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2015 TOPOGRAFIA E GEODÉSIA II MATERIAL DE APOIO ÀS AULAS Versão: V01.02-15 1 MEDIDA INDIRETA DE DISTÂNCIA - ESTADIMETRIA - Distância Horizontal (DH) 7,334 3,692 3,642 7,334 Exemplo 1 2 Fórmulas para o cálculo de DH DH = G.100.cos2 ou DH = G.100.sen²z Onde: DH = Distância horizontal G = Fs – Fi (em metros) 100 = constante estadimétrica = ângulo vertical z = ângulo zenital Aplicações 1- Calcular a distância horizontal (DH) entre dois pontos, medida com auxílio de um teodolito e mira. Dados: a) Leituras de mira b) Angulo vertical = () = 4º28’ FS = 1600 mm Cálculos FM = 1200 mm DH = 100.G. cos ² FI = 800 mm G= 1,600 – 0,800 = 0,80 DH = 100 x 0.80 x 0.9939 = 79,51 m Exemplo 2 3 1.0 - ALTIMETRIA 1.1 – DEFINIÇÃO É a parte da Topografia que determina as cotas ou distâncias verticais de um certo número de pontos referidos ao plano horizontal de projeção. 1.2 - FINALIDADE A altimetria tem por fim a medida da distância vertical ou diferença de nível entre diversos pontos do terreno. 1.3 - ALTITUDE E COTA • Altitude – Quando as distâncias verticais são referidas à superfície média dos mares. • Cota – Quando as distâncias verticais são referidas a um plano de referência arbitrário (fictício), situado acima ou abaixo das superfícies dos mares. DN (-) 4 1.4 - REFERÊNCIA DE NÍVEL (RN) São pontos fixos no terreno que correspondem a cotas ou altitudes de um nivelamento. Podem ser : artificiais : concreto. • natural : soleira de porta de edifício, pedra natural, etc. 1.5 - PROCESSOS DE NIVELAMENTO 5 • Nivelamento barométrico – realizado com barômetros Utiliza-se pressões atmosféricas entre pontos para determinar diferença de nível - método sem precisão para serviços topográficos - instrumentos: barômetros de mercúrio e barômetros aneróides. Analógico Digital • Nivelamento trigonométrico Realizado com teodolito NIVELAMENTO GEOMÉTRICO 6 Realizado com níveis ópticos 1.7- AVALIAÇÃO DO ERRO DE NIVELAMENTO - Erros instrumentais: aparelhos desretificados, mira com folga, etc. -Erros do operador: imprecisão nas leituras, anotações, etc. -Erros devido às condições climáticas e atmosféricas: calor, frio, pressão atmosférica, etc. 1.8 - PRECISÃO NOS NIVELAMENTOS E TOLERÂNCIAS - Resultado do processamento: Obtido com os dados de campo. - Tolerâncias: Preconizados pela Norma NBR 13.133: IVN Taqueométrico classe Metodologia Desenvolvimento Tolerâncias de fechamento Linha Seção Extensão Máxima Lance Máximo Lance Mínimo Nº máximo de lances IVN Taqueo. Nivelamento taqueométrico a ser realizado através de leitura dos três fios sobre miras centimétricas,devidamente aferidas, providas de prumo esférico, leitura vante e ré, leitura do ângulo vertical simples, com correção de PZ ou de índice obtida no início e no fim da jornada de trabalho, por leituras conjugadas, direta e inversa, com teodolito classe 1. K = Extensão nivelada em km, medida num único sentido. Princ. 5 km 150 m 30 m 40 0.30 m k Sec. 2 km 150 m 30 m 20 0.40 mk 7 2.0 – PLANIALTIMETRIA 2.1 – Definição Planialtimetria representa as informações planimétricas e altimétricas em uma única planta, carta ou mapa. 2.2- Características A planimetria permite representar os acidentes geográficos (naturais ou artificiais) do terreno em função de suas coordenadas planas (x, y). A altimetria, por sua vez, fornece um elemento a mais, que é a coordenada (z) de pontos isolados do terreno (pontos cotados) ou de planos horizontais de interseção com o terreno (curvas de nível). 2.3- Métodos de levantamento Planialtimétrico 2.3.1 - Nivelamento trigonométrico ou indireto -Baseia-se na resolução de um triângulo, do qual se conhece um dos catetos (distância D), e se procura o outro cateto medindo para tal o ângulo formado entre a horizontal e o ponto visado na mira (fio médio). -Método menos exato que o geométrico - Pequeno erro na medida do ângulo dá um erro sensível na diferença de nível. Z hi fm A B DH D H .t g D N DATUM (NMM) HA H B linha de visada mira Exemplo Seja a fig. abaixo: 8 Deseja-se obter a distância horizontal (DH) , a diferença de nível (DN) e a cota (HB). FÓRMULAS Distância horizontal (DH) DH = G.100.cos2 ou DH= G.100.sen²z Onde : G = Fs – Fi (em metros) Diferença de nível (DN ) DN = hi + DH. tg - Fm Entrar com o sinal (+/-) Cota de um ponto (Hn) onde : Hn-1 = cota do ponto anterior (cota do ponto da estação do teodolito) Exemplo 1 Nivelamento de um eixo longitudinal Calcular as cotas dos pontos A,B,C,D e E , nivelado pelo processo trigonométrico. Hn = Hn-1 +/- DN Dado: Caderneta de campo/planilha 9 Exemplo 2 Levantamento planialtimétrico de uma área (poligonal fechada) • A - Calculo das distâncias reduzidas Estação Ponto visado (Pv) Alt. do Instrum. (Ai) Ângulos Leitura de Mira (mm) Distância Horizontal (DH) Horizontal (H) Vertical (Z) Fs Fm Fi 1 2 1.505 90º 89º31' 00" 1025 900 775 1 1a 1.505 98º40'00" 89º31'00" 834 600 366 1 1b 1.505 211º35'50" 90º40'00" 1806 1700 1594 2 3 1.574 90º00"00" 90º21'46" 750 500 250 2 2a 1.574 90º00'00" 90º22'35" 1125 1000 875 3 4 1.566 90º00'00" 92º09"20" 1525 1400 1275 3 3a 1.566 207º45'50" 89º57'30" 585 400 215 4 1 1.520 90º00'00" 91º09'40" 1550 1300 1050 4 4c 1.520 269º04'30" 89º14'30" 1660 1500 1340 croqui 10 B - Cálculo do erro altimétrico