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Gestão de carreiras e competências 1 Gestão de carreiras e competências Suziane Hermes de Mendonça Soares 1ª e di çã o Gestão de carreiras e competências 2 DIREÇÃO SUPERIOR Chanceler Joaquim de Oliveira Reitora Marlene Salgado de Oliveira Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA Gerência Nacional do EAD Bruno Mello Ferreira Gestor Acadêmico Diogo Pereira da Silva FICHA TÉCNICA Texto: Revisão Ortográfica: Rafael Dias de Carvalho Moraes & Christina Corrêa da Fonseca Projeto Gráfico e Editoração: Antonia Machado, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Victor Narciso Supervisão de Materiais Instrucionais: Antonia Machado Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos COORDENAÇÃO GERAL: Departamento de Ensino a Distância Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo – Campus Niterói Bibliotecária: ELIZABETH FRANCO MARTINS – CRB 7/4990 Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se r esponsabilizando a ASOEC pelo conteúdo do texto formulado. © Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedora da Univer sidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Gestão de carreiras e competências 3 Palavra da reitora Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo, exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSOEAD, que reúne os diferentes segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero bem-sucedidas mundialmente. São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio dessa modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se responsável pela própria aprendizagem. O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo o momento, ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de nossa plataforma. Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos. A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem- sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização, graduação ou pós-graduação. Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona. Seja bem-vindo à UNIVERSOEAD! Professora Marlene Salgado de Oliveira Reitora. Gestão de carreiras e competências 4 Gestão de carreiras e competências 5 Sumário Apresentação da disciplina ................................................................................................ 07 Plano da disciplina .............................................................................................................. 09 Unidade 1 – As organizações e o cenário empresarial atual ......................................... 11 Unidade 2 – Sistemas de valorização e Instrumentos de desenvolvimento de carreira ................................................................................................................................. 29 Unidade 3 – Noções gerais sobre desenvolvimento de carreira .................................. 43 Unidade 4 – Gestão por competência .............................................................................. 59 Unidade 5 – Gestão estratégica de pessoas.................................................................... 73 Unidade 6 – Desenvolvimento de competências individuais e organizacionais. ...... 89 Considerações finais ........................................................................................................... 107 Conhecendo a autora ......................................................................................................... 108 Referências ........................................................................................................................... 109 Anexos .................................................................................................................................. 111 Gestão de carreiras e competências 6 Gestão de carreiras e competências 7 Apresentação da disciplina A disciplina tem como objetivo compreender o papel das empresas e todas as possíveis demandas relacionadas às pessoas da organização no mundo contemporâneo. Você conseguirá desenvolver habilidades para uma gestão estratégica de pessoas no modelo de competências. Também será abordado nesta disciplina técnicas para desenvolvimento de carreiras e instrumentos para avaliação. Despertando para técnicas atuais do mundo globalizado e exigente. A Gestão de Pessoas, termo também conhecido tradicionalmente por Recursos Humanos, é um assunto que vem ampliando o seu espaço e relevância nas Ciências Administrativas nos últimos anos por conotar uma tentativa de valorização do capital humano nas organizações. Afinal, são os talentos que dão vida à organização, promovendo comportamentos altamente diferenciados, na busca do nível de excelência. Serão abordados de forma clara para facilitar a compreensão e elaboração de modelos de gestão por competências, alinhando as competências individuais organizacionais. Esta disciplina está dividida em seis unidades, tornando mais clara a atuação do profissional de Gestão de Recursos Humanos no planejamento e gestão da carreira e competência. Gestão de carreiras e competências 8 Gestão de carreiras e competências 9 Plano da disciplina Foi elaborado um resumo de cada unidade para que você tenha uma compreensão geral de tudo o que encontrará nesta disciplina, podendo até, antecipadamente, buscar fontes que complementem o estudo. Unidade 1 – As organizações e o cenário empresarial atual Na primeira unidade, vamos estudar as mudanças no mundo do trabalho nas últimas décadas e suas conseqüências ao trabalhador. Objetivos: Compreender as transformações mundo do trabalho; Analisar as concepções sobre estruturas. Unidade 2 –Sistemas de valorização e Instrumentos de desenvolvimento de carreira Na segunda unidade, vamos estudar os sistemas de valorização e os instrumentos de desenvolvimento de carreira no país. Objetivos: Conhecer os sistemas de valorização de pessoas; Estudar os instrumentos de desenvolvimento de carreira. Unidade 3 – Noções gerais sobre desenvolvimento de carreira Na terceira unidade, vamos estudar os conceitosforma de ação, ou seja, baseada nas diferenças entre sujeito e objeto e entre meios e fins. Podem ser utilizadas a comunicação verbal e não verba, o que mostra que a comunicação entre os que estão presentes em uma reunião, por exemplo, é inevitável. O último segmento são as Habilidades. Habilidades são as demonstrações dos conhecimentos adquiridos. A Gestão por Competências na área de recursos humanos pode ser estruturada através da conscientização de que cada negócio exige um perfil específico de pessoas, exigindo principalmente estratégia na Gestão. A Gestão por Competências na organização tem seu alicerce em alguns indicadores, que dão suporte para o desenvolvimento e implantação eficaz da ferramenta de gestão. Destacamos quatro indicadores: negócio - o ambiente determina as demandas e a organização se posiciona conforme o seu desejo de espaço. A organização define quais as expectativas e desejos do consumidor que pretende atender. missão institucional - tem por objetivo definir a razão de existir do negócio, indicando o caminho a ser seguido para o alcance dos objetivos. Está voltada para a orientação nas tomadas de decisões, elaboração de objetivos e estratégias. visão de futuro - sua essência está na ideia de como a organização quer ser vista pelos seus consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores, norteando ações para a busca de resultados e compartilhando-os com toda organização. valores e crenças - normas e princípios aceitos pelo grupo que conduzem o comportamento das pessoas, contribuindo para a formação da cultura organizacional. É impossível desenvolver um modelo de gestão por competências sem a definição da Missão, Visão, Valores e Estratégia, pois esses fatores são fundamentais para validação do modelo de gestão. Quando organização e pessoas caminham juntas, podemos dizer que há uma troca constante de competências, onde a empresa agrega e prepara as pessoas Gestão de carreiras e competências 63 para enfrentarem novas situações, tanto profissionais quanto pessoais, sejam estas internas ou externas à organização. A Gestão por Competências é um programa que se instala através de blocos de intervenção que se sucedem de forma simultânea ou em etapas. Vamos compreender cada uma das etapas para sua implementação. Temos como primeira etapa a sensibilização, ao esclarecer os conceitos de competências e os benefícios deste modelo a fim de obter o envolvimento de todos e motivar as pessoas para que percebam o propósito da ideia, deve ser bem estruturada a sensibilização. A partir da aprovação pela direção ou gerência da organização, segue a fase da coleta de dados, através das ações de verificação das diretrizes para cada setor de acordo com a missão da empresa. A comprovação da existência de descrição objetiva das atividades nos locais de trabalho é fundamental em conjunto com a negociação das responsabilidades com a diretoria tendo o setor de recursos humanos como um facilitador do processo. Em seguida é a etapa de definição das competências, etapa que trata como definição de perfis, e consiste em traçar competências essenciais e básicas, necessárias a cada grupo de funções. Assim que os perfis são definidos, é necessário que sejam atribuídos pesos conforme as exigências de cada unidade de negócio, o que requer alto grau de comprometimento e participação dos membros internos detentores de informações da empresa. Subdivide-se esta etapa em duas categorias: a definição das Competências Organizacionais e, a definição das Competências de Função. Na etapa de identificação das competências dos colaboradores, são elencadas quais as competências dos colaboradores, para saber o que tem a contribuir e o quanto necessitam aprender o que é feito através do método de avaliação focado em competências. Para o plano de desenvolvimento dos colaboradores, são identificadas deficiências individuais, tendo em vista treinar e desenvolver estes indivíduos adequadamente. Gestão de carreiras e competências 64 Na etapa das Competências Organizacionais o foco se volta para a cultura organizacional, determinada através dos valores e missão da empresa. Sempre considerando o mercado de trabalho e todas as demandas que o direcionam. Modelos de gestão por competência A gestão por competência é um programa que atende diversas demandas da organização por definir perfis profissionais em função da produtividade e da adequação destes perfis ao negócio. A gestão por competência representa uma alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações. Propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização. A implementação da gestão por Competência pode ocorrer da seguinte forma: Através de reuniões e brainstorms, seguindo uma metodologia definida, identificar as Competências que a empresa necessita, baseadas em sua Visão, Valores e Estratégia; O passo seguinte é dividir a empresa em papéis e perfis, identificando as Competências que os cargos e funções necessitam e os níveis mínimos de cada uma delas; Avaliar e identificar em testes e entrevistas as competências que os candidatos possuem ainda no recrutamento; Com periodicidade avaliar e identificar as competências que os colaboradores possuem; Fazer um cruzamento das competências necessárias com as existentes e trabalhar para desenvolver os Colaboradores diminuindo o vácuo dentro de seus cargos, perfis e funções. Gestão de carreiras e competências 65 É preciso que haja certa continuidade e crescimento à medida que uma pessoa desenvolve suas competências. Não se espera que uma pessoa dos primeiros níveis hierárquicos seja melhor ou tão boa quanto seus superiores em tudo. Nem sempre um cargo superior tem um valor maior em todas as competências que seus subordinados. No entanto, por tratar-se de um modelo com métodos modernos, relevantes ao novo cenário complexo e competitivo das organizações, propicia mecanismos e técnicas, oportunizando significativas melhorias, conforme sugerido na tabela abaixo: Lembre-se a proposta da gestão por competência é compreender quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê-las junto ao quadro de funcionários internos. Trata-se de uma metodologia de gestão moderna, focada nos negócios, no mercado e no desenvolvimento profissional permanente. Gestão de carreiras e competências 66 Gestão por competências Possibilidades e adaptações do modelo Seleção Cursos de formação permitem identificar competências individuais e aproximá-las da estratégia organizacional. Mapeamento Parâmetro na nomeação de servidores, possibilitando a alocação de competências conforme área de conhecimento. Remuneração A nomeação aos cargos quando realizada pelos parâmetros de competência, possibilita a valorização dos servidores pelo desempenho. Desenvolvimento Parâmetro para planejar o desenvolvimento de competências através de ações de treinamento e capacitação, conforme necessidade individual e da organização, agregando valor ao desenvolvimento de competências. Avaliação A avaliação por competências permite o feedback do desempenho e possibilita melhorias nos aspectos falhos. Se realizada por mais atores, torna o método mais fidedigno e com menor probabilidade de erros, podendo ser realizada pelo chefe imediato, por um servidor do setor e também pela autoavaliação. Gestão de carreiras e competências 67 Desta forma, pode-se inferir que a utilização de um modelo com base em estratégias garante maior aproveitamento do potencial humano, motiva a busca pelo desenvolvimento contínuo, gera melhoria do desempenho, valoriza os Colaboradores e permite a transparênciadas ações. Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. Atividade complementar! O SEBRAE promove algumas ferramentas no auxílio aos empresários. Teste suas habilidades com a ferramenta disponibilizada no link abaixo e verifique quais competências precisa desenvolver. http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/Mapa-de- Compet%C3%AAncias-testa-suas-habilidades-empreendedoras É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão de carreiras e competências 68 Exercícios – unidade 4 1.Complete a frase com o termo adequado: “Competência é a possibilidades de _______________ e ____________ que algumas pessoas ou organizações dominam em detrimento a outras promovendo uma ___________ no mercado. a) Capacidades/Urgências/Rapidez b) Comportamentos/ Capacidades/Diferenciação c) Capacidades/Rapidez/Valorização d) Valorização/Capacidades/Diferenciação e) Comportamentos/Valorização/Diferenciação 2. Qual competência pode ser definida por estratégias, que estabelecem a vantagem competitiva da empresa e são constituídas por um conjunto de capacitações que auxiliam a empresa a alcançar seus resultados e fazer o diferencial no mercado? a) Essenciais b) Básicas c) Diferenciais d) terceirizáveis e) individual Gestão de carreiras e competências 69 3.Quais os tipos de competências primordiais no funcionamento da organização? a) ásicas e essenciais b) Básicas e individuais c) Básicas e diferenciais d) Diferenciais e terceirizáveis e) Diferenciais e essenciais 4. O primeiro elemento a ser desenvolvido para se chegar à competência é? a) habilidades b) atitude c) carisma d) experiência e) postura 5. O segundo elemento na gestão de competência é conhecido por? a) Comunicação b) Atitude c) Conhecimento d) Sabedoria e) Carisma Gestão de carreiras e competências 70 6. Qual das alternativas abaixo é um dos processos da implementação de Gestão por Competência? a) Através de conselhos da direção, seguindo uma metodologia definida, identificar as Competências que a empresa necessita, baseadas em sua Visão, Valores e Estratégia. b) O passo seguinte é dividir a empresa em papéis e perfis, identificando as Competências que os cargos e funções necessitam e os níveis mínimos de cada uma delas. c) Avaliar e identificar em testes e entrevistas as competências que os candidatos possuem ainda no concorrente. d) Esporadicamente avaliar e identificar as competências que os colaboradores possuem. e) Através de assembléia do sindicato, seguindo uma metodologia definida, identificar as Competências que a empresa necessita, baseadas em sua Visão, Valores e Estratégia. 