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DCNs para educação ambiental
Você vai conhecer as principais concepções acerca da educação ambiental e o histórico referente às suas
disposições legais no Brasil, inclusive o que consta nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), para
dimensionar a importância das práticas socioeducativas e da cidadania ambiental dados os efeitos das
ações humanas maléficas ao meio ambiente.
Prof. Brendo Araujo Gomes
1. Itens iniciais
Propósito
O conhecimento das principais concepções acerca da educação ambiental e o histórico referente às suas
disposições legais no Brasil é primordial para a compreensão dos efeitos das ações humanas no ambiente e
para o estabelecimento de ações nas práticas socioeducativas.
Objetivos
Descrever os principais conceitos e contextos acerca da educação ambiental.
 
Reconhecer os principais pontos sobre a cidadania ambiental.
Introdução
Desde a origem da civilização, há necessidade e dependência do ser humano em relação ao ambiente. Assim,
ao longo do desenvolvimento da humanidade, foram necessários o entendimento e a capacidade de
desenvolver e utilizar instrumentos para modificá-lo. 
Com o avanço da tecnologia, o acelerado desenvolvimento industrial e a necessidade de crescimento
econômico a qualquer custo, o homem tem se distanciado cada vez mais da natureza. Ou seja, ele não se vê
como parte dela, como parte do meio ambiente. É urgente, então, que a humanidade esteja próxima e
consciente das questões ambientais. 
Por isso, são desenvolvidas práticas de educação ambiental para permitir a formação de cidadãos
conscientes e responsáveis pela conservação e preservação do meio e de todos os recursos naturais, pela
sua própria sobrevivência e a das gerações futuras. Assim, ao exercer a cidadania ambiental, os indivíduos
possibilitam o equilíbrio ambiental, o que gera bons frutos em diversas áreas, como a social, a econômica e a
ecológica.
• 
• 
1. Educação ambiental 
Principais conceitos acerca da educação ambiental
A educação ambiental surgiu da necessidade de uma mudança brusca nos modelos adotados pela sociedade
que envolvem aspectos sociais, econômicos e científicos. As problemáticas relacionadas a esses aspectos,
tais como a alta taxa de urbanização ligada ao crescimento populacional exponencial, o comodismo e a
praticidade do dia a dia resultantes do desenvolvimento de tecnologias, forçaram a humanidade a refletir
sobre a educação ambiental.
 
Quando observamos o cenário atual do nosso meio ambiente e de nossas relações com ele, conseguimos
perceber que algo está desbalanceado, não? Uma vez que essas relações socioambientais não estão em
equilíbrio, com o aumento assustador dos desmatamentos, da erosão e da poluição, graves consequências
podem ocorrer para a humanidade e todos os seres vivos.
Enchente na pequena cidade ribeirinha Grafton, Illinois, Estados Unidos.
Vamos conhecer os principais conceitos trabalhados na educação ambiental e o histórico legal dessa
abordagem no Brasil e no mundo. Veremos também como esse tema é trabalhado no âmbito do Ministério da
Educação, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), dos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs) e das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). Vamos lá?
 
A relação entre direitos humanos e meio ambiente consolida-se no momento em que as políticas mundiais
assumem um compromisso de conservação e preservação, garantindo um ambiente saudável e ideal para a
humanidade presente e futura. Entre as medidas intrínsecas a essa relação, a educação ambiental é essencial
para a conscientização sobre o mundo do qual fazemos parte e necessitamos.
 
Costumamos ouvir essas duas palavras em diversos meios de comunicação e escolas, mas o que seria
educação ambiental ao certo?
De acordo com o primeiro artigo da Lei nº 9.795, publicada em 1999, a educação ambiental abrange
processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais,
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio
ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Percebemos que esse tema compreende conceitos de cunho social e biológico. O principal conceito é a 
educação, que se baseia na ideia de que os seres humanos apresentam um potencial que deve ser
desenvolvido no decorrer da vida. Assim, o educador seria o responsável por criar condições para que esse
desenvolvimento ocorra, estimulando as pessoas a crescerem. Esse conceito, então, é especificado na
segunda palavra que o acompanha: ambiental.
 
E o que é o meio ambiente?
 
Conforme Sánchez (2015, p. 18), ambiente pode ser um conceito amplo, pois inclui a natureza e a sociedade;
multifacetado, pois existem diferentes formas de compreendê-lo; e maleável, já que pode ser reduzido ou
ampliado de acordo com quem fala sobre ele. Segundo a Lei nº 6.938, de 1981, o meio ambiente é o conjunto
de condições, leis, influências e interações (de ordem física, química e biológica) que permite, abriga e rege a
vida em todas as suas formas.
 
Assim, podemos também conceituar a educação ambiental como um ramo da educação cujo objetivo não é
apenas um modelo de transmissão de conhecimento, mas um modelo de vida. Seu objetivo é promover a
transformação de comportamentos e valores e a busca por uma visão da necessidade e dependência dos
recursos naturais, ligada diretamente à garantia de futuro para a humanidade.
 
Além disso, a educação ambiental estimula a troca a partir e com os diferentes sujeitos sociais em
interlocução, a fim de construir soluções para questões ambientais e diminuir o distanciamento do diálogo
entre peritos e leigos ou, por exemplo, entre os educadores e os agentes ambientais e as crianças e os jovens
em formação.
O docente, como mediador, pode
auxiliar a compreensão da importância
da preservação e utilização
sustentável dos recursos, a preparação
dos indivíduos para a vida como
membro da biosfera, o saber lidar e
manter os sistemas ambientais em sua
totalidade e o processo de
reconhecimento de valores, conceitos
e inter-relações entre a humanidade,
suas culturas e o meio ambiente.
 Com isso,
habilidades
poderão ser
desenvolvidas e
atitudes
modificadas
mediante essa
abordagem que
surgiu do
interesse da
humanidade pela
importância do
meio ambiente.
 Nesse
contexto,
existem
diversas áreas
e conceitos
biológicos
discutidos no
âmbito da
sociedade. Um
exemplo é o
conceito de 
ecossistema.
Professora ensinando educação
ambiental.
O ecossistema é considerado um sistema estável, autossuficiente e em equilíbrio dinâmico que inclui
os seres vivos e o ambiente com suas características físico-químicas e inter-relações.
Ao alterarmos os fatores que mantêm esse equilíbrio dinâmico no ecossistema por meio da diminuição da
biodiversidade (ou diversidade de espécies), da maior entrada de nutrientes em dado local (poluição) ou do
aumento na quantidade de uma única espécie em um local (criação de animais e monocultura, por exemplo),
consequências graves para a nossa sobrevivência podem surgir.
Desenvolvimento sustentável
No âmbito da educação ambiental, o desenvolvimento sustentável (DS) é um conceito fundamental e
norteador de ações, transcendendo a mera definição e assumindo o papel de um paradigma a ser buscado.
Introduzido no Relatório Brundtland em 1987, o DS propõe um modelo de desenvolvimento que visa atender às
necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às
próprias necessidades.
 
A premissa, aparentemente simples, traduz um desafio complexo e multifacetado, exigindo uma profunda
transformação na forma como nos relacionamos com o meio ambiente, com a sociedade e com a economia.
Para alcançar o DS, é necessário harmonizar os três pilares que o sustentam: a proteção ambiental, o
progresso social e o desenvolvimento econômico. Veja!
Proteção ambiental 
Envolve a preservação dos recursos naturais, na conservação da biodiversidade e na mitigação dos
impactos negativos das atividades humanas sobre o planeta.legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos. Assim, a instituição educacional é um
ambiente favorável para trabalhar tais conteúdos e metodologias adequadas de forma contínua no currículo
escolar. Além disso, a educação ambiental também pode ser trabalhada em diversos outros campos, como:
Estudos para criação de normas técnicas
Estudos com dados básicos que permitem a criação de normas técnicas, como aquelas instituídas por
órgãos regulatórios (certificadores, credenciadores e habilitadores, como ABNT, Inmetro e Anvisa,
respectivamente).
Avaliações e desenvolvimento tecnológico
Avaliações de consumo de água, energia e materiais, produção de alguns materiais, desenvolvimento
de tecnologias e qualificação de mão de obra.
Diagnóstico ambiental e processos operacionais
Diagnóstico ambiental por meio da avaliação dos gastos energéticos, da geração de resíduos (como
esgoto, lixo e gases) e do entendimento de processos administrativos e operacionais mais
adequados.
Planos de ação e auditorias
Planos de ação, como auditorias para a fiscalização e adequação de locais (indústrias etc.) a normas
técnicas ou outros regulamentos e procedimentos, além do desenvolvimento da capacidade de
retroalimentação (diminuição de gastos e resíduos).
São diversas áreas, não é mesmo? A contribuição da educação ambiental brasileira para a construção da
cidadania ambiental é pautada nos seguintes pilares: sensibilização, capacitação e gerenciamento. Portanto,
as leis federais, como a de nº 9.433 de 1997 (Política Nacional de Recursos Hídricos), nº 9.795 de 1999
(Política Nacional de Educação Ambiental), nº 9.985 de 2000 (Política Nacional de Conservação da Natureza),
e nº 10.257 de 2001 (Política Nacional Urbana, o Estatuto da Cidade), determinam a participação cidadã no
planejamento e gerenciamento da água, da conservação da natureza e do desenvolvimento das cidades.
Comentário
O cidadão ou a instituição que transgride o cuidado ambiental pode e deve ser punido na esfera civil,
administrativa e criminal, sendo então cobrado pela reparação do dano causado e, acima de tudo,
conscientizado ou reconscientizado sobre sua cidadania ambiental. No entanto, você sabe o que são
infrações ambientais? São todas ações ou atividades que infrinjam a harmonia ambiental, ou seja, que
afetem o meio ambiente de forma negativa e até mesmo danosa. Algumas dessas infrações são legais,
isto é, são previstas em lei, como queimadas, destruição de nascentes, cortes indiscriminados de
árvores, prisão de animais silvestres, entre outras. Tais ações têm como consequências sanções, como
advertências, multas e apreensões, e podem até levar à prisão e à prestação de serviços. 
Em um mundo marcado por crescentes desafios ambientais, a participação social ergue-se como pilar para a
construção de um futuro sustentável. Mais do que um direito, essa ferramenta configura-se como um dever de
todos os cidadãos, abrindo caminho para o empoderamento e a construção de soluções eficazes para os
problemas que assolam nosso planeta.
No âmbito da gestão ambiental, a participação social traduz-se em mecanismos concretos que garantem a
voz da população nas decisões que impactam diretamente seu bem-estar e o meio ambiente. Por meio de
fóruns públicos, conselhos ambientais e ações de ativismo, os cidadãos podem se engajar ativamente,
compartilhando saberes, experiências e perspectivas únicas que enriquecem o processo decisório.
 
