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FÁRMACOS QUE ATUAM NO 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL
PROFA. ADREANNE OLIVEIRA DA SILVA
ANSIOLITICOS E HIPNÓTICOS
ANSIOLÍTICOS E HIPNÓTICOS
 Definição: Drogas que aliviam seletivamente a ansiedade e estados de tensão, sem 
induzirem acentuada depressão do SNC, quando ocorre ↑ da dose terapêutica. 
 Sinônimos:
São também conhecidos como sedativos-hipnóticos (alguns autores chamam de 
tensiolíticos ou ansiolíticos ou tranqüilizantes menores).
 Ansiedade:
É um estado emocional desagradável caracterizado por sentimentos subjetivos de tensão,
apreensão, desconforto e preocupação, e por ativação ou alerta do SNA (Spielberger, 1972),
que se originam de um perigo externo ou interno iminente.
 Pode ocorrer sem causa aparente ou em
resposta ao stress ou estímulo ambiental.
 Caracterizam-se por:
➢ Distúrbios GI, náusea,
➢ tensão muscular,
➢ transpiração, taquipnéia, palpitação, 
➢ xerostomia (boca seca),
➢ sentimentos de desproteção,
➢ dificuldade de concentração,
irritabilidade e insônia.
ANSIEDADE
1. Reação de ajustamento com humor ansioso
❖Devido ao stress – não requer tratamento.
2. Transtorno de pânico ou Síndrome do 
Pânico
❖Ataque súbito, incontrolável, inexplicável
❖Manifestações autonômicas intensas (Dispnéia, 
palpitações, sudorese das extremidades, etc).
3.Transtorno de pânico com agorafobia
❖Pânico acompanhado de esquivas sociais diversas 
(aglomerações em público).
4. Fobia social
❖Esquiva ao público, sentimentos e pensamentos sendo 
avaliado o tempo todo pelos outros; apresenta 
taquicardia, sudorese,tontura, falta de ar, inquietação 
e medo de morrer.
❖Ruboir
• Classificação dos Quadros clínicos da Ansiedade 
(Associação Americana de Psiquiatria)
Transtorno de pânico com agorafobia
Síndrome do Pânico.
Fobia Social
5. Fobias específicas
❖ Medo irracional a certos objetos, animais ou 
atividades (desproporcional à ameaça real)
6. Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
❖Pensamentos sem sentido ou repugnantes que 
levam à rituais ansiosos (compulsões).
7.Transtorno de stress pós-traumático 
(TEPT)
❖Quadro ansioso crônico ligado a situação 
traumatizante
8. Transtorno de ansiedade generalizado 
(TAG)
❖ Semelhante à reação de ajustamento, porém 
crônico- mais preocupação em excessos em 
todos os sentidos da vida.
• Classificação dos Quadros clínicos da Ansiedade 
(Associação Americana de Psiquiatria)
Fobias Específicas
TOC
TEPT
 A insônia é uma percepção 
de sono inadequado ou 
anormal. 
INSÔNIA
Dificuldade 
em iniciar 
e/ou manter 
o sono; 
Despertares 
frequentes; 
Sono de duração curta e 
não reparador, 
prejudicando o bom 
funcionamento da mente 
e do corpo no dia 
seguinte.
• É caracterizada pela:
 A insônia pode ser do tipo: 
➢ Inicial (demora em iniciar o sono), 
➢ Intermediária (dorme rápido, mas acorda 
várias vezes durante o sono) ou 
➢Final (dorme rápido, mas acorda antes 
do horário habitual).
 
 Pode ser classificada em:
➢Ocasional- duração de até 01 semana,
➢Transitória – duração de 1 a 3 semanas
➢Crônica – duração de mais de 3 semanas.
TIPOS DE INSONIA:
Vamos assistir a esse vídeo?
 Principais grupos de Agentes Ansiolíticos e Hipnóticos 
são: 
1. Benzodiazepínicos (BDZ),
2. Agonistas dos receptores de 5-HT,
3. Barbitúricos (obsoletos) e 
4. Antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos 
(propranolol).
