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Caroline Carpenedo
Não tem como trazer sustentabilidade para a 
estratégia do negócio se a empresa não 
repensar o seu modelo de negócio.
Com Daniel Contrucci e Eduardo Baltar de Souza Leão
AÇÕES E ALTERNATIVAS 
ÀS MUDANÇAS 
CLIMÁTICAS 
Sustentável e Economia Circular
MBA em Desenvolvimento
2
c-Conheça o livro da disciplina
CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3
Conheça os professores da disciplina. 
EMENTA DA DISCIPLINA 4
Veja a descrição da ementa da disciplina. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 5
Veja as referências principais de leitura da disciplina. 
O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6
Confira como funciona o mapa da aula.
MAPA DA AULA 7
Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. 
RESUMO DA DISCIPLINA 40
Relembre os principais conceitos da disciplina. 
AVALIAÇÃO 41
Veja as informações sobre o teste da disciplina. 
3
 Doutorado em administração com ênfase em Inovação, Tecnologia e 
Sustentabilidade na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2018 e Mestre 
em Administração pela UFRG) (2011), com especialização em Finanças também 
pela Universidade Federal do RS - UFRGS (2007) e graduação em Administração 
pela Universidade Federal de Pernambuco (2004) . É fundador e proprietário da 
Ecofinance Negócios, empresa especializada no desenvolvimento de projetos de 
combate às mudanças climáticas, assessorando empresas privadas, instituições 
públicas e órgãos multilaterais. Responsável técnico por mais de 20 projetos 
aprovados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovados pela 
Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. Coordenou e 
implementou mais de 60 inventários e planos de redução de emissões de gases 
de efeito estufa (GEE) de organizações privadas e públicas. Foi responsável pelo 
inventário de emissões e plano de mitigação de emissões da Copa do Mundo 
2014 nas cidades de Porto Alegre e Recife. Coordenou o primeiro inventário de 
emissões de GEE da cidade de Porto Alegre e o primeiro plano de baixo carbono 
da cidade de Recife. Foi delegado da Comissão Oficial Brasileira nas Conferências 
das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas 
em Copenhague e em Cancún (COP-15 e COP-16, respectivamente). Presta ou já 
prestou consultoria para grandes organizações, como Suzano Papel e Celulose, 
CMPC Celulose Rio-Grandense, CPFL Energia, Engie Brasil, Universal Leaf Tabacos, 
Sicredi, Baterias Moura, dentre outros. Também já prestou consultoria para órgãos 
multilaterais, como Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), 
United Nations Institute for Training and Research (UNITAR), New Development 
Bank (NDB). Já assessorou projetos em vários países da América Latina, América 
do Norte, Europa e África.
EDUARDO BALTAR DE SOUZA LEÃO
Professor PUCRS
 Co-fundador e Diretor da Climate Ventures e da Aoka. Graduado 
em Administração de Empresas e Artes Liberais no Santa Monica 
College, CA, EUA; e Bacharel em Turismo na Universidade Paulista, 
SP, BRA; Especialização em Teoria U, Inovação e Prototipagem no MIT, 
EUA. Possui mais de 15 anos de experiência em empreendedorismo 
de impacto, como empreendedor, mentor e investidor. Em 2009 co-
fundou a Aoka Tours, primeira operadora de turismo sustentável 
do Brasil; e em 2013 a Aoka Labs, consultoria de Inovação Social. 
Realizou dezenas de projetos de inovação e valor compartilhado para 
algumas das maiores empresas, governos e OSCs. Especializou-se 
na realização de laboratórios de inovação intersetoriais, em temas 
como Alimentação e Nutrição, Investimentos de Impacto e Clima. Em 
2018 co-fundou a Climate Ventures com o objetivo de impulsionar 
empreendimentos com o potencial de reverter a crise de climática 
e materializar uma nova economia, mais regenerativa e de baixo 
carbono. Possui reconhecida habilidade na facilitação de diálogos, 
design estratégico de projetos de impacto sistêmico.
DANIEL CONTRUCCI 
Professor Convidado
c-Conheça seus professores
4
Ementa da Disciplina
Análise do impacto das políticas internacionais e nacionais de enfrentamento 
climático nas cidades e nas empresas. Discussão sobre estratégias corporativas, 
nacionais e sub-nacionais de mitigação e adaptação às mudanças do clima. Reflexão 
sobre as experiências internacionais e nacionais de gestão e responsabilidade 
social e corporativa frente às questões climáticas.
5
Bibliografia básica
Kolk, A., Levy, D., PINKSE, J. Business responses to climate change: identifying 
emergent strategies. California Management Review, v. 47, n. 3, p. 6-20, 2005.
Reckien, D., Salvia, M., Heidrich, O., Church, J.M., Pietrapertosa, F., De Gregorio 
Hurtado, S., D’Alonzo, V., Foley, A., Simoes, S.G., Lorencov_a, E.K., Orru, H., Orru, K., 
Wejs, A., Flacke, J., Olazabal, M., Geneletti, D., Feliu, E., Vasilie, S., Nador, C., Krook-
Riekkola, A., Matosovi_c, M., Fokaides, P.A., Ioannou, B.I., Flamos, A., Spyridaki, N.-
A., Balzan, M.V., Fül€op, O., Paspaldzhiev, I., Grafakos, S., Dawson, R. How are cities 
planning to respond to climate change? Assessment of local climate plans from 885 
cities in the EU-28. Journal of Cleaner Production, 191, 207-219. 2019.
Van der Heijden, J. 2019. Studying urban climate governance: Where to begin, what 
to look for, and how to make a meaningful contribution to scholarship and practice. 
Earth Systems Governance, v.1. 2019.
Bibliografia complementar
Croci, E., Lucchitta, B., Janssens-Maenhout, G., Martelli, S., Molteni, T. Urban CO2 
mitigation strategies under the Convenant of Mayors: an assessment of 124 European 
cities. Journal of Cleaner Production, 169, 161-177. 2017.
Hoffman, A. J. Competitive environmental strategy: a guide to the changing business 
landscape. New York: Island Press, 2000.
Kolk, A.; Levy, D., Pinske, J. Business responses to climate change: identifying 
emergent strategies. California Management Review, v. 47, n. 3, p. 6-20, 2005.
Mi, Z., Guan, D., Liu, Z., Liu, J., Viguie, V., Fromer, N., Wang, Y., 2019. Cities: the core of 
climate change mitigation. Journal of Cleaner Production, 207, 582–589. 2018.
Pinske, J., Kolk, A. International Business and Global Climate Change. Routledge, 
2009.
As publicações destacadas têm acesso gratuito.
-aBibliografia básica
https://doi.org/10.2307/41166304
https://doi.org/10.2307/41166304
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 
https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005
https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005
https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. 
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. 
https://doi.org/10.2307/41166304
https://doi.org/10.2307/41166304
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034.
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034.
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034.
6
O que compõe o 
Mapa da Aula?
so
MAPA DA AULA
São os capítulos da aula, demarcam 
momentos importantes da disciplina, 
servindo como o norte para o seu 
aprendizado.
Frases dos professores, que resumem 
sua visão sobre um assunto ou 
situação. 
DESTAQUES
Neste item você relembra o case 
analisado em aula pelo professor. 
CASE
A jornada de aprendizagem não 
termina ao fim de uma disciplina. Ela 
segue até onde a sua curiosidade 
alcança. Aqui você encontra uma lista 
de indicações de leitura. São artigos e 
livros sobre temas abordados em aula. 
LEITURAS INDICADAS
Conteúdos essenciais sem os quais 
você pode ter dificuldade em 
compreender a matéria. Especialmente 
importante para alunos de outras 
áreas, ou que precisam relembrar 
assuntos e conceitos. Se você estiver 
por dentro dos conceitos básicos dessa 
disciplina, pode tranquilamente pular 
os fundamentos.
FUNDAMENTOS
Questões objetivase como 
realizar um inventário de emissões 
corporativo.
Mais exemplos de oportunidades de 
negócio que conversam diretamente 
com a questão ambiental.
O contexto climático e os impactos 
e reações que são causados por ele 
na atualidade.
A descarbonização e os principais 
protocolos utilizados para estimar, 
reduzir e capturar emissões de 
GEE.
A tecnologia conectada ao meio 
ambiente e o mercado potencial 
que se abre para essa agenda.
A lógica ambiental e os desafios que o 
Brasil e o mundo enfrentam atualmente.
As oportunidades de negócio que 
envolvem sustentabilidade e diversos 
setores econômicos.
A importância do setor financeiro para 
o financiamento e o desenvolvimento de 
iniciativas no combate ao aquecimento 
global.
A importância de desenvolver 
modelos de negócios adaptados as 
realidades ambientais e climáticas.
41
Avaliação
Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização 
é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. 
Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. 
A nota mínima para aprovação é 6. 
Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto 
o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. 
A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. 
Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina.
 Sustentável e Economia Circular.
MBA em Desenvolvimento
	Conheça seus professores
	Conheça os professores da disciplina.​
	Ementa da Disciplina
	Veja a descrição da ementa da disciplina. ​
	Bibliografia básica
	Veja as referências principais de leitura da disciplina.​
	O que compõe o Mapa da Aula?
	Confira como funciona o mapa da aula.
	Mapa da Aula
	Resumo da disciplina
	Relembre os principais conceitos da disciplina.​
	Avaliação
	Veja as informações sobre o teste da disciplina.​
	Botão 1022: 
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	Botão 1043: 
	Botão 1044: 
	Botão 1045: 
	Botão 110: 
	Botão 111: 
	Botão 112: 
	Botão 113:que buscam 
reforçar pontos centrais da disciplina, 
aproximando você do conteúdo de 
forma prática e exercitando a reflexão 
sobre os temas discutidos. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Apresentação de figuras públicas 
e profissionais de referência 
mencionados pelo(a) professor(a), 
além de fatos e informações que dizem 
respeito à conteúdos da disciplina.