7. Para um melhor aproveitamento na Gestão por Competência o que pode ser realizado na seleção para facilitar o processo? a) Cursos de formação permitem identificar competências individuais e aproximá-las da estratégia organizacional . b) Entrevista e exames psicológicos para testar o QI. c) Fazer contratação apenas por indicação de pessoas de confiança. d) Fazer simulações que exijam o máximo do candidato. e) Selecionar os candidatos que estiverem acima da média desejada. Gestão de carreiras e competências 71 8..Complete a frase: “os parâmetro para planejar o desenvolvimento de competências através de ações de ______________e _____________, conforme necessidade individual e da organização, agregando valor ao desenvolvimento de competências. a) entrevista e simulação b) entrevista e treinamento c) treinamento e capacitação d) capacitação e entrevista e) capacitação e simulação 9.A Gestão por Competências na organização tem seu alicerce em alguns indicadores, que dão suporte para o desenvolvimento e implantação eficaz da ferramenta de gestão. Destaque os quatro indicadores: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 72 ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.O que pode ser garantido com a implementação da Gestão por Competência que favorece o Colaborador? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 73 5 Gestão estratégica de pessoas Gestão de carreiras e competências 74 Nesta unidade, abordaremos os aspectos mais relevantes sobre uma Gestão estratégica de Pessoas. Assim, você se tornará apto a debater, e propor ações estratégicas a fim de solucionar quaisquer questões ou problemas que possam surgir para a organização voltada para as pessoas. Objetivos da unidade: Estudar a importância da gestão estratégica; Abordar as principais técnicas de gestão estratégica de pessoas. Plano da unidade: A importância da Gestão Estratégica Técnicas de Gestão Estratégica de Pessoas Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 75 A importância da gestão estratégica Nos últimos tempos, a administração de recursos humanos vem passando por diversas e consideráveis mudanças, das quais se sobressaem, as técnicas, procedimentos e ferramentas que se fundamentam em técnicas de seleção, treinamento, remuneração e avaliação do desempenho e nos objetivos de análise do organizacional, planejamento das deficiências dos recursos humanos, avaliação do comportamento, melhoria das relações de trabalho e estabelecimento e manutenção do trabalho. As vocações relacionadas a esse tipo de intervenção na organização trouxeram colaboradores mais satisfeitos para a organização, mais produtivos e mais seguros. Contudo, na década de 80, a administração de recursos humanos, influenciada pelas forças endógenas, pelas estipulações do mercado e pela concorrência mundial, deu início à abordagem estratégica. O nosso ponto de partida na disciplina será distinguir a eficácia operacional da estratégia. Sem impedimentos nas progressões operacionais como: gestão da qualidade total, concorrência baseada no tempo, terceirização, formação de parcerias, gestão de mudanças, e diversas técnicas, muitas empresasse frustram em decorrência da incapacidade de transformar o conhecimento das técnicas em lucro. Tanto a eficácia operacional, quanto a estratégia são necessárias para uma execução diferenciada. A primordial diferença se encontra na escolha das atividades e na forma como elas são realizadas. Eficácia operacional significa realizar uma atividade/serviço melhor do que os concorrentes. A estratégia significa realizar atividades diferentes das dos concorrentes ou realizar as mesmas atividades dos concorrentes de maneira diferente. Estratégia também é criar uma posição única e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de atividades. Se persistisse apenas uma estratégia certa não Gestão de carreiras e competências 76 haveria a busca de estratégias. A natureza da estratégia é escolher por métodos diferentes dos concorrentes. As alternativas de direcionamento movem não apenas as atividades a serem realizadas pela organização, mas também a forma pela qual elas se laçam umas com as outras. Durante o tempo em que a eficácia operacional atinge o primor nas atividades individuais, a estratégia trata da combinação de atividades. A Neutrogena, por exemplo, vende seus produtos para hotéis destinados a clientes de alta renda, que pretendem oferecer aos hospedes um sabonete recomendado por dermatologistas. Os hotéis concedem à empresa o privilégio de manter a própria embalagem. Ao experimentarem o Neutrogena em um hotel de luxo, é provável que os hóspedes o comprem em drogarias. Assim, a empresa age de maneira estratégica. Os aspectos pessoais do Gestor de Recursos Humanos na atividade estratégica tende a distender aptidões organizacionais tais como, rapidez, capacidade de reação, agilidade, capacidade de aprendizagem e competência ao se relacionar com as pessoas. O compromisso de elaborar as estratégias da organização é destinado aos executivos, contudo, os Gestores de Recursos Humanos devem estimular e liderar discussões sobre o modo como a empresa deve se posicionar frente aos Colaboradores. O Gestor de Recursos Humanos deve ser parceiro estratégico dos executivos apesar de considerado novo neste papel, para ser capaz de realizar qualquer discussão estratégica, o profissional precisa se desenvolver com uma formação específica e tal conhecimento agregará confiança e melhor visão dos negócios. A partir desse novo posicionamento estratégico, a necessidade da organização em adequar-se para as novas práticas de Gestão de Pessoas foi primordial. A Gestão precisa atuar não somente na necessidade de atrair e reter Colaboradores com competência, mas também para atingir os resultados da organização através das pessoas. A transformação faz com que a Gestão de Recursos Humanos encontre novas formas de atrair, manter e reter o seu capital Gestão de carreiras e competências 77 humano, tudo isso com o objetivo de expandir os negócios da organização que se insere. Com o objetivo de proporcionar alternativas organizacionais eficazes é necessário que seja inserida nova forma de ação dos gestores, pois, na gestão estratégica, destacam-se a abrangência de todos os setores da organização para planejar, gerenciar, executar, acompanhar e corrigir, no intuito de movimentar as pessoas á obtenção dos objetivos da organização. A Gestão Estratégica de Recursos Humanos apresenta um procedimento resolutivo mais abrangente, com visão de futuro, consciente das variações do ambiente exógeno. Conduzindo a integração com os objetivos organizacionais e com as políticas que integram os processos que os formam. A atribuição do Gestor de Recursos Humanos tornou-se estratégica para as organizações, ao garantir como sua função a promoção das organizações com talentos e favorecer a formação das estratégias. O procedimento de organização da estratégia precisa de um longo prazo para se tornar eficaz, o desenvolvimento de alguns requisitos se torna essencial. Alguns requisitos são: Disciplina e comunicação constante; Conhecimento de tecnologias, produtos, mercados e estrutura organizacional; Visão sistêmica e estruturas fluídas; Integração interna; Visão ou missão essencial – base da organização. Gestão de carreiras e competências 78 Todo esse processo estratégico também encontra dificuldades, contudo é uma das funções mais importantes para o Gestor de Recursos Humanos. O movimento para a Gestão Estratégica ultrapassa com antigas funções conservadoras de Recursos Humanos voltados apenas à admissão, normatização e remuneração. Técnicas da gestão estratégica de pessoas A maioria das empresas deve seu sucesso a um anterior posicionamento estratégico, em um dado momento em sua história organizacional ocorreu um investimento na gestão estratégica. As atividades que em num momento foram alinhadas, entretanto, com o passar dos anos, e as pressões de crescimento, as estratégias foram se tornando ultrapassadas e ineficientes. A opção que resta a tais empresas é o recomeço, o realinhamento das ações com entendimento do contexto atual. Este também é o destino das organizações que nunca investiram em estratégias. Algumas tratamentos iniciais podem assessorar as organizações que desejam implementar estratégias na melhoria de sua competição com as concorrentes. O primeiro tratamento é verificar minuciosamente tudo que a organização realiza. Algumas questões a seguir auxiliarão na verificação da real natureza organizacional: Lembre-se! Existem contradições entre Gestão Estratégica e Planejamento Estratégico, não confunda os dois termos. No Planejamento Estratégico a organização é gerencial quanto a elaboração de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, considerando os condicionantes internos e externos à organização e seu sucesso almejado. Na Gestão Estratégica salienta-se a determinação por acrescentar novos elementos de reflexão e ação sistemática e continuada, no intuito de analisar a realidade posta, assim, promover projetos de mudanças estratégicas com um profundo acompanhamento e gerenciamento dos elementos de implementação. Gestão de carreiras e competências 79 Qual das atividades ou serviços ofertados mais se destaca? Quais os produtos ou serviços mais lucrativos? Quais os clientes mais satisfeitos? Quais os clientes, canais ou ocasiões de compra são mais lucrativos? Quais das atividades são mais diferentes e eficazes? O estímulo é refocalizar a natureza real organizacional e realinhar as atividades a ela. Dentro da Gestão Estratégica existem vários passos, vamos identificar cada um deles. Primeiramente se encontra o Diagnóstico Estratégico, nele são realizadas as construções das situações atuais da organização, visando assim apreciar a existência e a adequação das estratégias vigentes dentro da instituição, bem como se estão oferecendo os resultados esperados. Dentro do Diagnóstico Estratégico são abordadas informações como a competitividade da empresa, a diversidade de produtos, ações de mudanças, vulnerabilidade às ameaças existentes, quantidade de recursos estratégicos disponíveis e projetos futuros. No segundo passo verifica-se quanto a Prontidão Estratégica, isto é, o relacionamento despertado e disponibilidade do caminho escolhido pela organização sobre o futuro, as atividades a serem executadas pela alta administração para antecipar problemáticas na estratégia, uma vigilância quanto todas as alterações ocorridas que podem influenciar de forma positiva ou negativa, os desafios institucionais em todas as suas dimensões, que venham de encontro com a Missão, a Visão e os Valores da organização. Em seguida o passo que se inicia é o procedimento de seleção das prioridades em função da gravidade dos dilemas que surgiram dentro da empresa e assim é orquestrada uma sequência lógica para a implementaçãodas ações, com direcionamento aos principais e mais preocupantes desafios em primeiro plano. Tal atividade é conhecida como Direcionamento Estratégico, definido como o Gestão de carreiras e competências 80 momento que se direciona a instituição que precisa mudar para sobreviver ou se sobressair em determinado cenário. Como o conceito de estratégia relaciona-se diretamente com visão de futuro, uma organização precisa ter sua visão almejando o futuro. Deve, então, manter a Vigilância Estratégica, ou seja, deve observar, acompanhar, questionar, vasculhar o horizonte, no tempo, no espaço, à procura de possíveis riscos e de oportunidades que possam exigir, oportunamente, ações antecipadas e respostas estratégicas ou contramedidas da organização. Enfim, para uma empresa atuar com uma Gestão Estratégica precisa apurar todos seus processos e sua real situação e desenvolver ações corretivas constantes, focando seus objetivos e suas metas, e o desenvolvendo suas estratégias de forma mantenha sua sobrevivência, crescimento e diferenciação competitiva. Através da tabela abaixo você poderá visualizar melhor os passos da Gestão Estratégica na prática organizacional. Fatores de Mudança Ação Estratégica Promoção da transformação Liderança ativa, comprometimento das gerências, fornecimento de recursos, tempo dedicado ao processo e reconhecimento de fragilidades. Percepção de necessidades Entendimento de todos da importância da mudança e compreensão a curto e longo prazo quanto às melhorias desejadas. Visão organizacional Alteração nas condutas, entusiasmo e entendimento dos benefícios tanto para clientes quanto para demais Colaboradores. Responsabilização Envolvimento para realização das mudanças, formação de alianças e parcerias e compromisso dos envolvidos. Alteração de estrutura Mudança de sistema e estruturas, relação entre todos os setores e departamentos. Gestão de carreiras e competências 81 Avaliação Monitoramento do progresso, planejamento de formas de avaliação e comparação entre resultados obtidos e esperados. Sustentação Perpetuação da mudança com plano em longo prazo para adaptar a mudança com o passar dos anos. Basicamente, existem três intervenções concretas que levam as empresas de volta à agilidade essencial e depois as mantém com boa saúde: incorporar totalmente os Colaboradores no processo de lidar com os desafios, liderar a partir de um ponto de vista para manter o envolvimento dos Colaboradores e o estresse construtivo e instalar disciplinas mentais que incitaram comportamentos diferentes. Se realizadas da forma adequada, essas três intervenções criarão uma mudança marcante na cultura organizacional. Uma possível solução de problemas para a extinção do mesmo é possível se seguidas às etapas abaixo: Antecipação: mudanças de sistemas que possibilitam tempo para encontrar melhorias antes do problema ser instalado. Encontrar causas fundamentais: com a eliminação de parte do problema se encontra tempo para buscar as causas subjacentes. Prevenção: Monitoramento pela qualidade, a solução leva à ação preventiva. Consertar quando falhar: desfazer-se sempre do produto/serviço de má qualidade antes de afetar o cliente, resolver as situações no momento que surgem sem deixar nada para depois. A progressão por esse ciclo de quatro procedimentos exige uma grande dose de esforço. Os problemas que necessitam de atenção são claramente identificáveis. A tarefa difícil é fazer com que as pessoas se organizem em torno deles. Os procedimentos de melhorias significativas são sutis e frequentemente dependem Gestão de carreiras e competências 82 de encontrar meios criativos para