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DISCIPLINA: TRANSFERÊNCIA DE CALOR E MASSA Ph.D Engº Mário Ventura Mondlane 121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA RESISTÊNCIA TÉRMICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ROTEIRO 221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Condução em R.P em uma parede plana Resistência térmica de contacto Redes de resistências térmicas no geral Condução de calor em cilindricos e esferas Raio crítico do isolamento Condução em R.P em uma parede plana 321/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere-se a condução de calor em regime estacionária através das paredes de uma casa durante um dia de invierno. Sabe-se que o calor é continuamente perdido para o exterior através da parede. Intuitivamente, sente-se que a transporte de calor através da parede realiza-se na direção perpendicular à superfície da parede, e não ocorre transporte de calor significativa em outras direções da parede. O fluxo de calor através de uma parede é unidimensional quando sua temperatura varia apenas em uma direção. Condução em R.P em uma parede plana 421/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Nota: A transferência de calor é a única interação de energia envolvida neste caso porque não há geração interna. O balanço de energia pode ser escrito como: O sea Considerando uma parede plana de espessura L e coeficiente médio de condutibilidade térmica k, sendo as duas paredes mantidas às temperaturas constantes T1 e T2. Para a condução unidimensional em regime permanente tem-se T(x). A Lei de Fourier para a condução através da parede pode ser expressa como: Taxa de Calor transferido para a parede Taxa de Calor transferido para fora da parede Taxa de variação da energia da parede - = Condução em R.P em uma parede plana 521/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Sendo o calor transmitido e as áreas constantes, então, dT/dx é uma constante o que significa que a temperatura ao longo da parede varia linearmente em função de x. Separando as variáveis e integrando a Eq. 3-2 de x=0 onde T(0) = T1, até x=L, onde T(L)=T2, tem-se: Integrando e reagrupando os termos obtém-se: Da Eq. 3-3, pode-se concluir que o calor transferido por uma parede plana é diretamente proporcional ao coeficiente médio de condução de calor, à área da parede e ao potencial térmico das faces, mas inversamente proporcional à espessura da parede. Condução em R.P em uma parede plana 621/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A Eq. 3-3 para condução de calor através de uma parede plana pode ser reorganizada para ter-se: Em condições estáveis, a distribuição de temperatura em uma parede plana é uma linha reta. Conceito de resistência térmica 721/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A expressão (3.5) é a resistência térmica da parede à condução de calor, que depende da geometria do meio e das suas propriedades térmicas. Esta relação é análoga à da intensidade da corrente eléctrica que é dada por: Onde Re= L/(σeA) é a resistência eléctrica e V1-V2 a diferença de potencial na resistência (σe é a condutividade eléctrica). A taxa de transferência de calor através de uma camada corresponde à corrente eléctrica, a resistência térmica corresponde à resistência eléctrica e o potencial térmico corresponde à diferença de potencial entre a camada. Conceito de resistência térmica 821/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considerando a transmissão de calor por convecção da superfície do sólido As a temperatura Ts, para o fluído a uma temperatura diferente da superfície T∞, com o coeficiente de convecção h, a Lei de resfriamento de Newton para a convecção pode ser escrita como: Qconv=hAs(Ts-T∞). Agrupando os membros da equação, obtém-se: onde A Eq. 3-8 é a resistência térmica da superfície à convecção de calor. Analogia entre os conceitos de resistência térmica e eléctrica. Conceito de resistência térmica 921/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Repare que quando o coeficiente convectivo for muito maior (h →∞), a resistência à convecção torna-se zero e Ts ≈T∞. Ou seja, a superfície não oferece resistência térmica nenhuma à convecção, por isso não dificulta o processo de transmissão de calor. Esta situação é abordada na prática em superfícies onde ocorrem a ebulição e a condensação. Além disso, observe que a superfície não precisa ser uma superfície plana. A Eq. 3.8 para a resistência térmica à convecção