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a) Modelo baseado nas ideias de John Ruskin, John Ruskin procuraria entender a edificação e seu contexto, conectando a edificação ao seu entorno. Após essa breve análise, ele identificaria quais os elementos degradados e proporia intervenções para manter esses elementos originais na edificação. Ou seja, se um elemento estivesse solto, ele utilizaria madeiras ou ferro para fixá-lo à edificação, evitando que ele se perdesse. Modelo baseado nas ideias de Viollet-le-Duc, Viollet-le-Duc estudaria a fundo a edificação, entendendo matérias, estilo, técnicas construtivas e relações formais da obra. A partir disso, ele eliminaria todos os elementos que estivessem se degradando e proporia uma substituição destes, imaginando como eles deveriam ter sido pensados a partir da mentalidade do autor da obra. Com isso, ele reconstruiria esses elementos conforme a sua ideia. b) Fachada 1 – É uma fachada que poderia ter sido restaurada por Viollet-le-Duc, pois não apresenta materiais ou elementos que servem como suporte e que aparentam ser de outra época. Fachada 2 – É uma fachada que poderia ter sido restaurada por Ruskin, pois apresenta alguns dutos pluviais externos em metal, acrescentados à edificação anos após sua construção, por necessidade de mantimento de sua integridade a) Metodologias de Intervenção Abordagem baseada em John Ruskin: Sob a ótica de Ruskin, a prioridade seria compreender a construção em sua totalidade e a relação intrínseca com o ambiente onde está inserida. Após esse diagnóstico, o foco recairia sobre as patologias e o desgaste da estrutura. Em vez de substituir o que está velho, ele sugeriria ações de consolidação para assegurar que os componentes autênticos permaneçam no lugar. Na prática, se uma peça estivesse instável ou prestes a cair, seriam aplicados reforços externos, como ferro ou escoras de madeira — para garantir sua permanência e evitar o apagamento da história material do edifício. Abordagem baseada em Viollet-le-Duc: Viollet-le-Duc realizaria uma investigação técnica exaustiva do imóvel, analisando minuciosamente seu sistema construtivo, sua linguagem estética e suas proporções arquitetônicas. Para ele, a degradação seria uma oportunidade de restabelecer a unidade visual da obra. Assim, ele removeria partes deterioradas e projetaria novos elementos para substituí-las. Essa reconstrução não visaria apenas copiar o que estava lá, mas sim idealizar como o projeto deveria parecer em seu estado "perfeito", interpretando a intenção original do arquiteto para completar a obra conforme o seu estilo puro. b) Análise das Fachadas Fachada 1: Este exemplar alinha-se aos preceitos de Viollet-le-Duc, uma vez que exibe uma aparência homogênea e íntegra. Não há sinais visíveis de reforços estruturais externos ou dispositivos de manutenção que contrastem com o estilo da época, sugerindo uma intervenção que buscou a unidade estética e a eliminação de marcas temporais destoantes. Fachada 2: Esta composição remete à filosofia de Ruskin, pois preserva as marcas de intervenções utilitárias acumuladas ao longo dos anos. A presença de dutos de drenagem metálicos instalados posteriormente evidencia uma preocupação com a sobrevivência da edificação (conservação preventiva). Nessas soluções, prioriza-se a proteção contra as intempéries em detrimento da pureza visual, aceitando as adições necessárias para salvaguardar a integridade do bem histórico.