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A ERA VARGAS (1930-1945) O GOLPE DE ESTADO EM 1930 Eleições de 1929: Washington Luís: apoiado pelas elites cafeicultoras de São Paulo. Júlio Prestes: apoiado por Washington Luís para ser seu sucessor e por várias outras oligarquias regionais. Apoiava a centralização da valorização do café. Aliança Liberal: Setores vinculados aos estados do Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais. Ascensão política dos gaúchos. Candidatura de Getúlio Vargas. Modernização do Brasil. Estímulo à industrialização. Enfrentamento de questão dos direitos sociais: regulamentação da jornada de trabalho, salário-mínimo, férias e trabalho infantil. O GOLPE DE ESTADO EM 1930 Prestes vs. Vargas: Vitória de Prestes. Assassinato de João Pessoa (julho de 1930) foi pretexto de acusações contra Washington Luis. Gaúchos e Mineiros aliaram-se aos setores tenentistas querendo depor o presidente e evitar a posse de Júlio Prestes. Planos de entrar em São Paulo com as tropas e marchar em direção ao centro do poder. Jornais achavam que teria uma guerra civil, mas não houve conflito. 24 de outubro de 1930: deposição de Washington Luís. Novembro de 1930: poder transferido para Getúlio Vargas - Golpe de Estado. Início da Era Vargas. GOVERNO PROVISÓRIO Governo provisório: governo temporário para reestruturar a ordem política. Tendência a centralização e forte intervencionismo. Cancelamento da Constituição de 1891. Governo por decretos-lei: ordens do presidente com força de lei. Período marcado pelo autoritarismo. Principais atuações: Dissolução das Assembleias Legislativas estaduais = não haveria eleições para os governos regionais. O poder seria estabelecido por pessoas indicadas pelo próprio governo = interventores. Todos os políticos eleitos antes de 1930 perderam seus cargos. Censura para evitar críticas. GOVERNO PROVISÓRIO Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio - Política trabalhista. Primeira vez que o Brasil olhava para a causa industrial. Objetivo: arbitrar os conflitos entre patrões e operários, criando um cenário de desenvolvimento econômico com base na regulação do trabalho feminino e infantil, garantia de férias e jornadas de oito horas diárias. Fiscalização das assembleias operárias e a unidade sindical, limitando a possibilidade de greves. Conselho Nacional do Café: tirou de São Paulo o controle da política cafeeira para federalizar as estratégias de valorização do produto. Grandes banqueiros favorecidos ao financiar o estoque de café. GOVERNO PROVISÓRIO Ministério da Educação e Saúde Objetivo: articular uma política educacional para combater o analfabetismo e integrar os imigrantes na sociedade brasileira. Setores sociais mais abastados possuíam mais condições de se dedicar aos estudos. Universidade de São Paulo (USP) e Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) tinham o objetivo de formar uma elite intelectualizada que fosse educada no Brasil. Igreja Católica: aproximação para construir uma imagem estável para o governo. Catolicismo incorporado ao governo e ensinado nas escolas públicas brasileiras. Inauguração do Cristo Redentor (1931). Inauguração da USP Inauguração do Cristo Redentor GOVERNO PROVISÓRIO Tensões Getúlio vs. São Paulo João Alberto Lins, interventor de São Paulo, se demitiu pela pressão da população paulista. 1932: Outros três interventores entraram e saíram do governo de São Paulo. Jornais paulistas se movimentaram para publicar críticas ao presidente. Novo código eleitoral (1932) Voto feminino. Universidade de São Paulo: Estudantes de Direito se mobilizaram e entraram em conflito com os tenentistas, acarretando na morte de: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC). MMDC: Iniciais utilizadas para vários movimentos que surgiram a partir de então. GOVERNO PROVISÓRIO Revolução Constitucionalista (1932): Setores médios da sociedade paulista. Grande esforço de guerra contra as tropas do governo. Indústrias paulistas começaram a produzir armamentos. O plano era ter apoio dos outros estados e lançar uma ofensiva que exigia a reconstitucionalização do Brasil. Jornais noticiaram como coragem e bravura contra o governo. Figura do bandeirante: associada aos homens que lutaram por São Paulo, construindo uma