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Aula 2 -EHRLICHIA

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EHRLICHIA
EHRLICHIA - Introdução
• Ordem Rickettsiales
• Bactéria gram-negativa
• Cocobacilo Intracelular obrigatório
• 0,5 mm de comprimento
• Aeróbio
• Acomete células hematopoiéticas –
Macrófagos e monócitos
• Pode apresentar várias formas
• Corpúsculos elementares (0,2 a 0,4 
micrômetros)
• Corpúsculos iniciais (0,5 a 4 
micrômetros)
• Corpúsculos de inclusão (4 a 6 
micrômetros)
• Mórulas – aglomerados de 
corpúsculos envoltos por membrana
• Acomete leucócitos e células 
endoteliais
Mórula dentro de monócito
Ehrlichia realizando divisão binária 
dentro de uma mórula
Espécies
• Ehrlichia canis: canídeos (cães, 
raposas, chacal) e humanos
• E. chaffeensis e E. ewingii: 
humanos, antílopes e cães
• E. muris: roedores e humanos
• E. ruminantium: ruminantes e 
humanos
Esemu, Seraphine & Ndip, Lucy & Ndip, Roland. (2011). Ehrlichia species, 
probable emerging human pathogens in sub-Saharan Africa: Environmental 
exacerbation. Reviews on environmental health. 26. 269-79. 
10.1515/REVEH.2011.034. 
Importância
• Uma das principais 
hemoparasitoses que acometem 
os cães domésticos
• Presente em todo o Brasil
• Alta morbidade e mortalidade 
variável 
• Causa doença clínica aguda ou 
crônica, com altas perdas 
econômicas
• Afecção de difícil controle
Hospedeiro 
Intermediário/Vetor
Ciclo de Vida
• O ciclo biológico ocorre nas células 
parasitadas, preferencialmente nos 
leucócitos e nas células endoteliais, e 
está bem estabelecido para E. canis, o 
agente da erliquiose monocítica canina.
• E. canis multiplica-se nos hemócitos e 
nas células da glândula salivar do 
hospedeiro invertebrado (carrapato),
• Transmissão transestadial;
• Transmissão transovariana – não ocorre
Ciclo
Quando um canídeo é picado pelo carrapato contaminado, o canídeo se infectará e manterá o ciclo urbano da 
doença. A Ehrlichia spp entra no monócito e se replica, resultando na mórula típica da doença e se espalha 
pela circulação, mantendo seu ciclo. Nunca ocorre transmissão vertical, isto é, transovariana. O carrapato 
fêmea não contamina seus ovos com a E. canis já que esta não se multiplica nos ovários das fêmeas 
ingurgitadas. 
• O ciclo de E. canis é constituído de três fases principais:
• Penetração dos corpúsculos elementares nos monócitos, nos quais 
permanecem em crescimento por aproximadamente 2 dias
• Multiplicação do agente, por um período de 3 a 5 dias, com a formação do 
corpo inicial
• Formação das mórulas, que são constituídas por um conjunto de corpos 
elementares envoltos por uma membrana
• Período de incubação: 8 a 20 dias
• Carrapato pode apresentar-se 
infectante por até 1 ano após a 
infecção
Patogenia
• Na fase clínica promove 
• anemia importante
• Febre de até 41 graus
• Anorexia
• Perda de peso
• Anorexia 
• Depressão
• Epistaxe
• Hematúria
• Trombocitopenia
• Fase subclínica
• depressão,
• Hemorragias
• edema de membros
• perda de apetite 
• palidez de mucosas
• Fase crônica
• Apatia 
• Caquexia
• Imunossupressão
• Aplasia medular
EPISTAXE
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Diagnóstico
• Esfregaço sanguíneo
• ELISA
• PCR
• RIFI
Tratamento e prevenção
• Antibacterianos – Tetraciclinas e 
Cloranfenicol
• Terapia de suporte
• Transfusão sanguínea
• Prevenção através do controle 
de carrapatos
• As larvas não alimentadas podem sobreviver até 8 
meses e meio
• As ninfas sobrevivem 6 meses
• Os adultos sobrevivem até 19 meses.
Babesia
• Parasita hemácias
• Acomete humanos, animais 
domésticos e silvestres
• Reprodução ocorre por divisão 
binária
• Transmissão ocorre por meio de 
carrapatos 
Espécies
• Babesia bovis
• Babesia bigemina
• Babesia equi
• Babesia caballi
• Babesia canis
Ciclo
• O carrapato, ao sugar o sangue do hospedeiro, inocula os esporozoítos, que penetram nas 
hemácias do animal, transformam-se em trofozoítos e dividem-se assexuadamente, por 
divisão binária, formando merozoítos. A célula se rompe e os merozoítos são liberados e 
penetram em novas hemácias, reiniciando a multiplicação. Uma pequena porcentagem 
dos merozoítos não se divide e se transforma em gamontes esféricos, que, ao serem 
ingeridos pelo carrapato vetor, iniciarão o ciclo sexuado.
• O carrapato, ao se alimentar do sangue do hospedeiro vertebrado, ingere os merozoítos e os 
gamontes. Os merozoítos são destruídos no intestino do carrapato, enquanto os gamontes se 
diferenciam em gametas masculinos e femininos e iniciam a reprodução sexuada, ou 
gametogonia. O produto da fusão dos gametas é um zigoto, que, por ter motilidade, é chamado 
de oocineto. O oocineto penetra nas células do tubo digestivo do carrapato e nelas se multiplica 
por divisão binária ou múltipla, originando os esporocinetos, também chamados de vermículos 
(organismos claviformes, alongados). As células infectadas se rompem e liberam os 
esporocinetos, que também são móveis e migram, pela hemolinfa, para os tecidos do carrapato. 
