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Universidade Metodista de São Paulo
Curso: Psicologia
Turma: 1º Semestre – 1S/2026
 Prof. Me. Paulo César Pereira
PROCESSOS PSICOLÓGICOS: BÁSICOS E SUPERIORES
PROCESSOS PSICOLÓGICOS: BÁSICOS E SUPERIORES
Apenas recapitulando o que vimos na aula anterior
Percepção, propriocepção e sensopercepção
Complexidade da percepção
Alterações quantitativas e qualitativas na percepção
Alguns distúrbios que podem afetar a percepção
AULA 6
Estados de Consciência
PROCESSOS PSICOLÓGICOS: BÁSICOS E SUPERIORES
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Definições
Consciência é a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente abrangendo qualificações como subjetividade, sapiência e autopercepção. 
A consciência é composta por duas entidades: (1.) consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita; (2). consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência (Block 2004). 
Todas as sensações, percepções, lembranças e sentimentos dos quais temos ciência a qualquer momento (Farthing, 1992) 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Para que serve a consciência? 
Flexibilizar nossas ações e maior controle sobre nossos pensamentos e ações 
	- Maioria de nossas tomadas de decisões são realizadas em plano inconsciente; 
	- Percepções e cognições são “acompanhadas de consciência”; 
Amplia o nosso entendimento sobre nossos sentimentos ajudando ao “fazer sentido” para nós e para outros 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Consciência se refere a experiências subjetivas de momento a momento. Prestar atenção ao seu entorno imediato é uma experiência desse tipo. Refletir sobre seus pensamentos atuais é outra. Você sabe que está consciente porque está vivenciando a experiência do mundo exterior, por meio dos seus sentidos, e por saber que está pensando.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
A experiência consciente geralmente é unificada e coerente. Nessa visão, a mente é uma corrente contínua, na qual os pensamentos flutuam. Entretanto, há um limite para a quantidade de coisas de que a mente pode ter consciência ao mesmo tempo.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ATENÇÃO SELETIVA 
Em 1958, o psicólogo Donald Broadbent desenvolveu a teoria do filtro para explicar a natureza seletiva da atenção. Ele assumiu que as pessoas têm capacidade limitada para informação sensorial. Elas fazem uma triagem da informação que chega, para permitir a entrada apenas do material mais importante. Nesse modelo, a atenção atua como um portão que abre para a informação importante e fecha para a informação irrelevante.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
CEGUEIRA À MUDANÇA 
Para entender o quanto podemos ser desatentos, considere o fenômeno conhecido como cegueira à mudança. Como não podemos prestar atenção em toda a vasta gama de informação visual disponível, costumamos ser “cegos” às mudanças amplas que ocorrem em nossos ambientes.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
TECNOLOGIAS NA SALA DE AULA
Pode ser difícil prestar atenção totalmente durante
todo o período em sala de aula, até mesmo com as exposições mais envolventes.
Por esse motivo, muitas das orientações que você fornece tentam incluir a participação ativa durante a aula. O aparecimento dos computadores laptop e
dos smartphones na sala de aula, que se deu ao longo da última década, tem aumentado a dificuldade dos professores para prender a atenção dos alunos
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
O processamento inconsciente influencia o comportamento
Galton (1879) foi o primeiro a propor a noção de que a atividade mental abaixo do nível de consciência pode influenciar o comportamento. A influência dos pensamentos inconscientes também foi o centro de muitas teorias de Freud sobre o comportamento humano. 
Exemplificando, o clássico erro chamado ato falho freudiano ocorre quando um pensamento inconsciente de repente é expresso em um momento ou contexto social inadequado.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Ao longo das últimas décadas, muitos pesquisadores exploraram diferentes formas pelas quais os indícios inconscientes, ou percepção subliminar, podem influenciar a cognição. A percepção
subliminar ocorre quando os estímulos são processados pelos sistemas sensoriais e, por causa da duração curta ou da forma sutil, não atingem a consciência.
Há muito tempo, as propagandas são acusadas de usar indícios subliminares para persuadir as pessoas a comprar produtos
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
O MODELO DO ESPAÇO DE TRABALHO GLOBAL
Muitos modelos diferentes de consciência foram propostos. Um deles, o modelo do espaço de trabalho global, propõe que a consciência surge em função dos circuitos cerebrais que estão ativos (Baars, 1988; Dehaene, Changeux, Naccache, Sackur, & Sergent, 2006). 
