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Universidade Paulista – UNIP. Curso de Direito 
Instituições Judiciárias e Ética. Professor GROSSI 
 
 
Aula 03 - ESTRUTURA E ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO 
Artigo 92, CF/88 
 
 
I – O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; 
 
O STF é a mais alta Corte do Poder Judiciário brasileiro. Ele é o guardião 
da Constituição Federal, ou seja, é quem garante que as leis e atos do governo 
respeitem a Constituição. É composto por 11 ministros cujo mandato é vitalício, 
mas com aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade. Devem atender a 
alguns requisitos, que estão no artigo 101 da Constituição Federal: 
• Ser brasileiro nato (não pode ser naturalizado). 
• Ter mais de 35 anos e menos de 70 anos. 
• Ter notável saber jurídico. 
• Ter reputação ilibada, ou seja, ter boa conduta, ser honesto e respeitado na 
sociedade. 
 
Escolha dos ministros: 
O Presidente da República indica o nome. Depois, o Senado Federal 
sabatina e aprova (ou não) a indicação. Isso é chamado de aprovação por 
maioria absoluta (mais da metade dos senadores devem concordar). Se for 
aprovado, o indicado é nomeado e toma posse como ministro do STF. Além de 
ser o guardião da Constituição, o STF julga: 
• Ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), que discutem se uma lei está 
de acordo com a Constituição. 
• Ações penais contra autoridades, como o Presidente da República, 
senadores, deputados federais e ministros de Estado. 
• Recursos extraordinários, quando há ofensa direta à Constituição. 
• Questões envolvendo conflitos entre Estados e a União, entre outras. 
 
 
II – O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA; 
 
O STJ é conhecido como o “Tribunal da Cidadania”, porque ele garante a 
interpretação uniforme das leis federais em todo o Brasil. Se uma lei federal está 
sendo aplicada de formas diferentes nos Estados, é o STJ que dá a palavra final 
(mas lembrando: sobre leis federais, não sobre a Constituição — isso é com o 
STF!). 
 
O STJ é composto por 33 ministros. Os requisitos são bem parecidos com 
os do STF, mas com algumas diferenças: 
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Instituições Judiciárias e Ética. Professor GROSSI 
 
• Ser brasileiro nato ou naturalizado. 
• Ter entre 35 e 65 anos de idade. 
• Ter notável saber jurídico. 
• Ter reputação ilibada. 
 
A Composição do STJ é um pouquinho diferente, porque tem um sistema 
chamado "quinto constitucional" e outros critérios: 
• ⅓ (um terço) vem de juízes dos Tribunais Regionais Federais (TRFs). 
• ⅓ (um terço) vem de desembargadores dos Tribunais de Justiça (TJs), que 
julgam causas estaduais. 
• Os outros ⅓ (um terço) é dividido entre: 
• ⅙ (um sexto) de membros do Ministério Público Federal, Estadual, do 
Trabalho e Militar. 
• ⅙ (um sexto) de advogados com mais de 10 anos de exercício na 
profissão. 
• Esse quinto constitucional significa que 20% das vagas nos tribunais 
superiores são destinadas a advogados e membros do Ministério Público. 
 
Escolha dos ministros. O Presidente da República indica, a partir de uma 
lista enviada pelo próprio STJ. O Senado Federal aprova ou rejeita a indicação, 
após sabatina. Se aprovado, o ministro é nomeado e toma posse. 
 
Assim como no STF, o cargo é vitalício, com aposentadoria obrigatória aos 
75 anos. Funções principais do STJ: 
• Julgar recursos especiais, quando há discussão sobre leis federais. 
• Uniformizar a interpretação da lei federal. 
• Julgar ações contra governadores e outras autoridades importantes, nos 
casos previstos. 
• Cuidar de questões envolvendo Direito Internacional (como homologação 
de sentenças estrangeiras). 
• Processar e julgar membros de Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais 
Federais, entre outros. 
 
 
II.1 – OS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E JUÍZES FEDERAIS; 
Os Tribunais Regionais Federais são os tribunais de segunda instância da 
Justiça Federal. Em outras palavras, julgam recursos contra as decisões dos Juízes 
Federais, que atuam na primeira instância. O Brasil tem atualmente 6 TRFs, que 
estão divididos por regiões e cuidam de diferentes Estados. 
 