imagem de força e pioneirismo. Ataques aéreos contra o interior, vindos de RJ, MG e PR. Porto de Santos. FASE CONSTITUCIONAL Assembleia Constituinte (1933-1934): produ- ção da nova constituição democratica. Ideais social-democratas europeus. Criação do Tribunal Superior da Justiça Eleitoral para acabar com as fraudes que caracterizavam as práticas políticas da Primeira República e consolidar a possibilidade de voto feminino. A tendência nacionalista precisava de autorização estatal para utilizar as minas e as jazidas minerais. Nenhuma empresa estrangeira poderia explorar sem consentimento do governo. FASE CONSTITUCIONAL A questão trabalhista já possuía leis em vigor: Menores de 14 anos não podiam trabalhar. Menores de 16 anos não podiam trabalhar de noite. Menores de 18 anos e mulheres não poderiam trabalhar em locais insalubres. Documento proibia a diferença de salário para um mesmo trabalho, por motivo de idade, gênero, nacionalidade ou estado civil, garantia o salário- mínimo, férias remuneradas, indenização sem justa causa e assistência médica e sanitária. Constituição de 1934: primeira eleição indireta — assembleia escolheria o primeiro presidente por 4 anos. FASE CONSTITUCIONAL Ação Integralista Brasileira (AIB): “Deus, pátria e família”. Ideais fascistas com apelo conservador e autoritário. Plínio Salgado, o líder da ação, propunha total intervencionismo estatal enquanto combatia ideologias liberais e socialistas. Aliança Nacional Libertadora (ANL): "Pão, terra e liberdade". Luís Carlos Prestes: após exílio, entrou em contato com ideias socialistas e, em 1935, chegou clandestinamente com Olga Benário ao Brasil, juntos apoiando a reforma agrária e combatendo o racismo, além de defender as liberdades e direitos individuais, se relacionavam com os setores operários. FASE CONSTITUCIONAL Manifesto de Carlos Lacerda contra Getúlio: 1954, utilizando a Tribuna da Imprensa para exigir a deposição do presidente, acusando-o de corrupção e populismo. Vargas articulou a ilegalidade da ANL: Período constitucional e teoricamente democrático, mas com as práticas autoritárias de Vargas. ANL não podia existir, fazer reuniões e se posicionar politicamente contra o governo. Levantes da ANL em Natal, Recife e Rio de Janeiro em novembro de 1935 com orientações vindas do VII Congresso Internacional Comunista, indicando a formação de Frentes Populares. Não teve sucesso, Olga (judia) deportada para alemanha nazista. Intentona Comunista. https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda FASE CONSTITUCIONAL Reação varguista: medidas repressivas em 1935. Lei de Segurança Nacional: definia o que era crime contra a ordem pública e social, além de condenar greves dos funcionários públicos e afastar as propagandas políticas consideradas subversivas. O contexto da ANL foi considerado estado de sítio. Tribunal de Segurança Nacional (1936): julgamentos de quem participou das revoltas. Utilizava o argumento da repressão para perseguir pessoas oposicionistas a Vargas pela ameaça comunista. ESTADO NOVO Articulações eleitorais em 1937 — fim dos anos de Vargas. Ele se aproxima das Forças Armadas. Plano Cohen Denúncia de um suposto plano comu- nista para a tomada do poder. Exército interceptou um programa se- creto que planejava a destruição de prédios públicos e o fuzilamento de civis. Documento falso. Justificativa para um autogolpe que, em 10 de novembro de 1937, uma nova Constituição daria início ao Estado Novo. Constituição de 1937 De maneira arbitrária, prescrevia a centralização política e o fim do federalismo. ESTADO NOVO Constituição de 1937 Perda de autonomia dos estados. Retorno dos interventores e decretos- leis ilimitados. Rio de Janeiro: bandeiras queimadas. Intervencionismo federal. Censura prévia dos meios de comunica- ção para não terem liberdadede ex- pressão, só podendo imprimir e circular as notícias que interessassem ao gover- no. DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) Fiscalizar os meios de comunicação. Organização sindical: greves consideradas recursos antissociais que promoveram a desordem do país e seu desenvolvimento econômico. ESTADO NOVO “A polaca”: nome dado à Constituição de 1937 por ser influenciada pela Constituição polonesa de 1921. Forte centralização de poder