CURIOSIDADES
Conceituação de termos técnicos, 
expressões, siglas e palavras específicas 
do campo da disciplina citados durante 
a videoaula. 
PALAVRAS-CHAVE
Assista novamente aos conteúdos 
expostos pelos professores em vídeo. 
Aqui você também poderá encontrar 
vídeos mencionados em sala de aula. 
Lembre-se que a diversificação de 
estímulos sensoriais na hora do estudo 
otimiza seu aprendizado. 
VÍDEOS
Inserções de conteúdos da equipe de 
design educacional para tornar a sua 
experiência mais agradável e significar 
o conhecimento da aula. 
ENTRETENIMENTO
Aqui você encontra a descrição 
detalhada da dinâmica realizada pelo 
professor em sala de aula com os alunos. 
MOMENTO DINÂMICA
7
Mapa da Aula
Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas.
AULA 1 • PARTE 1
02:47
CURIOSIDADE
Fundada em 2009, na cidade de São Paulo, 
é uma plataforma de inovação social voltada 
para mobilização de iniciativas de ação 
coletiva que visam transformar organizações 
tradicionais por meio de projetos que 
revisitam seus ecossistemas. Desde 2014, a 
Aoka Labs é uma empresa B certificada.
Aoka Labs
CURIOSIDADE
Em atividade desde 2018, é um 
empreendimento que apoia organizações 
e pessoas físicas com negócios e ideias 
voltadas ao empreendedorismo climático, 
buscando soluções e uma economia mais 
sustentável em conjunto com setor privado, 
governo e sociedade civil.
Climate Ventures
03:28
09:02Essa bioeconomia certamente 
é uma oportunidade imensa 
que vai exigir investimentos e o 
desenvolvimento de várias cadeias 
de valor para que ela possa 
prosperar.
11:20
Criado por Chris e Dawn Agnos retrata 
o conceito de que não é possível 
crescer infinitamente, em um planeta 
com recursos finitos e quais são os 
desafios que enfrentaremos para lidar 
com essa questão.
“You Can’t Have Infinite 
Growth On A Finite Planet”
VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=o_Ou1A9F9y4
8
A onda verde
O professor Daniel apresenta um estudo 
realizado pela consultoria Climate Ventures 
para demonstrar a necessidade de 
pensarmos em negócios mais sustentáveis 
dentro do quadro climático que se dispõe 
perante nós. 
A ideia do estudo é criar um ambiente 
interativo para que sejam propostos 
negócios regenerativos e de baixa geração 
de carbono, buscando por meio da 
tecnologia e da inovação, soluções possíveis 
para amenizar os danos causados. 
Daniel traz um contexto histórico para 
demonstrar alguns do principais fatos 
sociais, políticos e econômicos do Brasil, e 
como a exploração de recursos naturais foi 
conduzida desde 1800 até os dias de hoje. 
Assim, ele apresenta como passamos de um 
contexto de exploração do meio ambiente a 
serviço da economia, no passado. 
Em seguida, como se criou uma urgência 
maior, impulsionada pelo abuso da 
exploração e do crescimento populacional 
até a integração entre negócios, economia e 
meio ambiente na tentativa de recuperar os 
danos realizados até então.
18:21
Quais são os principais desafios 
ambientais do Brasil que podem 
ser resolvidos por meio de 
modelos de negócios inovadores?
22:27
O crescimento populacional e o 
uso abusivo dos recursos naturais 
fizeram com que a agenda 
ambiental tomasse um grande 
espaço de destaque na mídia.
25:54
CURIOSIDADE
Pesquisador independente e ambientalista 
britânico, é conhecido pela criação da 
“Hipótese de Gaia”, em coautoria com 
Lynn Margulis. Segundo Lovelock, o 
mundo já atingiu um ponto onde as 
mudanças climáticas não são reversíveis, 
o que condena a espécie humana como a 
conhecemos.
James Lovelock
28:45
30:38Negócios podem ter, no seu 
DNA, a resolução de problemas 
ambientais e sociais.
34:03O futuro é a economia 
integrando, de maneira sistêmica 
e estratégica, o meio ambiente.
9
Lógica ambiental e desafios
O Brasil tem um enorme potencial para ser o 
líder global da economia verde, porém uma 
série de fatores contribuem para que essa 
posição não se estabeleça. Daniel destaca 
quatro fatores como sendo os principais 
desafios para que essa situação se reverta, 
sendo eles: 
1) Mudanças climáticas - Sem dúvida, esse é 
o ponto de partida de toda essa discussão. É 
fundamental que tomemos atitudes práticas 
para combater as emissões de gás carbônico 
e para reduzir danos diretos ao meio 
ambiente que acontecem nas operações de 
empresas e suas cadeias produtivas;
2) Desmatamento - A degeneração florestal 
é um problema recorrente no país e teve sua 
situação ainda mais agravada recentemente. 
A destruição dos biomas afeta a capacidade 
de receitas do setor produtivo, pelos 
embargos criados a produtos advindos 
dessas áreas, e pela perda da capacidade de 
explorar os ativos de maneira correta; 
3) Ocupação desordenada - Não reside 
apenas na ocupação irregular dos ambientes 
urbanos, mas, também, na grilagem, invasão, 
ocupação e comércio de terras devolutas; 
4) Saneamento básico - sua insuficiência 
gera grandes impactos não apenas a 
saúde populacional, mas, também, ao meio 
ambiente, especialmente a degradação de 
recursos hídricos e do solo. 
34:39
37:25As mudanças climáticas são um 
dos maiores desafios a serem 
enfrentados pela nossa sociedade 
global, no século XXI.
42:26O desmatamento corrói a nossa 
imagem interna, enfraquece 
esse ‘soft power’ brasileiro nas 
relações internacionais.
46:00
A eficácia da gestão ambiental requer 
a análise conjunta de:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
R
es
p
o
st
a 
d
es
ta
 p
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in
a:
 a
lt
e
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a
ti
v
a
 2
.
10
AULA 1 • PARTE 2
Agenda ambiental e setores
Quando olhamos mais detalhadamente a 
questão ambiental, podemos encará-la de 
uma forma setorizada. No estudo “A Onda 
Verde”, Daniel e seus colegas elegeram 
sete como sendo os principais setores 
que influenciam diretamente na agenda 
ambiental nacional, trazendo seus principais 
impactos e desafios: 
1) Agropecuária - a importância da 
rastreabilidade, da mitigação de perdas 
da produção e da assistência técnica a 
produtores; 
2) Uso do solo e de florestas - fomentar 
a utilização de bioativos florestais e criar 
negócios para recuperar áreas degradadas; 
3) Indústria - integrar a sustentabilidade ao 
design de produtos e reduzir a utilização de 
bioativos; 
4) Logística e mobilidade - reduzir a emissão 
de poluentes, planejando o transporte 
público e buscando alternativas de modais 
de transporte; 
5) Energia e biocombustíveis - estimular 
fontes de energia renováveis, reduzindo seus 
custos e otimizando a sua estruturação; 
6) Água & Saneamento - ampliar a cobertura 
e qualidade desses serviços e; 
7) Gestão de resíduos - otimizar a coleta 
adequada e reduzir o descarte irregular.
00:25
Temos um passivo ambiental 
gigante, fruto da expansão 
da fronteira agropecuária, 
principalmente.
04:18
Aproximadamente um terço de 
todo o alimento produzido é 
desperdiçado.
05:44
CURIOSIDADE
A usina hidrelétrica de Belo Monte está em 
operação desde 2016. Localizada na bacia 
do Rio Xingu, próximo ao município de 
Altamira, no estado do Pará. Operada pelo 
Consórcio Norte Energia, é a quarta maior 
hidrelétrica do mundo, podendo atender 
mais de 60 milhões de clientes.
Belo Monte
09:10
11:31Não fosse a corrupção 
generalizada e sistematizada que 
acontece no nosso país, talvez 
não tivéssemos um problema tão 
grave de ocupação irregular dos 
nossos territórios.
11
Desafios socioambientais
Existem fatores culturais, políticos e 
estruturais que são responsáveis por 
potencializar o descaso e o tratamento 
superficial de questões ligadas ao clima e ao 
meio ambiente, no Brasil. 
Embora tenhamos uma série de mecanismos 
jurídicos que abordem tais questões, muitas 
vezes, eles são claramente desrespeitados 
ou passíveisde atos que corroborem com 
a corrupção dos mesmos. Em um mundo 
que demanda agilidade, ainda mais em uma 
questão tão urgente, a burocracia não pode 
ser um atenuante. 
O professor Daniel também destaca a 
relevância que outras barreiras têm, na 
questão, climática, como a injustiça que 
representa os principais atores afetados 
por essas mudanças. Leia-se: as populações 
mais carentes e com menor capacidade de 
produzir danos ao meio ambiente, por seu 
menor poder de consumo, acabam sendo 
as mais afetadas pelos impactos que essa 
degradação do ecossistema traz consigo. 
 11:12
14:33Essa agenda de justiça climática 
é uma agenda muito difícil de 
conseguir financiamento.
Tendências de mercado
É preciso desenvolver negócios que aliem 
a conservação ambiental à estratégias de 
negócios e atividades econômicas que 
gerem lucro econômico, renda e emprego. 
