nas redes sociais — elas costumam destacar mudanças legislativas e decisões 
importantes.
2. Direito e Sociedade
De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6x1 ocorrerá
de forma gradual (...) A PEC foi aprovada em 10/12/25 na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) (...) Antes de ser promulgado e passar a
valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do
Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo
menos 49 senadores e 308 deputados.
(É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38
milhões de trabalhadores (CLT) beneficiados. Sem contar os 120 milhões
de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da
jornada – disse Rogério Carvalho Senador.
Redução da carga horária de 44 para 36 horas 
semanais
Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro – Decreto Lei 4.657/1942
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) é um instrumento
fundamental para o início dos estudos jurídicos, pois estabelece as regras gerais sobre a
criação, vigência, aplicação e interpretação das leis.
Ela orienta como o Direito deve ser compreendido e utilizado em todas as áreas,
permitindo ao estudante entender o funcionamento básico do ordenamento jurídico
antes de aprofundar-se em disciplinas específicas.
Decreto Lei 4.657/1942 - LINDB
 Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e 
cinco dias depois de oficialmente publicada.
 (...) § 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, 
destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a 
correr da nova publicação.
 Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a 
modifique ou revogue.
Decreto Lei 4.657/1942 - LINDB
 Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a 
conhece.
 Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a 
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.
 Art. 5o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se 
dirige e às exigências do bem comum.
3. Direito e Poder 
(...) Direito não é sinônimo de poder, mas sem dúvida emana do poder; o poder pode andar sem
o Direito, e será vontade de um ou de alguns. Mas o Direito, para se exprimir, exige algo mais, pois
ele resulta dos atos do poder, no sentido de ser a qualificação direcional destes, enquanto
praticam Justiça. (Alexy, Direito, razão, discurso: estudos para a justiça do direito, 2015, p.114).
(...) O Direito é criado pela sociedade para reger a própria vida social. (...) O Estado moderno
dispõe de um poder próprio, para a formulação do Direito – O Poder Legislativo. A este
compete a difícil e importante função de estabelecer o Direito. (Nader, 2014)
(...) As normas jurídicas possuem uma estrutura imperativo-atributiva, isto é, ao mesmo tempo em
que impõem um dever jurídico a alguém, atribuem um poder ou direito subjetivo a outrem. Daí
se dizer que a cada direito corresponde um dever. (Nader, 2014)
3. Direito e Poder 
Disponível https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hierarquia_das_normas_jur%C3%ADdicas_-_Hierarchy_of_laws.png
Ordenamento Jurídico: às normas de direito civil
de nosso país. (...) integram o ordenamento
jurídico todas as normas jurídicas legislativas,
judiciais, consuetudinárias e convencionais.
A Constituição Federal (CF) pode ser
entendida como poder constituinte
originário.
Pirâmide de Kelsen
O Direito se impõe não unicamente
porque emana de um poder soberano,
mas porque se harmoniza com os
princípios de justiça.
4. O Direito e demais ramos do saber
O Direito não opera isoladamente; ele se interconecta com outros ramos do saber — como
Filosofia, Sociologia, Economia e Psicologia — para compreender e regular as relações sociais de
forma eficaz, superando o tecnicismo. Essa interdisciplinaridade permite que a norma jurídica
responda a demandas complexas, como por exemplo: o biodireito.
Direito Público: normas que regulam o Estado quando exerce a soberania.
Direito Privado: quando a relação é entre particulares.
(...) Na era moderna, houve uma releitura. Enquanto na esfera pública há a participação do
Estado, uma relação de supremacia, isto é, domínio estatal, na esfera privada, o Estado é
ausente, sendo a relação apenas entre iguais. Por um lado, o Direito resguarda os valores
que interessam à comunidade, por outro, ampara os interesses dos particulares.
4. O Direito e demais ramos do saber
(...) Miguel Reale afirma que há dois fatores que distinguem o Direito Público do Direito Privado. O 
primeiro leva em consideração o conteúdo da norma, enquanto o segundo dá enfoque ao 
aspecto formal da relação jurídica.
Quanto ao aspecto formal, no Direito Privado a relação é de coordenação, já no Direito Público 
a relação é de subordinação.
