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NEUROCIÊNCIAS
Profa. Bárbara Miranda
Agosto/2025
EMENTA
I. EMENTA
Interfaces entre a Psicologia e Neurociências. Bases orgânicas do funcionamento do Sistema Nervoso. Fundamentos da Neuropsicologia. 
Enfoque nas alterações das funções cognitivas. Avaliação e reabilitação neuropsicológica.
II. OBJETIVOS GERAIS
Desenvolver a compreensão integrada dos fenômenos e processos psicológicos, por meio do estudo de conteúdos que tematizam a interface do 
saber psicológico com disciplinas das Ciências Biológicas, Humanas e Sociais, considerando-se os desafios éticos para a construção de uma 
interdisciplinaridade.
III. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
● Identificar e reconhecer o funcionamento geral do Sistema Nervoso.
● Identificar e reconhecer as diferentes áreas corticais, relacionando sua especificidade e inter-relações. 
● Conhecer a história da Neurociência com enfoque na Neuropsicologia.
● Distinguir, especificar e explicar as funções cognitivas (funções executivas, atenção, memória, linguagem, visuoconstrução, praxia e 
cognição social) em interface com o comportamento humano.
● Apresentar as alterações cognitivas e comportamentais mais comuns na prática do neuropsicólogo. 
● Conhecer a relevância da Neuropsicologia para a avaliação e reabilitação.
O comportamento é o 
resultado de alterações 
químicas + fisiológicas.
CÉLULA NERVOSA
CÉLULA NERVOSA - Neurônios
● No sistema nervoso, existem 2 classes distintas de 
células: as células neurais ou neurônios e as células da 
glia ou gliais.
● Estima-se que o cérebro humano é formado por cerca 
de 25 bilhões de neurônios.
● Um neurônio apresenta 4 regiões morfologicamente 
definidas: o corpo celular, os dendritos, o axônio e suas 
terminações pré sinápticas.
● A célula transmissora de um sinal é designado como 
célula pré - sináptica, enquanto que a célula que recebe 
o sinal é a célula pós - sináptica.
CÉLULA NERVOSA
Os neurônios podem ser classificados, em termos de sua 
função, em três grandes grupos: sensoriais, motores, e 
interneurônios. Os neurônios sensoriais ou aferente 
conduzem informações para o sistema nervoso, tanto para 
a percepção como para a coordenação motora. Os 
neurônios motores ou eferentes, conduzem comandos 
para os músculos e glândulas. Os interneurônios formam 
a maior classe, conduzem informações de uma região 
cerebral para outra.
CÉLULA NERVOSA - Gliócitos
Os corpos celulares neurais e seus axônios são cercados por células da glia. Existem cerca de 10 a 50 vezes mais células da glia do que neurônios no SNC 
dos vertebrados.
Macroglia: Astrócitos e Oligodendrócitos / Células Ependimárias / Micróglia
As células da glia têm as seguintes funções:
1. Atuam como elementos de sustentação, dando firmeza e estrutura ao cérebro. Separam e isolam grupos de neurônios entre si.
2. Dois tipos de células da glia produzem mielina.
3. Algumas células da glia removem os dendritos após lesão ou morte neural. 
4. As células da glia tamponam e mantém a concentração dos íons potássio no espaço extracelular; algumas também captam e removem 
transmissores químicos liberados pelos neurônios durante a transmissão sináptica.
5. Durante o desenvolvimento cerebral, certas classes de células da glia guiam a migração dos neurônios e dirigem o crescimento do axônio.
6. Certas células da glia participam da criação de um revestimento, especial e impermeável, dos capilares e vênulas cerebrais, criando uma barreira 
hematoencefálica que impede o acesso de substâncias tóxicas ao cérebro.
7. Existe evidência de que algumas células da glia, no SN do vertebrado, têm participação na nutrição das células neurais.
SINAPSES E NEUROTRANSMISSORES
Pode-se inicialmente definir que um transmissor é como uma substância que é liberada numa sinapse por um neurônio e que 
afeta uma outra célula.