COMPOSIÇÃO DOS TRFs. Os TRFs são compostos por desembargadores 
federais. Cada TRF tem um número diferente de desembargadores, que varia 
Universidade Paulista – UNIP. Curso de Direito 
Instituições Judiciárias e Ética. Professor GROSSI 
 
conforme a demanda (número de processos). Mas, em regra, cada TRF tem pelo 
menos 7 juízes (art. 107 da Constituição Federal). 
A maioria vem da carreira da magistratura federal (são Juízes Federais 
promovidos por antiguidade ou merecimento). E há o quinto constitucional, que 
reserva ⅕ das vagas para: Advogados com mais de 10 anos de prática ou 
membros do Ministério Público Federal, também com 10 anos de carreira. 
 
Funções principais dos TRFs: 
• Julgar recursos das decisões dos Juízes Federais (segunda instância). 
• Processar e julgar autoridades importantes, como juízes federais e 
governadores, em alguns casos. 
• Homologar decisões estrangeiras (em alguns casos). 
 
JUÍZES FEDERAIS (PRIMEIRA INSTÂNCIA) 
Os Juízes Federais atuam na primeira instância da Justiça Federal. Eles 
julgam processos contra a União, autarquias federais, empresas públicas federais 
e outros casos que envolvam matéria federal. Exemplos de causas que os Juízes 
Federais julgam: 
• Processos contra o INSS (aposentadoria, benefícios previdenciários). 
• Crimes federais, como tráfico internacional de drogas e crimes contra o 
sistema financeiro nacional. 
• Questões ambientais de âmbito federal. 
• Processos envolvendo tratados internacionais ou direitos humanos. 
 
Requisitos para ser juiz federal: 
• Aprovação em concurso público. 
• Precisa ter, no mínimo, 3 anos de atividade jurídica (advocacia, MP, 
defensoria, etc.). 
• Depois de aprovado, ele é nomeado Juiz Federal Substituto. 
• Estágio probatório - juiz Federal titular. 
 
 
II.2 – OS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL 
E TERRITÓRIOS. 
 
É a Justiça mais próxima das pessoas, porque julga a maior parte dos 
processos comuns: Divórcios, guarda de filhos, Inventários e partilhas, Crimes 
como roubo, homicídio, lesão corporal, Direitos do consumidor, indenizações, 
etc. A Justiça Estadual está presente em todos os Estados. A Justiça do Distrito 
Federal funciona de forma separada, mas é organizada e mantida pela União (art. 
21, XIII, da CF). 
 
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A Justiça dos Estados e do Distrito Federal tem 2 graus de jurisdição: 
Primeira instância: Juízes de Direito, Segunda instância: Tribunais de Justiça (TJs) 
 
PRIMEIRA INSTÂNCIA – VARAS JUDICIAIS 
Onde as ações judiciais começam. As Varas Judiciais podem ser cíveis, 
criminais, da infância, de família, entre outras (competências). Atuam os juízes 
de Direito, que são juízes de carreira. Ingressam por concurso público, começam 
como Juiz Substituto e, com o tempo, viram Juiz Titular da Vara. Em algumas 
cidades pequenas, existe o chamado Juízo Único (o juiz cuida de todas as 
matérias). 
 
SEGUNDA INSTÂNCIA – TRIBUNAIS DE JUSTIÇA (TJs) 
Cada Estado e o Distrito Federal possuem um Tribunal de Justiça, que 
funciona como órgão de segundo grau. Compostos por Desembargadores, juízes 
que chegaram ao segundo grau de jurisdição. 
• ⅘ (quatro quintos) dos cargos são preenchidos por Juízes de Direito de 
carreira, promovidos por antiguidade ou merecimento. 
• ⅕ (um quinto) das vagas seguem a regra do quinto constitucional, sendo: 
• Metade (1/10) para advogados com mais de 10 anos de prática, indicados 
pela OAB. 
• Metade (1/10) para membros do Ministério Público, com mais de 10 anos 
de carreira. 
 
A quantidade de Desembargadores depende do tamanho do Estado e da 
quantidade de processos. TJSP (São Paulo) tem mais de 350 Desembargadores (o 
maior TJ do Brasil), e o TJDFT tem 35. 
 
Competência: 
• Julga recursos das decisões dos Juízes de Direito (primeira instância).• Julga autoridades com foro privilegiado, como prefeitos e deputados 
estaduais. 
 
