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ASPECTOS REGULATÓRIOS Biodisponibilidade e Bioequivalência de Medicamentos no Brasil • Após a II Guerra Mundial – Implementação de Indústrias Farmacêuticas (IF) no Brasil • Decreto 20.397/46 Regulou as atividades da IF e a Propriedade Industrial • 1967 – Reforma Administrativa Federal – MS Assume a Formulação e Coordenação da Política Nacional de Saúde • 1971 – Criação da Central de Medicamentos (CEME) – Órgão da Presidência da República Regular a Capacidade Produtiva Oficial e Aquisição de Medicamentos Aprimoramento da Assistência Farmacêutica no Brasil Relação de Medicamentos Essenciais (RENAME) • 1973 – Lei 5.991 (em vigor) – Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos, etc. • 1976 – Lei 6.360 (em vigor) – Lei da Vigilância Sanitária – Normas para esses Produtos • Decreto 79.056/76 – SNVS DINAL, DIMED, DISAD, DICOP e DIPAF • 1988 – Constituição Federal Criação do SUS • Lei 8.080/90 – Organização do SUS • Lei 8.142/90 – Participação da Comunidade no SUS: Conferências e Conselhos de Saúde • Projeto INOVAR (início dos anos 1990) Retrocesso: Registro de Medicamentos Simplificado e Documental • 1991 - Criação do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL): Harmonização Guia de BP de Fabricação • Programa de Inspeção (PNIFF) - 1995 • 1991 – Projeto de Lei 2.022: Identificação do Medicamento pelo Nome Genérico • 1993 – Decreto 793: Denominação Comum Brasileira (DCB) - Nome Genérico nas Embalagens - Letra 3X maior que o Nome Comercial • 1997 / 1998: Falsificações de Medicamentos Casos Microvlar® e Androcur® • 1998 – Portaria 3.916 do MS – Política Nacional de Medicamentos – Esferas Municipal, Estadual e Federal • Adoção da RENAME • Promoção à Produção dos Medicamentos ( Inclusive Genéricos) • Reorientação da Assistência Farmacêutica • Promoção do Uso Racional de Medicamentos • Desenvolvimento Científico e Tecnológico • Garantia da Segurança, Eficácia e Qualidade dos Medicamentos • 1999 - Lei 9.782: Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) Critério: Risco Sanitário Dr. Gonzalo Vecina Neto Regulamentação Técnica para Medicamentos Inovadores (Referências), Genéricos e Similares (1999 – 2003) • BASE TÉCNICA-CIENTÍFICA: Normas da FDA-USA; HEALTH CANADA; EMA • Princípios: Bioequivalência, Equivalência Farmacêutica, Equivalência Terapêutica e Intercambialidade • Primeira Normativa: Resolução 391/99* *Participação de Consultor Indicado pela OPS/OMS • PÓS-REGISTRO • ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO BDR/BE • ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO BDR/BE • PROVAS BDR/BE • ISENÇÃO E SUBSTITUIÇÃO BDR/BE • PLANEJAMENTO DA ETAPA ESTATÍSTICA BDR/BE • VALIDAÇÃO MÉTODOS ANALÍTICOS E BIOANALÍTICOS • NOTIFICAÇÃO DE LOTES PILOTO • EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA E PERFIL DE DISSOLUÇÃO • ESTUDOS DE CORRELAÇÃO IN VIVO-IN VITRO • ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS EMPRESA ANVISA (Protocolo) • Formulação • Processo • Qualidade • Equivalência Farmacêutica • Bioequivalência Perfil de Dissolução (Isenção de BE entre Dosagens) APROVAÇÃO/PUBLICAÇÃO DO REGISTRO (D.O.U) Relatório Técnico Exigências (?) Exigências (?) Evolução da Regulamentação Técnica sobre Medicamentos Genéricos* *BUENO, MM ; STORPIRTIS, S - Aspectos Regulatórios e Perspectivas para o Registro e o Pós-Registro de Medicamentos Genéricos e Similares no Brasil. IN: STORPIRTIS et al. – Biofarmacotécnica. