Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Moara Lemos
Métodos de Observação das Células
Métodos de Observação da Célula - Microscopia Óptica
Anatomia do Microscópio Upright
Fonte de Luz
• Lente Condensadora
• Platina e Charriot
• Lentes Objetivas
• Lentes Oculares
• Espécime
Imagem
Tipos de Microscopia – Microscopia de Campo Claro 
Microscopia de Contraste de Fase e Contraste Diferencial
Microscopia de Fluorescência
Imunofluorescência de célula epitelial de camundongo com 
marcações para microtúbulos, actina e DNA
Fibrolastos. Anti-Giantina em vermelho, complexos do poro 
nuclear em verde e em azul filamentos de actina
Célula de placenta marcada para o núcleo em azul, 
actina em vermelho e adesões focais em verde
Rotífera marcado com Laranja de Acridina
Microscópios Eletrônicos
Microscopia Eletrônica de Transmissão
Microscópios Eletrônicos
Microscopia Eletrônica de Verredura
Moara Lemos
O Retículo Endoplasmático e o 
Complexo de Golgi 
Objetivo da Aula de Hoje
Entender a estrutura e função do retículo endoplasmático (RE) na 
biossíntese de proteínas e lipídeos e do Complexo de Golgi e a 
importância dos eventos de modificação pós-traducional
Organelas dos Eucariotos
• As organelas são um conjunto de membranas internas especializadas 
• Compartimentalização a célula e permitem a realização de funções 
específicas
• Formam microambientes funcionais
• A região luminal possui moléculas específicas de cada compartimento
Membranas internas
O Retículo Endoplasmático (RE)
Formado por uma rede de túbulos e sacos membranosos presentes no 
citoplasma das células eucarióticas.
Características e funções
● A rede complexa de membranas é contínua à membrana externa do núcleo
● Sítio de síntese de proteínas e de lipídeos para a membrana celular e organelas 
celulares
● Proteínas são liberadas no lúmen do RER ou inseridas na membrana
Organização do RE em uma célula vegetal
Características e funções
● Proteínas secretórias deixam o RE
● Microtúbulos e proteínas motoras facilitam o movimento e o posicionamento do retículo. 
● Principais funções: biossíntese de proteínas, de lipídeos, reservatório de Ca2+e controle de qualidade de 
proteínas
O Retículo Endoplasmático (RE)
O Retículo Endoplasmático (RE)
RE de Transição
• Região de intensa vesiculação 
Sítios de Contato
• Regiões especializadas onde o RE faz contato com outras organelas
• Facilita a troca de lipídeos e proteínas entre as organelas
• O citoesqueleto de actina e a miosina estão envolvidas no posicionamento fino do RE
Retículo Endoplasmático Rugoso
● Possui ribossomos aderidos a face citoplasmática da membrana do RE
● Atua na síntese e processamento de proteínas destinadas às membranas, organelas e 
a secreção celular
● Controle de qualidade – checagem de dobramento
Rugoso
O Retículo Endoplasmático (RE)
Ribossomos Livres x Ligados à Membrana do RE
Os ribossomos são estruturalmente e funcionalmente semelhantes
Ribossomos Livres
• Não estão ligados a membrana
• Livres no citosol
Ribossomos Ligados à Membrana
• Estão conectados à face citosólica da membrana do RE
• Proteínas no retículo
Mecanismos de Translocação no RE
• Translocação Co-traducional
• Translocação pós-traducional
Translocação 
Cotraducional
Translocação 
Pós-Traducional
Translocação 
Endereçamento de Proteínas
● “Código de barras” que são importantes para o endereçamento
● Peptidases sinal: clivam essa sequência
A Sequência Sinal
Endereçamento de Proteínas:
● A SRP se liga a sequência sinal conduz o ribossomo ou a proteína até a membrana do RE
● A SRP se liga a ao receptor SRP na membrana do retículo
Endereçamento de Proteínas: A Sequência Sinal
Proteína Transmembrana de Passagem Ùnica
Inserção de proteínas na Membrana
• A sequência sinal é reconhecida pela translocase 
• A sequência de parada interrompe o processo de transferência 
• A sequência sinal sofre ação da peptidase
• A translocase abre uma fenda de passagem para inserção na 
membrana
Ancoramento por Domínios Hidrofóbicos Múltiplos
Proteínas de inserção múltipla na membrana - Rodopsina
• Se dá pela presença de aminoácidos hidrofílicos e 
hidrofóbicos da proteína
• Sequência de parada de translocação
• Composta por aminoácidos hidrofóbicos
• Sequência de início
• Sequência hidrofílica
Ancoramento pela Região C-Terminal Hidrofóbica
Ancoragem por Glicosilfosfatidilinositol - GPI
