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Exercício 4

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Questões resolvidas

A palavra “finanças” teve sua primeira aparição perante a atuação estatal na Idade Média, quando se tratava de uma multa fixada por juiz, que deveria ser paga ao Estado. Diante do contexto histórico da atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:

“A origem da palavra 'finanças' é controvertida. Para alguns autores, vem da palavra inglesa 'fine', que se refere ao pagamento de multas. Outros a relacionam ao termo alemão 'finden', relativo a encontrar. Para Benvenuto Griziotti, o substantivo finanças provém do latim medieval 'financia' e indica os diferentes meios necessários para os gastos públicos e a realização dos fins do Estado. Esclarece Héctor Villegas que o vocábulo finanças deriva da palavra latina 'finis' e do verbo latino 'finire', que gerou posteriormente, em latim medieval, o verbo 'finare' e o termo 'finatio'. Este último teve seu significado mudado através dos tempos. Na Idade Média, em um primeiro momento, designava decisão judicial, depois passou a indicar a multa fixada em juízo e, finalmente, os pagamentos e prestações em geral. Em um segundo período, por volta do século XIV, os negócios financeiros eram identificados com os negócios monetários em geral, e, ao mesmo tempo, dava-se à palavra finanz o significado negativo de intriga, usura e fraude. Em um terceiro período, primeiro na França e depois em outros países, a palavra finanças passou a ser empregada unicamente em relação aos recursos e despesas do Estado e das comunas” (ABRAHAM, 2021, p. 30).
Considerando os estudos sobre a evolução histórica das finanças, assinale a alternativa que apresenta o marco legislativo brasileiro do Direito Financeiro.
A. Lei Complementar nº101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal.
B. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
C. Lei nº556/1850 — Código Comercial Brasileiro.
D. Lei nº4.320/1964 — Lei Geral de Orçamentos.
E. Lei nº5.172/1966 — Código Tributário Nacional.

O Estado, para que possa atingir a sua finalidade de garantir o bem-estar de sua população, deve realizar diferentes ações que permitam a concretização desse objetivo, tais como: fornecer serviços públicos (educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, etc.), fornecer poder de polícia, efetuar a construção de obras públicas, entre outros. Em relação aos estudos sobre a atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:

“O Estado-Administração, todavia, não poderia manter-se nem cumprir suas finalidades se não dispusesse de uma massa adequada de meios econômicos, que se 'alimenta' de rendas patrimoniais do próprio Estado (e de atividades comerciais ou industriais por ele exercidas) ou é obtida, por meio do poder de império, da riqueza dos cidadãos. Na Idade Média, as entradas da primeira espécie (receitas originárias) tinham o papel preponderante. No Estado moderno, todavia, os referidos ingressos foram perdendo a importância e, hoje, a segunda modalidade (receitas derivadas) é a que, em maior proporção, preenche, pelo recolhimento de tributos, as necessidades do erário público” (RAMOS FILHO, 2018, p. 118 e 119).
Considerando os estudos desta Unidade, assinale a alternativa que apresenta as três ciências que estudam a atividade financeira do Estado.
A. Contabilidade administrativa, Direito Financeiro e Direito Tributário.
B. Ciência das Finanças, Direito Financeiro e Direito Tributário.
C. Matemática financeira, Direito Administrativo e Direito Financeiro.
D. Contabilidade, Direito Financeiro e Direito Tributário.
E. Ciências das Finanças, Direito Administrativo e Direito Tributário.

Muitos doutrinadores divergem na compreensão da autonomia do Direito Financeiro, desvinculando-o dos outros ramos jurídicos como o Direito Administrativo e o Direito Tributário. Contudo, muitos defendem que se trata de uma ciência autônoma e independente. Nesse sentido, leia o trecho abaixo sobre a autonomia do Direito Financeiro:

“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (MARTÍNEZ, 2003, p. 8).
Considerando os estudos sobre os aspectos político e econômico do orçamento público, analise as assertivas abaixo:

I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.

II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.

III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.

IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.

Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.
I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.
II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.
III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.
IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.
A. Apenas I e II.
B. Apenas II e III.
C. Apenas III e IV.
D. Apenas II e IV.
E. Apenas I e III.

O Direito Financeiro é um ramo do Direito que visa regulamentar as relações jurídicas, no tocante à atividade financeira do Estado, seja entre este e particulares, agentes públicos, entes federativos ou agentes estrangeiros. Sobre o estudo teórico do Direito Financeiro, leia o trecho abaixo:

“A definição proposta ressalta, também, que o objeto do Direito Financeiro, como de qualquer outro ramo do direito, são relações jurídicas. Não quaisquer relações, mas somente as que surgem em consequência da atividade financeira estatal. A referida definição exclui, no entanto, do campo do Direito Financeiro tudo quanto se refira à obtenção de receitas que correspondam ao conceito de tributos (art. 3º, CTN), a fim de afastá-lo do campo próprio do Direito Tributário. Ressalte-se que o conceito anteriormente exposto é o do Direito Financeiro enquanto ramo do direito positivo. Tomado, contudo, como ramo da Ciência Jurídica, o Direito Financeiro pode ser definido como o conjunto de proposições científicas que se voltam para a descrição das normas jurídicas” (RAMOS FILHO, 2018, p. 187 e 188).
Considerando os estudos conceituais sobre o Direito Financeiro, analise as assertivas abaixo:

I. O Direito Financeiro é a ciência que estuda a atividade financeira do Estado, sendo considerado um ramo do direito privado.

II. O Direito Financeiro deve ser analisado sob dois aspectos: o objetivo (ordenamentos jurídicos sobre a atividade financeira do Estado) e científico (ciência jurídica).

III. O Direito Financeiro regula as despesas públicas, as receitas públicas, o orçamento público e o crédito público.

IV. No tocante à receita pública, é importante fazer a distinção entre receita tributária e não-tributária.

Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.
I. O Direito Financeiro é a ciência que estuda a atividade financeira do Estado, sendo considerado um ramo do direito privado.
II. O Direito Financeiro deve ser analisado sob dois aspectos: o objetivo (ordenamentos jurídicos sobre a atividade financeira do Estado) e científico (ciência jurídica).
III. O Direito Financeiro regula as despesas públicas, as receitas públicas, o orçamento público e o crédito público.
IV. No tocante à receita pública, é importante fazer a distinção entre receita tributária e não-tributária.
A. Apenas I, III e IV.
B. Apenas I, II e IV.
C. Apenas I, II e III.
D. Apenas II e IV.
E. Apenas II, III e IV.

No ordenamento jurídico brasileiro, todos os entes da federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) têm competência concorrente para legislar sobre Direito Financeiro, conforme estabelece o art. 24, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Assim, é preciso considerar que cada um dos entes irá estipular as leis orçamentárias competentes para sua própria administração.

Considerando esse cenário, acompanhe o caso a seguir:

a) Com base na legislação pátria que rege a atividade financeira do Estado, explique e fundamente se a ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada que corta a cidade está correta.

b) Considerando que a ação não está correta, qual seria o procedimento correto, por parte do Município, para garantir a realização dessa obra?
Carla, vamos estruturar a resposta de forma jurídica e fundamentada:

a) A ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada

No ordenamento jurídico brasileiro, a competência para legislar sobre Direito Financeiro é concorrente entre União, Estados e Distrito Federal (CF/88, art. 24, I). Já os Municípios possuem competência suplementar, limitada às matérias de interesse local (CF/88, art. 30, I e II).

No caso apresentado, a obra refere-se a uma estrada estadual que corta o município. Portanto, trata-se de bem público pertencente ao Estado, e não ao Município. Assim, o Município não pode incluir em sua lei orçamentária verba exclusiva para custear e realizar diretamente a obra, pois estaria invadindo competência administrativa e financeira do Estado.

Logo, a ação do Município é juridicamente incorreta, pois viola o princípio da legalidade e da repartição constitucional de competências.

b) Procedimento correto para garantir a realização da obra

O caminho adequado seria:

1. O Município deve solicitar ao Estado a inclusão da obra em seu orçamento, por meio de diálogo institucional e encaminhamento de demandas oficiais.

