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Aula 2 - Radiobiologia e Biossegurança

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TEMA AQUI
(Uso da fonte poppins)
Radiobiologia e Biossegurança
Efeitos Biológicos das Radiações 
ROTEIRO DE AULA 
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
Objetivos da aula
Entender interação da radiação com o organismo
Conhecer efeitos celulares
Diferenciar efeitos somáticos e genéticos
Compreender radiólise da água
Estudar morte celular e câncer induzido por radiação
Aplicar princípios de radioproteção
RETOMADAS
O que é radiação ionizante?
Radiação ionizante é todo tipo de radiação que possui energia suficiente para remover elétrons dos átomos, provocando um processo chamado de ionização. Quando isso acontece, o átomo perde sua estabilidade e pode causar alterações nas moléculas das células, inclusive no DNA, podendo gerar efeitos biológicos no organismo.
Esse tipo de radiação tem energia maior que a das radiações comuns, como luz visível ou ondas de rádio, e por isso é capaz de penetrar nos tecidos do corpo humano. Na área da radiologia, a radiação ionizante é utilizada para diagnóstico e tratamento, mas deve ser controlada para evitar danos.
Exemplos
Raios X
Raios gama
Partículas alfa
Partículas beta
Nêutrons
Aplicações médicas
A radiação ionizante permite a formação de imagens médicas, porém pode causar efeitos biológicos, por isso são necessários cuidados de radioproteção para pacientes e profissionais.
DIAGNÓSTICO: RX (2D), TC (3D - tumores, AVC, traumas, etc…, MMG (2D e 3D - nódulos, microcalcificações, assimetrias,..., Medicina Nuclear (uso de radioisótopos para ver função de órgãos, metabolismo, tumores, tireoide, coração)
Aplicações médicas
TRATAMENTO: Radioterapia (uso da radiação para tratar tumores 
Destruir células tumorais
Controlar crescimento do tumor
Tipos:
Teleterapia
Braquiterapia
Importante:
 Atingir o tumor sem danificar tecidos saudáveis.
Aplicações médicas
DIAGNÓSTICO/TRATAMENTO: Radiologia Intervencionista
 Uso de radiação em tempo real para guiar procedimentos.
Cateterismo
Angiografia
Colocação de stent
Biópsias guiadas
Vantagem:
 Menos invasivo que cirurgia.
Aplicações médicas
Aplicações médicas
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
A radiação alfa é formada por partículas pesadas, compostas por 2 prótons e 2 nêutrons, sendo semelhante ao núcleo do átomo de hélio.
Características:
Alta massa
Carga positiva
Baixo poder de penetração
Alto poder de ionização
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Penetração:
Não atravessa a pele
Pode ser barrada por papel ou pela camada externa da pele
Risco:
Perigosa se entrar no corpo (inalação ou ingestão)
Exemplo:
Urânio, Rádio, Polônio
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Radiação Beta (β)
A radiação beta é formada por elétrons ou pósitrons emitidos pelo núcleo do átomo.
Características:
Massa pequena
Carga negativa (β−) ou positiva (β+)
Penetração média
Ionização média
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Penetração:
Atravessa a pele
Pode ser barrada por plástico ou alumínio
Risco:
Pode causar queimaduras na pele
Perigosa em exposição prolongada
Exemplo: Iodo radioativo, Carbono-14, Estrôncio
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Radiação Gama (γ)
A radiação gama é uma onda eletromagnética, sem massa e sem carga.
Características:
Alta energia
Alto poder de penetração
Baixo poder de ionização comparado ao alfa
Muito perigosa sem proteção
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Penetração:
Atravessa o corpo humano
Precisa de chumbo ou concreto para proteção
Uso:
Radioterapia
Medicina nuclear
Esterilização
Exemplo: Cobalto-60, Césio-137
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
 Raios X
Os raios X também são ondas eletromagnéticas, semelhantes aos raios gama, mas são produzidos artificialmente em equipamentos.
