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EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS AULA 5 - RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS NO BRASIL Prezado(a) aluno(a), A inclusão escolar tem sido um tema debatido e promovido nas últimas décadas no Brasil, alinhando-se à compreensão de que todos os grupos culturais devem ter acesso a uma educação igualitária e de qualidade. Dada a histórica produção de desigualdades e distanciamentos entre certos grupos étnicos no Brasil, é indispensável estudar as relações étnico-raciais tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. Nesta aula, veremos alguns aspectos históricos relacionados às questões étnico-raciais e à criação de desigualdades no contexto nacional. Além disso, serão abordadas algumas políticas públicas e práticas voltadas para o enfrentamento do racismo e para promover maior equidade na educação. Também serão discutidas as questões de inclusão escolar, bem como os conceitos de diversidade e equidade que estão em pauta, com o objetivo de construir uma escola que atenda a todos. Bons estudos! 5 DESIGUALDADES SOCIAIS E RACIAIS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Para traçar um histórico sobre a geração de desigualdades no Brasil, é fundamental examinar os processos de colonização, pois o país foi conquistado por Portugal como parte de um planejamento de expansão territorial das nações europeias no século XVI. Nesse período, predominava a ideia de impor às novas colônias uma forma de pensar e viver que estivesse alinhada aos preceitos europeus, considerando a cultura dos povos conquistadores — sempre vista como a mais valiosa — como o modelo a ser seguido e a norma comportamental a ser adotada. Os mecanismos coloniais estabeleceram uma relação entre cor e raça, a qual, além de classificar as populações, também servia para operar a “[...] inferiorização de grupos humanos não europeus, do ponto de vista da produção da divisão racial do trabalho, do salário, da produção cultural e dos conhecimentos” (OLIVEIRA; CANDAU, 2010, documento online). Em outras palavras, a colonização não se limitou apenas à ocupação do território, à exploração dos recursos e ao trabalho dos colonizados, mas também se estendeu à colonização dos conhecimentos, impondo novas maneiras de pensar e, de agir na sociedade. Ao analisarmos a história dos negros no Brasil — principalmente no período pós-escravatura, com a Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888 — e as suas inúmeras dificuldades de inserção na vida social e laboral, Pesavento (1989, p. 83) comenta que “[...] os egressos da escravidão, como negros, agregavam a este quadro o estigma do qual eram portadores: eram visualizados como uma força de trabalho inadequada para o trabalho regular, avessos à nova ordem que se impunha”. De acordo com a autora, a influência da escravidão nas populações negras foi apenas reduzida na segunda metade do século XIX, um período que é considerado recente do ponto de vista histórico. Essa desigualdade, assim como o racismo e a discriminação que afetam aqueles que fogem dos padrões estabelecidos, é fruto de um processo histórico e cultural, resultante da desigualdade de poder entre grupos identitários privilegiados e aqueles que enfrentam discriminação. A questão relacionada aos processos coloniais no Brasil, que destaca a ascensão de uma etnia dominante com uma visão monoculturalista do mundo, tem repercussões significativas na educação. Assim como certos grupos de origens étnicas diferentes foram favorecidos em relação a outros, no que diz respeito à educação, como o acesso a instituições de ensino de melhor qualidade, é necessário implementar mecanismos que possam corrigir essas discriminações históricas que afetaram grupos específicos, como os negros e os indígenas. Banton (2000, p. 457) define o processo de racialização como o “[...] processo ou situação em que a ideia de raça é introduzida para definir e qualificar uma população específica, suas características e suas ações”. Assim, as pessoas são levadas a acreditar que determinadas características são inerentes a uma raça ou etnia, o que se evidencia em expressões como “ele é italiano, por isso é avarento”, “o alemão é mais organizado” e “os índios são preguiçosos”. Essas afirmações refletem essa racialização, que estigmatiza e estereotipa uma etnia e/ou raça com base em características ligadas a aspectos biológicos e fenotípicos, como a cor da pele, o tipo de cabelo, o formato do nariz, a espessura dos lábios e o tamanho do crânio, entre outros. Ao examinar a estratificação social sob a perspectiva étnico-racial dos indivíduos, é possível identificar uma abordagem pedagógica que: [...] educou o olhar deste sujeito branco que julga; ela educou seu modo de compreensão sobre a pertença racial. Ela o educou para pensar que ele, branco, não tem raça nem cor e, portanto, pode, do alto de seu estatuto de incolor, julgar quem são, afinal, os “de cor” (KAERCHER, 2010, p. 87). Ao analisarmos a história global e brasileira, notamos, por exemplo, que as práticas