é válida para superfícies de qualquer forma, desde que o pressuposto de h = constante e uniforme seja razoável. Esquema de resistência à convecção em uma superfície. Conceito de resistência térmica 1021/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Se a parede estiver circundada por um gás, os efeitos radiantes que haviam sido negligenciados podem ser significantes e devem ser tomados em conta. A transferência de calor entre uma superfície de emissividade ε, área As e temperatura Ts, e as paredes vizinhas à temperatura média Tviz pode ser expressa como: A Eq. 3-10, é a resistência térmica de uma superfície contra a radiação, ou, a resistência à radiação e, A Eq. 3-11, é o coeficiente de transporte de calor por radiação. Observe que tanto Ts quanto Tviz devem estar em [K] na avaliação hrad. Conceito de resistência térmica 1121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA As superfícies expostas ao ar ambiente, geralmente envolvem convecção e radiação em simultâneo e o total de calor dissipado pela superfície consegue-se adicionando ou subtraindo (dependendo da sua direção) as duas parcelas: a de convecção e a de radiação. Se Tviz ≈ T∞ os efeitos radioactivos podem ser tomados em conta substituindo o h na resistência convectiva por: Onde hcombinado é o coeficiente combinado de transmissão de calor e desta forma evitam-se as complicações associadas à radiação. Esquema para resistências convectiva e radioativa em uma superfície. Redes de Resistências Térmicas 1221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistências térmicas para transferência de calor através de uma parede plana sujeita a convecção em ambos os lados e a analogia elétrica. Redes de Resistências Térmicas 1321/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere-se o regime permanente, unidimensional, através de uma parede plana de espessura L, com área A, condutividade k, exposta à convecção em ambos os lados, de fluídos com temperaturas T∞1 e T∞2 e com coeficientes de transferência de calor h1 e h2 respectivamente. Em R.P tem-se: o sea: Taxa de Calor transferido para a parede por convecção Taxa de Calor transferido pela parede por condução Taxa de Calor transferido da parede por convecção == Redes de Resistências Térmicas 1421/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A Eq.3-13 pode ser arranjada para a forma: Somando os numeradores e denominadores, a Eq. 3-14 transforma-se em: onde Redes de Resistências Térmicas 1521/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Uma identidade matemática muito útil. Redes de Resistências Térmicas 1621/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A taxa de transmissão de calor, em R.P, entre duas superfícies, é igual ao potencial térmico entre elas, dividido pela resistência térmica total (R) entre as duas paredes. Então a equação que se segue pode ser arranjada na forma: Q= ΔT/R, resultando em: O que indica que a queda de temperatura através de um meio, é igual a taxa de transferência de calor multiplicada pela resistência térmica desse meio. A queda de temperatura através de uma camada é proporcional à suaresistência térmica. Redes de Resistências Térmicas 1721/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Há vezes que torna-se conveniente expressar a transmissão de calor através de um meio, de maneira análoga à Lei de resfriamento de Newton Sendo que U é o coeficiente global de transmissão de calor. Das Eq. 3-15 e 3-18 deduz-se a expressão seguinte: A temperatura da parede pode ser determinada usando o conceito de resistência térmica. Conhecendo por exemplo o Q, pode-se determinar T1 pela equação: Paredes Planas Multicamadas 1821/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistências térmicas para transferência de caloratravés de uma parede plana de duas camadas sujeitas à convecção em ambos os lados. Paredes Planas Multicamadas 1921/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Na prática, é comum encontrar-se paredes planas multicamadas de materiais diferentes. O conceito de resistência térmica continua o mesmo, para determinar a taxa de transferência de calor pelo meio, em R.P. Considerando uma parede composta de duas camadas, o fluxo de calor , que atravessa as duas camadas pode ser determinado por: Onde Rtotal é a resistência térmica total expressa por: Q Paredes Planas Multicamadas 2021/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Avaliação das temperaturas superficial e de interface quando dam-se