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PROFESSORA 
TAÍSE PACHÊCO
@planopolicialoficialplanopolicial.com.br
ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL
DO ESTADO DO PIAUÍ
ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL
DO ESTADO DO PIAUÍ
RETA FINAL -
DELEGADO PC PIAUÍ
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 Plano forte. Aprovação certa. 
 
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Estatuto da Polícia Civil do Piauí 
 
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ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PIAUÍ 
Lei Complementar Estadual nº 37/2004 e 
 Lei Complementar Estadual nº 318/2025 
Sumário 
1. Introdução. ............................................................................................................. 2 
2. Disposições Preliminares. ........................................................................................ 2 
3. Das Carreiras Policiais ........................................................................................... 5 
4. Do Delegado de Polícia ............................................................................................ 8 
5. Das Promoções ...................................................................................................... 13 
6. Dos direitos e vantagens........................................................................................ 17 
6.1. Vantagens ....................................................................................................... 18 
6.2. Indenizações e outros direitos ......................................................................... 19 
6.2.1. Remoção ...................................................................................................... 19 
6.2.2. Prisão Especial ............................................................................................ 19 
6.2.3. Recompensas .............................................................................................. 20 
6.2.4. Outros Direitos ............................................................................................ 21 
7. Dos Deveres .......................................................................................................... 22 
8. Das Proibições ...................................................................................................... 23 
9. Do Processo Administrativo Disciplinar ................................................................. 27 
10. Dos Impedimentos e Suspeições ......................................................................... 29 
11. Do Conselho Superior de Polícia Civil ................................................................. 29 
12. Do Delegado Geral e demais dirigentes de polícia ............................................... 31 
13. Disposições Finais e Transitórias ....................................................................... 37 
14. Recuperação ativa da informação ....................................................................... 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESTATUTO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PIAUÍ 
Lei Complementar Estadual nº 37/2004 e 
Lei Complementar Estadual nº 318/2025 
Atualizado: 23/11/2025 
 
► Grande probabilidade de ser cobrado. 
 
► Importante 
 
 
1. Introdução. 
 
Olá, sou a Professora Taíse Pachêco e trouxe para vocês o Estatuto da Polícia Civil do 
Estado do Piauí comentado. 
Como não poderia deixar de ser, o Estatuto segue as regras gerais estabelecidas pela Lei 
Orgânica Nacional das Polícias Civis, sendo de suma importância, para fins de prova, a 
comparação entre estas normas e observações sobre o que dispõe a Constituição Federal 
sobre a Segurança Pública. 
Tratando-se de lei local, espera-se que a cobrança na prova seja exclusivamente dos 
artigos de lei (lei seca). Sendo assim, para facilitar a leitura da lei, destaquei os principais 
artigos, com referência àqueles com maior probabilidade de serem cobrados. 
Vamos juntos! 
 
 
2. Disposições Preliminares. 
 
Art. 1º. Esta Lei dispõe sobre o Estatuto dos Policiais Civis do Estado do Piauí. 
Art. 2º. Aplica-se subsidiariamente a esta Lei o Estatuto dos Servidores Públicos Civis 
do Estado. 
Art. 3º. A Polícia Civil do Estado do Piauí, dirigida por delegado de polícia de carreira, 
é uma instituição permanente do Poder Executivo e auxiliar da função jurisdicional 
do Estado. 
§ 1º A Polícia Civil tem por chefe o Delegado-Geral, subordinado ao Secretário da 
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Segurança Pública, nomeado em comissão, pelo Governador do Estado, dentre os 
Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí, da ativa e estáveis. (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
§ 2º A função de Delegado-Geral Adjunto é exercida por Delegado de Polícia Civil do 
Estado do Piauí, da ativa e estável. (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
§ 3º O Departamento de Polícia Científica é dirigido pelo Perito-Geral, subordinado 
ao Delegado-Geral da Polícia Civil, nomeado dentre os Peritos da ativa e estáveis. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
§ 4º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
§ 5º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
 
Destaca-se neste ponto que o Art. 1º da Lei Orgânica Nacional – LON, prescreve que as 
Polícias Civis são “essenciais à Justiça criminal e imprescindíveis à segurança púbica e 
garantia dos direitos fundamentais no âmbito da investigação criminal”. Portanto, ficar 
atento à expressão “auxiliar da função jurisdicional”. 
Observa-se também que a LON fala que as polícias civis serão “dirigidas por delegado 
de polícia em atividade e de classe mais elevada”, já a norma estadual menciona apenas 
delegado da ativa e estável, devendo-se ter atenção ao texto de lei cobrado na questão. 
 
Art. 4º A missão institucional da Polícia Civil é agir na defesa da sociedade, exercendo 
com efetividade as funções de polícia judiciária e de investigação das infrações 
penais, promovendo a ordem pública no Estado do Piauí. (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
Art. 5º A Polícia Civil, pelas suas características e finalidades, fundamenta-se na 
hierarquia e na disciplina, bem como nos seguintes valores: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I - Ética e Probidade: desenvolver práticas de gestão e padrões de trabalho calcados em 
preceitos éticos e morais, pautados pela honradez, honestidade e constante busca da 
verdade; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
II - Respeito aos Direitos Humanos: solidificar atitudes, como servidor e cidadão, na 
preservação dos princípios basilares de respeito aos Direitos Humanos; (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
III - Efetividade: atuar de forma efetiva, sempre buscando o resultado almejado, ou seja, 
produzindo os efeitos desejados com qualidade e alcançando metas; (Redação dada pela 
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IV - Compromisso Social: atuar de forma comprometida com a missão institucional e a 
responsabilidade para com a sociedade, tendo como premissa a finalidade pública; 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
V - Inovação: gerar mudanças positivas na organização, por meio de práticasSuperior da Polícia Civil serão aprovadas por 
maioria simples de voto. (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
§ 3º As sessões do Conselho serão públicas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 
277, de 05.05.2023). 
 
Sobre os membros que compõem o Conselho de Polícia Civil, deve-se ficar atento à 
diferença entre membros natos - que sempre farão parte do órgão, e membros eleitos – 
que serão eleitos após indicação dos sindicatos, para cumprir mandato de dois anos, 
permitida uma recondução. 
Observação: Dentre os membros natos, observa-se que a alínea d, do inciso I, do art. 71, 
ainda mantém o termo Academia de Polícia. Todavia, pela nova redação dada ao art. 
18, VII, na Lei Complementar 318/2025, fala-se atualmente em Escola Superior de 
Polícia Civil. Então, muita atenção ao que for pedido na prova, posto que não atualizado o 
art. 71. 
 
 
12. Do Delegado Geral e demais dirigentes de polícia 
 
O art. 73 inicia praticamente repetindo o disposto lá no art. 1º do Estatuto, prescrevendo 
que o Delegado Geral é o dirigente da Polícia Civil e será escolhido dentre os delegados de 
carreira da ativa estáveis, estando diretamente subordinado ao Secretário de Segurança. 
Aqui vale lembrar que o cargo é em comissão com nomeação feita pelo Governador. 
 
 
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Art. 73. O Delegado-Geral, dirigente da Polícia Civil, escolhido dentre os Delegados de 
Polícia Civil do Estado do Piauí, da ativa e estáveis, subordinado ao Secretário da 
Segurança Pública, possui as seguintes atribuições: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I - exercer a direção geral, o planejamento institucional e a administração superior, 
por meio de supervisão, coordenação, controle e fiscalização das funções da Polícia Civil; 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
II - decidir os recursos interpostos contra o indeferimento de abertura de inquérito 
policial; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). >> decisão sobre 
conflito de competência cabe à Corregedoria – art. 74, III. 
III – dirigir e controlar as atividades da Polícia Civil; 
IV – planejar as atividades da Polícia Civil, estabelecendo os objetivos, as políticas, as 
metas prioritárias e suas diretrizes; 
V – executar as diretrizes da segurança pública no Estado, estabelecidas pelo 
Secretário da Segurança Pública; 
VI – propor ao Secretário da Segurança Pública linhas de atuação na condução das 
atividades policiais; 
VII – dispor das informações necessárias à formulação e execução das políticas 
inerentes às atividades da Polícia Civil; 
VIII - expedir atos normativos que definam a atuação da Polícia Civil; (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
IX - promover a movimentação de servidores da Polícia Civil, observadas as disposições 
legais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
X – apresentar ao Secretário da Segurança Pública o relatório anual das atividades da 
Polícia Civil; 
XI – praticar atos administrativos necessários ao cumprimento das competências da 
Polícia Civil; 
XII – expedir e assinar a cédula funcional; 
XIII – suspender ou cassar o direito ao porte de arma do policial inativo, cujo 
comportamento recomende essa medida; 
XIV – delegar competência para o exercício de suas funções. 
XV – suspender porte de arma de policial civil por recomendação médica da perícia 
oficial, ou como medida cautelar àquele a quem se atribui a prática de infração disciplinar 
e/ou penal; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). >>> afastar 
cautelarmente o policial para apuração de irregularidades cabe à Corregedoria – art. 74, 
X. 
XVI - avocar, excepcional e fundamentadamente, em caso de irregularidade, 
inquéritos policiais e outros procedimentos para redistribuição, ouvido o Corregedor-
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Geral; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
XVII - autorizar o policial civil a afastar-se da respectiva unidade federativa, em 
serviço e dentro do País; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
XVIII - conceder honrarias a autoridades, a visitantes e a profissionais que prestarem 
serviços relevantes à Polícia Civil. (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). >>> quem decide sobre a concessão de recompensas do art. 52 é o Conselho. 
Parágrafo único. Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
 
Da mesma forma, os arts. 73-A, 73-B e 73-C ressaltam que o Delegado-Geral Adjunto, o 
Perito-Geral e o Perito-Geral Adjunto serão nomeados em comissão, pelo Governador, dentre. 
 