eugênicas — vistas como ciência — apresentavam conhecimentos que vinculavam as características físicas, raciais e fenotípicas do ser humano às suas habilidades (ou a ausência delas) em relação a uma noção de raça humana superior. As práticas eugênicas no Brasil se ligaram aos movimentos higienistas e sanitaristas no começo do século XX, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento de uma raça nacional, o que incluía, até mesmo, o branqueamento da população. Segundo Souza (2005, p. 6), “[...] os eugenistas entendiam que atitudes radicais como a esterilização, pena de morte, controle rigoroso da entrada de imigrantes, obrigatoriedade do exame pré-nupcial, proibição do casamento inter-racial e de portadores de doenças contagiosas” levariam a esse objetivo. A desigualdade social — embora ligada a aspectos econômicos que segmentam a sociedade em classes com base em suas posses ou propriedades — também impacta outras áreas, como gênero, religião e diferentes orientações sexuais, que pertencem àqueles que fogem do que é considerado normal e socialmente aceito. Esses grupos identitários diversos estão presentes na escola e integram o dia a dia dos professores. Por isso, as aulas devem ser conduzidas de maneira harmoniosa, intercultural e igualitária, buscando mediar conflitos e incentivar reflexões entre os alunos. 5.1 Políticas e práticas de superação do racismo/ desigualdade racial na educação brasileira O país — embora tenha promovido, nas últimas décadas, diversas discussões sobre a diversidade cultural e os processos de hibridismo ou mestiçagem das várias etnias que formam a identidade nacional — ainda apresenta vestígios de racismo, o que resulta em situações de desigualdade na sociedade. Uma das principais conquistas das lutas do Movimento Negro em busca do reconhecimento da sua identidade afro-brasileira foi a inclusão dos estudos de história e cultura afro-brasileira nos currículos escolares, a partir da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003 (BRASIL, 2003). Com relação ao currículo escolar, é evidente a existência de um jogo de poder na seleção do que deve ser ensinado. A esse respeito, Passos (2008, p. 17) argumenta que “[...] o currículo escolar, tal qual a sociedade brasileira, está pautado numa compreensão de que apenas a cultura do colonizador — branca, masculina, heterossexual e cristã — tem legitimidade para ser estudada”. Todos aqueles saberes que não se enquadram nesses termos acabam excluídos da escola. Na maioria das vezes, determinados grupos — cujos conhecimentos não são reconhecidos como válidos para o aprendizado nas escolas — são excluídos do acesso a uma educação de qualidade e, por consequência, das mesmas oportunidades que outros desfrutam. Em virtude desses aspectos socioculturais profundamenteenraizados em nossa história, é responsabilidade da escola dar visibilidade e promover uma visão positiva sobre a forma de pensar e agir em relação aos afro-brasileiros, que atualmente constituem a maior parte da população. Embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em vigor — art. 26, § 4º, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 — determine que o ensino da história do Brasil deve levar em conta a contribuição de diversas culturas e etnias (negra, indígena e europeia) para a formação do povo brasileiro, foi necessário criar uma lei que tornasse obrigatória a inclusão do ensino da história e cultura afro- brasileira em todos os níveis de ensino (público e privado) (BRASIL, 1996). Carneiro (2006) esclarece que “[...] mais do que um acréscimo ao texto legal, o legislador resgata uma dimensão calculadamente esquecida do currículo escolar em todos os níveis: a influência da cultura africana na formação da sociedade brasileira”. Dessa forma, o autor admite que ainda existe nas escolas “[...] uma cultura travada e preconceituosa, impermeável a aceitar o diferente e a conviver com o desigual” (CARNEIRO, 2006, p. 99). Possivelmente, devido a esse contexto, observamos a mobilização de diversos grupos identitários em busca de aceitação e igualdade na sociedade nas primeiras décadas do século XXI no Brasil. Esses grupos compreendem que participar das discussões que acontecem nas escolas é uma das maneiras mais eficazes de transformar a maneira como os temas e estilos de vida são percebidos. Em síntese, podemos observar a seguinte linha do tempo das mudanças e adaptações nas leis referentes à raça e etnia na educação brasileira: • LDB — Lei nº. 9.394/1996, art. 26, §4º; • Lei nº. 10.639/2003, que alterou a LDB e acrescentou os arts. 26-A e 79-B; • Lei nº. 11.645/2008, que alterou a LDB, modificada anteriormente pela Lei nº. 10.639/2003, no art. 26-A. A Lei nº. 11.645/2008, em vigência, propõe a seguinte redação para o art.26-A da LDB (BRASIL, 2008, documento online): “Art. 26-A Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. Dessa forma, todas as instituições do sistema de ensino nacional devem incluir o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira. É fundamental notar que o art. 79-B, que foi adicionado à LDB pela Lei nº 