O erro é calculado somando as diferenças de nível (+) e as diferenças de nível (-), separadamente, obtendo-se: DN (+ ) e DN (- ). O erro na cota Ec pode, então, ser calculado: Ec = DN( + ) - DN( - ). AJUSTAMENTO Ajustamento (Ajc) letra C na planilha. O ajustamento das cotas é feito levando-se em consideração o erro de cota por metro percorrido e que é dado por: Emc =Ec /D Portanto, o valor a ser ajustado em uma cota será o produto do erro por metro percorrido pela distância percorrida, desde o vértice anterior (estação) até o ponto em questão (ponto visado) Ajc = Emc. D Cálculo da Cota A cota de cada ponto visado é obtida considerando-se, para o vértice inicial, um valor arbitrário (de cota) suficientemente grande para que todos os resultados a serem obtidos sejam positivos e, a seguir, faz-se sucessivamente a soma algébrica (acumulada) entre os valores da cota do vértice anterior e o valor da diferença de nível compensada. 11 C - CÁLCULO DAS COTAS DOS VÉRTICES DA POLIGONAL FECHADA Ré Est. PV A.I LEITURA DE MIRA ÂNGULO VERTICAL Dist. Horiz. (DH) Dif. de Nível (DN) Cotas (H) m PV FI FM FS(Z) Direta (C) Comp. 4 1 2 1,505 0,775 0,900 1,025 89º31’00” 0º29’00” 2 1 2 3 1,574 0,250 0,500 0,750 90º21’46” -0º21’46” 3 2 3 4 1,566 1,275 1,400 1,525 92º09’20” -2º09’20” 4 3 4 1 1,520 1,050 1,300 1,550 91º09’40” -1º09’40” 4,631 1 c) Erro por metro Emc = Ec/D Emc = Emc = d) Ajustamento (Ajc=C) Ajc = Emc. D Ajc (2) = Ajc (2) = a) Erro altimétrico (Ec) ΣDN(+) = ΣDN(-) = Ec = Ec = b)Cálculo da tolerância da cota (Tc) 12 D- Cálculo das cotas das irradiações 2.3.2- NIVELAMENTO GEOMÉTRICO • É aquele que opera por meio de visadas horizontais obtidas com auxílio de instrumentos ópticos de precisão chamados níveis. Tipos de níveis: NÍVEL DE MÃO (Pedreiro) Est. PV A.I LEITURA DE MIRA ÂNGULO VERTICAL Dist. Horiz. (DH) Dif. de Nível (DN) Cotas (H) m PV FI FM FS (Z) Direta (C) Comp. - - - - - - - - - - - - 4,631 1 1 1a 1,505 0,366 0,600 0,834 89º31’00” 0º29’00” 46,797 - - 1a 1 1b 1,505 1,594 1,700 1,806 90º40’00” 0º40’00” 21,197 - - 1b - - - - - - - - - - - - 2 2 2a 1,574 0,875 1,000 1,125 90º22’35” 0º22’35’ 24,999 - - 2a - - - - - - - - - - - - 3 3 3a 1,566 0,215 0,400 0,585 89º57’30” 0º02’30” 37,000 - - 3a - - - - - - - - - - - - 4 4 4c 1,520 1,340 1,500 1,660 89º14’30” 0º45’30” 31,994 - - 4c 13 NÍVEL DE MANGUEIRA ΔhAB = Leitura Ré - Leitura Vante ΔhAB = Leitura Ré - Leitura Vante NÍVEIS ÓPTICOS (Níveis de Engenharia) 2.3.2.1- Nivelamento Geométrico Simples hAB 14 2.3.2.2 - NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Conferência do Nivelamento Geométrico 2.3.3 - FORMAS DE COLETA DE DADOS : 15 o CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PRECISÃO Nivelamento de alta precisão ou de 1ª ordem ou Geodésico – quando o erro provável acidental não atinge 2 mm por km; Nivelamento geométrico de precisão ou de 2ª ordem – quando o erro provável por km não atinge 6 mm; Nivelamento geométrico topográfico ou de 3ª ordem – quando o erro provável não atinge 3 cm (30 mm) por km POR EIXO LONGITUDINAL POR SEÇÕES TRANSVERSAIS POR POLIGONAÇÃO POR QUADRICULAÇÃO 16 o APLICAÇÃO: Transporte de RN Determinação do relevo de terrenos Marcação direta de curvas de nível para construção de terraços Obras de construção (engenharia) em geral Controle de recalque em obras de engenharia o DEFINIÇÕES: Visada ré (Vr) – É a leitura de mira feita em um ponto de cota conhecida. Visada vante (Vv) – É a leitura de mira feita em um ponto de cota desconhecida ou a calcular. Visada vante de mudança (Vvm) – É a última leitura de mira vante de uma estação. Altura do Instrumento (Ai) – É a distância vertical que vai do plano de referência até a linha de visada na mira (FM). Cálculos: Ai = C + Vr C = Ai – Vv A verificação do nivelamento de uma poligonal aberta é feita através do contra-nivelamento, ou seja, nivelamento em sentido contrário. 17 Exemplo de cálculo de um Nivelamento Geométrico (Poligonal aberta) PONTOS NIVELADOS (Pn) VISADAS Altura do instrumento (Ai) Cota ( c ) m Obs Ré (Vr) Vante (Vv) RN-0 3,120 -------- 700,000 Estaqueamento de 20 em 20 m. 0 2,320 RN-0 : Localizado no ... .....entroncamento das ruas ........ 1 1,430 próximo ........................................ 2 1,840 +11 2,020 3 2,140 4 2,210 + 7 1,190 2,200 5 1,340 + 2 2,840 o PROCESSOS DE REPRESENTAÇÃO DO RELEVO A representação do relevo é feita principalmente pelos seguintes processos: das curvas de nível das hachúrias 18 das cores hipsométricas dos planos cotados 3.0 - PROCESSO DAS CURVAS DE NÍVEL 3.1- Definição Consiste em seccionar o terreno por um conjunto de planos horizontais equidistantes, que interceptam a superfície do local, determinando linhas fechadas que recebem o nome de “curvas de nível”. 