Fóruns públicos servem como espaços abertos ao diálogo
e à troca de ideias, em que diferentes grupos da sociedade
reúnem-se para discutir temas ambientais relevantes.
Nesses encontros, o debate franco e a escuta ativa
permitem que todos os pontos de vista sejam
considerados, promovendo a construção de consensos e a
busca por soluções conjuntas.
Conselhos ambientais,
por sua vez, assumem
um papel mais
institucionalizado na
participação social.
Compostos por
representantes da
sociedade civil, do
governo e do setor
privado, esses órgãos
deliberativos têm a
missão de discutir,
avaliar e propor
políticas públicas
voltadas à proteção
ambiental. Sua
atuação garante que
as demandas da
população sejam
incorporadas à
formulação de leis e
normas, assegurando
maior
representatividade e
legitimidade às
decisões tomadas.
 O ativismo
ambiental, em
contrapartida,
manifesta-se
como um
movimento social
que utiliza
diversas
estratégias para
pressionar
governos e
empresas a
adotarem práticas
mais sustentáveis.
Por meio de
campanhas de
conscientização,
protestos
pacíficos e ações
de boicote, os
ativistas lutam por
um futuro em que
a preservação
ambiental esteja
no centro das
decisões políticas
e econômicas.
Ao participar
ativamente dos
mecanismos de
participação
social, os
cidadãos
tornam-se
agentes de
mudança,
contribuindo
para a
construção de
uma sociedade
mais justa e
sustentável. Pelo
empoderamento,
adquirem as
ferramentas e o
conhecimento
necessários para
defender seus
direitos e
influenciar
positivamente o
futuro do
planeta.
Fomentar a
participação
social é,
portanto, um
imperativo para
a construção de
uma gestão
ambiental
verdadeiramente
democrática e
eficaz. Ao
garantir que
todos os
cidadãos
tenham voz nas
decisões que
impactam o
meio ambiente,
podemos
construir um
futuro mais
verde e
próspero para as
próximas
gerações.
Grupo debatendo políticas e soluções
para questões ambientais.
Ética ambiental
No cenário atual,
marcado por crescentes
desafios ambientais, a
ética ambiental surge
como um campo de
estudo basilar para a
construção de uma
sociedade mais justa e
sustentável. Por meio da
reflexão crítica sobre
valores, direitos e
responsabilidades em
relação ao meio
ambiente, buscamos
compreender nossa
relação com o planeta e
estabelecer princípios
orientadores para uma
ação individual e
coletiva mais
responsável.
 A ética ambiental nos
convida a repensar os
valores que norteiam
nossa relação com a
natureza.
Tradicionalmente, a visão
antropocêntrica
predominou, colocando o
ser humano no centro e
explorando os recursos
naturais de forma
insustentável. É
necessário transcender
essa visão e reconhecer
o valor intrínseco de
todas as formas de vida,
adotando uma
perspectiva ecocêntrica
que valorize a
preservação dos
ecossistemas e da
biodiversidade.
O reconhecimento
dos direitos da
natureza é
fundamental para
garantir sua
proteção. A
Declaração dos
Direitos da Natureza,
elaborada em 2017,
reconhece os direitos
intrínsecos da
natureza à vida, à
existência, à
restauração e à
floração. Essa
declaração serve
como um marco
histórico na luta pela
justiça ambiental e na
construção de uma
nova relação entre
humanos e natureza.
Grupo contemplando uma paisagem
natural.
Cada indivíduo possui a responsabilidade de agir de forma ética e sustentável em relação ao meio
ambiente. Isso se traduz em práticas cotidianas, como a redução do consumo, a reutilização e a
reciclagem, a utilização consciente de recursos naturais e a participação em ações coletivas de
proteção ambiental.
Cidadania e ética ambiental
Confira, neste vídeo, a importância da cidadania e da ética ambiental no Brasil. Entenda seu papel
transformador e o impacto do ativismo. Veja exemplos de atores relevantes e a urgência da participação social
nas questões ambientais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atividade 2
Em um mundo marcado por crescentes desafios socioambientais, a construção de um futuro mais verde e
próspero exige soluções eficazes e sustentáveis. A participação social, nesse contexto, assume papel
relevante, abrindo caminho para o empoderamento e a construção de respostas adequadas aos problemas
que acometem nosso planeta.
Qual das alternativas representa um mecanismo de participação social na gestão ambiental?
A Fóruns públicos: locais acessíveis para discussões e compartilhamento de ideias sobre questões
ambientais importantes.
BConselhos ambientais: órgãos deliberativos compostos por representantes da sociedade civil, do governo
e do setor privado que discutem, avaliam e propõem políticas públicas voltadasà degradação ambiental.
C Ativismo ambiental: movimento social que utiliza diversas estratégias para pressionar governos e
empresas a adotarem práticas menos sustentáveis e mais lucrativas.
D
Licenciamento ambiental: processo administrativo que visa garantir a compatibilidade de
empreendimentos e atividades com as normas econômicas, visando ao estabelecimento das grandes
empresas e indústrias.
EAssociações de moradores: grupos organizados de residentes de uma área específica que trabalham
para resolver questões individuais, sem priorizar as coletivas, comunitárias e ambientais locais.
A alternativa A está correta.
Os fóruns públicos representam um mecanismo de participação social ao abrir espaços para diálogo sobre
questões ambientais. Esses fóruns permitem que a sociedade compartilhe preocupações e ideias
diretamente com gestores, influenciando políticas e promovendo conscientização e engajamento na
construção de soluções sustentáveis.
Gestão ambiental
É a área em que a administração política realiza atividades socioeconômicas visando à utilização prática e
plena dos recursos naturais no âmbito da sustentabilidade.
 
No entanto, nem tudo são flores quando tratamos de assuntos complexos que envolvem meio ambiente e
grupos sociais.
 
Os recursos ambientais são motivos de lutas sociais entre os interesses públicos e privados, especialmente
quando há investidas de grupos privados sobre o patrimônio público, que afetam o acesso e a disponibilidade
do recurso para outros grupos sociais. Assim, essas lutas podem obter caráter de publicidade e luta pela
cidadania, uma vez que os grupos sociais prejudicados reivindicam o caráter público do meio ambiente e seu
uso comum.
 
Nesse contexto, a gestão ambiental pode ter uma participação fundamental para revelar conflitos, prevenir,
monitorar e garantir os direitos às indenizações dos grupos que sofrem impactos socioambientais e
tecnológicos, instituindo políticas que respeitem os direitos de cidadania.
Representação do esgoto a céu aberto, evidenciando a precariedade do
saneamento básico.
Um importante fator a ser considerado para as ações da gestão ambiental é a situação de riscos que certos
grupos sociais enfrentam em seu espaço, causados por múltiplos agentes motores, como fenômenos
meteorológicos, geofísicos, bioquímicos, tecnológicos, sociopolíticos e culturais. Esses agentes afetam
principalmente grupos mais pobres devido à precariedade de sua situação de vida.
 
A gestão ambiental define o conjunto de ações estratégicas voltadas para a minimização dos impactos das
atividades humanas no meio ambiente. Por meio de um processo abrangente, que envolve planejamento,
organização, controle e monitoramento, busca-se alcançar o desenvolvimento social e econômico em
harmonia com a preservação ambiental. Essa área multifacetada engloba diversas ferramentas e
instrumentos, cada qual com sua função específica para alcançar o objetivo central: a sustentabilidade.
Confira!
Avaliação de impacto ambiental
No primeiro plano, destaca-se esse estudo minucioso que identifica e quantifica os efeitos potenciais
de um empreendimento ou atividade sobre o meio ambiente. Essa análise, obrigatória em diversos
casos, serve como base para a implementação de medidas mitigadoras e preventivas, assegurando
que o desenvolvimento ocorra de forma responsável e com o mínimo de danos ao ecossistema.
Educação ambiental 
Em paralelo, surge como ferramenta para conscientizar indivíduos e comunidades sobre a importância
da preservação. Por meio de campanhas, workshops e ações educativas, busca-se fomentar a
mudança de comportamento e a construção de uma cultura de sustentabilidade, em que a
responsabilidade com o meio ambiente torna-se um valor compartilhado pela sociedade.
Gestão de recursos naturais 
Por fim, essa estratégia assume papel determinante na otimização do uso dos recursos finitos do
planeta. Por meio de técnicas como o manejo florestal sustentável, a agricultura ecológica e a
reutilização da água, busca-se garantir a disponibilidade desses recursos para as presentes e futuras
gerações, sem comprometer a capacidade de regeneração dos ecossistemas.
Exemplo de gestão ambiental
A ação humana, guiada por princípios sustentáveis e práticas eficazes, pode reverter danos ambientais e
promover a recuperação de ecossistemas, como ocorreu com o Programa Nacional de Controle da Poluição
do Ar Veicular (Proconve).
Em 1988, o Proconve estabelece-se como uma saga ambiental de quase quatro décadas, tecendo um enredo
complexo de avanços tecnológicos, desafios socioeconômicos e conquistas inestimáveis para a saúde pública
e a qualidade do ar que respiramos. Nascido sob o amparo da Resolução Conama nº 18, a missão era reduzir
as emissões de poluentes por veículos automotores, combatendo um problema que já se mostrava
preocupante na época. Desde então, o programa trilhou um caminho árduo, mas recompensador, moldando-
se ao longo do tempo e adaptando-se às novas realidades tecnológicas e ambientais.
Representação da emissão de poluentes por escapamentos de veículos.
Ao longo de sua trajetória, por meio da implementação de fases mais rigorosas, o programa impôs limites cada
vez mais rígidos para a emissão de poluentes, acompanhando a evolução tecnológica dos motores e dos
sistemas de controle de emissões. E não se limitou a impor restrições mas também se dedicou a fomentar o
desenvolvimento tecnológico nacional, impulsionando a indústria automotiva a investir em pesquisas e
inovações para a criação de veículos mais limpos e eficientes.
Atualmente, o Brasil ostenta uma das frotas mais limpas da América Latina, com emissões de poluentes por
veículos automotores drasticamente reduzidas. Essa conquista traduz-se em benefícios concretos para a
sociedade brasileira, como:
1 Melhoria da qualidade do ar
A redução das emissões de poluentes contribuiu de modo significativo para a melhoria da qualidade
do ar nas cidades brasileiras, especialmente nas grandes metrópoles. Isso traduz-se em menos
doenças respiratórias, menos internações hospitalares e, como consequência, melhor qualidade de
vida para a população.
2
Proteção do meio ambiente
A diminuição da poluição do ar também protege o meio ambiente, reduzindo os impactos negativos
sobre os ecossistemas e a biodiversidade.
3
Estímulo à inovação tecnológica
O Proconve impulsionou a indústria automotiva a investir em pesquisa e desenvolvimento de
tecnologias mais limpas e eficientes, impulsionando a competitividade do setor e gerando novos
empregos.
4
Conscientização ambiental
O programa também contribuiu para a conscientização da população sobre a importância da
preservação ambiental e da adoção de práticas mais sustentáveis.
Estudo de caso
Confira, neste vídeo, o caso de sucesso do Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar Veicular
(PROCONVE) e entenda a importância da implementação do processo de gestão, desde o planejamento até a
implementação, a execução, o acompanhamento e a monitoração dos projetos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atividade 3
O Brasil, em 1988, implementava o Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar Veicular (Proconve),
reconhecendo a seriedade da poluição do ar causada por veículos automotores. O programa, ao longo de sua
trajetória, impôs limites cada vez mais rígidos para a emissão de poluentes, acompanhando a evolução
tecnológica e impulsionando a indústria automotiva a buscar soluções mais limpas.
Qual das alternativas melhor representa a principal conquista do Proconve?
A Redução de 43% nas emissões de poluentes por veículos automotores, conforme projeção do Grupo
Mecânico.
B
Implementação de fases cada vez mais rigorosas, impondo limites rígidos para a emissão de
poluentes.
C Fomento ao desenvolvimento tecnológico nacional, impulsionando a indústria automotiva a investir em
pesquisas e inovações.
D Redução de pelo menos sete milhões de mortes por ano no mundo devido à poluição do ar.
E Melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras,especialmente nas grandes metrópoles.
A alternativa E está correta.
A conquista principal do Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar Veicular é a melhoria na
qualidade do ar. A poluição do ar afeta humanos e demais seres vivos, impacta diretamente seu bem-estar
e saúde, pode causar doenças e é um alerta máximo da degradação ambiental e da produção e consumo
excessivos pela população humana.
Problemáticas que envolvem a cidadania ambiental
O ser humano, assim como outras espécies animais, sempre teve que confrontar fenômenos naturais
imprevisíveis, como terremotos, vulcões, raios, enchentes e desmoronamentos. Ao longo de centenas de
anos, desenvolvemos estratégias e tecnologias para monitorar e contornar esses fenômenos, garantindo
nossa segurança e sobrevivência.
 
Então, qual seria o outro lado da moeda?
 
Para alcançar esse estágio na sociedade moderna, impactos antrópicos foram causados na natureza, devido a
esse novo ambiente construído, modificando processos naturais de equilíbrio, barreiras naturais e serviços
ambientais. Os riscos que grupos humanos causam no meio ambiente podem não ser passageiros e afetar a
biodiversidade a longo prazo e de forma permanente. Atividades como a utilização de agrotóxicos, o descarte
indevido de medicamentos e de resíduos industriais, o desmatamento, a construção de hidrelétricas,
termelétricas e polos petroquímicos, a mineração, os garimpos etc. causam danos muitas vezes irreversíveis à
natureza.
Representação do desmatamento na floresta amazônica.
Um dos principais impactos que o ser humano pode causar no planeta é a poluição nos diferentes ambientes,
como atmosfera, oceano e solo. A poluição pode ser caracterizada por mudanças físicas, químicas ou físico-
químicas da composição natural de um ambiente. Tal influência causa mudanças a curto e longo prazo em
níveis globais, como alterações na temperatura média global, na disponibilidade hídrica e na produtividade
agrícola, entre outras. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada tipo de poluição e suas consequências.
Poluição atmosférica
É definida pela contaminação do ar por gases, líquidos e partículas sólidas em suspensão, material biológico e
energia. Sua origem pode ser natural ou antropogênica. Confira!
Poluição atmosférica natural
Pode ser exemplificada pelas atividades
vulcânicas, pela liberação de metano por
animais pastejadores e de gases provenientes
do processo de decomposição.
Poluição atmosférica antropogênica
É causada pela industrialização, queimadas,
queima de combustíveis fósseis, mineração, uso
de aerossóis e produção de energia elétrica.
A poluição atmosférica pode ter consequências danosas para o meio ambiente e para a saúde dos humanos.
Por estar presente em grandes quantidades na atmosfera, os compostos químicos podem afetar patrimônios
culturais por meio da corrosão gradativa devido à ocorrência de chuvas ácidas.
 
Outra consequência marcante é o aumento do efeito estufa — ou aquecimento global — em que moléculas
dispersas na atmosfera em grande quantidade retêm o calor proveniente das radiações solares, ocasionando
o aumento de temperatura global. Com relação à saúde humana, os poluentes podem causar irritação nos
olhos e na garganta, dores de cabeça, vertigens e perturbações sensoriais, principalmente em grandes
metrópoles.
Poluição hídrica
Uma poluição que afeta a biodiversidade e a qualidade de vida dos seres humanos é a poluição oceânica e
fluvial, ou seja, a poluição hídrica. Ela é resultado das alterações de qualidade e das propriedades da água,
tornando-a imprópria para consumo, assim como da presença de materiais estranhos que acabam sendo
prejudiciais aos organismos vivos que ali habitam. As atividades humanas agrícola, doméstica e industrial são
as principais responsáveis pela poluição de corpos hídricos, e o plástico é um dos principais materiais
contaminantes, especialmente nos oceanos.
 
