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Inserção Internacional do Brasil consolidação + reconhecimento Foi um período caracterizado por: • Relações com a Europa (Portugal e Inglaterra); • Política externa direcionada ao reconhecimento do Estado brasileiro soberano; • Crises domésticas, movimentos separatistas e pressões externas por parte da Inglaterra; • Doutrina Monroe; 1808: Abertura dos portos 1810: Tratado de amizade, navegação e comércio com Portugal e Inglaterra. os ingleses pagariam 15% de impostos, os portugueses 16% e o restante 24%. Além disso, permitiu a livre navegação de navios de guerra e que os ingleses fossem julgados apenas na presença de uma autoridade britânica, seguindo as leis da Inglaterra. O tratado também estabeleceu que Portugal deveria restringir o tráfico de escravos. 1822: Independência do Brasil (inicio do processo de inserção internacional pautado na necessidade de consolidar o Estado nacional e ser reconhecido). 1823: Doutrina Monroe – “américa para os americanos”. (Brasil foi o 1º a reconhecer). 1824: Reconhecimento dos EUA (1º potencia a reconhecer). + 1º Conferencia do Equador (movimento separatista que ocorreu em Pernambuco). 1825: Tratado de Paz com Portugal. Através do tratado Portugal reconhece o Estado, portanto o Brasil compromete-se a não anexar, além de indenizar e conceder uma tarifa de 15% para Portugal. Após isso, outras potencias começam a reconhecer o Brasil, como a Inglaterra e França... 1825: Guerra da Cisplatina (Uruguai) entre Brasil e Argentina 1827: Tratado de amizade, comércio, navegação entre Brasil e Inglaterra. (1810 + 15% + adesão de uma cláusula de Nação Mais Favorecida). NMF: “Se você der um benefício a alguém, tem que dar o mesmo benefício a todos os outros países também!” 1828: Fim da Guerra da Cisplatina, Tratado de amizade, comércio e navegação com os EUA. 1829: Inicio de uma sequência de empréstimos ruinosos (aumento da dependência financeira) com a Inglaterra, oferecendo a renda da alfandega do Rio como garantia. Regência (1831 – 1840) . Período caracterizado por: • Instabilidade; • Separatismo; • Pressão externa (Inglaterra); 1831: Lei Feijó (distinção do trafico de escravos). 1833: Ocupação da Inglaterra nas ilhas Malvinas, Brasil se posiciona reconhecendo a soberania Argentina. 1835: Revoltas oriundas da descentralização do poder: Cabanagem (Pará), Males (Bahia), Farroupilha (Rio Grande do Sul). 1837: Sabinada (Bahia), Balaiada (Maranhão), Juliana (Santa Catarina). 1839: Guerra Civil Uruguai (Brancos x Colorados), Brasil apoia o grupo Colorado. 1839: Bill Palmerston. Era uma legislação nacional britânica utilizada para pressionar os países que praticavam tráfico no atlântico, no caso o Brasil. Ou seja, a Inglaterra tinha permissão para interceptar navios. Soberania + Intervencionismo (1840 – 1889) Período caracterizado por: • Maior presença do Brasil na América Latina; • Dependência em relação aos EUA (comercial) e a Inglaterra (financeira); • Divergências com Portugal; • Doutrina de Limites (preocupação com a delimitação das fronteiras brasileiras); • Região do Prata (controle de navegação) e Amazonas (fechado para navegações internacionais) vistas como regiões geopolíticas. 1840: Início do 2º Reinado. 1844: Tarifa Alves Branco. Foi uma tarifa que tinha como característica o protecionismo, que põe fim ao sistema de tratados desiguais, como o de 1827. A tarifa, aprovada pelo Congresso Nacional, aumentava de 15% para 30% a importação de produtos e de 15% para 60% caso se tivesse um produto similar nacional. 1845: Bill Aberdeen., permitia os ingleses de capturar, julgar e até bombardear. 1850: Lei Euzébio de Queiroz, lei que dava fim ao tráfico. 1851: Guerra entre Brasil e Argentina.. 1851: Missão Duarte Ponte Ribeiro, que vai assinar tratados de fronteira com o Uruguai, Peru, Colômbia, Venezuela ... Bolívia. Negociações bilaterais + Arbitragem internacional + Uti possidetis. 