expor os Colaboradores em todos os níveis às pessoas certas nas organizações. Muitas empresas têm uma abordagem insuficiente à área de Recursos Humanos, esquecendo-se de que as organizações só existem em função das pessoas. O ambiente empresarial está cada vez mais rigoroso com as organizações, não havendo mais espaço para empresas que seguem modelos antiquados, exigindo que estas se adaptem às necessidades das pessoas de certa forma integrada, sejam elas clientes, proprietários, fornecedores, colaboradores, gestores etc. As empresas que pretenderem se adaptar ao ambiente presente e futuro terão que mudar a sua postura de se relacionar com as pessoas humanas, deixando de usá-las para passar a servi-las, atendendo-as naquilo de que necessitam e na realização de seus interesses. A área de Recursos Humanos deverá atender a esta nova dimensão no ambiente interno da empresa, procurando o equilíbrio dinâmico com as outras partes do ambiente, que também estarão, cada vez mais, em mudanças mais rápidas e significativas voltadas a estratégias. Sem uma estratégia de inovação, que favoreça a evolução do conhecimento científico, do desenvolvimento tecnológico e da modernização do setor produtivo, dificilmente se poderá trilhar o longo caminho para se enfrentar os desafios que o futuro nos proporciona. Há uma enorme variedade de receitas ideais de estratégias de Recursos Humanos. Uma das propostas teóricas mais seguidas é a de que uma estratégia deve conter dois elementos principais: Gestão de carreiras e competências 83 1.objetivos estratégicos, por exemplo, resultados que a estratégia deveria alcançar; 2. é um plano de ação, por exemplo, os meios pelos quais se pretende alcançar os objetivos visados. Os objetivos deveriam ser definidos em função daquilo que precisa ser feito para alcançar os fins da organização e as necessidades individuais dos seus Colaboradores. Estratégias de Recursos Humanos são simplesmente os processos que combinam pessoas, planos e programas de atividades, de acordo com esquemas gerais, para realizar os objetivos da organização. O processo de formulação de estratégias é uma maneira de se promover a compatibilização desses diferentes pontos de vista. Boas práticas de gestão de Recursos Humanos podem melhorar o desempenho organizacional das seguintes maneiras: Aumento da motivação e do comprometimento. Desenvolvimento de competências e habilidades. Ampliação das responsabilidades atribuídas aos empregados de forma que eles possam utilizar plenamente suas competências e habilidades. Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. Gestão de carreiras e competências 84 Dica de vídeo! Assista ao filme “Desafiando os Limites (The Word´s Fastest Indian)” do ano de 2005, busque encontrar ações de determinação, persistência e objetivo. Também oriento assistir ao filme “A Última Fortaleza” de 2001, neste filme você encontrará a história de um prisioneiro que demonstra estilo de liderança, planejamento e estratégia para motivar os demais prisioneiros, transformando-os em seguidores, para alcançar as metas definidas. É hora de se avaliar: Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão de carreiras e competências 85 Exercícios – unidade 5 1. Desenvolver as atividades melhor que seus clientes é uma definição de qual termo? a) planejamento estratégico b) eficácia operacional c) gestão estratégica d) gestão de pessoas e) plano estratégico 2. Identifique a essência de uma ação estratégica. a) Optar por recurso diferente do concorrente. b) Optar por recurso igual ao concorrente. c) Optar por recurso inferior ao concorrente. d) Optar por recurso adquirido no concorrente. e) Optar por recurso produzido para o concorrente. 3. O desenvolvimento de estratégias necessita de alguns requisitos. Marque acaracterística que auxilia neste processo exigido aos Colaboradores de todos os setores ou departamentos. a) comunicação constante e os meios de comunicação interna através de redes sociais. b) conhecimento de tecnologias, produtos, mercados e infraestrutura organizacional. c) uma visão sistêmica e estruturas fluídas. Gestão de carreiras e competências 86 d) Integração interna e externa. e) conhecimento da missão essencial e base da organização concorrente. 4. Complete a frase: “A Gestão precisa atuar não somente na necessidade de ____________ e _____________ Colaboradores com competência, mas também para atingir os resultados da organização através das ____________.” a) atrair/treinar/mercadorias. b) reter /atrair/pessoas. c) reter/ demitir/concorrências. d) atrair/pessoas/reter. e) mercadorias/capacitar/pessoas. 5. Em qual aspecto o papel do Gestor de Recursos Humanos tornou-se estratégico? a) ao assumir como função formar talentos e contribuir na eliminação de estratégias do passado. b) ao assumir uma posição de guardião das tradições e da cultura organizacional. c) ao assumir como sua função a gerência administrativa. d) ao assumir como sua função abastecer organizações de talentos e contribuindo na formação das estratégias. e) ao assumir como função a organização do espaço e cultura organizacional. Gestão de carreiras e competências 87 6. Quais das técnicas mencionadas abaixo correspondem à mudança ocorrida nas últimas décadas na Gestão de Pessoas? a) as técnicas de planejamento das necessidades dos recursos humanos. b) as técnicas de seleção voltadas para a melhoria da produção. c) as técnicas de remuneração voltadas para o crescimento horizontal do Colaborador. d) as técnicas de planejamento das necessidades familiares. e) as técnicas voltadas para o ambiente externo e suas necessidades de retração. 7. Como podemos definir o envolvimento e disponibilidade da direção da empresa em relação ao futuro? a) Vigilância estratégica. b) Direcionamento estratégico. c) Diagnóstico Estratégico. d) Prontidão Estratégica. e) Solução Estratégica. 8. Quais das alternativas abaixo melhor demonstra uma das transformações organizacionais necessárias à Gestão Estratégica? a) Percepção de necessidades. b) Diagnóstico estratégico. c) Mudança cultural. d) Habilidades e competências gerenciais. e) Eficácia operacional. Gestão de carreiras e competências 88 9.Para executar uma Gestão Estratégica em Recursos Humanos existe uma proposta teórica muito difundida que deve conter apenas dois elementos principais. Descreva cada um dos elementos. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.Explique cada passo da Gestão Estratégica. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 89 6 Desenvolvimento de competências individuais e organizacionais Gestão de carreiras e competências 90 Na última unidade, faremos uma análise dos aspectos necessários ao desenvolvimento de competências tanto de forma individual quanto na organização. Objetivos da unidade: Analisar o desenvolvimento de competências individual; Conhecer o alinhamento entre competência individual e organizacional. Plano da unidade: Desenvolvimento de competências individual Alinhamento entre competência individual e organizacional Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 91 Desenvolvimento de competência individual Diante das diversas alterações do mundo e mercado, as organizações implementaram adequações em muitos âmbitos de seus processos. Os quadros de colaboradores ou organograma empresarial passaram a ter um número menor de níveis hierárquicos, possibilitando uma diminuição de custos em conjunto, a mais consistente decisão em toda a sua cadeia. Os quadros de Colaboradores tiveram revisões para redução de custos e diminuição. Os sistemas tradicionais de Recursos Humanos não atenderam e, como alternativa, experiências foram sendo desenvolvidas com base na gestão por competências e habilidades, sendo que, atualmente, várias organizações muito conceituadas e conhecidas no mercado adotam tal alternativa. O diferencial da gestão baseada em competências, é que ela permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau de capacitação alcançado pelos seus colaboradores, dentro das competências previstas para cada cargo. Desta forma, o agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionadas afeta parte considerável da atividade, além de orientar as ações da organização, sinalizar para o Colaborador como ele pode investir em seu desenvolvimento e, na medida em que ele alcance níveis melhores de competência dentro do cargo, também vai obtendo crescimento nos níveis salariais. Existem muitos modelos teóricos que detalham grupos de habilidades e competências, agrupando de acordo com a cultura organizacional e modelos de cargos, e o mais eficiente modelo é aquele que está alinhado com as competências organizacionais, ou seja, com os valores corporativos de cada empresa. A Ao se determinar as competências por meio da elaboração das descrições de cada função, assim como ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e remuneração dos profissionais, o debate sobre quais competências e os seus benefícios ganhou importância e destaque nos principais questionamentos sobre excelência organizacional Gestão de carreiras e competências 92 competência individual é o resultado da mobilização do Colaborador, da combinação de recursos ou dimensões dos conhecimentos, habilidades e atitudes alinhados à aplicação destes recursos no trabalho. Abaixo você encontrará alguns modelos de competência de fácil aplicação no cotidiano organizacional. Competências Técnicas As Competências Técnicas todas aquelas que são adquiridas pela educação escolar, treinamentos e experiência profissional: Escolaridade Escolaridade mínima para execução das atribuições do cargo. Níveis fundamentais, ensino médio e superior de ensino. Treinamentos Treinamentos, cursos específicos, habilitações profissionais, especializações, exigido para melhor desempenho na atividade proposta. Conhecimentos técnicos Conhecimentos essenciais para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo, obtidos através da escolaridade e treinamentos realizados e aplicados e aprimorados em experiência profissional. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias. ppOs conhecimentos técnicos podem ser distribuídos como: Técnicos elementares – entende-se pelo conhecimento que permite um entendimento das ações que devem ser executadas no cotidiano profissional. Gestão de carreiras e competências 93 Permite a compreensão do que é solicitado e da divulgação do mesmo, tanto o Colaborador que desenvolverá tais atividades quanto o gerente ou solicitante das atividades dependendo da área de atuação. Este conhecimento é adquirido pela escolarização mínima, pela prática profissional de curta duração ou mesmo no local de trabalho. Técnicos básicos - consiste na compreensão de princípios técnicos básicos da atividade que está inserido. Sendo diretamente associado às atividades ou realização de tarefas específicas. Técnicos fundamentais – espera-se que o colaborador compreenda as os fenômeno ou fator nas ações, ou seja, a relação teoria e prática do trabalho. Espera-se também que o Colaborador seja capaz de discutir, se posicionar e até mesmo trazer questões além de entender as respostas. Alcança-se tal nível pelo ensino profissionalizante ou técnico. Técnicos sólidos – permite o indivíduo analisar respostas e conhecer os limites dos conceitos, métodos e instrumentos, assim, antecipa problemas, propõem mudanças nos procedimentos. Pelos científicos e técnicos específicos adquiridos é possível desenvolver ações de gestão com autonomia e encontrar respostas para questões que não tinham sido previstas. Técnicos profundos – encontra-se na capacidade de gerenciar de forma consciente e inovadora o sistema técnico, ou qualquer outro. É necessário o domínio completo dos conhecimentos científicos e técnicos, que são ensinados no nível superior. Desta forma, o colaborador consegue realizar pesquisas, atuar nas decisões inovadoras relacionadas às questões novas. Competências Comportamentais As Competências Comportamentais são aquelas que permitem uma execução de sucesso na em determinadas atividades, independente das características de personalidade do Colaborador, ou adquiridas em relações sociais. Divididas as competências em cinco processos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais. Gestão de carreiras e competências 94 Intelectuais – Necessárias no reconhecimento e definição de questões, soluções estratégicas, mudanças nos processos, prevenção e aprimorar conhecimentos. Aplicar conhecimento Aplicar todos os conhecimentos técnicos na eliminação dos problemas das situações expostas em seu contexto de atuação. Transferir conhecimento Expor e promover conhecimentos técnicos para seus superiores, subordinados, clientes, fornecedores, para ensinar e aperfeiçoar a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação. Além de ser considerado apto para adquirir novos conhecimentos. Generalizar conhecimento Traduzir os conhecimentos do nível institucional à realidade da organização, transferindo ao próximo nível, o operacional, a responsabilidade direta pela implementação das ideias. Reconhecer e definir problemas Visualizar, analisar e situar os negócios da organização dentro do contexto nacional e mundial, a fim de transmitir a imagem e atuação da empresa dentro desse cenário, independente do produto ou serviço prestado. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp De comunicação– as competências através de expressões e comunicação na/da equipe e ampliação de diálogos. Gestão de carreiras e competências 95 Comunicar-se com os acionistas, clientes, fornecedores, parceiros, superiores e subordinados de forma eficaz. Entender os tipos de feedback, como avaliar a adequabilidade e as condições do feedback. Redação e Gramática Comunicar-se por escrito de maneira mais clara e mais eficaz. Inclui diretrizes específicas de como preparar memorandos, cartas, e-mails, propostas e outros tipos de comunicação. Escrever centrado no leitor e formatar suas comunicações de tal forma que sejam fáceis de ser lidas, que causem o impacto desejado e que o ajudem a alcançar seus objetivos. Negociação Capacidade de demonstrar atitudes flexíveis e de adaptá-las a terceiros e a situações diversas. Desenvolver habilidades de relacionamento, incluindo as capacidades de flexibilização e adaptação, com enfoque na postura pessoal. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp Competências sociais – conhecimento das atitudes e comportamentos fundamentais na vida cotidiana referentes ao ambiente de trabalho, ou o contrário, conhecimentos fundamentais no ambiente de trabalho que são referentes à vida cotidiana. Gestão de carreiras e competências 96 Relacionamento Interpessoal Cultuar uma boa relação com seus colaboradores, tanto nas questões voltadas ao dia- a-dia de trabalho, através de orientações em relação aos trabalhos, quanto naquelas horas onde a emoção faz-se presente. É preciso que o líder esteja atento às atitudes de sua equipe, para melhor direcionar sua atuação frente aos acontecimentos. Trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses. Capacidade e discernimento para trabalhar com e por meio de pessoas, incluindo o conhecimento do processo da Motivação e a aplicação eficaz da liderança, com capacidade de influenciar o comportamento do grupo com empatia e equidade, visando os interesses interpessoais e institucionais. Consciência Ambiental Dimensionar a importância do meio-ambiente e o impacto de suas ações na preservação do mesmo. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp Gestão de carreiras e competências 97 Competências comportamentais – demonstram empreendedorismo e inovação, com iniciativa e criatividade diante das alterações necessárias sem afetar a qualidade e outras questões éticas. Iniciativa Identificar e atuar pro ativamente sobre problemas e oportunidades. Oferecer-se para Tarefas e identificar o que precisa ser feito e começa a agir. Começar a agir sem que lhe peçam ou exijam. Aproveitar oportunidades e começa a agir para tomar vantagem delas. Começar projetos individuais ou em grupo e assume responsabilidade total por seu sucesso. Identificar logo o que precisa ser feito frente a obstáculo e age até que sejam superados. Assumir responsabilidade de criar todos os passos de um projeto cujas circunstâncias e resultados não estejam bem definidos. Criatividade Produzir mais e melhores ideias para o desenvolvimento de produtos e de novos processos de trabalho. Adaptabilidade Adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis sejam elas de qualquer ordem (ambientais, econômicas, tecnológicas...). Consciência da qualidade Buscar pela excelência de produtos e serviços e uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos. Ética Sustentar-se em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores. Coerência O discurso não deve ser diferente da prática e isso é um ponto de relevância que deve ser sempre observado na gestão. É preciso que o líder seja coerente em suas atitudes, com sua Missão e com sua equipe, pois quando a equipe observa contradição, certamente se comportará da mesma Gestão de carreiras e competências 98 maneira, o que caracteriza a cultura do não comprometimento, ameaçando os resultados. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp Competências organizacionais – essenciais na compreensão da cultura organizacional, missão e visão da instituição. Compromisso com Resultados Liderar/atuarcom foco em objetivos quantitativos e qualitativos. Quando observado e praticado pelo líder, trará credibilidade por parte de seus liderados. Uma vez que o líder influencia diretamente o comportamento de seus liderados, quando de sua aceitação, a prática de tal competência servirá como modelo a ser seguido e poderá gerar estímulos positivos na equipe, tornando-a cada vez mais compromissada com as metas a serem atingidas. Gerenciar Tempo Estabelecer metas, priorizar tarefas, lidar com os desperdiçadores de tempo, fazer análise do tempo e criar e maximizar sua programação de uso do tempo. Gerenciar Recursos Zelar pelo controle da previsão orçamentária do departamento ou Unidade de Negócio e como analisar e justificar um investimento. Equacionar a mão-de-obra disponível com os recursos técnicos disponíveis. Planejamento e Organização Coordenar suas tarefas e/ou da equipe, incluindo o planejamento (plano de ação/cronograma), a organização (distribuição de trabalhos), e as tarefas sequenciais (ações), bem como a seleção e a alocação de recursos necessários. Liderar Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos. Agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas. Formar uma equipe de talentos e investir no desenvolvimento do potencial de seus colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e Gestão de carreiras e competências 99 responsabilidade compartilhada. Atuar estrategicamente Estabelecer conexão com dois tipos de ambientes que influenciam diretamente nos resultados da equipe: os internos e os externos. Atuar de forma a antever oportunidades e ameaças, tendências e inovações possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a excelência na performance de sua equipe. Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp Diante de todas as definições trazidas, atente-se às suas competências pessoais necessárias para sustentar a organização que faz parte e no mercado que está inserido. Alinhamento de competência Individual organizacional De acordo com Chiavenato (2014), a área de gestão de pessoas é muito sensível à mentalidade que predomina nas organizações, ela é contingencial e situacional, pois depende de vários aspectos como a cultura que existe em cada organização, da estrutura organizacional adotada, das características do contexto ambiental, do negócio da organização, da tecnologia utilizada, dos processos internos e de uma infinidade de outras variáveis importantes. Entre todas as mudanças que estão ocorrendo no processo de gestão de pessoas, provavelmente a mais abrangente é a tendência de deslocamento no foco dos cargos para o foco das competências das pessoas. Assim os processos de recrutar, selecionar, aplicar, avaliar, treinar, desenvolver, remunerar e incentivar as pessoas não leva mais em consideração apenas requisitos dos cargos, mas as habilidades e competências que as pessoas possuem e oferecem e que são essenciais para a organização (CHIAVENATO, 2014). A Gestão por Competência é a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e vontade, em resultados reais e práticos, pois quando um indivíduo tem conhecimento e experiência e não sabe aplicá-los em favor de um objetivo, de uma necessidade ou de um compromisso, significa que este indivíduo Gestão de carreiras e competências 100 não é realmente competente. Na busca da obtenção da eficácia de forma a transformar a estrutura organizacional o desenvolvimento do capital humano é sua essência. A gestão por competências é o processo de conduzir os colaboradores para atingirem as metas e os objetivos da organização através de suas competências técnicas e comportamentais. Isso significa que não é possível ter um modelo de gestão por competências se a empresa não tiver clara e definida qual é sua visão, ou seja, onde ela pretende chegar daqui alguns anos. Pode-se definir Gestão por Competências, como um modelo de gestão empresarial que enfatiza dependência entre as competências organizacionais e individuais, uma vez que são as pessoas que ao colocarem em prática o patrimônio de conhecimentos da organização, concretizam as competências organizacionais e fazem sua adequação ao contexto. A Gestão por Competências integra todos os processos de Gestão de Pessoas (os subsistemas de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho) e demanda uma nova forma de gerenciar as pessoas. Isso faz com que todas as lideranças formais das empresas passem a tornarem-se gestoras de pessoas, orientadoras de comportamentos e direcionadoras de caminhos a serem seguidos por toda equipe. O ponto de partida para a definição de políticas e de operações dos diversos subsistemas envolvidos na gestão de pessoas está na gestão por competência. Neste sentido a Gestão por Competências, se desdobrará em práticas de remuneração, de desenvolvimento, de carreira, de avaliação e de seleção, cujo objetivo é proporcionar à organização o conjunto de saberes necessários à criação de vantagens competitivas sustentáveis. Ocorre um grande alinhamento entre competências organizacionais e individuais, pois as efetivações destas competências possuem grande relação entre si. Considerando o contexto em que as organizações estão inseridas, identificado na alta competitividade, e por alterações significativas do mercado exige-se que as mesmas adotem um novo padrão de gestão de pessoas. O padrão de gestão por competências surge então como mudança de modelo gerencial, com uma visão holística, alinhando as estratégias organizacionais com as competências profissionais. Gestão de carreiras e competências 101 Estamos encerrando a disciplina. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu professor através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão de carreiras e competências 102 Exercícios – unidade 6 1.A diminuição de custos através do enxugamento das equipes de trabalho e das hierarquias postas dentro da organização foi promotora de qual melhoria na gestão institucional? a) Aumento das relações internas b) Aumento da velocidade das decisões c) Diminuição dos conflitos entre Colaboradores d) Melhor desempenho em avaliações dos Colaboradores e) Aumento nas relações entre chefias 2.As ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e remuneração dos profissionais junto ao debate sobre competências e os seus benefícios ganhou importância e destaque nos principais questionamentos sobre : a) Atitude individual b) Excelência organizacional c) Mudança de mercado d) Autoritarismo organizacional e) Defesa do colaborador Gestão de carreiras e competências 103 3.O que permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau de capacitação? a) Gestão estratégica b) Gestão do tempo c) Gestão por competência d) Gestão tradicional e) Gestão hierarquizada 4.Complete a frase: “Existem muitos modelos teóricos que detalham grupos de ___________ e competências, agrupando de acordo com a _____________________ e modelos de cargos.” a) Habilidades / Cultura Organizacional b) Habilidades / Competências c) Cultura organizacional / habilidades d) Conhecimento / habilidades e) Funcionais / inteligência Gestão de carreiras e competências 104 5.Quais modelos abaixo podem ser considerados modelos de competência técnica? a) Escolaridade, Aplicação de conhecimento e Conhecimentotécnico b) Treinamento, Aplicação de conhecimento e conhecimento técnico c) Conhecimento técnico, transferência de conhecimento e aplicação de conhecimento d) Escolaridade, Treinamento e Conhecimento técnico e) Conhecimento técnico, transferência de conhecimento e escolaridade 6.As competências através de expressões e comunicação na/da equipe e ampliação de diálogos é a definição de qual processo de competência? a) intelectual b) de comunicação c) social d) comportamental e) organizacional Gestão de carreiras e competências 105 7.Qual das alternativas abaixo NÃO pode ser considerada um processo de competência comportamental? a) Iniciativa b) Criatividade c) Adaptabilidade d) Consciência da gestão e) Ética 8.A área de gestão de pessoas é muito sensível à mentalidade que predomina nas organizações segundo Chiavenato é também? a) Contingencial e situacional b) Situacional e problemática c) Problemática e contingencial d) Continental e mundial e) Problemática e mundial Gestão de carreiras e competências 106 9.A gestão por competências é o processo de conduzir os colaboradores para atingirem as metas e os objetivos da organização através de que meio? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.A Gestão por Competência promove que tipo de transformação ? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 107 Considerações finais A Gestão por Competências é definida por um modelo e processos de gestão empresarial que ressalta a dependência entre as competências organizacionais e individuais, sabendo que são as pessoas que ao colocarem em prática o patrimônio de conhecimentos da organização, concretizam as competências organizacionais e fazem sua adequação ao contexto. Com isso entre todas as alterações que estão ocorrendo no processo de gestão de pessoas, possivelmente a mais abrangente é a tendência de deslocamento no foco dos cargos para o foco das competências das pessoas. Desta forma, o objetivo da disciplina foi propor melhorias ao processo de gestão por competência visando o alinhamento entre as competências organizacionais e individuais. Visando também o desdobramento das competências da organização, com base na visão dos profissionais responsáveis, bem como na análise de seus indicadores estratégicos na excelência na prestação de serviços. Já com relação às competências individuais dos colaboradores as principais competências identificadas ao sucesso profissional foram: conhecimento dos processos administrativos, organização, gerenciamento de equipe, raciocínio lógico, credibilidade pessoal, flexibilidade, integridade, cooperação, transparência, interesse e motivação. Gestão de carreiras e competências 108 Conhecendo o autor Suziane Hermes de Mendonça Soares Mestranda em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas (UFRRJ), Pós- Graduada em Gestão de Recursos Humanos (UCAM), Graduada em Serviço Social (UFF), Professora, Consultora de Recursos Humanos com mais de 9 anos de experiência na área de Recursos Humanos. Gestão de carreiras e competências 109 Referências Referência básica: LIMONGI-FRANÇA, Ana Cristina. Práticas de recursos humanos: conceitos, ferramentas e procedimentos. São Paulo: Atlas, 2007. RABAGLIO, Maria Odete. Gestão por competências: ferramentas para atração e captação de talentos humanos. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2011. VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2012. Referência complementar: ARAÚJO, Luis César Gonçalves de; GARCIA, Adriana Amadeu. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2010. CARVALHO, Iêda Vechianni; PASSOS, Antônio Eugênio; SARAIVA, Suzana Barros Corrêa. Recrutamento e seleção por competências. Rio de Janeiro: FGV, 2008. (reimpressão 2011). CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Manole, 2014. Gestão de carreiras e competências 110 CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Manole, 2014. http://universo.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520437612/p ages/-16 DUTRA, Joel de Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e perspectivas. São Paulo: Atlas, 2002. (reimpressão 2013). SNELL, Scott; BOHLANDER, George W. Administração de recursos humanos. São Paulo: Cengage Learning, 2010. VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento estratégico e administração por projetos. São Paulo: Makron Book, 2001. (Biblioteca Virtual Pearson) Gestão de carreiras e competências 111 nexos A Gestão de carreiras e competências 112 Gabaritos Unidade 1 1) d 2) c 3) d 4) a 5) d 6) e 7)c 8) a 9) O trabalho representa para os indivíduos não apenas uma forma de ganhar a própria vida, e sim fonte de identificação própria, frente à sociedade como um todo, constituindo-se inclusive em uma forma de inserção social. Essa identidade é construída pelo indivíduo no dia-a-dia de trabalho, a partir das experiências por ele vivenciadas, e o acompanha marcantemente em toda sua vida 10) Conhecimentos formalizados – detenção de diplomas para validar o conhecimento formalizado. Experiência acumulada – expectativa das empresas em termos de competência, fundadas no saber fazer úteis acumulados por experiência. Gestão de carreiras e competências 113 Unidade 2 1) d 2) e 3) e 4) a 5) c 6)a 7) b 8) c 9) Cultura Organizacional – é um padrão de assuntos básicos compartilhados que um grupo aprendeu como maneira de resolver seus problemas de adaptação externa e integração interna, e que funciona bem a ponto de ser considerado válido e desejável para ser transmitido aos novos membros como a maneira de perceber, pensar e sentir em relação aos problemas. 10) A orientação das pessoas é o primeiro passo ao entendimento da estrutura. Trata-se de posicionar e esclarecer o papel delas e os objetivos diante da cultura organizacional. Isso significa competência organizacional. O importante é saber o caminho escolhido pela organização para tentar fazer com que as pessoas ajudem na trajetória. Gestão de carreiras e competências 114 Unidade 3 1) d 2) c 3) a 4) d 5) d 6) d 7) a 8) b 9) Do lado do Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e como vai fazer para chegar lá, para isto é preciso obter informações, elaborar objetivos e estratégias viáveis. Para as organizações a avaliação do planejamento de carreira prevê movimentações verticais e horizontais, como passos de desenvolvimento profissional do colaborador. 