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conceitos
conceitos
redação de 
concursos
para você usar na
Raphael Reis | Jacqueline Vieira | Waldyr Imbroisi
edição
atualizada
e ampliada3
COPYRIGHT
40 conceitos para você usar na redação de concursos
3ª Edição: atualizada e ampliada
Participação especial: Profª. Especialista Jacqueline 
Vieira e Prof. Waldyr Imbroisi
www.professorraphaelreis.com.br
Projeto gráfico e Diagramação: Tamires Sad
www.behance.net/tamires_sad
© 2023 Todos os direitos pertencem à empresa
Mago da Redação Concursos
É proibido copiar, distribuir, reproduzir e comercializar.
Valorize o trabalho dos Professores e respeite os 
Direitos Autorais ;)
https://professorraphaelreis.com.br/
http://www.behance.net/tamires_sad
Apresentação 
da 3º edição
pág 10
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Depoimentospág 13
Apresentação 
Professor
Waldyr Imbroise
pág 12
Apresentação 
Professor 
Raphael Reis
pág 11
índice
Gênero 
Dissertativo-
Argumentativopág 15
1
Conceitos 
Coringaspág 23
4
Redação Modelo - 
Ricardo Teixeirapág 20
3
Estrutura
Argumentativapág 17
2
índice
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pág 25
4.1
Sociedade Líquida,
de Zygmunt Bauman
pág 27
4.2
Hipermodernidade,
de Gilles Lipovetsky
índice
pág 29
4.3
Sociedade do Controle, de 
Gilles Deleuze
pág 32
4.5
Cidadania em
Thomas Marshall
pág 36
4.7
Racismo Estrutural
de Silvio de Almeida
pág 38
4.9
Indústria Cultural,
de Adorno e Horkheimer
pág 40
4.11
Cidadania Regulada,
de Guilherme dos Santos
pág 42
4.13
Sociedade Disciplinar,
de Michel Foucault
pág 31
4.4
Felicidade em Aristóteles
pág 34
4.6
Aceleração,
de Hartmut Rosa
pág 37
4.8
Estado-Penal,
de Loic Wacquant
pág 39
4.10
Cidadania Global,
de Ulrich Beck
pág 41
4.12
Sociedade do Risco,
de Ulrich Beck
pág 43
4.14
Ética Discursiva,
de Habermas
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índice
pág 45
4.15
Violência Simbólica,
de Pierre Bourdieu
pág 48
4.18
Anomia Social,
de Émile Durkheim
pág 47
4.17
O Mito da Democracia 
Racial, de Gilberto Freyre
pág 52
4.20
Direitos Naturais,
de John Locke
pág 55
4.22
Educação Bancária,
de Paulo Freire
pág 58
4.24
A Ralé Brasileira,
de Jessé Souza
pág 60
4.25
Segregação Socioespacial, 
de Milton Santos
pág 46
4.16
Estado Patrimonialista,
de Raymundo Faoro
pág 50
4.19
Ócio Criativo,
de Domenico de Masi
pág 53
4.21
Banalidade do Mal,
de Hanna Arendt
pág 56
4.23
Moral de Rebanho,
de Nietzsche
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índice
pág 62
4.26
Ética do Desempenho,
de Byung-Chul Han
pág 66
4.28
Sociedade do Espetáculo,
de Guy Debord
pág 70
4.30
Futuro Ancestral,
de Ailton Krenak
pág 78
4.34
Comportamento de Grupo,
de Sigmund Freud
pág 82
4.36
O Segundo Sexo,
de Simone de Beauvoir
pág 74
4.32
Pós-verdade,
de Noam Chomsky
pág 64
4.27
Infocracia,
de Byung-Chul Han
pág 68
4.29
Necropolítica,
de Achille Mbembe
pág 76
4.33
Direito à Cidade,
de Henri Lefebvre
pág 80
4.35
Liberdade em Sartre
pág 72
4.31
As Três Matrizes da 
Formação do Povo 
Brasileiro, de Darcy Ribeiro
pág 84
4.37
Império da Lei,
de Montesquieu
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Bônus:
os principais 
erros 
gramaticaispág 94
5
índice
pág 88
4.39
Altruísmo Eficaz,
de Peter Singer
pág 104 5.2
A Crase
pág 108
5.3
Pronomes “este”/“esta”
e “esse”/“essa” com valor 
referencial
pág 86
4.38
Efeito Lúcifer,
de Phillip Zimbardo
pág 90
4.40
Autoritarismo
em Lilia Schwarcz 
pág 92
4.41. Bônus
Era Digital,
de Manuel Castells
pág 97 5.1
A Vírgula
pág 111 5.4
Pronome Relativo “onde”
pág 113 5.5
Uso do Hífen
pág 117 Mensagem Final
Apresentação 
Professora 
Jacqueline Vieira
pág 95 
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1040 conceitos para você usar na redação de concursos
Apresentação
Apresentação
3ª edição atualizada 
e ampliada
No ano de 2019, lancei o e-book “15 
conceitos para usar na redação da 
FCC”. Essa obra vendeu centenas de 
exemplares, podendo ser considerada 
como best-seller. Além disso, o mais 
importante é que o e-book contribuiu 
decisivamente para que muitos alunos 
tirassem notas excelentes em suas 
redações e ficassem, assim, mais 
próximos da aprovação.
Após um ano de lançamento do e-book, 
isto é, em 2020, fiz nova atualização: 
passamos para 25 conceitos e o sucesso 
foi ainda maior!
Agora, em 2023, apresento-lhes um 
trabalho ainda mais refinado: a 3ª edição. 
A parte de macroestrutura foi explicada 
com mais detalhes e foi ampliada com 
a tecnologia de QR Codes, os quais 
direcionam o aluno para a explicação do 
conceito em vídeo; os conceitos foram 
ampliados para 40 e estão expostos de 
forma objetiva e didática, funcionando 
como verdadeiro guia de consulta; e há 
um bônus extra no qual a Professora 
Jacqueline Vieira irá comentar os 
principais erros gramaticais cometidos 
por alunos de concursos, dando bizus 
importantíssimos para você aplicar 
corretamente a norma culta em sua 
redação. 
Para dar conta desta edição, temos a 
participação especial do Prof. Ms. Waldyr 
Imbroisi, que atuou na ampliação dos 
conceitos e na produção dos vídeos 
comentados. 
Esses conceitos podem ser utilizados em 
qualquer texto do gênero dissertativo-
argumentativo, cujo tema seja de 
atualidades e de interesse geral. Ou 
seja, você pode aplicá-los de forma 
contextualizada e explicada às redações 
de diversas bancas: FCC, Cebraspe, FGV, 
Vunesp, Enem, vestibulares etc.
Sério, este e-book está ainda 
mais fodástico e espero que 
você goste!
1140 conceitos para você usar na redação de concursos
Apresentação
do Professor
Raphael Reis
Olá, pessoal! Tudo bem?
Eu sou o Professor Raphael Reis. Sou 
considerado referência na redação e 
atualidades de concursos públicos.
De fato, os meus alunos apresentam 
desempenho acima da média – sempre 
temos notas máximas nos mais diversos 
certames. Ademais, eu sou o único 
professor que acertou, até o momento, 
mais de 60 temas de redação em revisão 
de véspera (diversas bancas) – na FCC 
sou recordista absoluto com mais de 20 
acertos!
Desde 2021, sou o CEO da empresa 
Mago da Redação Concursos. Fiz 
minha graduação em História (UFJF), 
especialização em Políticas Públicas 
e Gestão Social (UFJF) e mestrado em 
Sociologia da Educação (UFJF).
Conheça minhas 
redes sociais:
Apresentação
Professor Raphael Reis
www.professorraphaelreis.com.br
@profraphaelreis
Prof Raphael Reis
https://www.youtube.com/@profraphaelreis
http://www.professorraphaelreis.com.br
https://crescento.com.br/
https://www.instagram.com/profraphaelreis/
https://t.me/s/profrapha
1240 conceitos para você usar na redação de concursos
Apresentação
do Professor
Waldyr Imbroisi
Olá, pessoal! Tudo bem?
Eu sou o Professor Waldyr Imbroisi. 
Sou professor de redação e Língua 
Portuguesa, há dez anos especialista na 
prova do Enem. Nos últimos anos, tenho 
marcado presença com alunos nota 1000, 
a mais cobiçada do Exame e obtida por 
apenas meia centena de candidatos. Um 
millennial no centro do mundo, estou 
imerso em meu tempo, nas questões do 
agora e no potencial da linguagem como 
instrumento comunicativo.
Apresentação
1340 conceitos para você usar na redação de concursos
Confira retornos de 
satisfação dos alunos 
que compraram a 1ª e 2ª 
edições do e-book:
Apresentação
O prof. Raphael foi uma das 
melhores descobertas da minha 
vida de concurseira, pois redação 
sempre dificultou minhas notas.
Obrigado pelo trabalho, seja em 
ebook ou vídeos disponibilizados 
no YouTube. A educação é o melhor 
caminho!
Professor, Raphael, muito obrigada 
por tamanha ajuda na busca do 
conhecimento. Posso dizer que hoje 
sou uma pessoa mais crítica, no 
sentido de avaliar um assunto por 
várias perspectivas! Parabéns pelo 
excelente trabalho, tem me ajudado 
bastante! Grande abraço!
Gostei bastante da primeira edição 
do e-book
Excelente produto! com certeza vai 
alavancar meus estudos!
Você é excepcional. Pena não ter 
conhecido seu conteúdo antes. 
Obrigado pela dedicação e sabedoria 
em transmitir os conteúdos!!!
Me ajudouoferta de serviços básicos a algum 
grupo da população, como os Ianomâmi no Brasil).
Contudo, para Mbembe, existem formas mais violentas de ação do Estado no caso dos 
corpos negros, sobretudo periféricos. Em relação a essas populações, os governantes 
decidem diretamente “fazer morrer”, ou seja, diferente da perspectiva de Foucault que 
descreve o padecimento por negligência, nesse caso, deliberadamente são realizadas 
políticas para assassinato dos corpos negros periféricos. Isso pode ser percebido 
frequentemente em operações policiais em comunidades de diversos estados em que 
dezenas de pessoas, entre mulheres, crianças e idosos, são assassinadas pelas forças 
de segurança do Estado. 
Em quais temas utilizar?
Violência policial, racismo, banalidade da vida, violência urbana.
Conceitos Coringas
6940 conceitos para você usar na redação de concursos
4.29
Necropolítica,
de Achille Mbembe
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Ademais, destacam-se políticas de segurança pública que na prática 
se dedicam ao extermínio da população negra e pobre das periferias. 
Um exemplo cruel desse problema foi a política adotada no Rio de 
Janeiro, sob o governo de Wilson Witzel, de manter atiradores de elite 
mirando em comunidades, autorizados a atirar caso vissem alguém 
portando uma arma. Para além do evidente desrespeito às garantias 
fundamentais, como o direito de defesa, essa atitude demonstra um 
pendor do Estado para a “necropolítica”, termo usado pelo filósofo 
Achille Mbembe para se referir às atitudes de governantes cujo 
objetivo é perseverar um genocídio contra os corpos negros, alvos 
privilegiados de uma sociedade racista que marginaliza pretos, pobres 
e periféricos. 
Aponte a câmera
ou clique aqui!
https://youtu.be/IEzDuW4nbp4
7040 conceitos para você usar na redação de concursos
4.30
Futuro Ancestral,
de Ailton Krenak
Explicação do conceito:
Ailton Krenak é um importante ativista, jornalista e escritor indígena brasileiro. 
Foi presença importante na Constituinte, discursando no plenário da Câmara dos 
Deputados em favor dos direitos dos povos originários do Brasil. Atualmente, sua 
linha de pensamento se volta às reflexões a respeito da globalização e dos impactos 
ambientais: segundo ele, o modelo de sociedade do mundo hoje busca a adesão a um 
mesmo projeto de vida em todos os lugares do mundo, pautado na ascensão financeira 
e no desenvolvimento econômico. Como resultado, o impacto antrópico no meio 
ambiente é cada vez mais intensificado. 
Por causa disso, Krenak defende o direito de se “contar outras histórias”, ou seja, de se 
organizarem sociedades fora desse contexto de desenvolvimento a todo custo, como 
as comunidades indígenas, cuja forma de vida ancestral prioriza a preservação do 
meio ambiente. Nesse esteio, o pensador argumenta que o futuro está ameaçado em 
decorrência das mudanças climáticas, a não ser que a sociedade se volte às culturas 
tradicionais com o entendimento de que, se houver futuro, ele será pautado nas 
perspectivas de nossos ancestrais. 
Em quais temas utilizar?
Preservação ambiental e sustentabilidade, povos indígenas, globalização.
Conceitos Coringas
7140 conceitos para você usar na redação de concursos
4.30
Futuro Ancestral,
de Ailton Krenak
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Por causa disso, são necessárias ações e reflexões que conduzam 
a sociedade para um modelo mais sustentável de existência. Dentro 
dessa perspectiva, o ativista Ailton Krenak defende que a única 
forma de se “adiar o fim do mundo”, conforme título de um dos 
seus livros, é voltar o olhar para as formas de organização das 
sociedades ancestrais, como os indígenas, os quais retiram do meio 
ambiente apenas o necessário para suas vidas, preocupando-se 
constantemente com a preservação do meio que lhes dá o sustento. A 
partir desse olhar, é possível construir uma sociedade verde. 
Aponte a câmera
ou clique aqui!
https://youtu.be/nYjWSWjMRyY
7240 conceitos para você usar na redação de concursos
4.31
As Três Matrizes da 
Formação do Povo 
Brasileiro, de Darcy 
Ribeiro
Explicação do conceito:
Darcy Ribeiro é uma das mais importantes figuras do pensamento 
brasileiro do século XX. Na sua obra-prima, “O Povo Brasileiro”, ele se 
esforça para responder ao seguinte questionamento: por que o Brasil não 
deu certo?
Na sua opinião, uma das principais razões para esse cenário é o fato de 
que, na História do país, houve desprestígio e marginalização de faces 
essenciais da composição da nossa identidade. Dentro dessa perspectiva, 
Ribeiro aponta que o país foi formado por três matrizes étnicas: os 
indígenas, habitantes originários da nação; os africanos, que foram 
trazidos à força no tráfico negreiro; e os europeus, notadamente os 
portugueses. Contudo, ao longo da História nacional, houve um processo 
de hipervalorização da herança europeia e de apagamento das outras 
duas matrizes culturais.
Esse processo pode ser exemplificado pelo extermínio de indígenas, pela 
proibição de se falar tupi no Brasil no século XVIII e pela ideia, resistente 
até hoje, de que os povos tradicionais devem ser assimilados em nossa 
cultura e abandonar seu modo de vida originário. Da mesma forma, 
percebem-se exemplos flagrantes na criminalização (séculos XIX e início 
do XX) e no preconceito atual contra a capoeira e as religiões de matriz 
africana, bem como no processo deliberado de embranquecimento 
da população que era um projeto eugenista no século XX. Com isso, a 
identidade brasileira fica fragmentada, sem dar valor à complexidade e à 
diversidade do país. 
Conceitos Coringas
7340 conceitos para você usar na redação de concursos
Em quais temas utilizar?
Racismo, povos indígenas, identidade nacional, cultura e cultura popular. 
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e 
Professor Waldyr Imbroisi
Em princípio, pode-se dizer que a identidade nacional foi construída 
de maneira parcial e preconceituosa. Nesse sentido, as reflexões 
do estudioso Darcy Ribeiro corroboram essa percepção: de acordo 
com o pensador, a sociedade brasileira foi formada por indígenas, 
africanos e portugueses. Contudo, ao longo da História do país, houve 
privilégio dedicado à matriz cultural europeia, enquanto as marcas e 
as heranças dos povos indígenas e africanos foram marginalizadas, 
quando não deliberadamente atacadas e apagadas. Por isso, o país 
vive uma espécie de “crise de identidade”, uma vez que a imagem que 
se buscou construir do Brasil não corresponde de fato à diversidade 
presente em solo nacional. 
