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DIREITO PENAL Nidal Ahmad Arnaldo Quaresma Letícia Neves Mauro Stürmer 1. Revisão Turbo - Parte I.............................................................................................. 2. Revisão Turbo - Parte II............................................................................................ 3. Revisão Turbo - Parte III........................................................................................... 12 30 38 Revisão Turbo 2ª FASE OAB | PENAL | 45º EXAME SUMÁRIO Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas da Revisão Turbo do curso preparatório para a 2ª Fase OAB. Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente. Bons estudos, Equipe Ceisc. Atualizado em janeiro de 2026 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Peças Exame Peça 43° 42º 41º 40º 39º 38º 37º 36º 35º XXXIV XXXIII XXXII XXXI XXX XXIX Contrarrazões de Apelação Resposta à Acusação Recurso de Apelação Recurso de Apelação Recurso de Apelação Agravo em Execução Memoriais Resposta à Acusação Apelação Recurso em Sentido Estrito Apelação Memoriais Recurso em Sentido Estrito Recurso de Apelação Agravo em Execução 03 44º Apelação no JECRIM Assuntos cobrados no Exame de Ordem XXVIII XXVII XXVI XXV (POA) XXV XXIV XXIII XXII XXI XX XIX XVIII XVII XVI XV XIV Recurso em Sentido Estrito Contrarrazões de Apelação/Razões do Apelado Memoriais Recurso de Apelação Resposta à Acusação Agravo em Execução Memoriais Recurso de Apelação Resposta à Acusação Memoriais Contrarrazões de Apelação Recurso de Apelação Memoriais Agravo em Execução Queixa-Crime Memoriais Exame Peça 04 Assuntos cobrados no Exame de Ordem XIII XII XI X IX VIII VII VI V IV 2010.3 2010.2 Recurso de Apelação Recurso de Apelação Recurso em Sentido Estrito Revisão Criminal Memoriais Resposta à acusação Apelação como Assistente de Acusação Pedido de Relaxamento de Prisão Recurso de Apelação Recurso de Apelação Recurso em Sentido Estrito Resposta à Acusação Exame Peça 05 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Peças 0 2 4 6 8 10 12 14 Apelação Memoriais Recurso em Sentido Estrito Resposta à Acusação Agravo em Execução Contrarrazões de Apelação Queixa-crime Revisão Criminal Relaxamento de Prisão Apelação como Assistente de Acusação 06 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Temas cobrados nas peças Quantidade de exames Temas 80 32 32 23 20 15 13 8 7 6 5 4 4 Teoria da Pena Crimes em espécie Tipicidade Princípios Nulidades Lei de Execução Penal – Lei 7.210/84 Extinção da Punibilidade Provas Tribunal do Júri Culpabilidade Lei de Drogas – Lei 11.343/06 Lei de Crimes Hediondos – Lei 8.072/90 Ilicitude 07 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Quantidade de exames Temas 2 1 1 Lei Maria da Penha – Lei 11.340/06 Lei do Juizado Especial Criminal – Lei 9.099/95 Ação Penal 08 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Temas de questões discursivas Quantidade de exames Temas 40 40 36 29 28 21 20 20 19 18 14 9 8 Crimes em espécie Tipicidade Recursos Teoria da pena Princípios Nulidades Extinção da punibilidade Lei de execução penal Prisão processual Competência Provas Ilicitude Lei de Drogas 09 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Quantidade de exames Temas 6 6 5 5 5 4 4 4 2 2 2 2 2 Ações autônomas de impugnação Culpabilidade Lei de Organização Criminosa Lei Maria da Penha Juizado Especial Criminal Escusas Absolutórias Código de Trânsito Brasileiro Ação Penal Crimes contra o Sistema Financeiro Estatuto do Desarmamento Peças de 1º grau Queixa-Crime Citação 10 Assuntos cobrados no Exame de Ordem Quantidade de exames Temas 2 1 1 1 ANPP Procedimento do Júri Lei das Contravenções Penais Classificação dos crimes 11 Revisão Turbo - Parte I Peça: Relaxamento de Prisão Base legal: art. 310, I, CPP e art. 5º, LXV, CF/88 Teses: Buscar no enunciado ilegalidades na prisão. Prisão em Flagrante Ilegal Prisão em Flagrante Legal Peça: Liberdade Provisória Base legal: art. 310, III, CPP; art. 321, CPP; art. 350, CPP; art. 5º, LXVI, CF/88 Teses: Buscar no enunciado a ausência dos requisitos da preventiva (art. 321, CPP); excludente de ilicitude (art. 310, §1º, CPP). Lembre-se do seguimento processual e verifique onde o processo parou! Revisão Turbo: 2ª Fase Penal Pediu pra parar, parou! 