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MATERIAL DE ESTUDOS - LÍNGUA PORTUGUESA

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LÍNGUA PORTUGUESA 
PROF. ANDERSON OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
PROF. ANDERSON OLIVEIRA 
 
LÍNGUA PORTUGUES 
Fabiano, Sinhá Vitória e os meninos iam [*] festa de 
Natal na cidade. (_____) três horas, fazia grande calor, 
redemoinhos espalhavam por cima das árvores amarelas 
nuvens de poeira e folhas secas. 
Tinham fechado [*] casa, atravessado o pátio, descido 
[*] ladeira, e pezunhavam nos seixos como bois doentes 
dos cascos. Fabiano, apertado na roupa de brim branco 
(_____) por Sinhá Terta, com chapéu de beata, 
colarinho, gravata, botinas de vaqueta e elástico, 
procurava erguer o espinhaço, o que ordinariamente não 
fazia. Sinhá Vitória, enfronhada no vestido vermelho de 
ramagens, equilibrava-se mal nos sapatos de salto 
(_____). Teimava em calçar-se como as moças da rua - 
e dava topadas no caminho. Os meninos estreavam calça 
e paletó. Em casa sempre usavam camisinhas de riscado 
ou andavam nus. Mas Fabiano tinha comprado dez varas 
de pano (_____) na loja e incumbira Sinhá Terta de 
arranjar farpelas para ele e para os filhos. Sinhá Terta 
achara pouca a fazenda, e Fabiano se mostrara 
desentendido, certo de que a velha pretendia furtar-lhe 
os retalhos. Em consequência as roupas tinham saído 
curtas, estreitas e cheias de emendas. 
Fabiano tentava não perceber essas desvantagens. 
Marchava direito, a barriga para fora, as costas 
aprumadas, olhando a serra distante. De ordinário 
olhava o chão, evitando as pedras, os tocos, os buracos 
e as cobras. A posição forçada cansou-o. E ao pisar a 
areia do rio, notou que assim não poderia vencer as três 
léguas que o separavam da cidade. Descalçou-se, meteu 
as meias no bolso, tirou o paletó, a gravata e o colarinho, 
roncou aliviado. Sinhá Vitória decidiu imitá-lo: arrancou 
os sapatos e as meias, que amarrou no lenço. Os 
meninos puseram as chinelinhas debaixo do braço e 
sentiram-se [*] vontade. 
[...] 
Retomou a posição natural: andou cambaio, a cabeça 
inclinada. Sinhá Vitória, os dois meninos e Baleia 
acompanharam-no. A tarde foi comida facilmente e ao 
cair da noite estavam na beira do riacho, [*] entrada da 
rua. 
 
A partir da leitura do texto e suas possíveis inferências, 
analise as afirmativas a seguir. 
 
I. Fabiano e sua família estão fazendo uma caminhada 
até a cidade para participar de festividades. 
II. Fabiano sente-se incomodado ao usar as roupas feitas 
por Sinhá Terta. 
III. Sinhá Vitória demonstra tristeza por seus saltos não 
serem altos o suficiente. 
IV. As roupas feitas por Sinhá Terta ficaram pequenas 
porque a costureira furtou retalhos do pano que Fabiano 
havia comprado. 
V. Ao retirar a roupa nova, Fabiano sentiu-se aliviado. 
 
QUESTÃO 01 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a) II, III e V, apenas. 
b) II e IV, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) I, II e V, apenas. 
e) III e IV, apenas. 
 
QUESTÃO 02 
Considerando as regras de uso do sinal indicativo de 
crase, assinale a alternativa que substitui 
CORRETAMENTE os espaços do texto marcados com o 
símbolo [*], na ordem em que aparecem. 
a) à - a - à - a - a. 
b) à - a - a - à - à. 
c) a - a - à - à - à. 
d) à - à - a - a - a. 
e) a - à - a - à - a. 
 
QUESTÃO 03 
Considerando a correta concordância verbal e nominal, 
assinale a alternativa que apresenta as opções que 
preenchem CORRETAMENTE as lacunas no texto, na 
ordem em que aparecem. 
a) Eram - feito - enorme - brancas. 
b) Eram - feita - enorme - branco. 
c) Era - feita - enormes - branco. 
d) Era - feita - enormes - brancas. 
e) Era - feito - enorme - brancas. 
 