Características:
Sem massa
Sem carga
Alto poder de penetração
Controláveis
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
 Raios X
Uso na medicina:
Radiografia
Tomografia
Mamografia
Fluoroscopia
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Diferença para gama:
Raios X → produzidos no aparelho
Gama → vem do núcleo radioativo
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Nêutrons
A radiação de nêutrons é formada por partículas sem carga elétrica, presentes no núcleo do átomo.
Características:
Sem carga
Alta penetração
Alta capacidade de causar dano biológico
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
TIPOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE
Penetração:
Difícil de bloquear
Precisa de concreto, água ou parafina
Uso:
Reatores nucleares
Radioterapia especial
Pesquisa científica
Risco:
 Muito alto se não houver proteção.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Interação da radiação com a matéria
Ionização
Excitação
Transferência de energia
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Por que estudar efeitos biológicos
Segurança do paciente
Segurança ocupacional
Legislação
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
CÉLULA
A célula é a menor unidade dos seres vivos e tem formas e funções definidas
A célula tem todo o material necessário para realizar processos vitais, como nutrição, liberação de energia e reprodução
Por sua vez as células são compostas bioquicamente por água (70% da massa celular) e componentes orgânicos (oxigênio, carbono, açúcares, lipídios, proteínas, ácidos graxos, ácidos nucleicos, nucleotídeos, etc…)
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
CÉLULA
As células que formam o organismo de muitos dos seres vivos apresentam uma membrana envolvendo seu núcleo, por isso são chamadas de CÉLULAS EUCARIOTAS.
A célula eucariota é constituída de membrana plasmática, citoplasma e núcleo
Diferente das células eucariotas, a célula procariótica não possui membrana nuclear nem estruturas membranosas no seu interior.
As organelas celulares eucariontes são estruturas presentes no interior das células que possuem núcleo definido, como as células animais e vegetais. Cada organela desempenha uma função específica, garantindo o funcionamento adequado da célula. O estudo dessas estruturas é fundamental em áreas como biologia celular, histologia, radiobiologia e radiologia, pois a radiação ionizante pode afetar diretamente essas organelas.
ORGANELAS
Núcleo
O núcleo é a principal organela da célula eucarionte.
Funções:
Armazena o DNA
Controla as atividades celulares
Coordena a divisão celular
Produz RNA
O núcleo é uma das estruturas mais sensíveis à radiação, pois contém o material genético.
ORGANELAS
Mitocôndria
A mitocôndria é responsável pela produção de energia.
Funções:
Produção de ATP (energia)
Respiração celular
Controle da morte celular (apoptose)
A radiação pode danificar a mitocôndria, causando diminuição da produção de energia e morte celular.
ORGANELAS
Ribossomos
Os ribossomos são responsáveis pela síntese de proteínas.
Funções:
Produção de proteínas
Tradução do RNA mensageiro
Podem estar livres no citoplasma ou ligados ao retículo endoplasmático.
ORGANELAS
Retículo Endoplasmático
Existem dois tipos:
Retículo Endoplasmático Rugoso (RER)Funções:
Produção de proteínas
Transporte de proteínas
Possui ribossomos aderidos.
ORGANELAS
Retículo Endoplasmático
Retículo Endoplasmático Liso (REL)
Funções:
Produção de lipídios
Desintoxicação celular
Armazenamento de cálcio
ORGANELAS
Complexo de Golgi
O complexo golgiense é responsável pelo processamento e distribuição de substâncias.
Funções:
Modificar proteínas
Empacotar substâncias
Se
cretar materiais
Formar vesículas
ORGANELAS
Lisossomos
Os lisossomos são responsáveis pela digestão celular.
Funções:
Digestão de partículas
Destruição de organelas velhas
Defesa contra microrganismos
A ruptura dos lisossomos pode levar à morte celular.
ORGANELAS
Peroxissomos
Os peroxissomos atuam na desintoxicação.
Funções:
Degradação de substâncias tóxicas
Metabolismo de lipídios
Produção e degradação de peróxido de hidrogênio
Relacionam-se com processos oxidativos, importantes na ação indireta da radiação.
ORGANELAS
Centríolos
Os centríolos participam da divisão celular.
