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Profa Dra Fabiana Finger fabianafingerj@gmail.com Universidade Federal do Rio Grande Instituto de Ciências Biológicas Farmacologia ANTIVIRAIS • Vírus • Definição, Principais infecções, Classificação e Ciclo replicativo • Fármacos Antivirais • Inibidores da Fixação e Entrada Viral • Inibidores do Desnudamento Viral • Inibidores da Replicação Viral • Inibidores da Maturação Viral • Inibidores da Liberação Viral ROTEIRO DA AULA VÍRUS VÍRUS Parasitas intracelulares obrigatórios!!! Pequenos agentes infecciosos constituídos por ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um capsídeo proteico. VÍRUS A partícula viral livre ( fora de seu hospedeiro) é denominada vírion, que seria a partícula viral na forma infecciosa de um vírus I N F E C Ç Õ E S VIRAIS PANDEMIAS VIRAIS CONTEXTO HISTÓRICO Edward Jenner Realizando a vacinação em um garoto de 8 anos. 14 de Maio de 1796 Edward Jenner Solicitando a um camponês que vacine sua família, Erradicação da Varíola em 1980!!! Esforço global durante 10 anos liderado pela OMS Hospital da Brigada Militar Porto Alegre (1918) VARÍOLA ~300 milhões de mortes (1896-1980) Sec XX GRIPE ESPANHOLA 40 e 50 milhões de mortes (1918-1919) 1918 1ª Influenza A subtipo H1N1 2009 2ª Influenza A subtipo H1N1 GRIPE SUÍNA ~18 mil mortes (2009-2010) 1980 1796 HIV/AIDS ~42 Milhões de mortes (1981 e 2023) 86,000,000 de casos 1981 2023 39,9 milhões vivendo com HIV 30,7 milhões estão em TARV - 89% 1987- 1º - Zidovidina 2023 ~ 1 milhão brasileiros vivem com HIV SARS-COV-2 Covid-19 ~15 Milhões de mortes (01/2020 até 12/2021) Estimativas da OMS (2022) Mortes associadas direta ou indiretamente à pandemia de Covid-19 1996 Houve redução de 68% de mortes relacionadas à AIDS desde o pico em 2004; e de 52% desde 2010. •Em 2021, cerca de 650 mil [510 mil – 860 mil] pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS no mundo, em comparação com 2 milhões [1,6 milhão – 2,7 milhões] de pessoas em 2004 e 1,4 milhão [1,1 milhão – 1,8 milhão] de pessoas em 201 2030 Meta 95 – 95 – 95 2025- 23 medicamentos (Maio, 2023) 2019 CLASSIFICAÇÃO DE BALTIMORE 1971 pelo virologista David Baltimore I – Vírus dsDNA – Herpesvírus (herpes, Varicela) e Poxvírus (Varíola, Monkeypox) II – Vírus ssDNA – Parvovírus III – Vírus dsRNA – Reovírus (Rotavírus: diarreia) IV – Vírus (+)*ssRNA – Picornavírus (Rinovirus: resfriado; Coronavirus) V – Vírus (-)*ssRNA – Rabdovírus (raiva), Ortomixovírus (gripe) VI – Vírus ssRNA-RT – Retrovírus (HIV) VII – Vírus dsDNA-RT – Hepadnavírus (Hepatite B) Classificação dos vírus de acordo com seu genoma e replicação de DNA Baseada na síntese viral de RNAm *Sentido do genoma de RNA de fita simples: positivo ou negativo ds: double - stranded Processos envolvidos na replicação viral Entrada na célula hospedeira Domínio da maquinaria celular Síntese de ácidos nucleicos Síntese das proteínas do capsídeo Singularidades no ciclo de replicação dos vírus de DNA e RNA Vírus DNA: DNA Transcrito em RNAm no Núcleo pela RNA pol do hospedeiro Vírus RNA: RNA viral=RNAm - Citoplasma / Carrega suas próprias enzimas CICLO/REPLICAÇÃO VIRAL/ Vírus DNA VÍRUS DE DNA Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uIut0oVWCEg - Após a ligação (complexo vírus- receptor) o vírus entra na célula, ocorre o desnudamento (remoção da capa viral) e transferência do DNA viral para o núcleo da célula do hospedeiro. - No núcleo da célula ocorre a transcrição do RNAm catalisada pela RNA- polimerase da célula do hospedeiro. - Ocorre, então, a translação do RNAm em proteínas virais específicas. Algumas dessas proteínas são enzimas que sintetizam mais DNA viral, bem como proteínas estruturais que compõem a capa e o envelope virais. - No citoplasma ocorre a montagem das proteínas da capa em torno do DNA viral - Os vírions completos são liberados por brotamento REPLICAÇÃO VIRAL HIV Figura: Brunton, et al. (2019) Ciclo de replicação do HIV-1, mostrando os locais de ação dos agentes antirretrovirais