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Profa Dra Fabiana Finger
fabianafingerj@gmail.com
Universidade Federal do Rio Grande
Instituto de Ciências Biológicas
Farmacologia
ANTIVIRAIS
• Vírus
• Definição, Principais infecções, Classificação e Ciclo replicativo
• Fármacos Antivirais
• Inibidores da Fixação e Entrada Viral
• Inibidores do Desnudamento Viral
• Inibidores da Replicação Viral
• Inibidores da Maturação Viral 
• Inibidores da Liberação Viral
ROTEIRO DA AULA
VÍRUS
VÍRUS
Parasitas intracelulares obrigatórios!!!
Pequenos agentes infecciosos constituídos por 
ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um 
capsídeo proteico.
VÍRUS
A partícula viral livre ( fora de seu hospedeiro) é denominada vírion, que seria a partícula viral na forma infecciosa de um vírus
I
N
F
E
C
Ç
Õ
E
S
 VIRAIS
 
PANDEMIAS VIRAIS 
CONTEXTO HISTÓRICO
Edward Jenner
 Realizando a vacinação
em um garoto de 8 anos. 
14 de Maio de 1796
Edward Jenner 
Solicitando a um camponês 
que vacine sua família,
Erradicação da Varíola
 em 1980!!!
Esforço global durante 10 anos liderado pela OMS
Hospital da Brigada Militar
Porto Alegre (1918)
VARÍOLA
~300 milhões de mortes
(1896-1980) 
Sec XX
GRIPE ESPANHOLA
40 e 50 milhões de mortes
(1918-1919) 
1918
 1ª Influenza A subtipo H1N1
2009
2ª Influenza A subtipo H1N1
GRIPE SUÍNA
~18 mil mortes
(2009-2010) 
1980
1796
HIV/AIDS
~42 Milhões de mortes
(1981 e 2023) 
86,000,000 de casos
1981
2023
39,9 milhões vivendo com HIV 
30,7 milhões estão em TARV - 89% 
1987- 1º - Zidovidina 
2023
~ 1 milhão brasileiros vivem com HIV
SARS-COV-2
Covid-19
~15 Milhões de mortes
(01/2020 até 12/2021)
Estimativas da OMS (2022)
Mortes associadas direta ou 
indiretamente à pandemia de Covid-19 
1996
Houve redução de 68% de mortes relacionadas à AIDS desde o pico em 2004; e de 52% desde 2010.
•Em 2021, cerca de 650 mil [510 mil – 860 mil] pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS no mundo, em comparação com 2 milhões [1,6 
milhão – 2,7 milhões] de pessoas em 2004 e 1,4 milhão [1,1 milhão – 1,8 milhão] de pessoas em 201
2030
Meta 95 – 95 – 95
2025- 23 medicamentos
(Maio, 2023)
2019
CLASSIFICAÇÃO DE BALTIMORE
1971 pelo virologista David Baltimore
I – Vírus dsDNA – Herpesvírus (herpes, Varicela) e Poxvírus (Varíola, Monkeypox)
II – Vírus ssDNA – Parvovírus
III – Vírus dsRNA – Reovírus (Rotavírus: diarreia)
IV – Vírus (+)*ssRNA – Picornavírus (Rinovirus: resfriado; Coronavirus)
V – Vírus (-)*ssRNA – Rabdovírus (raiva), Ortomixovírus (gripe)
VI – Vírus ssRNA-RT – Retrovírus (HIV)
VII – Vírus dsDNA-RT – Hepadnavírus (Hepatite B)
Classificação dos vírus de acordo com seu genoma e replicação de DNA 
Baseada na síntese viral de RNAm 
*Sentido do genoma de RNA de fita simples: positivo ou negativo
ds: double - stranded
Processos envolvidos na replicação viral
Entrada na 
célula 
hospedeira
Domínio da 
maquinaria 
celular
Síntese de 
ácidos 
nucleicos
Síntese das 
proteínas do 
capsídeo
Singularidades no ciclo de replicação dos vírus de DNA e RNA
Vírus DNA: DNA Transcrito em RNAm no Núcleo pela RNA pol do hospedeiro
Vírus RNA: RNA viral=RNAm - Citoplasma / Carrega suas próprias enzimas
CICLO/REPLICAÇÃO VIRAL/ Vírus DNA
VÍRUS DE DNA
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uIut0oVWCEg
- Após a ligação (complexo vírus-
receptor) o vírus entra na célula, ocorre 
o desnudamento (remoção da capa 
viral) e transferência do DNA viral para 
o núcleo da célula do hospedeiro.
