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revisão bibliográfica o uso da metodologia para a produção de textos Vol.2 Leonardo Augusto Couto Finelli Wellington Danilo Soares (Organizadores) editora científica digital revisão bibliográfica o uso da metodologia para a produção de textos Vol.2 Leonardo Augusto Couto Finelli Wellington Danilo Soares (Organizadores) 2022 - GUARUJÁ - SP 1ª EDIÇÃO editora científica digital Diagramação e arte Equipe editorial Imagens da capa Adobe Stock - licensed by Editora Científica Digital - 2022 Revisão Autores e Autoras 2022 by Editora Científica Digital Copyright© 2022 Editora Científica Digital Copyright do Texto © 2022 Autores e Autoras Copyright da Edição © 2022 Editora Científica Digital Acesso Livre - Open Access EDITORA CIENTÍFICA DIGITAL LTDA Guarujá - São Paulo - Brasil www.editoracientifica.org - contato@editoracientifica.org Parecer e revisão por pares Os textos que compõem esta obra foram submetidos para avaliação do Conselho Editorial da Editora Científica Digital, bem como revisados por pares, sendo indicados para a publicação. O conteúdo dos capítulos e seus dados e sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e autoras. É permitido o download e compartilhamento desta obra desde que pela origem da publicação e no formato Acesso Livre (Open Access), com os créditos atribuídos aos autores e autoras, mas sem a possibilidade de alteração de nenhuma forma, catalogação em plataformas de acesso restrito e utilização para fins comerciais. Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0). Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) R454 Revisão bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos: volume 2 / Leonardo Augusto Couto Finelli (Organizador), Wellington Danilo Soares (Organizador). – Guarujá-SP: Científica Digital, 2022. E- BO OK AC ES SO LI VR E O N L INE - IM PR ES SÃ O P RO IBI DA Formato: PDF Requisitos de sistema: Adobe Acrobat Reader Modo de acesso: World Wide Web Inclui bibliografia ISBN 978-65-5360-237-3 DOI 10.37885/978-65-5360-237-3 1. Bibliografia - Metodologia. I. Finelli, Leonardo Augusto Couto (Organizador). II. Soares, Wellington Danilo (Organizador). III. Título. CDD 010.44 Índice para catálogo sistemático: I. Bibliografia - Metodologia 2 0 2 2 Elaborado por Janaina Ramos – CRB-8/9166 editora científica digital editora científica digital Direção Editorial Reinaldo Cardoso João Batista Quintela Assistentes Editoriais Erick Braga Freire Bianca Moreira Sandra Cardoso Bibliotecários Maurício Amormino Júnior - CRB-6/2422 Janaina Ramos - CRB-8/9166 Jurídico Dr. Alandelon Cardoso Lima - OAB/SP-307852 C O N SE LH O E D IT O R IA L M es tr es , M es tr as , D ou to re s e D ou to ra s C O R P O E D IT O R IA L Prof. Dr. Carlos Alberto Martins Cordeiro Universidade Federal do Pará Prof. Dr. Rogério de Melo Grillo Universidade Estadual de Campinas Profª. Ma. Eloisa Rosotti Navarro Universidade Federal de São Carlos Prof. Dr. Ernane Rosa Martins Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás Prof. Dr. Rossano Sartori Dal Molin FSG Centro Universitário Prof. Dr. Carlos Alexandre Oelke Universidade Federal do Pampa Prof. Esp. Domingos Bombo Damião Universidade Agostinho Neto - Angola Prof. Me. Reinaldo Eduardo da Silva Sales Instituto Federal do Pará Profª. Ma. Auristela Correa Castro Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Dalízia Amaral Cruz Universidade Federal do Pará Profª. Ma. Susana Jorge Ferreira Universidade de Évora, Portugal Prof. Dr. Fabricio Gomes Gonçalves Universidade Federal do Espírito Santo Prof. Me. Erival Gonçalves Prata Universidade Federal do Pará Prof. Me. Gevair Campos Faculdade CNEC Unaí Prof. Me. Flávio Aparecido De Almeida Faculdade Unida de Vitória Prof. Me. Mauro Vinicius Dutra Girão Centro Universitário Inta Prof. Esp. Clóvis Luciano Giacomet Universidade Federal do Amapá Profª. Dra. Giovanna Faria de Moraes Universidade Federal de Uberlândia Prof. Dr. André Cutrim Carvalho Universidade Federal do Pará Prof. Esp. Dennis Soares Leite Universidade de São Paulo Profª. Dra. Silvani Verruck Universidade Federal de Santa Catarina Prof. Me. Osvaldo Contador Junior Faculdade de Tecnologia de Jahu Profª. Dra. Claudia Maria Rinhel-Silva Universidade Paulista Profª. Dra. Silvana Lima Vieira Universidade do Estado da Bahia Profª. Dra. Cristina Berger Fadel Universidade Estadual de Ponta Grossa Profª. Ma. Graciete Barros Silva Universidade Estadual de Roraima Prof. Dr. Carlos Roberto de Lima Universidade Federal de Campina Grande Prof. Dr. Wescley Viana Evangelista Universidade do Estado de Mato Grosso Prof. Dr. Cristiano Marins Universidade Federal Fluminense Prof. Me. Marcelo da Fonseca Ferreira da Silva Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória Prof. Dr. Daniel Luciano Gevehr Faculdades Integradas de Taquara Prof. Me. Silvio Almeida Junior Universidade de Franca Profª. Ma. Juliana Campos Pinheiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte Prof. Dr. Raimundo Nonato Ferreira Do Nascimento Universidade Federal do Piaui Prof. Dr. Antônio Marcos Mota Miranda Instituto Evandro Chagas Profª. Dra. Maria Cristina Zago Centro Universitário UNIFAAT Profª. Dra. Samylla Maira Costa Siqueira Universidade Federal da Bahia Profª. Ma. Gloria Maria de Franca Centro Universitário CESMAC Profª. Dra. Carla da Silva Sousa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Prof. Me. Dennys Ramon de Melo Fernandes Almeida Universidade Federal do Rio Grande do Norte Prof. Me. Mário Celso Neves De Andrade Universidade de São Paulo Prof. Me. Julianno Pizzano Ayoub Universidade Estadual do Centro-Oeste Prof. Dr. Ricardo Pereira Sepini Universidade Federal de São João Del-Rei Profª. Dra. Maria do Carmo de Sousa Universidade Federal de São Carlos Prof. Me. Flávio Campos de Morais Universidade Federal de Pernambuco Prof. Me. Jonatas Brito de Alencar Neto Universidade Federal do Ceará Prof. Me. Reginaldo da Silva Sales Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Prof. Me. Moisés de Souza Mendonça Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Prof. Me. Patrício Francisco da Silva Universidade de Taubaté Profª. Esp. Bianca Anacleto Araújo de Sousa Universidade Federal Rural de Pernambuco Prof. Dr. Pedro Afonso Cortez Universidade Metodista de São Paulo Profª. Ma. Bianca Cerqueira Martins Universidade Federal do Acre Prof. Dr. Vitor Afonso Hoeflich Universidade Federal do Paraná Prof. Dr. Francisco de Sousa Lima Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Profª. Dra. Sayonara Cotrim Sabioni Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano Profª. Dra. Thais Ranielle Souza de Oliveira Centro Universitário Euroamericano Profª. Dra. Rosemary Laís Galati Universidade Federal de Mato Grosso Profª. Dra. Maria Fernanda Soares Queiroz Universidade Federal de Mato Grosso Prof. Dr. Dioniso de Souza Sampaio Universidade Federal do Pará Prof. Dr. Leonardo Augusto Couto Finelli Universidade Estadual de Montes Claros Profª. Ma. Danielly de Sousa Nóbrega Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre Prof. Me. Mauro Luiz Costa Campello Universidade Paulista Profª. Ma. Livia Fernandes dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre Profª. Dra. Sonia