disponíveis. FÁRMACOS ANTIVIRAIS FÁRMACOS ANTIVIRAIS • Obtenção de ação seletiva sobre o vírus é difícil, uma vez que eles utilizam a maquinaria celular do hospedeiro para sua replicação. • Necessidade de atuação sobre proteínas específicas do vírus. • Maioria dos medicamentos só é eficaz enquanto o vírus está se replicando. • Mecanismos de resistência viral. Poucos antivirais estavam aprovados para uso clínico até o início dos anos 80!!! Desenvolvimento de antivirais é complexo! FÁRMACOS ANTIVIRAIS Golan, et al. (2014) Ciclo viral INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA VIRAL INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA PRIMEIRAS ETAPAS ENVOLVIDAS NO CICLO DE REPLICAÇÃO DOS VÍRUS Figura: Golan, et al. (2014) INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA Bloqueio da fusão do invólucro do HIV com a membrana celular Liga-se a gp41 e impede as alterações conformacionais necessárias para a fusão entre o invólucro viral e a célula hospedeira • Administrada (injeção subcutânea) em pacientes positivos para o HIV que já estão em tratamento, mas que ainda apresentam evidências de replicação viral. • Indicada: Resistência se torna um problema ou paciente se mostra intolerante a algum outro fármaco antirretroviral • Efeitos adversos: Maioria dos efeitos adversos se relaciona com a injeção, incluindo dor, eritema, endurecimento e nódulos • Recomenda-se associação a pelo menos 2 outros antivirais Enfuvirtida (T-20)* INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA Antagonista do receptor de quimiocina CCR5, bloqueando entrada do HIV na célula (Bloqueia a ligação da GP-120 ao receptor CCR-5) • Restrito às infecções por HIV* com tropismo para o CCR5, nos pacientes previamente tratados com outros antirretrovirais • Administrado VO • Bem tolerado. Hipotensão ortostática já foi relatada (dose dependente) • Recomenda-se associação a pelo menos 2 outros antivirais Maraviroque (MVQ) *Espécies de HIV “R5” • Utilizado em combinação com outros ARV para tratar adultos com HIV-1 resistente a múltiplos medicamentos, oferecendo uma alternativa para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais • Atua na glicoproteína gp120 do vírus, impedindo sua ligação aos receptores celulares e, portanto, sua entrada na célula • Foi aprovado pela Anvisa para uso no Brasil desde 2021 e incorporado ao SUS em 2024 • Administrado porVO duas vezes ao dia INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL NÃO OCORRE LIBERAÇÃO DO GENOMA VIRAL NO INTERIOR DA CÉLULA HOSPEDEIRA Figura: Golan, et al. (2014) INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL São Inibidoras de canais M2 do vírus influenza A (proteína de membrana, que atua como canal iônico), como consequência inibem o desnudamento viral • Ação exclusiva contra o vírus da influenza A • Administradas por VO (Boa disponibilidade) • Adm por via parenteral está em fase de pesquisa • Excreção: • Amantadina é excretada principalmente inalterada na urina • Rimantadina é metabolizada no fígado, e seus metabólitos são excretados na urina Amantadina e Rimantadina INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL Ciclo de replicação do Vírus influenza* Figura: Brunton, et al. (2019) Proteína M2: Funciona como canal iônico (H+/ATPase) que permite o influxo de íons hidrogênio no interior do vírion, acidificando o interior, pela entrada de hidrogênio que mantém o PH ácido e contribui para a dissociação da matriz do nucleocapsídeo do vírus, fundamental para o desnudamento viral. * Partículas envelopadas de RNA de fita simples, polaridade negativa. INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL • Resistência viral : • Substituição de aminoácidos na região transmembrana do canal M2 • Efeitos adversos: • Mais comuns com a Amantadina: • Desconforto GI, efeitos sobre o SNC (tontura, insônia, nervosismo) – atravessa barreira hematoencefálica. • Atenção com idosos- Diminuição na função renal (eliminação da amantadina é renal e na forma