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SEÇÃO 3: Músculos e Inserção 
da Mandíbula, Palato Mole e 
Faringe
CONTEÚDO: Funções muscular da faringe, localização 
e pintura dos músculos em imagem e elaboração de 
manual, músculos da mandíbula origem e inserção, 
músculos do palato mole fisiologia da musculature.
DISCIPLINA: DISTÚRBIOS EM MOTRICIDADE OROFACIAL
Profa.: Ariani Zampieri Grotti Ito
A Faringe: Estrutura e Função
A faringe é uma estrutura musculomembranosa que 
atua como via comum aos sistemas respiratório e 
digestório, exigindo elevada precisão neuromuscular 
para garantir segurança e eficiência funcional. 
Sua musculatura é formada principalmente pelos 
músculos constritores (superior, médio e inferior) e 
pelos músculos longitudinais estilofaríngeo, 
salpingofaríngeo e palatofaríngeo, responsáveis por 
elevação e encurtamento da faringe durante as funções 
orais.
https://www.youtube.com/watch?v=sV4W156Xc0U 
https://www.youtube.com/watch?v=sV4W156Xc0U
Fase Faríngea da Deglutição
Durante a fase faríngea da deglutição, ocorre uma 
sequência rápida, automática e altamente coordenada 
de eventos neuromusculares. Os músculos constritores 
da faringe se contraem de forma peristáltica, 
promovendo a propulsão do bolo alimentar da 
orofaringe em direção ao esôfago.
Músculos Longitudinais da Faringe
Paralelamente a esse movimento, atuam de 
maneira fundamental os músculos longitudinais da 
faringe — estilofaríngeo, salpingofaríngeo e 
palatofaríngeo. Eles são responsáveis pela 
elevação e encurtamento da faringe, o que facilita 
a ascensão da laringe e contribui para o 
deslocamento eficiente do bolo alimentar. Essa 
elevação reduz a distância entre a orofaringe e o 
esôfago, tornando o trajeto mais curto e seguro. 
Além disso, o encurtamento faríngeo melhora o 
contato entre a base da língua e a parede 
posterior da faringe, aumentando a eficiência 
propulsiva.
Proteção das Vias Aéreas
Simultaneamente, há elevação e 
anteriorização da laringe, fechamento da 
glote e adequação do esfíncter esofágico 
superior, mecanismos essenciais para a 
proteção das vias aéreas. Esse processo 
é reflexo e altamente dependente da 
integridade neuromuscular da faringe.
Papel da Faringe na Respiração
A faringe desempenha papel essencial na 
respiração, pois permite a passagem do ar da 
cavidade nasal e oral em direção à laringe e 
aos pulmões. Para que essa passagem ocorra 
de forma eficiente, é necessário que a 
musculatura faríngea mantenha um calibre 
adequado, evitando estreitamentos ou colapsos 
do espaço aéreo.
Tônus Muscular Faríngeo
Durante o estado de vigília, o 
tônus da musculatura faríngea é 
suficiente para manter as paredes 
da faringe estáveis, assegurando 
fluxo aéreo contínuo e silencioso. 
Já durante o sono e em situações 
de repouso profundo, ocorre uma 
redução fisiológica do tônus 
muscular. Nesses momentos, a 
integridade e o equilíbrio da 
musculatura faríngea tornam-se 
ainda mais importantes para 
evitar o estreitamento das vias 
aéreas, especialmente na 
orofaringe favorecendo ronco, 
respiração oral e distúrbios 
respiratórios do sono.
Faringe e Ressonância Vocal
No âmbito da voz e da ressonância, a 
faringe funciona como uma cavidade 
de modulação acústica. Ajustes de 
contração e relaxamento de sua 
musculatura alteram o espaço 
ressonantal, influenciando timbre, 
projeção vocal e qualidade da voz. 
Disfunções musculares faríngeas 
podem resultar em voz abafada, 
hiponasalidade, instabilidade vocal 
ou esforço excessivo durante a 
fonação.
MM da Faringe
Nome: _________________________________ Turma: ___________
MM da Faringe
Nome: _________________________________ Turma: ___________
"Apertam" o bolo para baixo.
MM DA FARINGE
Constritor Superior
• Origem: hâmulo pterigóideo , rafe 
pterigomandibular , posição posterior da 
mandíbula e lado da língua .
• Inserção: rafe faríngea (linha média posterior) e 
tubérculo faríngeo (osso occipital).
"Apertam" o bolo para baixo.
MM DA FARINGE
Constritor Médio
• Origem: corno maior e menor do hióide e 
ligamento estilo-hióideo .
• Inserção: rafe faríngea .
"Apertam" o bolo para baixo.
MM DA FARINGE
Constritor Inferior
• Origem: cartilagem tireoide (linha oblíqua) e 
cartilagem cricoide .
• Inserção: rafe faríngea (porção inferior continua 
com o esôfago).
MM DA FARINGE
Estilofaríngeo
Eleva a laringe e a faringe.
• Origem: processo estilóide do 
osso temporal.
• Inserção: parede lateral da faringe 
e borda posterior da cartilagem 
tireoide .