QUESTÃO 04 
Em "Sinhá Vitória decidiu imitá-lo", a oração destacada 
é classificada como subordinada: 
a) adjetiva explicativa. 
b) adverbial final. 
c) adverbial causal. 
d) substantiva objetiva direta. 
e) substantiva completiva nominal. 
 
QUESTÃO 05 
Em "De ordinário olhava o chão...", o termo sublinhado 
exerce função de: 
a) predicado do sujeito. 
b) adjunto adverbial. 
c) complemento verbal. 
d) adjunto adnominal. 
e) aposto. 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
PROF. ANDERSON OLIVEIRA 
 
 Como é por dentro outra pessoa? 
- 
Como é por dentro outra pessoa? 
Quem é que o saberá sonhar? 
A alma de outrem é outro universo Com que não há 
comunicação possível, 
Com que não há verdadeiro entendimento. 
- 
Nada sabemos da alma 
Senão da nossa; 
As dos outros são olhares, 
São gestos, são palavras, 
Com a suposição 
De qualquer semelhança no fundo. 
 
QUESTÃO 06 
Qual é a ideia central do poema "Como é por dentro 
outra pessoa?", de Fernando Pessoa? 
a) A tentativa de imaginar o que se passa na mente do 
autor. 
b) A impossibilidade de conhecer profundamente outra 
pessoa. 
c) A busca pelo autoconhecimento. 
d) A exaltação das emoções humanas. 
e) A crítica ao egocentrismo humano. 
 
QUESTÃO 07 
O verso "As dos outros são olhares, / São gestos, são 
palavras..." sugere que: 
a) o poeta acredita que a alma dos outros é visível aos 
olhos. 
b) a comunicação entre as pessoas é sempre verdadeira 
e completa. 
c) a alma dos outros pode ser entendida apenas por 
meio da observação externa. 
d) o autor acredita que as palavras são mais 
importantes que os gestos. 
e) a alma dos outros pode ser compreendida de forma 
absoluta. 
 
QUESTÃO 08 
Qual figura de linguagem predomina no verso "A alma 
de outrem é outro universo"? 
a) Anacoluto, comparando as diversas almas. 
b) Metáfora, associando a alma de outra pessoa a um 
universo. 
c) Antítese, contrastando a alma de uma pessoa com o 
universo. 
d) Antropomorfização, dando características humanas à 
alma. 
e) Eufemismo, suavizando a dificuldade de entender os 
outros. 
 
Com base no poema "Como é por dentro outra pessoa?" 
de Fernando Pessoa, considere as assertivas a seguir. 
I. O poema é composto por estrofes, que são 
agrupamentos de versos, e cada estrofe contém ideias 
que se complementam ou se contrastam, formando o 
desenvolvimento do tema. 
II. Cada verso do poema contribui para a construção do 
significado global do texto. 
III. A divisão do poema em estrofes e versos é uma 
característica comum da poesia, mas nem toda poesia é 
dividida dessa maneira, pois alguns poemas podem ser 
escritos em forma de prosa poética. 
IV. A quantidade de estrofes em cada verso não é 
importante, sendo, portanto, escolhida ao acaso. 
V. A regularidade de estrofes e versos é uma 
característica obrigatória da poesia, sendo a principal 
forma de organização do poema. 
 
QUESTÃO 09 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a) II, III e V, apenas. 
b) I, IV e V, apenas. 
c) I, II, III, IV e V 
d) I e IV, apenas. 
e) I, II e III, apenas. 
 
QUESTÃO 10 
No que tange às funções sintáticas, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Em "senão da nossa", temos um aposto explicativo. 
b) Em "nada sabemos da alma", o sujeito é inexistente 
c) Em "a dos outros são olhares", "olhares" funciona 
como objeto direto 
d) Em "a alma de outrem é outro universo", "outro 
universo" exerce a função de predicativo do sujeito. 
e) Em "de qualquer semelhança no fundo", "no fundo" 
desempenha a função de complemento nominal. 
 
QUESTÃO 11 
No verso "Quem é que o saberá sonhar?", do poema de 
Fernando Pessoa, o pronome "Quem" está classificado 
como: 
a) pronome pessoal. 
b) pronome demonstrativo. 
c) pronome possessivo. 
d) pronome relativo. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
PROF. ANDERSON OLIVEIRA 
 
e) pronome interrogativo. 
 