inalterada)• Uso profilático: • Situações em que há uma grande população com risco de morbidade pela influenza (ex. clínicas geriátricas) Vacinação contra a influenza consiste medida de melhor custo-benefício!! Amantadina e Rimantadina INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL INIBEM A DNA POLIMERASE OU A TRANSCRIPTASE REVERSA DO VÍRUS ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS E INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS Figura: Golan, et al. (2014)Maior parte dos antivirais que atuam no ciclo de replicação dos vírus!!! Remdesivir Molnupiravir INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL A maioria dos fármacos que inibem a replicação do genoma viral atuam por meio da inibição de uma polimerase • ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS: Inibem as polimerases ao competir com o substrato trifosfato natural e, em geral, também são incorporados na cadeia de DNA em crescimento, onde interrompem o processo de alongamento • Precisam ser ativados por fosforilação à forma trifosfato, para exercer seus efeitos • A Forma trifosforilada inibe competitivamente a DNA polimerase ou a Transcriptase reversa • NÃO NUCLEOSÍDIOS:: Não se assemelham aos nucleosídios fisiológicos em sua estrutura, porém inibem a atividade de DNA polimerase ou Transcriptase reversa por meio de sua ligação a um sítio diferente do desoxirribonucleosídio trifosfato • Inibem seus alvos de modo direto, sem a necessidade de qualquer modificação química Cada vírus emprega uma polimerase para a replicação de seu genoma Essa etapa no ciclo do vírus constitui um excelente alvo para fármacos antivirais INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS • Aciclovir, valaciclovir, fanciclovir e ganciclovir: Herpesvírus • Abacavir, zidovudina, lamivudina, tenofovir e didanosina: HIV • Entecavir e Tenofovir: HBV* • Remdesivir e Molnupiravir: SARS-CoV-2 Se assemelham aos nucleosídeos fisiológicos em sua estrutura, inibem as polimerases ao competir com o substrato trifosfato natural e podem também ser incorporados na cadeia de DNA em crescimento, interrompendo o processo de alongamento * + Interferon ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS Figura: Golan, et al.(2014) Estrutura química dos Nucleosídios nativos formados por uma pentose (desoxirribose no caso do DNA) ligada a uma base purina (adenina ou guanina) ou pirimidina (timidina ou citosina). Análogos nucleosídios apresentam estrutura semelhante, inibindo competitivamente a DNA polimerase viral * ACICLOVIR: MECANISMO DE AÇÃO DOS ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS “O aciclovir foi a droga que mudou tudo no cenário de desenvolvimento de antivirais eficazes (apresentado em 1978)” Figura: Golan et al.(2014) Ativação dos análogos nucleosídeos depende da sua fosforilação visando a formação de compostos trifosfatados Gertrude “Trudy” Elion (1918-1999) Prêmio Nobel Medicina -1988 Hoje, os antivirais são usados para tratar herpes, hepatite, HIV, ebola e muitas outras doenças. Sem dúvida, nenhum existiria se não fosse por Gertrude “Trudy” Elion! Radical fosfatopentose base purina Nucleosídeo trifosfato =Nucleotídeo Desoxiguanosina Pentose (desoxirribose )+Guanina fosforilação Figura: Golan, et al.(2014) ACICLOVIR- MECANISMO DE AÇÃO DOS ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS Forma trifosforilada do ACV atua inibindo a DNA polimerase através da competição com os substratos trifosforilados naturais dessa enzima. Além disso, a adição do ACV a cadeia de DNA em extensão determina o bloqueio do seu crescimento Desoxiguanosina ACICLOVIR Administração IV, oral ou tópica HSV-1, HSV-2, VZV • Boa distribuição, incluindo LCR • Depuração renal • Resistência: • Mutações na timidina cinase viral são um dos principais mecanismos de resistência viral ao fármaco • Efeitos adversos: Bem tolerado • Irritação no local de aplicação • Sintomas menos comuns: náuseas, vômitos, diarreia, cefaleia Farmacocinética e Efeitos adversos INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL • Fanciclovir e penciclovir (metabólito ativo do fanciclovir): • HSV e Varicela-zoster • Ganciclovir: • Citomegalovírus (CMV) • É mais potente que o aciclovir contra o CMV. • Menos seletivo para as polimerases virais, apresentando mais efeitos adversos. • Nefrotoxicidade, alterações em células sanguíneas. Outros inibidores nucleosídios da DNA polimerase (Anti-herpesvírus) INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Inibe competitivamente a Tanscriptase reversa, e consequentemente inibição da replicação viral (HIV) Mecanismo de ativação semelhante ao do aciclovir (diferença TR) Abacavir – análogo da guanosina Zidovudina – análogo da desoxitimidina Lamivudina – análogo da citosina Didanosina – análogo da desoxiadenosina Inibidores nucleosídios da transcriptase reversa Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cC9kyoAo1ac&t=17s AÇÃO DOS INIBIDORES NUCLEOSÍDIOS DA TRANSCRIPTASE REVERSA No vídeo, identificados como (NRTI)! INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Entra na célula por difusão, é fosforilada a trifosfato se incorpora na Transcritase Reverva e interrompe o alongamento do DNA pró-viral Administrada: VO, IV • Foi o 1º fármaco a ser desenvolvido para o combate ao HIV - Análogo da timidina • Pouca seletividade na etapa de ativação • Se acumula em quase todas as células do corpo que sofrem divisão, e não apenas nas células infectadas • Resistência viral: Existem mutações na transcriptase denominadas mutações de timidina (TAM) e pode ter também Resistência cruzada a outros análogos da timidina • Efeito adverso:* • Inicio tratamento: Fadiga, mal estar, náuseas, cefaleia, anorexia. • Supressão da medula óssea –Adm com cautela em pacientes com anemia ou granulocitopenia preexistente *Inibe fracamente a polimerase celular mas consegue inibir a dna polimerase mitocondrial Zidovudina (AZT) Análogos nucleosídeos que interferem na ação da RNA polimerase Inibindo a replicação do SARS-CoV-2 • REMDESIVIR (IV): Análogo da Adenosina (A) • 2016: in vitro contra o Ébola, MERS-CoV e SARS-CoV-1 • Bloqueia a cadeia de RNA após incorporação de 3 nucleotídeos falsos (interrompe o crescimento) • Out 2020 (FDA)/Mar 2021 (ANVISA) - Pacientes hospitalizados (+ 12 anos) com COVID-19 grave (Sup. de O2) • Mai 2022 (ANVISA)- Adultos sem suporte de O2 mas com risco de progredir para caso grave • MOLNUPIRAVIR (VO): Análogo da Citosina e da Uracila (C e U) • Dez 2021 (FDA)/Mai 2022 (Anvisa)- Adm 2 x dia/5 dias em pacientes COVID-19 leve a moderada • Análogo de nucleotídeo mutagênico: Os análogos C e U são adicionados a cadeia em desenvolvimento, causando erros na replicação e produzindo uma fita de RNA com mutações • Vantagem: Econômico, sem efeitos colaterais importantes, e mais fácil de adm Remdesivir e Molnupiravir INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Se ligam em locais próximos aos sítios catalíticos da DNA polimerase ou transcriptase reversa, inativando as enzimas *Associação com os análogos nucleosídios é extremamente eficaz! INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL INIBIDORES NÃO- NUCLEOSÍDIOS • Foscarnet- Herpesvírus • Nevirapina, Efavirenz e Delavirdina- HIV Disponível em: https://https://www.youtube.com/watch?v=G9FeQKcxVZY AÇÃO DOS INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS DA TRANSCRIPTASE REVERSA No vídeo, identificados como (NNRTI)! O vídeo exemplifica uma ilustração com RNA e Transcriptase Reversa, mas o mesmo exemplo é aplicável a DNA polimerase! INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS Inibição da DNA polimerase do herpesvírus, além da RNA polimerase e transcriptase reversa do HIV (in vitro), sem necessidade de ser fosforilado • Tratamento de infecções graves por CMV ou HSV resistentes ao ganciclovir ou aciclovir • Administrado IV • Excretado inalterado na urina (80%)- Nefrotoxicidade (limita a dose) • Outros efeitos colaterais: no SNC- Cefaleia, tremor, irritabilidade; Febre, náuseas, vômitos. Venda