Funções:
Formação do fuso mitótico
Organização dos microtúbulos
Células em divisão são mais sensíveis à radiação.
ORGANELAS
Membrana plasmática
A membrana plasmática envolve a célula.
Funções:
Controlar entrada e saída de substâncias
Comunicação celular
Proteção da célula
A radiação pode alterar a permeabilidade da membrana.
ORGANELAS
Citoplasma
O citoplasma é a região onde ficam as organelas.
Funções:
Local das reações químicas
Sustentação das organelas
Transporte intracelular
Grande parte da água da célula está no citoplasma, sendo importante na radiólise da água.
ORGANELAS
Importância para Radiologia e Radiobiologia
O conhecimento das organelas é importante porque a radiação ionizante pode causar:
Danos ao DNA (núcleo)
Formação de radicais livres (citoplasma / água)
Alterações metabólicas (mitocôndria)
Morte celular (lisossomos / apoptose)
Isso explica a resposta celular à radiação ionizante.
ORGANELAS
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
O que acontece dentro da célula quando ela é atravessada pela radiação?
Ela interage com átomos e moléculas, e são essas interações microscópicas que explicam os efeitos biológicos observados em nível celular, tecidual e sistêmico.
Mecanismos de ação da radiação ionizante 
direta
indireta
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
As quebras no DNA podem ser simples, quando atingem apenas uma fita, ou duplas, quando afetam as duas ao mesmo tempo. As quebras duplas são mais graves, pois dificultam o reparo celular e aumentam o risco de mutações, podendo causar morte celular ou até transformação maligna.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Vale destacar que nem toda interação com o DNA resulta em dano permanente. As células possuem sofisticados sistemas de reparo, capazes de corrigir muitas dessas alterações. O problema surge quando o dano é extenso, repetitivo ou ocorre em células mais radiossensíveis.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
QUAL MECANISMO DE AÇÃO VOCÊS ACHAM QUE MAIS ACONTECE NO CORPO? JUSTIFIQUE.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
A maior parte dos efeitos biológicos da radiação não ocorre diretamente no DNA, mas sim de forma indireta. Isso acontece porque cerca de 70% do conteúdo celular é composto por água.
Quando a radiação ionizante interage com a água, ocorre a radiólise da água, na qual a molécula de H₂O é quebrada, formando substâncias altamente reativas. Essas substâncias podem causar danos às células, tornando a água um intermediário no efeito da radiação.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
FORMAÇÃO DE RADICAIS LIVRES
A radiólise da água forma radicais livres, como OH e H, que são muito instáveis e reativos. Essas moléculas podem atingir DNA, proteínas e membranas celulares, causando danos como quebras no DNA e alterações que prejudicam o funcionamento da célula.
A radiação funciona como o gatilho inicial, mas os radicais livres são os principais responsáveis pelos danos biológicos. Esse conceito explica a ação indireta da radiação e é importante para entender a radioproteção e a resposta dos tecidos à radiação.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
RESPOSTA CELULAR A RADIAÇÃO
A resposta celular à radiação ionizante corresponde ao conjunto de alterações físicas, químicas e biológicas que ocorrem nas células após a exposição à radiação capaz de ionizar átomos e moléculas. Esse processo é fundamental para compreender os efeitos biológicos das radiações, sendo amplamente estudado na radiologia, radioterapia e radioproteção.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Tipos de danos celulares causados pela radiação
A radiação ionizante pode provocar vários tipos de lesões:
Quebra de fita simples do DNA
Quebra de fita dupla do DNA (mais grave)
Alterações nas bases nitrogenadas
Danos na membrana celular
Danos em proteínas e enzimas
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Tipos de danos celulares causados pela radiação
Os danos podem ser:
Reversíveis (a célula se recupera)
Irreversíveis (levam à morte celular ou mutação)
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Tipos de danos celulares causados pela radiação
Mecanismos de resposta da célula ao dano
Após a exposição à radiação, a célula pode responder de diferentes formas:
✔ Reparo do DNA
A célula possui mecanismos de reparo que tentam corrigir o dano.