no Executivo. Enfraquecimento do Legislativo. Suspensão ou limitação de direitos políticos. Justificativa baseada na “ordem” e na “segurança nacional”. Órgãos técnico-administrativos Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo): associação entre a burocracia civil-militar e as elites in- dustriais para favorecer a independên- cia industrial do país. ESTADO NOVO Senai (Serviço Nacional de Aprendiza- gem dos Industriários): educação in- dustrial. Confederação Nacional da Indústria: formação de mão de obra mais rica e qualificada nos trabalhos industriais. CNP (Conselho Nacional do Petróleo) e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional): visavam desenvolver uma política vol- tada para a exploração de petróleo e a administração dos recursos minerais. DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público): fiscalizar a atuação dos interventores na administração do orça- mento e inauguração de carreiras públi- cas. ESTADO NOVO Nacionalismo-desenvolvimentismo: con- junto de medidas que tinham o objetivo de contribuir com o crescimento das indústrias e da infraestrutura com intensa intervenção do Estado nesse processo. 1920: 79% agrícola e 21% industrial. 1940: 57% agrícola e 43% industrial. Política trabalhista Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943. Inspirada na Carta del Lavoro (Itália de Benito Mussolini). Vale ressaltar a importância da classe trabalhadora para desenvolver os critérios que pro- duziram essas leis. Proibição de greves possibilitava ao Es- tado um grande controle sobre as orga- nizações operárias. ESTADO NOVO Rádio: veículo de transmissão de discursos, nos quais o presidente conversava direta- mente com o povo. Construção de uma relação mais íntima com a população. Programa diário “Hora do Brasil”. Líder populista: práticas e discursos que sempre buscavam remeter aos interesses do povo. Culto à personalidade: organização de des- files, paradas e grande propaganda que cultuava a figura do líder Vargas como al- guém que cuidava dos problemas a nação. Exaltação do “pai dos pobres”: a propa- ganda era uma das ferramentas mais im- portantes do Estado Novo. ESTADO NOVO Segunda Guerra Mundial: estabelecer rela- ções econômicas com ambos os lados da guerra. Negociações com Alemanha e EUA: al- godão, café e minérios variados. Entrada dos EUA no conflito e bloqueio inglês fez com que os EUA precisassem passar pelo Nordeste brasileiro, apro- ximando relações. Financiamento da construção da Vale do Rio Doce e da Usina Sider- úrgica de Volta Redonda. 1943: Getúlio encontra-se com Franklin Delano Roosevelt e realizam o acordo que permitia aos EUA o uso de algumas regiões nordestinas (RN). Retaliação: alemães afundam 5 navios mercantes brasileiros. ESTADO NOVO Segunda Guerra Mundial FEB (Força Expedicionária Brasileira): 25 mil homens enviados para lutar ao lado dos EUA na Itália. Tudo era utilizado como objeto de propaganda. Apoio aos países aliados gerou a insa- tisfação de militares como Eurico Gaspar Dutra e Goés Monteiro. Para os militares, a participação bra- sileira deveria estar associada ao Eixo (Alemanha e Itália) e não aos aliados, por afinidade política. Tensão fez com que Vargas perdesse apoio das forças armadas. Oposição a Vargas: políticos, militares e União Nacional dos Estudantes exigindo a saída de Vargas. ESTADO NOVO Processo de Redemocratização: Ato Adicional à Constituição de 1937: realização de eleições para a presi- dência da República e para o Poder Legislativo. Vargas declarou que não concorreria como candidato ao Executivo. Vargas só tinha apoio dos setores traba- lhistas. Queremismo: movimento que desejava a continuidade de Getúlio até uma nova As- sembleia Constituinte. Com medo de uma continuidade varguista, as forças armadas conseguiram sua re- núncia em 29 de outubro de 1945. Reestruturação democrática brasileira: Eleição de Eurico Gaspar Dutra. A ERA VARGAS O GOLPE DE ESTADO EM 1930 O GOLPE DE ESTADO EM 1930 GOVERNO PROVISÓRIO GOVERNO PROVISÓRIO GOVERNO PROVISÓRIO Inauguração da USP Inauguração do Cristo Redentor GOVERNO PROVISÓRIO GOVERNO PROVISÓRIO FASE CONSTITUCIONAL FASE CONSTITUCIONAL FASE CONSTITUCIONAL FASE CONSTITUCIONAL FASE CONSTITUCIONAL ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO ESTADO NOVO