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1) Ideia central da Unidade I (o que a disciplina quer que você leve) A Unidade I apresenta Educação Inclusiva como política e prática para garantir o direito de todos à educação, especialmente alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), conectando fundamentos históricos, sociais, legais e procedimentos pedagógicos (AEE, recursos, tecnologia assistiva). 2) Inclusão × Exclusão: bases conceituais e sociais ● Exclusão é socialmente construída (não “natural”) em sociedades desiguais; grupos como pessoas com deficiência, populações indígenas, negras, LGBTQIA+, mulheres, idosos, quilombolas, população em situação de rua estão entre os mais afetados. ● No capitalismo (mercantil → industrial → pós‑industrial), produção/consumo e mais‑valia aprofundam desigualdades, com homogeneização de padrões (“o que vestir/ter”) e marginalização de quem destoa do “normal”. Resposta do Estado: marcos legais para garantir direitos e combate ao preconceito. Para prova: “Incluir = adaptar a escola e a sociedade às pessoas; excluir = exigir que a pessoa se adapte sozinha ao padrão.” 3) História da Educação Especial no Brasil — três paradigmas Importante: eles coexistem hoje; um não “apaga” o outro. 1. Institucionalização (conventos, asilos, hospitais; segregação; IBC e INES como marcos históricos) — foco em retirar do convívio social. 2. Serviços/Integração (anos 1960–70): “mudar o indivíduo” para caber na escola/sociedade; escolas/classes especiais, reabilitação; críticas por manter segregações de fato e por usar laudos para distribuir alunos; quem era de elites conseguia retornar à classe comum, camadas populares permaneciam segregadas. 3. Suportes/Inclusão: centra o investimento no ambiente/sociedade/escola (acessibilidade, formação docente, currículo flexível, recursos/apoiadores), garantindo convivência não segregada e acesso contínuo a recursos. Diferença nuclear: ● Serviços: foca em modificar o sujeito (pré‑requisito para “integrar”). ● Suportes: foca em mudar contextos e oferecer apoios para participação agora. 4) Marcos legais e políticas (núcleo “cai na prova”) https://soluticombr-my.sharepoint.com/personal/ana_montanher_soluti_com_br/Documents/Arquivos%20de%20Microsoft%20Copilot%20Chat/Slides%20de%20Aula%20-%20Unidade%20I.pdf ● CF/88: Educação = direito de todos e dever do Estado e da família (art. 205); AEE aos “portadores de deficiência” (terminologia da época), preferencialmente na rede regular (art. 208). ● LDB 9.394/1996: Educação Especial = modalidade, preferencialmente na rede regular; prevê AEE, professor especializado e adaptações curriculares. ● Declaração de Jomtien/1990 e Declaração de Salamanca/1994: universalização do acesso; escolas devem acolher todas as crianças e receber apoio intersetorial (saúde, assistência etc.). Influenciaram diretamente as normas brasileiras. ● Lei 10.098/2000: acessibilidade (barreiras arquitetônicas, transporte, comunicação, mobiliário, vagas, semáforos sonoros). ● Lei 10.436/2002 (Libras): reconhece Libras; prevê formação e apoio ao uso. ● Res. CNE/CEB 2/2001: define público com NEE (dificuldades com/sem causa orgânica; dificuldades de comunicação/sinalização; altas habilidades). ● Res. CNE/CEB 4/2009 (AEE): determina que alunos com deficiência, TGD e AH/SD sejam matriculados na classe comum e no AEE (salas de recursos multifuncionais/centros), função complementar/suplementar (não substitui escolarização). 5) AEE — o que é, quando e como ofertar ● Serviço pedagógico especializado (na escola regular ou centros), contraturno, por profissionais habilitados; objetivo: eliminar barreiras, fornecer serviços, recursos de acessibilidade e estratégias para participação e aprendizagem. ● Formas: salas de recursos (multifuncionais), professor itinerante, classe hospitalar, atendimento domiciliar. ● AEE ≠ ensino do currículo (isso é da classe comum); o AEE complementa/suplementa (ex.: comunicação, acessibilidade, tecnologia assistiva, Braille/Libras, uso de recursos ópticos etc.). Pergunta clássica de quiz (dos slides): AEE é oferecido em período contrário ao da escola regular e por profissionais habilitados → correta. 6) Perfis de alunos (definições essenciais + pistas de intervenção) 6.1 Deficiência Intelectual (DI) ● Conceitos/diagnóstico: variação histórica (QI, idade mental); hoje considerar funcionamento adaptativo e contexto; testes de QI não podem ser o único parâmetro. Causas: genéticas (p.ex., trissomia 21), teratogênicas (álcool, infecções etc.). ● AEE: sair da passividade para apropriação ativa do saber; não reduzir a ensino “só prático”: trabalhar também abstrações para vencer o senso comum. AEE não ensina leitura/escrita de forma curricular; prepara pré requisitos e acessos para a classe comum. 