Aparecida Cabral Secretaria da Educação do Estado de São Paulo Profª. Dra. Camila de Moura Vogt Universidade Federal do Pará Prof. Me. José Martins Juliano Eustaquio Universidade de Uberaba Prof. Me. Walmir Fernandes Pereira Miami University of Science and Technology Profª. Dra. Liege Coutinho Goulart Dornellas Universidade Presidente Antônio Carlos Prof. Me. Ticiano Azevedo Bastos Secretaria de Estado da Educação de MG Prof. Dr. Jónata Ferreira De Moura Universidade Federal do Maranhão Profª. Ma. Daniela Remião de Macedo Faculdade deBelas Artes da Universidade de Lisboa Prof. Dr. Francisco Carlos Alberto Fonteles Holanda Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Bruna Almeida da Silva Universidade do Estado do Pará Profª. Ma. Adriana Leite de Andrade Universidade Católica de Petrópolis Profª. Dra. Clecia Simone Gonçalves Rosa Pacheco Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Prof. Dr. Claudiomir da Silva Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Prof. Dr. Fabrício dos Santos Ritá Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, Brasil Prof. Me. Ronei Aparecido Barbosa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Prof. Dr. Julio Onésio Ferreira Melo Universidade Federal de São João Del Rei Prof. Dr. Juliano José Corbi Universidade de São Paulo Profª. Dra. Alessandra de Souza Martins Universidade Estadual de Ponta Grossa Prof. Dr. Francisco Sérgio Lopes Vasconcelos Filho Universidade Federal do Cariri Prof. Dr. Thadeu Borges Souza Santos Universidade do Estado da Bahia Profª. Dra. Francine Náthalie Ferraresi Rodriguess Queluz Universidade São Francisco Profª. Dra. Maria Luzete Costa Cavalcante Universidade Federal do Ceará Profª. Dra. Luciane Martins de Oliveira Matos Faculdade do Ensino Superior de Linhares Profª. Dra. Rosenery Pimentel Nascimento Universidade Federal do Espírito Santo Profª. Esp. Lívia Silveira Duarte Aquino Universidade Federal do Cariri Profª. Dra. Irlane Maia de Oliveira Universidade Federal do Amazonas Profª. Dra. Xaene Maria Fernandes Mendonça Universidade Federal do Pará Profª. Ma. Thaís de Oliveira Carvalho Granado Santos Universidade Federal do Pará C O N SE LH O E D IT O R IA L M es tr es , M es tr as , D ou to re s e D ou to ra s CONSELHO EDITORIAL Prof. Me. Fábio Ferreira de Carvalho Junior Fundação Getúlio Vargas Prof. Me. Anderson Nunes Lopes Universidade Luterana do Brasil Profª. Dra. Iara Margolis Ribeiro Universidade do Minho Prof. Dr. Carlos Alberto da Silva Universidade Federal do Ceara Profª. Dra. Keila de Souza Silva Universidade Estadual de Maringá Prof. Dr. Francisco das Chagas Alves do Nascimento Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Réia Sílvia Lemos da Costa e Silva Gomes Universidade Federal do Pará Prof. Dr. Evaldo Martins da Silva Universidade Federal do Pará Prof. Dr. António Bernardo Mendes de Seiça da Providência Santarém Universidade do Minho, Portugal Profª. Dra. Miriam Aparecida Rosa Instituto Federal do Sul de Minas Prof. Dr. Biano Alves de Melo Neto Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Profª. Dra. Priscyla Lima de Andrade Centro Universitário UniFBV Prof. Dr. Gabriel Jesus Alves de Melo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Prof. Esp. Marcel Ricardo Nogueira de Oliveira Universidade Estadual do Centro Oeste Prof. Dr. Andre Muniz Afonso Universidade Federal do Paraná Profª. Dr. Laís Conceição Tavares Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Prof. Me. Rayme Tiago Rodrigues Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Prof. Dr. Willian Douglas Guilherme Universidade Federal do Tocatins Prof. Me. Valdemir Pereira de Sousa Universidade Federal do Espírito Santo Profª. Dra. Sheylla Susan Moreira da Silva de Almeida Universidade Federal do Amapá Prof. Dr. Arinaldo Pereira Silva Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará Profª. Dra. Ana Maria Aguiar Frias Universidade de Évora, Portugal Profª. Dra. Deise Keller Cavalcante Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro Profª. Esp. Larissa Carvalho de Sousa Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal Esp. Daniel dos Reis Pedrosa Instituto Federal de Minas Gerais Prof. Dr. Wiaslan Figueiredo Martins Instituto Federal Goiano Prof. Dr. Lênio José Guerreiro de Faria Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Tamara Rocha dos Santos Universidade Federal de Goiás Prof. Dr. Marcos Vinicius Winckler Caldeira Universidade Federal do Espírito Santo Prof. Dr. Gustavo Soares de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo Profª. Dra. Adriana Cristina Bordignon Universidade Federal do Maranhão Profª. Dra. Norma Suely Evangelista-Barreto Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Prof. Me. Larry Oscar Chañi Paucar Universidad Nacional Autónoma Altoandina de Tarma, Peru Prof. Dr. Pedro Andrés Chira Oliva Universidade Federal do Pará Prof. Dr. Daniel Augusto da Silva Fundação Educacional do Município de Assis Profª. Dra. Aleteia Hummes Thaines Faculdades Integradas de Taquara Profª. Dra. Elisangela Lima Andrade Universidade Federal do Pará Prof. Me. Reinaldo Pacheco Santos Universidade Federal do Vale do São Francisco Profª. Ma. Cláudia Catarina Agostinho Hospital Lusíadas Lisboa, Portugal Profª. Dra. Carla Cristina Bauermann Brasil Universidade Federal de Santa Maria Prof. Dr. Humberto Costa Universidade Federal do Paraná Profª. Ma. Ana Paula Felipe Ferreira da Silva Universidade Potiguar Prof. Dr. Ernane José Xavier Costa Universidade de São Paulo Profª. Ma. Fabricia Zanelato Bertolde Universidade Estadual de Santa Cruz Prof. Me. Eliomar Viana Amorim Universidade Estadual de Santa Cruz Profª. Esp. Nássarah Jabur Lot Rodrigues Universidade Estadual Paulista Prof. Dr. José Aderval Aragão Universidade Federal de Sergipe Profª. Ma. Caroline Muñoz Cevada Jeronymo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Profª. Dra. Aline Silva De Aguiar Universidade Federal de Juiz de Fora Prof. Dr. Renato Moreira Nunes Universidade Federal de Juiz de Fora Prof. Me. Júlio Nonato Silva Nascimento Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Profª. Dra. Cybelle Pereira de Oliveira Universidade Federal da Paraíba Profª. Ma. Cristianne Kalinne Santos Medeiros Universidade Federal do Rio Grande do Norte Profª. Dra. Fernanda Rezende Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental Profª. Dra. Clara Mockdece Neves Universidade Federal de Juiz de Fora Profª. Ma. Danielle Galdino de Souza Universidade de Brasília Prof. Me. Thyago José Arruda Pacheco Universidade de Brasília Profª. Dra. Flora Magdaline Benitez Romero Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Profª. Dra. Carline Santos Borges Governo do Estado do Espírito Santo, Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Profª. Dra. Rosana Barbosa Castro Universidade Federal de Amazonas Prof. Dr. Wilson José Oliveira de Souza Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Prof. Dr. Eduardo Nardini Gomes Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Prof. Dr. José de Souza Rodrigues Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Prof. Dr. Willian Carboni Viana Universidade do Porto Prof. Dr. Diogo da Silva Cardoso Prefeitura Municipal de Santos Prof. Me. Guilherme Fernando