Quantas vezes já vimos notícias em meios de comunicação reportando vazamentos de petróleo no mar e
desastres ecológicos decorrentes deles? Quantas campanhas são criadas devido à morte de diversos
organismos marinhos? Quantos rios têm sido condenados por causa do despejo de efluentes de toda natureza
de atividade humana?
Representação do derramamento de óleo na água.
Não podemos esquecer como nossas ações diárias podem impactar esse cenário atual. Atividades
domésticas podem produzir resíduos tão perigosos quanto grandes empresas pela maior proporção de
utilização, como o uso de detergentes que acabam despejados em corpos hídricos pelo esgoto.
 
O despejo de grande quantidade de matéria orgânica e lixo sólido em lixões a céu aberto e o lançamento de
esgoto doméstico não tratado podem contaminar os diversos ambientes aquáticos. A presença dessa alta
quantidade de matéria orgânica pode promover a ocorrência de floração de microrganismos na água,
causando redução da oxigenação e, consequentemente, a morte de peixes — processo de eutrofização.
Alguns desses microrganismos também podem liberar toxinas que afetam a saúde humana e a dos animais.
 
A presença de esgoto nas águas também pode ocasionar doenças como infecções gastrointestinais,
disenteria, leptospirose, cólera e hepatite caso a água contaminada seja ingerida. A falta de saneamento
básico é um dos principais fatores responsáveis pela poluição de corpos hídricos.
Não podemos falar sobre água sem falar sobre um grande problema
ambiental que o mundo enfrenta nas últimas décadas: o desperdício. A
Terra é constituída majoritariamente por água, que cobre cerca de dois
terços da superfície do planeta. Apesar disso, apenas 3% estão
disponíveis para consumo. Cabe ressaltar que alternativas para tornar a
grande quantidade de água presente nos oceanos própria para
consumo são analisadas atualmente, como é o caso dos processos de
dessalinização. Devido à sua importância para a humanidade, a ONU
criou, em 1992, o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de
março em todos os países do mundo.
Crianças consumindo água.
Poluição do solo
É qualquer mudança em suas características causada pelo contato com produtos químicos, resíduos sólidos
ou líquidos. O contato do solo com esses agentes leva à sua deterioração e à morte de diversos organismos
(fungos, bactérias, protozoários e vermes decompositores), além de poder gerar riscos para a saúde humana.
Por estar
constantemente
exposto, o solo é a
camada mais
afetada por agentes
poluidores, como
resíduos
(detergentes, tinta,
gasolina, fluidos
hidráulicos,
hidrocarbonetos,
chumbo etc.),
fertilizantes
químicos, pesticidas
e herbicidas.
 Além disso, devido à produção exacerbada de lixo
nos centros urbanos, os detritos que produzimos
no dia a dia são a principal fonte de poluição dos
solos. Esses detritos são, muitas vezes,
depositados em áreas ilegais e contaminam o solo
com metais pesados e produtos químicos de alto
risco. As consequências desse tipo de poluição
incluem: perda da fauna, empobrecimento ou
esterilização do solo para plantação,
contaminação da água e problemas para a saúde
humana, como hipersensibilidade alérgica,
infecundidade, disfunção hepática e câncer.
Representação de detritos descartados
de modo incorreto.
Poluição térmica
Caracterizada pelo calor em excesso, a poluição térmica ocorre pela modificação de temperatura do ar e da
água devido às atividades de usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares. Apesar de influenciar de diversas
maneiras a saúde do meio ambiente e do ser humano, essa poluição é a menos conhecida.
Exemplo
Podemos citar as águas aquecidas que são despejadas pelas indústrias em corpos hídricos, causando a
mortandade de diversas espécies, como animais e vegetais intolerantes à mudança brusca de
temperatura, e o desequilíbrio no ecossistema. Apesar de a produção de energia ser a principal
responsável pela poluição térmica, o desmatamento também pode causar o aumento de temperatura em
cursos de água. 
Um fator importante causador da poluição térmica é a urbanização acelerada, que impede o escoamento
natural da água pelosolo, devido à sua pavimentação. Essa água, ao entrar em contato com o asfalto, realiza
troca de calor, permanece aquecida e retorna aos corpos hídricos.
Representação de poluição térmica.
Poluição radioativa
Apesar de sua utilização ser extremamente vantajosa quanto à produção de energia, ao desenvolvimento de
tratamento de doenças e à eliminação de patógenos como insetos e bactérias, os elementos radioativos são a
matéria que produz a poluição mais perigosa para o planeta: a poluição radioativa ou nuclear. Ela é causada
por materiais radioativos — naturais ou não — que apresentam elementos químicos com átomos com núcleos
instáveis. A poluição radioativa é produzida por usinas nucleares, nos descartes da fabricação de bombas
nucleares de urânio ou em acidentes nucleares que levam à liberação de elementos tóxicos como estrôncio,
iodo, césio, cobalto e plutônio.
Usina nuclear em Tihange, Bélgica.
Com relação aos seres humanos, os efeitos da exposição aos elementos radioativos podem ser graves, como
desenvolvimento de deficiências, mutações genéticas, câncer e diversas outras patologias. Além disso, a
poluição radioativa pode contaminar a fauna e a flora do planeta, resultando em um desequilíbrio terrestre.
Apesar do conhecimento sobre a radioatividade, dos elementos químicos, do manuseio e do cuidado, ainda
não existem técnicas para “limpar” o local que recebe os resíduos.
Poluição luminosa
Você já imaginou as consequências que o excesso de luz artificial pode trazer para nós e para o ambiente? A
poluição luminosa é um problema bastante comum na atualidade, principalmente em grandes metrópoles,
devido à maior densidade de iluminação pública, anúncios, outdoors e placas luminosas. Podemos afirmar
que, com a descoberta da eletricidade, começamos a utilizar a luz artificial em diversas situações,
principalmente durante a noite, e a aumentar a nossa qualidade de vida e segurança.
No entanto, à medida que populações humanas cresceram e passaram a depender desse advento, impactos
maiores foram vistos no meio ambiente. 
Vista noturna da cidade de Taipei, em Taiwan.
Mas quais são os efeitos da poluição luminosa?
 
Há estudos científicos que demonstraram mudança de comportamentos que não são saudáveis ou
mortalidade em animais de hábitos de vida noturnos, devido à exposição intensa à luz artificial.
 
A poluição luminosa pode afetar hábitos alimentares, reprodutivos e ciclos migratórios de diversas espécies.
Já em relação aos seres humanos, quem nunca ficou até tarde lendo um livro ou mexendo no celular? Esse é
um indicativo do quanto o excesso de luz pode alterar o nosso ciclo biológico, modificando período de sono,
qualidade de visibilidade, produção de hormônio, batimentos cardíacos e humor.
Poluição sonora
Quem gosta de fazer uma festa com seus amigos e colocar música nas alturas? Essa é uma situação comum
no cotidiano em que podemos perceber o quanto a poluição sonora é corriqueira em nossas vidas. Ela é
caracterizada pelo excesso de ruídos (ou altos níveis de decibéis) provocado por um barulho constante que
perturba o silêncio ambiental.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível de barulho admitido em grandes centros urbanos é
de até 50 decibéis. No entanto, o que verificamos atualmente em áreas urbanizadas são barulhos que chegam
a 100 decibéis, devido a transportes urbanos, buzinas, sirenes, construções, máquinas, casas de show e
aparelhos de som, entre outros. Assim, segundo a OMS, esse tipo de poluição é o segundo que mais afeta o
ambiente, atrás apenas da poluição atmosférica.
Todo esse excesso de barulho pode causar problemas fisiológicos
temporários ou até mesmo permanentes. Em locais com ruídos altos,
nós, humanos, podemos desenvolver dor de cabeça, insônia, agitação,
dificuldade de concentração e de relaxamento, mau humor, estresse e
angústia, além de problemas auditivos. Há estudos que comprovam
perda de hábitat e prejuízos nos regimes alimentares e reprodutivos de
espécies afetadas pela poluição sonora, como cetáceos, morcegos e
corujas.
Mulher afetada pela poluição sonora.
Desigualdades socioambientais
Configuram-se como um dos principais desafios à construção de uma sociedade justa e sustentável. Elas se
manifestam de diversas formas, como a concentração de populações marginalizadas em áreas de risco
ambiental, a maior exposição a poluentes e outros agentes nocivos à saúde e o menor acesso a serviços
básicos, como água potável e saneamento.
Essa disparidade no
acesso a um
ambiente saudável
viola o princípio da
justiça ambiental, que
defende o direito de
todos a um meio
ambiente seguro,
limpo e saudável. As
populações mais
vulneráveis, como
comunidades de
baixa renda, minorias
étnicas e povos
indígenas, são
frequentemente
relegadas a áreas
degradadas e
poluídas, sofrendo os
impactos negativos
da degradação
ambiental de forma
desproporcional.
 A falta de acesso
à informação
ambiental e a
dificuldade de
participação em
processos
decisórios
relacionados ao
meio ambiente
também
contribuem para a
perpetuação das
desigualdades
socioambientais.
Sem voz e sem
conhecimento
sobre seus
direitos, essas
comunidades
ficam à margem
das decisões que
impactam
diretamente suas
vidas e seu futuro.
 Superar as
desigualdades
socioambientais
exige um
esforço
conjunto de
governos,
empresas e
sociedade civil.
É necessário,
portanto,
implementar
políticas
públicas que
promovam a
justiça
ambiental,
como:
 Descontaminação
de áreas
degradadas.
 
Relocação de
populações em
risco.
 
Garantia do
acesso universal
a serviços
básicos como
água potável e
saneamento.
 A educação
ambiental
também é um
instrumento
relevante para a
construção de
uma sociedade
mais justa e
sustentável. É
preciso investir
em programas
que
conscientizem
as pessoas
sobre os
impactos das
desigualdades
socioambientais
e as mobilizem
para a defesa
de seus
direitos.
Combater as desigualdades socioambientais é um compromisso ético e um imperativo para a
construção de um mundo mais justo e sustentável. Ao garantir que todos tenham acesso a um
ambiente saudável e seguro, construiremos uma sociedade mais equitativa e próspera para as
presentes e futuras gerações.
Consumo consciente
A produção em massa de bens de consumo gera impactos negativos ao meio ambiente em todas as etapas da
cadeia produtiva, desde a extração de recursos naturais até o descarte inadequado de resíduos.
A falta de informação e
educação ambiental dos
consumidores contribui
para esse problema.
Muitas pessoas não têm
conhecimento sobre os
impactos do seu
consumo no meio
ambiente e nas
comunidades locais, o
que leva à perpetuação
de um modelo de
consumo que prioriza o
baixo custo e a
praticidade em
detrimento da
sustentabilidade e da
responsabilidade social.
 As consequências
da falta de consumo
consciente são
graves e
abrangentes. A
degradação
ambiental, a
poluição, o
esgotamento dos
recursos naturais e
as mudanças
climáticas são
apenas alguns dos
problemas
diretamente
relacionados ao
consumo
desenfreado. É
urgente mudar essa
realidade!
É preciso
conscientizar
os
consumidores
sobre os
impactos de
seu consumo
e incentivar a
adoção de
práticas mais
sustentáveis,
o que
significa:
 Optar por
produtos
ecologicamente
corretos.
 
Diminuir o
consumo de
bens
descartáveis.
 
Reutilizar e
reciclar
materiais.
 
Consertar
produtos em
vez de
descartá-los.
 Empresas
também têm
papel
importante a
desempenhar,
ao oferecer
produtos
ecologicamente
corretos e
informar os
consumidores
sobre os
impactos do
seu consumo.
Sacos plásticos e lixo abandonados na
natureza.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Relembrando
O consumo consciente é uma responsabilidade individual e coletiva. Ao fazermos escolhas conscientes
em nosso dia a dia, podemos contribuir para a redução dos impactos negativos do consumo no meio
ambiente e na sociedade. 
Meio ambiente e sustentabilidade: consumo e produção conscientes
Confira, neste vídeo, os principais desafios da cidadania ambiental enquanto percorre um espaço afetado por
diferentes formas de poluição. Além disso, entendamelhor problemas como desmatamento, queimadas, perda
de hábitats e ameaças à biodiversidade.
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Atividade 4
Em um mundo marcado por crescentes desigualdades e desafios socioambientais, a construção de um futuro
justo e próspero exige soluções eficazes e sustentáveis. As desigualdades socioambientais, em particular,
representam um obstáculo significativo à construção dessa sociedade ideal, impactando
desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.
Considerando esse cenário, qual das alternativas representa uma característica das desigualdades
socioambientais?
A Maior acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento para populações de alta renda.
B Maior exposição a poluentes e outros agentes nocivos à saúde para populações marginalizadas.
C Concentração de populações de baixa renda em áreas ambientalmente seguras.
D Facilidade de participação em processos decisórios relacionados ao meio ambiente para comunidades
vulneráveis.
E Amplo acesso à informação ambiental para comunidades de baixa renda.
A alternativa B está correta.
As populações marginalizadas, frequentemente relegadas a áreas degradadas e poluídas, áreas de risco
ambiental — como encostas de morros e margens de rios — sofrem os impactos negativos da degradação
ambiental de forma desproporcional, incluindo maior exposição a poluentes e outros agentes nocivos à
saúde. A falta de acesso à informação ambiental e a dificuldade de participação em processos decisórios
relacionados ao meio ambiente limitam a capacidade das comunidades vulneráveis de defender seus
direitos e influenciar decisões que impactam diretamente suas vidas. Comunidades de alta renda
geralmente possuem maior acesso à informação ambiental, enquanto as comunidades marginalizadas
frequentemente carecem desse acesso.
3. Conclusão
Considerações finais
O que você aprendeu neste conteúdo?
• A educação ambiental é um componente inegociável e permanente da educação nacional, devendo estar
presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e
não formal (Lei nº 9.795/1999). Mais especificamente, as Diretrizes Nacionais Curriculares para a Educação
Ambiental (DCNEAs) estabelecem a educação ambiental como conteúdo obrigatório na educação formal
brasileira.
 
