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NEUROBIOLOGIA DA 
DOR- ANALGESIA
PROF. ANDRÉ RADL dr.andreradl andre.radl@docente.unip.br
mailto:Andre.radl@docente.unip.br
“SENSAÇÃO E EXPERIÊNCIA EMOCIONAL DESAGRADÁVEL 
ASSOCIADA À LESÃO TECIDUAL, REAL OU POTENCIAL, OU 
DESCRITA EM TERMOS DESTA LESÃO.”. (IASP-1994)
A DOR É UMA EXPERIÊNCIA SENSORIAL E EMOCIONAL AVERSIVA 
TIPICAMENTE CAUSADA OU QUE LEMBRE UM DANO 
POTENCIAL OU REAL (IASP- 2019)
SISTEMA NERVOSO NÃO 
CONSEGUE 
DIFERENCIAR COM 
CLAREZA, A LESÃO REAL 
DA POTENCIAL.
“ DOR é qualquer coisa que a pessoa que 
está sentindo, diz que é.” 
KNIGHT (2000)
“ Combinação de sensações subjetivas que 
acompanham a ativação de nociceptores. 
Estas, variam em termos de qualidade, e 
podem ter efeitos sérios no bem-estar 
físico e emocional do indivíduo”
KITCHEN & BAZIN (1998)
NOCICEPC ̧A ̃O 
– Transmissa ̃o de impulsos em 
resposta a um estímulo nocivo 
– Se mantém mesmo no animal 
inconsciente / anestesiado 
– Na ̃o envolve percepc ̧a ̃o 
DOR 
– Envolve percepc ̧a ̃o 
– Na ̃o ocorre no animal 
inconsciente / anestesiado 
DOR X NOCICEPC ̧A ̃O 
DOR É UMA RESPOSTA 
PERCEPTIVA DE PROTEC ̧ÃO 
QUE PODE SER EVOCADA 
POR INFORMAC ̧ÕES 
SENSORIAIS, 
PSICOLÓGICAS E 
CONTEXTUAIS QUE 
SUGIRAM AO CÉREBRO 
QUE O CORPO ESTÁ EM 
PERIGO (MOSELEY, 2015)
CARACTERISTICAS
o Subjetiva e individual
o Multidimensional (emocional, sensorial e 
cognitivo)
o Relacionada a aspectos emocionais 
experimentais
o Função protetora ( alerta / sobrevivência )
o Influência de centros superiores
A DOR É SEMPRE 
SUBJETIVA, MAS NÃO 
ABSTRATA !
https://www.iasp-pain.org/index.aspx
DOR
ETIOLOGIA MULTIDIMENSIONAL
DOR AGUDA
• Manifesta-se no início da doença ou durante a fase de 
agravamento da doença crônica;
• Segue-se à lesão tecidual;
• Desaparece com a resolução do processo patológico;
• Bem delineada temporalmente;
• Etiologia bem definida;
• Acarreta alterações neurovegetativas ( FC, PA, sudorese, 
palidez, face de desconforto, agitação);
•  ansiedade;
DOR CRÔNICA
• Persiste além do tempo 
estimado para cura;
• Associada a processo 
patológico crônico ouem
intervalos recorrentes 
de meses ou anos;
• Pode decorrer de stress 
ambiental ou 
psicopatológico;
• Geralmente não 
ocorrem respostas 
neurovegetativas;
• Stress físico, emocional, 
econômico, social ,etc
MECANISMOS
NEUROFISIOLOGIA DA DOR
NOCICEPÇÃO
Via aferente sensorial que leva 
informações nocivas ao SNC.
Os receptores localizados nos 
nociceptores se sensibilizam 
por 3 classes de estímulos:
Mecânicos
Térmicos
Químicos
WOOD, 1998
MEDIADORES QUÍMICOS- Liberados em 
resposta ao dano tecidual
Macrófagos liberam citocinas
Bradicininas e histaminas
Prostaglandinas
CANAIS IÔNICOS DE SÓDIO E CÁLCIO –
propagação do potencial de ação e liberação de 
neurotransmissores.