- No núcleo da célula ocorre a transcrição 
do RNAm catalisada pela RNA-
polimerase da célula do hospedeiro.
- Ocorre, então, a translação do RNAm 
em proteínas virais específicas. Algumas 
dessas proteínas são enzimas que 
sintetizam mais DNA viral, bem como 
proteínas estruturais que compõem a 
capa e o envelope virais. 
- No citoplasma ocorre a montagem das 
proteínas da capa em torno do DNA 
viral
- Os vírions completos são liberados por 
brotamento
REPLICAÇÃO VIRAL 
HIV
Figura: Brunton, et al. (2019)
Ciclo de replicação do HIV-1, mostrando os locais de ação dos agentes antirretrovirais disponíveis.
FÁRMACOS ANTIVIRAIS
FÁRMACOS ANTIVIRAIS
• Obtenção de ação seletiva sobre o vírus é difícil, uma vez que 
eles utilizam a maquinaria celular do hospedeiro para sua 
replicação.
• Necessidade de atuação sobre proteínas específicas do vírus.
• Maioria dos medicamentos só é eficaz enquanto o vírus está se 
replicando.
• Mecanismos de resistência viral.
Poucos antivirais estavam aprovados para uso clínico até o
 início dos anos 80!!!
Desenvolvimento de antivirais é complexo!
FÁRMACOS ANTIVIRAIS
Golan, et al. (2014)
Ciclo viral 
INIBIDORES DA FIXAÇÃO 
E ENTRADA VIRAL
INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA
PRIMEIRAS ETAPAS ENVOLVIDAS NO CICLO DE REPLICAÇÃO DOS VÍRUS
Figura: Golan, et al. (2014)
INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA
Bloqueio da fusão do invólucro do HIV com a membrana celular
Liga-se a gp41 e impede as alterações conformacionais necessárias para a fusão entre o 
invólucro viral e a célula hospedeira 
• Administrada (injeção subcutânea) em pacientes positivos para o HIV que já estão em 
tratamento, mas que ainda apresentam evidências de replicação viral.