Ou seja, você vivencia a resposta das suas regiões cerebrais como alerta consciente. Essa ideia é sustentada por estudos envolvendo pessoas com lesões cerebrais, que às vezes não têm consciência de seus déficits (ou seja, os problemas relacionados à consciência que surgem a partir de suas lesões). 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
O modelo do espaço de trabalho global não apresenta nenhuma área cerebral como responsável pela “consciência” geral. 
Em vez disso, diferentes áreas cerebrais lidam com diferentes tipos de informação.
Cada um desses sistemas, por sua vez, é responsável pelo alerta consciente de seu tipo de informação
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
É difícil diferenciar os estados de consciência com base apenas no comportamento, mas as imagens cerebrais podem se mostrar úteis para identificar a extensão da lesão cerebral de um paciente e da probabilidade de recuperação.
A imagem da atividade cerebral também pode ser usada para dizer se uma pessoa teve morte cerebral. A morte cerebral é a perda irreversível da função cerebral. Quando há morte cerebral, nenhuma atividade é encontrada em todas as regiões do cérebro
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Estados de Consciência
Sono
Sonhos
Hipnose
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Estados de Consciência
- Estados de Consciência Desperta 
Percepção e conhecimento de momentos, locais e eventos como reais (e que geram uma atividade direcionada para a coisa da qual há consciência) 
- Estados de Consciência Alterados 
Todas as demais percepções que diferem da Desperta:
Fadiga / Delírio / Hipnose / Drogas / Sonhos
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Estado de Consciência Alterado 
Alterações Quantitativas: 
Rebaixamento do nível de consciência: compreendido por graus, está dividido em 3 grupos principais: 
- Obnubilação da consciência (grau leve a moderado - compreensão dificultada), 
- Topor (incapacidade de ação espontânea) 
- Coma (grau profundo - impossível qualquer atividade voluntária consciente e ausência de qualquer indício de consciência). 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ALTERAÇÕES NA CONSCIÊNCIA APÓS LESÃO CEREBRAL
Conforme observado pelo neurocientista cognitivo Steven Laureys (2007), os avanços médicos estão permitindo que um número maior de pessoas sobrevivam às lesões cerebrais traumáticas. 
Os médicos agora salvam as vidas de muitas pessoas que o passado teriam morrido em decorrência de lesões sofridas em acidentes de carro ou nos campos de batalha.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Evidências indicam que o cérebro às vezes processa informação durante o coma (Gawryluk, D’Arcy, Connolly, & Weaver, 2010). Entretanto, o estado vegetativo persistente não está associado à consciência. 
A atividade cerebral normal não ocorre quando uma pessoa está nesse estado, em parte porque grande parte de seu cérebro pode estar morta. 
Quanto maior for a duração do estado vegetativo persistente, menor é a probabilidade de que o indivíduo venha a recuperar a consciência ou apresentar atividade cerebral normal.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Entre o estado vegetativo e a consciência total, há o estado minimamente consciente. 
Nele, as pessoas com lesões cerebrais conseguem realizar alguns movimentos de forma deliberada, como acompanhar um objeto com os olhos. Elas podem tentar se comunicar. 