4.31
As Três Matrizes da 
Formação do Povo 
Brasileiro, de Darcy 
Ribeiro
QR Code:
Aponte
a câmera 
ou clique 
aqui!
https://youtu.be/DZUW-imvpVM
7440 conceitos para você usar na redação de concursos
4.32
Pós-verdade,
de Noam Chomsky
Explicação do conceito:
Noam Chomsky é um intelectual renomado e multidisciplinar que teceu reflexões sobre 
diversas questões essenciais à contemporaneidade. Entre elas, Chomsky refletiu 
sobre a situação atual em que a verdade e os fatos perdem o valor entre a sociedade, 
denominando esse fenômeno como “pós-verdade”. 
Tal conceito não se refere apenas à dispersão de notícias falsas, cada vez mais 
comum. Ele resume um contexto de polarização ideológica e de insatisfação com 
a sociedade que leva as pessoas a se revoltarem contra opiniões diferentes e a se 
dedicaram cegamente à defesa e à manutenção do próprio ponto de vista. Nesse 
cenário, os indivíduos tendem a assumir naturalmente como verdades informações que 
corroboram seus pontos de vista, sem checar a veracidade dos dados, ao passo que 
refutam de forma imediata notícias que coloquem em xeque sua forma de pensar. Tal 
cenário é extremamente prejudicial, pois fragiliza a ciência, a capacidade de diálogo e a 
democracia. 
Em quais temas utilizar?
Fake news, diálogo, democracia, negacionismo,polarização ideológica.
Conceitos Coringas
7540 conceitos para você usar na redação de concursos
4.32
Pós-verdade,
de Noam Chomsky
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
De fato, o negacionismo se alastra na sociedade atual por causa de 
uma tendência cada vez mais comum das pessoas de identificarem a 
própria opinião como a correta, sem se preocupar com fatos e dados 
que coloquem em xeque seu pensamento. Esse cenário foi descrito 
pelo pensador Noam Chomsky, o qual o denominou “pós-verdade” e 
o descreveu como um contexto em que os dados e as informações 
não importam mais pela sua veracidade, e sim pela possibilidade de 
reafirmarem o ponto de vista do indivíduo. Nessa perspectiva, caso 
o sujeito tenha uma opinião contrária à da ciência, por exemplo, na 
situação de ele ser crítico à vacinação, as informações científicas 
validadas e referendadas serão simplesmente descartadas por ele, 
que buscará dados falaciosos para reiterar seu entendimento da 
realidade.
Aponte a 
câmera ou 
clique aqui!
https://youtu.be/bKI8sX8LT5o
7640 conceitos para você usar na redação de concursos
4.33
Direito à Cidade,
de Henri Lefebvre
Explicação do conceito:
Henri Lefebvre foi um sociólogo francês que em 1968 escreveu o livro “O Direito à 
Cidade”. Na obra, ele faz uma crítica à organização dos espaços urbanos, os quais 
seriam ambientes excessivamente controlados e que tornariam as pessoas apenas 
objetos da vida urbana, sem o provimento de seus direitos e de suas necessidades 
essenciais. 
Na perspectiva do pensador, as cidades são muito mais controladoras do que o 
campo, em que se pode circular livremente e em que o espaço está disponível para 
ser mobilizado e modificado pelos cidadãos. No caso do espaço citadino, desde o local 
por onde o cidadão pode andar até o momento em que se pode cruzar uma rua são 
controlados. Contudo, não há, em contrapartida, a garantia de direitos básicos que 
deveriam estar presentes em ambientes urbanos, desde a prerrogativa de ir e vir 
livremente até a oferta de serviços como saneamento básico. Nesse sentido, o direito à 
cidade resume a liberdade dos cidadãos de mobilizar e modificar as cidades conforme 
a sua demanda e necessidade, bem como de gozar de todas as prerrogativas que estão 
previstas para o morador da cidade. 
Em quais temas utilizar?
Direito à cidade, segregação socioespacial, compartilhamento do espaço urbano, 
espaços públicos, mobilidade urbana.
Conceitos Coringas
7740 conceitos para você usar na redação de concursos
4.33
Direito à Cidade,
de Henri Lefebvre
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Como consequência, há um número excessivo de automóveis nas ruas, 
gerando complicações de deslocamento e limitação da circulação 
pelas urbes. Como exemplo, a cidade de São Paulo já chegou a ter 
1280 km de vias paradas em decorrência da enorme quantidade de 
veículos individuais, segundo o jornal Folha de São Paulo. Com isso, 
há um desrespeito ao direito à cidade, conceito criado pelo filósofo 
Henri Lefebvre que se refere às prerrogativas de movimentação pelos 
municípios e ao gozo das possibilidades que cada centro urbano tem 
a oferecer. Em virtude desse fato, a redução do número de carros 
em circulação se torna condição necessária para garantir a todos o 
direito de ir e vir. 
Aponte a câmera
ou clique aqui!
https://youtu.be/wymDge5NvzM
7840 conceitos para você usar na redação de concursos
4.34
Comportamento de Grupo,
de Sigmund Freud
Explicação do conceito:
Considerado o pai da psicanálise, Sigmund Freud teceu reflexões específicas sobre o 
chamado comportamento de grupo no livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu” 
(1921). De acordo com o pensador austríaco, o ser humano é um “animal gregário”, 
que depende do contato com os outros para viver na completude de suas funções 
psíquicas. Por isso, tendemos sempre a formar grupos com nossos semelhantes. 
Ocorre que, no interior do grupo, cada indivíduo tende a abrir mão de parte de sua 
personalidade individual para se identificar com a personalidade coletiva. Desse modo, 
as pessoas tomam atitudes e externam pensamentos no interior dos grupos que não 
seriam os mesmos se ela estivesse sozinha ou se ela estivesse com outros indivíduos. 
Esse “efeito manada” aparece em questões simples, como a emissão de uma opinião, e 
em mais complexas, como uma briga de torcidas, em que pessoas que jamais entrariam 
em conflito físico por conta própria são levadas a essa atitude pelo comportamento 
coletivo.
 
Em quais temas utilizar?
Identidade pessoal, “bolhas” virtuais, consumo de drogas / álcool / cigarro, brigas de 
torcidas. 
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Ademais, é válido lembrar que a maioria das pessoas que começa a 
fumar o faz por influência de terceiros. A esse respeito, cabe ressaltar 
as reflexões do pensador Sigmund Freud, segundo o qual o ser 
humano, gregário por natureza, tende a assumir comportamentos 
alinhados ao grupo em que está inserido, abrindo mão de parte de sua 
personalidade individual. Tal pensamento se aplica ao caso do tabaco, 
7940 conceitos para você usar na redação de concursos
4.34
Comportamento de Grupo,
de Sigmund Freud
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
uma vez que um sujeito que se reúne com amigos ou colegas de 
trabalho em maioria fumantes pode tender a experimentar e se viciar 
em tabaco em virtude da naturalização desse comportamento entre 
seus pares.
Aponte a câmera
ou clique aqui!
https://youtu.be/OgX2KTfZHOA
8040 conceitos para você usar na redação de concursos
4.35
Liberdade em Sartre
Explicação do conceito:
Jean-Paul Sartre é um dos mais influentes filósofos do século XX, por ter, ao lado de 
Simone de Beauvoir, Albert Camus e outros pensadores, formulado a perspectiva 
filosófica do existencialismo. As premissas basilares dessa vertente de pensamento 
são fundamentais para se entender o conceito de liberdade em Sartre: para o 
existencialismo, não existe uma essência inerente a cada ser humano – ou seja, nós 
não nascemos com destino, inclinação ou papel social pré-definido. Toda a construção 
do sujeito se dá com base em suas escolhas, de modo que a existência (a nossa vida 
em que escolhemos cada um dos nossos passos) precede a essência (o resultado das 
nossas decisões e ações).
É claro que Sartre não entende que todos possam fazer qualquer tipo de escolha, pois 
reconhece as limitações de caráter histórico, social, entre outros. Porém, mesmo 
dentro dessas limitações, as escolhas devem ser feitas a todo momento e cada um é 
responsável por colher as consequências de suas decisões. Essa liberdade imensa 
advogada pelo pensador tem evidentemente suas vantagens, como a ideia de que 
podemos escolher ser quem quisermos. Ao mesmo tempo, ela vem acompanhada de 
angústias, pois o sujeito moderno tem consciência de que, ao escolher uma coisa, ele 
está necessariamente renunciando a outras. 
Em quais temas utilizar?
Temas relacionados à liberdade e a direitos individuais. 
Conceitos Coringas
8140 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Além disso, há uma defesa contemporânea de que cada pessoa é livre 
para escolher o seu destino profissional. Com efeito, atualmente, há 
muito mais profissões e ocupações do que as que estavam disponíveis 
para as gerações anteriores, de modo que um sujeito pode decidir 
se dedicar a um esporte, se tornar um influenciador digital ou ser 
especialista em inteligência artificial. Porém, um efeito colateral 
pouco discutido desse âmbito é o fato de que pesa sobre as gerações 
atuais a angústia de fazer suas escolhas, cenário analisado pelo 
pensador francês Sartre. Segundo ele, cada um é responsável pelas 
decisões concernentes à própria vida, mas quem faz umaescolha deve 
necessariamente responder pelas suas consequências, entre as quais 
se inclui ter descartado outras escolhas eventualmente melhores. 
Por isso, a decisão a respeito da carreira e da entrada no mercado de 
trabalho é marcada por ansiedade e angústia na contemporaneidade. 
4.35
Liberdade em Sartre
Aponte a câmera
ou clique aqui!
https://youtu.be/cQkEkQv4ULY
8240 conceitos para você usar na redação de concursos
4.36
O Segundo Sexo,
de Simone de Beauvoir
Explicação do conceito:
Simone de Beauvoir foi uma das filósofas que instituíram as bases do existencialismo 
no século XX. Na obra “O Segundo Sexo”, de 1949, a autora consolida uma das 
perspectivas do feminismo ao analisar que, na construção social e imagética, o 
homem é inequivocamente colocado em primeiro lugar, cabendo à mulher o espaço de 
“segundo sexo”.
Entretanto, a partir da perspectiva de que os sujeitos são responsáveis pelas suas 
decisões e devem ser livres para escolher, ela desafia o pensamento dominante de que 
as mulheres deveriam se limitar às tarefas culturalmente relacionadas ao seu gênero, 
como o cuidado da casa e dos filhos. Para ela, “não se nasce mulher, torna-se mulher” – 
ou seja, não há características intrínsecas à condição de mulher, mas sim um processo 
por meio do qual a adequação às expectativas da sociedade em relação ao que é ser 
mulher são atendidas. Em contraposição, a pensadora defende o direito de cada mulher 
escolher ser o que quiser, sem se importar com os padrões social e culturalmente 
impostos sobre o gênero feminino. 
Em quais temas utilizar?
Direitos das mulheres, igualdade salarial e de condições entre os gêneros, feminicídio, 
violência contra a mulher, recortes com evidência em mulheres (como mulheres na 
ciência ou no sistema carcerário).
Conceitos Coringas
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Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
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Contudo, sempre houve dificuldades para que as mulheres tivessem 
seu lugar na ciência. Exemplo disso é a psiquiatra alagoana Nise 
da Silveira, que escolheu, em comum acordo com o marido, não 
ter filhos para se dedicar à pesquisa. Por ser mulher e por ter uma 
personalidade tão autônoma, foi ridicularizada por seus colegas 
médicos quando iniciou seus esforços no tratamento de pessoas 
com transtornos mentais, tendo que lidar com muita resistência até 
se tornar a maior referência em sua área. Casos como o de Nise 
reforçam a importância do pensamento de Simone de Beauvoir, 
pensadora francesa que defende a liberdade da mulher para fazer 
escolhas sobre a própria vida e ocupar quaisquer espaços que foram 
historicamente restritos aos homens.
4.36
O Segundo Sexo,
de Simone de Beauvoir
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https://youtu.be/nIYeP6kJe0A
8440 conceitos para você usar na redação de concursos
4.37
Império da Lei,
de Montesquieu
Explicação do conceito:
Montesquieu é o pensador famoso pela criação da teoria dos três poderes: o Executivo, 
o Legislativo e o Judiciário. Essa divisão faz parte de uma perspectiva maior do 
pensador, qual seja, a redução dos poderes dos monarcas absolutos, que podiam fazer 
virtualmente qualquer coisa que quisessem. Montesquieu defendia que fosse feita a 
substituição da lei do absolutista pelo império da lei, contexto em que a legislação deve 
valer inequivocamente para todos e de igual maneira.
A ideia de Montesquieu era que a criação de um sistema de freios e contrapesos entre 
os três poderes impediria o ímpeto despótico de governantes e submeteria todas as 
decisões a um processo que tivesse um rito pré-determinado. Desse modo, membros 
dos três poderes e cidadãos comuns estariam sujeitos aos mesmos processos e teriam 
necessariamente os seus direitos garantidos. 
A importância de uma lei que tivesse um caráter imperial, recaindo sobre todos 
igualmente, é tamanha para Montesquieu que ele a coloca como uma necessidade do 
Estado democrático de direito. Ou seja: caso a lei seja descumprida, havendo prejuízo 
ou benefício a alguém, o próprio Estado de direito está ameaçado. 
Em quais temas utilizar?
Direito à justiça, igualdade de direitos e de tratamento, corrupção, temas relacionados 
à exclusão de minorias.
Conceitos Coringas
8540 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
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Ademais, a impunidade de crimes de corrupção cometidos por 
representantes corrói as bases da democracia. Nesse sentido, há um 
descumprimento da premissa de Montesquieu chamada “império da 
lei”, estado em que a sociedade se curva integral e igualmente às leis 
que foram aprovadas. Assim, quebra-se o contrato de cumprimento 
da legislação quando pessoas continuam livres para viver sua 
vida pública e serem alçadas para cargos eletivos sem terem sido 
submetidas ao jugo da legislação. 
4.37
Império da Lei,
de Montesquieu
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https://youtu.be/tbxMYgAyl8s
8640 conceitos para você usar na redação de concursos
4.38
Efeito Lúcifer,
de Phillip Zimbardo
Explicação do conceito:
Phillip Zimbardo é um professor de psicologia que se notabilizou pelo Experimento 
da Prisão de Stanford (1971), no qual voluntários ocupando funções de policiais 
carcereiros e de presidiários em uma simulação de prisão demonstraram 
impressionante interiorização dos papéis a que foram submetidos, havendo 
manifestações de violência e sadismo por parte dos voluntários selecionados como 
policiais. Esse experimento demonstrou uma tendência do ser humano para a 
agressividade quando suas vítimas não estão em condições de reagir e quando se 
sentem confortáveis para fazê-lo em virtude da expectativa sobre o seu papel social. 
Anos depois, o pesquisador publicou a obra “O Efeito Lúcifer” (2007), na qual analisa, 
com base nas reflexões decorrentes de seu experimento e de anos de estudo e 
pesquisa, contextos como a prisão de Guantánamo, em Cuba, e Abu-Ghraib, no Iraque. 
O termo “Efeito Lúcifer” se refere à emersão da maldade no comportamento humano 
quando são observadas condições como a sensação de legitimação para a violência e a 
assimetria das relações, conforme o psicólogo observou nos contextos estudados. 
Em quais temas utilizar?
Sistema carcerário, violência urbana, crime organizado, violência policial, bullying/
cyberbullying, cultura do cancelamento.
Conceitos Coringas
8740 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
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Em princípio, é importante ressaltar que a prática de agressões 
contra outras pessoas é uma das facetas da psicologia humana, 
conforme salienta o pesquisador Phillip Zimbardo. De acordo com 
suas pesquisas, quando um indivíduo se sente livre para realizar atos 
violentos contra outrem, seja porque a vítima não é capaz de reagir, 
seja porque ninguém interveio na situação, ela tende a perpetuar a 
intimidação – fenômeno chamado pelo estudioso de “Efeito Lúcifer”. 