 
III – O TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO; 
 
O TST é o tribunal mais importante quando o assunto é Direito do 
Trabalho! Ele é o órgão máximo da Justiça do Trabalho no Brasil e padroniza a 
interpretação das leis trabalhistas para todo o país. É composto por 27 ministros, 
com cargo vitalício, mas se aposenta obrigatoriamente aos 75 anos. Os requisitos 
são praticamente os mesmos dos outros tribunais superiores, com algumas 
diferenças: 
• Idade mínima de 35 anos e máxima de 65 anos no momento da nomeação. 
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Instituições Judiciárias e Ética. Professor GROSSI 
 
• Ser brasileiro nato ou naturalizado. 
• Notável saber jurídico e reputação ilibada. 
• Ter experiência jurídica e/ou profissional. 
 
A Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) 
determinam a origem dos ministros. Veja só: 
• ⅕ (um quinto) dos ministros vêm da advocacia e do Ministério Público do 
Trabalho (MPT). 
• ⅟₁₀ (um décimo) da advocacia, indicados pela OAB e com pelo menos 10 
anos de exercício profissional. 
• ⅟₁₀ (um décimo) do Ministério Público do Trabalho, também com 10 anos 
de carreira. 
• Os outros ⅘ (quatro quintos) vêm da carreira da magistratura trabalhista. 
São juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) promovidos para 
o TST, por antiguidade ou merecimento. 
 
Esse sistema de trazer ministros de várias origens é chamado de quinto 
constitucional, porque ele garante diversidade de experiências na composição do 
tribunal. Escolha dos ministros: 
• A lista tríplice (com 3 nomes) é formada pelo próprio TST ou pela 
OAB/MP, dependendo da vaga. 
• O Presidente da República escolhe um nome da lista. 
• O Senado Federal aprova (ou não), após uma sabatina pública. 
• Se aprovado, o ministro é nomeado e toma posse no cargo. 
 
Funções principais do TST: 
• Uniformizar a interpretação da legislação trabalhista, para que as decisões 
sejam as mesmas em todo o Brasil. 
• Julgar recursos de decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), 
que são os tribunais de segunda instância na Justiça do Trabalho. 
• Processar e julgar ações contra os próprios desembargadores dos TRTs, 
em casos específicos. 
• Editar Súmulas e Orientações Jurisprudenciais, que orientam como as leis 
trabalhistas devem ser aplicadas. 
 
III.1 – OS TRIBUNAIS E JUÍZES DO TRABALHO; 
 
A Justiça do Trabalho julga conflitos e direitos nas relações de trabalho e 
emprego, como Reclamações trabalhistas (salário atrasado, horas extras, 
demissão injusta, etc.), Conflitos entre empregados e empregadores, Questões de 
sindicatos, greves e até trabalho escravo. 
 
Universidade Paulista – UNIP. Curso de Direito 
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VARAS DO TRABALHO (primeira instância) 
São como as portas de entrada da Justiça do Trabalho. Composta de Juízes 
do Trabalho (também chamados de Juízes de 1ª instância), que julgam processos 
individuais (reclamações trabalhistas). 
Requisitos para se tornar Juíz do Trabalho: 
• Por meio de concurso público. 
• É exigido 3 anos de prática jurídica. 
• O cargo inicial é Juiz do Trabalho Substituto, e depois ele pode virar 
Titular. 
 
TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO (TRTs) – (segunda instância) 
São os tribunais que julgam os recursos das decisões dos Juízes das Varas 
do Trabalho. Existem 24 TRTs no Brasil, cada um responsável por uma região 
que pode englobar um ou mais Estados, compostos por Desembargadores do 
Trabalho: 
 
A maioria vem dos Juízes de 1ª instância promovidos. Mas existe o quinto 
constitucional: ⅕ (um quinto) das vagas vai para advogados (indicação da OAB) 
e membros do Ministério Público do Trabalho (MPT), com pelo menos 10 anos 
de carreira. 
 
Competência: 
• Julgam recursos das Varas do Trabalho. 
• Julgam ações coletivas que envolvem categorias inteiras, como greves de 
grandes sindicatos. 
• Podem julgar ações contra os próprios juízes do trabalho. 
 
 
IV – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE) – terceira 
instância 
 
O TSE fica em Brasília e é o órgão máximo da Justiça Eleitoral no Brasil. 
Ele padroniza a interpretação das leis eleitorais e julga as eleições presidenciais. 
O TSE é composto por no mínimo 7 ministros, mas normalmente atua com 7 
titulares e 7 substitutos: 
• Três Ministros do STF (sendo que um é o Presidente do TSE). 
• Dois Ministros do STJ. 
• Dois advogados indicados pelo Presidente da República, escolhidos a 
partir de uma lista tríplice formada pelo STF. 
• Um Procurador-Geral Eleitoral, representante do Ministério Público 
Federal. 
 