restrita a hospitais! Foscarnet INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS Inibidores da transcriptase reversa (HIV): uso em associação. • Boa disponibilidade VO • Efeitos adversos: • Comum a todos: Dermatológicos(Exantema, prurido) • Nevirapina: febre, fadiga, cefaleia, náuseas • Efavirenz: Efeitos SNC (Tontura, falta concentração, insônia) • Principal limitação - Rápido desenvolvimento de resistência • Suscetíveis a resistência de alto nível – causada pela mudança de um único aminoácido no local de ligação Nevirapina, Efavirenz e Delavirdina INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL Figura: Golan, et al. (2014) OS INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL INIBEM A PROTEASE (CLIVA POLIPROTEÍNA VIRAL ) EM ALGUMAS INFECÇÕES VIRAIS, O RNAm VIRAL É TRADUZIDO EM PROTEÍNAS INERTES QUE NECESSITAM SER CLIVADAS PARA QUE O VÍRUS SE TORNE MADURO E INFECCIOSO. Paxlovid INIBIDORES DE PROTEASES Inibem de forma competitiva a enzima protease do HIV e consequentemente, inibem a maturação viral (semelhantes a peptídeos) • Administrado VO, Biodisponibilidade variável (não atravessam a BHE) e Metabolismo hepático • Perfil de resistência favorável, podendo ser utilizados com terapia de segunda escolha em pacientes com falha em protocolo prévio • Efeitos adversos: • Mais antigos: Podem inibir enzimas humanas causando distúrbios GI, anomalias metabólicas, redistribuição de gordura, erupções cutâneas. • Efeitos GI (náuseas, vômitos e diarreia) são menos comuns com novos IP (ex. Atazanavir) Saquinavir, Ritonavir, Atazanavir, Lopinavir Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MK2r8J7SCSg AÇÃO DOS INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL No vídeo, identificados como (PI)! TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV) Terapia inicial: 3 ARV (2 análogos nucleosídios + um outra classe) • Não-nucleosídio da TR-ITRNN, inibidor de protease-IP, inibidor da integrasse- INI • Ex. Lamivudina (3TC) e Tenofovir (TDF) + Dolutegravir (DTG –INI) Alternativa: Inibidores de entrada MS recomenda início imediato da TARV para todas as PVHIV, independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico (2013) Profilaxia pré-exposição: Entricitabina + Tenofovir (Truvada®) -Inibidores nucleosídios da TR • Antes da exposição para reduzir o risco de adquirir HIV em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção (uso continuo 1x/dia) Profilaxia pós-exposição (PEP): 3 ARV (2 inibidores da TR análogos de nucleosídeo (ITRN) + outra classe (ITRNN, IP + INI) (3TC + TDF) , DTG. Ex. Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG) • Até 72 horas após o contato do paciente com o vírus. Realizada durante 28 dias (1x/dia) Inibidor Integrase 1 injeção IM a cada 2 meses - Formas farmacêuticas: comprimido e suspensão injetável Apretude® e Vocabria® Alvo: proteína do capsídeo (p24) 1 injeção SC a cada 6 meses Inibem a enzima protease do SARS-CoV-2 (SARS-CoV-2 Mpro) impedindo a maturação viral INIBIDORES DE PROTEASES Paxlovid: nirmatrelvir + ritonavir • NIRMATRELVIR: Inibem a enzima protease do SARS-CoV-2 • RITONAVIR (inibidor da protease): “ Efeito sinérgico” • Potente inibidor do citocromo P450-3A4 (CYP3A4), e por inibição dessa enzima diminui a metabolização do nirmatrelvir no fígado, aumentando sua concentração e diminuindo sua eliminação • Dez 2021 (FDA)/ Mar 2022 (ANVISA): Indicado para pacientes adultos que não requerem oxigênio suplementar e apresentam risco de progressão para Covid-19 grave • Administrado por VO por 5 dias logo após o início dos primeiros sintomas da infecção • Está disponível no (SUS) desde outubro de 2022: Tratamento de pacientes imunossuprimidos a partir de 18 anos e idosos com 60 anos ou mais de idade, que apresentem quadros leves a moderados de Covid Primeiro tratamento oral para a doença que recebeu aprovação regulatória no país! INIBIDORES DA LIBERAÇÃO VIRAL INIBIDORES DA LIBERAÇÃO VIRAL Atuam na etapa de liberação do vírus, inibindo a