NEUROTRANSMISSORES:
substância P (SNC – inflamação neurogênica)
glutamato – neurotransmissor excitatório (SNC)
A. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
( POSSO, et al., 2017)
NEURÔNIOS AFERENTES
FIBRAS A-DELTA (δ): 
PEQUENO DIÂMETRO, 
MIELINIZADAS.
• Estímulos térmicos e 
mecânicos de alta 
intensidade 
• Músculos e articulações;
• Velocidade de condução: 
5 a 30 m/s
• Dor Aguda ou Rápida
• 80 milissegundos do 
estimulo a resposta
FIBRAS TIPO C: PEQUENO 
DIÂMETRO, NÃO-MIELINIZADAS.
▪ Estímulos mecânicos, térmicos 
e químicos (polimodais)
▪ Velocidade de condução: 0,5 a 
2 m/s
▪ Dor Crônica ou Lenta
FIBRAS A-BETA ():
• Grande diâmetro, mielinizadas.
• Estímulos mecânicos: tato, pressão, 
vibração
• Velocidade de condução: 30 a 75 m/s
• Importância na modulação da dor
FIBRAS NERVOSAS ( POSSO, et al., 2017)
DOR REFERIDA
Dor originada em algum órgão profundo e 
percebida em locais distantes.
DOR EM MEMBRO 
FANTASMA
Originada devido à amputação de um membro, 
cujas extremidades nervosas foram 
seccionadas, estabelecendo padrões anormais 
de descarga nos nociceptores. 
VIAS NOCICEPTIVAS
- Projeção para o corno dorsal da medula espinhal 
(substância cinzenta)
- Sinapses com interneurônios (células de 
transmissão- T) 
- As células T sofrem ação inibitória ou excitatória 
descendentes (abertura ou fechamento da comporta)
- Transmissão para centros superiores, via tratos 
espino-talâmicos e espino—reticulares
- Tronco cerebral (inibição ou faciliutaçã0o da 
nocicepção)
- Núcleos talâmicos
- CÓRTEX – múltiplas áreas:
B. SISTEMA NERVOSO CENTRAL
▪ Córtex somatossensorial (componente sensorial e discriminativo da dor)
▪ Córtex cIngulado anterior e insular (componente afetivo e motivacional)
▪ Córtex pré-frontal – planejamento e comportamento
▪ Amigdala – medo/ emoção
▪ Hipocampo- aprendizagem e memória
TEORIA DAS COMPORTAS
(PORTAL DO CONTROLE DA DOR)
MELZACK & WALL (1965)
Ronald Melzack Patrick D. Wall
TEORIA DAS COMPORTAS
VIAS ASCENDENTES 
RESPONSÁVEIS PELA 
TRANSMISSÃO DA DOR
• Trato Espinotalâmico (Neo-
Espinotalâmico)
• Dor Rápida
• Trato Espinorreticular
(Paleoespinotalâmico)
• Dor Lenta
• Trato Espinotectal / 
Espinomesencefálico
• Dor Lenta
✓ Para que o portão da dor seja 
ativado, é necessário que se 
ative as fibras tipo A ( 
aferentes mecanossensíveis) , 
sem aumentar a transmissão 
das fibras tipo C ( dor )
✓ Essas informações chegam a 
SG, onde interneurônios
levarão informações 
inibitórias às células T
( POSSO, et al., 2017)
INIBIÇÃO DESCENDENTE DOS 
CENTROS SUPERIORES
GABA
- neurotransmisspr inibitório
- corpos celulares
ENDORFINA
- molécula semelhante à morfina
- encontradas no cérebro, hipófise anterior, glândula supra-renal
ENCEFALINAS
- neurotransmissor
- degradação enzimática rápida ( 1 min.)
