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Caroline Carpenedo Não tem como trazer sustentabilidade para a estratégia do negócio se a empresa não repensar o seu modelo de negócio. Com Daniel Contrucci e Eduardo Baltar de Souza Leão AÇÕES E ALTERNATIVAS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Sustentável e Economia Circular MBA em Desenvolvimento 2 c-Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA BÁSICA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. RESUMO DA DISCIPLINA 40 Relembre os principais conceitos da disciplina. AVALIAÇÃO 41 Veja as informações sobre o teste da disciplina. 3 Doutorado em administração com ênfase em Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2018 e Mestre em Administração pela UFRG) (2011), com especialização em Finanças também pela Universidade Federal do RS - UFRGS (2007) e graduação em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco (2004) . É fundador e proprietário da Ecofinance Negócios, empresa especializada no desenvolvimento de projetos de combate às mudanças climáticas, assessorando empresas privadas, instituições públicas e órgãos multilaterais. Responsável técnico por mais de 20 projetos aprovados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), aprovados pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. Coordenou e implementou mais de 60 inventários e planos de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de organizações privadas e públicas. Foi responsável pelo inventário de emissões e plano de mitigação de emissões da Copa do Mundo 2014 nas cidades de Porto Alegre e Recife. Coordenou o primeiro inventário de emissões de GEE da cidade de Porto Alegre e o primeiro plano de baixo carbono da cidade de Recife. Foi delegado da Comissão Oficial Brasileira nas Conferências das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas em Copenhague e em Cancún (COP-15 e COP-16, respectivamente). Presta ou já prestou consultoria para grandes organizações, como Suzano Papel e Celulose, CMPC Celulose Rio-Grandense, CPFL Energia, Engie Brasil, Universal Leaf Tabacos, Sicredi, Baterias Moura, dentre outros. Também já prestou consultoria para órgãos multilaterais, como Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), United Nations Institute for Training and Research (UNITAR), New Development Bank (NDB). Já assessorou projetos em vários países da América Latina, América do Norte, Europa e África. EDUARDO BALTAR DE SOUZA LEÃO Professor PUCRS Co-fundador e Diretor da Climate Ventures e da Aoka. Graduado em Administração de Empresas e Artes Liberais no Santa Monica College, CA, EUA; e Bacharel em Turismo na Universidade Paulista, SP, BRA; Especialização em Teoria U, Inovação e Prototipagem no MIT, EUA. Possui mais de 15 anos de experiência em empreendedorismo de impacto, como empreendedor, mentor e investidor. Em 2009 co- fundou a Aoka Tours, primeira operadora de turismo sustentável do Brasil; e em 2013 a Aoka Labs, consultoria de Inovação Social. Realizou dezenas de projetos de inovação e valor compartilhado para algumas das maiores empresas, governos e OSCs. Especializou-se na realização de laboratórios de inovação intersetoriais, em temas como Alimentação e Nutrição, Investimentos de Impacto e Clima. Em 2018 co-fundou a Climate Ventures com o objetivo de impulsionar empreendimentos com o potencial de reverter a crise de climática e materializar uma nova economia, mais regenerativa e de baixo carbono. Possui reconhecida habilidade na facilitação de diálogos, design estratégico de projetos de impacto sistêmico. DANIEL CONTRUCCI Professor Convidado c-Conheça seus professores 4 Ementa da Disciplina Análise do impacto das políticas internacionais e nacionais de enfrentamento climático nas cidades e nas empresas. Discussão sobre estratégias corporativas, nacionais e sub-nacionais de mitigação e adaptação às mudanças do clima. Reflexão sobre as experiências internacionais e nacionais de gestão e responsabilidade social e corporativa frente às questões climáticas. 5 Bibliografia básica Kolk, A., Levy, D., PINKSE, J. Business responses to climate change: identifying emergent strategies. California Management Review, v. 47, n. 3, p. 6-20, 2005. Reckien, D., Salvia, M., Heidrich, O., Church, J.M., Pietrapertosa, F., De Gregorio Hurtado, S., D’Alonzo, V., Foley, A., Simoes, S.G., Lorencov_a, E.K., Orru, H., Orru, K., Wejs, A., Flacke, J., Olazabal, M., Geneletti, D., Feliu, E., Vasilie, S., Nador, C., Krook- Riekkola, A., Matosovi_c, M., Fokaides, P.A., Ioannou, B.I., Flamos, A., Spyridaki, N.- A., Balzan, M.V., Fül€op, O., Paspaldzhiev, I., Grafakos, S., Dawson, R. How are cities planning to respond to climate change? Assessment of local climate plans from 885 cities in the EU-28. Journal of Cleaner Production, 191, 207-219. 2019. Van der Heijden, J. 2019. Studying urban climate governance: Where to begin, what to look for, and how to make a meaningful contribution to scholarship and practice. Earth Systems Governance, v.1. 2019. Bibliografia complementar Croci, E., Lucchitta, B., Janssens-Maenhout, G., Martelli, S., Molteni, T. Urban CO2 mitigation strategies under the Convenant of Mayors: an assessment of 124 European cities. Journal of Cleaner Production, 169, 161-177. 2017. Hoffman, A. J. Competitive environmental strategy: a guide to the changing business landscape. New York: Island Press, 2000. Kolk, A.; Levy, D., Pinske, J. Business responses to climate change: identifying emergent strategies. California Management Review, v. 47, n. 3, p. 6-20, 2005. Mi, Z., Guan, D., Liu, Z., Liu, J., Viguie, V., Fromer, N., Wang, Y., 2019. Cities: the core of climate change mitigation. Journal of Cleaner Production, 207, 582–589. 2018. Pinske, J., Kolk, A. International Business and Global Climate Change. Routledge, 2009. As publicações destacadas têm acesso gratuito. -aBibliografia básica https://doi.org/10.2307/41166304 https://doi.org/10.2307/41166304 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.03.220 https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005 https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005 https://doi.org/10.1016/j.esg.2019.100005 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2017.05.165. https://doi.org/10.2307/41166304 https://doi.org/10.2307/41166304 https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2018.10.034. 6 O que compõe o Mapa da Aula? so MAPA DA AULA São os capítulos da aula, demarcam momentos importantes da disciplina, servindo como o norte para o seu aprendizado. Frases dos professores, que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Neste item você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e livros sobre temas abordados em aula. LEITURAS INDICADAS Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. FUNDAMENTOS Questões objetivase como realizar um inventário de emissões corporativo. Mais exemplos de oportunidades de negócio que conversam diretamente com a questão ambiental. O contexto climático e os impactos e reações que são causados por ele na atualidade. A descarbonização e os principais protocolos utilizados para estimar, reduzir e capturar emissões de GEE. A tecnologia conectada ao meio ambiente e o mercado potencial que se abre para essa agenda. A lógica ambiental e os desafios que o Brasil e o mundo enfrentam atualmente. As oportunidades de negócio que envolvem sustentabilidade e diversos setores econômicos. A importância do setor financeiro para o financiamento e o desenvolvimento de iniciativas no combate ao aquecimento global. A importância de desenvolver modelos de negócios adaptados as realidades ambientais e climáticas. 41 Avaliação Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. A nota mínima para aprovação é 6. Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina. Sustentável e Economia Circular. MBA em Desenvolvimento Conheça seus professores Conheça os professores da disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia básica Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. Botão 1022: Botão 1028: Botão 1029: Botão 1030: Botão 101: Botão 102: Botão 103: Botão 1016: Botão 104: Botão 105: Botão 106: Botão 1018: Botão 107: Botão 108: Botão 109: Botão 1021: Botão 1024: Botão 1032: Botão 1033: Botão 1034: Botão 1010: Botão 1011: Botão 1012: Botão 1025: Botão 1013: Botão 1014: Botão 1015: Botão 1027: Botão 1037: Botão 1038: Botão 1039: Botão 1040: Botão 1042: Botão 1043: Botão 1044: Botão 1045: Botão 110: Botão 111: Botão 112: Botão 113:que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Apresentação de figuras públicas e profissionais de referência mencionados pelo(a) professor(a), além de fatos e informações que dizem respeito à conteúdos da disciplina. CURIOSIDADES Conceituação de termos técnicos, expressões, siglas e palavras específicas do campo da disciplina citados durante a videoaula. PALAVRAS-CHAVE Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. Lembre-se que a diversificação de estímulos sensoriais na hora do estudo otimiza seu aprendizado. VÍDEOS Inserções de conteúdos da equipe de design educacional para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor em sala de aula com os alunos. MOMENTO DINÂMICA 7 Mapa da Aula Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. AULA 1 • PARTE 1 02:47 CURIOSIDADE Fundada em 2009, na cidade de São Paulo, é uma plataforma de inovação social voltada para mobilização de iniciativas de ação coletiva que visam transformar organizações tradicionais por meio de projetos que revisitam seus ecossistemas. Desde 2014, a Aoka Labs é uma empresa B certificada. Aoka Labs CURIOSIDADE Em atividade desde 2018, é um empreendimento que apoia organizações e pessoas físicas com negócios e ideias voltadas ao empreendedorismo climático, buscando soluções e uma economia mais sustentável em conjunto com setor privado, governo e sociedade civil. Climate Ventures 03:28 09:02Essa bioeconomia certamente é uma oportunidade imensa que vai exigir investimentos e o desenvolvimento de várias cadeias de valor para que ela possa prosperar. 11:20 Criado por Chris e Dawn Agnos retrata o conceito de que não é possível crescer infinitamente, em um planeta com recursos finitos e quais são os desafios que enfrentaremos para lidar com essa questão. “You Can’t Have Infinite Growth On A Finite Planet” VÍDEO https://www.youtube.com/watch?v=o_Ou1A9F9y4 8 A onda verde O professor Daniel apresenta um estudo realizado pela consultoria Climate Ventures para demonstrar a necessidade de pensarmos em negócios mais sustentáveis dentro do quadro climático que se dispõe perante nós. A ideia do estudo é criar um ambiente interativo para que sejam propostos negócios regenerativos e de baixa geração de carbono, buscando por meio da tecnologia e da inovação, soluções possíveis para amenizar os danos causados. Daniel traz um contexto histórico para demonstrar alguns do principais fatos sociais, políticos e econômicos do Brasil, e como a exploração de recursos naturais foi conduzida desde 1800 até os dias de hoje. Assim, ele apresenta como passamos de um contexto de exploração do meio ambiente a serviço da economia, no passado. Em seguida, como se criou uma urgência maior, impulsionada pelo abuso da exploração e do crescimento populacional até a integração entre negócios, economia e meio ambiente na tentativa de recuperar os danos realizados até então. 18:21 Quais são os principais desafios ambientais do Brasil que podem ser resolvidos por meio de modelos de negócios inovadores? 22:27 O crescimento populacional e o uso abusivo dos recursos naturais fizeram com que a agenda ambiental tomasse um grande espaço de destaque na mídia. 25:54 CURIOSIDADE Pesquisador independente e ambientalista britânico, é conhecido pela criação da “Hipótese de Gaia”, em coautoria com Lynn Margulis. Segundo Lovelock, o mundo já atingiu um ponto onde as mudanças climáticas não são reversíveis, o que condena a espécie humana como a conhecemos. James Lovelock 28:45 30:38Negócios podem ter, no seu DNA, a resolução de problemas ambientais e sociais. 34:03O futuro é a economia integrando, de maneira sistêmica e estratégica, o meio ambiente. 9 Lógica ambiental e desafios O Brasil tem um enorme potencial para ser o líder global da economia verde, porém uma série de fatores contribuem para que essa posição não se estabeleça. Daniel destaca quatro fatores como sendo os principais desafios para que essa situação se reverta, sendo eles: 1) Mudanças climáticas - Sem dúvida, esse é o ponto de partida de toda essa discussão. É fundamental que tomemos atitudes práticas para combater as emissões de gás carbônico e para reduzir danos diretos ao meio ambiente que acontecem nas operações de empresas e suas cadeias produtivas; 2) Desmatamento - A degeneração florestal é um problema recorrente no país e teve sua situação ainda mais agravada recentemente. A destruição dos biomas afeta a capacidade de receitas do setor produtivo, pelos embargos criados a produtos advindos dessas áreas, e pela perda da capacidade de explorar os ativos de maneira correta; 3) Ocupação desordenada - Não reside apenas na ocupação irregular dos ambientes urbanos, mas, também, na grilagem, invasão, ocupação e comércio de terras devolutas; 4) Saneamento básico - sua insuficiência gera grandes impactos não apenas a saúde populacional, mas, também, ao meio ambiente, especialmente a degradação de recursos hídricos e do solo. 34:39 37:25As mudanças climáticas são um dos maiores desafios a serem enfrentados pela nossa sociedade global, no século XXI. 42:26O desmatamento corrói a nossa imagem interna, enfraquece esse ‘soft power’ brasileiro nas relações internacionais. 46:00 A eficácia da gestão ambiental requer a análise conjunta de: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 2 . 10 AULA 1 • PARTE 2 Agenda ambiental e setores Quando olhamos mais detalhadamente a questão ambiental, podemos encará-la de uma forma setorizada. No estudo “A Onda Verde”, Daniel e seus colegas elegeram sete como sendo os principais setores que influenciam diretamente na agenda ambiental nacional, trazendo seus principais impactos e desafios: 1) Agropecuária - a importância da rastreabilidade, da mitigação de perdas da produção e da assistência técnica a produtores; 2) Uso do solo e de florestas - fomentar a utilização de bioativos florestais e criar negócios para recuperar áreas degradadas; 3) Indústria - integrar a sustentabilidade ao design de produtos e reduzir a utilização de bioativos; 4) Logística e mobilidade - reduzir a emissão de poluentes, planejando o transporte público e buscando alternativas de modais de transporte; 5) Energia e biocombustíveis - estimular fontes de energia renováveis, reduzindo seus custos e otimizando a sua estruturação; 6) Água & Saneamento - ampliar a cobertura e qualidade desses serviços e; 7) Gestão de resíduos - otimizar a coleta adequada e reduzir o descarte irregular. 00:25 Temos um passivo ambiental gigante, fruto da expansão da fronteira agropecuária, principalmente. 04:18 Aproximadamente um terço de todo o alimento produzido é desperdiçado. 05:44 CURIOSIDADE A usina hidrelétrica de Belo Monte está em operação desde 2016. Localizada na bacia do Rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no estado do Pará. Operada pelo Consórcio Norte Energia, é a quarta maior hidrelétrica do mundo, podendo atender mais de 60 milhões de clientes. Belo Monte 09:10 11:31Não fosse a corrupção generalizada e sistematizada que acontece no nosso país, talvez não tivéssemos um problema tão grave de ocupação irregular dos nossos territórios. 11 Desafios socioambientais Existem fatores culturais, políticos e estruturais que são responsáveis por potencializar o descaso e o tratamento superficial de questões ligadas ao clima e ao meio ambiente, no Brasil. Embora tenhamos uma série de mecanismos jurídicos que abordem tais questões, muitas vezes, eles são claramente desrespeitados ou passíveisde atos que corroborem com a corrupção dos mesmos. Em um mundo que demanda agilidade, ainda mais em uma questão tão urgente, a burocracia não pode ser um atenuante. O professor Daniel também destaca a relevância que outras barreiras têm, na questão, climática, como a injustiça que representa os principais atores afetados por essas mudanças. Leia-se: as populações mais carentes e com menor capacidade de produzir danos ao meio ambiente, por seu menor poder de consumo, acabam sendo as mais afetadas pelos impactos que essa degradação do ecossistema traz consigo. 11:12 14:33Essa agenda de justiça climática é uma agenda muito difícil de conseguir financiamento. Tendências de mercado É preciso desenvolver negócios que aliem a conservação ambiental à estratégias de negócios e atividades econômicas que gerem lucro econômico, renda e emprego. Pensando dessa forma, o professor Daniel traz quatro alternativas que o estudo “A Onda Verde” detectou como sendo tendências nesse mercado: 1) Rastreabilidade de produtos - para reduzirmos o desmatamento criminoso é fundamental termos soluções que possam rastrear a cadeia produtiva da indústria agropecuária. Essa é uma oportunidade de negócios que atesta a procedência dos bens produtivos, garantindo a sustentabilidade e auxiliando na preservação; 2) Bioeconomia - O bioma brasileiro tem uma grande capacidade de exploração para prover insumos das mais diversas fontes, direcionado para quase todo o tipo de indústria. Entretanto, essa exploração precisa ser realizada de maneira responsável, preservando os recursos e estimulando o trabalho e geração de renda local, surgindo como uma alternativa interessante aos commodities; 3) Negócios regenerativos - regenerar o passivo causado pela exploração abusiva também é uma alternativa de negócios. Aqui é importante repensar o extrativismo e estabelecer relações sociais e comerciais mais sustentáveis; 4) Mercados de ativos ambientais - gerar bens e direitos que representam benefícios, reparação ou preservação para o meio ambiente também é uma alternativa no mercado, visando a monetização e a sustentabilidade concomitantes. 