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TECNOLOGIA & INOVAÇÃO NA SAÚDE AULA 1 Ciência: busca do entendimento sobre os fenômenos naturais. Tecnologia: conjunto de instrumentos, regras e sistemas. Inovação: introdução de novidades/melhorias no ambiente produtivo e social. N o c e n á r i o a t u a l , s ã o i n s t r u m e n t o s fundamentais para o desenvolvimento, crescimento econômico, geração de empregos e democratização de oportunidades. A IMPORTÂNCIA Melhoria no diagnóstico e no tratamento: - Rapidez; - Precisão e eficácia; - Terapias avançadas (medicamentos e terapias gênicas). Prevenção de doenças: - Vacinas; - Dispositivos de monitoramento(wearables). Pesquisa e Desenvolvimento: - Estudos clínicos para desenvolvimento de novos tratamentos; - Colaboração Global(compartilhamento de recursos para pesquisas ) Inovação em produtos e serviços: - Dispositivos médicos( próteses, diagnósticos por imagem, cirurgia robótica…); - Medic ina Personal izada( t ra tamentos baseados no perfil genético do paciente). Impactos Econômicos e sociais: - Redução de custos a longo prazo; - Geração de empregos, impulsionando economia. PNCTIS: Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. HISTÓRICO: 1988: Criação do SUS. 1995: Criação do Programa de Pesquisa na Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. 2004: Agenda de Prioridades em Saúde — doenças negligenciadas, saúde mental e atenção básica. 2005: Criação da Secretaria de C, T e Insumos Estratégicos, que coordenou a PNCTIS. Investimento de apenas 0,97% do PIB. - 2010: Plano de Ação em C,T e I para o desenvolvimento Nacional. Colocou saúde como prioridade. - 2014: Plano Brasil Maior — importância da Inovação para competitividade no setor de produção, sendo saúde um setor estratégico. - 2015: Estratégia Nacional de C,T e I — estabeleceu metas e prioridades, como o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa e promoção da inovação tecnológica no SUS. O B J E T I V O S : C o n t r i b u i r p a r a o desenvolvimento nacional sustentável e voltado a promoção econômica, social, cultural e política do SUS. - PESQUISA: financiamento de projetos de pesquisa para as áreas prioritárias — doenças com altos índices no BR) - TECNOLOGIA: avaliação e incorporação de novas tecnologias no SUS — promovendo o acesso a tratamentos eficazes e seguros. - CAPACITAÇÃO: formação e capacitação de profissionais de saúde — melhorando continuamente a competência técnica. - PARCERIAS: parcerias com instituições internacionais — permitindo troca de conhecimento e desenvolvimento de tec. - INOVAÇÃO: estímulo à inovação no setor da saúde — apoio desde a pesquisa básica até a aplicação clínica de novas tecs. ETAPAS: PB - Pesquisa Básica: entender fundamentos biofisiopatologicos das doenças — por meio de estudos laboratoriais e investigação. PT - Pesquisa Translacional: aplicar a PB na prática — desenvolvendo protótipos, testes, dispositivos. DPC - Desenvolvimento Pré-Clínico: avaliar segurança e eficácia inicial — estudos laboratoriais avançados, testes, verificação de efeitos adversos. EC - Ensaios Clínicos: Fase 1: Teste em pequeno grupo para avaliar segurança. Fase 2: Teste em grupo grande para verificar eficácia e segurança. Fase 3: Teste em larga escala para confirmar eficácia, monitorar efeitos colaterais e comparar com tratamentos padrão. Fase 4: Estudos pós-comercialização para monitorar eficácia a longo prazo e detectar efeitos adversos. RA - Regulamentação e Aprovação: garantir eficácia e segurança—submeter dados a agências reguladoras e revisar dados clínicos para aprovar a comercialização. IC - Implementação Clínica: integrar uma nova tecnologia ou tratamento na prática clínica— f o r m a n d o p r o f i s s i o n a i s , d i r e t r i z e s e monitoramento de resultados no mundo real. DA - Difusão e Adoção: ampliação do uso de novos tratamentos e tecnologias em diferentes contextos — campanhas de divulgação, políticas de saúde pública e avaliação contínua. MODELOS DE INOVAÇÃO: - F E C H A D A : d e s e n v o l v i m e n t o e implementação dentro de uma única empresa específica. Desvantagens: Limitação de ideias. Ex.: Apple Inc. - ABERTA: colaboração de entidades externas. Desvantagens: Pode haver vazamento de