✔ Morte celular (apoptose)
Se o dano for muito grande, a célula pode se autodestruir para evitar mutações.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Tipos de danos celulares causados pela radiação
Mecanismos de resposta da célula ao dano
✔ Mutação
Se o DNA for reparado de forma incorreta, pode ocorrer mutação, que pode levar ao câncer.
✔ Divisão celular alterada
A célula pode continuar se dividindo com erro genético.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Radiossensibilidade celular
Nem todas as células respondem da mesma forma à radiação.
Segundo a Lei de Bergonié e Tribondeau (princípio clássico da radiobiologia), as células mais sensíveis são:
Células que se dividem rapidamente
Células pouco diferenciadas
Células com alta atividade metabólica
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Radiossensibilidade celular
Exemplos de células mais sensíveis:
Medula óssea
Células germinativas
Epitélio intestinal
Tecidos embrionários
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Radiossensibilidade celular
Células mais resistentes:
Neurônios
Músculo
Osso
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Efeitos biológicos da resposta celular
A resposta celular pode resultar em:
Efeitos determinísticos (dose alta, com limiar)
Efeitos estocásticos (sem limiar, risco de câncer)
Exemplos:
Eritema cutâneo, catarata, Esterilidade, Câncer, Mutações genéticas
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Importância na Radiologia e Radioterapia
O estudo da resposta celular à radiação é importante para:
Garantir proteção radiológica
Definir doses seguras
Planejar radioterapia
Evitar danos ocupacionais
Proteger pacientes e profissionais
Na radioterapia, por exemplo, a radiação é usada para destruir células tumorais, explorando o fato de que elas são mais radiossensíveis.
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
Resumo
A resposta celular à radiação ionizante envolve a ionização de moléculas, formação de radicais livres, danos ao DNA e diferentes mecanismos celulares de reparo, morte ou mutação. O entendimento desse processo é essencial para a radiologia, pois permite utilizar a radiação de forma segura e eficaz.
Mecanismos de açãodas radiações ionizantes nas células e tecidos
O DNA (ácido desoxirribonucleico) é a molécula responsável por armazenar as informações genéticas dos seres vivos. Ele está localizado principalmente no núcleo das células eucariontes e contém as instruções que controlam o funcionamento, o crescimento e a divisão celular. O DNA é formado por duas fitas que se organizam em forma de dupla hélice e possui unidades chamadas nucleotídeos, que carregam o código genético. Na radiobiologia, o DNA é a estrutura mais sensível à radiação ionizante, pois danos nessa molécula podem causar mutações, morte celular ou desenvolvimento de doenças como o câncer.
ARMAZENAR INFORMAÇÕES GENÉTICAS DOS SERES VIVOS
Mecanismos de ação das radiações ionizantes nas células e tecidos
O RNA (ácido ribonucleico) atua como intermediário na utilização das informações contidas no DNA. Ele é responsável por transportar e traduzir o código genético para a produção de proteínas, que são essenciais para o funcionamento da célula. Existem diferentes tipos de RNA, como o RNA mensageiro, o RNA transportador e o RNA ribossômico, cada um com uma função específica na síntese proteica. Enquanto o DNA guarda a informação genética, o RNA permite que essa informação seja utilizada pela célula.
PRODUÇÃO DE PROTEÍNAS
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Quando a radiação ionizante interage com o corpo humano, pode provocar danos celulares por dois mecanismos principais: efeito direto e efeito indireto, que geralmente ocorrem de forma complementar. O efeito direto acontece quando a radiação atinge diretamente moléculas importantes da célula, principalmente o DNA, rompendo ligações químicas e causando quebras nas fitas. Essas alterações podem resultar em morte celular, mutações ou alterações no funcionamento da célula, dependendo da intensidade do dano e da capacidade de reparo celular.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
As células de organismo humano podem ser divididas em dois grupos: células somáticas e células germinativas. 
Células somáticas compõem a maior parte do organismo, sendo responsáveis pela formação da estrutura corpórea (osso, músculo). 