(Artigo: A origem da dicotomia entre Direito Público e Direito Privado)
5. Direito Natural, Positivo e Humano
(...) Direito Natural, em sentido estrito, é o justo natural, e em sentido derivado, são os princípios e
normas jurídicas que regulam a vida social do homem, ainda que na ausência de toda
ordenação positiva. (Venosa, 2026)
(...) O justo por natureza está no pensamento de cada um de dos homens. O Direito natural
orienta o sentido do direito positivo. Essa posição deu azo à concepção positivista, sob o
fundamento de que os sentidos do homem não dão um conhecimento verdadeiro (JUSTO,
2001:95)
O Direito Natural busca assegurar o bem comum com a aplicação da justiça. A Lei humana,
ainda que conduzida pelo governante ou pelo Estado, deve basear-se na razão, pois do
contrário, seria injusta. (...) O Direito Natural é um conjunto de ideias de justiça, que não podem
ser aplicados como lei. (VENOSA, 2026)
5. Direito Natural, Positivo e Humano
Para Savigny, o Direito é antes de tudo um produto dos costumes e das convicções de um povo
e não propriamente a lei, formulada e positivada pelo legislador.
(...) o Direito Natural cumpre três funções: (a) ser fundamento do direito positivo; (b) inspirar o
conteúdo do direito humano, pois deve haver harmonia com o direito positivo; e; (c) ser levado
em conta quando da aplicação do direito positivo, da lei humana. (Venosa, 2026)
“Se a ideia do Direito Natural é útil no processo de aperfeiçoamento das instituições jurídicas,
pode, em contrapartida, falsamente ser utilizada como instrumentode conservação de uma
ordem jurídica injusta e ilegítima, por força de manobras de quem detém o poder” – Paulo Nader
(2003:370) - (Venosa, 2026)
5. Direito Natural, Positivo e Humano
(...) o princípio justo desvincula-se da vontade divina e o ser humano pode, por sim mesmo,
aplicar o direito natural. (Venosa, 2026)
“Numa fórmula abrangente e sintética, pode definir-se o direito natural como a ordenação
jurídica originada e fundamentada na natureza humana. Não se trata, convém advertir, de um
direito apenas ideal, mas verdadeiramente real, que completado e desenvolvido (às vezes,
porém contrariado) pelo direito positivo, é parte constitutiva, como elemento nuclear, da ordem
jurídica da comunidade” – Mário Bigotte Chorão (2000:141) - (Venosa, 2026)
5. Direito Natural, Positivo e Humano
“Sabe-se que entre os magistrados, mesmo os países de direito codificado e, portanto, mais
sujeitos à influência do positivismo jurídico, desenvolvem-se ideias favoráveis a uma maior
latitude de julgamento, a considerar a norma geral e abstrata uma diretriz em lugar de um
comando rigidamente obrigatório.” (Bobbio (1997:72)
Direito Positivo é o conjunto de normas estatais vigentes em determinado país, em determinada
época. (...) O positivismo coloca-se, como regra geral, no lado oposto do jusnaturalismo. (...)
Direito é apenas aquele existente nas leis criadas pelo ser humano e postas pelo Estado. (Venosa,
2026)
5. Direito Natural, Positivo e Humano
O Direito não pode ser reduzido unicamente a normas hierarquizadas pelo Estado,
amesquinhando toda a grandeza do seu universo, que em síntese é o universo do Ser Humano
(Venosa, 2026).
(...) O Direito deve levar em conta, a cada passo, em cada norma, em cada decisão judicial,
com absoluta proeminência, a dignidade humana, como demonstra a tendência do século XX e
desponta para esse novo século. Reduzir o Direito a um conjunto de normas frias, impositivas,
destemperadas da emoção e da dignidade do ser humano é algo custoso de aceitar (...).
(Venosa, 2026)
Exercício: valendo 2,0
Em determinado país, foi implementado um sistema de inteligência artificial responsável por
proferir decisões judiciais rápidas, embasadas tecnicamente e com suporte de um poderoso
banco de dados, com todas as leis promulgadas e vigentes naquele país.
O sistema se mostra rápido e eficiente nas análise dos processos e aplica rigorosamente a
legislação vigente (Direito Positivo), sem considerar aspectos emocionais, sociais ou circunstâncias
particulares não previstas nas normas positivadas.
Após algumas sentenças, surgiram críticas da sociedade, de que as decisões, embora legalmente
corretas, rápidas e muito bem fundamentadas, produziram resultados socialmente injustos.
Exercício: valendo 2,0
Com base nos conceitos estudados sobre Direito e Sociedade; Direito Natural; Direito Positivo;
Direito Humano; e, considerando o consenso do grupo, responda:
1. A aplicação estritamente formal da lei positivada garante a realização da justiça? Justifique a
resposta.