• Indicada: Resistência se torna um problema ou paciente se mostra intolerante a algum outro 
fármaco antirretroviral
• Efeitos adversos: Maioria dos efeitos adversos se relaciona com a injeção, incluindo dor, 
eritema, endurecimento e nódulos
• Recomenda-se associação a pelo menos 2 outros antivirais
Enfuvirtida (T-20)*
INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA
 Antagonista do receptor de quimiocina CCR5, bloqueando 
entrada do HIV na célula (Bloqueia a ligação da GP-120 ao receptor CCR-5)
• Restrito às infecções por HIV* com tropismo para o CCR5, nos pacientes previamente 
tratados com outros antirretrovirais
• Administrado VO
• Bem tolerado. Hipotensão ortostática já foi relatada (dose dependente) 
• Recomenda-se associação a pelo menos 2 outros antivirais
Maraviroque (MVQ) 
*Espécies de HIV “R5”
• Utilizado em combinação com outros ARV para tratar adultos com HIV-1 resistente a múltiplos medicamentos, 
oferecendo uma alternativa para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais
• Atua na glicoproteína gp120 do vírus, impedindo sua ligação aos receptores celulares e, portanto, sua entrada na 
célula
• Foi aprovado pela Anvisa para uso no Brasil desde 2021 e incorporado ao SUS em 2024
• Administrado porVO duas vezes ao dia
INIBIDORES DO 
DESNUDAMENTO VIRAL
INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
NÃO OCORRE LIBERAÇÃO DO GENOMA VIRAL NO INTERIOR DA CÉLULA HOSPEDEIRA
Figura: Golan, et al. (2014)
INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
São Inibidoras de canais M2 do vírus influenza A (proteína de membrana, que 
atua como canal iônico), como consequência inibem o desnudamento viral
• Ação exclusiva contra o vírus da influenza A
• Administradas por VO (Boa disponibilidade)
• Adm por via parenteral está em fase de pesquisa
• Excreção: 
• Amantadina é excretada principalmente inalterada na urina
• Rimantadina é metabolizada no fígado, e seus metabólitos são excretados na urina
Amantadina e Rimantadina
INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
Ciclo de replicação do Vírus influenza*
Figura: Brunton, et al. (2019)
Proteína M2:
Funciona como canal iônico 
(H+/ATPase) que permite o influxo de 
íons hidrogênio no interior do vírion, 
acidificando o interior, pela entrada 
de hidrogênio que mantém o PH 
ácido e contribui para a dissociação 
da matriz do nucleocapsídeo do 
vírus, fundamental para o 
desnudamento viral.
* Partículas envelopadas de RNA de fita simples, polaridade negativa.
INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
• Resistência viral :
• Substituição de aminoácidos na região transmembrana do canal M2
• Efeitos adversos:
• Mais comuns com a Amantadina:
• Desconforto GI, efeitos sobre o SNC (tontura, insônia, nervosismo) – atravessa barreira hematoencefálica. 
• Atenção com idosos- Diminuição na função renal (eliminação da amantadina é renal e na forma inalterada)• Uso profilático:
• Situações em que há uma grande população com risco de morbidade pela influenza
 (ex. clínicas geriátricas)
 Vacinação contra a influenza consiste medida de melhor custo-benefício!!
Amantadina e Rimantadina
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
INIBEM A DNA POLIMERASE OU A TRANSCRIPTASE REVERSA DO VÍRUS
ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS E INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS
Figura: Golan, et al. (2014)Maior parte dos antivirais que atuam no ciclo de replicação dos vírus!!! 
Remdesivir
Molnupiravir
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
A maioria dos fármacos que inibem a replicação do genoma viral 
atuam por meio da inibição de uma polimerase
• ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS: Inibem as polimerases ao competir com o substrato trifosfato natural e, em 
geral, também são incorporados na cadeia de DNA em crescimento, onde interrompem o processo de 
alongamento
• Precisam ser ativados por fosforilação à forma trifosfato, para exercer seus efeitos
• A Forma trifosforilada inibe competitivamente a DNA polimerase ou a Transcriptase reversa
• NÃO NUCLEOSÍDIOS:: Não se assemelham aos nucleosídios fisiológicos em sua estrutura, porém inibem 
a atividade de DNA polimerase ou Transcriptase reversa por meio de sua ligação a um sítio diferente do 
desoxirribonucleosídio trifosfato 
• Inibem seus alvos de modo direto, sem a necessidade de qualquer modificação química
Cada vírus emprega uma polimerase para a replicação de seu genoma
Essa etapa no ciclo do vírus constitui um excelente alvo para fármacos antivirais
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS
• Aciclovir, valaciclovir, fanciclovir e ganciclovir: Herpesvírus
• Abacavir, zidovudina, lamivudina, tenofovir e didanosina: HIV
• Entecavir e Tenofovir: HBV*
• Remdesivir e Molnupiravir: SARS-CoV-2
Se assemelham aos nucleosídeos fisiológicos em sua estrutura, inibem as polimerases ao 
competir com o substrato trifosfato natural e podem também ser incorporados na cadeia 
de DNA em crescimento, interrompendo o processo de alongamento
* + Interferon
ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS
Figura: Golan, et al.(2014)
Estrutura química dos Nucleosídios nativos formados por uma pentose (desoxirribose no caso do DNA) 
ligada a uma base purina (adenina ou guanina) ou pirimidina (timidina ou citosina). 