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 Benzodiazepínicos com ação 
predominante ansiolítica:
❑Clordiazepóxido (Limbitrol®) 
❑Diazepam (Valium) 
❑Clonazepam (Rivotril) 
❑ Bromazepam (Lexotan) 
❑Alprazolam (Frontal) 
❑Clobazam (Frisium) (Urbanil) 
❑Cloxazolam (Olcadil) 
❑Lorazepam (Lorax) 
❑Clorazepato dipotássico 
(Tranxilene)
 Benzodiazepínicos com ação 
predominante hipnótica:
❑Flurazepam (Dalmadorm) 
❑Flunitrazepam (Rohypnol) 
❑Estazolam (Noctal) – ação 
intermediária
❑Midazolam (Dormonid)
❑Nitrazepam (Sonebon)
 MECANISMO DE AÇÃO DO BDZ
 Os BDZ ligam-se aos receptores GABAA presente na membrana neuronal do SNC, potencializando, 
assim, o efeito inibitório do GABA, que leva ao ↑ da condutância de Cl, promovendo o↑ na frequência 
da abertura dos canais, com a entrada de íons Cl, ocasionando a hiperpolarização com consequente 
queda da excitabilidade celular. 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
VÍDEO SOBRE BDZ
 RELAÇÃO ESTRUTURA ATVIDADE:
 É a relação existente entre as modificações feitas na molécula, refletindo na 
atividade da droga.
 Todos BDZ são derivados de uma mesma molécula. Com a adição de 
grupos químicos diferentes, muda-se o fármaco e consequentemente suas 
características. 
 Os BDZ que possuem atividade 
psicofarmacológica possuem 
em R7 um grupo eletronegativo, ou seja
retirador de elétrons como Cl, NO2 
ou CF3, na posição 7.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 RELAÇÃO DOSE-EFEITO:
➢Os BDZ produzem depressão 
gradativa da função do SNC 
dose-dependente.
➢ Todos eles produzem os efeitos 
ansiolíticos, sedativo-hipnótico, 
relaxante muscular e redutor da 
atividade convulsiva em maior 
ou menor grau.
➢ A intensidade do efeito está 
diretamente relacionada ao grau 
de ocupação do receptor BDZ.
 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
Droga A: inclinação linear típica dos agentes 
mais antigos – barbitúricos e álcoois.
Droga B: maiores doses para obter uma 
depressão do SNC mais profunda do que a 
hipnose – maior margem de segurança: 
benzodiazepínicos, zolpidem.
 INDICAÇÕES
 
❑Ansiedade
❑Medicação pré-anestésica
❑Antiepilépticos ou anticonvulsivantes
❑Relaxantes musculares
❑Combate a sindrome de abstinência 
de álcool
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 FARMACOCINÉTICA
❑Absorção, Metabolismo e excreção:
• Rapidamente absorvido por VO e é lipossolúvel
• Os picos de [ ] plasmática ocorrem em 1 a 2 h 
após a administração.
• A meia-vida de eliminação plasm. média é de 12-
15 hs.
• O alprazolam é excretado principalmente através 
da urina. 
• Atravessa a barreira placentária e são detectáveis 
no leite materno.
• O metabolismo é hepático é responsável pela 
eliminação dos BDZ.
mid
Estazolam
ESTAZOLAM intermediária16
 EFEITOS FARMACOLÓGICOS DOS BDZ → VANTAGENS:
1. ↓ a ansiedade, o medo e a apreensão, tornando o paciente mais cooperativo → pois ↑ 
o limiar da dor.
2. ↓ o fluxo salivar e o reflexo do vômito.
3. ↓ o metabolismo basal, permitindo o uso de um ↓ volume de solução anestésica local.
4. Miorrelaxantes ( Em dose ↑ deprimem a transmissão da junção neuromuscular) e 
anticonvulsivantes.
5. Induzem à amnésia anterógrada- bloqueiam a memória de eventos enquanto sob 
influencia de BDZ, um efeito não obtido com outros depressores do SNC.
6. ↓ a PA e esforço cardíaco.
7. ↓ frequência respiratória.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 EFEITOS ADVERSOS:
❑Mais comuns: sedação/sonolência, sensação de cabeça vazia 
(confusão mental) e tontura. 
❑Menos comuns: visão borrada, cefaléia, depressão, insônia, 
nervosismo/ansiedade, tremor, alteração do peso, 
comprometimento da memória/amnésia, ataxia/falta de 
coordenação motora, vários
❑sintomas GTI, dermatite e manifestações autonômicas. 
