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NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS – UNINASSAU GRAÇAS ESTÁGIO SUPERVISIONADO II RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA (X) PLENÁRIO DO JÚRI ( ) JECRIM ( ) CUSTÓDIA Nome da/o Aluna/o: Cleyvison Fonseca de Souza Matrícula n°: 01534944 Período: 8° Semestre Turma: B Data da Audiência: 19 / 11 / 2024 Professor/a: Gabrielly Mendes Nº do Processo: 0023903-23.2017.8.17.0001 Vara: 4ª Vara do Tribunal do Júri Capital Demandante: Ministério Público Demandada/o: Diogo Sullyvan Araujo de Oliveira e Iara Costa dos Santos Pontes SÍNTESE DA INICIAL O caso em análise refere-se ao julgamento de Iara Costa dos Santos Pontes e Diogo Sullyvan Araujo de Oliveira, acusados de homicídio qualificado, conforme o art. 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal, com agravantes do art. 61, II, "c" e "e", em detrimento da vítima Lindonaldo Antônio de Pontes. Segundo a denúncia, o crime ocorreu no dia 14 de novembro de 2016, na Rua José Veloso, bairro de San Martin, Recife/PE. Ambos os réus, em comunhão de desígnios, foram responsabilizados pelo homicídio, que resultou na morte da vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público requereu a condenação nos termos da pronúncia, enquanto a defesa pleiteou a absolvição com base na tese de negativa de autoria e aplicação do in dubio pro reo. O Conselho de Sentença acatou o pedido do Ministério Público, condenando os réus. ANTÍTESE A defesa de ambos os acusados, representada por seus respectivos advogados, sustentou a negativa de autoria e requereu a absolvição com base no princípio do in dubio pro reo, alegando a inexistência de provas suficientes para condenação. FUNDAMENTAÇÃO O caso é de natureza criminal, envolvendo um crime de homicídio qualificado, regido pelo art. 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal Brasileiro, que prevê as qualificadoras de motivo torpe e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão fundamentou-se nas diretrizes do art. 59 do Código Penal, avaliando a culpabilidade, as consequências do crime e a conduta social dos réus. Foram consideradas as graves consequências do crime, que resultaram na morte de uma pessoa e geraram traumas psicológicos para a família da vítima. Adicionalmente, aplicou-se o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto ao uso de qualificadoras como agravantes na dosimetria da pena. NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS – UNINASSAU GRAÇAS ESTÁGIO SUPERVISIONADO II RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA ELEMENTOS DO DIREITO A decisão analisou e aplicou os seguintes princípios e normas: Princípio da Dignidade da Pessoa Humana (Art. 1º, III, CF/88): Respeito aos direitos das partes, ainda que no âmbito criminal. Princípio do Devido Processo Legal (Art. 5º, LIV, CF/88): Garantia de julgamento justo e imparcial. Art. 33, §2º, “a”, do Código Penal: Estabelecimento do regime inicial fechado para cumprimento da pena. Tema 1068 do STF: Execução imediata da pena após condenação no Tribunal do Júri. OPINIÃO CONCLUSIVA A condenação de Iara Costa dos Santos Pontes a 25 anos e 4 meses de reclusão, e de Diogo Sullyvan Araujo de Oliveira a 22 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial fechado, reflete a gravidade dos atos praticados. A decisão seguiu rigorosamente os parâmetros legais, especialmente no que tange à individualização da pena e à aplicação de agravantes. Além disso, a sentença está em conformidade com os entendimentos jurisprudenciais do STF e do STJ, garantindo a eficácia da execução penal e a proteção dos direitos das partes envolvidas.