12 Prisões Flagrante delito Relaxamento da prisãoPrisão ilegal Liberdade provisóriaPrisão legal Ausência dos requisitos da preventiva - Art. 321, CPP e Excludentes da ilicitude - Art. 310, §1º, CPP Medidas cautelares - Art. 319, CPP Formal ou material habeas corpus Se indeferido, habeas corpus Se indeferido, ROC Se denegado, ROC Se denegado, Quando for o caso de conversão da prisão em flagrante em preventiva não Fase extrajudicial Linha do tempo processual 13 habeas corpus Se indeferido,Prisão ilegal Prisão legal habeas corpus Se indeferido, ROC Se denegado, ROC Se denegado,relaxamento de prisão Pedido de revogação da temporária Pedido de Se o enunciado referir peça privativa de advogado habeas corpus Se indeferido,Prisão ilegal Prisão legal habeas corpus Se indeferido, ROC Se denegado, ROC Se denegado,relaxamento de prisão Pedido de revogação da preventiva Pedido de Juiz decreta a prisão preventiva Juiz decreta a prisão temporária Fase extrajudicial Linha do tempo processual 14 Princípio do Juiz Natural Art. 5º, CF: Inciso XXXVII: não haverá juízo ou tribunal de exceção; Inciso LIII: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente Lei processual que altera as regras de competência Art. 2º: A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Competência - espécies "Ratione materiae": em razão da matéria. "Ratione personae": em razão da pessoa. "Ratione loci": em razão do local. Jurisdição e competência Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 15 Guia de fixação de competência Competência originária – o acusado tem foro por prerrogativa de função? Competência de jurisdição – qual é a justiça competente? Competência territorial – qual a comarca competente? Competência de juízo – qual a vara competente? Competência interna – qual o juiz competente? Competência recursal – para onde vai o recurso? Restrição ao foro por prerrogativa de função As normas da Constituição de 1988 que estabelecem as hipóteses de foro por prerrogativa de função devem ser interpretadas restritivamente, aplicando-se apenas aos crimes que tenham sido praticados durante o exercício do cargo e em razão dele. Assim, por exemplo, se o crime foi praticado antes de o indivíduo ser diplomado como Deputado Federal, não se justifica a competência do STF, devendo ele ser julgado pela 1ª instância mesmo ocupando o cargo de parlamentar federal. Além disso, mesmo que o crime tenha sido cometido após a investidura no mandato, se o delito não apresentar relação direta com as funções exercidas, também não haverá foro privilegiado. Foi fixada, portanto, a seguinte tese: O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos (1) durante o exercício do cargo e (2) relacionados às funções desempenhadas. STF. Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018 (Info 900) Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 16 Art. 72 do CPP - Competência pelo domicílio ou residência do réu Art. 76 do CPP - Competência será determinado pela conexão Art. 77 do CPP - Competência será determinado pela continência Art. 78 do CPP - Regras da competência por conexão/continência Art. 79 do CPP Art. 83 do CPP - Competência por prevenção Art. 89 do CPP Art. 90 do CPP Art. 69 do CPP - Competência pelo lugar da infração Art. 70 do CPP - Competência Jurisdicional Artigos importantes:Art. 73 do CPP - Foro de Eleição em Processo Penal Dicas 17 Em regra, o CPP acolhe a teoria do resultado, considerando como lugar do crime o local onde o delito se consumou (crime consumado) ou onde foi praticado o último ato de execução (no caso de crime tentado), nos termos do art. 70 do CPP. Excepcionalmente, no caso de crimes contra a vida (dolosos ou culposos), se os atos de execução ocorreram em um lugar e a consumação se deu em outro, a competência para julgar o fato será do local onde foi praticada a conduta (local da execução). Adota-se a teoria da atividade. STF. 1ª Turma. RHC 116200/RJ, rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 13/8/2013 Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, a, do Código de Processo Penal. Art. 88, CPP: No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital da República. ATENÇÃO! Revisão Turbo: 2ª Fase Penal Crimes contra a vida 18 Segundo o art. 106 da CF: Tribunais Regionais Federais Juízes Federais JMU – julga civil JME – NUNCA julgará civil (apenas militares estaduais) Compete à Justiça Eleitoral julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos. Cabe à Justiça Eleitoral analisar, caso a caso, a existência de conexão