T∞1 e T∞2 e calcula-se Q. Paredes Planas Multicamadas 2121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Onde Rtotal é a resistência térmica total dada por: e Ti é uma temperatura conhecida na ubicação i e RTot,i-j é a resistência térmica total entre a localização j e i. Conhecido Q, a temperatura de interface entre os dois meios T2 , da Fig. anterior, pode- se determinar da seguinte expressão: Resistência Térmica por Contato 2221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Distribuição de temperatura e linhas de fluxo de calor ao longo de duas placas sólidas comprimidas entre si para o caso de contato perfeito e imperfeito. Resistência Térmica por Contato 2321/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere que há transferência entre dois blocos de metal de secção transversal A, pressionados um contra outro. O calor transferido através da interface destes dois blocos é a soma do transferido pelos pontos em contacto e pelas brechas. Pode-se também expressar de maneira análoga, pela lei de resfriamento de Newton como: Onde A é a área aparente de interface e ΔTinterface é a diferença efetiva de temperatura na interface. hc corresponde ao coeficiente de transmissão de calor por convecção, e ele é também denominado condutividade térmica por contato e é expresso por: E relaciona-se com a resistência térmica por contato de forma: Resistência Térmica por Contato 2421/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A Eq. 3-28, é a resistência térmica por contato e é inversa à condutividade térmica no contato. A resistência térmica no contacto, podeser reduzida, aplicando líquidos que são condutores térmicos na superfíciedaspeças, antes destas serem pressionadas, os quaisse designampor massas térmicas. Fluído na Interface Condutividade no contacto, hc W/m2 ∙oC Ar 3640 Hélio 9520 Hidrogénio 13900 Óleo de Silicone 19000 Glicerina 37700 Resistência Térmica por Contato 2521/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Outra forma de diminuir a resistência de contato é introduzir películas finas de alumínio, níquel, cobre ou prata entre duas superfícies em contacto, como se pode ver dos gráficos da figura. Redes Térmicas no Geral 2621/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistência térmica para duas camadas paralelas. Redes Térmicas no Geral 2721/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA O conceito de resistência térmica ou de analogia eléctrica, pode ser usado para resolver problemas de transporte de calor em R.P, que envolvam camadas paralelas ou arranjos combinados série-paralelos. Se considerar-se uma parede composta por duas camadas paralelas, a resistência térmica da rede consistirá de duas resistências em paralelo. O calor total transferido é igual à soma do calor transferido por cada uma das camadas: Utilizando a analogia eléctrica, obtem-se: onde Redes Térmicas no Geral 2821/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistência térmica para arranjo combinado série- paralelo. Redes térmicas no geral 2921/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere agora um arranjo série-paralelo. O calor total transferido pelo arranjo pode ser determinado pela expressão seguinte: Basta que as resistências térmicas individuais sejam conhecidas, para que a resistência total e a taxa total de transferência de calor possam ser facilmente determinadas pelas expressões anteriores. Condução de calor em cilíndros e esferas 3021/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Em um cano que transporta água quente o calor é perdido para o ar exterior na direção radial e, como consequência, a transferência de calor nesse dito tubo longo é unidimensional. Condução de calor em cilíndros e esferas 3121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Tubo cilíndrico longo (ou capacete esférico) com temperaturas de superfícies internas e externas, T1 e T2, especificadas. Condução de calor em cilíndros e esferas 3221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere uma camada cilíndrica de comprimento L com raio interno r1 e externo r2 e condutividade térmica média k. As duas superfícies da camada são mantidas às temperaturas constantes T1 e T2 . Não há geração de calor na camada e a condutividade térmica é constante. Para a condução de calor unidimensional através do meio cilíndrico, tem-se T(r). A lei de Fourier para condução através do cilindro pode ser expressa como: Onde A = 2πrL é a área de transferência de calor no ponto r. A