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10 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA 2. PRINCIPAIS TIPOS DE PAPÉIS Os papéis são classificados em função de sua aplicação final, tais como: impressão, escrita, embalagens leves e pesadas, sanitários etc. Há uma variedade enorme de aplicações que, pela sua extensão, são consideradas como especiais. 2.1. PARA IMPRESSÃO E ESCRITA São os papéis a serem escritos, ou impressos por qualquer um dos processos existentes. Está também incluído neste grupo o papel imprensa e revista. O papel para impressão e escrita foi o primeiro tipo de papel que surgiu. Talvez por isto haja tanta referência bibliográfica falando sobre este tipo de papel. Podemos dividir os papéis de impressão e escrita e três tipos principais: papel imprensa, papéis para edição revestidos e não-revestidos (livros, revistas etc.), e papéis para escrita e reprodução. Na sequência abaixo, porém, seguiremos a ordem alfabética de alguns destas papéis. PAPEL BÍBLIA Papel muito fino, de baixa gramatura, branco, opaco e resistente, permanente e durável, fabricado com pasta química branqueada e cerca de 20% de carga (dióxido de titânio, preferencialmente), com boa colagem interna e superficial, podendo conter ou não linhas d'água, produzido nas gramaturas de 35 a 50 g/m² e utilizado para imprimir bíblias, missais, dicionários, enciclopédias e obras volumosas em geral. PAPEL CUCHÊ ("COUCHÉ") Papel convertido a partir de papel-base, revestido de um ou de ambos os lados com cargas minerais aglutinadas com ligantes (uma tinta à base de látex e pigmentos), na máquina de revestir ou na própria máquina que faz o papel-base, podendo receber acabamento brilhante em supercalandra, texturizado (gofrado) ou mate. Por apresentar ótimas características de nivelamento superficial, é empregado na reprodução de trabalhos de elevada qualidade (rótulos, revistas, impressos comerciais, encartes etc.) por processos de impressão ofsete plana ou rotativa. Produzido nas gramaturas de 70 g/m² a 270 g/m². PAPEL IMPRENSA Papel de impressão de jornais e periódicos, fabricado principalmente com pasta mecânica ou quimimecânica, nas gramaturas de 45 g/m² a 56 g/m², com ou sem linhas d'água no padrão fiscal, com ou sem colagem superficial. Termo alternativo: papel de imprensa. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP11 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPEL LWC ("LIGHT WEIGHT COATED PAPER") Papel fabricado com pasta mecânica com certo percentual de pasta química branqueada, revestido fora de máquina com 8 g/m² a 19 g/m² de tinta cuchê em cada face, supercalandrado, utilizado na impressão de catálogos, revistas etc. PAPEL MONOLÚCIDO Papel fabricado com pasta química branqueada (monolúcido de podendo conter pasta mecânica e aparas de (monolúcido de cerca de 10% de carga, com boa colagem interna e brilho num dos lados produzido por cilindro monolúcido na própria máquina de papel, produzido nas gramaturas de 60 g/m² a 90 g/m² para impressão de sacolas, papéis fantasia, rótulos, etiquetas e laminados; não é recomendado para impressão ofsete por não apresentar colagem superficial. PAPEL MWC ("MEDIUM WEIGHT COATED PAPER") {a} Papel similar ao LWC, revestido com duas ou três camadas, usado para imprimir revistas, catálogos e impressos comerciais de alta qualidade. {b} Papel cuchê fabricado com celulose química branqueada, revestido com 15 a 20 g/m²/face, com ou sem calandragem, nas gramaturas entre 80 e 240 g/m², utilizado na impressão de revistas, livros de arte e material de propaganda. PAPEL OFSETE ("OFFSET") Papel de impressão, com ou sem revestimento, fabricado com pasta química branqueada, conteúdo de carga mineral entre 10% e 15%, boa colagem interna e superficial, produzido nas gramaturas de 60 g/m² a 150 g/m² com requisitos específicos para o processo ofsete. Os principais atributos exigidos pelo processo ofsete são: elevada resistência superficial (para suportar a pegajosidade ("tack") das tintas), força de ligação interna (para resistir à delaminação), resistência ao arrancamento, resistência à água, estabilidade dimensional, planicidade, umidade relativa controlada, boa rigidez e tendência ao encanoamento reduzida. No caso de impressoras rotativas, além destas, o papel deve ter elevada resistência à dobra, à tração e ao calor, seu conteúdo de umidade deve ser menor (no máximo 5%) e as bobinas devem ter poucas emendas e ausência de ovalizações e defeitos (furos, rasgos, corrugações etc). O papel XEROGRÁFICO pode ser produzido com as mesmas características básicas do OFSETE, porém deve-se observar o conteúdo de umidade (que deve ser mais baixo) e outras propriedades pertinentes a uma boa "runnability" no processo xerográfico, tais como ser estável ao calor e ao encanoamento, por exemplo. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP12 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPEL APERGAMINHADO Papel de escrever, opaco, alisado por igual em ambas as faces na própria máquina fabricadora, fabricado com pasta química branqueada, com ou sem aparas, com conteúdo de carga mineral em torno de 16%, colado internamente e sem colagem superficial, alisado e com boa opacidade. Produzido nas gramaturas de 50 g/m² a 90 g/m², normalmente, é utilizado para imprimir cadernos, envelopes e almaços. Pode ter ou não marca d'água. Usado para correspondência em geral, formulários, impressos, cadernos escolares e envelopes. Quando o papel apergaminhado é colorido, costuma-se chamá-lo de "SUPER BOND". PAPEL DE SEGUNDAS-VIAS ("FLORPOST") Papel fino, fabricado com celulose química branqueada, com boa colagem interna e sem colagem superficial, acabamento alisado ou monolúcido, branco ou em diversas cores, produzido nas gramaturas até 32 g/m². É utilizado, sobretudo, para correspondência e segundas-vias de notas fiscais. 2.2. EMBALAGENS Papéis utilizados para proteger, acomodar um produto. Como material de embalagem, o papel distingue-se pela grande diversidade de tipos, formas de transformação e combinação com outros materiais. É grande a diversidade de tipos de papel de embalagem. Os papéis tipo glassine apresentam gramaturas na ordem das 20 a 40 g/m² e são normalmente usados para envolver bolachas, biscoitos, chocolates ou produtos alimentares do gênero "fast food". Para embalagem de gorduras existem papéis tipo "greaseproof", com gramaturas superiores (40 a 75 g/m²) e diferentes versões de tratamento no processo de fabricação, de forma a garantir a compatibilidade para contacto direto com alimentos, resistência à umidade, etc. Um dos papéis de embalagem de uso mais extensivo é o papel "kraft", com gramatura predominantemente entre as 70 e as 180 g/m², e que se apresenta na sua cor natural (castanha), branqueada ou mesmo impressa. Além da utilização como matéria-prima para fabricação de cartão ondulado e para sacos de papel, o papel "kraft" pode ser utilizado para envolvimento direto de produtos ou combinado com outros materiais, designadamente filmes plásticos (para ganhar resistência mecânica e à umidade), tratamentos químicos (para proteção contra umidade e corrosão), etc. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP13 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA Podem ter vários graus de opacidade, é particularmente eficaz na fabricação de embalagens rígidas, e mantém as suas características num largo intervalo de variação de temperatura, o que explica o seu sucesso como material predominante na fabricação de embalagens de transporte, designadamente de papelão ondulado. Estes papéis compreendem, principalmente: embalagens leves e embrulhos; embalagens pesadas. 2.2.1. Papéis para embalagens leves e embrulhos PAPÉIS ESTIVA E MACULATURA Papel fabricado essencialmente com aparas, em cor natural, acinzentada, geralmente nas gramaturas de 70 a 120 g/m². Usado para embrulhos que não requerem melhor apresentação, tubetes e conicais. PAPEL GLASSINE, CRISTAL OU PERGAMINHO Papel fabricado com pasta química branqueada, trabalhada com elevado grau de refinação, para que em conjunto com a supercalandragem obtenha sua característica típica, que é a transparência. Quando tornado opaco, com cargas minerais, adquire aspecto leitoso translúcido. Fabricado geralmente a partir de 30 g/m² e com impermeabilidade elevada. Usado essencialmente para embalagens de alimentos, base de papel auto-adesivo, proteção de frutas nas árvores etc. PAPEL "GREASEPROOF" Papel de elevadíssima impermeabilidade às gorduras, fabricado com pasta química branqueada, geralmente nas gramaturas de 30 a 80 g/m². Translúcido, sem supercalandragem e de coloração branca ou ligeiramente amarelada. Usado essencialmente para embalagens de substâncias gordurosas. PAPEL MANILHA Papel colorido ou não, resistente, monolúcido ou não, produzido com pasta mecânica e/ou semiquímica, e aparas de papel, com inclusão de pasta de resíduos agrícolas. Em geral, fabricado nas gramaturas de 40 a 100 g/m², é usado