❑Diminuição da capacidade psicomotora;
❑Comprometimento do discernimento;
❑Amnésia (compromete a capacidade de aprender novas 
informações);
❑Desinibição comportamental.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 CONTRA-INDICAÇÕES:
1. Gestantes
2. Portadores de glaucoma ângulo 
estreito
3. Portadores de Miastenia grave
4. Crianças com grave 
comprometimento físico e 
mental;
5. História de hipersensibilidade;
6. Insuficiência respiratória grave
7. Apnéia do sono
8. Dependentes de outras drogas 
depressoras do SNC.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 USO COM PRECAUÇÃO:
1. Pacientes sob tratamento de outros depressores 
do SNC (Anti-histaminicos, anconvulsivantes, 
antidepressivos ou barbitúricos).
2. Alcoólatras
3. Portadores de insuficiência respiratória, 
hepática ou renal.
4. Grávidas * (2° semetre)
5. Lactantes *
6. (*) Entrar em contato com o médico para 
avaliar o risco-beneficio.
 INTERAÇÕES 
MEDICAMENTOSAS:
 Os BDZ, quando coadministrados ou 
outros depressores do SNC , 
potencializam o efeito depressordo 
SNC.
 Com álcool – potencializam o efeito 
depressor e induzem maior 
metabolização hepática)
 Interações farmacocinéticas – BDZ 
administrado com inibidores enzimáticos 
da P-450 (Cimetidina e 
Anticoncepcionais) , diminuem a 
metabolização do inibidores enzimáticos.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 TOXICIDADE DOS BDZ
 Em doses excessivas agudas os BDZ são menos perigosos 
do que a maioria dos outros fármacos 
ansiolíticos/hipnóticos.
 Em doses excessivas causam:
• Sono prolongado;
• Sem depressão séria da respiração ou da função 
cardiovascular;
• Na presença do álcool causam: 
• Depressão respiratória severa, comprometedora da 
vida;
 TOLERÂNCIA 
 Como todos osBDZ, pode ocorrer a tolerância, ou 
seja, a necessidade do aumento gradual da dose 
necessária para produzir o efeito desejado.
 DEPENDÊNCIA
❑Os BDZ produzem dependência física e psíquica, pois a interrupção do tratamento após 
semanas ou meses, causa ↑dos sintomas da ansiedade, junto com tremor e 
tonteira.
❑A retirada após a administração crônica causa:
❖nervosismo, tremor, perda do apetite e convulsões. 
❑ Terapias prolongadas
❑Sintomas da abstinência: Ansiedade, agitação, irritabilidade, insônia, cefaléia, 
tremores, tonturas, anorexia, náusea, vômitos, diarréia, fraqueza, fotofobia e depressão
 Inserir clonazepam ou oxazepam
 Alprazolam, lorazepam e diazepam: maior incidência de tolerância e abstinência.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 Alprazolam: 
Estruturalmente é um triazolbenzodiazepínico
com ações ansiolíticase sadativo-hipnótica.
 Indicações:
❑Tratamento da ansiedade sob todas as formas;
❑Distúrbios funcionais e manifestações somáticas associadas a ansiedade.
❑Tratamento de distúrbio do pânico.
❑ Tratamento da ansiedade associado a depressão. 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 Clobazam (Frisium)
 Estruturalmente é benzodiazepínico com átomo de Cl e grupo fenila.
 Indicações: 
❑Tratamento da ansiedade sob todas as formas;
❑Ansiedade relacionadas com manifestações somáticas.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 Bromazepam (Lexotam)
 Estruturalmente é benzodiazepínico com átomo de bromo e grupo 
piridínico.
 Indicações:
❑ Tratamento da ansiedade sob todas as formas;
❑ Distúrbios funcionais e manifestações somáticas associadas a ansiedade.
❑ Tratamento de distúrbio do pânico.
 O diazepam, usado por VO e parenteral, com ação prolongada, além de 
também usado como :
 medicação pré-anestésica e no tratamento agudo da síndrome de 
abstinência do álcool, constitui o fármaco de escolha para a interrupção das 
convulsões da epilepsia.
 O uso prolongado do diazepam pode provocar a ginecomastia e tem ocorrido a 
trombose venosa e flebite
 no local da administração EV,
 devendo ser administrada em veias 
calibrosas, principalmente em casos 
de interrupção das convulsões, EV bolus,
que significa administração rápida em
 um minuto. 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
 O Clonazepam (com a meia-vida de 32 a 38 horas) é útil 
no tratamento das crises de ausência e no tratamento 
crônico da epilepsia, usado por VO, sedação, 
relaxamento muscular e efeito tranquilizante. 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
Contra-indicação: Durante o tratamento o 
paciente não deve dirigir veículos ou 
operar máquinas, pois sua habilidade e 
atenção podem estar prejudicadas.