Análogos nucleosídios apresentam estrutura semelhante, inibindo competitivamente a DNA polimerase viral
*
ACICLOVIR: MECANISMO DE AÇÃO DOS ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS
“O aciclovir foi a droga que mudou tudo no cenário de desenvolvimento de antivirais eficazes (apresentado em 1978)”
Figura: Golan et al.(2014)
Ativação dos análogos nucleosídeos depende da sua fosforilação visando a formação de compostos trifosfatados
Gertrude “Trudy” Elion
(1918-1999)
Prêmio Nobel Medicina -1988
Hoje, os antivirais são usados 
para tratar herpes, hepatite, 
HIV, ebola e muitas outras 
doenças. Sem dúvida, nenhum 
existiria se não fosse por 
Gertrude “Trudy” Elion!
Radical fosfatopentose
base purina
Nucleosídeo trifosfato
=Nucleotídeo 
Desoxiguanosina
Pentose (desoxirribose )+Guanina
fosforilação
Figura: Golan, et al.(2014)
ACICLOVIR- MECANISMO DE AÇÃO DOS ANÁLOGOS 
NUCLEOSÍDIOS
Forma trifosforilada do ACV atua inibindo a DNA polimerase através da competição com os 
substratos trifosforilados naturais dessa enzima. Além disso, a adição do ACV a cadeia de DNA 
em extensão determina o bloqueio do seu crescimento
Desoxiguanosina
ACICLOVIR
Administração IV, oral ou tópica
HSV-1, HSV-2, VZV
• Boa distribuição, incluindo LCR
• Depuração renal
• Resistência:
• Mutações na timidina cinase viral são um dos principais mecanismos de resistência 
viral ao fármaco
• Efeitos adversos: Bem tolerado
• Irritação no local de aplicação
• Sintomas menos comuns: náuseas, vômitos, diarreia, cefaleia
Farmacocinética e Efeitos adversos
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
• Fanciclovir e penciclovir (metabólito ativo do fanciclovir): 
• HSV e Varicela-zoster
• Ganciclovir:
• Citomegalovírus (CMV)
• É mais potente que o aciclovir contra o CMV.
• Menos seletivo para as polimerases virais, apresentando mais efeitos adversos.
• Nefrotoxicidade, alterações em células sanguíneas. 
Outros inibidores nucleosídios da DNA polimerase 
(Anti-herpesvírus)
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
Inibe competitivamente a Tanscriptase reversa, e consequentemente 
inibição da replicação viral (HIV)
 Mecanismo de ativação semelhante ao do aciclovir (diferença TR)
Abacavir – análogo da guanosina
Zidovudina – análogo da desoxitimidina
Lamivudina – análogo da citosina
Didanosina – análogo da desoxiadenosina
Inibidores nucleosídios da transcriptase reversa
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cC9kyoAo1ac&t=17s
AÇÃO DOS INIBIDORES NUCLEOSÍDIOS DA 
TRANSCRIPTASE REVERSA
No vídeo, 
identificados 
como (NRTI)!
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
Entra na célula por difusão, é fosforilada a trifosfato se incorpora na Transcritase Reverva e 
interrompe o alongamento do DNA pró-viral
Administrada: VO, IV
• Foi o 1º fármaco a ser desenvolvido para o combate ao HIV - Análogo da timidina 
• Pouca seletividade na etapa de ativação
• Se acumula em quase todas as células do corpo que sofrem divisão, e não apenas nas células infectadas
• Resistência viral: Existem mutações na transcriptase denominadas mutações de timidina (TAM) e pode 
ter também Resistência cruzada a outros análogos da timidina
• Efeito adverso:*
• Inicio tratamento: Fadiga, mal estar, náuseas, cefaleia, anorexia.