Pensando dessa forma, o professor Daniel 
traz quatro alternativas que o estudo 
“A Onda Verde” detectou como sendo 
tendências nesse mercado: 
1) Rastreabilidade de produtos - para 
reduzirmos o desmatamento criminoso é 
fundamental termos soluções que possam 
rastrear a cadeia produtiva da indústria 
agropecuária. Essa é uma oportunidade de 
negócios que atesta a procedência dos bens 
produtivos, garantindo a sustentabilidade e 
auxiliando na preservação; 
2) Bioeconomia - O bioma brasileiro tem 
uma grande capacidade de exploração 
para prover insumos das mais diversas 
fontes, direcionado para quase todo o tipo 
de indústria. Entretanto, essa exploração 
precisa ser realizada de maneira responsável, 
preservando os recursos e estimulando o 
trabalho e geração de renda local, surgindo 
como uma alternativa interessante aos 
commodities; 
3) Negócios regenerativos - regenerar o 
passivo causado pela exploração abusiva 
também é uma alternativa de negócios. 
Aqui é importante repensar o extrativismo 
e estabelecer relações sociais e comerciais 
mais sustentáveis; 
4) Mercados de ativos ambientais - gerar 
bens e direitos que representam benefícios, 
reparação ou preservação para o meio 
ambiente também é uma alternativa no 
mercado, visando a monetização e a 
sustentabilidade concomitantes.
20:00
Boa parte dos compromissos 
vinculados ao desmatamento 
ilegal zero vão ter que passar por 
uma ampla rastreabilidade das 
cadeias de valor.
26:14
CURIOSIDADE
Doutor em meteorologia pelo Massachusetts 
Institute of Technology, é um dos grandes 
nomes da ciência brasileira nos estudos 
relacionados ao aquecimento global. 
Atualmente, empreende na área com a 
empresa CN Pesquisas em Clima, Ambiente 
e Sustentabilidade.
Carlos Nobre
30:09
12
35:49Os negócios que promovem a 
regeneração do planeta tendem a 
ser mais valorizados.
CURIOSIDADE
Resultado da fusão entre as empresas 
Schincariol e Kirin Holdings Company, em 
2012, foi uma empresa de bebidas que, 
atualmente, é subsidiária da Heineken Brasil. 
Fundada originalmente em 1939, era famosa 
pela produção do refrigerante de tutti-frutti 
Itubaína. 
Brasil Kirin
39:29
Tecnologia e meio ambiente
O professor Daniel traz o trabalho “The 
Forntiers of Impact Tech”, publicado pelo 
grupo de pesquisadores Good Tech Lab, 
para demonstrar alguns exemplos de como a 
tecnologia atrelada a negócios relacionados 
ao impacto em clima e meio ambiente 
são fundamentais para que consigamos 
regenerar e criar novos modelos de negócio 
mais sustentáveis para conter o avanço do 
dano causado até agora. 
Esse estudo relaciona os alguns dos 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 
da Agenda 2030, proposta pela ONU com 
tecnologias já disponíveis no mercado, e 
como suas soluções podem ter impactos 
diretos em uma indústria e produção mais 
sustentáveis e adequadas às necessidades 
atuais e futuras. 
Daniel apresenta uma série de alternativas 
que vão ilustrar como a tecnologia pode 
auxiliar no combate à fome, na criação de 
sistemas de saneamento e preservação 
da água, nas fontes de energia limpas e 
renováveis, na indústria e infraestrutura e 
também nas relações de consumo, produção 
e na conscientização de comunidades.
44:17
50:00
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
O procedimento de controle prévio 
das atividades potencialmente 
geradoras de impacto sobre o meio 
ambiente é conhecido como:
R
es
p
o
st
a 
d
es
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 p
ág
in
a:
 a
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e
rn
a
ti
v
a
 3
.
59:43O desenvolvimento e o 
investimento nesse setor de 
‘impact techs’ pode ser um 
caminho para mitigar e resolver 
parte dos desafios ambientais.
13
AULA 1 • PARTE 3
01:09Soluções que endereçam os 
problemas ambientais também 
estão relacionadas a problemas 
sociais.
Matriz de oportunidades
Considerando todas as oportunidades que 
temos, no sentido de desenvolver iniciativas 
sustentáveis, é necessário perceber que 
todo o problema ambiental está diretamente 
relacionado com problemas sociais. 
Ou seja, qualquer projeto que vise 
uma melhoria ambiental, seja pelo viés 
regenerativo ou de mitigação, vai atuar 
diretamente em pastas sociais, melhorando a 
qualidade de vida de um grupo específico ou 
de um ecossistema mais complexo. 
O professor Daniel alerta que as métricas 
utilizadas para mensurar essa melhora de 
vida, no aspecto social, nem sempre são 
tão claras e facilmente estruturadas quanto 
aquelas que medem os impactos ambientais. 
Ele elenca exemplos para descrever como 
pode haver uma degradação social quando 
os recursos e ferramentas utilizadas para 
implantar projetos socioambientais são mal 
geridos ou executados.
 04:22
06:51A agenda ambiental traz alguns 
indicadores que são muito mais 
fáceis de conseguirmos perceber, 
mensurar e dizer: de fato, aqui 
existe impacto.
09:00
CURIOSIDADE
É um tipo de embarcação, construída com 
casco de metal ou alumínio, movida com 
motor de popa. As voadeiras são modais 
de locomoção e transporte fluvial, e são 
utilizadas na pesca de forma abrangente na 
Amazônia e no Pantanal.
Voadeira
12:00
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Considerando as características da 
atmosfera terrestre e seus distúrbios:
R
es
p
o
st
a 
d
es
ta
 p
ág
in
a:
 a
lt
e
rn
a
ti
v
a
 1
.
14
Matriz de oportunidades II
Iniciativas e soluções que visam criar 
impactos ambientais podem ser 
caracterizadas em duas frentes distintas de 
atuação: 
1) Mitigar impactos negativos - Estão 
voltadas à minimizar ou evitar efeitos 
negativos de um problema já identificado. 
Em grande medida, esse tipo de iniciativa 
é executado pelo mesmo agente que causa 
esse impacto negativo; 
2) Promover impactos positivos - São 
iniciativas que agem na origem do problema 
identificado, refletindo sobre ele na intenção 
de propor uma solução permanente de 
transformá-lo. Geralmente, as organizações 
que ofertam tais soluções não são as 
mesmas que causam os problemas. 
Daniel traz a visão do empreendedor de 
cada uma dessas frentes, demonstrando 
como ele deve agir, de maneira prática 
ou estrategicamente, ao longo do 
desenvolvimento de seu investimento. Ele 
passa pelas fases de criação, implementação, 
gerenciamento e desfechos desses 
investimentos, sugerindo ações para cada 
estágio do projeto.
14:04
CURIOSIDADE
Fundada em 1799, atualmente é uma 
holding que presta serviços financeiros e 
de investimento, por meio de produtos e 
serviços em todos os mercados de capitais. 
Com atuação global e mais de 250,000 
colaboradores, seus ativos estão estimados 
em 4 trilhões de dólares.
JPMorgan 
16:16
Matriz de oportunidades III
Outro fator que precisa ser observado, 
dentro do contexto das oportunidades que 
empreendimentos e projetos relacionados 
a fatores climáticos e ambientais 
proporcionam, é que existem diversos atores 
envolvidos nesse processo. 
Cada um deles vai desempenhar um 
papel particular dentro dessa cadeia. 
Sejam eles empreendedores, investidores, 
organizações intermediárias como 
aceleradoras, consultorias e academia, 
grandes empresas já estabelecidas, e até 
mesmo o governo. Todos estes atores têm 
capacidades, interesses e ações específicas 
no planejamento e na adoção de estratégias 
e práticasque fomentam esse ambiente rico 
em oportunidades de negócios, combinados 
a soluções que visam a melhoria da 
qualidade de vida de todos os envolvidos.
 22:52
15
AULA 1 • PARTE 4
Oportunidades setorizadas
Daniel traz as principais barreiras e possíveis 
soluções para o desenvolvimento de 
projetos para o setor agropecuário em 
relação a adoção de temáticas de cunho 
socioambiental. O professor destaca 
quatro soluções de destaque, sendo as três 
primeiras com caráter de mitigação e a 
última como uma solução que promove o 
impacto ambiental positivo, sendo elas: 
1) Assistência técnica - é fundamental 
promover assistência aos pequenos e médios 
produtores, no sentido de ensinar e estimular 
práticas sustentáveis de produção, como a 
agricultura de baixo carbono, por exemplo; 
2) Inclusão - estimular os pequenos e 
médios produtores a fazer parte das cadeias 
produtivas das grandes empresas, gerando 
um cenário de maior previsibilidade para seu 
trabalho e evitando o êxodo rural; 
3) Sistemas agroflorestais - a integração 
entre lavoura, pecuária e floresta são 
fundamentais para a recuperação de áreas 
degradadas. Além de contribuir para a 
redução de emissões, reduz o uso de 
fertilizantes, agro defensivos e estimula a 
diversidade de espécies; 
4) Negócios resilientes - buscar soluções 
para a incidência de eventos climáticos 
extremos, fazendo com que os produtores 
consigam manter sua produtividade e 
mantenham a biodiversidade de seu 
ambiente, mesmo sob condições climáticas 
adversas.
00:25
Práticas de agricultura de baixo 
carbono, por exemplo, auxiliam 
no combate às mudanças 
climáticas.
02:46
Um dos grandes desafios hoje, 
do agronegócio, é a inclusão de 
pequenos agricultores nas suas 
cadeias.
05:27
Como vamos buscar formas de 
sobreviver, de manter nossas 
culturas e produtividade, em 
um clima cada vez mais seco e 
quente?