Ribeiro Universidade Tecnológica Federal do Paraná Profª. Dra. Jaisa Klauss Associação Vitoriana de Ensino Superior Prof. Dr. Jeferson Falcão do Amaral Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira Profª. Ma. Ana Carla Mendes Coelho Universidade Federal do Vale do São Francisco Prof. Dr. Octávio Barbosa Neto Universidade Federal do Ceará Profª. Dra. Carolina de Moraes Da Trindade Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Prof. Me. Ronison Oliveira da Silva Instituto Federal do Amazonas Prof. Dr. Alex Guimarães Sanches Universidade Estadual Paulista Profa. Esp. Vanderlene Pinto Brandão Faculdade de Ciências da Saúde de Unaí Profa. Ma. Maria Das Neves Martins Faculdade de Ciências da Saúde de Unaí Prof. Dr. Joachin Melo Azevedo Neto Universidade de Pernambuco Prof. Dr. André Luís Assunção de Farias Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Danielle Mariam Araujo Santos Universidade do Estado do Amazonas Profª. Dra. Raquel Marchesan Universidade Federal do Tocantins Profª. Dra. Thays Zigante Furlan Ribeiro Universidade Estadual de Maringá Prof. Dr. Norbert Fenzl Universidade Federal do Pará Prof. Me. Arleson Eduardo Monte Palma Lopes UniversidadeFederal do Pará Profa. Ma. Iná Camila Ramos Favacho de Miranda Universidade Federal do Pará Profª. Ma. Ana Lise Costa de Oliveira Santos Secretaria de Educação do Estado da Bahia Prof. Me. Diego Vieira Ramos Centro Universitário Ingá Prof. Dr. Janaildo Soares de Sousa Universidade Federal do Ceará Prof. Dr. Mário Henrique Gomes Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, Portugal Profª. Dra. Maria da Luz Ferreira Barros Universidade de Évora, Portugal CONSELHO EDITORIAL Profª. Ma. Eliaidina Wagna Oliveira da Silva Caixa de Assistência dos advogados da OAB-ES Profª. Ma. Maria José Coelho dos Santos Prefeitura Municipal de Serra Profª. Tais Muller Universidade Estadual de Maringá Prof. Me. Eduardo Cesar Amancio Centro Universitário de Tecnologia de Curitiba Profª. Dra. Janine Nicolosi Corrêa Universidade Tecnológica Federal do Paraná Profª. Dra. Tatiana Maria Cecy Gadda Universidade Tecnológica Federal do Paraná Profª. Gabriela da Costa Bonetti Universidade Tecnológica Federal do Paraná Prof. Me. Thales do Rosário De Oliveira Universidade de Brasília Profª. Dra. Maisa Sales Gama Tobias Universidade Federal do Pará Prof. Dr. Pedro Igor Dias Lameira Universidade Federal do Pará Profª. Dra. Geuciane Felipe Guerim Fernandes Universidade Estadual do Norte do Paraná Prof. Me. Teonis Batista da Silva Universidade do Estado da Bahia Profª. Ma. Aline Maria Gonzaga Ruas Universidade Estadual de Montes Claros Profª. Dra. Alessandra Knoll Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Profª. Ma. Carla Cristina Sordi Universidade Estadual do Ceará Profª. Dra. Caroline Lourenço de Almeida Fundação Educacional do Município de Assis Profª. Dra. Rosângela Gonçalves da Silva Fundação Educacional do Município de Assis Prof. Dr. Marcus Fernando da Silva Praxedes Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Prof. Dr. Cleberton Correia Santos Universidade Federal da Grande Dourados Prof. Dr. Leonardo de Carvalho Vidal Instituto Federal do Rio de Janeiro Profª. Dra. Mônica Aparecida Bortolotti Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná Profª. Dra. Lucieny Almohalha Universidade Federal do Triângulo Mineiro Prof. Esp. Layane Caroline Silva Lima Braun Universidade Federal do Pará Profª. Ma. Michelle Cristina Boaventura França Universidade Federal do Pará É com grande satisfação que compartilhamos o segundo volume da obra “Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos”. Essa é constituída de capítulos selecionados, produzidos por pesquisadores de renome no campo da produção científica que colaboraram para qualificar as discussões neste espaço formativo. Tal reconhece o quanto os avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs vêm modificando as práticas metodológicas para a produção de pesquisas. Assim reconhece os movimentos interinstitucionais que congregam pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento e de diferentes Instituições de Educação Superior, públicas e privadas, de abrangência nacional e internacional. A produção tem como objetivo compartilhar as experiências que integram ações em redes de pesquisas. Apresenta-se com a finalidade de fomentar a formação continuada dos profissionais da educação, por meio da produção e socialização de conhecimentos sobre as metodologias e suas aplicações. Justificamos a mesma ao reconhecer que a revisão bibliográfica sempre é uma exigência de qualquer produção científica. É com essa que o(s) autor(es) expõe(m) o estado da arte sobre o tema que escolheu(ram) pesquisar, assim como se posiciona(m) perante a diversidade de perspectivas teóricas sobre um dado tema. Nesse sentido, configura-se como etapa inicial, porém, fundamental para qualquer pesquisa científica. Reconhecemos, ainda, que uma produção completa consome tempo e dedicação para que seja realizada com êxito. Nesse sentido, uma dessas vertentes do trabalho de investigação contempla a produção da revisão de literatura. Tal, por si só, em alguns casos, já contempla metodologia específica. Essa, porém, por não ser o foco da obra maior, costuma ser realizada de forma displicente. Tais pesquisadores, ao assumirem o foco metodológico em responder ao problema da pesquisa maior, se esmeram pouco na organização do material de referência. Nesse sentido, reunimos na presente obra apresentação de metodologias de construção de revisões de literatura, assim como discutimos exemplos de pesquisas que se valeram das primeiras, para a realização de boas revisões de literatura. A presente obra, dividida em duas seções: Aspectos Metodológicos; e, Exemplos e Produções de Revisão. A primeira reúne três capítulos que apresentam, inicialmente a discussão sobre as revisões de literatura, e a explicitação dos métodos de revisão narrativa, revisão integrativa, e, revisão sistemática. Avança para a discussão dos aspectos conceituais e históricos da metodologia de história oral. E ainda, considera aspectos éticos e das boas práticas de pesquisa a partir da metodologia de relato de experiência. Na segunda seção, que conta com quatro capítulos, apresenta o exemplo de uma análise bibliométrica realizada no campo da Educação Física no Brasil. Esse é seguido de outro exemplo de análise bibliométrica da produção científica na base de dados Scopus de uma universidade pública. O terceiro capítulo versa sobre o perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade científica em Psicologia. E a seção é concluída com um exemplo de revisão integrativa da literatura sobre estilos parentais de famílias abusivas relacionando-os a violência intrafamiliar. A P R E SE N T A Ç Ã O APRESENTAÇÃO Agradecemos a cada um dos autores pelo empenho, disponibilidade e dedicação para o desenvolvimento e conclusão dessa obra. Esperamos que a mesma sirva de instrumento didático-pedagógico para estudantes, professores dos diversos níveis de ensino em seus trabalhos e demais interessados pela temática. Prof. Dr. Leonardo Augusto Couto Finelli Prof. Dr. Wellington Danilo Soares SUMÁRIO CAPÍTULO 01 Análise bibliométrica da produção científica na base de dados Scopus de uma universidade pública peruana Edwin Gustavo Estrada Araoz; Jhemy Quispe Aquise; Marilú Farfán Latorre; Willian Gerardo Lavilla Condori; Yesenia Veronica Manrique Jaramillo; Sara Agripina Ttito Vilca; Kharla Madelinth Pilco Arraya ' 10.37885/220809722 ........................................................................................................................................................................ 