3.2 - CARACTERÍSTICAS DAS CURVAS DE NÍVEL a) duas curvas de nível jamais se cruzam, porque disto resultaria um único ponto com duas elevações diferentes; b) quando várias curvas de nível se sobrepõem, estamos diante de um plano vertical; passando porém o acidente, elas retomarão espaçamento horizontal. Esse fato, raro na natureza, pode, todavia, ser produzido pelo homem; 19 c) quando as curvas de nível estão muito afastadas umas das outras significa que o terreno é levemente inclinado, e quando muito próximas, um terreno fortemente inclinado; d)curvas de nível igualmente espaçadas, indicam terreno de inclinação invariável; e) uma curva de nível não pode desaparecer repentinamente; f) o maior declive do terreno ocorre no local onde aparecer a menor distância entre duas curvas de nível; g) formam linhas fechadas em torno das elevações e depressões, dentro ou fora dos limites do desenho; h) ausência de curvas de nível, nota-se quando há terreno plano; i) as curvas de nível não atravessam perpendicularmente um curso d’água. Elas acompanham o leito em sentido inverso ao das águas, e o atravessam descrevendo um V; sua culminância coincide com o talvegue, retornando depois pela margem oposta. • PROCESSO DAS HACHÚRIAS 20 • PROCESSO DOS PLANOS COTADOS • PROCESSO DAS CORES HIPSOMÉTRICAS 21 4 – INTERPOLAÇÃO DAS CURVAS DE NÍVEL 4.1 – PROCESSO ANALÍTICO Representa-se em planta as curvas de nível que tenham cota inteira, a uma equidistância vertical de acordo com a declividade do terreno e escala do desenho. A posição dos pontos de cota inteira é obtida por interpolação linear entre os pontos levantados no terreno. EXEMPLO Interpolar para obter a curva inteira 46 4.2 - PROCESSO GRÁFICO A interpolação das curvas baseia-se em diagramas de paralelas e divisão de segmentos. São processos lentos e atualmente pouco aplicados. (47-45) 5,30 (46-45) x X= 2,65 m 22 5- TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL 5.1- Na planta 5.1.1 – Formato de malha Regular (quadriculação) No traçado das curvas de nível, os pontos amostrados podem estar em formato de malha regular de pontos. Neste caso, as curvas de nível são desenhadas a partir desta malha. A sequência de trabalhos será: - definir a malha de pontos; - determinar a cota ou altitude de todos os pontos da malha; - interpolar os pontos por onde passarão as curvas de nível; - desenhar as curvas. A figura abaixo ilustra o resultado para uma célula da malha. 8 7 6 5 4 3 2 10 9 8 7 6 5 4 Quando se utiliza este procedimento aparecerão casos em que o traçado das curvas de nível em uma mesma malha pode assumir diferentes configurações (ambiguidade na representação), conforme ilustra as figuras a, b e c. Nestes casos, cabe ao profissional que está elaborando o desenho optar pela melhor representação, bem como desprezar as conceitualmente erradas, como o caso da primeira representação na figura a. 235.1.2 – Formato com pontos notáveis do terreno levantados por irradiações Como os pontos a serem interpolados estarão dispostos de maneira desordenada é importante saber quais as interpolações que devem ser feitas e quais não devem ser feitas. Seguir as três regras: 1- Somente interpolar entre pontos imediatamente próximos 2- Não cruzar direções de interpolação 24 3- Não passar uma direção de interpolação muito perto de pontos de cota conhecida. Na figura acima - As linhas contínuas representam as interpolações corretas. A linha tracejada 13 - 15 desrespeita a 2ª regra. A linha tracejada 1 - 17 desrespeita a 3ª regra, porque passa muito perto da estaca 12. Uma eventual interpolação entre as estacas 2 e 15 desrespeitaria a 1ª regra, pois desconheceria a existência da estaca 14 de cota conhecida. Quando ocorrem os desrespeitos a estas regras, as curvas de nível resultarão deslocadas, deformadas e, certas vezes, até com indeterminações. No exemplo abaixo uma inadequada interpolação entre A e D faria supor que o terreno fosse uniformemente inclinado entre estes 2 pontos, quando na realidade apresenta menor aclive ente A e a reta B-C e um maior aclive entre B-C e D. 25 Na figura acima- Caso fossem feitas apenas as interpolações corretas AB,BC,CD, e BD, as curvas de nível seriam as linhas contínuas. Acrescentada a interpolação incorreta AD passariam a ser as tracejadas que, com se vê, foram repuxadas para o lado de A, inclusive obrigando a curva 13 a atravessar a reta BC, onde não pode haver pontos com esta cota. 5.2 - Demarcação no campo São locadas diretamente no campo para fins de construção de terraços, que tem as seguintes finalidades: -Diminuir a velocidade da enxurrada; -Diminuir o volume de água da enxurrada; -Diminuir as perdas de solo, sementes, adubos, nutrientes, herbicidas, inseticidas e fungicidas; -Aumentar a umidade do solo, uma vez que há maior infiltração de água. Se o terraço for em nível, este deverá reter todo o volume de água escorrida para posterior infiltração. Quando em desnível, deverá dar vazão ao escorrimento superficial de forma disciplinada, sem causar erosão em seu interior. 6- PERFIL 6.1 – Definição É a representação gráfica do relevo, num plano vertical, segundo uma direção pré-estabelecida. - Perfil Longitudinal PV 26 -Perfil Transversal o APLICAÇÕES Implantação de edifícios – verificação de volumes de cortes e aterros Implantação de redes de água e esgoto – definição de cotas para escavação Implantação de redes elétricas – definição de extensão de cabeamento Implantação de estradas – definição de cortes e aterros Estudos geológicos – realização de cortes geológicos que permite visualizar a disposição e a relação entre as diferentes litologias que se encontram em profundidade. 