Por isso, a prática do bullying já era recorrente nas escolas durante as 
aulas presenciais e, atualmente, com a adaptação ao ensino remoto, 
ele passa a ser exercido em sua modalidade virtual: o cyberbullying. 
4.38
Efeito Lúcifer,
de Phillip Zimbardo
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https://youtu.be/6grLpTF2a7I
8840 conceitos para você usar na redação de concursos
4.39
Altruísmo Eficaz,
de Peter Singer
Explicação do conceito:
Peter Singer é um filósofo contemporâneo que defende uma proposta de “Ética 
Prática” (seu livro de 1979) com o máximo de efeitos positivos para a sociedade e o 
planeta – pode-se dizer que é um neoutilitarista, mas com uma diferença fundamental: 
a prerrogativa ética de respeitar os direitos fundamentais e de não causar efeitos 
negativos. A partir desse prisma, ele defende sua posição ética a respeito da 
preservação ambiental, da alimentação animal, do aborto, dascotas, entre outros. 
Um dos juízos do filósofo que se tornou bastante popular foi o conceito de “altruísmo 
eficaz”. Singer defende que todas as pessoas que desejam um mundo melhor sejam 
doadoras de recursos financeiros, uma vez que se trata da ação prática que mais 
teria efeitos positivos para a sociedade (ele mesmo doou em 2021 integralmente o 
Prêmio Berggruen de Filosofia e Cultura, no valor de 1 milhão de dólares). Além disso, 
ele defende uma aplicação estritamente racional dos recursos, levando em conta a 
premissa de causar o melhor efeito possível. Essa aplicação racional de uma ética 
para um mundo melhor, na opinião do filósofo, é a chave para alcançar transformações 
eficazes o mais rápido possível. 
. 
Em quais temas utilizar?
Altruísmo X egoísmo, solidariedade, trabalho voluntário, mudança social, pessoas em 
situação de rua.
Conceitos Coringas
8940 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
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Além disso, é importante que sejam estimuladas as ações solidárias 
capazes de mudar a vida das pessoas. Exemplo disso é o projeto 
“Morar Primeiro”, do padre Júlio Lancelotti, em que são oferecidas 
moradias sociais a pessoas em situação de rua, possibilitando a posse 
de um comprovante de residência e, consequentemente, a chance de 
conseguir um emprego. Nesse sentido, pode-se dizer que a iniciativa 
contempla a perspectiva do “altruísmo eficaz”, proposto por Peter 
Singer, premissa que defende a primazia de ações sociais que causem 
o maior efeito possível na mudança da sociedade. 
4.39
Altruísmo Eficaz,
de Peter Singer
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https://youtu.be/uANvtBeak4g
9040 conceitos para você usar na redação de concursos
4.40
Autoritarismo
em Lilia Schwarcz 
Explicação do conceito:
Lilia Schwarcz é uma historiadora e antropóloga brasileira que escreveu diversos 
livros e tem participação ativa no debate público. Em 2019, ela publicou o livro “Sobre 
o Autoritarismo Brasileiro”, no qual discorre sobre a inclinação não democrática 
presente ao longo de toda a História do país. 
Schwarcz ressalta que o Brasil não é uma sociedade historicamente democrática 
que passou por um período ditatorial, mas sim uma sociedade em que as formas 
autoritárias de poder foram ora dominantes, ora presentes sob uma roupagem 
democrática. Ou seja, destaca-se que os regimes com práticas autoritárias não foram 
apenas o Estado Novo ou a Ditadura Militar, mas também a República da Espada e 
a República Oligárquica, em que corrupção, poderio financeiro e forças do Estado 
garantiam que a elite fosse contemplada na política. 
Por conta dessa tradição histórica de violência estatal, parte da população tende a 
aceitar e mesmo apoiar medidas autoritárias. No caso de violência policial contra 
manifestantes, por exemplo, há cidadãos que apoiam a conduta agressiva, ratificando 
as atitudes autoritárias. 
Em quais temas utilizar?
Democracia, participação política, polarização ideológica, respeito à opinião do outro, 
liberdade de expressão, recortes relativos a preconceito contra minorias. situação de 
rua.
Conceitos Coringas
9140 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Contudo, o direito de se manifestar livremente fica prejudicado 
em razão da indevida abordagem dos agentes da lei. Mesmo uma 
década depois das manifestações de 2013, em que a violência policial 
despertou revolta no país, agentes de segurança agem com força e 
tratamento desproporcional contra manifestantes. Nesse sentido, 
pode-se dizer que se trata da perpetuação do histórico autoritarismo 
brasileiro, o qual, segundo a pesquisadora Lilia Schwarcz, é um 
componente muito marcante da História brasileira e persiste até hoje, 
mesmo sob a vigência da democracia. 
4.40
Autoritarismo
em Lilia Schwarcz 
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https://youtu.be/Wu-uw-f13FI
9240 conceitos para você usar na redação de concursos
4.41. Bônus
Era Digital,
de Manuel Castells
Explicação do conceito:
Manuel Castells é um sociólogo espanhol que cunhou o conceito de “Era Digital”. 
Segundo o pensador, vive-se hoje em um período de absoluta imprescindibilidade das 
redes. Embora haja pessoas que vivem sem ela, as nossas formas de trabalhar, estudar 
e se relacionar estão totalmente emaranhadas no mundo virtual em que vivemos hoje. 
Desse modo, trata-se de um período em que as ferramentas de conexão à rede se 
tornam uma necessidade inelutável. 
Como consequência disso, há um aprofundamento do fosso que separa os incluídos 
e excluídos, seja do ponto de vista individual, seja nacional. Assim, na maioria das 
ocupações da sociedade moderna, aquele que possui um dispositivo de acesso à rede 
têm vantagens sobre os que não possuem (pode ser um engenheiro discutindo um 
projeto a distância ou um garçom combinando uma noite de “freela”). De outro lado, 
países que detêm as tecnologias de relacionadas ao mundo digital se distanciam 
daqueles em que os recursos são ainda precários ou incipientes. 
Em quais temas utilizar?
Acesso à internet, ativismo digital, influenciadores digitais, dependência tecnológica, 
inteligência artificial, redes sociais. 
Conceitos Coringas
9340 conceitos para você usar na redação de concursos
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Em primeira análise, as possibilidades de envolvimento social na 
internet continuam, de fato, limitadas pela condição econômica de 
parcela significativa dos brasileiros. Nesse contexto, apesar da nova 
realidade tecnológica ter levado o sociólogo espanhol Manuel Castells 
a definir o momento atual como a “Era Digital”, muitos indivíduos são 
excluídos desse cenário por não possuírem os meios econômicos para 
acessar as mais recentes tecnologias de informação e comunicação. 
Dessa forma, a participação política plena da população é restringida 
pela profunda desigualdade de oportunidades na nação. 
4.41
Era Digital,
de Manuel Castells
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https://youtu.be/Ro44AssrEeE
Bônus:
os principais 
erros 
gramaticais
5
9540 conceitos para você usar na redação de concursos
Apresentação
da Professora
Jacqueline Vieira
Olá, pessoal! Tudo bem?
Eu sou a Jacqueline Vieira, professora 
de língua portuguesa, de literatura e de 
redação. 
Formei-me em Letras pela Universidade 
Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007 
e leciono desde então. Em 2008, cursei, 
também na UFJF, a especialização lato 
sensu em Ensino de Língua Portuguesa. 
Tenho experiência docente tanto na rede 
privada quanto na rede pública (municipal 
e estadual) e, ao longo desses anos, já tive 
a oportunidade de trabalhar em todas 
as etapas de ensino (ensino fundamental 
e ensino médio, além da educação de 
jovens e adultos), o que me permitiu 
identificar, na prática, as dificuldades e as 
necessidades as quais os alunos podem 
apresentar no aprendizado da língua 
portuguesa padrão e no processo de 
aquisição da escrita em cada fase de sua 
formação. 
Apresentação
Atuo no mundo dos concursos públicos 
desde 2018, lecionando língua 
portuguesa e redação tanto no modo 
presencial quanto no modo on-line.
Desde 2019, tenho o prazer de integrar 
a equipe do professor Raphael Reis, 
efetuando correções particulares, 
confeccionando recursos e lecionado 
conteúdos de língua portuguesa 
direcionados para a escrita de uma 
redação de excelência.
Finalizada a minha breve 
apresentação profissional, 
vamos ao que interessa!
9640 conceitos para você usar na redação de concursos
Apresentação
Introdução
Em uma prova discursiva, é fundamental 
redigir o texto respeitando ao máximo 
os preceitos da norma-padrão da língua, 
porquanto um número elevado de desvios 
pode comprometer muito a nota final, 
ainda que se tenha obtido um excelente 
desempenho no que se refere ao conteúdodo texto. Se você já tem um bom domínio 
da escrita, busque aprimorá-la! Contudo, 
se você não tem esse domínio, isso não 
é motivo de desespero, mas sim de foco 
no treinamento. Escreva! Sempre que for 
possível, submeta o seu texto à avaliação, 
pois, assim, você terá a oportunidade de 
verificar em que ponto ainda é necessário 
melhorar e em que ponto seu desempenho 
está satisfatório. 
Para te ajudar nessa jornada 
preparatória, fiz um levantamento dos 
desvios gramaticais mais recorrentes 
nas redações produzidas pelos nossos 
alunos do serviço de correção particular 
e vou mostrar alguns desses desvios para 
você com o objetivo de explicar cada regra 
infringida.
É importante destacar que os fragmentos 
que serão utilizados podem conter outros 
eventuais desvios além daqueles que 
serão destacados. Todavia, o intuito é 
ater-se ao tópico trabalhado para que a 
atenção não seja desviada do propósito 
inicial, de modo que comentaremos 
somente o desvio em foco.
Vamos começar nosso estudo pelo item 
que os candidatos mais erram nas provas 
discursivas: a vírgula! Como ela é o 
“calcanhar de Aquiles” da maioria, saber 
empregá-la adequadamente poderá 
trazer um diferencial importante para 
seu texto!
9740 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
Vamos comentar, a seguir, algumas das normas mais esquecidas no que se refere ao 
uso da vírgula nas questões discursivas. Tenha muita atenção!
a) A vírgula entre o sujeito e o verbo:
Sujeito e verbo são termos que se relacionam diretamente e, por isso, não podem ser 
separados por uma vírgula. 
No fragmento apresentado, “a indústria do consumo” é o sujeito da oração em 
questão, enquanto “utiliza” é o verbo. Dessa forma, os termos “a indústria do consumo” 
e “utiliza” estão relacionados sintaticamente e não podem ser separados pela vírgula. 
Por conseguinte, a escrita correta do trecho deve ser:
Veja que o sujeito e o verbo estão perfeitamente ligados na reescrita. 
Fique atento, pois esse desvio é muito frequente, principalmente, quando o sujeito é 
longo! 
• Na hipótese de se realizar uma intercalação plausível entre sujeito e verbo, é 
necessária a utilização de uma vírgula no início do termo intercalado e de outra no 
final para que a intercalação seja adequadamente isolada e não atrapalhe a relação 
sujeito/verbo.
“(...) a indústria do consumo utiliza características persuasivas (...)”
Veja o fragmento que segue:
Erros Gramaticais
9840 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
Observe que “o Estado” é sujeito da locução verbal “deve investir”, havendo entre eles 
o sintagma intercalado “como provedor da igualdade entre pessoas”, devidamente 
isolado por vírgulas. Assim, não há separação indevida entre o sujeito e a locução 
verbal.
Note que a vírgula está inserida entre o sujeito “Ser útil à comunidade”, formado por 
uma oração reduzida de infinitivo, e a locução verbal “deve ser”. De acordo com a 
norma, o trecho deveria estar da seguinte maneira:
Assim, “sujeito” e “verbo” ficam corretamente ligados de acordo com os preceitos 
gramaticais.
• Convém lembrar que a regra em foco também é válida para o sujeito oracional. 
Veja um exemplo:
Observe um exemplo que apresenta desvio dessa regra:
Erros Gramaticais
“Ser útil à comunidade deve ser um dos princípios norteadores (...)”
9940 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
b) A vírgula em orações e em termos deslocados:
A ordem direta do período é “sujeito - verbo - complemento - adjunto adverbial”, no 
entanto, desde que não haja alteração de sentido, é possível deslocar alguns termos 
dessa ordem. Ao efetuar o deslocamento (antecipação ou intercalação), faz-se uso de 
vírgula para isolar os termos deslocados. 
Um adjunto adverbial que modifique o contexto no qual se insere, quer dizer, denote 
alguma circunstância à oração, pode ser deslocado, sendo colocado no início ou 
intercalado na oração, e, em ambos os casos, a vírgula é empregada. Ressalta-se, 
porém, que, segundo a norma, o uso da vírgula para isolá-los só é obrigatório, de 
fato, se esse adjunto for de longa extensão. É importante lembrar, então, que, para a 
Academia Brasileira de Letras (ABL), o adjunto adverbial será de longa extensão quando 
tiver três ou mais palavras. Caso o adjunto em estudo venha na posição da ordem 
direta, a vírgula é considerada facultativa para a maioria dos gramáticos.
Erros Gramaticais
10040 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
A expressão “No ano passado” é um adjunto adverbial de tempo que modifica o 
sentido de toda a oração, possui três palavras e está fora da posição da ordem direta 
(final da frase). Nessa perspectiva, teríamos: “O crescimento da economia foi baixo no 
ano passado.”. Já que o aluno optou por antecipar o adjunto adverbial, é obrigatório 
isolá-lo por vírgula devido à quantidade de palavras: 
O adjunto adverbial “por meio das tecnologias como a internet” foi intercalado, o que 
implica seu isolamento por meio do uso das vírgulas, uma vez que ele apresenta mais 
de três palavras. Conforme a regra do tópico em estudo, o trecho deve ficar da seguinte 
maneira:
Leia este exemplo: 
Veja outro exemplo:
Erros Gramaticais
“No ano passado, o crescimento da economia foi baixo.”
“As pessoas, por meio das tecnologias como a internet, passaram a 
ter acesso aos mesmos (...)”
10140 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
O adjunto adverbial que indica conformidade “Conforme os estudos de Adorno e 
Horkheimer” é de longa extensão e está antecipado, por isso há o emprego obrigatório 
da vírgula no seu final.
De maneira análoga, a oração subordinada adverbial também fica após a oração 
principal na ordem direta e também pode ser deslocada. Logo, quando se intercala 
ou se antecipa orações subordinadas adverbiais, as quais exercem função sintática 
própria de advérbio, é preciso isolar essas orações por vírgula. 
Observe agora um caso em que o aluno respeitou essa regra: 
Veja outro exemplo:
Erros Gramaticais
Particularmente, acho interessante usar a vírgula sempre que se deslocar um 
adjunto adverbial, independentemente do número de palavras que ele tiver, pois 
percebo que assim fica mais fácil a memorização da regra (adjunto adverbial 
deslocado: vírgula!). Fazendo dessa forma, não se erra quando o uso é obrigatório.
10240 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
Como se pode notar, a oração subordinada adverbial conformativa “conforme defendia 
Locke” foi corretamente isolada por vírgulas por estar antecipada.
c) A vírgula nas orações subordinadas adjetivas:
As orações subordinadas adjetivas caracterizam-se por exercerem função sintática 
de adjetivo em relação à oração principal. Assim, elas são iniciadas por pronomes 
relativos que irão retomar o termo antecedente, explicando-o ou especificando-o, e 
essa diferença na função da oração será determinada justamente pela presença ou 
não da vírgula. 
O que ocorre, na prática, é que muitos alunos não prestam atenção na modificação de 
sentido que o emprego desse sinal de pontuação pode promover no discurso. 
Um exemplo é a epidemia de Coronavírus, que, por não ter cura nem 
vacina disponível, causa medo na população.
