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Gestão de carreiras e competências 
 
1 
Gestão de carreiras 
e competências 
Suziane Hermes de Mendonça Soares 
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Gestão de carreiras e competências 
 
2 
 
DIREÇÃO SUPERIOR 
Chanceler Joaquim de Oliveira 
Reitora Marlene Salgado de Oliveira 
Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira 
Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira 
Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves 
 
DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA 
Gerência Nacional do EAD Bruno Mello Ferreira 
Gestor Acadêmico Diogo Pereira da Silva 
 
FICHA TÉCNICA 
Texto: 
Revisão Ortográfica: Rafael Dias de Carvalho Moraes & Christina Corrêa da Fonseca 
Projeto Gráfico e Editoração: Antonia Machado, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Victor Narciso 
Supervisão de Materiais Instrucionais: Antonia Machado 
Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos 
Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos 
 
COORDENAÇÃO GERAL: 
Departamento de Ensino a Distância 
Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br 
 
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo – Campus Niterói 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bibliotecária: ELIZABETH FRANCO MARTINS – CRB 7/4990 
 
Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se r esponsabilizando a ASOEC 
pelo conteúdo do texto formulado. 
© Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira 
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma 
ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedora 
da Univer sidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
3 
Palavra da reitora 
Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo, 
exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de 
Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSOEAD, que reúne os diferentes 
segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi 
desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero 
bem-sucedidas mundialmente. 
São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio 
dessa modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço 
presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio 
tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se 
responsável pela própria aprendizagem. 
O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que 
permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo o 
momento, ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de 
nossa plataforma. 
Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores 
especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são 
fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos. 
A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a 
distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem-
sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo 
de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização, 
graduação ou pós-graduação. 
Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando 
as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o 
programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona. 
Seja bem-vindo à UNIVERSOEAD! 
Professora Marlene Salgado de Oliveira 
Reitora. 
Gestão de carreiras e competências 
 
4 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
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Sumário 
 
 
Apresentação da disciplina ................................................................................................ 07 
Plano da disciplina .............................................................................................................. 09 
Unidade 1 – As organizações e o cenário empresarial atual ......................................... 11 
Unidade 2 – Sistemas de valorização e Instrumentos de desenvolvimento de 
carreira ................................................................................................................................. 29 
Unidade 3 – Noções gerais sobre desenvolvimento de carreira .................................. 43 
Unidade 4 – Gestão por competência .............................................................................. 59 
Unidade 5 – Gestão estratégica de pessoas.................................................................... 73 
Unidade 6 – Desenvolvimento de competências individuais e organizacionais. ...... 89 
Considerações finais ........................................................................................................... 107 
Conhecendo a autora ......................................................................................................... 108 
Referências ........................................................................................................................... 109 
Anexos .................................................................................................................................. 111 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
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Gestão de carreiras e competências 
 
7 
 
 
Apresentação da disciplina 
 
A disciplina tem como objetivo compreender o papel das empresas e todas as 
possíveis demandas relacionadas às pessoas da organização no mundo 
contemporâneo. 
Você conseguirá desenvolver habilidades para uma gestão estratégica de 
pessoas no modelo de competências. 
Também será abordado nesta disciplina técnicas para desenvolvimento de 
carreiras e instrumentos para avaliação. Despertando para técnicas atuais do 
mundo globalizado e exigente. 
A Gestão de Pessoas, termo também conhecido tradicionalmente por Recursos 
Humanos, é um assunto que vem ampliando o seu espaço e relevância nas Ciências 
Administrativas nos últimos anos por conotar uma tentativa de valorização do 
capital humano nas organizações. 
Afinal, são os talentos que dão vida à organização, promovendo 
comportamentos altamente diferenciados, na busca do nível de excelência. Serão 
abordados de forma clara para facilitar a compreensão e elaboração de modelos de 
gestão por competências, alinhando as competências individuais organizacionais. 
Esta disciplina está dividida em seis unidades, tornando mais clara a atuação 
do profissional de Gestão de Recursos Humanos no planejamento e gestão da 
carreira e competência. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
8 
 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
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Plano da disciplina 
 
Foi elaborado um resumo de cada unidade para que você tenha uma compreensão 
geral de tudo o que encontrará nesta disciplina, podendo até, antecipadamente, 
buscar fontes que complementem o estudo. 
 
