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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO AMAZONAS
CONSTANTINO NERY 
USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS
Ana Carla Pessoa Bastos
Claudemir da Silva Costa 
Davi de Souza Ribeiro
Debora Chagas da Costa
Érica Lima dos Santos
Isabelle Bianca Carrasco
Izani Castro Campos
Leandro da Silva Lopes
Lorena Andrade de Oliveira
Louise Pereira Silva
Luana Patrícia Alves de Oliveira
Professor(a) Orientador(a): Thiago Albuquerque
Manaus/Amazonas
2026
DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO
1. Identificação das partes envolvidas e parceiros 
O projeto “Uso Racional de Medicamentos” desenvolvido no Centro Universitário Estácio do Amazonas, bairro Chapada, Manaus – Amazonas, será realizado na Unidade de Saúde da Família (USF) Dr. José Figliuolo, localizada no Conjunto Residencial Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, na Rua Rio Maicuru. A unidade foi inaugurada em setembro de 2014, e é dirigida pelo Sr. Bruno Pessoa Longato.Imagem da USF
Fonte: Google Maps
A USF atua com foco na prevenção, acompanhamento contínuo de saúde e atendimento por equipes multidisciplinares. Entre os serviços oferecidos estão o acompanhamento de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e respiratórias), vacinação e ações voltadas para a melhoria da atenção à saúde do idoso.
O atendimento na unidade prioriza pessoas com 60 anos ou mais, com atenção especial e fluxo preferencial (urgência) para aqueles com 80 anos ou mais. A população-alvo deste projeto são os idosos atendidos na unidade, um grupo que frequentemente utiliza múltiplos medicamentos e necessita de orientação clara para o uso correto e seguro. 
Os serviços ofertados na mesma são:
· Consultas médicas em clínica geral e pediatria;
· Consulta de enfermagem;
· Consulta de odontologia;
· Planejamento reprodutivo;
· Pré-natal da gestante e do parceiro;
· Atenção à saúde da criança, adolescente, adulto e idoso;
· Imunização;
· Controle e acompanhamento da hipertensão e diabetes;
· Dispensação de medicamentos (inclusive antibióticos e medicamentos controlados);
· Ambulatório de tratamento de fumante;
· Ambulatório de Seguimento do Bebê de Risco;
· Programa da Tuberculose;
· Programa da Hanseníase;
· Acompanhamento das condicionalidades de saúde dos Programas Sociais.
· Exames: Laboratoriais, Preventivo do câncer do colo do útero, teste do pezinho, testes rápidos para diagnóstico de sífilis, HIV e hepatites, e teste de gravidez.
2. Demandas e/ou situações problemas identificados
Foi identificada a necessidade de orientação da população quanto ao uso correto de medicamentos, considerando a alta incidência de automedicação, uso inadequado de antibióticos, interrupção de tratamentos e armazenamento incorreto de medicamentos em domicílio.
A população idosa constitui um grupo que apresenta peculiaridades fisiológicas e clínicas que exigem cuidados especiais no que se refere à terapêutica medicamentosa. Com o processo de envelhecimento, ocorrem alterações anatômicas e funcionais no organismo, como diminuição da taxa de filtração glomerular, redução da massa muscular e alterações na composição corporal, que modificam a farmacocinética e a farmacodinâmica dos fármacos, tornando o idoso mais susceptível aos efeitos adversos e à toxicidade (MARIN et al., 2008)..
 Além das questões biológicas, observa-se na prática clínica uma série de dificuldades operacionais e cognitivas que comprometem a segurança do tratamento. Dentre os principais problemas identificados, destacam-se:
Polifarmácia: É comum que o idoso possua múltiplas comorbidades (hipertensão, diabetes, dislipidemia, problemas articulares), resultando na utilização concomitante de diversos medicamentos. Segundo Ahmed et al. (2015), o uso de cinco ou mais medicamentos aumenta exponencialmente o risco de interações medicamentosas, reações adversas e também a confusão por parte do paciente na hora de tomar os remédios.
Não adesão e erros de dosagem: Muitos pacientes modificam a dose ou interrompem o tratamento por conta própria, seja por achar que o medicamento não está fazendo efeito, por sentir efeitos colaterais ou até mesmo por esquecimento. A complexidade dos horários a serem seguidos é um dos principais fatores para a falha na adesão terapêutica (GALATO, 2012).