A transmissão sináptica química passa pelas seguintes fases:
● síntese da substância transmissora;
● armazenamento e a liberação do transmissor;
● interação do transmissor com o receptor na membrana pós sináptica e remoção do transmissor da fenda sináptica.
O neurotransmissor é aquele que atende os seguintes critérios:
● é sintetizado no neurônio;
● está presente na terminação pré sináptica afim de exercer uma ação sobre o neurônio pós sináptico;
● quando administrada de forma exógena exerce a mesma função do transmissor endógeno;
● existe um mecanismo específico para sua remoção do sítio de ação (fenda sináptica).
DIVISÃO ANATÔMICA E FUNCIONAL
MENINGES
• Encéfalo é protegido por 3 
barreiras: crânio, meninges e 
líquido cerebrospinal (produzido 
no cérebro e absorvido pelo 
Sistema Venoso).
• Meninges a partir do crânio: 
dura-máter, aracnóide-máter e 
pia-máter.
MENINGES
https://docs.google.com/file/d/1LTmFo3M5XCfH7D--jP4e54vvGq9IxTkr/preview
DIVISÃO ANATÔMICA - SNC
DIVISÃO ANATÔMICA - SNC
DIVISÃO ANATÔMICA - SNP
DIVISÃO FUNCIONAL - SNSomático
DIVISÃO FUNCIONAL - SNVisceral (Autônomo)
DIVISÃO FUNCIONAL - 
Processamento Motor e Sensorial
ÁREAS PRIMÁRIAS
- Motor
- Somatossensorial
- Visual
- Auditivo
ÁREAS SECUNDÁRIAS
- Pré-Motor e 
Motor
- Somatossensorial
- Visual
- Auditivo
ÁREAS TERCIÁRIAS
- Multimodal
DIVISÃO FUNCIONAL - 
Processamento Motor e Sensorial
INTRODUÇÃO A NEUROPSICOLOGIA
Neuropsicologia - Origens Antigas
- A relação entre o cérebro e o comportamento remonta às civilizações 
antigas. Hipócrates (c. 460–370 a.C.), o "pai da medicina", foi um dos 
primeiros a sugerir que o cérebro era o centro das emoções e do intelecto.
- Galeno (c. 129–216 d.C.), médico grego, avançou essa ideia ao identificar 
que lesões cerebrais podiam afetar o comportamento, contribuindo para a 
compreensão das funções cerebrais.
Neuropsicologia - Século XIX
- Franz Joseph Gall (1758–1828): Desenvolveu a frenologia, que postulava que diferentes regiões 
do cérebro estavam associadas a diferentes traços de personalidade e habilidades. Embora a 
frenologia tenha sido desacreditada, a ideia de que o cérebro tem áreas específicas para 
diferentes funções influenciou pesquisas posteriores.
- Paul Broca (1824–1880): Descobriu a área de Broca, associada à produção da fala, através de 
estudos com pacientes que tinham lesões nessa região do cérebro. Sua descoberta foi um marco 
na compreensão da lateralização e especialização das funções cerebrais.
- Carl Wernicke (1848–1905): Identificou uma área do cérebro (área de Wernicke) crucial para a 
compreensão da linguagem, complementando o trabalho de Broca sobre a localização das 
funções linguísticas.
Neuropsicologia - Século XX
- Wilder Penfield (1891–1976): Neurocirurgião que, através de estímulos elétricos no cérebro de pacientes 
conscientes, mapeou o córtex motor e sensorial, contribuindo para o "homúnculo de Penfield", uma 
representação das áreas cerebrais associadas a diferentes partes do corpo.
- Alexander Luria (1902–1977): Neuropsicólogo russo que combinou neurociência com psicologia para 
estudar como diferentes regiões do cérebro colaboram em processos cognitivos. Seu trabalho sobre 
síndromes neuropsicológicas é um pilar na área.
- Donald Hebb (1904–1985): Psicólogo canadense conhecido por seu trabalho na teoria da aprendizagem. 
Ele propôs a ideia de que as conexões entre neurônios são fortalecidas com a repetição (princípio de Hebb), 
contribuindo para a base biológica da aprendizagem e memória.