1861: Aumento da relação comercial com os EUA, com o café tornando-se o maior produto de exportação do Brasil. Pela 1º vez o Brasil tem um superávit comercial, com o café correspondendo 48% da sua exportação. Além da redução de tarifas, o mercado americano passa a comercializar 60% do café brasileiro (NY Exchange). 1862: Criação do primeiro banco londrino no Brasil, London and Brazilian Bank. 90% do investimento estrangeiro vem dos ingleses, além dos empréstimos. 1864: Guerra do Paraguai, uma guerra sistêmica envolvendo a Inglaterra e Tríplice Aliança (Argentina, Brasil, Uruguai). 1866: Abertura da navegação comercial do Rio Amazonas, após pressão dos EUA. 1870: Diplomacia de prestígio praticada por Dom Pedro II, de caráter não oficial, onde o Brasil busca prestígio internacional. 1870: Principais questões que irão abalar o império: • Religiosa (conflito entre o imperador e o padroado);. • Militar (ascensão política dos militares contra o governo imperial); • Abolição (1888 – Lei Áurea); • Republicana; “Americanismo Idealista” Diplomacia republicana (1889 – 1902) Período caracterizado por: • Maior proximidade com os EUA; • Maior cooperação com os países da América do Sul; • Maior implantação do liberalismo político e econômico, defesa das exportações do café; • Crises que levantam questões acerca da legitimidade do regime; • Tensões entre: Republicanos x Monarquistas, Liberais x Conservadores, Americanistas x Eurocentristas, Exército x Marinha. “República das Espadas” Governo Deodoro (1889 – 1891) ® Reconhecimento Internacional (Argentina, Uruguai, EUA, França, Portugal, Suíça Itália, Alemanha, Inglaterra, Rússia..) ® Decreto da Grande Naturalização (reconstrução de identidade nacional). ® Diplomacia mais republicana, mais americanista. 1889: Tratado de Montevidéu Tratado sobre a região de Palmas, em Santa Catarina, em que o ministro Quintino Bocaiuva assina e concede a Argentina metade de SC. Foi um tratado que demonstrou boa fé do Brasil em resolver suas questões de maneira pacífica, entretanto ele não foi aceito pelo Congresso Nacional. 1891: Constituição liberal, que estabelece o federalismo (EUA visto como modelo). Assim, permitindo uma maior autonomia dos Estados + Artigo 88, no qual o Brasil renuncia a Guerra de Conquista. 1891: 1º Conferencia Interamericana em Washington, sendo uma tentativa dos EUA de alinhar interesses com os países da região.. O Brasil vai para representar a ideia de um “espirito americano”. + BIRA (escritório internacional de repúblicas americanas, hoje conhecida como OEA). 1891: 1º Revolta da Armada Marinha sequestra navios que estavam na Baía de Guanabara e ameaçam bombardear o Rio de Janeiro, por conta da centralização e da postura autoritária de Deodoro. Os militares exigem a renúncia e eleição.. Governo Floriano (1891 – 1894) ® Regime em questionamento, jornais internacionais tratam como uma “republiqueta”. ® Uma república de espadas, com dois militares se impondo de forma autoritária perante aos outros. ® Ascensão do exercito. ® Partido Republicano Paulista (PRP). ® Estado de Sítio. 1892: Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. 1893: 2º Revolta da Armada. (Marinha exige a renuncia de Floriano, além de uma maior parcela de poder). Diante disso, um petit comitê formado por potências internacionais (EUA, Inglaterra, França, Portugal, Itália) vai declarar o Rio de Janeiro “Cidade Aberta”. Ou seja, a cidade não pode ser atacada e nem atacar com o objetivo de proteger todos os interesses. 1894: Esquadra de Papel, onde mercenários (sobretudo americanos) organizam uma esquadra para combater os revoltosos. Parte desses revoltosos fogem em um navio português para o Rio Grande do Sul, juntando-se aos federalistas. Diante disso, Brasil corta relações com Portugal. República Oligárquica Governo P. Morais (1894 – 1998) ®1º governo civil eleito. ® o Brasil vai se dedicar a delimitação das fronteiras. 