Unidade 1 – As organizações e o cenário empresarial atual 
Na primeira unidade, vamos estudar as mudanças no mundo do trabalho 
nas últimas décadas e suas conseqüências ao trabalhador. 
Objetivos: 
 Compreender as transformações mundo do trabalho; 
 Analisar as concepções sobre estruturas. 
Unidade 2 –Sistemas de valorização e Instrumentos de desenvolvimento de 
carreira 
Na segunda unidade, vamos estudar os sistemas de valorização e os instrumentos 
de desenvolvimento de carreira no país. 
Objetivos: 
 Conhecer os sistemas de valorização de pessoas; 
 Estudar os instrumentos de desenvolvimento de carreira. 
 
Unidade 3 – Noções gerais sobre desenvolvimento de carreira 
Na terceira unidade, vamos estudar os conceitosforma de ação, ou seja, baseada nas diferenças entre sujeito e objeto e entre 
meios e fins. Podem ser utilizadas a comunicação verbal e não verba, o que mostra 
que a comunicação entre os que estão presentes em uma reunião, por exemplo, é 
inevitável. 
O último segmento são as Habilidades. Habilidades são as demonstrações dos 
conhecimentos adquiridos. 
A Gestão por Competências na área de recursos humanos pode ser 
estruturada através da conscientização de que cada negócio exige um perfil 
específico de pessoas, exigindo principalmente estratégia na Gestão. 
A Gestão por Competências na organização tem seu alicerce em alguns 
indicadores, que dão suporte para o desenvolvimento e implantação eficaz da 
ferramenta de gestão. 
Destacamos quatro indicadores: 
negócio - o ambiente determina as demandas e a organização se posiciona 
conforme o seu desejo de espaço. A organização define quais as expectativas e 
desejos do consumidor que pretende atender. 
missão institucional - tem por objetivo definir a razão de existir do negócio, 
indicando o caminho a ser seguido para o alcance dos objetivos. Está voltada para 
a orientação nas tomadas de decisões, elaboração de objetivos e estratégias. 
visão de futuro - sua essência está na ideia de como a organização quer ser 
vista pelos seus consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores, norteando 
ações para a busca de resultados e compartilhando-os com toda organização. 
valores e crenças - normas e princípios aceitos pelo grupo que conduzem o 
comportamento das pessoas, contribuindo para a formação da cultura 
organizacional. 
É impossível desenvolver um modelo de gestão por competências sem a 
definição da Missão, Visão, Valores e Estratégia, pois esses fatores são fundamentais 
para validação do modelo de gestão. 
Quando organização e pessoas caminham juntas, podemos dizer que há uma 
troca constante de competências, onde a empresa agrega e prepara as pessoas 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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para enfrentarem novas situações, tanto profissionais quanto pessoais, sejam estas 
internas ou externas à organização. 
A Gestão por Competências é um programa que se instala através de blocos 
de intervenção que se sucedem de forma simultânea ou em etapas. Vamos 
compreender cada uma das etapas para sua implementação. 
Temos como primeira etapa a sensibilização, ao esclarecer os conceitos de 
competências e os benefícios deste modelo a fim de obter o envolvimento de 
todos e motivar as pessoas para que percebam o propósito da ideia, deve ser bem 
estruturada a sensibilização. 
A partir da aprovação pela direção ou gerência da organização, segue a fase da 
coleta de dados, através das ações de verificação das diretrizes para cada setor de 
acordo com a missão da empresa. A comprovação da existência de descrição 
objetiva das atividades nos locais de trabalho é fundamental em conjunto com a 
negociação das responsabilidades com a diretoria tendo o setor de recursos 
humanos como um facilitador do processo. 
Em seguida é a etapa de definição das competências, etapa que trata como 
definição de perfis, e consiste em traçar competências essenciais e básicas, 
necessárias a cada grupo de funções. Assim que os perfis são definidos, é 
necessário que sejam atribuídos pesos conforme as exigências de cada unidade de 
negócio, o que requer alto grau de comprometimento e participação dos membros 
internos detentores de informações da empresa. 
 Subdivide-se esta etapa em duas categorias: a definição das Competências 
Organizacionais e, a definição das Competências de Função. 
 Na etapa de identificação das competências dos colaboradores, são elencadas 
quais as competências dos colaboradores, para saber o que tem a contribuir e o 
quanto necessitam aprender o que é feito através do método de avaliação focado 
em competências. Para o plano de desenvolvimento dos colaboradores, são 
identificadas deficiências individuais, tendo em vista treinar e desenvolver estes 
indivíduos adequadamente. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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Na etapa das Competências Organizacionais o foco se volta para a cultura 
organizacional, determinada através dos valores e missão da empresa. Sempre 
considerando o mercado de trabalho e todas as demandas que o direcionam. 
 