Art. 73-A. O Delegado-Geral Adjunto, nomeado em comissão, pelo Governador do 
Estado, dentre os Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí, da ativa e estáveis, tem 
as seguintes atribuições: (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I - assessorar e assistir o Delegado-Geral no desempenho de suas atribuições e 
compromissos oficiais; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
II - dirigir todo o serviço de administração do Gabinete do Delegado-Geral, 
distribuindo, entre seus funcionários, o expediente e as demais tarefas que lhes 
competem; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
III - organizar e coordenar a agenda do Delegado-Geral; (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
IV - transmitir as ordens e divulgar os despachos do Delegado-Geral; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
V - coordenar a elaboração dos expedientes e das correspondências a serem assinados e 
encaminhados pelo Delegado-Geral; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
VI - atender as pessoas que procurem o Gabinete, orientando-as e prestando-lhes as 
informações e os esclarecimentos necessários, encaminhando-as, quando for o caso, à 
audiência com o Delegado-Geral; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
VII - exercer a função de membro-secretário do Conselho Superior da Polícia Civil; 
VIII - substituir o Delegado-Geral em suas ausências e impedimentos; (Incluído pela 
Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
IX - outras atribuições designadas pelo Delegado-Geral. (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
 
Art. 73-B. O perito-geral adjunto, nomeado em comissão pelo governador do Estado, 
dentre os peritos oficiais de natureza criminal estáveis da ativa e possuindo as 
seguintes atribuições: (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
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I - assessorar e assistir o Perito-geral no desempenho de suas atribuições e 
compromissos oficiais; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
II - dirigir todo o serviço de administração do gabinete do Perito-geral distribuindo, 
entre seus funcionários, o expediente e as demais tarefas que lhes competem; (Incluído 
pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
III - organizar e coordenador a agenda do Perito-geral; (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
IV - transmitir as ordens e divulgar os despachos do Perito-geral; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
V - coordenar, organizar e fazer cumprir as atribuições do gabinete do Perito-geral no 
âmbito de todo o DEPOC (Departamento de Polícia Científica);(Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
VI - exercer a função de membro secretário do Conselho superior de Polícia Civil; 
(Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
VII - substituir o perito-geral em suas ausências e impedimentos; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
VIII - outras atribuições designadas pelo perito-geral. (Incluído pela Lei Complementar nº 
277, de 05.05.2023). 
 
Art. 73-C. O perito-geral, nomeado em comissão pelo governador do Estado, dentre os 
peritos oficiais de natureza criminal estáveis da ativa, e possuindo as seguintes 
atribuições: (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I - dirigir e representar o Departamento de Polícia Científica e exercer sua 
administração superior; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
II - despachar diretamente com o Delegado-Geral e o Secretário de Estado da 
Segurança Pública o expediente da Polícia Científica; (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
III - planejar, coordenar, executar e avaliar, através de suas unidades subordinadas, 
as perícias e os exames em geral para comprovação da materialidade das infrações 
penais e respectivas autorias, por meio de conhecimentos das áreas da Criminalística, 
da Medicina legal, da Odontologia Legal, da Papiloscopia, da genética forense, da 
radiologia forense, da Psiquiatria Forense e da Patologia Forense, bem como os serviços 
de identificação criminal em assessoria direta ao Secretário de Estado da Segurança 
Pública e ao Delegado Geral; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
IV - normatizar a execução da atividade pericial de apoio às investigações policiais; 
(Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
V - estabelecer normas de Procedimentos Operacionais Padrões (POPs), portarias e 
resoluções e outros atos normativos a serem observados pelas unidades subordinadas, 
objetivando assegurar uniformidade operacional; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, 
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de 05.05.2023). 
VI - zelar pelo cumprimento das finalidades institucionais do órgão; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
VII - promover, coordenar e supervisionar os trabalhos de pesquisa e os estudos 
técnicos nos referidos campos de atuação; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
VIII - manter intercâmbio com entidades ligadas às suas áreas de atuação, visando o 
aprimoramento dos seus trabalhos; (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
IX - zelar pela eficiência das atividades periciais a cargo dos órgãos subordinados; 
(Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
 
Art. 74. Corregedoria-Geral da Polícia Civil, órgão de controle interno da atividade 
policial dirigido por Delegado de Polícia Civil do Estado do Piauí estável, subordinado 
ao Delegado-Geral, possui as seguintes atribuições: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I – propor ao Delegado-Geral planos, programas e projetos, tendentes a dinamizar as 
atividades de polícia judiciária e disciplinar; 
II – Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023; 
III – decidir conflitos de competência ou de entendimento suscitados entre as 
autoridades policiais, no tocante às atividades de polícia judiciária e disciplinar; >>> 
Decisão sobre recurso de indeferimento de instauração de inquérito cabe do Delegado 
Geral 
IV – propor ao Delegado Geral a instauração ou arquivamento de processos 
administrativos disciplinares; 
V – tomar conhecimento das reclamações sobre irregularidades praticadas por servidores 
da Polícia Civil, determinando as providências necessárias à apuração; 
VI – propor ao Delegado Geral as sanções e providências cabíveis nos casos de 
penalidades que devam ser decididas em instância superior; 
VII – manter contatos com autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público para 
tratar de assuntos vinculados ao exercício da atividade de polícia judiciária; 
VIII – velar pelo cumprimento das leis, regulamentos e atos normativos relacionados 
às atividades de polícia judiciária e disciplinar; 
IX – determinar a instauração de processo administrativo disciplinar, de inquérito 
policial e outras providências para apuração de irregularidades; 
X – determinar o afastamento cautelar do policial civil a fim de evitar que venha a 
influir na apuração de irregularidade a ele atribuída, bem como suspender o porte 
de arma e apreender cédula funcional, armas e insígnias; >> suspender cautelarmente 
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o porte de arma por recomendação médica cabe ao Delegado Geral 
XI – determinar, de ofício, correições nos órgãos da Polícia Civil, sempre que forem 
necessárias; 
XII - supervisionar e orientar os procedimentos formais relativos às funções de 
polícia judiciária e de investigação de infrações penais da Polícia Civil; (Incluído pela 
Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
XIII - realizar correição nos procedimentos penais e administrativos; (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
XIV - controlar a permanência e a tramitação de autos de procedimentos penais e 
disciplinares; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
XV - expedir, com exclusividade, certidões de registros relativos a infrações 
administrativas na Polícia Civil; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
XVI - expedir orientações e normas sobre procedimentos específicos da atividade de 
apuração de infrações penais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
XVII - controlar os registros de procedimentos administrativos disciplinares e 
criminais instaurados contra policiais civis; (Redação dada pela Lei Complementar nº 
277, de 05.05.2023). 
XVIII - instaurar e julgar sindicâncias objetivando a apuração de responsabilidade 
funcional de policial civil e demais servidores que exerçam suas atividades no 
âmbito da Polícia Civil, ou cedidos para outras unidades da União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
 
Sobre o art. 75, a seguir transcrito, que trata da Academia de Polícia Civil, podemos fazer 
a mesma observação relativa ao art. 71, I, d, qual seja, de que houve alteração do art. 18, 
VII, para que a Academia passe a ser Escola Superior de Polícia. 
A diferença básica entre esses dois formatos é que a academia de polícia oferece o curso 
de formação inicial para quem já foi aprovado em um concurso, enquanto a escola 
superior oferece cursos de nível universitário ou de aperfeiçoamento, especialização e 
capacitação contínua. O Art. 75 embora mantendo a nomenclatura Academia de Polícia Civil, 
já prevê funções típicas de Escola Superior. 
Para o concurso da PCPI importante ficar atento ao que pede a questão, lembrando que 
para as leis locais, como é o caso do estatuto, as bancas em geral costumam se limitar à 
literalidade dos artigos. 
 
 
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Art. 75. A Academia da Polícia Civil, órgão que tem por finalidade promover a 
formação e o desenvolvimento dos recursos humanos integrantes da Polícia Civil do 
Estado do Piauí, dirigida por Delegado de Polícia Civil do Estado do Piauí, subordinado 
ao Delegado-Geral, com pós-graduação, tem as seguintes atribuições:(Redação dada 
pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
I – promover a formação técnico-profissional de pessoal, para o provimento de cargos 
de carreira policial civil; 
II – realizar treinamento, aperfeiçoamento e especialização, objetivando a 
capacitação técnico-profissional do policial civil; 
III – manter intercâmbio com a Academia Nacional de Polícia, congêneres estaduais 
e outras instituições de ensino e pesquisa, nacionais e estrangeiras, visando ao 
aprimoramento das atividades e dos métodos pedagógicos utilizados; 
IV – produzir e difundir conhecimentos de interesse policial. 
 
Art. 76. O Departamento de Polícia Científica subordina-se ao Delegado-Geral e 
compreende os seguintes órgãos: (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
I - Instituto de Medicina Legal, dirigido preferencialmente por Perito Médico- Legista ou 
por Perito Odonto-Legista estáveis; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
II – Instituto de Criminalística, dirigido preferencialmente por perito criminal estável; 
III - Instituto de Biometria Forense, dirigido, preferencialmente, por Perito Criminal 
estável; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
IV - Instituto de DNA Forense, dirigido por Perito Oficial de Natureza Criminal estável, 
preferencialmente graduado em ciências biológicas, área da saúde ou afins, ou, quando 
não graduado nas áreas citadas, deverá possuir pós-graduação 
em genética ou em áreas afins. (Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
Parágrafo único. Inexistindo interesse de Perito Médico-Legista, Perito Odonto-Legista ou 
Perito Criminal, estáveis, para dirigir respectivamente Instituto Médico Legal, o Instituto 
de Criminalística e o Instituto de Identificação, poderá ser nomeado qualquer perito do 
DPTC. (Redação dada pela Lei Estadual nº 6.946, de 09.01.2017). 
 