• O papel da educação ambiental é promover a conscientização sobre a importância do desenvolvimento
ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável, além de incentivar mudanças
comportamentais, participação social nas tomadas de decisão e engajamento na construção de um futuro
sustentável.
• A cidadania ambiental está relacionada ao despertar da conscientização ambiental para a formação cidadã,
tornando o indivíduo capaz de gerenciar e aprimorar sua relação com o meio ambiente de maneira eficiente,
saudável e sustentável, repensando seus hábitos de vida e impactos negativos, e construindo senso crítico
voltado para as problemáticas socioambientais.
 
• O conceito de desenvolvimento sustentável (DS) foi idealizado no Relatório Brundtland (1987) para suprir as
necessidades atuais sem comprometer o futuro e requer equilíbrio entre três pilares: proteção ambiental,
progresso social e desenvolvimento econômico.
• A proteção ambiental visa preservar recursos naturais, conservar a biodiversidade e mitigar impactos
humanos negativos. Ações sustentáveis em setores como agricultura, indústria e consumo podem reduzir
poluição e uso excessivo de recursos.
 
• O progresso social busca garantir direitos básicos, como educação, saúde, moradia e justiça para todos,
visando à equidade social, erradicação da pobreza e construção de sociedades justas e inclusivas. A
degradação ambiental pode aprofundar desigualdades sociais, tornando urgente o desenvolvimento para
todos.
• O desenvolvimento econômico sustentável está relacionado ao crescimento econômico que não
comprometa o meio ambiente nem as gerações futuras. Busca implementar modelos econômicos inovadores
que valorizem os serviços ecossistêmicos e a sustentabilidade e uma transição para uma economia verde
baseada em energias renováveis e produção limpa.
 
Podcast
Antes de encerrar, conheça o histórico das políticas ambientais no Brasil e os principais marcos dessa
trajetória.
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Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Referências
BRANCO, E. P.; ROYER, M.; BRANCO, A. B. de G. A abordagem da educação ambiental nos PCNs, nas DCNs e
na BNCC. Nuances: Estudos sobre Educação, v. 29, n. 1, 2018.
 
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Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Consultado na internet em: 9 nov. 2021.
 
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9 nov. 2021.
 
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na internet em: 9 nov. 2021.
 
BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CNE/CP nº 14/2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Ambiental. Consultado na internet em: 9 nov. 2021.
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 02/2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental. Consultado na internet em: 9 nov. 2021.
 
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CYRNE, C. C. da S. et al. Gestão de resíduos, cidadania e educação ambiental: a subversão do conceito de
função. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), v. 15, n. 5, p. 409-423, 2020.
 
FONTEVELLA, G. Educação ambiental: o que é, por que é importante e como fazer. São Paulo: Cortez, 2018.
 
FREIRE, P. Educação e mudança: conversas com Paulo Freire. São Paulo: Cortez, 1997.
 
GADOTTI, M. Educação ambiental: temas para a discussão. São Paulo: Cortez, 1996.
 
LEFF, E. Ecodesenvolvimento: um novo paradigma para a sustentabilidade. São Paulo: Cortez, 2002.
 
REZENDRA, M. de F. A escola e a educação ambiental. São Paulo: Moderna, 2019.
 
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SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.
 
SANTOS, B. de S. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1995.
 
VANZELLA, J. M.; PENNA, M. C. Educação como caminho e condição para a ampliação do conceito de
cidadania e desenvolvimento da democracia ambiental. Revista Jurídica Cesumar – Mestrado, v. 21, n. 1, p.
191-210, 2021.
	DCNs para educação ambiental
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Educação ambiental
	Principais conceitos acerca da educação ambiental
	Desenvolvimento sustentável
	Proteção ambiental
	Progresso social
	Desenvolvimento econômico sustentável
	Principais conceitos trabalhados na educação ambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	Principais práticas e abordagens da educação ambiental
	Abordagem protecionista
	Abordagem preservacionista/conservacionista
	Abordagem pragmática
	Educação ambiental crítica
	Educação ambiental crítica no MST
	Aumento de 30% na produção de alimentos
	Diminuição de 50% nos custos de produção
	Melhoria da qualidade de vida
	Fortalecimento da identidade agroecológica
	Direitos socioambientais
	Principais práticas e abordagens da educação ambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 2
	Aspectos históricos da educaçãoambiental no Brasil e no mundo
	Primeiros registros
	Década de 1960
	Década de 1970
	O que dizia o Princípio 19?
	Década de 1980
	Década de 1990
	Curiosidade
	Anos 2000
	Acordo de Paris
	Educação ambiental no Brasil e no mundo ao longo do tempo
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	Educação ambiental nos documentos PCNs, DCNs e BNCC
	Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)
	Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs)
	Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
	Desafios da implementação das DCNEAs nas escolas brasileiras
	Implementação efetiva da educação ambiental na escola
	Interdisciplinaridade e transversalidade da educação ambiental
	Formação continuada de docentes em educação ambiental
	Participação da comunidade escolar na construção de projetos de educação ambiental
	Monitoramento e avaliação da educação ambiental
	Escola Municipal Girassol: um exemplo inspirador de implementação das DCNEAs
	Resumindo
	Diretrizes Nacionais Curriculares para a Educação Ambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 4
	2. A cidadania ambiental
	Cidadania ambiental
	Introdução à cidadania ambiental
	Conceitos em cidadania ambiental
	Mudanças climáticas
	Comentário
	Mitigação
	Adaptação
	Biodiversidade
	Serviços ecossistêmicos
	Recursos naturais
	Valor cultural
	Desmatamento
	Agricultura e pecuária
	Poluição
	Economia ambiental
	Instrumentos de mercado
	Regulamentação
	Informação e educação
	REDD+ e a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia
	O REDD+ visa recompensar países em desenvolvimento por manterem suas florestas vivas. Por meio de incentivos financeiros, comunidades e proprietários de terras são motivados a conservar a floresta, gerando renda e promovendo o desenvolvimento sustentável. Ao viabilizar alternativas econômicas para as populações locais, o programa contribui para reduzir a pressão sobre as florestas, combatendo atividades ilegais, como grilagem e exploração madeireira.
	Conceitos em cidadania ambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	Cidadania e educação ambiental no Brasil
	Estudos para criação de normas técnicas
	Avaliações e desenvolvimento tecnológico
	Diagnóstico ambiental e processos operacionais
	Planos de ação e auditorias
	Comentário
	Fóruns públicos servem como espaços abertos ao diálogo e à troca de ideias, em que diferentes grupos da sociedade reúnem-se para discutir temas ambientais relevantes. Nesses encontros, o debate franco e a escuta ativa permitem que todos os pontos de vista sejam considerados, promovendo a construção de consensos e a busca por soluções conjuntas.
	Ética ambiental
	Cidadania e ética ambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 2
	Gestão ambiental
	Avaliação de impacto ambiental
	Educação ambiental
	Gestão de recursos naturais
	Exemplo de gestão ambiental
	Melhoria da qualidade do ar
	Proteção do meio ambiente
	Estímulo à inovação tecnológica
	Conscientização ambiental
	Estudo de caso
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	Problemáticas que envolvem a cidadania ambiental
	Poluição atmosférica
	Poluição atmosférica natural
	Poluição atmosférica antropogênica
	Poluição hídrica
	Poluição do solo
	Poluição térmica
	Exemplo
	Poluição radioativa
	Poluição luminosa
	Poluição sonora
	Desigualdades socioambientais
	Consumo consciente
	Relembrando
	Meio ambiente e sustentabilidade: consumo e produção conscientes
	Conteúdo interativo
	Atividade 4
	3. Conclusão
	Considerações finais
	O que você aprendeu neste conteúdo?
	Podcast
	Conteúdo interativo
	ReferênciasIsso implica a adoção de práticas
sustentáveis em diversos setores, como a agricultura, a indústria e o consumo, buscando reduzir a
emissão de gases poluentes e de efeito estufa, o desmatamento e o uso desmedido de recursos
naturais.
Progresso social
Refere-se à garantia de direitos básicos, como educação, saúde, moradia e acesso à justiça para
todos os indivíduos. Envolve a promoção da equidade social, a erradicação da pobreza e a construção
de sociedades justas e inclusivas. O DS reconhece que a degradação ambiental pode aprofundar as
desigualdades sociais, tornando ainda mais urgente a busca por um desenvolvimento que beneficie a
todos.
Desenvolvimento econômico sustentável
Pressupõe um crescimento que não comprometa o meio ambiente ou as gerações futuras. Isso exige
a implementação de modelos econômicos inovadores, que valorizem os serviços ecossistêmicos e a
sustentabilidade ambiental. A transição para uma economia verde, baseada em energias renováveis e
na produção limpa, é um passo fundamental para alcançar o DS.
A educação ambiental é significativa na promoção do DS, conscientizando os indivíduos e as comunidades
sobre a importância de um desenvolvimento que seja responsável com o meio ambiente, justo do ponto de
vista social e viável no aspecto econômico. Com ações educativas, é possível fomentar mudanças de
comportamento, estimular a participação social na tomada de decisão e construir uma sociedade mais
engajada na construção de um futuro sustentável. 
Principais conceitos trabalhados na educação ambiental
Acompanhe, neste vídeo, os principais conceitos relacionados à educação ambiental.
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Atividade 1
Em uma cidade costeira em rápido crescimento, o aumento da população e das atividades industriais
intensificou a poluição das praias, impactando negativamente o turismo local, a vida marinha e a qualidade de
vida da população. Dado esse cenário, o governo municipal busca soluções para promover o desenvolvimento
sustentável da região.
Considerando o texto apresentado e a situação-problema, qual alternativa representa a medida mais eficaz
para o desenvolvimento sustentável da cidade?
A
Construir um novo porto para impulsionar o escoamento da produção industrial, gerando mais
empregos e renda para a população.
B Implementar um programa de coleta seletiva e reciclagem de lixo, reduzindo o volume de resíduos
enviados aos aterros sanitários.
C Instituir leis mais rígidas para o controle da emissão de poluentes pelas indústrias, mesmo que isso
signifique o fechamento de algumas empresas.
D Investir em projetos de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da
preservação ambiental, sem medidas concretas para reduzir a poluição.
E Criar um parque industrial em uma área afastada da cidade, sem considerar os impactos ambientais e
sociais dessa iniciativa.
A alternativa B está correta.
A coleta seletiva e a reciclagem são medidas importantes para reduzir a quantidade de lixo e promover a
reutilização de materiais, e precisam ser complementadas por outras ações para alcançar o
desenvolvimento sustentável. Leis rígidas para o controle da poluição são válidas, mas devem ser
acompanhadas de políticas de apoio às empresas para que se adaptem às novas normas, evitando o
fechamento de negócios e a perda de empregos. A educação ambiental é imprescindível para conscientizar
a população, mas precisa estar atrelada a ações concretas para gerar mudanças reais no comportamento
das pessoas e no meio ambiente. A criação de um parque industrial sem considerar os impactos ambientais
e sociais pode intensificar os problemas de poluição e comprometer o desenvolvimento sustentável da
região.
Principais práticas e abordagens da educação ambiental
No estudo e aplicação da educação ambiental, há três correntes que caracterizam a diversidade das práticas
e abordagens: a protecionista, a preservacionista/conservacionista e a pragmática. Conheça-as!
Abordagem protecionista
Pessoas adeptas à corrente protecionista centralizam sua atenção nos
problemas de proteção e defesa da vida animal e da vida selvagem.
Assim, por meio de ações diretas de campanhas, associações e
mediações políticas, os protecionistas defendem espécies de animais e
vegetais mais afetadas pelo comportamento e hábitos de vida dos
humanos, os quais são tidos como cruéis, atrasados e selvagens.
Um exemplar de uma determinada espécie da fauna ou flora torna-se o
foco de ações políticas e educativas nesse tipo de corrente, em que um
público definido de pessoas que têm envolvimento direto com a espécie
é sensibilizado pela legislação ou pelos valores intrínsecos do ser vivo.
Assim, espera-se que esse público mude o seu comportamento e queira
aderir à causa apresentada pelos protecionistas.
Veja, a seguir, uma peça publicitária para divulgação de campanha pela
preservação do Sauim.
Abordagem preservacionista/conservacionista
Diferentemente dos protecionistas, as pessoas adeptas da corrente
preservacionista ou conservacionista utilizam conhecimentos biológicos
e impactos dos processos de ocupação e industrialização para lutar em
prol do meio ambiente e da manutenção da nossa vida no planeta. Assim,
quando comparados aos protecionistas, os preservacionistas ampliam a
luta para além da proteção da vida selvagem e buscam ressignificar a
existência do ser humano, ao procurar superar o comportamento
selvagem na condição humana que leva à crueldade com os animais, por
exemplo.
Os preservacionistas pregam a necessidade de preservação de pedaços
intocados da natureza e da vida selvagem diante dos impactos
antrópicos, apenas permitindo a interação das pessoas com o espaço
preservado para fins de lazer, educação e conhecimento. Outro objetivo
da educação preservacionista é ter o foco no ambiente não humano e
nos problemas de preservação dos recursos naturais e de proteção da
vida selvagem, buscando salvar o ambiente pela sua beleza e valor
ecológico.
Assim, os preservacionistas utilizam conceitos da biologia como
conteúdo para informar, criando uma política de regulação de uso e de
manutenção dos espaços naturais para a preservação. Apesar de seus
ideais, essa corrente é criticada por não abordar as questões sociais com
a problemática ambiental, como os conflitos e os direitos de
territorialidade das populações.
Veja, a seguir, uma ação de plantio de espécies para a conservação da
biodiversidade em área de mangue, na Malásia.
Abordagem pragmática
Já a corrente pragmática tem como centro da educação ambiental o
aspecto utilitarista e racional da administração e exploração dos recursos
naturais. Bem diferente, não é mesmo? Nessa vertente, os adeptos
buscam pela redução de resíduos, pela eficiência na exploração e
consumo desses recursos e pela produção máxima de forma sustentável.
Esses fatores foram referências básicas para instituir o que chamamos
atualmente de política do desenvolvimento sustentável, focando nas
consequências da degradação ambiental.
A proposta de educação com enfoque pragmático englobou os
pressupostos da corrente preservacionista, em que são adotadas as
ideias de unidade de conservação intocada — com exceção para as
atividades de lazer, pesquisa e educação — e a utilização do
conhecimento proveniente da ecologia e das ciências naturais,
argumentando que a ignorância das populações locais sobre esse
conhecimento leva a comportamentos inadequados em relação ao
patrimônio natural.
O que difere a corrente pragmática da proposta preservacionista é que
ela amplia as ações políticas, foca a minimização do uso excessivo dos
recursos naturais e incentiva a mudança de hábitos relacionados a
consumo, desperdícios e mau comportamento. Aqui, o foco das ações
educativas é o comportamento individualizado, com propostas de
conscientização e mudanças de atitudes indesejadas.
Além das três propostas de educação ambiental, existe uma quarta, chamada educação ambiental crítica.
Como as demais correntes, essa foi criada a partir do desejo de transformaçãodiante de uma crise
socioambiental. No entanto, ela propõe atividades educativas individuais e coletivas de forma transversal e
construtivista.
Educação ambiental crítica
A educação ambiental crítica (EAC) emerge como uma abordagem transformadora, transcendendo a mera
transmissão de conhecimentos e buscando a construção de sujeitos críticos e autônomos, capazes de
interagir com o meio ambiente de forma consciente e responsável.
 