Erros Gramaticais
Agora, veja um deslocamento de oração adverbial feito 
adequadamente:
A oração subordinada adverbial causal “por não ter cura nem vacina” está intercalada 
na frase. Na ordem direta, teríamos: “Um exemplo é a epidemia do Coronavírus, 
que causa medo na população por não ter cura nem vacina disponível.”. Com a 
intercalação, é necessário utilizar vírgulas no início e no final da oração adverbial, 
conforme feito seguir:
10340 conceitos para você usar na redação de concursos
5.1
A Vírgula
Vejamos a explicação das regras relativas às orações adjetivas:
• Orações subordinadas adjetivas explicativas:
Emprega-se vírgula antes do pronome relativo nas orações subordinadas adjetivas 
explicativas, isto é, nas orações quetrazem esclarecimentos sobre o termo retomado.
No exemplo dado, o pronome relativo “que” retoma “modo de produção capitalista”, 
trazendo um esclarecimento, uma explicação a respeito desse modo de produção: 
necessita constantemente da utilização de algo. Por trazer um esclarecimento, a 
oração iniciada pelo pronome relativo “que” deve ser precedida por vírgula.
Assim, temos uma oração subordinada adjetiva explicativa. A não colocação da 
vírgula antes do “que” dá a entender que há outros modos de produção capitalistas 
e que aqui se fala somente do modo de produção capitalista que necessita 
constantemente da utilização de algo. Colocando a vírgula, a relação de explicação fica 
clara.
“(...) adepta do modo de produção capitalista, que necessita 
constantemente da utilização (...)”
Após a colocação dessa regra, observe o fragmento:
Erros Gramaticais
10440 conceitos para você usar na redação de concursos
5.2
A Crase
Para a gramática normativa da língua portuguesa, a crase ocorre, basicamente, 
quando há a fusão de duas vogais “a”, de modo que a primeira é a preposição “a” 
– exigida por um verbo ou por um nome –, e a segunda pode ser o artigo definido 
feminino “a” – admitido por um substantivo feminino –, o “a” inicial dos pronomes 
demonstrativos “aquele”, “aquela” e “aquilo” ou o “a” do pronome relativo “a qual”. 
Para demonstrar essa fusão de duas vogais “a”, utiliza-se o acento grave ( ` ).
Na frase, o verbo “causa” rege a preposição “a” – causa algo a alguém –, enquanto 
“minoria”, por ser um substantivo feminino, admite o artigo definido feminino “a”, de 
modo que há o encontro de duas letras “a”, resultando na crase. Veja:
• O próximo excerto demonstra outro caso em que a crase obrigatória não foi 
utilizada. 
causa desconforto a (prep.) + a (art. fem.) minoria = causa desconforto à minoria
Agora, leia o seguinte fragmento e observe o vocábulo 
destacado:
Observe:
Erros Gramaticais
10540 conceitos para você usar na redação de concursos
5.2
A Crase
O verbo “obedecendo”, que está em forma nominal de gerúndio, exige o emprego da 
preposição “a”. Por sua vez, o substantivo feminino “imposições” admite o emprego do 
artigo definido feminino “as”. Sendo assim, há o encontro de uma preposição “a” e de 
um artigo “as”, de forma que a construção correta deve ser:
Tenha atenção na transitividade dos verbos para saber se haverá presença obrigatória 
da preposição “a” estabelecendo ligação com o objeto!
No que tange à ocorrência da crase, é relevante lembrar pelo menos três casos em 
que ela não acontece de modo algum. Veja:
1º Caso:
Como é possível notar, o aluno empregou o acento indicativo de crase no “a” em 
“doados à diversas instituições”. Entretanto, quando se utiliza, um “a” no singular após 
palavra que exige a preposição “a”, há a indicação de que o substantivo feminino plural 
subsequente não foi especificado pelo artigo “as”, isto é, não há a utilização do artigo 
definido. Sendo assim, não ocorre a junção da preposição “a” com artigo, havendo 
somente a presença dessa preposição, que é exigida por “doados” no trecho em 
questão, o que não justifica o uso de acento indicativo de crase. 
obedecendo a (prep.) + as (art. fem.) imposições = obedecendo às imposições
Observe o próximo trecho: 
Erros Gramaticais
10640 conceitos para você usar na redação de concursos
5.2
A Crase
Veja o correto:
No trecho anterior, temos: 
2º Caso:
Logo, não se esqueça: não há crase quando “a” estiver no singular 
diante de palavra feminina no plural.
doados a (prep.) + diversas instituições = doados a diversas instituições
levar a (prep.) + severas consequências = levar a severas consequências
Agora, observe esse uso sobre o qual acabamos de falar 
feito adequadamente em uma redação:
Leia o trecho:
Erros Gramaticais
10740 conceitos para você usar na redação de concursos
5.2
A Crase
Foi empregado o acento indicativo de crase no “a” em “dispostos à debater”. Todavia, 
“debater”, por ser um verbo, não admite artigo, sendo impossível a ocorrência de uma 
crase diante dele. Nesse caso, há apenas a preposição que rege o nome antecedente:
Não há crase nas locuções com palavras repetidas ligadas por “a”. Portanto, o correto é:
dispostos a (prep.) + debater = dispostos a debater
cara a cara
Erros Gramaticais
Atenção! É oportuno lembrar que há outras situações de ocorrência ou não 
da crase. No entanto, foram destacados somente os presentes casos devido à 
recorrência deles nas produções escritas dos alunos. 
Portanto, não se esqueça: não ocorre crase diante de verbos!
3º Caso:
Leia o trecho:
10840 conceitos para você usar na redação de concursos
5.3
Pronomes “este”/“esta”
e “esse”/“essa” com valor 
referencial:
Conhecendo as regras mencionadas anteriormente, podemos dizer que o pronome 
“estas” está inadequado no texto em análise, visto que a intenção do aluno foi falar das 
maratonas que já havia citado no parágrafo. Assim, a referência deveria ter sido feita 
com o emprego do pronome “essas”. Observe como deveria ser:
No discurso, os pronomes demonstrativos “este” e ”esse” (e suas variações) podem 
ser utilizados para referenciar termos e informações. Esses pronomes são sempre 
empregados, todavia muitos alunos utilizam-nos desconsiderando as normas.
Os pronomes demonstrativos “este”, “estes”, “esta”, “estas” e “isto”, normalmente, 
referem-se a algo que ainda será mencionado no texto, tendo valor catafórico. Já os 
pronomes “esse”, “esses”, “essa”, “essas” e “isso” sempre se referem a algo que já foi 
mencionado no texto, possuindo valor anafórico. 
Veja esse fragmento:
Erros Gramaticais
“Outrossim, a busca contínua pelas maratonas de séries é cada vez mais 
relevante. Essas maratonas (...)”
10940 conceitos para você usar na redação de concursos
Consoante uma minoria de gramáticos, os pronomes demonstrativos “esta”, “este” 
e “isto” poderão fazer referência a termos já mencionados no texto, contudo 
esse emprego só pode acontecer se o termo referenciado estiver em posição 
imediatamente anterior à do pronome. O fragmento a seguir exemplifica esse caso:
O fragmento a seguir exemplifica esse caso:
5.3
Pronomes “este”/“esta”
e “esse”/“essa” com valor 
referencial:
Erros Gramaticais
Agora, veja outra situação:
Como é possível verificar, o pronome “Este” está sendo utilizado para retomar o termo 
imediatamente antecedente “Estado”, dizendo que é ele que deve criar centros de apoio. 
Atenção! essa última visão, por ser considerada correta por uma minoria de 
gramáticos, deve ser evitada na redação por segurança, já que não sabemos se o 
examinador concordará com ela.
11040 conceitos para você usar na redação de concursos
5.3
Pronomes “este”/“esta”
e “esse”/“essa” com valor 
referencial:
Observe como deveria ser:
Este é o grande problema: todos querem o fim da corrupção, mas nem todos 
deixam atitudes corruptas de lado.
Erros Gramaticais
Fique atento (a)! Guardadas as regras comentadas, você certamente fará as 
anáforas e as catáforas com tranquilidade, estabelecendo as relações coesivas 
das quais seu texto precisa para transmitir adequadamente suas ideias!
No texto anterior, o aluno anuncia o problema do qual irá tratar no parágrafo: o fato 
de todos quererem o fim da corrupção, mas continuarem tendo atitudes corruptas. 
Para fazer esse anúncio, ele emprega o pronome “Esse”. Não obstante, como vimos, 
para fazer referência àquilo que ainda será dito no texto, deveria ter sido empregado o 
pronome catafórico “Este”. 
11140 conceitos para você usar na redação de concursos
5.4
Pronome Relativo “onde”
O termo “onde” pode ser utilizado como pronome relativo para retomar lugar, 
equivalendo à expressão “lugar em que”. Nesse caso, o relativo “onde” pode ser 
substituído, adequadamente, por “em que”, “no qual”, “na qual”, “nos quais” ou “nas 
quais”. 
Em contrapartida, os pronomes relativos “em que”, “no qual”, “na qual”, “nos quais” e 
“nas quais” podem retomar tanto termo que denomine lugar quanto outros termos, mas 
só podem ser substituídaspor “onde” quando retomarem lugar. 
No fragmento lido, “onde” foi usado para retomar a “era da condominização”, mas o 
emprego foi indevido, já que a expressão que se desejava retomar não é um lugar. 
Por conseguinte, para estar em consonância com as regras gramaticais, na frase em 
questão, o termo “onde” deve ser substituído por um pronome relativo que possa fazer 
apropriadamente essa retomada, tal como se pode ver em: 
“Vivemos a era da ‘condominização’, na qual assistir à vida de camarote (...)”
Agora, leia o fragmento a seguir:
Em seguida, veja o correto emprego de “onde” como 
pronome relativo:
Erros Gramaticais
11240 conceitos para você usar na redação de concursos
5.4
Pronome Relativo “onde”
No trecho anterior, “onde” está fazendo referência ao termo “estabelecimentos 
carcerários”, que, de fato, diz respeito a lugar. Logo, o emprego de “onde” está 
conforme a regra estudada.
• Impende lembrar que se pode anexar a preposição “a” ou a preposição “de” ao 
vocábulo “onde”, obtendo-se, respectivamente, “aonde” e “donde”. Porém, destaca-
se que essa junção só poderá acontecer se “onde” for empregado junto a verbo que 
exija uma dessas preposições. Isso é o que ocorre nos exemplos: 
Há muita confusão entre o uso de “onde” e de “aonde”. Portanto, lembre-se: “aonde” só é 
usado junto a verbo que exige a preposição “a”!
O restaurante aonde fui é muito simples. fui a (prep.) + onde = aonde fui
O lugar donde vim é agradável. vim de (prep.) + onde = donde vim
Erros Gramaticais
11340 conceitos para você usar na redação de concursos
5.5
Uso do Hífen
O Novo Acordo Ortográfico trouxe algumas modificações que confundem bastante 
os alunos com relação ao uso do hífen. Por isso, veremos algumas regras gerais 
referentes a erros frequentes no que tange às regras novas.
a) Formação com prefixo terminado com vogal diferente da que inicia a 
palavra.
b) Formação com prefixo que termina com a mesma vogal que inicia a 
palavra. 
Deve-se usar hífen se o prefixo terminar com vogal igual à vogal que inicia a palavra. 
Segundo a nova regra, na composição em que o prefixo (ou falso prefixo) termina com 
vogal diferente da vogal que inicia a palavra à qual ele se une, é necessário juntar os 
dois vocábulos sem usar o hífen. Essa regra, todavia, não foi levada em conta no texto 
anterior, pois, como o prefixo “auto” termina com “o” e “estima” inicia-se com “e”, as 
palavras devem ser escritas juntas, sem o hífen. Confira a forma correta: 
auto + estima = autoestima
Veja este caso:
Erros Gramaticais
11440 conceitos para você usar na redação de concursos
5.5
Uso do Hífen
O prefixo “anti” terminou com “i”, enquanto “intelectualismo” começou com “i”. Assim, 
deve-se utilizar hífen. Veja:
Como “anti” termina em “i”e “sociais” começa com “s”, deve-se escrever da seguinte 
maneira: 
c) Formação com prefixo terminado em vogal e palavra iniciada por “r” 
ou “s”.
Nas formações em que o prefixo terminar com vogal e o segundo elemento começar por 
“s”, elimina-se o hífen, escrevendo os dois vocábulos juntos com duplicação do “s”. 
anti + intelectualismo = anti - intelectualismo
anti + sociais = antissociais
Observe um exemplo dessa formação:
Veja o que ocorreu no fragmento seguinte:
Erros Gramaticais
11540 conceitos para você usar na redação de concursos
5.5
Uso do Hífen
Quando as composições forem formadas por prefixo terminado em vogal e por uma 
palavra iniciada por “r”, ocorre a junção dos termos com duplicação da consoante “r”. 
Confira um exemplo:
Sabendo a regra, temos a seguinte formação:
É bom lembrar que os vocábulos serão escritos juntos quando os prefixos listados no 
tópico tiverem perdido o acento tônico. 
Veja um exemplo:
d) Formação com os prefixos “pré”, “pós” e “pró”.
O hífen deve ser utilizado na formação de palavras em que os prefixos “pré”, “pós” e 
“pró” mantiverem o acento tônico. 
anti + reflexo = antirreflexo
pós + guerra = pós – guerra
pré + supor = pressupor
Veja como o aluno escreveu no excerto:
Erros Gramaticais
11640 conceitos para você usar na redação de concursos
5.5
Uso do Hífen
No excerto, o hífen foi empregado conforme regra anterior à reforma ortográfica. 
Atualmente, devido à presença da preposição “a” ligando os termos da expressão, o 
correto é:
A mesma regra se aplica a expressões como: pé de moleque, café com leite, face a 
face etc. Cabe ressaltar, porém, que há várias exceções a essa regra, como é o caso 
de expressões ditas consagradas pelo uso (cor-de-rosa, arco-da-velha etc.), bem 
como expressões da botânica (pimenta-do-reino, dente-de-leão etc.) e da zoologia 
(andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia etc.). Na hora da escrita, se tiver dúvida 
quanto à existência do hífen nesse tipo de expressão, consulte o VOLP (Vocabulário 
Ortográfico de Língua Portuguesa) ou algum dicionário. Assim, ao consultar e 
empregar as palavras, você vai memorizando suas escritas corretas. 
e) Formações com elemento de ligação.
Não se deve empregar hífen em vocábulos com elementos de ligação.
dia + a + dia = dia a dia
Veja o excerto:
Erros Gramaticais
11740 conceitos para você usar na redação de concursos
Mensagem Final
Mensagem Final
Chegamos ao fim
de nosso estudo!
Espero que os conteúdos listados possam 
auxiliá-lo (a) em sua preparação para a 
prova discursiva, na construção do seu 
saber! Não deixe que essas regras fiquem 
“no papel”. A grande dica é tentar empregar 
as regras toda vez que você tiver de 
escrever, pois assim fica bem mais fácil 
sistematizá-las e tornar seu uso natural. 
A escrita de acordo com o padrão deve 
ser um exercício constante em sua vida. 
Escreva, pense sobre a construção feita, 
verifique se seu texto obedece às regras 
de concordância, regência, ortografia, 
acentuação, pontuação... E não deixe de 
ler! A prática da leitura é fundamental no 
processo de aquisição e de aprimoramento 
da escrita, uma vez que o contato com as 
construções formais faz com que você vá 
internalizando as regras, inconsciente ou 
conscientemente. Por fim, seja curioso, 
pesquise os termos, as construções e os 
empregos desconhecidos. 
A língua portuguesa é muitíssimo 
rica, e seu aprendizado deve ser uma 
prática constante!
11840 conceitos para você usar na redação de concursos
Cursos e materiais 
complementares: 
www.professorraphaelreis.com.br
Serviço de correção 
personalizada e 
mentoria de redação:
magodaredacao@gmail.com
edição
atualizada
e ampliada3
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https://crescento.com.br/
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https://crescento.com.br/muito nos estudos 
do Barro Branco, o senhor é 
uma benção, pessoa fina e culto, 
espero um dia ter uma mínima 
porcentagem da inteligência do 
senhor.