12 CAPÍTULO 02 Análise bibliométrica em Educação Física no Brasil Marina Luiza Resende Abritta; Maria das Graças Jezini Meira; Daniel Antunes Freitas; Renato Sobral Monteiro Júnior; Wellington Danilo Soares ' 10.37885/220809818 ........................................................................................................................................................................ 23 CAPÍTULO 03 Boas práticas de pesquisa: relato de experiência Larissa de Souza Correia; Darci de Oliveira Santa Rosa; Marcia Maria Carneiro Oliveira; Ednalva Alves Heliodoro; Nildete Pereira Gomes ' 10.37885/221110848 ......................................................................................................................................................................... 31 CAPÍTULO 04 História oral e história de vida: aspectos conceituais e históricos André Sousa Santos; Diôgo Rodrigues da Silva ' 10.37885/221111021 .......................................................................................................................................................................... 40 CAPÍTULO 05 O que é uma revisão da literatura? A estrutura metodológica de revisões Leonardo Augusto Couto Finelli; Wellington Danilo Soares; Ciro Carlos Antunes ' 10.37885/221211449.......................................................................................................................................................................... 60 CAPÍTULO 06Perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade científica em Psicologia Wellington Danilo Soares; Bárbara Brito Rocha; João Igor Lopes Moura; Larissa Alves Marcelino; Walter Luiz de Moura; Daniel Antunes Freitas ' 10.37885/220809765 ........................................................................................................................................................................ 75 SUMÁRIOSUMÁRIO CAPÍTULO 07 Revisão Integrativa de literatura sobre estilos parentais de famílias abusivas e violência intrafamiliar Ilanna Pinheiro da Costa Medeiros; Ana Claudia de Azevedo Peixoto ' 10.37885/221110938 ......................................................................................................................................................................... 89 SOBRE OS ORGANIZADORES ........................................................................................................................... 107 ÍNDICE REMISSIVO ...........................................................................................................................................108 05 '10.37885/221211449 05 O que é uma revisão da literatura? A estrutura metodológica de revisões Leonardo Augusto Couto Finelli Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes Wellington Danilo Soares Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes Ciro Carlos Antunes Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes https://dx.doi.org/10.37885/221211449 RESUMO O presente ensaio deriva de parte das experiências dos autores, como pesquisadores, como professores de Metodologia Científica, como revisores de periódicos, assim, como da per- cepção sobre a necessidade de esclarecimento dos conceitos ora debatidos. Reconhecemos que estudos de revisão de literatura são elementos fulcrais da elaboração de qualquer pesquisa cientifica, não obstante, observamos que nem sempre a etapa, ou finalidade, da revisão produzida reconhece os princípios básicos da metodologia a que deveria atender. Nesse sentido produzimos a obra com a finalidade de sistematizar conceitos de revisão de literatura, assim como explicitar parte de suas respectivas metodologias de aplicação. Para tal, resgatamos fontes primárias sobre tal discussão metodológica, e, as complementamos com parte de nossa experiência. O material produzido sistematiza então o que é a revisão de literatura, indicando que essa pode ter finalidades distintas, como o propósito de ma- pear o que já se produziu sobre um tema, assim como o de analisar e sintetizar material de outras fontes. Indicamos também os princípios e delineamentos das pesquisas de revisão: narrativa, integrativa e sistemática. Longe de esgotar o tema, esperamos que a presente produção sirva de material base para utilização em sala de aula para o ensino dessa etapa tao importante de qualquer investigação que se proponha científica. Palavras-chave: Metodologia. Pesquisa, Revisão de Literatura, Revisão Narrativa, Revisão Integrativa, Revisão Sistemática. 62 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br INTRODUÇÃO A proposta desse capítulo, integra o foco da obra, a discussão sobre Revisão Bibliográfica. Para tal, considera o uso da metodologia científica para a produção de textos. Não é incomum que qualquer produção científica considere uma revisão da literatura em sua introdução. Isso se dá porque na produção científica é necessário apresentar ao leitor qual o referencial que o autor/escritor adota para sua produção. Nesse sentido, todas as obras científicas, apresentam em sua introdução, ou em outra seção texto, a consideração do(s) autor(es) sobre os conceitos que o mesmo acolhe e reconhece para sua produção. Todo autor sabe que iniciar uma obra você sempre trabalhoso. Não basta apenas ter as ideias, não basta apenas fazer uma pesquisa, não basta apenas querer compartilhar aquilo que entende ou aprendeu. É necessário que essa produção seja inteligível ao seu leitor, e, nesse sentido, nada mais típico em uma produção do que iniciar com uma introdução. A introdução é a parte do artigo científico em que o autor informa o que foi pesquisado e o porquê da investigação. É local para precisar aspectos particulares da pesquisa, tais como a justificativa para a sua realização, a originalidade e a lógica que guiou a investigação. (PEREIRA, 2012, p. 675, grifo nosso). A introdução considera ainda, como exposto, a apresentação dos referenciais adotados pelo autor. Isso é particularmente importante, porque na produção científica há divergência de pontos de vista, de percepções, de compreensão sobre um conceito. Tome-se um conceito qualquer, por exemplo, estresse. O mesmo foi inicialmente definido por Hans Selye, em um artigo curto, publicado na revista Nature, em 1936. Tal, continuou a ser pesquisado pelo autor e mereceu uma publicação mais robusta, o livro “The stress of life” (SEYLE, 1956), publicado em 1956. Duas obras raras, mas, clássicas, que são definidoras do conceito tão utilizado na vida pós-moderna. Da década de 1930 até a contemporaneidade o conceito de estresse foi, e continua a ser, discutido por diversos pesquisadores. Sofreu variações, mas, a ideia central ainda se remete a proposição de Seyle. No entanto por se tratarem de obras raras, e, escritas originalmente em inglês, nem