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revisão bibliográfica
o uso da metodologia para a produção de textos
Vol.2
Leonardo Augusto Couto Finelli
Wellington Danilo Soares
(Organizadores)
editora
científica digital
revisão bibliográfica
o uso da metodologia para a produção de textos
Vol.2
Leonardo Augusto Couto Finelli
Wellington Danilo Soares
(Organizadores)
2022 - GUARUJÁ - SP
1ª EDIÇÃO
editora
científica digital
Diagramação e arte
Equipe editorial
Imagens da capa
Adobe Stock - licensed by Editora Científica Digital - 2022
Revisão
Autores e Autoras
2022 by Editora Científica Digital 
Copyright© 2022 Editora Científica Digital 
Copyright do Texto © 2022 Autores e Autoras
Copyright da Edição © 2022 Editora Científica Digital
Acesso Livre - Open Access
EDITORA CIENTÍFICA DIGITAL LTDA
Guarujá - São Paulo - Brasil
www.editoracientifica.org - contato@editoracientifica.org
Parecer e revisão por pares
Os textos que compõem esta obra foram submetidos para avaliação do Conselho Editorial da Editora 
Científica Digital, bem como revisados por pares, sendo indicados para a publicação.
O conteúdo dos capítulos e seus dados e sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e autoras.
É permitido o download e compartilhamento desta obra desde que pela origem da publicação e no formato 
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de alteração de nenhuma forma, catalogação em plataformas de acesso restrito e utilização para fins 
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Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivações 4.0 
Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
R454 Revisão bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos: volume 2 / Leonardo Augusto Couto Finelli 
(Organizador), Wellington Danilo Soares (Organizador). – Guarujá-SP: Científica Digital, 2022.
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Formato: PDF
Requisitos de sistema: Adobe Acrobat Reader
Modo de acesso: World Wide Web
Inclui bibliografia
ISBN 978-65-5360-237-3
DOI 10.37885/978-65-5360-237-3
1. Bibliografia - Metodologia. I. Finelli, Leonardo Augusto Couto (Organizador). II. Soares, Wellington Danilo 
(Organizador). III. Título. 
CDD 010.44
Índice para catálogo sistemático: I. Bibliografia - Metodologia 2 0 2 2
Elaborado por Janaina Ramos – CRB-8/9166
editora
científica digital
editora
científica digital
Direção Editorial
Reinaldo Cardoso
João Batista Quintela
Assistentes Editoriais
Erick Braga Freire
Bianca Moreira
Sandra Cardoso
Bibliotecários
Maurício Amormino Júnior - CRB-6/2422
Janaina Ramos - CRB-8/9166
Jurídico
Dr. Alandelon Cardoso Lima - OAB/SP-307852 C
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Universidade Federal da Paraíba
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Universidade Federal de Juiz de Fora
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Universidade de Brasília
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Universidade de Brasília
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Governo do Estado do Espírito Santo, Secretaria de Estado de Direitos 
Humanos.
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Universidade Federal de Amazonas
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Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Prof. Dr. José de Souza Rodrigues
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Prof. Dr. Willian Carboni Viana
Universidade do Porto
Prof. Dr. Diogo da Silva Cardoso
Prefeitura Municipal de Santos
Prof. Me. Guilherme Fernando Ribeiro
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Profª. Dra. Jaisa Klauss
Associação Vitoriana de Ensino Superior
Prof. Dr. Jeferson Falcão do Amaral
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- 
Brasileira
Profª. Ma. Ana Carla Mendes Coelho
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Prof. Dr. Octávio Barbosa Neto
Universidade Federal do Ceará
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Prof. Me. Ronison Oliveira da Silva
Instituto Federal do Amazonas
Prof. Dr. Alex Guimarães Sanches
Universidade Estadual Paulista
Profa. Esp. Vanderlene Pinto Brandão
Faculdade de Ciências da Saúde de Unaí
Profa. Ma. Maria Das Neves Martins
Faculdade de Ciências da Saúde de Unaí
Prof. Dr. Joachin Melo Azevedo Neto
Universidade de Pernambuco
Prof. Dr. André Luís Assunção de Farias
Universidade Federal do Pará
Profª. Dra. Danielle Mariam Araujo Santos
Universidade do Estado do Amazonas
Profª. Dra. Raquel Marchesan
Universidade Federal do Tocantins
Profª. Dra. Thays Zigante Furlan Ribeiro
Universidade Estadual de Maringá
Prof. Dr. Norbert Fenzl
Universidade Federal do Pará
Prof. Me. Arleson Eduardo Monte Palma Lopes
UniversidadeFederal do Pará
Profa. Ma. Iná Camila Ramos Favacho de Miranda
Universidade Federal do Pará
Profª. Ma. Ana Lise Costa de Oliveira Santos
Secretaria de Educação do Estado da Bahia
Prof. Me. Diego Vieira Ramos
Centro Universitário Ingá
Prof. Dr. Janaildo Soares de Sousa
Universidade Federal do Ceará
Prof. Dr. Mário Henrique Gomes
Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, 
Portugal
Profª. Dra. Maria da Luz Ferreira Barros
Universidade de Évora, Portugal
CONSELHO EDITORIAL
Profª. Ma. Eliaidina Wagna Oliveira da Silva
Caixa de Assistência dos advogados da OAB-ES
Profª. Ma. Maria José Coelho dos Santos
Prefeitura Municipal de Serra
Profª. Tais Muller