2. Pode também firmar convênios ou parcerias com o Estado, mediante previsão legal, para contribuir financeiramente ou executar parte da obra em cooperação.

3. Outra alternativa é buscar transferências voluntárias (recursos da União ou do Estado), mediante celebração de instrumentos jurídicos como contratos de repasse ou termos de cooperação.

Dessa forma, o Município respeita a repartição de competências e garante que a obra seja realizada de forma legal, transparente e eficiente, sem irregularidades no processo orçamentário.

Conclusão

A ação do Município em querer custear diretamente a obra da estrada estadual é irregular, pois extrapola sua competência orçamentária. O procedimento correto seria articular com o Estado a execução da obra, seja por meio de convênios, parcerias ou transferências voluntárias, garantindo a legalidade e a observância dos princípios constitucionais que regem a atividade financeira do Estado.

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Questões resolvidas

A palavra “finanças” teve sua primeira aparição perante a atuação estatal na Idade Média, quando se tratava de uma multa fixada por juiz, que deveria ser paga ao Estado. Diante do contexto histórico da atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:

“A origem da palavra 'finanças' é controvertida. Para alguns autores, vem da palavra inglesa 'fine', que se refere ao pagamento de multas. Outros a relacionam ao termo alemão 'finden', relativo a encontrar. Para Benvenuto Griziotti, o substantivo finanças provém do latim medieval 'financia' e indica os diferentes meios necessários para os gastos públicos e a realização dos fins do Estado. Esclarece Héctor Villegas que o vocábulo finanças deriva da palavra latina 'finis' e do verbo latino 'finire', que gerou posteriormente, em latim medieval, o verbo 'finare' e o termo 'finatio'. Este último teve seu significado mudado através dos tempos. Na Idade Média, em um primeiro momento, designava decisão judicial, depois passou a indicar a multa fixada em juízo e, finalmente, os pagamentos e prestações em geral. Em um segundo período, por volta do século XIV, os negócios financeiros eram identificados com os negócios monetários em geral, e, ao mesmo tempo, dava-se à palavra finanz o significado negativo de intriga, usura e fraude. Em um terceiro período, primeiro na França e depois em outros países, a palavra finanças passou a ser empregada unicamente em relação aos recursos e despesas do Estado e das comunas” (ABRAHAM, 2021, p. 30).
Considerando os estudos sobre a evolução histórica das finanças, assinale a alternativa que apresenta o marco legislativo brasileiro do Direito Financeiro.
A. Lei Complementar nº101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal.
B. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
C. Lei nº556/1850 — Código Comercial Brasileiro.
D. Lei nº4.320/1964 — Lei Geral de Orçamentos.
E. Lei nº5.172/1966 — Código Tributário Nacional.

O Estado, para que possa atingir a sua finalidade de garantir o bem-estar de sua população, deve realizar diferentes ações que permitam a concretização desse objetivo, tais como: fornecer serviços públicos (educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, etc.), fornecer poder de polícia, efetuar a construção de obras públicas, entre outros. Em relação aos estudos sobre a atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:

“O Estado-Administração, todavia, não poderia manter-se nem cumprir suas finalidades se não dispusesse de uma massa adequada de meios econômicos, que se 'alimenta' de rendas patrimoniais do próprio Estado (e de atividades comerciais ou industriais por ele exercidas) ou é obtida, por meio do poder de império, da riqueza dos cidadãos. Na Idade Média, as entradas da primeira espécie (receitas originárias) tinham o papel preponderante. No Estado moderno, todavia, os referidos ingressos foram perdendo a importância e, hoje, a segunda modalidade (receitas derivadas) é a que, em maior proporção, preenche, pelo recolhimento de tributos, as necessidades do erário público” (RAMOS FILHO, 2018, p. 118 e 119).
Considerando os estudos desta Unidade, assinale a alternativa que apresenta as três ciências que estudam a atividade financeira do Estado.
A. Contabilidade administrativa, Direito Financeiro e Direito Tributário.
B. Ciência das Finanças, Direito Financeiro e Direito Tributário.
C. Matemática financeira, Direito Administrativo e Direito Financeiro.
D. Contabilidade, Direito Financeiro e Direito Tributário.
E. Ciências das Finanças, Direito Administrativo e Direito Tributário.