Células germinativas estão presentes nas gônadas (ovários e testículos) onde se dividem os gametas (óvulos e espermatozoides) necessários para reprodução.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Células Somáticas
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Células Germinativas
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
CICLO CELULAR : intérfase e mitose
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
INTÉRFASE
G1 - CRESCIMENTO E PREPARAÇÃO (será que precisa? será que tem energia suficiente?) 
*produção de proteínas 
S - CRESCIMENTO E DUPLICAÇÃO (onde uma cromátide se junta a outra irmã)
*síntese de DNA 
G2 - CRESCIMENTO E PREPARAÇÃO FINAL PARA A DIVISÃO CELULAR 
(se a célula tiver algum dano, ocorre a “reparação” para que ela possa continuar a se multiplicar sem (ou com) falhas) 
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
O efeito indireto é o mais comum, pois as células são formadas principalmente por água. Nesse caso, a radiação interage com as moléculas de água, provocando a radiólise e formando radicais livres altamente reativos. Essas substâncias podem danificar o DNA, proteínas e membranas celulares, mesmo sem a radiação atingir diretamente essas estruturas. Por isso, compreender esses mecanismos é essencial na radiologia, pois mostra que pequenas doses também podem causar efeitos biológicos, reforçando a importância do controle e da proteção radiológica.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Os efeitos somáticos são aqueles que aparecem no próprio indivíduo exposto à radiação ionizante, podendo surgir logo após a exposição ou somente anos depois, dependendo da dose recebida e do tecido atingido. Em exposições altas, podem ocorrer efeitos determinísticos, que possuem dose limiar, como eritema na pele, queimaduras, queda de cabelo e alterações no sangue. Esses efeitos só aparecem quando a dose ultrapassa determinado nível e sua gravidade aumenta conforme a quantidade de radiação recebida.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Em doses mais baixas, como nas utilizadas na radiologia diagnóstica, o principal risco está relacionado aos efeitos estocásticos, como o desenvolvimento de câncer ao longo da vida. Nesses casos, não existe dose totalmente segura, pois o que aumenta com a exposição é a probabilidade do efeito ocorrer, e não a sua intensidade. Por isso, na prática radiológica, é fundamental que cada exame seja justificado e realizado com a menor dose possível, seguindo o princípio ALARA, para reduzir os riscos ao paciente e ao profissional.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Os efeitos genéticos da radiação ionizante são aqueles que não aparecem no indivíduo exposto, mas podem se manifestar em seus descendentes. Eles ocorrem quando a radiação atinge as células germinativas, como óvulos ou espermatozoides, provocando alterações no DNA que podem ser transmitidas para as próximas gerações. Essas alterações podem resultar em mutações hereditárias, malformações congênitas ou doenças genéticas.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Embora o risco seja considerado baixo nas doses utilizadas na radiologia diagnóstica, ele não é inexistente, o que exige cuidados rigorosos na prática profissional. Por isso, é fundamental utilizar medidas de proteção radiológica, como blindagens, colimação adequada, escolha correta dos parâmetros técnicos e, sempre que possível, optar por métodos de imagem que não utilizem radiação ionizante, principalmente em pacientes em idade reprodutiva.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
A análise dos efeitos somáticos e genéticos mostra que a radiação ionizante pode causar impactos não apenas no indivíduo exposto, mas também na população ao longo do tempo. Exposições repetidas, mesmo em doses baixas, podem aumentar a probabilidade de efeitos estocásticos, como câncer e mutações hereditárias, quando consideradas em grandes grupos. Por isso, o uso da radiação deve ser sempre controlado e justificado, especialmente em procedimentos realizados com frequência.
Efeitos diretos, indiretos, somáticos e genéticos
Dessa forma, a radioproteção deve ser entendida como um compromisso com a saúde pública, e não apenas como uma responsabilidade individual. O uso correto de protocolos, o treinamento contínuo e a aplicação dos princípios de proteção radiológica são fundamentais para reduzir riscos. Para o estudante de Tecnologia em Radiologia, essa compreensão amplia o papel profissional, tornando o tecnólogo um agente importante na segurança radiológica, atuando na proteção dos pacientes, da equipe e da sociedade.