20:00 Boa parte dos compromissos vinculados ao desmatamento ilegal zero vão ter que passar por uma ampla rastreabilidade das cadeias de valor. 26:14 CURIOSIDADE Doutor em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology, é um dos grandes nomes da ciência brasileira nos estudos relacionados ao aquecimento global. Atualmente, empreende na área com a empresa CN Pesquisas em Clima, Ambiente e Sustentabilidade. Carlos Nobre 30:09 12 35:49Os negócios que promovem a regeneração do planeta tendem a ser mais valorizados. CURIOSIDADE Resultado da fusão entre as empresas Schincariol e Kirin Holdings Company, em 2012, foi uma empresa de bebidas que, atualmente, é subsidiária da Heineken Brasil. Fundada originalmente em 1939, era famosa pela produção do refrigerante de tutti-frutti Itubaína. Brasil Kirin 39:29 Tecnologia e meio ambiente O professor Daniel traz o trabalho “The Forntiers of Impact Tech”, publicado pelo grupo de pesquisadores Good Tech Lab, para demonstrar alguns exemplos de como a tecnologia atrelada a negócios relacionados ao impacto em clima e meio ambiente são fundamentais para que consigamos regenerar e criar novos modelos de negócio mais sustentáveis para conter o avanço do dano causado até agora. Esse estudo relaciona os alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030, proposta pela ONU com tecnologias já disponíveis no mercado, e como suas soluções podem ter impactos diretos em uma indústria e produção mais sustentáveis e adequadas às necessidades atuais e futuras. Daniel apresenta uma série de alternativas que vão ilustrar como a tecnologia pode auxiliar no combate à fome, na criação de sistemas de saneamento e preservação da água, nas fontes de energia limpas e renováveis, na indústria e infraestrutura e também nas relações de consumo, produção e na conscientização de comunidades. 44:17 50:00 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O procedimento de controle prévio das atividades potencialmente geradoras de impacto sobre o meio ambiente é conhecido como: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . 59:43O desenvolvimento e o investimento nesse setor de ‘impact techs’ pode ser um caminho para mitigar e resolver parte dos desafios ambientais. 13 AULA 1 • PARTE 3 01:09Soluções que endereçam os problemas ambientais também estão relacionadas a problemas sociais. Matriz de oportunidades Considerando todas as oportunidades que temos, no sentido de desenvolver iniciativas sustentáveis, é necessário perceber que todo o problema ambiental está diretamente relacionado com problemas sociais. Ou seja, qualquer projeto que vise uma melhoria ambiental, seja pelo viés regenerativo ou de mitigação, vai atuar diretamente em pastas sociais, melhorando a qualidade de vida de um grupo específico ou de um ecossistema mais complexo. O professor Daniel alerta que as métricas utilizadas para mensurar essa melhora de vida, no aspecto social, nem sempre são tão claras e facilmente estruturadas quanto aquelas que medem os impactos ambientais. Ele elenca exemplos para descrever como pode haver uma degradação social quando os recursos e ferramentas utilizadas para implantar projetos socioambientais são mal geridos ou executados. 04:22 06:51A agenda ambiental traz alguns indicadores que são muito mais fáceis de conseguirmos perceber, mensurar e dizer: de fato, aqui existe impacto. 09:00 CURIOSIDADE É um tipo de embarcação, construída com casco de metal ou alumínio, movida com motor de popa. As voadeiras são modais de locomoção e transporte fluvial, e são utilizadas na pesca de forma abrangente na Amazônia e no Pantanal. Voadeira 12:00 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Considerando as características da atmosfera terrestre e seus distúrbios: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 14 Matriz de oportunidades II Iniciativas e soluções que visam criar impactos ambientais podem ser caracterizadas em duas frentes distintas de atuação: 1) Mitigar impactos negativos - Estão voltadas à minimizar ou evitar efeitos negativos de um problema já identificado. Em grande medida, esse tipo de iniciativa é executado pelo mesmo agente que causa esse impacto negativo; 2) Promover impactos positivos - São iniciativas que agem na origem do problema identificado, refletindo sobre ele na intenção de propor uma solução permanente de transformá-lo. Geralmente, as organizações que ofertam tais soluções não são as mesmas que causam os problemas. Daniel traz a visão do empreendedor de cada uma dessas frentes, demonstrando como ele deve agir, de maneira prática ou estrategicamente, ao longo do desenvolvimento de seu investimento. Ele passa pelas fases de criação, implementação, gerenciamento e desfechos desses investimentos, sugerindo ações para cada estágio do projeto. 14:04 CURIOSIDADE Fundada em 1799, atualmente é uma holding que presta serviços financeiros e de investimento, por meio de produtos e serviços em todos os mercados de capitais. Com atuação global e mais de 250,000 colaboradores, seus ativos estão estimados em 4 trilhões de dólares. JPMorgan 16:16 Matriz de oportunidades III Outro fator que precisa ser observado, dentro do contexto das oportunidades que empreendimentos e projetos relacionados a fatores climáticos e ambientais proporcionam, é que existem diversos atores envolvidos nesse processo. Cada um deles vai desempenhar um papel particular dentro dessa cadeia. Sejam eles empreendedores, investidores, organizações intermediárias como aceleradoras, consultorias e academia, grandes empresas já estabelecidas, e até mesmo o governo. Todos estes atores têm capacidades, interesses e ações específicas no planejamento e na adoção de estratégias e práticasque fomentam esse ambiente rico em oportunidades de negócios, combinados a soluções que visam a melhoria da qualidade de vida de todos os envolvidos. 22:52 15 AULA 1 • PARTE 4 Oportunidades setorizadas Daniel traz as principais barreiras e possíveis soluções para o desenvolvimento de projetos para o setor agropecuário em relação a adoção de temáticas de cunho socioambiental. O professor destaca quatro soluções de destaque, sendo as três primeiras com caráter de mitigação e a última como uma solução que promove o impacto ambiental positivo, sendo elas: 1) Assistência técnica - é fundamental promover assistência aos pequenos e médios produtores, no sentido de ensinar e estimular práticas sustentáveis de produção, como a agricultura de baixo carbono, por exemplo; 2) Inclusão - estimular os pequenos e médios produtores a fazer parte das cadeias produtivas das grandes empresas, gerando um cenário de maior previsibilidade para seu trabalho e evitando o êxodo rural; 3) Sistemas agroflorestais - a integração entre lavoura, pecuária e floresta são fundamentais para a recuperação de áreas degradadas. Além de contribuir para a redução de emissões, reduz o uso de fertilizantes, agro defensivos e estimula a diversidade de espécies; 4) Negócios resilientes - buscar soluções para a incidência de eventos climáticos extremos, fazendo com que os produtores consigam manter sua produtividade e mantenham a biodiversidade de seu ambiente, mesmo sob condições climáticas adversas. 00:25 Práticas de agricultura de baixo carbono, por exemplo, auxiliam no combate às mudanças climáticas. 02:46 Um dos grandes desafios hoje, do agronegócio, é a inclusão de pequenos agricultores nas suas cadeias. 05:27 Como vamos buscar formas de sobreviver, de manter nossas culturas e produtividade, em um clima cada vez mais seco e quente? 10:33 16 Oportunidades setorizadas II Existem oportunidades interessantes, também, para o setor de florestas e uso de solo. Seguindo a mesma lógica do tópico anterior, o professor destaca três soluções com propósito de mitigar impactos negativos, sendo: 1) Rastreabilidade - criar maneiras de rastrear produtos agroflorestais, garantindo a sua qualidade de origem e demonstrando práticas de sustentabilidade dessas cadeias produtivas; 2) Maquinário - desenvolver máquinas e equipamentos adaptados para o ambiente agroflorestal, facilitando a produção e modernizando-a; 3) Integração logística - criar soluções de baixo custo para o escoamento da produção agroflorestal, buscando alternativas mais limpas de transporte e estimulando a competitividade nos mercados. Em seguida, o professor Daniel destaca duas soluções para promover o impacto ambiental positivo nesse setor, sendo: 1) Negócios de compensação - criar modelos de negócio que utilizem a conservação ou recuperação de áreas florestais para aumentar a atratividade financeira dessas áreas; 2) Pagamento por Serviços Ambientais - diversificar receitas por meio de modelos de negócio que tem como finalidade preservar as áreas de floresta, sequestrando carbono ou promovendo tratamento dos recursos hídricos. 