Universidade Estadual de Maringá
Prof. Me. Eduardo Cesar Amancio
Centro Universitário de Tecnologia de Curitiba
Profª. Dra. Janine Nicolosi Corrêa
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Profª. Dra. Tatiana Maria Cecy Gadda
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Profª. Gabriela da Costa Bonetti
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Prof. Me. Thales do Rosário De Oliveira
Universidade de Brasília
Profª. Dra. Maisa Sales Gama Tobias
Universidade Federal do Pará
Prof. Dr. Pedro Igor Dias Lameira
Universidade Federal do Pará
Profª. Dra. Geuciane Felipe Guerim Fernandes
Universidade Estadual do Norte do Paraná
Prof. Me. Teonis Batista da Silva
Universidade do Estado da Bahia
Profª. Ma. Aline Maria Gonzaga Ruas 
Universidade Estadual de Montes Claros
Profª. Dra. Alessandra Knoll
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Profª. Ma. Carla Cristina Sordi
Universidade Estadual do Ceará
Profª. Dra. Caroline Lourenço de Almeida
Fundação Educacional do Município de Assis
Profª. Dra. Rosângela Gonçalves da Silva
Fundação Educacional do Município de Assis
Prof. Dr. Marcus Fernando da Silva Praxedes
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Prof. Dr. Cleberton Correia Santos
Universidade Federal da Grande Dourados
Prof. Dr. Leonardo de Carvalho Vidal
Instituto Federal do Rio de Janeiro
Profª. Dra. Mônica Aparecida Bortolotti
Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná
Profª. Dra. Lucieny Almohalha
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Prof. Esp. Layane Caroline Silva Lima Braun
Universidade Federal do Pará
Profª. Ma. Michelle Cristina Boaventura França
Universidade Federal do Pará
É com grande satisfação que compartilhamos o segundo volume da obra “Revisão 
Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos”. Essa é constituída de 
capítulos selecionados, produzidos por pesquisadores de renome no campo da produção 
científica que colaboraram para qualificar as discussões neste espaço formativo. Tal 
reconhece o quanto os avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação – 
TICs vêm modificando as práticas metodológicas para a produção de pesquisas. Assim 
reconhece os movimentos interinstitucionais que congregam pesquisadores das mais 
diversas áreas do conhecimento e de diferentes Instituições de Educação Superior, 
públicas e privadas, de abrangência nacional e internacional.
A produção tem como objetivo compartilhar as experiências que integram ações em 
redes de pesquisas. Apresenta-se com a finalidade de fomentar a formação continuada 
dos profissionais da educação, por meio da produção e socialização de conhecimentos 
sobre as metodologias e suas aplicações.
Justificamos a mesma ao reconhecer que a revisão bibliográfica sempre é uma 
exigência de qualquer produção científica. É com essa que o(s) autor(es) expõe(m) o 
estado da arte sobre o tema que escolheu(ram) pesquisar, assim como se posiciona(m) 
perante a diversidade de perspectivas teóricas sobre um dado tema. Nesse sentido, 
configura-se como etapa inicial, porém, fundamental para qualquer pesquisa científica.
Reconhecemos, ainda, que uma produção completa consome tempo e dedicação 
para que seja realizada com êxito. Nesse sentido, uma dessas vertentes do trabalho de 
investigação contempla a produção da revisão de literatura. Tal, por si só, em alguns 
casos, já contempla metodologia específica. Essa, porém, por não ser o foco da obra 
maior, costuma ser realizada de forma displicente. Tais pesquisadores, ao assumirem 
o foco metodológico em responder ao problema da pesquisa maior, se esmeram pouco 
na organização do material de referência.
Nesse sentido, reunimos na presente obra apresentação de metodologias de 
construção de revisões de literatura, assim como discutimos exemplos de pesquisas 
que se valeram das primeiras, para a realização de boas revisões de literatura.
A presente obra, dividida em duas seções: Aspectos Metodológicos; e, Exemplos e 
Produções de Revisão. A primeira reúne três capítulos que apresentam, inicialmente 
a discussão sobre as revisões de literatura, e a explicitação dos métodos de revisão 
narrativa, revisão integrativa, e, revisão sistemática. Avança para a discussão dos 
aspectos conceituais e históricos da metodologia de história oral. E ainda, considera 
aspectos éticos e das boas práticas de pesquisa a partir da metodologia de relato de 
experiência.
Na segunda seção, que conta com quatro capítulos, apresenta o exemplo de uma 
análise bibliométrica realizada no campo da Educação Física no Brasil. Esse é seguido de 
outro exemplo de análise bibliométrica da produção científica na base de dados Scopus 
de uma universidade pública. O terceiro capítulo versa sobre o perfil dos pesquisadores 
bolsistas de produtividade científica em Psicologia. E a seção é concluída com um 
exemplo de revisão integrativa da literatura sobre estilos parentais de famílias abusivas 
relacionando-os a violência intrafamiliar.
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APRESENTAÇÃO
Agradecemos a cada um dos autores pelo empenho, disponibilidade e dedicação para o 
desenvolvimento e conclusão dessa obra. 
Esperamos que a mesma sirva de instrumento didático-pedagógico para estudantes, professores 
dos diversos níveis de ensino em seus trabalhos e demais interessados pela temática.