O prognóstico para indivíduos em estado minimamente consciente é muito melhor do que para estado vegetativo persistente.ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Jan Grzebski, que, em junho de 2007, aos 67 anos de idade,
despertou de um coma de 19 anos. Ele viveu por mais 18 meses. Grzebski lembrava de eventos ocorridos ao seu redor durante o coma, incluindo os casamentos de seus filhos. Há alguma indicação de que, às vezes, ele tentara falar, todavia sem ser entendido
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Terri Schiavo, uma mulher que vivia na Flórida (EUA), passou mais de 15 anos em estado vegetativo persistente. Em determinado momento, seu marido quis cortar o suporte vital que a mantinha viva, mas os pais dela quiseram mantê-lo. Ambas as partes entraram em uma batalha legal. Uma Corte deliberou em favor do marido, e o suporte vital foi suspendido. Após a morte de Schiavo, uma necropsia revelou a presença de dano substancial e irreversível em todo o cérebro, e sobretudo nas regiões corticais comprovadamente importantes para a consciência
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Estado de Consciência Alterado 
Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de consciência: 
- Delirium (diferente do "delírio", é uma desorientação tempo-espacial com surtos de ansiedade, além de ilusões e/ou alucinações visuais) 
- Estado onírico (o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido; estado decorrente de psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a drogas e quadros febris tóxico-infecciosos) 
- Amência (excitação psicomotora, incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios oniroides) 
- Síndrome do cativeiro (a destruição da base da ponte promove uma paralisia total dos nervos cranianos baixos e dos membros) 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Estados de Consciência Alterados 
Modificações na qualidade e nos padrões de atividade cerebral
Estados crepusculares (surge e desaparece de forma abrupta e tem duração variável - de poucas horas a algumas semanas) 
Dissociação da consciência (perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo "desliga" da realidade para parar de sofrer) 
Transe: (espécie de sonho acordado com a presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários) 
Estado hipnótico (técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência) 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Mudanças em outras dimensões subjetivas (Tart, 1986)
 
Emoções 
Memória 
Noção de tempo 
Raciocínio 
No autocontrole 
Na sugestionabilidade 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
SONO
VAMOS TESTAR NOSSO CONHECIMENTO SOBRE O SONO (V OU F)
Podemos aprender a dormir por apenas algumas horas por noite e mesmo assim agir normalmente? 
Todo mundo sonha todas as noites? 
O cérebro descansa durante o sono? 
Descansar durante o dia pode repor o sono perdido? 
À medida que envelhecemos, dormimos mais? 
O álcool ajuda a dormir.... mas ele pode perturbar o sono durante a noite? 
Os sonhos ocorrem, em sua maior parte, durante o sono profundo? 
Uma pessoa impedida de sonhar desenvolveria psicopatologias? 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
O sono é um estado de consciência alterado
A diferença entre estar acordado e adormecido tem tanto a ver com a experiência consciente como com os processos biológicos. Quando você dorme, a sua experiência consciente do mundo exterior é amplamente desligada. 
Até certo ponto, entretanto, você continua consciente do seu entorno, e o seu cérebro continua processando informação. 
A sua mente está analisando potenciais perigos, controlando os movimentos corporais e deslocando partes do corpo para maximizar o conforto. 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Do mesmo modo, a maioria das pessoas tende a não cair da cama enquanto dorme – nesse caso, o cérebro tem consciência pelo menos das beiradas do leito. (Como a habilidade de não cair da cama durante o sono é aprendida ou, talvez, se desenvolva com a idade, os berços dos bebês têm grades laterais, e as crianças pequenas podem precisar de grades na cama ao fazer a transição do berço para a cama.)
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTÁGIOS DO SONO
Ao cair no sono, você entra no estágio 1 nesse estágio, você pode acordar facilmente e, se isso ocorrer, é provável que negue que estava dormindo. Nesse sono leve, é possível que você veja imagens fantasiosas ou formatos geométricos. Você talvez tenha a sensação de estar caindo ou de que seus membros estão sacudindo. 
Ao avançar para o estágio 2, a sua respiração se torna mais regular e você se torna menos sensível à estimulação externa. Agora, você realmente está adormecido.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
A progressão para sono profundo se dá ao longo dos estágios 3 e 4. Esse período é marcado por padrões amplos e regulares denominados onda d, sendo muitas vezes referido como sono de ondas lentas. Pessoas na fase de sono de ondas lentas dificilmente acordam e, ao levantar, costumam se mostrar desorientadas. No entanto, as pessoas ainda processam alguma informação durante o sono de ondas lentas, porque a mente continua avaliando o ambiente quanto a perigos em potencial.
Pais em sono de ondas lentas, por exemplo, podem ser acordados pelo choro dos filhos. Mesmo assim, felizmente podem ignorar sons como sirenes ou barulho do trânsito, que são mais altos do que o choro de criança, mas que não são necessariamente relevantes.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
SONO REM
Após cerca de 90 minutos de sono, o ciclo do sono é revertido e volta ao estágio 1. Nesse ponto, o EEG de repente mostra uma agitação de atividade de ondas que geralmente representam uma mente desperta e alerta. Os olhos arremetem para trás e para frente rapidamente, sob as pálpebras fechadas. Por causa desses movimentos oculares rápidos, esse estágio é chamado sono REM, do inglês rapid eye movements. Por vezes, é chamado sono paradoxal, devido ao paradoxo de um corpo adormecido com um cérebro ativo. 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
De fato, alguns neurônios no cérebro, em especial nas regiões do córtex occipital e tronco encefálico, são mais ativos durante o sono REM do que nas horas de vigília. Entretanto, enquanto o cérebro permanece ativo durante os episódios REM, a maioria dos músculos do corpo permanece paralisada. 