- Roger Sperry (1913–1994): Realizou estudos sobre o cérebro dividido, explorando como os hemisférios 
cerebrais têm funções especializadas, especialmente em pacientes com o corpo caloso cortado. Seu 
trabalho rendeu um Prêmio Nobel em 1981..
Neuropsicologia - Atualmente
Com o advento das técnicas de neuroimagem, como a ressonância magnética 
funcional (fMRI) e a tomografia por emissão de pósitrons (PET), os 
neuropsicólogos podem agora observar a atividade cerebral em tempo real, o 
que tem revolucionado a compreensão das funções cerebrais e suas 
associações com o comportamento.
Neuropsicologia - Definições
- Dualistas: possibilidade de uma substâncianão física que corresponde à mente ou alma.
- Eliminativismo: entendem que uma neurociência em alto grau de maturidade e desenvolvimento irá substituir essa 
terminologia da psicologia popular que se referiria a objetos não existentes por uma descrição científica de fato.
- Dualistas de Propriedades: dois grupos majoritários de posições: aqueles que acreditam em causação mental, ou seja, que é 
possível que propriedades mentais tenham poder causal nesse mundo constituído de uma substância física; e os 
epifenomenalistas – aqueles que acreditam que propriedades mentais seriam epifenômenos e, assim, desprovidas de 
qualquer papel causal.
- Redutivas de Fisicalismo ou Materialismo: aqui, a capacidade de uma teoria explicar predicados mentais em termos de 
predicados neurais ou criar reduções inter teóricas do vocabulário explicativo mental em termos de um vocabulário neural por 
via de leis de ponte, ou, ainda, funcionalizar propriedades mentais em termos de sua estrutura causal física.
- Identitárias: processos mentais seriam idênticos a processos neurais.
- Localizacionismo: o poder de imputar a áreas bem determinadas do cérebro capacidades distintas e específicas.
- Globalismo/Conexionismo: considera-se a possibilidade de que as correlações sejam estabelecidas entre capacidades 
funcionais e áreas em interação e reverberação informativa.
Neuropsicologia - Avaliação
A avaliação não mais concentra seu interesse 
na localização, mas no estabelecimento da 
extensão, do impacto e das consequências 
cognitivas, comportamentais e na adaptação 
emocional e social que lesões ou disfunções 
cerebrais podem promover nas pessoas. 
(MALLOY-DINIZ, 2018)
Neuropsicologia - Avaliação
A metodologia atualmente utilizada em 
avaliação neuropsicológica envolve inúmeros 
recursos que foram desenvolvidos em 
laboratórios de neuropsicologia, neurologia e 
psicometria. Estes testes neuropsicológicos 
são organizados em baterias que podem ser 
flexíveis ou fixas.
FLEXÍVEL
Quando se faz necessário levantar dificuldades específicas dos 
pacientes. Assim, o neuropsicólogo tem a possibilidade de 
montar um protocolo apropriado para sua investigação, podendo 
dar ênfase aos dados qualitativos. A bateria flexível ocupa um 
tempo menor de aplicação, sendo então menos cansativa a 
testagem para o paciente.
FIXA
Indicada quando se deseja realizar uma determinada pesquisa com 
pacientes com alguma patologia ou alteração cerebral específica. Este tipo 
de testagem possui vantagens e desvantagens, principalmente quanto ao 
tempo de aplicação, o material escolhido pelo examinador pode não ser o 
mais adequado para aquele grupo de pacientes a ser examinado e ainda são 
observados mais dados quantitativos do que qualitativos, porém abrange 
diferentes aspectos neuropsicológicos do indivíduo examinado.
Neuropsicologia - Funções Cognitivas
Funções 
Executivas Atenção Memória Linguagem
Visuoconstrução Praxia Cognição Social
Funções Cognitivas - Funções Executivas
Conjunto de processos cognitivos que, de 
forma integrada, permitem ao indivíduo 
direcionar comportamentos a metas, avaliar 
eficiência e a adequação desses 
comportamentos, abandonar estratégias 
ineficazes em prol de outras mais eficientes 
e, desse modo, resolver problemas 
imediatos, de médio e de longo prazo. 
(Malloy-Diniz et al., 2008).