Prof. Dr. Leonardo Augusto Couto Finelli
Prof. Dr. Wellington Danilo Soares
SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
Análise bibliométrica da produção científica na base de dados Scopus de uma universidade pública peruana
Edwin Gustavo Estrada Araoz; Jhemy Quispe Aquise; Marilú Farfán Latorre; Willian Gerardo Lavilla Condori; Yesenia Veronica Manrique 
Jaramillo; Sara Agripina Ttito Vilca; Kharla Madelinth Pilco Arraya
 ' 10.37885/220809722 ........................................................................................................................................................................ 12
CAPÍTULO 02
Análise bibliométrica em Educação Física no Brasil
Marina Luiza Resende Abritta; Maria das Graças Jezini Meira; Daniel Antunes Freitas; Renato Sobral Monteiro Júnior; 
Wellington Danilo Soares
 ' 10.37885/220809818 ........................................................................................................................................................................ 23
CAPÍTULO 03
Boas práticas de pesquisa: relato de experiência
Larissa de Souza Correia; Darci de Oliveira Santa Rosa; Marcia Maria Carneiro Oliveira; Ednalva Alves Heliodoro; Nildete Pereira Gomes
 ' 10.37885/221110848 ......................................................................................................................................................................... 31
CAPÍTULO 04
História oral e história de vida: aspectos conceituais e históricos
André Sousa Santos; Diôgo Rodrigues da Silva
 ' 10.37885/221111021 .......................................................................................................................................................................... 40
CAPÍTULO 05
O que é uma revisão da literatura? A estrutura metodológica de revisões
Leonardo Augusto Couto Finelli; Wellington Danilo Soares; Ciro Carlos Antunes
 ' 10.37885/221211449.......................................................................................................................................................................... 60
CAPÍTULO 06Perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade científica em Psicologia
Wellington Danilo Soares; Bárbara Brito Rocha; João Igor Lopes Moura; Larissa Alves Marcelino; Walter Luiz de Moura; 
Daniel Antunes Freitas
 ' 10.37885/220809765 ........................................................................................................................................................................ 75
SUMÁRIOSUMÁRIO
CAPÍTULO 07
Revisão Integrativa de literatura sobre estilos parentais de famílias abusivas e violência intrafamiliar
Ilanna Pinheiro da Costa Medeiros; Ana Claudia de Azevedo Peixoto
 ' 10.37885/221110938 ......................................................................................................................................................................... 89
SOBRE OS ORGANIZADORES ........................................................................................................................... 107
ÍNDICE REMISSIVO ...........................................................................................................................................108
05
'10.37885/221211449
05
O que é uma revisão da literatura? A 
estrutura metodológica de revisões
Leonardo Augusto Couto Finelli
Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
Wellington Danilo Soares
Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
Ciro Carlos Antunes
Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
https://dx.doi.org/10.37885/221211449
RESUMO
O presente ensaio deriva de parte das experiências dos autores, como pesquisadores, como 
professores de Metodologia Científica, como revisores de periódicos, assim, como da per-
cepção sobre a necessidade de esclarecimento dos conceitos ora debatidos. Reconhecemos 
que estudos de revisão de literatura são elementos fulcrais da elaboração de qualquer 
pesquisa cientifica, não obstante, observamos que nem sempre a etapa, ou finalidade, da 
revisão produzida reconhece os princípios básicos da metodologia a que deveria atender. 
Nesse sentido produzimos a obra com a finalidade de sistematizar conceitos de revisão de 
literatura, assim como explicitar parte de suas respectivas metodologias de aplicação. Para 
tal, resgatamos fontes primárias sobre tal discussão metodológica, e, as complementamos 
com parte de nossa experiência. O material produzido sistematiza então o que é a revisão 
de literatura, indicando que essa pode ter finalidades distintas, como o propósito de ma-
pear o que já se produziu sobre um tema, assim como o de analisar e sintetizar material de 
outras fontes. Indicamos também os princípios e delineamentos das pesquisas de revisão: 
narrativa, integrativa e sistemática. Longe de esgotar o tema, esperamos que a presente 
produção sirva de material base para utilização em sala de aula para o ensino dessa etapa 
tao importante de qualquer investigação que se proponha científica.
Palavras-chave: Metodologia. Pesquisa, Revisão de Literatura, Revisão Narrativa, Revisão 
Integrativa, Revisão Sistemática.
62
Revisão Bibliográfica: o uso da metodologia para a produção de textos - ISBN 978-65-5360-237-3 - Vol. 2 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.com.br
INTRODUÇÃO
A proposta desse capítulo, integra o foco da obra, a discussão sobre Revisão 
Bibliográfica. Para tal, considera o uso da metodologia científica para a produção de textos.
Não é incomum que qualquer produção científica considere uma revisão da literatura 
em sua introdução. Isso se dá porque na produção científica é necessário apresentar ao 
leitor qual o referencial que o autor/escritor adota para sua produção. Nesse sentido, todas 
as obras científicas, apresentam em sua introdução, ou em outra seção texto, a consideração 
do(s) autor(es) sobre os conceitos que o mesmo acolhe e reconhece para sua produção.
Todo autor sabe que iniciar uma obra você sempre trabalhoso. Não basta apenas ter as 
ideias, não basta apenas fazer uma pesquisa, não basta apenas querer compartilhar aquilo 
que entende ou aprendeu. É necessário que essa produção seja inteligível ao seu leitor, e, 
nesse sentido, nada mais típico em uma produção do que iniciar com uma introdução.
A introdução é a parte do artigo científico em que o autor informa o que foi 
pesquisado e o porquê da investigação. É local para precisar aspectos 
particulares da pesquisa, tais como a justificativa para a sua realização, a 
originalidade e a lógica que guiou a investigação. (PEREIRA, 2012, p. 675, 
grifo nosso).
A introdução considera ainda, como exposto, a apresentação dos referenciais adotados 
pelo autor. Isso é particularmente importante, porque na produção científica há divergência de 
pontos de vista, de percepções, de compreensão sobre um conceito. Tome-se um conceito 
qualquer, por exemplo, estresse. O mesmo foi inicialmente definido por Hans Selye, em um 
artigo curto, publicado na revista Nature, em 1936. Tal, continuou a ser pesquisado pelo 
autor e mereceu uma publicação mais robusta, o livro “The stress of life” (SEYLE, 1956), 
publicado em 1956. Duas obras raras, mas, clássicas, que são definidoras do conceito tão 
utilizado na vida pós-moderna. Da década de 1930 até a contemporaneidade o conceito 
de estresse foi, e continua a ser, discutido por diversos pesquisadores. Sofreu variações, 
mas, a ideia central ainda se remete a proposição de Seyle. No entanto por se tratarem de 
obras raras, e, escritas originalmente em inglês, nem sempre as mesmas são citadas nas 
produções hodiernas sobre o tema.