10:33
16
Oportunidades setorizadas II
Existem oportunidades interessantes, 
também, para o setor de florestas e uso 
de solo. Seguindo a mesma lógica do 
tópico anterior, o professor destaca três 
soluções com propósito de mitigar impactos 
negativos, sendo: 
1) Rastreabilidade - criar maneiras de rastrear 
produtos agroflorestais, garantindo a sua 
qualidade de origem e demonstrando 
práticas de sustentabilidade dessas cadeias 
produtivas; 
2) Maquinário - desenvolver máquinas e 
equipamentos adaptados para o ambiente 
agroflorestal, facilitando a produção e 
modernizando-a; 
3) Integração logística - criar soluções de 
baixo custo para o escoamento da produção 
agroflorestal, buscando alternativas mais 
limpas de transporte e estimulando a 
competitividade nos mercados. 
Em seguida, o professor Daniel destaca duas 
soluções para promover o impacto ambiental 
positivo nesse setor, sendo: 
1) Negócios de compensação - criar modelos 
de negócio que utilizem a conservação 
ou recuperação de áreas florestais para 
aumentar a atratividade financeira dessas 
áreas; 
2) Pagamento por Serviços Ambientais - 
diversificar receitas por meio de modelos de 
negócio que tem como finalidade preservar 
as áreas de floresta, sequestrando carbono 
ou promovendo tratamento dos recursos 
hídricos.
 13:07
15:31
CURIOSIDADE
Em atividade desde 2015, é uma parceria do 
Instituto de Manejo e Certificação Florestal 
e Agrícola com o Instituto Socioambiental, 
na intenção de conectar a produção 
agroflorestal com grandes empresas, criando 
relações transparentes entre empresas, 
consumidores e populações tradicionais e 
seus ativos.
Origens Brasil
19:28O fortalecimento da bioeconomia 
representa uma grande 
oportunidade de gerar vantagem 
competitiva e comparativa para 
diversos produtos brasileiros.
23:17
Cabotagem: Modal de transporte 
caracterizado pela navegação 
entre portos de um mesmo país. É 
considerada uma alternativa com 
menor impacto ambiental quando 
comparada ao transporte rodo ou 
ferroviário. Uma das características 
da cabotagem é não perder a costa 
de vista ao longo de seu trajeto.
PALAVRAS-CHAVE
17
Oportunidades setorizadas III
O setor industrial foca, em grande medida, 
nas soluções que mitigam impactos. Boa 
parte delas está relacionada à melhoria de 
processos por meio da integração de ações 
sustentáveis nos processos produtivos. Entre 
algumas das soluções, o professor Daniel 
elenca: 
1) Pesquisa e Desenvolvimento - soluções 
que ampliem a pesquisa e desenvolvimento 
do setor e estimulem o uso de ativos 
florestais nos processos produtivos; 
2) Economia circular & Design - reduzir o 
desperdício de recursos para a criação e 
produção industrial, gerando maior eficiência 
e melhorando a performance socioambiental 
envolvida nessas cadeias produtivas; 
3) Comércio justo - adotar modelos de 
remuneração justos para produtores e 
empresas, estimulando práticas como 
rastreabilidade e sustentabilidade além de 
medidas de impacto social; 
4) Rastreabilidade - promover uma maior 
capacidade de rastreabilidade dos produtos, 
otimizando as cadeias de valor om baixo 
custo de adoção;
5) Descartes & resíduos - propor serviços 
e processos que possam reduzir o 
desperdício de matéria prima e o remanejo, 
reaproveitamento e descarte correto de 
resíduos. 
 30:54
30:29Essa composição de modelos 
de negócios mais remuneração 
por pagamento de serviços 
ambientais, pode ser uma 
equação que vai mudar as regras 
do jogo sobre lucratividade 
e viabilidade de modelos de 
negócios de base florestal.
36:06Economia circular na veia. 
Precisamos, cada vez mais, trazer 
esses princípios da economia 
circular para a indústria.
18
AULA 2 • PARTE 1
Oportunidades setorizadas IV
Quando consideramos as oportunidades 
no que tange as matrizes energéticas e 
biocombustíveis, estamos tratando de duas 
alternativas distintas: eficiência energética 
e energias renováveis. Como soluções para 
mitigar os impactos negativos temos: 
1) Eficiência energética - é preciso 
desenvolver soluções para otimizar 
máquinas e equipamentos, fazendo com 
que consumam menos energia, assim como 
utilizem fontes de energia renováveis; 
2) Financiamento - Fomentar mecanismos 
que estimulem investimentos em fontes 
renováveis, trocando as matrizes energéticas 
e buscando menor emissão de carbono; 
3) Coprocessamento - desenvolver 
estratégias para reaproveitar resíduos e deles 
criar novas fontes de energia, diminuindo a 
emissão de gás carbônico; 
4) “Smart Grids” - criar produtos, 
componentes, softwares e serviços que 
sejam capazes de encorajar atores a 
participar da renovação da matriz energética 
nacional.
01:07
02:27
“Green Bonds”: Conhecidos no Brasil 
como Títulos Verdes, são alternativas 
de investimento de longo prazo 
que contribuem para a preservação 
do planeta. Similares aos títulos de 
dívida comuns, os títulos verdes 
só podem ser utilizados para 
financiar projetos e investimentos 
considerados sustentáveis.
PALAVRAS-CHAVE
Na dimensão energética, o 
combate às mudanças do clima 
passa por dois grandes eixos: 
energias renováveis e eficiência 
energética.
03:53
05:41
CURIOSIDADE
Coordenador sênior no Instituo Clima e 
Sociedade, foi consultor da AES Eletropaulo 
e AES Brasil. Entre 1994 e 2001, foi diretor 
executivo do Greenpeace, no Brasil. Mestre 
em física pela Universidade de São Paulo, 
é especialista em energia e mudanças 
climáticas.
Roberto Kishinami
CURIOSIDADE
Fundada em 2018, é uma empresa privada 
que fornece serviços financeiros com a 
intenção de popularizar investimentos em 
causas relevantes ao meio ambiente e em 
causas sociais, ampliando a consciência 
sobre o uso do dinheiro e a economia 
Trê Investimentos
11:47
19
18:07
CURIOSIDADE
Em atividade desde 2010, é uma 
organização independente e tem como 
objetivo promover e estimular iniciativas 
que favoreçam à transição para economia 
circular. A organização visa conectar 
empresas privadas e governos com projetos 
de educação e análise de dados para gerar 
resultados e embasar o trabalho.
Fundação Ellen MacArthur
Oportunidades setorizadas V
As oportunidadespara o setor de logística e 
mobilidade necessitam do trabalho conjunto 
dos setores privado e público. Entre algumas 
opções que temos para mitigar impactos 
negativos nesse setor, podemos listar: 
1) Logística reversa - O descarte e o 
reaproveitamento de embalagens, 
componentes e peças é uma oportunidade 
que se fará necessária para gestão de 
resíduos. É preciso combinar tecnologia e 
logística para que se possa dar a atenção 
correta a esses materiais, fazendo com que 
eles possam ser reintroduzidos nas cadeias 
produtivas; 
2) Integração intermodal - A ideia é criar 
soluções que combinem alternativas 
tanto de transporte de cargas quanto de 
passageiros que reduzam as emissões de 
gases e que utilizem fontes renováveis 
de energia combinadas com modais já 
existentes, porém, reduzindo sua presença; 
3) Veículos elétricos - Existem grandes 
oportunidades para a implementação de 
veículos elétricos, porém, é preciso combinar 
essa mudança com fontes de energia 
que sejam de baixa emissão e com uma 
estrutura que seja capaz de fornecer esses 
combustíveis renováveis, além de pensar sua 
manutenção e reposição de peças. 
4) Sistemas de transporte - transformar 
o transporte urbano buscando soluções 
que não comprometam seu desempenho 
frente às mudanças climáticas ou eventos 
extremos.
 23:11
23:30As oportunidades para o setor de 
logística e mobilidade possuem 
uma característica particular: 
residem na intersecção entre a 
atuação do setor privado e do 
setor público.
27:28
CURIOSIDADE
Multinacional norte-americana opera, no 
Brasil, desde 1953 como produtora de 
lanches, alimentos e bebidas. Com plantas no 
nordeste, centro-oeste e sudeste, a empresa 
conta com mais de 12.000 colaboradores e 
mais de 2.200 caminhões em sua frota.
Pepsico
20
33:09A integração intermodal nas 
atividades de transporte tem 
grande potencial para reduzir 
emissões de gás de efeito estufa.
35:00
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
O Vapor d’água é um dos principais 
responsáveis pelo efeito estufa. 
Também provoca esse efeito:
39:14A redução das emissões de gases 
de efeito estufa, decorrente dos 
transportes, é um dos pilares 
mais importantes no combate às 
mudanças do clima, localmente.
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21
AULA 2 • PARTE 2
Oportunidades setorizadas VI
Quando pensamos no setor hídrico, é 
fundamental que pensemos na oferta 
e em como os fenômenos climáticos a 
afetarão diretamente. Logo, é importante 
que tenhamos soluções que consigam lidar 
diretamente com a democratização da oferta 
hídrica. Daniel destaca as seguintes soluções 
com capacidade para mitigar impactos 
negativos: 
1) Reúso - setores como a indústria e a 
agricultura devem buscar soluções para 
conseguir atingir a otimização do uso 
de água em suas atividades. Ainda que 
elas também sejam necessárias para os 
ambientes residenciais, é fundamental atingir 
uma maior eficiência hídrica nesses dois 
setores; 
2) Aquicultura - estimular criações e 
fazendas marinhas pode ser uma solução 
para diminuir a pesca comercial e manter 
a saúde dos ecossistemas marinhos e sua 
sustentabilidade sem prejudicar sua oferta. 