Ao mesmo tempo, o corpo mostra sinais de excitação genital: a maioria dos indivíduos do sexo masculino de todas as idades desenvolve ereção, enquanto a maioria das pessoas do sexo feminino de todas as idades apresentam ampliação do clitóris.
O sono REM é psicologicamente significativo devido a sua relação com o sonho
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Evolução do sono com a idade 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
IMPORTANTE
O sono é um ritmo biológico inato 
Pode ser adiado temporariamente 
Consequências psicológicas e fisiológicas
Importante questão de saúde pública
Em experimentos com animais:
Sono SEMPRE vence 
Presença de microcochilos 
 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
RESTAURAÇÃO E PRIVAÇÃO DE SONO
De acordo com a teoria da restauração, o sono permite que o corpo, incluindo o cérebro, repouse e se autorrepare. Vários tipos de evidência sustentam essa teoria: depois que as pessoas se envolvem na prática de atividade física vigorosa, como correr uma maratona, geralmente dormem por mais tempo do que o habitual. 
O hormônio do crescimento, liberado primariamente durante o sono profundo, facilita o reparo dos tecidos danificados. O sono aparentemente permite que o cérebro reponha as reservas de energia e também fortalece o sistema imune (Hobson, 1999).
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Privação de sono por curto período (2-3 dias) 
Diminuição da atenção 
Diminuição da memória 
Dificuldade de permanecer alerta 
Dificuldade com atividades de rotina (mesmo as repetitivas)
Maior perigo para tarefas monótonas (exemplo piloto, motorista, operador de máquinas, etc) 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Caso Peter Tripp (Luce, 1965) 
200 horas sem dormir 
- Depois de 100 horas 
Inicialmente alucinações 
Pesadelos desperto 
Perda de reconhecimento entre sonho e realidade 
Fala ininteligível 
Não nomeava objetos simples e comuns 
Tremor nasmãos 
Irritabilidade 
Aumento de sensibilidade à dor 
Recuperou-se depois de 14 horas de sono 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
TRANSTORNOS DO SONO
Os problemas do sono são relativamente comuns no decorrer da vida. Quase todo mundo, às vezes, tem problemas para adormecer, mas para algumas pessoas a incapacidade de dormir causa problemas significativos em suas vidas cotidianas. 
A INSÔNIA é um transtorno do sono em que a saúde mental e a capacidade funcional do indivíduo são comprometidas pela sua incapacidade de adormecer.
De fato, a insônia está associada à diminuição do bem-estar psicológico, inclusive com sentimentos depressivos (Bootzin & Epstein, 2011; Hamilton et al., 2007).
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Outro problema de sono bastante comum é a apneia obstrutiva do sono. Enquanto dorme, uma pessoa com esse distúrbio para de respirar por breves períodos. Basicamente, a garganta desse indivíduo se fecha durante esses períodos. 
Ao lutar para respirar, a pessoa acorda brevemente e arqueja para conseguir ar. A apneia obstrutiva do sono é mais comum entre homens de meia-idade e, com frequência, está associada à obesidade, embora não esteja claro se a obesidade é causa ou consequência da patologia (Pack & Pien, 2011; Spurr, Graven, & Gilbert, 2008). 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Pessoas com apneia muitas vezes não têm consciência de sua condição, porque o principal sintoma é um ronco estrondoso, e elas podem não lembrar que acordaram brevemente várias vezes ao longo da noite.
