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COLETÂNEA DE TEMAS 
TEMA 1: A DESIGUALDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA 
Meritocracia e Desigualdade 
Maurício Rands - Advogado formado por FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford 
 [...]A ênfase posta no mérito individual. A educação, mais especificamente a obtenção de 
diplomas nas universidades, é necessária para a ascensão econômica e social. Ocorre que as 
estatísticas revelam que esse sonho é ilusório. Não há lugar para todas nessas situações. 70% 
dos americanos não possuem diploma universitário. Todas as estatísticas mostram que a 
desigualdade só fez crescer. Evaporou-se a anterior complacência com a desigualdade que a 
aceitava sob o argumento de que, pelo mérito individual, qualquer um poderia conseguir o 
sucesso. Independentemente de classe social ou privilégios de casta. Alemanha, Canadá, países 
escandinavos, com menos desigualdade, hoje têm mais mobilidade social que os EUA. A 
ascensão ficou restrita aos poucos que conseguem chegar às melhores universidades. Esses 
poucos, os “bem-sucedidos” passaram a acreditar que o próprio sucesso se deve somente aos 
seus méritos. Outros fatores que vão além do próprio controle foram por eles “esquecidos”. Como 
uma espécie de ambiente familiar, as conexões, os recursos materiais para frequentar as 
melhores escolas e cursos preparatórios específicos. Além da mera sorte de que seus talentos 
sejam requisitados pela sociedade. [...] Aqueles que batalham duro, pegam quatro ônibus para 
ir trabalhar e ganham uma merreca sabem que outros vivem vidas diferentes da sua não 
necessariamente porque se esforçam mais. 
Uma outra explicação para a captura do ressentimento pelo populismo acaba de ser avançada 
por Michael Sandel, professor de filosofia política da Universidade Harvard. Em seu último livro 
(A Tirania do Mérito, 2020), ele examina os efeitos do argumento da meritocracia. E mostra como 
a sociedade ocidental hoje está prisioneira dessa meritocracia. Vendo que partidos progressistas 
como os Democratas nos EUA e o Trabalhista no Reino Unido perderam muito da base 
tradicional de trabalhadores brancos, Sandel avança a explicação de que essas bases se 
sentiram abandonadas. Não apenas materialmente, mas também não há reconhecimento sobre 
seu papel social. Como esses partidos foram capturados pelas elites acadêmicas e 
tecnocráticas, eles absorveram a velha essa meritocrática. Que, na essência, deixa de valorizar 
aqueles que não fornecem as credenciais vistas como as únicas meritórias. Mas, lembra Sandel, 
o debate sobre méritos remete à indagação: o bem sucedido conquistou o sucesso apenas por 
si e, portanto, merece-o isoladamente? Ou a prosperidade deve ser atribuída a fatores além do 
nosso controle? Quanto mais pensamos de modo autossuficiente o nosso sucesso como produto 
apenas do nosso esforço, menos razão enxergamos para ponderar o acaso e a participação dos 
outros. E a da própria coletividade. Isso gera arrogância do lado dos “vencedores” e baixa-estima 
do lado dos “perdedores” [...]. 
Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2021/05/meritocracia-e-
desigualdade.html 
“A meritocracia é um mito. Ela só faria sentido se a sociedade promovesse igualdade de 
oportunidades educacionais, econômicas e sociais. Não sendo esse o caso, é um jogo de cartas 
marcadas. Ganha quem larga na frente: os que estudaram em boas escolas e tiveram recursos 
para acessar livros e bens culturais”, diz Sidney Chalhoub, pesquisador brasileiro e professor de 
história na Universidade Harvard. 
Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/geral/entenda-como-a-meritocracia-pode-prejudicar-
sua-carreira/ 
Estudantes com realidades desiguais 
Em primeiro lugar, precisamos entender que o Brasil é extremamente desigual. Segundo o 
relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançado em 
dezembro de 2019, o Brasil é o 7º país mais desigual do mundo. Isso significa que em nosso 
território, pobres e ricos vivem realidades opostas, tanto em termos de experiências de vida — 
 
incluindo lugares frequentados, arte consumida e possibilidades de educação — quanto em 
relação a condições materiais, qualidade de habitação, alimentação e transporte. 