Não utilizar álcool ou outras drogas 
depressoras do SNC durante a terapia
 com clonazepam.
 O flunitrazepam (ROHYPNOL) (com meia-vida em média de 
19 horas) e ação intermediária é utilizado por VO no tratamento 
da insônia, por VP como pré-medicação em anestesiologia (IM) e 
na indução ou manutenção da anestesia (VE).
 O estazolam possui ação intermediária (meia-vida de 10 a 20 
horas) sendo utilizado por VO no tratamento da insônia leve a 
moderada.
 O midazolam, utilizado por VOe parenteral, possui meia-vida 
ultra curta (menos de 6 horas), sendo utilizado também como 
anestésico endovenoso e por via IM para a sedação pré-
anestésica.
 O nitrazepam possui a meia-vida de 25 horas, utilizado por via 
oral no tratamento da insônia.
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ)
Caso Clínico
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade. Chegou à clínica de fisioterapia para 
realizar um trabalho de reabilitação muscular após um acidente de carro, além de 
um histórico clínico de transtorno obsessivo-compulsivo. A terapia medicamentosa 
do paciente baseava-se em: (i) Rivotril®; (ii) Prozac®. O fisioterapeuta observou 
que o paciente apresentava uma redução do tônus muscular e da coordenação. 
Pergunta-se:
1. Descreva o mecanismo de ação do Rivotril (Clonazepam).
2. Por que o paciente apresentou redução do tônus muscular e da coordenação, se 
não havia nenhum dado clínico que indicasse alguma lesão no SNC? 
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE 5-HT
 BUSPIRONA (Ansitec®)
❑Não tem afinidade pelo receptor dos BDZ.
❑Sua ação se deve à ligação com receptores 
de serotonina (5-HT).
❑Em doses terapêuticas não causa sedação nem
 relaxamento muscular.
❑Não apresenta as propriedade hipnótica, anticonvulsivante e 
miorrelaxante dos BDZ.
❑Capacidade ansiolíticas comparável ao Diazepam
❑ Não exerce dependência, interação com álcool e não altera os reflexos.
❑Efeitos ansiolíticos em dias ou semanas
 Indicação:
 Tratamento sintomático de distúrbios generalizados da ansiedade (TAG), fobia social, ansiedade 
em pacientes com histórico de abuso de substâncias) apresentando menor interferência nas 
funções motoras em idosos do que os BDZ. 
 Não afeta a cognição ou a coordenação. 
 Indicado também como antidepressivo.
 Efeitos Adversos: 
 -Nervosismo, cefaléia, fraqueza, tontura, depressão, sudorese, náusea, sonolência 
e fadiga.
 Intoxicação:
▪ Náusea, vômito, miose
▪ Não há antagonista
▪ Fazer lavagem gástrica
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE 5-HT
Posologia:
5mg 2x dia
Aumenta dose gradualmente 
de 30 a 60mg/dia.
ZOLPIDEM (STILNOX)
 Pertence ao grupo dos imidazopiridínicos 
não pertencente ao BDZ.
 Possui ações hipnóticas.
 Indicação: 
❖Tratamento por prazo curto de insônia, não devendo ultrapassar 28 dias de uso.
 Mecanismo de Ação:
❖ Liga-se seletivamente ao subtipo BZ1 dos receptores de BDZ e facilita a inibição 
neural mediada pelo GABA.
❖ Apresenta curta duração de ação.
• O zolpidem exerce efeitos miorrelaxantes e anticonvulsivantes mínimos.
 Reações adversas:
❖Depressão mental, ataxia, irritabilidade, pesadelos e alucinações.
 O ZOLPIDEM pode ter sua ação aumentada por outro depressor do 
sistema nervoso central, como por exemplo, o álcool.
 Contra-indicação: 
❖Hipersensibilidade ao zolpidem ou a qualquer um dos componentes da 
fórmula;
❖Insuficiência respiratória severa ou aguda;
❖Insuficiência hepática severa;
❖Apnéia noturna;
ZOLPIDEM (STILNOX)
HIPNÓTICOS-SEDATIVOS
 A primeira classe importante é a dos sedativos-hipnóticos que, como o próprio nome 
mostra são fármacos que podem induzir calma e sono.