Mesmo assim, a apneia crônica leva a sono precário, que está associado com fadiga diurna e até com problemas como incapacidade de concentração ao conduzir um veículo. Além disso, a apneia está associada com problemas cardiovasculares e acidente vascular cerebral. Para os casos graves, os médicos costumam prescrever um aparelho de pressão positiva contínua de vias aéreas (PPCVA), conhecido popularmente como CPAP. Durante o sono, esse aparelho sopra ar para o nariz ou para o nariz e a boca do indivíduo.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Outro distúrbio do sono é a narcolepsia. Um estudante que adormece durante a aula provavelmente está privado de sono, mas um professor que adormece durante a exposição provavelmente passa por um episódio de narcolepsia. Nesse transtorno raro, a sonolência excessiva ocorre durante as horas de vigília normais. 
Durante um episódio de narcolepsia, a pessoa pode sofrer uma paralisia muscular que acompanha o sono REM, talvez fazendo-a cambalear e cair. Evidentemente, indivíduos com
narcolepsia precisam ser bastante cuidadosos com as atividades em que se envolvem ao longo do dia, porque adormecer inesperadamente pode ser perigoso ou fatal, dependendo da situação.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Temos ainda o Transtorno do Comportamento REM, que de forma simplificada podemos dizer que é o oposto da narcolepsia. Nessa condição, a paralisia normal que acompanha o sono REM é desativada.
Aqueles que sofrem dessa condição encenam seus sonhos enquanto estão dormindo, muitas vezes golpeando as pessoas com quem dormem. Não há tratamento para esse raro transtorno do sono. A condição é causada por um déficit neurológico e é vista com mais frequência em homens idosos.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
E por fim temos o sonambulismo, que em contraste ao Transtorno do Comportamento REM é mais frequente entre crianças pequenas. 
Tecnicamente chamado sonambulismo, que traz como caraterística andar durante o sono, comumente ocorre durante o sono de ondas lentas, em geral nas primeiras 1 a 2 horas depois que a pessoa adormece. 
Durante um episódio, a pessoa exibe olhos vidrados e parece estar desconectada das outras e/ou do seu entorno. Não há nenhum problema se o sonâmbulo acordar em meio a um episódio. Ser cuidadosamente reconduzido à cama é mais seguro para o sonâmbulo do que deixá-lo perambular e, potencialmente, machucar-se.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Sonhos 
Triar e integrar lembranças 
Busca de estratégia para solução de problemas 
Processar eventos emocionais 
Sonho reflete eventos cotidianos
Ação entre pessoas com vínculos emocionais 
Metade dos sonhos tem elementos sexuais 
Voar, flutuar e cair aparecem com pouca frequência 
Pode trazer emoções e lembranças passadas 
Associação com experiência pessoal 
É uma forma de exploração superficial e desordenada das atividades mentais 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
O QUE OS SONHOS SIGNIFICAM? 
Os estudiosos do sono ainda especulam sobre o significado dos sonhos. Sigmund Freud publicou uma das primeiras teorias em seu livro A interpretação dos sonhos (1900). Freud especulava que os sonhos contêm um conteúdo oculto que representa os conflitos inconscientes existentes na mente do sonhador. 
O conteúdo manifesto é o sonho do modo como o sonhador lembra.
O conteúdo latente é aquilo que o sonho simboliza; é o material disfarçado para proteger o sonhador da confrontação direta de um conflito. 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Praticamente é senso comum que inexiste suporte para as ideias de Freud de que os sonhos representam exclusivamente conflitos ocultos e que seus objetos tenham significados simbólicos especiais. 
As experiências do dia a dia, entretanto, influenciam os conteúdos dos sonhos. Exemplificando, você pode ser especialmente propenso a ter sonhos com conteúdo angustiante enquanto estuda na época das provas.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Os pesquisadores John Alan Hobson e Robert Mc- Carley (1977) propuseram a teoria da ativação-síntese, que tem predominado no pensamento científico sobre o sonho. Hobson e McCarley sugeriram que atividade cerebral aleatória ocorre durante o sono, e essa atividade neural pode ativar os mecanismos que normalmente interpretam o estímulo sensorial. 
Durante o sono, a mente tenta dar sentido à atividade sensorial resultante sintetizando-a com memórias armazenadas. A partir dessa perspectiva, os sonhos são efeitos colaterais de processos mentais produzidos pelo disparo neural aleatório.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Em 2000, Hobson e colaboradores revisaram a teoria da ativação-síntese para considerar as descobertas recentes em neurociência cognitiva. Incluíram, por exemplo, a ativação das regiões límbicas, associadas com emoção e motivação, como fonte de conteúdo emocional dos sonhos. Propuseram, ainda, como já mencionado, que a desativação do córtex pré-frontal contribui para os aspectos delirante e ilógico dos sonhos.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
SONHOS REM E SONHOS NÃO REM
Os sonhos ocorrem tanto no sono REM como no NÃO REM, mas seus conteúdos diferem nos dois tipos de sono. 