depende de r, dai varia na direcção do fluxo de calor. Separando as variáveis e integrando de r = r1, onde T(r1) = T1, até r = r2, onde T(r2) = T2 obtém-se: Condução de calor em cilíndros e esferas 3321/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Substituindo A = 2πrL e fazendo as integrações obtém-se: Desde que Qcond,cil seja constante, a Eq. 3.37 pode ser transformada em: onde é a resistência da camada cilíndrica à transferência de calor por condução, ou simplesmente, a resistência por condução da camada cilíndrica. Pode-se repetir a análise acima para uma camada esférica fazendo A= 4πr2 e resolvendo as integrações, o resultado obtido é: .cilR Condução de calor em cilíndros e esferas 3421/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA onde é a resistência da camada esférica à transferência de calor por condução, ou simplesmente a resistência por condução da camada esférica. Considere agora o fluxo de calor 1D em R.P sobre uma camada cilíndrica ou esférica, que esteja exposta à convecção em ambos os lados, de fluidos com temperaturas T∞1 e T∞2, cujos coeficientes de transferência de calor são h1 e h2 respectivamente. A expressão do calor que atravessa a rede de resistência térmica, que consiste de duas resistências por convecção e uma por condução, pode ser dada por: .esfR Condução de calor em cilíndros e esferas 3521/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA onde é a resistência da camada esférica à transferência de calor por condução, ou simplesmente a resistência por condução da camada esférica. Considere agora o fluxo de calor 1D em R.P sobre uma camada cilíndrica ou esférica, que esteja exposta à convecção em ambos os lados, de fluidos com temperaturas T∞1 e T∞2, cujos coeficientes de transferência de calor são h1 e h2 respectivamente. A expressão do calor que atravessa a rede de resistência térmica, que consiste de duas resistências por convecção e uma por condução, pode ser dada por: .esfR Condução de calor em cilíndros e esferas 3621/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistência térmica para um cilindro ou esfera sujeito à convecção nas duas superfícies, interna e externa. Condução de calor em cilíndros e esferas 3721/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA onde para uma camada cilíndrica e para uma camada esférica, Na relação de transferência de calor por convecção Rconv = 1/hA, A representa a área por onde ocorre a convecção, e é igual a A = 2πrL para a superfície cilíndrica e para a superfície esférica A = 4πr2. Condução em multicamadas cilíndricas e esféricas 3821/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Rede de resistências térmicas de transferência de calor para uma parede cilíndrica multicamada, sujeita à efeitos convectivos em ambos os lados. Condução em multicamadas cilíndricas e esféricas 3921/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA A transmissão de calor em R.P através de camadas múltiplas cilíndricas e esféricas, pode merecer as mesmas considerações que fez-separa as paredes planas, adicionando simplesmente uma resistência em série por cada camada adicional. Para a condução em R.P num cilindro de comprimento L, constituido por três camadas, com convecção em ambos os lados pode-se escrever: Onde RTotal é a resistência total dada por: Onde A1=2πr1L e A4=2πr4L . Esta expressão pode ser usada para paredes esféricas, bastando para tal substituir as resistências por condução, das camadas cilíndricas pelas camadas esféricas. Condução em multicamadas cilíndricas e esféricas 4021/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Desde que Q seja conhecido, é possível determinar qualquer temperatura intermédia Tj aplicando a relação: Por exemplo se Q for conhecido, a temperatura T2 na interface entre a primeira e a segunda camada cilíndrica determina-se de: Também pode-se determinar T2 de: As expressões 3.47 e 3.48 conduzem aos mesmos resultados, mas a primeira envolve menos termos. , i j Total i j T T R Q Raio crítico de isolamento-Seleção do material 4121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Considere um tubo cilíndrico de raio externo r1 cuja temperatura externa é T1 mantida constante. O tubo encontra-se isolado com um material cuja condutividade térmica é k e o seu raio externo é r2, o calor é dissipado para o meio ambiente, que encontra-se a temperatura T∞ , com o coeficiente de transferência de calor por convecção h. O calor dissipado do isolamento para o ambiente