Em contraposição à visão tradicional, que propõe uma relação passiva e acrítica com a natureza, a EAC
reconhece as raízes socioeconômicas e políticas das questões ambientais, convidando o indivíduo a
questionar os modelos de desenvolvimento insustentáveis e seus impactos socioambientais.
Alicerçada na pedagogia crítica de Paulo Freire, a EAC adota métodos participativos e dialógicos,
valorizando o saber popular e a construção coletiva do conhecimento. Por meio da problematização
de situações reais e da análise crítica de dados, os educandos são impulsionados a desenvolver o
senso crítico, a autonomia e a capacidade de tomar decisões conscientes em relação ao meio
ambiente.
Educação ambiental crítica no MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) é um ator imprescindível na luta por justiça social e
ambiental no Brasil. Por meio da EAC, o MST transcende a mera transmissão de conhecimentos, promovendo
a formação de sujeitos críticos e engajados na transformação da realidade.
Um exemplo paradigmático dessa prática é o Projeto Agroecologia e Reforma Agrária: uma Jornada pela
Sustentabilidade, realizado em 2019. Por meio de oficinas, palestras e debates, o MST capacitou assentados
em técnicas agroecológicas, conscientizando-os sobre os impactos negativos da agricultura convencional e
promovendo a adoção de práticas sustentáveis.
Dados do projeto revelam resultados animadores, confira!
Aumento de 30% na produção de alimentos
A adoção da agroecologia otimizou a produtividade do solo, reduzindo a necessidade de agrotóxicos
e fertilizantes químicos.
Diminuição de 50% nos custos de produção
A eliminação de insumos caros e a diversificação de culturas proporcionaram maior economia para os
assentados.
Melhoria da qualidade de vida
O consumo de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos impactou positivamente a saúde das
famílias assentadas.
Fortalecimento da identidade agroecológica
O projeto contribuiu para a construção de uma nova identidade entre os assentados, que se
reconhecem como produtores de alimentos saudáveis e agentes de mudança na sociedade.
Direitos socioambientais
No cenário contemporâneo, em que os desafios socioambientais intensificam-se, os direitos socioambientais
emergem como ferramentas essenciais para garantir a justiça social e o equilíbrio ecológico. Compreender
esses direitos e seu papel na construção de um futuro sustentável torna-se, portanto, imperativo para
estudantes de graduação.
 
Em sua essência, os direitos socioambientais consagram a interdependência entre o ser humano e o meio
ambiente, reconhecendo que um ambiente saudável é fundamental para o bem-estar individual e coletivo.
Essa interdependência traduz-se em diversos princípios basilares, como:
 
Direito à vida digna e saudável.
 
Direito à água potável.
 
Direito ao saneamento básico.
 
Direito à segurança alimentar.
 
Direito à preservação da biodiversidade.
 
Direito à proteção do clima.
 
No Brasil, os direitos socioambientais encontram amparo na Constituição Federal de 1988, que os consagra
como direitos fundamentais de todos os cidadãos. Além disso, diversas leis e normas complementam esse
arcabouço jurídico, estabelecendo mecanismos para sua efetivação. Portanto, não dá para fugir disso,
precisamos ter consciência ambiental!
Principais práticas e abordagens da educação ambiental
Conheça, neste vídeo, as principais abordagens da educação ambiental protecionista, preservacionista/
conservacionista, pragmática e crítica. Acompanhe também exemplos práticos que facilitam a compreensão.
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Atividade 2
Em uma comunidade ribeirinha tradicional, a pesca sempre foi a principal atividade econômica e fonte de
sustento para as famílias. No entanto, nos últimos anos, ela vem declinando drasticamente, colocando em
risco a segurança alimentar e o modo de vida da comunidade. Diversos fatores contribuem para esse
problema, como a poluição das águas do rio por agrotóxicos utilizados nas plantações da região, a pesca
predatória por embarcações de grande porte e a falta de políticas públicas que apoiam a pesca artesanal.
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Considerando a situação-problema apresentada, qual alternativa representa a ação mais adequada para
garantir a sustentabilidade da pesca na comunidade ribeirinha e promover o bem-estar social e ambiental da
região?
A Implementar um programa de repovoamento do rio com alevinos, sem abordar as causas do declínio da
pesca e sem medidas para controlar a pesca predatória.
B Proibir a pesca artesanal na região, criando uma reserva ambiental sem considerar os impactos
socioeconômicos dessa medida para a comunidade.
C Estimular o turismo na região, buscando novas fontes de renda para a comunidade, sem investir na
pesca sustentável.
D Realizar campanhas de conscientização ambiental com a comunidade, sem medidas concretas para
reduzir a poluição do rio e fiscalizar a pesca predatória.
E Promover o diálogo entre a comunidade, órgãos ambientais, proprietários de terras e empresas agrícolas
para buscar soluções conjuntas e sustentáveis para a pesca na região.
A alternativa E está correta.
O diálogo entre os diferentes atores envolvidos é necessário para encontrar soluções conjuntas que
considerem os aspectos sociais, ambientais e econômicos da pesca na região. O repovoamento do rio sem
medidas para controlar a pesca predatória e combater a poluição seria ineficaz, pois os novos peixes
também estariam ameaçados. A proibição da pesca artesanal, sem alternativas para a comunidade, geraria
impactos socioeconômicos negativos e poderia levar a conflitos sociais. O turismo pode ser uma atividade
complementar, mas não substitui a pesca como fonte de renda para a comunidade. Por fim, a
conscientização é importante, mas precisa estar atrelada a ações concretas para resolver os problemas
reais da comunidade.
Aspectos históricos da educação ambiental no Brasil e no
mundo
A prática educativa relativa ao meio ambiente — que chamamos atualmente de educação ambiental — já
recebeu diversos termos definidores ao longo dos anos, como educação para desenvolvimento sustentável,
educação para gestão ambiental, ecopedagogia, educação para a cidadania e educação para um futuro
sustentável. Para entendermos de forma adequada seus conceitos, suas ações educativas e seu objetivo, é
preciso observar como começou o movimento ambientalista e seu contexto histórico-social. 
Primeiros registros
Durante os séculos XVIII e XIX, acadêmicos como Jean-Jacques Rousseau e Louis Agassiz já destacavam a
importância do estudo do meio ambiente. Naquela época, diversas concepções desenvolvidas por eles foram
utilizadas como base para os primórdios de programas educacionais acerca do meio ambiente.
Jean-Jacques Rousseau
Louis Agassiz.
No Brasil, a Lei nº 1, de 1 de outubro de 1828, já tratava de questões ambientais como o dever de zelar por
poços, fontes e aquedutos, entre outros, por parte da polícia. Abordava também outras construções de uso e
benefício comum da população, como o plantio de árvores (Branco; Royer; Branco, 2018, p. 190).
 
No início do século XX, foi escrito o primeiro Manual para estudos da natureza (Handbook of Nature Study),
desenvolvido pela estadunidense Anna Botsford Comstock, em 1911. Nesse livro, a autora usava questões
sobre o meio ambiente para ensinar valores culturais.
Anos depois, o
mundo
atravessava o
período da
chamada
Grande
Depressão —
ou Crise de
1929 —,
enfrentando o
colapso da
superprodução,
do capitalismo
e do
liberalismo
econômico.
 Em meio a essecontexto
histórico,
desenvolveu-se
o conceito de 
educação
ambiental
conservacionista.
 O conceito foi inspirado na
ideia de conservação da
natureza, motivado pelo
nosso bem-estar no
ambiente natural, e na sua
valorização e proteção.
Naquele momento ainda
não havia uma
problematização profunda
sobre os impactos
antrópicos no ambiente e
pouco era falado sobre
sua relação com as
questões sociais e
políticas.
 Apesar da
preocupação e do
aumento da
organização dos
grupos dedicados à
causa da educação
ambiental, o mundo
continuou a
presenciar o
desenvolvimento de 
sintomas da crise
ambiental durante a
década de 1950,
devido ao
crescimento da
poluição industrial.
Fila de trabalhadores desempregados em
busca de pão, em 1929.
Década de 1960
Trouxe diversos movimentos relacionados à proteção do meio ambiente. No ano de 1962, o livro Primavera
Silenciosa foi publicado pela autora Rachel Carson. A autora buscava alertar sobre os efeitos danosos de
inúmeras ações humanas no ambiente, como o uso indiscriminado de pesticidas.
 
Cinco anos depois, em 3 de janeiro de 1967, foi publicada no Brasil a Lei nº 5.197, que dispõe sobre a proteção
à fauna. Veja o que o primeiro artigo dessa lei determina!
Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento, e que vivem naturalmente
fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais,
são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha.
(Brasil, 1967)
Década de 1970
Dennis Meadows, um dos autores de Os
limites do crescimento.
No início da
década de
1970, foi
desenvolvido
o Manifesto
para
sobrevivência,
em que
grupos
observaram
que um
aumento
indefinido de
demanda não
pode ser
sustentado
por recursos
finitos.
 Além desse
manifesto,
em 1972, foi
desenvolvido,
pelo
Conselho
para
Educação
Ambiental e
pelo Clube
de Roma, o
relatório
chamado Os
limites do
crescimento.
 Esse relatório
tinha como
objetivo estudar
e propor ações
para se obter um
equilíbrio global,
tendo em vista
determinadas
prioridades
sociais e o futuro
desenvolvimento
da humanidade,
tais como
energia, poluição,
saneamento,
saúde, ambiente,
tecnologia e
crescimento
populacional.
 Ainda em 1972, foi também
realizada a Conferência sobre o
Desenvolvimento e Meio
Ambiente Humano, pela
Organização das Nações
Unidas (ONU), em Estocolmo. A
Declaração de Estocolmo
indicava que, tanto para as
gerações presentes quanto
para as futuras, um ambiente
sadio e não degradado seria
reconhecido como direito
fundamental à vida. Além disso,
essa conferência ficou marcada
por outras diversas medidas
importantes para intervenção
nas questões ambientais, como
a formulação do Princípio 19.
O que dizia o Princípio 19?
“É indispensável um trabalho de educação em questões ambientais, visando tanto às gerações jovens
como os adultos, dispensando a devida atenção ao setor das populações menos privilegiadas, para
assentar as bases de uma opinião pública, bem informada e de uma conduta responsável dos
indivíduos, das empresas e das comunidades, inspirada no sentido de sua responsabilidade,
relativamente à proteção e melhoramento do meio ambiente, em toda a sua dimensão humana.”
Com essas medidas e declarações, a ONU criou um organismo denominado United Nations Environment
Programme (Unep) ou, em português, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), sediado
em Nairóbi, que auxilia a coordenação de ações internacionais.
 
Em 1975, ocorreu o Encontro Internacional em Educação Ambiental, realizado pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nesse evento, foi criado o Programa Internacional de
Educação Ambiental — PIEA. Também foi elaborada o que ficou conhecida como Carta de Belgrado, que
estabelece conceitos, metas e princípios da educação ambiental.
 