Pelo menos no Brasil, é mais comum se observar, as publicações de Maria do 
Sacramento Loureiro Tanganelli, Marilda Emmanuel Novaes Lipp, Maria Angélica Sadir 
Prieto, Milva Maria Figueiredo de Martino, entre outras(os), que produzem na língua nativa, 
em periódicos mais recentes, e, (em sua maioria) de acesso gratuito. Assim como estresse, 
diversos outros conceitos, também derivam de longas explicações, com fontes originárias, 
nem sempre em português, porém, nem por isso, devem deixar de ser estudadas e compor as 
pesquisas. Mas tais não são o escopo do presente trabalho, a digressão aqui foi para ilustrar 
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a necessidade de se recorrer as fontes originais, assim como para compreender as variações 
impressas por diferentes autores aos conceitos que são estudados na contemporaneidade.
O conceito de estresse também se associa ao conceito de burnout, ou, esgotamento físi-
co e mental associados ao trabalho, muito discutido por Christina Maslach e Susan E. Jackson 
(autoras norteamericanas do Maslach Burnout Inventory - MBI), e atualmente debatido, 
no Brasil, por Mary Sandra Carlotto, Sheila Gonçalves Câmara, novamente, entre tantos 
outros. Observe-se que a ideia aqui não é discutir em profundidade os conceitos, mas sim, 
demonstrar que a variações na apresentação dos conceitos em ciências. Nesse sentido a 
necessidade de uma introdução para explicitar como o autor compreende cada conceito, e 
consequentemente, como o utilizará em sua obra.
Para produzir a introdução é necessário que o autor realize uma revisão da literatura, 
e, assim, consiga compreender melhor o que há de mais atual na área em que pretende 
escrever. Nesse resgate e estruturação do material, é importante reconhecer as origens e 
variações dos conceitos. Assim como compreender, as metodologias (e, eventualmente, 
instrumentos) que levaram a atual configuração do conceito adotado.
No entanto, na atualidade da produção científica, há demandas crescentes de produção 
e publicação. O clima acadêmico da produção científica considera o mote “publish or perish”, 
que determina a necessidade de se produzir, mais e mais. Perdeu-se parte do interesse pela 
qualidade, já que há metas de produção e publicação na academia/centros de pesquisa. 
Não que a qualidade tenha deixado de ser importante, mas, há real necessidadede publicar, 
em função da competição por fundos de pesquisa, índices de citação, etc. (SPINAK, 2013).
Frente a essa realidade pesquisadores aprenderam, há muitos anos, a fracionar sua 
produção em artigos parciais. Posso estar equivocado, mas lembro que nos anos 1990, tal 
o processo iniciou-se nos programas de pós-graduação, em especial mestrado doutorado. 
Naquela época, uma pesquisa em um programa de pós graduação Stricto Sensu leva tempo 
para ser “embrionada”, “gestada” e “parida”. Durante o período de uma produção densa, como 
uma de um programa Stricto Sensu, em que os mestrados tinham duração de 4 anos, não 
havia muito prazo para o autor se desviar do foco de seu trabalho. Porém, ao mesmo tem-
po, o pesquisador não podia ficar de fora do ciclo de reconhecimento nos meios científicos. 
Era necessário que os pesquisadores apresentassem suas produções nas associações, 
sindicatos, agrupamentos, e outros, que produziam eventos científicos para a divulgação dos 
trabalhos atuais. Mas como se manter produzindo, e, ser popular nesses eventos, se sua 
produção se encontrava em processo de elaboração? Uma solução elegante foi encontrada, 
a produção de resultados parciais, e ainda outra, a apresentação dos aspectos de revisão 
que foram sistematizados para introdução trabalho.
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Se houve outra origem desconheço, mas essa, foi, e continua a ser, uma estratégia 
elegante para ampliar a publicação dos autores. O professor Renato Mezan já a denunciava 
desde os idos de 1996 (MEZAN, 1996). Na realidade já era uma atividade de certa forma 
institucionalizada, já que todo pesquisador tinha um trabalho enorme em realizar uma revi-
são bibliográfica adequada para construir sua introdução. Então, aquela passou a ser uma 
atividade para apresentação de dados parciais em resumos, pôsteres, mesas, e, até confe-
rências, apresentados em congressos. Tal forma de produção começou a ganhar corpo, foi 
replicada e ganhou importância acadêmica.
De pequenas apresentações começaram a ganhar espaço como resumos em anais 
que cresceram para resumos expandidos, e continuaram nesse processo se tornando pu-
blicações sistematizados. Para tal, passaram a assumir uma perspectiva de uma estrutura 
metodológica que estabelecia o estado da arte com resultado em si mesmo. Nasceram então 
os diversos estudos de revisão bibliográfica com metodologia organizada.
Atualmente, tais produções recebem os mais variados nomes: um estudo de revisão, es-
tado da arte (ISOTANI et al., 2009), revisão de literatura (COSTA; FINELLI, 2016; MIRANDA; 
FERREIRA, 2009), revisão bibliográfica (FRANÇA; MATTA; ALVES, 2012), levantamento 
bibliográfico (FINELLI; GOMES, 2015; MORAIS; ASSUMPÇÃO, 2012), revisão narrativa 
(ELIAS et al., 2012), revisão sistemática (DEPAEPE; VERSCHAFFEL; KELCHTERMANS, 
2013), revisão integrativa (SOBRAL; CAMPOS, 2012; MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2019), 
revisão crítica (ARAÚJO; FINELLI, 2017) análise da literatura, análise da produção científica, 
entre outros. Tais figuram os mais diversos periódicos, e servem de base para pesquisas 
mais introdutórias sobre cada tema, já que apresentam aos neófitos um trabalho parcial de 
busca pela revisão já realizadas por outrem.