Parabéns pelo trabalho! Sempre 
indico seu nome no quesito estudar 
para redação. :)
Esse ebook era o que eu estava 
precisando pra melhorar minha 
redação. Breve vou contratar o 
serviço de correções para melhorar 
ainda mais.
1440 conceitos para você usar na redação de concursos
Confira retornos de 
satisfação dos alunos 
que compraram a 1ª e 2ª 
edições do e-book:
Apresentação
Agradeço sua dedicação em criar 
conteúdo acessível que valorize as 
Ciências Humanas, em particular a 
Filosofia, no âmbito dos Concursos 
Públicos. Senti falta, no material, 
de ver nomes de filósofos negros e 
mulheres.
O conteúdo do e-book foi 
fundamental para tirar uma 
excelente nota na redação do Enem 
2020 e obter minha aprovação 
na universidade pública. Somente 
tenho uma sugestão para a 
próxima edição, fazer uma revisão 
mais atenta de erros em palavras 
dos exemplos dos conceitos, no 
mais agradeço a dedicação dos 
professores e autores do livro. 
Sua didática é ímpar, sem dúvidas o 
melhor professor de humanas que 
conheci. Graças ao seu trabalho 
tirei uma nota 980 no Enem e 
consegui entrar no curso dos meus 
sonhos. Gratidão eterna!!!
Ótimo, material essencial 
para quem busca melhorar a 
argumentação em redação de 
concursos.
Melhor enriquecimento cultural 
e didática de fácil compreensão, 
ótimo material, recomendo!
Gênero 
Dissertativo-
Argumentativo
1
1640 conceitos para você usar na redação de concursos
Gênero Dissertativo-Argumentativo
Gênero
Dissertativo-Argumentativo
Este e-book é específico para bancas que cobram o gênero dissertativo-argumentativo 
e temas de interesse geral/atualidades.
 
O que significa “gênero dissertativo-argumentativo”?
Segundo Othon M. Garcia , “a dissertação tem como propósito principal expor ou 
explanar, explicar ou interpretar ideias e a argumentação visa o convencimento, a 
persuasão e a influência do leitor ou do ouvinte”. Por isso, as etapas clássicas de 
introdução, desenvolvimento e conclusão devem ser observadas para garantir que 
todos os elementos necessários à redação para concursos sejam contemplados.
Abaixo, segue uma sugestão (recomendação) para você contemplar as etapas clássicas 
e realizar boa distribuição de linhas.
Obs.: a tabela acima é uma média de linhas, nada de ficar paranoico! Ademais, é 
importante lembrar que introdução e conclusão nunca devem ficar maiores do que os 
parágrafos argumentativos.
1º parágrafo (introdução)
2º e 3º parágrafo (argumentos)
4º parágrafo (conclusão) 
Etapa
5 linhas
De 6 a 10 linhas cada parágrafo
5 linhas
Quantidade de linhas
¹ GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. FGV, 2006.
Estrutura
Argumentativa
2
1840 conceitos para você usar na redação de concursos
Estrutura Argumentativa
Estrutura
Argumentativa
Além de a redação ter uma estrutura geral – qual seja: introdução, desenvolvimento e 
conclusão –, cada uma das etapas possui estrutura específica:
Estrutura da introdução:
nessa etapa o candidato apresenta o tema (contextualização), deixa 
evidente a sua tese (posicionamento) e aponta, sucintamente, os tópicos 
centrais que serão desenvolvidos nos parágrafos argumentativos.
Estrutura do parágrafo argumentativo:
os parágrafos argumentativos devem ser iniciados por conectivo, o que 
contribui com a progressão textual. Logo em seguida, é apresentada 
a ideia central ou tópico frasal (desdobramento do primeiro tópico 
indicado na introdução). Após isso, há a fundamentação do argumento 
(deve ser usado pelo menos um recurso argumentativo) e a conclusão do 
parágrafo.
Estrutura da conclusão:
o parágrafo é iniciado por conectivo (portanto, mediante o exposto, 
diante do exposto) e com a retomada da tese (elemento obrigatório). O 
aluno pode optar por realizar considerações finais amarrando as ideias 
centrais ou propor uma solução exequível para a problemática proposta 
pela banca. Se optar por essa última, deve indicar o agente (responsável 
pela solução), a ação (o que deve ser feito para amenizar o problema) e a 
finalidade (objetivo ou resultado esperado com aquela ação).
1940 conceitos para você usar na redação de concursos
Estrutura Argumentativa
Estrutura
Argumentativa
Detalhe: os critérios exigidos pela banca que organiza o seu certame são corrigidos 
em até dois minutos. Isso mesmo: dois minutos é a média que os examinadores levam 
para fazer a correção! Então, é preciso facilitar a vida do examinador colocando todos 
os elementos em ordem.
A banca, por meio de seus examinadores, não quer muita coisa de você. Ela quer 
simplesmente que você, como candidato, demonstre que sabe qual é a estrutura de um 
texto dissertativo-argumentativo, que mostre domínio da língua portuguesa e que o seu 
conteúdo convença de maneira satisfatória.
Redação 
Modelo - 
Ricardo 
Teixeira
3
2140 conceitos para você usar na redação de concursos
Estrutura Argumentativa
Redação Modelo - 
Ricardo Teixeira
Nada melhor do que ver a teoria na prática com quem tirou 10, não é mesmo? O aluno 
Ricardo Teixeira mandou muito bem no concurso do TRF-4, organizado pela banca FCC.
Continua na próxima página.
Segundo o filósofo Hartmut Rosa, a sociedade atual vive um período 
de aceleração social, na qual o desenvolvimento econômico ocorre a 
altas velocidades, demandando-se dos indivíduos que acompanhem 
esse ritmo exponencial (apresentação do tema). Nesse meio, estimula-
se que as pessoas sejam mais proativas, produtivas e consumistas, 
a fim de criarem riquezas sob a lógica capitalista, em troca de uma 
promessa de felicidade e de bem-estar. Isso ocorre em razão de uma 
pós-modernidade exacerbada e de uma sociedade do controle (tese com 
menção breve de dois tópicos).
De início (conectivo), cumpre destacar que os valores sociais da 
contemporaneidade são superdimensionados e passageiros, tornando 
efêmero o que antes era perene (tópico frasal I). Esse fenômeno, a que 
Gilles Lipovetsky atribui o nome de “hipermodernidade”, ocorre como 
resultado de um capitalismo tecnológico expansivo, em que a sociedade 
passa a ser pautada por uma necessidade constante de inovação e de 
transformação. Em tal contexto, as pessoas presumem ser necessário 
produzir e consumir mais, adaptando-se às novas tendências ditadas 
pelo mercado a cada dia. Surgem, assim, livro de autoajuda que pregam 
a proatividade como requisito de vida e “coaches”, profissionais 
mercadológicos, os quais ensinam que o sucesso e a felicidade são 
bem alcançáveis, apenas, por meio de uma eficiência incessante 
(fundamentação utilizando argumento de autoridade + exemplificação). 
Dessa forma, contraditoriamente, o hiperindivíduo visa ao bem-estar, 
2240 conceitos para você usar na redação de concursos
Estrutura Argumentativa
Redação Modelo - 
Ricardo Teixeira
produzindo mais bens de consumo, de modo mais célere, com o sacrifício 
de seu tempo e de sua subjetividade. (Conclusão do parágrafo).
Outrossim (conectivo), a forma de exercício do poder na atualidade, 
prescreve, também, um aumento exponencial da produtividade (tópico 
frasal II). De acordo com Deleuze, a “sociedade do controle”, que 
substituiu a sociedade disciplinar de Foucault, implica uma fluidez 
de monitoramento social: as não são mais controladas apenas nas 
instituições - como a fábrica e a escola -, mas também em casa, na rua, 
no transporte, por meio da tecnologia. Assim, passa a ser comum, que os 
trabalhadores sejam demandados para a realização de tarefas, mesmo 
quando não estejam no local de trabalho, pela utilização da “internet” 
e do correio eletrônico, sob a promessa de maior flexibilidade para 
aquele que seja mais proativo, em função da empresa em qualquer 
ambiente e qualquer hora (argumentação com argumento de autoridade 
+ exemplificação). Dessa maneira, imiscuem-se a esfera profissional e 
pessoal, causando frustração nas pessoas; eis que a necessidade de 
produção invade o tempo delazer e de repouso. (Conclusão do parágrafo).
Portanto, na contemporaneidade, a capacidade de ação proativa passa 
a ser valorizada como um caminho para a felicidade. Em virtude dos 
padrões efêmeros de vida e de uma sociedade marcada pelo controle em 
todos os ambientes, as pessoas são pressionadas a produzir e a consumir 
cada vez mais, movendo a engrenagem do sistema capitalista, para serem 
considerados felizes, sacrificando sua individualidade e o seu tempo.
- Ricardo Teixeira 
Conceitos 
Coringas
4
2440 conceitos para você usar na redação de concursos
Conceitos Coringas
Conceitos
Coringas
Os conceitos abaixo estão descritos de 
forma objetiva e didática, ou seja, não é 
objetivo do e-book aprofundá-los, mas sim 
deixá-los para uso rápido e pragmático 
para sofisticar argumentos na redação, 
ampliando, assim, o repertório e o leque 
de possibilidades de uso. Espero que o 
aluno se interesse pelos autores e, quando 
possível, possa ler as obras daqueles 
pensadores que despertaram seu 
interesse.
 
Ao final de cada conceito, há um QR Code. 
Ao acessá-lo, o aluno terá a explicação 
objetiva, em vídeo, realizada pelo Prof. 
Rapha ou pelo Prof. Waldyr. 
2540 conceitos para você usar na redação de concursos
4.1
Sociedade Líquida,
de Zygmunt Bauman
Explicação do conceito:
O conceito de “Modernidade Líquida” ou de “Sociedade Líquida” é um conceito 
coringa, uma vez que ele pode ser aplicado em quase todos os temas sociais da nossa 
atualidade. Para Bauman, a Sociedade Líquida é marcada por um momento sem forma 
definida, permeado por incertezas e medos. As relações estão fragmentadas e não há 
um projeto coletivo de sociedade. Inclusive, com as incertezas do mundo do trabalho, é 
inviabilizada à maioria das pessoas a realização de um planejamento de vida.
Em quais temas utilizar?
Segurança, violência urbana, consumo, conflitos étnicos e imigratórios, relações 
humanas, fragilidades institucionais, fragmentação política, mundo do consumo, meio 
ambiente, mundo do trabalho, mundo virtual.
Exemplo argumentativo:
Continua na próxima página.
Esse sistema de observação eletrônica em massa foi alvo de um 
escândalo internacional em 2011, quando o ex-funcionário da 
Agência Nacional de Segurança (ANS) dos Estados Unidos, Edward 
Snowden, revelou o sofisticado sistema de espionagem da empresa. 
A ANS espionava conversas particulares de líderes mundiais e até 
de cidadãos comuns, de modo a demonstrar que o livro distópico 
imaginado por George Orwell, em sua obra “1984”, não está distante 
da realidade. Nesse contexto, a própria privacidade, tão singular e 
intrínseca ao sujeito, insere-se na perversa lógica do capitalismo ao 
tornar-se uma mercadoria de alto valor agregado. Ademais, essa 
Conceitos Coringas
2640 conceitos para você usar na redação de concursos
4.1
Sociedade Líquida,
de Zygmunt Bauman
Fonte: trecho da redação da aluna Ana Paula Gomes. Concurso TRT-2. Banca FCC. Nota 100/100
QR Code:
conjuntura é potencializada na modernidade líquida descrita por 
Zygmunt Bauman, haja vista que as pessoas expõem voluntariamente 
sua intimidade nas redes sociais, imiscuindo o público e o privado, 
de modo a facilitar que as grandes empresas se apoderem de 
informações pessoais para fomentar o consumismo.de modo a facilitar 
que as grandes empresas se apoderem de informações pessoais para 
fomentar o consumismo.
Aponte a câmera
ou clique aqui!
Conceitos Coringas
https://www.youtube.com/watch?v=1QvSUnTB-Dk&feature=youtu.be&ab_channel=Prof.RaphaelReis%7COMagodaReda%C3%A7%C3%A3o
2740 conceitos para você usar na redação de concursos
4.2
Hipermodernidade,
de Gilles Lipovetsky
Explicação do conceito:
O filósofo Gilles Lipovetsky cunha o conceito de hipermodernidade para substituir a 
ideia de pós-modernidade. Para ele, há valores da modernidade que estão em sua 
radicalização na atualidade, por isso o uso do prefixo hiper. Nessa configuração, 
as dimensões humanas, econômicas, sociais e culturais estão sob a órbita do 
hiperconsumo, que gera a “sociedade da moda”. 
A sociedade da moda não é a era do consumo de massa, mas sim um padrão que 
substitui aquela sociedade disciplinar de Foucault. Agora, as relações são pautadas na 
busca incessante do novo, da inovação. Muitos querem a originalidade, não seguindo 
nenhum padrão, porém, isso também se torna o padrão e reduz a subjetividade. Nesse 
sentido, a “moda” seduz as pessoas ao consumo e passa a fazer parte da constituição 
da identidade do sujeito hipermoderno.
O indivíduo hipermoderno vive intensamente o presente, no entanto, o futuro é a sua 
maior preocupação. Não há mais garantias de nada. O hiperindivíduo quer pensar 
sobre o seu futuro, contribuir para a economia, para a política, mas o seu tempo é 
escasso, ele não tem tempo para nada e tudo muda muito rápido. O seu tempo presente 
é transformado em tempo de trabalho.
Para o autor, a hipermodernidade é formada pela relação de três elementos: a cultura 
individualista, a tecnociência e o hiperconsumo.
Em quais temas utilizar?
Segurança, violência urbana, consumo, conflitos étnicos e imigratórios, relações 
humanas, fragilidades institucionais, fragmentação política, mundo do consumo, meio 
ambiente, mundo do trabalho, mundo virtual.
Conceitos Coringas
2840 conceitos para você usar na redação de concursos
4.2
Hipermodernidade,
de Gilles Lipovetsky
Fonte: trecho da redação do aluno Ricardo de Assis. Concurso TRF-3. Banca FCC. Nota 10/10
QR Code:
Em primeira análise, é importante destacar que a predominância 
dos meios de comunicação eletrônicos reforça a percepção do eu, 
em detrimento da alteridade. Com efeito, segundo Gilles Lipovetsky, 
vivemos em uma era marcada pelo hiperinividualismo, na qual 
projetos e desígnios dificilmente ultrapassam a esfera pessoal 
daquele que os concebe. Assim, nas redes ditas sociais, algoritmos 
desenvolvidos pelas grandes corporações aglutinam, de forma fria e 
mecânica, pessoas e ideias, reforçando preconceitos e estimulando 
a propagação de discursos de ódio e manifestações de intolerância, 
em um eterno círculo vicioso no qual o desgosto momentâneo que 
se segue à descoberta de um erro é substituído pela satisfatória 
confirmação de opiniões pessoais.
Aponte a câmera
ou clique aqui!
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
https://youtu.be/U4RpGMztmUc
2940 conceitos para você usar na redação de concursos
4.3
Sociedade do Controle, 
de Gilles Deleuze
Explicação do conceito:
Sociedade do controle, segundo o filósofo francês Deleuze, é um momento posterior 
à sociedade disciplinar descrita por Foucault. Na sociedade do controle, o poder é 
exercido a distância. É realizado, principalmente, na padronização de comportamentos 
e do estado psíquico. O conhecimento científico tende a validar quais os padrões 
“normais”, como a estética e o estado psíquico desejado na sociedade capitalista.
Em quais temas utilizar?
Mecanismos de controle social, relações dos indivíduos com o Estado e outras 
instituições, câmeras de vigilância, aplicativos que monitoram informações, algoritmos 
de redes sociais que captam informações particulares, privacidade.
Exemplo argumentativo:
Continua na próxima página.