sempre as mesmas são citadas nas produções hodiernas sobre o tema. Pelo menos no Brasil, é mais comum se observar, as publicações de Maria do Sacramento Loureiro Tanganelli, Marilda Emmanuel Novaes Lipp, Maria Angélica Sadir Prieto, Milva Maria Figueiredo de Martino, entre outras(os), que produzem na língua nativa, em periódicos mais recentes, e, (em sua maioria) de acesso gratuito. Assim como estresse, diversos outros conceitos, também derivam de longas explicações, com fontes originárias, nem sempre em português, porém, nem por isso, devem deixar de ser estudadas e compor as pesquisas. Mas tais não são o escopo do presente trabalho, a digressão aqui foi para ilustrar 62 63 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br a necessidade de se recorrer as fontes originais, assim como para compreender as variações impressas por diferentes autores aos conceitos que são estudados na contemporaneidade. O conceito de estresse também se associa ao conceito de burnout, ou, esgotamento físi- co e mental associados ao trabalho, muito discutido por Christina Maslach e Susan E. Jackson (autoras norteamericanas do Maslach Burnout Inventory - MBI), e atualmente debatido, no Brasil, por Mary Sandra Carlotto, Sheila Gonçalves Câmara, novamente, entre tantos outros. Observe-se que a ideia aqui não é discutir em profundidade os conceitos, mas sim, demonstrar que a variações na apresentação dos conceitos em ciências. Nesse sentido a necessidade de uma introdução para explicitar como o autor compreende cada conceito, e consequentemente, como o utilizará em sua obra. Para produzir a introdução é necessário que o autor realize uma revisão da literatura, e, assim, consiga compreender melhor o que há de mais atual na área em que pretende escrever. Nesse resgate e estruturação do material, é importante reconhecer as origens e variações dos conceitos. Assim como compreender, as metodologias (e, eventualmente, instrumentos) que levaram a atual configuração do conceito adotado. No entanto, na atualidade da produção científica, há demandas crescentes de produção e publicação. O clima acadêmico da produção científica considera o mote “publish or perish”, que determina a necessidade de se produzir, mais e mais. Perdeu-se parte do interesse pela qualidade, já que há metas de produção e publicação na academia/centros de pesquisa. Não que a qualidade tenha deixado de ser importante, mas, há real necessidadede publicar, em função da competição por fundos de pesquisa, índices de citação, etc. (SPINAK, 2013). Frente a essa realidade pesquisadores aprenderam, há muitos anos, a fracionar sua produção em artigos parciais. Posso estar equivocado, mas lembro que nos anos 1990, tal o processo iniciou-se nos programas de pós-graduação, em especial mestrado doutorado. Naquela época, uma pesquisa em um programa de pós graduação Stricto Sensu leva tempo para ser “embrionada”, “gestada” e “parida”. Durante o período de uma produção densa, como uma de um programa Stricto Sensu, em que os mestrados tinham duração de 4 anos, não havia muito prazo para o autor se desviar do foco de seu trabalho. Porém, ao mesmo tem- po, o pesquisador não podia ficar de fora do ciclo de reconhecimento nos meios científicos. Era necessário que os pesquisadores apresentassem suas produções nas associações, sindicatos, agrupamentos, e outros, que produziam eventos científicos para a divulgação dos trabalhos atuais. Mas como se manter produzindo, e, ser popular nesses eventos, se sua produção se encontrava em processo de elaboração? Uma solução elegante foi encontrada, a produção de resultados parciais, e ainda outra, a apresentação dos aspectos de revisão que foram sistematizados para introdução trabalho. 64 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br Se houve outra origem desconheço, mas essa, foi, e continua a ser, uma estratégia elegante para ampliar a publicação dos autores. O professor Renato Mezan já a denunciava desde os idos de 1996 (MEZAN, 1996). Na realidade já era uma atividade de certa forma institucionalizada, já que todo pesquisador tinha um trabalho enorme em realizar uma revi- são bibliográfica adequada para construir sua introdução. Então, aquela passou a ser uma atividade para apresentação de dados parciais em resumos, pôsteres, mesas, e, até confe- rências, apresentados em congressos. Tal forma de produção começou a ganhar corpo, foi replicada e ganhou importância acadêmica. De pequenas apresentações começaram a ganhar espaço como resumos em anais que cresceram para resumos expandidos, e continuaram nesse processo se tornando pu- blicações sistematizados. Para tal, passaram a assumir uma perspectiva de uma estrutura metodológica que estabelecia o estado da arte com resultado em si mesmo. Nasceram então os diversos estudos de revisão bibliográfica com metodologia organizada. Atualmente, tais produções recebem os mais variados nomes: um estudo de revisão, es- tado da arte (ISOTANI et al., 2009), revisão de literatura (COSTA; FINELLI, 2016; MIRANDA; FERREIRA, 2009), revisão bibliográfica (FRANÇA; MATTA; ALVES, 2012), levantamento bibliográfico (FINELLI; GOMES, 2015; MORAIS; ASSUMPÇÃO, 2012), revisão narrativa (ELIAS et al., 2012), revisão sistemática (DEPAEPE; VERSCHAFFEL; KELCHTERMANS, 2013), revisão integrativa (SOBRAL; CAMPOS, 2012; MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2019), revisão crítica (ARAÚJO; FINELLI, 2017) análise da literatura, análise da produção científica, entre outros. Tais figuram os mais diversos periódicos, e servem de base para pesquisas mais introdutórias sobre cada tema, já que apresentam aos neófitos um trabalho parcial de busca pela revisão já realizadas por outrem. Nessa perspectiva, explicito os caminhos metodológicos de cada uma. Início com a mais clássica revisão de literatura. Revisão de literatura: [...] é o processo de busca, análise e descrição de um corpo do conhecimento em busca de resposta a uma pergunta específica. “Literatura” cobre todo o material relevante que é escrito sobre um tema: livros, artigos de periódicos, artigos de jornais, registros históricos, relatórios governamentais, teses e dis- sertações e outros tipos (USP, 2022, s. p.). Nesse sentido a revisão da literatura pode ser reconhecida como um estudo secundário. Tal visa reunir estudos semelhantes, publicados em periódicos reconhecidos, ou não, de modo a agrupar as informações sobre um determinado tema. A revisão de literatura combina os resultados de vários estudos independentes de modo a organizar a produção e definições de conceitos sobre um dado tema (SAMPAIO; MANCINI, 2007). 