QUESTÃO 12 
Quanto à conceituação das figuras de linguagem, é 
INCORRETO afirmar que: 
a) a ironia é uma figura de linguagem na qual há a 
omissão de determinado termo que pode ser 
compreendido no contexto. 
b) na metáfora, há uma comparação implícita. 
c) há a imitação de um som na onomatopeia. 
d) a hipérboleé um recurso utilizado para expressar 
uma ideia exagerada. 
e) na metonímia, há a substituição de uma palavra por 
outra, havendo relação entre elas. 
 
Os ventos 
O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com 
impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas 
mãos, uma história policial que não conseguia parar de 
ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense 
numa noite de ventania. O sábado já estava quase no 
fim e ela ali, presa naquelas páginas. O som do telefone 
era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a 
contragosto. 
A princípio, ouviu apenas um chiado, um ruído ondular, 
como se a ventania tivesse penetrado no aparelho. 
Depois, um silêncio. Repôs o fone no gancho, dando de 
ombros, os olhos novamente fixos nas páginas que a 
chamavam. Mas, assim que recomeçou a ler, o telefone 
tocou novamente. Atendeu. O ruído, outra vez. Desligou, 
já irritada. Pensou em tirar o fone do gancho, mas 
resistiu. Não gostava de fazer isso. Voltou à leitura, já 
um pouco desconcentrada. Leu e releu o mesmo 
parágrafo três vezes, na certeza de que o telefone 
voltaria a tocar. E tocou mesmo. Mas, dessa vez, havia 
uma voz. De homem. 
- Siroco, Zonta, Norte. Você sabe o que é isso? 
- O quê?? 
- Siroco, Zonta, Norte. Você já ouviu falar deles? – 
insistiu a voz. Falava num sussurro. 
Ela franziu a testa, olhando o fone. Só faltava isso. Um 
maluco passando trote. 
- Olha aqui, meu amigo... 
- São nomes de ventos. 
Ela largou o livro no colo. Estranho. Tinha a impressão 
de já ter ouvido aquela voz. 
- Como? – perguntou. 
- Siroco, Zonta, Norte. São nomes de ventos. 
Um maluco, só podia ser um maluco. Ia desligar, quando 
ele recomeçou: 
- Alguns ventos vêm do deserto, outros do oceano, mas 
em sua trajetória eles varrem montanhas, despejando 
chuvas, e tornam-se muito secos, cheios de eletricidade. 
Saiu isso outro dia no jornal. 
A mulher olhou para a janela. Lá fora, a copa da 
amendoeira dançava, enlouquecida. E o vento começava 
a gemer nas frestas, como se quisesse entrar. 
- Quando chegam às cidades, esses ventos elétricos 
provocam alterações no sistema nervoso das pessoas – 
disse a voz. – E sabe o que acontece? 
Ela continuou muda. 
- As pessoas enlouquecem. 
Instintivamente, a mulher levantou-se e caminhou em 
direção à janela, que estalava com os primeiros pingos 
de chuva. Olhando por entre a copa fechada da 
amendoeira, viu a sombra de alguém na calçada. Um 
homem, com uma capa escura. E, no mesmo instante, 
ouviu a voz ao telefone dizer: 
- É por isso que eu estou aqui. 
 
QUESTÃO 13 
A partir da leitura do texto, é possível inferir que a 
mulher: 
a) sentia-se frustrada por estar sozinha em casa. 
b) estava disposta a bater papo com alguém no sábado 
à noite. 
c) não queria falar com outras pessoas ao telefone. 
d) queria parar de ler livros de suspense. 
e) esperava uma ligação importante. 
 
QUESTÃO 14 
Após atender o telefone duas vezes e escutar apenas 
ruídos, a mulher: 
a) concentrou-se no livro com o mesmo entusiasmo de 
antes. 
b) começou a pesquisar sobre os nomes dos ventos. 
c) intuiu que o telefone tocaria novamente. 
d) voltou ao livro e avançou bastante na leitura. 
e) pensou que não haveria mais ligações. 
 
QUESTÃO 15 
O fato da mulher estar sozinha em casa, sábado à noite, 
lendo um livro, desperta nela um sentimento de: 
a) preocupação. 
b) irritação. 
c) medo. 
d) chateação. 
e) satisfação.

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