Modelos de gestão por competência 
 
A gestão por competência é um programa que atende diversas demandas da 
organização por definir perfis profissionais em função da produtividade e da 
adequação destes perfis ao negócio. A gestão por competência representa uma 
alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações. 
Propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos 
diferentes níveis da organização. 
A implementação da gestão por Competência pode ocorrer da seguinte forma: 
Através de reuniões e brainstorms, seguindo uma metodologia definida, 
identificar as Competências que a empresa necessita, baseadas em sua Visão, 
Valores e Estratégia; 
O passo seguinte é dividir a empresa em papéis e perfis, identificando as 
Competências que os cargos e funções necessitam e os níveis mínimos de cada 
uma delas; 
Avaliar e identificar em testes e entrevistas as competências que os candidatos 
possuem ainda no recrutamento; 
Com periodicidade avaliar e identificar as competências que os colaboradores 
possuem; 
Fazer um cruzamento das competências necessárias com as existentes e 
trabalhar para desenvolver os Colaboradores diminuindo o vácuo dentro de seus 
cargos, perfis e funções. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
65 
 
É preciso que haja certa continuidade e crescimento à medida que uma pessoa 
desenvolve suas competências. Não se espera que uma pessoa dos primeiros 
níveis hierárquicos seja melhor ou tão boa quanto seus superiores em tudo. 
Nem sempre um cargo superior tem um valor maior em todas as 
competências que seus subordinados. 
No entanto, por tratar-se de um 
modelo com métodos modernos, 
relevantes ao novo cenário complexo e 
competitivo das organizações, propicia 
mecanismos e técnicas, oportunizando 
significativas melhorias, conforme 
sugerido na tabela abaixo: 
Lembre-se a proposta da gestão por 
competência é compreender quais são as 
competências organizacionais críticas para o 
sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de 
competências profissionais e desenvolvê-las junto 
ao quadro de funcionários internos. Trata-se de 
uma metodologia de gestão moderna, focada nos 
negócios, no mercado e no desenvolvimento 
profissional permanente. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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Gestão por 
competências 
Possibilidades e adaptações do modelo 
Seleção 
Cursos de formação permitem identificar competências 
individuais e aproximá-las da estratégia organizacional. 
Mapeamento 
Parâmetro na nomeação de servidores, possibilitando a 
alocação de competências conforme área de 
conhecimento. 
Remuneração 
A nomeação aos cargos quando realizada pelos 
parâmetros de competência, possibilita a valorização 
dos servidores pelo desempenho. 
Desenvolvimento 
Parâmetro para planejar o desenvolvimento de 
competências através de ações de treinamento e 
capacitação, conforme necessidade individual e da 
organização, agregando valor ao desenvolvimento de 
competências. 
Avaliação 
A avaliação por competências permite o feedback do 
desempenho e possibilita melhorias nos aspectos 
falhos. Se realizada por mais atores, torna o método 
mais fidedigno e com menor probabilidade de erros, 
podendo ser realizada pelo chefe imediato, por um 
servidor do setor e também pela autoavaliação. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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Desta forma, pode-se inferir que a utilização de um modelo com base em 
estratégias garante maior aproveitamento do potencial humano, motiva a busca 
pelo desenvolvimento contínuo, gera melhoria do desempenho, valoriza os 
Colaboradores e permite a transparênciadas ações. 
Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
 