• Supressão da medula óssea –Adm com cautela em pacientes com anemia ou granulocitopenia preexistente
*Inibe fracamente a polimerase celular mas consegue inibir a dna polimerase mitocondrial
Zidovudina (AZT)
Análogos nucleosídeos que interferem na ação da RNA polimerase
Inibindo a replicação do SARS-CoV-2
• REMDESIVIR (IV): Análogo da Adenosina (A)
• 2016: in vitro contra o Ébola, MERS-CoV e SARS-CoV-1
• Bloqueia a cadeia de RNA após incorporação de 3 nucleotídeos falsos (interrompe o crescimento)
• Out 2020 (FDA)/Mar 2021 (ANVISA) - Pacientes hospitalizados (+ 12 anos) com COVID-19 grave (Sup. de O2)
• Mai 2022 (ANVISA)- Adultos sem suporte de O2 mas com risco de progredir para caso grave 
• MOLNUPIRAVIR (VO): Análogo da Citosina e da Uracila (C e U) 
• Dez 2021 (FDA)/Mai 2022 (Anvisa)- Adm 2 x dia/5 dias em pacientes COVID-19 leve a moderada
• Análogo de nucleotídeo mutagênico: Os análogos C e U são adicionados a cadeia em desenvolvimento, causando erros na 
replicação e produzindo uma fita de RNA com mutações 
• Vantagem: Econômico, sem efeitos colaterais importantes, e mais fácil de adm
Remdesivir e Molnupiravir
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
Se ligam em locais próximos aos sítios catalíticos da DNA polimerase 
ou transcriptase reversa, inativando as enzimas
*Associação com os análogos nucleosídios é extremamente eficaz!
INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
INIBIDORES NÃO- NUCLEOSÍDIOS
• Foscarnet- Herpesvírus
• Nevirapina, Efavirenz e Delavirdina- HIV
 
Disponível em: https://https://www.youtube.com/watch?v=G9FeQKcxVZY
AÇÃO DOS INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS DA
 TRANSCRIPTASE REVERSA
No vídeo, 
identificados como 
(NNRTI)!
O vídeo exemplifica 
uma ilustração com 
RNA e Transcriptase 
Reversa, mas o 
mesmo exemplo é 
aplicável a DNA 
polimerase!
INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS
Inibição da DNA polimerase do herpesvírus, além da RNA polimerase e 
transcriptase reversa do HIV (in vitro), sem necessidade de ser fosforilado
• Tratamento de infecções graves por CMV ou HSV resistentes ao ganciclovir ou aciclovir
• Administrado IV 
• Excretado inalterado na urina (80%)- Nefrotoxicidade (limita a dose)
• Outros efeitos colaterais: no SNC- Cefaleia, tremor, irritabilidade; Febre, náuseas, vômitos.
 Venda restrita a hospitais!
Foscarnet
INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS
Inibidores da transcriptase reversa (HIV): uso em associação.
• Boa disponibilidade VO
• Efeitos adversos:
• Comum a todos: Dermatológicos(Exantema, prurido) 
• Nevirapina: febre, fadiga, cefaleia, náuseas
• Efavirenz: Efeitos SNC (Tontura, falta concentração, insônia) 
• Principal limitação - Rápido desenvolvimento de resistência
• Suscetíveis a resistência de alto nível – causada pela mudança de um único aminoácido no local 
de ligação
Nevirapina, Efavirenz e Delavirdina
INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL
INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL
Figura: Golan, et al. (2014)
OS INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL INIBEM A PROTEASE (CLIVA POLIPROTEÍNA VIRAL )
EM ALGUMAS INFECÇÕES VIRAIS, O RNAm VIRAL É TRADUZIDO EM PROTEÍNAS INERTES QUE NECESSITAM SER CLIVADAS PARA 
QUE O VÍRUS SE TORNE MADURO E INFECCIOSO.