10) Na elaboração do plano de carreira o Gestor de Recursos Humanos deve contribuir para que este plano de carreira seja executado de forma estruturada por meio de um plano de sucessão, abordando competências técnicas, humanas e estratégicas. Gestão de carreiras e competências 115 Unidade 4 1) b 2)c 3) a 4) b 5) c 6) b 7) a 8) c 9) negócio - o ambiente determina as demandas e a organização se posiciona conforme o seu desejo de espaço. A organização define quais as expectativas e desejos do consumidor que pretende atender. missão institucional - tem por objetivo definir a razão de existir do negócio, indicando o caminho a ser seguido para o alcance dos objetivos. Está voltada para a orientação nas tomadas de decisões, elaboração de objetivos e estratégias. visão de futuro - sua essência está na idéia de como a organização quer ser vista pelos seus consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores, norteando ações para a busca de resultados e compartilhando-os com toda organização. valores e crenças - normas e princípios aceitos pelo grupo que conduzem o comportamento das pessoas, contribuindo para a formação da cultura organizacional. 10) A utilização de um modelo com base em competências garante maior aproveitamento do potencial humano, motiva a busca pelo desenvolvimento contínuo, gera melhoria do desempenho, valoriza os Colaboradores e permite a transparência das ações. Gestão de carreiras e competências 116 Unidade 5 1) b 2) a 3) c 4) b 5) d 6) a 7)d 8) a 9) O primeiro elemento são os objetivos estratégicos, por exemplo, resultados que a estratégia deveria alcançar, o segundo elemento é um plano de ação, por exemplo, os meios pelos quais se pretende alcançar os objetivos visados. 10) Diagnóstico Estratégico - nele são realizadas as construções das situações atuais da organização, visando assim apreciar a existência e a adequação das estratégias vigentes dentro da instituição, bem como se estão oferecendo os resultados esperados. Prontidão Estratégica - o relacionamento despertado e disponibilidade do caminho escolhido pela organização sobre o futuro, as atividades a serem executadas pela alta administração para antecipar problemáticas na estratégia. Direcionamento Estratégico - o momento que se direciona a instituição que precisa mudar para sobreviver ou se sobressair em determinado cenário. Vigilância Estratégica - deve observar, acompanhar, questionar, vasculhar o horizonte, no tempo, no espaço, à procura de possíveis riscos e de oportunidades que possam exigir, oportunamente, ações antecipadas e respostas estratégicas ou contramedidas da organização. Gestão de carreiras e competências 117 Unidade 6 1) b 2) b 3) c 4) a 5) d 6) b 7) d 8) a 9)Através de suas competências técnicas e comportamentais 10) É a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e vontade, em resultados reais e práticos, pois quando um indivíduo tem conhecimento e experiência e não sabe aplicá-los em favor de um objetivo, de uma necessidade ou de um compromisso, significa que este indivíduo não é realmente competente.e noções gerais sobre aspectos envolvidos no planejamento de carreira e os instrumentos de avaliação. Objetivos: Conhecer os conceitos e noções gerais sobre planejamento de carreira; Gestão de carreiras e competências 10 Compreender os instrumentos de avaliação. Unidade 4 – Gestão por competência Na quarta unidade, vamos estudar a gestão por competência. Objetivos: Estudar o conceito de gestão por competência; Analisar os modelos de gestão por competência. Unidade 5 – Gestão estratégica de pessoas Na quinta unidade, vamos estudar como acontece a gestão estratégica de pessoas Objetivos: Estudar a importância da gestão estratégica; Abordar as principais técnicas de gestão estratégica de pessoas Unidade 6 – Desenvolvimento de competências individuais e organizacionais Na última unidade, vamos estudar o desenvolvimento de competências individuais e organizacionais. Objetivos: Analisar o desenvolvimento de competências individual; Conhecer o alinhamento entre competência individual e organizacional. Gestão de carreiras e competências 11 As organizações e o cenário empresarial atual 1 Gestão de carreiras e competências 12 Caro aluno, Estamos iniciando uma etapa importante de sua formação, na qual consta a disciplina de Gestão de Carreira e Competência; assim, iremos abordar assuntos de extrema relevância na atuação prática do profissional de recursos humanos. Vamos então, partir dos objetivos da Unidade: Objetivos da Unidade: Compreender as transformações no mundo do trabalho; Entender o cenário atual empresarial; Analisar as concepções sobre estruturas. Plano da Unidade: Transformações no mundo do trabalho. Concepções sobre estruturas. Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 13 As transformações no mundo do trabalho A produção e reprodução da existência humana acontecem por meio do trabalho. O homem realiza-se através de sua capacidade teleológica, de pensar antes de agir, é o ato consciente que os faz diferente dos outros animais, se tornando um ser social. Com o desenvolvimento das empresas industriais no fim do século XIX surgiram novas ideias de organização empresarial e administração racional do trabalho, tentando garantir o crescimento empresarial. O processo produtivo taylorista/fordista esteve em seu melhor momento até o início da década de 70. Contudo, há um novo problema aliado à crise do petróleo (1973). Sendo este o cenário que ocorre o processo de reestruturação produtiva, o qual é um contexto político, social e econômico de crises financeiras que leva ao acirramento da concorrência entre as empresas e estabelece novas demandas e alternativas de produção e trabalho. A dimensão fundamental desse novo processo produtivo é a aceleração do progresso técnico, ou seja, a intensificação do uso de conhecimentos científicos e tecnológicos (microeletrônica, robótica, informática etc.) que favorecem maior desenvolvimento às empresas. O aumento tecnológico e científico denominado Terceira Revolução Industrial promoveu uma renovação do processo produtivo. Essas transformações tiveram grandes repercussões em todos os setores – política, econômica, social e cultural – da organização dos países. Nesse momento histórico ocorreu a segunda etapa da globalização, marcada pela transferência de grandes centros produtivos para os países periféricos, sempre aqueles que proporcionavam vantagens ao capital global, que consistiam em grande disponibilidade de mão de obra a custos muito menores do que nos países desenvolvidos. O desenvolvimento tecnológico e científico fez surgir para as empresas condições melhores a partir da automação e flexibilização do processo produtivo e de trabalho, a sofisticação dos modos administrativos e gerenciais dos recursos humanos, e uma maior racionalização a partir da redução dos custos na produção. Gestão de carreiras e competências 14 Na relação à gestão de recursos humanos, sua maior característica é a flexibilidade nas relações trabalhistas. Durante o processo taylorista/fordista, a formação, ou melhor, o treinamento oferecido aos trabalhadores tinha um caráter disciplinador e adaptativo aos postos de trabalho. Já no novo cenário, a formação dos trabalhadores estará relacionada ao desenvolvimento organizacional, ou seja, haverá uma maior integração entre os conhecimentos dos trabalhadores e as formas de organização das empresas. Essas mudanças ocorrem a partir da intensificação do uso de novas tecnologias, novas formas de gestão do trabalho e uma maior valorização do saber dos trabalhadores. A informatização, a comunicação e a capacidade intelectual dos trabalhadores passam a ser consideradas como fatores imprescindíveis e estratégicos para o desenvolvimento econômico, e principalmente empresarial. A informação torna-se um bem comercial. Nesse novo contexto, a formação torna-se importante fator produtivo para as empresas. A requalificação e o aperfeiçoamento contínuo dos trabalhadores permitem às empresas reduzir custos e elevar a qualidade de seus serviços e produtos no mercado, proporcionando maior capacidade competitiva. Surgem novos conceitos (competência, flexibilidade, polivalência e outros), que impõem aos trabalhadores a necessidade de continuamente se qualificar/(re)qualificar para garantir sua permanência ou uma nova colocação no mercado de trabalho. Nos últimos anos, o Brasil e o mundo foram palcos de muitas mudanças. Entre 2000 e 2015, os brasileiros passaram pelo final do governo de Fernando Henrique Cardoso, os dois governos exercidos por Luiz Inácio Lula da Silva e chegaram ao segundo governo da presidente Dilma Rousseff. Além disso, o País registrou manutenção da estabilidade conquistada com o Plano Real, de inclusão social e de adaptação. O mundo do trabalho identificou algumas das consequências diante de toda mudança do mercado de trabalho. Seguem alguns dos principais destaques: Gestão de carreiras e competências 15 Conexão virtual Com a globalização, cresceu o acesso aos aparelhos de celulares com acesso à internet e, principalmente, as aparições das redes sociais, com destaque para o Twitter, Facebook , whatsapp e Linkedin. As ferramentas impactaram diretamente no networking dos profissionais. Antes, os relacionamentos eram feitos pessoalmente, hoje até relacionamentos amorosos podem iniciar de forma virtual. Isso aumenta muito as chances de ampliarem as conexões e o tempo gasto com o trabalho. Confidencialidade e exposição Devido o acesso às redes sociais, houve um aumento de casos em que as pessoas não respeitaram o sigilo profissional e a ética e tornaram público acontecimentos de dentro das empresas. Bem-estar Os profissionais ficaram mais conscientes sobre a qualidade de vida e isso influencia diretamente nos rumos da carreira. Em outras palavras, as pessoas estão pensando duas vezes antes de aceitar um emprego longe de casa. Pensar na mobilidade faz parte do dia a dia dos trabalhadores. Trabalho de casa Reflexo da disponibilidade de bons profissionais em contraponto ao grande problema de mobilidade nas cidades. Diversificação e Pluriatividades Nas organizações ocorreu um crescimento em relação à contratação de pessoal com diferentes perfis, incluindo variadas gerações, religiões, necessidades especiais, entre outros. Além da multiplicação de interesses de uma mesma empresa. Assédio Moral Aumento considerável de situações de constrangimento gerado no ambiente organizacional. Informalidade O uniforme foi substituído, as empresas estão mais flexíveis em relação à vestimenta dos seus profissionais. A informalidade não está presente somente na maneira de se vestir, mas também nas relações de trabalho. Fonte:www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2211709/veja-principais-mudancas-mercado-trabalho-ultima-decada Gestão de carreiras e competências 16 No século XXI as pessoas são percebidas profissionalmente por sua capacidade de abstração e entendimento da realidade e, por consequência, a forma que conseguem resolver problemas cada vez mais complexos na medida em que o fazem ofertam contribuições mais valiosas em seu trabalho. Sob tal ótica, o individuo vai se tornando cada vez mais capaz de solucionar e trabalhar em níveis de complexidades, considerando assim, um desenvolvimento profissional. No discurso organizacional, podemos encontrar basicamente três definições de perfil atual para o Colaborador: Colaborador múltiplo, polivalente ou multidimensional – capaz de articular em diversos campos distintos, unir as múltiplas dimensões e congregar os inúmeros valores, tanto no modo de agir dentro da organização quanto sua inserção macro no mundo do trabalho. Colaborador integrado, criativo e intuitivo – aquele que visa superar dualidades implicadas na análise racional e em informações intuitivas. Colaborador flexível, aprendiz e inovador – capacitados a responder com rapidez e dinamismo às necessidades impostas por um mundo incerto de mudanças constantes e aceleradas. O Gestor de Recursos Humanos deve perseguir objetivos que criem vantagens competitivas para a organização por meio dos Colaboradores e iguais vantagens aos Colaboradores. Gestão de carreiras e competências 17 Concepções sobre estrutura Para que exista uma organização, é necessário que existam as pessoas, que estas sejam capazes de se comunicar, que estejam dispostas a contribuir com a ação conjunta e que estejam a fim de alcançar um objetivo comum. Há uma enorme variedade de organizações, podem estar voltadas para a produção de bens ou produtos, bem como prestação de serviços. As organizações exercem grande influência sobre a vida do indivíduo, como também sofre grandes modificações em função da maneira de sentir e pensar dos seus Colaboradores. As organizações passaram por mudanças e transformações, seja mudando seus processos internos, seja modificando seus produtos/serviços ou modificando comportamento das pessoas, provocando diferentes impactos na sociedade e na vida das pessoas. Estamos vivenciando uma experiência inédita, graças aos acontecimentos históricos da era pós-moderna: as mudanças nas áreas econômicas, tecnológicas e de mercado. A globalização encontra-se no núcleo de todas estas transformações recentes. Desde a abertura de mercados e mudança na economia mundial a concorrência está cada vez mais acirrada entre produtos, países e até cidades. A nova situação global obrigou as organizações a reverem os seus conceitos e paradigmas em todos os aspectos possíveis. No que diz respeito à Gestão de Recursos Humanos, algumas características se cruzaram em uma linha de dependência com políticas mais abrangentes. Duas mudanças significativas vêm ocorrendo no mundo do trabalho: em primeiro lugar, as organizações que percebem sua equipe não mais como empregado tradicional; em segundo lugar, um contingente cada vez maior de terceirizados adentram às relações organizacionais. Os profissionais de Recursos Humanos precisam saber como se comunicar com os Colaboradores, sejam terceirizados ou não. Gestão de carreiras e competências 18 O trabalho representa para os indivíduos não apenas uma forma de ganhar a própria vida, e sim fonte de identificação própria, frente à sociedade como um todo, constituindo-se inclusive em uma forma de inserção social. Essa identidade é construída pelo indivíduo no dia a dia de trabalho, a partir das experiências por ele vivenciadas, e o acompanha marcantemente em toda sua vida. Para Marx (1982), que se dedicou à análise das relações sociais de produção, o trabalho é uma atividade basicamente humana por ser propositada e consciente. É atividade vital para o ser humano, meio de satisfação de necessidades, que possibilita a transformação não só da natureza, como do ser social, permitindo-lhe usufruir os recursos naturais e construir bens, vivendo em uma insubstituível relação. O trabalho, como atividade humana, possui características sociais diferentes, inclusive na característica de ser livre. Marx (1982) diz: “Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural e, portanto vida humana”. O processo de gestão de carreira precisou se adaptar conforme as necessidades no ambiente empresarial e econômico mundial, o procedimento técnico enfatizado como fundamental recebe hoje um aliado importante, o desenvolvimento de competências humanas, de valores de caráter e comportamento. Observa-se que os investimentos na formação técnica e no desenvolvimento profissional feito pelas empresas, podem ser desperdício de tempo e custo pela falta de competência dos profissionais nas relações humanas, ou seja, forma-se um excelente técnico e o perde em seguida devido a problemas nas relações com os demais Colaboradores e/ou clientes. Nesta perspectiva de carreira está ligada aquela ideia acomodada de promoção, esta lógica acaba por engessar o processo de gestão de Recursos Humanos diante dos inúmeros direitos adquiridos com as leis trabalhistas. A inovação se torna uma tarefa quase impraticável diante das obrigações trabalhistas assumidas e o aumento da folha de pagamento, sem que isto represente melhoria efetiva das pessoas e processos. Este modelo já está desatualizado e sem Gestão de carreiras e competências 19 perspectiva de sucesso, embora muitas organizações insistam em permanecer nesta prática. A nova lógica da Gestão de Carreira exclui definitivamente a atenção quanto a maioria das ações vinculadas à questão mencionada anteriormente, é um processo moderno, eficiente, economicamente viável e lucrativo. Apenas as empresas bem estruturadas, de grande porte e que primam pela eficiência administrativa já trabalham nesta perspectiva vinculadas aos macro objetivos da organização. A Gestão de carreira deve abordar os aspectos fundamentais do ser humano, pois ele é o objetivo inicial e final de qualquer projeto. As organizações que já trabalham nesta visão tratam essencialmente das gestões de resultados, talentos, competências, estratégias, habilidades e remuneração. Ao pensar sobre a gestão de carreira percebe-se a dimensão da responsabilidade integrada e da co-responsabilização, tirando da organização a promoção da história de sucesso ou fracasso de sua equipe. A estratégia alcança pela Gestão de Carreira torna a organização competitiva e atual, abrindo mão de uma postura de via única de responsabilidades. Ao tratamos da Gestão de Carreira, seja na busca de uma colocação no mercado ou no desenvolvimento profissional dentro de uma organização, estamos inicialmente falando de pessoas, de relações interpessoais, de diversidade na formação, cultura e visão da vida, são as pessoas motivadas e comprometidas que fazem o sucesso dos empreendimentos. Gestão de carreiras e competências 20 Oito dilemas contraditórios na estrutura de Recursos Humanos: Universalidade x Contingência Universalidade – possibilidade de transferência internacional dos métodos e técnicas de gestão. Contingência - Importância dos contextos locais e das particularidades situacionais. Individualização x Globalização Individualização – gestão individual das pessoas ou dos grupos. Globalização – gestão coletiva do pessoal com busca da sinergia coletiva. Organização descentralizada x desenvolvimento do controle Organização descentralizada - desenvolvimento de unidades autônomas, empresas em rede. Desenvolvimento do controle – orientação estratégica em período de crise, controle econômico e financeiro. Flexibilidade x PlanejamentoFlexibilidade – desenvolvimento de formas flexíveis de trabalho, de sistema de emprego precário, recursos aos mercados externos de trabalho. Planejamento – implantação de uma gestão provisória do pessoal, gestão de carreira. Comprometimento x Exclusão Comprometimento – exigência de implicações no trabalho, tomada de iniciativas e de engajamento aos serviços dos objetivos da organização. Exclusão – riscos de sair do sistema econômico e do tecido social para as pessoas em situação precária ou no desemprego. Nível educacional x Tipos de empregos oferecidos Nível educacional – progresso do nível educacional geral da população. Gestão de carreiras e competências 21 Tipos de empregos oferecidos – defasagem entre o tipo de emprego oferecido e o nível de educação exigido. Conhecimentos formalizados x Experiência acumulada Conhecimentos formalizados – detenção de diplomas para validar o conhecimento formalizado. Experiência acumulada – expectativa das empresas em termos de competência, fundadas no saber fazer úteis acumulados por experiência. Crescimento x Crise Crescimento – promoção e melhoria das condições de trabalho. Crise – formas de trabalho precárias, redução do tempo e trabalho. Para escapar destes dilemas cabe aos Gestores de recursos humanos, antes de tudo, perceber de forma diferente a relação das pessoas com o mundo organizacional e do trabalho e admitir que a decisão e a operacionalização de estratégias dependem de pessoas. Ao acreditar que as pessoas, os Colaboradores em geral, são essenciais ao sucesso socioeconômico das organizações contemporâneas se evidencia a importância da renovação da atuação dos gestores. Um olha ao fato humano ao invés do fator humano. Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. Gestão de carreiras e competências 22 Atividade complementar! Aprofunde seus conhecimentos com o filme “O diabo Veste Prada”. O filme é do ano de 2006 e relata a história de uma jovem em busca de inserção no mercado de trabalho e explora todas as exigências na qual ela foi submetida. Procure identificar as novas exigências do mercado de trabalho É hora de se avaliar: Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão de carreiras e competências 23 Exercícios – unidade 1 1.A dimensão fundamental desse novo processo produtivo é a aceleração do progresso técnico, ou seja, a intensificação do uso de conhecimentos científicos e tecnológicos (microeletrônica, robótica, informática etc.) que favorecem maior desenvolvimento às empresas. Como é denominado o aumento tecnológico e científico? a) Revolução industrial b) Primeira revolução industrial c) Segunda revolução industrial d) Terceira revolução industrial e) Renovação produtiva 2.Identifique o contexto no qual está inserida a transferência de grandes centros produtivos para os países periféricos, sempre aqueles que proporcionavam vantagens ao capital global, que consistiam em grande disponibilidade de mão de obra a custos muito menores do que nos países desenvolvidos. a) Reestruturação do trabalho b) Modificação do perfil do gestor c) Globalização d) Individualização e) Universalização Gestão de carreiras e competências 24 3.Quais as características que passam a ser consideradas como fatores imprescindíveis e estratégicos para o desenvolvimento econômico, e principalmente empresarial? a) Comunicação, o planejamento e a crise. b) Nível educacional, capacidade intelectual e experiência. c) Comunicação, informatização e a crise. d) A informatização, a comunicação e a capacidade intelectual. e) Nível educacional, comunicação e a capacidade intelectual. 4.O que se pode entender por agilidade mental? a) São os profissionais que se tornaram mais ágeis para se adaptar a novas situações e desafios. b) São os profissionais que são rápidos em cálculos. c) São os profissionais que executam duas habilidades e competências mais rápidos que outros. d) São os profissionais que não possuem deficiência mental. e) São os profissionais que realizaram o curso de memorização. 5.No discurso organizacional, podemos encontrar basicamente três definições de perfil atual para o Colaborador. Quais são as definições? a) Colaborador múltiplo, polivalente e multidimensional. b) Colaborador integrado, criativo e intuitivo. c) Colaborador flexível, aprendiz e inovador. Gestão de carreiras e competências 25 d) Colaborador múltiplo, flexível e integrado. e) Colaborador integrado, intuitivo e flexível. 6.Na perspectiva antiga de carreira tradicional, esta se encontra ligada a qual idéia? a) A ideia de gestão b) ideia de remuneração c) A ideia de mais trabalho d) A idéia de mais descanso e) A ideia de promoção 7.A Gestão de carreira deve abordar os aspectos fundamentais do ser humano, pois ele é o objetivo inicial e final de qualquer projeto. O que as empresas que já trabalham nesta visão tratam essencialmente? a) Gestão de Atitudes, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. b) Gestão de Talentos, Gestão de Recrutamento, Gestão de Competências e Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. c) Gestão de Talentos, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. d) Gestão de Talentos, Gestão de Recrutamento, Gestão de Compromissos e Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. e) Gestão de Triagem, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. Gestão de carreiras e competências 26 8.Podem ser considerados dilemas da gestão de Recursos Humanos na atualidade: a) Universalidade x Contingência b) Universalidade X Globalização c) Universalidade x Individualização d) Globalização x Crise e) Individualização x Crise Gestão de carreiras e competências 27 9.O que o trabalho representa ao homem? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.Comente o dilema: Conhecimentos formalizados x Experiência acumulada. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 28 Gestão de carreiras e competências 29 Sistemas de valorização e instrumentos de desenvolvimento de carreira 2 Gestão de carreiras e competências 30 Nesta unidade, faremos uma análise das intenções estratégicas ao perceber os sistemas de valorização e o desenvolvimento de carreiras em toda a sua diversidade contemporânea. Objetivos da unidade: Estudar os sistemas de valorização, compreender os instrumentos de desenvolvimento de carreira e analisar os tipos de desenvolvimento de carreira. Plano da unidade: Sistemasde Valorização de Pessoas Instrumentos de Desenvolvimento de Carreira Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 31 Sistemas de valorização de pessoas Diante de toda a complexidade que enfrentam as organizações na atualidade e a grande concorrência que a cada dia se torna mais acirrada, os novos ambientes de produção exigem uma valorização das pessoas e criação de condições de trabalho voltadas à maior qualidade de vida. Substituindo-se a estratégia centrada na recompensa por associada ao desempenho esperado. O grande desafio é gerar um ambiente organizacional voltado ao bem-estar e qualidade de vida dos indivíduos que o compõem. Na Gestão de Recursos Humanos, existe uma orientação para a abordagem humanizada, procurando encontrar caminhos para a satisfação das necessidades do trabalhador e sua realização profissional. Através do perfil do trabalhador se indica ao gestor promover uma motivação com o intuito de valorizar sua equipe. A motivação no trabalho manifesta-se pela orientação do Colaborador para realizar com eficácia as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado. Geralmente salientam-se três comportamentos da motivação: o impulso, a direção e a persistência do comportamento. O Colaborador motivado e a organização que o motiva se envolvem numa parceria, explícita ou implícita, diante das exigências e demandas. Do lado da organização, existem demandas explícitas e bastante precisas relacionadas ao desempenho do Colaborador e às normas de comportamento. Em relação ao desempenho, a empresa exige que seus membros executem tarefas bem delimitadas, em períodos determinados de trabalho e com padrões de quantidade e qualidade previamente estabelecidos. Além disso, existem demandas quanto o comportamento do Colaborador que podemos considerar sendo uma demanda implícita referente ao seu comportamento espontâneo. As demandas do colaborador no ambiente organizacional referem-se ao respeito como ser humano e a encontrar na empresa oportunidades para satisfazer seus objetivos e necessidades. Se ele não conseguir encontrar tal satisfação ele Gestão de carreiras e competências 32 sentirá que não está em uma relação de troca, mas em uma relação de exploração. O Colaborador dedica suas habilidades e conhecimentos, sua experiência e criatividade, o seu entusiasmo, sua energia e sua motivação. Diversas teorias têm sido apresentadas para explicar a motivação no ambiente de trabalho. Teorias endógenas 1. Atividade/Energia são processos internos que mediatizam o impacto das condições de trabalho e desempenho. 2. Expectativas acredita-se ser capaz de realizar o que se espera no trabalho. 3. Equidade necessidade de receber tratamento equitativo. 4. Atitudes atos favoráveis á organização. 5. Intenção/Metas o desempenho é direcionado por metas das pessoas. Teorias exógenas 1. Motivos/ Necessidades tendências inatas ou adquiridas que movimentam pessoas a buscar por certas atitudes. 2. Incentivos/Recompensas é a associação de determinadas ações a algumas recompensa. 3. Reforço a motivação ocorre quando são recompensadas por trabalhar bem. 4. Metas/objetivos as pessoas tendem a responder melhor quando as metas são desafiadoras. 5. Grupos e fatores sociais se apresenta um bom desempenho quando colegas e a empresa reconhece o bom trabalho. Quando se fala de motivação laboral, existem dois grandes conjuntos de teorias motivacionais. O primeiro compreende as teorias relacionadas com aspectos motivadores do trabalho, denominadas como teorias exógenas. Estas Gestão de carreiras e competências 33 teorias focalizam aspectos do trabalho relevantes para valorizar e estimular a pessoa no trabalho. Geralmente, dois conjuntos de aspectos ou fatores são utilizados: o conteúdo do trabalho e as características do ambiente laboral. Obviamente, estes fatores podem ser modificados pela organização por meio das suas estratégias de gestão. O segundo grupo compreende as teorias relacionadas com as motivações pessoais. São as chamadas teorias endógenas que exploram os processos ou variáveis mediadoras do comportamento motivado. As teorias centradas no conteúdo tratam de identificar aspectos fundamentais que motivam a atividade humana e, em consequência, a atividade laboral. As necessidades constituem o aspecto mais utilizado nestas teorias. As teorias centradas no processo tentam compreender e explicar o processo motivacional que determina a direção e a persistência do comportamento, focados em valores, em expectativas, e também nas intenções e nas atribuições. Uma organização é a coordenação racional das atividades de determinado número de pessoas, que perseguem uma finalidade e um objetivo comum e explícito mediante a divisão de funções e do trabalho. Dois elementos são fundamentais nesta descrição: as organizações estão compostas por pessoas e grupos de pessoas e as organizações existem para obter fins específicos, tais como a eficiência econômica e a produtividade. Tanto o indivíduo quanto a organização apresentam as suas condições, exigências e demandas para interação mútua, mas também ambos aportam recursos específicos, essenciais para o bom funcionamento da empresa. A complexa relação das pessoas que compõem a organização com a obtenção dos seus fins específicos passa pela valorização recíproca. A valorização do empregado, por parte da empresa, fundamenta-se no reconhecimento do valor que o trabalho tem em sim mesmo e no reconhecimento da sua relevância no contexto da obtenção dos fins específicos da organização. A melhor forma de valorizar o empregado