No caso das fêmeas de carrapatos, os esporocinetos atingem os ovários e, a partir destes, os ovos 
e larvas (transmissão transovariana). Os esporocinetos também podem atingir as glândulas 
salivares, onde novamente se multiplicarão de forma assexuada pelo processo de esporogonia, 
dando origem às formas infectantes para os hospedeiros vertebrados, que são os esporozoítos.
• Ciclo biológico: 
• Carrapato, ao se alimentar do sangue do hospedeiro 
vertebrado, ingere os gametócitos;
• Gametócitos - reprodução sexuada, ou 
gametogonia. 
• O produto da fusão dos gametas é um zigoto - 
oocineto.
• O oocineto - multiplica por divisão binária - 
originando os esporocinetos;
• As células infectadas se rompem e liberam os 
esporocinetos - hemolinfa, para os tecidos do 
carrapato. 
• Esporocinetos atingem os ovários e, a partir destes, 
os ovos e larvas (transmissão transovariana). 
• Ciclo biológico: 
• Os esporocinetos - glândulas salivares -
multiplicarão de forma assexuada -esporozoítos. 
• Esporozoítos - formas infectantes – hospedeiro 
vertebrados;
• Transestadial 
• Ciclo biológico: 
• O carrapato, ao sugar o sangue 
do hospedeiro, inocula os 
esporozoítos - hemácias do 
animal - trofozoítos e dividem-
se assexuadamente, por divisão 
binária - merozoítos. 
• A célula se rompe e os 
merozoítos são liberados e 
penetram em novas hemácias, 
reiniciando a multiplicação. 
esporozoítas
• Ciclo biológico: 
• Uma pequena porcentagem dos 
merozoítos não se divide;
• Merozoitos - e se transforma em 
gamontes esféricos – 
• Carrapato – gamontes - ciclo 
sexuado.
• Gamontes – diferem em 
gametócitos feminino e masculino 
esporozoítos
• Pequena Babesia.
• Formas intraeritrocíticas piriformes;
• Medem aproximadamente 2,0 μm de comprimento;
• Pareadas, formam um ângulo obtuso
• Pode aparecer nos capilares do cérebro, provocando entupimento dos vasos.
• BABESIOSE BOVINA
Babesia bovis
• Hospedeiros Intermediário: 
bovinos
• Definitivos: carrapato 
Rhipicephalus microplus.
• A transmissão transovariana;
• O período pré-patente varia de 6 
a 12 dias.
Babesia bigemina
• Grande Babesia;
• Mede de 4 a 5 μm
• Trofozoítos piriformes quando pareados, formam um ângulo agudo
• É frequente ocorrerem altas parasitemias
• Período pré-patente: 12 a 18 dias.
• BABESIOSE BOVINA
• Hospedeiros Intermediário: bovinos
• Definitivos: carrapato Rhipicephalus microplus 
• Transmissão transovariana;
• Período pré-patente: 12 a 18 dias.
Babesia equi
• Theileria equi
• Pequena babesia
• Mede de 1,5 a 2,5 μm
• Parasitemia muito alta. 
• Aparecem 1, 2, 3 ou 4 trofozoítas, sendo que quando aparecem 4 são em forma de 
cruz de malta.
• BABESIOSE EQUINA
• Hospedeiros Intermediários: equinos e asininos
• Definitivos:carrapato R. microplus é considerado o vetor. 
• Tem transmissão transestadial 
• Amblyomma cajennense também sejam vetores no Brasil (falta confirmação
científica).
Babesia caballi
• Grande babesia. 
• Aparece 1 a 2 trofozoítas. 
• Não é comum no Brasil
• Babesia caballi
• BABESIOSE EQUINA
• Hospedeiros Intermediários: equinos e asininos
• Definitivo: carrapato Dermacentor nitens. 
• Tem transmissão transovariana e transestadial
Babesia canis
• Babesia grandes;
• Formato piriforme, 
• 2,5 a 5 μm de comprimento.
• Babesiose canina
• Hospedeiros Intermediário: cães
• Definitivo: carrapato Rhipicephalus sanguineus; 
• Transmissão transovariana e transestadial
Babesia
• Importância em Medicina Veterinária: 
• Além da destruição das hemácias gerando anemia;
• Lesões em outros órgãos como o baço - esplenomegalia; 
• Febre, anemia, anorexia;
• Casos mais graves: icterícia e hemoglobinúria 
• Babesiose cerebral bovina
• Queda da produção de leite, diminuição do crescimento e morte dos animais;
• Custo do controle e tratamento das babesioses e de seus vetores
	Slide 1: EHRLICHIA
	Slide 2: EHRLICHIA - Introdução
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5: Espécies
	Slide 6: Importância
	Slide 7: Hospedeiro Intermediário/Vetor
	Slide 8: Ciclo de Vida
	Slide 9: Ciclo
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12: Patogenia
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16: Diagnóstico
	Slide 17
	Slide 18: Tratamento e prevenção
	Slide 19: Babesia
	Slide 20
	Slide 21: Espécies
	Slide 22: Ciclo
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28: Babesia bovis
	Slide 29
	Slide 30: Babesia bigemina
	Slide 31: Babesia equi
	Slide 32: Babesia caballi
	Slide 33: Babesia canis
	Slide 34
	Slide 35: Babesia

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