13:07 15:31 CURIOSIDADE Em atividade desde 2015, é uma parceria do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola com o Instituto Socioambiental, na intenção de conectar a produção agroflorestal com grandes empresas, criando relações transparentes entre empresas, consumidores e populações tradicionais e seus ativos. Origens Brasil 19:28O fortalecimento da bioeconomia representa uma grande oportunidade de gerar vantagem competitiva e comparativa para diversos produtos brasileiros. 23:17 Cabotagem: Modal de transporte caracterizado pela navegação entre portos de um mesmo país. É considerada uma alternativa com menor impacto ambiental quando comparada ao transporte rodo ou ferroviário. Uma das características da cabotagem é não perder a costa de vista ao longo de seu trajeto. PALAVRAS-CHAVE 17 Oportunidades setorizadas III O setor industrial foca, em grande medida, nas soluções que mitigam impactos. Boa parte delas está relacionada à melhoria de processos por meio da integração de ações sustentáveis nos processos produtivos. Entre algumas das soluções, o professor Daniel elenca: 1) Pesquisa e Desenvolvimento - soluções que ampliem a pesquisa e desenvolvimento do setor e estimulem o uso de ativos florestais nos processos produtivos; 2) Economia circular & Design - reduzir o desperdício de recursos para a criação e produção industrial, gerando maior eficiência e melhorando a performance socioambiental envolvida nessas cadeias produtivas; 3) Comércio justo - adotar modelos de remuneração justos para produtores e empresas, estimulando práticas como rastreabilidade e sustentabilidade além de medidas de impacto social; 4) Rastreabilidade - promover uma maior capacidade de rastreabilidade dos produtos, otimizando as cadeias de valor om baixo custo de adoção; 5) Descartes & resíduos - propor serviços e processos que possam reduzir o desperdício de matéria prima e o remanejo, reaproveitamento e descarte correto de resíduos. 30:54 30:29Essa composição de modelos de negócios mais remuneração por pagamento de serviços ambientais, pode ser uma equação que vai mudar as regras do jogo sobre lucratividade e viabilidade de modelos de negócios de base florestal. 36:06Economia circular na veia. Precisamos, cada vez mais, trazer esses princípios da economia circular para a indústria. 18 AULA 2 • PARTE 1 Oportunidades setorizadas IV Quando consideramos as oportunidades no que tange as matrizes energéticas e biocombustíveis, estamos tratando de duas alternativas distintas: eficiência energética e energias renováveis. Como soluções para mitigar os impactos negativos temos: 1) Eficiência energética - é preciso desenvolver soluções para otimizar máquinas e equipamentos, fazendo com que consumam menos energia, assim como utilizem fontes de energia renováveis; 2) Financiamento - Fomentar mecanismos que estimulem investimentos em fontes renováveis, trocando as matrizes energéticas e buscando menor emissão de carbono; 3) Coprocessamento - desenvolver estratégias para reaproveitar resíduos e deles criar novas fontes de energia, diminuindo a emissão de gás carbônico; 4) “Smart Grids” - criar produtos, componentes, softwares e serviços que sejam capazes de encorajar atores a participar da renovação da matriz energética nacional. 01:07 02:27 “Green Bonds”: Conhecidos no Brasil como Títulos Verdes, são alternativas de investimento de longo prazo que contribuem para a preservação do planeta. Similares aos títulos de dívida comuns, os títulos verdes só podem ser utilizados para financiar projetos e investimentos considerados sustentáveis. PALAVRAS-CHAVE Na dimensão energética, o combate às mudanças do clima passa por dois grandes eixos: energias renováveis e eficiência energética. 03:53 05:41 CURIOSIDADE Coordenador sênior no Instituo Clima e Sociedade, foi consultor da AES Eletropaulo e AES Brasil. Entre 1994 e 2001, foi diretor executivo do Greenpeace, no Brasil. Mestre em física pela Universidade de São Paulo, é especialista em energia e mudanças climáticas. Roberto Kishinami CURIOSIDADE Fundada em 2018, é uma empresa privada que fornece serviços financeiros com a intenção de popularizar investimentos em causas relevantes ao meio ambiente e em causas sociais, ampliando a consciência sobre o uso do dinheiro e a economia Trê Investimentos 11:47 19 18:07 CURIOSIDADE Em atividade desde 2010, é uma organização independente e tem como objetivo promover e estimular iniciativas que favoreçam à transição para economia circular. A organização visa conectar empresas privadas e governos com projetos de educação e análise de dados para gerar resultados e embasar o trabalho. Fundação Ellen MacArthur Oportunidades setorizadas V As oportunidadespara o setor de logística e mobilidade necessitam do trabalho conjunto dos setores privado e público. Entre algumas opções que temos para mitigar impactos negativos nesse setor, podemos listar: 1) Logística reversa - O descarte e o reaproveitamento de embalagens, componentes e peças é uma oportunidade que se fará necessária para gestão de resíduos. É preciso combinar tecnologia e logística para que se possa dar a atenção correta a esses materiais, fazendo com que eles possam ser reintroduzidos nas cadeias produtivas; 2) Integração intermodal - A ideia é criar soluções que combinem alternativas tanto de transporte de cargas quanto de passageiros que reduzam as emissões de gases e que utilizem fontes renováveis de energia combinadas com modais já existentes, porém, reduzindo sua presença; 3) Veículos elétricos - Existem grandes oportunidades para a implementação de veículos elétricos, porém, é preciso combinar essa mudança com fontes de energia que sejam de baixa emissão e com uma estrutura que seja capaz de fornecer esses combustíveis renováveis, além de pensar sua manutenção e reposição de peças. 4) Sistemas de transporte - transformar o transporte urbano buscando soluções que não comprometam seu desempenho frente às mudanças climáticas ou eventos extremos. 23:11 23:30As oportunidades para o setor de logística e mobilidade possuem uma característica particular: residem na intersecção entre a atuação do setor privado e do setor público. 27:28 CURIOSIDADE Multinacional norte-americana opera, no Brasil, desde 1953 como produtora de lanches, alimentos e bebidas. Com plantas no nordeste, centro-oeste e sudeste, a empresa conta com mais de 12.000 colaboradores e mais de 2.200 caminhões em sua frota. Pepsico 20 33:09A integração intermodal nas atividades de transporte tem grande potencial para reduzir emissões de gás de efeito estufa. 35:00 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O Vapor d’água é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa. Também provoca esse efeito: 39:14A redução das emissões de gases de efeito estufa, decorrente dos transportes, é um dos pilares mais importantes no combate às mudanças do clima, localmente. R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 21 AULA 2 • PARTE 2 Oportunidades setorizadas VI Quando pensamos no setor hídrico, é fundamental que pensemos na oferta e em como os fenômenos climáticos a afetarão diretamente. Logo, é importante que tenhamos soluções que consigam lidar diretamente com a democratização da oferta hídrica. Daniel destaca as seguintes soluções com capacidade para mitigar impactos negativos: 1) Reúso - setores como a indústria e a agricultura devem buscar soluções para conseguir atingir a otimização do uso de água em suas atividades. Ainda que elas também sejam necessárias para os ambientes residenciais, é fundamental atingir uma maior eficiência hídrica nesses dois setores; 2) Aquicultura - estimular criações e fazendas marinhas pode ser uma solução para diminuir a pesca comercial e manter a saúde dos ecossistemas marinhos e sua sustentabilidade sem prejudicar sua oferta. Em seguida, o professor apresenta as soluções que promovem impacto positivo, sendo elas: 3) Reduzir vulnerabilidades - criar produtos, serviços e ferramentas capazes de reduzir a vulnerabilidade empresarial aos impactos causados pela mudança climática, como fortes chuvas ou escassez de água; 4) Saneamento Básico - desenvolver serviços e soluções para tratamento de água e esgoto, reduzindo custos e ofertando água de qualidade para todos; 5) Tratamento de efluentes - criar soluções que reduzam os custos do tratamento de efluentes utilizando soluções baseadas na natureza. 