para embrulhos nas lojas, indústrias e congêneres. A denominação se deve ao fato da cor e acabamento do papel ser similar ao papel fabricado com Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP14 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPEL MANILHINHA Papel fabricado com aparas, pasta mecânica ou semiquímica, em geral nas gramaturas de 40 a 45 g/m², monolúcido ou não, geralmente na cor natural e em folhas dobradas. Usado essencialmente nas padarias. PAPEL SEDA Papel de embalagem, fabricado com pasta química branqueada ou não, com 20 a 27 g/m², branco ou em cores. Usado para embalagens leves, embrulhos de objetos artísticos, intercalação, enfeites, proteção de frutas, etc. 2.2.2. Papéis para embalagens pesadas CARTÃO Papel encorpado, rígido, geralmente com espessura superior a 0,15 mm e gramatura superior a 200 g/m², com ou sem revestimento superficial, muito utilizado na impressão de embalagens. Folha composta de camadas de papel coladas entre si (cartão de colagem) ou fabricada diretamente na máquina cilíndrica (cartão de moldagem) classificada, segundo a gramatura, em cartolina ou papelão ou em máquinas de papel de multicamadas. Os cartões utilizados para embalagem e acondicionamento são constituídos de uma ou várias camadas; os cartões para uso industrial são geralmente fabricados em enroladeira; os cartões ondulados são constituídos de papel "kraft" ondulado contracolado em uma ou nas duas faces com um papel de cobertura. As matérias-primas mais utilizadas na fabricação do cartão são as pastas de papel recuperado, mas pode ser utilizada celulose virgem. As máquinas de cartão funcionam por projeção de jato (máquina de mesa plana, máquina de dupla tela) ou por deposição da suspensão fibrosa sobre um cilindro, imerso ou não, assegurando o esgotamento (máquina de fôrma redonda); o cartão de enroladeira é fabricado sobre uma mesa plana ao fim da qual a folha úmida é enrolada sobre um cilindro; em seguida as folhas são prensadas e secas. Os cartões são classificados de acordo com o número de camadas que compõem a estrutura (monoplex, dúplex, triplex, etc) e com o tipo de polpa de cada camada (polpa química ou mecânica, virgem ou reciclada, branqueada ou não). Observação: a distinção entre papel, cartolina e cartão nem sempre é muito clara, o cartão é mais pesado e mais rígido que a cartolina, com a diferença de que o cartão, normalmente é feito de várias c camadas com matérias primas dirferentes, enquanto a cartolina é feita de um só tipo de matéria prima. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP15 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA CARTÃO DUPLEX Termo genérico que designa os cartões compostos de duas camadas diferentes em cor ou composição. Papel-cartão fabricado a partir de celulose química, formado e compactado em máquina, com duas ou mais camadas, sendo a camada superior, chamada forro, composta de celulose branqueada, com ou sem adição de caulim, e a camada inferior, chamada suporte, composta de celulose não-branqueada, com adição de pasta mecânica ou aparas, apresentando boa colagem interna e superficial, com ou sem revestimento "cuchê" no forro, acabamento monolúcido ou escovado e, entre as principais características destacam-se: elevada resistência superficial, espessura uniforme, absorção de água e tinta compatíveis com o processo ofsete, compressibilidade adequada e rigidez adequada à produção de embalagens, caixas e similares. Produzido nas gramaturas de 200 g/m² a 600 g/m², é utilizado geralmente em embalagens de sabão em pó, medicamentos, cereais, gelatinas, mistura para bolos, caldos, biscoitos e brinquedos. CARTÃO TRIPLEX Cartão fabricado a partir de celulose química, formado e compactado em máquina, em três ou mais camadas, sendo a camada superior, denominada forro, composta de celulose branqueada, com ou sem adição de caulim; a camada intermediária, denominada miolo, composta de celulose não-branqueada, com adição de aparas recicladas; e a camada inferior, denominada suporte, composta de celulose branqueada, com adição de aparas de primeira, apresentando as mesmas características do cartão dúplex, produzido nas gramaturas de 250 g/m² a 500 g/m², é normalmente utilizado em embalagens de chocolates, cosméticos, medicamentos, "fast food", caixas bombons e bebidas. CARTOLINA Produzida por massa única (mono camada) com ou sem tratamento superficial, alisado ou super calandrado, com gramaturas de 120 a 290 g/m², usada para impressos, pastas