 Sedativos: promovem sonolência, relaxamento, calma, sem perda da consciência.
 Hipnóticos: promovem inconsciência semelhante ao sono natural, diminuição da 
atividade motora e da responsabilidade sensitiva.
 Barbitúricos: substâncias usadas para acalmar a ansiedade ou agitação de 
alguns pacientes.
 Pentobarbital, Fenobarbital e Tiopental.
 Exercem atividade depressora sobre o SNC.
 Possuem efeitos que vão da sedação e redução da ansiedade à 
inconsciência e morte por depressão respiratória e cardiovascular 
se forem administrados em grandes doses, motivo de serem pouco 
utilizados como agentes ansiolíticos e hipnóticos.
 Os barbitúricos que continuam sendo utilizados amplamente são 
os que exibem propriedades específicas, como: 
Fenobarbital – utilizado por sua atividade anticonvulsivante, e 
Tiopental – amplamente utilizado como anestésico intravenoso.
BARBITÚRICOS
Fármaco Apresentação 
 
 
Fenobarbital 
Uso oral: comp. 50 e 100mg 
solução 4% 
 
 
Tiopental 
Uso injetável (pó): 500mg 
1g 
 
 
Usos Clínicos dos Barbitúricos
Alívio da ansiedade, 
Insônia;
Sedação e amnésia antes de 
procedimentos médicose 
cirúrgicos (endoscopia e 
broncoscopia);
Tratamento de epilepsia e 
estados convulsivos;
Componente de anestesia 
balanceada;
Controle de estados de 
abstinência de etanol e 
outros sedativo-hipnóticos 
(diazepam, fenobarbital); 
Relaxamento muscular em 
distúrbios 
neuromusculares 
específicos
Como auxiliares 
diagnósticos ou para 
tratamento em psiquiatria:
mania, controle de estados 
de hiperexcitabilidade 
induzidos por drogas, 
distúrbios depressivos 
maiores
 RELAÇÃO DOSE-EFEITO:
 Os Barbitúricos produzem depressão do SNC dose-dependente. A duração do efeito varia de acordo 
com o tipo do Barbitúrico:
 Efeito prolongado: (pode durar até 24h): usado por VO, ou VIM. Barbital, Fenobarbital - Usos: 
epilepsia, sedação em estados de ansiedade e tensão.
 Efeito intermediário: (6 - 12 horas): AMOBARBITAL, TALBUTAL. Usos: insônia crônica.
 Efeito curto ou rápido: ( se inicia em 10 a 15min e se mantem até 3 – 4 horas depois): 
Ciclobarbital, Pentobarbital - Usos: insônia e medicação pré-anestésica, hipnose rápida, 
 Efeito ultra–curto: (efeito inicia rapidamente 20 a 30s e desaparece em torno de 20 a 30min): 
Hexobarbital, Tiopental - Usos: anestesia geral.
BARBITÚRICOS
 MECANISMO DE AÇÃO:
➢Os barbitúricos, de maneira similar aos benzodiazepínicos, também atuam ligando-se a 
sítios específicos localizados nos receptores GABA, facilitando a ação do GABA e induzindo um 
aumento no tempo de abertura dos canais de cloreto e não a frequência de abertura.
BARBITÚRICOS
 EFEITOS FARMACOLÓGICOS NO SNC:
 Produzem depressão em níveis variáveis no SNC, desde: sedação leve até o coma, passando por 
hipnose, anestesia, coma respectivamente.
 Muitos fatores contribuem para o nível de sedação produzido: 
 o fármaco específico, 
 a dose e a via de administração, 
 o estado de comportamento,
 o ambiente. 
 EFEITOS FARMACOLÓGICOS NO SNC:
 Os efeitos comportamentais dos barbitúricos que 
indicam depressão geral do SNC são:
 ↓ da responsividade a estímulos externos, ↓ do 
desempenho psicológico, relaxamento, bem estar, 
sonolência e ↓ do sono REM. 
 Se o barbitúrico for interrompido, a fase do sono 
REM vai aumentar novamente e provocará um 
sono agitado, e o indivíduo pode ter dificuldade de 
dormir por vários dias até que seja readministrado 
o sedativo-hipnótico.