6.2 – PROCEDIMENTOS PARA TRAÇAR UM PERFIL Sobre o eixo horizontal (abscissas) marcam-se as distâncias horizontais na ordem em que foram levantados (estaqueamento). Sobre o eixo vertical (ordenadas) marcam-se as cotas inteiras, iniciando pela menor e indo até a maior cota. 27 Para marcar os pontos do terreno, segue no eixo horizontal até o primeiro ponto do estaqueamento, subindo daí no eixo vertical até a cota desejada, marcando assim o ponto do terreno, e assim sucessivamente. O perfil geralmente é desenhado em duas escalas, sendo a vertical 1/10 da horizontal, a fim de realçar mais o relevo. Ex. Escalas: H= 1/2000 e V= 1/200 6.3 – Representação gráfica 6.3.1 – A partir de elementos do estaqueamento 28 6.3.2 – A partir de intersecção de um plano vertical com elementos da planta 6.4 – GREIDE 6.4.1 – Definição e Característica É a linha projetada sobre o perfil, dotada de uma certa declividade ou não, que determina quanto do terreno deve ser cortado ou aterrado. Uma característica do greide é a Cota Vermelha, a qual é a distância vertical entre um ponto qualquer do greide e um ponto correspondente no terreno. A cota vermelha pode ser positiva (aterro) ou negativa (corte). Cota A’ = Cotaant + ((i/100).DH)) Cota vermelha (aterro) = Cota A’ – Cota A Cota vermelha (corte) = Cota B’ – Cota B 29 6.4.2 – RAMPA 6.4.3 – Declividade ou inclinação A declividade de um terreno entre dois pontos A e B é medida pela inclinação da reta que os une com o plano horizontal. Pode ser expressa em porcentagem, em milésimos ou em graus. Declive ou inclinação em porcentagem – O meio mais comum de exprimir a valor do declive de uma encosta é em porcentagem. O declive em porcentagem é igual a: D = DN . 100 DH Ponto de Passagem: Quando o ponto do greide coincide com o ponto do terreno, não havendo assim corte ou aterro, ponto C. AA' = Cota Vermelha POSITIVA (+) ATERRO BB' = Cota Vermelha NEGATIVA (-) CORTE 30 Onde: D = Declive ou inclinação em porcentagem (%) DN = Diferença de nível entre dois pontos DH = Distância horizontal entre dois pontos Na planta a distância horizontal é medida diretamente, e a altura vertical é a diferença de nível entre os pontos. Um declive ascendente é positivo (+) e um descendente é negativo (-). o DIFERENÇA DE NÍVEL ENTRE PONTOS DO TERRENO 1 – Dada pela diferença entre as cotas ou altitudes dos pontos. Evidentemente, o valor de H será positivo se a cota de C (HC) for maior que a cota de B (HB) e negativo em caso contrário. 2- Dada pela diferença de leituras nas miras: DN = LA - LB LA LB 31 Exemplo 1 • Na fig. a linha XY representa uma encosta. Se a distância horizontal entre X e Y é de 100 metros e a diferença de nível é de 10 metros, o declive da encosta XY é igual a: D = . 100 = 10% • Na fig. abaixo, trata-se de achar o declive entre A e B. Mede-se primeiramente a distância horizontal (DH) 220 m. Determina-se a altura (Dn) subtraindo a cota de A da cota de B. A altura é de : 559 m – 530 m = + 29 m. O declive é: D = 29 . 100 D = 13% 220 100 10 Y Declive= Diferença de Nível x 100 Dist. horizontal (DH) Distância horizontal (DH) X 100 m 1 0 m D if er en ça d e N ív el 32 o DETERMINAÇÃO NA PLANTA DA COTA DE UM PONTO Seja determinar na fig. a cota do ponto P. Ele se acha compreendido entre as curvas de nível 40 e 50. Traçando-se a normal MN às duas curvas passando por P verificamos ser as distâncias horizontais MP’ e MN’ iguais a 40 e 145 metros, respectivamente. Como a equidistância entre as curvas é de 10 metros, temos que a diferença de nível (PP’) é de: Exercícios Dado o perfil longitudinal, pede-se: 1- Calcular as declividades dos greides 2- Calcular as cotas dos greides 3-Calcular as cotas vermelhas mPP PP 76,2 145 40.10 ' 40 ' 145 10 Logo, a cota do ponto P será: cota de M + 2,76 m = 40 + 2,76 m = 42,76 m. 33 34 7.0 – TERRAPLENAGEM Definição De forma genérica pode-se definir terraplenagem ou movimento de terras como o conjunto de operações necessárias à remoção do excesso de terra para locais onde esta esteja em falta, tendo em vista um determinado projetoa ser implantado. Aplicação A construção de uma estrada de rodagem, ferrovia ou aeroporto, a edificação de uma fábrica ou usina hidrelétrica, ou mesmo de um conjunto residencial exigem a execução de serviços de terraplenagem prévios, regularizando o terreno natural, em obediência ao projeto que se deseja implantar. Pode-se afirmar, portanto, que todas as obras de Engenharia Civil de grande porte ou pequeno porte exigem trabalhos prévios de movimentação de terras. 7.1- PLATAFORMAS (platôs) As plataformas são obras projetadas e executadas com a finalidade de tornar plana a superfície irregular de um terreno; elas tanto podem ser horizontais como inclinadas. Com relação ao tipo de movimento de terra utilizado, podem ser classificadas em: Plataformas em aterro Plataformas em corte Plataformas em corte e aterro 35 7.2- CÁLCULO DE VOLUMES 1- Volume pela fórmula do Prismóide Se o volume estiver compreendido entre duas superfícies horizontais delimitadas por curvas de nível, será estimado pela fórmula do Prismóide. Considere a fig. abaixo. Onde, A1 e A2 Áreas das figs. limitadas por curvas de nível h equidistância vertical V volume A fórmula do Prismóide é a mais adequada para calcular volumes do tipo apresentado na fig. acima. Representa o volume de uma secção cônica de altura h cujas áreas de base e topo têm valores A1 e A2, respectivamente. O volume total da secção de terreno apresentada na fig. abaixo é dado pela equação: ).