Paxlovid
INIBIDORES DE PROTEASES
Inibem de forma competitiva a enzima protease do HIV e 
consequentemente, inibem a maturação viral
(semelhantes a peptídeos)
• Administrado VO, Biodisponibilidade variável (não atravessam a BHE) e Metabolismo hepático
• Perfil de resistência favorável, podendo ser utilizados com terapia de segunda escolha em 
pacientes com falha em protocolo prévio
• Efeitos adversos:
• Mais antigos: Podem inibir enzimas humanas causando distúrbios GI, anomalias metabólicas, 
redistribuição de gordura, erupções cutâneas.
• Efeitos GI (náuseas, vômitos e diarreia) são menos comuns com novos IP (ex. Atazanavir) 
 
Saquinavir, Ritonavir, Atazanavir, Lopinavir
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MK2r8J7SCSg
AÇÃO DOS INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL
No vídeo, 
identificados 
como (PI)!
TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV)
Terapia inicial: 3 ARV (2 análogos nucleosídios + um outra classe) 
• Não-nucleosídio da TR-ITRNN, inibidor de protease-IP, inibidor da integrasse- INI
• Ex. Lamivudina (3TC) e Tenofovir (TDF) + Dolutegravir (DTG –INI)
Alternativa: Inibidores de entrada
MS recomenda início imediato da TARV para todas as PVHIV, 
independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico (2013)
Profilaxia pré-exposição: Entricitabina + Tenofovir (Truvada®) -Inibidores nucleosídios da TR
• Antes da exposição para reduzir o risco de adquirir HIV em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção 
(uso continuo 1x/dia)
Profilaxia pós-exposição (PEP): 3 ARV (2 inibidores da TR análogos de nucleosídeo (ITRN) + outra classe
 (ITRNN, IP + INI) (3TC + TDF) , DTG. Ex. Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG) 
• Até 72 horas após o contato do paciente com o vírus. Realizada durante 28 dias (1x/dia)
Inibidor Integrase
1 injeção IM a cada 2 meses
- Formas farmacêuticas: comprimido e suspensão injetável
Apretude® e Vocabria®
Alvo: proteína do capsídeo (p24)
1 injeção SC a cada 6 meses
Inibem a enzima protease do SARS-CoV-2 (SARS-CoV-2 Mpro)
impedindo a maturação viral
INIBIDORES DE PROTEASES
Paxlovid: nirmatrelvir + ritonavir
• NIRMATRELVIR: Inibem a enzima protease do SARS-CoV-2
• RITONAVIR (inibidor da protease): “ Efeito sinérgico”
• Potente inibidor do citocromo P450-3A4 (CYP3A4), e por inibição dessa enzima diminui a metabolização do nirmatrelvir no fígado, 
aumentando sua concentração e diminuindo sua eliminação
• Dez 2021 (FDA)/ Mar 2022 (ANVISA): Indicado para pacientes adultos que não requerem 
oxigênio suplementar e apresentam risco de progressão para Covid-19 grave
• Administrado por VO por 5 dias logo após o início dos primeiros sintomas da infecção
• Está disponível no (SUS) desde outubro de 2022: Tratamento de pacientes imunossuprimidos a 
partir de 18 anos e idosos com 60 anos ou mais de idade, que apresentem quadros leves a 
moderados de Covid
 Primeiro tratamento oral para a doença que recebeu aprovação regulatória no país!