Nessa perspectiva, explicito os caminhos metodológicos de cada uma. Início com a 
mais clássica revisão de literatura.
Revisão de literatura: 
[...] é o processo de busca, análise e descrição de um corpo do conhecimento 
em busca de resposta a uma pergunta específica. “Literatura” cobre todo o 
material relevante que é escrito sobre um tema: livros, artigos de periódicos, 
artigos de jornais, registros históricos, relatórios governamentais, teses e dis-
sertações e outros tipos (USP, 2022, s. p.).
Nesse sentido a revisão da literatura pode ser reconhecida como um estudo secundário. 
Tal visa reunir estudos semelhantes, publicados em periódicos reconhecidos, ou não, de 
modo a agrupar as informações sobre um determinado tema. A revisão de literatura combina 
os resultados de vários estudos independentes de modo a organizar a produção e definições 
de conceitos sobre um dado tema (SAMPAIO; MANCINI, 2007).
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Esses os estudos permitem a compreensão do movimento histórico da área, assim 
como a configuração que o conceito recebe ao longo do tempo. Indica também as propensões 
teóricas metodológicas, tendências, recorrências e lacunas que se configuram no entorno 
do tema. Tais estudos organizam, esclarecem e resumem as principais obras em uma área 
(VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014).
Apesar de serem oriundas das mais distintas áreas, todas as pesquisas científicas 
são referenciadas no método reconhecido pela academia. Assim, levam os pesquisado-
res, em seu processo de formação, por diversos caminhos. De modo geral, tais podem ser 
reunidos em dois grandes grupos de revisões, as que mapeiam; e, as que avaliam e sinte-
tizam (USP, 2022).
Estudos de revisão de mapeamento
O Levantamento Bibliográfico, é o exemplo prototípico desse tipo de revisão. Essa 
busca reconhecer (levantar) todas as referências encontradas sobre um determinado tema 
(CERVO; BERVIAN, 2006). Via de regra, não há grande sistematização metodológica pro-
posta a priori para a realização desse tipo de pesquisa. Normalmente, tal tipo de estudo 
estabelece uma, ou um pequeno conjunto de, palavra(s)-chave(s), que é utilizada nos bus-
cadores de diferentes sítios eletrônicos, assim como diversas bibliotecas online, e reúne 
materiais de diversos formatos (livros, dissertações, teses, revistas, vídeo, etc.) que con-
tribuam para um primeiro contato com o objeto de estudo investigado. No passado, tais 
levantamentos eram realizados em fichas de papel, e, atualmente, este processo é facilitado 
com a utilização da Tecnologia da Informação e Comunicação – TICs, por meio de editores 
de texto ou planilhas eletrônicas, ou por softwares de manejo de referências específicos 
(como o Mendeley, EndNote,ReadCube Papers, EasyBib, Zotero, entre diversos outros1) 
(VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; COSTA; FINELLI, 2016).
Alguns levantamentos, apesar de manterem esse nome, vão além da proposta básica 
de reunião de material. Tais, produzem uma discussão sobre o material levantado em forma 
de ensaio teórico, ou discussão crítica. Tais poderiam ser caracterizadas como Revisão de 
Literatura (MIRANDA; FERREIRA, 2009); Revisão Bibliográfica (FRANÇA; MATTA; ALVES, 
2012), ou Análise Crítica (ARAÚJO; FINELLI, 2017). Nesses casos, além de levantar a pro-
dução bibliográfica, há a um problema norteador da pesquisa, que permite a contextualização 
e análise de parte das possibilidades da literatura. Nessas produções o material coletado é 
1 De modo geral, os Reference Management Software, ou aplicativos de manejo de referência, ou, gerenciadores de referência, em 
tradução livre, são programas computacionais que gravam citações e/ou referências bibliográficas, para que pesquisadores/autores 
utilizem a qualquer momento na geração de bibliografias como lista de referências em livros, artigos e trabalhos científicos (MENDES; 
SILVEIRA; GALVÃO, 2019).
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organizado (por procedência, como tipo de fontes científicas - artigos, teses, dissertações 
– ou por fontes de divulgação de ideias - revistas, sites, vídeos etc. – ou ainda por ano de 
publicação, determinação dos conceitos, ou outras a critério do(s) autor(es)), e é analisado, 
a partir da pergunta de pesquisa proposta. Como resultados é possível a elaboração de 
ensaios que favorecem a contextualização parcial do problema construído (VOSGERAU;ROMANOWSKI, 2014).
Tais estudos podem constituir, também, os chamados estudos do estado da arte, ou 
Revisão Narrativa (ELIAS et al., 2012). Dessa forma, resgatam as relações de produções 
anteriores, em que se identifica temáticas recorrentes e apontam novas perspectivas para 
a construção de orientações para a definição dos parâmetros de formação de conceitos. 
Tais, analisam as produções bibliográficas em determinada área e expõem o “estado da 
arte” sobre determinado tópico ou conceito de modo a evidenciar novas ideias, métodos, ou 
subtemas de pesquisa que têm recebido maior ênfase na literatura selecionada (VOSGERAU; 
ROMANOWSKI, 2014).
As pesquisas do tipo estado da arte focam sua análise na problematização e metodolo-
gia, com a finalidade de mapear uma lacuna sobre o assunto. Assim, o(s) novo(s) autor(es) 
podem preencher a mesma com sua produção, ou abrir caminhos para novas produções 
sobre esses temas (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014).