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 2009. • Formação e Capacitação de Pessoal para Avaliação dos Dossiês de Bioequivalência • Número reduzido de Centros de Bioequivalência para realização dos estudos • Interpretação da Norma Técnica PROBLEMAS • Investimentos - Pessoal (ANVISA) • Incentivos para Criação de Centros Públicos de Bioequivalência • Seminários dirigidos ao Setor Industrial com a colaboração da Academia Processo Contínuo de Revisão da Norma Técnica 2002... 2001 1999 MARQUES, M. ; BUENO, M.M. ; STORPIRTIS, S. Brazil - Bioequivalence Regulations. Generic Drug Product Development: International Regulatory Requirements for Bioequivalence. New York: Informa Healthcare, p. 46-66, 2010. ARAÚJO, LU ; ALBUQUERQUE, KT ; KATO, KC ; SILVEIRA, GS ; MACIEL, NR ; SPÓSITO, PA ; BARCELLOS, NMS ; SOUZA, J ; BUENO, M. ; STORPIRTIS, S. Medicamentos Genéricos no Brasil: Panorama Histórico e Legislação. Revista Panamericana de Salud Pública / Pan American Journal of Public Health, v. 28, p. 480-492, 2010. 1999 Apresentação Obrigatória do Protocolo do Estudo de BE para Avaliação da ANVISA antes da realização da Etapa Clínica Importante para evitar reprovações dos estudos 2001 – Apresentação NÃO Obrigatória do Protocolo de BE Apresentação Obrigatória dos Dados Obtidos • Revisão de 20% dos Cromatogramas e do Cálculo das Concentrações Plasmáticas • Recálculo dos Dados Farmacocinéticos e Reanálise Estatística PROBLEMAS NA ETAPA CLÍNICA 2002 - Guia para Desenhos Aplicáveis a Estudos de Bioequivalência Orientação sobre os Desenhos Mais Adequados segundo o Objetivo do Estudo Exemplo: Ciclosporina ( NTI ) - Voluntários Sadios ou Pacientes ? - Tamanho (N) da Amostra ? - Em Jejum ou com Alimento ? Problema Necessidade de realizar Estudos de Bioequivalência com Alimento Quando? Como? 2004 - Lista 1 Forma da Administração (página web) www.anvisa.gov.br http://www.anvisa.gov.br/ Etapas Analítica e Estatística 23% Etapa Analítica 19% Etapa Estatística 18% Etapas Clínica, Analítica e Estatística 14% Perfis de Dissolução 9% Medicamentos de Referência 8% Habilitação do Centro de BE 6% Outros 3% • Dados de Estabilidade • Cromatogramas • Padrão Interno • Curvas de Calibração • Controles de Qualidade Problema: Dúvidas sobre a Relevância da Quantificação de Metabólitos Qual é a importância do metabólito ? Há padrão disponível do metabólito ? alterações na Metabólito ou Inalterado ? Qual representa melhor as formulação ? 2004 - Seminário Internacional sobre Metabólitos em Estudos de Bioequivalênciacom especialistas de Argentina, Chile, Estados Unidos e Portugal Participação de Representantes de Indústrias Farmacêuticas e Centros de Bioequivalência Solução : Quantificação da Molécula Não Biotransformada - Algumas Exceções Problema: Realização de Estudos de Bioequivalência para Medicamentos com Hormônios “Seminário Internacional - Genéricos de Contraceptivos Orais e Hormônios” Organização: Pró-Genéricos ( 2005 ) Participação: ANVISA, Centros de BE, Setor Industrial, Academia Convidados: Especialistas dos EUA, Canadá e Europa Alterações na Norma Técnica em 2006 AMÉRICAS REDE PAN-AMERICANA PARA HARMONIZAÇÃO DA REGULAMENTAÇÃO FARMACÊUTICA REDE PARF (PAHO/WHO) GRUPO DE TRABALHO DE BIOEQUIVALÊNCIA • Oportunidade para Intercâmbio de Experiências • Importante para o Processo de Implementação dos Estudos de Bioequivalência no Brasil 1999 - 2009: Indústria de Genéricos investiu cerca de US$ 170 milhões - Construção e Modernização das Fábricas (Nacionais predominavam) Multinacionais detêm 40% do Mercado de Genéricos no Brasil - Folha de São Paulo – 29/08/2011 - Crescimento Econômico - Política Governamental para Ampliar