Muitos doutrinadores divergem na compreensão da autonomia do Direito Financeiro, desvinculando-o dos outros ramos jurídicos como o Direito Administrativo e o Direito Tributário. Contudo, muitos defendem que se trata de uma ciência autônoma e independente. Nesse sentido, leia o trecho abaixo sobre a autonomia do Direito Financeiro:

“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (MARTÍNEZ, 2003, p. 8).
Considerando os estudos sobre os aspectos político e econômico do orçamento público, analise as assertivas abaixo:

I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.

II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.

III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.

IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.

Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.
I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.
II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.
III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.
IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.
A. Apenas I e II.
B. Apenas II e III.
C. Apenas III e IV.
D. Apenas II e IV.
E. Apenas I e III.

O Direito Financeiro é um ramo do Direito que visa regulamentar as relações jurídicas, no tocante à atividade financeira do Estado, seja entre este e particulares, agentes públicos, entes federativos ou agentes estrangeiros. Sobre o estudo teórico do Direito Financeiro, leia o trecho abaixo:

“A definição proposta ressalta, também, que o objeto do Direito Financeiro, como de qualquer outro ramo do direito, são relações jurídicas. Não quaisquer relações, mas somente as que surgem em consequência da atividade financeira estatal. A referida definição exclui, no entanto, do campo do Direito Financeiro tudo quanto se refira à obtenção de receitas que correspondam ao conceito de tributos (art. 3º, CTN), a fim de afastá-lo do campo próprio do Direito Tributário. Ressalte-se que o conceito anteriormente exposto é o do Direito Financeiro enquanto ramo do direito positivo. Tomado, contudo, como ramo da Ciência Jurídica, o Direito Financeiro pode ser definido como o conjunto de proposições científicas que se voltam para a descrição das normas jurídicas” (RAMOS FILHO, 2018, p. 187 e 188).
Considerando os estudos conceituais sobre o Direito Financeiro, analise as assertivas abaixo:

I. O Direito Financeiro é a ciência que estuda a atividade financeira do Estado, sendo considerado um ramo do direito privado.

II. O Direito Financeiro deve ser analisado sob dois aspectos: o objetivo (ordenamentos jurídicos sobre a atividade financeira do Estado) e científico (ciência jurídica).

III. O Direito Financeiro regula as despesas públicas, as receitas públicas, o orçamento público e o crédito público.

IV. No tocante à receita pública, é importante fazer a distinção entre receita tributária e não-tributária.

Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.
I. O Direito Financeiro é a ciência que estuda a atividade financeira do Estado, sendo considerado um ramo do direito privado.
II. O Direito Financeiro deve ser analisado sob dois aspectos: o objetivo (ordenamentos jurídicos sobre a atividade financeira do Estado) e científico (ciência jurídica).
III. O Direito Financeiro regula as despesas públicas, as receitas públicas, o orçamento público e o crédito público.
IV. No tocante à receita pública, é importante fazer a distinção entre receita tributária e não-tributária.
A. Apenas I, III e IV.
B. Apenas I, II e IV.
C. Apenas I, II e III.
D. Apenas II e IV.
E. Apenas II, III e IV.

No ordenamento jurídico brasileiro, todos os entes da federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) têm competência concorrente para legislar sobre Direito Financeiro, conforme estabelece o art. 24, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Assim, é preciso considerar que cada um dos entes irá estipular as leis orçamentárias competentes para sua própria administração.

Considerando esse cenário, acompanhe o caso a seguir:

a) Com base na legislação pátria que rege a atividade financeira do Estado, explique e fundamente se a ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada que corta a cidade está correta.

b) Considerando que a ação não está correta, qual seria o procedimento correto, por parte do Município, para garantir a realização dessa obra?
Carla, vamos estruturar a resposta de forma jurídica e fundamentada:

a) A ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada

No ordenamento jurídico brasileiro, a competência para legislar sobre Direito Financeiro é concorrente entre União, Estados e Distrito Federal (CF/88, art. 24, I). Já os Municípios possuem competência suplementar, limitada às matérias de interesse local (CF/88, art. 30, I e II).