Atividade complementar! 
O SEBRAE promove algumas ferramentas no auxílio aos empresários. 
Teste suas habilidades com a ferramenta disponibilizada no link abaixo e verifique 
quais competências precisa desenvolver. 
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/Mapa-de-
Compet%C3%AAncias-testa-suas-habilidades-empreendedoras 
 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
68 
 
Exercícios – unidade 4 
 
1.Complete a frase com o termo adequado: “Competência é a possibilidades 
de _______________ e ____________ que algumas pessoas ou organizações 
dominam em detrimento a outras promovendo uma ___________ no mercado. 
a) Capacidades/Urgências/Rapidez 
b) Comportamentos/ Capacidades/Diferenciação 
c) Capacidades/Rapidez/Valorização 
d) Valorização/Capacidades/Diferenciação 
e) Comportamentos/Valorização/Diferenciação 
 
2. Qual competência pode ser definida por estratégias, que estabelecem a 
vantagem competitiva da empresa e são constituídas por um conjunto de 
capacitações que auxiliam a empresa a alcançar seus resultados e fazer o 
diferencial no mercado? 
a) Essenciais 
b) Básicas 
c) Diferenciais 
d) terceirizáveis 
e) individual 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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3.Quais os tipos de competências primordiais no funcionamento da 
organização? 
a) ásicas e essenciais 
b) Básicas e individuais 
c) Básicas e diferenciais 
d) Diferenciais e terceirizáveis 
e) Diferenciais e essenciais 
 
4. O primeiro elemento a ser desenvolvido para se chegar à competência é? 
a) habilidades 
b) atitude 
c) carisma 
d) experiência 
e) postura 
 
5. O segundo elemento na gestão de competência é conhecido por? 
 
a) Comunicação 
b) Atitude 
c) Conhecimento 
d) Sabedoria 
e) Carisma 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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6. Qual das alternativas abaixo é um dos processos da implementação de 
Gestão por Competência? 
 
a) Através de conselhos da direção, seguindo uma metodologia 
definida, identificar as Competências que a empresa necessita, 
baseadas em sua Visão, Valores e Estratégia. 
b) O passo seguinte é dividir a empresa em papéis e perfis, 
identificando as Competências que os cargos e funções necessitam e 
os níveis mínimos de cada uma delas. 
c) Avaliar e identificar em testes e entrevistas as competências que os 
candidatos possuem ainda no concorrente. 
d) Esporadicamente avaliar e identificar as competências que os 
colaboradores possuem. 
e) Através de assembléia do sindicato, seguindo uma metodologia 
definida, identificar as Competências que a empresa necessita, 
baseadas em sua Visão, Valores e Estratégia. 
 
7. Para um melhor aproveitamento na Gestão por Competência o que pode ser 
realizado na seleção para facilitar o processo? 
 
a) Cursos de formação permitem identificar competências individuais e 
aproximá-las da estratégia organizacional . 
b) Entrevista e exames psicológicos para testar o QI. 
c) Fazer contratação apenas por indicação de pessoas de confiança. 
d) Fazer simulações que exijam o máximo do candidato. 
e) Selecionar os candidatos que estiverem acima da média desejada. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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8..Complete a frase: “os parâmetro para planejar o desenvolvimento de 
competências através de ações de ______________e _____________, conforme 
necessidade individual e da organização, agregando valor ao desenvolvimento de 
competências. 
a) entrevista e simulação 
b) entrevista e treinamento 
c) treinamento e capacitação 
d) capacitação e entrevista 
e) capacitação e simulação 
 