Dificuldades sensoriais e cognitivas: Alterações relacionadas à idade, como perda de acuidade visual e auditiva, além de eventuais limitações cognitivas, dificultam a compreensão das orientações médicas e a leitura correta de receitas e bulas, que muitas vezes possuem linguagem técnica e letras pequenas.
Automedicação e uso de plantas medicinais: A prática de utilizar medicamentos sem prescrição, baseada em indicações de amigos, parentes ou propagandas, é frequente. Aliado a isso, há o uso de chás e plantas que, embora naturais, podem interagir negativamente com os medicamentos de uso contínuo, potencializando ou anulando seus efeitos (FUCHS; WANNMACHER, 2016).
Armazenamento inadequado: Muitas vezes, os medicamentos são guardados em locais inadequados (como dentro do armário da cozinha ou banheiro), expostos à umidade e calor, o que pode comprometer a qualidade e a eficácia do produto, ou ainda são mantidos por tempo indeterminado, correndo o risco de serem utilizados após o vencimento.
 Diante deste cenário, percebe-se uma demanda latente por educação em saúde. A falta de informação clara e acessível gera insegurança e coloca em risco a saúde do idoso, evidenciando a necessidade da intervenção do profissional farmacêutico para promover o uso racional e seguro dos medicamentos. Durante observações e interações com a comunidade, percebeu-se que muitos pacientes apresentam dúvidas quanto à posologia, horários e duração do tratamento, o que pode comprometer a eficácia terapêutica e causar riscos à saúde.
3. Demanda sociocomunitária e motivação acadêmica 
A temática do uso racional de medicamentos é extremamente relevante para a formação acadêmica do farmacêutico, uma vez que este profissional atua diretamente na orientação da população quanto ao uso seguro e eficaz de medicamentos.
A demanda sociocomunitária para a realização deste projeto se justifica pela necessidade de garantir segurança, eficácia e qualidade de vida para a população idosa atendida na Unidade Básica de Saúde. A saúde é um direito fundamental e o acesso à informação qualificada configura-se como uma ação indispensável de promoção e prevenção em saúde.
 A comunidade, especialmente os idosos, frequentemente enfrenta dificuldades em compreender a terapêutica proposta, o que pode gerar resultados negativos, como a hospitalização por uso incorreto de medicamentos ou a falta de controle de doenças crônicas. Desta forma, a ação extensionista configura-se como uma ponte entre o conhecimento técnico-científico e as necessidades reais da população, cumprindo o papel social da instituição de ensino de transformar a realidade e promover cidadania.
 Do ponto de vista acadêmico, este projeto representa uma oportunidade ímpar para a formação integral dos discentes do curso de Farmácia. Permite que os acadêmicos saiam da sala de aula e entrem em contato com a realidade da Atenção Básica, aplicando os conceitos teóricos de Farmacologia, Farmácia Clínica e Assistência Farmacêutica na prática.
 A motivação do grupo está embasada na compreensão do papel social do farmacêutico como agente educador e integrante da equipe de saúde. Ao desenvolver atividades de orientação, os estudantes desenvolvem não só competências técnicas, mas também habilidades de comunicação, empatia e postura ética, fundamentais para o exercício profissional futuro. A realização deste trabalho fortalece o entendimento de que a farmácia vai além da dispensação, sendo uma ciência voltada para o cuidado e para a vida.
4. Objetivos/resultados efeitos a serem alcançados (com relação ao problema identificado sob a ótica do público envolvido)
4.1 Objetivo Geral:
Promover educação em saúde sobre o uso correto e seguro de medicamentos para a população idosa atendida na USF.
4.2 Objetivos Específicos:
· Esclarecer dúvidas comuns sobrehorários, formas de uso e importância dos medicamentos;
· Alertar sobre os riscos da automedicação e da interação entre diferentes remédios;
· Incentivar a organização da rotina de medicamentos e o cuidado com a conservação;
· Avaliar o nível de conhecimento dos participantes antes e depois da atividade educativa.
Espera-se que, ao final da ação, os participantes apresentem maior entendimento sobre o uso seguro de medicamentos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e redução de riscos à saúde.