No caso apresentado, a obra refere-se a uma estrada estadual que corta o município. Portanto, trata-se de bem público pertencente ao Estado, e não ao Município. Assim, o Município não pode incluir em sua lei orçamentária verba exclusiva para custear e realizar diretamente a obra, pois estaria invadindo competência administrativa e financeira do Estado.

Logo, a ação do Município é juridicamente incorreta, pois viola o princípio da legalidade e da repartição constitucional de competências.

b) Procedimento correto para garantir a realização da obra

O caminho adequado seria:

1. O Município deve solicitar ao Estado a inclusão da obra em seu orçamento, por meio de diálogo institucional e encaminhamento de demandas oficiais.

2. Pode também firmar convênios ou parcerias com o Estado, mediante previsão legal, para contribuir financeiramente ou executar parte da obra em cooperação.

3. Outra alternativa é buscar transferências voluntárias (recursos da União ou do Estado), mediante celebração de instrumentos jurídicos como contratos de repasse ou termos de cooperação.

Dessa forma, o Município respeita a repartição de competências e garante que a obra seja realizada de forma legal, transparente e eficiente, sem irregularidades no processo orçamentário.

Conclusão

A ação do Município em querer custear diretamente a obra da estrada estadual é irregular, pois extrapola sua competência orçamentária. O procedimento correto seria articular com o Estado a execução da obra, seja por meio de convênios, parcerias ou transferências voluntárias, garantindo a legalidade e a observância dos princípios constitucionais que regem a atividade financeira do Estado.