6.2 Deficiência Visual (DV) ● Definições: cegueira, visão parcial/subnormal; congênita ou adquirida. ● AEE/Recursos: ópticos (lupas, telescópios), não‑ópticos (material ampliado, contrastes, CFTV), Braille (reglete/punção), materiais em relevo, organização do ambiente/mobiliário e linguagem descritiva. 6.3 Deficiência Auditiva (DA) ● Classificações: por grau (leve → profunda), localização (condução; neurossensorial; mista) e momento (pré/pós‑locutivo). Causas diversas (rubéola, prematuridade, meningite etc.). ● AEE: abordagem bilíngue (Libras como L1; Língua Portuguesa como L2), com três frentes: AEE em Libras, AEE de Libras (ensino da língua) e AEE de Língua Portuguesa; basear‑se no currículo da classe comum e remover barreiras de acesso/compreensão. 6.4 Deficiência Física/Motora (DF) ● Conceitos: paralisias (mono/dí/hemí/tri/tetra/para), PC, lesão medular, amputações; também condições clínicas (asma, epilepsia, diabetes, fibrose cística). ● AEE: Tecnologia Assistiva (comunicação aumentativa/alternativa, acessibilidade ao computador, adequação postural, mobilidade, projetos arquitetônicos), parceria com TO, fisio, fono, arquitetura/engenharia; foco em uso em todos os ambientes, não só na escola. 6.5 Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) / TEA ● Quadros: Autismo, Rett, Asperger, espectro autista (graus variados). Dificuldades: interação social, comunicação, função executiva (planejar, inibir, flexibilizar). ● Estratégias: rotina previsível, antecipação com apoios visuais, ensino em contexto natural (não “só no AEE”), trabalho com a turma, orientação à família; meta: aumentar flexibilidade e linguagem receptiva/expressiva. 6.6 Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) ● Definição: aptidões acima do padrão (intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes, criatividade). Avaliação multidimensional (interesses, pontos fortes, contexto; não só QI). ● AEE: enriquecimento curricular, projetos por interesse, parcerias (universidades, pesquisa, artes, esportes), foco em maximizar participação e potencializar habilidades. 7) Linha do tempo (mini‑mapa) ● até meados do séc. XX: institucionalização (segregação). ● 1960–70: integração/serviços (mudar o indivíduo; classes especiais). ● 1990+: inclusão/suportes (mudar ambientes/sistemas; AEE; acessibilidade; intersetorialidade). 8) “Pegadinhas” que caem (com gabarito) ● “Inclusão = igualdade de acesso”? Sim, mas com suportes e adaptações (não basta matrícula). ● AEE substitui a escolarização? Não. AEE é complementar/suplementar, contraturno, por especialistas. ● Paradigma de serviços × de suportes: Serviços = muda o sujeito; Suportes = muda o ambiente. ● DA: Libras é “segunda língua”? Para surdos, Libras = L1; LP escrita = L2 no AEE. 9) Checklist de prática (para sala e estágio) 1. Identifique barreiras (arquitetônicas, comunicacionais, curriculares). Planeje apoios. 2. Garanta AEE em contraturno com profissionais habilitados, articulado ao currículo da classe comum. 3. Use tecnologia assistiva e adaptações específicas por perfil (DV: relevo/Braille/ópticos; DA: bilinguismo; DF: CA/CAA/postura; DI: ativação cognitiva e autonomia;TGD: rotinas/apoios visuais/função executiva; AH/SD: enriquecimento/projetos). 4. Trabalho intersetorial (escola–saúde–assistência) e parceria com famílias. https://soluticombr-my.sharepoint.com/personal/ana_montanher_soluti_com_br/Documents/Arquivos%20de%20Microsoft%20Copilot%20Chat/Slides%20de%20Aula%20-%20Unidade%20I.pdf 1) Ideia central da Unidade I (o que a disciplina quer que você leve) 2) Inclusão × Exclusão: bases conceituais e sociais 3) História da Educação Especial no Brasil — três paradigmas 4) Marcos legais e políticas (núcleo “cai na prova”) 5) AEE — o que é, quando e como ofertar 6) Perfis de alunos (definições essenciais + pistas de intervenção) 6.1 Deficiência Intelectual (DI) 6.2 Deficiência Visual (DV) 6.3 Deficiência Auditiva (DA) 6.4 Deficiência Física/Motora (DF) 6.5 Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) / TEA 6.6 Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) 7) Linha do tempo (mini‑mapa) 8) “Pegadinhas” que caem (com gabarito) 9) Checklist de prática (para sala e estágio)