Estudos de revisão: avaliação e síntese
Neste grupo de trabalhos de revisão encontram-se as revisões sistemáticas, revisões 
integrativas, síntese de evidências, metassínteses, meta-análises, e, metassumarizações, 
entre outras (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014). Tais se distinguem das revisões que 
mapeiam ao estabelecer metodologia mais robusta para a busca e análise do material tria-
do. Via de regra, estabelecem na formulação do problema de pesquisa as estratégias de 
investigação, nos métodos a exigência de critérios para inclusão e exclusão dos estudos 
(fundamentalmente primários2), e como resultados, a análise sistematizada do material 
acessado (ou de parte desse, quando o volume é muito grande, mas que foi selecionado 
2 Em uma pesquisa bibliográfica a busca de fontes confiáveis e concretas fundamenta o trabalho a ser realizada. As fontes de uma pes-
quisa podem ser classificadas em: fontes primárias: que são informações diretas, produzidas pelo próprio pesquisador, deve contem-
plar a bibliográfica básica (Ex.: artigos, teses, anais, dissertações, periódicos e outros); fontes secundárias: são fontes complemen-
tares, produzidas por releitores das fontes primárias, e tem a função de facilitar o uso do conhecimento anteriormente desordenado, 
que passa a ser organizado pelos novos autores, normalmente são produzidas por esses segundos autores em novas produções 
que se valem das definições que foram extraídas das fontes primárias (Ex.: enciclopédias, dicionários, bibliografias, bancos de dados, 
livros, compêndios, handbooks, e outros); fontes terciárias: são sistematizações que resumem obras de fontes primárias, secundárias 
e outros, consideram novas investigações sobre trabalhos já produzidos, replicação de pesquisas, etc. (Ex.: catálogos de bibliotecas, 
diretórios, revisões de literatura e outros) (SOUZA; OLIVEIRA; ALVES, 2021).
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por uma série de critérios claramente estabelecidos na metodologia, por exemplo, serem as 
fontes com maior número de citações, entre outros.
(Estes estudos) [...] buscam identificar as condições em que determinadas 
evidências ocorrem e a possibilidade de identificação de padrões de ocorrên-
cia. [...] (Tais) partem de uma questão central de pesquisa, bem delimitada e 
buscam identificar pesquisas que utilizam fontes primárias que procuraram 
responder o mais próximo possível da questão formulada pelo pesquisador. 
Na definição dos critérios de inclusão e exclusão de artigos é importante a 
presença de indicadores de avaliação quanto à proximidade e distanciamento 
da questão formulada, que poderíamos definir como critérios temáticos de pro-
ximidade; mas também são necessários critérios de inclusão e exclusão sobre 
a qualidade metodológica explicitada no estudo, que poderíamos definir como 
critérios metodológicos de inclusão ou exclusão das pesquisas inventariadas. 
(VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014, p. 175-176).
São estudos secundários que uma vez selecionados os artigos, o foco central da análise 
é a sistematização dos resultados dos estudos primários. Essas publicações consideram 
em suas introduções a contextualização e problematização da questão investigada. Alguns 
também apresentam a teoria dos conceitos que foram abordados no problema de pesquisa, 
ou sistematizam a discussão de autores primários sobre a conceituação do tema em análise.
O processo de análise do material coletado se dá em oito fases: (1) Objetivo: 
análise do objetivo do estudo apresentado no artigo, considerando se o objetivo 
focaliza a questão definida para a revisão; (2) Estratégia de Busca: identifica-
ção no texto de palavras-chaves que deveria comportar o estudo em questão; 
(3) Avaliação da Qualidade: considerando a avaliação do estudo a partir de 
indicadores externos (por ex. qualis) ;(4) Leitura dos Estudos: leitura atenta 
do estudo para identificar os problemas levantado pelos autores; (5) Determi-
nação da Relação Entre os Estudos: verifica a relação dos estudos no que 
se refere ao tema em investigação; (6) Tradução: considera a identificação de 
similaridades e/ou diferenças entre os estudos investigados; (7) Síntese da 
Tradução: elaboração de sínteses que contemplem as semelhanças analisa-
das, assim como considerar suas explicações; (8) Explicitação da Síntese: 
com a exposição dos resultados da análise realizada a partir da elaboração 
de novos modelos e esquemas dos resultados sintetizados. (TONDEUR et al., 
2011, p. 3 em tradução livre e grifo nosso).
Tal organização pode aparecer de outras formas em estudos similares de metassín-
tese, com agrupamentos em números de fases/etapas distintas, mas que sintetizam, mais 
ou menos a mesma proposta, como as dos trabalhos de Casarin e colaboradores (2020); 
Galvão e Ricarte (2019); Luz e Machado (2022), entre outros que também determinam os 
termos e etapas utilizados para a revisão sistemática.
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Para a realização da codificação necessária para análise, é possível, hodiernamente, a 
utilização de softwares orientados para tratamento de dados3 graças aos desenvolvimentos 
das TICs. Tais permitem a recuperação rápida de extratos codificados no texto, para a criação 
de categorias e subcategorias de análise, ou para a confecção de redes de relação entre 
os códigos, categorias e extratos de dados de pesquisas qualitativas, ou a sistematização e 
análises estatísticas robustas de dados quantitativos (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; 
SCHLOSSER; FRASSON; CANTORANI, 2019).
Os estudos de revisão sistemática, revisão integrativa, síntese de evidências qualitativas 
e meta-síntese qualitativa se valem de nova interpretação das evidências encontradas nos 
resultados de estudos primários, tanto de ordem qualitativa quanto quantitativa, que apa-
recem nas bases de dados de periódicos. Seu foco de análise deriva dos novos problemas 
de pesquisa postos, e se valem dos dados ou das conclusões extraídas a partir da análise 
empreendida. Assim, oferecem uma nova interpretação das evidências já publicadas, mes-
mo que essas derivem de instrumentos de coletas e/ou participantes distintos (o que torna 
difícil a agregação ou contabilização de resultados).