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Competência: 
• Organiza eleições nacionais (presidente e vice-presidente). 
• Julga recursos das decisões dos TREs. 
• Decide sobre registro de partidos políticos e estatutos. 
• Julga ações sobre cassação de mandato de presidente e vice-presidente da 
República. 
• Define regras eleitorais e interpreta a legislação eleitoral, editando 
resoluções. 
 
 
IV.1 – OS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS; 
A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e julgar tudo o que envolve 
eleições, partidos políticos e direitos políticos. Ela cuida, por exemplo, de 
Registro de candidaturas, Propaganda eleitoral, Apuração dos votos, 
Diplomação dos eleitos, Julgamento de ações que discutem abuso de poder nas 
eleições. 
 
JUÍZOS ELEITORAIS (primeira instância) 
São as Zonas Eleitorais, espalhadas por municípios ou regiões. Atuam 
Juízes Eleitorais, que são juízes de direito, mas que temporariamente exercem a 
função eleitoral. Juízes Eleitorais: Não existe um Juiz de Carreira da Justiça 
Eleitoral. São Juízes de Direito da Justiça Estadual, que assumem a função de Juiz 
Eleitoral por um período (normalmente 2 anos). 
Competência: 
• Organizam as eleições municipais. 
• Julgam registro de candidatura de vereadores e prefeitos. 
• Julgam propaganda eleitoral e outras ações eleitorais locais. 
• Podem cassar mandatos, se for o caso. 
 
TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS (TREs) – segunda instância 
Cada Estado tem seu próprio TRE, que julga recursos das decisões dos 
Juízes Eleitorais. São 27 TREs, compostos, no mínimo, por 7 membros, com 
mandatos de 2 anos, podendo ser prorrogado por mais 2. A composição é mista, 
com: 
• Dois Juízes escolhidos entre os Desembargadores do Tribunal de Justiça 
(TJ) do Estado. 
• Dois Juízes escolhidos pelos Juízes de Direito do Estado. 
• Um Juiz Federal indicado pelo Tribunal Regional Federal (TRF). 
• Dois advogados nomeados pelo Presidente da República, a partir de uma 
lista tríplice enviada pelo Tribunal de Justiça do Estado. 
• Um Procurador Regional Eleitoral, que representa o Ministério Público 
Eleitoral no TRE. 
Universidade Paulista – UNIP. Curso de Direito 
Instituições Judiciárias e Ética. Professor GROSSI 
 
 
Competência: 
• Organiza e supervisiona eleições estaduais e federais no Estado. 
• Julga recursos de decisões dos Juízes Eleitorais. 
• Julga ações de inelegibilidade, cassação de mandato, abuso de poder 
econômico e político. 
• Diplomaçãode governadores, deputados estaduais e federais, e senadores. 
 
 
V – SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR (STM) 
O STM é o tribunal superior da Justiça Militar da União, com sede em 
Brasília. composto por 15 ministros, nomeados pelo Presidente da República com 
aprovação do Senado Federal. A composição é mista, veja como funciona: 
• 4 Ministros do Exército. 
• 3 Ministros da Marinha. 
• 3 Ministros da Aeronáutica. 
• 5 Ministros civis, que devem ser: 
• 3 juízes da Justiça Militar da União. 
• 1 membro do Ministério Público Militar. 
• 1 advogado com notável saber jurídico. 
 
O mandato dos ministros é vitalício, com aposentadoria aos 75 anos. O STM 
julga recursos das Auditorias Militares e processos contra oficiais-generais.V.1 – OS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES; 
 
A Justiça Militar julga crimes militares praticados por militares das Forças 
Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e das Polícias Militares e Corpos de 
Bombeiros Militares dos Estados. Exemplos de crimes militares: Deserção, 
Insubordinação, Crimes contra a hierarquia e disciplina militar, em tempos de 
guerra, pode julgar até civis que pratiquem crimes militares. 
 
PRIMEIRA INSTÂNCIA: AUDITORIAS MILITARES 
Também chamadas de "Varas da Justiça Militar". Atuam em diferentes 
cidades do Brasil. Julgam processos contra militares das Forças Armadas em 
tempo de paz. Juízes Federais da Justiça Militar, também chamados de Juízes-
Auditores. São juízes de carreira, aprovados em concurso público específico 
para a Justiça Militar da União. Em alguns casos, principalmente para 
julgamento de oficiais, há um Conselho de Justiça: 
O juiz togado (Juiz-Auditor) + 4 oficiais militares, que são juízes 
temporários.

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