Funções Cognitivas - Funções Executivas
As Funções Executivas são um conjunto de processos cognitivos de alto nível responsáveis por 
coordenar e controlar comportamentos direcionados a metas. Suas principais responsabilidades incluem:
● Planejamento: Capacidade de estabelecer metas, criar estratégias e prever as etapas necessárias 
para atingir um objetivo.
● Tomada de Decisão: Avaliação de opções e escolha de ações com base em consequências futuras.
● Controle Inibitório: Habilidade de suprimir respostas automáticas ou impulsos inadequados para 
uma situação.
● Flexibilidade Cognitiva: Capacidade de se adaptar a novas informações, mudar de estratégias ou 
ajustar comportamentos conforme necessário.
● Monitoramento: Acompanhamento do progresso em relação aos objetivos, ajustando ações 
conforme necessário.
Funções Cognitivas - Atenção
● Sistema no qual processos sequenciais em uma série de 
estágios, visam seleção e manutenção de inputs.
● Diferentes sistemas cerebrais estão envolvidos.
● Sistema com uma capacidade limitada.
● Processo cognitivo interno que seleciona e processa e 
direciona as informações percebidas pelo corpo – 
ambiente interno e externo.
● Orientação e seletividade: retrair coisas para lidar com 
outras mais efetivamente.
● Mecanismo que regula e seleciona os estímulos que 
iremos lidar.
Funções Cognitivas - Memória
Funções Cognitivas - Memória
Funções Cognitivas - Linguagem
a) Semântico: refere-se ao significado das palavras ou ideias veiculadas. 
b) Fonético: compreende a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala humana. 
c) Fonológico: corresponde os sons da fala (fonemas). 
d) Morfológico: diz respeito às unidades de significado – palavras ou partes de uma palavra. 
e) Lexical: envolve compreensão e produção de palavras. Léxico é o conjunto de palavras em uma dada língua ou no repertório 
linguístico de uma pessoa. 
f) Sintático: refere-se às regras de estrutura das frases, às funções e às relações das palavras em uma oração. 
g) Pragmático: compreende o modo como a linguagem é usada e interpretada, considerando as características do falante e do ouvinte, 
bem como os efeitos de variáveis situacionais e contextuais. 
h) Prosódico: integra a habilidade de reconhecer, compreender e produzir significado afetivo ou semântico com base na entonação, na 
ênfase e em padrões rítmicos da fala.
A linguagem manifesta-se 
na forma de 
“compreensão” receptiva e 
de decodificação do input 
linguístico (“compreensão 
verbal”), que inclui a 
audição e a leitura, ou no 
aspecto de codificação 
expressiva e produção, que 
inclui fala, escrita e 
sinalização.
Funções Cognitivas - Visuoconstrução
VISÃO
- Estimulação física da luz
- É proporcionada pela 
interação da luz com os 
receptores especializados 
que se encontram na retina 
e que irá possibilitar a 
construção mental do 
objeto.
PERCEPÇÃO VISUAL
- Localização espacial: onde 
está o objeto em nosso campo 
visual
- Medida de intensidade da luz: 
estima o brilho de cada objeto 
em relação ao ambiente
- Discriminação de formas: 
diferencia e reconhece objetos 
segundo seus contornos
- Detecção do movimento: 
diferencia e reconhece objetos 
em movimento ou parados
- Visão de cores
POSICIONAMENTO
Mesmo que os olhos 
estejam fixos ocorrem 
movimentos oculares 
imperceptíveis que 
deslocam a imagem de um 
ponto a outro da retina 
impedindo que a imagem 
se apague.
Funções Cognitivas - Praxia e Gnosia
Sensação: captação de estímulos através de órgãos especiais dos sentidos, do sistema 
sensorial periférico ou receptores internos.
Percepção: é a capacidade de seleção de estímulos e da integração desses uns com os outros 
e com informações anteriores e a sua interpretação. O resultado final desse processo permite 
ao indivíduo fazer com que algo tenha sentido a partir de um ambiente sensorial complexo e 
constantemente mutável.
Funções Cognitivas - Praxia e Gnosia
Pacientes com déficit perceptivo apresentam:
● incapacidade de concretizar tarefas simples.