2. O elemento humano e social são indispensáveis para um julgamento justo? Justifique a resposta.
3. De acordo com o que estudamos sobre Direito Natural, Direito Positivo e Humano, como cada
uma dessas correntes analisaria as decisões tomadas apenas pela inteligência artificial?
4. Aplicar a lei de forma automática e rigorosa é suficiente para garantir justiça e respeito à
dignidade da pessoa humana? Explique com suas palavras, fundamentando com a matéria.
A relação entre a sociedade e o Direito apresenta um duplo sentido de adaptação: de um lado, 
o ordenamento jurídico é elaborado como processo de adaptação social e, para isto, deve 
ajustar-se às condições do meio; de outro, o Direito estabelecido cria a necessidade de o povo 
adaptar o seu comportamento aos novos padrões de convivência. (NADER:2014)
Ordem Jurídica é expressão que coloca em destaque uma das qualidades essenciais do Direito
Positivo, que é agrupar normas que se ajustam entre si e formam um todo harmônico e coerente 
de preceitos. (NADER:2014)
6. Ordem Jurídica
6. Ordem Jurídica
Ainda que mal elaboradas sejam as leis, com visível atraso em relação ao momento histórico;
ainda que apresentem disposições contraditórias e numerosas lacunas ou omissões, ao jurista
caberá, com a aplicação de seu conhecimento científico e técnico, revelar a ordem jurídica
subjacente. Em seu trabalho deverá submeter as regras à interpretação atualizadora, renovando a
sua compreensão à luz das exigências contemporâneas; deverá expungir, não considerar, as
regras conflitantes com outras disposições e que não se ajustem à índole do sistema; preencher os
vazios da lei mediante o emprego da analogia e da projeção dos princípios consagrados no
ordenamento. (NADER:2014)
É falsa a ideia de que o legislador entrega à sociedade uma ordem jurídica pronta e
aperfeiçoada. Ele elabora as leis, mas a ordem fundamental – ordem jurídica – é obra de
beneficiamento a cargo dos juristas, definida em tratados e em acórdãos dos tribunais.
(NADER:2014).
6. Ordem Jurídica
A ideia de ordem pressupõe uma pluralidade de elementos que, por sua adequada posição ou
função, compõem uma unidade de fim. A ordem jurídica, que é o sistema de legalidade do
Estado, forma-se pela totalidade das normas vigentes, que se localizam em diversas fontes e se
revelam a partir da Constituição Federal – a responsável pelas regras mais gerais e básicas à
organização social. As demais formas de expressão do Direito (leis, decretos, costumes) devem
estar ajustadas entre si e conjugadas à Lei Maior. (NADER:2014)
6. Ordem Jurídica – CF/1988
Ordenamento Jurídico, em uma definição didática, é o
próprio direito positivo, organizado em forma de pirâmide
(hierarquicamente), tendo a lei constitucional em seu ponto
mais alto.
1. Constituição Federal (CF)
É a norma suprema do ordenamento jurídico.
Todas as demais normas devem ser compatíveis com ela.
Inclui: Texto constitucional; Atos das Disposições 
Constitucionais Transitórias (ADCT); Emendas Constitucionais.
Se uma norma contrariar a Constituição, ela poderá ser 
declarada inconstitucional.
6. Ordem Jurídica – EC - Tratados
2. Emendas Constitucionais
Alteram o texto da Constituição.
Possuem o mesmo nível hierárquico da Constituição, mas devem respeitar as cláusulas pétreas.
3. Tratados Internacionais
A hierarquia depende do modo de aprovação:
Tratados de Direitos Humanos aprovados com quórum qualificado (art. 5º, §3º, CF)
→ Equivalem a Emenda Constitucional
Tratados de Direitos Humanos aprovados sem quórum qualificado
→ Status supralegal (acima das leis, abaixo da Constituição) – entendimento do STF
Demais tratados internacionais
→ Status de lei ordinária
6. Ordem Jurídica - Leis
4. Leis em sentido amplo
Leis Complementares: Regulam matérias que a Constituição exige quórum qualificado (maioria
absoluta).
Leis Ordinárias: Regra geral do processo legislativo, por maioria simples, destinada a regular
matérias comuns da vida social e da administração pública.
Leis Delegadas: é a lei feita pelo Presidente da República, com autorização prévia do Congresso
Nacional.
Medidas Provisórias: Editadas pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência
(possuem força de lei).
Lei complementar não é superior à lei ordinária em hierarquia geral — ela apenas trata de
matérias específicas previstas na Constituição.
6. Ordem Jurídica Atos Normativos
5. Atos Normativos Secundários (Infralegais)
Devem respeitar todas as normas acima.
