Prévia do material em texto
Ebook interativo Site: IFSC Curso: Gestão de Pessoas Livro: Ebook interativo Impresso por: DEISICA CYRIA PIAUI DA CUNHA Data: Wednesday, 20 Aug 2025, 22:55 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 1/101 https://moodle.ifsc.edu.br/ Índice Capa Apresentação 1. O papel do gestor público como gestor de pessoas 1.1 Significado de gestão de pessoas 1.2 Sistema de gestão de pessoas 1.3 Valor público 1.4 Conceito de gestão de pessoas 2. Desenvolvimento de pessoal 2.1 Gestão por competência no setor público 2.1.1 Competência 2.1.2 Competências individuais e competências organizacionais 2.1.3 Perspectivas estratégicas 2.1.4 Servidores públicos: avaliação e desenvolvimento 2.1.5 Competências relacionadas com o gerenciamento de projetos 3. Qualidade de vida no trabalho 3.1 Qualidade de vida no trabalho 3.2 Cultura organizacional no setor público 4. Saúde do servidor: SIASS 5. Administração de gestão de pessoas no setor público 5.1 Provimento e vacância 5.2 Licenças e afastamentos 5.3 Docente e técnico administrativo em educação (TAE) 5.4 Liderança 5.5 Gestão de Conflitos 6. Tendências contemporâneas na gestão de pessoas 6.1 Aprendizagem organizacional 6.2 Gestão do conhecimento no setor público 6.3 Sistemas de Informações em Gestão de Pessoas 6.3.1 Sistema Integrado de Gestão (SIG) Para finalizar Referências 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 2/101 Gestão de Pessoas Começar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 3/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57314 Apresentação Nesta Unidade Curricular (UC), você terá acesso a conceitos acerca da temática de Gestão de Pessoas, além de conhecer os processos e as legislações relacionados à área. Aqui, você poderá refletir sobre a articulação desses processos relacionados com a forma de atuação e o desempenho das organizações públicas. Por isso, convidamos você para essa troca de conhecimentos e reflexões que poderão propiciar crescimento acadêmico e profissional. Vamos lá? Voltar Avançar Discutir a relevância da gestão estratégica de pessoas no contexto da qualificação da gestão das organizações públicas. Compreender o cenário histórico da gestão de pessoas e sua evolução. Compreender a aplicação de conceitos e metodologias voltados ao efetivo gerenciamento do capital humano. Objetivos 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 4/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57313 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57315 1. O papel do gestor público como gestor de pessoas Quando pensar no termo Recursos Humanos (RH) e, de forma contemporânea, Gestão de Pessoas (GP), você deve saber que isso é resultado de um processo de evolução histórica, metodológica e teórica que acompanhou as concepções da sociedade em diferentes épocas. Isso porque houve mudanças nos processos administrativos e produtivos que foram se sucedendo paulatinamente durante o desenvolvimento das organizações. Com isso, o RH passou a se preocupar com o desenvolvimento de metodologias fundamentadas em conhecimentos de outras áreas, compondo o que hoje conhecemos como gestão de pessoas. Esse entendimento constitui uma visão básica da área e serve para que você reflita sobre como ocorreu a construção acerca do conceito de RH, ligada diretamente às concepções da sociedade em cada época. A seguir, apresentamos a visão de Deluiz (2001) sobre o tema: Você conheceu um pouco da evolução dos conceitos de sociedade e RH, quer saber mais? Recomendação de leitura 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 5/101 Aumente os seus conhecimentos sobre GP acessando o texto Quais são os objetivos da Gestão de Pessoas? Mas, você sabe o que significa gestão de pessoas? É o que verá a seguir. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 6/101 https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/quais-sao-os-objetivos-da-gestao-de-pessoas/ https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/quais-sao-os-objetivos-da-gestao-de-pessoas/ https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57314 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57316 1.1 Significado de gestão de pessoas Voltando agora nossa atenção agora para a administração pública, você deve considerar que a GP constitui um processo e não apenas uma área (departamento, unidade, secretaria etc.). Nesse processo, há o envolvimento tanto do gestor como de cada membro da equipe, em que cada agente é parte desse processo de gestão, ou seja, pratica a GP (Bergue, 2019). Fonte: Pressmaster, Envato (2025). Compreender as especificidades do processo de GP é importante, pois ela constitui uma relação entre as lideranças e os demais membros das equipes e das organizações. Lembre-se de que o papel do gestor público como gestor de pessoas é ser um parceiro estratégico da instituição. Para ser um parceiro estratégico dos objetivos institucionais, a atuação da GP deve ser feita de forma integrada junto às demais áreas. Isso porque há: Adotar boas práticas de gestão de pessoas visa otimizar os serviços, os processos e as atividades da instituição (Farsen et al., 2018). Para saber mais sobre a GP na Administração Pública, assista ao vídeo Gestão de pessoas no setor público. [...] a necessidade de que práticas adotadas pela gestão de pessoas contribuam para o bem-estar dos colaboradores nas organizações (Parcianello et al., 2016, p. 57). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 7/101 Play na área pública A seguir, você conhecerá um sistema de gestão de pessoas. Siga em frente! Voltar Avançar [ADMP] - Gestão de pessoas no setor público - Unidade I[ADMP] - Gestão de pessoas no setor público - Unidade I 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 8/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57315 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57317 https://www.youtube.com/watch?v=w4_zctsPuQo 1.2 Sistema de gestão de pessoas Toda organização necessita de um sistema de GP capaz de facilitar e integrar os funcionários que a compõem no intuito de obter melhores resultados. E isso não é diferente no setor público. Nesse sentido, você pode observar que existe uma adaptação dos processos desenvolvidos no setor privado para a área do setor público, mas quais seriam essas adaptações? É preciso agregar, alocar, remunerar, transformar e acompanhar pessoas. Com base no que foi visto até agora, você já saberia definir em que consiste a GP? No setor público, a GP pode ser definida como um: Cabe salientar, ainda, que no setor público a legislação está entrelaçada com o planejamento e os processos de GP. De acordo com o material extraído de Oliveira e Medeiros (2011), a estratégia da organização tem início com uma discussão ampla sobre seu próprio papel nos próximos anos, diante das necessidades da sociedade, incluindo o levantamento de sua missão, objetivos, macroatividades e metas gerais, em outras palavras, o planejamento estratégico geral. Definindo o planejamento geral, ou seja, os caminhos organizacionais, Marconi (2005 apud Oliveira; Medeiros, 2011), sugere as etapas de um planejamento estratégico de pessoas para o setor público. Gestão de pessoas é uma relação, que envolve múltiplos atores, as lideranças e os demais membros das equipes, em todos os níveis e áreas da organização. Nessa relação todos são coprodutores dos resultados; todos são responsáveis, seja pela qualidade da relação, seja pelopelo equilíbrio entre o bem-estar, a eficiência e a eficácia no contexto de trabalho e não somente o foco na produtividade (Silva, 2018, p. 52). [...] compara-se as formas de gerir no serviço público com aquelas do serviço privado. O procedimento de administrar pessoas em um órgão público ou privado é praticamente o mesmo, o que muda é a função social, a cultura organizacional, a legislação específica do ramo de atividade, as normas internas, as regras e as tradições (Gemelli; Filippim, 2010, p. 166). O setor público e o setor privado, mesmo em um contexto de sociedade capitalista, possuem diferenças importantes, principalmente em relação aos perfis de cultura organizacional. Importar modelos de gestão de empresas privadas, sem considerar essas diferenças, pode ser prejudicial aos programas de QVT nas organizações públicas. Os responsáveis por operacionalizar as ações para a QVT Devem ter a consciência As práticas de QVT Para implementar ações de QVT A implantação de um programa de QVT 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 52/101 Então vamos aprender sobre a cultura organizacional. Voltar Avançar Em uma autarquia federal voltada à prestação de serviços à população, a cultura organizacional é fortemente influenciada por normas legais, estabilidade no emprego, ênfase no cumprimento de procedimentos e valorização do tempo de carreira. O ambiente tende a ser mais hierárquico e formalizado. A QVT, nesse contexto, está fortemente associada à segurança no trabalho, à previsibilidade de carreira e aos benefícios sociais, como: plano de saúde, licença-prêmio, etc. No entanto, há desafios relacionados à motivação intrínseca, inovação e autonomia, uma vez que muitos servidores relatam sensação de engessamento e pouca valorização do mérito individual. Já em uma empresa privada, normalmente, a cultura organizacional é mais orientada para resultados, inovação e competição. A meritocracia, a flexibilidade e a valorização de metas são pilares da gestão. O ambiente é menos hierárquico, com estímulo à autonomia e à criatividade dos colaboradores. A QVT, nesse contexto, está relacionada a fatores como ambientes modernos e integrados, políticas de reconhecimento, oportunidades de crescimento rápido, horários flexíveis e benefícios voltados ao bem-estar, como por exemplo: gympass, day off e programas de saúde mental. No entanto, também existem desafios específicos: a constante pressão por resultados, a competitividade interna e a instabilidade no emprego podem gerar estresse, sobrecarga e alta rotatividade. Assim, embora o ambiente pareça mais dinâmico, é comum a sensação de insegurança e a busca constante por performance, o que pode comprometer a sustentabilidade da QVT a longo prazo. Gestão em Ação 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 53/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57327 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57331 3.2 Cultura organizacional no setor público O tema cultura organizacional foi introduzido no Brasil a partir da década de 1980. Compreendê-la pode contribuir para a nossa capacidade de entender, explicar e prever o comportamento das pessoas no trabalho. Tudo o que envolve a gestão da cultura organizacional (disciplina, clima, saúde, higiene e segurança) tem o objetivo de fomentar o bem-estar no trabalho, um fator fundamental para a manutenção das pessoas na organização (Panizzutti; Gomes, 2020). O modo como o trabalho é organizado e realizado dentro de uma organização é um aspecto importante inserido em sua cultura organizacional (Gorzoni, 2010). A definição de cultura organizacional mais difundida é de Schein (2009, p. 3): Conhecemos a cultura de uma organização por meio de diversos elementos, clique nas abas e saiba quais são eles. Diversos pesquisadores ao longo do tempo desenvolveram inúmeros conceitos sobre o assunto, de modo a convergir em um ponto: a cultura é uma questão interpretativa de cada organização. No caso do setor público, as instituições, em função de sua uniformidade administrativa, apresentam culturas similares, sendo que, muitas vezes, as características identificadas na cultura de uma organização podem equivaler à de outra (Rorato; Dotto; Dias, 2011, p. 4). [...] é o conjunto de pressupostos básicos que um grupo inventou, descobriu ou desenvolveu para poder lidar com problemas de adaptação externa e integração interna, os quais funcionam bem o suficiente para serem considerados válidos e ensinados a novos membros como a forma correta de perceber pensar e sentir. Valores Crenças e pressupostos Ritos, rituais e cerimônias Estórias e mitos Tabus 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 54/101 Segundo Robbins (2010), ao pensarmos nos pontos positivos da cultura organizacional, podemos dizer que ela: Robbins (2010) diz que a cultura organizacional é a percepção coletiva dos sujeitos, relacionada a 7 características básicas que mostram a essência da cultura de uma organização. Cada uma dessas características existe dentro de um continuum que vai do baixo ao alto grau, e sua avaliação revela a complexidade da cultura organizacional. Veja a seguir quais são elas. Heróis Normas Processo de comunicação Símbolos 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 55/101 Especificamente para tratarmos da cultura organizacional no setor público, utilizaremos conteúdos integrais e do trabalho de Marques (2015, p. 61-62): A cultura de uma organização deve ser gerenciada na direção de seus objetivos institucionais, deve-se então construir a cultura de acordo com os padrões de planejamento de organização. O processo de modernização dessa cultura aponta para a necessidade de ações coordenadas em duas direções: a primeira visando potencializar o alcance dos objetivos institucionais e a segunda no sentido de buscar neutralizar os componentes culturais negativos à consecução desses mesmos objetivos. Esse processo transformador constitui-se num grande desafio imposto ao gestor e à própria gestão por competência que precisam trabalhar com a implementação de mudanças organizacionais para o alcance dos resultados. As mudanças no âmbito da administração pública são percebidas como processos lentos e extremamente complexos. Resta, explicitado desde o início, um conflito entre o interesse aparente e o interesse oculto do administrador. O interesse aparente é aquele buscado através do planejamento da instituição, já o interesse oculto é aquele evidenciado nas intenções e ações implementadas que denotam uma tendência de manutenção da situação vigente e continuidade do comportamento 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 56/101 Neste tópico, você pôde refletir e compreender que as ações da organização referentes aos aspectos de higiene e segurança no trabalho podem resultar na valorização dos servidores. Nesse sentido, as práticas implantadas por meio de programas de qualidade de vida e de programas de prevenção de doenças e acidentes no trabalho, bem como a aquisição de equipamentos que promovam a segurança no trabalho, devem ter o objetivo de adaptar o ambiente de trabalho às pessoas. Assista ao vídeo da professora Ana Cristina Limongi-França, que discorre sobre os sentimentos que permeiam as relações de trabalho, especialmente entre os servidores públicos, e dá oito dicas para uma melhor qualidade de vida no trabalho. dominante. São então promovidas mudanças aparentes a fim de manter inalterado o arranjo vigente que visam, sobretudo, manter as vantagens do bloco de poder dominante. Dessa forma, observa-se que uma premissa fundamental para a realização de uma mudança consistente no modelo de gestãode pessoas é o interesse na mudança. Além do conflito aqui mencionado, temos ainda a manifestação de um fenômeno: a resistência à mudança. Por isso e pelas características do serviço público apresentadas, o processo de implantação da gestão por competências deve ser realizado inicialmente pelos líderes de cada organização uma vez que eles conseguem, mais facilmente, minimizar as resistências, impostas pelos colegas e subalternos, e internalizar os objetivos da organização a qual fazem parte. Do ponto de vista da análise cultural, a área de gestão de pessoas é o canal que materializa a consistência interna da cultura, por meio de: definição de perfis compatíveis com os valores que orientarão o recrutamento e a seleção; desenho de programas de treinamento e de desenvolvimento que passam a enfatizar a história da organização, incluindo depoimentos de heróis e filmes que fazem o primeiro trabalho de inculcação socializante; elaboração de sistemas de recompensas e status, que visam premiar não somente a competência, mas também - e às vezes principalmente - a lealdade e o comprometimento com os valores esposados; definição de carreiras e critérios para avaliação, buscando reforçar a filosofia, as crenças e os mitos existentes; recuperação de “desviantes”, esclarecendo e aconselhando quanto às normas de comportamento vigentes; preparação de solenidades para celebrar heróis e destacar o reconhecimento do comportamento exemplar, veiculação de histórias que revigoram os valores, as prioridades, os mitos eleitos etc.; e a definição e interpretação de mensagens adequadas através da “imprensa interna”. A forma como novas tecnologias são implementadas, a modernização dos processos produtivos e as novas formas de organização do trabalho, na busca de aumentar a produtividade, ganhos, a efetividade e qualidade dos serviços prestados, podem influenciar a QVT (Silva, 2018, p. 7). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 57/101 Play na área pública Recomendação de leitura Aprimore seus conhecimentos para saber mais sobre os seguintes assuntos: Cultura Organizacional e sobre Qualidade de Vida no Trabalho no Serviço Público. Qualidade de vida no serviço público. Qualidade de vida no serviço público. No próximo capítulo, você vai estudar as questões envolvendo a saúde do servidor. Voltar Avançar 8. Dicas para uma melhor qualidade de vida no trabalho, com Ana Cristina Lim8. Dicas para uma melhor qualidade de vida no trabalho, com Ana Cristina Lim…… 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 58/101 https://www.redalyc.org/pdf/2734/273421614002.pdf https://www.redalyc.org/pdf/2734/273421614002.pdf https://www.scielo.br/j/read/a/ccvV7skF5Xq4PqNdgp5zxsr/?lang=pt https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3282/8/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20Carla%20Sabrina%20Xavier%20Antloga%20.pdf https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57328 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57332 https://www.youtube.com/watch?v=G6F3gId8zsE 4. Saúde do servidor: SIASS Promover a atenção à saúde dos servidores públicos civis federais, como um dos eixos de atuação na democratização das relações de trabalho, é uma orientação estratégica com vistas a valorizar o servidor público federal, partícipe direto e ativo na construção de uma sociedade melhor (Brasil, 2017). Você já aprendeu anteriormente sobre a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas (PNDP), que foi instituída pelo Decreto nº 9.991/2019 e que regulamenta dispositivos da Lei nº 8.112/1990, quanto a licenças e afastamentos. Cabe aqui aprendermos que o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) foi instituído em 29 de abril de 2009, pelo Decreto nº 6.833. Seu objetivo é coordenar e integrar ações e programas nas áreas de assistência à saúde, perícia oficial, promoção, prevenção e acompanhamento da saúde dos servidores da administração federal direta, autárquica e fundacional, de acordo com a PASS, estabelecida em lei. Assim, o Decreto nº 6833/2009 define cada competência das dimensões. Clique nas abas e conheça essas definições. O SIASS surge, portanto, como um sistema estruturante pautado nessas dimensões. Ele busca: [...] unificar procedimentos legais, racionalizar recursos humanos, financeiros e materiais e gerir informações sobre saúde e promoção de ações de atenção à saúde do servidor (Mouta, 2013, p. 74). Assistência à saúde Perícia oficial Promoção, prevenção e acompanhamento da saúde 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 59/101 Para consolidar a PASS, várias ações estratégicas foram tomadas, entre elas a publicação do Manual de Perícia Oficial em Saúde, cujo objetivo é orientar os órgãos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) quanto aos procedimentos relativos à perícia médica e odontológica, de que trata o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei nº 8.112/90). A portaria SRH Nº 797, de 22 de Março de 2010, instituiu o Manual de Perícia Oficial em Saúde. Destacamos, por fim, o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, que estabelece orientações aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (SIPEC) sobre os procedimentos a serem observados quando da aplicação da Perícia Oficial em Saúde de que trata a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. E como seria a administração de gestão de pessoas no setor público? É o que estudará na sequência desta UC. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 60/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57331 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57333 5. Administração de gestão de pessoas no setor público O agente público é toda pessoa que presta qualquer tipo de serviço público, podendo ser servidor público ou não, por tempo determinado, temporário ou tempo indeterminado, com remuneração ou sem remuneração. O agente público pode exercer a função por meio de contratação, nomeação, designação ou qualquer outra forma de vínculo na função pública (Santos; Horta, 2020). Na área pública, a gestão de pessoas envolve um conjunto de servidores ou colaboradores que desempenham suas funções de modo interligado entre si e demais setores, buscando eficiência e eficácia em seus processos. Para que você aprenda sobre a importância das pessoas na área pública, serão utilizados trechos do trabalho de Bergue (2019). A evolução das políticas de GP no setor público tem trazido para o seu contexto as muitas teorias e tendências da Administração e das organizações em geral. Os servidores públicos compõem a Administração Pública e são designados de forma isonômica e por meio de mérito, sendo seu principal cliente a própria sociedade brasileira. Pelas consequências de suas ações é que as demandas da população são solucionadas, com a finalidade de cumprir um objetivo comum. O objetivo comum é selecionado formalmente por meio do Planejamento Estratégico da organização, denominado de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) (Moy; Galizio, 2020). Gerir pessoas na Administração Pública também demanda o conhecimento de alguns significados basilares que fazem parte desse processo: servidores públicos, cargos e funções e carreiras. Para isso, vamos utilizar como referência um excerto da pesquisa realizada por Lima e Carneiro (2009). Veja agora o trecho desta pesquisa, clicando nas abas. Servidores públicos Cargos e funções Função Estipêndio: salário ou retribuição por serviços prestados. Veja, a seguir, um exemplo para facilitar o seu entendimento: Imagine um servidor concursado para o cargo de assistente administrativo. Ele exerce funções permanentes, como atendimento ao públicoe organização de documentos, previstas em seu cargo. Por outro lado, se a administração precisa organizar um evento institucional e designa temporariamente outro servidor para coordenar esse evento, essa nova função de coordenação é provisória, pois não faz parte de um cargo específico — é uma função atribuída para atender a uma necessidade eventual. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 61/101 Recomendação de leitura Aumente o seu conhecimento sobre o que é considerado cargo, emprego ou função pública no material Acúmulo de cargos, empregos, funções públicas, proventos e outros vínculos. No setor público, a legislação está entrelaçada com o planejamento e processos de GP: há o Conlegis, que é uma ferramenta de pesquisa no âmbito da administração federal direta, autárquica e fundacional, integrado à Rede de Informação Legislativa e Jurídica, conhecido como portal LexML. A necessidade de melhorias na gestão de pessoas do setor público fez com que a Administração Pública passasse a pensar em estratégias para aperfeiçoar a GP. Com isso, houve o aprimoramento de documentos estratégicos, como, por exemplo, a CF/88, a Lei nº 8.112 de 1990 e o Decreto 5.707 de 2006. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, ocorreram grandes mudanças no setor público. Tais mudanças buscavam tornar as contratações mais transparentes e profissionais, diminuindo o índice de nepotismo e perseguições políticas. Nessa ocasião, foi apresentado a toda administração pública o concurso público, e a estabilidade no emprego foi introduzida na administração direta, ou seja, as contratações na área pública passaram a ser realizadas por meio de processo transparente, aberto para todos e com critérios técnicos (Gemelli; Filippim, 2010, p. 167). Pressupõe-se que a Administração Pública está amparada em relação às políticas de gestão de pessoas. Políticas regidas pelo Regime Jurídico Único dos servidores, enquadrado na Lei nº. 8.112/90. Além da questão normativa, é importante também aprender sobre as formas de provimento, vacância e mantimento nos cargos públicos. É o que você vai estudar a seguir. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 62/101 https://ifpr.edu.br/servidor/carreira/orientacoes-sobre-o-acumulo-de-cargos-empregos-funcoes-publicas-proventos-e-outros-vinculos/ https://ifpr.edu.br/servidor/carreira/orientacoes-sobre-o-acumulo-de-cargos-empregos-funcoes-publicas-proventos-e-outros-vinculos/ https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57332 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57334 5.1 Provimento e vacância Meirelles (2008) apresenta alguns conceitos sobre as diversas formas de provimento de um cargo e, a maioria delas, se dá por meio de concursos públicos. O provimento pode ser inicial (concurso público) ou derivado (promoção; readaptação; reversão; aproveitamento; reintegração; recondução). É possível considerar que existe uma relação entre o planejamento de carreira e a admissão ou dispensa do servidor. De acordo com o Tribunal de Contas do Distrito Federal (2000, p. 11), admissão é: Nesse sentido, reflita: Qual é mesmo a diferença entre nomeação e posse em um cargo público? Bergue (2010) explica que: O processo de admissão no setor público pode ser facilmente entendido por meio da figura a seguir, que mostra o macroprocesso de admissão de pessoal no setor público. Fonte: Bergue (2010). A necessidade tem que ser avaliada a partir de uma visão estratégica de cargos e salários a fim de que seja realmente otimizada. Quanto ao recrutamento, Bergue (2010) indica as seguintes fases para que seja executado com eficiência: [...] o ingresso de servidor nos quadros da Administração Pública. A admissão para cargo público compreende a nomeação, a posse e o exercício; a admissão para emprego público ocorre com a assinatura do contrato de trabalho. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 63/101 Observe que os dois primeiros itens apresentam possibilidades de adaptações sistêmicas, respeitando-se os limites legais. Entre outras possibilidades legalmente permitidas e que podem ser direcionadas para otimização de resultados do recrutamento, no terceiro item, o edital pode ser: O concurso público é o meio utilizado pela Administração Pública para selecionar, de forma impessoal e igualitária, candidatos a cargos ou a empregos públicos, com exceção dos cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. O concurso público será de provas ou de provas de títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei (Tribunal de Contas do Distrito Federal, 2000). As provas utilizadas no concurso público são provas de conhecimento ou provas de títulos, incluindo nesta segunda modalidade a análise de currículo. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 64/101 A partir do momento que o servidor entrar em exercício inicia o seu estágio probatório ou o registro, no caso de cargo comissionado. O estágio probatório é um período de três anos de avaliação do servidor nomeado para cargo efetivo, para a apuração dos requisitos necessários à sua confirmação no cargo. São eles: Bergue (2010) comenta que a apuração dos requisitos mencionados anteriormente será efetuada por comissão permanente, onde houver, ou por uma comissão composta de três membros, designada pelo titular do órgão onde o servidor nomeado estiver em exercício e deverá processar-se antes de findo o período de estágio, sob pena de responsabilidade. Quer saber mais sobre o assunto? Clique nas setas. A Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, em seu artigo 132, inciso IV, preceitua que será punida com demissão a conduta praticada por servidor público se tipificada como improbidade administrativa. A reprovação no estágio probatório implicará na exoneração ou, se estável, a recondução do funcionário ao cargo anteriormente ocupado. Após o processo de estágio probatório devidamente concluído, ocorre o registro nos dados funcionais do servidor com o parecer desse processo. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 65/101 Improbidade administrativa refere-se a atos praticados por agentes públicos que violem os princípios da administração pública, como a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses atos podem resultar em enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário (dano ao patrimônio público) ou violação dos deveres funcionais. Por exemplo, se um servidor utiliza recursos públicos para fins pessoais, favorece indevidamente uma empresa em uma licitação, ou age com desonestidade no exercício de sua função, ele pode ser enquadrado por improbidade administrativa. Nesses casos, além da demissão, conforme previsto na Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa, o servidor pode sofrer outras penalidades, como: Em relação à vacância de cargo público, pode ocorrer por demissão, exoneração ou dispensa. A Lei nº 8.112/1990 estabelece que ela ocorrerá através de: Ao analisarmos os motivos que levam à ocorrência da vacância de um cargo público, você pode observar que ela acontece quando o servidor não atende aos conceitos preestabelecidos para o cargo ou a função. Por exemplo: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 66/101 Se o servidor durante o estágio probatório não obteve um desempenho considerado ótimo, ele desocupará o cargo e, consequentemente, ocorrerá a vacância. Caso o servidor já tenha estabilidade, ele poderá ser exonerado caso tenha se comprovado insuficiência de desempenho, ou ainda, se tenha praticado algum ato ilícito ou de improbidadeadministrativa, sendo assegurados por lei a livre defesa e o contraditório. Conforme o tipo de regime jurídico a que estará filiado o servidor, modificam-se as condições de sua dispensa, conforme você pode conferir nas abas seguintes: Se celetista Se em regime especial Se estatutário A seguir, você estudará sobre licenças e afastamentos do servidor público. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 67/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57333 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57335 5.2 Licenças e afastamentos Agora, você poderá compreender como o servidor público deve proceder quando tiver que se afastar de suas funções no trabalho em decorrência de problemas de saúde. Mas, e se o servidor apresentar atestado após o prazo dos cinco dias, previsto na legislação? Considerando que o Decreto nº 7003/2009 prevê a excepcionalidade por motivo justificado, abre-se a possibilidade de se estender este prazo para atender justamente as excepcionalidades. Caberá ao SIASS na instituição avaliar as razões que motivaram o atraso e aceitar ou não o atestado. Caso o motivo não seja justificável, deverá ser consignado falta injustificada, ficando a critério da administração a aplicação do parágrafo único do artigo 44, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. O servidor não terá que comparecer pessoalmente para entregar o atestado, pode ser entregue por terceiros, com a autorização do servidor, desde que essa pessoa tenha condições de fornecer ao SIASS seus contatos particulares, número de matrícula e outras informações pessoais do servidor necessárias à sua localização. A apresentação de documentação fora do prazo estabelecido pode ser caracterizada como falta ao serviço, Decreto nº 7.003, de 9 de novembro de 2009, Art. 4º, § 4º e § 5º e nos termos do art. 44, I, da Lei nº 8.112/90. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 68/101 A depender dos casos e prazos do afastamento do servidor, serão realizadas avaliações técnicas de questões relacionadas à saúde e à capacidade laboral que compõem um ato administrativo denominado de perícia oficial em saúde. As perícias oficiais em saúde são realizadas por profissionais da saúde formalmente designados na presença do periciado. Com isso, são obtidas informações que irão subsidiar a tomada de decisão da administração em relação ao disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações. Acompanhe, a seguir, quais são os casos em que o servidor deverá passar por Perícia Oficial em Saúde: Recomendação de leitura Acesse o Manual de Perícia Oficial em Saúde, ferramenta de orientação aos diversos profissionais que interagem com essa temática no Serviço Público Federal. De acordo com o Decreto nº 7.003, de 9 de novembro de 2009, a perícia oficial em saúde compreende duas modalidades: Junta Oficial em Saúde e Perícia Oficial Singular em Saúde, esta última realizada por apenas um médico ou um cirurgião- dentista. Os profissionais que atuam na perícia oficial em saúde não podem assistir ao servidor por ele periciado, por envolver aspectos éticos, salvo em situações emergenciais. É vedada a filmagem ou gravação da avaliação pericial (Processo CFM nº 1.829/2006). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 69/101 https://www.gov.br/anac/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/arquivos/manual-de-pericia-oficial-em-saude-do-servidor-publico-federal-3a-edicao-ano-2017-versao-28abr2017-3.pdf/view Você deve ter se perguntado: Mas o que acontece se o servidor não comparecer à realização da perícia? Se não houver justificativa prévia, o caso será encaminhado ao departamento de gestão de pessoas responsável, para que sejam tomadas as providências legais cabíveis. Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação (art. 130 §1º da Lei 8112/1990). Saiba mais clicando nas abas. Nos casos em que o servidor precise se afastar para tratamento da própria saúde (ou por motivo de doença em pessoa da família), será exigida Perícia Oficial Singular em Saúde sempre que: Essa perícia é realizada por um único médico perito ou cirurgião-dentista. No entanto, a Perícia Singular só é utilizada enquanto o total de afastamentos não ultrapassar 120 dias (consecutivos ou não) no período de 12 meses. Se ultrapassar esse limite, o servidor deverá ser avaliado por uma Junta Médica Oficial. Se a quantidade de dias de licença, por motivo de saúde do servidor ou de familiar, ultrapassar 120 dias (consecutivos ou não) dentro de um período de 12 meses, a avaliação médica deverá ser realizada obrigatoriamente por uma Junta Oficial em Saúde, composta por três médicos ou três cirurgiões- dentistas, conforme a especialidade necessária. Após realizada a perícia, será elaborado um relatório ou laudo médico e odontológico em que deverão constar algumas informações para fins periciais descritas no Decreto nº 7003/2009. Além do afastamento por motivos de saúde, também será concedida licença ao servidor para acompanhamento de pessoa da família ou dependente. Tratamento Doença 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 70/101 A licença será concedida somente se a assistência pessoal do servidor for indispensável e não puder ser prestada, simultaneamente, com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. Também é importante destacar que a avaliação pericial será realizada no familiar ou no dependente do servidor de acordo com o artigo 83 da Lei nº 8.112/1990, regulamentado pelo Decreto nº 7.003, de 09 de novembro de 2009, e Orientação Normativa SRH/MP nº 03, de 23 de fevereiro de 2010. Deverá ser considerada a localidade em que se encontra o familiar ou o dependente legal com a finalidade de esclarecer a necessidade de afastamento do servidor. A licença para acompanhamento de pessoa da família, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de 12 meses, nas seguintes condições: É importante salientar que o familiar em questão deverá constar no assentamento funcional do servidor no SIAPE. O pedido de inclusão de Acompanhamento Familiar deverá ser solicitado junto à área de GP do seu órgão. No caso das licenças à gestante, deverão ser solicitadas e concedidas, de forma administrativa, quando seu início coincidir com a data do parto. Nesse caso, não é necessária a avaliação pericial, pois sua comprovação deve ser feita junto à área de GP junto ao Registro Civil de nascimento da criança. Clique nas abas e saiba mais. Entretanto, a licença à gestante também pode ser concedida antes do parto por prescrição médica. Qualquer ocorrência clínica gestacional após o período entre 38 e 42 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 71/101 Já a Comunicação de Acidente em Serviço do Serviço Público Federal (CAT/SP) é um documento padronizado utilizado pelos órgãos da Administração Pública Federal para informar o acidente em serviço ocorrido com o servidor regido pela Lei nº 8.112/1990. CAT/SP: Trata-se de um importante instrumento notificador que poderá propiciar a associação de informações estatísticas, epidemiológicas, trabalhistas e sociais. O CAT/SP deve ser emitido nos casos de qualquer acidente em serviço que provoque ou não lesões no servidor, havendo ou não afastamento de suas atividades. Saiba mais sobre esse importante registro clicando nas abas. Registro Nexo causal Prova Os responsáveis pela emissão ou preenchimento da CAT/SP são: Caso a CAT/SP não tenha sido preenchida, o profissional de RH ou de saúde queprimeiro atender o servidor ficará responsável pelo seu preenchimento. O CAT/SP deverá ser encaminhado para a Unidade SIASS ou serviço de saúde do servidor, ou, na inexistência destes, para a unidade de recursos humanos à qual o servidor estiver vinculado. Conheça a seguir alguns detalhes sobre docentes e técnicos administrativos em educação. Voltar Avançar semanas, ou seja, a partir do primeiro dia do 9º mês de gestação, deverá desencadear o início da licença-maternidade. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 72/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57334 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57336 5.3 Docente e técnico administrativo em educação (TAE) Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia são instituições de educação profissional e superior, vinculados à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC). Possuem autonomia administrativa, financeira, pedagógica e disciplinar equiparada às Universidades Federais. Existem dois tipos de carreira nos Institutos Federais, clique nas abas para saber quais são: Dessa forma, os servidores dos Institutos Federais, além de trabalharem com o ensino superior, atuam na educação básica (técnico integrado, técnico subsequente, cursos de formação inicial e continuada (FIC) e técnico concomitante) e na pós- graduação. Valle (2014, p.18) nos traz a definição sobre TAE: Para aprendermos sobre TAEs, utilizaremos trechos do trabalho de Silva (2018). Segundo Fonseca, Sales e Dias (2010, p. 253), “na universidade, espera-se do corpo técnico-administrativo a realização de todas as atividades consideradas não- docentes, caracterizando a clássica compreensão entre atividades-meio e atividades- fim da instituição”. Apesar das diferentes atribuições entre as categorias de docentes e TAEs, as duas têm o mesmo objetivo, que é o de criar condições para a construção do conhecimento (Tavares, 2012). Além disso, como servidores federais, possuem deveres que estão dispostos na Lei nº 8.112/1990, dentre eles, exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo, ser assíduo e pontual ao serviço, manter conduta compatível com a moralidade administrativa e observar as normas legais e regulamentares. O servidor público também tem deveres éticos apresentados no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, conforme Decreto nº 1.171/1994. No caso do IFSC, há um Código de Conduta Ética e também uma Comissão de Ética. Além do cumprimento das legislações externas ao IFSC, os servidores devem cumprir todas as normativas internas, Por servidores técnicos administrativos ou técnicos administrativos em educação ou, ainda, abreviadamente, TAEs, compreendemos os trabalhadores desta categoria, integrantes do sistema federal de ensino superior público, vinculadas ao Ministério da Educação, que mantém com o Estado uma relação mediada pelo Regime Jurídico Único (instituído pela Lei Federal 8.112/90). Desta forma podem ser conceituados como servidores públicos civis, ocupantes de cargo público da administração indireta, de natureza autárquica. Docentes ou Professores de ensino básico técnico e tecnológico Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 73/101 inclusive como condição para participação em editais e concessão de outros benefícios. Em relação aos direitos dos servidores públicos no que tange à remuneração, temos a Lei nº 12.772/2012, que diz respeito aos servidores docentes, e a Lei nº 11.091/2005, referente aos TAEs. Os servidores também têm direito a auxílios: Conselho do Gestor A jornada de trabalho dos docentes irá depender do que foi designado no concurso público, podendo ser de 20h ou de 40h com dedicação exclusiva. Há exceções? Sim. No caso do IFSC, excepcionalmente poderá ser concedida carga horária de 40h semanais sem dedicação exclusiva, conforme Resolução 23/2014/Consup (Conselho Superior). A jornada de trabalho dos TAEs é de 40h semanais. Existe a possibilidade de flexibilização da jornada de trabalho para os setores com atendimento ao público ininterrupto por mais de 12h, conforme Instrução Normativa nº 11/2018. Já o controle de frequência segue a Instrução 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 74/101 Confira a legislação sobre o assunto estudado. Recomendação de leitura Aumente seus conhecimentos com os seguintes materiais. Sistema Eletrônico de Frequência adotado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cartilha do Servidor. Relatório de Auditoria de Avaliação da Gestão relativa à verificação do cumprimento da jornada de trabalho dos servidores técnicos administrativos em educação – TAEs da UTFPR, bem como do modelo de Avaliação de Desempenho adotado. Você com certeza já ouviu o termo liderança, mas sabe realmente o que é liderar? É isso que você vai conferir a seguir. Voltar Avançar Normativa nº 02/2016. O controle de frequência dos TAEs deve ser feito por registro de frequência biométrico ou pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH) do IFSC. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 75/101 https://noticias.ufsc.br/2020/01/sistema-eletronico-de-frequencia-ficara-disponivel-para-testes-a-partir-da-segunda-feira-dia-3/ https://noticias.ufsc.br/2020/01/sistema-eletronico-de-frequencia-ficara-disponivel-para-testes-a-partir-da-segunda-feira-dia-3/ https://itq.ifsp.edu.br/images/Itaqua/CISTA/Cartilha_do_Servidor.pdf https://www.utfpr.edu.br/transparencia/auditoria/cgu/2019-relatorio-de-auditoria-201900121-jornada-de-trabalho-e-avaliacao-de-desempenho-de-tecnico-administrativo-da-utfpr https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57335 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57337 5.4 Liderança Vamos falar a respeito de liderança? Liderar é a arte de conduzir pessoas a alcançar, com êxito, os resultados planejados. Essa habilidade é uma das principais características que ajudam um indivíduo a destacar-se tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Um excelente líder cresce com o time e faz o time crescer com ele (Araújo, 2010). Quem pode ser considerado um gestor? Porque nem todo gestor é um líder e vice- versa? Você pode entender que o líder opera sobre os recursos emocionais e espirituais da organização, sobre seus valores, comprometimento e aspirações. Em contraste, o gestor opera sobre os recursos físicos da organização, sobre seu capital, habilidades humanas, matérias-primas e tecnologia (Bennis; Nanus, 2007). A primeira tarefa de um líder é inspirar confiança. É trazer à tona o que há de melhor nas pessoas, confiando- lhes uma administração significativa e criando um ambiente no qual a interação de alta confiança inspira criatividade e possibilidades (Covey; Mierrill, 2006). Liderar é conduzir um grupo de pessoas, influenciando seus comportamentos e suas ações, para atingir objetivos e metas de interesse comum desse grupo, de acordo com uma visão do futuro baseada em um conjunto coerente de ideias e princípios (Lacombe, 2004). Clique nas abas e conheça as características dos líderes, segundo Lacombe (2004): Autoliderança Compartilhamento Coragem Foco Mudança Pesquisa e Mapeamento Significado Situacional Visão 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 76/101 Um líder assume o compromisso de defender os valores que representam a vontade coletiva, do contrário, não seria capaz de mobilizar os seguidores à ação. Ele também: Vamos compreender mais sobre os estilos de liderança? Os estilos de liderança são as atitudes de um líder para com seus seguidores. Saiba quaissão elas clicando nas abas. Visibilidade Aberto e extrovertido Inquisitivo Carismático 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 77/101 Acompanhe, a seguir, como funciona a gestão de conflitos, que é muito necessária nas organizações. Voltar Avançar Liderança de “rédea solta”, com pouca intervenção, que pode gerar falta de direção e foco (Lewin; Lippitt; White, 1939). Observa todos os detalhes e não deixa nenhum deslize passar despercebido. Entende que para algo dar certo, “todos os buracos têm que estar tapados” e não há o menor espaço para pequenos erros. Muito crítico, observador e perfeccionista, esse líder acredita que a excelência é o caminho para a obtenção do sucesso. Sabe delegar com assertividade, uma vez que identifica as capacidades individuais de cada um de seus liderados e as utiliza para potencializar seus resultados. Ele apresenta desafios e novidades motivadoras, que criam um ambiente colaborativo e empreendedor, favorável à evolução profissional e ao alcance das metas da empresa. Modelada pelos princípios do coaching, esse tipo de liderança estimula as competências, conduz projetos em parceria, leva em conta as opiniões dos colaboradores e os motiva (Megginson; Mosley; Pietri Jr., 1998). Estilo autocrático Estilo democrático Estilo laissez-faire (liberal) Exigente Visionário Leader Coach 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 78/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57336 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57338 5.5 Gestão de Conflitos Para começar, é importante definir o que significa a gestão de conflitos. De acordo com Robbins e Judge (2017), o conflito é definido como um processo que começa quando uma parte percebe que outra parte afetará negativamente algo que ela valoriza. Em outras palavras, conflito ocorre quando há uma discordância, tensão ou oposição entre partes que sentem que seus interesses, crenças, valores ou objetivos estão em risco devido às ações ou intenções da outra parte (Robbins; Judge, 2017). No contexto organizacional, o conflito pode surgir de diversas fontes, como diferenças de percepção, competição por recursos, incompatibilidade de objetivos ou falhas na comunicação (Robbins; Judge, 2017). Segundo Robbins e Judge (2017), existem níveis de conflito, confira quais são eles clicando nas abas: Na prática das organizações, existe o sentimento de hostilidade,que gera conflitos, mesmo que indiretamente e de forma sutil. A escassez de recursos é mencionada exatamente porque a situação não permite a realização de todos os objetivos. Dessa forma, as pessoas envolvidas desenvolvem uma atitude negativa em relação umas às outras (hostilidade) ou enfrentam situações de tensão interna quando o conflito envolve apenas a própria pessoa. Nesse contexto, a gestão de conflitos é a parte da gestão de uma organização especializada na administração dos conflitos entre indivíduos, entre indivíduos e grupos internos à organização, entre grupos pertencentes à organização ou conflitos da organização com outras organizações, por meio da utilização de técnicas, práticas e processos. Para determinar como essa gestão deve ser feita, existe a necessidade de analisar os processos do conflito, seu início e estágios, além de se prevenir para situações potencialmente conflitantes. E para prevenir conflitos, é importante saber quais os tipos de situações são suscetíveis de provocarem conflitos nas organizações, tanto entre duas ou mais pessoas (interpessoais) quanto entre dois ou mais grupos (intergrupais). As mais comuns são: Conflito intrapessoal (dentro do indivíduo) Conflito interpessoal (entre duas ou mais pessoas) Conflito Intergrupal (entre grupos ou equipes) 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 79/101 Você já passou por uma situação de conflito em seu ambiente de trabalho? Faça uma reflexão a respeito. Recomendação de leitura Faça a leitura do artigo intitulado: Gestão de conflitos nas organizações: transformando conflitos em oportunidades de crescimento organizacional. Conheça, na sequência, as novas tendências na gestão de pessoas. Siga em frente! Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 80/101 https://ric.cps.sp.gov.br/bitstream/123456789/4427/1/B%C3%A1rbara%20C%20-TG%20-%20GEST%C3%83O%20DE%20CONFLITOS%20II%20Final.pdf https://ric.cps.sp.gov.br/bitstream/123456789/4427/1/B%C3%A1rbara%20C%20-TG%20-%20GEST%C3%83O%20DE%20CONFLITOS%20II%20Final.pdf https://ric.cps.sp.gov.br/bitstream/123456789/4427/1/B%C3%A1rbara%20C%20-TG%20-%20GEST%C3%83O%20DE%20CONFLITOS%20II%20Final.pdf https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57337 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57339 6. Tendências contemporâneas na gestão de pessoas Você viu que a evolução histórica da gestão de pessoas no mundo foi acontecendo paulatinamente. Não existem datas específicas, mas sim conceitos e eventos que trouxeram mudanças significativas. A função da gestão de pessoas atualmente é muito mais estratégica do que burocrática, ou seja, as funções burocráticas como selecionar, contratar, treinar, demitir foram substituídas pelas funções estratégicas como gerenciamento do capital humano, estimulando o conhecimento e o autoconhecimento, observando capacidades e habilidades dos colaboradores, observando o cenário de mudanças, buscando a colaboração e o trabalho efetivo em equipe. Agora, você poderá compreender melhor algumas das tendências na área de gestão estratégica de gestão de pessoas, como aprendizagem organizacional, gestão do conhecimento e sistemas de informações. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 81/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57338 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57340 6.1 Aprendizagem organizacional O papel dos indivíduos como aprendizes é a construção de significado, adquirindo e influenciando os processos de aprendizagem e o desenvolvimento do conhecimento em sua trajetória de participação (Ruas; Antonello; Boff, 2008, p. 20). Tanto as pessoas como as organizações aprendem. A aprendizagem pode ser compreendida como um processo de construção de conhecimento por meio da experiência, no qual o indivíduo transforma vivências em compreensões significativas, desenvolvendo novos modos de pensar e agir. Para Vygotsky (1998) Para Campos (2014) Assim, a aprendizagem organizacional ocorre quando essas condições estão presentes, promovendo o desenvolvimento das pessoas no contexto do trabalho. Aprendizagem Organizacional é dependente, segundo Ruas, Antonello e Boff (2008, p. 20): Aprendizagem organizacional envolve, segundo Ruas, Antonello e Boff (2008, p. 20): 1 - da identidade organizacional e das competências que uma organização possui em função de sua história anterior; 2 - de uma aprendizagem que também pode ocorrer por transferência, de uma organização para outra, por imitação ou por incorporação de novos indivíduos; 3 - de uma aprendizagem que, para ser autêntica, surge, contudo, durante a própria atividade, ao acionar os saberes prévios e ao aprender com a prática. processo — em termos de continuidade e noção de “espiral”; mudança — baseada na transformação de atitude; grupo — por enfatizar a interação e o coletivo; criação e reflexão — sob a ótica da inovação e da conscientização; ação — por um lado, pela apropriação e disseminação do conhecimento, tendo como referência uma visão pragmática, e, por outro, o experienciar, vivenciar e compartilhar através das interações; “situação” — a aprendizagem sempre ocorre em função da atividade, docontexto e da cultura no qual ocorre ou se situa, sendo carregada de significado informal; 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 82/101 A aprendizagem organizacional é um processo contínuo de apropriação e geração de novos conhecimentos nos níveis individual, grupal e organizacional, envolvendo todas as formas de aprendizagem — formais e informais — no contexto organizacional, alicerçado em uma dinâmica de reflexão e ação sobre as situações-problema e voltado para o desenvolvimento de competências gerenciais (Ruas; Antonello; Boff, 2008, p. 20). Nesse contexto, podemos citar a contribuição da Fundação Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Desde 1986, ela vem buscando transformar a administração pública em competência, conhecimento, inovação, atitude, resultado e valor. Recomendação de leitura Conheça o site do ENAP. Diversos desafios fazem parte do ambiente organizacional, onde se destacam a excelência no atendimento ao público, a adoção de tecnologias, a gestão da mudança, os orçamentos e o desenvolvimento do capital intelectual. Por isso, a área de gestão de pessoas e, principalmente, gestores devem procurar ajustar-se a novas atitudes, reconhecer e gerenciar uma força de trabalho diversa. Portanto, torna-se necessária uma integração dos processos de gestão para uma melhor performance organizacional — o Sistema de Trabalho de Elevado Desempenho (STED)—, que pode ser definido como uma combinação de práticas e estrutura de processos de gestão de pessoas que maximizam o conhecimento, as habilidades, o compromisso e a flexibilidade dos funcionários. É importante que você compreenda que compartilhar uma forte ênfase em inovação, aprendizado e colaboração por meio de algumas ações, dentre elas, encorajar o empreendimento investindo em equipes de empowerment, deixando que elas coloquem em prática suas ideias e reconhecendo fortemente que a iniciativa deve estar presente nas organizações (Kanter, 1996). cultura — pela construção de significados, na forma compartilhada de dar sentido às experiências, baseada na história compartilhada. A Escola nasceu com a promessa de transformar a cultura e o modelo mental de cada agente público, com a missão de formar e desenvolver pessoas capazes de inovar, alcançar resultados e servir à sociedade. Por mais de 30 anos, a ENAP tem desempenhado um papel ímpar de inovar a cultura da administração pública e de acelerar a transformação no ensino, na gestão organizacional, e também digital, social ou econômica (ENAP, [s. d.]) 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 83/101 https://enap.gov.br/pt/a-escola Saiba que, dentre as condições que aumentam a aprendizagem estão a proatividade. Na proatividade a pessoa toma para si e dirige sua aprendizagem e se assemelha às condições de autonomia e empowerment. Você sabe o que significa esse termo? Para contribuir com o nosso aprendizado sobre isso, vamos utilizar trechos originais do trabalho de Baquero (2012): Empowerment: é delegar autoridade às pessoas para que tanto atuem com autonomia na execução das tarefas, quanto participem também do processo decisório de sua equipe. O termo empowerment tem sido utilizado em diferentes áreas de conhecimento — educação, sociologia, ciência política, saúde pública, psicologia comunitária, serviço social e administração — constituindo-se em ferramenta de governos, organizações da sociedade civil e agências de desenvolvimento em agendas direcionadas para a melhoria da qualidade de vida e dignidade humana de setores pobres, boa governança, maior efetividade na prestação de serviços e responsabilização social. O empoderamento organizacional é o empoderamento gerado na e pela organização. Trata-se de uma abordagem do processo de trabalho que objetiva a delegação do poder de decisão, a autonomia e a participação dos funcionários na administração das empresas, de modo que as decisões sejam mais coletivas e horizontais. Nessa perspectiva, empoderar significa: Portanto, significa obter o comprometimento dos empregados em contribuir para as decisões estratégicas da empresa, visando melhorar o desempenho da organização em termos de produtividade (Cunningham; Hyman, 1999). É uma alternativa ao paradigma tradicional de gestão, direcionando-se para a desburocratização, descentralização, flexibilização e inovação (Cunningham; Hyman, 1999). Empoderamento envolve o agir, implicando processos de reflexão sobre a ação, visando a uma tomada de consciência a respeito de fatores de diferentes ordens — econômica, política e cultural — que conformam a realidade, incidindo sobre o sujeito. Nesse sentido, um processo de empoderamento eficaz necessita envolver tanto dimensões individuais quanto coletivas. A gestão pública deve buscar promover uma reestruturação, não por meio de uma alternância de estruturas, mas pela modificação das perspectivas profissionais. Isso pode ser feito por meio de uma política de gestão de pessoas, que qualifica e empodera os servidores, transformando-os em agentes permanentes de mudança, consolidação e perenidade dos esforços empregados. [...] dar ao pessoal autoridade para fazer mudanças no trabalho em si, assim como na forma em que ele é desempenhado (Slack; Chambers; Johnston, et. al. 1997, p. 311). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 84/101 Cenários Inspiradores Para ilustrar o contexto, vamos observar o caso de uma boa prática de Gestão de pessoas no setor público em termos de segurança pública integrada e capacitada. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 85/101 https://clp.org.br/gestao-de-pessoas-no-setor-publico-equipe-integrada-mlg2/ https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57339 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57341 6.2 Gestão do conhecimento no setor público Você sabe o que é a gestão do conhecimento no setor público? De acordo com Bergue (2019, p. 151-153): A gestão pública tem importado da gestão empresarial muitos dos seus conceitos e critérios gerenciais. Por exemplo, a produtividade, a eficiência, a eficácia, a efetividade organizacional e até a avaliação de desempenho, entre outras, são ferramentas que Sabe-se que a gestão do conhecimento possui intensa interface com a aprendizagem das pessoas e das organizações, mas: como esses processos podem ser levados a efeito nas organizações públicas? Que instrumentos estão à disposição dessas organizações que se revelem capazes de facilitar esse processo de reflexão e produção de novas sínteses inovadoras? Uma resposta a essa questão pode ser encaminhada a partir da perspectiva das escolas de governo. As escolas de governo se assentam em alguns pressupostos fundamentais – instrumentais e substantivos – entre os quais se destacam: 1 - são organismos de inteligência organizacional, no sentido de constituir um lócus de reflexão, de articulação, de produção e de difusão de conhecimento válido, coerente e engajado (condição de legitimidade); 2 - sua atuação não se restringe à organização, mas, coerente com um olhar sistêmico, alcança e relaciona os demais atores que conformam o contexto de inserção; 3 - são instrumentos de ação da organização. É para a organização, em especial para a sua dimensão finalística, que esses organismos devem se orientar. Não devem ser pensados a partir dos interesses de seus dirigentes. As escolas são funcionais à organização; não aos interesses dos dirigentes; 4 - as escolas de governo são interfaces funcionais qualificadas entre a organização pública (ou administração pública) e a sociedade. Em especial com segmentos como: a universidade; outras escolas de governo; institutos de pesquisa, associações representativas; entre outras. A universidade,como espaço de produção de conhecimento por excelência, deve ser estimulada pelas escolas de governo a constituírem redes de atuação e de cooperação mútua; 5 - têm como finalidade maior a produção e a qualificação de valor público. Não sãos as ações empreendidas, seja pelas escolas, seja pelos próprios órgãos da administração, o que ao final importa, mas o impacto disso na transformação positiva da sociedade e a percepção desta em relação a essa entrega (o valor público percebido). A gestão do conhecimento pode ser considerada, portanto, o negócio das escolas de governo ou escolas de gestão no âmbito da administração pública. A partir disso, em linhas gerais, a função institucional de uma escola de governo pode desenvolver-se em torno da noção de articulação da produção, da disseminação e no suporte à mobilização de conhecimentos e de tecnologias em gestão pública. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 86/101 originalmente foram criadas para as empresas privadas e têm servido de forma muito salutar na gestão pública (Gramkow, 2019). Também podemos dizer que os processos de controle utilizados pela gestão pública na busca de resultados organizacionais implicam em mudanças da cultura da organização. Essas mudanças, por sua vez, exigem dos servidores muito mais do que a simples participação na gestão. Exige que reaprendam, que busquem entender o ambiente em que estão inseridos, transformem e recriem suas crenças, ideias, e consigam, por fim, transformar as suas experiências vividas em novos conhecimentos para o sucesso da organização. Essa nova visão organizacional no serviço público exige que os servidores, atores principais desse cenário, sejam comprometidos com seu trabalho. Mas exigem muito mais: que alcancem resultados positivos, que sejam produtivos, eficientes, eficazes e proativos, que atinjam metas traçadas pelo planejamento estratégico das instituições públicas. Como você pode observar, isso tem gerado uma grande mudança no ambiente organizacional do serviço público, entrando, nesse momento, na necessidade de gerenciamento do conhecimento. O ambiente organizacional é cheio de incertezas. Nesse contexto, o conhecimento é a melhor fonte de obtenção de vantagem competitiva duradoura. Podemos considerar que o conhecimento é a informação ordenada, isto é, a informação que consiste em dados relevantes e objetivos. No entanto, mesmo para transformar dados em informações, são necessários determinados tipos de conhecimento, que você verá a seguir. Para que você acompanhe bem essa discussão, confira algumas conceituações de conhecimento e gestão do conhecimento. O conhecimento deriva da informação assim como esta deriva dos dados. O conhecimento não é puro nem simples, mas é uma mistura de elementos: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 87/101 Angeloni (2002, p. XV) esclarece que: Recomendação de leitura Aprenda mais sobre a Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC). A geração de conhecimento não implica apenas processar dados. Muitas vezes, é necessário que o gestor saiba aproveitar as intuições, as percepções e as ideias tácitas, isto é, subjetivas, das pessoas que participam da organização, sendo, às vezes, a única maneira de se aproveitar o conhecimento. Clique nas abas. Conhecimento Tácito Conhecimento Explícito É desejável que a organização tenha capacidade para transformar o conhecimento tácito em conhecimento explícito. [...] conhecimento não é sinônimo de acúmulo de informações, mas um agrupamento articulado delas por meio da legitimação empírica, cognitiva e emocional”. A Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – Sessão do Rio Grande do Sul (SBGC-RS) conceitua a Gestão do Conhecimento como: [...] o processo sistemático, integrado e transdisciplinar que promove atividades para criação, identificação, organização, compartilhamento, utilização e projeção de conhecimentos estratégicos, gerando valor para as partes interessadas (SBGC-RS, 2008, p. 1). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 88/101 https://sbgc.org.br/ https://sbgc.org.br/ Isso significa transformar o conhecimento individualizado em um conhecimento que possa ser utilizado por toda a organização. Na realidade, essa não é uma tarefa fácil, pois o conhecimento tácito é composto de modelos mentais, crenças e experiências de vida, e realizar essa transformação exige do ser humano um esforço de reinvenção de si próprio, da instituição e do ambiente no qual está inserido. Clique nas setas para saber mais. É preciso fomentar a recriação de novos modelos organizacionais baseados em novas estruturas, novos processos e sistemas gerenciais. Isso tudo implica novos posicionamentos quanto ao papel da capacidade intelectual de cada servidor para enfrentar as dificuldades naturais dos processos de mudanças que serão implementados. Os gestores precisam tomar decisões eficazes sobre as equipes com que trabalham. A utilização de um Sistema Integrado de Informações (SIG) poderá proporcionar o acesso a dados e informações que possibilitem analisar o desempenho dos servidores, suas especificidades e necessidades. Diversos autores apontam a necessidade da área de GP modernizar sua estrutura e gerenciamento de informação de forma a se comprometer com a qualidade de seus serviços. Os processos na gestão de pessoas não ocorrem linearmente, mas estão entrelaçados e realimentados pelos sistemas de informação e comunicação da organização! Voltar Avançar No entanto, uma das principais dificuldades encontradas pelos gestores nessa área é a tendência que têm as pessoas de reter seus conhecimentos. Mesmo as que não o fazem intencionalmente podem simplesmente não estar motivadas a mostrar o que sabem. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 89/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57340 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57342 6.3 Sistemas de Informações em Gestão de Pessoas A administração pública tem utilizado tecnologia de sistemas integrados e informatizados para gerir o seu quadro financeiro, de matérias e recursos humanos, como por exemplo: Neste estudo, você vai entender a importância dos Sistemas de Informações Gerenciais (SIGs) para a área de Gestão de Pessoas no serviço público. Cenários Inspiradores É necessário que as informações, os dados e o conhecimento estejam integrados em um sistema que busque dar suporte à área de GP. Inclusive, há um amplo trabalho de transformação digital desenvolvido pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e sua Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, do Ministério da Economia, para gerar uma maior e melhor conectividade entre os servidores ativos, aposentados e pensionistas e a gestão de pessoas da Administração Pública Federal (APF). O objetivo é tornar o SouGov.br um canal único de atendimento a direitos e benefícios gerados em função da relação de trabalho com a APF. O aplicativo oferecia os serviços do Sigepe mobile (aplicativo desativado no dia 3 de junho de 2021), além de outros serviços inéditos, como o envio de atestado médico, a solicitação de auxílio- transporte e a prova de vida digital. Gradativamente, os serviços hoje disponíveis no Sigepe Banco de Talentos e Sigepe Gestor também serão migrados para o novo aplicativo. Conselho do Gestor Conheça o SouGov clicando aqui. A cada dia está mais presente o olhar dos cidadãos brasileiros sobre a atuação do Estado, que precisa estar atento às demandas sociais crescentes, dentre as quais destaca-se a prestação de serviços públicos de qualidade. Para o alcance desse desafio, é fundamental a valorização de seu mais valioso agente: o servidor público. Nesse contexto,a 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 90/101 https://www.gov.br/servidor/pt-br/acesso-a-informacao/servidor/sou-gov Recomendação de leitura O SIPEC é um sistema orgânico e estruturador de gestão de pessoas criado para dinamizar a atuação centralizada e organizada das áreas de pessoal em todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. Para conhecê-lo clique aqui. O processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar a execução de ações de controle de fatores ambientais que interferem na saúde e contribuem para a ocorrência de doenças e agravos é denominado de vigilância de ambientes e processos de trabalho (Portaria Normativa nº 3 de maio de 2010). Essa Portaria estabelece orientações básicas sobre a Norma Operacional de Saúde do Servidor (NOSS) aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (SIPEC), com o objetivo de definir diretrizes gerais para implementação das ações, de vigilância aos ambientes e processos de trabalho e promoção à saúde do servidor. Está sobre sua responsabilidade a função de planejamento e acompanhamento da saúde do servidor, podendo este emitir laudos e relatórios dos ambientes de trabalho, assim como propor ações para prevenção de acidentes e melhoria do ambiente de trabalho. atenção à saúde dos servidores públicos civis federais é fator relevante, pois o cuidado com o profissional, no tocante à prevenção e acompanhamento de doenças, impactará em melhores condições de trabalho e na prestação de serviços à altura das expectativas da sociedade. Com essa visão, a Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal (PASS) vem sendo aprimorada, com a colaboração de profissionais dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional. Importante marco se estabeleceu com a publicação do Decreto nº 6.833, de 29 de abril de 2009, que instituiu o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Público Federal (SIASS) – integrante do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (SIPEC) – por meio do qual são desenvolvidas diversas iniciativas e ações de promoção e valorização do servidor público, focadas no cuidado com sua saúde. Para a consolidação da PASS e da melhoria das ações no âmbito do SIASS, o Governo Federal vem trabalhando na construção de arcabouço normativo que proporcione amparo e segurança aos profissionais de saúde que atuam diretamente no Subsistema e ao servidor destinatário da Política. (Brasil, 2017, p. 5). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 91/101 https://www.gov.br/servidor/pt-br/sipec/o%20que%20e O Relatório de Inspeção de Segurança do Trabalho é um documento indispensável para avaliar as condições de trabalho, a infraestrutura, os riscos existentes, os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e as medidas administrativas. Como qualquer relatório de Inspeção Técnica de Segurança, ele objetiva diagnosticar as possíveis inconformidades, bem como as medidas cabíveis para mitigá-las. Em outras palavras: a inspeção de segurança serve para determinar medidas preventivas ou corretivas a serem tomadas. Sem informação precisa e confiável não há como decidir de maneira racional sobre processos e atividades. Quando nos referimos à gestão de pessoas, a medição pode ser uma tarefa complexa. De fato, é difícil medir a influência de RH sobre o desempenho da empresa. Mas é possível de ser feito, com a utilização de indicadores. Indicador: é um valor, uma informação que explica uma relação entre variáveis numa determinada realidade. Por meio dos indicadores, poderemos realizar comparações com os parâmetros estabelecidos e realizar o monitoramento da organização. Alguns indicadores são: Após essa aprendizagem inicial, é também necessário saber que os dados precisam ser processados para serem transformados em informação e depois em conhecimento. Enquanto o dado não for processado, não tem utilidade de informação. Ou seja, enquanto não forem acumulados, agrupados, cruzados, os dados não se transformarão em informação e conhecimento relevantes para a GP. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 92/101 Mas quem é responsável por manter e atualizar o(s) banco(s) de dados? A resposta é simples: os usuários, quer sejam eles especialistas em gestão de pessoas, ou até os próprios colaboradores. Obviamente que há organizações em que o banco de gestão de pessoas fica sob total responsabilidade da área de RH. Quando isso acontece, assistimos à necessidade de recadastramentos para atualização dos dados dos funcionários. De forma geral, os sistemas de informação de GP encontrados nas organizações têm como objetivos reduzir custos e tempo do processamento da informação e oferecer suporte online para que os gestores e colaboradores possam tomar as melhores decisões. Logo, é preciso conhecer as necessidades dos usuários para atender às necessidades e servir de base de informação. Clique nas setas para conhecer mais. De fato, o sistema de informação de GP representa um investimento em termos de software, hardware, instalações, treinamento; além dos custos de manutenção. Por isso, não é toda informação que deve ser incluída no sistema, mas somente aquelas que agreguem valor. E como saber se o investimento no sistema de informação de GP está trazendo o retorno esperado? Há alguns métodos para avaliar os efeitos dos sistemas na gestão de pessoas. Coleta Monitoração No que se refere aos indicadores para avaliar o sistema de informação de GP, é possível observar as economias de custo decorrentes da redução das atividades administrativas (custos da comunicação setorial, tempo de espera por informações, redução no número de funcionários). Pode-se também verificar o impacto das informações disponibilizadas pelo sistema no processo de tomada de decisão organizacional. Esse seria o principal indicador a ser considerado. Voltar Avançar Quanto à funcionalidade, pode-se definir um conjunto de recursos mínimos que um sistema de informações de GP deve disponibilizar aos seus usuários. Primeiramente, o sistema deve ter como base informacional o planejamento estratégico da organização e o planejamento estratégico de GP, para assim inserir-se na formulação de objetivos e programas de GP. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 93/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57341 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57343 6.3.1 Sistema Integrado de Gestão (SIG) SIGRH é o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, ele foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sendo utilizado por algumas das instituições que integram a Rede Federal EPCT. O SIGRH é composto por cinco principais sistemas. Clique nas abas para conhecê-los. Esperamos que os conteúdos apresentados nesta UC tenham proporcionado boas reflexões e oportunizado um avanço no seu conhecimento acerca dos conceitos, das concepções e dos processos relacionados à gestão de pessoas, em especial nas organizações públicas. Desejamos que você possa, a partir disso, melhorar as suas práticas e o seu entorno com boas ações na área. Voltar Avançar SIGRH SIPAC SIGAA SIGAdmin SIGCertame 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 94/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57342 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57329 Para finalizar Você chegou ao final da UC Gestão de Pessoas. O objetivo principal foi transmitir para você a necessidade de uma visão ampliada e integradasobre esse tema, enfatizando as relações com a melhoria da gestão das organizações. Para isso, procuramos trabalhar em conjunto os principais processos estratégicos e operacionais, assim como: Esperamos que essa jornada de aprendizagem possa ter contribuído para que você tenha condições de desempenhar suas funções de gestor público, de modo eficiente, eficaz e efetivo, contribuindo diretamente para o desempenho da organização e também para o desenvolvimento da sua equipe de trabalho. Considerando que há muito por fazer, construir e aperfeiçoar na esfera pública, temos certeza de que você, agora com o domínio das competências adquiridas, poderá contribuir para esse processo de melhoria constante. Outro aspecto que gostaríamos de destacar é sobre a necessidade de se manter sempre atualizado, tanto sobre a legislação em vigor, como também, sobre as práticas organizacionais, que sofrem constantes mudanças. Mantenha, portanto, o hábito de estar sempre aprendendo! Desejamos êxito neste curso! Abraços. Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 95/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57343 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57330 Referências ABBAD, G., BORGES-ANDRADE, J. E. Aprendizagem humana nas organizações e trabalho. In: ZANELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E.; BASTOS, A. V. B. (Orgs.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 237- 275. ANGELONI, M. T. Organizações do conhecimento. São Paulo: Saraiva, 2002. ARAÚJO, L. C.r G.; GARCIA, A. A.. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2010. BAQUERO, R. V. A. Empoderamento: instrumento de emancipação social? – uma discussão conceitual. Revista Debates, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 173-187, 2012. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/debates/article/view/26722. Acesso em: 15 jul. 2025. BENNIS, W.; NANUS, B.. Leaders: The strategies for taking charge. San Francisco: Jossey-Bass, 2007. BERGUE, S. T. Gestão de pessoas: liderança e competências para o setor público. Brasília: Enap, 2019. BERGUE, S. T. Gestão de pessoas em organizações públicas. Caxias do Sul: EDUCS, 2010. BERGUE, S. T.; CAMÕES, M. R.; PANTOJA, M. J. Gestão de pessoas: bases teóricas e experiências no setor público. Brasília: ENAP, 2010. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/514/1/Livro.pdf. Acesso em: 03 jul. 2025. BEZERRA, M. F. Qualidade de vida no trabalho: a perspectiva dos servidores e colaboradores de uma Instituição Pública do Poder Executivo Federal. 2013. 69 f. Monografia (Especialização em Gestão Pública) – Escola Nacional de Administração Pública, Brasília, DF, 2013. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/395. Acesso em: 03 jul. 2025. BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 9 ago. 1943. BRASIL. Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de 2006. Institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional, e regulamenta dispositivos da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 fev. 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5707.htm. Acesso em: 15 jul. 2025. BRASIL. Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019. Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 ago. 2019. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019- 2022/2019/Decreto/D9991.htm#art35. Acesso em: 15 jul. 2025. BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. Instrução Normativa nº 201, de 11 de setembro de 2019. Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas (PNDP) no âmbito da 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 96/101 https://seer.ufrgs.br/index.php/debates/article/view/26722 https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/514/1/Livro.pdf https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/395 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5707.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9991.htm#art35 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9991.htm#art35 administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 set. 2019. BRASIL. Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Manual de perícia oficial em saúde do servidor público federal. 3. ed. Brasília: MP, 2017. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão. Guia de gestão por competências na administração pública. Brasília: Gespública, 2011. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 jul. 1978. CAMÕES, M. R. S.; FONSECA, D. R.; PORTO, V. (Orgs.). Estudos em gestão pessoas no serviço público. Brasília: ENAP, 2014. CAMPOS, D. M. S. Psicologia da aprendizagem. 41. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. CARBONE, P. P.; BRANDÃO, H. P.; GUIMARÃES, T. A. Gestão de competências e gestão por competências: o estado da arte e principais práticas em empresas no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, v. 10, n. esp., p. 139-160, 2006. CARBONE, P. P.. Gestão por competências e gestão do conhecimento. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. CNJ. Coordenação Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores do Poder Judiciário. Gestão por competências passo a passo: um Guia de implementação. CEAJUD, Brasília, 2016. COVEY, S. M. R.; MERRILL, R. R. The Speed of Trust: The One Thing That Changes Everything. New York: Free Press, 2006. CUNNINGHAM, I.; HYMAN, J. The poverty of empowerment? A critical case study. Personnel Review, v. 28, n. 3, p. 192-207, 1999. Disponível em: https://doi.org/10.1108/00483489910264589. Acesso em 02 jul. 2025. DEMO, G. Políticas de Gestão de Pessoas nas organizações: papel dos valores pessoais e da justiça organizacional. São Paulo: Atlas, 2008. DENHARDT, R. B. Teorias da administração pública. São Paulo: Cengage Learning, 2012. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 28. ed. São Paulo: Atlas, 2015. DUTRA, J. S. Gestão por competências: um modelo avançado para o gerenciamento de pessoas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2016. FARSEN, T. C. et al. Qualidade de vida, Bem-estar e Felicidade no Trabalho: sinônimos ou conceitos que se diferenciam?. Interação em Psicologia, Curitiba, v. 22, n. 1, abr. 2018. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/48288. Acesso em: 20 jun. 2025. FATOR RH. Gestão de Pessoas por Competências. Youtube, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Z-rocWYLpoM. Acesso em: 03 jul. 2025. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 97/101 https://doi.org/10.1108/00483489910264589 https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/48288 https://www.youtube.com/watch?v=Z-rocWYLpoM FERREIRA, M. C.; ALVES, L.; TOSTES, N. Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) no Serviço Público Federal: O Descompasso entre Problemas e Práticas Gerenciais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 25, n. 3, p. 319-327, 2009. FONSECA, J. C. de F.; SALES, M. M.; DIAS, F. C. T. Psicologia, trabalho e subjetividade, modos de fazer e de ser: notas sobre as regulações vividas por trabalhadores técnico- administrativos em uma universidaderesultado do trabalho, ou pela saúde do ambiente (Bergue, 2019, p. 13). [...] esforço orientado para o suprimento, a manutenção, e o desenvolvimento de pessoas nas organizações públicas, em conformidade com os ditames constitucionais e legais, observadas as necessidades e condições do ambiente em que se inserem (Bergue, 2010, p. 18). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 9/101 Pecuniário: que consiste ou é representado em dinheiro, a ponto de estimular o servidor a perseguir sua progressão. Voltando sua atenção à questão central do gestor público como gestor de pessoas, você deve compreender que ele deve: focar no ser humano que trabalha, nas suas relações interpessoais, em sua motivação e satisfação com o trabalho, com o ambiente profissional, bem como a saúde física e psíquica. Reflita com a professora Ana Cristina Limongi-França sobre o que é Ser servidor público no vídeo a seguir. Play na área pública 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 10/101 E sobre o valor público, você conhece esse conceito? Siga em frente para conhecer. Voltar Avançar 7. Ser servidor público, com Ana Cristina Limongi-França7. Ser servidor público, com Ana Cristina Limongi-França 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 11/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57316 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57319 https://www.youtube.com/watch?v=YZVp3o4aV20 1.3 Valor público Ao refletir sobre a importância das pessoas (agentes públicos) como geradores de valor público, você deve saber que são as pessoas no exercício das suas atividades de trabalho que produzem valor público (Bergue, 2019). Essa noção de valor público é o conceito-chave para transpor o alcance da GP da perspectiva departamental para toda a organização. Mas, o que é valor público? Essa ideia contém o senso de coprodução de valor tendo os agentes públicos como articuladores e a sociedade como objeto, aqui reconhecida como plural e multifacetada em diferentes perfis de destinatários. A noção de valor público é atribuída pela sociedade. É o cidadão que delibera sobre o nível de pertinência do que é gerado, atribuindo-lhe o valor — ele é percebido e isso implica também reconhecer que os gestores, de modo geral, devem ser detentores não somente de competências técnicas, mas, especialmente, de competências gerenciais e comportamentais (Bergue, 2019). Aqui é importante que você compreenda que é com a mobilização desse conjunto de competências que os gestores das diferentes áreas da organização serão capazes de exercer as funções de liderança, sejam as áreas consideradas atividade-fim ou atividade-meio, estejam eles posicionados nos níveis estratégico, tático e, principalmente, operacional da organização. Em sentido amplo, e para fins de reflexão orientada para a GP, o valor público pode ser definido como o resultado produzido pela administração pública interagindo com diferentes atores, orientado para a sociedade e reconhecido pelos seus diferentes destinatários (Bergue, 2019, p. 14). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 12/101 As ações de gestão devem estar condicionadas a uma análise e uma compreensão prévia das situações, portanto: É preciso que o gestor conheça as rotinas do departamento de GP para atuar em sinergia com o desenvolvimento da instituição e dos profissionais. Por isso, é importante que você observe as práticas realizadas para identificar o que pode ser melhorado na GP (Macêdo et al., 2012). Por exemplo: se não há motivação dos funcionários, corre-se o risco de altas taxas de absenteísmo ou de rotatividade. Consequentemente, tanto o clima organizacional como a produtividade e a performance de outros profissionais poderão sofrer impactos negativos. A diferença entre um bom gestor e um gestor extraordinário está não em sua habilidade técnica, mas no senso – que se pode derivar somente por meio da reflexão atenta, por meio da teoria – que ele tem de si mesmo e de suas circunstâncias (Denhardt, 2012, p. 287). Conselho do Gestor Com base nesse exemplo, reflita: se as pessoas são elementos fundamentais nas organizações e o gestor público deve atuar estrategicamente, estimulando o conhecimento e o autoconhecimento, e observando as capacidades e as habilidades dos colaboradores, ele precisa desenvolver um bom trabalho de gerenciamento de capital humano. Isso significa criar uma visão 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 13/101 Gerir pessoas significa conhecer tanto processos operacionais e estratégicos quanto pessoais. Assim, ao pensar na atuação do gestor público, em termos estratégicos, você deve saber que a gestão estratégica se caracteriza por: Assim, surge a Administração Estratégica de Gestão de Pessoas, com ênfase na descentralização firme das responsabilidades de GP, ou seja, todo gestor é gestor de pessoas. A gestão estratégica pode ser definida como o processo de: No que se refere à gestão estratégica de pessoas, uma iniciativa que merece também ser lembrada é o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, criado em 1997, com propostas de novas formas contratuais e novos regimes de trabalho. de futuro, observar o cenário de mudanças e construir estratégias para identificar e desenvolver os melhores talentos, gerando não só novas ideias, mas também compartilhando informações e buscando sempre a colaboração e o trabalho efetivo em equipe. [...] pensar a organização como um todo, em todas as suas instâncias, relacionada ao seu contexto e orientada para o longo prazo (Camões, 2014, p. 20). Podemos então, de forma simplificada, compreender gestão estratégica de pessoas como um conjunto de ações ou planos que devem ser implementados para alcançar os objetivos da organização, considerando o quantitativo e o perfil de seus servidores (Martins, 2019, p. 12). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 14/101 A gestão estratégica de pessoas começa a despontar como uma iniciativa mais sólida, por meio do Decreto n. 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, o qual foi revogado pelo Decreto n. 9.991, de 28 de agosto de 2019. Com o decreto 5.707/2006, começaram os trabalhos para a implantação de uma gestão por competências no setor público. No entanto, existem alguns desafios a serem enfrentados pelo gestor de pessoas. No caso dos gestores públicos são os que envolvem a gestão de equipes, gestão por competências e gestão do conhecimento. Gemelli e Filippim (2010, p. 170) afirmam que: Agora veja as dicas a seguir. Recomendação de leitura Para aprofundar seus conhecimentos sobre os conteúdos deste capítulo, seguem algumas sugestões de leitura: Leia sobre “Gestão de pessoas liderança e competências para o setor público” clicando aqui. Sobre “Liderança no setor público: sob a ótica dos liderados” clique aqui. Sobre “Liderança no contexto da nova administração pública: uma análise sob a perspectiva de gestores públicos de Minas Gerais e Rio de Janeiro” clique aqui. Sobre “Liderança na gestão pública: método multicritério aplicado à teoria situacional” clique aqui. A seguir você vai conhecer o conceito de gestão de pessoas, siga em frente! Voltar Avançar O desafio da gestão de pessoas é proporcionar à organização pessoas com características superiores e experientes, bem capacitadas, motivadas e leais, contribuindo com uma cultura de alto desempenho, além de se manter austero e atuar disciplinadamente conforme as diretrizes definidas. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 15/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/resource/view.php?id=299269pública. Pesquisas e Práticas Psicossociais, São João Del-Rei, v. 5, n. 2, 2010. FLEURY, A.; FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. Rio de Janeiro: Atlas, 2001. FLEURY, A.; OLIVEIRA JR., M. Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e competências. São Paulo: Atlas, 2008. FREITAS, A. M. R.; BIFANO, A. C. S. Saúde do servidor: uma análise do SIASS na perspectiva de escolhas de adoção e uso e sua relação na mudança organizacional. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL DE GESTIÓN UNIVERSITARIA, 18., 2018, Loja. Anais [...]: Gestión de la gobernanza y la estrategia orientadas al desarrollo sustentable. Loja: UTPL, 2018. GEMELLI, I. M. P.; FILIPPIM, E. S. Gestão de pessoas na administração pública: o desafio dos municípios. RACE, v. 9, n. 1-2, p. 153-180, 2010. GORZONI, P. M. Cultura organizacional e qualidade de vida no trabalho: um estudo de caso com funcionários de um restaurante fast-food. 2010. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade de São Paulo, São Carlos, São Paulo, 2010. GRAMIGNA, M. R. Modelo de competências e gestão de talentos. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. GUIMARÃES, T. A.; BRUNO-FARIA, M. F.; BRANDÃO, H. P. Aspectos metodológicos do diagnóstico de competências em organizações. In: BORGES-ANDRADE, J. E.; ABBAD, G. S.; MOURÃO, L. Treinamento, desenvolvimento e educação em organizações e trabalho: fundamentos para a gestão de pessoas. Porto Alegre: Artmed, 2006. HAMEL, G.; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995. KANTER, R. M. Quando os gigantes aprendem a dançar: Dominando os desafios da estratégia, gestão e carreira na era inovadora. Rio de Janeiro: Campus, 1996. KIELWAGEN, E. K. Gestão de pessoas. Indaial: Uniasselvi, 2013. LACOMBE, Francisco. Dicionário de Administração. São Paulo: Saraiva, 2004. LE BOTERF, G. Construir as competências dos profissionais do século XXI. São Paulo: Atlas, 1999. LEWIN, K.; LIPPITT, R.; WHITE, R. K. Patterns of aggressive behaviour in experimentally created “social climates”. Journal of Social Psychology, v. 10, n. 2, p. 271-299, 1939. LEITE, N.. Trilhas de Aprendizagem: passo a passo para elaborar. Youtube, 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gllt6laH9eQ&t=8s. Acesso em: 03 jul. 2025. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 98/101 https://www.youtube.com/watch?v=gllt6laH9eQ&t=8s LIMA, I. F.; CARNEIRO, A. P. L. Gestão de Pessoas na Administração Pública: pessoas competentes, melhores resultados, RH Portal, [S. l.],2009. Disponível em: https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/gesto-de-pessoas-na-administrao- pblica-pessoas-competentes-melhores-resultados/. Acesso em 03 jul. 2025. LIMONGI-FRANÇA, A. C. Qualidade de Vida no Trabalho: Conceitos e práticas nas empresas da sociedade pós-industrial. São Paulo: Atlas, 2004. LIMONGI-FRANÇA, A. C. 8 dicas para uma melhor qualidade de vida no trabalho. Youtube, 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=G6F3gId8zsE. Acesso em: 03 jul. 2025. LIMONGI-FRANÇA, A. C. Ser Servidor Público. Youtube, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=YZVp3o4aV20&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fmoodle.ifsc.edu.br%2F&source_ve_path=M Acesso em: 03 jul. 2025. LUSTRI, S. R.; MIURA, I. K. Gestão por competências: a essência do sucesso organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005. MACÊDO, I; RODRIGUES, D. F; JOHANN, M. E. P.; CUNHA, N. M. M. Gestão de pessoas. Rio de Janeiro: FGV, 2012. MARQUES, F. Gestão de Pessoas: fundamentos e tendências. Brasília: DDG/ENAP, 2015. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/2521/1/GPFT%20- %20ApostilaCE.pdf. Acesso em: 03 jul. 2025. MARTINS, M. C. Gestão por competências. Brasília: ENAP, 2019. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/6493/1/M%C3%B3dulo%201%20- %20Gest%C3%A3o%20por%20compet%C3%AAncias.pdf. Acesso em: 03 jul. 2025. MEGGINSON, D. C.; MOSLEY, D. C.; PIETRI JR., R. Management: Concepts and Applications. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1998. MEIRELLES, H. L. Direito administrativo brasileiro. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2008. MOUTA, T. C. Saúde do trabalhador e atenção ao servidor público: estudo exploratório de afastamento por doença em universidade pública no Rio de Janeiro. 2013. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013. MONTEZANO, M. A.; SILVA, J. F. Gestão por competências no setor público: uma revisão sistemática de literatura. Revista do Serviço Público, v. 70, n. 1, p. 35-64, 2019. MOY, A. T. M.; GALIZIO, R. D.. Análise das práticas de governança do IFSC e possíveis melhorias quanto aos mecanismos de controle, liderança e estratégia. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão Pública) – Instituto Federal de Santa Catarina, São José, 2020. Disponível em: https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/123456789/1409. Acesso em: 26 jun. 2025. NEAD UNICENTRO, Gestão de pessoas no setor público. Youtube, 2024. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=w4_zctsPuQo&t=53s. Acesso em: 03 jul. 2025. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 99/101 https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/gesto-de-pessoas-na-administrao-pblica-pessoas-competentes-melhores-resultados/ https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/gesto-de-pessoas-na-administrao-pblica-pessoas-competentes-melhores-resultados/ https://www.youtube.com/watch?v=G6F3gId8zsE https://www.youtube.com/watch?v=YZVp3o4aV20&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fmoodle.ifsc.edu.br%2F&source_ve_path=MjM4NTE https://www.youtube.com/watch?v=YZVp3o4aV20&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fmoodle.ifsc.edu.br%2F&source_ve_path=MjM4NTE https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/2521/1/GPFT%20-%20ApostilaCE.pdf https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/2521/1/GPFT%20-%20ApostilaCE.pdf https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/6493/1/M%C3%B3dulo%201%20-%20Gest%C3%A3o%20por%20compet%C3%AAncias.pdf https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/6493/1/M%C3%B3dulo%201%20-%20Gest%C3%A3o%20por%20compet%C3%AAncias.pdf https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/123456789/1409 https://www.youtube.com/watch?v=w4_zctsPuQo&t=53s NEXO JORNAL, MESA 11: Políticas de gestão de pessoas e o futuro do trabalho no serviço público. YouTube, 2024. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=A_8K8deOOBw&t=1720s. Acesso em: 03 jul. 2025. OLIVEIRA, J. A. Gestão de pessoas no setor público. 2. ed. Brasília: CAPES, 2016. OLIVEIRA, L. A.; MEDEIROS, C. R. Gestão de pessoas por competências no setor público: uma proposta de planejamento estratégico de pessoas. Brasília: ENAP, 2011. OLIVEIRA, T. C. Guia referencial para gerenciamento de projetos e portfólios de projetos. Brasília: Enap, 2021. OSÓRIO, F. M. Análise da implementação da gestão por competências em organizações públicas: desafios destacados. In: OSÓRIO, F. M. Gestão por competências: análise da implementação na Universidade Federal de Santa Maria. [S.l.: s.n.], 2016. PANIZZUTTI, S.; GOMES, A. O bem-estar no trabalho: Fator fundamental para a manutenção de pessoas na organização. Revista Pensar Acadêmico, v. 18, n. 1, p. 127-142, 2020. PANTOJA, M. J.; IGLESIAS, M. A. Gestão de pessoas: bases teóricas e experiências no setor público. Brasília: ENAP, 2013. PARCIANELLO, J. A. et al. Evolução da área de gestão de pessoas em uma Instituição de Ensino Federal: do operacional ao estratégico. Sociais e Humanas, v. 29, n. 3, p. 56-79, 2016. PIRES, M. A. et al. Gestão por competências no setor público: desafios e perspectivas. São Paulo: Editora Atlas, 2005. PRAHALAD, C. K.; HAMEL, G. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criaros mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995. ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A. Organizational Behavior. 17. ed. Upper Saddle River, NJ: Pearson, 2017. ROBBINS, S. P. Comportamento Organizacional: Teoria e Prática no Contexto Brasileiro. 14. ed. Louveira: Pearson, 2010. RORATO, R.; DIAS, E. Cultura organizacional no setor público: um estudo junto a um departamento administrativo de uma universidade federal brasileira. Revista de Administração da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, v. 4, n. 3, p. 341-351, 2011. RUAS, R.; ANTONELLO, C. S.; BOFF, L. H. Os novos horizontes de gestão: aprendizagem organizacional e competências. Porto Alegre: Bookman, 2008. SANTOS, T. C.; HORTA, P. M. V. O aspecto motivacional na Gestão Pública: Um estudo no município de Lima Duarte – MG. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, São Paulo, v. 4, n. 3, p. 51-72, 2020. SCHEIN, E. H. Cultura Organizacional e Liderança. São Paulo: Atlas, 2009. SCHIKMANN, R. Gestão Estratégica de Pessoas: bases para a concepção do Curso de Especialização em Gestão de Pessoas no Serviço Público. In: PANTOJA, M. J.; CAMÕES, M. R. S.; BERGUE, S. T. (Org.). Gestão de Pessoas: Bases Teóricas e Experiências no Setor Público. Brasília: Enap, 2010. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 100/101 https://www.youtube.com/watch?v=A_8K8deOOBw&t=1720s https://www.youtube.com/watch?v=A_8K8deOOBw&t=1720s SEGRE, M.; FERRAZ, F. C. O conceito de saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 31, n. 5, p. 1-10, 1997. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/i/1997.v31n5/. Acesso em: 23 jun. 2025. SILVA, F. M.; MELLO, S. P. T.; TORRES, I. A. C. O que se discute sobre gestão por competências no setor público: um estudo preliminar das construções. Revista de Administração da UFSM, v. 6, n. 4, p. 685-693, dez. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.5902/198346595202. Acesso em: 23 jun. 2025. SILVA, S. E. Qualidade de Vida no Trabalho: com a palavra os trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. 2018. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade) – Universidade Federal de Itajubá, Minas Gerais, 2018. SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, Robert. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997. TAVARES, E. A Universidade e os Técnicos-Administrativos: Uma Tensão Permanente. In: RAMPINELLI, W; OURIQUES, N. (Orgs.). Crítica à razão acadêmica: Reflexão sobre a Universidade Contemporânea. Florianópolis: Insular, 2012. TRE GOIAS, Qualidade de Vida no Trabalho. Youtube, 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KwaF0SBhmOw&t=804s. Acesso em: 03 jul. 2025. TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL (TCDF). Manual de admissão de pessoal. Brasília: TCDF, 2000. Disponível em: https://www2.tc.df.gov.br/ice4/manuais/ManualAdmissao.doc. Acesso em: 26 jun. 2025. VALLE, A. S. Trabalhadores técnicos-administrativos em educação da UFMG: inserção institucional e superação da subalternidade. 2014. 182f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998. ZARIFIAN, P. A competência: um conceito em construção. São Paulo: Atlas, 1999. ZARIFIAN, P. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001. Voltar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 101/101 https://www.scielo.br/j/rsp/i/1997.v31n5/ https://doi.org/10.5902/198346595202 https://www.youtube.com/watch?v=KwaF0SBhmOw&t=804s https://www2.tc.df.gov.br/ice4/manuais/ManualAdmissao.doc https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57329https://moodle.ifsc.edu.br/mod/resource/view.php?id=299270 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/resource/view.php?id=299272 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/resource/view.php?id=299271 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57317 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57320 1.4 Conceito de gestão de pessoas A seguir serão apresentados alguns conceitos da área de gestão de pessoas que são importantes para sua vida profissional. Então, vamos a eles clicando nas abas. Agora, conheça alguns conceitos ligados ao Processo de Desenvolvimento de Pessoas clicando nas abas. Recrutamento Cargo, função e tarefa Desenho de cargos Descrição do cargo Especificação do cargo Carreira Estrutura de carreira Promoções Admissão do Servidor Admissão Dispensa do servidor Estrutura de incentivos Pecuniário Incentivo, recompensa, remuneração e salário Levantamento das necessidades Planos e projetos de treinamento Execução do treinamento Avaliação dos Resultados de Treinamento e Desenvolvimento 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 16/101 Confira, agora, alguns conceitos que dizem respeito à Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Quando uma organização, por meio de seus gestores, promove boas condições de higiene, saúde e segurança para os seus servidores, ela está dando condições para a satisfação das pessoas. Dessa forma, a organização, mesmo não tendo como objetivo a produtividade, dá condições para o seu aumento. Neste estudo, você teve a oportunidade de analisar e compreender que todo gestor público tem que entender das estratégias relacionadas à área de GP para que possa liderar sua equipe buscando obter um melhor desempenho para sua área. No próximo tópico, você verá que as pessoas são os ativos mais importantes numa organização, siga em frente! Voltar Avançar Avaliação de desempenho Métodos Tradicionais Métodos Contemporâneos 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 17/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57319 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57321 2. Desenvolvimento de pessoal As pessoas constituem os ativos mais importantes em uma organização e representam um diferencial ímpar em qualquer processo ou atividade, especialmente nas relacionadas à gestão pública, cuja missão primordial é a geração de valor público. Dessa forma, como detentoras de conhecimento, talento e capacitação, as pessoas devem estar em constante desenvolvimento. Mas, você sabe o que é desenvolvimento de pessoas? Trata-se de: Podemos refletir, então, que existem alguns componentes importantes: o tempo e a aprendizagem. Você concorda que a aprendizagem está presente tanto em treinamento quanto em desenvolvimento? Abbad e Borges-Andrade (2004) definem aprendizagem como o conjunto de mudanças que ocorrem no comportamento do indivíduo e que não resultam somente de maturação (passagem do tempo, fases da vida), mas de sua interação com o contexto, ou seja, resultam da experiência do indivíduo. Esses conceitos, que envolvem tempo e mudança de comportamento, nos trazem à mente outro conceito importante que não pode ser desvinculado dos três anteriores: o de educação. A relação é tão forte que hoje se refere a esses processos não somente como Treinamento e Desenvolvimento (T&D), mas como TD&E, sendo o “E” de Educação. Abbad (apud Demo, 2008) define educação como o conjunto de processos mais gerais de aprendizagem que oportunizam o amadurecimento e o crescimento do indivíduo de forma ampla, sem ter por objetivo o preparo para o desempenho em um trabalho específico. Assim, para efeito didático, podemos pensar a relação entre esses conceitos por meio da figura a seguir: [...] um conceito mais abrangente e se refere ao conjunto de experiências e oportunidades de aprendizagem proporcionado pela organização, que possibilita o crescimento pessoal do colaborador/empregado, objetivando torná-lo capaz de aprender e produzir conhecimento (Demo, 2008, p. 93). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 18/101 Você pode perceber que essa relação, que denota a amplitude e a pertinência dos conceitos envolvidos, têm como “ponte” entre eles a aprendizagem. Mas é sempre bom lembrar que essa relação é dinâmica, não existindo um limite bem delineado entre os elementos. Hoje, quase não se separam as ações de treinamento e desenvolvimento e, cada vez mais, os programas de treinamento, mesmo com predominância de conteúdos técnicos de aplicação imediata no cargo, trazem, em seus aspectos teóricos e práticos, características de desenvolvimento. A Administração Pública pode atuar de forma mais intensa nas áreas de treinamento de desenvolvimento de pessoas, conforme as necessidades identificadas. Segundo Bergue (2010, p. 334): Então, perceba que o processo de treinamento e desenvolvimento envolve: [...] para tanto, impõe-se a definição de uma política articulada com os objetivos institucionais da entidade, precedida de consistente análise e diagnóstico das necessidades de treinamento e desenvolvimento que, posteriormente, serão executadas e avaliadas. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 19/101 Voltando nossa atenção para a questão inicial que é sobre o desenvolvimento, você pode pensar em desenvolvimento de competências. Saiba que, dentre as ferramentas que podem ser utilizadas para gerenciar o perfil profissional dos funcionários, destaca-se o conjunto das competências humanas. Você sabe o que é isso? Clique nas setas. Segundo Di Pietro (2015), além das competências humanas, o gestor público deve observar as diretrizes constitucionais que orientam a Administração Pública, pautadas em princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, supremacia do interesse público, continuidade do serviço público e razoabilidade. Na gestão por competências, as instituições buscam profissionais que possuem iniciativa e que assumem riscos e responsabilidades, utilizando o conhecimento para gerir, analisar e definir a melhor estratégia para a empresa minimizar os problemas de eficiência. A nova gestão pública trouxe valores da iniciativa privada, como o empreendedorismo e a inovação, provocando mudanças nas práticas do setor público (Shickmann, 2010). Os seres humanos têm muitas competências, dentre elas, as comportamentais e as técnicas. O trabalho é uma atividade social onde se necessita integrar conhecimentos diversos e interação ou articulação com outras pessoas. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 20/101 Novas metodologias em busca da excelência e no desenvolvimento contínuo passaram a ser incorporadas pela gestão pública. Dentre essas, vemos a gestão por competências como formas de aplicar às inovações necessárias à administração pública. Você vai estudar a seguir a gestão por competências, que ganhou impulso nas organizações públicas no Brasil com o Decreto nº 5.707/2006, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal, atualizada pelo Decreto nº 9.991/2019, e que tem como objetivo: Então, siga para o próximo estudo, a gestão por competências. Voltar Avançar [...] promover o desenvolvimento dos servidores públicos nas competências necessárias à consecução da excelência na atuação dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional (Brasil, 2019a). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 21/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57320 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57322 2.1 Gestão por competência no setor públicoA gestão por competências é considerada uma inovação organizacional que constitui um conjunto de ferramentas que compõem uma metodologia de apoio à GP. Gramigna (2007) afirma que se a gestão por competências agrega valor a um processo já existente, tornando-o melhor, ela pode ser considerada uma inovação. Provavelmente, uma inovação que poderá contribuir muito para o desenvolvimento da área de GP. Ela é inovadora, principalmente porque incentiva o envolvimento da direção e dos gestores na gestão do capital humano da organização, viabilizando decisões compartilhadas. A gestão por competências é desenvolvida a partir de uma estratégia de atuação considerada adequada para produzir os bens e os serviços a que a organização se propõe. Geralmente, essa estratégia é baseada em uma estrutura organizacional na qual os cargos são o meio para que as pessoas desenvolvam suas funções. Ao pensarmos no contexto da gestão pública, como já foi mencionado, a implantação de uma gestão por competências ocorreu por meio do Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, que instituiu a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional (PNDP). A PNDP foi atualizada recentemente pelo Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019, e teve os seus critérios e procedimentos especificados pela Instrução Normativa nº 201/2019. O Decreto 9.991/2019 é a mais recente regulamentação sobre o desenvolvimento das pessoas no setor público e está diretamente relacionado com a gestão por competências e dispõe sobre a PNDP, e regulamenta 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 22/101 dispositivos da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, quanto à licenças e afastamentos para ações de desenvolvimento. Veja um exemplo: A PNDP também teve os seus critérios e procedimentos especificados pela Instrução Normativa n. 201/2019. A PNDP traz os seguintes instrumentos de apoio à Política (Brasil, 2019b): Sobre o item 5 do infográfico anterior, o instrumento Modelos traz as metodologias, as ferramentas informatizadas e as trilhas de desenvolvimento, conforme as diretrizes estabelecidas pelo órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (SIPEC). O Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP) apresenta um conjunto de 11 diretrizes, dentre as quais destacamos as diretamente relacionadas com a gestão por competências (Brasil, 2019a): I. alinhar as ações de desenvolvimento e a estratégia do órgão ou da entidade; Instituição pública de saúde Um hospital público adota a gestão por competências ao mapear as funções de cada cargo (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, administrativo). Como aplicar? Definem as competências técnicas (ex.: conhecimento em protocolos clínicos, normas sanitárias) e comportamentais (ex.: empatia, trabalho em equipe) necessárias para cada cargo. Os cargos são estruturados de forma a garantir que os profissionais tenham as condições e as responsabilidades claras para cumprir suas funções. As ações de desenvolvimento: (ex.: cursos, treinamentos em situações de emergência) são planejadas de acordo com as competências exigidas para os cargos e para a estratégia da instituição: oferecer atendimento de qualidade ao cidadão. Gestão em Ação 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 23/101 II. estabelecer objetivos e metas institucionais como referência para o planejamento das ações de desenvolvimento; III. atender às necessidades administrativas operacionais, táticas e estratégicas, vigentes e futuras; IV. preparar os servidores para as mudanças de cenários internos e externos ao órgão ou à entidade; V. preparar os servidores para substituições decorrentes de afastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular e da vacância do cargo; VI. acompanhar o desenvolvimento do servidor durante sua vida funcional; VII. analisar o custo-benefício das despesas realizadas no exercício anterior com as ações de desenvolvimento. Cenários Inspiradores Saiba mais sobre o PDP com um exemplo real que procura alinhá-lo ao referencial de competências, acessando o portal da Universidade Federal do Pará (UFPA). Veja o PDP 2020 da UFPA. O Decreto 9.991/2019 é a mais recente regulamentação sobre o desenvolvimento das pessoas no setor público e está diretamente relacionado com a gestão por competências. Recomendação de leitura Conheça o Decreto nº 9.991 de 28 de agosto de 2019 na íntegra. A gestão por competências tem como objetivo orientar os esforços organizacionais para que as competências individuais gerem e sustentam as competências necessárias ao alcance dos objetivos estratégicos (Carbone, 2006). Para isso, o modelo de gestão precisa interagir com todas as unidades da organização, relacionando-se com as atividades de gestão de pessoas. A figura a seguir exemplifica as principais etapas de um modelo de gestão por competências. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 24/101 https://progep.ufpa.br/progep/documentos/capacit/PDP%202020%20-%20FINAL%20-%20PUBLICAR.pdf https://progep.ufpa.br/progep/documentos/capacit/PDP%202020%20-%20FINAL%20-%20PUBLICAR.pdf https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9991.htm#art35 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9991.htm#art35 Fonte: Adaptada de Guimarães et al. (2001, apud Carbone et al., 2006). O modelo de gestão por competências pode contribuir no planejamento e desenvolvimento da força de trabalho. A partir desse modelo, é possível definir perfis profissionais de acordo com as competências requeridas pelos postos de trabalho. Além disso, ele pode ser aplicado no dimensionamento e alocação adequada das pessoas, ao mesmo tempo em que permite a definição de estratégias de desenvolvimento do quadro de pessoal alinhadas às necessidades de aperfeiçoamento, assim como parâmetros para o processo de avaliação do desempenho (Schikmann, 2010). Em outras palavras, o modelo ajuda a operacionalizar, de forma integrada, os processos de recrutamento e seleção de pessoal, desenvolvimento profissional, gestão da carreira e do desempenho, dentre outros. Contudo, é fundamental a adoção do modelo de gestão que envolva o institucional coletivo, com a participação ativa de todos os setores da organização, de modo articulado, e alinhado ao planejamento estratégico. O envolvimento coletivo garante que o modelo não seja uma ação isolada do setor de pessoas, mas um processo integrado ao negócio da instituição (Dutra, 2001; Dutra, 2016; Carbone et al., 2006; Montezano; Silva, 2019). Adotar um modelo de gestão por competências significa a proposição das ações de capacitação no contexto estratégico. Isso quer dizer que a instituição se compromete na identificação das lacunas de competência que permitam a ela estruturar seus planos de capacitação de forma a desenvolver as competências necessárias ao alcance de suas metas. Assim, a instituição será capaz de construir um plano de desenvolvimento, elencando o que deve ser feito e com quais servidores para que atinja seus objetivos estratégicos (Gespública, 2011). Reflita sobre gestão por competência assistindo ao vídeo da Prof. Márcia Terra da Silva, da Universidade de São Paulo (USP). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 25/101 Play na área pública Quer se aprofundar um pouco mais no tema? Siga as dicas a seguir. Recomendação de leitura Leia o livro Gestão de Pessoas por Competências nas Instituições Públicas Brasileiras, organizado por Anielson Barbosa da Silva. Voltar Avançar Gestão por competência - Prof. Marcia Terra da SilvaGestão por competência - Prof. Marcia Terra da Silva 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=29755626/101 https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/download/806/951/8453-1?inline=1 https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/download/806/951/8453-1?inline=1 https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/download/806/951/8453-1?inline=1 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57321 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57323 https://www.youtube.com/watch?v=WsdnBrfXpVc 2.1.1 Competência Para trabalhar com a gestão por competências, é fundamental compreender o conceito de competência. O termo competência no âmbito organizacional não é novo. O tema começou a ser debatido na década de 1970 por psicólogos e administradores americanos (Fleury; Fleury, 2001). Os primeiros estudos, conduzidos por McClelland, se concentraram em definir as competências como características pessoais que podem levar ao desempenho de uma performance superior, baseadas nas aptidões, nas habilidades e no conhecimento. Na PNDP, encontramos que a competência pode ser entendida como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao desempenho das funções dos servidores, visando ao alcance dos objetivos da instituição (Brasil, 2006). Acompanhe na figura a seguir as competências. Fonte: Adaptada de Equipe de Materiais Didáticos de GESPÚBLICA (2011). Nos anos 1990, as pesquisas de Prahalad e Hamel trouxeram o foco nas competências essenciais da organização, como meio de conquistar vantagens competitivas frente aos seus clientes e à concorrência (Lustri; Miura, 2005). Para saber mais sobre o que é gestão de pessoas por competência, assista ao podcast 5 minutos de Gestão. Play na área pública Identificamos na literatura que o termo competência é entendido em duas dimensões: a individual e a organizacional, que apesar de serem diferentes são complementares, como você verá a seguir. #42 Gestão de Pessoas por Competências - Podcast 5min. de Gestão#42 Gestão de Pessoas por Competências - Podcast 5min. de Gestão 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 27/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57322 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57324 https://www.youtube.com/watch?v=Z-rocWYLpoM Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 28/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57322 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57324 2.1.2 Competências individuais e competências organizacionais Como já foi dito, a literatura apresenta duas tipologias para o conceito de competências. No que diz respeito à dimensão individual, diversos autores propuseram o conceito de competência. A definição mais recorrente na literatura, como você já viu, é que a competência individual é entendida como um conjunto de conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser) (Dutra, 2016; Fleury; Fleury, 2001). Outros autores ampliam a discussão sobre o conceito e propõem que a competência individual é a capacidade que um indivíduo tem de tomar iniciativa, de ir além do que está prescrito, de compreender e dominar novas situações com as quais se depara no trabalho, de assumir responsabilidade sobre elas, obtendo reconhecimento por isso (Zarifian, 2001). A partir dessas definições, Fleury e Fleury (2001, p. 187) afirmam que a competência individual consiste em: Na dimensão organizacional, encontramos as competências que se referem à organização, que está baseada no conceito de core competence ou competência essencial, desenvolvida por Hamel e Prahalad (1995). As competências organizacionais (ou essenciais) são: Na administração pública, as competências organizacionais podem ser entendidas como as capacidades necessárias para aquela instituição percebidas pela sociedade. Essas competências constituem mais do que o simples somatório das competências individuais, pois as interações entre as pessoas promovem sinergia e potencialização dos conhecimentos, habilidades e atitudes que resultam na competência organizacional (Gespública, 2011). [...] saber agir responsável e reconhecido que implica saber mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo (Fleury; Fleury, 2001, p. 187) [...] um conjunto de habilidades e tecnologias que permite a uma empresa oferecer um determinado benefício a seus clientes, aspecto fundamental para a competitividade e consequentemente para a sobrevivência da organização (Hamel; Prahalad, 1995, p. 229). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 29/101 Uma questão importante precisa ser destacada: a competência-chave em uma organização resulta na aproximação das competências individuais e organizacionais. Dutra (2001 apud Lustri; Miura, 2005) descreve que as duas competências atuam de forma interdependente. A organização determina as competências e concede às pessoas o seu patrimônio de competências, dando-lhes condições para enfrentar situações diversas. As pessoas devolvem para a organização o seu aprendizado, dando-lhe condições de sobrevivência e desenvolvimento, em um sistema de retroalimentação (Lustri; Miura, 2005). Recomendação de leitura Caso tenha interesse em aprofundar os conhecimentos sobre competências organizacionais e individuais, acesse o repositório institucional da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e veja o material do curso de Desenvolvimento de Pessoas (módulo 2). Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 30/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57323 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57318 2.1.3 Perspectivas estratégicas A gestão por competências constitui uma tecnologia de gestão de pessoas em processo de transposição para o contexto do serviço público nas múltiplas esferas de governo, em distintos níveis de intensidade. Entre as diferentes perspectivas de abordagem a serem empreendidas, destaca-se a pouco usual, mas essencial, relação entre gestão por competências e o conceito de meritocracia. Clique nas abas e conheça o conceito de gestão meritocracia. Gestão Meritocracia É uma abordagem estratégica que busca alinhar os talentos e capacidades dos colaboradores às necessidades e objetivos organizacionais.. Essa gestão pressupõe a identificação, desenvolvimento e valorização das competências essenciais ao alcance das metas institucionais. Veja um exemplo prático para esclarecer a diferença entre as duas perspectivas. Gestão por Competências e Meritocracia na SEF/MG 1. Seleção para função de chefia na área tributária. Gestão por Competências: avalia competências de liderança, conhecimento técnico em tributação e habilidade em gestão de projetos. Meritocracia na prática: apenas servidores que comprovam domínio dessas competências e histórico de bons resultados são selecionados para a função. 2. Capacitação para servidores de nível médio. Gestão por Competências: oferece cursos técnicos para ampliar conhecimentos em tributação e atendimento ao público. Meritocracia na prática: servidores que participam e aplicam esses conhecimentos no trabalho são indicados para promoções e funções de confiança. 3. Avaliação anual de desempenho. Gestão por Competências: realiza avaliação estruturada das competências técnicas, comportamentais e resultados alcançados. Meritocracia na prática: servidores com desempenho superior recebem progressão funcional e são convocados para projetos estratégicos. 4. Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Gestão por Competências: identifica competências a serem desenvolvidas para cargos futuros.Gestão em Ação 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 31/101 Pensar a gestão de pessoas sob a perspectiva das competências estabelece uma vinculação com o senso de mérito na medida em que o foco de atenção se desloca do cargo ou da carreira, suas atribuições e parâmetros formais de admissão, lotação e promoção, para as pessoas, suas competências e correspondentes mobilizações, e as estratégias de desenvolvimento dos servidores orientadas pelas capacidades necessárias à realização das entregas de interesse público (Bergue, 2019, p. 45). Fonte: SpaceOak, Envato (2025). De acordo com Pantoja e Iglesias (2013, p. 2): Como principal marco legal, temos o Decreto n. 5.707/2006, hoje revogado, que instituiu a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional (PNDP). Este marco legal apresenta conceitos sobre gestão por competências e específica novos métodos e entrega de eventos de capacitação e desenvolvimento (Pantoja; Iglesias, 2013). Porém, embora seja possível perceber alguns avanços promovidos pelo decreto, a disseminação de um modelo estratégico de gestão de pessoas apoiado no desenvolvimento de competências ainda ocupa um espaço pequeno nas organizações públicas. A adoção da gestão por competências pode gerar inúmeros benefícios para o setor público, promovendo, de forma ágil e estruturada a integração da dimensão estratégica da organização à dimensão individual, por meio dos seguintes aspectos: Meritocracia na prática: servidores que buscam proativamente seu desenvolvimento são reconhecidos e priorizados em promoções e atribuições importantes. [...] a gestão por competências tem desempenhado papel central, no âmbito do setor público brasileiro e internacional, como ferramenta estratégica para formação e desenvolvimento profissional na construção de uma cultura de aprendizagem contínua no trabalho. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 32/101 Pode contribuir, também, para a adequação das atividades exercidas pelo servidor às suas competências e para o aumento da motivação intrínseca, por meio da agregação de valor ao indivíduo e promovendo resultados organizacionais mais efetivos (CNJ, 2016). No que tange às metodologias de implantação da gestão por competências, cabe destacar que são diversas, inexistindo fórmulas prontas direcionadas para cada organização. A recomendação é a de que a implementação da gestão por competências esteja baseada nas peculiaridades da própria organização, considerando o seu planejamento estratégico, a sua missão, a sua visão, a sua cultura organizacional e estrutura, as suas necessidades e as suas viabilidades financeiras. Se a opção for pela contratação de uma consultoria, essas características organizacionais devem ser avaliadas (CNJ, 2016). Esse modelo, amplamente difundido no setor privado, encontra dificuldades de aplicação e desenvolvimento na esfera pública. Dentre as principais dificuldades para a implantação, segundo Pires et. al. (2005), os estudos apontam: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 33/101 Destaca-se, também, que é um equívoco acreditar que os programas de formação e treinamento, por si só, proporcionem o desenvolvimento de competências. Esse é um importante caminho, mas não assegura a implantação desse modelo de gestão. Como enfatizam Fleury e Oliveira Jr. (2008), na prática, grande parte dos programas de desenvolvimento gerencial continuam sendo concebidos com base em recursos de competências, e não na competência propriamente dita. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 34/101 Tais programas tratam de conhecimentos, capacidades e outros recursos desenvolvidos em treinamento, mas pouco tratam da capacidade de mobilizar saberes em situação específica de trabalho. Você deve lembrar que as competências são reveladas quando as pessoas agem frente às situações profissionais com as quais se deparam (Le Boterf, 1999; Zarifian, 1999). Tais problemas acabam se tornando grandes empecilhos ao desenvolvimento do modelo de gestão por competências, uma vez que esse modelo requer uma cultura aberta ao conhecimento, ao aprendizado contínuo, em um ambiente flexível em que se possa aplicar as novas competências adquiridas e onde exista a infraestrutura necessária para que se alcance os resultados demandados pela sociedade (Silva; Mello, 2013). Assim, as dificuldades relacionadas corroboram para a identificação de alguns desafios para a implantação e consolidação da gestão por competências nas organizações públicas, veja algumas delas: garantir o apoio da alta administração e o engajamento das equipes de trabalho; utilizar uma metodologia simples e participativa; saber lidar e minimizar os efeitos da estrutura e da cultura organizacional; e demonstrar a utilidade da gestão por competências (Osório, 2016). Clique nas setas e saiba mais: Entre os caminhos possíveis, estão a definição de postos de trabalho por competências, considerando os processos de trabalho a serem desenvolvidos, bem como a estruturação de programas transversais e trilhas de desenvolvimento profissional (de aprendizagem). Veja um vídeo que explica um passo a passo para elaborar as Trilhas de Aprendizagem. Play na área pública Contudo, é possível identificar que algumas organizações públicas federais estão adotando o modelo por competências com sucesso, com destaque às agências reguladoras, aos tribunais e aos bancos. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 35/101 Veja também: Recomendação de leitura Se você quiser conhecer um pouco mais sobre a aplicação da abordagem da gestão por competências na esfera pública, acesse o site das instituições relacionadas a seguir. Universidade Federal do Pará. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Conselho Nacional de Justiça. O Seminário de Gestão de Pessoas na Perspectiva da Gestão por Competências – limites e possibilidades do Decreto nº 5.707/2006 nas Universidades Públicas Federais, realizado em 2017, em Florianópolis, teve como objetivo discutir os limites e as possibilidades existentes para a implantação de um modelo de gestão de pessoas por competências nas Universidades Públicas Federais. Recomendação de leitura As apresentações e sínteses das discussões podem ser acessadas no Seminário de Gestão de Pessoas na Perspectiva da Gestão por Competências. No âmbito da Rede da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), temos o Fórum dos Dirigentes de Gestão de Pessoas (FORGEP), que tem por finalidade a formulação e o desenvolvimento de políticas relacionadas à área de gestão de pessoas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Trilhas de Aprendizagem: passo a passo para elaborarTrilhas de Aprendizagem: passo a passo para elaborar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 36/101 https://progep.ufpa.br/progep/mapeamento-de-competencias.html https://progesp.ufrn.br/storage/documentos/Z90qxCcP3zFuFZoApF7xpGLOJtGsaCkzeKEmMbVU.pdf https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2012/01/6df487e745d2ed907c5ea433b6ebee96.pdf https://forgepe.ufsc.br/apresentacoes/ https://forgepe.ufsc.br/apresentacoes/ https://forgepe.ufsc.br/apresentacoes/ https://www.youtube.com/watch?v=gllt6laH9eQ Recomendação de leitura Para saber mais, você pode acessar o Fórum dos Dirigentes de Gestão de Pessoas (FORGEP). Você aprendeu que o modelo de gestão por competências foi formalmente introduzido no Brasil pelo Decreto nº 5.707, de 2006 e que, atualmente, foi implementado o Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019. Esse decreto, estabelece a PNDP e enfatiza aadoção do modelo para o desenvolvimento de servidores públicos. Todavia, segundo Martins (2019, p. 19): A seguir, você verá o emprego das competências em outros sistemas de gestão de pessoas, tais como, o ingresso de servidores (concursos), avaliação de desempenho, banco de talentos e dimensionamento da força de trabalho. Além disso, você também aprenderá sobre as competências relacionadas com o gerenciamento de projetos. Voltar Avançar [...] é importante ressaltar que o modelo de gestão por competências pode ser empregado em um conjunto variado de processos de gestão de pessoas. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 37/101 https://forgep.wixsite.com/forgep https://forgep.wixsite.com/forgep https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57324 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57325 2.1.4 Servidores públicos: avaliação e desenvolvimento Em testes realizados com recém-aprovados em um concurso público, foi solicitada uma tarefa para elaborar um memorando. Como resultado, boa parte dos candidatos aprovados não foram capazes de elaborar o documento e, portanto, destacou-se a fragilidade do modelo de seleção adotado pela administração pública em geral. Mesmo sendo a língua portuguesa exigida nas provas de todos os candidatos, isso não garantiu que eles fossem capazes de elaborar tal documento, o que era esperado em sua função de trabalho. Nesse exemplo, se considerarmos a importância e a necessidade de contratar servidores capazes de elaborar memorandos, uma das questões em nosso concurso por competências, deveria abranger questões que abordassem simulações das funções a serem desempenhadas pelos candidatos. Fonte: BGStock72, Envato (2025). Com isso, o concurso por competências parte da premissa que situações simuladas são a melhor maneira de selecionarmos servidores capazes de ingressar no serviço público, com condições de contribuir para a instituição imediatamente. Analisando a avaliação de desempenho por competências, Martins (2019, p. 22) diz que: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 38/101 E ela ainda destaca que os resultados da avaliação podem identificar erros e acertos que possam ter ocorrido durante as ações de capacitação, garantindo, com isso, o aperfeiçoamento constante do sistema. Em relação ao desempenho, devemos observar que ele se refere a eficiência e a eficácia, que você poderá conhecer melhor clicando nas abas a seguir. Eficácia Eficiência A avaliação de desempenho é uma das mais importantes atividades da gestão estratégica de pessoas. Ela consiste na utilização eficaz dos processos organizacionais, que determinam como estão se desenvolvendo os servidores e a própria organização. Nesse ponto, enfatizamos que a avaliação de desempenho na GP tem a responsabilidade de enfocar dois aspectos principais: as pessoas no exercício de suas atividades e os processos relativos à área de GP. Bergue (2010, p. 170) entende que a avaliação do desempenho organizacional será eficaz apenas quando for vinculada ao desempenho do processo e ao seu resultado final: Os gestores têm a responsabilidade de alinhar a avaliação de desempenho às estratégias organizacionais. Entre as diversas possibilidades de uso dos instrumentos de avaliação de desempenho, as mais utilizadas, dependendo da situação, do ambiente e da perspectiva do gestor, são: [...] para que as instituições públicas aperfeiçoem e desenvolvam as competências necessárias para o alcance dos seus objetivos estratégicos, é essencial a avaliação constante dos seus servidores. Com avaliação, é possível identificar necessidades de desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, além de analisar os resultados das ações de capacitação. [...] porque as pessoas inserem-se nas atividades que compõem os processos. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 39/101 Observe que as possibilidades de uso dos dados e das informações obtidas nos processos de avaliação de desempenho são variadas. Temos por certo que a utilização correta das informações deverá gerar o conhecimento necessário para que a área de GP conheça detalhadamente os seus ativos e possa decidir como usá-los para o crescimento e desenvolvimento da organização. Cada processo da GP traz sua influência e sua participação para a avaliação de desempenho. Por exemplo, o planejamento de gestão de pessoas, o recrutamento, a seleção, o treinamento, o desenvolvimento e os programas de compensação são interligados com a avaliação de desempenho, pois esta dá o feedback para seu melhor desenvolvimento e realização. Recomendação de leitura Amplie seus conhecimentos sobre o conteúdo tratado nesta UC por meio das leituras complementares indicadas a seguir. Leia o artigo Avaliação de desempenho por competência: um estudo no Centro de Educação Profissional (CEDUP) Getúlio Vargas. Leia o artigo TD 298 – Avaliação de Desempenho de Servidores Públicos no Brasil e no Direito Comparado. Assim, ao pensar em avaliação de desempenho por competências voltadas a servidores, você deve compreender que: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 40/101 https://repositorio.ifsc.edu.br/bitstream/handle/123456789/1429/ARTIGO_FINAL%20%20Dayana%20e%20Ana.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ifsc.edu.br/bitstream/handle/123456789/1429/ARTIGO_FINAL%20%20Dayana%20e%20Ana.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ifsc.edu.br/bitstream/handle/123456789/1429/ARTIGO_FINAL%20%20Dayana%20e%20Ana.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td298/view https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td298/view Você pode observar que o desempenho dos servidores não deve ser definido necessariamente pelo cargo que ele ocupa, mas sim pelos objetivos da instituição. O cargo passa a ser, dentro do modelo de gestão por competências, somente um referencial de perfil profissional que desejamos para a instituição (Martins, 2019, p. 25). A implantação desse novo modelo de gestão no contexto público remete à tentativa de identificar e desenvolver competências necessárias para a realização eficiente do trabalho dos servidores públicos. Além da busca por um serviço mais qualificado e eficiente, o conceito de gestão por competências defende a institucionalização de um ambiente de trabalho mais dinâmico, comprometido, que busca o aperfeiçoamento, a valorização e a qualificação dos seus servidores. (Martins, 2019, p. 26). O serviço público tem caráter dinâmico e, por isso, é muito importante que sejamos capazes de empregar os talentos de nossos servidores nas ocasiões em que a instituição necessite. Nesse sentido, Martins (2019) propõe uma situação problema, que você conhecerá clicando nas setas. Com isso, você pode observar que tanto para a instituição como para o servidor o banco de talentos é muito útil, uma vez que ele permite a identificação de servidores com condições de contribuir para os desafios institucionais. Recomendação de leitura Você pode aprender mais sobre o cadastro e gerenciamento de currículos de servidores e empregados públicos no material Gerenciar currículos de servidores e empregados públicos. O desafio da GP é proporcionar à organização pessoas com características superiores e experientes, bem capacitadas, motivadas e leais, contribuindo com uma cultura de alto desempenho, além de se manter austero e atuar disciplinadamente conforme as diretrizes definidas (Marques, 2015, p. 19). O desempenho está relacionado ao alcance dos resultados pretendidos com o mínimo de recursos consumidos para tal finalidade. Os indicadores de desempenho são a descrição do queos servidores ou as instituições devem ser capazes de apresentar para gerar esses resultados (Martins, 2019, p. 23). Imagine, por exemplo, que você receba a tarefa de levantar todos os indicadores de desempenho institucional da organização. Para isso, você precisa de uma equipe maior do que a que você dispõe no momento. Esse tipo de problema é cotidiano na prática, enquanto servidores públicos. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 41/101 https://catalogo-colaboragov.sistema.gov.br/servico/271 Cabe destacar que não existem receitas e modelos prontos para a implantação da gestão por competências, haja vista que existem diferentes abordagens e conceitos. Assim, a instituição deverá optar pelo referencial que melhor se aplique a sua realidade e contexto, promovendo as adaptações necessárias. Para aprender mais sobre funções, áreas de atuação e modelos de gestão na visão do gestor público, assista ao vídeo Políticas de gestão de pessoas e o futuro do trabalho no serviço público. Play na área pública A seguir você vai saber quais são as competências que se relacionam com o gerenciamento de projetos. Voltar Avançar MESA 11: Políticas de gestão de pessoas e o futuro do trabalho no serviço públMESA 11: Políticas de gestão de pessoas e o futuro do trabalho no serviço públ…… 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 42/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57318 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57326 https://www.youtube.com/watch?v=A_8K8deOOBw 2.1.5 Competências relacionadas com o gerenciamento de projetos Você já estudou nesta UC o conceito de competência individual e organizacional, relembre o conceito de competência: Cada projeto necessita da atuação de profissionais com um conjunto específico de habilidades e competências. Em geral, quanto maior for o nível de incerteza do projeto maior será a necessidade de a equipe trabalhar de forma independente, com menor nível de supervisão. Em relação ao gerenciamento de projetos, Oliveira (2021) divide as competências em três grupos conforme você pode conferir na tabela a seguir. Fonte: Adaptado de Oliveira (2021, p. 19). Além disso, observe a complementaridade desses grupos de competências para a atuação do profissional de gerenciamento de projetos na figura a seguir, formando o que chamamos de “Olho da competência”. Conforme nos apresenta Oliveira (2021), caso o foco do estudo esteja nas competências necessárias ao gerente de projetos, para ter eficácia máxima, esses profissionais devem ter equilíbrio entre as habilidades técnicas, de gestão estratégica, de negócios e de liderança. [...] conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e experiências relevantes necessárias para ter sucesso em uma determinada função" (Oliveira, 2021, p. 19). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 43/101 Fonte: Oliveira (2021, p. 19). Após observar o “olho da competência”, você pode refletir que essa visão destaca a necessidade de se ter capacidade de identificar a visão geral de alto nível da organização e de negociar e implementar decisões e ações que apoiem o alinhamento estratégico. Além disso, o modelo destaca a capacidade de liderança, descrita como sendo a capacidade de orientar, motivar e dirigir a equipe. Liderar também envolve habilidades de: Para finalizar esta parte do material, vamos retomar alguns conteúdos importantes que você estudou até o momento. Você pode aprender que os indivíduos desenvolvem atividades que fazem parte de determinados processos em seu trabalho. Para desenvolver essas atividades, um conjunto de competências individuais e organizacionais é requerido. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 44/101 Fonte: westend61, Envato (2025). Quanto mais adequada for essa prontidão de competências em relação às características da atividade a ser desenvolvida, melhor será a qualidade da entrega do trabalho executado, e mais facilmente serão atendidas as expectativas do cidadão. Para isso, é necessário analisar e considerar os fundamentos e os objetivos do órgão público em questão para que se possa desenvolver a correta implantação de um modelo de gestão. Embora seja possível observar alguns avanços no decorrer do tempo, a disseminação de um modelo estratégico de gestão de pessoas apoiado no desenvolvimento de competências ainda ocupa um espaço pequeno nas organizações públicas, em especial, na Rede de Educação Profissional e Tecnológica. Para Bergue (2007), além da necessidade de reconfiguração das estruturas e dos processos, a exigência por um novo patamar de desempenho só pode ser alcançada por meio da atuação das pessoas, ou seja, os agentes públicos. Mais do que nunca o ambiente laboral tem que ser significativo para o indivíduo, onde a instituição possa se desenvolver, mas o indivíduo também. Portanto, faz-se necessário o estabelecimento de uma cultura voltada à aprendizagem e à inovação, de modo a estabelecer as condições necessárias para que os diferentes atores se desenvolvam continuamente, contribuindo para que a instituição se aprimore e entregue os resultados demandados pelos cidadãos, com qualidade. No próximo capítulo, você vai estudar sobre cultura organizacional e qualidade de vida. Vamos lá? A Gestão por Competências está sendo inicialmente abordada como uma forma de reorientar e reforçar a formação e desenvolvimento para valorizar o serviço público e para incutir uma cultura de desenvolvimento contínuo (Marques, 2015, p. 37). 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 45/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57325 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57327 Voltar Avançar 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 46/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57325 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57327 3. Qualidade de vida no trabalho Iniciamos este capítulo, trazendo uma conceituação de saúde. Segre e Ferraz (1997, p. 1) informam que a “Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social”. No entanto, esses mesmos autores criticam essa conceituação e, após uma argumentação bem fundamentada, concluem perguntando: É conveniente explicar que nesta seção o assunto a ser debatido refere-se à higiene e à segurança no trabalho. Há outros aspectos da saúde aos quais as organizações também estão atentas à demanda. A saúde mental e psíquica está inserida nessa lista. Fonte:seventyfourimages, Envato (2025). Os profissionais de saúde e segurança nas organizações relatam que as práticas inseguras de trabalho, as más condições de trabalho e o descaso dos gestores com a manutenção dos equipamentos de trabalho podem levar a acidentes e a doenças ocupacionais. Clique nas setas para saber mais. Por que não se poderá dizer que saúde é um estado de razoável harmonia entre o sujeito e a sua própria realidade? (Segre; Ferraz, 1997, p. 1). Por esse motivo, o governo, para proteção dos trabalhadores, emite Normas Regulamentadoras(NRs) relativas à segurança e medicina do trabalho. Elas devem ser observadas obrigatoriamente 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 47/101 É correto afirmar que as pessoas, no ambiente de trabalho, são sensíveis ao respeito e à filosofia positiva que os gestores têm sobre as pessoas, definida nas políticas de bem-estar. Isso quer dizer que os resultados positivos para a organização serão visíveis, até mesmoem termos de produtividade, quando os servidores se sentirem respeitados como seres humanos. Dessa forma, a organização, mesmo não tendo como objetivo a produtividade, dá condições para o seu aumento. Talvez porque o tema envolva muitas áreas da vida, alguns autores dizem que o ser humano é um ser biopsicossocial (Limongi-França, 2004) e assim deve ser visto. Portanto, é necessário analisar o tema de forma a valorizar a dimensão individual envolvendo seu corpo e sua saúde física e mental, a relação com as pessoas diretamente próximas (a família), com o trabalho (empregador, colegas de trabalho) e com a comunidade da qual participa. Tudo isso, de forma integrada, permite que tenhamos uma ideia da complexidade do tema da Qualidade de Vida. Oliveira (2016, p. 22) afirma que: A organização, seja ela pública ou privada, deve compreender que há uma necessidade de promover a valorização dos membros internos, proporcionando-lhes condições adequadas e dignas para trabalhar. Há alta probabilidade de que eles sejam estimulados e motivados a realizar suas atividades com maior empenho, o que, sem dúvida, trará êxito para a organização. Voltar Avançar pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da Administração Direta e Indireta que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), conforme explicitado na NR-1 (Brasil, 1978). [...] um dos aspectos da Qualidade de Vida que merece mais atenção é a Qualidade de Vida no Trabalho. É na chamada atividade laboral que o ser humano passa um terço de seu dia e os melhores e mais produtivos anos de sua vida. Quando o tempo passado no trabalho é vivido de forma digna, o homem se sente feliz e transmite esse sentimento para os que lhe cercam, formando uma verdadeira rede de felicidade. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 48/101 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57326 https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/view.php?id=297556&chapterid=57328 3.1 Qualidade de vida no trabalho Embora a definição de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) seja um dos maiores desafios, vamos refletir sobre esse importante assunto. Ao longo dos anos, o conceito de QVT tem sido avaliado e questionado “definindo-se como um processo que consolida a busca do desenvolvimento humano e organizacional” (Limongi-França; Arellano, 2004, p. 297). Para iniciar os seus estudos, assista o vídeo Qualidade de vida no trabalho. Play na área pública Veja o que diz Silva (2018, p. 50): Já Bezerra (2013, p. 13) afirma que: Palestra - Qualidade de Vida no TrabalhoPalestra - Qualidade de Vida no Trabalho Quando as organizações públicas percebem que a satisfação do servidor leva a qualidade na prestação de serviços, a QVT passa a ser considerada pelos gestores. Sendo assim, a promoção da qualidade de vida no trabalho através de ações preventivas, de promoção e assistência à qualidade de vida e saúde dos trabalhadores, é uma ação estratégica da administração pública. [...] embora o governo venha investindo na profissionalização dos servidores públicos e numa política de atenção à saúde e segurança no trabalho do servidor público federal, às novas exigências, em especial aquelas presentes no contexto do Serviço Público Brasileiro, desafiam os gestores a buscar o equilíbrio entre o bem-estar dos trabalhadores, a satisfação de usuários/clientes e a missão e objetivos organizacionais. Essa busca por ambientes de trabalho mais saudáveis tem levado as organizações públicas a conceberem Programas de Qualidade de Vida no Trabalho – PQVTs, cuja implementação envolve investigações e discussões sobre temas como clima organizacional, estilos de gestão, envelhecimento, estilo de vida, sedentarismo, ergonomia, entre outros. O equilíbrio entre produtividade e satisfação das pessoas nos ambientes organizacionais, onde passam grande parte do seu tempo, é desafio e tarefa de todos – gestores e colaboradores. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 49/101 https://www.youtube.com/watch?v=KwaF0SBhmOw Desse modo, vemos que os programas de QVT têm o objetivo de proporcionar um ambiente de trabalho mais agradável para as pessoas e, portanto, proteger e preservar os funcionários para garantir que possam executar suas atividades em um ambiente salutar. Isso nos remete a questões sobre higiene e segurança no trabalho, ou seja, preocupação com a qualidade de vida e saúde dos colaboradores. Podemos citar, como exemplos: exame médico admissional, exames médicos periódicos, campanhas de vacinação periódicas, monitoração das condições ambientais de trabalho (iluminação, ruído, entre outros) e ambulatório médico. Caso contrário, podem ocorrer os chamados acidentes de trabalho. Ato inseguro Ocorre por uma ação ou omissão do funcionário, por exemplo, correr pelas escadas, lidar com equipamentos sem as proteções necessárias. Condições inseguras Envolvem um ambiente organizacional onde o piso pode estar oleoso, máquinas e equipamentos sem proteção, escadas escorregadias. Mais a frente nesta UC, você poderá aprender mais sobre o chamado Comunicação de Acidente de Trabalho Servidor Público (CAT/SP). Marques (2015) e Silva (2018, p. 51) afirmam que existe nos órgãos públicos a ausência predominante de uma política institucional claramente definida para conduzir as atividades de QVT. E isso pode levar a pensar: em que medida as contribuições do que aprendemos sobre QVT têm efetivamente influenciado as práticas para sua gestão em organizações públicas? Essa é uma questão que permanece em aberto. Em geral, segundo Marques (2015), a QVT na Administração Pública se caracteriza pela ausência propriamente dita de uma definição e uma incipiente difusão entre os servidores, em outras palavras, os servidores têm pouco conhecimento sobre o assunto. Com isso, o que poderia ser prejudicial à QVT nos órgãos da Administração Pública? Marques (2015) cita alguns aspectos, como: 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 50/101 Aspectos considerados como prejudiciais às atividades de QVT pelos gestores são: a falta de tempo dos servidores para participar das atividades oferecidas; a carência de pessoal para desenvolver atividades; a burocracia para realização de atividades ou desconhecimento dos servidores sobre QVT; e a aceitação e/ou adesão dos coordenadores e gestores ao programa. Silva (2018, p. 51) afirma que: Para isso, ela propôs um modelo que apresenta os determinantes da qualidade de vida no trabalho no serviço público, considerando os fatores individuais, estruturais e sociais, como você pode observar na figura a seguir. Fonte: Silva (2018, p. 48). Clique nas abas para conhecer o que o modelo proposto considera: Fatores estruturais Fatores individuais Fatores sociais [...] tratar o tema QVT por meio de uma abordagem preventiva possibilita uma discussão sobre o sentido do trabalho humano e sobre como conciliar o bem-estar dos trabalhadores, eficiência e eficácia nas organizações. 20/08/2025, 22:55 Ebook interativo https://moodle.ifsc.edu.br/mod/book/tool/print/index.php?id=297556 51/101 Para implantar ações para a melhoria da QVT, fazendo uso de uma abordagem preventiva, existem alguns requisitos que as organizações públicas devem seguir (Ferreira; Alves; Tostes, 2009): O termo produtividade normalmente nos remete à área privada, pois, quando se fala em GP: De acordo com Silva (2018, p. 51): Para ilustrar as diferenças entre os perfis de cultura organizacional no setor público e no setor privado e como isso impacta a QVT, podemos considerar o caso de uma organização pública, como uma autarquia, e outra empresa privada: É muito importante que a QVT seja considerada como uma tarefa de todos e não somente uma responsabilidade do trabalhador. Além disso, deve haver uma busca constante