 
 
13. Disposições Finais e Transitórias 
 
Nas disposições finais a lei traz regras importantes como: 
- obrigatoriedade do policial residir na sede da unidade em que presta serviço; 
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- permanência máxima de dois anos na mesma delegacia para municípios onde houver 
mais de uma; 
- símbolos da Polícia Civil: hino, bandeira e brasão; 
- regras para promoção dos atuais policiais civis (“reclassificação”), considerando a criação 
da 4ª classe e conforme data de ingresso do policial; 
- a exigência do art. 32, §1º (curso de pós-graduação para promoção à classe especial) não 
se aplica aos atuais escrivães e agentes de polícia. 
- obrigação de devolver a carteira funcional, arma e insígnia (distintivo) quando da 
aposentadoria, exoneração ou demissão; 
 
Art. 77. Os policiais civis ficam obrigados a residir no município sede da unidade 
policial em que prestarem serviços, não podendo afastar-se sem prévia autorização 
superior, salvo para atos e diligências de seus encargos. 
Art. 78. Nos municípios em que houver mais de uma Delegacia, o período máximo de 
permanência em cada uma delas é de 2 (dois) anos, podendo, em caso de interesse do 
serviço, ser prorrogado por mais um ano, ouvido o Conselho Superior da Polícia Civil. 
Art. 79. São símbolos da polícia civil: 
I – o hino; 
II – a bandeira; 
III – o brasão. 
Art. 80. O pessoal do quadro administrativo da Secretaria da Segurança Pública será 
regido exclusivamente pelo Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. 
Parágrafo único. As gratificações atualmente percebidas pelo pessoal de apoio 
administrativo permanecem sendo pagas como vantagem pessoal nominalmente 
identificada. 
Art. 81. Ao policial civil que tiver conseguido, direta ou indiretamente, isonomia, igualdade 
vencimental, equiparação ou vinculação com qualquer outra carreira não se aplica o 
disposto nos Capítulos I e II do Título IV desta Lei (artigos 41 a 47). 
Art. 82. Será computado o tempo de serviço dos atuais policiais civis organizados em 
carreira, nomeados validamente, para efeito de promoção por antiguidade, podendo 
atingir no máximo a primeira classe. 
§ 1º Em qualquer caso, a promoção será realizada individualizadamente, conforme regras 
estabelecidas em regulamento. 
§ 2º O Policial Civil será promovido: 
I – se ingressou na carreira até a data de 04/10/1988, até a 1ª classe; 
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II – se ingressou na carreira de 05/10/1988 até 31/12/1995, até a 2ª classe; 
III – a partir de 1º/01/1996, obedecido ao estágio probatório, ficará na 3ª classe. 
Art. 83. Nenhuma redução da remuneração percebida legalmente poderá resultar da 
aplicação desta Lei, assegurada ao servidor policial a percepção da diferença como 
vantagem pessoal nominalmente identificada. 
Art. 84. São extintas as vantagens pecuniárias não previstas nesta Lei, ficando seus 
valores absorvidos pelo vencimento estipulado em lei específica que disciplinar a 
remuneração dos policiais civis. 
Art. 85. É vedada a remoção, a redistribuição, a transferência ou qualquer outra 
forma de provimento de servidor de outro órgão ou entidade do Estado para cargos 
efetivos da estrutura da Secretaria da Segurança Pública. 
Art. 86. A exigência do art. 32, § 1º, não se aplica aos atuais escrivães de polícia e 
agentes de polícia. 
Art. 86-A. A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí poderá realizar convênios 
com entidades e órgãos de proteção, prevenção e enfrentamento à violência para o registro 
de ocorrências. (Incluído pela Lei Complementar nº 307, de 18.12.2024). 
Art. 86-B. Fica criada a Central de Registros de Boletins de Ocorrências no âmbito da 
Polícia Civil do Estado do Piauí. (Incluído pela Lei Complementar nº 307, de 18.12.2024). 
Art. 86-C. Fica autorizado o registro de ocorrências por meio eletrônico ou por meio 
de número de telefone de emergência designado para tal fim pelos órgãos de 
Segurança Pública. (Incluído pela Lei Complementar nº 307, de 18.12.2024). 
Parágrafo único. O Poder Executivo deverá regulamentar o serviço de que trata este 
artigo indicando as ações necessárias à sua aplicação e os aplicativos de mensageria 
que poderão ser utilizados para este fim. (Incluído pela Lei Complementar nº 307, de 
18.12.2024). 
Art. 87. O policial civil fica obrigado a devolver a carteira funcional, arma e insígnia 
no dia da publicação do ato de aposentadoria, exoneração ou demissão. 
Art. 88. Ficam revogadas a Lei Complementar nº 01, de 26 de junho de 1990, a Lei 
Complementar 19, de 16 de novembro de 1998, e as demais disposições em contrário, em 
especial o art. 10 da Lei 4.339, de 12/02/1990. 
Art. 89. Os efeitos financeiros desta Lei serão implantados na forma da lei específica que 
disciplinar a remuneração dos policiais civis e ficam condicionados ao atendimento dos 
requisitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar 101, de 04 de 
maio de 2000. 
 
 
 
 
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14. Recuperação ativa da informação 
 
1. A quem está subordinado o dirigente máximo da Polícia Civil, quem pode ser nomeado e 
como se dá sua nomeação? 
 
2. Qual a missão institucional da Polícia Civil do Piauí? E suas atividades básicas e valores? 
 
3. Quais cargos compõem a Polícia Civil do Piauí? Os cargos possuem quantas classes nos 
termos da Lei Complementar 318/2025? 
 
4. A quem cabe promover diligências, solicitar informações, requisitar exames periciais eoutros documentos necessários à instrução do inquérito policial ou de outros 
procedimentos? 
 
5. O edital do concurso para os cargos da Polícia Civil do Piauí pode prever pontuação, na 
prova de títulos, de tempo de atividade na Guarda Municipal? 
 
6. Qual ônus para quem pedir exoneração dos cargos da Polícia Civil do Piauí antes de 
completar 03 anos de efetivo exercício? 
 
7. Quais espécies de promoção na carreira estão previstas no Estatuto da Polícia Civil do 
Piauí e quais requisitos para cada uma delas? Há exceção quanto ao requisito de promoção 
para classe especial? 
 
8. Quais tipos de recompensas possíveis aos policiais civis do Piauí, os requisitos para que 
sejam concedidas e a quem cabe decidir pela concessão? 
 
9. Quais os deveres do policial civil? E quais proibições ensejam as penas de advertência, 
suspensão e demissão quando descumpridas? 
 
10. Quais as fases do processo administrativo disciplinar apuração de irregularidade 
cometida pelos policiais civis? 
 
11. Quem são os membros natos do Conselho de Polícia Civil do Piauí? Quantos são os 
membros eleitos, quem os indica e qual o prazo do mandato? 
 
12. Quais membros do Conselho exercem a função de membro-secretário? 
 
13. Como se dá a nomeação do Delegado-Geral Adjunto e quais suas atribuições? 
 
 
 
 
 
 
 
 
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que proporcionem a melhor e mais eficaz utilização dos recursos disponíveis. (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
Art. 5º-A. A Polícia Civil tem como atividades básicas: (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
I - exercer as funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, exceto 
as militares; 
II - a execução de perícias criminais, realizadas pelo Departamento de Polícia 
Científica. 
Art. 5º-B. A estrutura organizacional da Polícia Civil será definida em Decreto do 
Governador do Estado e as atribuições dos setores que compõem os órgãos da Polícia 
Civil, bem como os processos de trabalho, serão definidos em Regimentos Internos. 
(Incluído pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). – Vide Decreto 22.223/2023 
 
- Missão institucional: agir na defesa da sociedade 
- Fundamento: Hierarquia - diz respeito à subordinação; e Disciplina - relaciona-se à 
possibilidade de aplicar sanções. 
- Funções/Atividades: funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, 
exceto as infrações militares; e execução de perícias criminais. 
Observação: Na LON hierarquia e disciplina são princípios institucionais básicos, assim 
como lealdade e ética, e proteção da dignidade humana e dos direitos fundamentais, e a 
busca da verdade real. 
Denota-se, ainda, a consonância do art. 5º-A com o que dispõe o art. 144, §4º, da 
Constituição Federal: “Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, 
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a 
apuração de infrações penais, exceto as infrações militares”. 
 
 
 
 
 
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3. Das Carreiras Policiais 
 
Art. 6º. A Polícia Civil é constituída pelos seguintes cargos: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
I - delegado de polícia; 
II - oficial investigador de polícia; 
III - perito oficial criminal, dos quais são espécies: 
a) perito médico-legista; 
b) perito odontolegista; 
c) perito criminal. 
Art. 7º Os atuais ocupantes de cargos de investigador de polícia, comissário de polícia, 
motorista policial, servidores do quadro do Estado lotados em Distrito Policial na 
função de motorista policial, perito policial, papiloscopista policial e pesquisador 
datiloscópico, que não forem aproveitados ficam em quadro de extinção. 
§ 1º Não ocorrerão novas nomeações para os cargos enumerados neste artigo. 
§ 2º Os servidores disciplinados por este artigo serão aproveitados, conforme as suas 
habilidades funcionais, nos cargos de agente de polícia, escrivão de polícia e perito 
papiloscopista policial, atendido o disposto no art. 41, § 3º, da Constituição Federal. 
§ 3º Os atuais ocupantes do cargo de Peritos Criminais, classe única, ocuparão a 
Classe Especial da carreira de Perito Criminal. 
 
Nos termos do art. 19 da Lei Orgânica Nacional, o quadro de servidores da polícia 
civil, cujas atribuições são de nível superior, é integrado pelos seguintes cargos: I- 
delegado de polícia; II - oficial investigador de polícia; e III - perito oficial criminal, 
se o órgão central de perícia oficial de natureza criminal estiver integrado na estrutura da 
polícia civil. 
Como se vê, na PCPI a Perícia Oficial está integrada à Polícia Civil. 
 
Art. 8º. Os cargos da Polícia Civil são, conforme os Anexos I, II e III, constituídos por 
4 (quatro) classes em escala ascendente: 3ª classe, 2ª classe, 1ª classe e especial. 
 
 
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Importante ressalva deve ser feita neste artigo, uma vez que o anexo da Lei 
Complementar Estadual nº 318/2025 (que alterou este estatuto) prevê o início das 
carreiras na 4ª Classe, sendo, portanto, um total de cinco classes. 
Alteração esta não realizada no art. 8º em comento, pelo que necessária muita atenção 
ao que será pedido em eventual questão: texto do art. 8º ou anexo. 
 
 
Art. 9º A Polícia Civil compõe-se de Polícia Judiciária e Polícia Científica. (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
Art. 10. À polícia judiciária, composta por autoridades policiais e seus agentes, 
compete: 
I – apuração das infrações penais, exceto as militares; 
II – os serviços cartorários de estatística policial e criminal; 
III – exercício das funções de polícia judiciária, ressalvada a competência da União. 
Parágrafo único. Os cargos da polícia judiciária são: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
I – delegado de polícia; 
II – oficial investigador de polícia. 
 
