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CAMPUS ALIANÇA – BLOCO A – TERESINA - PI
DISCIPLINA: DIREITO DAS COISAS
PROFESSOR: Alexandre Bento Bernardes de Albuquerque
Whats: 86 99490-3025 
alexalbuquerque@hotmail.com
@alexbento21
PROPRIEDADE
PROPRIEDADE
É um direito complexo, absoluto, perpétuo e exclusivo, pelo qual uma coisa fica submetida à vontade de 
uma pessoa, dentro das limitações legais .
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do 
poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha
Noções Históricas:
Sociedades Primitivas: A propriedade não possuía um caráter individual. O solo pertencia à coletividade, enquanto
bens móveis eram apropriados individualmente.
Direito Romano: Introduziu o conceito de dominium, onde a propriedade privada começou a se firmar, especialmente 
com o ager privatus (terras particulares).
Idade Média: A propriedade perdeu o caráter unitário e exclusivista, tornando-se associada à soberania feudal.
Ressurgimento do Direito Romano: Durante a Baixa Idade Média, a propriedade voltou a ter um caráter mais 
absoluto, influenciando os sistemas jurídicos europeus modernos.
Séculos XVIII e XIX: A Revolução Francesa e o Código Napoleônico consolidaram a concepção individualista da 
propriedade.
Século XX e XXI: A função social da propriedade passou a ser enfatizada, limitando seu exercício para atender a 
interesses coletivos. Além disso, o conceito expandiu-se para incluir a propriedade intelectual e digital
PROPRIEDADE
CARACTERÍSTICAS:
a) Elasticidade – Possibilidade de transferência de poderes inerente a propriedade
b) Perpetuidade (irrevogabilidade) – A propriedade subsiste, independente do exercício de seus poderes.
c) Exclusividade – Apenas pode ser exercida por uma única pessoa
d) Oponível erga omnes – Pode ser oponível contra todas as pessoas.
FUNÇÃO SOCIAL
CF
Art. 5º (...)
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Código Civil:
Art. 1.228: (...)
§1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas 
e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a
flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem 
como evitada a poluição do ar e das águas.
PROPRIEDADE
Extensão do Direito de Propriedade
- Para bem móvel: Delimitada pelos limites materiais da coisa.
- Para bem imóvel (arts. 1.229 e 1.230, CC): abrange o solo e o subsolo, em altura e profundidade 
úteis ao proprietário. Não se incluem as jazidas, minas, recursos minerais, energia hidráulica 
e monumentos arqueológicos.
AÇÃO REIVINDICATÓRIA
é um pleito judicial formulado pelo proprietário, que não se encontra na posse da coisa, em face do 
não proprietário, que tem o objeto em seu poder sem uma razão jurídica (Paulo Nader)
- LEGITIMADO ATIVO: Proprietário
- LEGITIMADO PASSIVO: Quem está na posse ou detém a coisa, sem título de domínio. A boa-fé do 
possuidor não é óbice para a propositura da reivindicatória.
PRESSUPOSTOS:
a) a titularidade da propriedade - pelo autor que deve ser devidamente provada;
b) a descrição pormenorizada e atualizada da coisa - limites e confrontações;
c) a posse injusta do réu.
PROPRIEDADE
Restrições Legais de Interesse Particular e Público na Propriedade:
São dispositivos que impõe a limitação no exercício do direito de propriedade, sendo divididas em:
a) Limitações de Interesse Público
Constituição Federal
Código de Mineração
Código Florestal
Lei de Proteção ao Meio Ambiente
b) Limitações de Interesse Privado
Direitos de vizinhança
Cláusulas impostas voluntariamente nas liberalidades, como inalienabilidade, impenhorabilidade e 
incomunicabilidade.
PROPRIEDADE
AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE
Classificações: 
a) Quanto à causa de aquisição:
- Originária – Não houve negócio jurídico transmitindo a propriedade entre indivíduos.
- Derivada – Há negócio jurídico transmitindo a propriedade, por exemplo a compra e venda.
b) Quanto ao objeto:
- Título singular – Tipo em que há especificidade. Ocorre a transmissão de um bem determinado. Ex. Compra e 
venda de um carro.