● dificuldade em iniciar ou completar tarefa.
● dificuldade em mudar de tarefa.
● capacidade diminuída para localização visual ou identificação de objetos que parecem obviamente necessários para completar 
uma tarefa.
● podem ser incapazes de seguir instruções simples de uma etapa.
● tendem a cometer repetidamente os mesmos erros.
● longo tempo para concluir tarefa.
● pouco planejamento.
● hesitação.
● freqüentemente desatentos para um dos lados do corpo.
Funções Cognitivas - Praxia e Gnosia
Gnosia
É a capacidade de reconhecer, identificar e interpretar 
informações sensoriais recebidas (visuais, auditivas, táteis, etc.). 
Depende dofuncionamento adequado das áreas associativas do 
cérebro.
Agnosia
É a perda ou comprometimento da capacidade de reconhecer ou 
identificar estímulos sensoriais, mesmo com a função sensorial 
preservada. Por exemplo, a pessoa vê um objeto, mas não 
consegue reconhecê-lo.
Praxia
Refere-se à capacidade de realizar movimentos voluntários e 
coordenados, aprendidos e direcionados a um objetivo, como 
escrever, vestir-se ou usar uma ferramenta.
Apraxia
É a incapacidade de executar movimentos ou gestos previamente 
aprendidos e voluntários, mesmo que não haja fraqueza, falta de 
coordenação ou outros déficits motores. A pessoa sabe o que 
fazer, mas não consegue planejar ou realizar os movimentos 
corretamente.
IDEATÓRIA vs. IDEOMOTORA
Funções Cognitivas - Cognição Social
Cognição social é a capacidade de processar, armazenar e aplicar 
informações sobre outras pessoas e situações sociais. Ela envolve 
entender e interpretar o comportamento, emoções e intenções dos 
outros, além de ajustar o próprio comportamento em interações sociais. 
Alguns componentes-chave da cognição social incluem:
● Teoria da Mente: Habilidade de compreender que os outros têm 
pensamentos, crenças e sentimentos diferentes dos nossos.
● Empatia: Capacidade de perceber e compartilhar as emoções dos 
outros.
● Percepção Social: Identificação de sinais sociais, como 
expressões faciais, gestos e tom de voz.
● Tomada de Decisão Social: Avaliação e resposta adequada a 
diferentes cenários sociais, equilibrando interesses próprios e 
alheios.
Funções Cognitivas - Cognição Social
Embora cognição social e inteligência emocional estejam relacionadas, elas não são exatamente a mesma coisa. A cognição social 
abrange uma gama mais ampla de processos mentais envolvidos em entender e interagir com o ambiente social, incluindo a 
interpretação de sinais sociais e as intenções de outras pessoas. Já a inteligência emocional se refere especificamente à capacidade 
de reconhecer, compreender, gerenciar e usar as emoções de maneira eficaz, tanto as próprias quanto as dos outros.
A inteligência emocional inclui habilidades como:
● Autoconsciência emocional: Reconhecer e entender as próprias emoções.
● Autogestão emocional: Controlar e ajustar emoções em diferentes situações.
● Empatia: Parte da inteligência emocional e também um componente da cognição social, sendo a capacidade de perceber as 
emoções dos outros.
● Habilidades sociais: Relacionadas à gestão eficaz das emoções nas interações sociais.
Portanto, podemos dizer que a inteligência emocional é um aspecto da cognição social, mais focado na gestão e compreensão 
emocional.
Alterações Neurocognitivas
Alterações Neurocognitivas
TEA TDAH Dislexia Epilepsia
Demência - 
Envelhecimento Alzheimer
AVC - Acidente 
Vascular 
Encefálico
Alterações Cognitivas - TEA
Transtornos do espectro autista são distúrbios do 
neurodesenvolvimento caracterizado por 
deficiente interação e comunicação social, padrões 
estereotipados e repetitivos de comportamento e 
desenvolvimento intelectual irregular, 
frequentemente com retardo mental. Os sintomas 
começam cedo na infância. Na maioria das crianças, 
a causa é desconhecida, embora existam evidências 
de um componente genético; em alguns pacientes, 
as doenças podem estar associadas a uma causa 
médica. O diagnóstico é baseado na história sobre o 
desenvolvimento e observação. O tratamento 
consiste no controle do comportamento e às vezes 
tratamento medicamentoso.