00:25 04:15 Documentário de 2021, dirigido e estrelado pelo cineasta britânico Ali Tarbrizi, aborda o tema do impacto humano na vida marinha e como a pesca tem afetado o ecossistema dos oceanos ao longo dos anos. Diversos críticos e especialistas contestam as informações trazidas na narrativa do documentário. Documentário: “Seaspiracy” ENTRETENIMENTO É crucial que os negócios sejam capazes de reduzir a sua exposição e vulnerabilidade aos impactos hidrológicos da mudança do clima. 08:06 Tem muito poucas startups e negócios de impacto que conseguem entregar soluções para tratamento de esgotos e acesso à água. 12:28 22 13:52Os desafios para a universalização do saneamento básico no Brasil são gigantescos. Oportunidades setorizadas VII A gestão de resíduos sólidos é uma das grandes oportunidades no combate às mudanças climáticas, seja pela extensão da vida útil dos produtos ou através do descarte ou transformação dos mesmos nas cadeias produtivas. Entre as principais oportunidades para mitigar impactos temos: 1) Logística reversa - criar formas de viabilizar a logística reversa ou a reintrodução de materiais descartados nas cadeias produtivas, reutilizando-os; 2) Substituição de descartáveis - criar alternativas para reutilizar materiais e diminuir o impacto de descartáveis e sua permanência na natureza, minimizando o impacto humano no ecossistema; 3) Coleta de qualidade - aliar tecnologia e gestão pública é uma oportunidade interessante para garantir uma coleta de resíduos reaproveitáveis e recicláveis, garantindo melhor destinação do lixo e o reúso de materiais nas cadeias produtivas; 4) Resíduos industriais - os resíduos industriais precisam ser geridos de modo a serem reaproveitados e reintroduzidos no sistemas produtivos, reduzindo ao máximo seu descarte. Na questão de promoção, temos: 5) Soluções agrícolas - desenvolver produtos como biofertilizantes e controles de pragas com subprodutos da produção rural, agredindo menos o meio ambiente e otimizando a produção mais limpa; 6) Tratamento de resíduos - desenvolver estruturas autônomas de tratamento de resíduos e soluções de baixo custo para realizar a gestão responsável dos mesmos. 17:10 20:09O descarte das embalagens pós- consumo ainda está longe de atingir um patamar satisfatório. 25:13 CURIOSIDADE Iniciativa criada e conduzida por Niudo e Clayton Freitas, desenvolve soluções alternativas para construção civil, utilizando resíduos plásticos para edificações de estruturas sem necessidade do uso de cimento ou água em sua composição. Soloplásticos 32:39Muitas vezes, as lideranças de empresas, principalmente na última década, associam gastos de sustentabilidade como investimentos a fundo perdido. 23 CURIOSIDADE A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária foi criada em 1973 e é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura. Entre seus objetivos está desenvolver a tecnologia, informações científicas e técnicas voltadas para a agricultura e pecuária nacional. Embrapa 36:33 O setor financeiro Independentemente da natureza das propostas apresentadas anteriormente, precisamos compreender que o setor financeiro tem um papel crucial na execução das mesmas. Ou seja, é por meio de investimentos e financiamento que as oportunidades se dão. Sendo assim, é preciso combinar a agenda de sustentabilidade com o setor financeiro. O professor Daniel elenca cinco soluções para esse setor, sendo: 1) Ampliação do financiamento - Ao investir em projetos ligados à questão climática e a sustentabilidade é basal estimular mais iniciativas e operações com menores impactos ambientais, assim como, ajustar aqueles que ainda não se inserem nessa ótica; 2) Avaliação de impactos - as fontes financiadoras devem estar atentas para empreendimentos que privilegiam a agenda ambiental e climática, criando formas de equilibrar e metrificar os interesses econômicos e a questão da sustentabilidade; 3) Seguros e resseguros - É preciso adaptar os modelos de negócios de seguros para garantir a gestão de riscos nos investimentos ligados à questões que abordam o clima e a sustentabilidade; 4) Criar instrumentos financeiros - capazesde comportar as expectativas dos negócios voltados a questões ambientais e dos financiadores dos mesmos, em termos de risco e retorno; 5) Mirocrédito - impulsionar negócios de pequeno e médio porte também é fundamental para desenvolver alternativas sustentáveis. Daniel acredita que os produtores agroflorestais tem grandes chances de ser atores importantes nesse processo, porém precisam de capacidade financeira para executar seus projetos. 40:45 42:18 O documentário canadense de 2003, produzido e dirigido por Mark Achbar e Jennfier Abbott, baseado no roteiro do livro de Joel Bakan, explora temas envolvendo a mão-de-obra barata e a devastação do meio ambiente realizada por grandes corporações, e como uma empresa pode ser considerada uma ‘pessoa’ sob a ótica da lei. Documentário: “The Corporation” ENTRETENIMENTO Vamos, aos poucos, migrar para direcionar recursos financeiros para aquelas práticas que são mais resilientes ou que são menos afetadas, que podem sofrer menos prejuízos com os efeitos das mudanças climáticas. 48:20 24 50:00 “As organizações que possuem investimentos destinados a proteção, preservação e recuperação ambiental deverão classificá-los em títulos contábeis específicos.” Considerando a Contabilidade Ambiental, a descrição anterior refere-se a: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . Muitas organizações brasileiras ainda não conseguiram conectar os danos que o clima está trazendo diretamente para o bolso dos negócios deles. 55:19 CURIOSIDADE Laboratório de inovação do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, é considerado a principal fonte de financiamento para projetos desenvolvidos em países da América Latina e do Caribe. Em atividade desde 1993, o BID Lab impulsiona e transforma a vida de populações vulneráveis nessas regiões. BID Lab 01:01:58 25 AULA 2 • PARTE 3 Modelos de negócio Daniel apresenta alguns dos modelos de negócio relacionados a projetos sustentáveis dentro da indústria do agronegócio. Incluindo soluções que: alavancam cadeias produtivas; desenvolvem tecnologias regenerativas do solo; fornecem soluções digitais que intermedeiam produtores e organizações que financiam operações e, também, otimizam a produção agroecológica. 02:50 CURIOSIDADE Filho do empresário Abílio Diniz, Pedro Paulo foi piloto profissional, competindo na Fórmula 1, entre 1995 e 1996. Atualmente, comanda a Fazenda da Toca, propriedade especializada em alimentos orgânicos, na cidade de Itirapina, no interior de São Paulo. Pedro Paulo Diniz 06:07 Modelos de negócio II Em seguida, o professor apresenta iniciativas que lidam com o uso correto do solo e a regeneração ou preservação das florestas. Incluindo tecnologias desenvolvidas para a produção de maquinário agrícola e uso de combustíveis renováveis; produção de softwares para a estruturação de cadeias produtivas e assistência técnica, que facilita a tomada de decisão para produtores da agricultura familiar; promoção de serviços ambientais que protegem as florestas gerindo sua capacidade de extração; criação e desenvolvimento de mercados de crédito de carbono florestal e exploração e valorização de recursos naturais de maneira legal e não degenerativa aos biomas florestais. 08:54 70% daquilo que está no nosso prato, no dia a dia, vem da agricultura familiar. 10:30 CURIOSIDADE Com operações em mais de dezoito países, o grupo realiza serviços de resposta a emergências, prevenção de acidentes, gestão, coleta e transporte de resíduos, coprocessamento, logística e manufatura reserva, entre outros. Grupo Ambipar 14:01 26 Modelos de negócio III As oportunidades dentro do setor industrial, apresentadas como exemplo pelo professor Daniel, demonstram ações para a recuperação de plásticos e reciclagem de embalagens contaminadas sem a necessidade do uso de água para sua execução, assim como o desenvolvimento de plataformas digitais capazes de rastrear matérias-primas e monitorar cadeias produtivas. Em se tratando das oportunidades que envolvem os setores de logística e mobilidade, temos exemplos de gestão remota de coleta de lixo e descartes, otimizando a coleta e reduzindo emissões de gases, gestão de itinerários e fluxo de passageiros do transporte público, criando soluções para distribuição adequada de veículos de acordo com o fluxo de passageiros e alternativas para entregas urbanas, realizando-as por meio de bicicletas cargueiras e roteiros dinâmicos. 