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
A morte celular é um processo natural ou induzido que pode ocorrer quando a célula sofre danos irreversíveis, como aqueles causados por radiação ionizante, agentes químicos ou falta de oxigênio. Existem diferentes tipos de morte celular, sendo os principais a apoptose, necrose e morte mitótica, cada um com características próprias e diferentes consequências para o organismo. O conhecimento desses processos é importante na radiobiologia, pois a radiação pode desencadear qualquer um desses mecanismos, dependendo da dose e do tipo de tecido irradiado.
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
A apoptose é uma morte celular programada e controlada, considerada um processo organizado do próprio organismo para eliminar células danificadas sem causar inflamação. Já a necrose ocorre de forma desorganizada, geralmente após danos intensos, levando ao rompimento da membrana celular e provocando inflamação nos tecidos ao redor. A necrose costuma estar associada a exposições a doses altas de radiação, traumas ou falta de suprimentosanguíneo.
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
A morte mitótica acontece quando a célula sofre dano no DNA, mas não morre imediatamente, perdendo a capacidade de se dividir corretamente. Nesse caso, a célula tenta realizar a divisão celular, porém não consegue completar o processo, levando à sua morte após algumas divisões. Esse tipo de morte é muito comum após exposição à radiação ionizante e está relacionado à radiossensibilidade de células que se dividem rapidamente, como as da medula óssea e do epitélio.
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
Reparação do DNA
Reparação correta
Reparação incorreta
Radiólise da água, morte celular, reparação e câncer induzido por radiação
Mutação
Pode levar a:
Câncer
Malformação
Aprendendo na Prática 
Um paciente de 52 anos, sexo masculino, deu entrada no pronto atendimento com queixa de dor abdominal intensa. O médico solicitou uma Tomografia Computadorizada de abdome para investigação diagnóstica.
Durante o atendimento, foi verificado no sistema que o paciente já havia realizado:
2 Tomografias de abdome nos últimos 3 meses
1 Tomografia de tórax há 1 mês
1 exame de radiografia abdominal recente
O médico decidiu solicitar nova tomografia com contraste, pois suspeitava de complicação inflamatória grave.
O tecnólogo em radiologia responsável pelo exame percebeu o histórico de exposições repetidas e ficou em dúvida sobre a realização imediata do exame, considerando os riscos biológicos da radiação ionizante.
O profissional então comunicou o médico sobre a dose acumulada, e juntos discutiram a necessidade do exame, avaliando riscos e benefícios.
O exame foi realizado com protocolo otimizado para redução de dose.
Aprendendo na Prática 
Você faria o exame?
O tecnólogo pode recusar?
Existe dose segura?
Quem decide a realização?
Como evitar exames desnecessários?
Aprendendo na prática
1. A exposição repetida à radiação pode causar quais tipos de efeitos biológicos?
a) Apenas determinísticos
 b) Apenas estocásticos
 c) Determinísticos e estocásticos
 d) Nenhum efeito
2. O câncer induzido por radiação é considerado efeito:
a) Determinístico
 b) Estocástico
 c) Agudo
 d) Imediato
Aprendendo na prática
3. A atitude do tecnólogo ao informar o médico sobre a dose acumulada foi:
a) Errada
 b) Desnecessária
 c) Correta
 d) Proibida
4. Qual princípio da radioproteção foi aplicado ao otimizar o protocolo?
a) Justificação
 b) Otimização (ALARA)
 c) Limitação de dose
 d) Blindagem
5. Qual tecido é mais sensível à radiação?
a) Músculo
 b) Medula óssea
 c) Osso
 d) Cartilagem
Considerações finais
Agora eu queria ouvir de você: 
O que você aprendeu nessa aula?
O que vamos ver na próxima aula?
(Conteúdos aqui)
Princípios e Técnicas de Proteção Radiológica
Princípios fundamentais de radioproteção: justificação, otimização e limitação de dose
Limites de dose ocupacional e para o público
Instrumentos, técnicas e monitoramento em proteção radiológica
Códigos, sinais e terminologias específicas
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