de delitos comuns aos delitos eleitorais e, em não havendo, remeter os casos à Justiça competente. STF. Plenário. Inq 4435 AgR-quarto/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 13 e 14/3/2019 (Info 933). Órgão da Justiça Federal Cuidado: O STJ é um Tribunal Nacional – não faz parte da Justiça Federal. Competência da Justiça Militar Competência criminal da Justiça Eleitoral Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 19 Art. 109: Aos juízes federais compete processar e julgar: IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse (BIS) da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral; V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente; V - A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o §5º deste artigo. § 5º: Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira; IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar. Competência dos Juízes Federais Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 20 Súmula 140 do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima. Banco do Brasil Petrobras Súmula 42 do STJ – Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. Exploração direta pela ECT: JF Franquia: Justiça Estadual Súmulas 208 e 209 do STJ. Verba já incorporada ao patrimônio do Município – JE Verba sujeita a prestação de contas junto ao TCU – JF Ver: art. 109 da CF/88 Crime contra Sociedades de Economia Mista: Justiça Federal Crimes contra os Correios: Fundação Pública Federal – FURG: Bens Tombados: Depende de quem tombou. Desvio de Verba Federal Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 21 Súmula 151 do STJ: A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do Juízo Federal do lugar da apreensão dos bens. Crimes de Contrabando e Descaminho Justiça Federal - Súmula 147 do STJ - Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da função. Crime cometido contra Funcionário Público Federal em razão de sua função Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 22 Compete à justiça FEDERAL processar e julgar o crime de redução à condição análoga à de escravo (art. 149 do CP). O tipo previsto no art. 149 do CP caracteriza-se como crime contra a organização do trabalho e, portanto, atrai a competência da justiça federal (art. 109, VI, da CF/88). STF. Plenário. RE 459510/MT, rel. orig. Min. Cezar Peluso, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 26/11/2015 (Info 809). Súmula 546 do STJ: A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 23 Crimes de moeda falsa: Em regra, é de competência da Justiça Federal, pois é de competência da União emitir moeda (Art. 21, VII da CF). E mesmo se a falsificação for de moeda estrangeira, a competência continua da Justiça Federal, porque compete ao Banco Central fiscalizar a circulação de moeda estrangeira em território nacional. Entretanto, quando a falsificação de moeda é grosseira, não se trata de crime de moeda falsa, pois se a falsificação é capaz de enganar alguém e se obteve a vantagem ilícita trata-se de crime de estelionato, logo, é de competência da justiça estadual, no teor da Súmula 73 do STJ. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 24 Revisão Turbo: 2ª Fase Penal Provas 25 O CPP adotou, como regra, o do livre convencimento do juiz, fundamentado na prova produzida sob o contraditório judicial (Art. 155, caput, do CPP). Elementos de informação x elementos de prova: Elemento de Informação: Produzidos na fase investigatória, sem observância do contraditório e ampla defesa - finalidade: decretação das medidas cautelares e formação da opinio delicti do titular da ação penal. Elementos de Prova: Produzidos na fase judicial, com observância do contraditório e da ampla defesa - finalidade: convencimento do magistrado). Princípios importantes Sistema do livre convencimento motivado a) contraditório: significa que toda prova realizada por uma das partes admite a produção de uma contraprova pela outra. Significa garantir a participação das partes no processo, bem como o poder de influência na decisão judicial. b) não autoincriminação (nemo tenetur se detegere): princípio da inexigibilidade de produção da prova contra si mesmo, fazendo que o acusado não seja obrigado a realizar alguma conduta positiva que pode lhe incriminar. Exemplo: Não é obrigado a realizar o exame de etilômetro. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 26 Prova Irrepetível: Não é produzida e nem submetida ao crivo do contraditório (contraditório impossível) – a doutrina exige a característica da imprevisibilidade. Exemplo: Morte de testemunha (se já era previsível – Art. 225 do CPP). Prova Cautelar: É produzida sem observância do contraditório (normalmente na fase investigatória), sendo submetida ao contraditório posteriormente em juízo. Exemplo: Prova Pericial. Regra Geral: o magistrado não poderá fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. Exceção: Provas Cautelares, Irrepetíveis ou Antecipadas. Provas Ilícitas (Art. 157 do CPP) Violação de regras direito material, produzindo reflexos diretos ou indiretos em direitos e garantias constitucionais. Exemplo: interceptação telefônica e busca e apreensão sem ordem judicial, violação carta lacrada, grampo, coação em interrogatório policial (afrontamento direito ao Art. 5°, X, XI, XII, e LXIII, da CF/88). Consequências do uso de provas ilícitas: desentranhamento e, uma vezpreclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada. Prova Antecipada: Produzidas em juízo de forma antecipada, ainda que na fase de investigação. Exemplo: Art. 225 do CPP - ver Art. 156, inciso I, do CPP. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 27 Atenção! : Reformulação das Súmulas do STJ (Setembro/2025) A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoveu uma revisão histórica em dois enunciados fundamentais, ampliando o alcance da atenuante de confissão espontânea (Art. 65, III, "d", do Código Penal). 2. Súmula 630: Confissão Qualificada no Tráfico de Drogas Esta súmula tratava da confissão em crimes de tráfico, que antes era negada se o réu dissesse que a droga era apenas para consumo pessoal (a chamada "confissão qualificada"). Nova Orientação: O STJ agora permite a atenuante parcial (proporcional). Nova Redação: A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes quando o acusado admitir a posse ou a propriedade para uso próprio, negando a prática do tráfico de drogas, deve ocorrer em proporção inferior à que seria devida no caso de confissão plena. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 10/9/2025, DJEN de 2/12/2025). Anteriormente, a atenuante só era aplicada se o magistrado citasse expressamente a confissão na sentença para embasar a condenação. Agora, o foco mudou. Nova Redação: "A confissão do autor possibilita a atenuação da pena prevista no art. 65, III, 'd', do Código Penal, independentemente de ser utilizada na formação do convencimento do julgador." 1. Súmula 545: A Confissão como Direito Subjetivo Ver artigos 158-A, 158-B, 158-C, 158-D, 158-E, 158-F do Código de Processo Penal! Nulidades Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 28 Cadeia de custódia Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte Conceito Nulidade é o vício que contamina determinado ato processual, praticado sem a observância da forma prevista em lei, podendo invalidar o ato ou o processo, no todo ou em parte. Nulidades absolutas: São aquelas que devem ser proclamadas pelo magistrado, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, porque produtoras de nítidas infrações ao interesse público na produção do devido processo legal. Exemplo: não conceder o juiz ao réu ampla defesa, cerceando a atividade do seu advogado. Nulidades relativas: São aquelas que somente serão reconhecidas caso arguidas pela parte interessada, demonstrando o prejuízo sofrido pela inobservância da formalidade legal prevista para ato realizado. Reconhecimento Pessoas e Coisas Deve seguir o previsto no artigo 226 do CPP. O STJ entende pela ilegalidade do reconhecimento efetuado fora do padrão do artigo 226 CPP, reconhecendo que tal reconhecimento ilegal não pode justificar uma condenação. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 29 Efeito das nulidadesNulidade não é peça processual, nulidade é uma matéria que se pode alegar em qualquer peça, em tópico de preliminar. IMPORTANTE: A fundamentação da nulidade começa na Constituição Federal, no artigo 5º e nos princípios. Depois, é necessário indentificá-la no Código de Processo Penal, utilizando o artigo que foi violado. Sentença condenatória sem fundamentação juiz terá que refazer a sentença, mantendo os atos anteriores, uma vez que não dependem dela. Necessidade de refazimento do ato reconhecido e dos que dele dependam ou sejam consequência. EXEMPLO: Ilegal Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 30 Liberdade