17:09 Modelos de negócio IV Quando tratamos do setor de energia, o professor Daniel traz alternativas de empresas especializadas em transição energética, que buscam soluções para a adoção de energia solar em ambientes urbanos, reduzindo seus custos e compartilhando suas capacidades, utilizando até mesmo fachadas de edifícios, mobiliários e veículos como fontes geradoras de energia limpa e renovável. Já, quando tratamos da questão da água e saneamento, o professor traz exemplos de tecnologias capazes de tratar a água em ambientes rurais, sistemas de acúmulo e redução do desperdício de água, a partir da filtragem e reaproveitamento da mesma, e alternativas para o tratamento de água para consumo humano de baixo custo, eliminando elementos químicos e nocivos presentes nela. 21:28 Modelos de negócio V As iniciativas que dizem respeito a gestão de resíduos tem grande parte de seus esforços voltados para redução de desperdícios e redução do transporte desnecessário e descarte incorreto de dejetos e lixo. Estes processos contemplam desde projetos de compostagem residencial e empresarial, passando por logística reversa para recuperação de embalagens utilizadas e a reintrodução das mesmas, como materiais de grande valia nas cadeias produtivas de diversos negócios. Para ilustrar exemplos de como o setor financeiro também atua de forma cada vez mais intensa nessa agenda, Daniel traz iniciativas que já estão criando opções de financiamento e incentivo, capazes de conceder empréstimos e garantias para iniciativas que tem como mote de seus negócios a preocupação com as questões socioambientais e climáticas. 25:24 CURIOSIDADE A Plataforma Parceiros pela Amazônia surge, em 2017, para desenvolver novos modelos econômicos que aliam recursos naturais, biodiversidade e desenvolvimento sustentável para comunidades locais. A plataforma fomenta negócios e compartilha as melhores práticas para soluções e desafios que envolvem o ecossistema da Amazônia e seus anseios. Grupo Ambipar 29:17 27 AULA 2 • PARTE 4 Lentes de análise O professor Daniel apresenta o que ele chama de lentes de análise como sendo uma maneira de aproximar atores e conectar soluções de forma transversal a, eventualmente, uma realização factual das soluções propostas de acordo com as necessidades específicas. Considerando todas as oportunidades e modelos de negócios apresentados nos tópicos anteriores, Daniel relaciona como elas se relacionam com o que ele chama de lentes de oportunidades, incluindo: Economia regenerativa; Bioeconomia; Clima; Água e; Economia circular. Daniel demonstra como essas lentes de análise são funcionais para identificar e relacionar as soluções propostas com seus conceitos ao se fazer a pesquisa do campo de interesse delas, no site aondaverde.com. br O mesmo pode ser feito por meio do que o professor chama de lentes de impacto. Por meio delas, é possível filtrar quais oportunidades tem caráter de mitigação de impactos negativos ou de promoção de impactos positivos. 01:17 As mudanças do clima tendem a alterar drástica e permanentemente os sistemas sociais e econômicos do planeta. 04:11 07:30 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Segundo a Lei n° 12.187/2009, mudanças e substituições tecnológicas que reduzem o uso de recursos e as emissões por unidade de produção, bem como a implementação de medidas que reduzem as emissões de gases de efeitoestufa e aumentam os sumidouros denominam-se: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . 10:45 Paul Hawken apresenta seu projeto e quais são os contextos que devem ser abordados para que consigamos compreender os efeitos do aquecimento global nas sociedades e nossas opções para regenerar o ecossistema do planeta. “Project Drawdown” VÍDEO https://www.youtube.com/watch?v=u7K5M-jaHk8 28 22:44 Vídeo do canal Our Changing Climate que apresenta três soluções plausíveis para reduzir os impactos do aquecimento global e como elas necessitam da participação coletiva para se tornar realidade. Soluções climáticas possíveis VÍDEO Sustentabilidade X prática Para que consigamos, de fato, integrar soluções práticas em se tratando de sustentabilidade que objetivem mudanças substanciais para mitigar impactos causados pela degradação ambiental e pelo aquecimento global é fundamental que repensemos nossos padrões de produção e consumo. Quando pensamos em âmbito global, uma mudança nos modelos de negócio, favorecendo a economia circular e regenerativa é basilar para que possamos preservar nossa espécie e a existência humana como a conhecemos hoje. Essa mudança não é papel exclusivo de empresas que praticam soluções ligadas a ASG/ SEG em suas estratégias e aos governos. A mudança passa por todos nós, incluindo nossas formas de consumir e de produzir à partir dos recursos disponíveis no planeta. O Brasil, tem um papel extremamente relevante no protagonismo de ações e iniciativas que trabalhem com essa agenda, mas, para que elas possam ser executadas e postas em prática é imprescindível que exista uma convergência entre as expectativas das organizações, o governo em todas as suas esferas e as pessoas como agentes ativos dessa mudança. 31:59 Para garantir um desenvolvimento, de fato, sustentável é necessário repensar os padrões de produção e consumo, em uma nova economia. 34:04 CURIOSIDADE Cofundador da Rizoma Agro, é um dos principais advogados da agricultura regenerativa no Brasil. Fábio também foi consultor da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro em projetos de larga infraestrutura, como a instalação dos BRT’s. Também trabalhou para o Grupo Boticário com projetos de estratégia de crescimento mercadológico. Fábio Sakamoto 35:10 35:59Os desafios socioambientais que o Brasil e o mundo enfrentam no século XXI são complexos e requerem uma mudança nos modelos mentais das pessoas e das organizações. 29 39:35 “Greenwashing”: Anglicismo utilizado para representar o uso de prerrogativas ambientalistas injustificadas. Ou seja, quando uma empresa ou seus produtos se dizem ser ambientalmente responsáveis, orgânicos ou naturais quando na verdade não são. PALAVRAS-CHAVE 44:05Esse privilégio de poder escolher e optar por ações mais conscientes é para poucos. AULA 3 • PARTE 1 CURIOSIDADE Empresa norte-americana de gestão de ativos e riscos, fundada em 1988, é tida como a maior do mundo em sua área de atuação, com mais de 8,6 trilhões de dólares sob gestão. Atua em escala global, em mais de trinta países, incluindo o Brasil. Blackrock 01:45 05:02 CURIOSIDADE Fundada em 2007, utilizou a razão social Enerbio Consultoria até 2012. Realiza consultorias em sustentabilidade e captação de recursos para projetos, atuando com empresas interessadas em reduzir ou neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa. Ecofinance 06:00 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Qual das opções abaixo apresenta o mecanismo decorrente do Protocolo de Quioto, que autoriza um país a participar de projetos de redução da emissão de carbono fora de seu território? R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 30 Contexto climático É fato consumado que a ação humana é a principal responsável pelo aquecimento global e por todas as consequências que esse fenômeno tem em relação à mudanças climáticas. O processo industrial e a grande quantidade de emissão de gases de efeito estufa por meio de combustíveis fósseis tem sido alguns dos principais responsáveis por essa deterioração de nossos ecossistemas. Entre algumas das mudanças climáticas que vêm sido percebidas com mais frequência, podemos destacar as intensas precipitações, ondas de calor e seca e o derretimento da calota polar, seguido do aumento do nível dos oceanos. Paralelamente, temos que considerar a questão geoeconômica e como ela também influencia nessa relação. Ou seja, países mais desenvolvidos economicamente, em grande medida, são os maiores responsáveis pelos altos índices de emissão de gases de efeito estufa. Ao passo que, os países ainda em desenvolvimento precisam ter um tratamento diferenciado na questão da emissão de GEE, uma vez que ainda precisam atingir níveis de produção e crescimento que satisfaçam as necessidades básicas de suas populações. 07:33 10:25No mundo, como um todo, o suprimento energético e de fontes de aquecimento ainda é a principal fonte de emissão. 13:58Os países desenvolvidos têm uma responsabilidade histórica muito maior pelas emissões. Isso, se reflete nas emissões per capita que eles têm, hoje. 17:14Nas regiões que têm maior necessidade de desenvolvimento, maior necessidade de recurso e menos infraestrutura para aguentar esses fenômenos extremos, os impactos vão ser mais sentidos. Será que, com as mudanças climáticas, nós vamos conseguir continuar plantando as mesmas culturas que plantávamos no passado? 