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4 - ENQUADRAMENTO FISCAL E TRIBUTARIO

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No que se refere à hipótese de responsabilidade solidária do art. 124, inc. I do CTN, gera-se muitos debates quanto à interpretação da expressão 'interesse comum'. Sobre tema, Superior Tribunal de Justiça tem entendido que: Nesse sentido é a jurisprudência do STJ, conforme ementa abaixo: 'PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. EMPRESAS PERTENCENTES MESMO CONGLOMERADO FINANCEIRO. SOLIDARIEDADE. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 124, I, DO CTN. NÃO-OCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. 'Na responsabilidade solidária de que cuida art. 124, I, do CTN, não basta fato de as empresas pertencerem ao mesmo grupo econômico, que por si só, não tem condão de provocar a solidariedade no pagamento de tributo devido por uma das empresas' (HARADA, Kiyoshi. 'Responsabilidade tributária solidária por interesse comum na situação que constitua fato gerador'). 2. Para se caracterizar responsabilidade solidária em matéria tributária entre duas empresas pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro, é imprescindível que ambas realizem conjuntamente a situação configuradora do fato gerador, sendo irrelevante a mera participação no resultado dos eventuais lucros auferidos pela outra empresa coligada ou do mesmo grupo econômico. 3. Recurso especial desprovido. (Resp. 834044/RS, Rel. Min. Denise Arruda, data do julgamento 11-11-2008, DJe de15-12- 2008).
Sobre o tema da responsabilidade solidária do art. 124, inc. I do CTN, qual é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto à interpretação da expressão 'interesse comum'?

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No que se refere à hipótese de responsabilidade solidária do art. 124, inc. I do CTN, gera-se muitos debates quanto à interpretação da expressão 'interesse comum'. Sobre tema, Superior Tribunal de Justiça tem entendido que: Nesse sentido é a jurisprudência do STJ, conforme ementa abaixo: 'PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. EMPRESAS PERTENCENTES MESMO CONGLOMERADO FINANCEIRO. SOLIDARIEDADE. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 124, I, DO CTN. NÃO-OCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. 'Na responsabilidade solidária de que cuida art. 124, I, do CTN, não basta fato de as empresas pertencerem ao mesmo grupo econômico, que por si só, não tem condão de provocar a solidariedade no pagamento de tributo devido por uma das empresas' (HARADA, Kiyoshi. 'Responsabilidade tributária solidária por interesse comum na situação que constitua fato gerador'). 2. Para se caracterizar responsabilidade solidária em matéria tributária entre duas empresas pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro, é imprescindível que ambas realizem conjuntamente a situação configuradora do fato gerador, sendo irrelevante a mera participação no resultado dos eventuais lucros auferidos pela outra empresa coligada ou do mesmo grupo econômico. 3. Recurso especial desprovido. (Resp. 834044/RS, Rel. Min. Denise Arruda, data do julgamento 11-11-2008, DJe de15-12- 2008).
Sobre o tema da responsabilidade solidária do art. 124, inc. I do CTN, qual é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto à interpretação da expressão 'interesse comum'?

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E-Book Apostila 4 - Enquadramento fiscal e tributário E-Book - Apostila Esse arquivo é uma versão estática. Para melhor experiência, acesse esse conteúdo pela mídia interativa.E-Book Apostila Enquadramento fiscal e tributário Vídeo Clique aqui para abrir vídeo As práticas tributárias exigem diversos cuidados para que a entidade evite a responsabilização por débitos tributários de terceiros, nas situações em que a legislação assim previu. Trata-se das hipóteses de responsabilidade tributária que, em muitos casos, não requerem nenhum ato doloso ou com intuito de sonegação por parte do contribuinte, bastando que este não atue com a diligência necessária, pressuposta pela legislação. Sabemos que a importância do compliance tributário nas empresas está na adoção de rotinas fiscais que consigam demonstrar as ações cuidadosas e a tomada de decisão responsável por parte do contribuinte. Esse cuidado se dá para evitar a aplicação dos dispositivos legais por débitos tributários decorrentes de fatos geradores. Isso também vale para fatos geradores praticados por terceiros, como alienantes, administradores ou parceiros comerciais.E-Book Apostila Assim, é relevante estudar todas as hipóteses de responsabilidade tributária previstas no Código Tributário Nacional, permitindo conhecimento das situações que demandam a responsabilização e sua exata dimensão. Reflexão Em quais situações será possível responsabilizar sócios, diretores e gerentes de uma empresa pelos débitos tributários da organização? Diante do crescimento dos conglomerados econômicos, outro tópico que tem merecido crescente atenção, seja pelo Fisco ou pela doutrina, refere-se a perquirir se existe a possibilidade de responsabilização de empresas de um mesmo grupo econômico, em face de débitos tributários de uma das empresas do grupo. Neste conteúdo, estudaremos o enquadramento fiscal e tributário nas situações de não conformidade, conhecendo as consequências jurídicas previstas no Direito posto para o contribuinte que não agir com prudência e acabar adotando medidas em desconformidade com a legislação tributária, como a possibilidade de responsabilização pelos débitos tributários por terceiros (corporações, sócios, diretores etc.), bem como responsabilização penal pelo ilícito tributário. Como objetivos específicos, analisar e compreender os riscos de responsabilizações subsidiárias ou mesmo solidárias, tanto na pessoa física dos sócios quanto na possibilidade da responsabilização das entidades que compõem os tidos grupos econômicos. Verificar e comparar os riscos tributários por meio do mapeamento e fortalecimento dos controles internos como princípio de asseguração. Ao final deste conteúdo, você será capaz de: Compreender conceito de obrigação tributária. Definir o que é obrigação tributária e suas características essenciais. Identificar os elementos da obrigação tributária, como sujeito ativo, sujeito passivo, objeto e base de cálculo. Analisar a relação entre fisco e contribuinte. Explorar a dinâmica da relação entre o fisco (órgão fiscalizador) e contribuinte (pessoa física ou jurídica sujeita às obrigações tributárias).E-Book Apostila Compreender os direitos e deveres mútuos e a importância do diálogo e da cooperação nessa relação. Identificar as infrações tributárias e suas consequências. Conhecer os tipos de infrações tributárias, como não pagamento de impostos, a omissão de informações ou a prestação de informações falsas. Analisar as consequências e penalidades decorrentes das infrações