64 65 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br Esses os estudos permitem a compreensão do movimento histórico da área, assim como a configuração que o conceito recebe ao longo do tempo. Indica também as propensões teóricas metodológicas, tendências, recorrências e lacunas que se configuram no entorno do tema. Tais estudos organizam, esclarecem e resumem as principais obras em uma área (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). Apesar de serem oriundas das mais distintas áreas, todas as pesquisas científicas são referenciadas no método reconhecido pela academia. Assim, levam os pesquisado- res, em seu processo de formação, por diversos caminhos. De modo geral, tais podem ser reunidos em dois grandes grupos de revisões, as que mapeiam; e, as que avaliam e sinte- tizam (USP, 2022). Estudos de revisão de mapeamento O Levantamento Bibliográfico, é o exemplo prototípico desse tipo de revisão. Essa busca reconhecer (levantar) todas as referências encontradas sobre um determinado tema (CERVO; BERVIAN, 2006). Via de regra, não há grande sistematização metodológica pro- posta a priori para a realização desse tipo de pesquisa. Normalmente, tal tipo de estudo estabelece uma, ou um pequeno conjunto de, palavra(s)-chave(s), que é utilizada nos bus- cadores de diferentes sítios eletrônicos, assim como diversas bibliotecas online, e reúne materiais de diversos formatos (livros, dissertações, teses, revistas, vídeo, etc.) que con- tribuam para um primeiro contato com o objeto de estudo investigado. No passado, tais levantamentos eram realizados em fichas de papel, e, atualmente, este processo é facilitado com a utilização da Tecnologia da Informação e Comunicação – TICs, por meio de editores de texto ou planilhas eletrônicas, ou por softwares de manejo de referências específicos (como o Mendeley, EndNote,ReadCube Papers, EasyBib, Zotero, entre diversos outros1) (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; COSTA; FINELLI, 2016). Alguns levantamentos, apesar de manterem esse nome, vão além da proposta básica de reunião de material. Tais, produzem uma discussão sobre o material levantado em forma de ensaio teórico, ou discussão crítica. Tais poderiam ser caracterizadas como Revisão de Literatura (MIRANDA; FERREIRA, 2009); Revisão Bibliográfica (FRANÇA; MATTA; ALVES, 2012), ou Análise Crítica (ARAÚJO; FINELLI, 2017). Nesses casos, além de levantar a pro- dução bibliográfica, há a um problema norteador da pesquisa, que permite a contextualização e análise de parte das possibilidades da literatura. Nessas produções o material coletado é 1 De modo geral, os Reference Management Software, ou aplicativos de manejo de referência, ou, gerenciadores de referência, em tradução livre, são programas computacionais que gravam citações e/ou referências bibliográficas, para que pesquisadores/autores utilizem a qualquer momento na geração de bibliografias como lista de referências em livros, artigos e trabalhos científicos (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2019). 66 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br organizado (por procedência, como tipo de fontes científicas - artigos, teses, dissertações – ou por fontes de divulgação de ideias - revistas, sites, vídeos etc. – ou ainda por ano de publicação, determinação dos conceitos, ou outras a critério do(s) autor(es)), e é analisado, a partir da pergunta de pesquisa proposta. Como resultados é possível a elaboração de ensaios que favorecem a contextualização parcial do problema construído (VOSGERAU;ROMANOWSKI, 2014). Tais estudos podem constituir, também, os chamados estudos do estado da arte, ou Revisão Narrativa (ELIAS et al., 2012). Dessa forma, resgatam as relações de produções anteriores, em que se identifica temáticas recorrentes e apontam novas perspectivas para a construção de orientações para a definição dos parâmetros de formação de conceitos. Tais, analisam as produções bibliográficas em determinada área e expõem o “estado da arte” sobre determinado tópico ou conceito de modo a evidenciar novas ideias, métodos, ou subtemas de pesquisa que têm recebido maior ênfase na literatura selecionada (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). As pesquisas do tipo estado da arte focam sua análise na problematização e metodolo- gia, com a finalidade de mapear uma lacuna sobre o assunto. Assim, o(s) novo(s) autor(es) podem preencher a mesma com sua produção, ou abrir caminhos para novas produções sobre esses temas (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). Estudos de revisão: avaliação e síntese Neste grupo de trabalhos de revisão encontram-se as revisões sistemáticas, revisões integrativas, síntese de evidências, metassínteses, meta-análises, e, metassumarizações, entre outras (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). Tais se distinguem das revisões que mapeiam ao estabelecer metodologia mais robusta para a busca e análise do material tria- do. Via de regra, estabelecem na formulação do problema de pesquisa as estratégias de investigação, nos métodos a exigência de critérios para inclusão e exclusão dos estudos (fundamentalmente primários2), e como resultados, a análise sistematizada do material acessado (ou de parte desse, quando o volume é muito grande, mas que foi selecionado 2 Em uma pesquisa bibliográfica a busca de fontes confiáveis e concretas fundamenta o trabalho a ser realizada. As fontes de uma pes- quisa podem ser classificadas em: fontes primárias: que são informações diretas, produzidas pelo próprio pesquisador, deve contem- plar a bibliográfica básica (Ex.: artigos, teses, anais, dissertações, periódicos e outros); fontes secundárias: são fontes complemen- tares, produzidas por releitores das fontes primárias, e tem a função de facilitar o uso do conhecimento anteriormente desordenado, que passa a ser organizado pelos novos autores, normalmente são produzidas por esses segundos autores em novas produções que se valem das definições que foram extraídas das fontes primárias (Ex.: enciclopédias, dicionários, bibliografias, bancos de dados, livros, compêndios, handbooks, e outros); fontes terciárias: são sistematizações que resumem obras de fontes primárias, secundárias e outros, consideram novas investigações sobre trabalhos já produzidos, replicação de pesquisas, etc. (Ex.: catálogos de bibliotecas, diretórios, revisões de literatura e outros) (SOUZA; OLIVEIRA; ALVES, 2021). 66 67 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br por uma série de critérios claramente estabelecidos na metodologia, por exemplo, serem as fontes com maior número de citações, entre outros. (Estes estudos) [...] buscam identificar as condições em que determinadas evidências ocorrem e a possibilidade de identificação de padrões de ocorrên- cia. [...] (Tais) partem de uma questão central de pesquisa, bem delimitada e buscam identificar pesquisas que utilizam fontes primárias que procuraram responder o mais próximo possível da questão formulada pelo pesquisador. Na definição dos critérios de inclusão e exclusão de artigos é importante a presença de indicadores de avaliação quanto à proximidade e distanciamento da questão formulada, que poderíamos definir como critérios temáticos de pro- ximidade; mas também são necessários critérios de inclusão e exclusão sobre a qualidade metodológica explicitada no estudo, que poderíamos definir como critérios metodológicos de inclusão ou exclusão das pesquisas inventariadas. (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014, p. 175-176). São estudos secundários que uma vez selecionados os artigos, o foco central da análise é a sistematização dos resultados dos estudos primários. Essas publicações consideram em suas introduções a contextualização e problematização da questão investigada. Alguns também apresentam a teoria dos conceitos que foram abordados no problema de