provisória Pedido de revogação da prisão preventiva ou temporária Queixa-crime Resposta à acusação Audiência de Instrução e Julgamento Art. 4 00, CPP Memoriais Fa se Ex tr aj ud ic ia l - IP Relaxamento de prisão Art. 310, I, CPP Art. 5º, LXV, CF Recebimento da denúncia Formal Material Art. 5º, LXVI, CF Legal Art. 310, III, CPP Legal Art. 316, CPP Denúncia Citação pessoal Arts. 396 e 396-A, CPP Absolvição sumária Art. 3 97, CPP Art. 4 03, §3º, CPP - complexidade ou nº de réus Art. 4 04, p. único, CPP - diligência Sen tenç a Arts. 383 e 384, CPP Art. 3 86, CPP Art. 386, CPP aterialidade (I e II) utoria (IV) ipicidade (III) licitude (VI) ulpabilidade (VI) ubsidiariedade (art. 59, CP) M A T I C S Arts. 30, 41, 44, CPP Fase judicial - 1ª instância Lembrar! Revisão Turbo - Parte II Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 31 Apelação Art. 5 93, CPP Recebimento do recurso de apelação Contrarrazões de apelação Art. 6 00, CPP Acó rdã o Agravo em execução Art. 1 97 da Lei 7.210/84 Revisão criminal Art. 621, CPP Habeas corpus Art. 647 e 648, CPP e Art. 5º, LXVIII, CF Recebimento do agravo Contrarrazões de agravo Fase judicial - 2ª instância Se nt en ça Tr ân si to e m ju lg ad o Decisão interlocutória Contrarrazões de RESE Art. 5 88, CPP Recurso em sentido estrito Art. 5 81, C PP Recebimento do recurso Embargos de declaração Art. 382 do CPP Embargos de declaração Art. 619, CPP Embargos infringentes e de nulidade (decisão NÃO unânime. Exemplo: 2 x 1) Art. 609, parágrafo único, CPP Recurso extraordinário Art. 102, III, CF Recurso especial Art. 105, III, CF ROC Art. 102, II, "a", CF - Art. 105, II, "a", CF - STF STJ Execução penal https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/3IAa2WAgOrYNqEu28v4UEGJm61RXALRqyEgjR2yU.pdf https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/CgMt0CrIulkr3qC8QPX2VfZZH1QsByBT00VL2Yq7.pdf https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/3IAa2WAgOrYNqEu28v4UEGJm61RXALRqyEgjR2yU.pdf https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/CgMt0CrIulkr3qC8QPX2VfZZH1QsByBT00VL2Yq7.pdf https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/4Gw33bUHQuL1eVuJHqfTJFmhIBR08SVJsBhMvdLP.pdf https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/TiIQJqLBlP2lYGWimlGUjDdh3wGcG52PYaG8PBAQ.pdf Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 32 Identificação Queixa-Crime Crime da ação penal privada. Ofendido procura advogado(a) Arts. 30, 41, 44, CPP, e art, 100, §2º CP 6 meses Base Legal Prazo Descrição dos fatos e classificar Conteúdo RE CI PRO CO VA Pedido Procuração com poderes especiais Rol de testemunhas Particularidade Audiência preliminar conciliação: JECRIM Audiência de reconciliação: Vara Criminal Particularidade Resposta à Acusação Citação e intimação para apresentar a peça Art. 396, CPP e Art. 396-A, CPP 10 dias Preliminares mérito (art. 397, CPP Absolvição sumária: art. 397 do CPP. Rol de testemunhas Memoriais Encerrada a instrução, MP pugnou pela condenação Art. 403, §3º, do CPP e Art. 404, p. único, CPP 5 dias Preliminares mérito (art. 386 do CPP) Subsidiariedade Absolvição: art. 386 do CPP. Apelação Sentença Art. 593, I, do CPP 5 dias Preliminares mérito (art. 386 do CPP) Subsidiariedade Conhecimento e provimento. Absolvição art. 386 do CPP Contrarrazões de Apelação Apelação MP, recebimento pelo juiz Art. 600 do CPP 8 dias Preliminares e refutar os argumentos do MP Não conhecimento e improvimento Recurso em Sentido Estrito Decisão de pronúncia Art. 581, IV, do CPP 5 dias Preliminares Impronúncia Absolvição Sumária Desclassificação Conhecimento e provimento Agravo em Execução Decisão juízo da execução penal Art. 593, I, do CPP 5 dias Subsidiariedade: afastar qualificadora e/ou causa de aumento Juízo de retratação: art. 589, CPP Alvará de soltura Preliminares benefício denegado e/ou tema de envolvendo execução da pena Conhecimento e provimento Juízo de retratação: art. 589, CPP Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 33 Identificação Peça Prisão em flagrante ilegal Prisão em flagrante legal Parou em citação Parou em audiência de instrução ou na informação que o MP pugnou pela condenação Parou em sentença Relaxamento da prisão Liberdade provisória Resposta à acusação Memoriais Apelação Base legal Art. 310, I, CPP e art. 5 °, LXV, CF/88. Art. 310, III,CPP, art. 321 CPP, art. 5°, LXVI, CF/88 Art. 593, I, do CPP Art. 396/396-A, CPP Art. 403, § 3°, CPP ou art. 