Acesso a Medicamentos - Vencimento de Patentes Genéricos representam 21% das vendas (em unidades) de Medicamentos no País (F.S.Paulo – 24/08/11) • Estudo da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) - 86% dos brasileiros já tiveram um Medicamento de Marca substituído por Genérico por sugestão do Farmacêutico (F. S. Paulo – 24/08/11) • 42% dos Médicos não tem o Hábito de prescrever Genérico • 92% dos Médicos prescreveram Genéricos nos últimos 12 meses para Reduzir o Custo do Tratamento ou a Pedido do Paciente • População - 83% das Pessoas - Genéricos são tão Eficazes quanto os Medicamentos de Referência; 80% delas - apresentam a mesmaSegurança. Novas Oportunidades Profissionais: - Indústria Farmacêutica: Desenvolvimento Farmacotécnico Controle e Garantia de Qualidade Assuntos Regulatórios Centros de Equivalência Farmacêutica Centros de Bioequivalência ANVISA 0101 02 01 01 01 01 18 NACIONAIS: 26 Clínica: 14 Analítica: 21 Estatística: 14 Todas as etapas: 05 INTERNACIONAIS: 26 Argentina: 1 Austrália: 2 Canadá: 2 Eslovênia: 1 EUA: 1 Índia: 16 Irlanda: 1 Itália: 2 01 04 03 02 06 03 16 Farmacêutica (Maio 2010) Total: 38 centros Nacionais 01 01 01 3ª Etapa - Outras Classes Terapêuticas (Baixo Risco) Equivalência Farmacêutica 1ª Renovação de Registro Bioequivalência 2ª Renovação de Registro 2ª Etapa - ANTIBIÓTICOS, ANTIRETROVIRAIS e ONCOLÓGICOS Equivalência Farmacêutica + Bioequivalência Para Renovação de Registro 1ª Etapa - Até Dezembro de 2004 21 fármacos Alto Risco Bioequivalência Alterações na Graduação e Pós-Graduação em Farmácia Novas disciplinas com Temas sobre: - Biofarmácia e Farmacocinética - Medicamentos Genéricos e Bioequivalência - Estudos de Permeabilidade de Fármacos - Sistema de Classificação Biofarmacêutica - Bioisenções • Alterações Pós-Registro • Adequação - Medicamentos Similares (2014) e Migração para a Categoria de Genéricos (???) • Bioisenções • Alterações da Regulamentação do Setor Magistral • Certificação de Matérias-Primas • Política Industrial com Foco na Inovação Tecnológica na Área de Medicamentos • Biossimilares STORPIRTIS, S. ; BUENO, M.M. - A Vigilância Sanitária e a Política de Medicamentos no Brasil: Medicamentos Genéricos, Similares e Novos. In: STORPIRTIS, S, et al. – Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 2008. WORKSHOP “PERSPECTIVAS PARA O FORTALECIMENTO DOS MERCADOS DE MEDICAMENTOS SIMILARES E GENÉRICOS EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO“. Brasília: OMS/OPAS/ANVISA, 2003. Disponível em: http://www.opas.org.br/medicamentos/site/UploadArq/folder_port.pdf STORPIRTIS, S – Ética en la calidad de los medicamentos y su relación con parámetros de biodisponibilidad, seguridad y eficacia. IN: NOVAES, MRG; LOLAS, F ; QUEZADA, A – ÉTICA Y FARMACIA. Una Perspectiva Latinoamericana. Monografias de ACTA BIOETHICA nº 2 – 2009. CIEB – Universidad de Chile – Programa de Bioética – OPS/OMS. VIEIRA, N.R.; CAMPOS, D.R. – Manual de Bioequivalência. Série Pesquisa Clínica. São Paulo: Dendrix, 2011. 208p. http://www.opas.org.br/medicamentos/site/UploadArq/folder_port.pdf 1. Destaque alguns pontos fundamentais da implementação dos Estudos de Bioequivalência no Brasil. 2. Comente os principais impactos dessa implementação para o Brasil. 