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Teoria Geral do Direito – FSH Prof. Leonardo Brasil
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Material composto por citações e compilações de Leis e da bibliografia do ementário da disciplina, servindo 
apenas como roteiro de estudo.
AULA: Empirismo, racionalismo e pensamento dialético no Direito
OBJETIVO DA AULA Ao final desta aula, os alunos deverão ser capazes de:
➢ Distinguir empirismo, racionalismo e pensamento dialético enquanto correntes 
epistemológicas relevantes ao estudo do Direito.
➢ Explicar de que forma cada corrente orienta a produção, interpretação e aplicação 
do Direito.
➢ Identificar exemplos práticos (normas, decisões judiciais, políticas públicas) 
mobilizando cada corrente.
➢ Avaliar criticamente as potencialidades e limitações de cada abordagem para a 
formação do jurista e para o exercício da profissão.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 2.1. Introdução: por que epistemologia importa para o 
Direito
➢ Relação entre método e validade do conhecimento jurídico.
➢ Como escolhas metodológicas afetam interpretação, argumentação e solução de 
conflitos.
➢ Interdependência entre fática, normativa e axiológica no fenômeno jurídico.
Empirismo no Direito
➢ Princípios fundamentais: conhecimento a partir da experiência; observação; 
indução e verificação.
➢ Marcos históricos e influências: Francis Bacon; expansão com estatística e ciências 
sociais.
➢ Métodos empíricos aplicáveis: jurimetria, estudos estatísticos, pesquisas de campo, 
inquéritos, avaliação de impacto regulatório, evidência baseada em políticas 
públicas.
➢ Exemplos práticos: avaliação empírica da efetividade de penas alternativas; 
estudos sobre comportamento judicial; mensuração de impacto de leis de trânsito.
➢ Contribuições: teste de hipóteses, verificação de efeitos reais, embasamento para 
políticas públicas e aprimoramento regulatório.
➢ Limitações: inferência causal complexa, redução do normativo ao fático, problemas 
de operacionalização de conceitos jurídicos e de mensuração de valores, risco de 
tecnicismo que negligencia princípios.
Racionalismo no Direito
➢ Princípios fundamentais: primazia da razão, dedução lógica, construção 
sistemática do conhecimento.
➢ Marcos históricos: Descartes e a valorização do sistema dedutivo; influência na 
dogmática jurídica.
➢ Expressões no Direito: dogmática jurídico-dedutiva, subsunção, argumentação 
sistemática, teoria do ordenamento jurídico, uso de princípios e categorias 
conceituais.
Teoria Geral do Direito – FSH Prof. Leonardo Brasil
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Material composto por citações e compilações de Leis e da bibliografia do ementário da disciplina, servindo 
apenas como roteiro de estudo.
➢ Exemplos práticos: formulação de uma construção teórica a partir de princípios 
(ex.: teoria da culpa), aplicação de regras gerais a um caso concreto por 
subsunção.
➢ Contribuições: coerência interna, clareza conceitual, capacidade de construir 
sistemas normativos consistentes.
➢ Limitações: formalismo extremo, possibilidade de desconexão com a realidade 
social, vulnerabilidade frente a premissas dogmáticas não verificadas.
Pensamento Dialético no Direito
➢ Princípios fundamentais: contradição como motor do conhecimento, historicidade, 
totalidade e crítica das formas sociais.
➢ Marcos teóricos: Hegel (método dialético), Marx (crítica histórico-materialista), 
Escola Crítica do Direito, teoria crítica e marxista do direito.
➢ Aplicações no Direito: análise das tensões entre normas e práticas sociais, crítica 
às estruturas de poder reproduzidas pelo direito, hermenêutica crítica, 
interpretação normativa voltada para transformação social.
➢ Exemplos práticos: crítica das desigualdades produzidas por normas tributárias ou 
penais; interpretação que expõe relações de dominação e propõe reequilíbrios.
➢ Contribuições: apreensão da historicidade das normas, atenção às relações de 
poder e ideologia, estímulo à transformação normativa e à justiça material.
➢ Limitações: risco de teleologia (projetar transformação normativamente), 
pluralidade de interpretações e dificuldade de aplicação imediata em decisões 
estritamente formais.
Tópicos avançados e intersecções
➢ Híbridos metodológicos: como empirismo e racionalismo podem se complementar 
(ex.: empiria para testar pressupostos de um sistema racional).
➢ Hermenêutica jurídica integrada: combinação de evidência empírica, coerência 
lógica e criticidade histórica.
➢ Epistemologia e argumentação jurídica: padrões de prova, tipos de raciocínio, peso 
das evidências empíricas e autoridade dos princípios.
➢ Ciência do Direito e interdisciplinaridade: relações com sociologia, economia, 
ciência política e filosofia moral.
➢ Impacto das metodologias na elaboração de políticas públicas, regulação e 
avaliação de programas governamentais.
DINÂMICA DA AULA (AULA EXPOSITIVA DIALOGADA — seguir o fluxo do modelo)
➢ Abertura e ativação (introdução conceitual breve; questão inicial para a turma).
➢ Desenvolvimento: exposição dialogada sobre empirismo (definição, métodos, 
exemplos), seguida de perguntas e confrontação entre respostas da turma e a 
exposição.
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apenas como roteiro de estudo.
➢ Desenvolvimento: exposição dialogada sobre racionalismo (definição, método 
dedutivo e exemplificação com caso hipotético), com participação dos alunos na 
argumentação.
➢ Desenvolvimento: exposição dialogada sobre pensamento dialético (definição, 
críticas e leitura de trecho doutrinário), com diálogo guiado.
➢ Integração: apresentar um problema jurídico curto e solicitar respostas da turma 
sob as três perspectivas (cada aluno/grupo justifica brevemente).
➢ Síntese final: quadro comparativo oral e fechamento com indicações de leituras, 
sem inserir itens ausentes no modelo.
BIBLIOGRAFIA INDICADA (adequada para calouros; seguir bibliografia do plano e 
complementar) Leituras obrigatórias para aula seguinte:
➢ BETIOLI, A. B., Introdução ao Direito (capítulo sobre epistemologia jurídica).
➢ Texto curto sobre empirismo jurídico (artigo ou capítulo escolhido). Leituras 
complementares:
➢ FERRAZ JÚNIOR, T. S., Introdução ao estudo do direito: técnica, decisão, 
dominação (trechos selecionados).
➢ Texto introdutório à teoria crítica do direito (artigo breve).

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