Essa carta define como objetivo da educação ambiental a formação de uma população consciente e
preocupada com o ambiente e com os seus problemas, que detenha os conhecimentos, as competências, as
motivações e o sentido de compromisso que lhe permitam trabalhar de forma individual e coletiva na
resolução das dificuldades atuais e impedir que elas se apresentem de novo.
Em 1977, a cidade
de Tbilisi, Geórgia
(ex-União
Soviética), sediou
a Conferência
Intergovernamental
sobre Educação
Ambiental,
realizada pela
Unesco. Nela,
definiram-se os
objetivos e as
características da
educação
ambiental, assim
como estratégias
e princípios
pertinentes no
plano nacional e
internacional.
 
Já no final
dessa
década,
em 1979,
aconteceu
o
Seminário
de
Educação
Ambiental
para a
América
Latina,
realizado
por
Unesco e
Pnuma, na
Costa
Rica.
 Como você
acompanhou
até aqui,
muitas
medidas
foram
propostas e
inúmeras
conferências
internacionais
foram
realizadas —
um indicativo
do
crescimento
do alerta
acerca das
questões
ambientais.
 E no
Brasil?
 O país não ficou de fora e também
se desenvolveu durante a década
de 1970 nas questões
relacionadas ao ambiente. A
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul criou o primeiro
curso de pós-graduação em
Ecologia do Brasil, estimulando
grupos científicos a progredir nas
problemáticas ambientais no país.
Após esse feito, também foram
criados, em 1976, outros cursos
de pós-graduação em Ecologia
nas Universidades do Amazonas,
Brasília, Campinas, São Carlos e o
Instituto Nacional de Pesquisas
Aéreas (Inpa), em São José dos
Campos. Além disso, em 1973, foi
criada a Secretaria Especial do
Meio Ambiente (Sema).
Década de 1980
Foi marcada por avanços em políticas públicas no Brasil. Em 1981, estabeleceu-se a Política Nacional de Meio
Ambiente (PNMA) no país por meio da Lei nº 6.938. A PNMA dispõe sobre a necessidade da inclusão da
educação ambiental em todos os níveis de ensino, capacitando a população a atuar na conservação e
preservação do meio ambiente. Além dela, também nasceu o Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente),
com a promulgação da Lei nº 6.938/1981. Esse foi um verdadeiro marco na história da proteção ambiental
brasileira, pois articulou a proteção do meio ambiente sob a ideia de um único sistema nacional.
 
Em 1985, o Ministério da Educação (MEC) publicou o Parecer 819, reforçando a necessidade da inclusão de
conteúdos ecológicos ao longo do processo de formação do ensino de 1º e 2º graus, que hoje conhecemos
como ensinos fundamental e médio.
 
Já em 1988, o Capítulo VI da Constituição da República Federativa do Brasil foi dedicado ao meio ambiente e,
no artigo 225, Inciso VI, determina ao Poder Público promover a educação ambiental em todos os níveis de
ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.
 
Além dos avanços na política brasileira, diversos acontecimentos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana
aconteceram durante essa década ao redor do mundo.
 
Em dezembro de 1984, cerca de 2 mil pessoas morreram envenenadas na Índia, devido a um vazamento de
gás da empresa Union Carbide.
Tonéis de gás da Union Carbide, em Bopal, na Índia.
Em abril de 1986, aconteceu o famoso acidente envolvendo o reator nuclear na cidade de Chernobyl, na
Ucrânia. As consequências desse fatídico acidente ainda podem ser vistas atualmente em um ambiente que
segue bastante inóspito.
 
Um ano depois, em 1987, outro grande acidente radioativo ocorreu com a abertura da cápsula de Césio 137,
em Goiânia, no Brasil, por causa do descarte indevido desse tipo de material.
Cidade de Pripyat, abandonada após o desastre de Chernobyl e que ainda
apresenta sinais de contaminação pela radiação.
Na década de 1980, também aconteceram eventos internacionais visando à discussão de estratégias para a
educação ambiental. Em 1987, ocorreu o Congresso Internacional sobre Educação e Formação Relativas ao
Meio Ambiente, na cidade de Moscou, Rússia, promovido pela Unesco.
 
Em 1989, foi realizada a 3ª Conferência Internacional sobre Educação Ambiental para as Escolas de Ensino
Médio, com o tema Tecnologia e Meio Ambiente, na cidade de Illinois, nos Estados Unidos. Além dessaúltima
conferência, ocorreu o preparatório do evento Rio-92 mediante a declaração de Haia, em que foi apontada a
importância da cooperação internacional nas questões ambientais.
Década de 1990
Diferentemente das demais décadas, a de 1990 é conhecida por várias conferências internacionais que focam
diretamente a educação ambiental e os planos de ação.
 
O ano de 1990 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional do Meio Ambiente. Além disso, foi publicada
a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, em que pode ser encontrada a Satisfação das
Necessidades Básicas de Aprendizagem, aprovada na Conferência Mundial sobre Educação para Todos,
realizada em Jomtien, na Tailândia.
 
No Brasil, em 1991, foi criada uma Comissão Interministerial para as questões ambientais, que teve como
premissa considerar a educação ambiental como um dos instrumentos da política ambiental brasileira.
 
Já em 1992, foi realizada a primeira Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, chamada
de Rio-92. Nela, foi desenvolvida a Agenda 21, que continha um plano de ação de orientação para a
transformação da sociedade, e a Carta da Terra, uma declaração que apresenta princípios que buscam
promover a paz, a justiça e a sustentabilidade na sociedade.
 
Além disso, também foi elaborado, pela sociedade civil planetária, no fórum global, um tratado de educação
ambiental para sociedades sustentáveis com responsabilidade global. Nesse documento estão os princípios
fundamentais da educação para sociedades sustentáveis, destacando a necessidade de formação de
pensamento crítico, coletivo e solidário, de interdisciplinaridade, multiplicidade e diversidade.
Curiosidade
Em 1997, uma nova conferência internacional sobre o meio ambiente e a sociedade aconteceu na cidade
de Thessaloniki, na Grécia, para avaliação dos resultados dos protocolos gerados na Rio-92. Assim, foi
constatado que o desenvolvimento da educação ambiental foi insuficiente nesse período de cinco anos. 
Iniciou-se a discussão sobre o Protocolo de Kyoto também no ano de 1997, a qual propunha um calendário
com metas de redução de emissão de gases de efeito estufa que os países-membros teriam a obrigação de
cumprir.
 
Na política ambiental brasileira, outro passo importante foi a criação, em 1993, de duas instâncias do poder
executivo destinadas a tratar da educação ambiental: a Coordenação-Geral de Educação Ambiental do MEC e
a Divisão Ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
 
Em 1994, foi criado o Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea). Além disso, foi criada, em 1995, a
Câmara Técnica Temporária de Educação Ambiental, no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama),
determinante para o fortalecimento da educação ambiental.
 
Ao final da década de 1990, foi promulgada a Lei nº 9.605, de 13 de fevereiro de 1998, conhecida como Lei de
Crimes Ambientais. Ela dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente.
 
Em 27 de abril de 1999, foi elaborada a Lei nº 9.795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental
(PNEA). Nela é afirmado que todos têm direito à educação ambiental, considerada como componente
essencial e permanente da educação nacional, que deve ser exercida de forma articulada em todos os níveis e
modalidades de ensino, sendo ela de responsabilidade do Sisnama, do sistema educacional, dos meios de
comunicação, do poder público e da sociedade em geral. Juntamente à criação dessa Lei, o MEC elaborou a
Portaria nº 1648/1999 para criar um grupo de trabalho com representantes de todas as suas secretarias, no
qual se discutiu a regulamentação dessa política.
 
Que tal conhecer melhor a PNEA? Comece pelos seus princípios básicos!
I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;II - a concepção do meio ambiente em sua
totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural sob o
enfoque da sustentabilidade;III - pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva da
inter, multi e transdisciplinaridade;IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas
sociais; a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;V - a permanente avaliação
crítica do processo educativo;VI - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais,
nacionais e globais;VII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
(Brasil, 1999)
Conheça ainda os objetivos fundamentais da educação ambiental da PNEA:
I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas
relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos,
científicos, culturais e éticos;II - a garantia de democratização das informações ambientais;III - o
estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;IV - o
incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do
meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício
da cidadania;V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e
macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos
princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e
sustentabilidade;VI - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação da integração com a ciência e a
tecnologia;VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como
fundamentos para o futuro da humanidade.
(Brasil, 1999)
Anos 2000
A partir da primeira década dos anos 2000, o mundo teve uma atenção maior voltada para a educação
ambiental e para problemas socioambientais, uma vez que as consequências dessas complicações são cada
vez mais eminentes. Em 2002, a ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo, na África do Sul. Conhecida como Rio+10, o encontro teve
como objetivo rever as metas propostas pela Agenda 21 e implementar o que já estava em andamento.
Lideranças mundiais reunidas para a
Rio+20.
Nos anos de 2004 e 2005,
começou a vigorar o Protocolo de
Kyoto. Esse acordo determinava
que, no período entre 2008 e
2012, pelo menos 5,2% da
emissão dos gases de efeito
estufa deveria ser reduzida, em
relação aos níveis de 1990.
 No ano de 2012, foi realizada, no Rio
de Janeiro, a conferência conhecida
como Rio+20, justamente por marcar
os vinte anos da Rio-92. Essa
conferência teve como objetivo
garantir e renovar o compromisso
entre os políticos para o
desenvolvimento sustentável.
Acordo de Paris
Firmado em 2015,
representa um marco
histórico na luta contra
as mudanças
climáticas. Esse tratado
internacional, assinado
por 195 países,
estabelece um plano de
ação global para limitar
o aumento da
temperatura média
global a bem abaixo de
2 °C, preferencialmente
a 1,5 °C, em relação aos
níveis pré-industriais.
O acordo estabeleceu objetivos ambiciosos
para a redução das emissões de gases de
efeito estufa (GEE), reconhecendo a
necessidade de uma ação urgente e
abrangente por parte de todas as nações.
Cada país signatário comprometeu-se a
apresentar e atualizar periodicamente suas
Contribuições Nacionalmente Determinadas
(NDCs), que detalham as medidas que serão
tomadas para alcançar as metas globais. A
cooperação internacional é essencial para o
sucesso do acordo, e o Acordo de Paris
estabelece mecanismos para facilitar a troca
de tecnologias, a construção de capacidades e
a promoção de boas práticas.
Líderes mundiais reunidos em aprovação
ao Acordo de Paris.
Educação ambiental no Brasil e no mundo ao longo do tempo
Conheça, neste vídeo, os principais marcos para a educação ambiental no Brasil e no mundo.
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Atividade 3
Em um arquipélagoparadisíaco, famoso por suas belas praias e rica biodiversidade marinha, os efeitos das
mudanças climáticas começam a se manifestar de forma preocupante. O aumento do nível do mar ameaça as
áreas costeiras, eventos climáticos extremos como furacões e tempestades tornam-se mais frequentes e
intensos, e os recifes de coral, basilares para o ecossistema marinho, estão sofrendo com o branqueamento e
a morte.
Dado esse cenário, o governo local busca soluções para mitigar os impactos das mudanças climáticas e
proteger o meio ambiente e a economia do arquipélago. Com base nisso, qual alternativa representa a ação
mais eficaz para o arquipélago garantir sua sustentabilidade a longo prazo?
A Construir um muro de contenção ao longo da costa para proteger as áreas costeiras do aumento do
nível do mar, sem investir em fontes de energia renovável.
B
Implementar um programa de manejo sustentável dos recursos pesqueiros, sem medidas para reduzir
as emissões de gases de efeito estufa.
C Criar áreas marinhas protegidas para preservar a biodiversidade marinha, sem considerar os impactos
socioeconômicos dessa medida para as comunidades locais.
D Investir em campanhas de conscientização ambiental com a população local, sem políticas públicas para
incentivar a adoção de práticas sustentáveis.
E
Elaborar e implementar um Plano de Ação Climática abrangente, que inclua metas de redução de
emissões, investimentos em energia renovável, adaptação à mudança do clima e engajamento da
comunidade.
A alternativa E está correta.
Um Plano de Ação Climática é a única alternativa que oferece uma solução completa e sustentável para o
arquipélago. A construção de um muro de contenção pode amenizar os impactos do aumento do nível do
mar a curto prazo, mas não é uma solução sustentável a longo prazo, além de não contribuir para a redução
das emissões de gases de efeito estufa. O manejo sustentável dos recursos pesqueiros é importante, mas
não é suficiente para combater as mudanças climáticas. A criação de áreas marinhas protegidas é
importante para a preservação da biodiversidade marinha, mas precisa ser feita de forma participativa,
considerando os impactos socioeconômicos para as comunidades locais e oferecendo alternativas de
renda sustentável. A conscientização ambiental é fundamental, mas precisa estar ligada a políticas públicas
que incentivem a adoção de práticas sustentáveis e forneçam os recursos necessários para a sua
implementação.
Educação ambiental nos documentos PCNs, DCNs e BNCC
Segundo a Lei nº 9.795/1999, a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação
nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo
educativo, em caráter formal e não formal.
 