20:47 31 O impacto e as reações Diante desse cenário que envolve o aquecimento global e todas as consequências que ele traz, temos algumas iniciativas que vem sendo propostas, nas últimas décadas, para tentar reduzir os eventuais prejuízos que iremos encarar. O professor Eduardo elenca algumas das principais convenções, protocolos, acordos e eventos que vêm sendo realizados, desde a década de 1990, na tentativa de conscientizar governos e suas respectivas organizações e populações a adaptar e mitigar os efeitos que a emissão de gases de efeito estufa tem sobre sua realidade social, econômica e ambiental. Segundo o professor, esses eventos além de explorarem alternativas de mitigação e adaptação das metas para conter o avanço de emissão de gases de efeito estufa, também tem como objetivo, a adequação de recursos e inovações tecnológicas disponíveis para servir como ferramentas para financiar e executar ações práticas nessa agenda. Ainda que seja impossível zerar as emissões de carbono, só conseguiremos reduzi-las a partir de um esforço conjunto e de ações globais, que precisam ser pautas presentes, com urgência. 21:38 23:04 Protocolo de Quioto: Elaborado e assinado em 1997, é um acordo mundial, resultado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima. Seu principal objetivo foi propor metas, em particular, para países desenvolvidos, no sentido de conter suas emissões de gases de efeito estufa, entre os anos de 2008 e 2012. PALAVRAS-CHAVE Esse debate é sempre evolutivo. Muitas vezes, nas conferências, existem pontos em que os países não chegam em consenso. 27:11 Algumas atividades vão continuar proporcionando emissão de carbono, porém, algumas medidas vão compensar aquelas emissões. 33:50 35:07 “WRI”: O World Resources Institute é uma organização não governamental ambientalista, norte- americana, fundada em 1982 por James Gustave Speth. O trabalho da WRI está focado em proteger o clima global, garantir acesso à informação, explorar iniciativas e oportunidades ligadas a proteção ambiental, assim como a promoção de indivíduos e ecossistemas mais capazes. PALAVRAS-CHAVE 32 AULA 3 • PARTE 2 Descarbonização O processo de descarbonização consiste no esforço de indivíduos e entidades buscarem a existência zero de carbono fóssil. Ainda que seja improvável atingir esse nível, o ideal é que se objetive um equilíbrio na emissão de carbono, que atenda os parâmetros estipuladospelos acordos climáticos. Para que possamos dar início a esse processo, o primeiro passo é entender quais são as emissões pelas quais somos responsáveis, para então, buscarmos reduzi- las ou removê-las e em seguida, procurar meios de compensá-las, buscando níveis mais próximos possíveis de zero. O inventário contábil é um retrato do que existe em termos de emissões de gases de efeito estufa, realizado por uma organização, em um determinado momento. O limite organizacional vai definir a extensão dessa mensuração, isto é, se ela é referente a toda a operação da empresa, um determinado processo, produto ou evento que ela realiza. O mesmo se dá com o período de tempo estipulado. Ele pode ser medido de acordo com as necessidades ou desejos da empresa em saber tal informação. O professor Eduardo define quais são os principais GEE e demonstra como convertê-los em toneladas de CO2 equivalentes. 00:25 01:34Não podemos neutralizar nossas emissões de carbono nem reduzir nossas emissões de carbono se não conhecemos nossas emissões. 04:18Existem outros poluentes que são proporcionados pela atividade humana, que são proporcionados pela atividade empresarial, mas que não entram no inventário de emissões de gás de efeito estufa. 05:41Você pode fazer o inventário no período que decidir. Isso vai depender do interesse da empresa em ter aquela informação. 33 GHG Protocol O GHG Protocol é a principal métrica utilizada para a realização de inventários de carbono no espectro corporativo. No Brasil, a norma criada pela WRI em parceira com a WBCSD, adaptada com a tradução e inclusão de outras ferramentas que conversam com a realidade local, propostas pela Fundação Getúlio Vargas, entra em vigor a partir de 2008. A ISO 14064 também surge para dar suporte aos relatórios dos inventários. Essa métrica é composta por cinco princípios: 1) Relevância - gerar informações relevantes a partir dos dados levantados; 2) Integralidade - registrar e comunicar todas as fontes e atividade de emissão, de acordo com os limites estabelecidos; 3) Consistência - manter as abordagens de contabilização, limites de inventário e metodologias de cálculo; 4) Transparência - comunicar as informações de maneira clara e objetiva, sem suprimir dados relevantes e; 5) Exatidão - quantificar o inventário de forma confiável e evitar informações incorretas. 08:57 É importante que sigamos uma consistência no desenvolvimento do inventário, ao longo do tempo. 11:59 GHG Protocol II Ao se utilizar o GHG Protocol, é possível fazê-lo por meio de duas abordagens: 1) Controle Operacional - onde a organização tem obrigação de contabilizar em seu inventário tudo aquilo que ela tem autoridade operacional e proprietária; 2) Participação Societária - aqui, a contabilização é realizada de acordo com a porcentagem da propriedade das cotas societárias. O GHG Protocol também define seus limites operacionais por meio de três escopos: 1) Fontes controladas - são as emissões realizadas por operações ou propriedades diretas da organização; 2) Compra de energia da rede; 3) Fontes de terceiros - aquelas que geram emissões indiretas, porém, a organização não tem controle, como logística motorizada, viagens de avião, entre outras. As emissões geradas pelos escopos um e dois devem ser registradas nos inventários, obrigatoriamente. Eduardo apresenta exemplos de cada tipo de emissão gerada pelos escopos apresentados. 13:55 17:41Pela metodologia GHG Protocol, atualmente, as emissões de escopo um e dois são obrigatórias de serem contabilizadas para aquele limite organizacional. 34 Estimando emissões O professor Eduardo introduz os conceitos básicos dos cálculos necessários para que consigamos estimar as emissões de gases de efeito estufa e como converter seus valores para os padrões determinados nas metodologias GHG Protocol e ISO 14064. A fórmula básica para que consigamos atingir esses valores é: multiplicar as emissões de gás de efeito estufa pelo potencial de aquecimento global de cada gás específico. Ao fazermos isso, chegaremos no resultado em valores por tonelada de CO2 equivalente. Eduardo apresenta os potenciais de aquecimento global de alguns dos principais gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, perfluorocarbonos, hexafluoreto de enxofre e hidrofluorocarbonos. Em seguida, o professor traz um exemplo prático, demonstrando as quantidades de GEE emitidas no consumo de 1000 metros cúbicos de gás natural, considerando as quantidades de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso emitidas nesse consumo. 25:19 27:19A emissão de gás estufa em toneladas de CO2 equivalente é o somatório dos gases de efeito estufa emitidos vezes o seu potencial de aquecimento global. Metodologia GPC A metodologia GPC (Global Protocol Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories) foi desenvolvida pela WRI em parceria com a C-40 e o ICLEI. Ela é a principal metodologia utilizada para mensurarmos as emissões de gás de efeito estufa para cidades. De uma maneira muito semelhante ao GHG Protocol essa metodologia também considera escopos, sendo: 1) Emissões diretas - ligadas a queima de combustível estacionário, processos industriais, agricultura e outros processos de uso da terra, desperdício de águas residuais e queima de combustível feita por transportes de diversas naturezas que ocorrem dentro da cidade; 2) Uso da rede energética; 3) Indiretos - são as emissões indiretas, também ligadas a transportes, transmissão e distribuição de energia, desperdícios de águas residuais e outras emissões que acontecem fora dos limites da cidade. 33:30 Relatando emissões Voltando ao ambiente corporativo, o professor Eduardo apresenta como devemos fazer o relato dos inventários de emissão de gás de efeito estufa após realizarmos seus cálculos e mensuração. Esse reporte deve ser feito de acordo com indicações de ISO 14064 e também do GHG Protocol, que relacionam as diretrizes que devem ser seguidas para a publicação dos inventários. Eduardo apresenta o Registro Público de Emissões, uma iniciativa desenvolvida pelo Programa Brasileiro GHG Protocol e pela fundação Getúlio Vargas, que compila o maior banco de dados de inventários corporativos da América Latina. Por fim, o professor apresenta alguns exemplos desses relatórios e como essas informações são divulgadas publicamente. 38:09 42:12É relevante, mesmo sendo opcional, que as fontes de emissão de escopo três sejam contabilizadas. 