( 3 2211 AAAA h V V T = [ ( + + ) + ( + + ) + ( + + ) ] + ( ) 36 VT = V1 + V2 + V3 + V4 Sendo h a equidistância vertical entre as curvas de nível. Notar que, para o cálculo de V4, o valor de h será diferente. A área do topo do prismóide será nula. Esse último volume será aproximado pelo volume de um cone. A fórmula geral para um volume calculado à custa de n volumes parciais entre curvas de nível será dada pela equação: 2- Volume pela fórmula da Seção Média Se o volume a determinar estiver compreendido entre superfícies verticais, como é o caso de volumes a movimentar ao longo de futuros eixos de vias rodoviárias, fig. abaixo, ele será aproximado pela fórmula da Seção Média, representada pela equação: V volume A1 e A2 áreas das figuras limitadas por perfis do terreno. h distância entre as duas superfícies verticais. V = ( + ) 37 Na fig. acima as superfícies verticais são encontradas construindo perfis das seções transversais do terreno. É usual, em projetos de vias rodoviárias, efetuar cálculos de volumes por este processo a cada 20 metros de via. o CÁLCULO DO VOLUME DE CORTE Exemplo 1 38 Exemplo 2 – VOLUME DE CORTE = VOLUME DE ATERRO 39 • Sempre que se executa um corte ou um aterro num determinado terreno, é necessário criar planos inclinados (de corte ou de aterro), para a contenção do terreno superior. Esses planos inclinados recebem o nome de taludes de corte (nos casos de corte) ou saias de aterro (nos casos de aterro). • As escolhas das inclinações são feitas em função da necessidade de estabilidade ou por motivos estéticos. Por outro lado, a estabilidade maior ou menor depende da natureza do solo. Por exemplo, taludes de corte em rocha podem ser até verticais. Nos casos comuns, os taludes de corte variam entre 2/3 e 1/1 e os de aterro entre 1/1 e 3/2. o ETAPAS DE UM PROJETO DE TERRAPLENAGEM 1) LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 2- DESENHO DO PROJETO - SITUAÇÃO REMANEJADA 40 o FATORES DE EMPOLAMENTO DOS SOLOS Quando se escava o terreno natural, o solo que se encontrava num certo estado de compactação, proveniente do seu próprio processo de formação, experimenta uma expansão volumétrica que chega a ser considerável em certos casos. Os solos naturais apresentam expansões volumétricas diferentes, gerando diversos valores de fator de empolamento e porcentagem de empolamento. De modo geral, quanto maior as porcentagens de finos (argila e silte), maior será essa expansão. Ao contrário, os solos arenosos, com pequenas porcentagens de finos, sofrem pequeno empolamento (tabela abaixo). o PROJETO DE PLATÔ Roteiro a) definir a forma e dimensões do platô ; b) localizar o platô sobre as curvas de nível; c) definir o nível altimétrico (corte e/ou aterro) d) definir cota média (Vc = Va) e corrigi-la em função do “FC” (fator de conversão) por tentativas; Tipo de solo Empolamento (%) Solos argilosos 40 Terra comum seca (solos argilo-siltosos com areia) 25 Terra comum úmida 25 Solo arenoso seco 12 41 e) definido a cota de implantação deverá ser definido os contornos do platô, que são decorrentes do projeto de arquitetura (layout, acessos externos e internos); f) definido o contorno do platô, deve-se desenhar as saias do aterro e cristas dos cortes, da seguinte maneira: g) retira-se todas as curvas de nível que cruzam o platô (um plano pode ser circundado por uma curva de nível, jamais cruzado). Exemplo Projeto de platô – relevo após movimento de terra o OFF-SETS É a linha que representa em planta a crista da escavação e “pé” da saia do aterro. Crista de Corte (estaca offset) : Ponto limite da conformação dos taludes de corte. 42 Pé de Aterro (estaca offset) : Ponto limite da saia dos aterros. A escavação e aterro devem ser iniciados a partir da linha de “off- set, portanto estas obras devem ser executadas respectivamente de cima para baixo e inversamente para o aterro. 8.0 - LOCAÇÃO DE OBRAS • GENERALIDADES Levantamentos para locação de obras podem ser de maior ou menor complexidade, dependendo da forma do terreno, da importância da estrutura a ser locada e da amplitude da obra. O sucesso da obra dependerá de um correto levantamento, de um projeto bem elaborado e de uma boa locação. • ALGUNS TIPOS DE PROJETOS QUE NECESSITAM DE LOCAÇÃO: Construção de vias de transportes (eixos de rodovias e ferrovias, intersecção viárias, etc). Edificações (estacas, blocos e sapatas, eixo de pilares, etc). Loteamentos (quadras, lotes, glebas, sistema viário, área de proteção ambiental, etc.). Mineração (Locação de frentes de lavras e banquetas, pontos de sondagem, poços piezométricos, furos para explosivos, drenagem, etc.). 