Um exemplo didático dessas desigualdades foi apresentado em uma reportagem do El País, no 
final de 2018, na qual o jornal comparava a rotina de dois adolescentes paulistas, que moravam 
a cerca de 10 km uma da outra. Kimberly, moradora de uma favela, vive em uma casa de dois 
quartos com sua mãe e cinco irmãos, enquanto Mariana mora em uma residência de quatro 
quartos (sendo que um deles tornou-se um escritório) com seus pais e um irmão em um bairro 
rico. Outra diferença notada foi que Kimberly sai da escola e vai para casa realizar tarefas 
domésticas; já Mariana passa cerca de oito horas na escola, fazendo cursos de idiomas e 
esportes depois das aulas regulares. [...]. 
No momento atual, com a pandemia da COVID-19, essas desigualdades permaneceram ainda 
mais evidentes na vida de jovens estudantes como Kimberly e Mariana. As escolas foram 
fechadas e a alternativa para que o ano letivo não atrasasse passasse a ser a realização de 
atividades à distância, principalmente on-line. Entretanto, a adoção do ensino a distância não 
leva em consideração as diferentes realidades dos alunos, principalmente de escolas públicas 
[...] 
Disponível em: http://www.revistacapitolina.com.br/o-enem-a-desigualdade-eo-coronavirus/ 
Você é mais feliz no Instagram, e sabe disso 
As redes sociais permitem aos usuários mostrar uma imagem melhorada de si mesmos e uma 
vida cheia de ‘momentos especiais’ 
(...) Em Hooked – How to Build Habbit-Forming Products (Penguin, 2014), o professor Nir Eyal 
explica que os aplicativos de sucesso criam uma “rotina persistente”, um loop comportamental. 
Desencadeiam uma necessidade que elas mesmas os satisfizessem. Para Eyal, o fator 
desencadeante no Facebook é o medo de perder algo. No Instagram, o medo de deixar escapar 
um “momento especial”. A exposição da vida íntima em forma de pensamentos, comidas 
dispostas com esmero, o último livro que você emocionou, os primeiros passos de um bebê e, 
claro, vídeos de seu gato se tornaram norma. As curtidas provocam uma descarga de dopamina 
no cérebro, mas também, diz Eyal, certa ansiedade à espera de mais. (...) 
A exposição da vida íntima que esses aplicativos permitem dá uma nova dimensão a um tema 
já conhecido e quase tão antigo como o mundo: a vaidade, a aparência e o vazio existencial. O 
narcisismo costuma esconder a insegurança. Em outras palavras, diz-me do que te gabas e te 
direi o que te falta. O romance de Rodríguez é interessante também porque o próprio autor faz 
parte dessa geração que abraçou as redes sociais e se integrou com uma naturalidade 
espantosa em sua vida cotidiana. (…) 
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/29/tecnologia/1506683537_908860.html. 
Acessado em: 17/05/2021 
Mídia e poder na sociedade do espetáculo (...) 
Sociedade do espetáculo e capitalismo 
A própria expressão “sociedade do espetáculo” pode dar margem a interpretações equivocadas, 
se for entendida como o poder que as imagens exercem na sociedade contemporânea. É certo 
que Guy Debord, o criador do conceito de “sociedade do espetáculo”, descreve o espetáculo 
como o conjunto das relações sociais mediadas pelas imagens. 
Mas ele também deixou claro que é impossível a separação entre essas relações sociais e as 
relações de produção e consumo de mercadorias. A sociedade do espetáculo corresponde a 
uma fase específica da sociedade capitalista, quando há uma interdependência entre o processo 
de acúmulo de capital e o processo de acúmulo de imagens. O papel desempenhado pelo 
marketing, sua onipresença, ilustra perfeitamente bem o que Debord quis dizer: das relações 
interpessoais à política, passando pelas manifestações religiosas, tudo é mercantilizado e 
 
envolvido por imagens. Mas, se a sociedadedo espetáculo só pode ser compreendida dentro do 
contexto da sociedade capitalista, isso não quer dizer que só nessa forma de vida social ocorre 
a produção de espetáculos. (…) 
Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/midia-e-poder-na-sociedade-do-espetaculo/. 
Acessado em: 17/05/2021. 