Em seguida, o professor apresenta as 
soluções que promovem impacto positivo, 
sendo elas: 
3) Reduzir vulnerabilidades - criar produtos, 
serviços e ferramentas capazes de reduzir 
a vulnerabilidade empresarial aos impactos 
causados pela mudança climática, como 
fortes chuvas ou escassez de água; 
4) Saneamento Básico - desenvolver serviços 
e soluções para tratamento de água e 
esgoto, reduzindo custos e ofertando água 
de qualidade para todos; 
5) Tratamento de efluentes - criar soluções 
que reduzam os custos do tratamento de 
efluentes utilizando soluções baseadas na 
natureza.
00:25
04:15
Documentário de 2021, dirigido e estrelado 
pelo cineasta britânico Ali Tarbrizi, aborda o 
tema do impacto humano na vida marinha e 
como a pesca tem afetado o ecossistema dos 
oceanos ao longo dos anos. Diversos críticos 
e especialistas contestam as informações 
trazidas na narrativa do documentário.
Documentário: “Seaspiracy”
ENTRETENIMENTO
É crucial que os negócios 
sejam capazes de reduzir a sua 
exposição e vulnerabilidade 
aos impactos hidrológicos da 
mudança do clima.
08:06
Tem muito poucas startups 
e negócios de impacto que 
conseguem entregar soluções 
para tratamento de esgotos e 
acesso à água.
12:28
22
13:52Os desafios para a universalização 
do saneamento básico no Brasil 
são gigantescos.
Oportunidades setorizadas VII
A gestão de resíduos sólidos é uma das 
grandes oportunidades no combate às 
mudanças climáticas, seja pela extensão da 
vida útil dos produtos ou através do descarte 
ou transformação dos mesmos nas cadeias 
produtivas. Entre as principais oportunidades 
para mitigar impactos temos: 
1) Logística reversa - criar formas 
de viabilizar a logística reversa ou a 
reintrodução de materiais descartados nas 
cadeias produtivas, reutilizando-os; 
2) Substituição de descartáveis - criar 
alternativas para reutilizar materiais e 
diminuir o impacto de descartáveis e sua 
permanência na natureza, minimizando o 
impacto humano no ecossistema; 
3) Coleta de qualidade - aliar tecnologia 
e gestão pública é uma oportunidade 
interessante para garantir uma coleta de 
resíduos reaproveitáveis e recicláveis, 
garantindo melhor destinação do lixo e o 
reúso de materiais nas cadeias produtivas; 
4) Resíduos industriais - os resíduos 
industriais precisam ser geridos de modo a 
serem reaproveitados e reintroduzidos no 
sistemas produtivos, reduzindo ao máximo 
seu descarte. Na questão de promoção, 
temos: 
5) Soluções agrícolas - desenvolver 
produtos como biofertilizantes e controles 
de pragas com subprodutos da produção 
rural, agredindo menos o meio ambiente e 
otimizando a produção mais limpa; 
6) Tratamento de resíduos - desenvolver 
estruturas autônomas de tratamento de 
resíduos e soluções de baixo custo para 
realizar a gestão responsável dos mesmos.
 17:10
20:09O descarte das embalagens pós-
consumo ainda está longe de 
atingir um patamar satisfatório.
25:13
CURIOSIDADE
Iniciativa criada e conduzida por Niudo 
e Clayton Freitas, desenvolve soluções 
alternativas para construção civil, utilizando 
resíduos plásticos para edificações de 
estruturas sem necessidade do uso de 
cimento ou água em sua composição.
Soloplásticos
32:39Muitas vezes, as lideranças de 
empresas, principalmente na 
última década, associam gastos 
de sustentabilidade como 
investimentos a fundo perdido.
23
CURIOSIDADE
A Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária foi criada em 1973 e é uma 
empresa pública vinculada ao Ministério 
da Agricultura. Entre seus objetivos está 
desenvolver a tecnologia, informações 
científicas e técnicas voltadas para a 
agricultura e pecuária nacional.
Embrapa
36:33
O setor financeiro
Independentemente da natureza das 
propostas apresentadas anteriormente, 
precisamos compreender que o setor 
financeiro tem um papel crucial na 
execução das mesmas. Ou seja, é por 
meio de investimentos e financiamento 
que as oportunidades se dão. Sendo 
assim, é preciso combinar a agenda de 
sustentabilidade com o setor financeiro. O 
professor Daniel elenca cinco soluções para 
esse setor, sendo: 
1) Ampliação do financiamento - Ao investir 
em projetos ligados à questão climática 
e a sustentabilidade é basal estimular 
mais iniciativas e operações com menores 
impactos ambientais, assim como, ajustar 
aqueles que ainda não se inserem nessa 
ótica; 
2) Avaliação de impactos - as fontes 
financiadoras devem estar atentas para 
empreendimentos que privilegiam a agenda 
ambiental e climática, criando formas 
de equilibrar e metrificar os interesses 
econômicos e a questão da sustentabilidade; 
3) Seguros e resseguros - É preciso adaptar 
os modelos de negócios de seguros para 
garantir a gestão de riscos nos investimentos 
ligados à questões que abordam o clima e a 
sustentabilidade; 
4) Criar instrumentos financeiros - capazesde comportar as expectativas dos negócios 
voltados a questões ambientais e dos 
financiadores dos mesmos, em termos de 
risco e retorno; 
5) Mirocrédito - impulsionar negócios 
de pequeno e médio porte também é 
fundamental para desenvolver alternativas 
sustentáveis. Daniel acredita que os 
produtores agroflorestais tem grandes 
chances de ser atores importantes nesse 
processo, porém precisam de capacidade 
financeira para executar seus projetos. 
40:45
42:18
O documentário canadense de 2003, 
produzido e dirigido por Mark Achbar e 
Jennfier Abbott, baseado no roteiro do livro 
de Joel Bakan, explora temas envolvendo a 
mão-de-obra barata e a devastação do meio 
ambiente realizada por grandes corporações, 
e como uma empresa pode ser considerada 
uma ‘pessoa’ sob a ótica da lei.
Documentário: “The Corporation”
ENTRETENIMENTO
Vamos, aos poucos, migrar para 
direcionar recursos financeiros 
para aquelas práticas que são 
mais resilientes ou que são 
menos afetadas, que podem 
sofrer menos prejuízos com os 
efeitos das mudanças climáticas.
48:20
24
50:00
“As organizações que possuem 
investimentos destinados a proteção, 
preservação e recuperação ambiental 
deverão classificá-los em títulos 
contábeis específicos.” Considerando a 
Contabilidade Ambiental, a descrição 
anterior refere-se a:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
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a:
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a
 1
.
Muitas organizações brasileiras 
ainda não conseguiram conectar 
os danos que o clima está 
trazendo diretamente para o 
bolso dos negócios deles.
55:19
CURIOSIDADE
Laboratório de inovação do Grupo do 
Banco Interamericano de Desenvolvimento, 
é considerado a principal fonte de 
financiamento para projetos desenvolvidos 
em países da América Latina e do 
Caribe. Em atividade desde 1993, o BID 
Lab impulsiona e transforma a vida de 
populações vulneráveis nessas regiões.
BID Lab
01:01:58
25
AULA 2 • PARTE 3
Modelos de negócio
Daniel apresenta alguns dos modelos de 
negócio relacionados a projetos sustentáveis 
dentro da indústria do agronegócio. 
Incluindo soluções que: alavancam cadeias 
produtivas; desenvolvem tecnologias 
regenerativas do solo; fornecem soluções 
digitais que intermedeiam produtores e 
organizações que financiam operações 
e, também, otimizam a produção 
agroecológica.
02:50
CURIOSIDADE
Filho do empresário Abílio Diniz, Pedro 
Paulo foi piloto profissional, competindo na 
Fórmula 1, entre 1995 e 1996. Atualmente, 
comanda a Fazenda da Toca, propriedade 
especializada em alimentos orgânicos, na 
cidade de Itirapina, no interior de São Paulo.
Pedro Paulo Diniz 
06:07
Modelos de negócio II
Em seguida, o professor apresenta iniciativas 
que lidam com o uso correto do solo e a 
regeneração ou preservação das florestas. 
Incluindo tecnologias desenvolvidas para 
a produção de maquinário agrícola e uso 
de combustíveis renováveis; produção de 
softwares para a estruturação de cadeias 
produtivas e assistência técnica, que facilita 
a tomada de decisão para produtores da 
agricultura familiar; promoção de serviços 
ambientais que protegem as florestas 
gerindo sua capacidade de extração; 
criação e desenvolvimento de mercados de 
crédito de carbono florestal e exploração 
e valorização de recursos naturais de 
maneira legal e não degenerativa aos biomas 
florestais. 
08:54
70% daquilo que está no nosso 
prato, no dia a dia, vem da 
agricultura familiar.
10:30
CURIOSIDADE
Com operações em mais de dezoito países, 
o grupo realiza serviços de resposta a 
emergências, prevenção de acidentes, 
gestão, coleta e transporte de resíduos, 
coprocessamento, logística e manufatura 
reserva, entre outros.
Grupo Ambipar
14:01
26
Modelos de negócio III
As oportunidades dentro do setor 
industrial, apresentadas como exemplo 
pelo professor Daniel, demonstram 
ações para a recuperação de plásticos e 
reciclagem de embalagens contaminadas 
sem a necessidade do uso de água para sua 
execução, assim como o desenvolvimento 
de plataformas digitais capazes de rastrear 
matérias-primas e monitorar cadeias 
produtivas. 
Em se tratando das oportunidades 
que envolvem os setores de logística e 
mobilidade, temos exemplos de gestão 
remota de coleta de lixo e descartes, 
otimizando a coleta e reduzindo emissões 
de gases, gestão de itinerários e fluxo de 
passageiros do transporte público, criando 
soluções para distribuição adequada 
de veículos de acordo com o fluxo de 
passageiros e alternativas para entregas 
urbanas, realizando-as por meio de bicicletas 
cargueiras e roteiros dinâmicos.