infos. Ex.: Oral B - COLABORATIVA: pareceria entre múltiplas organizações para desenvolver inovações. Desvantagem: Alinhamento entre as gestões. Ex.: Projeto Genoma Humano. DESAFIOS: - Regulamentação rigorosa e demorada; - Custo elevado; - Complexidade técnica que depende de conhecimento especializado; - Resistência a mudanças; - Propriedade Intelectual de patentes que atrapalham a colaboração; - Infraestrutura inadequada; - Desigualdade de acesso. AULA 2 - CULTURA DA INOVAÇÃO: Conjunto de valores, comportamento e práticas que promovem novas ideias e soluções. O QUE COMPÕE: - Multidisciplinaridade: diversidade. - Educação: estímulo à pesquisa científica, pensamento crítico e criatividade. - Experimentação: tolerante a erros, incentivo ao aprendizado e financiamento para testes experimentais. IMPORTÂNCIA: - Melhoria da qualidade do cuidado. - Otimização operacional(uso de recursos, eficiência..) - Satisfação Profissional; - Satisfação dos pacientes; - Adaptação às mudanças. E na Saúde? - Realidade Aumentada - diagnóstico, terapia, educação. - Telemedicina - facilitar acesso a saúde - Robótica - auxílio em cirurgia, tarefas repetitivas e perigosas, maior precisão. - Impressão 3D - próteses, órgãos, implantes, equipamentos, modelos anatômicos. - Inteligência Artificial - análise de dados, prognósticos, detecção de erros. INOVAÇÃO x INVENÇÃO | |_ criação de algo novo. |___ melhora de uma invenção. PROPRIEDADE INTELECTUAL Lei 9.279/1996 Xxx ICTs - Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação: tem como objetivo a pesquisa científica ou tecnológica e o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos. Ex.: Fiocruz, MIT. Incubadoras: promove o empreendedorismo inovador, forncendo logística, gestão e suporte tecnologico para faci l i tar a cr iação e desenvolvimento de empresas focadas em atividades inovadoras. Ex.: Programa de incubação do Hospital Albert Einstein. Startup: empresa emergente com foco em inovação e escalabilidade, podendo ter sucesso rápido ou desaparecer abruptamente. Ex.: Apple, Microsoft E as startups na área da saúde? - Acesso a informação; - AI & Big Data Analytics; - Farmaceutica e Diagnostico; - Gestão E PEP; - Equipamentos médicos; - Relacionamento medico-paciente; - Marketplace; - Telemedicina; - Wearables & IOT. AULA 3 - Prontuário Eletrônico: +Prescrição eletrônica do paciente: doc em si. +Adm eletrônica da prescrição: disponibilização do doc para outros profissionais. +Sistema de documentação clínica: relatórios estatísticos e resumidos a partir dos dados no doc. +Sistema de apoio a decisão cl ínica: recomendações com base em dados clínicos e bibliografia médica. +Sistema departamental: agendamento, estoque, gestão adaptada às demandas de cada setor. +S is tema Aux i l ia r : gerenc iamento de medicamentos , exames, es toques de depar tamentos de supor te ( fa rmác ias , laboratórios, radiologia). Por que? • Facilitar o registro. • Acesso a informações documentadas. • Comunicação entre profissionais de saúde. • Suporte a decisões clínicas e justificativa para intervenções. HISTÓRICO: - Surgiu nos EUA na decada de 60. - No brasil, apenas 30% utilizam. - 74% ainda utilizam papel para registro. - Projeto de Lei 3011/2023 : implementação do Prontuário Eletrônico Único. - Incentivos fiscais para implementação de E- SUS AB, por exemplo, nas UBSs. VANTAGENS: • Legibilidade e Organização: Melhor qualidade dos dados registrados, verificação ortográfica e padronização de entradas de dados. • Acessibilidadee Controle de Acesso: Facilita o acesso contínuo e controlado às informações dos pacientes. • Apresentação de Dados: Transforma dados numéricos em gráficos e outros formatos visuais. • Multimídia: Integra imagens e outros tipos de dados (ex. ressonâncias, tomografias). DESAFIOS: - Insegurança sobre a privacidade das informações( um desafio ético). - Falta de redes de proteção desses sistemas. - Altos Custos iniciais - Infraestrutura - Equipe especializada - Cultura Organizacional(resistência a mudança). AULA 4 - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: Objetivo: coletar, processar e analisar informações, as transformando em dados úteis para gestão, pesquisa, assistência e políticas públicas. E no Brasil? - Necessidade de