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Direito à honra 
CF Art. 5º X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a HONRA e a 
imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material 
ou moral decorrente de sua violação; 
Como se manifesta a honra? 
O direito à honra, previsto no art. 5º, X da CF, juntamente com o direito ao nome, o 
direito à privacidade e o direito à imagem são direitos relacionados à integridade 
psíquica do ser humano. Refere-se ao direito à boa fama, à honorabilidade, à reputação 
construída por uma pessoa. A honra manifesta-se de forma subjetiva e objetiva: 
• Honra SUBJETIVA – é a forma como o próprio titular pensa sobre si; 
• Honra OBJETIVA – é a forma que as demais pessoas pensam sobre o titular 
NOME 
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. 
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou 
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção 
difamatória. 
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. 
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao 
nome. 
Lei de Registros Públicos: 
Art. 55. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome, 
observado que ao prenome serão acrescidos os sobrenomes dos genitores ou de seus 
ascendentes, em qualquer ordem e, na hipótese de acréscimo de sobrenome de 
ascendente que não conste das certidões apresentadas, deverão ser apresentadas as 
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certidões necessárias para comprovar a linha ascendente. (Redação dada pela Lei nº 
14.382, de 2022) 
§ 1º O oficial de registro civil não registrará prenomes suscetíveis de expor ao ridículo 
os seus portadores, observado que, quando os genitores não se conformarem com a 
recusa do oficial, este submeterá por escrito o caso à decisão do juiz competente, 
independentemente da cobrança de quaisquer emolumentos. (Incluído pela Lei nº 
14.382, de 2022) 
§ 2º Quando o declarante não indicar o nome completo, o oficial de registro lançará 
adiante do prenome escolhido ao menos um sobrenome de cada um dos genitores, na 
ordem que julgar mais conveniente para evitar homonímias. (Incluído pela Lei nº 14.382, 
de 2022) 
§ 3º O oficial de registro orientará os pais acerca da conveniência de acrescer 
sobrenomes, a fim de se evitar prejuízos à pessoa em razão da homonímia. (Incluído pela 
Lei nº 14.382, de 2022) 
§ 4º Em até 15 (quinze) dias após o registro, qualquer dos genitores poderá apresentar, 
perante o registro civil onde foi lavrado o assento de nascimento, oposição 
fundamentada ao prenome e sobrenomes indicados pelo declarante, observado que, se 
houver manifestação consensual dos genitores, será realizado o procedimento de 
retificação administrativa do registro, mas, se não houver consenso, a oposição será 
encaminhada ao juiz competente para decisão. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
Art. 56. A pessoa registrada poderá, após ter atingido a maioridade civil, requerer 
pessoalmente e imotivadamente a alteração de seu prenome, independentemente de 
decisão judicial, e a alteração será averbada e publicada em meio eletrônico. (Redação 
dada pela Lei nº 14.382, de 2022) 
§ 1º A alteração imotivada de prenome poderá ser feita na via extrajudicial apenas 1 
(uma) vez, e sua desconstituição dependerá de sentença judicial. (Incluído pela Lei 
nº14.382, de 2022) 
§ 2º A averbação de alteração de prenome conterá, obrigatoriamente, o prenome 
anterior, os números de documento de identidade, de inscrição no Cadastro de Pessoas 
Físicas (CPF) da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, de passaporte e de título 
de eleitor do registrado, dados esses que deverão constar expressamente de todas as 
certidões solicitadas. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
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§ 3º Finalizado o procedimento de alteração no assento, o ofício de registro civil de 
pessoas naturais no qual se processou a alteração, a expensas do requerente, comunicará 
o ato oficialmente aos órgãos expedidores do documento de identidade, do CPF e 
dopassaporte, bem como ao Tribunal Superior Eleitoral, preferencialmente por meio 
eletrônico. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
§ 4º Se suspeitar de fraude, falsidade, má-fé, vício de vontade ou simulação quanto à real 
intenção da pessoa requerente, o oficial de registro civil fundamentadamente recusará a 
retificação. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
Art. 57. A alteração posterior de sobrenomes poderá ser requerida pessoalmente perante 
o oficial de registro civil, com a apresentação de certidões e de documentos necessários, e 
será averbada nos assentos de nascimento e casamento, independentemente de 
autorização judicial, a fim de: (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022) 
I - inclusão de sobrenomes familiares; (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
 II - inclusão ou exclusão de sobrenome do cônjuge, na constância do casamento 
III - exclusão de sobrenome do ex-cônjuge, após a dissolução da sociedade conjugal, por 
qualquer de suas causas; (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
IV - inclusão e exclusão de sobrenomes em razão de alteração das relações de 
filiação,inclusive para os descendentes, cônjuge ou companheiro da pessoa que teve seu 
estado alterado. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022) 
Trata-se do ÚNICO caso no direito brasileiro de mudança IMOTIVADA do nome. 