Para a análise da qualidade metodológica de um estudo, algumas questões podem 
orientar o trabalho do pesquisador de uma revisão de avaliação e síntese. Por exemplo, se 
a pesquisa é qualitativa? Ou quantitativa? O problema de pesquisa foi claramente definido? 
Justifica-se o uso da abordagem metodológica selecionada? A abordagem metodológica 
é capaz de responder ao problema de pesquisa? O contexto do estudo é clara e adequa-
damente definido? O papel do pesquisador é clara e adequadamente definido? O universo 
ou a população são clara e adequadamente definidos? O universo ou a populaçãosão 
adequados para responder ao problema de pesquisa? O método de amostragem é clara 
e adequadamente definido? A estratégia de seleção da amostragem é clara e adequada-
mente definida? O método de coleta de dados é clara e adequadamente definido? O mé-
todo de coleta de dados é apropriado para a questão investigada? O instrumento foi clara 
e adequadamente descrito? O instrumento é capaz de coletar informações que respondam 
(pelo menos em parte) ao problema de pesquisa? O método de análise dos dados é clara 
e adequadamente definido? A análise empreendida é apropriada para a questão de pes-
quisa proposta? As conclusões são embasadas em evidências suficientes? (VOSGERAU; 
ROMANOWSKI, 2014).
3 Por exemplo, para as análises qualitativas são usados os Computer-Aided Qualitative Data Analysis Software – CAQDAS, ou sof-
twares de análise de dados qualitativos, em tradução livre, como: AQUAD 7; Cassandre; Digital Replay System; Iramuteq; KH Coder; 
KNIME; TranscriberAG; Textométrie; Nvivo; Atlas.Ti; entre outros (SCHLOSSER; FRASSON; CANTORANI, 2019). Já para a análise 
de dados quantitativos, existem tantos outros como o Anati Quanti; DataMelt; KNIME Analytics Platform; OpenRefine; Orange; SAP; 
SPSS; R; Tableau Public; Trifacta Wrangler.
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Como indicado, há vários tipos de revisão. Tais se distinguem de acordo com o método 
de sua elaboração, se mais ou menos rigoroso. Assim, as principais metodologias de revi-
são podem ser classificadas em suas diversas formas. Dentre as elencadas, destacam-se:
Revisão Narrativa
A revisão narrativa trata da mais tradicional forma de revisão. Essa apresenta uma te-
mática mais aberta, de busca da literatura, mas, normalmente, sem uma questão de pesquisa 
bem definida. Dessa forma não demanda o estabelecimento de uma metodologia de busca 
de material e/ou de sua análise muito rígida ou robusta. Por exemplo, a busca de fontes não 
é pré-determinada, não utiliza critérios explícitos e sistemáticos, e não abrange a totalidade 
da produção sobre o tema. De modo similar, a seleção do material a ser triado se dá por 
conveniência, de forma arbitraria, o que leva, necessariamente a um viés de seleção que 
é impactado pela subjetividade do pesquisador. O mesmo tipo de viés da subjetividade do 
autor se aplica as análises realizadas, já que não conta com metodologia metódica para sua 
realização, assim os resultados e interpretações também são impregnados pela subjetividade 
do autor. Ainda assim, tal proposta adequa-se a fundamentação teórica de produções que 
não demandam grande ordenamento do material de base (USP, 2022). 
Revisão Integrativa
Para esse tipo de revisão já existe um trabalho mais elaborado de busca e análise da 
literatura. Tal é mais ampla e conta com uma pergunta de pesquisa inicial, que leva a busca 
da revisão, assim conta com a integração de discussões sobre métodos e resultados de 
pesquisas, e produz novos considerações sobre o material analisado, e, em geral, indicam 
caminhos para a realização de novas pesquisas futuras (USP, 2022).
Tal delineamento de pesquisa busca um conhecimento profundo sobre um determina-
do tema/conceito a partir da reflexão sobre produções anteriores sobre o mesmo. Para tal, 
vale-se de um padrão metodológico rigoroso, com clareza de procedimentos, e que possi-
bilitam a replicação da investigação. Dessa forma, possibilita que o leitor consiga retraçar o 
caminho percorrido pelo autor, de modo a encontrar as mesmas produções acessada, assim 
como replicar a metodologia de análise, o que o levaria as mesmas considerações quanto 
aos resultados. Tal organização possibilita que se realize generalizações sobre o fenômeno 
investigado a partir da integração do conhecimento do material que foi analisado na revisão. 
Esse delineamento reconhece ainda que o “material base” (textos analisados) apresenta 
suas respectivas limitações, assim pondera sobre os caminhos de tomada de decisão com 
relação ao fenômeno investigado (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008).
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Nesse sentido, a revisão integrativa é reconhecida como um procedimento amplo, que 
permite a inclusão, para a análise, de diversos tipos de pesquisas realizadas com metodo-
logias distintas (como estudos experimentais e quase-experimentais, assim como dados 
de literatura teórica e empírica), o que lhe imprime maior compreensão sobre o tema de 
interesse. Tal diversidade de diferentes delineamentos de pesquisas pode promover mais 
dificuldade para o novo autor realizar suas análises, porém, lhe oferecem também maior 
variedade de dados o que pode aumentar a profundidade e abrangência das conclusões 
da revisão. Seu autor pode a realizar com distintas finalidades, como por exemplo: integrar 
a definição de conceitos; revisar teorias ou metodologias; dialogar com autores distintos 
(ou fazê-los dialogar entre si, indicando as convergências ou diferenças de suas produções 
quanto a um tema/conceito); entre outros. Devido as possibilidades amplas de organização 
da amostra, assim como a pluralidade de finalidades desse método o mesmo acomoda 
resultados amplos de conceitos; teorias; ou problemas complexos de uma dada área de 
investigação (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008; 2019).