 
Art. 19, §1º, da LON: Os cargos efetivos da polícia civil são considerados 
permanentes, típicos de Estado e essenciais ao funcionamento da instituição para 
todos os efeitos legais, e suas atividades devem ser exercidas exclusivamente pelos 
ocupantes dos cargos previstos nesta Lei ou em lei do respectivo ente federativo. 
 
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Art. 11. À Polícia Científica compete: (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
I – o apoiamento técnico e científico; 
II – a realização das perícias em geral. 
Parágrafo único. A polícia científica é composta pelo cargo de perito oficial criminal, com 
formação superior específica detalhada em regulamento, de acordo com a necessidade 
de cada órgão e por área de atuação profissional, do qual são espécies: (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
I - perito médico-legista; 
II - perito odontolegista; 
III - perito criminal. 
Art. 12. Ao delegado de polícia de carreira compete a direção da polícia judiciária, 
a ele ficando subordinados hierarquicamente os oficiais investigadores de polícia. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
Parágrafo único. O cargo de delegado de polícia constitui uma das carreiras jurídicas 
do Poder Executivo do Estado e será estruturado em quadro próprio, cuja investidura 
dar-se-á mediante prévia aprovação em concurso público de provas e títulos com a 
participação da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. 
Art. 13. À Polícia Científica compete auxiliar a Polícia Judiciária, realizando as 
perícias e demais providências probatórias por esta requisitadas, mas sem vínculo de 
subordinação hierárquica em relação aos seus integrantes. 
Parágrafo único. O Perito-Geral fica subordinado diretamente ao Delegado-Geral. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
 
 
Conforme se observa, compete ao Delegado a direção da polícia, por isso Oficial 
Investigador não tem gestão sobre a delegacia, não lidera. 
 Nesse sentido também é o art. 26 da LON: O delegado de polícia, além do que dispõem 
as normas constitucionais e legais, detém a prerrogativa de direção das atividades da 
polícia civil, bem como a presidência, a determinação legal, o comando e o controle de 
apurações, de procedimentos e de atividades de investigação. 
Sobre o parágrafo único do art. 12 em comento, que prescreve o cargo de delegado como 
uma das carreiras jurídicas do Poder Executivo, necessário pontuar que o Supremo 
Tribunal Federal (STF) invalidou trecho da Constituição do Estado do Piauí que vinculava 
a remuneração de auditores fiscais da Fazenda estadual, delegados de Polícia Civil e 
auditores governamentais, todoscargos do Executivo estadual, ao subteto remuneratório 
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do Judiciário. “Trata-se de carreira do Executivo, hierarquicamente subordinada ao 
governador”, não sendo, portanto, carreira jurídica. Merece atenção na hora prova ao que 
está sendo cobrado: letra de lei ou entendimento jurisprudencial. 
 
 
4. Do Delegado de Polícia 
 
4.1. Atribuições 
 
Art. 14. Além das atribuições previstas na legislação processual, competem aos 
Delegados de Polícia de Carreira: 
I – cumprir e fazer cumprir, no âmbito de sua competência, as funções institucionais 
da polícia judiciária; (polícia judiciária e apuração das infrações penais) 
II – lavrar termos circunstanciados, instaurar e presidir inquéritos policiais e outros 
procedimentos administrativos e fazer o indiciamento de forma fundamentada, dentro 
de sua circunscrição; 
III – promover diligências, solicitar informações, requisitar exames periciais e outros 
documentos necessários à instrução do inquérito policial ou de outros 
procedimentos; (OIP não requisita nada!) 
IV – assegurar o sigilo necessário à elucidação do fato e às investigações a seu cargo; 
V – dar cumprimento a atos emanados da Justiça, na esfera de sua competência; 
VI – praticar atos administrativos de natureza policial e dirigir a Delegacia de Polícia, 
determinando as diligências investigatórias, na forma que se dispuser em 
regulamento; 
VII – zelar pelo efetivo cumprimento dos princípios e funções institucionais da 
polícia civil; 
VIII – zelar pelo efetivo cumprimento dos direitos e garantias fundamentais; 
IX – praticar outros atos inerentes às suas atribuições, nos termos do regulamento. 
 
 
LON - Art. 26 Parágrafo único. Cabe ao delegado de polícia presidir o inquérito 
policial, no qual deve atuar com isenção, com autonomia funcional e no interesse da 
efetividade da tutela penal, respeitados os direitos e as garantias fundamentais e 
assegurada a análise técnico-jurídica do fato. 
 
 
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4.2. Concurso e requisitos para provimento no cargo 
 
Art. 18. O concurso público para provimento de todos os cargos da Polícia Civil, 
que poderá ser regionalizado, constará das seguintes etapas: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
I - exames de conhecimento; classificatório e eliminatório 
II - exames de títulos; classificatório 
III - exame psicopatológico; eliminatório 
IV - exame de saúde; eliminatório 
V - exame de aptidão física; eliminatório 
VI - investigação social; eliminatório 
VII - curso de formação na Escola Superior de Polícia Civil. eliminatório (não é academia 
de polícia) 
§ 1º Os candidatos a serem nomeados para os cargos de delegado de polícia, de oficial 
investigador de polícia e de perito oficial criminal farão curso de formação profissional, 
de caráter eliminatório, em que a aprovação é condição indispensável para ingresso 
na carreira. (Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 2º Os exames de conhecimentos serão classificatórios e eliminatórios, o exame de 
título será apenas classificatório e as demais exames do concurso público terão 
caráter apenas eliminatório. (Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 
01.07.2025). 
§ 3º Todos os exames constantes no caput do presente artigo serão aplicados para o 
provimento dos cargos de delegado de polícia, de oficial investigador de polícia e de perito 
oficial criminal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 4º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
§ 5º A Pontuação prevista para a etapa do exame de títulos deve corresponder a, 
no mínimo, 10% (dez por cento) do total do certame. (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 6º O candidato terá o direito de conhecer as razões de sua reprovação em qualquer 
das fases do concurso, sendo-lhe permitida a apresentação de recursos. 
§ 7º Excetuadas as razões de reprovação no exame psicopatológico e na investigação 
social, cuja publicidade será restrita ao candidato, os resultados de cada umas das 
etapas do concurso serão publicados no Diário Oficial do Estado. (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
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§ 8º A habilitação em quaisquer das etapas do concurso público ou no curso de formação 
para ingresso não poderá ser aproveitada para provimento de cargo distinto ou para 
outro concurso. 
§ 9º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
§ 10 Não podem participar de comissão, banca de concurso, as pessoas que tiverem 
cônjuge, companheiro, ou parente consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral, até 
o terceiro grau, inscrito no concurso público. 
§ 11. O tempo de atividade policial civil deve ser considerado para pontuação em 
prova de títulos no concurso público para o cargo de delegado de polícia, valorado 
em 30% (trinta por cento) da pontuação máxima da prova de títulos, na proporção 
mínima de 0,5 (meio ponto) e máxima de 2 (dois) pontos percentuais por ano de serviço, 
podendo os pontos ser escalonados ou não, de acordo com o respectivo edital. (Incluído 
pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 12. O edital do concurso para os cargos da polícia civil pode prever pontuação, na 
prova de títulos, de tempo de atividade nos órgãos previstos no artigo art. 144 da 
Constituição Federal. (Incluído pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). (guarda 
municipal não!) 
Art. 19. O exame de conhecimentos poderá consistir na realização de testes 
objetivos, dissertativos e práticos, compreendendo as matérias previstas no edital. 
§ 1º Para obter aprovação neste exame, o candidato deverá alcançar aproveitamento 
mínimo de 60% (sessenta por cento) no geral e 50% (cinquenta por cento) em cada 
uma das matérias. 
§ 2º (Revogado pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 3º O concurso público para o cargo de delegado de polícia deve adotar a prova oral 
como etapa do exame de conhecimento, assegurados critérios objetivos para aferição da 
nota, sistema de auditoria e recurso individualizado dos candidatos quanto ao gabarito 
apresentado pela banca examinadora e ao resultado provisório da nota. (Incluído pela 
Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 4º A comprovação de formação superior e atividade jurídica ou policial de que 
trata este artigo deve ocorrer no ato da posse. (Incluído pela Lei Complementar nº 318, 
de 01.07.2025). 
Art. 20. O exame psicopatológico adotará critérios científicos objetivos. 
Parágrafo único. O exame será realizado por meio de representante ou comissão de 
representantes da instituição contratada para a realização do concurso ou por servidor 
ou comissão de servidores públicos efetivos e estáveis, com habilitação em psiquiatria. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
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Art. 21. O exame de saúde compreenderá os exames médicos e odontológicos previstos 
no edital do concurso público. 
Art. 22. O exame de aptidão física constará de provas atléticas, adequadas ao cargo, 
conforme previstono edital. 
Parágrafo único. O exame físico será realizado por meio de representante ou comissão 
composta de representantes da instituição contratada para a realização do concurso ou 
por servidor ou comissão de servidores efetivos e estáveis, com habilitação em educação 
física. 
Art. 23. A investigação social consistirá na apuração, dentre outros requisitos previstos 
no edital do concurso, na comprovação da ausência de antecedentes criminais, 
relativos a crimes cuja punibilidade não esteja extinta e não tenha ocorrido a 
reabilitação, compreendendo processos na Justiça Comum, na Justiça Federal, na 
Justiça Federal Militar e Justiça Eleitoral, certidão negativa de antecedentes expedida 
pela Polícia Federal, Polícia Civil e Auditoria Militar. 
Parágrafo único. A Certidão de Antecedentes será expedida pelo órgão de distribuição 
das comarcas onde o candidato haja residido nos últimos 5 (cinco) anos. 
Art. 24. O curso de formação para ingresso será realizado pela Escola Superior da 
Polícia Civil do Estado do Piauí, com duração mínima de 300 (trezentas) horas- aula. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 1º Excepcionalmente, por interesse público, o curso de formação poderá ser realizado 
por outra escola superior de formação policial civil estadual ou entidade de formação 
policial federal, com duração mínima de 300 (trezentas) horas-aula. (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 2º Durante o curso de formação profissional, de caráter eliminatório, deverá ser 
concedida ajuda de custo não inferior a 50% (cinquenta por cento) do valor da 
remuneração prevista em lei para a classe inicial do respectivo cargo, assegurado o 
direito de opção entre a remuneração do cargo ocupado e a ajuda de custo para aqueles 
que forem policiais militares ou servidores públicos do Estado do Piauí. (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
§ 3º A aprovação no curso de formação para ingresso atenderá ao disposto no 
regulamento da Escola Superior da Polícia Civil. (Redação dada pela Lei Complementar 
nº 318, de 01.07.2025). 
§ 4º O candidato inscrito no curso de formação fica sujeito à contribuição previdenciária. 
§ 5º O policial civil que pedir exoneração antes de completar 3 (três) anos de 
exercício deve ressarcir ao erário estadual os gastos com sua formação, 
proporcionalmente ao tempo de serviço. (incluído pela Lei Complementar nº 318, de 
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01.07.2025). 
 