TEMA 3: A EXPLORAÇÃO TRABALHISTA NA SOCIEDADE MODERNA 
A acumulação ocasiona uma acumulação de miséria, correspondente a acumulação da riqueza 
num pólo é, por tanto, ao mesmo tempo, a acumulação de miséria, tormento de trabalho, 
escravidão, ignorância, brutalização e manipulação moral no pólo oposto. 
Disponível em: MARX, Karl. Ó capital. 
Quem compare, por exemplo, o regime de trabalho das velhas corporações e grêmios de 
artesões com a 'escravidão dos avanços' nas usinas modernas tem um elemento precioso para 
o julgamento da inquietação social dos nossos dias. Nas velhas corporações, o mestre e seus 
aprendizes e jornalistas formaram-se como uma só família, cujos membros se sujeitaram a uma 
posição natural, mas que partilharam das mesmas privações e confortos. 
Foi o moderno sistema industrial que, separando os trabalhadores e empregados nos processos 
de produção e diferenciando cada vez mais suas funções, suprimiu uma atmosfera de 
intimidação que reinava entre uns e outros e estimulava o antagonismo de classe. O novo regime 
tornou-se mais fácil, além disso, ao capitalista, explorar o trabalho de seus empregados, a troco 
de estágios ínfimos. 
Para o empregador moderno – assinale um sociólogo norte-americano, o empregado transforma-
se em um simples número: a relação humana ausente. A produção larga em escala, a 
organização de grandes massas de trabalho e mecanismos complicados para colossais 
rendimentos, acentuou, aparentemente, e exacerbou a separação das classes produtoras, 
tornando resultante um sentimento de irresponsabilidade, da porta dos que dirigem, pela vida 
dos trabalhadores manuais. 
Disponível em: BUARQUE DE HOLLANDA, Sérgio. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1995, 26 a edição, p. 142 
TEMA 4: A FUNÇÃO SOCIAL DOS INFLUENCIADORES DIGITAIS NA SOCIEDADE 
CONTEMPORÂNEA 
O Digital News Report 2022, pesquisa de âmbito mundial do Instituto Reuters para Estudos de 
Jornalismo em Oxford, revela que o interesse em notícias caiu brevemente e que há também um 
número crescente de pessoas que dizem deliberadamente evitar ler notícias. 
É fato que o resultado do estudo preocupou a imprensa de todos os países pesquisados, pois 
revelou aquilo que qualquer observador mais atento da realidade já sabia: o jornalismo feito por 
profissionais preparados e formados para tal função vem se distanciando do leitor comum, que 
prefere a notícia comentada pelo seu influenciador predileto, e o entretenimento vem ganhando 
a dianteira à análise crítica e curada do que acontece ao nosso redor. 
O estudo também mostrou que os chamados nativos digitais (jovens de 18 a 24 anos) são muito 
mais vulneráveis ao acesso a notícias usando fontes de “porta lateral”, como mídias sociais, sites 
agregadores e mecanismos de pesquisa. O relatório confirma a tendência desse público 
privilegiar cada vez mais informações em áudio e vídeo e em redes como Instagram, TikTok, 
YouTube ou Spotify. 
Além disso, o relatório evidenciou que as notícias acessadas pelas mídias sociais se misturam 
com as fofocas, as fake news, com o universo paralelo das opiniões, da propaganda e do 
marketing. "Todas as faixas etárias veem as notícias como igualmente importantes para aprender 
coisas novas. Mas vemos que os grupos mais jovens são um pouco mais motivados pela forma 
 
como as notícias são divertidas e questionáveis nas redes", afirma Kirsten Eddy, uma das 
coautoras do relatório. 
(Januária Cristina Alves. “Quem lê tanta notícia? O desinteresse dos jovens pelo noticiário”. www.nexojornal.com.br, 23.06.2022. 
Adaptado.) 
33% da Geração Z confia mais no TikTok do que em médicos, diz estudo 
Muitos jovens conhecem diagnósticos e dicas de saúde dados por influenciadores digitais – o 
que pode representar uma série de riscos 
De acordo com uma pesquisa com 2.000 adultos norte-americanos, divulgada no início de 
dezembro pela CharityRx, um terço da indicada Geração Z consulta o TikTok para obter 
conselhos sobre saúde e outros 44% recorrem ao YouTube antes de consultar o médico. 
