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Knife Codex_ O Sagrado Caminho da Guerra Interior Livro I (14)

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projeções do que os homens deveriam ser. Ao analisarmos a evolução de alguns deuses dessa natureza, verificamos que existem fortes traços com deidades (precedentes) associadas ao poder da fertilidade e isso corrobora com o conceito de que apenas aos grandes guerreiros eram oferecidas as mais belas mulheres a fim de garantir a continuidade sanguínea e uma formação biológica sem fragilidades. Em outros casos eram associados à agricultura o que demonstra a natureza ambígua das armas e, ao mesmo tempo, a proteção aos meios de subsistência (uma das grandes causas da guerra). 
Existiam deuses que portavam ‘raios’, bastões mágicos, alguns lançavam fogo dentre inúmeros
outros atributos fantasiosos. Esses deuses não poderiam ser reflexo dos homens, afinal, retratavam apenas aquilo que os homens não poderiam alcançar ou não tinham condições físicas/mentais de compreender, mas quando um Deus da Guerra era adorado em suas representações, a princípio, não ostentava objetos que estivesse além da realidade. Tais deuses portavam músculos, armaduras e armas. Independente da cultura/grupo ao qual esse deus pertencesse, seus poderes estavam ao alcance dos homens e faziam parte da vida física da sociedade. Um Deus da Guerra poderia ser representado por um herói mítico ou um guerreiro histórico. 
O homem vive em ‘bando’ desde as mais remotas épocas e esses grupos sociais criaram estruturas próprias. Quando algo contraria essa composição inicia-se uma forte pressão para suprimir as ideias contrárias e a guerra (conflito/combate) é a forma de garantir e impor a superioridade. O
homem justifica seus desejos e impulsos assassinos atrás de inúmeras desculpas, mas temos plena convicção que se trata de uma reação instintiva ou até uma ação subconsciente pelo domínio. Todavia, a evolução da sociedade gerou marcos lamentáveis em nossa estrutura através da supressão da ética da violência e virilidade e a constante imposição de valores morais que inibissem os instintos de combate, assim como promovessem uma educação para “desaprender” a guerra. O resultado desastroso foi a construção de uma sociedade de adestrados. 
Os Deuses da Guerra foram sendo enfraquecidos e transmutados conforme a exaltação da passividade foi tomando lugar do ‘homem-predador’. O poder – representação da organização grupal que garante a ordenança de toda estrutura - foi paulatinamente sendo retirado das mãos dos guerreiros e sendo exercido por homens com inclinações mais diplomáticas ao invés de agressivas. A consequência dessa transição foi o aparecimento de Deuses que eram moldados a partir de uma essência dual, afinal, a guerra continuou existindo, mas de forma mais velada, oculta sob a máscara da Justiça. O culto às antigas deidades foi caindo no esquecimento ou sendo adaptada como parte de um enredo completamente escravista e manipulador. Isso ocorreu porque os guerreiros se tornaram contidos às decisões diplomáticas. Novamente vemos deuses submissos à evolução do homem. 
Os poderosos genes herdados foram sendo substituídos e as fobias derrotadas retornaram em maior número e intensidade. O homem, assim como seus Deuses, tornou-se fraco, oprimido,