3. Como a implementação dos estudos de bioequivalência influenciou o mercado de medicamentos similares no Brasil? ESFORÇOS DE HARMONIZAÇÃO EM BIOEQUIVALÊNCIA SITUAÇÃO ATUAL DOS PAÍSES LATINOAMERICANOS O conteúdo desta apresentação é de responsabilidade da ministrante, assim como as interpretações e comentários sobre o tema. • WHO Expert Committee on Specifications for Pharmaceutical Preparations – elaboração de guias relativos à qualidade de medicamentos. • 1.999 – Publicação do documento “Marketing Authorization of Pharmaceutical Products with Special Reference to Multisource (Generic) Products: a Manual for a Drug Regulatory Authority”. • 9ª Conferência Internacional das Autoridades Regulatórias (ICDRA) – OMS é estimulada a elaborar guias para colaborar com a harmonização da regulamentação farmacêutica. PRIORIDAD: • GMP • BIODISPONIBILIDAD Y BIOEQUIVALENCIA • GCP • PRODUCTOS FALSIFICADOS “Contribuir com a Harmonização de Critérios de Bioequivalência para a Promoção da Intercambialidade de Medicamentos nas Américas” Estratégias regionais para implementação da BE: normas, guias, medicamentos de referência, recursos financeiros. • Análise da situação sobre a Bioequivalência nos países da região • Avaliação da realidade das ARN • Organização de seminários regionais sobre Bioequivalência e temas relacionados • Elaboração de um diagnóstico sobre a situação dos países da região • Verificação da necessidade de capacitação de recursos humanos e de avanços na elaboração de normas sobre BD e BE • Em 2.000 - EUA, Canadá, México e Brasil - normas publicadas • Comparadores (referências regionais) • Fortalecimento das ARN • Programas de capacitação • Implementação de Centros de BE • Recursos financeiros Documento com recomendações para a realização de estudos de BE, considerando as possibilidades de bioisenções e a necessidade de priorização dos estudos de acordo com o risco sanitário: - Experiência da Argentina: alto, intermediário e baixo risco “Multisource (generic) pharmaceutical products: guidelines on registration requirements to establish interchangeability” - Anexo 7 - WHO Technical Report Series, nº 937, 2.006 “Proposal to waive in vivo BE requirements for WHO Model List of Essential Medicines immediate-release solid oral dosage forms” – Anexo 8 - WHO Technical Report Series, nº 937, 2.006 1. Adotar os documentos da OMS. 2. Documento do GT/BE: Estratégias para a implantação dos estudos de Bioequivalência, considerando a situação dos países da região. • REQUEREM DEMONSTRAÇÃO DA EQUIVALÊNCIA TERAPÊUTICA (IN VIVO / IN VITRO) PARA REGISTRO DE MEDICAMENTOS NÃO INOVADORES (GENÉRICOS) ESTADOS UNIDOS e OUTROS PAÍSES CANADÁ • NÃO DISPÕEM DE NORMA PARA GENÉRICOS • ALGUNS EXIGEM BE OU DECLARAÇÃO DE INTERCAMBIALIDADE (IN VIVO ou IN VITRO) • ALGUNS USAM O CONCEITO DE PAÍS DE REFERÊNCIA (PROCESSO ABREVIADO) - REGISTRO COMO SIMILAR MÉXICO e BRASIL • NORMA PARA REGISTRO DE GENÉRICOS • REGISTRO DE SIMILARES NÃO INTERCAMBIÁVEIS * Giarcovich & Bolaños, 2010. • Argentina - Disp. Nº 3185/1999 - ANMAT • Brasil - Resolução Nº 391/1999 - ANVISA - MS • Chile - Res. Nº 726 e 727/2005 - Ministério da Saúde • Colômbia - Res. Nº 1400/2001 - Ministério da Saúde • Costa Rica - Dec. Pres. Nº 32470-S/2005 • Cuba - Reg. Nº 18-07 - Ministério da Saúde • México - Norma - NOM-EM-003-SSA1-1998 • Panamá - Res. Nº 081/2005 - Ministério da Saúde • Uruguai - Dec. Pres. Intercambiabilidad - 2008 • Venezuela - Normas de la Junta Revisora de Productos Farmacéuticos (Jan 1999) e Res. Nº 38.499/2006 - Ministério da Saúde • Perú e Equador - Norma de Equivalência Terapêutica em avaliação pelo Ministério da Saúde 1998 1999 2001 2005 2006 2007 2008 México Argentina Brasil Colômbia Chile Costa Rica Venezuela Cuba Uruguai * Não menciona Bioisenções. Estudos de BE – apresentação voluntária. MEDICAMENTOS comercializados com o nome genérico e o logo GI (genérico