Ainda segundo a lei, a abordagem ambiental formal é aquela desenvolvida no âmbito dos currículos das
instituições de ensino públicas e privadas, englobando educação básica (educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio), educação superior, educação especial, educação profissional e educação de
jovens e adultos.
A PNEA também requer que a
educação ambiental seja
desenvolvida como uma
prática educativa integrada,
contínua e permanente em
todos os níveis e modalidades
do ensino formal. Assim, ela
não deve ser implantada como
disciplina específica no
currículo de ensino, mas
apenas facultada nos cursos
de pós-graduação e extensão
nas áreas voltadas ao aspecto
metodológico da educação
ambiental, quando se fizer
necessário. Em cursos de
formação e especialização
técnico-profissional, em todos
os níveis, deve ser incorporado
conteúdo que trate da ética
ambiental das atividades
profissionais a serem
desenvolvidas.
 Além dos
estudantes, a
temática
ambiental
também deve
constar nos
currículos de
formação de
docentes em
todos os níveis e
em todas as
disciplinas.
Nesse caso, os
docentes devem
receber
formação
complementar
em suas áreas
de atuação, com
o propósito de
atender
adequadamente
ao cumprimento
dos princípios e
objetivos da
PNEA.
 De acordo com
essa lei, há
premissas também
para desenvolver a
educação
ambiental não
formal — elaborada
como atividades de
extensão e
divulgação
científica. A
educação
ambiental não
formal compreende
as ações e práticas
educativas
voltadas à
sensibilização da
coletividade sobre
as questões
ambientais e à sua
organização e
participação na
defesa da
qualidade do meio
ambiente.
 E o poder
público,
de todas
as esferas,
incentivará
atividades
para:
Equipe discutindo projetos de educação
ambiental.
I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e
campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;II - a ampla
participação da escola, da universidade e de organizações não governamentais na formulação e
execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não formal;III - a participação de
empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria
com a escola, a universidade e as organizações não governamentais;IV - a sensibilização da sociedade
para a importância das unidades de conservação;V - a sensibilização ambiental das populações
tradicionais ligadas às unidades de conservação;VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;VII - o
ecoturismo.
(Brasil, 1999)
Podemos observar que a educação ambiental é indispensável para formar o cidadão crítico e consciente de
seus direitos e deveres no meio em que está inserido. Assim, aprimora-se a cidadania do indivíduo para a
preservação e a manutenção da vida, para a participação efetiva em tomadas de decisões coletivas e para a
responsabilização pela qualidade de vida e sobrevivência. Tal consciência ambiental e senso crítico — que
capacitam o indivíduo para compreender diferenças sociais, políticas, financeiras e de recursos — podem ser
conquistadas por meio da educação.
Considerando a amplitude e sua fundamentação em diversas áreas, a educação ambiental é interdisciplinar, e
sua pertinência deve ser inserida em todo currículo escolar. Assim, além de observar a lei que estabelece os
preceitos da PNEA, também precisamos estudar como a educação é organizada nos documentos
educacionais norteadores: os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), as Diretrizes Curriculares Nacionais
(DCNs) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Veja!
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)
São parâmetros determinados pelo governo federal para nortear os educadores e normatizar fatores
fundamentais inerentes a cada disciplina. Com relação à educação ambiental, os conceitos e
objetivos são trabalhados em três volumes: Ciências Naturais, Meio Ambiente e Temas Transversais.
Apesar de divididos, os três volumes afirmam a necessidade do desenvolvimento desse tema de
forma transversal, por todo o currículo de educação básica.
O caderno Ciências Naturais é um dos volumes que mais destaca a educação ambiental, enfatizando
a grande responsabilidade dessa disciplina para dialogar sobre o caráter de preservação e utilização
consciente da natureza sob a concepção do desenvolvimento sustentável. Embora o tema esteja
bastante presente nesse volume, o papel dos PCNs para mudar e viabilizar a educação ambiental
como explicitada na lei ainda é questionado.
O volume Meio Ambiente apresenta maior enfoque nos elementos físicos e biológicos, assim como
nos modos de interação do homem e da natureza pela arte, tecnologia e ciência. Nele são exibidos os
modelos de desenvolvimento econômico e social na sociedade atual, auxiliando na construção de
uma consciência global em relação às problemáticas ambientais e conferindo significado ao que
aprendem sobre educação ambiental.
Em Temas Transversais são apresentados pontos que buscam debater questões presentes em vários
aspectos da vida cotidiana e o fato de a questão ambiental não ser atribuída a um componente
curricular. Sendo assim, é necessária uma abordagem que integre conhecimentos históricos,
científicos, sociais, demográficos, econômicos, entre outros, dada a complexidadedo tema.
Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs)
São outro conjunto de normas obrigatórias que norteiam o planejamento curricular de instituições de
ensino públicas ou privadas. Tais documentos ratificam o objetivo da educação ambiental em
contexto nacional, amparada pela Constituição Federal e pela PNEA, que abrange o desenvolvimento
de uma compreensão integrada do meio ambiente, suas relações ecológicas, o incentivo à
participação individual e coletiva de forma permanente e o exercício da cidadania por meio da defesa
da qualidade ambiental.
Nesses documentos, há registros da produção das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Ambiental (DCNEA) pelo MEC e pelo CNE. Por sua vez, essas diretrizes enfatizam que a educação
ambiental inclui o entendimento de uma educação cidadã, responsável, crítica e participativa por meio
de saberes científicos e tradicionais, possibilitando a tomada de decisões inovadoras e fortalecendo a
responsabilidade social. Assim, o tema aperfeiçoa-se na construção de uma cidadania consciente
voltada para culturas de sustentabilidade socioambiental.
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Em concordância com a Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), é um
documento de caráter normativo visando estabelecer um conjunto orgânico e progressivo de
aprendizagens essenciais, indicando conhecimentos e competências que devem ser desenvolvidas
por todos os estudantes ao longo da educação básica. Esse documento foi revisado e modificado por
especialistas e gestores públicos.
Na primeira versão, publicada no ano de 2015, o documento não apresenta o termo educação
ambiental, restringindo-se a destacar que discussões sobre meio ambiente, cidadania e direitos
humanos deviam ser reconhecidas como forma de debate interdisciplinar, ou seja, como tema
transversal. Já no ano seguinte, a segunda versão da BNCC abarcou a concepção da educação
ambiental como uma educação escolar constituindo uma atividade intencional da prática social que
ensina ao indivíduo o caráter da sua relação com a natureza e com outros seres humanos.
Assim, ela passa a objetivar também: construção de conhecimento, desenvolvimento de habilidades,
atitudes e valores, cuidado com a qualidade de vida, justiça e equidade socioambiental e proteção do
meio ambiente natural e construído. Por fim, em sua terceira e última versão (2017), a BNCC
novamente não contempla o termo educação ambiental. Em substituição, o documento enfatiza a
integração de tópicos, como incentivo à proposição e adoção de alternativas individuais e coletivas
para a sustentabilidade ambiental na organização curricular das escolas. Assim, busca-se estimular o
uso inteligente e responsável dos recursos naturais e direciona-se o tema com ênfase maior na
sustentabilidade.
Desafios da implementação das DCNEAs nas escolas brasileiras
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Nacionais Curriculares para a
Educação Ambiental (DCNEAs) estabelecem a educação ambiental (EA) como conteúdo obrigatório na
educação formal brasileira. No entanto, a efetiva implementação da EA nas escolas brasileiras ainda enfrenta
diversos desafios, exigindo esforço coletivo e engajamento de toda a comunidade escolar. Veja!
Implementação efetiva da educação ambiental na escola
Um dos principais desafios está na integração da EA ao currículo escolar de forma transversal e
interdisciplinar. Isso significa ir além de disciplinas específicas e permear todos os conteúdos,
promovendo uma visão holística das questões ambientais. A falta de materiais didáticos adequados e
o despreparo de alguns docentes para lidar com essa temática também são obstáculos que precisam
ser superados.
Interdisciplinaridade e transversalidade da educação ambiental
A EA deve ser abordada de forma interdisciplinar, conectando diferentes áreas do conhecimento e
promovendo uma visão abrangente das questões ambientais. Isso requer a colaboração entre
docentes de diferentes disciplinas, o que nem sempre é fácil devido à fragmentação curricular e à
falta de tempo para o planejamento conjunto.
Formação continuada de docentes em educação ambiental
Para garantir a qualidade da EA nas escolas, a existência de formação continuada é inegociável. É
preciso que docentes recebam capacitação em metodologias ativas e inovadoras que possibilitem a
aprendizagem significativa dos estudantes sobre temas ambientais. Além disso, é importante que tais
profissionais estejam atualizados sobre as últimas pesquisas e políticas públicas relacionadas à EA.
Participação da comunidade escolar na construção de projetos de educação ambiental
A comunidade escolar, quando participativa, muito contribui para a construção de projetos de EA,
sendo sua atuação essencial para o sucesso das atividades. É preciso envolver estudantes, pais,
responsáveis, professores, funcionários e membros da comunidade local no processo de
planejamento, execução e avaliação dos projetos. Essa participação contribui para a apropriação da
EA pela comunidade e para a construção de uma cultura ambiental na escola.
Monitoramento e avaliação da educação ambiental
São ferramentas importantes para garantir a qualidade dos projetos e identificar pontos de melhoria.
É importante que o monitoramento e a avaliação sejam participativos e contínuos, envolvendo todos
os atores da comunidade escolar.
Escola Municipal Girassol: um exemplo inspirador de
implementação das DCNEAs
Localizada na comunidade do Jardim Primavera, em São Paulo, a escola superou diversos obstáculos e obteve
resultados notáveis, impactando positivamente a vida dos estudantes e da comunidade como um todo.
 
A implementação das DCNEAs não se deu sem desafios. A escola, como muitas outras, enfrentava
dificuldades como a falta de infraestrutura adequada, carência de materiais didáticos específicos e a
necessidade de capacitação docente. No entanto, a equipe escolar, movida por um compromisso genuíno com
a educação ambiental, buscou soluções inovadoras e criativas.
Um dos motivos do sucesso da escola foi o estreito relacionamento com a comunidade. A escola
organizou diversas atividades que promoviam a participação ativa dos pais e responsáveis, como
palestras, oficinas e mutirões de limpeza. Essa interação constante possibilitou a troca de saberes, o
fortalecimento dos laços entre a escola e a comunidade e a construção de um senso de
responsabilidade coletiva pelo meio ambiente.
Os resultados da implementação das DCNEAs foram notáveis. Os estudantes desenvolveram uma consciência
crítica sobre as questões ambientais, aprenderam a tomar decisões responsáveis e se tornaram agentes de
transformação em suas comunidades. A escola tornou-se referência em educação ambiental na região,
inspirando outras instituições a seguirem o mesmo caminho. 
Resumindo
A experiência da Escola Municipal Girassol nos ensina que a implementação das DCNEAs é possível,
mesmo diante de desafios. Com planejamento estratégico, engajamento da comunidade, criatividade e
persistência, é possível transformar a educação e construir um futuro mais sustentável para todos. 
Diretrizes Nacionais Curriculares para a Educação Ambiental
Confira, neste vídeo, como os documentos do MEC tratam da educação ambiental. Veja as DCNEAs em
prática, com exemplos de boas iniciativas escolares. Entenda também os desafios de sua implementação no
contexto brasileiro.
Conteúdo interativo
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Atividade 4
Em uma escola pública localizada em uma região com histórico de problemas ambientais, como poluição do ar
e da água, a equipe pedagógica busca implementar a educação ambiental (EA) de forma eficaz, conforme as
Diretrizes Nacionais Curriculares para a Educação Ambiental (DCNEAs). No entanto, a escola enfrenta
diversos desafios, como a falta de materiais didáticos adequados, o despreparo de alguns docentes para lidar
com a temática ambiental e a dificuldade de integrar a EA ao currículo escolar de forma transversal e
interdisciplinar.
Considerandoa situação-problema apresentada, qual alternativa representa a estratégia mais adequada para
superar os desafios da implementação das DCNEAs na escola e promover uma aprendizagem significativa
sobre as questões ambientais para os estudantes?
A Implementar um programa de ensino tradicional, com aulas expositivas e atividades em livros didáticos,
sem considerar as características e o contexto dos estudantes.
B Realizar palestras pontuais com especialistas em meio ambiente, sem promover a participação ativa dos
estudantes e a interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento.
C Criar um clube de EA extracurricular, sem integrar os conteúdos ambientais ao currículo regular das
disciplinas e sem envolver a comunidade escolar.
D Elaborar um projeto de EA com a participação de toda a comunidade escolar, incluindo estudantes,
docentes, pais e responsáveis, utilizando metodologias ativas e interdisciplinares.
E Adquirir materiais didáticos prontos sobre EA, sem considerar as especificidades da realidade local e as
necessidades dos estudantes.
A alternativa D está correta.
A elaboração de um projeto de EA participativo, com metodologias ativas e interdisciplinares, é a estratégia
mais abrangente e eficaz para superar os desafios da implementação das DCNEAs e promover uma
aprendizagem significativa. O ensino tradicional não é eficaz para promover essa aprendizagem sobre
temas complexos e multifacetados como as questões ambientais. Palestras pontuais podem ser
informativas, mas não garantem a aprendizagem profunda e a mudança de comportamento dos
estudantes. Clubes de EA extracurriculares podem ser complementares, mas não substituem a integração
da EA ao currículo regular e o envolvimento de toda a comunidade escolar. Materiais didáticos prontos
podem ser úteis, mas precisam ser adaptados à realidade local e às necessidades dos estudantes para
serem realmente eficazes.
2. A cidadania ambiental
Cidadania ambiental
Introdução à cidadania ambiental
Após entendermos os conceitos e questões abordadas pela educação ambiental, falaremos sobre um assunto
específico e intrínseco desse tema: a cidadania ambiental. Trata-se de munir o ser humano com as
informações e condições necessárias para que ele atue em defesa à vida, sendo incentivado a participar
ativamente em prol do equilíbrio ambiental do planeta.
 