tributárias, incluindo multas, juros, sanções administrativas e até mesmo processos criminais. Discutir os meios de prevenção de infrações tributárias. Explorar as medidas preventivas que os contribuintes podem adotar para evitar infrações tributárias, como a correta escrituração contábil, a manutenção de registros adequados e a busca de orientação especializada. Compreender a importância do compliance fiscal e do planejamento tributário como ferramentas de prevenção de infrações. Analisar casos práticos e jurisprudência relacionados à relação fisco- contribuinte e infrações tributárias. Estudar casos reais e exemplos de situações em que a relação fisco- contribuinte foi impactada por infrações tributárias. Analisar decisões judiciais e jurisprudência relevante para compree as interpretações legais e as consequências em casos específicos. Relações tributárias e seus sujeitos A relação tributária constitui um liame obrigacional que tem por objeto uma prestação pecuniária. sujeito ativo (credor) dessa relação é o Estado, por meio da pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento, enquanto o sujeito passivo (devedor) será o particular encarregado de realizar a prestação pecuniária, podendo ser: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* (i) Contribuinte, quando tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; (ii) Responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorre de disposição expressa de lei. 4 39E-Book Apostila Em regra, sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa constitucionalmente posta como destinada a suportar a relação jurídica (o 'destinatário legal tributário'), por ter realizado a situação prevista em lei para o nascimento da obrigação tributária, nesse caso figurando como o contribuinte (ATALIBA, 2009, p. 87). Há, entretanto, casos específicos em que a lei atribui expressamente a responsabilidade do pagamento a um terceiro que ocupará o polo passivo da obrigação jurídico-tributária, por ter uma relação indireta com o fato gerador ou com o sujeito passivo, nesse caso figurando como responsável. Designa-se 'responsável' aquele que, sem ter relação pessoal e direta com o fato gerador respectivo, é colocado como responsável pelo débito tributário por força de lei. Clique para ler o art. 121 do Código Tributário Nacional. Legislação Art. 121 do CTN Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I I contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; II responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. (grifo nosso) Quanto ao sujeito passivo, a responsabilidade tributária pode ser: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* (i) Por substituição; 5 - 39E-Book Apostila (ii) Por transferência. A responsabilidade por substituição consiste na mutação no polo passivo da relação jurídica tributária: a própria lei elege como sujeito passivo (i.e., responsável) pessoa diversa que realizará fato gerador. substituto tem integral responsabilidade pelo quantum devido a título do tributo, comparecendo na relação jurídica formal (obrigação tributária) de forma isolada, sem que o contribuinte originário seja invocado para quitar a dívida. Como o substituto não praticou o fato gerador e, portanto, o débito tributário não revela uma manifestação sua de capacidade contributiva, é importante que seja garantida ao substituto a possibilidade de ressarcimento nos casos em que o valor recolhido em nome de outrem for superior àquele que seria efetivamente recolhido pelo substituído, não fosse a sistemática da substituição tributária ou, ainda, nas hipóteses em que o fato gerador presumido não tenha acontecido. Exemplo É o que ocorre, por exemplo, na substituição tributária para frente do ICMS, na hipótese em que substituto recolhe antecipadamente o tributo devido nas demais etapas da cadeia mercantil, mas a mercadoria é roubada no trajeto, não perfazendo a operação de compra e venda com seu adquirente. Sendo impossível a ocorrência dos fatos geradores presumidos (demais vendas), cabe ao contribuinte substituto solicitar a restituição do imposto recolhido. Diferente seria na hipótese de ressarcimento no caso em que a mercadoria é vendida ao consumidor final por preço menor do que aquele presumido na legislação; cabe ao substituído (que sofreu repasse do ICMS-ST em seu custo de aquisição) pedir o ressarcimento dos valores indevidamente recolhidos em seu nome. Seja num ou noutro caso, o importante é ter em mente que, na responsabilidade por substituição, é extremamente relevante que se tenha em vista substituído e a operação por ele praticada. 6 - 39E-Book Apostila Por sua vez, a responsabilidade por transferência implica novo vínculo jurídico, antes inexistente, instaurado entre o poder público e um terceiro, ligado indiretamente ao fato gerador. A responsabilidade do contribuinte (i.e., sujeito passivo original) poderá ser mantida ou não, a depender do tratamento legal conferido a cada hipótese de responsabilidade. Código Tributário Nacional prevê uma série de hipóteses em que terceiros são chamados para figurar no polo passivo da obrigação tributária. Conheça as principais clicando em cada uma delas: Art. 130 do CTN São responsáveis os adquirentes de bens imóveis, em relação a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Art. 131, inc. I do CTN É responsável o adquirente ou remitente pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos. Art. 131, inc. II do CTN É responsável o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação. Art. 131, inc. III do CTN É responsável espólio pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. 7 - 39E-Book Apostila Art. 132 do CTN É responsável a pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. Art. 133 do CTN É responsável a pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato: (a) integralmente, se alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; (b) subsidiariamente com alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. (grifo nosso) Art. 134 do CTN São responsáveis as pessoas elencadas no art. 134 do CTN, que, nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis (ex.: pais, tutores, administradores, tabeliães etc.). Art. 135 do CTN São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: (i) as pessoas referidas no artigo anterior; (ii) os mandatários, prepostos e empregados; (iii) os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. Quanto à sua extensão, a responsabilidade do sujeito passivo poderá ser: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* 8 39E-Book Apostila (i) Pessoal ou exclusiva, se a pretensão tributária alcançar apenas o responsável; (ii) Subsidiária ou supletiva, no caso de a pretensão tributária apenas se direcionar ao responsável após o contribuinte não adimplir a sua prestação obrigacional; (iii) Solidária, no caso de o sujeito ativo poder exigir o cumprimento da obrigação tributária em sua integralidade, tanto do contribuinte como