parece consistir em lhe oferecer oportunidades para que, por meio do seu trabalho, ele possa atingir as suas metas pessoais. Gestão de carreiras e competências 34 Instrumentos de desenvolvimento de carreira Ao passar dos anos, muitas pessoas não conseguem pensar sobre o seu futuro determinando suas aspirações profissionais. Quando criança é perguntando o que queremos ser quando crescer, e as respostas são as mais variadas, o grande problema e que chegamos à vida adulta ainda sem definição de uma carreira profissional a ser seguida. Os instrumentos de desenvolvimento de carreira são as ações necessárias para se alcançar o objetivo esperado na vida profissional, devem ser consideradas apenas as ações que dependem da execução, esforço e decisão da própria pessoa. Alguns aspectos modernos para serem observados na elaboração do desenvolvimento de carreira: Aparência - a aparência deve ser compatível com o cargo ou a função almejada. É necessário que a pessoa busque melhoras na sua aparência para que corresponda ao esperado pela organização. Quando se muda a forma de vestir também muda a forma que os outros o percebem. Investimento – o investimento de tempo e financeiro deve ser na área pretendida. Um profissional que almeja o setor e remuneração não deve fazer cursos no setor de recrutamento, todo o seu investimento deve ser compatível com o objetivo. Competências – as competências devem ser potencializadas, principalmente por formação experiências e conhecimentos adquiridos em formação especializada. O investimento na qualificação necessária para se tornar o profissional ideal. Comunicação – o fortalecimento das relações com outros profissionais. Outras pessoas poderão ser vitais para se alcançar os objetivos, é preciso ter boas relações. Gestão de carreiras e competências 35 É relevante pensar na carreira como um negócio, cuidar dela adequadamente, comportar-se com excelência em relação à carreira. A preocupação com a carreira deve ocorre: Todos os dias no trabalho; Em todos os projetos que execute; Durante as relações profissionais; Quanto à exposição da imagem; No esforço para o autodesenvolvimento; Na vidapessoal; Nas decisões sobre a carreira em si. Diante de toda a mudança a exigida dos Colaboradores e também das organizações destacam-se os capitais humanos e intelectuais como instrumentos para o desenvolvimento de carreira tendo claras as competências organizacionais. O capital humano de uma organização exige novas qualidades, especialmente aquelas voltadas para a atitude. São esperados pelas organizações modelos mentais criativos e intuitivos, assim foca-se no talento. Não basta possuir talento para possuir capital humano. É preciso colocar os talentos em um contexto pensado para o desenvolvimento da carreira. Unificar algumas características: talento, contexto com desenho organizacional flexível e cultura organizacional favorável. O capital intelectual dá uma dimensão de conhecimento e inteligência adquiridos por troca de ideias, cursos e treinamentos. O capital intelectual é composto por capital interno (conceitos, modelos, sistemas administrativos e informacionais), capital externo (relações com clientes e fornecedores, Cultura Organizacional – é um padrão de assuntos básicos compartilhados que um grupo aprendeu como maneira de resolver seus problemas de adaptação externa e integração interna, e que funciona bem a ponto de ser considerado válido e desejável para ser transmitido aos novos membros como a maneira de perceber, pensar e sentir em relação aos problemas. Gestão de carreiras e competências 36 marcas, imagem e reputação) e capital humano (habilidade das pessoas em agir em determinadas situações). A orientação das pessoas é o primeiro passo ao entendimento da estrutura. Trata-se de posicionar e esclarecer o papel delas e os objetivos diante da cultura organizacional. Isso significa competência organizacional. O importante é saber o caminho escolhido pela organização para tentar fazer com que as pessoas ajudem na trajetória. O sucesso do desenvolvimento de carreira dependerá da escolha em trabalhar para uma organização que permita uma adequação entre as características pessoais de personalidade e as características da cultura organizacional. Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. Gestão de carreiras e competências 37 Atividade complementar! Leia os artigos sobre linguagem organizacional e estrutura organizacional através dos links abaixo e descubra as ferramentas utilizadas para uma boa relação com a estrutura organizacional. http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/31/noticias/a-nova- hierarquia http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/486/624 É hora de se avaliar! Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão de carreiras e competências 38 Exercícios – unidade 2 1.Os novos ambientes de produção exigem uma valorização das pessoas e criação de condições de trabalho voltadas a quê? a) À gestão de carreira b) À gestão humana c) As melhores remunerações d) À maior qualidade de vida e) À melhor comunicação 2.Como se manifesta a motivação no trabalho? a) Pela cooperação do Colaborador para realizar com autoestima as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado b) Pela orientação do Gestor para realizar com eficácia as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado c) Pela orientação do Coordenador para realizar com eficácia as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado d) Pela orientação do Colaborador para realizar com atenção as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado e) Pela orientação do Colaborador para realizar com eficácia as suas tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado Gestão de carreiras e competências 39 3.Quais as características do comportamento motivado? a) A felicidade, alegria e a persistência do comportamento. b) O impulso, a felicidade e a persistência do comportamento. c) A felicidade, a disciplina e a persistência do comportamento. d) O impulso, a disciplina e a persistência do comportamento. e) O impulso, a direção e a persistência do comportamento. 4.Qual conceito é considerado teoria endógena com relação à motivação no ambiente de trabalho? a) Atividade/Energia – são processos internos que mediatizam o impacto das condições de trabalho e desempenho. b) Experiência – acredita-se ser capaz de realizar o que se espera no trabalho. c) Experiência - necessidade de receber tratamento equitativo. d) Atitudes – comportamentos pessoais e psicológicos que são favoráveis à organização. e) Intervenção/Metas – o desempenho é direcionado por metas das pessoas. Gestão de carreiras e competências 40 5.Qual das alternativas pode ser considerada uma teoria exógena? a) Intervenção/Recompensas - é a associação de determinadas ações a algumas recompensa. b) Experiências – a motivação ocorre quando são recompensadas por trabalhar bem. c) Metas/objetivos – as pessoas tendem a responder melhor quando as metas são desafiadoras. d) Grupos e fatores psicológicos – se apresenta um bom desempenho quando colegas e a empresa reconhece o bom trabalho. e) Metas/atitudes – as pessoas tendem a responder melhor quando as metas são desafiadoras. 6.Identifique alguns aspectos modernos para serem observados na elaboração do desenvolvimento de carreira citados na unidade’: a) Investimento e competência b) Investimento e credibilidade c) Comunicação e simpatia d) Comunicação e Comprometimento e) Comunicação e credibilidade Gestão de carreiras e competências 41 7.A preocupação com a carreira deve ocorrer? a) Todos os dias de trabalho b) Todos os dias c) No tempo dedicado a vida profissional d) Nos momentos de decisões na família e) Antes de iniciar a vida profissional 8.O que podemos definir com as seguintes afirmativas: “São esperados pelas organizações modelos mentais criativos e intuitivos, assim foca-se no talento.” / “Exige novas qualidades, especialmente aquelas voltadas para a atitude.” a) Capital intelectual b) Capital financeiro c) Capital humano d) Capital social e) Capital Gestão de carreiras e competências 42 9.Defina Cultura organizacional. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.O que é necessário para o entendimento da estrutura? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 43 3 Desenvolvimento de carreira Gestão de carreiras e competências 44 Nesta unidade, faremos uma abordagem mais profunda ao conceito e o seu objeto da disciplina, será aprofundado o desenvolvimento de carreira. Objetivos da unidade: Conhecer os conceitos e as noções gerais sobre planejamento de carreira; Compreender os instrumentos de avaliação. Planoda unidade: Planejamento de carreira Instrumentos de avaliação de carreira Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 45 Planejamento de carreira O planejamento de carreira precisa nasce de um conhecimento profundo a respeito de mercado de trabalho. O plano de carreira compreendido a partir da ferramenta de planejamento da vida profissional, constituída de maneira formal (estruturado, escrito e analisado), distribuído em processos para melhor supervisão do seu desenvolvimento, singularmente pensado, visto que as realidades e as necessidades a serem supridas variam de pessoa para pessoa. A elaboração de um plano de carreira possui objetivos distintos, sendo as mais conhecidos no meio como: Permitir total direcionamento profissional para as pessoas; Elaboração do conhecimento holístico; Providenciar meios alternativos para a vida profissional, considerando o objetivo maior e permitindo alternativas de alterações profissionais para que as mudanças sejam planejadas; Propagar o entendimento quanto ao plano estabelecido através da interações com outras pessoas; O alcance de um plano de carreira depende, prioritariamente, do objetivo do profissional em realizar suas intenções de forma direta ou complexa. Uma das ações na construção do plano de carreira e aquela que visa observar os pontos estratégicos que adequa as características do planejador ao mercado onde deseja ser introduzido, favorecendo o aproveitamento de oportunidades e minimizando os pontos críticos da carreira. Tanto o planejador quanto sua empresa utilizam-se de um mesmo plano de carreira. O primeiro para organização do seu futuro profissional e a segunda como beneficiaria da qualidade do seu colaborador, enquanto profissional focado e inclinado à ascensão. Gestão de carreiras e competências 46 A metodologia de elaboração do processo, a elaboração do plano de carreira em sua elaboração se divide em seis fases: Análise do mercado O indivíduo localiza-se em um horizonte de tempo futuro e percebe os valores pessoais que lhe permitirão aproveitar as oportunidades e superar as ameaças vislumbradas nos cenários que projetará Análise da vocação e da capacitação profissional O indivíduo identifica suas aptidões, desenvolve habilidades através da aquisição de conhecimentos, delimita seu campo de atuação e empenha-se em determinado ritmo para cumprimento de suas proposições Estabelecimento da vantagem competitiva tem a ver com o reconhecimento e análise dos seus concorrentes e com o estabelecimento de um ou mais pontos de diferenciação que o torne mais “atrativo” que os demais para as empresas. Estabelecimento dos objetivos e metas que é a mensuração resultados a serem alcançados com o plano (quantidades, prazos e métodos) Estabelecimento do código de ética profissional regras que regem a atividade profissional planejada Análise da evolução profissional Corresponde ao levantamento de erros e acertos, com aplicação dos possíveis ajustes necessários ao atendimento da expectativa dos envolvidos no plano (pessoas, empresas e o próprio profissional). Fonte:http://www.administradores.com.br/producao-academica/livro-plano-de-carreira- resenha/4974/download/ Após a elaboração, podemos identificar claramente o plano de carreira como sendo composto pelos conhecimentos (diretos e indiretos, objetivos e subjetivos), Gestão de carreiras e competências 47 pelas habilidades (capacidades) e atitudes (ações efetivas) do profissional, relacionados em um espaço e em um tempo previamente determinados. O plano de carreira sofre impactos de causas externas ao seu planejamento. Assim, o grau de relacionamento entre as pessoas, as mudanças (planejadas ou não) nas empresas, as estruturas de poder destas últimas e os riscos (seguidos ou não de frustrações) são eventos que podem alterar, positiva ou negativamente, os rumos de um plano de carreira. Com o objetivo de minimizar as alterações negativas anteriormente citadas, é preciso adotar postura preventiva na elaboração do plano de carreira (nas fases mais voltadas ao seu planejamento) e na aplicação do mesmo (na manutenção e acompanhamento dos resultados). Convencer-se antes de qualquer outro das suas qualidades, defeitos e necessidades, antecipar as consequências de suas atitudes e ter crença nas vantagens e benefícios de um plano de carreira bem-elaborado e aplicado, são medidas simples que evitam o fracasso de um plano e, talvez, de toda uma carreira. Na elaboração dos planos de carreira eram as empresas que planejavam o futuro de seus membros, provendo treinamentos e orientações, para que os profissionais pudessem evoluir, galgando aos poucos os degraus dos planos de carreira, parte integrante dos planos de cargos e salários. Gradativamente isto tem mudado. O planejamento da carreira tem se transferido das empresas para os próprios profissionais interessados, que passaram a ter de se preocupar com sua empregabilidade. É através do planejamento deliberado e consciente de carreira que nos pomos a pensar sobre o que fomos o que somos e o que queremos ser. O plano de carreira é fundamental para o indivíduo ser feliz. A necessidade de planejamento de carreira está relacionada com o fato de que passamos cada vez mais tempo em atividades profissionais. O planejamento de carreira depende de três tarefas de responsabilidade do indivíduo: Autoavaliação: avaliação de suas qualidades, interesses e potencial para os vários espaços organizacionais; Gestão de carreiras e competências 48 Estabelecimento de objetivos: identificação de objetivos de carreira e de um plano realista baseado na autoavaliação das oportunidades oferecidas pela empresa. Implementação do plano de carreira - obtenção da capacitação e acesso às experiências profissionais necessárias para competir pelas oportunidades e para atingir as metas de carreira. De outro lado, entre as metas esperadas pela empresa na execução do planejamento de carreira eficiente e bem estruturadas, estão: Propiciar carreiras compatíveis; Ter Colaboradores, motivados para o trabalho face à ascensão que lhes é oferecido pela empresa; Assegurar que a política de formação e desenvolvimento de carreira seja transparente e dinâmica; Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de carreira como um instrumento efetivo da administração integrada. Os benefícios resultantes da implantação de um plano de carreira na empresa devem ser: Os funcionários com maiores potencialidades permanecem na empresa, sentindo-se atraídos pela real possibilidade de ascensão profissional. O nível de motivação cresce em função da perspectiva dentro da organização. As sucessões, principalmente em funções gerenciais, acontecem sem traumas. As possibilidades de erros nas promoções são bem menores; Identificação mais transparente de profissionais com maior talento e potencial; A organização sabe de que tipo de profissional vai precisar nos próximos anos. Gestão de carreiras e competências 49 Instrumentos de avaliação de carreira O Plano de carreira considerado uma premissa favorável na competição, tanto para os Colaboradores quanto para as organizações, precisa ser refeito de tempos em tempo. Não existe plano de carreira definitivo ou imutável, as condições do mundo, transformações do mercado e da própria pessoa estão em constantes alterações. Ao se considerar o Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e como vai fazer para alcançar seu objetivo, para isto é preciso obter treinamentos, informações, elaborar objetivos e estratégias viáveis. Um Colaborador que buscou qualificação e com um plano de carreira estruturado, proporcionou para si melhores oportunidades. Sendo indiferente se ao longo de suatrajetória profissional optar por mudar o foco e refazer o plano de carreira para continuar. O plano de carreira deve caminhar em conjunto, o Colaborador e a organização precisam ter um plano de carreira, bem alinhado. É preciso que ambos trabalhem constantemente unidos, porque a organização não dispõe de motivação suficiente se um Colaborador não estiver disposto a isto ou realizado no que foi proposto. A organização precisa dar o suporte necessário para que o colaborador se sinta valorizado e tenha vontade de crescer junto com ela, adquirindo novas habilidades e competências. Veja a seguir instrumentos de elaboração e avaliação de plano de carreira pessoal. 