Cuidado com termos como “poderá”, “pode”, e “deve”. 
Lembrar que a Guarda Municipal não está expressamente prevista no art. 144, CF 
como órgão da Segurança Pública. 
Comprovação de formação e tempo de atividade policial ou jurídica sempre na posse, 
não é na matrícula do curso de formação. 
Exoneração antes de três anos de exercício implica ressarcimento dos custos com 
formação. Não é ressarcir remuneração, pois se trabalhou precisa receber por isso. É 
ressarcir gastos com formação, e proporcional ao tempo em exercício. 
 
 
Art. 25. Além dos requisitos previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do 
Estado, para o provimento dos cargos da polícia civil é exigido: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
I - para o cargo de delegado de polícia, curso de bacharelado em Direito reconhecido 
pelo órgão competente e 3 (três) anos de atividade jurídica ou policial, cabendo ao 
Conselho Superior de Polícia Civil definir os requisitos para classificação como 
atividade jurídica; 
II - para o cargo de oficial investigador de polícia, diploma de ensino superior completo, 
em nível de graduação, em qualquer área, reconhecido pelo Ministério da Educação; 
III - para o cargo de perito oficial criminal, diploma de nível superior completo, em nível 
de graduação, reconhecido pelo Ministério da Educação, por área de conhecimento e 
exigida habilitação legal específica em: 
a) medicina, para perito médico-legista; 
b) odontologia, para perito odontolegista; 
c) biologia, contabilidade, economia, computação, análise de sistemas, engenharia civil, 
engenharia de agrimensura, engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia 
mecatrônica, engenharia eletrônica, engenharia química, engenharia florestal, 
engenharia ambiental, agronomia, medicina veterinária, física, farmácia, bioquímica, 
biomedicina, geologia, matemática, química, para o cargo de perito oficial criminal geral. 
Art. 26. Para investidura nos cargos de delegado de polícia, oficial investigador de 
polícia e perito oficial criminal, além de outros requisitos previstos em lei, serão 
exigidos os seguintes: (Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
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I - permissão para dirigir ou Carteira Nacional de Habilitação na categoria 
discriminada no edital do concurso; 
II - aprovação no curso de formação profissional, de caráter eliminatório, para 
ingresso. 
§ 1º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023. 
§ 2º Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023 
Art. 27. A nomeação dos policiais civis dar-se-á na classe inicial da carreira. 
§ 1º Salvo quando nomeado em comissão, nenhum policial civil poderá ter exercício em 
outro órgão ou entidade. 
§ 2º Afastando-se o policial civil, durante o estágio probatório, o tempo de afastamento 
não será computado para efeito de estabilidade e promoção. 
 
Importa lembrar que, nos termos da Lei Complementar Estadual nº 318/2025 o 
início das carreiras se dá na 4ª Classe. 
 
5. Das Promoções 
 
O Estatuto da Polícia Civil do Estado do Piauí prevê quatro espécies de promoção: 
 
ESPÉCIES DE PROMOÇÃO 
Por antiguidade Tempo + Avaliação de 
desempenho 
Depende da existência de vaga 
Por merecimento Cursos + Avaliação de 
desempenho 
Depende da existência de vaga 
Por Bravura Ato nobre Independe da existência de vaga 
Post Mortem Independe da existência de vaga 
 
 
 
Art. 28. A promoção por antiguidade ou por merecimento será feita de uma classe 
para outra imediatamente superior dentro de uma mesma carreira. 
Parágrafo único. (Revogado pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
Art. 29. É vedada a promoção do policial civil durante o estágio probatório, exceto 
não exige mais altura 
mínima, nem idade 
máxima. 
 
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ao final, quando poderá ser deferida uma movimentação de classe. 
Art. 30. As promoções serão realizadas em 21 de abril e 28 de outubro de cada ano, 
desde que verificada a existência de vaga e haja policial civil em condições de a ela 
concorrer. 
Parágrafo único. Compete ao Conselho Superior de Polícia Civil organizar as listas 
de promoção por antiguidade ou por merecimento. 
 
 
Não existe promoção para carreira distinta. 
Atenção às datas: 21 de abril – feriado Tiradentes; 28 de outubro – dia do servidor 
público, em breve o seu dia também!!! 
Atenção ao que dispõe a LON sobre o tema em seu art. 24: 
“A lei do respectivo ente federativo deve dispor sobre o fluxo regular e o equilíbrio 
quantitativo dos servidores nos cargos da polícia civil, com a previsão de realização periódica 
de concursos públicos. 
 § 1º O servidor que pedir exoneração antes de completar 3 (três) anos de exercício deve 
ressarcir ao erário competente os gastos com sua formação,proporcionalmente ao tempo 
de serviço. 
 § 2º As promoções dos policiais civis ocorrerão com base nos critérios de antiguidade, 
de tempo de serviço na carreira e de merecimento e podem, inclusive, ser realizadas post 
mortem, conforme disposto em lei específica do respectivo ente federativo. 
§ 3º Em situações específicas, lei do respectivo ente federativo disporá sobre a 
regulamentação da promoção dos policiais civis independentemente da existência de vagas. 
 § 4º As promoções de classes nos cargos da polícia civil devem ser estabelecidas pelos 
critérios definidos em lei específica, como tempo na carreira, aperfeiçoamento e 
merecimento. 
 § 5º Para promoção à classe mais elevada dos cargos efetivos da polícia civil, pode ser 
exigida a realização de curso de gestão pública ou equivalente, disponibilizado pela Escola 
Superior de Polícia Civil ou por outras instituições oficiais de ensino superior. 
 § 6º A lei do respectivo ente federativo pode dispor sobre outros critérios de promoção 
mais benéficos que os previstos nesta Lei.” 
 
Art. 31. O interstício mínimo para a promoção na carreira da Polícia Civil, observado 
o disposto neste artigo e respeitados os direitos adquiridos, será: (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
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I - de quatro anos, da Quarta Classe para a Terceira Classe; 
II - de quatro anos, da Terceira Classe para a Segunda Classe; 
III - de quatro anos, da Segunda Classe para a Primeira Classe; 
V - de três anos, da Primeira Classe para a Classe Especial. 
§ 1º É vedada a promoção no período de 2 (dois) anos a contar da aplicação da pena 
ao policial punido com suspensão. 
§ 2º É vedada a promoção no período de 1 (um) ano a contar da aplicação da pena 
ao policial punido com advertência. 
§ 3º Os períodos referidos nos parágrafos anteriores não poderão ser considerados para 
efeito de promoção. 
Art. 32. As promoções serão realizadas por antiguidade e por merecimento, 
alternadamente, na proporção de 50 % (cinquenta por cento) para cada 
modalidade. 
§ 1º A promoção para a classe especial fica condicionada, em qualquer caso, à 
conclusão de pós-graduação lato sensu na respectiva área. 
§ 2º Para a promoção por merecimento, é requisito a aprovação em curso de 
atualização técnico-profissional com duração mínima de 120 (cento e vinte) horas 
ministrado pela Academia de Polícia do Estado do Piauí ou instituição de ensino 
reconhecida e ter obtido resultado positivo em avaliação de desempenho. 
§ 3º Para a promoção por antiguidade, é requisito a obtenção de resultado positivo 
em avaliação de desempenho. 
Art. 33. O merecimento será avaliado pelos aspectos da ética profissional e pessoal, 
grau de instrução, eficiência funcional, experiência e recompensas recebidas na 
forma do art. 52. 
 
Interstício para promoção: quatro, quatro, quatro, três! 
Observa-se que o art. 31, diferentemente do 8º, já menciona a 4ª Classe. 
Recebida pena de suspensão, dois anos sem promoção, não contando em esse tempo 
para efeito da promoção. 
Recebida pena de advertência, um ano sem promoção, não contando em esse tempo 
para efeito da promoção. 
Não confundir: 
- Promoção por merecimento: curso de 120 horas. 
- Promoção para a classe especial, seja por merecimento ou antiguidade: pós-
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graduação latu sensu. 
Atenção: Art. 86. A exigência do art. 32, §1º, não se aplica aos atuais escrivães de 
polícia e agentes de polícia. 
 
Art. 34. O Conselho Superior de Polícia Civil organizará para cada vaga a ser provida 
por merecimento uma lista não excedente de três candidatos. 
§ 1º Desde que exista mais de um candidato em condições de concorrer a promoção 
por merecimento, é vedada a elaboração da lista com apenas um nome. 
§ 2º É obrigatória a promoção do policial civil que figure por 3 (três) vezes 
consecutivas ou 5 (cinco) alternadas em lista de merecimento. 
§ 3º Para cada promoção por merecimento será feita nova avaliação. 
Art. 35. A promoção por antiguidade será determinada pelo tempo de exercício na 
classe. >>>> Interstício Mínimo: quatro, quatro, quatro, três! 
§ 1º Será contado em dias o tempo de exercício para promoção por antiguidade. 
§ 2º Ocorrendo empate, terá preferência, sucessivamente, aquele que contar com 
maior tempo de serviço policial, maior idade e maior número de dependentes. 
Art. 36. O policial afastado de suas funções por motivo de licença por afastamento 
do cônjuge ou companheiro, para atividade política, para desempenho de mandato 
classista, para servir a outros órgãos ou entidades e para o exercício de mandato 
eletivo só poderá ser promovido por antiguidade. 
Art. 37. O policial poderá ser promovido por ato de bravura e post mortem, 
independentemente da existência de vagas 
 
Promoção por merecimento – Conselho Superior de Polícia organiza lista com até três 
indicados para cada vaga. Vedada lista com apenas um nome, salvo se não houverem 
outros servidores aptos. 
Promoção obrigatória para quem figurar na lista de merecimento por três vezes 
consecutivas ou cinco vezes alternadas – forma de evitar perseguições. 
Policial afastado para acompanhar cônjuge ou companheiro, para atividade política, 
para desempenho de mandato classista, para servir a outros órgãos ou entidades e para o 
exercício de mandato eletivo, não pode ser promovido por merecimento. 
 