404, parágrafo único, CPP Teses Buscar no enunciado ilegalidades na prisão Ausência dos requisitos da preventiva (art. 321, CPP); excludente de ilicitude (art. 310, §1º, CPP). Preliminares (nulidades) e mérito (causas excludentes de ilicitude, culpabilidade, salvo a inimputabilidade, excludentes de tipicidade e extintivas de punibilidade) Preliminares e mérito (MATICS) Preliminares e mérito (MATICS) Pedido Relaxamento + alvará de soltura Liberdade + alvará de soltura Absolvição sumária, (art. 397, CPP + inciso correspondente) Pedido de absolvição, (art. 386, CPP) Pedido de absolvição, (art. 386, CPP) Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 34 Materialidade, autoria, tipicidade, ilicitude, culpabilidade e subsidiariedade Causas excludentes de tipicidade Excludentes de culpabilidade Tais como crime impossível (art. 17, CP), princípio da insignificância (que não tem previsão na lei, tratando- se de entendimento doutrinário e jurisprudencial), ausência de dolo e culpa, erro de tipo invencível, Súmula vinculante nº 24. Art. 21, 22, 26, "caput", 28, § 1 º, ambos do CP. Excludentes de ilicitude O rol está no artigo 23, CP, ao passo que o conceito de estado de necessidade está no artigo 24, CP e o de legítima defesa no art. 25, CP. Teses subsidiárias Guardam relação com a possibilidade de buscar, na eventualidade de o juiz proferir sentença condenatória, amenizar a situação do réu, arguindo teses no sentido de que a pena seja a menor possível, o regime carcerário ser fixado no mais brando, substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direito sursis... Sugere-se você seguir o checklist do artigo 59 do CP, conforme dito em aula e consta expressamente no material de apoio. MATICS Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 35 Exemplos de subsidiariedade Do afastamento dos maus antecedentes Da atenuante da menoridade Exemplo: Foi juntada folha de antecedentes contendo a informação de que o réu responde a outro processo pelo porte ilegal de arma. Todavia, nos termos da Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça, não é possível utilizar ações penais em curso e inquéritos policiais para elevar a pena-base. Além disso, considerar outro processo em curso pelo porte ilegal de arma como maus antecedentes viola o princípio da presunção da inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Logo, requer seja afastada a hipótese de considerar o réu com maus antecedentes e, por consequência, fixada a pena-base no mínimo legal. Exemplo: Conforme se verifica, o réu era menor de 21 anos na data dos fatos. Logo, incide a atenuante da menoridade relativa, prevista no artigo 65, inciso I, do Código Penal. Assim, requer seja reconhecida a atenuante da menoridade relativa. Da confissão espontânea Exemplo: Ao ser interrogado, o réu confessou que utilizou o veículo sem autorização, mas que sua intenção era devolvê-lo. Logo, incide a atenuante da confissão espontânea, prevista no artigo Art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal. Assim, requer seja reconhecida a atenuante da confissão espontânea. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 36 Do regime carcerário aberto Da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos Exemplo: O crime de furto simples tem pena máxima de 04 anos. Logo, na hipótese de eventual condenação, o Magistrado deverá fixar o regime aberto, nos termos do artigo 33, §2º, alínea “c”, do Código Penal, já que é primário e as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal são favoráveis. Exemplo: Quando se trata de crime praticado sem violência ou grave ameaça, em que eventual pena não seja superior a 04 anos, cabe, no caso, a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, nos termos do artigo 44 do Código Penal. Não esquecer: tudo que você abordar durante a peça, você deve pedir ao final! Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 37 Exemplo: Ante o exposto, requer o denunciado: Seja declarada a extinção da punibilidade, com base no art. 107, inciso IV, do Código Penal; A absolvição, com fulcro no art. 386, inciso III, do CPP; Seja afastada a hipótese de maus antecedentes e fixada a pena-base no mínimo legal; Seja reconhecida a atenuante da menoridade relativa; Seja reconhecida a atenuante da confissão espontânea; Seja fixado o regime aberto para início do cumprimento da pena; Seja substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Pedidos Decisão Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 38 Revisão Turbo - Parte III Pronúncia - Art. 413, CPP ImpronúnciaResposta à acusação Art. 406, C PP Vista ao MP Art. 409, C PP Audiência de instru ção Art. 4 11, CPP Alegações Finais Orais Acusação/Defesa Citação - Art. 414, CPP Ver art. 412, CPP: 90 dias Reconhecer Nulidade 1ª Fase do júri Rejeição: RESE (Art. 581, I, CPP) Oferecimento da denúncia ou queixa Recebimento da denúncia ou queixa* Absolvição Sumária- Art. 415, CPP Desclassificação - Art. 419, CPP Decisão do Juiz - 1ª Fase Observação: conversão das Alegações Finais Orais em MEMORIAIS - Base legal: art. 403, §3º e 404, parágrafo único, CPP Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 39 2ª Fase do Júri Recurso cabível da sentença de 2ª fase: Apelação Art. 593, III, CPP Preparação do processo Art. 422, CPP Art. 473, CPP Sessão Plenário do Júri *Sorteio dos jurados -Art. Ofendido -T.A/T.D -Demais provas -Interrogatório Debates Orais: Art. 476, CPP Acusação Defesa Réplica Tréplica Votação dos Jurados Art. 480, §1º, CPP Quesitação Art. 483, CPP Art. 488, CPP Art. 489, CPP Sentença 2ª Fase do Júri Art. 492, CPP Súmula 713 STF Desaforamento Arts. 427 e 428, CPP Preparação do Processo até a Sessão Plenária Pr on ún ci a Sessão Plenária Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 40 Apelação das decisões do Juiz Presidente - 2ª Fase do Júri - Art. 593, III, CPP Base legal Hipótese de cabimento Pedido Art. 593, III, a, CPP Ocorrer nulidade posterior à pronúncia - Acolhimento / Reconhecimento da nulidade, com submissão do réu a novo júri Art. 593, III, b, CPP A sentença do Juiz Presidente for contrária à letra expressa da Lei ou à decisão dos jurados - Retificação da decisão / art. 593, §1º, CPP Art. 593, III, c, CPP Quando houver erro ou injustiça à aplicação da pena ou da medida de segurança - Retificação da pena / art. 593, §2º, CPP Art. 593, III, d, CPP Quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos - Nulidade do julgamento, submissão do réu a novo Júri - art. 593, §3º, CPP Lembrar - Súmula 713 do STF - indicar a alínea que deseja recorrer. Prazo: 5 dias para interpor - art. 593, caput, CPP / 8 dias para razões e 8 dias para contrarrazões - art. 600, CPP Assistente de Acusação habilitado - prazo 5 dias / Assistente de Acusação não habilitado - prazo 15 dias - art. 598, CPP PARÁGRAFO ÚNICO Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 41 Crimes que não vão a júri: Latrocínio, de acordo com a súmula 603, STF. Lesão corporal seguida de morte, pois o dolo era de lesionar, era contra a integridade física. Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 42 Revisão Criminal Prazo Identificação Base legal Conteúdo Pedidos Sentença transitada em julgado Art. 621 do CPP (indicar inciso correspondente) Pode ocorrer a qualquer tempo, inclusive após a extinção da pena Absolvição; sentença condenatória contrária ao texto expresso da lei penal; sentença com contrariedade à evidência dos autos; sentença condenatória fundada em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; após a sentença, se descobriram novas provas de inocência do condenado ou circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. Legitimidade Do réu ou do procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (Art. 623 do CPP) Competência É originária dos tribunais, jamais sendo apreciada por juiz de primeira instância Alteração da classificaçãodo crime; Modificação da pena; Anulação do processo; Indenização; Pode solicitar a concessão de liminar, se for o caso. Não cabe em prol da sociedade, somente em prol do réu Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 43 Pode ser processo de execução penal definitivo ou processo de execução penal provisório Juiz da Vara de Execução Penal Possível no regime fechado, semiaberto, aberto e livramento condicional É possível cumular as duas modalidades, se compatíveis Art. 127 da LEP: falta grave e perda de até 1/3 dos dias remidos Remição da pena É o computo do período que a pessoa ficou recolhida antes da sentença como pena cumprida Agravo em execução Regra: a detração é observada na sentença condenatória quando o juiz fixar o regime Regressão de Regime Remição por trabalho Remição por estudo Art. 117, LEP Para presos em regime aberto Para presos em prisão domiciliar, regime semiaberto e saída temporária Art. 120, LEP Considerações - Lei 7.210/84 Se aplica tanto