1 – É necessário conhecer onde pretende estar em um período de 5 a 10 anos, isto é, definidos os objetivos no longo prazo. Há profissionais que tem objetivos superespecificos e outros que são mais abrangentes. Confira alguns exemplos: – “Antes dos 30 anos, quero ocupar uma posição gerencial em uma empresa compatível com o meu perfil, que me permita ter tempo livre para a família.” Gestão de carreiras e competências 50 – “Quero concluir um curso de pós-graduação ou MBA para ser um profissional especializado em determinada área de atuação.” – “Antes de completar 40 anos, quero ser coordenador da área de suprimentos da empresa dos meus sonhos, ganhando entre 13 e 15 mil reais.” 2 – Refletir sobre quais são as necessidades mais fundamentais de carreira, como por exemplo, ter tempo para estar com família ou ocupar um cargo gerencial. 3 – Avaliar quais valores pessoais e profissionais precisam ser respeitados ao longo da carreira e que, por nenhum emprego, seria capaz de fazer deixar de lado. 4 – Pensar nas características e habilidades pessoais que podem impulsionar ou atrapalhar a alcançar as metas no longo prazo. Nesse ponto, não é preciso analisar o mercado, já que esse fator é imprevisível e está fora do controle. Por exemplo, se o profissional quer fazer um mestrado, os fatores que podem impulsioná-lo são a dedicação e habilidade para gerenciar o tempo. Por outro lado, mudanças não planejadas, como ter filhos nesse período, podem impedir que o profissional consiga conciliar família, estudos e trabalho. Em outra situação, um profissional que estabeleceu como meta ter um cargo gerencial em uma empresa de bens de consumos, em menos de 5 (cinco) anos, pode avaliar que possui competências de liderança e de trabalho em equipe muito bem desenvolvidas. Por outro lado, um fator que pode atrapalhar esse profissional é a dificuldade de estabelecer contatos profissionais e fazer networking. 5 – Usar o tempo que achar necessário para pensar e reavaliar os objetivos profissionais. Não será fácil planejar a carreira, é preciso tempo para tomar decisões acertadas. 6 – Utilizar todas as informações compiladas nos itens anteriores para montar um plano de ação no curto prazo. Isso significa que se deve estabelecer metas reais, que devem ser realizadas em um período de 6 (seis) meses a um ano – seja fazendo um mapeamento de empresas que gostariam de trabalhar e enviando currículos, seja buscando um novo curso de pós-graduação ou mesmo tentando ter uma rotina mais saudável, com direito a exercícios diários e tempo livre. Tudo vai depender do objetivo proposto. Gestão de carreiras e competências 51 Algumas perguntas podem ser utilizadas para avaliação do plano de carreira: Estou feliz com o que estou fazendo? Sinto que a energia que coloco no trabalho me retorna com um trabalho gratificante? Estou conseguindo apresentar o meu trabalho com algum diferencial? Estou aprendendo todos os dias algo novo? Consigo ajudar outras pessoas com meu trabalho? Estou cumprindo as etapas levantadas no meu planejamento? Estou acompanhando as mudanças que estão ocorrendo em minha área? Começo a ser reconhecido pelos resultados que produzo? Estou ampliando minha rede de relacionamento? Para as organizações, a avaliação do planejamento de carreira propõem movimentações verticais e horizontais, como passos de desenvolvimento profissional do colaborador, este pode ter, por exemplo, uma promoção que o faça mudar de função para um cargo superior ou apenas receber outras responsabilidades na mesma função. O plano de carreira deve ser executado de forma estruturada por meio de um plano de sucessão, abordando competências técnicas, humanas e estratégicas. A eficiência deste processo se materializa no compartilhamento adequado e no potencial do colaborador. A possibilidade de crescimento profissional depende exclusivamente da pessoa que se disponibiliza em fazê-lo. A definição de cargos-alvo requer uma análise preliminar de postos que estarão disponíveis, assim, por meio de promoções, aposentadorias, transferências de seus ocupantes, entre outras situações. Mais uma vez reforça a ideia da necessidade de manter o plano de carreira aberto a novas alterações no decorrer de sua execução. Gestão de carreiras e competências 52 Concomitantemente, a preparação do sucessor pode passar por fases que incluem MBA´s, treinamentos internos, coaching, shadow-management, entre outras. Shadow-management aqui é conceituado como o estágio que o sucessor realiza com o ocupante atual do cargo pretendido ou ainda com um ocupante- modelo (um profissional que atue em um posto similar e que seja considerada uma ótima referência para o exercício futuro de suas funções). Postos de chefia constituem um exemplo típico para a sucessão, pois muitas vezes significa preparar colaboradores para o exercício da liderança, por meio de treinamentos e coaching. Como premissa, todas as pessoas podem ser líderes, o que varia é o grau de prontidão para a gestão da equipe. Esse grau também pode ser detectado com a avaliação de desempenho e sinalizar quais colaboradores estão mais aptos para a liderança antes da efetivação da promoção. Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e consulte sempre a biblioteca do seu polo. Atividade complementar! Leia os artigos sobre carreira na nova estrutura organizacional através do link abaixo. http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/ser- inovador-vai-te-salvar-de-ser-substituido-por-um-robo Gestão de carreiras e competências 53 É hora de se avaliar: Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Exercícios – unidade 3 1.O planejamento de carreira precisa partir de qual conhecimento profundo ? a) Organizações b) Profissionais disponíveis c) Recrutamento d) Mercado de trabalho e) Sindicatos 2.Complete a frase: “O plano de carreira partindo da premissa de que esta e uma ferramenta de planejamento da _________________.” a) Competência b) Habilidades c) Vida Profissional d) Vida Pessoal e) Vida em família Gestão de carreiras e competências 54 3.Por que o plano de carreira deve ser individual, e dividido em etapas para melhor acompanhamento do seu processo evolutivo, individualmente idealizado? a) O plano de carreira deve ser individualizado visto que as realidades e necessidades a serem supridas variam de pessoa para pessoa. b) O plano de carreira deve ser individualizado sem considerar as especificidades da organização, pois estas não o alteram. c) O plano de carreira deve ser individual porque dificulta a cópia de outros profissionais. d) O plano de carreira deve ser individualizado para unificar a informação com as necessidades da organização. e) O plano de carreira deve ser individualizado visto que as necessidades básicas de cada pessoa são similares e tende-se pela originalidade. 4.Identifiqueuma das finalidades do plano de carreira. a) Dar foco de direcionamento profissional para as organizações e auxiliar a construção do conhecimento endógeno. b) Estabelecer rotas possíveis para a vida pessoal, elencando o objetivo principal e colocando opções de alteração dos rumos pessoais para que alterações ocorram de forma planejada. c) Diminuir a percepção do plano estabelecido através da contribuição de outras pessoas. d) Dar foco de direcionamento profissional para as pessoas e auxiliar a construção do conhecimento holístico. Gestão de carreiras e competências 55 e) Estabelecer rotas possíveis para a vida pessoal, colocando opções de alteração dos rumos escolares para que alterações ocorram de forma planejada durante a formação profissional. 5.A elaboração do plano de carreira em sua elaboração se divide em quais processos? a) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, estabelecimento da vantagem e estabelecimentos de objetivos e análise da evolução profissional. b) Análise de mercado, análise da capacitação, estabelecimento da vantagem competitiva, estabelecimentos de objetivos e ações éticas e análise da evolução pessoal. c) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, estabelecimento da vantagem competitiva, estabelecimentos de objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. d) Análise de mercado, análise da capacitação e vocação profissional, estabelecimento da vantagem competitiva, estabelecimentos de objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. e) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, estabelecimento da vantagem das habilidades, estabelecimentos de objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. Gestão de carreiras e competências 56 6.Como ocorria a elaboração do plano de carreira há 15 anos? a) Não se elaborava plano de carreira. b) A pessoa que elaborava o plano de carreira. c) Contratava-se uma consultoria. d) A própria empresa elaborava junto ao plano de cargos e salários. e) A própria empresa elaborava junto às necessidades do profissional. 7.O planejamento de carreira depende de três tarefas de responsabilidade do indivíduo. Que tarefas são essas? a) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e implantação do plano de carreira. b) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e determinação de competências. c) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e determinação de habilidades. d) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e implantação de desafios. e) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e responsabilização ética. 8.O que a organização pode esperar ao implementar o plano de carreira? a) Possibilitar carreira divergentes. b) Ter Colaboradores, motivados para o trabalho face à ascensão que lhes é oferecido pela empresa. Gestão de carreiras e competências 57 c) Assegurar que a política de formação e desenvolvimento de carreira seja sigilosa. d) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de carreira como um instrumento efetivo controle do Colaborador. e) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de carreira como um instrumento efetivo de controle dos objetivos do Colaborador. 9.O Plano de carreira sendo uma vantagem competitiva tanto para os Colaboradores quanto para as organizações, como sua avaliação contribui para cada um deles? a) Do lado do Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e como vai fazer para chegar lá, para isto é preciso obter informações, elaborar objetivos e estratégias viáveis. Para as organizações a avaliação do planejamento de carreira prevê movimentações verticais e horizontais, como passos de desenvolvimento profissional do colaborador. b) Que aspecto relevante o gestor de recursos humanos deve se preocupar na implementação do plano de carreira na organização? c) Na elaboração do plano de carreira o Gestor de Recursos Humanos deve contribuir para que este plano de carreira seja executado de forma estruturada por meio de um plano de sucessão, abordando competências técnicas, humanas e estratégicas. d) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de carreira como um instrumento efetivo de controle dos objetivos do Colaborador. Gestão de carreiras e competências 58 9.O Plano de carreira sendo uma vantagem competitiva tanto para os Colaboradores quanto para as organizações, como sua avaliação contribui para cada um deles? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10.Que aspecto relevante o gestor de recursos humanos deve se preocupar na implementação do plano de carreira na organização? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão de carreiras e competências 59 4Gestão por competência Gestão de carreiras e competências 60 Nesta unidade, estudaremos a possibilidade de uma gestão por Competência, abordando seu conceito e desenvolvimento na área de Recursos humanos. Objetivos da unidade: Estudar o conceito de gestão por competência; Analisar os modelos de gestão por competência. Plano da unidade: Conceito de gestão por competência Modelos de gestão por competência Bons estudos! Gestão de carreiras e competências 61 Conceito de gestão por competência Chegou o momento de tornar mais claro o conceito de competências. Optaremos aqui entender competência como possibilidades de comportamentos e capacidades que algumas pessoas ou organizações dominam em detrimento a outras promovendo uma diferenciação no mercado. Identificamos quatro competências: Competências diferenciais – consideradas estratégias, estabelecem a vantagem competitiva da empresa. São constituídas por um conjunto de capacitações que auxiliam a empresa a alcançar seus resultados e fazer o diferencial no mercado. Competências essenciais – são aquelas definidas como as mais importantes para o sucesso do negócio e devem ser percebidas pelos clientes. Competências básicas – as necessidades para manter a organização funcionando. São percebidas no ambiente interno, estimulam o clima de produtividade. Competências terceirizáveis – as que não estão ligadas a atividade-fim e que podem ser repassadas a fontes externas com maior competência e valor agregado. O primeiro elemento a ser desenvolvido para se chegar à competência é a Atitude. Ter atitude é acreditar nas suas possibilidades de ação diante o desafio. Seguem algumas palavras chaves ligadas a gestão de competência com atitude. Autoestima / Autodesenvolvimento / Inovação / Criatividade / Ética / participação cidadã / Empatia / Diálogo / Visão sistêmica. O segundo elemento da gestão de competência é o Conhecimento. O conhecimento é a capacidade de armazenar informações e alcançá-las quando necessário. Quanto maior o conhecimento mais fortalecida se torna a competência. O terceiro segmento é a comunicação. Comunicação é a capacidade de se expressar de forma clara, precisa e objetiva. Também podemos descrevê-la como Gestão de carreiras e competências 62 uma