- Título universal – O objeto transmitido é uma universalidade de direitos ou bens. Ex. Sucessão hereditária
c) O Código Civil apresenta:
- Registro de Título – Arts. 1245 a 1247
- Aquisição por Acessão – Arts. 1248 a 1259
- Usucapião – Arts. 1238 a 1244
- Direito hereditário – Art. 1784
Aquisição de propriedade
NO CÓDIGO CIVIL
Da Aquisição da Propriedade Imóvel
Da Aquisição pelo Registro do Título (1245/1247)
Da Aquisição por Acessão (1248/1259)
Da Usucapião (1238/1244)
Da Aquisição da Propriedade Móvel
Da Usucapião (1260/1262)
Da Ocupação (1263)
Do Achado do Tesouro (1264/1266)
Da Tradição (1267/1268)
Da Especificação (1269/1271)
Da Confusão, da Comissão e da Adjunção (1272/ 1274)
LEMBRETE! CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE
Plenitude – usar, fruir e dispor 
Perpetuidade – Não extingue pelo não uso
Elasticidade – transferir alguns poderes
Oponibilidade erga omnes
Aquisição de propriedade Imóvel
REGISTRO DE TÍTULO (1245 / 1247)
Ato formal, através do qual torna-se público o negócio jurídico de transferência de propriedade de um imóvel, 
gozando de publicidade, presunção de veracidade e força probante do negócio.
Lembrar 
Lei 6015
MATRÍCULA – REGISTRO - AVERBAÇÃO
ACESSÕES IMOBILIÁRIAS
“As acessões, consoante o art. 1.248 do CC/2002, constituem o modo originário de aquisição da propriedade imóvel 
em virtude do qual passa a pertencer ao proprietário tudo aquilo que foi incorporado de forma natural ou 
artificial.”(Flávio Tartuce) 
Acessões naturais: formação de ilhas, a aluvião, a avulsão e o abandono do álveo
Acessões artificiais: plantações e as construções
Formação de Ilha
LEMBRETE
Trata este item sobre a formação de ilhas em águas não navegáveis ou em terras particulares.
CF 20, IV, 26 II e III. Código de Águas (Decreto n° 24.643/34). Lei 9433/97 (a água é um bem de domínio público)
“As ilhas fluviais e lacustres de zonas de fronteira, ilhas oceânicas ou costeiras pertencem à União, aos Municípios
(art. 20, inc. IV, da CF/1988) ou aos Estados Federados (art. 26, incs. II e III, da CF/1988)”. (Flávio Tartuce)
Art. 1.249. As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos
fronteiros, observadas as regras seguintes:
I - as que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de
ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais;
II - as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se acréscimos aos terrenos
ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado;
III - as que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários
dos terrenos à custa dos quais se constituíram.
Aluvião
Art. 1250
São acréscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das 
margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, pertencendo aos donos dos terrenos marginais, sem 
indenização. 
Parágrafo único. O terreno aluvial, que se formar em frente de prédios de proprietários diferentes, dividir-se-á entre 
eles, na proporção da testada de cada um sobre a antiga margem.
Avulsão
Art. 1251
Art. 1251. Quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro, o 
dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo, se indenizar o dono do primeiro ou, sem indenização, se, em 
um ano, ninguém houver reclamado.
Parágrafo único. Recusando-se ao pagamento de indenização, o dono do prédio a que se juntou a porção de terra 
deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. 
Álveo Abandonado
Art. 1252
O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens, sem que tenham 
indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso, entendendo-se que os prédios marginais 
se estendematé o meio do álveo. 
Álveo X Avulsão imprópria
Acessões Artificiais – Plantações e Construções
PRESUNÇÃO
Art. 1.253. Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa, 
até que se prove o contrário. 
REGRAS
1. Admite prova em contrário, demonstrado que não era o proprietário surge a acessão ARTIFICIAL!
2. Princípio da gravitação jurídica, ASSIM A ACESSÃO TORNA-SE PARTE DA PROPRIEDADE (Acessório...) – admite
exceção
3. Vedação ao enriquecimento sem causa
4. Verificar a boa e má fé
CASUÍSTICA
7 SITUAÇÕES
1254 ao 1259
Acessões Artificiais – Plantações e Construções
1ª SITUAÇÃO
Art. 1.254. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno próprio com sementes, plantas ou materiais alheios,
adquire a propriedade destes; mas fica obrigado a pagar-lhes o valor, além de responder por perdas e danos, se agiu
de má-fé.