1895: Fim da questão de Palmas Barão do Rio Branco consegue resolver a questão por meio dos princípios da arbitragem internacional (EUA) e do UTI Possidetis. § Brasil reata relações com Portugal § Questão de Trindade Inglaterra toma as ilhas de Trindade e através de uma mediação portuguesa, a Inglaterra reconhece a soberania brasileira. 1897: Tratado de arbitragem entre Brasil e França sobre a questão da fronteira do Amapá 1898: Funding Loan (empréstimo 10 milhões) Governo Campos Salles (1898 – 1902) ® Afastamento da República das Espadas e consolidação da República Oligárquica. ® Política dos governadores (café com leite) que envolvia os principais produtores de café RJ, SP e MG. ® Ascensão do café e das relações comerciais com o EUA. 1898: Guerra Hispânica Americana, na qual o EUA derrota a Espanha, dominando a região do Caribe. Foi marcada como o momento de transição do domínio europeu para a soberania de um domínio americano. Brasil se manteve neutro. 1899: Canhoneira americana no Amazonas. A diplomacia brasileira protesta contra a navegação dessa canhoneira no rio Amazonas. 1899: 1º Revolução do Acre Brasileiros querem a independência, com apoio do governo Amazonas. Entretanto, o governo alega que vai respeitar o tratado de 1867 de D. Ponte e não vai anexar o Acre. 1899: Visita do Júlio Roca ao Brasil (chefe de Estado argentino) 1900: Campos Salles visita Argentina. 1900: Resolução da questão do Amapá com a França, por meio de arbitragem da Suíça. favorável ao Brasil no estabelecimento da fronteira. 1900: Bolivian Syndicate Bolívia decide arredar a região para um consórcio de empresas americanas e europeias para exploração. Essa questão preocupa o Barão, principalmente por conta da presença de americanos e europeus no território da Amazônia. 1901: Tratado de arbitragem entre Brasil e Inglaterra sobre a Guiana. 1902: 3º Revolução do Acre. 1902: 1º Congresso internacional do café em Nova Iorque (Brasil defende seu produto e o seu preço). Ativismo do Rio Branco (1902 – 1912) “Americanismo Pragmático” Período caracterizado por: • Substituição do americanismo idealista, pelo pragmático, ou seja, um americanismo objetivo. • Soberania • Defesa nacional, paz, aliança, pragmatismo. • Delimitação de fronteiras: ideia de solução pacificas de controvérsia (SPC) + UTI Possid. • Equilíbrio e cooperação na América do Sul. • Principio da legalidade, equilíbrio naval, estabilidade. • Defesa das exportações de café (DIT), financiamento da indústria • Politica externa pautada no prestigio internacional: inserção, mediação de conflitos, atuação. • Reforma do Rio de Janeiro. • Brasil estabelece boas relações com a Santa Sé, promovendo o primeiro cardeal da américa latina 1902: Barão do Rio Branco assume a chancelaria durante 1o anos como ministro das relações dos exteriores. Ele olha para os EUA não como um modelo a seguir, mas como uma país que pode funcionar como um contrapeso para os interesses imperialistas das potencias europeias.. SOBERANIA 1902: Diplomacia da canhoneira, na qual um consórcio de empresas estrangeiras posiciona seus canhoes em direção a Caracas, obrigando o pagamento de uma divida venezuelana. Diante disso, o embaixador argentino lança a Doutrina Drago, onde convocava outros países da região a saírem em solidariedade da Venezuela. O Brasil não apoia. 1903: Revolta Uruguai/Paraguai. Brasil não apoia por conta do principio da legalidade. 1904: EUA invade a região do Panamá para promover uma revolução no pais, visando a independência e o interesse na construção de um canal. 1906: 3º Conferência Interamericana no Rio. Pela primeira vez, o secretario do Estado americano visita o Brasil + Inauguração do Palacio Monroe. 1907: 2º Conferencia de Haia, com a ideia da criação de um tribunal internacional de arbitragem. Brasil discorda e estabelece o principio de igualdade jurídica (todos os Estados são iguais, pois todos são soberanos). 