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Interpretação Constitucional Fábio Mauro de MedeirosArt. 28, parágrafo único da LEI N° 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999 A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive a interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Interpretação Administração Pública federal, estadual e municipal. prevista em Lei INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO Mais de uma interpretação possível, escolha a compatível com a CF A DECLARAÇÃO PARCIAL DE INCONSTITUCIONALIDADE SEM REDUÇÃO DE TEXTO Mais de uma interpretação possível, julga inconstitucional uma interpretação, por isso não se altera textoSENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): A Associação Brasileira de Estacionamentos - ABRAPARK ajuíza ação direta, impugnando os arts. 3° e 8° da Lei estadual n° 9.320/2010, editada pelo Estado do Rio Grande do Norte, que assegura às pessoas com deficiência e aos idosos, no âmbito daquela unidade da Federação, gratuidade na ocupação de vagas de Interpretação estacionamento em espaços OU privados. Os preceitos legais ora impugnados na presente sede de fiscalização normativa abstrata possuem da seguinte conteúdo material: "Lei n° 9.320/2.010: Art. 1°. Fica Departamento Estadual de Trânsito do Inconstitucio- Estado do Rio Grande do Norte DETRAN/RN, responsável pelo fornecimento, aos portadores de deficiência e maiores de (sessenta) anos proprietários de automóveis, do Cartão Especial de Estacionamento a ser nalidade sem utilizado em todos os estacionamentos situados em logradouros públicos privados em todo Estado do Rio Grande do Norte. redução de Art. Aos portadores do Cartão Especial de Estacionamento fica assegurada gratuidade na ocupação das vagas de estacionamento de que trata art. 1° texto Sustenta-se, na presente sede processual, que as normas estaduais em questão teriam invadido a esfera de competência privativa da União Federal, para legislar sobre direito civil (CF, art. 22, I), bem como transgredido "os princípios constitucionais da livre iniciativa, livre concorrência e liberdade econômica".Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão Página 2 de 26 ADI 5842 / RN ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros Interpretação da do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por maioria de votos, em julgar Inconstitucio- parcialmente procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a parcial, sem redução de texto, dos arts. nalidade sem e da Lei estadual 9.320/2010 (editada pelo Estado do Rio Grande do Norte), apenas para afastar a aplicação de referidos dispositivos redução de texto normativos em relação aos estacionamentos privados, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber acompanharam Relator com ressalvas. Brasília, Sessão Virtual de 02 a 09 de outubro de 2020. CELSO DE MELLO RELATORInterpretação da Não afasta a regra, apenas Inconstitucio- nalidade sem afasta a interpretação tida por inconstitucional. redução de textoEm atenção a essa norma, foi editada a Lei 13.675/2018, a qual disciplina a organização e funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública e institui Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ao tratar da composição do SUSP, art. Interpretação 9° da referida lei estatui que: "É instituído Sistema Único de Conforme Segurança Pública (Susp), que tem como órgão central Ministério Extraordinário da Segurança Pública e é integrado pelos Constituição órgãos de que trata art. 144 da Constituição Federal, pelos agentes penitenciários, pelas guardas municipais e pelos demais integrantes estratégicos e operacionais, que atuarão nos limites de suas competências, de forma cooperativa, sistêmica e harmônica".Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, por maioria, conheceram da arguição, convolaram julgamento da medida cautelar em julgamento definitivo da ADPF e, no mérito, julgaram procedente a presente ADPF, para, nos termos do artigo 144, S 8°, Interpretação da CF, conceder interpretação conforme à Constituição ao artigo 4° da Lei 13.022/14 e ao artigo 9° da 13.675/18, declarando Conforme inconstitucionais todas as interpretações judiciais que excluam as Guardas Municipais, devidamente criadas e instituídas, como Constituição integrantes do Sistema de Segurança Pública, tudo nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber (Presidente), que não conheciam da arguição, e os Ministros André Mendonça, Cármen Lúcia e Nunes Marques, que não conheciam da arguição e, vencidos, divergiam do Relator para, no mérito, julgar procedentes, em parte, os pedidos, nos termos de seus votos. Sessão Virtual de 18.8.2023 a 25.8.2023.DAS COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA. (...) Art. 625-D. Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida a Comissão de Conciliação Prévia se, na localidade da prestação de serviços, houver sido instituída a Comissão no âmbito da empresa OU do sindicato da categoria. S 1° A demanda será formulada por escrito reduzida a termo por qualquer dos membros da Comissão, sendo entregue cópia datada e Interpretação assinada pelo membro aos interessados. S 2° Não prosperando a conciliação, será fornecida ao empregado e ao Conforme empregador declaração da tentativa conciliatória frustrada com a descrição de seu objeto, firmada pelos membros da Comissão, que Constituição deverá ser juntada eventual reclamação trabalhista. S 3° Em caso de motivo relevante que impossibilite a observância do procedimento previsto no caput deste artigo, será a circunstância declarada na petição inicial da ação intentada perante a Justiça do Trabalho. Caso exista, na mesma localidade e para a mesma categoria, Comissão de empresa e Comissão sindical, interessado optará por uma delas para submeter a sua demanda, sendo competente aquela que primeiro conhecer do pedido"Inteiro Teor do Acórdão Página 2 de 78 ADI 2139 / DF conforme a Constituição da norma. 3. Art. 625-D e parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalhos: a legitimidade desse meio alternativo de resolução de conflitos baseia-se na consensualidade, sendo importante instrumento para o acesso à ordem jurídica justa, devendo ser estimulada, não consubstanciando, todavia, requisito essencial para o ajuizamento de reclamações trabalhistas. 4. Ação direta de julgada parcialmente procedente para dar interpretação conforme a Constituição aos a do art. 625-D da Consolidação das Leis do Trabalho, no sentido de assentar que a Comissão de Conciliação Prévia constitui meio legítimo, mas não obrigatório de solução de conflitos, permanecendo o acesso à Interpretação Justiça resguardado para todos os que venham a ajuizar demanda diretamente ao órgão judiciário competente. Conforme ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Constituição Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), julgar parcialmente procedente pedido para dar interpretação conforme a Constituição aos a do art. 625-D da Consolidação das Leis do Trabalho, assentando que a Comissão de Conciliação Prévia constitui meio legítimo, mas não obrigatório, de solução de conflitos, permanecendo acesso à Justiça resguardado para todos os que venham a ajuizar demanda diretamente ao órgão judiciário competente. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Brasília, de agosto de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA RelatoraInterpretação Não afasta a regra, impõe a Conforme a interpretação que deve Constituição prevalecer.