ESCOLHA FEITA PELOS PAIS 
O nome, além de direito da personalidade, também é um registro público, logo não pode 
expor o titular ao ridículo ou a situações vexatórias. Mesmo que os pais queiram, não 
será possível o registro de filho com nome RIDÍCULO (o oficial do cartório recusa). 
Sempre que houver divergência entre o interessado e o oficial do cartório, quem decide é 
o juiz (chamado procedimento de dúvida). Ou seja, o sistema evita o autoritarismo do 
oficial, nos termos dos arts. 198 e 203 da LRP. 
ELEMENTOS COMPONENTES DO NOME 
A partir do art. 16 do CC, o direito ao nome se apresenta em dois aspectos: prenome e 
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sobrenome (patronímico). 
a) Prenome: Identifica a pessoa. Pode ser simples ou composto 
b) Sobrenome (patronímico): Identifica a origem ancestral (familiar). É de livre escolha, 
ou seja, não há exigência de constar primeiro o nome do pai ou da mãe.Pode inclusive 
buscar nome de ancestral distante (avô,bisavô). 
c) Agnome: Partícula diferenciadora que distingue pessoas que pertencem à mesma 
família e possuem o mesmo nome (exemplo: júnior, neto, filho, terceiro etc.). 
STJ: É possível que mãe divorciada altere o sobrenome no registro dos filhos, para 
acrescentar seu patronímico de solteira (REsp. 1.041.751). Exemplo: O filho fica só com o 
patronímico do pai. Vem o divórcio e a mãe resolve acrescentar seu patronímico 
também. 
No direito brasileiro não são componentes do nome: 
• Títulos de nobreza (conde, comendador); 
• Títulos pessoais (doutor, mestre) 
Pseudônimo (heterônimo): É o nome utilizado em atividades profissionais lícitas. É 
o nome que identifica alguém tão somente em sua esfera profissional. Não consta do 
nome por causa disso (como deixa claro o art.19), ou seja, é um nome restrito ao campo 
profissional. 
Exemplo: Sílvio Santos; José Sarney (José Ribamar Ferreira de Araújo); Zezé di 
(Mirosmar) Camargo. 
Assinatura é Firma, ou seja, nada tem a ver com nome. 
NÃO CONFUNDIR: 
 Pseudônimo X Hipocorístico: 
Hipocorístico é uma alcunha (apelido) que serve para identificar alguém pessoal E 
profissionalmente. 
Exemplo: 
Lula, Xuxa, Pelé. Já o pseudônimo é a designação escolhida pelo titular para ser usada 
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somente profissionalmente. Conforme o art. 19, apesar de não integrar o nome, o 
pseudônimo goza da mesma proteção que se dá ao nome. 
O hipocorístico (alcunha), por identificar alguém pessoalmente, pode ser acrescentado 
ou até mesmo substituído no nome. Nesse caso, o hipocorístico irá fazer parte do nome e 
gozar da proteção que lheé so, o hipocorístico irá fazer parte do nome e gozar da 
proteção que lhe é garantida. 
IMUTABILIDADE RELATIVA: o nome somentepoderá ser modificado nos casos 
previstos em lei ou mediante justa causa (decisão judicial). 
LRP Art. 57 - mudança de nome previstos em lei: 
a) Quando do casamento, permite-se aos nubentes acrescentar o patronímico do outro, 
independentemente de autorização judicial (art. 1.565, §1º do CC). 
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de 
consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família. § 1º Qualquer dos 
nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome 
do outro. 
b) Divórcio: quem mudou decide se fica ou não com o nome. 
c) Lei Clodovil: Acréscimo de sobrenome de padrasto ou madrasta, desde que haja 
anuência de ambos. 
d) Lei 12.010/09: É possível mudar tanto prenome quanto sobrenome no ato de adoção. 