pesquisa, ou sistematizam a discussão de autores primários sobre a conceituação do tema em análise. O processo de análise do material coletado se dá em oito fases: (1) Objetivo: análise do objetivo do estudo apresentado no artigo, considerando se o objetivo focaliza a questão definida para a revisão; (2) Estratégia de Busca: identifica- ção no texto de palavras-chaves que deveria comportar o estudo em questão; (3) Avaliação da Qualidade: considerando a avaliação do estudo a partir de indicadores externos (por ex. qualis) ;(4) Leitura dos Estudos: leitura atenta do estudo para identificar os problemas levantado pelos autores; (5) Determi- nação da Relação Entre os Estudos: verifica a relação dos estudos no que se refere ao tema em investigação; (6) Tradução: considera a identificação de similaridades e/ou diferenças entre os estudos investigados; (7) Síntese da Tradução: elaboração de sínteses que contemplem as semelhanças analisa- das, assim como considerar suas explicações; (8) Explicitação da Síntese: com a exposição dos resultados da análise realizada a partir da elaboração de novos modelos e esquemas dos resultados sintetizados. (TONDEUR et al., 2011, p. 3 em tradução livre e grifo nosso). Tal organização pode aparecer de outras formas em estudos similares de metassín- tese, com agrupamentos em números de fases/etapas distintas, mas que sintetizam, mais ou menos a mesma proposta, como as dos trabalhos de Casarin e colaboradores (2020); Galvão e Ricarte (2019); Luz e Machado (2022), entre outros que também determinam os termos e etapas utilizados para a revisão sistemática. 68 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br Para a realização da codificação necessária para análise, é possível, hodiernamente, a utilização de softwares orientados para tratamento de dados3 graças aos desenvolvimentos das TICs. Tais permitem a recuperação rápida de extratos codificados no texto, para a criação de categorias e subcategorias de análise, ou para a confecção de redes de relação entre os códigos, categorias e extratos de dados de pesquisas qualitativas, ou a sistematização e análises estatísticas robustas de dados quantitativos (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; SCHLOSSER; FRASSON; CANTORANI, 2019). Os estudos de revisão sistemática, revisão integrativa, síntese de evidências qualitativas e meta-síntese qualitativa se valem de nova interpretação das evidências encontradas nos resultados de estudos primários, tanto de ordem qualitativa quanto quantitativa, que apa- recem nas bases de dados de periódicos. Seu foco de análise deriva dos novos problemas de pesquisa postos, e se valem dos dados ou das conclusões extraídas a partir da análise empreendida. Assim, oferecem uma nova interpretação das evidências já publicadas, mes- mo que essas derivem de instrumentos de coletas e/ou participantes distintos (o que torna difícil a agregação ou contabilização de resultados). Para a análise da qualidade metodológica de um estudo, algumas questões podem orientar o trabalho do pesquisador de uma revisão de avaliação e síntese. Por exemplo, se a pesquisa é qualitativa? Ou quantitativa? O problema de pesquisa foi claramente definido? Justifica-se o uso da abordagem metodológica selecionada? A abordagem metodológica é capaz de responder ao problema de pesquisa? O contexto do estudo é clara e adequa- damente definido? O papel do pesquisador é clara e adequadamente definido? O universo ou a população são clara e adequadamente definidos? O universo ou a populaçãosão adequados para responder ao problema de pesquisa? O método de amostragem é clara e adequadamente definido? A estratégia de seleção da amostragem é clara e adequada- mente definida? O método de coleta de dados é clara e adequadamente definido? O mé- todo de coleta de dados é apropriado para a questão investigada? O instrumento foi clara e adequadamente descrito? O instrumento é capaz de coletar informações que respondam (pelo menos em parte) ao problema de pesquisa? O método de análise dos dados é clara e adequadamente definido? A análise empreendida é apropriada para a questão de pes- quisa proposta? As conclusões são embasadas em evidências suficientes? (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). 3 Por exemplo, para as análises qualitativas são usados os Computer-Aided Qualitative Data Analysis Software – CAQDAS, ou sof- twares de análise de dados qualitativos, em tradução livre, como: AQUAD 7; Cassandre; Digital Replay System; Iramuteq; KH Coder; KNIME; TranscriberAG; Textométrie; Nvivo; Atlas.Ti; entre outros (SCHLOSSER; FRASSON; CANTORANI, 2019). Já para a análise de dados quantitativos, existem tantos outros como o Anati Quanti; DataMelt; KNIME Analytics Platform; OpenRefine; Orange; SAP; SPSS; R; Tableau Public; Trifacta Wrangler. 68 69 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br Como indicado, há vários tipos de revisão. Tais se distinguem de acordo com o método de sua elaboração, se mais ou menos rigoroso. Assim, as principais metodologias de revi- são podem ser classificadas em suas diversas formas. Dentre as elencadas, destacam-se: Revisão Narrativa A revisão narrativa trata da mais tradicional forma de revisão. Essa apresenta uma te- mática mais aberta, de busca da literatura, mas, normalmente, sem uma questão de pesquisa bem definida. Dessa forma não demanda o estabelecimento de uma metodologia de busca de material e/ou de sua análise muito rígida ou robusta. Por exemplo, a busca de fontes não é pré-determinada, não utiliza critérios explícitos e sistemáticos, e não abrange a totalidade da produção sobre o tema. De modo similar, a seleção do material a ser triado se dá por conveniência, de forma arbitraria, o que leva, necessariamente a um viés de seleção que é impactado pela subjetividade do pesquisador. O mesmo tipo de viés da subjetividade do autor se aplica as análises realizadas, já que não conta com metodologia metódica para sua realização, assim os resultados e interpretações também são impregnados pela subjetividade do autor. Ainda assim, tal proposta adequa-se a fundamentação teórica de produções que não demandam grande ordenamento do material de base (USP, 2022). Revisão Integrativa Para esse tipo de revisão já existe um trabalho mais elaborado de busca e análise da literatura. Tal é mais ampla e conta com uma pergunta de pesquisa inicial, que leva a busca da revisão, assim conta com a integração de discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, e produz novos considerações sobre o material analisado, e, em geral, indicam caminhos para a realização de novas pesquisas futuras (USP, 2022). Tal delineamento de pesquisa busca um conhecimento profundo sobre um determina- do tema/conceito a partir da reflexão sobre produções anteriores sobre o mesmo. Para tal, vale-se de um padrão metodológico rigoroso, com clareza de procedimentos, e que possi- bilitam a replicação da investigação. Dessa forma, possibilita que o leitor consiga retraçar o caminho percorrido pelo autor, de modo a encontrar as mesmas produções acessada, assim como replicar a metodologia de análise, o que o levaria as mesmas considerações quanto aos resultados. Tal organização possibilita que se realize generalizações sobre o fenômeno investigado a partir da integração do conhecimento do material que foi analisado na revisão. Esse delineamento reconhece ainda que o “material base” (textos analisados) apresenta suas respectivas limitações, assim pondera sobre os caminhos de tomada de decisão com relação ao fenômeno investigado (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008). 