constantes melhorias na obtenção e disponibilidade de dados; - Alinhamento com o Min da Saúde; - Ampliar a implementação para a grande d i m e n s ã o b r a s i l e i r a , l e v a n d o e m consideração a diversidade regional e os indicadores gerais de cada população. Principais sistemas do SUS: - DATASUS: coleta, processa e divulga d a d o s n a c i o n a i s d e s a ú d e (hospitalizações, óbitos, nascimentos, imunizações, agravos, etc.). - SIH/SUS: internações hospitalares (desde 1991). - SIA/SUS: atendimentos ambulatoriais e procedimentos. - CNES: cadastro de estabelecimentos de saúde e seus recursos. - CADSUS: cadastro de usuários do SUS. - SIM: mortalidade. - SINASC: nascidos vivos. - SINAN: agravos de notificação. - SIAB / e-SUS AB: dados da atenção básica. - SI-PNI: vacinação e imunobiológicos. Obs.: TABNET - permite cruzar dados e gerar relatórios para gestores, pesquisadores e população. Prontuário Eletrônico (e-SUS AB) Estratégia do Ministério da Saúde para integrar registros em nível nacional. - Melhorar qualidade da informação em saúde. - Facilitar o trabalho de profissionais. - Organizar dados de forma segura e acessível. Obs.: Substitui gradualmente registros em papel → foco em SUS eletrônico. AULA 5 - TELEMEDICINA Prestação de serviços médicos à distância, utilizando TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). • Aplicações: diagnóstico, prevenção, tratamento, telemonitoramento, educação continuada. • Vantagens: amplia acesso, reduz custos, facilita acompanhamento de crônicos. • Limitações: não indicada em casos complexos, emergências graves, falta de recursos ou necessidade de exame físico direto. Como? - Teleconsulta: médico e paciente em contato remoto. - Telemonitoramento: acompanhamento contínuo de sinais vitais (ex.: diabetes, hipertensão, DPOC). - Telediagnóstico: análise de exames à distância. - Teleinterconsulta: discussão de casos entre profissionais. - Telecirurgia: uso de robótica para operações remotas. - Telesocorro e Teletriagem: emergências e primeiros contatos. LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) Proteger dados pessoais e sensíveis, garantindo privacidade e liberdade. • Dados pessoais: nome, CPF, telefone, e- mail etc. • Dados sensíveis: origem racial, religião, orientação sexual, dados de saúde, biometria, filiação sindical. • Aplicação na saúde: ◦ Uso de sistemas informatizados deve respeitar confidencialidade. ◦ Exige consentimento do paciente para compartilhamento. ◦ O profissional e a instituição são responsáveis por vazamentos ou falhas de segurança. • Responsabilização: multas administrativas (até 2% do faturamento), além de sanções civis e penais. • Normas médicas (CFM): autorizam uso de sistemas informatizados, substituindo papel, desde que com certificação digital. Teleatendimento 1. Agendamento O paciente marca a consulta por aplicativo, telefone ou plataforma digital específica. 2. Conexão No horário marcado, paciente e médico se conectam via plataforma segura de videoconferência ou outro meio digital autorizado. 3. Consulta O médico realiza anamnese e avaliação clínica: coleta sintomas, histórico médico e informações relevantes. O paciente pode mostrar áreas do corpo pela câmera. Pode ser solicitado o uso de dispositivos domiciliares (termômetro, glicosímetro, oxímetro, monitor de pressão, etc.). 4. Diagnóstico e Prescrição O médico fornece um diagnóstico preliminar. Pode p resc reve r med icamen tos (inclusive via receita digital com certificação ICP-Brasil). Solicita exames, quando necessário. 5. Encaminhamentos e Seguimento Caso seja preciso, o paciente é encaminhado para consulta presencial ou exames complementares. P o d e s e r a g e n d a d a u m a n o v a teleconsulta para acompanhamento do tratamento. Elementos-chave - Comunicação clara e escuta ativa. - U s o d e p l a t a f o r m a s s e g u r a s , e m conformidade com a LGPD (evitar riscos de vazamento de dados). - Consent imento do pac iente para o atendimento remoto. - Registro em prontuário eletrônico, da mesma forma que na consulta presencial. Desafios - Resistência por parte do profissional e do paciente; - Desigualdade no acesso; - Riscos éticos; - Alto custo de implementação e manutenção; - Necessidade de treinamentos…