17:09
Modelos de negócio IV
Quando tratamos do setor de energia, 
o professor Daniel traz alternativas de 
empresas especializadas em transição 
energética, que buscam soluções para a 
adoção de energia solar em ambientes 
urbanos, reduzindo seus custos e 
compartilhando suas capacidades, utilizando 
até mesmo fachadas de edifícios, mobiliários 
e veículos como fontes geradoras de energia 
limpa e renovável. 
Já, quando tratamos da questão da água e 
saneamento, o professor traz exemplos de 
tecnologias capazes de tratar a água em 
ambientes rurais, sistemas de acúmulo e 
redução do desperdício de água, a partir da 
filtragem e reaproveitamento da mesma, e 
alternativas para o tratamento de água para 
consumo humano de baixo custo, eliminando 
elementos químicos e nocivos presentes 
nela. 
 21:28
Modelos de negócio V
As iniciativas que dizem respeito a gestão de 
resíduos tem grande parte de seus esforços 
voltados para redução de desperdícios e 
redução do transporte desnecessário e 
descarte incorreto de dejetos e lixo. 
Estes processos contemplam desde projetos 
de compostagem residencial e empresarial, 
passando por logística reversa para 
recuperação de embalagens utilizadas e a 
reintrodução das mesmas, como materiais 
de grande valia nas cadeias produtivas de 
diversos negócios. Para ilustrar exemplos 
de como o setor financeiro também atua 
de forma cada vez mais intensa nessa 
agenda, Daniel traz iniciativas que já 
estão criando opções de financiamento e 
incentivo, capazes de conceder empréstimos 
e garantias para iniciativas que tem como 
mote de seus negócios a preocupação com 
as questões socioambientais e climáticas.
25:24
CURIOSIDADE
A Plataforma Parceiros pela Amazônia 
surge, em 2017, para desenvolver novos 
modelos econômicos que aliam recursos 
naturais, biodiversidade e desenvolvimento 
sustentável para comunidades locais. A 
plataforma fomenta negócios e compartilha 
as melhores práticas para soluções e 
desafios que envolvem o ecossistema da 
Amazônia e seus anseios. 
Grupo Ambipar
29:17
27
AULA 2 • PARTE 4
Lentes de análise
O professor Daniel apresenta o que ele 
chama de lentes de análise como sendo 
uma maneira de aproximar atores e 
conectar soluções de forma transversal 
a, eventualmente, uma realização factual 
das soluções propostas de acordo com as 
necessidades específicas. 
Considerando todas as oportunidades e 
modelos de negócios apresentados nos 
tópicos anteriores, Daniel relaciona como 
elas se relacionam com o que ele chama 
de lentes de oportunidades, incluindo: 
Economia regenerativa; Bioeconomia; Clima; 
Água e; Economia circular. 
Daniel demonstra como essas lentes de 
análise são funcionais para identificar e 
relacionar as soluções propostas com seus 
conceitos ao se fazer a pesquisa do campo 
de interesse delas, no site aondaverde.com.
br 
O mesmo pode ser feito por meio do que 
o professor chama de lentes de impacto. 
Por meio delas, é possível filtrar quais 
oportunidades tem caráter de mitigação 
de impactos negativos ou de promoção de 
impactos positivos.
01:17
As mudanças do clima 
tendem a alterar drástica e 
permanentemente os sistemas 
sociais e econômicos do planeta.
04:11
07:30
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Segundo a Lei n° 12.187/2009, 
mudanças e substituições 
tecnológicas que reduzem o uso 
de recursos e as emissões por 
unidade de produção, bem como 
a implementação de medidas que 
reduzem as emissões de gases 
de efeitoestufa e aumentam os 
sumidouros denominam-se:
R
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a 
d
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a:
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e
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a
ti
v
a
 3
.
10:45
Paul Hawken apresenta seu projeto 
e quais são os contextos que devem 
ser abordados para que consigamos 
compreender os efeitos do 
aquecimento global nas sociedades 
e nossas opções para regenerar o 
ecossistema do planeta.
“Project Drawdown”
VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=u7K5M-jaHk8 
28
22:44
Vídeo do canal Our Changing 
Climate que apresenta três soluções 
plausíveis para reduzir os impactos 
do aquecimento global e como elas 
necessitam da participação coletiva 
para se tornar realidade. 
Soluções climáticas possíveis
VÍDEO
Sustentabilidade X prática
Para que consigamos, de fato, integrar 
soluções práticas em se tratando de 
sustentabilidade que objetivem mudanças 
substanciais para mitigar impactos 
causados pela degradação ambiental e pelo 
aquecimento global é fundamental que 
repensemos nossos padrões de produção e 
consumo. 
Quando pensamos em âmbito global, 
uma mudança nos modelos de negócio, 
favorecendo a economia circular e 
regenerativa é basilar para que possamos 
preservar nossa espécie e a existência 
humana como a conhecemos hoje. Essa 
mudança não é papel exclusivo de empresas 
que praticam soluções ligadas a ASG/
SEG em suas estratégias e aos governos. 
A mudança passa por todos nós, incluindo 
nossas formas de consumir e de produzir à 
partir dos recursos disponíveis no planeta. 
O Brasil, tem um papel extremamente 
relevante no protagonismo de ações e 
iniciativas que trabalhem com essa agenda, 
mas, para que elas possam ser executadas 
e postas em prática é imprescindível 
que exista uma convergência entre as 
expectativas das organizações, o governo 
em todas as suas esferas e as pessoas como 
agentes ativos dessa mudança.
31:59
Para garantir um 
desenvolvimento, de fato, 
sustentável é necessário repensar 
os padrões de produção 
e consumo, em uma nova 
economia.
34:04
CURIOSIDADE
Cofundador da Rizoma Agro, é um dos 
principais advogados da agricultura 
regenerativa no Brasil. Fábio também foi 
consultor da Prefeitura da cidade do Rio de 
Janeiro em projetos de larga infraestrutura, 
como a instalação dos BRT’s. Também 
trabalhou para o Grupo Boticário com 
projetos de estratégia de crescimento 
mercadológico.
Fábio Sakamoto
35:10
35:59Os desafios socioambientais que 
o Brasil e o mundo enfrentam 
no século XXI são complexos 
e requerem uma mudança nos 
modelos mentais das pessoas e 
das organizações.
29
39:35
“Greenwashing”: Anglicismo 
utilizado para representar o uso 
de prerrogativas ambientalistas 
injustificadas. Ou seja, quando uma 
empresa ou seus produtos se dizem 
ser ambientalmente responsáveis, 
orgânicos ou naturais quando na 
verdade não são.
PALAVRAS-CHAVE
44:05Esse privilégio de poder 
escolher e optar por ações mais 
conscientes é para poucos.
AULA 3 • PARTE 1
CURIOSIDADE
Empresa norte-americana de gestão de 
ativos e riscos, fundada em 1988, é tida 
como a maior do mundo em sua área de 
atuação, com mais de 8,6 trilhões de dólares 
sob gestão. Atua em escala global, em mais 
de trinta países, incluindo o Brasil.
Blackrock
01:45
05:02
CURIOSIDADE
Fundada em 2007, utilizou a razão social 
Enerbio Consultoria até 2012. Realiza 
consultorias em sustentabilidade e captação 
de recursos para projetos, atuando com 
empresas interessadas em reduzir ou 
neutralizar suas emissões de gases de efeito 
estufa.
Ecofinance
06:00
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Qual das opções abaixo apresenta o 
mecanismo decorrente do Protocolo 
de Quioto, que autoriza um país a 
participar de projetos de redução 
da emissão de carbono fora de seu 
território?
R
es
p
o
st
a 
d
es
ta
 p
ág
in
a:
 a
lt
e
rn
a
ti
v
a
 1
.
30
Contexto climático
É fato consumado que a ação humana é 
a principal responsável pelo aquecimento 
global e por todas as consequências que 
esse fenômeno tem em relação à mudanças 
climáticas. O processo industrial e a grande 
quantidade de emissão de gases de efeito 
estufa por meio de combustíveis fósseis tem 
sido alguns dos principais responsáveis por 
essa deterioração de nossos ecossistemas. 
Entre algumas das mudanças climáticas que 
vêm sido percebidas com mais frequência, 
podemos destacar as intensas precipitações, 
ondas de calor e seca e o derretimento da 
calota polar, seguido do aumento do nível 
dos oceanos. Paralelamente, temos que 
considerar a questão geoeconômica e como 
ela também influencia nessa relação. Ou seja, 
países mais desenvolvidos economicamente, 
em grande medida, são os maiores 
responsáveis pelos altos índices de emissão 
de gases de efeito estufa. 
Ao passo que, os países ainda em 
desenvolvimento precisam ter um 
tratamento diferenciado na questão da 
emissão de GEE, uma vez que ainda 
precisam atingir níveis de produção e 
crescimento que satisfaçam as necessidades 
básicas de suas populações.
 07:33
10:25No mundo, como um todo, o 
suprimento energético e de 
fontes de aquecimento ainda é a 
principal fonte de emissão.
13:58Os países desenvolvidos têm uma 
responsabilidade histórica muito 
maior pelas emissões. Isso, se 
reflete nas emissões per capita 
que eles têm, hoje.
17:14Nas regiões que têm maior 
necessidade de desenvolvimento, 
maior necessidade de recurso 
e menos infraestrutura para 
aguentar esses fenômenos 
extremos, os impactos vão ser 
mais sentidos.
Será que, com as mudanças 
climáticas, nós vamos conseguir 
continuar plantando as mesmas 
culturas que plantávamos no 
passado?