Art. 38. O ato de promoção será declarado nulo quando não observar às disposições 
pertinentes. 
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§ 1º O policial promovido indevidamente, salvo comprovada má-fé, não ficará obrigado 
a restituir o que houver recebido a maior. 
§ 2º O policial preterido na promoção será indenizado pela diferença da 
remuneração a qual tiver direito. 
Art. 39. Aplicam-se aos policiais civis as disposições relativas ao provimento previstas 
no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. 
 
 
A promoção será nula se não observadas às disposições pertinentes, assim resumidas: 
- antiguidade: interstício mínimo na classe + avaliação de desempenho; 
- merecimento: curso mínimo de 120 horas + avaliação de desempenho; 
- para a última classe (especial) – pós-graduação; 
- tempo de exercício contato em dias; 
- lista de merecimento com mais de um nome; 
- afastado não pode ser promovido por antiguidade. 
 
 
6. Dos direitos e vantagens 
 
 
Art. 40. O vencimento, a remuneração, a gratificação pelo exercício de cargo ou função de 
direção, chefia e assessoramento, a gratificação natalina, o adicional por tempo de serviço, o 
adicional de férias e as indenizações do policial civil são disciplinados, no que couber, pelo 
Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado e pela Lei Complementar 33, de 
15/08/2003. 
§ 1º Os policiais civis cumprirão jornada de trabalho de 44 (quarenta e quatro) horas 
semanais, com duração diária e escala de trabalho fixadas de acordo com as peculiaridades 
de suas funções. 
§ 2º As horas que excederem a jornada semanal serão compensadas na forma prevista em 
regulamento. 
O art. 30, XIX, da Lei Orgânica Nacional dispõe que a carga horária semanal será de 40 
horas. 
 
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6.1. Vantagens 
Art. 41. Aos integrantes da Polícia Judiciária são devidas as seguintes vantagens pelo 
efetivo desempenho do cargo: 
I – revogado pela Lei Complementar nº 107/2008; 
II – revogado pela Lei Complementar nº 107/2008; 
III – adicional de magistério policial; 
IV – adicional noturno. 
Art. 42. Revogado pela Lei Complementar nº 107/2008. 
Art. 43. Revogado pela Lei Complementar nº 107/2008. 
Art. 44. O adicional de magistério policial será devido, por aula efetivamente ministrada, 
aos professores da Academia de Polícia Civil. 
Parágrafo único. Esta gratificação será fixada por ato do Governador do Estado, conforme 
a titulação do ministrante, atendidos os limites mínimo e máximo estabelecidos em lei 
específica. 
Art. 45. Revogado pela Lei Complementar nº 84/2007. 
Art. 46. São vantagens devidas aos integrantes da polícia técnico-científica pelo efetivo 
exercício do cargo: 
I – revogado pela Lei Complementar nº 107/2008; 
II – revogado pela Lei Complementar nº 107/2008; 
III – gratificação de magistério policial; 
IV – adicional noturno. 
Parágrafo único. Às gratificações previstas nos incisos II, III e IV aplica-se o disposto nos 
artigos 43, 44 e 45. 
Art. 47. Revogado pela Lei Complementar nº 107/2008. 
Art. 48. O policial civil afastado para servir a outro órgão ou entidade dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não fará jus a percepção das 
gratificações previstas neste Capítulo. 
 
Observa-se que não tem mais gratificação por risco de vida aos integrantes da polícia 
judiciária, nem adicional por atividade insalubre, perigosa ou penosa para os integrantes 
da polícia técnico-científica. 
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Devemos ficar atentos às diferenças de nomenclatura utilizadas: adicional magistério 
policial para polícia judiciária, e gratificação e magistério policial para peritos. 
Lembrar que se tem despesa, esta é fixada pelo Governador, por isso o art. 44, 
parágrafo único, prevê que a gratificação será fixada pelo Governador do Estado. 
 
6.2. Indenizações e outros direitos 
Art. 49. O policial civil em atividade, quando em plantão, terá direito à alimentação 
fornecida pelo Estado. 
§ 1º A alimentação poderá ser prestada em espécie ou paga em dinheiro e terá seu 
valor pago fixado pelo Governador do Estado. 
§ 2º A alimentação não se incorpora ao vencimento para qualquer efeito. 
Isso mesmo, a alimentação poderá ser paga em dinheiro. 
Novamente: se tem despesa, será fixada pelo Governador. 
 
6.2.1. Remoção 
O policial poderá ser removido de duas formas: de ofício ou a pedido. 
A primeira hipótese, de ofício, deve ser devidamente justificada e somente poderá ocorrer 
após dois anos do servidor na localidade atual. Nessa modalidade, o policial fará jus a ajuda 
de custo. 
 
Art. 50. O policial poderá ser removido: 
I – de ofício; 
II – a pedido. 
§ 1º Na hipótese prevista no inciso II, o policial não fará jus a ajuda de custo. 
§ 2º A remoção de ofício do policial, salvo imperiosa necessidade do serviço, 
devidamente justificada só poderá ser efetivada após 2 (dois) anos, no mínimo de 
exercício em cada localidade. 
 
6.2.2. Prisão Especial 
O Policial Civil preso provisoriamente permanecerá em cela especial nas dependências 
da Secretaria de Segurança. Se demitido antes do trânsito em julgado, será encaminhado a 
estabelecimento prisional, onde permanecerá em cela especial, sem contato com os presos 
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não policiais. 
Condenado, será encaminhado a estabelecimento prisional onde cumprirá a pena em 
cela isolado dos demais presos não policiais, mas sujeito ao mesmo sistema disciplinar e 
penitenciário. 
 
Art. 51. Preso provisoriamente, o policial civil, enquanto não perder a condição de 
servidor, permanecerá em prisão especial, durante o curso da ação penal e até que a 
sentença transite em julgado. 
§1º O policial nas condições deste artigo ficará recolhido em cela especial em qualquer 
das dependências da Secretaria da Segurança Pública, sendo-lhe defeso exercer 
qualquer atividade funcional ou sair sem expressa autorização do Juízo a cuja 
disposição se encontre. 
§ 2º Publicado o decreto de demissão, será o ex-servidor encaminhado, desde logo, 
a estabelecimento prisional, onde permanecerá em cela especial, sem qualquer 
contato com os demais presos não sujeitos ao mesmo regime, e, uma vez condenado, 
cumprirá a pena que lhe tenha sido imposta, nas condições previstas no parágrafo 
seguinte. 
§ 3º Transitada em julgado a sentença condenatória, será encaminhado a 
estabelecimento prisional, onde cumprirá a pena em dependência isolada dos 
demais presos não abrangidos por esse regime, mas sujeito, como eles, ao mesmo 
sistema disciplinar e penitenciário. 
 
Já a Lei Orgânica Nacional assegura aos policiais civis em atividade “recolhimento em 
unidade prisional da própria instituição para fins de cumprimento de prisão provisória ou 
de sentença penal condenatória transitada em julgado; e pronta comunicação de sua 
prisão ao seu chefe imediato” – art. 30, IV e V, LON. 
 
6.2.3. Recompensas 
O Estatuto da Polícia Civil do Estado do Piauí prevê dois tipos de recompensas aos 
policiais: 
1- Medalha do serviço policial: serviço = tempo de trabalho sem infrações disciplinares 
2- Medalha do mérito policial: mérito = ato excepcional 
 
Art. 52. Serão concedidas, no âmbito da polícia civil, por bons serviços prestados, as 
seguintes recompensas: 
I – medalha do serviço policial destina-se a premiar o policial que completar 10 
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(dez) anos de efetivo serviço prestado sem infrações disciplinares; 
II – medalha do mérito policial destina-se a premiar o policial que praticar ato de 
bravura ou de excepcional relevância para a organização policial ou para a sociedade. 
Parágrafo único. As recompensas serão registradas nos assentamentos funcionais do 
policial, devendo ser consideradas para efeito de promoção por merecimento. 
Notem que as recompensas devem ser consideradas para fins de promoção por 
merecimento. 
Nos termos do art. 72, V, cabe ao Conselho de Polícia decidir pela concessão de 
recompensa. 
 
6.2.4. Outros Direitos 
Aos policiais civis do Estado do Piauí são também assegurados cédula de identidade 
funcional, distintivo, livre porte de arma de fogo, franco acesso aos locais sujeitos a sua 
fiscalização, assistência judicial e assistência médico-hospitalar. 
 