Esse fenômeno é descrito por Gilles Deleuze, ao explicitar o conceito de 
sociedade do controle. Consoante o pensador, a sociedade disciplinar 
de Foucault, em que a vigilância estatal exercida dentro de instituições 
(prisões, escolas e quartéis), foi substituída pela sociedade do controle, 
na qual o monitoramento social adquire fluidez. Assim, a internet 
representa um super panóptico na medida em que são armazenados 
dados relativos a pesquisas feitas em sites de busca, a comunicações 
virtuais privadas e a compras realizadas com cartão de crédito. Tal 
banco de dados é utilizado por grandes corporações para promover 
o consumo personalizado, por meio de uma publicidade pautada nas 
Conceitos Coringas
3040 conceitos para você usar na redação de concursos
4.3
Sociedade do Controle, 
de Gilles Deleuze
Fonte: trecho daredação da aluna Ana Paula Gomes. Concurso TRT-2. Banca FCC. Nota 100/100
QR Code:
afinidades e preferências do internauta: toma-se a privacidade do 
cidadão a serviço do capital.
Aponte a câmera
ou clique aqui!
Conceitos Coringas
https://youtu.be/TwrFyTWb_SE
3140 conceitos para você usar na redação de concursos
4.4
Felicidade em Aristóteles
Explicação do conceito:
Para o nosso filósofo clássico, a felicidade é o fim das ações humanas. Porém, como 
o homem é um animal político e social, a felicidade é construída a partir das relações 
sociais tecidas na sociedade, especificamente, nas cidades. Dessa forma, a felicidade 
individual está atrelada ao bem comum, à coletividade.
Em quais temas utilizar?
Direito à cidade, coletividade, cidadania, ética, felicidade, política.
Exemplo argumentativo:
Fonte: trecho da redação do aluno Igor Simões. 
Concurso DETRAN-SP. Banca FCC. Nota 10/10.
De acordo com o filósofo Aristóteles, a cidade deve proporcionar 
condições necessárias para que os seus habitantes tenham uma 
vida feliz e virtuosa. Nessa perspectiva, o exercício da cidadania de 
maneira exitosa tem relação intrínseca com as políticas públicas que 
visem dispor aos indivíduos o direito à cidade em sua integralidade. 
Contudo, essas ainda se mostram bastante deficitárias em combater a 
segregação socioespacial, uma vez que falham em promover acesso e 
boa qualidade aos itens básicos de locomoção com conforto e fluidez a 
todos os grupos sociais. 
Conceitos Coringas
QR Code:
Aponte
a câmera 
ou acesse 
aqui!
https://youtu.be/j_Ge2R5UZEU
3240 conceitos para você usar na redação de concursos
4.5
Cidadania em
Thomas Marshall
Explicação do conceito:
Ao estudar cidadania, o sociólogo Thomas Marshall (1893-1981) afirma que ela não 
nasce pronta e acabada, mas é uma construção gradativa de novos direitos (civis, 
políticos e sociais), conquistados por diferentes atores sociais ao longo da sociedade 
capitalista.
Marshall valoriza a cidadania como elemento de mudança social e diz que só há 
cidadania se houver ampliação do atendimento de demandas dos mais diversos grupos 
sociais.
Em quais temas utilizar?
Esse conceito é o top 1 de todos, porque ele se encaixa em praticamente qualquer tema, 
uma vez que a maioria das propostas temáticas está relacionada à cidadania.
Exemplo argumentativo:
Fonte: trecho da redação da aluna Kelli Daiane. Concurso TJ-PR. Banca Cespe. Nota 39.8/40.
Ademais, é essencial compreender a relação entre cultura e cidadania. 
Para o sociólogo Thomas Marshall, a cidadania é a conquista de 
direitos, o que revela a importância de assegurar a cultura como 
um direito a todos os cidadãos. Nessa perspectiva, destaca-se a 
importância do multiculturalismo, o qual reconhece todas as culturas 
como importantes. Isso evita o etnocentrismo – quando o indivíduo 
pensa que sua cultura é superior às demais – e contribui para a 
formação de cidadãos mais altruístas e que convivem em harmonia 
social. Dessa forma, a cultura e a cidadania estão amplamente 
relacionadas e são primordiais para que todos ajam em prol do bem 
comum. 
Conceitos Coringas
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4.5
Cidadania em
Thomas Marshall
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https://youtu.be/DzDTOowNu74
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4.6
Aceleração,
de Hartmut Rosa
Explicação do conceito:
A principal questão filosófica de Hartmut Rosa é: se podemos ganhar enormes 
quantidades de tempo com a tecnologia, por que não dispomos mais de tempo para a 
vida?
De fato, se voltarmos aos séculos XVIII e XIX, havia, por parte da tradição iluminista, 
crença positiva no processo de industrialização e no progresso científico. Essas duas 
combinações seriam capazes de fazer a humanidade evoluir nos aspectos morais, 
políticos, sociais e econômicos. Contudo, essas promessas não se concretizaram 
no século XX: as tecnologias não proporcionaram o fim das desigualdades nem uma 
sociedade mais humana.
No caso do nosso filósofo, que dá ênfase à estrutura do tempo como elemento que 
modifica as nossas relações sociais, haverá a defesa de que os avanços tecnológicos 
prometem economia de tempo, mas o que se percebe na realidade é que, cada vez mais, 
temos menos tempo.
Essa dicotomia leva Hartmut a questionar: o que é uma vida plena e o que impede de 
termos uma vida plena? Para essa análise, a teoria da aceleração social aponta que 
estamos cada vez mais acelerando o tempo, o que pode ser visto no aperfeiçoamento 
técnico que impacta os transportes, a produção e a comunicação de informações. 
Para Rosa, a aceleração do tempo é negativa, pois não permite ao ser humano usufruir 
de uma ressonância com a natureza, consigo próprio e com outras pessoas. 
Ademais, causa outros problemas: na atualidade são impossíveis a implementação 
do melhor argumento e a busca de consenso em esferas públicas, como defendia 
Habermas, uma vez que a população, simplesmente, não possui tempo para isso. Outra 
consequência da aceleração social é a lógica frequente do fracasso individual, uma 
vez que as pessoas não conseguem dar conta de tudo que precisam fazer ao longo do 
dia e são levadas a acreditar que não sabem gerenciar o seu tempo para uma melhor 
Conceitos Coringas
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4.6
Aceleração,
de Hartmut Rosa
produtividade. Outrossim, cabe destacar que esse tipo de sociedade reforça um modelo 
de competição, pressão de tempo e estresse permanente.
Em quais temas utilizar?
Felicidade, relação dos seres humanos com o tempo, vida instantânea.
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: introdução da redação do aluno Ricardo Teixeira. Concurso TRF-4. Banca FCC. Nota 10/10.
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Segundo o filósofo Hartmut Rosa, a sociedade atual vive um período de 
aceleração social, na qual o desenvolvimento econômico ocorre a altas 
velocidades, demandando-se dos indivíduos que acompanhem esse 
ritmo exponencial. Nesse meio, estimula-se que as pessoas sejam mais 
proativas, produtivas e consumistas, a fim de criarem riquezas sob a 
lógicas capitalista, em troca de uma promessa de felicidade e de bem-
estar. Isso ocorre em razão de uma pós-modernidade exacerbada e de 
uma sociedade de controle. 
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https://youtu.be/9o3WwIviIMQ
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4.7
Racismo Estrutural
de Silvio de Almeida
Explicação do conceito:
O filósofo e advogado Silvio de Almeida mostra que o racismo que persiste em 
nossa sociedade foi engendrado no passado colonial. Essas formas autoritárias 
de inferiorizar outras pessoas estão no comportamento de vários brasileiros, na 
desqualificação estética de pessoas negras e em palavras que inferiorizam o outro. 
Portanto, há um racismo estrutural que faz permanecer e legitima as desigualdades 
raciais. Em vez de ser a exceção, o racismo passar ser a regra.
Em quais temas utilizar?
Racismo, preconceito e desigualdades raciais.
Exemplo argumentativo:
Fonte: trecho (com adaptações) da redação 
da aluna Anna Martins. Concurso UFF. Banca 
Coseac. Nota 100/100.
Além disso, as desigualdades simbólicas também são perceptíveis, 
o que afasta o Brasil do ideal de justiça. Segundo o filósofo Silvio 
Almeida, o país é historicamente desigual, marcado por preconceitos 
de diversas ordens, como o racismo estrutural. Em face dessa 
realidade, não é cabível propor ações ou políticas públicas que não 
levem em consideração as idiossincrasias de cada segmento que 
compõe a população. 
Conceitos Coringas
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https://youtu.be/aqMRV8xZlec
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4.8
Estado-Penal,
de Loic Wacquant
Explicação do conceito:
Para Wacquant, assim como para Foucault, as prisões seguem um modelo de um 
determinado tipo de projeto econômico-social que, neste caso específico, é o projeto 
neoliberal de sociedade. Ele denomina os países que implementam o modelo neoliberalde Estado-penal, visto que há uma tendência de se retirar os investimentos sociais 
e aumentar os gastos com segurança pública. O resultado disso é o aumento da 
criminalidade e da pobreza, ou seja, como os estados não conseguem diminuir as 
desigualdades sociais nem a pobreza, acabam investindo no encarceramento dos mais 
pobres, os quais estão mais vulneráveis no envolvimento com “crimes de rua”.
Em quais temas utilizar?
Segurança pública, sistema carcerário, criminalização da miséria, desigualdades 
sociais, Estado-nação, políticas neoliberais.
Exemplo argumentativo:
Primeiramente, no tocante às 
desigualdades materiais, é importante 
destacar que, em uma sociedade 
capitalista, a manutenção desses 
desníveis pode ser proposital. Segundo 
Loic Wacquant, as classes dominantes 
frequentemente aplicam uma estratégia 
ideológica de extermínio e segregação 
dos “desnecessários”. Nesse sentido, 
esse mecanismo, no Brasil, se exerce por 
meio da negação de acesso a direitos 
básicos, como emprego, moradia, saúde 
e educação de qualidade às populações 
periféricas.
Conceitos Coringas
Fonte: trecho (com adaptações) da 
redação da aluna Anna Martins. 
Concurso UFF. Banca Coseac. Nota 
100/100.
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https://youtu.be/KkUKn3bOmYM
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4.9
Indústria Cultural,
de Adorno e Horkheimer
Explicação do conceito:
Indústria Cultural é um conceito dos filósofos Adorno e Horkheimer, da Escola de 
Frankfurt. Para eles, a Indústria Cultural, isto é, televisão, rádio, jornal, música, teatro 
etc., passaram a produzir cultura e entretenimento dentro da lógica capitalista, ou 
seja, se preocupam em massificar suas produções e têm somente o compromisso de 
gerar lucros. Com isso, são produções que pretendem homogeneizar as subjetividades, 
não informam e não se preocupam em estimular a criticidade contra a resignação e a 
exploração do sistema capitalista.
Em quais temas utilizar?
Indústria cultural, razão instrumental, capitalismo, produtos capitalistas, 
homogeneização da subjetividade, manipulação, meios de comunicação, artes, ciência.
Exemplo argumentativo:
Em segunda análise, observa-se que as 
produções cinematográficas passaram a 
seguir a lógica instrumental capitalista. 
Nesse sentido, o filósofo Adorno faz 
reflexões de que a indústria cultural, na 
qual o cinema está inserido, não busca 
uma reflexão crítica do espectador, 
porque o seu objetivo é gerar lucros 
e homogeneizar as subjetividades. 
Isso pode ser visto no alto custo dos 
bilhetes, bem como nas narrativas de 
heróis, as quais arrecadam bilhões e são 
preferência de adolescentes da classe 
média. 
Conceitos Coringas
Fonte: trecho da redação do Prof. 
Raphael Reis. Redação Enem 2019. 
Nota 920/1000.
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https://youtu.be/Lu1jfB7PSOE
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4.10
Cidadania Global,
de Ulrich Beck
Explicação do conceito:
O sociólogo alemão Ulrich Beck defende que é necessária uma cidadania global, na qual 
todos os cidadãos sejam considerados como pertencentes aos Estados-Nações. Isso 
faria com que se amenizassem os conflitos étnicos e migratórios.
Em quais temas utilizar?
Conflitos étnicos, conflitos migratórios, terrorismo.
Exemplo de conclusão:
Fonte: trecho da redação do aluno Igor Simões. 
Concurso DETRAN-SP. Banca FCC. Nota 10/10.
Diante do exposto, como forma de conviver harmonicamente com 
a diversidade cultural e evitar possíveis conflitos entre os Estados-
Nações, há a necessidade de desenvolver comportamentos em prol da 
alteridade, por meio de uma concepção de cidadania global conforme 
o sociólogo Ulrich Beck. Ou seja, independentemente da nacionalidade, 
todos são cidadãos terrestres e devem ser reconhecidos em suas 
peculiaridades.
Conceitos Coringas
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https://youtu.be/fzOUcq5ueF4
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4.11
Cidadania Regulada,
de Guilherme dos Santos
Explicação do conceito:
Há uma diferença entre cidadania formal (garantida pela lei) e cidadania substantiva 
(aquela concretizada na realidade social). Outra distinção é o conceito de cidadania 
regulada, do sociólogo brasileiro Wanderley Guilherme dos Santos. Para ele, no Brasil, 
há a “cidadania regulada”, isto é, uma cidadania restrita e sempre vigiada pelo Estado, 
do ponto de vista legal e/ou policial.
 Os direitos sociais que foram implementados tanto na Ditadura Civil de Getúlio 
Vargas (1937-1945) quanto na Ditadura Civil-Militar (1964-1985) são exemplos desse 
controle. Permite-se alguns avanços nos direitos sociais, contudo, com controle, 
inclusive, cerceando os direitos civis e políticos.
Em quais temas utilizar?
Cidadania, equidade, justiça, desigualdade social, direitos.
Exemplo argumentativo:
Por outro lado, cabe destacar que há uma 
diferença entre aquilo que está disposto 
na Lei e aquilo que de fato é concretizado 
no dia a dia das pessoas. Conforme o 
sociólogo Wanderley Guilherme dos 
Santos, no Brasil, há uma cidadania 
regulada, que é tutelada pelo Estado, cuja 
essência é autoritária e conservadora. A 
exemplo disso, os grupos denominados 
minoritários não conseguem concretizar 
novas conquistas de direitos, além de 
terem dificuldades de efetivarem na 
prática direitos já conquistados.
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis.
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https://youtu.be/oAXYQMurSMs
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4.12
Sociedade do Risco,
de Ulrich Beck
Explicação do conceito:
O sociólogo alemão Ulrich Beck denominou as últimas décadas do século XX de 
“sociedade do risco”, na qual os bens coletivos não estão mais garantidos. A produção 
social das riquezas é acompanhada pela produção de riscos sociais e ambientais. Viver 
em uma sociedade de risco implica viver uma era de incertezas. A serviço de interesses 
econômicos, pode-se alterar a vida no planeta, dificultando a sobrevivência humana.
 
São muitos os efeitos das mudanças resultantes da relação que os seres humanos 
estabelecem entre si e a natureza, por exemplo: a poluição do ar, que gera como 
consequência problemas de saúde (cânceres, doenças pulmonares e respiratórias); 
poluição hídrica, que afeta principalmente a população mais pobre, desencadeando 
diarreia, disenteria e hepatite; a má gestão dos resíduos sólidos, que contribui para a 
poluição hídrica e proliferação de doenças; e o aquecimento global.
Em quais temas utilizar?
Temas relativos ao meio ambiente em geral, tragédias ambientais.
Exemplo de introdução:
 Conforme o sociólogo Ulrich Beck, há uma 
sociedade do risco na qual são as próprias ações 
humanas as responsáveis por aumentar os perigos 
da existência da espécie humana e do planeta. 
Nesse sentido, o aquecimento global é causado e 
intensificado pelas ações antrópicas, tais como: 
processos de industrialização que objetivam 
maior produtividade, desmatamento, emissão de 
gases poluentes, uso de combustíveis fósseis. Isso 
tudo aumenta a produção de bens e os níveis de 
consumo, pressionando o planeta tanto na extração 
de recursos quanto na geração de resíduos.