→ Decretos regulamentares: Detalha como a lei será aplicada na prática.
→ Portarias: Atos administrativos que visam organizar e orientar o funcionamento da adm. pública
→ Instruções Normativas: ato administrativo de detalha procedimentos para aplicar normas 
dentro da administração pública.
→ Resoluções administrativas: ato normativo editado por autoridades ou órgãos colegiados da 
administração pública para disciplinar matérias de sua competência e estabelecer regras sobre 
um determinadoassunto administrativo.
No final das leis brasileiras aparece a contagem dos anos
desde a Independência (1822) e desde a Proclamação da
República (1889), como uma forma simbólica de marcar o
momento histórico em que a lei foi criada.
7. Direito e Moral
Direito e Moral são instrumentos de controle social que não se excluem, antes, se completam e 
mutuamente se influenciam (...) são conceitos que se distinguem mas não se separam”. 
A palavra Moral decorre sociologicamente de mores, que sob esse sentido pode ser
compreendida como o conjunto de práticas, de costumes, de usos, de padrões de conduta em
determinado segmento social (Lima, 2002:11).
A moral de um povo nunca pode ser vista distante do seu conteúdo histórico: o que é 
harmônico com a Moral hoje poderá não ter sido ontem e poderá não sê-lo no futuro 
(VENOSA, 2026:29)
7. Direito e Moral
Os valores morais são íntimos e próprios de cada um, com incontestáveis variações, a Moral é
eminentemente subjetiva. Enquanto que o Direito é objetivo e apresenta sempre uma alteridade,
uma relação jurídica, uma norma de agir dotada de sanção e coerção, aplicáveis a todos, sem
distinção.
“A moral estabelece os princípios gerais da ordem que deve reinar nos atos resultantes 
da livre vontade humana, estudando-os em relação aos fins que visam alcançar, ou 
seja, em relação aos fins naturais do homem.” (Vicente Ráo, 1991:47).
7. Direito e Moral
MORALDIREITOCRITÉRIO
Estabelece diretrizes mais gerais de conduta, 
sem particularização rígida.
Conjunto de regras que definem a 
dimensão da conduta exigida, de forma 
determinada e específica.
Conceito
Unilateral – estrutura mais simples, impondo 
apenas deveres, sem atribuição correlata de 
direito subjetivo.
Bilateral – estrutura imperativo-atributiva: 
Impõe um dever a alguém e atribui um 
poder ou direito subjetivo a outro.
Estrutura
Interior – Preocupa-se com a vida interior da 
pessoa, sua consciência e intenção.
Exterior – preocupa-se com a conduta 
externa do indivíduo, independentemente 
de sua intenção íntima (salvo exceções)
Âmbito
Autonomia – a norma decorre da própria 
consciência do indivíduo, sendo fruto da 
autodeterminação.
Heteronomia – sujeição ao querer alheio; 
regras impostas independentemente da 
vontade dos destinatários.
Fonte da norma
Não coercitiva (Coatividade social) – Pode 
haver reprovação ou pressão social, mas não 
há imposição pela força estatal.
Coercibilidade – possibilidade de uso da 
força organizada do Estado, para garantir o 
cumprimento.
Forma de 
cumprimento
Revisão:
Ordenamento Jurídico: Conjunto de normas (leis, decretos, princípios) que compõem o nosso
sistema jurídico (Instrumento). Importante destacar que essa estrutura é estática pois a relação
entre as normas não mudam, o que pode mudar é o conteúdo das normas.
Ordem Jurídica: É o resultado prático e social desse ordenamento (fim ou efeito desejado). É o
Direito em movimento, ou seja, a realidade da organização social direcionada pelas normas.
Ordem JurídicaOrdenamento JurídicoCaracterística
Aplicação e convivência socialNormas e estrutura hierárquicaFoco
Dinâmica (a vida em sociedade)Estática (o código escrito)Natureza
Comportamentos ajustados ao DireitoLeis, jurisprudência e princípiosComposição
8. Justiça e Equidade
9. Justiça e Equidade
Rui Barbosa: "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais,
na medida em que se desigualam".
Equidade é forma de manifestação de justiça que tem o condão de atenuar, amenizar, dignificar 
a regra jurídica. (...) é a “justiça do caso concreto”.
Art. 140, CPC/2015: “O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do 
ordenamento jurídico. Parágrafo único: O juiz só decidirá por equidade nos caos previstos em lei.” 