dos responsáveis. Por derradeiro, as questões de responsabilidade dizem respeito a normas gerais de Direito Tributário, por isso seus comandos gerais devem ser veiculados por lei complementar (ÁVILA, 2004, p. 78), cabendo aos entes federativos disciplinar e instituir por lei ordinária hipóteses de responsabilidade tributária, desde que em estrita conformidade com o regramento conferido em lei complementar no Código Tributário Nacional. tema merece aprofundamento. Em razão disso, leia o trecho a seguir para entender a lógica subjacente às hipóteses de responsabilidade tributária previstas no CTN: Estudo Guiado Leia capítulo XII, 'O consequente normativo da regra matriz de incidência 9 - 39E-Book Apostila Clique no link e leia livro Schoueri, Luís E. Direito tributário. Disponível em: Minha Biblioteca, (12th edição). Editora Saraiva, 2023. Responsabilidade dos sócios, diretores e gerentes Confira no podcast a seguir sobre a responsabilidade dos sócios, diretores e gerentes. Podcast Clique aqui para abrir podcast Para saber mais sobre responsabilidade, confira os Saiba Mais a seguir. Saiba Mais Conheça a ementa do acórdão proferido no Recurso Especial 1.101.728/SP. 10 39E-Book Apostila TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. DISPENSA. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO. TRIBUTO NÃO PAGO PELA SOCIEDADE. 1. A jurisprudência desta Corte, reafirmada pela Seção inclusive em julgamento pelo regime do art. 543-C do CPC, é no sentido de que 'a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco' (REsp 962.379, Seção, DJ de 28.10.08). 2. É igualmente pacífica a jurisprudência do STJ no sentido de que a simples falta de pagamento do tributo não configura, por si só, nem em tese, circunstância que acarreta a responsabilidade subsidiária do sócio, prevista no art. 135 do CTN. É indispensável, para tanto, que tenha agido com excesso de poderes ou infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa (EREsp 374.139/RS, Seção, DJ de 28.02.2005). 3. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 08/08. (REsp 1101728/SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 11/03/2009, DJe 23/03/2009) Saiba Mais Quer saber mais sobre as hipóteses e os limites para a responsabilização de sócios, administradores, diretores e gestores das empresas dentro da perspectiva do Superior Tribunal de Justiça? Leia o artigo abaixo! Fonte: CALCINI, F. P.; CRUZ, J.C. de C. Responsabilidade tributária sob o enfoque da Súmula 435 Do STJ. Revista Jurídica (0103-3506), v.3, n. 56, p. 326-353, 2019. DOI 10.6084/m9.figshare.9795161. Disponível em: http://search.ebscohost.com/login.aspx?dir em: 19 dez 2023. Solidariedade 11 39E-Book Apostila Prevista no art. 124 do CTN, a solidariedade tem finalidade de reunir os sujeitos passivos (obrigados) para conferir maiores garantias ao crédito tributário. Legislação - Art. 124 do CTN Art. 124. São solidariamente obrigadas: I as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Ouça o podcast a seguir para compreender a fundo Solidariedade Tributária. Podcast Clique aqui para abrir podcast Saiba Mais Conheça a ementa do acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial n° 1.273.396/DF. 12 39E-Book Apostila CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. CORRESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO TRIBUTO. APURAÇÃO SOB REGIME DE GARANTIA SUBJETIVA DO CONTRIBUINTE. DECLARAÇÃO CONJUNTA DO MARIDO E DA MULHER. IRRELEVÂNCIA, PARA EFEITO DE TORNÁ-LOS CORRESPONSÁVEIS. SOMENTE A LEI TRIBUTÁRIA PODE INSTITUIR A OBRIGAÇÃO DE PAGAR TRIBUTOS E ESTABELECER os RESPECTIVOS FATOS GERADORES, BEM COMO os DEMAIS ELEMENTOS. PERMANÊNCIA DO DEVER JURÍDICO DE CADA UM DOS CÔNJUGES. INTELIGÊNCIA DO ART. 124, DO CTN. CASO DE ILEGITIMAÇÃO PASSIVA TRIBUTÁRIA DO RECORRENTE. REGRA DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. DEFINIÇÃO QUE SE FUNDAMENTA NA CARTA MAGNA. RECURSO ESPECIAL DO RECORRENTE A QUE SE DÁ PROVIMENTO, PARA EXCLUÍ-LO DA CORRESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DE IRPF INCIDENTE SOBRE A PERCEPÇÃO DE RENDA ORIUNDA DE TRABALHO PRESTADO PNUD PELA SUA MULHER, SEM PREJUÍZO DE FISCO FEDERAL PODER EXIGI-LO DA PERCEBENTE DOS VALORES, COMO É ÓBVIO. 1. Ao regular a solidariedade tributária, art. 124 do CTN estabelece que o contribuinte e o terceiro são obrigados ao respectivo pagamento do tributo quando há interesse comum entre eles, ou seja, quando um deles realiza conjuntamente com o outro a situação que constitui o fato gerador do tributo (inciso I), ou por expressa disposição de lei (inciso II). Esse dispositivo legal dá efetividade ao comando do art. 146, da Carta Magna, segundo o qual somente a Lei Complementar, nesta hipótese, o CTN, tem a potestade de instituir, alterar ou modificar qualquer elemento componente da obrigação tributária. Isso quer dizer que qualquer regra jurídica que não detenha hierarquia complementar não tem a força de alterar esse quadro. 2. Somente se estabelece o nexo entre os devedores da prestação tributária originária, quando todos os partícipes contribuem para a realização de uma situação que constitui fato gerador da exação, ou seja, que a hajam praticado conjuntamente. Esta é a melhor inteligência do art. 124, do CTN, pois, se assim não for, poderá a solidariedade tributária ser identificada em qualquer relação jurídica contratual, por exemplo, o que conduziria à inaceitável conclusão de universalidade da corresponsabilidade tributária. 3. Assim, não se pode dizer, neste caso, que há interesse comum do marido na situação constitutiva do fato gerador do IRPF da esposa, pelo menos na acepção prevista no inciso do art. 124 do CTN, porquanto se pressupõe, para esse efeito, que tivesse havido participação ativa dele, ao lado da esposa, na produção do fato gerador da percepção dos rendimentos tidos por tributáveis. Tampouco, se poderá dizer haver expressa disposição legal capaz de atribuir a carga tributária a pessoa que não contribuiu para realização do fato previsto como gerador da obrigação, no caso, a percepção de renda. 13 39E-Book Apostila 4. Sobre outro ângulo, em relação ao inciso do art. 124 do CTN, que estabelece a responsabilidade por expressa disposição legal, também não se pode considerar que seja dado ao legislador amplos poderes para eleger ao seu talante os solidariamente responsáveis pela obrigação tributária. Em outros termos: a quem não reveste a condição de contribuinte, somente se pode atribuir o dever de recolher o tributo, originalmente devido pelo contribuinte, quando, à semelhança do inciso I, existir interesse jurídico entre o sujeito passivo indireto e o fato gerador. 