43 Controle de terraplenagem (alturas de corte e aterro, inclinações de taludes, banquetas, sistemas de drenagem, etc.). Construções com características de desenvolvimento vertical (torres, chaminés, dutos, contrapesos, poços de elevador, etc.). Túneis e barragens (traçados, altura do nível de água, etc.). Montagem industriais (eixos, alinhamentos horizontais e verticais, paralelismos, etc.). Canalizações e redes de transmissão (traçados em geral, etc.). Existem diferentes métodos de locação, os quais variam em função do tipo de obra. No projeto de locação a obra estará referenciada a pontos conhecidos e previamente definidos.A partir destes pontos, passa-se a locar no solo a projeção da obra desenhada na planta. É comum ter-se como referência, para a locação da obra, os seguintes elementos: 44 o alinhamento da rua; um poste localizado no alinhamento do passeio; um ponto (marco) com coordenadas x,y,z deixado pelo topógrafo quando da realização do controle da terraplenagem; uma lateral do terreno quando este estiver corretamente localizado; marcos de uma triangulação com coordenadas x,y,z conhecidas; marcos de amarração dos Pi’s e RN’s deixados pela topografia quando do levantamento do trecho de uma estrada, etc. 1- LOCAÇÃO POR COORDENADAS POLARES Para a locação de pontos por esse processo é necessário conhecer um ponto origem, uma direção de referência, os ângulos e as distâncias em relação à linha de referência para os demais pontos. A direção de referência é obtida a partir das coordenadas de dois pontos ou de um determinado alinhamento. Ex. locação do ponto P 45 EXERCÍCIO Calcular o ângulo () e as distâncias necessários para locar os pontos 1, 2 e 3. CADERNETA DE LOCAÇÃO ESTAÇÃO DE REFERÊNCIA COORDENADA X (m) COORDENADA Y (m) A 1868,658 660,039 ESTAÇÃO DE RÉ COORDENADA X (m) COORDENADA Y (m) B 1892,645 669,805 PONTOS A LOCAR PONTO X (m) Y (m) D (m) 1 1864,051 677,893 2 1868,658 643,959 3 1886,750 655,739 46 2- LOCAÇÃO POR COORDENADAS RETANGULARES Exemplo Seja locar uma residência térrea composta de 29 fundações (sapatas e estacas), com base nas medidas contidas no projeto de locação, figura seguinte. CADERNETA DE LOCAÇÃO PRELIMINAR RÉ EST. VANTE ANG. HORIZ. DIST. OBS. B A C 0º 1,885 A C D 90º 5,40 C D prego 1 0º ------ linha H C D Prego 2 180º ------- C D Prego 3 270º -------- Linha 11 C D Prego 4 90º -------- 47 48 Exemplo de um gabarito em uma obra Exemplo de uma marcação da locação dos pilares no gabarito 49 3- LOCAÇÃO POR INTERSECÇÃO Neste processo o ponto será locado a partir de outros dois pontos conhecidos. Pode-se empregar observações angulares ou lineares. Exemplo: EXERCÍCIOS 1- Nivelamento trigonométrico 1.1- Redução de distâncias( DH ) DH = 100 .G . sen² z ou DH = 100 . G . cos²α Dados : FS = 1,600 FM = 1,200 FI = 0,800 AV = 85° 32´ 00´´ 50 FS = 2,156 FM = 1,500 FI = 0,844 AV = 93° 54´ 30´´ 1. 2- Diferença de nível ( DN ) : DN = AI – FM + DH . tan α Dados: a) FS = 1,842 FM = 1,642 FI = 1,442 AV = 86° 15´ 30´´ AI = 1,52 b) FS = 1,690 FM = 1,500 FI = 1,310 AV = 95° 45´ 20´ AI = 1,38 1.3- Cota ( H ): Hn = Hn-1 + DN a) Calcular a Cota (H) do ponto B. Dados: Ponto A : AI = 1,42 HA = 10,000 Ponto B : FS = 0,809 FM = 0,567 FI = 0,325 AV = 84° 15´ b) Calcular a Cota (H) do ponto 2. Ponto 1 : AI = 1,48 H1 = 20,000 Ponto 2 : FS = 1,300 FM = 0,950 FI = 0,600 AV = 97° 02´ 2- Declividade (D%) ou inclinação (i%) (rampa) D = DN / DH . 100 51 a) Calcular a declividade entre os pontos A e B, separados por uma distância de 151,80 m, sabendo que suas cotas são HA = 25,120 m e HB = 42,580 m. b) Calcular a declividade entre os pontos 1 e 2, separados por uma distância de 350,50 m, sabendo que suas altitudes são H1 = 760,224 m e H2 =715,184 m. 3 - Nivelamento Geométrico a) Compor a caderneta de nivelamento geométrico, calcular as cotas dos pontos e fazer a prova dos cálculos. PN RN1 RÉ Vint. Vmud. Alt. Inst. (AI) COTAS (m) 52 b) Com base no esquema ( croqui ) de um nivelamento geométrico, compor a caderneta, calcular as cotas dos pontos e fazer a prova dos cálculos. Cota do RN1 = 10,000 A, B, C = Estações do Nível ( ....... ) = leitura de mira Pontos Nivelados: RN, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 PN Ré Vint. Vmud. Alt. Inst.(Ai) Cotas (m) RN1 53 D) Compor a caderneta de nivelamento geométrico, completá-la, calculá-la e fazer a prova de cálculo. Os valores entre “aspas” são as cotas dos pontos. Os valores sobre as linhas tracejadas são as alturas do instrumento. Os valores entre parêntesis são as leituras de mira. PN Ré Vint. Vmud. Alt. Inst.(Ai) Cotas (m) RN1 54 d) Completar a caderneta de nivelamento geométrico, calcular as cotas e fazer a prova de cálculo. 4 - Interpolação de Curvas de Nível Fórmula : onde d = dn . Em que: d = distância parcial D = distância total dn = diferença de nível parcial DN = diferença de nível total Exercício : PN RÉ VANTE AI COTAS 3,511 100,000 2 2,110 3 0,813 3 4 3,120 103,348 5 2,084 6 106,258 6 109,982 7 1,002 DN D dn d DN D C 55 Interpolar e traçar as curvas de nível de 1m em 1m no desenho abaixo. Tirar as medidas entre os pontos na escala de 1 : 500. Desenhar o perfil entre os pontos A, G, H, D. Escalas: H = 1 : 500 e V = 1 : 50. Utilizar o papel milimetrado formato A4. 5- Greide 5.1-Dados de um projeto ( rodovia ) : • Cotas do Terreno Ponto 1 = 101,30 Ponto 4 = 104,40 Ponto 7 = 105,80 Ponto 10 = 103,00 Ponto 2= 103,60 Ponto 5 = 103,50 Ponto 8 = 106,40 Ponto 11 = 101,80 56 Ponto 3= 104,50 Ponto 6 = 103,90 Ponto 9 = 105,60 Ponto 12 = 102,10 • Cotas dos Greides Ponto 1 = 101,30 Ponto 7 = 105,80 Ponto 12 = 102,10 • Obs.: Estaqueamento de 20m em 20m Pede-se : a) desenhar o perfil longitudinal e os greides em papel milimetrado formato A4, nas escalas ( Horizontal 1 : 1000 e Vertical 1 : 100) ; b) calcular as cotas do greide nos pontos 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10 e 11; c) calcular a inclinação ( rampa ) do terreno entre os pontos 1 - 7 e 7 - 12; d) calcular as cotas vermelhas em todos os pontos. 