O trabalho de aplicação do Direito por equidade é de precipuamente aparar as arestas na
aplicação da lei nua e crua, para que uma injustiça não seja cometida. A equidade é um
trabalho de abrandamento da norma jurídica no caso concreto. (VENOSA:2026)
8. Justiça e Equidade
EquidadeJustiça
Adaptação da regra ao caso concretoAplicação da regra de forma igual
Considera as diferençasTrata todos da mesma forma
Foco na igualdade realFoco na igualdade formal
8. Justiça e Equidade
A equidade é uma forma de correção da lei, quando esta se revela omissa ou falha, devido a sua 
universalidade, proporcionado a lei mais justa.
Pra Aristóteles, a justiça não é apenas um conceito jurídico, mas a
virtude moral completa. Ele a define como a disposição de
caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo e a
desejar o que é justo.
Pra Aristóteles, a equidade é descrita como uma forma de correção da lei,
quando esta se revela omissa ou falha, devido a sua universalidade. Para ele há
uma “falha na Lei Geral”, pois as leis não conseguem prever a infinidade de
casos particulares da vida humana, onde a aplicação de forma literal, pode
causar injustiças.
8. Justiça e Equidade
A equidade substitui a lei?
A “justiça do caso concreto” com equidade, faz 
sentido ser aplicado na decisão de um juiz?
8. Caso concreto
ADPF significa Arguição de 
Descumprimento de 
Preceito Fundamental
Trata-se de uma ação judicial 
de competência exclusiva 
do Supremo Tribunal Federal 
(STF), criada para evitar ou 
reparar lesões a princípios 
básicos (preceitos 
fundamentais) da Constituição 
causadas por atos do Poder 
Público
8. Caso concreto
8. Caso concreto
Em maio de 2011, o Supremo Tribunal
Federal (STF), no julgamento conjunto da
ADPF 132 e ADI 4277, reconheceu por
unanimidade a união homoafetiva
como entidade familiar. A decisão,
relatada pelo Ministro Ayres Britto,
equiparou as uniões homoafetivas às
uniões estáveis heteroafetivas,
fundamentando-se na afetividade e na
dignidade da pessoa humana.
O Conflito (A Norma Rígida)
O artigo 226 da Constituição Federal diz explicitamente: "para
efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável
entre o homem e a mulher como entidade familiar".
Art. 226 - CF. A família, base da sociedade, tem
especial proteção do Estado.
(...)
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é
reconhecida a união estável entre o homem e a
mulher como entidade familiar, devendo a lei
facilitar sua conversão em casamento.
8. Caso concreto
8. Caso concreto
Consequências Práticas
A partir desse julgamento (que tem efeito erga omnes, ou seja, vale para todos), os casais 
homoafetivos passaram a ter direitos automáticos a:
•Pensão por morte;
•Herança e comunhão de bens;
•Inclusão em planos de saúde;
•Adoção de filhos.
Pra casa
A "Régua de Lesbos“ e a
metáfora Aristotélica
09. Norma Jurídica e Imperatividade
Enquanto a regra for somente social, moral ou religiosa, sem a imposição coercitiva do
ordenamento jurídico, seu descumprimento acarreta inconvenientes de ordem íntima, social ou
comportamental.
Tanto as regras de costumes, como as de religião ou as morais, referem-se a maneira como
cada pessoa deve se comportar nas várias circunstâncias da convivência em determinado
grupo e época.
09. Norma Jurídica e Imperatividade
Quando a regra decorre de uma imposição e quando no seu descumprimento há uma
sanção imposta pelo ordenamento jurídico, pelo Estado, a situação é diferente.
Estaremos diante de uma norma, uma regra jurídica, num âmbito mais específico.
As normas podem aconselhar, induzir, preceituar, propor, estabelecer, impor ou proibir 
determinada conduta/ato.
A norma de conduta estabelece uma linha ideal de comportamento, oferecendo um modelo 
ideal, por essa razão, necessariamente será anterior a conduta.
09. Norma Jurídica e Imperatividade
Art. 186, CC – “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.
Art. 1.521, CC – “Não podem casar: I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco
natural ou civil; II – os afins em linha reta; III – o adotante comquem foi cônjuge do adotado e o
adotado com quem o foi do adotante; IV – os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais,
até o terceiro grau inclusive; V – o adotado com o filho do adotante; VI – as pessoas casadas; VII –
o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu
consorte”.
Art. 121, CP – “Matar alguém: Pena – reclusão, de seis a vinte anos”.
Art. 129, CP Lesão Corporal – Substituição da pena – Parágrafo 5º O Juiz, não
sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa,
de duzentos mil réis a dois contos de réis.”

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