Os sonhos REM tendem mais a ser bizarros, podendo envolver emoções intensas, alucinações visuais e auditivas (mas raramente o paladar, cheiro ou dor) e uma aceitação de eventos ilógicos. 
Os sonhos não REM costumam ser muito tediosos. Podem estar relacionados a atividades corriqueiras, como decidir qual roupa vestir ou fazer anotações durante a aula.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
HIPNOSE 
Definição 
“Estado alterado de consciências caracterizado pelo estreitamento da atenção e aumento da abertura para a sugestão” (Kosslyn, 2000) 
Para que haja o processo hipnótico, existe o que chamamos de “Suscetibilidade para hipnose”, a saber: 
8 a cada 10 pessoas são suscetíveis 
Propensão a conseguir como pessoas muito imaginativas ou fantasiosas 
Se aplicarmos a “Escala de Suscetibilidade à Hipnose de Stanford”, que são 12 itens, quanto maior a pontuação, maior suscetibilidade. 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Alguns passos para indução da hipnose 
Concentrar a atenção 
Relaxar e sentir-se cansado 
Deixar se levar 
Utilizar a imaginação 
Algumas mudanças de sensações e percepções 
Flutuar 
Anestesia 
Separação do corpo 
Sensação de automação das sugestões 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Alguns efeitos da hipnose 
Atos de força sobre-humanos 
Não são verdadeiros 
Limites pessoais extremos 
Memória 
Aumenta quantidade de lembranças reais e falsas 
Amnésia durante a hipnose 
- Breves durante período sob hipnose 
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
A hipnose pode ser usada por exemploobjetivando a redução do estresse e ansiedade, melhora do sono, controle de dor crônica, eliminação de dor fantasma, enfrentamento de vícios e dependências ou aumento da autoestima e autocontrole, esses são alguns benefícios impactantes da hipnose.
Apenas lembramos, o que é ratificado pelo CRP, que é vedado à(ao) Psicóloga(o) a utilização da hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista ou que crie situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo hipnótico.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Ao longo da história, as pessoas foram descobrindo que a ingesta de certas substâncias pode alterar seus estados mentais de várias formas. 
Alguns desses estados alterados, ainda que momentaneamente, podem ser prazerosos. Alguns, em especial a longo prazo, podem ter consequências negativas, inclusive lesão ou morte
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
As drogas são uma “faca de dois gumes”. Se forem as drogas certas e tomadas nas circunstâncias certas, podem proporcionar alívio de dor intensa ou cefaleia moderada. Podem ajudar as pessoas que sofrem de depressão a levar uma vida mais gratificante. Podem auxiliar crianças com déficits de atenção ou transtornos de hiperatividade a se estabelecer e a aprender melhor. 
Entretanto, muitas dessas mesmas drogas podem ser usadas para fins “recreativos”: alterar as sensações físicas, níveis de consciência, pensamentos, humor e comportamentos de forma que os usuários acreditam ser desejáveis. Esse uso recreativo às vezes pode ter consequências negativas, inclusive o vício. A dependência química consiste no uso de droga que permanece compulsivo apesar de suas consequências negativas.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
As drogas psicoativas são substâncias modificadoras da mente que as pessoas em geral usam para fins recreativos. 
Essas drogas modificam a neuroquímica cerebral ativando sistemas de neurotransmissores: seja imitando os neurotransmissores naturais do cérebro (p. ex., maconha, opiáceos) ou modificando a atividade de receptores de neurotransmissor em particular. 
O(s) efeito(s) de uma droga em particular depende(m) de qual(is) sistema(s) de neurotransmissor ela mimetiza ou ativa.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
PRÓXIMAS AULAS
30/03 – Prova Presencial
06/04 – Aula 6: Atenção
Cap. 3 – Atenção e Consciência. Em Sternberg, R. J.
(2000). Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: ArtMed.
PROCESSOS PSICOLÓGICOS: BÁSICOS E SUPERIORES
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