35 AULA 3 • PARTE 3 Verificação do inventário Uma opção que pode ser utilizada para validar as informações contidas em um inventários de gases de efeito estufa produzido por uma organização é a contratação de uma auditoria para validar as informações relacionadas. Esse tipo de serviço é realizado por empresas terceirizadas, sem relação com as operações diretas da empresa que emitiu o inventario. Dentre algumas das atividades que são incumbidas a essa auditoria estão: a conferência dos limites organizacionais estabelecidos no inventário, a verificação de evidências para os dados reportados e premissas adotadas pela metodologia utilizada para sua medição, os fatores de emissão utilizados para a metrificação e a conferência das informações obrigatórias do inventário. O GHG Protocol estabelece uma diferenciação entre os inventários, dando selos de acordo com a extensão, abrangência e credibilidade deles, sendo: 1) Selo Bronze - para relatórios parciais, que não contemplam as emissões de todas as unidades operacionais de uma empresa; 2) Selo Prata - para relatórios que contemplam as emissões de todas as unidades operacionais de uma empresa, porém sem auditoria externa; 3) Selo Ouro - quando além de contemplar todas as unidades operacionais o inventário é auditado por empresas externas autorizadas. 00:25 CURIOSIDADE O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidadee Tecnologia é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Economia. Criada em 1973, o instituto tem entre seus encargos certificar a qualidade de produtos e serviços desenvolvidos no Brasil, observando normas técnicas e legais, planejar a atividade de acreditação, apoiar a inovação tecnológica, entre outras. INMETRO 02:47 03:25 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Assinale a alternativa em que todas as substâncias correspondem a gases do efeito estufa (GEE). R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 36 Redução de emissões O professor Eduardo traz uma série de questionamentos que devemos fazer em nossas organizações para que consigamos entender e, também, tomar providências para estimular práticas que são fundamentais na redução das emissões de gás efeito estufa na atmosfera, em diversas frentes, como: 1) Fontes estacionárias - substituição de combustíveis fósseis, vislumbrar a eficiência energética, a substituição ou adaptação de maquinário e equipamentos e a adoção de tecnologias para remoção de carbono; 2) Fontes Móveis - eliminar deslocamentos desnecessários e buscar rotas mais eficientes, trabalhar com combustíveis mais limpos nas frotas de veículos, estimular novos comportamentos e práticas sustentáveis; 3) Energia - ações que incentivem a eficiência e geração de fontes de energia própria, assim como comprar energia de matrizes renováveis; 4) Atividades agrícolas - diminuir as quantidades de nitrogênio nos fertilizantes, integrar lavoura e pecuária objetivando produtividade, reaproveitar resíduos e dejetos e não desmatar; 5) Resíduos e efluentes - desenvolver produtos considerando sua reutilização e reciclagem, reutilizar resíduos orgânicos, captar energia de material de aterros e tratar efluentes com soluções naturais. 04:17 09:08Eu tendo menor consumo de combustível, tenho menos emissão. 13:47Não desmatar é uma questão essencial nesse contexto de uma trajetória de neutralidade de carbono ate 2050. 16:22O ideal é sempre evitar a destinação de resíduos a aterros. Buscar design de serviços e produtos que possibilitem a reutilização ao longo do tempo. 37 Compensando emissões Existem duas maneiras para compensar os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa nas operações das organizações: 1) Plantio ou conservação de áreas verdes ou, 2) Créditos de carbono - são certificados que comprovam que atividades ou iniciativas assumidas por uma organização removeram ou evitaram novas emissões de GEE. A ideia aqui é neutralizar as emissões prévias, por meio de atividades que tenham como objetivo compensar e reduzir novas emissões. 17:09 Mercado de carbono O mercado de carbono é uma das iniciativas mais relevantes a serem adotadas quando tratamos da contenção de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Existem duas abordagens distintas quando tratamos de mercado de carbono: 1) Mecanismos de mercado - quando existe a possibilidade de gerar créditos de carbono e negociá-los no mercado e; 2) Mecanismos de taxação - quando as organizações são penalizadas financeiramente por exceder os limites estipulados de emissão de GEE. O mercado de carbono também pode ser caracterizado como regulado quando ele opera por meio de leis e normas internacionais, nacionais, regionais ou subnacionais ou voluntário, quando as empresas que compram os créditos de carbono o fazem sem ser por meio de uma regulamentação ou determinação prevista em lei. Eduardo apresenta como o número de projetos registrados de créditos de carbono emitidos na última década tem sido caracterizado e quais são as principais tecnologias utilizadas nesses processos. 19:07 21:39 “Trading Schemes”: No contexto do mercado de carbono, são os sistemas de comércio de emissões, regimes que envolvem a alocação e comercialização das licenças de emissão de gases de efeito estufa, precificando e limitando as emissões para determinados setores econômicos. PALAVRAS-CHAVE 25:27Tem diversas empresas no Brasil que vêm trabalhando a compensação de emissões de uma forma voluntária. Tivemos um hiato de tempo onde não existia um acordo global que determinasse meta de redução obrigatória para ninguém. 27:34 38 AULA 3 • PARTE 4 Mercado regulado Os mercados regulados de carbono estão vinculados a leis, acordos e normas locais ou internacionais. O professor Eduardo demonstra quais são as etapas necessárias para se criar um projeto para entrar no mercado regulado, desde sua elaboração, passado pela validação e aprovação até que ele se torne registrado e possa gerar e negociar os créditos de carbono. O professor utiliza o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) como exemplo para demonstrar como é possível aprovar um projeto por meio dele. A grande maioria dos projetos registrados nele geram créditos de carbono a partir de projetos de energia renovável, redução de emissão de gases industriais, manejo de resíduos e eficiência energética. Embora o MDL esteja extinto, os projetos por ele desenvolvidos serão transferidos a um novo mecanismo, definido pelo Acordo de Paris, ainda a ser definido. 00:43 03:44 Certified Emission Reduction: Conhecida no Brasil como Redução Certificada de Emissões ou créditos de carbono, são certificados emitidos pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) à pessoas físicas ou jurídicas que reduziram a emissão de gases de efeito estufa em suas operações e atividades. PALAVRAS-CHAVE Mercado voluntário O mercado voluntário de carbono envolve aqueles grupos e setores que não precisam diminuir suas emissões segundo o Protocolo de Quioto. Nesse mercado também estão listadas empresas que estão sediadas em países que não são signatários do Portocolo. Existe um crescimento significativo na demanda desses créditos nos últimos cinco anos, e a expectativa é que ele continue crescendo de maneira representativa nos anos vindouros. Nesse mercado, os principais projetos emissores de créditos de carbono estão ligados a iniciativas relacionadas ao uso da terra, preservação florestal e ao desenvolvimento de energias renováveis. A Ásia lidera o volume de créditos transacionados, ainda que seu preço médio não seja tão expressivo como em outras regiões como a África ou a América do Norte. 08:45 11:20Temos agora um crescimento de demanda vinculado, também, ao início do acordo de Paris. 16:08 “VCS”: Acrônimo para ‘Verified Carbon Standard’, conhecido no Brasil como Padrão de Carbono Certificado, foi estabelecido em 2005 e se tornou um dos padrões de contabilização de carbono mais utilizados no mundo. Em todo o mundo, os projetos que usaram o Padrão VCS emitiram mais de 100 milhões de crédito em CO2. PALAVRAS-CHAVE 39 Programa Renovabio O Renovabio é uma Política Nacional de Biocombustíveis. Sua premissa básica é estabelecer metas anuais para a descarbonização do setor de combustíveis. Entre seus objetivos, estão cumprir os compromissos determinados ao Brasil pelo Acordo de Paris, promover a expansão de biocombustíveis na matriz energética e visar ganhos de eficiência buscando a redução dos gases de efeito estufa na atmosfera. Eduardo demonstra todo o caminho que produtores de biocombustíveis devem percorrer para fazer parte do programa e como negociar os créditos de carbono, no sentido de financiar suas atividades. 17:21 20:00 No Brasil, o Mercado de Carbono é regulado por um mecanismo interno que permite o desenvolvimento de projetos para sequestro ou redução de emissões de GEE, denominado: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 e 4 . 09:00 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO No mercado voluntário de carbono, os principais projetos emissores de créditos de carbono estão ligados: 40 Resumo da disciplina Veja nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 Os mercados de carbono