INIBIDORES DA LIBERAÇÃO VIRAL
INIBIDORES DA LIBERAÇÃO VIRAL
Atuam na etapa de liberação do vírus, inibindo a enzima responsável 
pela sua liberação 
Figura: Golan, et al. (2014)
INIBIDORES DA NEURAMINIDASE
 Análogos do ácido siálico, ligam-se em locais próximos ao sítio ativo 
da neuraminidase, uma enzima envolvida na liberação viral
 Agentes anti-influenza.
• Inibem a liberação dos vírus para o trato respiratório
• Administração: Zanamivir: Inalatória / Oseltamivir: VO
• Oseltamivir (pró-fármaco): originado a partir de alterações na estrutura do 
zanamivir visando melhorar sua farmacocinética (> biodisponibilidade VO).
• Efeitos adversos: Bem tolerados -Pode ocorrer Alterações GI
• Resistência viral: Mutações em sítios de ligação da neuraminidase
Zanamivir e Oseltamivir (Tamiflu®)
hemaglutinina (HÁ)
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PDRVP5LNBPQ 
VÍRUS INFLUENZA
FIXAÇÃO, ENTRADA E SAÍDA
A hemaglutinina (HA) é uma 
glicoproteína que se situa na 
camada mais externa do vírus 
(envelope)
Ela reconhece um açúcar da 
nossa membrana celular, o 
ácido siálico
HÁ é a responsável pelo 
reconhecimento e ligação do 
vírus a nossas células do 
sistema respiratório. 
Após a entrada e a replicação 
do vírus no interior das células 
do hospedeiro, o vírus precisa 
ser liberado das células, em 
um processo que envolve a 
ação da neuraminidase.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PDRVP5LNBPQ 
AÇÃO DOS INIBIDORES DA NEURAMINIDASE
Oseltamivir se liga à 
neuraminidase e inibe 
sua ação, resultando na 
inibição da liberação do 
vírus.
ANTIVIRAIS
Revisão
• BRUNTON, L. L.; CHABNER, B. A.; KNOLLMANN, B. C. As Bases Farmacológicas da 
Terapêutica de Goodman & Gilman. 13ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
• FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L. Farmacologia Clínica e Terapêutica. 5ª Ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
• GOLAN, D. E. Princípios de Farmacologia. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2014.
• KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 13ª Ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2017.
• RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Rang &
Dale Farmacologia. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
• http://www.aids.gov.br/
• https://unaids.org.br/
• https://www.who.int/es
Referências Bibliográficas
https://unaids.org.br/
https://unaids.org.br/
https://unaids.org.br/
https://unaids.org.br/
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https://www.who.int/es
https://www.who.int/es
https://www.who.int/es
https://www.who.int/es
https://www.who.int/es
https://www.who.int/es
	Slide 1
	Slide 2: Roteiro da Aula 
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6: I n f e c ç õ e s Virais 
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10: CLASSIFICAÇÃO DE BALTIMORE 1971 pelo virologista David Baltimore
	Slide 11: Processos envolvidos na replicação viral
	Slide 12: CICLO/REPLICAÇÃO VIRAL/ Vírus DNA VÍRUS DE DNA
	Slide 13: REPLICAÇÃO VIRAL HIV 
	Slide 14
	Slide 15: FÁRMACOS ANTIVIRAIS 
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19: INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA 
	Slide 20: INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA 
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24: INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
	Slide 25
	Slide 26: INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL 
	Slide 27
	Slide 28: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL 
	Slide 29
	Slide 30: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL 
	Slide 31
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	Slide 33
	Slide 34: ACICLOVIR
	Slide 35: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
	Slide 36: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
	Slide 37
	Slide 38: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL
	Slide 39: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL 
	Slide 40: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL 
	Slide 41
	Slide 42: INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS
	Slide 43: INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46: INIBIDORES DE PROTEASES
	Slide 47
	Slide 48: TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV)
	Slide 49: INIBIDORES DE PROTEASES
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52: INIBIDORES DA NEURAMINIDASE
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	Slide 60: Referências Bibliográficas
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