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Guerra de Canudos
Data 7 de novembro de 1896 - 5 de
outubro de 1897
Local Interior do sertão baiano
Desfecho Vitória das tropas federais e
destruição total da cidade de
Canudos
Beligerantes
 Conselheiristas República
Brasileira
Comandantes
Antônio Conselheiro 
João Abade 
Pajeú 
Joaquim Macambira 
Pedrão
Virgílio Pereira de
Almeida 
Manoel da Silva Pires
Ferreira
Febronio de Brito 
Antônio Moreira César 
Artur Oscar
Forças
25 000 (estimado) 12 000
Baixas
20 000 (estimado) 5 000 (estimado)
Guerra de Canudos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Guerra de Canudos, ou Campanha de Canudos,[1] foi o confronto
entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular
de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou
de 1896 a 1897, então na comunidade de Canudos, no interior do
estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos,
secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise
econômica e social. Milhares de sertanejos partiram para Canudos,
cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na
crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes
do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um
forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo
que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus
seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para
atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o
governo republicano e reinstalar a Monarquia.
Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército
foi mandado para Canudos.[2] Três expedições militares contra
Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que
acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao
massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco
mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição
total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o
incêndio de todas as casas do arraial.
Antecedentes
A figura de Antônio Conselheiro
Arraial de Canudos
Situação social
Cronologia do conflito
O estopim e a primeira expedição
A segunda expedição
A terceira expedição
A quarta expedição
Resultado
Na cultura popular
Índice
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:40th_infantry_batallion_canudos_1897.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/7_de_novembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1896
https://pt.wikipedia.org/wiki/5_de_outubro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_Empire_of_Brazil_(1870-1889).svg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paje%C3%BA
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Joaquim_Macambira&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pedr%C3%A3o_(Canudos)&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Virg%C3%ADlio_Pereira_de_Almeida&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Manoel_da_Silva_Pires_Ferreira&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Febronio_de_Brito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Moreira_C%C3%A9sar
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Artur_Oscar&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%A9rcito_Brasileiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1896
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canudos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nordeste_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Latif%C3%BAndio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Seca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica_no_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_de_press%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Proclama%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opini%C3%A3o_p%C3%BAblica
Literatura
Cinema
Teatro
Referências
Bibliografia
Ver também
Ligações externas
Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em
Quixeramobim (CE) em 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos
sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, foi comerciante, professor e advogado
prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um
sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco
anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de
pessoas. Acreditava que a República, recém-implantada no país, era a materialização do
reino do Anti-Cristo na Terra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da
autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos
efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil e a separação entre Igreja e
Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".
Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII
nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris.
Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer
vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25
000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo
Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.
A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se
com a nova cidade independente e com a constante migração de
pessoas e valores para aquele novo local. Aos poucos, construiu-se
uma imagem de Antônio Conselheiro como "perigoso monarquista" a
serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país a forma
de governo monárquica. Difundida através da imprensa, esta imagem
manipulada ganhou o apoio da opinião pública do país para justificar
a guerra movida contra os habitantes do arraial de Canudos.[2]
O governo da República recém-instaurada precisava de dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente no Sertão pela
cobrança de impostos. A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos
vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente
Antecedentes
A figura de Antônio Conselheiro
Mapa da localização de Canudos.
Caricatura na Revista Ilustrada, retratando Antônio
Conselheiro, com um séquito de bufões armados
com antigos bacamartes, tentando "barrar" a
República.
Arraial de
Canudos
Situação social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quixeramobim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cear%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/13_de_mar%C3%A7o
https://pt.wikipedia.org/wiki/1830
https://pt.wikipedia.org/wiki/Boa_Viagem_(Cear%C3%A1)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipu
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sobral_(Cear%C3%A1)
https://pt.wikipedia.org/wiki/1893
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anti-Cristo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_civil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVIII
https://pt.wikipedia.org/wiki/1893
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Clero
https://pt.wikipedia.org/wiki/Latif%C3%BAndio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opini%C3%A3o_p%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canudos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravatura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sertanejo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Canudos-map.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Conselheiro_Revista_Ilustrada.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_Ilustrada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bacamartehttps://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica
— Descrição da Folhinha Laemmert, de 1877,
reproduzida por Euclides da Cunha em Os Sertões, 1902.
paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele poderia libertá-los da situação de
extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.[3]
Outubro de 1896
– Ocorre o
episódio que
desencadeia a
Guerra de
Canudos.
Antônio
Conselheiro
havia
encomendado uma remessa de madeira, vinda de
Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a
madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga.
Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam
buscar a madeira à força, o que leva as autoridades de
Juazeiro a enviar um pedido de assistência ao governo
estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva
Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial
decide partir em direção à Canudos, em 24 de novembro. Mas a tropa é surpreendida durante a madrugada em
Uauá pelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando de Pajeú e João Abade. Vinham como
quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos à bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos.
Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a
pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque
destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas
manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos
conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas. A lógica, entretanto, prevaleceu. Armados e
municiados com equipamentos mais modernos e letais, os soldados do 9º Batalhão de Infantaria impuseram
pesadas baixas as forças belomontenses. A crueza do combate foi inegável, sendo que o uso de armas como
"facões de folha-larga, chuços de vaqueiro, ferrões ou guiadas de três metros de comprimentos, foices, varapaus e
forquilhas, sob o comando de Quinquim Coiam" utilizados em lutas de corpo a corpo produziam cenas dantescas.
Foram entre 4 e 5 horas de pânico, sangue, horror e gestos de bravura e pânico. Contabilizadas as baixas de
ambas facções, os números determinava a vitória militar das tropas governamentais. No relatório oficial, Pires
Ferreira informa que pereceram na batalha, dentre as hostes conselheiristas "cento e cinqüenta, fora os feridos".
(Neto, Manoel. idem )
Passadas várias horas de combate, os canudenses, comandados por João Abade, resolveram se retirar, deixando para trás um quadro
desolador.
Apesar da aparente vitória, a expedição estava derrotada, pois não tinha mais forças nem coragem para atacar Canudos. Naquela
mesma tarde, saqueou e incendiou Uauá e retornou para Juazeiro, com o saldo de 10 mortos (um oficial, sete soldados e os dois
guias) e 17 feridos.
Estas perdas, embora consideradas "insignificantes quanto ao número" nas palavras do comandante, ocasionaram a retirada das
tropas.[4]
Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao
arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda
expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se
abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e
habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa. O major contou com 250
homens. Eles partiram triunfantes, certos de vitória fácil. Mas voltaram
Cronologia do conflito
Canudos em 1897. Fotografia de
Flávio de Barros, fotógrafo do
Exército.
“Apareceu no sertão do Norte um indivíduo, que
se diz chamar Antônio Conselheiro e que exerce
grande influência no espírito das classes
populares. Deixou crescer a barba e os cabelos,
veste uma túnica de algodão e alimenta-se
tenuemente, sendo quase uma múmia.
Acompanhado de duas professas, vive a rezar
terços e ladainhas e a pregar e dar conselhos às
multidões, que reúne onde lhes permitem os
párocos.”
O estopim e
a primeira
expedição
A segunda expedição
https://pt.wikipedia.org/wiki/Laemmert
https://pt.wikipedia.org/wiki/1877
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es
https://pt.wikipedia.org/wiki/1902
https://pt.wikipedia.org/wiki/1896
https://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro_(Bahia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/24_de_novembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Uau%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Uau%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paje%C3%BA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abade
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Febr%C3%B4nio_de_Brito
https://pt.wikipedia.org/wiki/18_de_janeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Armas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Canudos_village.jpg
homens. Eles partiram triunfantes, certos de vitória fácil. Mas voltaram
derrotados, tendo perdido mais de cem soldados. Prudente de Morais,
presidente na época, ficou indignado e convocou, para o comando de
uma nova expedição, o coronel Moreira César, famoso pela violência
utilizada contra os revoltosos da Revolução Federalista (1839-1895),
no sul do país.[5]
Março de 1897 - Na capital do país, diante das perdas e a pressão de
políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco
monarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a
primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio
Moreira César, considerado pelos militares um herói do exército
brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter
mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à
Revolução Federalista em Santa Catarina. A notícia da chegada de
tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que
partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem
Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas
pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que
inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira
César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o
coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou
no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os
chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois
comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim
Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que
comandou os jagunços em Uauá.
Abril de 1897 - No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme,
principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar
a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de
Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897, o ministro
da Guerra, marechal Carlos Machado de Bittencourt preparou uma
expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade
Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais
João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais
de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da
época.
Junho de 1897 - O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25
de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas
consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros
meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem
armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército
não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que
passam fome.
Agosto de 1897 - O próprio ministro da Guerra, marechal Carlos
Machado de Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em
Monte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o
abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações.[6]
Setembrode 1897 - Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro
morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria. Após receber promessas de que a
República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente
Pintura retratando Canudos antes da
guerra.