Art. 53. A Polícia Civil fará expedir Cédula de Identidade funcional do Servidor Policial 
Civil e distintivo, conforme os modelos a serem aprovados por regulamento. 
§ 1º A cédula funcional conterá, além dos dados pessoais e funcionais do portador, a 
seguinte declaração: “o titular tem porte livre de arma de fogo e franco acesso, a 
local sujeito à fiscalização da Polícia”. 
§ 2º A Cédula funcional é de uso obrigatório e exclusivo dos integrantes da Polícia 
Civil, destinando-se a: 
I – habilitar seu titular ingressar, quando em efetivo serviço, nos locais sujeitos à 
fiscalização policial, tais como ônibus urbanos e rurais, cinemas, boates, circos, parque 
de diversão e similares; 
II – fazer prova de todas as informações nela inseridas. 
§3º A Cédula funcional será fornecida sem ônus para o servidor policial Civil. 
§ 4º O Delegado Geral é a autoridade competente para expedir e assinar a Cédula 
de identidade funcional. 
§ 5º As Cédulas de Identificação funcional, atualmente em uso, perderão a validade no 
prazo de 120 (cento e vinte dias) contados da publicação desta Lei. 
Art. 54. Os delegados, oficiais investigadores de polícia e peritos oficiais criminais terão 
direito a cautela de uma arma de fogo de propriedade do Estado, ficando 
responsáveis por qualquer dano, desvio ou extravio para o qual concorram 
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culposamente. (Redação dada pela Lei Complementar nº 318, de 01.07.2025). 
Art. 55. O policial civil inativo terá direito à identidade policial, com cor 
diferenciada, em que conste sua condição de inativo, assegurando-lhe o direito ao 
porte de arma. 
Parágrafo único. A identidade policial do inativo não confere os direitos e 
prerrogativas previstas no art. 53. 
Art. 56. É assegurado ao policial civil: 
I – assistência judicial prestada pelo Estado, quando submetido a processo em juízo 
em razão do exercício do cargo; 
II – assistência médico-hospitalar às expensas do Estado, quando ferido ou 
acidentado em serviço. 
 
O Policial Civil é obrigado a portar sua cédula de identidade funcional mesmo 
quando de folga, pois nos termos do art. 58, III, deixar de portar sua credencial oficial, 
estando ou não em serviço, configura infração administrativa punida com pena de 
advertência. 
Quem expede e assina a identidade funcional é o Delegado-Geral. 
A identidade funcional do inativo terá cor diferenciada e lhe confere apenas o porte 
de arma de arma, sem as prerrogativas de livre acesso à locais sujeitos à fiscalização da 
polícia. 
Atenção ao que prescreve o Art. 87: O policial civil fica obrigado a devolver a carteira 
funcional, arma e insígnia no dia da publicação do ato de aposentadoria, exoneração 
ou demissão. 
Nos termos do art. 30, §§3º e 4º da LON, “os policiais civis, por ocasião de sua 
aposentadoria, conservarão a autorização do livre porte de arma de fogo válido em todo o 
território nacional, na forma da legislação em vigor.” “Fica assegurada a possibilidade de 
doação de armas de fogo institucionais aos policiais civis aposentados. 
 
 
7. Dos Deveres 
 
Art. 57. São deveres do policial civil, além dos inerentes aos demais servidores públicos 
civis do Estado do Piauí: 
I – disciplina e respeito à hierarquia; 
II – zelar pela dignidade da função policial civil; 
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III – manter conduta pública e privada compatível com a dignidade da função policial; 
IV – desempenhar suas funções com presteza, eficiência e probidade; 
V – observar os prazos processuais e administrativos; 
VI – adotar as providências cabíveis em face das irregularidades de que tenha 
conhecimento ou que ocorra nos serviços de seu cargo; 
VII – agir com moderação e discrição, somente admitido o uso da força, quando 
indispensável, no caso de resistência ou tentativa de fuga do preso; 
VIII – manter-se preparado física e intelectualmente para o cabal desempenho de sua 
função; 
IX – cumprir outras obrigações inerentes à sua função policial civil. 
 
O policial é agente de transformação social, por isso seus deveres transcendem a órbita 
funcional, devendo manter conduta reta e ilibada também em sua vida privada. 
Para completude do tema, recomenda-se a leitura do art. 33 da Lei Orgânica Nacional 
das Polícias Civis, que também enumera um rol de deveres. 
 
 
8. Das Proibições 
 
O art. 58 do Estatuto da Polícia Civil do Piauí traz um extenso rol de condutas proibidas 
ao policial civil, contando com cinquenta e nove incisos. 
Há grande probabilidade de a Banca cobrar uma questão sobre o tema, combinado com 
os arts. 65 a 67, exigindo do candidato saber qual penalidade administrativa deve ser 
aplicada para o caso de violação a uma dessas proibições. 
A dica aqui é: 
- Decorar as hipóteses que ensejam advertência, posto que são apenas 04; 
- Atentar que se aplica a demissão, para infração aos incisos I e VIII (diferentes), 
e que as demais hipóteses geralmente violam direitos humanos, falam de tortura. 
- Suspensão, todo o resto. A novidade é o inciso LIX - deixar de registrar 
ocorrência quando solicitado 
Para facilitar a leitura e identificação da relação entre a proibição e a penalidade, 
transcrevemos a seguir o art. 58 com as seguintes cores: 
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Art. 58. Ao policial civil é proibido: 
I – dificultar ou deixar de levar ao conhecimento de autoridade competente, por via 
hierárquica e em 24 (vinte e quatro) horas, parte, queixa, representação, petição, 
recurso ou documento que houver recebido, se não estiver na sua alçada resolvê-lo; 
II – negligenciar a guarda de bens ou valores pertencentes à repartição policial ou de 
terceiros que estejam sob sua responsabilidade, possibilitando assim que eles se 
danifiquem ou se extraviem; 
III – deixar de portar sua credencial oficial, estando ou não em serviço; 
IV – lançar em livros oficiais de registro, anotações, reclamações, reivindicações ou 
quaisquer outras matérias estranhas as suas finalidades; 
V – revelar sua qualidade de policial fora dos casos necessários ou convenientes ao 
serviço; 
VI – referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da administração pública, 
qualquer que seja o meio empregado para esse fim; 
VII – deixar de comunicar, logo após o auto, ao juiz competente, a prisão em flagrante 
delito; 
VIII - deixar de concluir nos prazos legais, sem motivo justificável, sindicância, processo 
administrativo, inquérito policial ou laudo pericial; (Redação dada pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
IX – deixar de comunicar à autoridade competente, logo que tomar conhecimento, 
informação que tiver sobre iminente perturbação da ordem pública, ou da boa marcha de 
serviço; 
X – retirar, sem prévia autorização da autoridade competente, qualquer documento 
ou objeto da repartição; 
XI – divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na 
repartição ou propiciar-lhe divulgação; 
XII – manter relações de amizade ou exibir-se em público com pessoas de notório e 
desabonadores antecedentes criminais, sem razão de serviço; 
XIII – praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função 
policial; 
LEGENDA: 
Vermelho - quando cabível advertência 
Azul - quando cabível suspensão 
Laranja – quando cabível demissão 
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XIV – simular doença para esquivar-se ao cumprimento de obrigação; 
XV – fazer uso indevido da insígnia, cédula funcional ou da arma que lhe haja sido 
confiada para o serviço; 
XVI – indicar ou insinuar nome de advogado para assistir pessoa que se encontre 
respondendo a processo ou inquérito policial; 
XVII – frequentar, sem razão de serviço, lugares incompatíveis com o decoro da função 
policial; 
XVIII – publicar, sem ordem expressa da autoridade competente, documentos oficiais, 
embora não reservados, ouensejar a divulgação do seu conteúdo no todo ou em parte; 
XIX – ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as formalidades 
legais ou com abuso de poder; 
XX – exercitar atividades particulares para cujo desempenho sejam necessários contatos 
com repartições policiais e que com elas tenham qualquer relação ou vinculação; 
XXI – afastar-se do município no qual exerce sua atividade, sem expressa autorização 
superior, quando em serviço, salvo por imperiosa necessidade do serviço; 
XXII – comparecer a qualquer ato de serviço em visível estado de embriaguez ou ingerir 
bebidas durante o serviço; 
XXIII – não se apresentar ao serviço, sem justo motivo, ao fim de licença, de qualquer 
natureza, férias ou dispensa de serviço, ou ainda, depois de saber que qualquer dela foi 
interrompida por ordem legal e superior; 
XXIV – deixar de frequentar, com assiduidade, cursos instituídos pela academia de polícia 
ou custeados pelo erário, quando esteja matriculado, ou, ainda, recusar-se a participar 
dos programas de proteção à saúde, integralmente custeados pelo erário, que envolvam 
avaliação biopsicossocial periódica e encaminhamento para consultas especializadas. 
(Incluído pela Lei nº 8709, de 04.06.2025). 
XXV – escusar-se a prestar depoimento, ser acareado ou executar trabalho solicitado para 
instruir processo judicial ou administrativo; 
XXVI – deixar de cumprir ordens emanadas de autoridades competentes, salvo quando 
manifestamente ilegais; 
XXVII – recusar-se, sem justo motivo, a aceitar encargos inerentes à classe, bem como os 
membros de comissão de processo administrativo disciplinar; 
XXVIII – permutar horário de serviço ou a execução de tarefas, sem expressa permissão 
da autoridade competente; 
XXIX – ofender a moral ou os bons costumes, com palavras, atos ou gestos; 
XXX – negligenciar na revista a preso; 
XXXI – deixar de identificar-se quando efetuar prisão ou quando solicitado; 
XXXII – fazer uso indevido de veículo da repartição, bem como dirigir com imprudência 
ou negligência; 
XXXIII – deixar de atender prontamente as requisições das autoridades judiciárias e do 
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Ministério Público; 
XXXIV – conduzir arma ostensivamente, exceto quando em serviço; 
XXXV – espancar, torturar ou maltratar preso sob sua guarda ou arrebatá-lo para o 
mesmo fim; 
XXXVI – praticar violência desnecessária no exercício da função policial ou a pretexto 
de exercê-la; 
XXXVII – omitir-se no zelo da integridade física ou moral dos presos ou negligenciar na 
sua guarda; 
XXXVIII – impedir ou tornar impraticável, por qualquer meio, na fase do inquérito policial 
e durante o interrogatório do indiciado, a presença de advogado; 
XXXIX – submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou constrangimento não 
autorizado em lei; 
XL – levar à prisão e nela conservar quem que se proponha a prestar fiança permitida em 
lei; 
XLI – cobrar carceragem, custas, emolumentos ou qualquer outra quantia ou vantagem 
não prevista em lei; 
XLII – atentar, com abuso de autoridade ou prevalecendo-se dela, contra a inviolabilidade 
de domicílio; 
XLIII – utilizar, ceder ou permitir que outrem use objetos arrecadados, recolhidos ou 
apreendidos pela Polícia, salvo os casos previstos em lei ou regulamento; 
XLIV – eximir-se do cumprimento do dever policial; 
XLV – praticar ato definido como infração penal que por sua natureza e configuração o 
incompatibilize para o exercício da função policial; 
XLVI – exercer atividades particulares que afetem a presunção de imparcialidade, ou que 
sejam social ou moralmente nocivas à dignidade do cargo; 
XLVII – facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida à medida de segurança; 
XLVIII – permitir que presos conservem em seu poder instrumentos que possam causar 
danos das dependências a que estejam recolhidos, ou produzir lesões em terceiros; 
XLIX – auxiliar autor de crime a esquivar-se à ação policial; 
L – dar, ceder ou emprestar insígnia ou cédula de identidade funcional; 
LI – faltar com a verdade no exercício de suas funções; 
LII – esquivar-se, na ausência da autoridade competente, de atender ocorrências passíveis 
de intervenção policial, que presencie ou de que tenha conhecimento imediato, mesmo 
fora da escala de serviço; 
LIII – tomar parte de jogos proibidos ou jogar os permitidos, em recinto policial; 
LIV – entregar-se a prática de jogos proibidos, ao vício da embriaguez ou ao uso de 
substâncias que provoquem dependência física ou psíquica; 
LV – enunciar, falsa ou tendenciosamente, parte, queixa ou representação; 
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LVI – expedir credenciais para terceiros desempenharem funções privativas da polícia 
civil; 
LVII – dar causa, intencionalmente, ao extravio ou danificação de objetos, livros e 
material de expediente da repartição policial e que estejam confiados à sua guarda ou 
não; 
LVIII – divulgar os assuntos policiais ou de segurança, de modo a prejudicar o andamento 
de investigações ou trabalhos policiais e quebrar sigilo sobre planos, dispositivos de 
segurança; 
LIX - deixar de registrar ocorrência policial quando solicitado. (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 37, de 18.12.2024) 
 