Uma proteína transmembrana passa a ser ancorada de GPI
Função e mecanismo de ancoragem
● Ancoragem de proteínas
● Ancoragem: catalisada por peptidases do RE através de ligações 
covalentes
Glicosilação no Retículo Endoplasmático
• É o processo no qual carboidratos são ligados às proteínas e lipídios, transformando-os em glicoproteínas e glicolipídios
• N-glicosilação de proteínas
• Há remoção de resíduos de glicose e manose do bloco
Açúcares são 
transferidos de 
um carreador
3 resíduos de glicose 
são removidos
1 manose é removida
Retículo Endoplasmático Liso
• Síntese lipídica - fosfolipídeos e esteroides
• Detoxificação celular e armazenamento de cálcio intracelular em células musculares
• Abundante em células associadas ao metabolismo de lipídeos como células adrenais, 
gônadas e hepatócitos
Liso
O Retículo Endoplasmático (RE)
Síntese de Lipídeos no REL
• Ácidos graxos são transportados do citosol para a membrana do REL – proteína de ligação à ácidos graxos
• Enzimas incorporam ácidos graxos e glicerol fosfato à membrana
• O grupo cabeça dos fosfolipídeos são adicionados posteriormente
Enzimas lipogênicas
Aumento do número de 
fosfolipídeos no folheto citosólico
Síntese de Lipídeos
Crescimento assimétrico entre folhetos
• Misturador iguala o número de fosfolipídeos
• As flipases mantém a assimetria da membrana
Retículo Liso (REL) e Detoxificação em Hepatócitos
• REL dos hepatócitos é um dos principais sistemas de detoxificação do organismo
• Reduzem a toxicidade e facilitando sua excreção
• Ocorre expansão do REL – maior eficiência na detoxificação
• Tolerância
• Lesão hepática , inflamação e alterações estruturais do fígado
Retículo Liso (REL) e Detoxificação em Hepatócitos
Detoxicação do Etanol e do Metanol
Etanol Metanol
Natureza da molécula Consumido em bebidas alcoólicas Álcool tóxico, não destinado ao consumo
Local principal de metabolismo Fígado (hepatócitos) Fígado (hepatócitos)
Sistema enzimático do REL Citocromo P450 Citocromo P450 (entre outros sistemas)
Produto inicial da oxidação Acetaldeído Formaldeído e ácido fórmico
Toxicidade dos metabólitos Moderada; tóxica em excesso Altíssima
Consequência celular Tolerância, dano hepático crônico Lesão grave do sistema nervoso e visual
Armazenamento de Cálcio em Células Musculares
Retículo Sarcoplasmático
• Responsável pelo armazenamento e liberação de cálcio durante a 
contração muscular
• Concentração de cálcio no retículo é 20.000x maior que no citosol
• Liberação de cálcio no citoplasma = contração muscular
• Descoberta por Camillo Golgi em 1898 – descrito por microscopia óptica
• Organizada em cisternas formando pilhas
• Realiza modificações pós-traducionais em proteínas e lipídeos
• Apresenta polaridade estrutural das cisternas do Golgi: face cis, cisterna média e face trans
Complexo de Golgi
A Localização do Complexo de Golgi
• O Golgi é uma organela polarizada
• É ancorado ao citoesqueleto
• Possui localização definida na célula
• Golginas formam arcabouço com projeções que auxiliam a manter as vesículas próximo da organela
Complexo de Golgi
Existem diferenças funcionais entre as cisternas do Complexo de Golgi demonstrada por microscopia eletrônica
Localização de enzimas específicas em cada cisterna
Cisternas cis rica em 
lipídeos
Cisternas trans enzimas da glicosilação 
de proteínas
Rede trans proteínas de endereçamento
• Glicosilação: carboidratos são adicionados à proteínas e lipídios, transformando-os em glicoproteínas e glicolipídios
• Fosforilação: adição de grupos fosfato a glicoproteínas• Sulfatação: adição de grupos sulfato a carboidratos ou a resíduos de tirosina, 
Complexo de Golgi
Modificações Pós-Traducionais que ocorrem no Golgi
Organela Polarizada
Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
Tipos de Glicosilação
● N-glicosilação: modificada no Golgi 
● O-glicosilação: a ligação de monossacarídeos à resíduos de serina ou treonina
● Mucinas e proteoglicanos
O-glicosilaçãoN-glicosilação
Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
• Mucinas
• Formam uma camada protetora e lubrificante em células epiteliais (intestinais e pulmonares) - proteção
• Trypanosoma cruzi as mucinas são ancoradas por GPI 
• Essenciais para a sobrevivência do parasito, reduz a ação do complemento e acesso de anticorpos
B
u
sc
a
g
li
a
 e
t 
a
l.