5. interesse comum, como requisito da corresponsabilidade tributária, envolve, necessariamente, a atuação de mais de uma pessoa na situação de conformação do fato gerador do tributo. Não se trata, portanto, da ulterior fruição comum ou igualitária por mais de uma pessoa dos resultados, ou dos proveitos da atividade produtora do aumento de renda dela decorrente. Trata-se, na verdade, de atuação simultânea e conjunta de mais de uma pessoa na anterior situação configuradora do próprio fato gerador. Se assim não fosse, qualquer indivíduo, que auferisse alguma benesse do percebente da renda, poderia ser designado corresponsável tributário. 6. No caso em apreciação, o recorrente foi autuado pelo Fisco Federal para exigir-lhe o pagamento de IRPF sobre os rendimentos auferidos pela sua esposa, percebidos diretamente por ela, como resultado de seu trabalho pessoal, sem que o seu marido tivesse participação alguma na formação do fato gerador correspondente. Trata-se, nesta hipótese, de trabalho individual prestado por ela, junto a órgão das Nações Unidas (PNUD). Por esta razão, o marido não é originariamente coobrigado ao pagamento do IRPF eventualmente incidente sobre aqueles valores, oriundos da prestação de serviço desempenhado diretamente pela sua esposa, embora tenham feito, ulteriormente, a chamada declaração conjunta. Não ocorre, em caso assim, a legitimidade subjetiva passiva da pessoa autuada o marido sem prejuízo de a eventual exigência tributária do IRPF ser assestada contra a própria percebente da remuneração, a esposa do recorrente. 7. Registre-se que a entrega da declaração de rendimentos tem natureza jurídica de obrigação tributária apenas acessória, consistente no ato formal realizado pelo contribuinte, pelo qual este leva ao conhecimento da autoridade fiscal a ocorrência do fato gerador e demais elementos necessários à feitura do lançamento. Não se trata, aqui, de modificação da responsabilidade de qualquer dos declarantes, visto que a declaração conjunta não é indicativo legal de corresponsabilidade, a qual só deriva do art. 124 do CTN. 8. Por ser apenas uma obrigação acessória destinada a exteriorizar os elementos definidores da exação, a declaração de rendimentos não tem o condão de alterar a sujeição passiva da obrigação tributária, e, especificamente no caso da declaração conjunta de rendimentos, não torna um dos cônjuges sujeito passivo da obrigação tributária em relação aos rendimentos percebidos pelo outro, nos casos em que aquele não tem relação direita com fato gerador se não adquiriu a disponibilidade econômica de um elemento de riqueza que corresponda à definição legal positiva de rendimento. 14 39E-Book Apostila 9. A interpretação das regras do Direito Tributário deve levar em conta a sua finalidade de proteção do patrimônio do contribuinte, de modo que se lhe assegure, com a máxima efetividade possível, todo o elenco de garantias que o sistema jurídico positivado e os seus princípios gerais disponibilizam em seu favor. Frauda a função protetiva do Direito Tributário a interpretação que onera, sem razão jurídica, o patrimônio de quem não teve participação no fato gerador do tributo que o Ente Tributante pretende arrecadar. 10. Recurso Especial a que se dá provimento. (RESP 1273396/DF, REL. MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, JULGADO EM 05/12/2019, DJE 12/12/2019) De outro lado, igualmente desafiadora é a interpretação do inc. do art. 124 do CTN, que prevê que são solidariamente obrigadas "as pessoas expressamente designadas por lei", independentemente de existir interesse comum entre os solidários, sem, no entanto, oferecer balizas seguras ao legislador ordinário para essa escolha. A hipótese, no entanto, é menos ampla do que seu enunciado normativo quer deixar transparecer. Estado Democrático de Direito não admitiria que a Administração Tributária, sob o pretexto de garantir o crédito tributário, pudesse incluir no polo passivo da obrigação tributária qualquer indivíduo que tenha algum interesse de fato ou meramente econômico na ocorrência do fato jurídico tributário. Nesse sentido, a jurisprudência no STJ tem sido no sentido de que, "em relação ao inciso do art. 124 do CTN, que estabelece a responsabilidade por expressa disposição legal, também não se pode considerar que sejam dados ao legislador amplos poderes para eleger ao seu talante os solidariamente responsáveis pela obrigação Importa destacar, por fim, que, em um dos poucos precedentes judiciais sobre o tema, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, foi trilhado esse caminho, evitando-se que a solidariedade implique a responsabilização de terceiros sem relação comprovada com o fato jurídico tributário. No voto da Relatora, Min. Ellen Gracie (RE 562.276/PR), destacou-se a impossibilidade de que o legislador ordinário, sob o pretexto de indicar as hipóteses de solidariedade tributária, pudesse livremente criar novas hipóteses de responsabilidade em matéria tributária: 15 39E-Book Apostila preceito do art. 124, II, no sentido de que são solidariamente obrigadas 'as pessoas expressamente designadas por não autoriza legislador a criar casos de responsabilidade tributária sem a observância dos requisitos exigidos pelo art. 128 do CTN, tampouco a desconsiderar as regras matrizes de responsabilidade de terceiros estabelecidas em caráter geral pelos arts. 134 e 135 do mesmo diploma. É forçoso reconhecer dois limites, portanto, à hipótese de solidariedade do art. 124, inc. do CTN: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* (i) devedor solidário deve ter "íntima relação" com fato jurídico tributário, sendo responsável tributário nos termos do art. 128 do CTN, ou estar numa posição de ingerência para a prática (ou intervenção) em relação a tal fato. (ii) A lei ordinária do ente federativo deverá guardar plena aderência aos comandos normativos insculpidos na disciplina da responsabilidade tributária existentes no Código Tributário Nacional. Grupo econômico Tem sido comum a atuação das empresas em conglomerados econômicos, visando à otimização de seus resultados pela exploração da sinergia criada em sua atuação conjunta, com seus esforços comuns. Por isso tem sido recorrente a referência a "grupos econômicos". 