intercambiável). Seguridade Social - requisito de genéricos intercambiáveis (licitações). O número de GI aumentou de maneira importante. As demais instâncias de Saúde se somaram ao requisito de comprar GI. Grande aumento no número de GI. 1 2 3 Atualização do registro a cada 5 anos • Formas sólidas ou semisólidas: estudos de BE para a renovação do registro. Logo GI • Não existirá o logo GI - se assume que todos serão bioequivalentes no futuro. Lista: Consejo de Salubridad Social • Tipo de teste. • Documentar a intercambialidade apenas com dissolução (cerca de 15). *Documento está focado nos estudos in vivo. PAÍSES DROGA PUNTAJE RIESGO 3 Carbamazepina 12 ALTO Ciclosporina ALTO 3 Fenitoína 12 ALTO 3 Litio 12 ALTO 3 Teofilina 12 ALTO 3 Valproato 12 ALTO 3 Verapamilo 12 ALTO 2 Etosuximida 11 ALTO 2 Insulinas 11 ALTO 2 Quinidina 11 ALTO 2 Warfarina 11 ALTO OMS - Serie de Informes Técnicos N° 863, 1996. Países selecionados foram: Alemanha, EE.UU, Canadá Inclusões: Piridostigmina (2000); ARV (2001); Isotretinoína (2002). FORMULARIO F-BIOF 1: Solicitud de certificación de centros que realizan estudios de biodisponibilidad- bioequivalencia para establecer equivalencia terapéutica de medicamentos. FORMULARIO F-BIOF 02: Solicitud de autorización de protocolo para realizar estudio de biodisponibilidad/bioequivalencia (BD/BE) para establecer equivalencia terapéutica (EQT). FORMULARIO F-BIOF 03: Requisitos de documentación e información de la etapa bioanalítica de los estudios de biodisponibilidad/bioequivalencia (BD/BE) para establecer equivalencia terapéutica (EQT). FORMULARIO F-BIOF 04: Presentación de resultados de estudios de biodisponibilidad/bioequivalencia para establecer equivalencia terapéutica (EQT) Formulario F-BIOF 05: Solicitud de certificación de centros biofarmacéuticos que realizan estudios in vitro para optar a una bioexención FORMULARIO F-BIOF 06: “Solicitud de autorización de protocolo de estudios in vitro para optar a bioexención de estudio de BE in vivo para demostrar equivalencia terapéutica (EQT) FORMULARIO F-BIOF 07: Presentación de resultados de estudios in vitro para optar a bioexención de estudios de be in vivo para demostrar equivalencia terapéutica (EQT) laboratórios nacionais tem Laboratórios de Desenvolvimento e Controle de Qualidade (acreditados). • Não há laboratórios para estudos de permeabilidade • Órgão regulador aceita informação da literatura científica para demonstração de permeabilidade Bioisenção Bioequivalência • Praticamente todos os Órgão regulador acreditou: • 1 laboratório no Chile (universitário) • 2 laboratórios na Argentina • Reconhece a acreditação ds ANVISA para os laboratórios do Brasil • Somente com Bioisenção - 8 medicamentos • Alguns comercializados com DCI e outros com nome de fantasia (comercial) • Calendário original não cumprido: demora nos processos de validação (produção). • Os logos para identificar os medicamentos intercambiáveis estão desenhados, mas falta definir como vão ser apresentados no envase. • Considera o risco sanitário e o SCB para propor os requisitos para estabelecer a intercambialidade. • Risco sanitário alto: IN VIVO, independentemente da classificação biofarmacêutica do fármaco. • Risco sanitário intermediário: Classe IV - IN VIVO Classes II e III - IN VIVO salvo bioisenções devidamente justificadas. Classe I - Pode realizar estudo IN VITRO. Se não for possível demonstrar IN VITRO: Realizar o estudo IN VIVO. 42 • Risco sanitário baixo: Não será necessária a demonstração de intercambialidade independentemente da classificação biofarmacêutica