PERDAS E DANOSVALOR DAS SEMENTES E MATERIAISSEMENTES E MATERIAISTERRENO
SE MÁ-FÉINDENIZADO Y E incorporada ao terrenoSr. YSr. X
2ª SITUAÇÃO
Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a indenização.
Parágrafo único. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que, de boa-
fé, plantou ou edificou, adquirirá a propriedade do solo, mediante pagamento da indenização fixada judicialmente,
se não houver acordo. (Chamada ACESSÃO INVERSA)
PERDAS E DANOSVALOR DAS SEMENTES E MATERIAISSEMENTES E MATERIAISTERRENO
Se de boa-féIncorporadas ao terrenoSr. Y plantou no terreno do 
Sr. X
Sr. X 
Acessões Artificiais – Plantações e Construções
3ª SITUAÇÃO
Art. 1.256. Se de ambas as partes houve má-fé, adquirirá o proprietário as sementes, plantas e construções,
devendo ressarcir o valor das acessões.
Parágrafo único. Presume-se má-fé no proprietário, quando o trabalho de construção, ou lavoura, se fez em
sua presença e sem impugnação sua.
PERDAS E DANOSVALOR DAS SEMENTES E MATERIAISSEMENTES E MATERIAISTERRENO
Y IndenizadoIncorporadas ao terrenoSr. Y plantou no terreno do 
SR. X
Sr. X sabe e 
permite
4ª SITUAÇÃO
Art. 1.257. O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes, plantas ou
materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio.
Parágrafo único. O proprietário das sementes, plantas ou materiais poderá cobrar do proprietário do solo a
indenização devida, quando não puder havê-la do plantador ou construtor.
PERDAS E DANOSVALOR DAS SEMENTES E MATERIAISSEMENTES E MATERIAISTERRENO
Sr. Y Indeniza ou XIncorporadas ao terrenoSr. Y plantou ou construiu. 
Sementes e materiais de 
TERCEIRO
Sr. X sabe e 
permite
Acessões Artificiais – Plantações e Construções
5ª SITUAÇÃO
Art. 1.258. Se a construção, feita parcialmente em solo 
próprio, invade solo alheio em proporção não superior 
à vigésima parte deste, adquire o construtor de boa-fé
a propriedade da parte do solo invadido, se o valor da 
construção exceder o dessa parte, e responde por 
indenização que represente, também, o valor da área 
perdida e a desvalorização da área remanescente. 
6ª SITUAÇÃO
Parágrafo único. Pagando em décuplo as perdas e 
danos previstos neste artigo, o construtor de má-fé
adquire a propriedade da parte do solo que invadiu, se 
em proporção à vigésima parte deste e o valor da 
construção exceder consideravelmente o dessa parte e 
não se puder demolir a porção invasora sem grave 
prejuízo para a construção. 
7ª SITUAÇÃO
Art. 1.259. Se o construtor estiver de
boa-fé, e a invasão do solo alheio
exceder a vigésima parte deste, adquire
a propriedade da parte do solo
invadido, e responde por perdas e
danos que abranjam o valor que a
invasão acrescer à construção, mais o
da área perdida e o da desvalorização
da área remanescente; se de má-fé, é
obrigado a demolir o que nele
construiu, pagando as perdas e danos
apurados, que serão devidos em
dobro.
Usucapião
CONCEITO
Também chamada de prescrição aquisitiva, é modo originário de aquisição da propriedade e de outros
direitos reais suscetíveis de exercício continuado (ex.: servidão e usufruto) pela posse prolongada no tempo,
acompanhada de certos requisitos exigidos por lei.
PRINCÍPIO DA UTILIDADE SOCIAL
É interesse da sociedade que as terras sejam cultivadas, que as casas sejam habitadas, que os móveis sejam
utilizados. “Ademais, a inação do proprietário por 10, 20 ou 30 anos, constitui uma aparente e tácita
renúncia ao seu direito.”