5. Referencial teórico (subsídio teórico para propositura de ações da extensão)
O uso racional de medicamentos (URM) é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a situação na qual os pacientes recebem os medicamentos adequados às suas necessidades clínicas, nas doses corretas, por um período de tempo apropriado e ao menor custo possível para si e para a comunidade. Este conceito vai muito além da simples dispensação, envolvendo educação, acompanhamento e segurança terapêutica.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o uso inadequado de medicamentos pode causar diversos problemas, como reações adversas, intoxicações e resistência microbiana, sendo considerado um importante problema de saúde pública.
No Brasil, o uso incorreto de medicamentos deve-se comumente a: polifarmácia, uso indiscriminado de antibióticos, prescrição não orientada por diretrizes, automedicação inapropriada e desmedido armamentário terapêutico disponibilizado comercialmente. O uso abusivo, insuficiente ou inadequado de medicamentos lesa a população e desperdiça os recursos públicos. O contrário dessa realidade constitui o que se denominou de uso racional de medicamentos, referindo-se “à necessidade de o paciente receber o medicamento apropriado, na dose correta, por adequado período de tempo, a baixo custo para ele e a comunidade”
No contexto do envelhecimento populacional, este tema ganha ainda mais relevância. Conforme Marin et al. (2008), o idoso apresenta alterações fisiológicas naturais, como diminuição da massa muscular, alterações no metabolismo hepático e função renal, que modificam a forma como o corpo absorve, distribui, metaboliza e excreta os fármacos. Essas mudanças tornam essa população mais vulnerável aos efeitos adversos e às interações medicamentosas, especialmente quando há a chamada polifarmácia – o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, situação muito comum no tratamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Com a elevação da expectativa de vida e o crescimento da população idosa em todos os continentes, doenças crônicas e degenerativas passam a assumir um papel de destaque no cenário da saúde.
Assim, uma população com idade mais avançada reflete no aumento do número de medicamentos utilizados. Esta situação pode acarretar o uso de medicamentos potencialmente inadequados para idosos, com consequente aumento na ocorrência de interações medicamentosas e reações adversas a medicamentos, além de resultar em ineficácia da terapia Medicamentosa. Tais fatores podem levar a uma redução da segurança acerca do uso de medicamentos, o que compromete a qualidade de vida do idoso além de aumentar os custos e o tempo da internação. Dessa forma, a atenção farmacêutica, juntamente com a medicina e outras áreas da saúde, se mostram extremamente necessárias, para a prevenção e monitorização do tratamento dos idosos, a fim de evitar o uso indiscriminado de medicamentos, e assim, elevar a sua qualidade e expectativa de vida.
Ahmed et al. (2015) destacam que a não adesão ao tratamento e os erros de administração são frequentes entre os idosos, muitas vezes causados por dificuldades cognitivas, visuais, ou pela complexidade dos esquemas terapêuticos. Desta forma, a orientação clara e acessível torna-se uma ferramenta fundamental de saúde pública. 
A Atenção Básica, cenário onde se inserem as Unidades de Saúde da Família (USF), é o espaço privilegiado para o desenvolvimento de ações de URM. De acordo com Galato et al. (2012), o farmacêutico, inserido na equipe multidisciplinar, desempenha papel central ao promover o uso seguro e eficaz dos medicamentos, atuando na prevenção de problemas relacionados aos medicamentos (PRM) e na educação permanente dos usuários. 
Nesse contexto, o farmacêutico desempenha papel fundamental na promoção do uso racional de medicamentos, atuando na orientação, acompanhamento e educação em saúde dos pacientes. As ações propostas baseiam-se na evidência de que a informação de qualidade, aliada a uma escuta ativa, é capaz de minimizar riscos, melhorar a eficácia dos tratamentos e promover autonomia e qualidade de vida para a população idosa.
5. Referências 
 MARIN, H.; LUCCA, S. R.; PEREIRA, L. R. L. Uso Racional de Medicamentos. 2. Ed. São Paulo: Organização Pan-Americana da Saúde, 2008.
GALATO, D. Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. São Paulo: Editora Pharmabooks, 2012.
FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L. Farmacologia Clínica: Fundamentos da Terapêutica Racional. 7. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
RAMOS, D. D. R. et al. Assistência Farmacêutica na Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Promoting Rational Use of Medicines: Core Components. Geneva: WHO, 2002.
AHMED, A. et al. Medication adherence in the elderly. Clinical Interventions in Aging, v. 10, p. 239-247, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Uso Racional de Medicamentos: temas selecionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/uso_racional_medicamentos_temas_selecionados.pdf. Acesso em: 15 de abr. de 2026.
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