Revisão Sistemática
Por fim, a revisão sistemática contempla o ápice da organização do delineamento me-
todológico. Essa deve ser, necessariamente, metódica, explícita e passível de reprodução. 
Assim adequa-se a grandes projetos de estudo que podem lidar com mudanças de rumos 
nas investigações em função da identificação de novos métodos de pesquisa reconhecidos 
como mais indicados para a área. Nesse sentido, parte do levantamento da produção cien-
tífica disponível para construir novas linhas de pensamentos, assim, articula as informações 
de diversas fontes em torno de um problema de pesquisa (em geral teórico) para a produ-
ção de novos resultados sobre o que se deseja conhecer. Assume, via de regra, caráter 
descritivo-discursivo, e devido a sua clara estruturação metodológica deve possibilitar a 
reprodutibilidade da investigação que leva a resultados de síntese, que se constituem em 
pesquisas a partir de si mesmas devido ao seu rigor metodológico.
A revisão sistemática costuma ser um passo em avanço à revisão narrativa, pois seu 
rigor metodológico compensa as lacunas deixadas pela inconclusão da mera exposição da 
segunda. A revisão sistemática possibilita “resumir os dados existentes, refinar hipóteses, 
estimar tamanhos de amostra e ajudar a definir agendas de trabalho futuro considerados 
como seus sujeitos” (MEDINA; PAILAQUILÉN, 2010, p. 7).
Em termos de sua organização e delineamento é considerada como estudo observacio-
nal retrospectivo, ou, como estudo experimental de recuperação e análise crítica da literatura. 
Assim, apresentam um problema de pesquisa claramente determinado, o que possibilita o 
estabelecimento de objetivos claros de levantar, reunir, avaliar criticamente dados (como a 
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metodologia utilizada ou os resultados) de diversos estudos primários que são sintetizados 
de modo a testar as hipóteses previamente formuladas para a investigação. Para tal, vale-se 
de estratégias de busca, de fontes primárias, com critérios justificáveis, a partir do problema 
e objetivos, para a inclusão e exclusão do material primário triado. Além disso, considera 
ainda, uma análise criteriosa da qualidade da literatura selecionada (avalia a qualidade dos 
textos primários, identifica a conceituação produzida nesses, compara os dados e as análi-
sesestatísticas produzidas, conclui sobre a adequação dos dados para responder ao novo 
problema de pesquisa, e, indica fragilidades que determinem novos problemas/questões 
que necessitam ser estudados). Em sua execução utiliza métodos sistemáticos e explícitos 
para recuperar, selecionar e avaliar as informações (metodologias ou resultados) de estudos 
relevantes. Nesse sentido, é reconhecida como a evidência científica de maior grandeza, e, 
consequentemente, é indicada na tomada de decisão do projeto maior que a origina, por ser 
reconhecida como uma pesquisa original (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014; USP, 2022).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conhecimento de metodologias de pesquisa promove que investigadores sistematizem 
suas produções, o que imprime a essas o caráter do reconhecimento científico, necessário 
na academia. A demanda crescente de produção levou, e continua a levar, estresse a pes-
quisadores e autores, que no processo de atendimento de prazos, são levados a produzir, 
a cada vez mais, sem a devida reflexão sobre sua produção. Não há tempo para novos 
aprendizados, tomados como secundários, associados a estruturação metodológica, assim 
a produção é realizada a partir da crença de seus autores, o que leva a vieses de pesquisa 
e, consequentemente, reduzem o potencial da produção.
É imprescindível vincular o conhecimento oriundo de pesquisas à prática. Não obstante, 
a construção desse conhecimento requer a reflexão ponderada que só a rigorosa ponderação 
sobre a metodologia pode proporcionar. Alcançar resultados é sempre bom, mas possibilitar 
que novos autores repliquem a pesquisa inicial e julguem os pontos centrais da produção, 
assim como sobre suas limitações só promove o crescimento científico, tanto de autores, 
como de leitores.
Nesse sentido, reconhecemos que as revisões de literatura são etapa imprescindível 
da produção cientifica. No entanto, apesar de sua aparente simplicidade, por se tratar de 
etapa inicial de aproximação do tema/conceito da pesquisa, essa, se não realizada de forma 
adequada pode levar a perda de tempo e recursos do pesquisador. Por outro lado, se consi-
derada de forma adequada, pode levar a busca de metodologias robustas que promoverão 
novos resultados a partir das investigações em fontes primárias. Essas já serão produções 
reconhecidas como originais em si mesmas, o que possibilita o atendimento das demandas 
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de produção, assim como o tempo para o amadurecimento do pesquisador e da pesquisa 
que podem evoluir em parceria unívoca.
O objetivo final desse ensaio foi compartilhar conceitos importantes para o desenvolvi-
mento de ferramentas para melhorar a qualidade dos cuidados metodológicos estabelecidos 
na produção de novos empreendimentos de pesquisa. Espera-se que os apontamentos e 
reflexões aqui apresentados contribuam para o esclarecimento de conceitos que ainda podem 
ser confusos para novos pesquisadores, e assim os auxiliem a avançar em suas produções.
REFERÊNCIAS
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dades educacionais específicas no brasil: uma análise crítica. Revista Bionorte, v. 6, n. 
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	O que é uma revisão da literatura? A estrutura metodológica de revisões
	Leonardo Augusto Couto Finelli
	Wellington Danilo Soares
	Ciro Carlos Antunes
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