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. 
Raphael Reis.
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https://youtu.be/7YTZyBfMCZc
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4.13
Sociedade Disciplinar,
de Michel Foucault
Explicação do conceito:
Segundo o filósofo francês Michel Foucault, a sociedade disciplinar está relacionada 
às mudanças sociais que aconteceram nos séculos XVIII e XIX e que marcaram, 
sobretudo, o século XX. É uma combinação de “vigiar” e “punir”, mas com ênfase na 
racionalização da vigilância para produzir determinados tipos de comportamentos e 
normatizações ao longo do tempo. São exemplos as instituições de confinamento, tais 
como: prisão, escola, manicômio, fábrica.
Em quais temas utilizar?
Segurança pública, sistema carcerário, sociedade heteronormativa, relaçõesde gênero, homofobia e transfobia, relações de poder, formas padronizadas de 
comportamentos.
Exemplo de introdução:
Na obra “Vigiar e Punir”, do filósofo 
francês Michel Foucault, há uma hipótese 
de que o sistema prisional a partir 
do século XVIII tem uma função não 
declarada: manter a ordem burguesa 
de proteção à propriedade privada e 
ao controle da pobreza por meio da 
vigilância permanente e da coerção 
dos indivíduos para se adequarem às 
expectativas vigentes. Nesse sentido, 
rever a situação do sistema prisional se 
faz necessária. 
Conceitos Coringas
Fonte: introdução feita 
pelo Prof. Raphael Reis
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https://youtu.be/wQr2uRTpXo0
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4.14
Ética Discursiva,
de Habermas
Explicação do conceito:
Se para Adorno e Horkheimer a razão emancipatória estava sufocada pela lógica 
capitalista, que teria absorvido a consciência do proletariado, Habermas vai defender 
que essa postura de uma crítica radical à modernidade poderia levar ao irracionalismo 
e a um projeto de sociedade esvaziado, sem perspectiva. Para ele, a razão não pode 
ser reduzida à sua perversidade utilitarista, já que ela traz consigo uma função 
comunicativa. 
A ação comunicativa, isto é, o uso da linguagem e da conversação como meio de 
conseguir o consenso, será uma de suas propostas. A linguagem é considerada, 
em sua teoria, uma forma de ação, na qual os indivíduos compartilham um mundo 
objetivo, um mundo social e um mundo subjetivo. Habermas defende que a verdade seja 
entendida como uma verdade intersubjetiva (entre sujeitos diversos) e não mais como 
uma adequação do pensamento à realidade ou a uma verdade subjetiva. No diálogo de 
ação comunicativa, há regras: a não contradição, a clareza de argumentação e a falta 
de constrangimentos de ordem social.
Nessa perspectiva, tanto verdade como razão deixam de ser valores absolutos, 
passando a ser construção consensual entre as partes. Esse diálogo é aperfeiçoado na 
prática democrática. Dessa forma, o autor procura, por meio da razão comunicativa, 
fazer uma resistência à razão instrumental (lógica capitalista e de interesse individual) 
e resgatar a importância da razão para avanços na sociedade. Nesse sentido, há uma 
ética discursiva, ou seja, em vez de um sujeito buscar influenciar outros e criar leis 
universais, deve-se desenvolver uma discussão na qual as questões morais sejam 
objeto de debates, uma vez que a norma ética só é válida se for discutida. Essa ética se 
realiza nas esferas públicas, nas quais, talvez, o mais importante não seja convencer, 
mas abrir espaço para ser convencido de ideias melhores.
Conceitos Coringas
4440 conceitos para você usar na redação de concursos
4.14
Ética Discursiva,
de Habermas
Em quais temas utilizar?
Ética, linguagem, capitalismo, racionalidade, espaço público.
Exemplo de conclusão:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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Portanto, a privacidade das pessoas tem se transformado em 
mercadoria na era da prevalência das redes sociais. Nesse sentido, 
é importante que a Sociedade Civil participe de espaços públicos 
autônomos para desenvolver o diálogo e a crítica a fim de que os 
usuários possam analisar, racionalmente, sua exposição no mundo 
virtual, bem como as informações que lhes chegam. Assim, haverá o 
fortalecimento da ética discursiva ou ética democrática defendida pelo 
filósofo Habermas.
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https://youtu.be/uha0DNczEAo
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4.15
Violência Simbólica,
de Pierre Bourdieu
Explicação do conceito:
Com este conceito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu pretendeu identificar formas 
culturais que se impõem e fazem com que as pessoas aceitem algo como normal, 
natural. Violência simbólica é um processo interiorizado de forma inconsciente pelos 
indivíduos através de suas socializações, portanto afeta dominantes e dominados.
Em quais temas utilizar?
Violência simbólica, preconceito, relações de dominação.
Exemplo argumentativo:
Além disso, a continuidade de práticas 
violentas contra a mulher é favorecida 
pelo que o pensador Pierre Bourdieu 
definiu como violência simbólica. Nesse 
tipo de violência, a sociedade passa a 
aceitar como natural as imposições de 
um segmento social hegemônico, neste 
caso, o gênero masculino, causando 
a legitimação da violação de direitos e 
desigualdade. Nesse contexto, urge a 
tomada de medidas que visem mitigar 
a crença de que as mulheres são 
inferiores. Para isso, cabe à sociedade 
civil organizada, o terceiro setor, a 
realização de palestras que instruam 
acerca da igualdade entre os gêneros.
Conceitos Coringas
Fonte: Manual da Redação 
do MEC 2016. Redação 
nota 1.000 da aluna 
Laiane da Silva Carvalho.
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https://youtu.be/oSwriLPrTdo
4640 conceitos para você usar na redação de concursos
4.16
Estado Patrimonialista,
de Raymundo Faoro
Explicação do conceito:
O conceito de Estado Patrimonialista do historiador Raymundo Faoro resgata as 
ideias do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda. Nessa perspectiva, o Estado brasileiro 
foi estruturado em uma racionalidade de dominação tradicional e carismática, não 
desenvolvendo o Estado racional-legal pautado pelas leis, mas sim pelas trocas de favor 
(clientelismo). O Estado patrimonialista enseja relações pessoais, misturando o público 
e o privado, proporcionando atos corruptos. 
Em quais temas utilizar?
Instituições públicas, Estado, corrupção, desenvolvimento.
Exemplo argumentativo:
Primeiramente, é importante destacar 
o conceito de ética aristotélica, que 
defende que o indivíduo ético é aquele 
que pratica virtudes, que procura 
realizar ações concretas em prol da 
coletividade. No entanto, no Brasil, a 
efetivação de práticas éticas não é 
incorporada nem compartilhada, o que 
se deve a uma herança patrimonialista, 
como destaca o historiador Raymundo 
Faoro, ou seja, os indivíduos e as 
instituições agem em prol de benefício 
próprio, misturando interesses 
particulares aos coletivos.
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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https://youtu.be/2IZEtFEFdKs
4740 conceitos para você usar na redação de concursos
4.17
O Mito da Democracia 
Racial, de Gilberto Freyre
Explicação do conceito:
O Mito da Democracia Racial surge a partir da obra “Casa Grande e Senzala”, de 
Gilberto Freyre. Consiste na defesa de que há uma democracia racial no Brasil, isto é, 
um convívio harmônico entre as raças, encobrindo assim o passado colonial autoritário 
e violento, bem como as relações de discriminação racial no presente.
Em quais temas utilizar?
Discriminação racial, racismo, dominação racial, desigualdades.
Exemplo de introdução:
No Brasil, o mito da “democracia racial” 
serve como ideologia dominante e gera 
violência simbólica, uma vez que defende 
que há uma harmonia entre as “raças” 
branca, negra e indígena. Isso impede o 
debate sobre as discriminações étnicas, 
a desconstrução de brincadeiras 
supostamente “ingênuas” em forma 
de piadas que inferiorizam as pessoas 
negras e a valorização do universo 
cultural indígena
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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https://youtu.be/wyOvMAefV0E
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4.18
Anomia Social,
de Émile Durkheim
Explicação do conceito:
Os alunos adoram usar o conceito de anomia social e outras reflexões do nosso 
sociólogo clássico Émile Durkheim. De fato, tal conceito é bem “plástico”. Durkheim é 
um pensador que está preocupado em refletir sobre como a sociedade se mantém 
em harmonia social, sem rupturas. Para ele, a melhor forma de manter a sociedade 
coesa e integrada é por meio da solidariedade orgânica, que é proporcionada a partir 
da interdependência entre as pessoas por meio das especializações das atividades 
laborais. Então, qualquer crise que prejudique a coesão social é entendida como 
anomia,um estado de desequilíbrio, de doença no tecido social.
Nessa perspectiva, conflitos sociais (greve, violência urbana, instabilidades das 
instituições etc.) proporcionam anomia social, porque fragilizam as leis e as normas de 
convivência
Em quais temas utilizar?
Crise das instituições, conflitos sociais, violência urbana.
Exemplo argumentativo:
Além disso, tal dinâmica resulta na fragilização dos vínculos sociais, 
fenômeno que Émile Durkheim designou pelo termo de anomia 
social, causada por mudanças sociais aceleradas, que prejudicam 
a confiança entre as pessoas e nas instituições. Um dos deletérios 
efeitos surgidos dessa doença do corpo social é o aumento da taxa 
de suicídios entre jovens, os quais, alienados do contato cotidiano 
com as imperfeições da vida real, tomam como medida e requisito 
para a felicidade fotos artificiais em redes como o Instagram, não 
raro manipuladas digitalmente e encenadas, bem como anúncios 
que, movidos pela lógica capitalista, vendem padrões de beleza 
Conceitos Coringas
4940 conceitos para você usar na redação de concursos
4.18
Anomia Social,
de Émile Durkheim
Fonte: trecho da redação do aluno Ricardo Assis. Concurso TRF-4. Banca FCC. Nota 10/10
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irrealizáveis, de modo a causar frustrações cada vez maiores, até 
culminarem na própria negação do ser. 
Conceitos Coringas
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https://youtu.be/9PCfY9XOAuk
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4.19
Ócio Criativo,
de Domenico de Masi
Explicação do conceito:
O sociólogo italiano Domenico De Masi acredita que a sociedade já está na era pós-
industrial, uma vez que as grandes empresas operam suas produções a partir de 
tecnologias da comunicação e da informação, ou seja, aquelas fábricas dos séculos 
XIX e XX, nas quais havia o operário tradicional que exercia atividades musculares 
e repetitivas, já foram superadas, pois hoje a maioria dos trabalhadores opera com 
informações e com ferramentas tecnológicas de comunicação.
Segundo De Masi, as tecnologias empregadas no mundo do trabalho ainda não são 
aplicadas de forma que favoreçam o tempo livre e a felicidade dos indivíduos. Para 
ele, pessoas felizes são imprescindíveis para proporcionar criatividade e aumento da 
produtividade em menor quantidade de tempo dispendido. Assim, surge o conceito de 
ócio criativo.
Para o sociólogo, a combinação de trabalho, estudo e lazer é imprescindível. Pessoas 
que possuem qualificação e lazer conseguem produzir mais e com qualidade, não 
necessitando trabalhar oito horas diárias. Se há redução da jornada de trabalho, 
pode ser também que haja aumento de postos de trabalho. Uma das formas sugeridas 
pelo autor é a disseminação do teletrabalho, que faria com que as pessoas ficassem 
mais próximas de seus familiares e trabalhassem de forma mais prazerosa, havendo 
redução de custos para os empregadores.
É isso aí! Esse conceito pode ser aplicado em temas que envolvem reflexões sobre o 
mundo do trabalho e a necessidade de o indivíduo ser contemplado em suas diversas 
articulações com a vida, ou seja, as pessoas não devem viver somente para trabalhar.
Conceitos Coringas
5140 conceitos para você usar na redação de concursos
4.19
Ócio Criativo,
de Domenico de Masi
Em quais temas utilizar?
Mundo do trabalho, felicidade, formas de organizar a vida.
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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Em primeira análise, é importante ressaltar que o trabalho 
corresponde, no mínimo, a 1/3 da vida de uma pessoa, o que acaba 
comprometendo outras áreas do convívio humano. Nesse sentido, 
o sociólogo italiano Domenico De Masi ressalta a importância 
do “ócio criativo”, ou seja, a necessidade de diminuir o tempo de 
trabalho e combinar as tarefas laborais com estudo e lazer. Uma das 
possibilidades para que isso aconteça é o emprego do teletrabalho, 
no qual os indivíduos podem trabalhar de sua casa, ficando mais 
próximos de sua família, bem como aumentar a produtividade. 
Assim, é possível trabalhar menos e ter tempo livre para fazer outras 
atividades.
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https://youtu.be/JYh3rMULGyE
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4.20
Direitos Naturais,
de John Locke
Explicação do conceito:
Aproveitando a carona do conceito de cidadania (Thomas Marshall), os direitos 
naturais pensados pelo filósofo John Locke são a base do pensamento Ocidental, uma 
vez que eles estão nos acontecimentos históricos mais importantes: Declaração da 
Independência dos EUA, Revolução Francesa e Declaração Universal dos Direitos 
Humanos.
Quando John Locke desenvolveu suas reflexões sobre direitos humanos, ele queria 
achar uma forma de evitar a opressão dos indivíduos e, principalmente, do Estado. 
Então, segundo ele, há direitos que nascem com todas as pessoas e que não podem ser 
atacados por ninguém, nem mesmo pelo próprio indivíduo. Esses direitos são: direito à 
vida, direito à tolerância, direito à liberdade, direito à igualdade perante a lei e direito à 
propriedade privada. 
Quer ver uma coisa? Dá uma espiada no artigo quinto da Constituição Federal de 1988 ;)
Em quais temas utilizar?
Em praticamente todos os temas!
Exemplo argumentativo:
A Segurança Pública é importante para a 
garantia da qualidade de vida e do exercício 
da cidadania, uma vez que é por meio dela que 
há a defesa dos direitos naturais (direito à 
vida, direito à tolerância, direito à liberdade, 
direito à igualdade perante a lei e direito à 
propriedade privada), os quais, segundo o 
filósofo John Locke, nascem com todos os 
seres humanos e são invioláveis. 
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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https://youtu.be/v6cq7LQDOwo
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4.21
Banalidade do Mal,
de Hanna Arendt
Explicação do conceito:
Embora seja um conceito bem específico para entender o comportamento dos nazistas 
dentro de um Estado burocratizado e hierarquizado, podemos adaptar o conceito de 
nossa filósofa e aplicar em diversos temas que perpassem a violência. Dessa forma, 
banalidade do mal pode ser entendida como a naturalização da violência. Isso faz com 
que o pensamento crítico do indivíduo seja esvaziado por obedecer cegamente a uma 
estrutura hierarquizada, mesmo causando mal a outrem. Quando falta o pensamento 
crítico, abre-se espaço para a banalidade do mal. 
Podemos analisar esse comportamento quando pessoas querem fazer justiça com 
as próprias mãos, quando há uso de mecanismos de tortura como prática frequente 
nos órgãos de segurança pública, quando as pessoas são levadas a acreditar que é 
normal uma criança de periferia ser morta em operações policiais, quando se discute 
a violência doméstica contra as mulheres. Assim, sempre que há uso da violência para 
resolver questões sociais, como se fosse um mecanismo válido e natural, podemos 
aplicar o conceito de banalidade do mal.
Em quais temas utilizar?
Qualquer tipo de violência em que há a naturalização do uso de comportamentos 
agressivos.
Exemplo argumentativo:
Em primeira análise, é importante destacar que a violência urbana 
passa por um processo de naturalização na sociedade atual. Nesse 
sentido, o início do filme “Coringa” retrata os sintomas presentes 
nas nossas relações sociais quando o palhaço Artur Fleck tem sua 
placa de anúncio roubada e quebrada por um grupo de adolescentes 
que, em seguida, agridem-no de forma violenta. Essa banalização do 
Conceitos Coringas
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4.21
Banalidade do Mal,
de Hanna Arendt
Fonte: Prof. Raphael Reis
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mal, conceito formulado pela filósofa Hanna Arendt para se referir 
à naturalização da agressividade, pode ser vista em diversos casos 
de violência urbana, como em situações de torturas quando um 
assaltante é pego pela população, sedenta em fazer justiça pelas 
próprias mãos. Isso mostra que o uso da violência se sobrepõe ao 
respeito à dignidade humana.