6 - Cálculo de volumes a) Uma vala foi aberta para a passagem de uma tubulação, conforme mostra a fig. abaixo. Pede-se para calcular o volume de escavação efetuado. Para efeitos de cálculo, tanto o terreno quanto a base da escavação são planos. 57 b) Deseja-se construir uma rampa com inclinação de 10%, conforme o exemplo dado. Sabendo-se que a cota de início da rampa é de 34,55m(ponto mais baixo), que o terreno está nivelado na cota 36,73m e que a rampa deverá ter largura de 7m, calcular o volume de material a ser retirado do terreno. c) Um terreno de 20m x 20m foi quadriculado de 10 m x 10 m, obtendo as cotas conforme croqui. Pede-se : 1- Calcular a cota final do plano horizontal que resulte em volumes de corte e aterro iguais (Vc = Va ) 2- Interpolar e traçar no desenho a curva de passagem entre corte e aterro 3-Desenhar os perfis das seções A, B e C 4-Calcular as áreas de aterro e de corte 58 5-Calcularo volume total de aterro 6-Calcular o volume total de corte. 7- LOCAÇÃO Calcular os ângulos , , e para fins de locação dos pilares P3 e P4 da ponte projetada sobre o rio. 59 9 - SENSORIAMENTO REMOTO 9.1 – Princípios de sensoriamento remoto 9.2 – Sistemas de sensores 9.3 – Fotografias analógicas e digitais 9.4 - Estereoscopia 9.5 - Operações sobre imagens 9.6 - Confecção de mapas Este conteúdo será desenvolvido em grupo em Atividade Externa da Disciplina (AED) conforme cronograma de aulas. ELEMENTOS DE GEODÉSIA e GPS 10 - SUPERFÍCIES DE REFERÊNCIA Devido às irregularidades da superfície terrestre, utilizam-se modelos para a sua representação, mais simples, regulares e geométricos e que mais se aproximam da forma real para efetuar os cálculos. Cada um destes modelos tem a sua aplicação, e quanto mais complexa a figura empregada para a representação da Terra, mais complexos serão os cálculos sobre esta superfície. 10.1- Modelo Esférico Em diversas aplicações a Terra pode ser considerada uma esfera, como no caso da Astronomia. Um ponto pode ser localizado sobre esta esfera através de sua latitude e longitude. Tratando-se de 60 Astronomia, estas coordenadas são denominadas de latitude e longitude astronômicas. 10.2- Modelo Elipsoidal A Geodésia adota como modelo o elipsóide de revolução. Mais de 70 diferentes elipsóides de revolução são utilizados em trabalhos de Geodésia no mundo. Um elipsóide de revolução fica definido por meio de dois parâmetros, os semi-eixos a (maior) e b (menor). 1.3- Modelo Geoidal Semi-eixo maiorSemi-eixo maior Semi-eixo menorSemi-eixo menor b a DATUM WGS-84 SAD-69 a 6.378.137,000m 6.378.160,000m b 6.356.752,310m 6.356.774,719m f=(a-b)/a 1/298,257m 1/298,25m 61 O modelo geoidal é o que mais se aproxima da forma da Terra. É definido teoricamente como sendo o nível médio dos mares em repouso, prolongado através dos continentes. Não é uma superfície regular e é de difícil tratamento matemático. A figura a seguir representa de forma esquemática a superfície física da Terra, o elipsóide e o geóide. 62 O geóide é uma superfície equipotencial do campo da gravidade ou superfície de nível, utilizado como referência para as altitudes ortométricas (distância contada sobre a vertical, do geóide até a superfície física) no ponto considerado. 1.4 - Modelo Plano Considera a porção da Terra em estudo com sendo plana. É a simplificação utilizada pela Topografia. Esta aproximação é válida dentro de certos limites e facilita bastante os cálculos topográficos. Face aos erros decorrentes destas simplificações, este plano tem suas dimensões limitadas. Tem-se adotado como limite para este plano na prática a dimensão de 20 a 30 km. A NRB 13133 (Execução de Levantamento Topográfico) admite um plano com até aproximadamente 80 km. 10.5 - DATUM ALTIMÉTRICO OU VERTICAL Definição: É uma Superfície de referência para as altitudes. As altitudes podem ser do tipo Ortométrica ou Geométrica 10.5.1 - Altitude Ortométrica (geoidal): São as altitudes referenciadas ao geóide (nível médio do mar). Cada região ou país banhado por um oceano pesquisa em sua costa lugares onde a variação de marés é mínima Nestes locais são instalados instrumentos que medem a variação das marés, denominados Marégrafos Um destes marégrafos é escolhido como referência denominado de Datum de Controle Vertical 63 O referencial altimétrico ou Datum Vertical Oficial no Brasil é o Datum Imbituba definido por observações maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral do Estado de Santa Catarina, entre os anos de 1949 e 1957 Caso Particular: Datum Porto de Santana, que é referência para o Estado do Amapá, tomado entre os anos de 1957 e 1958. Os Marcos de Referência de Nível são transportados a partir de Nivelamentos geométrico e trigonométrico. Exemplo de transporte de Altitudes 10.5.2 - Altitude Geométrica (Elipsoidal) h : São as altitudes referenciadas ao elipsóide (calculadas geometricamente) Mudando de Datum, mudaremos de altitude geométrica Obtido a partir de sistemas de posicionamentos via satélites. • O GPS fornece diretamente a altitude elipsóidica