16 39E-Book Apostila De imediato, surge a indagação: que qualifica um grupo econômico sob aspecto jurídico? Confira no podcast a seguir. Podcast Clique aqui para abrir podcast Crimes contra a ordem tributária Por derradeiro, não há como se referir aos riscos fiscais da tomada de decisão dentro de um programa de compliance tributário, sem abordar as hipóteses em que o legislador permitiu a responsabilidade criminal por infrações decorrentes do descumprimento da legislação tributária. Com efeito, a responsabilidade de sócios, diretores e gerentes não se limita às hipóteses previstas no Código Tributário Nacional. Além da responsabilidade tributária, a prática de ilícitos tributários poderá igualmente ensejar a responsabilização penal dos infratores. Especial atenção merece a compreensão dos crimes materiais contra a ordem tributária, tipificados no art. 1° da Lei n° 8.137/1990 (BRASIL, 1990), pelo qual se considera como conduta proibida "suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório", por intermédio de uma das condutas arroladas em seus incisos, sob pena de reclusão de 2 a 5 anos. Legislação Art. 1° da Lei n° 8.137/1990 Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias; 17 39E-Book Apostila fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal; III falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável; IV elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato; V negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativo à venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. Pena reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. A conduta típica prevista no caput desse dispositivo consiste em suprimir ou reduzir tributo ou qualquer dever instrumental. verbo que caracteriza a conduta delituosa é suprimir ou reduzir tributo: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* (i) 'Suprimir' significa "omitir, não cumprir a obrigação tributária devida, não recolher que deveria ter sido pago". (ii) Reduzir equivale a "diminuir, restringir o quantum de tributo a ser recolhido", ou seja, inadimplência parcial por parte do devedor. Observe-se, ainda, que não é suficiente para a configuração do tipo a mera supressão ou redução do tributo; exige-se ainda que o agente pratique um comportamento fraudulento anterior, consistente com uma das condutas elencadas naquele dispositivo (previstas em seus incisos), pelos quais são especificadas as formas que se poderá realizar a conduta típica. Igualmente, é bom enfatizar que tampouco é punível a mera realização de qualquer uma das condutas elencadas nos incisos do art. 1° da Lei 8.137/1990, ou sua realização de forma culposa, mas apenas aquelas que, realizadas dolosamente, efetivamente deem causa a uma supressão ou redução de tributo. 18 39E-Book Apostila Daí se afirmar que esse dispositivo trata de crime material, ou seja, não basta mera ação, mas exige- se um resultado exterior, destacado da ação, em consequência dessa, para a configuração do tipo. Não basta a simples realização de um dos atos elencados nos incisos; tampouco é suficiente para a configuração do tipo penal apenas a supressão ou redução do tributo; é imprescindível a presença de ambos: ação e resultado, sendo a ocorrência de uma das condutas fraudulentas previstas condição necessária, mas não suficiente, a qual deve ter como resultado a efetiva supressão ou redução de tributos. Nesse sentido se manifestou o Ministro Sepúlveda Pertence, em seu voto no Habeas Corpus n° 81.611/DF (STJ, 2005). Quanto ao momento de sua consumação, a Súmula Vinculante n° 24 do STF dispõe que se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1°, incisos I a IV, da Lei 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo". A ideia é de que, enquanto não haja decisão definitiva do processo administrativo de lançamento, não haveria um mínimo de definitividade no lançamento, necessário para constatar a redução ou supressão do tributo. ! ATENÇÃO Súmula Vinculante STF n° 24 'Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1°, incisos a IV, da Lei 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo'. Precedente Representativo Embora não condicionada a denúncia à representação da autoridade fiscal (ADI 1.571 MC), falta justa causa para a ação penal pela prática do crime tipificado no art. 1° da Lei 8.137/1990 que é material ou de resultado enquanto não haja decisão definitiva do processo administrativo de lançamento, quer se considere o lançamento definitivo uma condição objetiva de punibilidade ou um elemento normativo de tipo. 2. Por outro lado, admitida por lei a extinção da punibilidade do crime pela satisfação do tributo devido, antes do recebimento da denúncia (Lei 9.249/1995, art. 34), princípios e garantias constitucionais eminentes não permitem que, pela antecipada propositura da ação penal, se subtraia do cidadão os meios que a lei mesma lhe propicia para questionar, perante o Fisco, a exatidão do lançamento provisório, ao qual se devesse submeter para fugir ao estigma e às agruras de toda sorte do processo criminal. [HC 81.611, rel. min. Sepúlveda Pertence, P,j. 10-12-2003, DJ de 13-5-2005.] 19 39E-Book Apostila De outro lado, igualmente relevante no cenário tributário atual é a compreensão dos crimes formais contra a ordem tributária, tipificados no art. 2° da Lei n° 8.137/1990, que tem suscitado debates sobre sua aplicabilidade para a inadimplência tributária, isto é, nos casos em que o agente infrator se apropria do valor referente ao tributo, em vez de recolhê-lo aos cofres públicos, com a intenção (dolo genérico) de se apropriar dos respectivos valores. Legislação Art. 2° da Lei 8.137/1990 Art. 2° Constitui crime da mesma natureza: I fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo; II deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos; III exigir, pagar ou receber, para si ou para contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal; IV deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento; V utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública. Pena detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. Após o julgamento do Habeas Corpus 399.109 pelo Superior Tribunal de Justiça, entendeu o STJ (2017) que o crime de apropriação indébita teria quatro requisitos: *Clique nas abas para visualizar os textos correspondentes.* (i) agente registrar, apurar e declarar em guia própria ou em livros fiscais o imposto devido não afasta a prática do delito, "visto que este não pressupõe a clandestinidade". (ii) Para a configuração do delito, o seu agente infrator deve ostentar a qualidade de sujeito passivo da obrigação tributária. 20 39E-Book Apostila (iii) Não qualquer sujeito passivo, mas tão somente que desconta ou cobra o tributo. (iv) A conduta deve ser direcionada pelo dolo de se apropriar do tributo devido, circunstância que deve ser extraída dos fatos inerentes a cada caso concreto. entendimento pela criminalização da inadimplência tributária foi ratificado pelo Supremo Tribunal Federal, que, por ocasião do julgamento do RHC n° 163.334/SC (STJ, 2020), fixou a seguinte tese: contribuinte que, de forma contumaz e com dolo de apropriação, deixa de recolher o ICMS cobrado do adquirente da mercadoria ou serviço incide no tipo penal do artigo 2°, II, da Lei 8.137/1990". Portanto, é fundamental a adoção de políticas consistentes de compliance tributário não apenas para evitar a responsabilidade no âmbito tributário, mas igualmente as consequências penais da desconformidade da legislação tributária, seja com dolo específico de praticar atos fraudulentos para não recolher o tributo (art. 1° da Lei n° 8.137/1990) ou apenas com a simples intenção de não recolher o tributo para utilizar os recursos para outros fins (art. 2° da Lei n° 8.137/1990). Chegamos ao fim desta unidade! A seguir você confere a síntese do que vimos até aqui. Podcast Clique aqui para abrir podcast 21 39E-Book Apostila QUIZ No que se refere à hipótese de responsabilidade solidária do art. 124, inc. I do CTN, gera-se muitos debates quanto à interpretação da expressão 'interesse comum'. Sobre tema, Superior Tribunal de Justiça tem entendido que: Nesse sentido é a jurisprudência do STJ, conforme ementa abaixo: 'PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. EMPRESAS PERTENCENTES MESMO CONGLOMERADO FINANCEIRO. SOLIDARIEDADE. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 124, I, DO CTN. NÃO-OCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. 'Na responsabilidade solidária de que cuida art. 124, I, do CTN, não basta fato de as empresas pertencerem ao mesmo grupo econômico, que por si só, não tem condão de provocar a solidariedade no pagamento de tributo devido por uma das empresas' (HARADA, Kiyoshi. 'Responsabilidade tributária solidária por interesse comum na situação que constitua fato gerador'). 22 39E-Book Apostila 2. Para se caracterizar responsabilidade solidária em matéria tributária entre duas empresas pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro, é imprescindível que ambas realizem conjuntamente a situação configuradora do fato gerador, sendo irrelevante a mera participação no resultado dos eventuais lucros auferidos pela outra empresa coligada ou do mesmo grupo econômico. 3. Recurso especial desprovido. (Resp. 834044/RS, Rel. Min. Denise Arruda, data do julgamento 11-11-2008, DJe de15-12- 2008). 'Interesse comum' abrange qualquer situação em que os sujeitos pratiquem negócios jurídicos no mesmo ramo de atividade. Resposta Incorreta: Na realidade, STJ tem se manifestado no sentido de que 'interesse comum' abrange 'as situações em que os sujeitos contribuam para a realização de uma situação que constitui fato gerador da exação', independentemente dos negócios praticados usualmente pelos sujeitos. 'Interesse comum' abrange as situações em que os sujeitos contribuam para a realização de uma situação que constitui fato gerador da exação. Resposta Correta: STJ tem se manifestado no sentido de que 'interesse comum' abrange as situações em que os sujeitos contribuam para a realização de uma situação que constitui fato gerador da exação, na linha do que é defendido pela doutrina. 23 39E-Book Apostila Uma empresa do mesmo grupo econômico sempre será responsável solidária pelos tributos devidos por uma outra empresa do mesmo grupo. Resposta Incorreta: A responsabilidade solidária em matéria tributária difere um pouco da do direito comum. Não estando essa questão inserida no âmbito da definição de competência tributária não tem aplicação a regra do art. 110 do CTN, que vincula os institutos e conceitos de direito privado na seara do direito tributário. Nos termos do art. 124 do CTN: São solidariamente obrigadas: as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua fato gerador da obrigação principal; as pessoas expressamente designadas por lei. Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange apenas os tributos devidos pela sucedida. Resposta Incorreta: Em decorrência da Súmula 554 do STJ: 'Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão.' CTN estabelece que a pessoa física ou jurídica que adquirir de outra, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, 24 39E-Book Apostila industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, não responde pelos tributos devidos até a data do ato. Resposta Incorreta: CTN estabelece que a pessoa física ou jurídica que adquirir de outra, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, responde pelos tributos devidos até a data do ato. Sobre a responsabilidade tributária do grupo econômico, é correto afirmar: É muito comum, em certas autuações fiscais, verificar-se a responsabilização de diferentes pessoas jurídicas ao fundamento de existir um grupo econômico de fato e, por conseguinte, um "interesse comum" entre tais pessoas na realização do fato gerador que enseja a correlata autuação. Em regra, sob uma perspectiva normativa, tais exigências costumam se fundamentar no disposto no artigo 124, inciso I do Código Tributário Nacional. A responsabilidade tributária se limita aos grupos econômicos 'de fato', mas não 'de direito', esse último como exemplo núcleo econômico, ou seja, entidades clandestinas. Resposta Incorreta: 25 39E-Book Apostila A responsabilidade do grupo é admitida na jurisprudência apenas, quando houver 'confusão patrimonial' ou 'simulação'. Nesses casos, se aplicaria para qualquer espécie de grupo econômico, tanto 'de fato' quanto 'de direito'. A responsabilidade tributária dos grupos econômicos, da forma como admitida pela jurisprudência, não faz distinção entre principal, acessórios e multa. responsabilidade tributária dos grupos econômicos abrange apenas montante do tributo, mas não multas. Resposta Incorreta: A responsabilidade tributária dos grupos econômicos, da forma como admitida pela jurisprudência, não faz distinção entre principal, acessórios e multa. Não há previsão específica na legislação para a responsabilização do grupo econômico em matéria tributária, tema tem que ser analisado, principalmente em face das estruturas societárias. Resposta Correta: Correto! Não existe no Direito posto previsão específica para responsabilidade tributária do grupo econômico. Poderá ocorrer, apenas, quando houver 'confusão patrimonial' ou 'simulação', que, em verdade, independe de configurar grupo econômico. Não caracteriza grupo econômico quando 2 (duas) ou mais empresas estiverem sob a direção, controle ou a 26 39E-Book Apostila administração de uma delas, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica Resposta Incorreta: conceito de grupo econômico é veiculado na Instrução Normativa RFB n° 971/2009: 'Artigo 494 Caracteriza-se grupo econômico quando 2 (duas) ou mais empresas estiverem sob a direção, controle ou a administração de uma delas, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica'. A formação dos grupos econômicos entre empresas é errado ou contrário à lei, segundo fisco. Resposta Incorreta: Os grupos econômicos entre empresas não são errados ou contrários à lei. Apesar dos maus olhos do Fisco quanto ao tema, não há lei em nosso ordenamento jurídico que caracterize como ilegítima ou ilegal a existência de grupos econômicos. A relação tributária constitui um liame obrigacional que tem por objeto uma prestação pecuniária. sujeito ativo (credor) dessa relação é Estado, por meio da pessoa jurídica de direito 27 39E-Book - Apostila público, titular da competência para exigir seu cumprimento, enquanto sujeito passivo (devedor) será particular encarregado de realizar a prestação pecuniária, podendo ser: (i) contribuinte, quando tem relação pessoal e direta com a situação que constitua respectivo fato gerador; (ii) responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorre de disposição expressa de lei. Em regra, sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa constitucionalmente posta como destinada a suportar a relação jurídica 'destinatário legal tributário'), por ter