Conceitos CoringasAponte a câmera
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https://youtu.be/RxW_EBCj3JU
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4.22
Educação Bancária,
de Paulo Freire
Explicação do conceito:
O patrono da educação brasileira irá fazer duas críticas à concepção tecnicista de 
educação, a qual, para ele, consistia em uma espécie de “educação bancária”, ou seja, 
um tipo de educação baseada na transmissão de conteúdo sem vínculo com a realidade 
social do aluno, como se os discentes fossem meros depósitos do conhecimento. Freire 
vai defender uma educação afetiva e dialógica, isto é, a partir da realidade do aluno. 
Ademais, vai ensinar que é necessário fazer os alunos pensarem sua realidade social 
de forma crítica e emancipadora.
Em quais temas utilizar?
Educação, imposição de valores da classe dominante, importância do pensamento 
crítico.
Exemplo argumentativo:
Em primeira análise, as escolas brasileiras 
pouco se comunicam com os alunos: a 
“educação bancária”, caracterizada pelo 
educador e filósofo Paulo Freire como 
prejudicial aos estudantes, é a estratégia 
pedagógica dominante no país. Nela, 
os professores somente depositam os 
conhecimentos nos discentes, que não 
conseguem dialogar sobre a realidade com 
os docentes e acabam não desenvolvendo 
pensamento crítico. Dessa maneira, a 
função primordial da educação – que é a 
formação individual para a cidadania – fica 
comprometida, já que a grande maioria aceita 
passivamente o sistema, desconhecendo, por 
exemplo, os direitos passíveis de reivindicação 
constitucional. 
Conceitos Coringas
Fonte: Professor 
Waldyr Imbroisi
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https://youtu.be/dAcBq1hFAtM
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4.23
Moral de Rebanho,
de Nietzsche
Explicação do conceito:
Nietzsche faz uma crítica intensa aos valores morais disseminados pelo cristianismo 
e pela burguesia. Para ele, o bem e o mal não são noções absolutas, porque esses 
são elaborados conforme os interesses humanos, portanto são produtos histórico-
culturais. Essas noções são impostas pelas religiões, principalmente. 
As tradições judaicas e as cristãs definem o bem e o mal como se fossem vontade 
de Deus, ou seja, como valor absoluto. Essas noções são absorvidas pelas pessoas, 
gerando sentimento de dever, culpa, dívida e pecado. Isso gerou uma sociedade de 
indivíduos medíocres, tímidos, sem criatividade e submissos. Por isso, ele vai cunhar a 
expressão “moral de rebanho” para mostrar a submissão irrefletida de grande parte 
das pessoas aos valores dominantes da civilização cristã e burguesa.
Qual conclusão ele quer passar com essa crítica aos valores morais? Que, se cada 
pessoa se der conta de que os valores presentes em sua vida são construções 
humanas, estará no dever de refletir sobre suas concepções morais e questionar os 
seus próprios valores, enfrentando o desafio de viver por sua própria conta e risco.
Em quais temas utilizar?
Desconstrução de noções absolutas, como bem e mal, crítica à tradição, felicidade.
Conceitos Coringas
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4.23
Moral de Rebanho,
de Nietzsche
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
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Ademais, para uma vida feliz que rompa com as imposições materiais 
de felicidade, é preciso questionar os próprios valores. Nessa 
perspectiva, o filósofo Nietzsche defende a necessidade de quebrar a 
resignação frente àquilo que ele denominou de “moral de rebanho”, ou 
seja, o ser humano precisa questionar os seus valores absolutos de 
bem e mal, a fim de conseguir ser mais assertivo e pleno. Dessa forma, 
ao questionar os próprios valores, haverá a construção de novos 
comportamentos e a busca de uma felicidade não ditada, mas sim 
construída pelo indivíduo.
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https://youtu.be/IMofuCXTL0c
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4.24
A Ralé Brasileira,
de Jessé Souza
Explicação do conceito:
De acordo com o sociólogo Jessé Souza, a “ralé” é formada por aquelas pessoas que 
estão abaixo da linha de dignidade e que desempenham serviços braçais, pesados, 
musculares. Essas pessoas totalizam 1/3 da população brasileira e não têm a 
valorização, o reconhecimento e o respeito da coletividade como um todo. Desde a 
família, não recebem estímulos para se dar bem na escola. São os principais usuários 
do ensino público e do Sistema Único de Saúde, que, por sinal, são bem precários em 
nosso país. Nessa perspectiva, não precisa ser um gênio para concluir que a “ralé 
brasileira” vive em condições de subcidadania e que precisa da proteção do Estado 
para lhe garantir o mínimo de dignidade humana.
Diferente dos filhos da classe média tradicional, os filhos da ralé não desenvolvem, em 
sua socialização familiar, o capital cultural legítimo e reconhecido pela escola e pelo 
mercado de trabalho. 
Capacidades como concentração, autoestima e disciplina, bem como garantia de 
tempo livre para os estudos, investimentos na educação (matrícula nas melhores 
escolas), afetividade com bens culturais legítimos (livros, idiomas, museus, viagens, 
etc.), aspiração à ascensão social, inculcação desde tenra idade da norma culta da 
língua, capacidade de planejamento são alguns exemplos de transmissão – invisível – da 
herança familiar da classe média tradicional aos seus “herdeiros” (seus filhos).
Em quais temas utilizar?
Desigualdades sociais, distinção de grupos sociais.
Conceitos Coringas
5940 conceitos para você usar na redação de concursos
4.24
A Ralé Brasileira,
de Jessé Souza
Exemplo de conclusão:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis
QR Code:
Portanto, para uma sociedade justa e democrática, faz-se necessário 
que o Estado realize políticas afirmativas para grupos sociais menos 
favorecidos, a exemplo da ralé brasileira – parcela da população 
que, segundo o sociólogo Jessé Souza, vive na subcidadania, sem 
acesso aos direitos básicos em decorrência da sua precária condição 
financeira e da ausência de políticas públicas voltadas aos menos 
favorecidos. Dessa forma, somente com a democratização do capital 
cultural e melhor distribuição de renda será possível garantir o 
princípio constitucional da dignidade humana.
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https://youtu.be/oT6j_zE_6CQ
6040 conceitos para você usar na redação de concursos
4.25
Segregação Socioespacial, 
de Milton Santos
Explicação do conceito:
O renomeado pensador brasileiro Milton Santos faz reflexões importantíssimas para 
entendermos a relação dos indivíduos com o espaço urbano, bem como a relação 
centro-periferia. Nesse sentido, ele verifica que aquelas pessoas que vivem nas regiões 
distantes do centro estão afastadas de diversos serviços públicos e privados, o que 
acaba dificultando o exercício da cidadania. Isso causa uma segregação socioespacial, 
ou seja, há grupos de pessoas, principalmente, de pessoas mais pobres, que estão 
excluídos de diversos direitos, o que aumenta as desigualdades sociais.
Em quais temas utilizar?
Direito à cidade, desigualdades sociais, mobilidade urbana, segregação socioespacial, 
compartilhamento do espaço urbano.
Exemplo argumentativo:
Além disso, é importante mostrar que um dos efeitos da falta de 
planejamento da mobilidade urbana são os congestionamentos 
recorrentes nos grandes centros, que levam à lentidão do tráfego. 
Nesse sentido, os moradores das regiões periféricas sofrem com o 
simples deslocamento ao trabalho, pois são obrigados a utilizarem o 
transporte público, que não é oferecido de maneira satisfatória. Assim, 
a relação com o transporte entre os mais pobres é um exemplo do que 
o geógrafo Milton Santos denuncia como a relação centro-periferia, 
Conceitos Coringas
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4.25
Segregação Socioespacial, 
de Milton Santos
Fonte: Prof. Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
em que as áreas afastadas das zonas mais ricas são pouco providas 
de postos de trabalho e seus habitantes sãoforçados a se deslocar 
com frequência às regiões centrais, enfrentando meios de locomoção 
de baixa qualidade e tráfego intenso para trabalhar.
Conceitos Coringas
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https://youtu.be/a7Sbn1FIMKY
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4.26
Ética do Desempenho,
de Byung-Chul Han
Explicação do conceito:
O filósofo sul-coreano naturalizado alemão Byung-Chul Han é um dos pensadores mais 
populares da atualidade. De acordo com suas reflexões, a sociedade atual vive pautada 
em uma ética do desempenho, a qual valoriza os sujeitos com base em sua capacidade 
produtiva, seu sucesso profissional e sua dedicação ao trabalho. Dentro dessa lógica, 
pessoas que passam muitas horas semanais em atividades laborais, ocupando-se 
mesmo aos finais de semana e que pouco repousam são vistas como exemplos.
Ocorre que essa ética é extremamente perversa e em certo sentido excludente. Para 
Han, a hipertrofia da busca por produtividade leva à “Sociedade do Cansaço” (nome de 
sua obra mais famosa, de 2010), em que dedicamos todo o tempo possível ao labor e 
estamos, por isso, cronicamente exaustos, situação que culmina no desenvolvimento de 
patologias de ordem psicológica, como a síndrome de burnout. Além disso, indivíduos 
que possuem menor potencial produtivo por razões diversas (como idosos) são 
desvalorizados e marginalizados pela lógica do desemprenho. 
Em quais temas utilizar?
Empreendedorismo, saúde mental, síndrome de burnout, precarização do trabalho, 
etarismo.
Conceitos Coringas
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4.26
Ética do Desempenho,
de Byung-Chul Han
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Além disso, o mercado de trabalho é um ambiente em que o julgamento 
etário se manifesta de forma intensa. Esse cenário se deve ao que o 
filósofo Byung-Chul Han chama de “ética do desempenho”, perspectiva 
dominante na atualidade que condiciona o valor do sujeito à sua 
capacidade produtiva: quanto mais apto a trabalhar e produzir 
riqueza, mais vale o indivíduo. Desse modo, pessoas que escolhem 
reduzir o ritmo laboral em virtude da idade avançada ou que optam 
pela aposentadoria assim que possível são julgadas negativamente, 
demonstrando a incapacidade da sociedade de respeitar a 
individualidade de cada um. 
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https://youtu.be/1NSAOpdiMsY
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4.27
Infocracia,
de Byung-Chul Han
Explicação do conceito:
Infocracia é o termo criado pelo filósofo Byung-Chul Han para se referir ao estado 
atual da sociedade em que a informação é sinônimo de poder (a raiz da palavra 
significa justamente isso: “info” se refere à informação, e “cracia” vem de “kratos”, do 
grego, “poder”). Para ele, a marca dos detentores do poder não está ligada à posse 
dos meios de produção, mas ao acesso à informação, que é utilizada para a vigilância, 
para predição do comportamento dos usuários e para influenciar a opinião e o 
comportamento da sociedade. 
Trata-se de um contexto em que há excesso de informação e dificuldade para o usuário 
comum em lidar com todas elas, cenário que favorece a indistinção, no ambiente 
virtual, entre verdade e mentira, criando condições para aqueles que produzem, 
manipulam e analisam dados mobilizar discursos em favor de seus interesses. Ou seja, 
nesse cenário, diversas disputas de poder se tornam “guerras de informação”.
Em quais temas utilizar?
Acesso à informação, perigos da internet, fake news, diálogo, polarização política.
Conceitos Coringas
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4.27
Infocracia,
de Byung-Chul Han
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Prof. Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Em primeira análise, é evidente que as notícias falsas encontram 
espaço privilegiado para se espalhar na contemporaneidade. Esse 
cenário se deve ao que o pensador Byung-Chul Han chamou de 
“infocracia”, ou seja, o estágio atual da informação, definido por um 
volume excessivo de dados disponível para os usuários das redes 
que se apresenta sem qualquer hierarquia, tornando indiscerníveis 
verdades e mentiras. Com isso, a população, ao acessar redes 
sociais pelos seus dispositivos eletrônicos, está sujeita a consumir 
informações sem validade e sem qualquer fundo de verdade, 
confundindo as notícias falsas com dados verdadeiros. 
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https://youtu.be/qszTsrbYt-s
6640 conceitos para você usar na redação de concursos
4.28
Sociedade do Espetáculo,
de Guy Debord
Explicação do conceito:
Guy Debord é um pensador francês que cunhou o termo “Sociedade do Espetáculo” 
(nome do seu mais famoso livro, de 1967) para fazer uma análise crítica da emersão do 
audiovisual, no período de popularização da televisão. Na sua leitura, o fato de pessoas 
do mundo inteiro terem acesso à TV e aos mesmos conteúdos – filmes, programas de 
auditório, bandas etc. – fez com que houvesse um processo de “identificação passiva” 
com o espetáculo. Isso quer dizer que as pessoas, em vez de refletirem sobre seu 
contexto e decidirem autonomamente seus desejos e seu destino, passam a ser 
massivamente influenciadas e a ceder às demandas desse mundo do espetáculo. 
Assim, as roupas usadas pelos famosos, o estilo de vida apresentado nos filmes, enfim, 
as “imagens dominantes do desejo” que são apresentadas no espetáculo passam a ser 
almejadas por todos, em prejuízo das culturas locais e da autonomia do sujeito. 
De forma visionária, Debord adianta algumas questões que vivenciamos na atualidade. 
Afinal, por meio das redes sociais, cada um é capaz de ser criador do próprio 
espetáculo. Nesse sentido, as pessoas tendem a usar as redes para produzir imagens 
positivas de si mesmas, que sejam adequadas à ótica do espetáculo, em uma lógica 
pautada na ideia de que nossa vida deve ser algo que vale a pena acompanhar e 
assistir. De outro lado, esse contexto gera uma pressão psicológica terrível em 
cidadãos comuns que, inundados de imagens felizes, de beleza e de opulência, sentem-
se incapazes de produzir o espetáculo de si mesmas de modo igual. 
Em quais temas utilizar?
Influência das redes sociais, narcisismo, transtornos de imagem, baixa autoestima, 
influenciadores digitais, influência X autonomia.
Conceitos Coringas
6740 conceitos para você usar na redação de concursos
4.28
Sociedade do Espetáculo,
de Guy Debord
Exemplo argumentativo:
Conceitos Coringas
Fonte: Professor Raphael Reis e Professor Waldyr Imbroisi
QR Code:
Em primeiro plano, pode-se dizer que a produção de uma imagem 
pessoal socialmente prestigiada sempre foi valorizada na sociedade, 
porém, com as redes sociais, isso tomou proporções muito maiores. 
Nesse sentido, o filósofo Guy Debord afirmava, já na década de 
1960, que se vive na “sociedade do espetáculo”, momento em que 
a representação da realidade passa a valer muito mais do que 
a verdade em si. Depreende-se, pois, dessa lógica que as redes 
sociais, notadamente o Instagram, prestam-se justamente à 
produção de imagens pessoais adequadas ao padrão do espetáculo, 
disponibilizando, inclusive, filtros e ferramentas diversas para a 
criação de conteúdo e reafirmando uma ética de valorização das 
aparências determinante na formação psicológica dos usuários. 
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https://youtu.be/PfaqI2at_8Y
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4.29
Necropolítica,
de Achille Mbembe
Explicação do conceito:
A necropolítica é um termo do pensador camaronês Achilles Mbembe que se refere à 
autoridade que o Estado se investe de decidir quem deve viver e quem deve morrer. O 
pensamento de Mbembe é uma reflexão crítica sobre algumas observações do filósofo 
francês Michel Foucault, segundo o qual o Estado, em uma lógica de dominação e de 
controle, escolhe as formas de “fazer viver” (por exemplo, com a vacinação obrigatória) 
e de “deixar morrer” (por exemplo, com a falta de

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