para arquivos, cartões de visita e comerciais, confecção de fichas e similares, pode apresentar-se em várias cores. Possui gramatura elevada, rígido, usualmente com espessura igual ou superior a 0,15 mm. PAPEL "KRAFT" {a} Papel de embalagem, muito resistente, fabricado com pasta kraft não-branqueada ou branqueada. {b} Papel resistente, de cor parda, fabricado com pasta química sulfato de fibra longa, não-branqueada, com elevada resistência ao rasgo, à tração e ao estouro, alisado em máquina, produzido nas gramaturas de 30 g/m² a 90 g/m², usado para produzir sacos, papel de parede, papel de embrulho, envelopes e outros produtos que Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP16 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA requerem resistência mecânica. Há ainda uma classificação que identifica KRAFT DE e de PAPEL "KRAFT" BRANCO OU EM CORES Fabricado com pasta "kraft" branqueada de fibra longa, nas gramaturas entre 30 g/m² e 150 g/m², monolúcido, usado como folha externa em sacos multifoliados, sacos de açúcar e de farinha, sacolas e, nas gramaturas mais baixas, para embalagens individuais de balas, etc. PAPEL "KRAFT" EXTENSÍVEL Fabricado com pasta química sulfato ou soda não branqueada, essencialmente de fibra longa, geralmente nas gramaturas de 80 a 100 g/m². Altamente resistente ao rasgo e a energia absorvida na tração (T.E.A.). Possui alongamento no sentido longitudinal maior ou igual a 8%. Usado para embalagem de sacos de papel (cimento, cal, etc.). PAPELÃO Cartão de elevada gramatura e rigidez. Fabricado essencialmente de pasta mecânica e/ou aparas, geralmente em várias camadas da mesma massa. Sua cor, em geral, é conseqüência dos materiais empregados na sua fabricação. Usado na encadernação de livros, suporte para comprovantes contábeis, caixas e cartazes para serem recobertos. Comercializado em formatos e identificados por números que indicam a espessura das folhas contidas num amarrado de 25 kg. O PAPELÃO CINZA é o cartão obtido a partir de aparas recicladas e o PAPELÃO LAMINADO é o papelão fabricado essencialmente de aparas, obtido por colagem de folhas sobrepostas que não são revestidos na superfície, gramaturas de 349 a 1749 g/m², em folhas. PAPELÃO ONDULADO OU CORRUGADO Papel grosso, constituído de diversas folhas alternadas de papel plano e papel corrugado, utilizado para embalagem. MIOLO PARA PAPELÃO ONDULADO ("fluting") Papel fabricado com pasta semiquímica e/ou mecânica e/ou aparas, geralmente com 120 a 150 g/m². Usado para ser ondulado na fabricação de papelão ondulado. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP17 Universidade Setorial de Celulose Papel UNISCEPA CAPA DE PARA PAPELÃO ONDULADO ("kraftliner") Papel fabricado com grande participação de fibras virgens, geralmente com 120 g/m² ou mais, atendendo as especificações de resistência mecânica requeridas para constituir a capa ou forro das caixas de papelão ondulado. CAPA DE PARA PAPELÃO ONDULADO ("testliner") Papel semelhante ao anterior, porém, com propriedades mecânicas inferiores, resultado da utilização de matérias-primas recicladas em alta proporção. POLPA MOLDADA Produto obtido a partir da desagregação ou separação das fibras de aparas de jornal e outras em geral, que misturadas a água e produtos químicos, formam uma massa natural ou em cores, que dará origem a produtos como: bandejas para acondicionamento, transporte e proteção de hortifrutigranjeiros, ovos, calços para lâmpadas, celulares, geladeiras e fogões. "WHITE TOP LINER" - Papel fabricado com grande participação de fibras virgens, geralmente com 150 a 385 g/m², atendendo as especificações de resistência mecânica requeridas para constituir parte das caixas de papelão ondulado. 2.3. PAPÉIS PARA FINS SANITÁRIOS Os papéis para fins sanitários também são chamados de papéis "tissue". Constituem-se de folhas ou rolos de baixa gramatura e são empregados em domicílios, instituições e empresas, para a absorção e remoção de umidade, matérias graxas e sujeira. A nomenclatura usual classifica os papéis sanitários em: papéis higiênicos (rolos usados nos toaletes, em folhas simples ou múltiplas), toalhas (em folhas única ou dupla e rolos); guardanapos (em folhas simples ou múltiplas) e lenços (em caixas ou pacotes). A área de papéis "tissue" que estaremos abordando resume-se através dos seguintes produtos encontrados pelo consumidor: higiênicos, guardanapos, toalhas e facial: PAPEL HIGIÊNICO Papel para fim específico (utilização em toaletes), nas gramaturas entre 25 e 35 g/m². Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP18 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA GUARDANAPOS Papel crepado ou não, fabricado com pasta química branqueada, incluindo ou não aparas de boa qualidade tratadas quimicamente, para fim específico, nas gramaturas de 18 a 25 g/m², para uso em folha única ou dupla, branco ou em cores. TOALHAS DE MÃO Papel fabricado normalmente para uso comercial, natural, colorido ou branco, nas gramaturas entre 25 e 50 g/m². Usado em rolos ou folhas intercaladas. TOALHAS DE COZINHA Papel fabricado normalmente para uso residencial, branco, nas gramaturas entre 44 e 50 g/m², em rolos, de folha simples ou dupla. LENÇOS Papel fabricado com pasta química branqueada, incluindo ou não aparas de boa qualidade tratadas quimicamente, nas gramaturas de 15 a 18 g/m², para uso em folhas múltiplas na confecção de lenços faciais e de bolso, branco ou em cores. LENÇOS HOSPITALARES Papel fabricado com pasta química branqueada, incluindo ou não aparas de boa qualidade tratadas quimicamente, nas gramaturas de 15 a 30 g/m², para uso específico. 2.4. PAPÉIS ESPECIAIS Além dos anteriores, consideramos ainda um terceiro grupo de papéis, onde se inserem os papéis especiais com grande variedade de produtos, como papel carbono, papel vegetal, papel moeda, cigarro, autocopiativos, heliográfico, desenho, mata-borrão, filtrante, base para laminados, base para carbonos, "kraft" absorvente para impregnação, ponteira de cigarros, fórmica, "kraft" especiais para: condensadores, cabos elétricos, fios telefônicos, papel vegetal etc. PAPÉIS AUTO-ADESIVOS São recobertos de um lado com um adesivo à base de resinas gomas sintéticas, capazes de aderir imediatamente às superfícies com as quais entram em contato. Utilizados como etiquetas individuais ou na forma de fitas auto adesivas de papel "kraft" de alta resistência, empregadas principalmente no campo da embalagem. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP19 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPÉIS DECORATIVOS Papéis produzidos a partir de pasta química de madeira de fibra curta branqueada, misturada com pasta química de fibra longa, geralmente nas gramaturas entre 30 e 150 g/m². Usado para revestimento de chapas de madeira ou compensados, utilizados em móveis e pisos. PAPÉIS METALIZADOS São papéis que recebem um revestimento de natureza metálica. Em muitos casos, o pó metálico é distribuído sobre a superfície na forma de pátina, que contém como ligante amido, caseína outro adesivo. PAPEL ABSORVENTE BASE PARA LAMINADOS Papel fabricado com pasta química sem colagem, com formação e espessura uniformes, de alta absorção, geralmente com 150 a 270 g/m², utilizado para impregnação com resinas sintéticas na fabricação de laminados plásticos. PAPEL AUTOCOPIATIVO Produzem cópias duplicadas sem necessidade de intercalar papel-carbono Em inglês, esse papel é chamado NCR ("No Carbon Required" = sem necessidade de carbono). A primeira via do papel autocopiativo, denominada CB ("coating back"), é revestida no verso com microcápsulas contendo corantes; a via intermediária, denominada CBF ("coating front and back"), é revestida nas duas faces, com revelador na frente e com microcápsulas no verso, registrando os caracteres na frente e transmitindo-os para a próxima folha; dependendo do número de vias do formulário, pode existir duas ou mais folhas CBF; a última via, denominada CF ("coating front"), é revestida na frente com um produto químico revelador do corante; portanto, o revestimento CB deve estar voltado para baixo e o CF para cima, os dois em contato. Ao receber impacto, numa máquina de escrever ou numa impressora matricial, as microcápsulas se rompem e reagem com o revelador, originando a imagem. A intensidade de cópia dos papéis autocopiativos depende da pressão, portanto, as primeiras vias têm melhor qualidade; por isso, existe limitação no número total de cópias. Visto serem reativos, esses papéis não admitem rasuras e devem ser armazenados em temperatura abaixo de 38°C e umidade relativa entre 45 e 65%, assim como não devem sofrer impacto ou exposição à luz solar ou fluorescente, ou à ação de produtos químicos. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP20 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPEL BASE PARA CARBONO Papel para fim específico, fabricado com pasta química, geralmente com gramaturas até 24 g/m², branco ou em cores. Usado como base para fabricação de papel carbono. PAPEL BASTÃO Papel fabricado com pasta química branqueada, nas gramaturas de 25 a 30 g/m², para envoltório interno de filtro de cigarros, ou seja, diretamente em contato com o filtro. PAPEL CREPADOS Papel para fins específicos, com crepagem obtida durante a fabricação para aumentar sua elasticidade e maciez, fabricado essencialmente com pasta química. Usado para reforço de costura em sacos multifoliados, base para fitas adesivas, germinação de sementes, base para lençóis plásticos, etc. PAPEL DE SEGURANÇA [1] ("internal revenue stamp paper"): tipo de papel especialmente fabricado para impressão de selos da receita do governo dos EUA. [2] ("planchette paper"): tipo de papel fino, vermelho ou azul, a partir do qual se perfura pequenos discos que são utilizados na produção de papel-moeda, para evitar falsificações.[3] ("safety paper") {a} Papel fabricado com pasta química ou mecânica, tratado com produtos químicos especiais que facilitam a identificação de falsificações ou de qualquer adulteração em cheques e em outros documentos legais, tais como: cupons, letras, tíquetes, selos, passes etc. {b} Suporte de impressão fabricado com 100% de fibras de algodão, resistente, isento de fluorescência, contendo elementos de segurança fluorescentes (UV) incluídos durante a fabricação, com filigrana, fios de segurança, proteção química, apresentando elevada permanência (não amarela e não envelhece). [4] ("safety-paper base stock"): tipo de papel bonde ou de escrever, resistente ao rasgo, caracterizado por apresentar lisura e formação uniformes, tratado com produtos químicos reagentes, utilizado na impressão de impressos de segurança. [5] ("safety-ticket paper"): tipo de papel ou de cartão cuja superfície apresenta marcas especiais ou foi tratada com produtos químicos reagentes que dificultam as fraudes, utilizado na impressão de tíquetes e passes. Os principais recursos de segurança incluem: ausência de fluorescência (não se utilizam branqueadores ópticos na composição), microcápsulas fluorescentes ("hi-lites") coloridas visíveis sob a ação de luz UV, fios de segurança (coloridos, metalizados, holográficos, magnetizados, microimpressos), filigranas Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP21 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA ("stamp pad/instant verification") que reagem com tinta de carimbo ou de caneta e mudam de cor, fibras e confetes de segurança (visíveis a olho nu ou sob luz UV), proteção química (produtos adicionados à massa do papel que sofrem reação com diversas substâncias), fios de costura (mono, bi ou tricromáticos, visíveis a olho nu, que mudam de cor sob luz UV), banda holográfica (elemento óptico variável bi ou tridimensional), pigmentos iridescentes ("couchage") que não podem ser reproduzidos por escaneamento, em copiadoras ou impressoras coloridas, imagens latentes, além dos recursos tradicionais como marcas d'água. PAPEL FILTRANTE Papel fabricado geralmente com pasta química, nas gramaturas de 80 a 400 g/m², com características definidas quanto ao uso. PAPEL GOFRADO Papel com superfície texturada (em relevo), imitando madeira, tecido, couro ou outros padrões, obtida por passagem da bobina entre dois cilindros: um metálico gravado (macho) e outro macio, de contrapressão (fêmea). PAPEL HELIOGRÁFICO Papel para fim específico, fabricado com pasta química branqueada, com baixo teor de ferro, com absorção uniforme, nas gramaturas de 40 a 120 g/m², bem colado, alisado, branco ou levemente colorido. PAPEL "KRAFT" ESPECIAL PARA CABOS ELÉTRICOS Papel "kraft" neutro fabricado com celulose kraft natural isenta de metais e outros materiais condutores de eletricidade, com elevada resistência mecânica e elétrica, com gramaturas de 30 a 150 g/m², sem furos ou grumos, usado para fabricação de cabos elétricos. PAPEL "KRAFT" ESPECIAL PARA CONDENSADORES Papel fabricado com pasta química sulfato e/ou pastas de fibras de algodão ou outras fibras anuais. Com porosidade, absorção de líquidos e eletrolíticos e pureza química específicos, isento de cloretos solúveis. PAPEL "KRAFT" ESPECIAL PARA FIOS TELEFÔNICOS Papel kraft natural ou cores (verde, azul e vermelho), com elevada resistência mecânica, fabricado nas gramaturas de 30 a 60 g/m², sem furos ou grumos, e usado no espiralamento individual de cada fio condutor de cabos telefônicos. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP22 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA PAPÉIS METALIZADOS Depois de secar a cobertura, passa-se o papel na calandra para. polir sua superfície. Os papéis metalizados são utilizados tanto para decoração quanto para embrulhar mercadorias, especialmente gêneros alimentícios nela sua opacidade e impermeabilidade ao vapor dágua. PAPEL PARA CIGARRO Papel para fim específico, fabricado com pasta química branqueada, de fibras têxteis e/ou madeira, geralmente contendo carga mineral até 26%, nas gramaturas de 13 a 25 g/m², não colado, de alta opacidade, com marca d'água, "velin" ou marca filigrana, com combustibilidade controlada, com ou sem impregnantes. Usado em bobinas para confecção mecânica de cigarros ou em resmas e mortalhas, quando para confecção manual. PAPEL PARA DECALCOMANIA ("decalcomania paper"): tipo de papel absorvente, fabricado com fibras de algodão combinadas com pasta química, caracterizado por apresentar lisura, acabamento e formação uniformes, boa resistência, sem colagem, revestido com uma solução de goma-arábica, utilizado na decoração de cerâmica e em outros processos de transferência. Também pode ser fabricado com pasta química de madeira e fibras de algodão, com superfície lisa, uniforme e resistente à umidade, revestida com uma solução de decalque sobre a qual é impressa a imagem por serigrafia. PAPEL PARA DESENHO Papel para fim específico, fabricado com pasta química, geralmente nas gramaturas de 100 a 280 g/m², com acabamento de máquina e tratado na massa ou na superfície, de modo a resistir a ação da borracha. PAPEL PARA PONTEIRAS DE CIGARROS Papel fabricado com pasta química branqueada, nas gramaturas de 30 a 40 g/m², com alta opacidade, branco ou em cores, usado como envoltório externo de filtro de cigarros. PAPEL PERGAMINHO [1] ("document parchment"): tipo de papel durável e permanente, cuja superfície foi tratada com cola animal, lembrando o pergaminho animal, usado na impressão de diplomas. [2] ("greeting card parchment"): tipo de papel translúcido, à prova de gorduras, lembrando o pergaminho animal, utilizado na impressão de cartões. [3] ("parchment writing"): tipo de papel vegetal fabricado com fibras de algodão e/ou pasta química, Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP23 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA caracterizado por apresentar elevada permanência, durabilidade e resistência, usado na impressão de documentos. PAPEL SUPERCALANDRADO [1] ("plate paper"): tipo de papel espesso, macio, ligeiramente colado, liso e com pouco brilho, utilizado na impressão de trabalhos de alta qualidade a partir de chapas gravadas de cobre ou de aço, ou por processos xilográfico e litográfico. [2] ("supercalendered paper"): papel que recebeu acabamento acetinado em supercalandra. [3] Tipo de papel não-revestido, supercalandrado, fabricado com pasta de alto rendimento, utilizado na rotogravura para impressão de encartes de jornal, catálogos, revistas etc. PAPEL TÉRMICO tipo de papel reativo, sensível ao calor, que recebe um tratamento superficial com corantes e reagentes químicos, utilizado para fax, etiquetas e impressão térmica. Dependendo da aplicação, o papel térmico (também chamado de papel químico) é constituído de diversas camadas: a camada superficial ("over-coating") protege o revestimento térmico contra água, óleo, solvente ou plastificante; a segunda camada é responsável pela reação térmica, onde se origina a imagem a partir do calor emitido pela cabeça térmica da impressora; a terceira camada ("undercoating") funciona como um isolante térmico impede a dissipação da energia liberada durante a reação térmica e serve de barreira, evitando que o revestimento térmico penetre no papel-base; a quarta camada ("back barrier") serve de barreira, evitando que adesivos hot-melt prejudiquem o revestimento térmico devido à migração do plastificante ou do solvente através do papel-base, o que poderia destruir a imagem. PAPEL VERGÊ [1] ("laid paper"): suporte que exibe marcas de tela ("laid") ou de corrente ("chain") quando observado através da luz. Termos alternativos: papel avergoado; papel estriado. [2] ("laid writing"): tipo de papel de escrever fabricado com pasta química ou fibras de algodão, caracterizado por apresentar marcas d'água vergê, utilizado para correspondência. [3] ("verge paper"): suporte de impressão dotado de linhas horizontais ou verticais produzidas por fios metálicos ou rolos filigranadores. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP24 Universidade Setorial ABTCP de Celulose Papel UNISCEPA 2.5. OUTRAS DENOMINAÇÕES CONSAGRADAS PELO USO PAPEL BASE Papel utilizado para suportar materiais auto-adesivos, ou também, diz-se de qualquer suporte destinado a processo de laminação, estampagem etc. ou, ainda, suporte especialmente produzido para receber o revestimento cuchê, fabricado com pasta química branqueada e inclusão de aparas limpas ou pasta de fibra longa, com colagem interna e superficial, 15% de carga e acabamento alisado em máquina, produzido nas gramaturas de 60 g/m² a 160 g/m². PAPEL BONDE ("BOND") [1] ("bond circular paper"): papel de imprimir ou de escrever, fabricado com pasta química branqueada, apresentando acabamento aveludado, brancura elevada, boa resistência à dobra e rápida secagem das tintas, utilizado na impressão de material de propaganda. [2] ("bond paper"): {a} Papel de imprimir ou de escrever, originalmente designado para impressão de títulos e documentos legais, fabricado com fibras de algodão ou pasta química branqueada, durável e resistente, apergaminhado, com acabamento colado, liso e uniforme, apresentando boa apagabilidade, boa printabilidade, brancura elevada, ausência de pó ou de impurezas, acabamento uniforme e boa formação, cortado em formatos padronizados, utilizado na impressão de formulários comerciais, malas- diretas, correspondências sociais e em processos de copiagem. {b} Variedade superior de papel branco usado em papelaria. [3] ("flat Bond"): tipo de papel produzido apenas com fibra de madeira, sem nenhum conteúdo de algodão. [4] ("parchment Bond"): tipo de papel de escrever, semelhante ao pergaminho, fabricado com fibras de algodão e pasta química branqueada, com elevada qualidade, durável, rígido e acabado com superfície aveludada, usado na encadernação como substituto da pele animal. [5] ("register Bond"): tipo de papel de escrever de baixa gramatura, fabricado com pasta química, apresentando boa printabilidade, resistência à tração, à perfuração e à dobra, utilizado na impressão de formulários contínuos multivias. PAPEL MATE [1] ("mat stock"): tipo de papel de capa, com acabamento sem brilho, usado para montar fotografias, imprimir capas de panfletos etc. [2] ("matte paper"): papel fotográfico ou papel de impressão revestido e sem brilho, geralmente utilizado em trabalhos de elevado padrão de qualidade onde se deseja realçar as imagens impressas. Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP25 Universidade Setorial de Celulose Papel UNISCEPA 2.6. SIGLAS QUE IDENTIFICAM ALGUNS PRODUTOS (PAPEL) A tabela 1.02 relaciona as principais siglas utilizadas internacionalmente para o papel. CWC Coated woodcontaining printing paper (Papel com pasta mecânica, revestido, para impressão) CWF Coated woodfree printing and writing paper (Papel isento de pasta mecânica, revestido, para impressão e escrita) FBB Folding boxboard, manilla back board, mechanical pulp based (Papelão para caixa dobráveis, cartão manilha, feito com pasta mecânica) OCC Old corrugated containers, waste paper (Aparas de papelão corrugado, papel usado) RCP Recovered paper, waste paper (Papel reciclado, papel usado) SBS Solid bleached board, chemical pulp based board (Cartão compacto simples -, cartão feito com pasta química) UCW Uncoated woodcontaining printing paper (Papel com pasta mecânica, não revestido, para impressão) UWF Uncoated woodfree printing and writing paper (Papel isento de pasta mecânica, não revestido, para impressão e escrita) WC Woodcontaining printing paper, mechanical printing paper (Papel com pasta mecânica para impressão) WF Woodfree printing and writing papers (Papel isento de pasta mecânica para impressão e escrita) WFC Woodfree coated paper (Papel isento de pasta mecânica, revestido) WFU Woodfree uncoated paper (Papel isento de pasta mecânica, não revestido) WLC White lined chipboard, duplex board, recycled fibre based (Cartão brando forrado laminado-, tipo duplex, feito com fibra recicladas) Tabela 2.01 A figura 2.01 mostra um da Demanda 2,2% estudo feito pela Crescimento da Demanda (2003-2020) Coated Woodfree Tissue Corrugating Material Coated Uncoated Mechanical Woodfree Cartonboards Pöyry prevendo o Uncoated 2 Mechanical crescimento da Newsprint demanda mundial 1 Other Paper de papel de 2003 and Board Sack a 2020. Paper 0 20 30 40 TO 90 100 Parcela do consumo em 2003, % Figura 2.01 (FONTE: Pöyry) Curso Básico de Fabricação de Papel É proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a devida autorização da ABTCP