realizado a situação prevista em lei para nascimento da obrigação tributária, nesse caso figurando como contribuinte (ATALIBA, 2009, p. 87). Desta forma, assinale a alternativa verdadeira.E-Book Apostila As questões de responsabilidade dizem respeito a normas gerais de Direito Tributário, por isso seus comandos gerais devem ser veiculados por lei complementar (ÁVILA, 2004, p. 78), cabendo aos entes federativos disciplinar e instituir por lei ordinária hipóteses de responsabilidade tributária, desde que em estrita conformidade com regramento conferido em lei complementar no Código Tributário Nacional. A lei tributária determina a figura do sujeito ativo da obrigação tributária, ou seja, sujeito ativo será, dependendo do tributo: a União, DF, os Estados e os municípios; enquanto que sujeito passivo será contribuinte, pessoa física ou pessoa jurídica. Também por lei a existência do responsável tributário. Resposta Correta: A relação tributária constitui um liame obrigacional que tem por objeto uma prestação pecuniária. sujeito ativo (credor) dessa relação é Estado, por meio da pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir seu cumprimento, enquanto sujeito passivo (devedor) será particular encarregado de realizar a prestação pecuniária, podendo ser: (i) contribuinte, quando tem relação pessoal e direta com a situação que constitua respectivo fato gerador; (ii) responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorre de disposição expressa de lei. Em regra, sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa posta como destinada a suportar a relação jurídica (o 'destinatário legal tributário'), por ter realizado a situação prevista em lei para nascimento da obrigação tributária, nesse caso figurando como contribuinte (ATALIBA, 2009, p. 87). Sobre a responsabilidade tributária, trata-se de relação entre 29 39E-Book Apostila contribuinte e um terceiro, que deve recolher tributo em seu nome. Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta, pois na responsabilidade tributária a relação existente é entre Fisco e terceiro, obrigado por lei ao recolhimento do tributo. responsável tributário é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua respectivo fato gerador. Resposta Incorreta: Na realidade, a definição trazida nesta alternativa é a de 'contribuinte'. responsável tributário é qualquer um a quem a lei atribuir essa condição. Resposta Incorreta: Segundo art. 121 do CTN, concomitantemente ao art. 128 do mesmo código, responsável não é apenas terceiro, cuja obrigação decorre de disposição expressa de lei, mas é necessário que esse terceiro esteja vinculado ao fato gerador da respectiva obrigação. Os sócios das empresas sempre poderão figurar como responsáveis tributários por débitos ocorridos em sua gestão. 30 39E-Book Apostila Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta, pois os sócios somente poderão figurar como responsáveis tributários em situações específicas, previstas na legislação, como no caso do art. 135 do CTN, por exemplo. Nos crimes materiais contra a Ordem Tributária, previstos no art. 1° da Lei n° 8.137/1990, é correto afirmar que: É fundamental adoção de políticas consistentes de compliance tributário não apenas para evitar a responsabilidade no âmbito tributário, mas igualmente as consequências penais da desconformidade da legislação tributária, seja com dolo específico de praticar atos fraudulentos para não recolher tributo (art. 1° da Lei n° 8.137/1990) ou apenas com a simples intenção de não recolher tributo para utilizar os recursos para outros fins (art. 2° da Lei n° 8.137/1990). Não basta que haja supressão ou redução de tributos, mas igualmente haja a prática, por parte do infrator, de alguma das condutas previstas nos incisos do art. 1° da Lei n° 8.137/1990, com dolo específico de sonegação. Resposta Correta: 31 39E-Book Apostila Correto! Não é suficiente para a configuração do tipo a mera supressão ou redução do tributo; exige-se ainda que agente pratique um comportamento fraudulento anterior, consistente com uma das condutas elencadas naquele dispositivo (previstas em seus incisos), pelas quais são especificadas as formas de conduta típica. Evasão fiscal constitui no mecanismo jurídico legal que possibilita ao contribuinte. Resposta Incorreta: Elisão fiscal ou economia fiscal ou, ainda, planejamento tributário constitui no mecanismo jurídico legal que possibilita ao contribuinte suportar um encargo tributário mínimo (aproveitando-se das brechas da lei), ao realizar uma operação tributável da forma mais favorável possível para contribuinte, sem violar ordenamento jurídico nacional. Basta a realização de alguma das condutas previstas nos incisos do art. 1° da Lei n° 8.137/1990, com o dolo específico de sonegação, para configurar o crime material contra a Ordem Tributária, ao menos em sua modalidade culposa. Resposta Incorreta: Em verdade, os crimes contra a Ordem Tributária do art. 1° da Lei 8.137/1990 são crimes materiais, exigindo resultado de supressão ou redução de tributos. Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, crime 32 39E-Book Apostila tributário se consuma com a entrega da declaração, independentemente do processo administrativo. Resposta Incorreta: Os termos da Súmula Vinculante n° 24 do STF dispõem que 'não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1°, incisos a IV, da Lei 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo', não se excepcionando os lançamentos por homologação. A responsabilidade criminal, por ser mais gravosa, exclui a responsabilidade administrativa. Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta, pois as instâncias administrativa e penal são independentes, podendo ambas penalizarem a conduta infratora. Tema relevante e prático de compliance tributário é a possibilidade do encerramento das atividades de uma entidade, mesmo diante da existência de débitos tributários. A Lei Complementar n° 147/2014 simplificou 33 39E-Book Apostila procedimento e permitiu encerramento das atividades, mesmo quando pagamento de tributos e taxas não está em dia. contribuinte não precisa mais apresentar as certidões negativas de débitos tributários, previdenciários e trabalhistas para concluir a baixa no CNPJ. Porém, não esqueça que você assumirá débitos existentes. Posto isto, assinale a alternativa verdadeira: Súmula 435 Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando redirecionamento da execução fiscal para sócio-gerente. (Súmula 435, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/04/2010, DJe 13/05/2010) Apesar de ser possível fechamento de uma entidade com débitos fiscais, em termos práticos há um redirecionamento dos débitos da entidade para os sócios e administradores. Resposta Correta: 34 39E-Book Apostila A lei estipula quais pessoas físicas ou jurídicas poderão ter seu patrimônio atingido em virtude da dívida de outro. Esse fator, contudo, não parece suficiente para justificar afastamento do