A terceira expedição
Chegada das forças que vieram da
Guerra de Canudos na Bahia
A quarta expedição
General Artur Oscar.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prudente_de_Morais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Moreira_C%C3%A9sar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Federalista
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Florianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monarquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Moreira_C%C3%A9sar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%A9rcito_brasileiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Federalista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/2_de_mar%C3%A7o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerrilha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Nunes_Batista_Ferreira_Tamarindo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paje%C3%BA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedr%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abade
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monarquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assassinato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_da_Guerra_(Brasil)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Machado_de_Bittencourt
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/25_de_junho
https://pt.wikipedia.org/wiki/27_de_junho
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Machado_de_Bittencourt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Santo
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/22_de_setembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Disenteria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Canudos.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Chegada_das_for%C3%A7as_que_vieram_da_Guerra_dos_Canudos_na_Bahia.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Arthur_Oscar.jpg
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Artur_Oscar_de_Andrade_Guimar%C3%A3es&action=edit&redlink=1
República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente
se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na
praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens
presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo
degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata
vermelha".[7] Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo
num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.[8]
Outubro de 1897 - O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando
morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio
Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6,
quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter
contado 5.200 casebres.[9]
O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em
quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e
degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total
da povoação.
Logo após o final da guerra, foram
publicadas uma série de obras escritas por
testemunhas oculares - militares,
jornalistas e médicos. Entre outros (em
ordem cronológica):
Canudos, história em versos, 1898, do
poeta Manuel Pedro das Dores
Bombinho, que participou como militar
da Quarta Expedição contra o
arraial.[10]
Descrição de uma Viagem a Canudos,
1899, de Alvim Martins Horcades,
estudante de medicina a serviço do
Exército, que descreve suas experiências no campo de batalha e denuncia a
degola em massa dos presos - velhos, mulheres e crianças.[7]
Libelo republicano, acompanhado de comentários sobre a campanha de
Canudos, publicado em 1899 por Wolsey (pseudônimo de César Zama),
Bahia: Typ. e Encadernação do “Diário da Bahia”, 1899.
O Rei dos Jagunços, 1899, de Manoel Benício, correspondente de guerra do
Jornal do Commercio - um livro de semi-ficção sobre os acontecimentos de
Canudos e costumes sertanejos.[11]
A Guerra de Canudos, 1902, do tenente Henrique Duque-Estrada de Macedo
Soares, militar na a última expedição contra Canudos.[12]
Os Sertões, 1902, de Euclides da Cunha, que passou três semanas no local
do conflito como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo - um livro no
qual procurou vingar os mortos no massacre: "Aquela campanha lembra um
refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime.
Denunciemo-lo".
Os Sertões de Euclides da Cunha acabou por tornar-se um dos mais importantes marcos da
literatura brasileira, e como tal inspirou uma série de obras baseadas no conflito de Canudos, escritas no mundo todo. Os mais
conhecidos são A Brazilian Mystic (Um Místico Brasileiro), 1919, do britânico R. B. Cunninghame Graham;[13] Le Mage du Sertão
Mulheres e crianças, seguidoras de
Antônio Conselheiro, presas durante
os últimos dias da guerra.
Resultado
Na cultura popular
Literatura
Antônio Conselheiro morto, em sua
única foto conhecida, tirada por
Flávio de Barros no dia 6 de outubro
de 1897.
Caricatura de Euclides da
Cunha feita por Raul
Pederneiras (1903).
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/5_de_outubro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabe%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Faca
https://pt.wikipedia.org/wiki/6_de_outubro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1897
https://pt.wikipedia.org/wiki/1898
https://pt.wikipedia.org/wiki/1899
https://pt.wikisource.org/wiki/Libelo_republicano
https://pt.wikipedia.org/wiki/1899
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9sar_Zama
https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rio_da_Bahia
https://pt.wikipedia.org/wiki/1899
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Ben%C3%ADcio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal_do_Commercio
https://pt.wikipedia.org/wiki/1902
https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es
https://pt.wikipedia.org/wiki/1902
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/1919
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Canudos_rebels.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Antonio_Conselheiro.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Caricaturaeuclides.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caricatura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Pederneiras
https://pt.wikipedia.org/wiki/1903
(O Mago do Sertão), 1952, do historiador e escritor belga Lucien Marchal;[14] Veredicto em Canudos, 1970, do húngaro Sándor
Márai; A Primeira Veste, 1975, do escritor geórgio Guram Dochanashvili; e A Guerra do Fim do Mundo, 1980, do escritor peruano
Mario Vargas Llosa.[15]
Além disso, a guerra inspirou muitos filmes também:
Guerra de Canudos. Longa-metragem de ficção de Sérgio Rezende, com José Wilker, Cláudia Abreu, Paulo Betti, e
Marieta Severo. Brasil, 1997.[16]
Sobreviventes - Os Filhos da Guerra de Canudos. Documentário de Paulo Fontenelle. Produzido por Canal
Imaginário, 2004/2005.[17]
Canudos. Documentário de Ipojuca Pontes, com Walmor Chagas, Brasil, 1978.[18]
Os Sete Sacramentos de Canudos (Die Sieben Sakramente von Canudos). Filme produzido por Peter Przygodda
para a ZDF Alemã, com participação dos diretores brasileiros Joel de Almeida, Jorge Furtado, Otto Guerra, Luís
Alberto Pereira, Pola Ribeiro, Ralf Tambke e Sandra Werneck, 1996.[19]
O Teatro Oficina de São Paulo realiza adaptação teatral da saga
sertaneja, iniciada em 2001, com 25 horas de encenação. É
apresentada em 3 partes: a Terra, o Homem (I e II) e a Luta (I e II). A
peça foi também apresentada no Festival de Teatro de Recklinghausen,
na Alemanha, e na Volksbühne de Berlim.