referido ao WGS-84. • A altitude usada na engenharia é a altitude ortométrica. H: altitude ortométrica h: altitude geométrica (elipsóidica) 64 o MAPA GEOIDAL O Mapa Geoidal apresenta as ondulações geoidais. Porém, o mapa possui escala muito pequena para fazer interpolação. Para a obtenção de N, utilizamos softwares para interpolação. No Brasil, o software utilizado para fazer esta conversão é o Mapgeo 2010, disponibilizado pelo IBGE. Mas no Brasil o modelo ainda não tem grande precisão: Absoluto = ±0,5m (em alguns locais o erro pode chegar a 2m) Relativo = ±1cm/km o Conversão de Altitudes Como vimos, a conversão da altitude geométrica em ortométrica é feita pela equação H=h-N. O Problema é na determinação de N, pois o geóide no Brasil não é bem determinado, pois temos poucos pontos Gravimétricos. 65 10.6- SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO (SGB) 10.6.1- Rede Altimétrica A partir de uma referência altimétrica (marégrafo) transportam-se as altitudes para todo o território através de linhas de nivelamento geométrico de alta precisão. k • 61853 pontos (160.000 km) • Iniciada em 1945 • Referência – marégrafo da baía de Imbituba-SC • Precisão relativa melhor que 2mm 66 11.0 - GEODÉSIA ESPACIAL Posicionamento por Satélites O início ... 04/10/1957 - SPUTNIK I (primeiro satélite artificial - URSS) TIPOS DE SATÉLITES ARTIFICIAIS: de comunicações meteorológicos estações espaciais Imageadores geodésicos / posicionamentos Rede Altimétrica de Alta Precisão (RAAP) do SGB 67 o SOBRE O GPS ... 68 11.1- SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO NNSS-TRANSIT: marinha USA - desativado NAVSTAR-GPS: USA - em operação GLONASS: Rússia - em operação GALILEO: EU – em desenvolvimento teste em 2006 BEIDOU: China em operação na China geoestacionário 69 o HISTÓRICO DO GPS 1973 - primeiros estudos 1978 - lançamento dos três primeiros satélite SET/1994 - pleno funcionamento do sistema Posicionamento absoluto o MEDIÇÃO COM GPS Pseudo-distância – código Fase da portadora 70 11.1.1- SEGMENTO ESPACIAL constituído pelos satélites GPS: - 21 satélites em operação + 3 satélites reserva (no mínimo - 6 planos orbitais com 4 satélites cada. - altitude da órbita com aproximadamente 20000 km - órbitas aproximadamente circulares - período de revolução de 12h siderais. o com as seguintes funções: manter umaescala de tempo bastante precisa; emitir dois sinais ultra-estáveis em frequência, sobre duas frequências específicas do sistema L1 = 1575,42 MHz e L2 = 1227,60 MHz ; receber e armazenar informações provenientes do segmento de controle; efetuar manobras orbitais; efetuar a bordo alguns cálculos; retransmitir informações (mensagens ao solo). manter uma escala de tempo bastante precisa; 11.1.2 - SEGMENTO DE CONTROLE Função: operacionalizar o sistema (“Defense Mapping Agency - DMA”) É constituído por 5 estações de controle terrestre, que: registram os sinais GPS; 71 efetuam medidas meteorológicas e enviam os dados para a estação principal que processa os dados e os transmite para as estações de transmissão 11.1.3 - SEGMENTO DO USUÁRIO Compreende o conjunto de usuários civis e militares do sistema GPS, incluindo : Receptores Algoritmos Softwares Técnicas de posicionamento 72 Duas frequências portadoras ¤ L1 - 1575,42 MHz ¤ L2 - 1227,60 MHz Duas modulações Dois códigos ¤ C/A (Coarse Acquisition Code): Código civil em L1 ¤ P (Precise Code): Código de uso restrito Y : código P criptografado - uso militar em L1 e L2 Navegação o Tipos de Receptores GPS Topográfico 73 GIS o ALTURA DOS SATÉLITES NO HORIZONTE “cut-off-angle” ou ângulo de máscara recomenda-se considerar apenas os satélites localizados 15º acima do horizonte Geodésico 74 o COEFICIENTE GDOP (GEOMETRY DILUTION OF PRECISION) Indica em escala padronizada, se a geometria espacial dos satélites pode ser considerada boa ou ruim. A melhor disposição espacial é um satélite no zênite e outros igualmente espaçados. 75 11.2 - APLICAÇÕES DO GPS Monitoramento de Veículos Levantamentos Geodésicos Levantamentos Topográficos Exploração de Petróleo Navegação Terrestre Navegação Marítima e Aérea Mapeamento Hidrografia Georreferenciamento de imóveis rurais GIS Reflorestamento Orientação de Máquinas Cadastro Polícia Reconhecimento Caminhadas Geodinâmica Agricultura de precisão Navegação 76 11.3 – SISTEMAS DE POSICIONAMENTO 11.3.1- Posicionamento relativo 77 Exemplo Medição com GPS no modo relativo R1 R2 78 11.4 - PRECISÃO POSICIONAL DO GPS 11.4.1- ABSOLUTO até 02/05/2000: +/- 100m (planimétrico) e +/- 150m (altimétrico) após 02/05/2000: +/- 10m (planimétrico) e +/- 15m (altimétrico) 11.4.2- RELATIVO métrico (+/- 1 a 3m) processamento pelo código centimétrico (+/- 0,5 cm a 50cm) processamento pela fase da portadora L1 milimétrico (0,1 a 10mm) processamento pela dupla fase das portadoras L1/L2 12 - Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo - RBMC IBGE rastreamento GPS contínuo 8 estações em 1993 79 15 estações em 2003 20 estações em 2005 25 estações em ago/2006 Base de operações – Rio de Janeiro Para posicionamento relativo com 1 receptor – o outro é do IBGE 12.1- ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO CONTÍNUO IBGE RBMC Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (situação em ago/2006)