enzima responsável pela sua liberação Figura: Golan, et al. (2014) INIBIDORES DA NEURAMINIDASE Análogos do ácido siálico, ligam-se em locais próximos ao sítio ativo da neuraminidase, uma enzima envolvida na liberação viral Agentes anti-influenza. • Inibem a liberação dos vírus para o trato respiratório • Administração: Zanamivir: Inalatória / Oseltamivir: VO • Oseltamivir (pró-fármaco): originado a partir de alterações na estrutura do zanamivir visando melhorar sua farmacocinética (> biodisponibilidade VO). • Efeitos adversos: Bem tolerados -Pode ocorrer Alterações GI • Resistência viral: Mutações em sítios de ligação da neuraminidase Zanamivir e Oseltamivir (Tamiflu®) hemaglutinina (HÁ) Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PDRVP5LNBPQ VÍRUS INFLUENZA FIXAÇÃO, ENTRADA E SAÍDA A hemaglutinina (HA) é uma glicoproteína que se situa na camada mais externa do vírus (envelope) Ela reconhece um açúcar da nossa membrana celular, o ácido siálico HÁ é a responsável pelo reconhecimento e ligação do vírus a nossas células do sistema respiratório. Após a entrada e a replicação do vírus no interior das células do hospedeiro, o vírus precisa ser liberado das células, em um processo que envolve a ação da neuraminidase. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PDRVP5LNBPQ AÇÃO DOS INIBIDORES DA NEURAMINIDASE Oseltamivir se liga à neuraminidase e inibe sua ação, resultando na inibição da liberação do vírus. ANTIVIRAIS Revisão • BRUNTON, L. L.; CHABNER, B. A.; KNOLLMANN, B. C. As Bases Farmacológicas da Terapêutica de Goodman & Gilman. 13ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. • FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L. Farmacologia Clínica e Terapêutica. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. • GOLAN, D. E. Princípios de Farmacologia. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. • KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 13ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. • RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Rang & Dale Farmacologia. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. • http://www.aids.gov.br/ • https://unaids.org.br/ • https://www.who.int/es Referências Bibliográficas https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://unaids.org.br/ https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es https://www.who.int/es Slide 1 Slide 2: Roteiro da Aula Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6: I n f e c ç õ e s Virais Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10: CLASSIFICAÇÃO DE BALTIMORE 1971 pelo virologista David Baltimore Slide 11: Processos envolvidos na replicação viral Slide 12: CICLO/REPLICAÇÃO VIRAL/ Vírus DNA VÍRUS DE DNA Slide 13: REPLICAÇÃO VIRAL HIV Slide 14 Slide 15: FÁRMACOS ANTIVIRAIS Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19: INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA Slide 20: INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24: INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL Slide 25 Slide 26: INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL Slide 27 Slide 28: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 29 Slide 30: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34: ACICLOVIR Slide 35: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 36: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 37 Slide 38: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 39: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 40: INIBIDORES DA REPLICAÇÃO VIRAL Slide 41 Slide 42: INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS Slide 43: INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS Slide 44 Slide 45 Slide 46: INIBIDORES DE PROTEASES Slide 47 Slide 48: TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV) Slide 49: INIBIDORES DE PROTEASES Slide 50 Slide 51 Slide 52: INIBIDORES DA NEURAMINIDASE Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60: Referências Bibliográficas Slide 61