10.639/2003, não sofreu modificações, mantendo o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra. Destacando a relevância de incluir o respeito à diversidade nos currículos, para expandir a abrangência da educação escolar que leva em conta as relações étnico- raciais, Silva (2007) afirma que: [...] a educação das relações étnico-raciais tem por alvo a formação de cidadãos, mulheres e homens empenhados em promover condições de igualdade no exercício de direitos sociais, políticos, econômicos, dos direitos de ser, viver, pensar, próprios aos diferentes pertencimentos étnico-raciais e sociais (SILVA, 2007, p. 490). Para que as escolas consigam estruturar suas práticas curriculares em torno do ensino das questões étnicas relacionadas a negros e indígenas, a Lei nº 11.645/2008 sugere os seguintes conteúdos programáticos: • história da África e dos africanos; • luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil; • cultura negra e indígena brasileira; • negro e o índio na formação da sociedade nacional. 5.2 Ações afirmativas No que diz respeito às práticas que buscam reduzir as desigualdades sociais, é fundamental que você compreenda o conceito de ações afirmativas. Para isso, analisaremos o que estabelece o Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010), que define ações afirmativas como “[...] os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades” (BRASIL, 2010, documento online). As políticas de ações afirmativas são consideradas recentes no Brasil e no mundo. A esse respeito, Munanga (2001, p. 31) destaca que “[...] visam oferecer aos grupos discriminados e excluídos um tratamento diferenciado para compensar as desvantagens devidas à sua situação de vítimas do racismo e de outras formas de discriminação”. Embora tenha sido estabelecido como lei através da luta do Movimento Negro, o Estatuto da Igualdade Racial esclarece, no artigo 2º, que: [...] é dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo cidadão brasileiro, independentemente da etnia ou da cor da pele, o direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais (BRASIL, 2010, documento online). Assim, ao instituir o Estatuto da Igualdade Racial, Paulo Paim (BRASIL, 2009), já defendia uma reparação pelos danos históricos enfrentados pelos negros no país, que resultavam em discriminações contra essa etnia, sugerindo o sistema de cotas como uma possível solução para essa questão. Dessa forma, o sistema de cotas proposto pelo Ministério da Educação representa um exemplo de ação afirmativa destinada a combater as desigualdades sociais. Por meio da Lei nº 12.711, de 25 de maio de 2012, o Ministério da Educação estabelece: [...] garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos (BRASIL, 2012, documento online). Com essa iniciativa, os jovens que sofreram com a baixa qualidade da educação pública têm a oportunidade de competir em condições iguais para ingressar nas instituições federais de ensino superior. Os estudantes das redes públicas de ensino têm a possibilidade de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Com base em seu desempenho nessas provas, eles podem buscar uma vaga no ensino superior em qualquer universidade. Antes da implementação dessas políticas públicas, essa conquista era bastante complicada, pois havia uma forte concorrência com alunos de instituições privadas que tinham acesso a cursos preparatórios para o vestibular. As discussões sobre as relações étnico-raciais são relevantes e contemporâneas. De acordo com informações da Agência de Notícias do IBGE: As estatísticas de cor ou raça produzidas pelo IBGE mostram que o Brasil ainda está muito longe de se tornar uma democracia racial. Em média, os brancos têm os maiores salários, sofrem menos com o desemprego e são maioria entre os que frequentam o ensino superior, por exemplo. Já os indicadores socioeconômicos da população preta e parda, assim como os dos indígenas, costumam ser bem mais desvantajosos (IBGE, 2018, documento online). 5.3 Inclusão escolar Antes de começarmos a discutir a inclusão escolar, é essencial revisitar alguns pontos fundamentais que já foram abordados. O primeiro deles refere-se ao conceito de cultura, que é entendido como um termo utilizado “[...] para se referir a tudo o que seja característico sobre o ‘modo de vida’ de um povo, de uma comunidade, de uma nação ou de um grupo social” (LOPES; DAL’IGNA, 2007, p. 19). Essa definição do autor é significativa para refletirmos sobre os aspectos antropológicos e sociológicos da cultura, pois não se limita apenas a um conjunto de elementos — como literatura, arte ou programas de TV — mas, acima de tudo, abrange um conjunto de práticas (LOPES; DAL’IGNA, 2007). Assim, os indivíduos que compartilham a mesma cultura tendem a ter uma interpretação semelhante do mundo, uma vez que foram educados,dentro das práticas diárias de sua sociedade, a agir e a pensar conforme determinados valores. A questão aqui reside no fato de que uma cultura pode se definir de maneira monoculturalista, considerando-se a única detentora de conhecimentos e a única direção correta a