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Roberta Freitas – T14 1 Garulação ® Ocorre após a blástula, no início do desenvolvimento embrionário. ® Formação da linha primitiva: Estrutura que define a simetria do embrião e guia o processo de gastrulação. ® Invaginação celular: Células migram para dentro do embrião, formando o mesoderma e o endoderma. ® Formação das camadas germinativas: ® Estabelece as bases para a formação dos órgãos e tecidos do corpo. Camadas germinativas ® Ectoderma: camada externa que formará o sistema nervoso e a pele. ® Mesoderma: camada intermediária que formará músculos, ossos e sistema circulatório. ® Endoderma: camada interna que dará origem aos sistemas digestivo e respiratório. Neurulação ® Processo que inicia a organogênese. ® Formação do tubo neural (formação do sistema nervoso do embrião) ® Ocorre no ectoderme: Ectoderme epidermal ® Neuroectoderme 1- Formação da placa neural: O ectoderma se espessa na região dorsal do embrião, formando a placa neural. Embriologia Roberta Freitas – T14 2 2- Dobras neurais: As bordas laterais da placa neural começam a se elevar, formando as dobras neurais, enquanto o centro afunda. 3- Fusão das dobras neurais: As dobras se aproximam e se fundem na linha média, formando o tubo neural. 4- Fechamento do tubo neural: O tubo neural se fecha inicialmente no meio e depois nas extremidades anterior e posterior. 5- Diferenciação do tubo neural: A parte anterior se expande para formar o cérebro, enquanto a parte posterior dará origem à medula espinhal. Diferenciação do tubo neural ® Expansão do tubo neural: após a neurulação, a parte anterior do tubo neural se dilata para formar o encéfalo primitivo. ® Formação das três vesículas primárias: o Prosencéfalo (cérebro anterior) o Mesencéfalo (cérebro médio) o Rombencéfalo (cérebro posterior) Divisão das vículas primárias ® O prosencéfalo e o rombencéfalo se subdividem, formando cinco vesículas secundárias: • Telencéfalo (origina os hemisférios cerebrais) • Diencéfalo (origina o tálamo e o hipotálamo) • Mesencéfalo (permanece sem divisão e dará origem ao mesencéfalo adulto) • Metencéfalo (origina o cerebelo e a ponte) • Mielencéfalo (origina o bulbo) Nerv e gângli ® Origem na crista neural: Durante a neurulação, células da crista neural (localizadas nas bordas do tubo neural) começam a migrar para diferentes partes do embrião. Roberta Freitas – T14 3 ® Diferenciação das células da crista neural: Essas células se especializam em diferentes tipos celulares, incluindo neurônios e células da glia dos nervos periféricos. ® Formação dos gânglios: o Gânglios sensitivos (ex.: gânglios espinhais) são formados por neurônios derivados da crista neural. o Gânglios autonômicos (simpáticos e parassimpáticos) surgem de células migratórias da crista neural. ® Crescimento dos nervos: Os axônios dos neurônios formam prolongamentos que se conectam a músculos, órgãos e outras estruturas, formando os nervos periféricos ® Mielinização: Células da glia, como as células de Schwann (no sistema nervoso periférico), envolvem os axônios, formando a bainha de mielina, que acelera a condução dos impulsos nervosos. Formação do olho ® Início do desenvolvimento: 22° dia ® Ao redor do 5° Mês, está quase formado ® Desenvolvimento Pós-natal: Mielinização do nervo óptico (10 semanas), canalização e secreção lacrimal (1-3 meses) ® Os olhos são derivados de quatro fontes embrionárias: 1. Neuroectoderme do Prosencéfalo (Retina, íris e Nervo óptico) 2. Ectoderme Epidermal (Cristalino e Córnea) 3. Mesoderma (Túnica fibrosa e túnica vascular) 4. Células da crista neural (Coróide, Esclerótica e Endotélio da córnea) 1- Evaginação do tubo neural: No prosencéfalo (diencéfalo), surgem duas protuberâncias laterais chamadas vesículas ópticas. 2- Formação da taça óptica: As vesículas ópticas invaginam-se e formam a taça óptica, que dará origem à retina e outras estruturas do olho. 3- Desenvolvimento do cristalino: O ectoderma sobre a taça óptica se espessa, formando a placa do cristalino, que depois se invagina e origina o cristalino. 4- Formação da córnea e outras estruturas: O ectoderma adjacente se diferencia para formar a córnea, enquanto o mesênquima contribui para o desenvolvimento da esclera e coroide. 5- Crescimento da retina e nervo óptico: A retina se desenvolve a partir da taça óptica, e o nervo óptico se forma a partir da conexão da retina com o cérebro. Formação do ouvido Roberta Freitas – T14 4 ® O ectoderma lateral se espessa e forma a placoda ótica, que invagina para formar a vesícula ótica. ® Desenvolvimento do ouvido interno: A vesícula ótica dá origem ao labirinto membranoso, incluindo a cóclea (audição) e o vestíbulo (equilíbrio). ® Formação do ouvido médio: As bolsas faríngeas contribuem para a formação da tuba auditiva (trompa de Eustáquio) e da cavidade timpânica. ® Desenvolvimento dos ossículos: Ossículos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo) derivam do mesênquima dos arcos faríngeos. ® Formação do ouvido externo: O meato acústico externo e a orelha externa derivam do ectoderma e dos primeiros arcos faríngeos.