do fármaco. • Centros: 2 centros privados acreditados pelo Ministerio de Salud Pública Universidad de la República (centro estatal – em processo) • Rotulagem: Envase secundário - "Medicamento Intercambiable” PRINCIPIO ACTIVO METODO ACIDO VALPROICO Y IN VIVO - IN VITRO SUS SALES CARBAMAZEPINA IN VIVO - IN VITRO CICLOSPORINA IN VIVO - IN VITRO Listado de los fármacos con FENITOINA OXCARBAZEPINA ABACAVIR AMPRENAVIR DIDANOSINA EFAVIRENZ INDINAVIR IN VIV O - INVITRO IN VIVO - IN VITRO IN VITRO IN VIVO - IN VITRO(en estudio) IN VITRO IN VIVO - IN VITRO IN VIVO - IN VITRO prioridad a ser LAMIVUDINA LOPINAVIR + RITONAVIR NELFINAVIR IN VITRO IN VIV O - IN VITRO IN VIVO - IN VITRO evaluados NEVIRAPINA RITONAVIR IN VIVO - IN VITRO IN VIVO - IN VITRO SAQUINAVIR IN VIVO - IN VITRO STAVUDINA IN VITRO ZIDOVUDINA IN VITRO • Articulo 2. Adoptar oficialmente la Guía de Biodisponibilidad o de Bioequivalencia recomendada por la Comisión Revisora del INVIMA (Marzo/ 2001). • Articulo 3. Exigencia de Estudios de Biodisponibilidad Absoluta para: b) Anticoagulantes d) Anticonvulsivantes f) Digitalicos h) Teofilina y sus Sales a) Antineoplasicos c) Antiarrítmicos e) Antiparkinsonianos g) Inmunosupresores i) Antiretrovirales Regulación 16-99 - "Requerimientos para los Estudios de Biodisponibilidad y Bioequivalencia". CECMED, Ciudad de La Habana, 1.999. Requerimientos de la demostración de intercambiabilidad terapéutica para el registro de los productos farmacéuticos multiorigen. CECMED, 2.001 (estudios in vitro). Desde o ano 2004 se reconhece a potencialidade de aplicação do SCB para demonstrar Equivalência Terapêutica Decreto # 28466-S Febrero 2000 Lista de 7 principios activos que deberían haberse sometido a estudios de BE IN VIVO en el 2001 Decreto 32470-S Agosto 2005 Actualmente, está paralizada la aplicación de los estudios IN VIVO (Resolución de la Sala Constitucional que exige una Ley y no un Decreto Ejecutivo para la realización de estudios con seres humanos). Não há centros acreditados. Alguns estudos foram feitos pela Faculdade de Farmácia por interesse próprio dos laboratórios. Atualmente são oferecidos os serviços para estudos in vitro (perfis de dissolução). Não está claro se vão aceitar estudos de Bioisenção. Não está claro se vai haver identificação especial no envase. Atualmente os medicamentos podem ser intercambiáveis somente se o médico autorizar. • 14 de Agosto de 2006 - foi publicada na “Gaceta Oficial” a Resolução Nº 38499 com a norma para estudos de BD e BE. • Estabelece a obrigatoriedade dos estudos de BE para 43 p.a. • Estabelece prazo para apresentar os estudos e para a elaboração do guia de funcionamento e certificação oficial dos centros especializados para realização dos estudos de BE. Documento del Mercosur de octubre de 2009, en: http://www.anmat.gov.ar/mercosur/pdf_files/01ag_copros al/AGREGADO_XI_TOR_MERCOSUL_Estrategia_BDBE_d ec09.pdf TERMO DE REFERÊNCIA - Estratégia MERCOSUL para o tratamento dos temas de Bioisenção, Equivalência Farmacêutica, Biodisponibilidade e Bioequivalência. Fortalecimento das capacidades regulatórias em saúde dos Estados Partes do MERCOSUL. http://www.anmat.gov.ar/mercosur/pdf_files/01ag_coprosal/AGREGADO_XI_TOR_MERCOSUL_Estrategia_BDBE_dec09.pdf http://www.anmat.gov.ar/mercosur/pdf_files/01ag_coprosal/AGREGADO_XI_TOR_MERCOSUL_Estrategia_BDBE_dec09.pdf http://www.anmat.gov.ar/mercosur/pdf_files/01ag_coprosal/AGREGADO_XI_TOR_MERCOSUL_Estrategia_BDBE_dec09.pdf GIARCOVICH, S.S.; BOLAÑOS, R. - South America and Pan American Health Organization. In: SHARGEL, L. & KANFER, I. - Generic Drug Product Development International Regulatory Requirements for Bioequivalence, Informa Healthcare, New York, cap. 9, p. 211 - 231, 2.010. STORPIRTIS, S. - Biofarmacotécnica: Princípios de Biodisponibilidade, Bioequivalência, Equivalência Farmacêutica, Equivalência Terapêutica e Intercambialidade de Medicamentos. In: STORPIRTIS, S. et al. - Biofarmacotécnica - Coleção Ciências Farmacêuticas. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. Cap. 1, p. 3 - 11, 2.009. 1. Quais foram os primeiros países latinoamericanos a elaborar normas relacionadas à bioequivalência? 2. Quais foram as principais atividades relacionadas à harmonização dos critérios de bioequivalência nas Américas? 3. Quais são as principais dificuldades para a implementação dos estudos de bioequivalência na América Latina? INTERCAMBIABILIDADE DE MEDICAMENTOS 1.977 - Bioequivalência - requisito legal: “Code of Federal Regulations - CFR - Title 21 - Section 505(j) - Part 320 - Bioavailability and Bioequivalence Requirements” 1.984 - Hatch-Waxman Amendment Act - ANDA Estudos de Biodisponibilidade Relativa empregando o Critério de Bioequivalência • Medicamentos Genéricos Aprovados nos EUA: Empresa deve comprovar que o medicamento é Equivalente Farmacêutico e Bioequivalente em relação a seu respectivo medicamento de referência (inovador). Medicamento é considerado terapeuticamente equivalente e, portanto, intercambiável com o medicamento de referência. Center for Drug Evaluation and Research (CDER –FDA) - relação dos produtos aprovados pela avaliação da Equivalência Terapêutica (“Orange Book”): Informar prescritores, farmacêuticos, agências reguladoras e a população sobre os medicamentos do mercado americano. Início em 1979 - colaborar com a substituição entre medicamentos e a redução de gastos com medicamentos. Dois medicamentos são considerados equivalentes farmacêuticos quando apresentam o mesmo fármaco, a mesma dosagem ou concentração e a mesma forma farmacêutica. Equivalentes farmacêuticos devem Cumprir com as mesmas Especificações In Vitro Equivalência In Vitro BRASIL – CASO DA CICLOSPORINA : - Referência – cápsula gelatinosa - Genérico – cápsula gelatinosa mole Mesma forma farmacêutica Dois medicamentos são considerados Alternativas Farmacêuticas quando : - Contém diferentes sais ou ésteres, - Diferentes complexos da mesma molécula terapeuticamente ativa, - Apresentam doses ou formas farmacêuticas distintas. EUA e Brasil, por exemplo: Alternativa Farmacêutica não pode ter registro como genérico. Canadá e Europa aceitam: comprimidos e cápsulas bioequivalentes para registro como genéricos. -Quando dois medicamentos são considerados Equivalentes Terapêuticos eles também são considerados Intercambiáveis !!! -É a base para a substituição do medicamento de referência pelo medicamento genérico correspondente. A Equivalência Terapêutica significa: • Mesma Eficácia Clínica • Mesma Segurança • Mesmo potencial para gerar efeitos adversos • Realizar o teste de Equivalência Farmacêutica entre o medicamento teste e o medicamento de referência indicado pela autoridade reguladora.* • Realizar o teste de Bioequivalência entre esses medicamentos utilizando o mesmo lote já aprovado na Equivalência Farmacêutica.