BARBITÚRICOS
❖ Absorção
 Disponíveis como sais de sódio, são totalmente absorvidos pelo TGI.
 A via de adm é um fator que deve ser levado em conta. Se adm via IM, o fenobarbital começa 
seu efeito em 15 min, enquanto que se adm pela VO o efeito é após 1h.
 Tiopental:
❖ Distribuição
 Distribuem-se por todos os tecidos do organismo, inicialmente pelos mais bem perfundidos. 
 Podem promover armazenamento tecidual em tecido adiposo, devido alta lipossolubilidade. 
 A medida que o coeficiente lipídio/água aumenta, ↑ tb a atividade hipnótica e a travessia sobre 
barreiras, como a hematoencefálica e placenta.
❖Biotransformação:
 Metabolização hepática que resulta em ↑ [ ] plasm. e Excreção renal.
FARMACOCINÉTICA DOS BARBITÚRICOS
1. Hipotensão, ↓ da Fcard., Depressão respiratória progressiva.
2. ↑ na incidência de atividade reflexa respiratória: tosse, soluço, espirro e 
laringoespasmo.
3. > atividade microssomal hepática
4. Efeito Residual: “ressaca” (no dia posterior)
5. Efeito Paradoxal: agitação (geriátricos e debilitados)
6. Indução enzimática ↑ no citocromo P-450: alteram o metabolismo de outras 
drogas (tolerância)
7. Tolerância e dependência: síndrome de abstinência (convulsões)
8. Sonolência, ↓da capacidade motora, Comprometimento do discernimento;
9. Amnésia (compromete a capacidade de aprender novas informações)
10. Desinibição comportamental.
❖ Gestante: Só usar se o benefício potencial justificar o risco potencial.
BARBITÚRICOS: EFEITOS ADVERSOS
 TOLERÂNCIA:
 ↓ da responsividade a determinada 
droga após exposição repetida – 
constitui uma característica comum 
dos sedativos-hipnóticos.
 Pode ser explicada em parte pelo ↑ 
do metabolismo da droga no caso dos 
barbitúricos, e devido a infra-
regulação dos receptores de 
benzodiazepínicos no cérebro.
BARBITÚRICOS
 DEPENDÊNCIA:
 A dependência fisiológica pode ser descrita como 
um estado fisiológico alterado que exige a 
administração contínua da droga para impedir o 
aparecimento de uma síndrome de abstinência.
 No caso dos sedativos-hipnóticos essa síndrome 
caracteriza-se por estados de maior ansiedade, 
insônia e excitabilidade do SNC, que podem 
progredir para convulsões.
 Os sedativos-hipnóticos são em sua maioria 
capazes de produzir dependência fisiológica 
quando utilizados de modo crônico.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
 Fenobarbital + Corticosteróides = Os 
barbitúricos podem ↓ [ ] séricas de prednisona e outros 
corticosteróides impedindo seus efeitos terapêuticos.
 + Varfarina = Os barbitúricos inibem a resposta 
hipoprotrombinogênica dos anticoagulantes orais. Episódios 
hemorrágicos fatais têm ocorrido quando os barbitúricos são 
descontinuados em pacientes estabilizados com um 
anticoagulante.
 + Aminofilina= Barbitúricos podem ↓ [ ] 
plasmáticas da aminofilina e da teofilina e assim ↓ suas 
respostas terapêuticas.
 + Ácido Valpróico= O ácido valpróico ↑ [ ] 
sérica do fenobarbital → intoxicação barbitúrica em alguns 
pacientes, ou seja , ↓ o metabolismo hepático do 
fenobarbital.
 Tiopental + Midazolam: ↑ da depressão 
excessiva do SNC.
 Barbitúricos + Carbamazepina: Variação 
da [ ] sérica de Carbamazepina. ↓dos níveis séricos do 
Fenobarbital e Carbamazepina. A indução enzimática ↓ a [ ] 
plasmática de ambos os fármacos.
 Fenobarbital + Clonazepam: ↑o 
metabolismo do Clonazepam, conduzindo a um ↓ estado 
de equilíbrio da [ ] plasmática e ↓ da eficácia.
 Fenobarbital + Fenitoína: Adição da 
Fenitoína pode ↑ a [ ] de Fenobarbital. 
VAMOS EXERCITAR???????
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para visto – dia 07/05/2024.

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