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GEOMETRIA MOLECULAR E TEORIA DAS LIGAÇÕES
47 pág.

Química Orgânica Universidade de BrasíliaUniversidade de Brasília

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## Resumo sobre Estrutura Atômica, Geometria Molecular e Teoria das Ligações QuímicasO estudo da estrutura atômica e das ligações químicas é fundamental para compreender a forma e o comportamento das moléculas. Um dos modelos mais importantes para prever a geometria molecular é o **Modelo da Repulsão por Pares de Elétrons da Camada de Valência (VSEPR)**. Esse modelo baseia-se na ideia de que os pares de elétrons ao redor do átomo central de uma molécula se organizam de modo a minimizar a repulsão entre eles, buscando a configuração de menor energia total. Os pares de elétrons não compartilhados (pares isolados) ocupam mais espaço e exercem maior repulsão do que os pares compartilhados (pares ligantes), influenciando diretamente os ângulos de ligação e a forma da molécula. A ordem da força de repulsão entre pares eletrônicos é: par isolado – par isolado > par isolado – par ligante > par ligante – par ligante.O modelo VSEPR permite classificar as moléculas segundo o número estérico, que é o total de pares de elétrons (compartilhados e isolados) ao redor do átomo central. Por exemplo, na molécula de tricloreto de arsênio (AsCl3), o arsênio possui quatro pares de elétrons (três compartilhados e um isolado), resultando em um número estérico 4, com arranjo eletrônico tetraédrico e forma molecular pirâmide trigonal. Já no tetrafluoreto de enxofre (SF4), o enxofre tem cinco pares de elétrons (quatro compartilhados e um isolado), número estérico 5, com arranjo eletrônico bipirâmide trigonal e forma molecular conhecida como "gangorra". A posição dos pares isolados (axial ou equatorial) influencia os ângulos de ligação, que podem variar entre 90° e 120°, conforme a geometria da molécula.Além da geometria, o modelo VSEPR ajuda a prever a polaridade das moléculas. Estruturas lineares podem ser apolares (AX2) ou polares (AXY), enquanto estruturas angulares (AX2E2), pirâmides trigonal (AX3E), bipirâmides trigonal (AX4Y) e tetraédricas (AX3Y) geralmente resultam em moléculas polares devido à distribuição assimétrica dos pares eletrônicos. Por outro lado, moléculas com geometria trigonal plana (AX3), octaédrica (AX6) e bipirâmide trigonal (AX5) tendem a ser apolares quando os ligantes são iguais, pois a simetria cancela os momentos dipolares.### Teoria das Ligações Químicas CovalentesA compreensão das ligações químicas é aprofundada por quatro principais teorias: 1. **Teoria da Ligação pela Valência (TLV)** 2. **Teoria do Orbital Molecular (TOM)** 3. **Teoria do Campo Cristalino (TCC)** 4. **Teoria do Campo Ligante (TCL)**A **Teoria da Ligação pela Valência (TLV)**, desenvolvida no final dos anos 1920, supera a teoria de Lewis e o modelo VSEPR ao incorporar conceitos da mecânica quântica para descrever as ligações covalentes em termos de orbitais atômicos. Nessa teoria, os elétrons não são vistos como partículas fixas, mas como nuvens de probabilidade, o que permite calcular ângulos e comprimentos de ligação com maior precisão.Dentro da TLV, as ligações covalentes são classificadas em dois tipos principais: - **Ligações sigma (σ):** Resultam da sobreposição frontal (cabeça a cabeça) de orbitais atômicos, como orbitais s-s, s-p ou p-p. Um exemplo clássico é a molécula de hidrogênio (H2), onde dois orbitais 1s se sobrepõem para formar uma ligação σ. As ligações σ são comuns em moléculas de haletos de hidrogênio (HF, HCl, HBr, HI). - **Ligações pi (π):** Formadas pela sobreposição lateral (lado a lado) de orbitais p perpendiculares ao eixo internuclear. Um exemplo é a molécula de nitrogênio (N2), onde, além da ligação σ, existem duas ligações π que resultam da sobreposição lateral dos orbitais 2p. As ligações π possuem um plano nodal único sobre o eixo internuclear.Esses conceitos são essenciais para entender a natureza das ligações múltiplas (duplas e triplas) e a estabilidade das moléculas, além de explicar propriedades como a rigidez e a reatividade química.---### Destaques- O modelo VSEPR prevê a geometria molecular com base na repulsão entre pares de elétrons da camada de valência, considerando pares isolados mais volumosos e repulsivos que pares compartilhados. - O número estérico indica o total de pares eletrônicos ao redor do átomo central, determinando o arranjo eletrônico e a forma molecular (ex.: tetraédrico, bipirâmide trigonal). - A polaridade molecular pode ser prevista a partir da geometria e da distribuição dos pares eletrônicos, com moléculas assimétricas tendendo a ser polares. - A Teoria da Ligação pela Valência (TLV) utiliza conceitos quânticos para descrever ligações covalentes em termos de orbitais atômicos, distinguindo ligações sigma (σ) e pi (π). - Ligações σ resultam da sobreposição frontal de orbitais, enquanto ligações π decorrem da sobreposição lateral, explicando ligações múltiplas em moléculas como N2.

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