1910: 4º Conferência Interamericana em Buenos Aires. Brasil defende que a Doutrina Monroe seja utilizada como instrumento de defesa. FRONTEIRA A partir das negociações bilaterais, o Barão irá demarcar todas as fronteiras pendentes. 1903: Tratado de Petrópolis (resolução da questão do Acre). 1905: Tratado de limites com o Equador, Venezuela, Guiana Holandesa, Colômbia, Peru... 1909: Tratado de Lagoa Mirim Jaguaré com Uruguai, onde o Brasil concede a lagoa.. EQUILÍBRIO E COOPERACAO NA AM. DO SUL ® Legitimidade (Paraguai, Uruguai) ® Equilíbrio naval e cooperação (Argentina) ® Crise dos encouraçados + Pacto ABC + Política de apaziguamento. 1905: Incidente Panther. Navio de guerra alemão invade aguas brasileiras sem autorização, portanto Alemanha se compromete a construir uma serie de encouraçados, submarinos... Argentina é contra, despertando uma crise. Telegrama 9: Inteligência Argentina intercepta um telegrama brasileiro destinado ao Chile, afirmando que aquele telegrama possui planos de alinhamento entre Brasil e Chile contra a Argentina. Pacto ABC: Brasil convida Chile e Argentina para um pacto de dialogo e paz 1906: Presidente argentino Sans Pena visita o Brasil com a política do apaziguamento, promovendo por fim a paz. Voluntarismo e Frustação (1912 – 1930) Período marcado por: • Maior participação e cooperação internacional; • Prestígio; • Aproximação com EUA (não alinhada); • Ilusão de poder; • Soberba; • Frustação e isolamento; Contexto histórico: 1º Guerra Mundial, criação da Sociedade das Nacoes (SDN), crise de 29 Governo M. Hermes (1910 – 1914) MRE: Lauro Miller Politica Externa: republicana + aproximação não alinhada com EUA. (americanismo pragmático). 1913: Miller visita os EUA 1914: Tratado amigável para dificuldades futuras 1914: 1º Guerra Mundial, Brasil neutro + condenação da Alemanha. Governo V. Brás (1914 – 1918) Politica Externa: Desafio à inserção e ao americanismo pragmático. 1915/16: Inglaterra decreta um bloqueio continental, diminuição de fluxos comerciais, proibição de produtos supérfluos (café). 1917: Alemanha afunda navios brasileiros, Brasil rompe relações com a Alemanha. Caída de Lauro Miller, com Nilo Peçanha assumindo o cargo. Politica Externa: Postura mais belicista 1917: Revogação da neutralidade + confisco de navios + esquadra EUA + Estado de guerra. Participação do Brasil: envio de matérias primas, aviadores, missão médica, Divisão Naval de Operações em Guerra (DNOG). Governo Delfim Moreira (1918 – 1919) MRE: Domício da Gama P.E: Participação nas conferências de paz + OI 1918: Embaixadas + acordos comerciais com Inglaterra, Itália, França 1919: Conferência de Paz em Versalhes, Epitácio Pessoa se destaca no comitê de redação. Brasil é indicado como membro não permanente do Conselho de Segurança. Gov. Epitácio Pessoa (1919 – 1922) MRE: José Manuel Azevedo Marques P.E: Inserção + projeto de ascensão 1919: Missão militar francesa. 1920: Brasil reeleito como membro não permanente até 1925 + constituição da corte internacional de justiça permanente (Rui Barbosa nomeado) + clausula facultativa. Reata com a Alemanha. 1922: Missão naval com EUA. 1922: Centenário da Independência no RJ, Semana de Arte Moderna em SP. 1922: Embaixadas no México, Chile, Argentina Gov. A. Bernardes (1922 – 1926) Período no qual o voluntarismo vira soberba, frustação e isolamento. MRE: Felix Pacheco 1923: Conferência Interamericana no Chile, aprovação da tese 12 (desarmamento dos países da região). Brasil é contra. 1924: Brasil cria uma delegação permanente em Genebra, onde tenta ganhar apoio como candidato a membro permanente no CS. 1926: Proposta recusada, Brasil veta Alemanha e se retira da SDN. Gov. W. Luis (1926– 1930) MRE: O. Mangabeira P.E: Brasil retraído, discreto e conciliatória 1927: Tratado de limites com Paraguai e Argentina 1928: Pacto Briand Kellog. (renuncia da guerra e comprometimento com SPC para solução de qualquer conflito). Brasil não assina. 1928: Tratado de limites com a Bolívia 1929: Reforma do MRE, criação de serviços econômicos e comerciais.