9.A Gestão por Competências na organização tem seu alicerce em alguns 
indicadores, que dão suporte para o desenvolvimento e implantação eficaz da 
ferramenta de gestão. Destaque os quatro indicadores: 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
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 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
10.O que pode ser garantido com a implementação da Gestão por Competência 
que favorece o Colaborador? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
73 
 
5 Gestão estratégica de 
pessoas 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
74 
 
Nesta unidade, abordaremos os aspectos mais relevantes sobre uma Gestão 
estratégica de Pessoas. Assim, você se tornará apto a debater, e propor ações 
estratégicas a fim de solucionar quaisquer questões ou problemas que possam 
surgir para a organização voltada para as pessoas. 
 
Objetivos da unidade: 
 Estudar a importância da gestão estratégica; 
 Abordar as principais técnicas de gestão estratégica de pessoas. 
Plano da unidade: 
 A importância da Gestão Estratégica 
 Técnicas de Gestão Estratégica de Pessoas 
 
Bons estudos! 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
75 
 
A importância da gestão estratégica 
 
Nos últimos tempos, a administração de recursos humanos vem passando por 
diversas e consideráveis mudanças, das quais se sobressaem, as técnicas, 
procedimentos e ferramentas que se fundamentam em técnicas de seleção, 
treinamento, remuneração e avaliação do desempenho e nos objetivos de análise 
do organizacional, planejamento das deficiências dos recursos humanos, avaliação 
do comportamento, melhoria das relações de trabalho e estabelecimento e 
manutenção do trabalho. 
As vocações relacionadas a esse tipo de intervenção na organização trouxeram 
colaboradores mais satisfeitos para a organização, mais produtivos e mais seguros. 
Contudo, na década de 80, a administração de recursos humanos, influenciada 
pelas forças endógenas, pelas estipulações do mercado e pela concorrência 
mundial, deu início à abordagem estratégica. 
O nosso ponto de partida na disciplina será distinguir a eficácia operacional da 
estratégia. Sem impedimentos nas progressões operacionais como: gestão da 
qualidade total, concorrência baseada no tempo, terceirização, formação de 
parcerias, gestão de mudanças, e diversas técnicas, muitas empresasse frustram 
em decorrência da incapacidade de transformar o conhecimento das técnicas em 
lucro. 
Tanto a eficácia operacional, quanto a estratégia são necessárias para uma 
execução diferenciada. A primordial diferença se encontra na escolha das 
atividades e na forma como elas são realizadas. 
Eficácia operacional significa realizar uma atividade/serviço melhor do que os 
concorrentes. A estratégia significa realizar atividades diferentes das dos 
concorrentes ou realizar as mesmas atividades dos concorrentes de maneira 
diferente. 
Estratégia também é criar uma posição única e valiosa, envolvendo um 
conjunto diferente de atividades. Se persistisse apenas uma estratégia certa não 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
76 
haveria a busca de estratégias. A natureza da estratégia é escolher por métodos 
diferentes dos concorrentes. 
As alternativas de direcionamento movem não apenas as atividades a serem 
realizadas pela organização, mas também a forma pela qual elas se laçam umas 
com as outras. Durante o tempo em que a eficácia operacional atinge o primor nas 
atividades individuais, a estratégia trata da combinação de atividades. 
A Neutrogena, por exemplo, vende seus produtos para hotéis destinados a 
clientes de alta renda, que pretendem oferecer aos hospedes um sabonete 
recomendado por dermatologistas. Os hotéis concedem à empresa o privilégio de 
manter a própria embalagem. Ao experimentarem o Neutrogena em um hotel de 
luxo, é provável que os hóspedes o comprem em drogarias. Assim, a empresa age 
de maneira estratégica. 
Os aspectos pessoais do Gestor de Recursos Humanos na atividade estratégica 
tende a distender aptidões organizacionais tais como, rapidez, capacidade de 
reação, agilidade, capacidade de aprendizagem e competência ao se relacionar 
com as pessoas. 
O compromisso de elaborar as estratégias da organização é destinado aos 
executivos, contudo, os Gestores de Recursos Humanos devem estimular e liderar 
discussões sobre o modo como a empresa deve se posicionar frente aos 
Colaboradores. O Gestor de Recursos Humanos deve ser parceiro estratégico dos 
executivos apesar de considerado novo neste papel, para ser capaz de realizar 
qualquer discussão estratégica, o profissional precisa se desenvolver com uma 
formação específica e tal conhecimento agregará confiança e melhor visão dos 
negócios. 
 A partir desse novo posicionamento estratégico, a necessidade da 
organização em adequar-se para as novas práticas de Gestão de Pessoas foi 
primordial. 
A Gestão precisa atuar não somente na necessidade de atrair e reter 
Colaboradores com competência, mas também para atingir os resultados da 
organização através das pessoas. A transformação faz com que a Gestão de 
Recursos Humanos encontre novas formas de atrair, manter e reter o seu capital 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
77 
humano, tudo isso com o objetivo de expandir os negócios da organização que se 
insere. 
Com o objetivo de proporcionar alternativas organizacionais eficazes é 
necessário que seja inserida nova forma de ação dos gestores, pois, na gestão 
estratégica, destacam-se a abrangência de todos os setores da organização para 
planejar, gerenciar, executar, acompanhar e corrigir, no intuito de movimentar as 
pessoas á obtenção dos objetivos da organização. 
 A Gestão Estratégica de Recursos Humanos apresenta um procedimento 
resolutivo mais abrangente, com visão de futuro, consciente das variações do 
ambiente exógeno. Conduzindo a integração com os objetivos organizacionais e 
com as políticas que integram os processos que os formam. 
A atribuição do Gestor de Recursos Humanos tornou-se estratégica para as 
organizações, ao garantir como sua função a promoção das organizações com 
talentos e favorecer a formação das estratégias. 
O procedimento de organização da estratégia precisa de um longo prazo para 
se tornar eficaz, o desenvolvimento de alguns requisitos se torna essencial. 
 Alguns requisitos são: 
 Disciplina e comunicação constante; 
 Conhecimento de tecnologias, produtos, mercados e estrutura 
organizacional; 
 Visão sistêmica e estruturas fluídas; 
 Integração interna; 
 Visão ou missão essencial – base da organização. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
78 
 