No geral, um em cada cinco norte-americanos consulta o TikTok antes de ir ao médico em busca 
de tratamento para um problema de saúde; a mesma proporção disse que confia mais em 
influenciadores de saúde do que em profissionais médicos de sua comunidade. Os principais 
motivos incluem acessibilidade (37%), preço (33%) e identificação (23%). Quase um em cada 
cinco (17%) disse que recorre a influenciadores para evitar o julgamento de profissionais ou 
porque não tem acesso a um médico. 
Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/12/33-da-geracao-z-confia-mais-no-tiktok-do-que-em-medicos-diz-estudo/ 
TEMA 5: A NECESSIDADE DE FORTALECER O CAPACITISMO NA SOCIEDADE 
BRASILEIRA 
Já é consenso: o capacitismo é uma forma de preconceito com pessoas com deficiência, e está 
enraizado na sociedade. Como o termo diz, envolve uma pré-concepção sobre as capacidades 
que uma pessoa tem ou não, devido a uma deficiência, e geralmente reduz uma pessoa a essa 
deficiência. Na prática, o capacitismo não envolve apenas termos ofensivos, olhares de 
julgamento ou invasões de privacidade. Ele está ligado à ausência de pessoas com deficiência 
em diversos espaços da sociedade. Dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE) de 2010 apontam que cerca de 24% da população - 46 milhões de brasileiros 
- têm algum tipo de deficiência, outro levantamento do IBGE, com outra metodologia, aponta que 
existem 13 milhões de pessoas com deficiência (pouco mais de 6% da população brasileira) no 
Brasil. No mercado de trabalho, porém, existem apenas 440 mil profissionais com deficiência em 
trabalhos formais. 
MALAR, João Pedro. 
Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,capacitismo-pessoas-com-deficiencia-explicam-o-que-ee-como-
evita-lo,70003478130. Adaptado. 
Dia 3 de dezembro é o Dia Internacional da Pessoa dom Deficiência. Um dado foi instituído pela 
Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro de 1992. A partir de então, anualmente, é 
estimulada uma reflexão sobre os direitos da pessoa com deficiência no âmbito mundial. Os 
principais objetivos são conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades a todos os 
cidadãos; promover os direitos humanos; conscientizar a população sobre assuntos de 
deficiência; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e pensar a inclusão desse 
segmento na sociedade, para que ele influencie os programas e políticas que o afetem. Segundo 
a terapeuta ocupacional e assessora de Políticas para o Autismo da Sespa, Paloma Mendes, o 
capacitismo abrange qualquer forma de preconceito social contra pessoas com deficiência, seja 
ela deficiência física, visual, auditiva, intelectual, de aprendizagem, entre outras. “Geralmente 
podem ser vistos em comentários aparentemente inocentes ou julgamentos conscientes com 
intenção de ofender ou prejudicar uma pessoa com deficiência”, afirmou. 
VILANOVA, Roberta. 
Disponível em: https://agenciapara.com.br/midias/2020/grandes/up_ag_23759_80bfc4c6-d18c-9ede-b0bb-c2b04b878a70.jpg. Adaptado. 
O que é Capacitismo? 
 
O capacitismo consiste na desvalorização e desqualificação das pessoas com deficiência com 
base no preconceito em relação à sua capacidade corporal e/ou cognitiva. 
Sendo assim, segundo Fiona Campbell, pesquisadora e teórica do estudo da deficiência, o 
capacitismo envolve pensar, práticas e processos tanto nas relações sociais, quanto nas 
instituições (estruturas sociais que regulam o comportamento coletivo) que consideram a 
deficiência como um estado inferior do ser humano. Consequentemente, isso favorece a 
marginalizaçãodas pessoas com deficiência na sociedade. 
https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/capacitismo-e-os-desafios-das-pessoas-com-deficiencia 
TEMA 6: A NECESSIDADE DE INCLUSÃO E EDUCAÇÃO DIGITAL PARA IDOSOS 
Disposições Preliminares 
O Artigo 2º da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto da Pessoa Idosa) garante proteção integral, saúde 
física/mental, liberdade e desenvolvimento pessoal (moral, intelectual, espiritual e social) a 
pessoas com 60 anos ou mais. Ele assegura direitos fundamentais e oportunidades para uma 
vida digna, com apoio da família, sociedade e Estado. 