◻ Agnosia de reconhecimento de faces, dificuldade em reconhecer sinais emocionais do outro. 
“Crianças autistas conseguem perceber algumas categorias específicas de reconhecimento facial, 
embora não consigam identificar adequadamente os estados mentais mais sutis”.
(Baron Cohen, 1991)
TEORIA DA MENTE: dificuldade na capacidade para atribuir estados mentais 
(crenças, desejos, conhecimento e pensamentos) a outras pessoas e predizer o 
comportamento das mesmas em função destas atribuições.
(Baron Cohen, Leslie & Frith, 1985)
Alterações Cognitivas - TEA
◻ No geral, os estudos não apontam alterações nas memórias de curto prazo. 
◻ A repetição das ações podem ser indicativo da memória particularmente da semântica, que 
está ligado ao significado e ao sentido.
(Rocca, 2001)
◻ As crianças com autismo não apresentam dificuldade nas memórias que não envolvem 
significado e interpretação.
(Hermelin e O’ Connor, 1970; Hermelin e Frith, 1971)
Alterações Cognitivas - TEA
◻ Crianças autistas mostram alterações e dispraxias motoras, entre elas estão: andar na ponta 
dos pés, marchar de forma irregular e apresentar estereotipias.
◻ Apresentam déficits na preparação e no planejamento da resposta motora.
(Rinehart e col, 2001) 
◻ Uma outra grande dificuldade está relacionada a imitação. Crianças com autismo imitam 
menos e apresentam uma maior dificuldade na imitação corporal sem o uso de objetos.
(DeMeyer e col, 1972)
Alterações Cognitivas - TEA
◻ O prejuízo linguístico no autismo envolve problemas de comunicação não-verbal e 
verbal
◻ Dificuldade em entender a representação das palavras e das frases.
◻ Há prejuízo de compreensão e uso da linguagem, dentro de um contexto social.
Alterações Cognitivas - TEA
Hoje existem vários estudos relacionando funções executivas e autismo. 
TEORIA DA DISFUNÇÃO EXECUTIVA: dificuldade no planejamento de estratégias de 
resolução de problemas para a execução de metas.
(Bebko & Ricciutu, 2000)
Dificuldade em algumas áreas cognitivas influenciam diretamente a interação 
com o outro.
Alterações Cognitivas - TEA
● Distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade é considerado um distúrbio de neurodesenvolvimento. 
Distúrbios de neurodesenvolvimento são condições neurológicas que aparecem precocemente na 
infância, geralmente antes da idade escolar, e prejudicam o desenvolvimento do funcionamento 
pessoal, social, acadêmico e/ou profissional.
● Normalmente envolvem dificuldades na aquisição, retenção ou aplicação de habilidades ou conjuntos 
de informações específicas. Distúrbios de neurodesenvolvimento podem envolver distúrbios de 
atenção, memória, percepção, linguagem, solução de problemas ou interação social.
Alterações Cognitivas - TDAH
● TDAH afeta cerca de 8 a 11% das crianças em idade escolar. Entretanto, muitos especialistas acreditam que o 
TDAH é “super diagnosticado”, em grande parte porque os critérios são aplicados de forma imprecisa. De acordo 
com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5ª edição (DSM-5), há três tipos:
● Classificações:
○ Desatenção predominante
○ Hiperatividade/impulsividade predominante
○ Combinado
Alterações Cognitivas - TDAH
O TDAH não tem uma causa única específica. 
Potenciais causas do TDAH incluem fatores genéticos, bioquímicos, sensório-motores, fisiológicos e comportamentais.
 Alguns fatores de risco incluem baixo peso fica 
entre 8 e 10 anos, entretanto os que apresentam déficit de atenção predominante só são diagnosticados 
após a adolescência.
Os sinais e sintomas centrais da TDAH envolvem:
● Desatenção
● Impulsividade
● Hiperatividade
Alterações Cognitivas - TDAH: Sinais e Sintomas
● Desatenção tende a aparecer quando a criança está envolvida em tarefas que necessitam vigilância, 
reação rápida, investigação visual e perceptiva e atenção sistemática e constante.