** • Dispor do certificado de Boas Práticas de Fabricação. * Centro nacional certificado pela Anvisa. ** Centro nacional ou internacional certificado pela Anvisa. www.anvisa.gov.br http://www.anvisa.gov.br/ O marco teórico sobre a Bioequivalência tem evidências suficientes para sustentar a tese da Equivalência Terapêutica e da Intercambiabilidade ? REVISÕES SOBRE ESTUDOS DE BIOEQUIVALÊNCIA PARA MEDICAMENTOS GENÉRICOS (FDA-USA) • JAMA, v. 282, n. 21, p.1995: 127 estudos de BE – Diferenças observadas entre os dados (Referência e Genérico): ASC(0-t) ASC(0-inf) Cmax +/- 3,47% (D. E. 2,84) +/- 3,25% (D. E. 2,97) +/- 4,29% (D. E. 3,72) Confirmação de dados obtidos em outra revisão para 224 estudos (1984-1987) diferença em ASC +/- 3,5% •Ann Pharmacother. 2009 Oct; 43 (10): 1583-97 Comparing generic and innovator drugs: a review of 12 years of bioequivalence data from the United States Food and Drug Administration Davit BM, Nwakama PE, Buehler GJ, Conner DP, Haidar SH, Patel DT, Yang Y, Yu LX, Woodcock J 1996 – 2007 : 2070 estudos de BE (FF orais) n = 12 a 170 Diferenças: ASC(0-t) Cmax +/- 3,56% (em 98% diferença menor que 10%) +/- 4,35% O critério para concluir sobre a Equivalência Terapêutica entre G e R é adequado http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Davit BM"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Nwakama PE"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Buehler GJ"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Conner DP"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Haidar SH"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Patel DT"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Yang Y"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Yu LX"[Author] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term="Woodcock J"[Author] Equivalência Terapêutica: quando um medicamento contém a mesma quantidade do mesmo fármaco na mesma forma farmacêutica em relação a outro (referência) e é administrado aos mesmos sujeitos na mesma dose, a eficácia e toxicidade (potencial) serão essencialmente as mesmas. GUIDANCE FOR INDUSTRY Conduct and Analysis of Bioavailability and Bioequivalence Studies - Part A: Oral Dosage Formulations Used for Systemic Effects 1.992. e eficáciarelação ao produto de segurança comprovados. • Na prática, a comprovação da Bioequivalência é - em geral - o método mais apropriado para estabelecer a Equivalência Terapêutica. • WHO document (2.006): “Produtos Farmacêuticos Multifonte devem demonstrar direta ou indiretamente que são terapeuticamente equivalentes ao produto comparador para serem considerados intercambiáveis”. • O documento preparado pelo “BE Working Group” reconhece que a implementação deve ser uma decisão da ARN e que a estratégia de considerar categorias de risco sanitário facilitará a implementação. 1. Como podemos definir a Equivalência Farmacêutica? 2. Quando um medicamento pode ser considerado como uma alternativa farmacêutica em relação a um medicamento de referência? 3. O que é a Equivalência Terapêutica entre medicamentos? 4. Qual é a relação entre a Equivalência Terapêutica e a Intercambialidade entre medicamentos? SHARGEL, L.; WU-PONG, S.; YU, A.B.C.- Applied Biopharmaceutics & Pharmacokinetics, 5ª. Ed., McGraw-Hill, 2.005, 892p. SHARGEL, L. & KANFER, I. - Generic Drug Product Development - Solid Oral Dosage Forms, Marcel Dekker, New York, 2.005, 381p. STORPIRTIS, S.; GONÇALVES, J.E.; CHIANN, C.; GAI, M.N. Biofarmacotécnica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2.009. SHARGEL, L. & KANFER, I. - Generic Drug Product Development - International Regulatory Requirements for Bioequivalence, Informa Healthcare, New York, 2.010, 309p. www.paho.org www.fda.org www. eudra.org/emea.html www.hc-sc.gc.ca/hpb-dgps/therapeut http://www.paho.org/ http://www.fda.org/ http://www/ http://www.hc-sc.gc.ca/hpb-dgps/therapeut