Se o menor tiver mais de 12 anos, deve consentir não apenas com a adoção, mas também 
com a mudança de nome que se propõe. 
e) Lei 9.807/99: Lei que institui o programa de proteção àstestemunhas. Não só a 
testemunha, mas todos os familiares podem mudar prenome e sobrenome. Cessado o 
perigo, nada impede que possam voltar a ter o nome de origem. 
f) Estatuto do estrangeiro (Lei 6.815/80): Permite a mudança do nome do estrangeiro 
quando este adquire cidadania brasileira. 
Exemplos de mudança de nome não previstos em lei, mas reconhecidos na 
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jurisprudência (sempre mediante ordem judicial): 
a) Viuvez; 
b) Abandono afetivo: STJ REsp. 66.643. 
c) Transexual por simples declaração, não é mais necessário a cirurgia para a mudança. 
16. DIREITO À IMAGEM 
O direito à imagem está previsto no art. 20 do CC, 
observe: 
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias àadministração da justiça ou à 
manutenção da ordem 
pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, 
ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de 
uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e 
sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a 
honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se 
destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815) Parágrafo 
único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes 
legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os 
ascendentes ou os descendentes. 
O direito de imagem é tridimensional, está protegido pela 
Constituição Federal. 
• Imagem RETRATO: Características fisionômicas da 
pessoa. Diz respeito ao pôster da pessoa. 
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• Imagem ATRIBUTO: Diz respeito às características 
emocionais da pessoa. Exteriorização da personalidade 
do indivíduo. Exemplo: pessoa alegre, pessoa mal- 
humorada. Essa imagem também é aplicável à Pessoa 
Jurídica. 
• Imagem VOZ: Timbre sonoro identificador. 
Exemplo: Lombardi. 
É possível violar a personalidade de uma pessoa sem fazer 
menção ao seu nome, basta, para tanto, fazer menção às 
suas características emocionais. 
IMPORTANTE: O direito à imagem, embora 
tridimensional, é uno. Por isso, não cabe cumulação de 
indenizações por diferentes danos à imagem. 
DIREITO CIVIL. DIREITO DE IMAGEM. TOPLESS 
PRATICADO EM CENÁRIO PÚBLICO. Não se pode 
cometer o delírio de, em nome do direito de privacidade, 
estabelecer-se uma redoma protetora em torno de uma 
pessoa para torná-la imune de qualquer veiculação 
atinente a sua imagem. Se a demandante expõe sua 
imagem em cenário público, não é ilícita ou indevida sua 
reprodução pela imprensa, uma vez que a proteção à 
privacidade encontra limite na própria exposição 
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realizada. Recurso especial não conhecido. 
Todas essas hipóteses de relativização são possíveis, desdeque não haja desvio de 
finalidade. 
Foto de lugar público: não pode haver a individualização 
do indivíduo. 
17. DIREITO À PRIVACIDADE 
Previsto no art. 21 do CC, observe: 
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o 
juiz, a requerimento do interessado, adotará as 
providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato 
contrário a esta norma. (Vide ADIN 4815)- Por 
unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal 
julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade 
(ADI) 4815 e declarou inexigível a autorização prévia para 
a publicação de biografias. 
Privacidade vem da expressão latina “privatus” que traz 
consigo a ideia de “o que pertence à pessoa estando fora 
do alcance do interesse da coletividade”. Ou seja, diz 
respeito aquilo que interessa somente ao titular. Trata-se 
das informações contidas no aspecto mais pessoal, mais 
reservado de seu titular. 
A privacidade traz consigo não apenas o direito de estar 
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só, mas também o conjunto de informações que pertence 
ao seu titular e a mais ninguém. São informações que 
dizem respeito à vida familiar, sexual, religiosa, 
profissional etc. Percebe-se que é um direito de amplo 
alcance, muito mais abrangente que o simples direito de 
estar só. 
O direito à privacidade é autônomo e independente do 
direito à honra. Ou seja, é possível que seja violada a 
privacidade sem que haja violação à honra. O próprio 
art. 21 do CC confirma essa independência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	Direito à honra 
	Como se manifesta a honra? 
	NOME

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