REQUISITOS
Pessoais – Capacidade
Reais – Apenas bens apropriáveis
Formais – Posse mansa e pacífica, decurso de tempo e animus domini
PROCEDIMENTO
JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL
LEMBRAR
Art. 1.243. O possuidor pode, para o fim de contar o tempo exigido pelos artigos antecedentes, acrescentar à sua posse a dos
seus antecessores ( art. 1.207 ), contanto que todas sejam contínuas, pacíficas e, nos casos do art. 1.242 , com justo título e
de boa-fé.
Tipos de Usucapião
EXTRAORDINÁRIA
Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a
propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual
servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a
sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.
ORDINÁRIA
Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o
possuir por dez anos.
Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base
no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a
sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico.
FAMILIAR
Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre
imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-
companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde
que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)
§ 1 o O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Tipos de Usucapião
ESPECIAL - CONSTITUCIONAL
RURAL
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem
oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua
família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Art. 1.239. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem
oposição, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua
família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
URBANA
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos,
ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não
seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. (Regulamento)
§ 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do
estado civil.
§ 2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos
ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não
seja proprietário deoutro imóvel urbano ou rural.
§ 1 o O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do
estado civil.
§ 2 o O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Tipos de Usucapião
USUCAPIÃO URBANA COLETIVA DO ESTATUTO DA CIDADE
Art. 10. As áreas urbanas com mais de duzentos e cinqüenta metros quadrados, ocupadas por população de baixa renda para sua
moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for possível identificar os terrenos ocupados por cada
possuidor, são susceptíveis de serem usucapidas coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel
urbano ou rural. Art. 10, da Lei nº 10.257/2001.
OBS
- Visa à regularização de favelas sem condições de legalização do domínio (Art. 2º, XIV).
- Busca a formação de um condomínio.
- A área deve ser particular e não há um limite máximo, mas cada um só pode receber a parte ideal de até 250m quadrados.
População de baixa renda, em geral, ganha até 3 salários mínimos, mas fica ao critério do juiz.
Se alguns moradores se recusam a litigar no pólo ativo, devem ser citados para integrar a lide, pois trata-se de litisconsórcio ativo
necessário.
Legitimados: os moradores ou sua associação, devidamente constituída e autorizada.
USUCAPIÃO INDÍGENA
Art. 32 da Lei nº 6.001, de 1973: são de propriedade plena do índio ou da comunidade indígena (...) as terras havidas por qualquer das
formas de aquisição do domínio, nos termos da legislação civil.
Art. 33: o índio, integrado ou não, que ocupe como próprio, por dez anos consecutivos, trecho de terra inferior a 50 há, adquirir-
lhe-á a propriedade plena.
Obs: Pode usucapir o índio já integrado na civilização, bem como aquele ainda não integrado.
Aquisição de propriedade MÓVEL
USUCAPIÃO (1260/1262)
Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo 
título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.
Art. 1.261. Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos, produzirá usucapião, independentemente de 
título ou boa-fé.
Art. 1.262. Aplica-se à usucapião das coisas móveis o disposto nos arts. 1.243 e 1.244.
OCUPAÇÃO (1263)
Art. 1.263. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação 
defesa por lei.
Observar: 
1 . RES NULLIUS (Caça...) E RES DERELICTA (Abandonada) ! A COISA NÃO É PERDIDA, ELA NÃO TEM DONO.
2. Coisa Perdida deve ser devolvida ao dono (DA DESCOBERTA - 1233/1237)
DO ACHADO DO TESOURO
Art. 1.264. O depósito antigo de coisas preciosas, oculto e de cujo dono não haja memória, será dividido por igual 
entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente.
Art. 1.265. O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do prédio, se for achado por ele, ou em pesquisa que 
ordenou, ou por terceiro não autorizado.
Art. 1.266. Achando-se em terreno aforado, o tesouro será dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta, ou 
será deste por inteiro quando ele mesmo seja o descobridor.
Aquisição de propriedade MÓVEL
DA TRADIÇÃO (1267/1268)
Consiste na entrega da coisa do alienante ao adquirente, com a intenção de lhe transferir o domínio, em complementação ao
contrato.