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1. A palavra “finanças” teve sua primeira aparição perante a atuação estatal na Idade Média, quando se tratava de uma multa fixada por juiz, que deveria ser paga ao Estado. Diante do contexto histórico da atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:
“A origem da palavra 'finanças' é controvertida. Para alguns autores, vem da palavra inglesa 'fine', que se refere ao pagamento de multas. Outros a relacionam ao termo alemão 'finden', relativo a encontrar. Para Benvenuto Griziotti, o substantivo finanças provém do latim medieval 'financia' e indica os diferentes meios necessários para os gastos públicos e a realização dos fins do Estado. Esclarece Héctor Villegas que o vocábulo finanças deriva da palavra latina 'finis' e do verbo latino 'finire', que gerou posteriormente, em latim medieval, o verbo 'finare' e o termo 'finatio'. Este último teve seu significado mudado através dos tempos. Na Idade Média, em um primeiro momento, designava decisão judicial, depois passou a indicar a multa fixada em juízo e, finalmente, os pagamentos e prestações em geral. Em um segundo período, por volta do século XIV, os negócios financeiros eram identificados com os negócios monetários em geral, e, ao mesmo tempo, dava-se à palavra finanz o significado negativo de intriga, usura e fraude. Em um terceiro período, primeiro na França e depois em outros países, a palavra finanças passou a ser empregada unicamente em relação aos recursos e despesas do Estado e das comunas” (ABRAHAM, 2021, p. 30).
Considerando os estudos sobre a evolução histórica das finanças, assinale a alternativa que apresenta o marco legislativo brasileiro do Direito Financeiro.
A. Lei Complementar nº101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal.
B. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
C. Lei nº556/1850 — Código Comercial Brasileiro.
D. Lei nº4.320/1964 — Lei Geral de Orçamentos.
E. Lei nº5.172/1966 — Código Tributário Nacional.
2. O Estado, para que possa atingir a sua finalidade de garantir o bem-estar de sua população, deve realizar diferentes ações que permitam a concretização desse objetivo, tais como: fornecer serviços públicos (educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, etc.), fornecer poder de polícia, efetuar a construção de obras públicas, entre outros. Em relação aos estudos sobre a atividade financeira do Estado, leia o trecho abaixo:
“O Estado-Administração, todavia, não poderia manter-se nem cumprir suas finalidades se não dispusesse de uma massa adequada de meios econômicos, que se 'alimenta' de rendas patrimoniais do próprio Estado (e de atividades comerciais ou industriais por ele exercidas) ou é obtida, por meio do poder de império, da riqueza dos cidadãos. Na Idade Média, as entradas da primeira espécie (receitas originárias) tinham o papel preponderante. No Estado moderno, todavia, os referidos ingressos foram perdendo a importância e, hoje, a segunda modalidade (receitas derivadas) é a que, em maior proporção, preenche, pelo recolhimento de tributos, as necessidades do erário público” (RAMOS FILHO, 2018, p. 118 e 119).
Considerando os estudos desta Unidade, assinale a alternativa que apresenta as três ciências que estudam a atividade financeira do Estado.
A. Contabilidade administrativa, Direito Financeiro e Direito Tributário.
B. Ciência das Finanças, Direito Financeiro e Direito Tributário.
C. Matemática financeira, Direito Administrativo e Direito Financeiro.
D. Contabilidade, Direito Financeiro e Direito Tributário.
E. Ciências das Finanças, Direito Administrativo e Direito Tributário.
3. Muitos doutrinadores divergem na compreensão da autonomia do Direito Financeiro, desvinculando-o dos outros ramos jurídicos como o Direito Administrativo e o Direito Tributário. Contudo, muitos defendem que se trata de uma ciência autônoma e independente. Nesse sentido, leia o trecho abaixo sobre a autonomia do Direito Financeiro:
“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (MARTÍNEZ, 2003, p. 8).
Considerando os estudos sobre os aspectos político e econômico do orçamento público, analise as assertivas abaixo:
I. Ainda na atualidade, a maioria dos doutrinadores não reconhecem o Direito Financeiro como uma ciência jurídica autônoma.
II. A autonomia de um ramo jurídico surge a partir do seu estudo separado, para fins didáticos.
III. A corrente pluralista afirma que o Direito Financeiro é autônomo, mas, ao mesmo tempo, tem relação próxima com os outros ramos do Direito.
IV. Uma ciência jurídica, para ser considerada autônoma, deve ter elementos e princípios próprios, dispostos em ordenamentos jurídicos próprios.
Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.
A. Apenas I e II.
B. Apenas II e III.
C. Apenas III e IV.
D. Apenas II e IV.
E.  Apenas I e III.
4. No plano legislativo, a própria Constituição Federal de 1988, em seu art. 24, inciso I, determina que a União, os Estados e o Distrito Federal legislarão sobre Direito Financeiro. Diante dos estudos sobre legislação financeira, leia o trecho abaixo:
“A autonomia de qualquer ramo de conhecimento poderá envolver uma ideia de isolamento, de independência, relativamente a quaisquer outros. Mas tal isolamento, tal independência, não deve ser considerada em termos absolutos. Não há ramos de conhecimento que prescindam de ligações e dependências. Por maioria de razão, dentro da ordem jurídica tem de se encontrar uma unidade incompatível com qualquer ideia de autonomia absoluta de algum, ou alguns, de seus ramos” (ABRAHAM, 2021, p. 55).