, 
2
0
0
6
Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
Proteoglicanos 
• Possuem longas cadeias de açucares
• Carboidratos adicionados aumentam a hidratação da proteína, conferem resistência à degradação
Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
N-ligado O-ligado
Organela de início Retículo Endoplasmático Complexo de Golgi
Organela de fim Complexo de Golgi Complexo de Golgi
Tipos de glicoproteínas
Oligossacarídeos complexos e
Oligossacarídeos ricos em manose
Mucinas e Proteoglicanos
O Transporte de Vesículas Através do Golgi
Existem duas hipóteses sobre o transporte vesicular no Golgi
Modelo do transporte vesicularModelo da maturação das cisternas
	Slide 1
	Slide 2: Métodos de Observação da Célula - Microscopia Óptica
	Slide 3: Anatomia do Microscópio Upright
	Slide 4: Tipos de Microscopia – Microscopia de Campo Claro 
	Slide 5: Microscopia de Contraste de Fase e Contraste Diferencial
	Slide 6: Microscopia de Fluorescência
	Slide 7
	Slide 8: Microscopia Eletrônica de Transmissão
	Slide 9
	Slide 10: Microscopia Eletrônica de Verredura
	Slide 11
	Slide 12: Objetivo da Aula de Hoje
	Slide 13: Organelas dos Eucariotos
	Slide 14
	Slide 15: O Retículo Endoplasmático (RE)
	Slide 16: O Retículo Endoplasmático (RE)
	Slide 17: O Retículo Endoplasmático (RE)
	Slide 18: Ribossomos Livres x Ligados à Membrana do RE
	Slide 19: Mecanismos de Translocação no RE
	Slide 20: Endereçamento de Proteínas
	Slide 21: Endereçamento de Proteínas:
	Slide 22
	Slide 23: Proteína Transmembrana de Passagem Ùnica
	Slide 24: Ancoramento por Domínios Hidrofóbicos Múltiplos
	Slide 25: Ancoramento pela Região C-Terminal Hidrofóbica
	Slide 26: Ancoragem por Glicosilfosfatidilinositol - GPI
	Slide 27: Glicosilação no Retículo Endoplasmático
	Slide 28: O Retículo Endoplasmático (RE)
	Slide 29: Síntese de Lipídeos no REL
	Slide 30: Síntese de Lipídeos
	Slide 31: Retículo Liso (REL) e Detoxificação em Hepatócitos
	Slide 32: Retículo Liso (REL) e Detoxificação em Hepatócitos
	Slide 33: Armazenamento de Cálcio em Células Musculares
	Slide 34: Complexo de Golgi
	Slide 35: A Localização do Complexo de Golgi
	Slide 36: Complexo de Golgi
	Slide 37
	Slide 38: Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
	Slide 39: Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
	Slide 40: Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
	Slide 41: Tipos de Glicosilação no Complexo de Golgi
	Slide 42: O Transporte de Vesículas Através do Golgi

Mais conteúdos dessa disciplina