Art. 3o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público garantir ao 
idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à 
educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao 
respeito e à convivência familiar e comunitária. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm 
Preocupado em fornecer equidade de acesso às novas tecnologias e em incentivos a 
participação do idoso na família, na sociedade e até no mercado de trabalho, o Instituto Paulista 
de Geriatria e Gerontologia desenvolveu o programa de inclusão digital para idosos. Com o 
Programa de Inclusão Digital espera-se introduzir o idoso nas novas tecnologias, tais como 
computadores, notebooks, tablets e smartphones, para que o mesmo compre autonomia na 
utilização destes recursos, ampliando suas possibilidades de comunicação e de relacionamento 
com a família, amigos e com a comunidade. 
Disponível em: https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/pratica/inclus%C3%A3o-digital-para-idosos-integrando-
gera%C3%A7%C3%B5es-na-descoberta-de-novos-horizontes 
Idosos são considerados alvos simples de crimes cibernéticos, mostra um levantamento global 
do fabricante de softwares de segurança Kaspersky. ”Ó fraudador, quando vai fazer o ataque, 
mira a todos, mas quando vê que a pessoa já tem alguma idade, costuma aperfeiçoar golpes", 
afirma o pesquisador sênior de Segurança Digital da Kaspersky, Fábio Assolini. Por não ter muito 
conhecimento de segurança ou fraudes na web, esse internauta não sabe distinguir a fraude de 
algo legítimo, explica. 
Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/focas/planeje-sua-vida/idoso-e-alvo-facil-de-invasores-na-internet 
TEMA 7: A PERSISTÊNCIA DE RELACIONAMENTOS ABUSIVOS NA SOCIEDADE 
MODERNA 
O que é um relacionamento abusivo? 
Entenda e saiba identificar os sinais. 
Confira cinco sinais de que seu parceiro pode estar sendo abusivo: 
Ciúmes 
Quando o parceiro é ciumento com sua família, amigos e colegas de trabalho, fique atento. Se 
ele tentar isolar você de qualquer um desses grupos ou acusar, sem razão, de traição ou de 
flertar com outros homens. Se pergunta onde você esteve e com quem esteve de uma maneira 
acusadora, em todos os momentos. Fique atento a esses sinais importantes de ciúmes. 
https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/pratica/inclus%C3%A3o-digital-para-idosos-integrando-gera%C3%A7%C3%B5es-na-descoberta-de-novos-horizontes
https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/pratica/inclus%C3%A3o-digital-para-idosos-integrando-gera%C3%A7%C3%B5es-na-descoberta-de-novos-horizontes
 
Chantagem 
Uma pessoa abusiva exige ser o centro das atenções. É comum ouvir: “mas você vai ver sua 
mãe e eu deixar aqui sozinho?”, por exemplo. 
Superioridade 
Ele está sempre certo. Se for preciso, vai xingar para sair por cima da conversa. Seu objetivo é 
fazer com que você se sinta mal, de modo que você não queira deixá-lo, pois “precisa” dele. 
Promessas 
O abusador vai pedir desculpas e prometer mudar. Ofereça uma vida nova e melhor sempre 
estará em seus planos. 
Punição 
Uma pessoa abusiva emocionalmente pode privar você de sexo, de intimidação emocional, ou 
jogar um jogo silencioso como proteção quando não consegue as coisas do seu jeito. 
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/o-que-e-um-relacionamento-
abusivo-e-como-saber-se-esta-em-um/ > Acesso em:25.05.2020 
Ministério Público cria robô para conscientizar sobre relacionamento abusivo 
MAiA foi desenvolvido em parceria com a Microsoft e pretende ajudar adolescentes e jovens 
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em parceria com a Microsoft, lançou o chatbot 
intitulado MAiA (Minha Amiga Inteligência Artificial), com o objetivo de informar a população – 
principalmente, as meninas que estão na adolescência e as jovens mulheres – sobre situações 
que podem ser enquadradas como relacionamentos tóxicos ou abusivos. 
Para acessá-lo, basta ir ao site do “#NamoroLegal”, outro projeto do MP-SP, que tem o objetivo 
de reduzir a violência contra as mulheres, lançado em junho de 2019. Na página, também é 
possível encontrar uma cartilha com sete dicas que ajudam a identificar as relações que não são 
mais saudáveis. Além disso, há uma explicação de que ajudam as pessoas a adotar as ações 
de segurança e manutenção do bem-estar físico e psicológico, a partir de cada caso, como 
procurar um profissional da faculdade de Direito e ir à polícia ou apenas terminar o namoro. 