Considerando os estudos sobre a legislação financeira, assinale a alternativa correta.
A. A União é responsável por legislar sobre as normas gerais de Direito Financeiro.
B. Os Municípios não têm competência legislativa sobre Direito Financeiro.
C. O Congresso Nacional fiscalizará a atividade financeira da União e do Distrito Federal.
D. O Poder Judiciário é responsável por fiscalizar a atividade financeira dos Estados e Municípios.
E. A União e o Distrito Federal legislarão sobre as normas gerais de Direito Financeiro e os Estados terão a competência suplementar.
5. O Direito Financeiro é um ramo do Direito que visa regulamentar as relações jurídicas, no tocante à atividade financeira do Estado, seja entre este e particulares, agentes públicos, entes federativos ou agentes estrangeiros. Sobre o estudo teórico do Direito Financeiro, leia o trecho abaixo:
“A definição proposta ressalta, também, que o objeto do Direito Financeiro, como de qualquer outro ramo do direito, são relações jurídicas. Não quaisquer relações, mas somente as que surgem em consequência da atividade financeira estatal. A referida definição exclui, no entanto, do campo do Direito Financeiro tudo quanto se refira à obtenção de receitas que correspondam ao conceito de tributos (art. 3º, CTN), a fim de afastá-lo do campo próprio do Direito Tributário. Ressalte-se que o conceito anteriormente exposto é o do Direito Financeiro enquanto ramo do direito positivo. Tomado, contudo, como ramo da Ciência Jurídica, o Direito Financeiro pode ser definido como o conjunto de proposições científicas que se voltam para a descrição das normas jurídicas” (RAMOS FILHO, 2018, p. 187 e 188).
Considerando os estudos conceituais sobre o Direito Financeiro, analise as assertivas abaixo:
I. O Direito Financeiro é a ciência que estuda a atividade financeira do Estado, sendo considerado um ramo do direito privado.
II. O Direito Financeiro deve ser analisado sob dois aspectos: o objetivo (ordenamentos jurídicos sobre a atividade financeira do Estado) e científico (ciência jurídica).
III. O Direito Financeiro regula as despesas públicas, as receitaspúblicas, o orçamento público e o crédito público.
IV. No tocante à receita pública, é importante fazer a distinção entre receita tributária e não-tributária.
Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.
A. Aepnas I, III e IV.
B. Apenas I, II e IV.
C. Apenas I, II e III.
D. Apenas II e IV.
E. Apenas II, III e IV.
Desafio 4
No ordenamento jurídico brasileiro, todos os entes da federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) têm competência concorrente para legislar sobre Direito Financeiro, conforme estabelece o art. 24, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Assim, é preciso considerar que cada um dos entes irá estipular as leis orçamentárias competentes para sua própria administração.
Considerando esse cenário, acompanhe o caso a seguir:
a) Com base na legislação pátria que rege a atividade financeira do Estado, explique e fundamente se a ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada que corta a cidade está correta.
b) Considerando que a ação não está correta, qual seria o procedimento correto, por parte do Município, para garantir a realização dessa obra?
Carla, vamos estruturar a resposta de forma jurídica e fundamentada:
a) A ação do Município em querer custear e realizar a obra da estrada
No ordenamento jurídico brasileiro, a competência para legislar sobre Direito Financeiro é concorrente entre União, Estados e Distrito Federal (CF/88, art. 24, I). Já os Municípios possuem competência suplementar, limitada às matérias de interesse local (CF/88, art. 30, I e II).
No caso apresentado, a obra refere-se a uma estrada estadual que corta o município. Portanto, trata-se de bem público pertencente ao Estado, e não ao Município. Assim, o Município não pode incluir em sua lei orçamentária verba exclusiva para custear e realizar diretamente a obra, pois estaria invadindo competência administrativa e financeira do Estado.
Logo, a ação do Município é juridicamente incorreta, pois viola o princípio da legalidade e da repartição constitucional de competências.
b) Procedimento correto para garantir a realização da obra
O caminho adequado seria:
1. O Município deve solicitar ao Estado a inclusão da obra em seu orçamento, por meio de diálogo institucional e encaminhamento de demandas oficiais.
2. Pode também firmar convênios ou parcerias com o Estado, mediante previsão legal, para contribuir financeiramente ou executar parte da obra em cooperação.
3. Outra alternativa é buscar transferências voluntárias (recursos da União ou do Estado), mediante celebração de instrumentos jurídicos como contratos de repasse ou termos de cooperação.
Dessa forma, o Município respeita a repartição de competências e garante que a obra seja realizada de forma legal, transparente e eficiente, sem irregularidades no processo orçamentário.
🎯 Conclusão
A ação do Município em querer custear diretamente a obra da estrada estadual é irregular, pois extrapola sua competência orçamentária. O procedimento correto seria articular com o Estado a execução da obra, seja por meio de convênios, parcerias ou transferências voluntárias, garantindo a legalidade e a observância dos princípios constitucionais que regem a atividade financeira do Estado.
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