procedimento previsto no Código Processual para alcançar esse fim. Ao dizer que sócio pode ser responsabilizado pela dívida da empresa em determinada circunstância, não parece ter sido a intenção do CTN admitir que isso seja feito sem a observância aos princípios de nosso ordenamento, como contraditório e a ampla defesa. Os sócios nunca serão responsabilizados pelos débitos tributários contraídos pela entidade. Resposta Incorreta: A lei estipula quais pessoas físicas ou jurídicas poderão ter seu patrimônio atingido em virtude da dívida de outro. Esse fator, contudo, não parece suficiente para justificar afastamento do procedimento previsto no Código Processual para alcançar esse fim. Ao dizer que sócio pode ser responsabilizado pela dívida da empresa em determinada circunstância, não parece ter sido a intenção do CTN admitir que isso seja feito sem a observância aos princípios de nosso ordenamento, como contraditório e a ampla defesa. Quando a entidade encerra as suas atividades sem, contudo, liquidar seu passivo tributário, tal passivo será prescrito e não haverá redirecionamento da execução para os sócios. Resposta Incorreta: 35 39E-Book Apostila 'A simples falta de pagamento do tributo não configura, por si só, circunstância que acarreta responsabilidade subsidiária dos sócios, previsto no artigo 135 do CTN, já que essa responsabilidade não decorre da falta de pagamento, mas da própria dissolução irregular da pessoa jurídica executada que não pode ser imputada a quem não exercia a sua adm ao tempo da dissolução irregular.' A empesa Beta foi vendida para a empresa Alfa no dia 02 de janeiro de 2023, elaborou um contrato de venda transferindo toda responsabilidade em relação aos tributos até 2023 para comprador, ora, empresa Alfa. Esse contrato de transferência dos débitos é plenamente possível de acordo com CTN. Resposta Incorreta: Não é possível. Pois segundo Artigo 123 do CTN. Salvo disposições de leis em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Apesar de ser possível fechamento de uma entidade com débitos fiscais, em termos práticos não haverá redirecionamento dos débitos da entidade para os sócios e administradores. Resposta Incorreta: 36 39E-Book Apostila A lei estipula quais pessoas físicas ou jurídicas poderão ter seu patrimônio atingido em virtude da dívida de outro. Esse fator, contudo, não parece suficiente para justificar afastamento do procedimento previsto no Código Processual para alcançar esse fim. Ao dizer que sócio pode ser responsabilizado pela dívida da empresa em determinada circunstância, não parece ter sido a intenção do CTN admitir que isso seja feito sem a observância aos princípios de nosso ordenamento, como contraditório e a ampla defesa. Referências Bibliográficas AMARO, L. Direito Tributário Brasilerio. São Paulo: Saraiva, 2017. ANDRADE FILHO, Direito Penal Tributário: crimes contra a ordem tributária e contra a previdência social. 7. ed. São Paulo: Grupo Gen, 2015. ATALIBA, G. Hipótese de incidência tributária. 6. ed. São Paulo: Malheiros, 2009. ÁVILA, H. Eficácia do novo Código Civil na legislação tributária. In: GRUPENMACHER, (coord.). Direito tributário e novo Código Civil. São Paulo: Quartier Latin, 2004. BRASIL. Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília: Diário Oficial da União, 1966. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.ht m. Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Lei n. 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, [2011]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8137.htm Acesso em: 19 dez. 2023. 37 39E-Book Apostila BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial n° 1.013.485 SP (2007/0273528-2). Trata- se de recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e da Constituição da República, contra órgão do Tribunal Regional Federal da 3° Região. Relatora: Ministra Denise Arruda, 4 de agosto de 2009. Brasília: Superior Tribunal da Justiça, 2009. Disponível em: https://ww w.conjur.com.br/dl/decisao-stj-hidreplan-bens-socios-nao-entram-divida.pdf.Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (1 Turma). Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial: AgRg no AREsp 16808 GO 2011/0074843-7. Inteiro Teor. Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, 12 de junho de 2013. Jusbrasil, 2013. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/5606436 8/trf-1-28-06-2013-pg-489?ref=next_button. Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus 81.611. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence, 13 maio 2005. Disponível em: https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/sjur95121/false. Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Revista Eletrônica de Jurisprudência. Habeas Corpus 399.109. Habeas Corpus. Não recolhimento do ICMS por seis meses seguidos. Apropriação indébita Tributária. Absolvição sumária. Impossibilidade. Declaração pelo réu do imposto em guias próprias. Irrelevância para a configuração do delito. Relator: Ministro Rogério Schietti Cruz. Santa Catarina, 2017. Disponível em: :https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/620250212/habeas-corpus-hc-3991 09-sc-2017-0106798-0/relatorio-e-voto-620250226. Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial n° 767021 RJ 2005/0117118-7. Processual civil. Ausência de omissão, obscuridade, contradição ou falta de motivação no acordão. Execução fiscal. Alienação de imóvel. Desconsideração da pessoa jurídica. Relator: Ministro José Delgado. Brasília, 16 de agosto de 2005. Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/7197690/r ecurso-especial-resp-767021-rj-2005-0117118-7/inteiro-teor-12945273?ref=juris-tabs.Acesso em: 19 dez. 2023. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Ordinário em Habeas Corpus 163.334. Habeas Corpus. Não recolhimento de ICMS por seis meses seguidos. Apropriação indébita tributária. Absolvição sumária. Impossibilidade. Tributos diretos em que há responsabilidade por substituição e tributos indiretos. Relator: Ministro Roberto Barroso. Santa Catarina, 2020. Disponível em: http:// www.stf.jus.br/arquivo/cms/bibliotecaConsultaProdutoBibliotecaPastaFachin/anexo/RHC163334.pd f. Acesso em: 19 dez. 2023. BREYNER, F.M. Responsabilidade tributária das sociedades integrantes de grupo econômico. In: Revista Dialética de Direito Tributário. n. 187. São Paulo: Dialética, 2011. CALCINI, F. P.; CRUZ, J.C. de C. Responsabilidade tributária sob enfoque da Súmula 435 Do STJ. Revista Jurídica, [s. V. 3, n. 56, p. 326-353, 2019. Disponível em: http://search.ebscohost.com/lo em: 19 dez. 2023. COSTA, R.H. Curso de Direito Tributário. Constituição e Código Tributário Nacional. São Paulo: Saraiva, 2018. SCHOUERI, L.E. Direito tributário. 12. ed. São Paulo: Saraiva, 2023. TEIXEIRA, V.; D'AVILA, F. R.; BACH, The criminal wrongdoing in the crime of tax evasion. Revista Jurídica, [s. V. 1, n. 58, p. 44-67, 2020. 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