Tipos: real, simbólica ou ficta.
Hipóteses em que se dispensa a tradição:
- Na abertura da sucessão legítima ou testamentária.
- Celebração de casamento em regime de comunhão universal de bens.
- Por força de pactos antenupciais.
- Contrato de sociedade de todos os bens
- Transferência de ações nominativas de sociedades anônimas (mediante termo em livro próprio).
- Na compra de títulos da dívida pública (com a assinatura do contrato).
- Na alienação fiduciária.
- Feita por quem não é proprietário (aquisição a non domino) – Art. 1.268/CC.
ESPECIFICAÇÃO (1269/1271)
Art. 1.269. Aquele que, trabalhando em matéria-prima em parte alheia, obtiver espécie nova, desta será proprietário, se não se 
puder restituir à forma anterior.
BOA-FÉ: Matéria prima + Trabalho Espécie NOVA – Especificador proprietário (Não retornando)
MÁ-FÉ: Matéria prima + Trabalho Espécie NOVA – Dono proprietário (Não retornando)
Exceto se o valor da obra for superior à matéria prima
Aquisição de propriedade MÓVEL
DA CONFUSÃO, DA COMISTÃO E DA 
ADJUNÇÃO(1272/1274)
Confusão é a mistura de coisas líquidas (ex.: álcool e gasolina/
água e vinho);
Comistão é a mistura de coisas sólidas ou secas (ex.: grãos de
café de qualidades diferentes/ areia e cimento);
Adjunção é a justaposição de uma coisa à outra (ex.: tinta na
parede; álbum com selos colados; folhear a ouro ).
REGRAS:
•Não podendo dividir forma-se nova propriedade
•Não havendo coisa principal, torna-se indiviso. Cada dono
proporcionalmente ao valor da coisa.
•Com principal, o dono desta será do todo e indenizará os
demais
•Má-fé – O outro escolherá se fica com o bem ou recebe
indenização.
DA PERDA DA PROPRIEDADE
Art. 1.275. Além das causas consideradas neste Código, perde-se a propriedade:
I - por alienação;
II - pela renúncia;
III - por abandono;
IV - por perecimento da coisa;
V - por desapropriação.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos I e II, os efeitos da perda da propriedade imóvel serão subordinados ao
registro do título transmissivo ou do ato renunciativo no Registro de Imóveis.
Art. 1.276. O imóvel urbano que o proprietário abandonar, com a intenção de não mais o conservar em seu
patrimônio, e que se não encontrar na posse de outrem, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três
anos depois, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, se se achar nas respectivas circunscrições.
§ 1 o O imóvel situado na zona rural, abandonado nas mesmas circunstâncias, poderá ser arrecadado, como bem
vago, e passar, três anos depois, à propriedade da União, onde quer que ele se localize.
§ 2 o Presumir-se-á de modo absoluto a intenção a que se refere este artigo, quando, cessados os atos de posse,
deixar o proprietário de satisfazer os ônus fiscais.
INFORMAÇÕES GERAIS
Referências
GOMES, Orlando. Direitos Reais - 21ª Edição 2012. Rio de Janeiro: Forense, 2012. E-book. p.Capa1. ISBN 978-85-
309-4392-9. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-309-4392-9/. 
VENOSA, Sílvio de S. Direito Civil - Direitos Reais - Vol.4 - 25ª Edição 2025. 25. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2024. E-
book. p.Capa. ISBN 9786559776863. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559776863/. Acesso em: 10 fev. 2025.
TEPEDINO, Gustavo; FILHO, Carlos Edison do Rêgo M.; RENTERIA, Pablo. Fundamentos do Direito Civil - Vol. 5 -
Direitos Reais - 5ª Edição 2024. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2024. E-book. p.Capa. ISBN 9786559649365. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559649365/. 
GAGLIANO, Pablo S.; FILHO, Rodolfo Mário Veiga P. Novo Curso de Direito Civil - Vol.5 - Direitos Reais - 7ª Edição 
2025. 7. ed. Rio de Janeiro: SRV, 2025. E-book. p.Capa. ISBN 9788553627387. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788553627387/.

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