● Impulsividade refere-se a ações precipitadas com o potencial de um desfecho negativo (p. ex., em 
crianças, atravessar a rua sem olhar; em adolescentes e adultos, abandonar de repente a escola ou o 
trabalho sem pensar nas consequências).
● Hiperatividade envolve atividade motora excessiva. Crianças, especialmente as mais pequenas, podem 
ter problemas para permanecer sentadas calmamente quando for esperado que o façam (p. ex., na 
escola ou igreja). Pacientes mais velhos podem ser simplesmente agitados, inquietos ou falantes às 
vezes ao ponto de fazer com que as outras pessoas se sintam cansadas só de observá-los.
Alterações Cognitivas - TDAH: Sinais e Sintomas
● A desatenção e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades acadêmicas e estratégias 
de pensamento e raciocínio, motivação escolar e exigências sociais. Crianças com déficit de atenção 
predominante tendem a desistir diante de situações que exigem desempenho contínuo para 
complementação de tarefas.
● Em geral, cerca de 20 a 60% das crianças com TDAH têm déficits de aprendizagem, mas alguma 
disfunção escolar ocorre na maioria das crianças com TDAH decorrente de falta de atenção (o que 
resulta em perda de detalhes) e impulsividade (o que resulta em respostas sem pensar na pergunta).
Alterações Cognitivas - TDAH: Sinais e Sintomas
O histórico do comportamento pode revelar baixa tolerância para frustrações, discordâncias, temperamento 
teimoso, agressividade, habilidades sociais deficientes e relacionamentos com seus pares, distúrbios do 
sono, ansiedade, disforia, depressão, temperamento indeciso.
Embora não haja exame físico ou laboratorial específico associado ao TDAH, os sinais e sintomas podem 
incluir:
● Incoordenação motora, postura desajeitada
● Disfunções neurológicas leves não localizadas
● Disfunções de percepção motora
Alterações Cognitivas - TDAH: Sinais e Sintomas
A avaliação médica - deve incluir pesquisar o histórico de exposição pré-natal (p. ex., drogas, álcool, 
tabaco), complicações ou infecções perinatais, infecções do SNC, traumatismo cranioencefálico, doença 
cardíaca, respiração durante o sono, falta de apetite e/ou alimentação seletiva e histórico familiar de TDAH.
Alterações Cognitivas - TDAH: Diagnóstico
A avaliação do desenvolvimento - inclui a verificação dos marcos de desenvolvimento, particularmente 
marcos da linguagem e o uso de escalas/Testes de avaliação específicas do TDAH (AVALIAÇÃO 
NEUROPSICOLÓGICA). 
A avaliação educacional documenta sinais e sintomas centrais que possam envolver a revisão de registros 
educacionais e o uso de escalas de avaliação. Entretanto, estas escalas, isoladamente, não conseguem 
distinguir TDAH de outros distúrbios do desenvolvimento ou de comportamento. (avaliação 
psicopedagoga/ fonoaudiológica).
Alterações Cognitivas - TDAH: Diagnóstico
● Terapia comportamental cognitiva
● Reabilitação neuropsicológica
● Terapia medicamentosa com estimulantes como metilfenidato ou dextroanfetamina (em preparações 
de curta e longa ação)
Alterações Cognitivas - TDAH: Tratamento
O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções 
cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no 
comportamento e na personalidade da pessoa.
A maior parte dos casos é esporádica, tem início tardio (≥ 65 anos de idade) e 
etiologia incerta. O risco de desenvolver a doença é melhor previsto pela idade. No 
entanto, cerca de 5 a 15% dos casos são familiares; metade desses casos tem início 
precoce (pode resultar em alterações na personalidade e no controle emocional, como 
desinibição, impulsividade, e comportamentos inadequados.
Apatia e Irritabilidade: São mudanças emocionais que podem surgir após o AVC, 
especialmente se as regiões afetadas incluírem áreas que regulam a motivação e a 
resposta emocional, como o circuito límbico.

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