SEROTONINA
- regulação térmica, dor, sono, apetite, humor
OPIATOS ENDÓGENOS :
- Poderosos agentes analgésicos
- Atuam diretamente sobre sítios receptores específicos da 
membrana dos neurônios
- Liberados por alguns neurônios como neurotransmissores
- Localizados em várias estruturas do SNC
( POSSO, et al., 2017)
INIBIC ̧A ̃O SEGMENTAR 
(PRÉ- SINÁPTICA) 
•INIBIÇÃO DO ESTÍMULO 
DOLOROSO A PARTIR DA 
ESTIMULAÇÃO DE 
FIBRAS AΒ (SENSORIAIS)
•LIBERAÇÃO DE GABA 
NA SUBSTÂNCIA 
GELATINOSA (SG) 
INIBIC ̧A ̃O EXTRASSEGMENTAR
A estimulac ̧a ̃o das fibras nervosas Aδ (dolorosas) leva a 
• Ativação do periaqueduto cinzento 
• Medula rostral ventromedial (via inibitória da dor) 
• Inibição das vias descendentes facilitadoras da dor 
Maiores efeitos foram observados quando fibras 
nervosas Aα sa ̃o ativadas (motoras) quando 
comparadas com as Aβ (sensoriais) 
A ativac ̧a ̃o de fibras Aδ (dolorosas) causa depressa ̃o da 
atividade nociceptora central por até 2 hrs
ATIVAÇÃO DE AFERENTES 
MECANOSSENSÍVEIS DE GRANDE 
DIÂMETRO
✓ massagem
✓ manipulações
✓ termoterapia
✓ eletroterapia
inibição da 
excitabilidade das 
células T, Via células 
da SG
DOR CRÔNICA – 5º SINAL VITAL
PROCESSAMENTOS CENTRAL E/ OU PERIFÉRICO ALTERADOS
SENSIBILIZAÇÃO 
PERIFÉRICA
 ESPALHAMEMNTO DE SUBSTÂNCIAS 
NEUROTRÓFICAS E MEDIADORES 
QUÍMICOS NA ÁREA DA LESÃO, 
ESTIMULANDO OUTRAS 
TERMINAÇÕES NERVOSAS LIVRES
 FENÔMENO NATURAL/ FISIOLÓGICO
SENSIBILIZAÇÃO PERIFÉRICA
Aumento da responsividade e redução do limiar dos neurônios 
nociceptivosperiféricos à estimulação de seu campo receptivo
( POSSO, et al., 2017)
EMBORA A DOR NÃO SEJA SIMILAR AO 
DANO TECIDUAL, AS VEZES, O DANO 
TECIDUAL É COMPATÍVEL À DOR.
Obrigado !
	Slide 1: NEUROBIOLOGIA DA DOR- ANALGESIA
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	Slide 7: CARACTERISTICAS
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	Slide 12: DOR AGUDA
	Slide 13: DOR CRÔNICA
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	Slide 15: NEUROFISIOLOGIA DA DOR
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	Slide 17
	Slide 18
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	Slide 20: NEURÔNIOS AFERENTES
	Slide 21: FIBRAS NERVOSAS ( POSSO, et al., 2017)
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	Slide 24: TEORIA DAS COMPORTAS (PORTAL DO CONTROLE DA DOR)
	Slide 25
	Slide 26: TEORIA DAS COMPORTAS
	Slide 27: VIAS ASCENDENTES RESPONSÁVEIS PELA TRANSMISSÃO DA DOR
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30:INIBIÇÃO DESCENDENTE DOS CENTROS SUPERIORES 
	Slide 31: ( POSSO, et al., 2017)
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	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35: ATIVAÇÃO DE AFERENTES MECANOSSENSÍVEIS DE GRANDE DIÂMETRO
	Slide 36: DOR CRÔNICA – 5º SINAL VITAL
	Slide 37
	Slide 38: SENSIBILIZAÇÃO PERIFÉRICA
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	Slide 41: EMBORA A DOR NÃO SEJA SIMILAR AO DANO TECIDUAL, AS VEZES, O DANO TECIDUAL É COMPATÍVEL À DOR.
	Slide 42: Obrigado !

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