No Brasil, diferentes leis foram criadas em diferentes áreas de importância ambiental e social, para garantir os
direitos e deveres dos cidadãos e, consequentemente, uma sociedade sustentável. Vamos entender o
assunto?
Conceitos em cidadania ambiental
Antes de começarmos a entender o tema, precisamos responder a uma importante pergunta:
 
O que é cidadania?
 
Ela é caracterizada pelo cumprimento dos deveres para com o Estado e pelo exercício dos direitos civis e
políticos de um país.
 
Assim, além do direito a um meio ambiente preservado, temos o dever de preservar o espaço, não poluindo ou
exaurindo seus recursos. Essa consciência pode ser desenvolvida por meio da educação ou formação cidadã,
a partir da qual se entende que o modelo antropocêntrico tem levado ao esgotamento de diversos recursos
naturais e espécies viventes e que, sendo assim, é preciso alterar valores éticos, para a manutenção da vida
humana.
A conscientização
ambiental,
mediante a
formação cidadã,
torna o indivíduo
capaz de
gerenciar e
aprimorar as
relações entre
sociedade e meio
ambiente de forma
eficiente e
sustentável, assim
como evitar a
ocorrência de
problemáticas
ambientais e
tentar consertar
ou fazer a
manutenção dos
problemas já
instaurados.
 O indivíduo
passa a
reconhecer
seu papel
perante a
sociedade
e o meio
ambiente
— ou seja,
todo
espaço em
que vive e
do qual
depende.
 Logo, é evidente a
importância da educação
para a conscientização,
formação e capacitação do
cidadão, para assumir seu
papel e garantir a própria
sobrevivência e a das
futuras gerações. Cabe
ressaltar que, apesar de
esses deveres serem
restritos a limites
geográficos, como países,
suas consequências são
globais e podem afetar a
todos. Assim, deve-se ter
em mente que a cidadania
ambiental é uma ferramenta
para a proteção
intercomunitária do bem
difuso ambiental.
 Não podemos falar de
cidadania ambiental
sem entender o termo 
desenvolvimento
sustentável. Esse tipo
de desenvolvimento
trata da manutenção e
melhoria da qualidade
de vida, respeitando
os limites de
capacidade de
sobrevivência
ecossistêmica do
ambiente em que
vivemos.
A percepção que temos
atualmente do termo 
sustentabilidade é fruto
de reflexões que
começaram na década de
1960 e se consolidaram na
década de 1980, com o
relatório desenvolvido
pela Comissão Mundial
sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento das
Nações Unidas. De acordo
com esse relatório, o
desenvolvimento
sustentável é aquele que
atende às necessidades
do presente sem
comprometer a
possibilidade de as
gerações futuras
atenderem às próprias
necessidades.
Para a efetiva
conservação e
aplicação da cidadania
ambiental, é
necessária a
participação de todos
os grupos sociais,
como a administração
pública (nível federal,
estadual e municipal),
a sociedade com seus
interlocutores (escola,
sindicato e
associações) e o
indivíduo,
representando o
cidadão, que
desempenha seu
papel em cuidar do
meio ambiente no seu
respectivo espaço
(casa, bairro e local de
trabalho).
 Em outras palavras,
são pressupostos
indispensáveis ao
exercício da
cidadania ambiental:
a participação do
Estado — garantindo
o mecanismo para a
participação do
cidadão e do próprio
cidadão — evitando o
conformismo; e, o
acesso à educação e
à informação
ambiental, primordiais
para a
conscientização.
Assim, atuar
isoladamente seria
ineficaz para alcançar
uma gestão ambiental
eficiente.
Grupo empresarial em reunião sobre
negócios sustentáveis.
Mudanças climáticas
São um dos desafios mais urgentes da humanidade no século XXI. O aumento da temperatura média global,
impulsionado principalmente pelas atividades humanas, desencadeia uma série de eventos climáticos
extremos, como secas, inundações, furacões e elevação do nível do mar, com impactos devastadores em
diversos setores da sociedade e no meio ambiente.
As principais causas das mudanças climáticas estão relacionadas à emissão de gases de efeito estufa (GEE)
na atmosfera, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). A queima de combustíveis
fósseis (carvão, petróleo e gás natural) para geração de energia, transporte e indústria, o desmatamento, a
agricultura e a pecuária são os principais responsáveis por essas emissões.
Comentário
Os impactos das mudanças climáticas já são perceptíveis em todo o planeta. O aumento da temperatura
média global leva ao derretimento das geleiras e calotas polares, causando a elevação do nível do mar e
ameaçando cidades costeiras e comunidades insulares. Secas prolongadas, inundações devastadoras e
furacões de maior intensidade tornam-se mais frequentes e intensos, causando perdas de vidas, danos
à infraestrutura e prejuízos econômicos. A biodiversidade também está ameaçada pelas mudanças
climáticas, com extinções em massa de espécies e alterações nos ecossistemas. 
Para combater as mudanças climáticas e minimizar seus impactos, é necessária a adoção de medidas
urgentes de mitigação e adaptação em diferentes níveis. Entenda melhor!
Mitigação
A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) exige ações
como a transição para fontes de energia renovável, como a solar, a eólica
e a hidrelétrica; investimento em eficiência energética; adoção de
tecnologias de captura e armazenamento de carbono; implementação de
políticas que incentivem o uso de transporte público e veículos elétricos;
promoção de práticas agrícolas e pecuárias mais sustentáveis; além do
combate ao desmatamento e incentivo ao reflorestamento.
Adaptação
O desenvolvimento de infraestrutura resiliente requer ações como a
construção de diques e outras estruturas de proteção contra inundações,
a adaptação das plantações a novas condições climáticas, o
desenvolvimento de sistemasde alerta precoce para eventos extremos e
o investimento em pesquisas e tecnologias voltadas à adaptação.
Biodiversidade
É definida pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) como a variabilidade de vida em todas as suas
formas, níveis e manifestações, representando a riqueza inestimável dos seres vivos que habitam nosso
planeta. Essa teia complexa de interações entre espécies, desde microscópicos organismos até majestosas
baleias, garante o funcionamento dos ecossistemas e oferece serviços essenciais à humanidade.
A importância da biodiversidade manifesta-se em diversos aspectos. Conheça-os!
Serviços ecossistêmicos
A natureza nos fornece serviços essenciais, como a purificação do ar e da água, a polinização de
plantas, a regulação do clima e o controle de pragas. Sem a biodiversidade, esses serviços básicos
entrariam em colapso, comprometendo a vida humana.
Recursos naturais
A biodiversidade é a fonte de alimentos, medicamentos, madeira, fibras e outros recursos naturais
que sustentam a sociedade. A perda de espécies pode levar à escassez desses recursos, com graves
consequências para a economia e o bem-estar social.
Valor cultural
A diversidade de vida na Terra inspira nossa cultura, arte, religião e filosofia. A perda de espécies
também significa a perda de um patrimônio cultural irrecuperável.
Desmatamento
A destruição de florestas e outros hábitats naturais é a principal ameaça à biodiversidade, eliminando
o lar de incontáveis espécies.
Agricultura e pecuária
A expansão da agricultura e pecuária leva ao desmatamento, à poluição do solo e da água, e à
homogenização das paisagens, reduzindo a diversidade de espécies.
Poluição
A liberação de poluentes no ar, na água e no solo contamina o ambiente e prejudica a saúde de
diversas espécies, inclusive a nossa.
Economia ambiental
No palco contemporâneo, em que a crise ambiental apresenta-se como um desafio avassalador, a economia
ambiental surge como ferramenta para harmonizar o desenvolvimento econômico com a preservação
ambiental. Essa área de estudo, que transcende os limites da teoria econômica clássica, busca integrar
conceitos e métodos da economia à análise de questões ambientais, oferecendo soluções inovadoras para os
dilemas da sustentabilidade.
A economia ambiental fundamenta-se na internalização das externalidades ambientais, reconhecendo que as
atividades econômicas geram impactos que, muitas vezes, não são contabilizados nos custos de produção.
Essa internalização ocorre por meio de alguns aparatos, como:
1
Instrumentos de mercado
Impostos sobre a poluição, permissões de emissão negociáveis e subsídios para atividades
ambientalmente amigáveis.
2
Regulamentação
Leis e normas que estabelecem limites para a emissão de poluentes e o uso de recursos naturais.
3
Informação e educação
Conscientização do público sobre os impactos ambientais e incentivo à adoção de práticas
sustentáveis.
A busca por novas tecnologias, investimentos e negócios verdes torna-se fundamental. A pesquisa e o
desenvolvimento de tecnologias limpas, a implementação de práticas agrícolas sustentáveis e a criação de
modelos de negócios que valorizem a natureza são exemplos de ações que podem contribuir para a
construção de um futuro mais verde e próspero.
A economia circular propõe um ciclo
contínuo de utilização de materiais, em
contraste com o modelo linear tradicional
que se baseia na extração de recursos,
produção, consumo e descarte. Nesse
modelo, os produtos são projetados para
serem duráveis, reutilizáveis e recicláveis.
O objetivo é minimizar a geração de
resíduos e maximizar o valor dos recursos
ao longo de todo o seu ciclo de vida. Isso
significa repensar desde o design dos
produtos até os processos de produção,
consumo e pós-consumo. O
desenvolvimento de novos produtos e
serviços, a implementação de sistemas de
reúso e reciclagem, e a criação de
modelos de negócios inovadores são
alguns exemplos das áreas que podem se
beneficiar desse novo modelo econômico.
O reconhecimento do valor
econômico dos serviços
ecossistêmicos abre
caminho para a criação de
mecanismos de pagamento
por serviços ecossistêmicos
e a valorização da natureza.
Ao reconhecer o valor dos
serviços ecossistêmicos,
podemos incentivar a
preservação dos
ecossistemas e promover o
desenvolvimento
sustentável. Isso significa
investir na proteção de
áreas naturais, na
recuperação de
ecossistemas degradados e
na implementação de
práticas agrícolas e
florestais sustentáveis.
Jovem realizando reciclagem de copos
descartáveis.
REDD+ e a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia
Em abril de 2024, o governo brasileiro anunciou a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2028.
Essa iniciativa, imprescindível para o combate às mudanças climáticas e a preservação da biodiversidade,
coloca o REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) como um dos pilares da
estratégia.
 
O REDD+ visa recompensar países em desenvolvimento
por manterem suas florestas vivas. Por meio de incentivos
financeiros, comunidades e proprietários de terras são
motivados a conservar a floresta, gerando renda e
promovendo o desenvolvimento sustentável. Ao viabilizar
alternativas econômicas para as populações locais, o
programa contribui para reduzir a pressão sobre as
florestas, combatendo atividades ilegais, como grilagem e
exploração madeireira.
Representação da área de proteção essencial para a preservação da Floresta
Amazônica e a conservação da biodiversidade.
É fundamental considerar os desafios que se apresentam. A transparência e a justiça social na distribuição
dos recursos são importantíssimas para evitar conflitos e garantir que os benefícios alcancem de fato as
comunidades mais necessitadas. Além disso, o fortalecimento da infraestrutura rural e o investimento em
educação ambiental são medidas necessárias para promover o desenvolvimento sustentável da região.
Conceitos em cidadania ambiental
Confira, neste vídeo, os principais conceitos de cidadania ambiental, com exemplos práticos e
contextualização para facilitar a compreensão.
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Atividade 1
Em abril de 2024, o Brasil estabeleceu a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2028. O
REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) surge como peça-chave para
alcançar esse objetivo. No entanto, para o sucesso da iniciativa, diversos desafios precisam ser superados.
Assim, quais dos instrumentos é utilizado para implementar o REDD+?
A Pagamentos por serviços ecossistêmicos: recompensar comunidades e proprietários de terras por
preservarem florestas.
B Certificação florestal: não é necessário garantir que os produtos madeireiros provenham de manejo
sustentável.
C Transferência de tecnologia: oferecer acesso a tecnologias apenas a grandes indústrias e monocultores
que não promovam a produção sustentável.
D Criação de reservas florestais: áreas de floresta permitindo quaisquer atividades extrativistas.
E Zoneamento ambiental: definir áreas adequadas para diferentes atividades, permitindo todo tipo de
atividade industrial nas áreas de conservação.
A alternativa A está correta.
O REDD+ é uma estratégia de mitigação de mudanças climáticas que visa reduzir as emissões de gases de
efeito estufa por meio da conservação e do manejo sustentável das florestas. Para implementar o REDD+,
um dos principais instrumentos utilizados é o mecanismo de pagamentos por serviços ecossistêmicos, que
incentiva comunidades locais e proprietários de terras a manterem suas florestas de pé, recompensando-
os financeiramente pela preservação dos serviços ambientais, como a captura de carbono.
Cidadania e educação ambiental no Brasil
A educação ambiental é um dos recursos utilizados de forma ampla em escolas, em que se espera o
desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações,
e a garantia de democratização das informações ambientais, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos,

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