para penas, quanto para medidas de segurança Lembrar da Súmula 716 do STF Art. 66 da LEP Como pedir algo ao Juiz da Vara de Execução Penal? Petição Como recorrer da decisão do Juiz da Vara de Execução Penal? Agravo em Execução Regra: não tem efeito suspensivo Exceção: art. 179, LEP Art. 42 do CP e art. 387, §2º, do CPP Detração Penal Subsidiariamente: quando o juiz se omite em relação a detração, o juiz da execução pode fazer (art. 66, III, c, da LEP) Sistema progressivo Tempo + bom comportamento Cuidado: Progressão de Regime Especial para Mulheres (art. 112, §3º, da LEP) - requisitos cumulativos Arts. 118, I e II, e 146-C, par. único, ambos da LEP Regressão de regime sem ouvir o preso - causa de nulidade Lembrar: Súmula 526, STJ 3 dias trabalhados = 1 dia de pena Cabível nos regimes fechado e semiaberto O entendimento do STF e STJ é no sentido de que não é cabível remição por trabalho no regime aberto 12 horas estudadas divididas, no mínimo, em 3 dias = 1 dia de pena Prisão domiciliar Monitoramento eletrônico Autorização de saída Permissão de saída Saída temporáriaArt. 146-B, LEP Regime fechado, semiaberto e preso provisório Art. 122, LEP Regime semiaberto Execução penal Art.197 da LEP SÚMULA VINCULANTE. 56- STF https://d1ly1csstr22jg.cloudfront.net/arquivos/CqK7WzwP8wUtIwQksDlFn0ncDVyEvbItyaJGpZ7X.pdf Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 44 Mulheres mães, gestantes, ou responsáveis por pessoas com deficiência tem requisitos cumulativos para a progressão de regime, de acordo com o § 3º do art. 112 da Lei de Execução Penal. A regressão de regime está prevista nos artigos 118 e 146, C § único, da LEP. Antes de regredir o regime, o preso deve ser ouvido, pois ele tem o direito de se justificar - art. 5º, LV, CF. para aqueles detentos que estudam ou trabalham, também pode se aplicar ambas as ocasiões, quando compatíveis. É cabível no regime fechado ou semiaberto, quando se tratar de trabalho (art. 126 da LEP). Quanto ao estudo no regime fechado, semiaberto e aberto, inclusive, para os liberados em livramento condicional (art. 126, caput e §6º, da LEP). Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 45 Art. 609, p. único do CPP Embargos Infringentes Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 45 Art. 30 da Lei 8.038/90 e Art. 105, II, a da CF Recurso Ordinário Constitucional e Habeas Corpus Em Habeas Corpus Revisão Turbo: 2ª Fase Penal 45 Art. 30 da Lei 8.038/90 e Art. 105, II, a da CF Recurso Ordinário Constitucional e Habeas Corpus Súmula 667 do STJ– Eventual aceitação de proposta de suspensão condicional do processo não prejudica a análise do pedido de trancamento de ação penal. Inicie a prova fazendo a leitura do enunciado e marcando nele os aspectos importantes; Tome cuidado com as datas e idades. A FGV costuma cobrar na prova teses relacionadas a elas; Não escreva a peça inteira no rascunho, pois ao final poderá faltar tempo para a conclusão da prova; No rascunho, faça o "esqueleto da peça" anotando os principais pontos, como qual a peça adequada, a sua base legal, o prazo, conteúdo, entre outros; Leia mais de uma vez o enunciado para identificar todas as teses cabíveis; A partir das informações do "esqueleto da peça", redija a peça na folha definitiva; Divida a peça em tópicos, para facilitar que o corretor identifique as teses. Dicas para elaboração da peça prático-profissional 46 Dicas para resolver as questões dissertativas A prova possui quatro questões dissertativas, sendo que a FGV tem dividido elas em letra "a" e "b". Dessa forma, tenha em mente que será como se você fosse responder oito questões; Planeje a realização da prova, deixando tempo suficiente para resolver adequadamente as questões! Sugerimos deixar 3h para a resolução da peça e 2h para as questões; Faça a leitura do enunciado com calma e marque nele os aspectos importantes; Não escreva a resposta inteira no rascunho, pois ao final poderá faltar tempo para a conclusão da prova; No rascunho, anote apenas os principais pontos em tópicos, para facilitar a formulação da resposta na folha definitiva; Leia mais de uma vez o enunciado para identificar todos os argumentos e teses cabíveis; A partir das informações do rascunho, redija a resposta da questão na folha definitiva; Cuidado com as teses contraditórias, pois você poderá não pontuar! Exemplo: alegar que a mesma situação pode caracterizar estado de necessidade e legítima defesa. 47