20:47
31
O impacto e as reações
Diante desse cenário que envolve 
o aquecimento global e todas as 
consequências que ele traz, temos algumas 
iniciativas que vem sendo propostas, nas 
últimas décadas, para tentar reduzir os 
eventuais prejuízos que iremos encarar. 
O professor Eduardo elenca algumas das 
principais convenções, protocolos, acordos 
e eventos que vêm sendo realizados, 
desde a década de 1990, na tentativa de 
conscientizar governos e suas respectivas 
organizações e populações a adaptar e 
mitigar os efeitos que a emissão de gases de 
efeito estufa tem sobre sua realidade social, 
econômica e ambiental. 
Segundo o professor, esses eventos além 
de explorarem alternativas de mitigação e 
adaptação das metas para conter o avanço 
de emissão de gases de efeito estufa, 
também tem como objetivo, a adequação 
de recursos e inovações tecnológicas 
disponíveis para servir como ferramentas 
para financiar e executar ações práticas 
nessa agenda. 
Ainda que seja impossível zerar as emissões 
de carbono, só conseguiremos reduzi-las a 
partir de um esforço conjunto e de ações 
globais, que precisam ser pautas presentes, 
com urgência.
21:38
23:04
Protocolo de Quioto: Elaborado 
e assinado em 1997, é um acordo 
mundial, resultado da Convenção 
Quadro das Nações Unidas sobre 
mudança do clima. Seu principal 
objetivo foi propor metas, em 
particular, para países desenvolvidos, 
no sentido de conter suas emissões 
de gases de efeito estufa, entre os 
anos de 2008 e 2012.
PALAVRAS-CHAVE
Esse debate é sempre evolutivo. 
Muitas vezes, nas conferências, 
existem pontos em que os países 
não chegam em consenso.
27:11
Algumas atividades vão continuar 
proporcionando emissão de 
carbono, porém, algumas 
medidas vão compensar aquelas 
emissões.
33:50
35:07
“WRI”: O World Resources 
Institute é uma organização não 
governamental ambientalista, norte-
americana, fundada em 1982 por 
James Gustave Speth. O trabalho da 
WRI está focado em proteger o clima 
global, garantir acesso à informação, 
explorar iniciativas e oportunidades 
ligadas a proteção ambiental, assim 
como a promoção de indivíduos e 
ecossistemas mais capazes.
PALAVRAS-CHAVE
32
AULA 3 • PARTE 2
Descarbonização
O processo de descarbonização consiste no 
esforço de indivíduos e entidades buscarem 
a existência zero de carbono fóssil. Ainda 
que seja improvável atingir esse nível, o ideal 
é que se objetive um equilíbrio na emissão 
de carbono, que atenda os parâmetros 
estipuladospelos acordos climáticos. 
Para que possamos dar início a esse 
processo, o primeiro passo é entender 
quais são as emissões pelas quais somos 
responsáveis, para então, buscarmos reduzi-
las ou removê-las e em seguida, procurar 
meios de compensá-las, buscando níveis 
mais próximos possíveis de zero. 
O inventário contábil é um retrato do que 
existe em termos de emissões de gases de 
efeito estufa, realizado por uma organização, 
em um determinado momento. O limite 
organizacional vai definir a extensão dessa 
mensuração, isto é, se ela é referente a toda 
a operação da empresa, um determinado 
processo, produto ou evento que ela realiza. 
O mesmo se dá com o período de tempo 
estipulado. Ele pode ser medido de acordo 
com as necessidades ou desejos da empresa 
em saber tal informação. O professor 
Eduardo define quais são os principais GEE e 
demonstra como convertê-los em toneladas 
de CO2 equivalentes.
 00:25
01:34Não podemos neutralizar nossas 
emissões de carbono nem reduzir 
nossas emissões de carbono 
se não conhecemos nossas 
emissões.
04:18Existem outros poluentes que são 
proporcionados pela atividade 
humana, que são proporcionados 
pela atividade empresarial, mas 
que não entram no inventário de 
emissões de gás de efeito estufa.
05:41Você pode fazer o inventário 
no período que decidir. Isso 
vai depender do interesse 
da empresa em ter aquela 
informação.
33
GHG Protocol
O GHG Protocol é a principal métrica 
utilizada para a realização de inventários 
de carbono no espectro corporativo. No 
Brasil, a norma criada pela WRI em parceira 
com a WBCSD, adaptada com a tradução 
e inclusão de outras ferramentas que 
conversam com a realidade local, propostas 
pela Fundação Getúlio Vargas, entra em 
vigor a partir de 2008. 
A ISO 14064 também surge para dar suporte 
aos relatórios dos inventários. Essa métrica é 
composta por cinco princípios: 
1) Relevância - gerar informações relevantes 
a partir dos dados levantados; 
2) Integralidade - registrar e comunicar 
todas as fontes e atividade de emissão, de 
acordo com os limites estabelecidos; 
3) Consistência - manter as abordagens 
de contabilização, limites de inventário e 
metodologias de cálculo;
4) Transparência - comunicar as informações 
de maneira clara e objetiva, sem suprimir 
dados relevantes e; 
5) Exatidão - quantificar o inventário 
de forma confiável e evitar informações 
incorretas.
08:57
É importante que sigamos 
uma consistência no 
desenvolvimento do inventário, 
ao longo do tempo.
11:59
GHG Protocol II
Ao se utilizar o GHG Protocol, é possível 
fazê-lo por meio de duas abordagens: 
1) Controle Operacional - onde a organização 
tem obrigação de contabilizar em seu 
inventário tudo aquilo que ela tem 
autoridade operacional e proprietária; 
2) Participação Societária - aqui, a 
contabilização é realizada de acordo com 
a porcentagem da propriedade das cotas 
societárias. 
O GHG Protocol também define seus limites 
operacionais por meio de três escopos: 
1) Fontes controladas - são as emissões 
realizadas por operações ou propriedades 
diretas da organização; 
2) Compra de energia da rede;
3) Fontes de terceiros - aquelas que geram 
emissões indiretas, porém, a organização 
não tem controle, como logística motorizada, 
viagens de avião, entre outras. 
As emissões geradas pelos escopos um e 
dois devem ser registradas nos inventários, 
obrigatoriamente. Eduardo apresenta 
exemplos de cada tipo de emissão gerada 
pelos escopos apresentados.
 13:55
17:41Pela metodologia GHG 
Protocol, atualmente, as 
emissões de escopo um e dois 
são obrigatórias de serem 
contabilizadas para aquele limite 
organizacional.
34
Estimando emissões
O professor Eduardo introduz os conceitos 
básicos dos cálculos necessários para que 
consigamos estimar as emissões de gases 
de efeito estufa e como converter seus 
valores para os padrões determinados nas 
metodologias GHG Protocol e ISO 14064. 
A fórmula básica para que consigamos 
atingir esses valores é: multiplicar as 
emissões de gás de efeito estufa pelo 
potencial de aquecimento global de 
cada gás específico. Ao fazermos isso, 
chegaremos no resultado em valores por 
tonelada de CO2 equivalente. 
Eduardo apresenta os potenciais de 
aquecimento global de alguns dos 
principais gases de efeito estufa, como 
dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, 
perfluorocarbonos, hexafluoreto de enxofre e 
hidrofluorocarbonos. 
Em seguida, o professor traz um exemplo 
prático, demonstrando as quantidades de 
GEE emitidas no consumo de 1000 metros 
cúbicos de gás natural, considerando as 
quantidades de dióxido de carbono, metano 
e óxido nitroso emitidas nesse consumo.
 25:19
27:19A emissão de gás estufa em 
toneladas de CO2 equivalente é 
o somatório dos gases de efeito 
estufa emitidos vezes o seu 
potencial de aquecimento global.
Metodologia GPC
A metodologia GPC (Global Protocol 
Community-Scale Greenhouse Gas Emission 
Inventories) foi desenvolvida pela WRI 
em parceria com a C-40 e o ICLEI. Ela 
é a principal metodologia utilizada para 
mensurarmos as emissões de gás de efeito 
estufa para cidades. 
De uma maneira muito semelhante ao 
GHG Protocol essa metodologia também 
considera escopos, sendo: 
1) Emissões diretas - ligadas a queima 
de combustível estacionário, processos 
industriais, agricultura e outros processos 
de uso da terra, desperdício de águas 
residuais e queima de combustível feita 
por transportes de diversas naturezas que 
ocorrem dentro da cidade; 
2) Uso da rede energética; 
3) Indiretos - são as emissões indiretas, 
também ligadas a transportes, transmissão 
e distribuição de energia, desperdícios 
de águas residuais e outras emissões que 
acontecem fora dos limites da cidade.
33:30
Relatando emissões
Voltando ao ambiente corporativo, o 
professor Eduardo apresenta como devemos 
fazer o relato dos inventários de emissão 
de gás de efeito estufa após realizarmos 
seus cálculos e mensuração. Esse reporte 
deve ser feito de acordo com indicações 
de ISO 14064 e também do GHG Protocol, 
que relacionam as diretrizes que devem ser 
seguidas para a publicação dos inventários. 
Eduardo apresenta o Registro Público de 
Emissões, uma iniciativa desenvolvida pelo 
Programa Brasileiro GHG Protocol e pela 
fundação Getúlio Vargas, que compila 
o maior banco de dados de inventários 
corporativos da América Latina. Por fim, o 
professor apresenta alguns exemplos desses 
relatórios e como essas informações são 
divulgadas publicamente.
 38:09
42:12É relevante, mesmo sendo 
opcional, que as fontes de 
emissão de escopo três sejam 
contabilizadas.