ser seguida, servindo como guia para tudo e todos. Dessa forma, aqueles que não se encaixam nos padrões por ela determinados acabam sendo marginalizados de alguma maneira. O objetivo da inclusão escolar é proporcionar um espaço assegurado nas instituições de ensino para aqueles que podem ser considerados diferentes, permitindo que tenham acesso equitativo ao seu processo de aprendizado. “O conceito de diferença, considerando a escola e o currículo, é, geralmente, traduzido como diversidade ou identidade” (LOPES; DAL’IGNA, 2007, p. 13). Nas escolas brasileiras, é possível observar uma pluralidade de identidades, com uma diversidade de indivíduos que se diferenciam culturalmente por diversos aspectos, como étnicos, religiosos, de gênero, classe social (pobres e ricos), gerações, deficiências de diferentes naturezas, orientações sexuais, entre outros. A todos deve ser assegurado o direito à educação que promova uma aprendizagem de qualidade, mas isso vai além. Walsh (2001), sugere que, além do reconhecimento de grupos diversos, do respeito e da tolerância, é fundamental reparar e compensar os danos resultantes das assimetrias de poder entre os grupos culturais ao longo de sua trajetória histórica. Em outras palavras, a escola deve ser um ambiente onde as desigualdades sociais, econômicas e políticas não são escondidas, mas sim reconhecidas e enfrentadas (WALSH, 2001). Assim, a inclusão escolar surge como um movimento de luta pelos direitos à igualdade entre os diversos, afirmando suas diferenças como componentes essenciais de suas identidades. Deve-se cuidar, no entanto, para que as práticas inclusivas sejam naturalmente engendradas no cotidiano escolar, não forçadas. Nesse sentido, o professor precisa entender que “[...] os diferentes não possuem déficits de aprendizagem, mas aprendem de uma forma peculiar e que mais do que diagnósticos precisamos problematizar e negociar outras representações para esses sujeitos” (LOPES; FABRIS, 2005, p. 3). Ou seja, é importante parar de enxergar o aluno apenas pelo que lhe falta ou pelo que o torna menos capaz em comparação aos outros — devemos concentrar-nos em suas habilidades de aprendizagem, buscando potencializá-lo de maneira individual. Ao considerar alunos com deficiência, é fundamental implementar políticas públicas e programas educacionais que promovam sua inclusão nas escolas regulares, alinhando-se ao conceito de educação inclusiva. É importante ressaltar que a Constituição Federal, no artigo 205, assegura a educação como um direito de todos, um princípio que é ainda reforçado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) (BRASIL, 1996, documento online), que, no artigo 4º, III, estabelece a obrigação do Estado em garantir esse direito de “[...] atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”. A inclusão de alunos com deficiências nas escolas regulares é um processo complexo e desafiador, pois requer investimentos em recursos materiais e humanos. Apesar das dificuldades enfrentadas durante esse período de adaptação, garantir que todos os alunos estejam na escola representa um avanço significativo. Concluindo nossa reflexão sobre os aspectos relacionados à inclusão escolar, é essencial levar em conta as diferenças entre os diversos grupos culturais presentes na escola, reconhecendo seus direitos a uma educação justa. É importante compreender que há muitos processos nas interações entre esses grupos no dia a dia escolar. Assim, é necessário abordar essas questões com uma perspectiva de alteridade, valorizando a participação do outro na formação de suas identidades. Ao falarmos sobre equidade na educação, entendemos, acompanhando as ideias de Franco (2007, documento online), que deve haver simetria, igualdade no interior da escola quanto aos aspectos dos “[...] recursos escolares, organização e gestão da escola, clima acadêmico, formação e salário docente e ênfase pedagógica”. O estudo conduzido pelos autores investiga de que maneira os aspectos da equidade intraescolar impactam diretamente a eficácia da instituição de ensino, frequentemente superando o desempenho esperado. Como podemos observar, a busca por equidade deve ser considerada não apenas sob a perspectiva social do aluno, mas também analisada a partir do que as escolas oferecem a seus estudantes. A ausência ou a insuficiência desses recursos tende a acentuar as desigualdades sociais já existentes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BANTON, M. Dicionário das relações étnicas e raciais. São Paulo: Selo Negro, 2000. BRASIL. Lei Federal nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996); LDB (1996); Lei Darcy Ribeiro. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 23 dez. 1963. Disponível em: https://encurtador.com.br/pDZxU. Acesso em: 02 set. 2024. BRASIL. Lei Federal nº. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Presidência da República. Brasília, DF, 2003. Disponível em: https://encurtador.com.br/YX2qc. Acesso em: 02 set. 2024. BRASIL. Lei Federal nº. 11.645, de 10 de março de 2008. 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