Disponível em:https://www.capitalnews.com.br/colunistas/educacao-e-carreira/ministerio-publico-cria-robo-
para-conscientizar-sobre-relacionamento-abusivo/341756. Acesso em: 25.05.2020 
TEMA 8: A VIOLÊNCIA NA ESCOLA EM QUESTÃO NO BRASIL 
Para entender as características da violência nas escolas, é preciso levar em conta fatores 
externos e internos à instituição de ensino. No aspecto externo, influencia as questões de gênero, 
as relações raciais, os meios de comunicação e o espaço social no qual a escola está inserida. 
Entre os fatores internos, deve-se levar em consideração a idade e a série ou o nível de 
escolaridade dos estudantes, as regras e a disciplina dos projetos pedagógicos das escolas, 
assim como o impacto do sistema de punições e o comportamento dos professores em relação 
aos alunos (e vice-versa) e a prática educacional em geral. 
Diante do que se passa, uma das identidades mais comprometidas é a da escola – lugar de 
sociabilidade positiva, de aprendizagem de valores éticos e de formação de espíritos críticos, 
pautados no diálogo, no reconhecimento da diversidade e na herança civilizatória do 
conhecimento acumulado. Essas situações repercutem sobre a aprendizagem e a qualidade do 
ensino tanto para alunos quanto para professores. 
Disponível em http://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_02.pdf. Adaptado. 
Destaca-se, como um indicador positivo, a vontade de pais, alunos, professores e funcionários 
em apostar em medidas de resolução compartilhada do problema, tendo em vista a indicação do 
diálogo entre alunos, pais, professores e diretoria e da parceria entre escola e comunidade, como 
 
dispositivos importantes para conter o específico nocivo a todos. Os estudantes insistem em 
medidas preventivas de participação ampliada, baseadas na interação da família com a escola. 
A instituição é vista, aparentemente, como elemento de mediação entre o aluno e a família, 
cabendo-lhe trabalhar os significados da violência dentro e fora de seus limites a fim de combate, 
abordando aspectos importantes na vida do estudante que extrapolam os muros da escola e o 
período letivo. 
(...) Entre outras medidas, tem sido bastante utilizado o apoio de psicólogos nas escolas, 
focalizando a violência sob uma perspectiva psicológica, e não social. Outro papel de relevância 
cabe à cultura e à educação, levando ao resgate da auto-estima e à conscientização dos 
problemas e das desigualdades, possibilitando superá-los e gerar solidariedade. O 
fortalecimento da auto-estima dos alunos serve para combater preconceitos. 
Disponível em: http://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_02.pdf. Adaptado. 
Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema 
não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares 
de professores deredes públicas e privadas. 
(...) Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência 
moral que mais assusta os professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. 
Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o 
andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de 
bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, 
inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações 
vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa. 
Disponível em: http://www.revistaoprofessor.com.br. 
TEMA 9: AS QUESTÕES DA GORDOFOBIA NA SOCIEDADE BRASILEIRA 
A legislação brasileira não prevê uma proteção específica para quem pratica a gordofobia, mas 
há algumas proteções jurídicas. “É vedado pela lei que as pessoas sejam discriminadas na 
contratação e é função do empregador fornecer todos os materiais necessários para que o 
funcionário exerça sua função, inclusive uniformes do tamanho adequado para que uma pessoa 
não passe por desconforto ou situação vexatória”, explica o advogado trabalhista Guilherme 
Mônaco, que é ex-obeso e viveu na pele o preconceito em diversas situações sociais. “Embora 
a gordofobia não esteja tipificada na lei, ela cai nos danos morais, que é quando a ação causa 
algum abalo psicológico”, explica, ressaltando, no entanto, que existem poucas medidas efetivas 
contra esse tipo de preconceito, sendo assim mais difícil de prová-lo. (...) 
Disponível em: https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/noticias/precisamos-falar-de-
gordofobia 
Os efeitos da gordofobia 
(...) A gordofobia está associada a sintomas depressivos, altos índices de ansiedade, baixa 
autoestima, isolamento social, estresse, uso de drogas e compulsão alimentar. 