pode-se determinar de: O valor de r2 para o qual Q atinge o seu máximo é determinado da Eq. 3.50. Uma óptima espessura de isolamento esta associada ao valor de r2 que minimiza o Q e maximiza a Rtotal que se pode obter de: 2 0 dQ dr Q Raio crítico de isolamento-seleção do material 4221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Derivando a Eq. 3.49, da taxa do calor no cilindro, obtém-se: (3-50) Fazendo o arranjo dos termos da Eq. 3.50 obtém-se: (3-51) De forma explícita rcr,cil = r2 obtém-se a expressão do raio crítico para o cilindro isolado como: (3-52) A discussão apresentada acima pode ser repetida para uma esfera e, da mesma forma, pode ser mostrado que o raio crítico de isolamento para uma casca esférica é: (3-53) Raio crítico de isolamento-seleção do material 4321/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA O raio crítico é o que equivale à razão entre os coeficientes de transferência de calor por condução e por convecção. 4421/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA EXEMPLOS 4521/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Ejemplo 3.1. Considere una pared gruesa de 3 m de alto, 5 m de ancho y 0.30 m de espesor, cuya conductividad térmica es k 0.9 W/m.°C. Cierto día, se miden las temperaturas de las superficies interior y exterior de esa pared y resultan ser de 16°C y 2°C, respectivamente. Determine la razón de la pérdida de calor a través de la pared en ese día. 4621/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Solución 3.1: 4721/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Ejemplo 3.2. Considere una ventana de vidrio de 0.8 m de alto y 1.5 m de ancho, con un espesor de 8 mm y una conductividad térmica de k 0.78 W/m · °C. Determine la razón estacionaria de la transferencia de calor a través de esta ventana de vidrio y la temperatura de su superficie interior para un día durante el cual el cuarto se mantiene a 20°C, en tanto que la temperatura del exterior es de -10°C. Tome los coeficientes de transferencia de calor de las superficies interior y exterior de la ventana como h1 =10 W/m2 · °C y h2 =40 W/m2 · °C, los cuales incluyen los efectos de la radiación. 4821/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Solución 3.2: 4921/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Ejemplo 3.3. Considere una ventana de hoja doble de 0.8 m de alto y 1.5 m de ancho que consta de dos capas de vidrio de 4 mm de espesor (k 0.78 W/m · °C) separadas por un espacio de aire estancado de 10 mm de ancho (k 0.026 W/m · °C). Determine la razón de transferencia de calor estacionaria a través de la ventana de hoja doble y la temperatura en la superficie interior para un día durante el cual el cuarto se mantiene a 20°C, en tanto que la temperatura del exterior es de 10°C. Tome los coeficientes de transferencia de calor por convección en las superficies interior y exterior como h1 10 W/m2 · °C y h2 40 W/m2 · °C, respectivamente, los cuales incluyen los efectos de la radiación. 5021/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Solución 3.3: 5121/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Solución 3.3-cont.: 5221/05/2024 ENGENHARIA TERMOTÉCNICA Ejemplo 3.4 Se usa un tanque esférico con diámetro interno de 3 m hecho de acero inoxidable de 2 cm de espesor (k =15 W/m.°C) para almacenar agua con hielo a T1 =0°C. El tanque está ubicado en un cuarto cuya temperatura es T1 =22°C. Las paredes del cuarto también están a 22°C. La superficie exterior del tanque es negra y la transferencia de calor entre la superficie exterior del mismo y los alrededores es por convección natural y radiación. Los coeficientes de transferencia de calor por convección en las superficies interior y exterior del tanque son h1 80 W/m2 · °C y h2 10 W/m2 · °C, respectivamente. Determine: a) la razón de la transferencia de calor hacia el agua con hielo que está en el tanque y b) la cantidad de hielo a 0°C que se funde durante un periodo de 24 h. Suposiciones: (1) La transferencia de calor es estacionaria dado que las condiciones térmicas especificadas en las fronteras no cambian con el tiempo. (2) La transferencia de calor es unidimensional, ya que se tiene simetría térmica en torno al punto medio. (3) La conductividad térmica es constante. Propiedades: Se da la conductividad térmica del acero como k 15 W/m · °C. El calor de fusión del agua a la presión atmosférica es hif =333.7 kJ/kg. La superficie exterior del tanque es negra y, por tanto, su emisividad es 1.