MM DA FARINGE
Salpingofaríngeo
Eleva a faringe durante a deglutição, 
encurtando e alargando a sua luz.
• Origem: cartilagem da tuba auditiva .
• Inserção: misture-se ao palatofaríngeo na parede 
lateral da faringe .
Palatofaríngeo
Eleva a faringe e a laringe durante a deglutição 
e a fala
• Origem: palato duro (porção posterior) e 
aponeurose palatina .
• Inserção: parede lateral da faringe e borda 
posterior da cartilagem tireoide (mistura-
se a constritores).
MM DA FARINGE
Palato Mole
O palato mole é uma estrutura 
musculomembranosa altamente móvel, 
localizada posteriormente ao palato duro, cuja 
fisiologia muscular é essencial para a fala, 
deglutição, respiração e ressonância vocal. 
Diferentemente do palato duro, o palato mole não 
possui suporte ósseo, dependendo 
exclusivamente da ação coordenada de seus 
músculos para desempenhar suas funções.
Músculos do palate mole
A musculatura do palato mole é composta 
por músculos estriados esqueléticos, 
capazes de realizar movimentos rápidos e 
precisos. Fisiologicamente, esses músculos 
atuam promovendo elevação, 
abaixamento, tensão e mobilidade lateral 
do véu palatino, permitindo o ajuste fino 
entre a cavidade oral e a cavidade nasal 
conforme a função exercida. O principal 
mecanismo funcional do palato mole é o 
fechamento velofaríngeo, que ocorre 
quando o palato se eleva e entra em 
contato com a parede posterior da faringe.
Durante a deglutição, a elevação do 
palato mole impede o refluxo do 
alimento ou líquido para a cavidade 
nasal, garantindo a segurança do 
trânsito alimentar. Esse movimento 
ocorre de forma reflexa e sincronizada 
com a contração dos músculos da 
faringe e a elevação da laringe.
Já na fala, o palato mole regula a passagem do 
ar entre cavidade oral e nasal, sendo 
determinante para a ressonância vocal 
adequada. 
Sons orais exigem fechamento velofaríngeo 
eficiente, enquanto sons nasais requerem 
relaxamento controlado dessa musculatura.
Na respiração, especialmente em repouso e 
durante o sono, o palato mole contribui para a 
manutenção do calibre das vias aéreas 
superiores. 
Alterações no tônus dessa musculatura podem 
favorecer vibrações excessivas, ronco e 
padrões respiratórios inadequados.
MM do Palato Mole
Nome: _________________________________ Turma: ___________
PALATO MOLE
Levantador do véu palatino
Eleva palato — principal 
para vedamento.
• Origem: porção petrosa do temporal + 
cartilagem da tuba auditiva .
• Inserção: aponeurose palatina (palato 
mole).
PALATO MOLE
Tensor do véu palatino
Tensiona palato e ajuda na abertura da tuba 
auditiva.
• Origem: fossa escafoide do esfenoide + 
espinha do esfenoide + cartilagem da tuba 
auditiva .
• Inserção: aponeurose palatina (após o tendão 
contornando o hâmulo pterigóideo ).
PALATO MOLE
Músculo da Uvula 
Encurta e eleva a úvula, auxiliando no 
vedamento velofaríngeo.
• Origem: espinha nasal posterior do osso 
palatino e aponeurose palatina.
• Inserção: mucosa da úvula (porção central do 
palato mole).
MM da Mandíbula
Nome: _________________________________ Turma: ___________
Eleva mandíbula (força de mordida).
MÚSCULOS DA MANDÍBULA
Masseter
• Origem: arco zigomático (principalmente 
osso zigomático).
• Inserção: face lateral do ramo e ângulo da 
mandíbula (tuberosidade massetérica).
Eleva e retrai.
Temporal
• Origem: fossa temporal e fáscia temporal .
• Inserção: processocoronóide e borda 
anterior do ramo da mandíbula.
MÚSCULOS DA MANDÍBULA
Pterigóideo medial
Eleva e contribui para movimentos laterais.
• Origem: face medial da lâmina lateral do processo pterigóide 
e fossa pterigóidea (esfenoide); pode receber fibras da 
tuberosidade da maxila .
• Inserção: face medial do ângulo e ramo da mandíbula 
(tuberosidade pterigóidea).
MÚSCULOS DA MANDÍBULA
Pterigóideo lateral
Protrusão e abertura (controle do côndilo/disco).
• Origem:
o Cabeça superior: asa maior do esfenoide (crista infratemporal).
o Cabeça inferior: face lateral da lâmina lateral do processo 
pterigóide (esfenoide).
• Inserção: colo do côndilo mandibular (fóvea pterigóidea) + cápsula 
e disco da ATM.
Bibliografia
MARCHESAN, I. Q.; SILVA, H. J.; TOMÉ, M. C. Motricidade Orofacial: fundamentos, avaliação e intervenção, 2012.
MOORE, K. L.; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia Funcional da Cabeça e Pescoço, 2011.
FURKIM, A. M.; SANTINI, C. S. Deglutição e Disfagia, 2010.
Obrigada!!!
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	Slide 16: Palato Mole
	Slide 17: Músculos do palate mole
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