Nas crianças, o efeito é potencialmente pior devido ao bullying. Comparado a adolescentes 
magros, os que têm excesso de peso são significativamente mais propensos a passar pelo 
isolamento social e a desenvolver transtornos mentais, principalmente ansiedade e depressão. 
(...) 
Disponível em: https://saude.abril.com.br/bem-estar/gordofobia-causa-na-saude/ 
Uma pesquisa encomendada pela Skol Diálogos e realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião 
Pública e Estatística (Ibope) Inteligência revelou que a gordofobia (preconceito contra pessoas 
obesas) está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Entre os cidadãos que, no estudo, não 
se consideram preconceituosos, 89% admitem que já falaram ou ouviram alguém dizer a frase 
“ele (a) é bonito (a), mas é gordinho (a)”. Por outro lado, apenas 10% daqueles que se declaram 
 
preconceituosos assumem que são gordofóbicos. Outros 8% também confirmam que têm 
preconceito estético com outros aspectos da aparência física das pessoas. (...) 
Disponível em: https://www.geledes.org.br/gordofobia-esta-presente-na-rotina-de-92-dos-
cidadaos-brasileiros-mostra-estudo/ 
TEMA 10: CAMINHOS PARA UMA NOVA GESTÃO DO TRABALHO NA ERA TECNOLÓGICA 
A evolução do mercado de trabalho 
Não precisamos olhar muito para o passado para perceber como o mercado de trabalho 
mudou. Há poucos anos uma pessoa que tinha uma graduação encontrou muitas 
oportunidades de trabalho. Hoje, ser graduado é básico e para se tornar competitivo é 
necessário ter um diferencial. 
Além disso, perceba que em uma linha de produção, por exemplo, quem faz o trabalho pesado 
são as máquinas, os robôs, enquanto os seres humanos são responsáveis apenas por 
abastecê-los, controlá-los e consertá-las.(...) 
Mas as mudanças continuam, porque atualmente são valorizadas diversas habilidades que 
antes não faziam muita diferença na contratação de um profissional. Sendo assim, além de 
uma excelente teoria, as profissões do futuro são exclusivas, dinâmicas, criatividade, raciocínio 
lógico, liderança, entre muitas outras características. 
Fonte: https://happycodeschool.com/blog/profissoes-do-futuro/ (Adaptado) 
Entre as aptidões esperadas de quem integrará o mercado de trabalho nas próximas décadas 
está o conhecimento das tecnologias digitais. 
https://www.projetodraft.com/85-das-profissoes-que-existirao-2030-ainda-nao-foram-criadas/ 
PORQUE O TRABALHO REMOTO É O FUTURO DO TRABALHO 
1. Chega de trânsito 
De acordo com uma pesquisa realizada em 2018 pelo economista Guilherme Vianna, da 
Quanta Consultoria, durante todo o ano, o Brasil perde em média R$ 267 bilhões com 
engarrafamentos na ida ou volta do trabalho. Ainda segundo a pesquisa, mais de nove milhões 
de brasileiros levam mais de uma hora no deslocamento casa x trabalho. 
2. Mais tempo com a família 
Essa questão é especialmente especial para uma classe: a das mães. Segundo estudo 
realizado em 2017 por Sari Kerr, economista do Weslleley College (EUA), a maternidade é a 
principal causa da diferença salarial entre homens e mulheres. 
3. Redução de custos 
De acordo com reportagem da revista Forbes de abril de 2013, o programa de trabalho remoto 
da empresa Aetna permitiu uma redução de US$ 78 milhões em custos imobiliários. 
Além disso, há diversos custos, como vale-transporte, vale-refeição e outros benefícios, que só 
fazem sentido em um trabalho presencial. 
4. Maior produtividade 
O US Patent & Trade Office (USPTO), escritório de patentes americano, lançou no início de 
2012 um programa que passou a permitir que seus funcionários trabalhassem em qualquer 
lugar. 
A Universidade de Harvard analisou os dados de produtividade deles. Foi constatado que, a 
partir do momento em que o trabalho remoto foi adotado, a produtividade dos funcionários 
cresceu em 4,4%. Além disso, não houve aumento significativo de retrabalho e nem diminuição 
na qualidade do trabalho. 
 
Fonte: https://blog.impulso.network/trabalho-remoto-futuro-do-trabalho/ (Adaptado).

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