35
AULA 3 • PARTE 3
Verificação do inventário
Uma opção que pode ser utilizada para 
validar as informações contidas em um 
inventários de gases de efeito estufa 
produzido por uma organização é a 
contratação de uma auditoria para validar 
as informações relacionadas. Esse tipo 
de serviço é realizado por empresas 
terceirizadas, sem relação com as operações 
diretas da empresa que emitiu o inventario. 
Dentre algumas das atividades que são 
incumbidas a essa auditoria estão: a 
conferência dos limites organizacionais 
estabelecidos no inventário, a verificação 
de evidências para os dados reportados 
e premissas adotadas pela metodologia 
utilizada para sua medição, os fatores de 
emissão utilizados para a metrificação e a 
conferência das informações obrigatórias do 
inventário. 
O GHG Protocol estabelece uma 
diferenciação entre os inventários, 
dando selos de acordo com a extensão, 
abrangência e credibilidade deles, sendo: 
1) Selo Bronze - para relatórios parciais, que 
não contemplam as emissões de todas as 
unidades operacionais de uma empresa; 
2) Selo Prata - para relatórios que 
contemplam as emissões de todas as 
unidades operacionais de uma empresa, 
porém sem auditoria externa; 
3) Selo Ouro - quando além de contemplar 
todas as unidades operacionais o inventário 
é auditado por empresas externas 
autorizadas.
00:25
CURIOSIDADE
O Instituto Nacional de Metrologia, 
Qualidadee Tecnologia é uma autarquia 
federal, vinculada ao Ministério da Economia. 
Criada em 1973, o instituto tem entre 
seus encargos certificar a qualidade de 
produtos e serviços desenvolvidos no 
Brasil, observando normas técnicas e legais, 
planejar a atividade de acreditação, apoiar a 
inovação tecnológica, entre outras.
INMETRO
02:47
03:25
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Assinale a alternativa em que todas as 
substâncias correspondem a gases do 
efeito estufa (GEE).
R
es
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o
st
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d
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 4
.
36
Redução de emissões 
O professor Eduardo traz uma série de 
questionamentos que devemos fazer 
em nossas organizações para que 
consigamos entender e, também, tomar 
providências para estimular práticas que são 
fundamentais na redução das emissões de 
gás efeito estufa na atmosfera, em diversas 
frentes, como: 
1) Fontes estacionárias - substituição de 
combustíveis fósseis, vislumbrar a eficiência 
energética, a substituição ou adaptação de 
maquinário e equipamentos e a adoção de 
tecnologias para remoção de carbono; 
2) Fontes Móveis - eliminar deslocamentos 
desnecessários e buscar rotas mais 
eficientes, trabalhar com combustíveis 
mais limpos nas frotas de veículos, 
estimular novos comportamentos e práticas 
sustentáveis; 
3) Energia - ações que incentivem a 
eficiência e geração de fontes de energia 
própria, assim como comprar energia de 
matrizes renováveis; 
4) Atividades agrícolas - diminuir as 
quantidades de nitrogênio nos fertilizantes, 
integrar lavoura e pecuária objetivando 
produtividade, reaproveitar resíduos e 
dejetos e não desmatar; 
5) Resíduos e efluentes - desenvolver 
produtos considerando sua reutilização e 
reciclagem, reutilizar resíduos orgânicos, 
captar energia de material de aterros e tratar 
efluentes com soluções naturais. 
 04:17
09:08Eu tendo menor consumo de 
combustível, tenho menos 
emissão.
13:47Não desmatar é uma questão 
essencial nesse contexto de uma 
trajetória de neutralidade de 
carbono ate 2050.
16:22O ideal é sempre evitar a 
destinação de resíduos a aterros. 
Buscar design de serviços e 
produtos que possibilitem a 
reutilização ao longo do tempo.
37
Compensando emissões
Existem duas maneiras para compensar 
os impactos causados pelas emissões de 
gases de efeito estufa nas operações das 
organizações: 
1) Plantio ou conservação de áreas verdes 
ou, 
2) Créditos de carbono - são certificados 
que comprovam que atividades ou iniciativas 
assumidas por uma organização removeram 
ou evitaram novas emissões de GEE. 
A ideia aqui é neutralizar as emissões 
prévias, por meio de atividades que tenham 
como objetivo compensar e reduzir novas 
emissões. 
17:09
Mercado de carbono
O mercado de carbono é uma das iniciativas 
mais relevantes a serem adotadas quando 
tratamos da contenção de emissão de gases 
de efeito estufa na atmosfera. Existem duas 
abordagens distintas quando tratamos de 
mercado de carbono: 
1) Mecanismos de mercado - quando existe a 
possibilidade de gerar créditos de carbono e 
negociá-los no mercado e; 
2) Mecanismos de taxação - quando 
as organizações são penalizadas 
financeiramente por exceder os limites 
estipulados de emissão de GEE. 
O mercado de carbono também pode 
ser caracterizado como regulado quando 
ele opera por meio de leis e normas 
internacionais, nacionais, regionais ou 
subnacionais ou voluntário, quando as 
empresas que compram os créditos de 
carbono o fazem sem ser por meio de uma 
regulamentação ou determinação prevista 
em lei. Eduardo apresenta como o número 
de projetos registrados de créditos de 
carbono emitidos na última década tem 
sido caracterizado e quais são as principais 
tecnologias utilizadas nesses processos.
 19:07
21:39
“Trading Schemes”: No contexto 
do mercado de carbono, são os 
sistemas de comércio de emissões, 
regimes que envolvem a alocação 
e comercialização das licenças 
de emissão de gases de efeito 
estufa, precificando e limitando as 
emissões para determinados setores 
econômicos.
PALAVRAS-CHAVE
25:27Tem diversas empresas no 
Brasil que vêm trabalhando a 
compensação de emissões de 
uma forma voluntária.
Tivemos um hiato de tempo 
onde não existia um acordo 
global que determinasse meta 
de redução obrigatória para 
ninguém.
27:34
38
AULA 3 • PARTE 4
Mercado regulado
Os mercados regulados de carbono estão 
vinculados a leis, acordos e normas locais 
ou internacionais. O professor Eduardo 
demonstra quais são as etapas necessárias 
para se criar um projeto para entrar no 
mercado regulado, desde sua elaboração, 
passado pela validação e aprovação até 
que ele se torne registrado e possa gerar e 
negociar os créditos de carbono. 
O professor utiliza o Mecanismo de 
Desenvolvimento Limpo (MDL) como 
exemplo para demonstrar como é possível 
aprovar um projeto por meio dele. A grande 
maioria dos projetos registrados nele geram 
créditos de carbono a partir de projetos 
de energia renovável, redução de emissão 
de gases industriais, manejo de resíduos e 
eficiência energética. 
Embora o MDL esteja extinto, os projetos por 
ele desenvolvidos serão transferidos a um 
novo mecanismo, definido pelo Acordo de 
Paris, ainda a ser definido.
00:43
03:44
Certified Emission Reduction: 
Conhecida no Brasil como Redução 
Certificada de Emissões ou créditos 
de carbono, são certificados emitidos 
pelo Mecanismo de Desenvolvimento 
Limpo (MDL) à pessoas físicas ou 
jurídicas que reduziram a emissão 
de gases de efeito estufa em suas 
operações e atividades.
PALAVRAS-CHAVE
Mercado voluntário
O mercado voluntário de carbono envolve 
aqueles grupos e setores que não precisam 
diminuir suas emissões segundo o Protocolo 
de Quioto. Nesse mercado também estão 
listadas empresas que estão sediadas em 
países que não são signatários do Portocolo. 
Existe um crescimento significativo na 
demanda desses créditos nos últimos cinco 
anos, e a expectativa é que ele continue 
crescendo de maneira representativa nos 
anos vindouros. Nesse mercado, os principais 
projetos emissores de créditos de carbono 
estão ligados a iniciativas relacionadas ao 
uso da terra, preservação florestal e ao 
desenvolvimento de energias renováveis. 
A Ásia lidera o volume de créditos 
transacionados, ainda que seu preço médio 
não seja tão expressivo como em outras 
regiões como a África ou a América do 
Norte.
 08:45
11:20Temos agora um crescimento de 
demanda vinculado, também, ao 
início do acordo de Paris.
16:08
“VCS”: Acrônimo para ‘Verified 
Carbon Standard’, conhecido no 
Brasil como Padrão de Carbono 
Certificado, foi estabelecido em 
2005 e se tornou um dos padrões 
de contabilização de carbono mais 
utilizados no mundo. Em todo o 
mundo, os projetos que usaram o 
Padrão VCS emitiram mais de 100 
milhões de crédito em CO2.
PALAVRAS-CHAVE
39
Programa Renovabio
O Renovabio é uma Política Nacional de 
Biocombustíveis. Sua premissa básica 
é estabelecer metas anuais para a 
descarbonização do setor de combustíveis. 
Entre seus objetivos, estão cumprir os 
compromissos determinados ao Brasil pelo 
Acordo de Paris, promover a expansão de 
biocombustíveis na matriz energética e visar 
ganhos de eficiência buscando a redução 
dos gases de efeito estufa na atmosfera. 
Eduardo demonstra todo o caminho que 
produtores de biocombustíveis devem 
percorrer para fazer parte do programa e 
como negociar os créditos de carbono, no 
sentido de financiar suas atividades.
 17:21
20:00
No Brasil, o Mercado de Carbono é 
regulado por um mecanismo interno 
que permite o desenvolvimento de 
projetos para sequestro ou redução de 
emissões de GEE, denominado:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
R
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a
 3
 e
 4
.
09:00
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
No mercado voluntário de carbono, 
os principais projetos emissores de 
créditos de carbono estão ligados:
40
Resumo da disciplina
Veja nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. 
AULA 1
AULA 2
AULA 3
Os mercados de carbono

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