 
Art. 65. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição 
constante do art. 58, II a V e de inobservância de dever funcional previsto em lei, 
regulamento ou norma interna, que não justifique a imposição de penalidade mais grave. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 307, de 18.12.2024). 
Art. 66. A suspensão será aplicada nos casos de infração ao disposto no art. 58, VI a VII, 
IX a XXXIV, de reincidência das outras faltas punidas com advertência e de violação 
das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, 
não podendo exceder de 90 (noventa) dias. (Redação dada pela Lei Complementar nº 
307, de 18.12.2024). 
Art. 67. A pena de demissão será aplicada por infração às proibições previstas no art. 
58, I, VIII, XXXV a LIX. (Redação dada pela Lei Complementar nº 307, de 18.12.2024). 
 
 
9. Do Processo Administrativo Disciplinar 
 
A apuração de irregularidades cometidas pelos policiais civis do Piauí, no exercício do 
cargo, será promovida na forma dos Servidores Públicos Civis do Estado, mas observando-
se as regras do Estatuto da Polícia Civil, cujo processo administrativo disciplinar, nos 
termos do art. 62, se desenvolverá, em regra, em quatro fase: instauração, inquérito 
administrativo, controle finalístico e julgamento. 
Somente quando presidido por Procurador do Estado, o processo administrativo 
disciplinar não compreenderá a fase do controle finalístico. 
Na fase de instauração deverá ser publicado ato constituindo a comissão composta de 
três policiais civis estáveis e cujo presidente deverá ser ocupante de cargo efetivo 
superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do 
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indiciado. 
Na fase de inquérito administrativo está compreendida a instrução, a defesa e o 
relatório. Cuidado: chama-se de inquérito, mas há contraditório! 
Finalizado o inquérito com o relatório, este será enviado ao Procurador-Geral do Estado 
para controle finalístico, consistente em manifestação sobre a legalidade do processo 
no prazo de 10 dias. 
Por fim,os autos serão encaminhados à autoridade competente para o julgamento. 
 
Art. 60. Sem prejuízo das disposições desta Lei, aos policiais civis são aplicáveis as 
sanções disciplinares previstas no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. 
Art. 61. A apuração de irregularidade cometida pelos policiais civis, no exercício das 
atribuições do cargo, será promovida na forma do Estatuto dos Servidores Públicos Civis 
do Estado, excetuando-se as regras específicas previstas nesta Lei. 
Art. 62. O processo administrativo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: 
I – instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão; 
II – inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório; 
III – controle finalístico da Procuradoria-Geral do Estado, consistindo em manifestação 
da consultoria jurídica no prazo máximo de 10 (dez) dias; 
IV – julgamento. 
§1º O ato de instauração conterá a exposição da infração administrativa, com todas 
as suas circunstâncias, e a qualificação do acusado. 
§ 2º Quando presidido por Procurador do Estado, o processo administrativo disciplinar 
não compreenderá a fase do controle finalístico, não se aplicando o disposto no artigo 
seguinte. 
Art. 63. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à 
Procuradoria-Geral do Estado para manifestação sobre a legalidade do processo. 
Parágrafo único. Após a manifestação da Procuradoria, os autos do processo disciplinar 
serão encaminhados à autoridade competente para o julgamento. 
Art. 64. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três policiais 
civis estáveis designados pela autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu 
presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, 
ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. 
 
 
 
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10. Dos Impedimentos e Suspeições 
Impedimento e suspeição são institutos que visam garantir a imparcialidade do Delegado 
de Polícia na apuração dos fatos, sendo o primeiro – imparcialidade - baseado em situações 
objetivas (parentesco) e a segunda em situações subjetivas (amizade, inimizade ou interesse 
na causa). O impedimento é mais rígido, com presunção absoluta de parcialidade, enquanto 
a suspeição admite prova em contrário. 
 
Art. 69. Os Delegados de Polícia não poderão servir nas sedes de Comarca, nas quais 
o Juiz ou Agente do Ministério Público seja seu cônjuge, companheiro ou 
companheira, ascendente, descendente ou colateral até o terceiro grau, por 
consanguinidade ou afinidade. 
Parágrafo único. Excetuam-se as unidades ou serviços na Comarca da Capital do 
estado ou em Comarcas onde haja mais de uma Vara Criminal. 
Art. 70. O Delegado de Polícia dar-se-á por impedido de funcionar em procedimento 
onde qualquer das partes seja parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau; por 
suspeito se for amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes, ou tiver interesse 
direto ou indireto na causa. 
 
 
11. Do Conselho Superior de Polícia Civil 
 
Nos termos do art. 71, o Conselho Superior de Polícia é órgão colegiado, consultivo, 
normativo e deliberativo, e composto por membros natos e eleitos. 
A ele compete, entre outras atribuições, decidir sobre requisitos do estágio probatório, 
elaborar lista para promoção dos policiais, e decidir sobre a concessão de recompensas. 
Suas decisões serão aprovadas por maioria simples de voto, em sessões públicas. 
 
Art. 71. O Conselho Superior de Polícia Civil do Estado do Piauí, órgão colegiado 
consultivo, normativo e deliberativo da Polícia Civil, tem por finalidade propor, opinar 
e deliberar sobre matérias relacionadas à administração superior da Polícia Civil e é 
composto pelos seguintes membros: (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
I – Natos: (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
a) o Delegado-geral da Polícia Civil, que o presidirá; (Redação dada pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
b) o Delegado-geral adjunto da Polícia Civil; (Redação dada pela Lei Complementar nº 
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277, de 05.05.2023). >> membro secretário – art. 73-A, VII. 
c) o Corregedor-geral da Polícia Civil; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
d) o Diretor da Academia de Polícia Civil; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, 
de 05.05.2023). 
e) o Perito-geral do Departamento de Polícia científica; (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
f) o Perito-geral adjunto do Departamento de Polícia científica; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). >> membro secretário – art. 73-B, VI. 
g) os demais diretores subordinados ao Delegado-geral; (Incluído pela Lei Complementar 
nº 277, de 05.05.2023). 
II – eleitos, 4 (quatro) representantes dos policiais civis, com os respectivos 
suplentes, indicados por suas entidades sindicais representativas, com mandato de 02 
(dois) anos, admitida uma recondução. 
Parágrafo único. Perde automaticamente o mandato o conselheiro eleito que faltar, sem 
justificativa, a três sessões plenárias consecutivas ou a seis intercaladas por ano de 
exercício. 
Art. 72. Ao Conselho Superior da Polícia Civil compete: 
I – escolher os membros de comissão de concurso para o provimento dos cargos da 
Polícia Civil, assegurada a participação da OAB; 
II – Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023; 
III – zelar pela observância dos princípios e funções da Polícia Civil; (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
IV – decidir sobre o cumprimento dos requisitos relativos ao estágio probatório dos 
servidores policiais civis; 
V – elaborar as listas de promoção do policial civil, bem como decidir pela concessão 
das recompensas previstas no art. 52; (Redação dada pela Lei Complementar nº 277, de 
05.05.2023). 
VI – Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023; 
VII – determinar, por iniciativa do Corregedor Geral da Polícia Civil, que 
paralelamente ao processo administrativo disciplinar, seja instaurado inquérito 
policial, se das irregularidades imputadas ao acusado resultarem indícios ou provas de 
responsabilidade criminal; 
VIII – propor medidas de aprimoramento técnico, visando ao desenvolvimento e à eficiência 
da organização policial civil; 
IX – pronunciar-se sobre matéria relevante, concernente a funções, princípios e conduta 
funcional ou particular do policial civil com reflexos no órgão; 
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X – recomendar à Corregedoria Geral da Polícia Civil a instauração de processo 
disciplinar contra membros da Polícia Civil; 
XI – Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023; 
XII – opinar sobre projetos que proponham ao Poder Executivo a criação e a extinção 
de cargos e órgãos; 
XIII – Revogado pela Lei Complementar nº 277, de 05.05.2023; 
XIV – deliberar sobre as questões que lhe forem submetidas por seu presidente; 
XV – exercer outras atribuições previstas em lei ou regulamento; 
XVI – aprovar os Regimentos Internos dos órgãos da Polícia Civil; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 277, de 05.05.2023). 
§1º As reuniões do Conselho Superior serão disciplinadas por regulamento próprio, 
expedido por seu presidente ou pelo próprio órgão. 
§2º As manifestações do Conselho

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