70 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br Nesse sentido, a revisão integrativa é reconhecida como um procedimento amplo, que permite a inclusão, para a análise, de diversos tipos de pesquisas realizadas com metodo- logias distintas (como estudos experimentais e quase-experimentais, assim como dados de literatura teórica e empírica), o que lhe imprime maior compreensão sobre o tema de interesse. Tal diversidade de diferentes delineamentos de pesquisas pode promover mais dificuldade para o novo autor realizar suas análises, porém, lhe oferecem também maior variedade de dados o que pode aumentar a profundidade e abrangência das conclusões da revisão. Seu autor pode a realizar com distintas finalidades, como por exemplo: integrar a definição de conceitos; revisar teorias ou metodologias; dialogar com autores distintos (ou fazê-los dialogar entre si, indicando as convergências ou diferenças de suas produções quanto a um tema/conceito); entre outros. Devido as possibilidades amplas de organização da amostra, assim como a pluralidade de finalidades desse método o mesmo acomoda resultados amplos de conceitos; teorias; ou problemas complexos de uma dada área de investigação (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008; 2019). Revisão Sistemática Por fim, a revisão sistemática contempla o ápice da organização do delineamento me- todológico. Essa deve ser, necessariamente, metódica, explícita e passível de reprodução. Assim adequa-se a grandes projetos de estudo que podem lidar com mudanças de rumos nas investigações em função da identificação de novos métodos de pesquisa reconhecidos como mais indicados para a área. Nesse sentido, parte do levantamento da produção cien- tífica disponível para construir novas linhas de pensamentos, assim, articula as informações de diversas fontes em torno de um problema de pesquisa (em geral teórico) para a produ- ção de novos resultados sobre o que se deseja conhecer. Assume, via de regra, caráter descritivo-discursivo, e devido a sua clara estruturação metodológica deve possibilitar a reprodutibilidade da investigação que leva a resultados de síntese, que se constituem em pesquisas a partir de si mesmas devido ao seu rigor metodológico. A revisão sistemática costuma ser um passo em avanço à revisão narrativa, pois seu rigor metodológico compensa as lacunas deixadas pela inconclusão da mera exposição da segunda. A revisão sistemática possibilita “resumir os dados existentes, refinar hipóteses, estimar tamanhos de amostra e ajudar a definir agendas de trabalho futuro considerados como seus sujeitos” (MEDINA; PAILAQUILÉN, 2010, p. 7). Em termos de sua organização e delineamento é considerada como estudo observacio- nal retrospectivo, ou, como estudo experimental de recuperação e análise crítica da literatura. Assim, apresentam um problema de pesquisa claramente determinado, o que possibilita o estabelecimento de objetivos claros de levantar, reunir, avaliar criticamente dados (como a 70 71 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br metodologia utilizada ou os resultados) de diversos estudos primários que são sintetizados de modo a testar as hipóteses previamente formuladas para a investigação. Para tal, vale-se de estratégias de busca, de fontes primárias, com critérios justificáveis, a partir do problema e objetivos, para a inclusão e exclusão do material primário triado. Além disso, considera ainda, uma análise criteriosa da qualidade da literatura selecionada (avalia a qualidade dos textos primários, identifica a conceituação produzida nesses, compara os dados e as análi- sesestatísticas produzidas, conclui sobre a adequação dos dados para responder ao novo problema de pesquisa, e, indica fragilidades que determinem novos problemas/questões que necessitam ser estudados). Em sua execução utiliza métodos sistemáticos e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar as informações (metodologias ou resultados) de estudos relevantes. Nesse sentido, é reconhecida como a evidência científica de maior grandeza, e, consequentemente, é indicada na tomada de decisão do projeto maior que a origina, por ser reconhecida como uma pesquisa original (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; USP, 2022). CONSIDERAÇÕES FINAIS O conhecimento de metodologias de pesquisa promove que investigadores sistematizem suas produções, o que imprime a essas o caráter do reconhecimento científico, necessário na academia. A demanda crescente de produção levou, e continua a levar, estresse a pes- quisadores e autores, que no processo de atendimento de prazos, são levados a produzir, a cada vez mais, sem a devida reflexão sobre sua produção. Não há tempo para novos aprendizados, tomados como secundários, associados a estruturação metodológica, assim a produção é realizada a partir da crença de seus autores, o que leva a vieses de pesquisa e, consequentemente, reduzem o potencial da produção. É imprescindível vincular o conhecimento oriundo de pesquisas à prática. Não obstante, a construção desse conhecimento requer a reflexão ponderada que só a rigorosa ponderação sobre a metodologia pode proporcionar. Alcançar resultados é sempre bom, mas possibilitar que novos autores repliquem a pesquisa inicial e julguem os pontos centrais da produção, assim como sobre suas limitações só promove o crescimento científico, tanto de autores, como de leitores. Nesse sentido, reconhecemos que as revisões de literatura são etapa imprescindível da produção cientifica. No entanto, apesar de sua aparente simplicidade, por se tratar de etapa inicial de aproximação do tema/conceito da pesquisa, essa, se não realizada de forma adequada pode levar a perda de tempo e recursos do pesquisador. Por outro lado, se consi- derada de forma adequada, pode levar a busca de metodologias robustas que promoverão novos resultados a partir das investigações em fontes primárias. Essas já serão produções reconhecidas como originais em si mesmas, o que possibilita o atendimento das demandas 72 Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br de produção, assim como o tempo para o amadurecimento do pesquisador e da pesquisa que podem evoluir em parceria unívoca. O objetivo final desse ensaio foi compartilhar conceitos importantes para o desenvolvi- mento de ferramentas para melhorar a qualidade dos cuidados metodológicos estabelecidos na produção de novos empreendimentos de pesquisa. Espera-se que os apontamentos e reflexões aqui apresentados contribuam para o esclarecimento de conceitos que ainda podem ser confusos para novos pesquisadores, e assim os auxiliem a avançar em suas produções. REFERÊNCIAS ARAÚJO, Y. G.; FINELLI, L. A. C. 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A estrutura metodológica de revisões Leonardo Augusto Couto Finelli Wellington Danilo Soares Ciro Carlos Antunes 10.37885/221211449