Outra importante adaptação da Guerra de Canudos teve o nome de OEvangelho Segundo Zebedeu, texto de César Vieira (pseudônimo de
Idibal Piveta), realizada em 1971 pelo Teatro União e Olho Vivo de São
Paulo.
1. Calasans 1959.
2. Galvão 1977.
3. Arinos 1985.
4. PIRES FERREIRA, Manuel da Silva. Relatório do
Tenente Pires Ferreira, comandante da 1a Expedição
contra Canudos. Quartel da Palma, 10 de dezembro
de 1896.
5. PILETTI, Nelson. História & vida integrada, São
Paulo: Ática, 2002,ISBN 85 08 08484-6.
6. J. da Costa Palmeira. A Campanha do Conselheiro - 1ª
edição: Rio de Janeiro, Calvino, 1934, 212 p., il.
7. Horcades 1996.
8. Arinos de Belém 1940.
9. Cunha 1902.
10. Bombinho 2002.
11. Benício 1997.
12. Macedo Soares 1902.
13. Cunningham Graham 1919.
14. Marchal 1952.
15. Vargas Llosa 1981.
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748/) - página do filme no IMDb.
17. Sobreviventes (http://www.canalimaginario.com.br/inde
x.php?module=pagemaster&PAGE_user_op=view_pag
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18. Canudos (http://www.imdb.com/title/tt0194735/) -
página do documentário no IMDb.
19. Os Sete Sacramentos de Canudos (http://www.imdb.co
m/title/tt1351304/) - página do filme no IMDb
Arinos, Afonso (1985). Os Jagunços 3 ed. [S.l.]:
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dezembro de 2014
Arinos de Belém (1940). História de Antônio
Conselheiro - Campanha de Canudos. Belém: Casa
Editora de Francisco Lopes
Benício, Manoel (1997). O Rei dos Jagunços: crônica
histórica e de costumes sertanejos sobre os
acontecimentos de Canudos 2 ed. Rio de Janeiro:
Editora Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 21
de dezembro de 2014
Bombinho, Manuel Pedro das Dores (2002). Canudos,
história em versos 2 ed. São Paulo: Hedra, Imprensa
Oficial do Estado e Editora da Universidade Federal
de São Carlos. 340 páginas. ISBN 9788585173883.
Consultado em 21 de dezembro de 2014
Cinema
Imagem do filme "A Matadeira" de
Jorge Furtado, referindo ao canhão
Whitworth 32 usado na última
expedição militar contra Canudos.
Teatro
Referências
Bibliografia
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:A_matadeira.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Furtado
Acervo da Guerra de Canudos
Antônio Moreira César
Caldeirão de Santa Cruz do Deserto - movimento considerado um "novo Canudos", liderado por José Lourenço
Gomes da Silva.
Carlos Machado de Bittencourt
César Zama
Euclides da Cunha
José Aras
Portfolium, o maior acervo online sobre a Guerra de Canudos
Canudos - Um Povo Entre a Utopia e a Resistência, de Cláudio Maia, David Maciel, Sergio Paulo Moreyra e Sonia
Aparecida Lobo, sobre o site do Instituto federal de educação, ciência e tecnologia de Goiás.
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Silva, José Calasans Brandão da (1959). No Tempo
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Ver também
Ligações externas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acervo_da_Guerra_de_Canudos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Moreira_C%C3%A9sar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caldeir%C3%A3o_de_Santa_Cruz_do_Deserto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Louren%C3%A7o_Gomes_da_Silva
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Machado_de_Bittencourt
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9sar_Zama
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Aras
http://canudos.portfolium.com.br/
http://www.goiania.ifg.edu.br/cienciashumanas/images/downloads/p1/canudos.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_federal_de_educa%C3%A7%C3%A3o,_ci%C3%AAncia_e_tecnologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Federal_de_Goi%C3%A1s
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Guerra_de_Canudos&oldid=51156403
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt
https://wikimediafoundation.org/wiki/Condi%C3%A7%C3%B5es_de_Uso
https://books.google.com.br/books?id=3dFmAAAAMAAJ
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edmundo_Moniz
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edmundo_Moniz
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Vargas_Llosa
https://books.google.com.br/books?id=8iF3NCYk9lYC
https://pt.wikipedia.org/wiki/International_Standard_Book_Number
https://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/9788560281497

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