Todo esse processo estratégico também encontra dificuldades, contudo é uma 
das funções mais importantes para o Gestor de Recursos Humanos. O movimento 
para a Gestão Estratégica ultrapassa com antigas funções conservadoras de 
Recursos Humanos voltados apenas à admissão, normatização e remuneração. 
 
Técnicas da gestão estratégica de pessoas 
 
A maioria das empresas deve seu sucesso 
a um anterior posicionamento estratégico, 
em um dado momento em sua história 
organizacional ocorreu um investimento na 
gestão estratégica. As atividades que em num 
momento foram alinhadas, entretanto, com o 
passar dos anos, e as pressões de 
crescimento, as estratégias foram se tornando 
ultrapassadas e ineficientes. A opção que 
resta a tais empresas é o recomeço, o 
realinhamento das ações com entendimento 
do contexto atual. Este também é o destino 
das organizações que nunca investiram em 
estratégias. 
Algumas tratamentos iniciais podem 
assessorar as organizações que desejam implementar estratégias na melhoria de 
sua competição com as concorrentes. O primeiro tratamento é verificar 
minuciosamente tudo que a organização realiza. Algumas questões a seguir 
auxiliarão na verificação da real natureza organizacional: 
Lembre-se! 
Existem contradições entre Gestão 
Estratégica e Planejamento Estratégico, não 
confunda os dois termos. No Planejamento 
Estratégico a organização é gerencial quanto a 
elaboração de objetivos para a seleção de 
programas de ação e para sua execução, 
considerando os condicionantes internos e 
externos à organização e seu sucesso 
almejado. Na Gestão Estratégica salienta-se a 
determinação por acrescentar novos 
elementos de reflexão e ação sistemática e 
continuada, no intuito de analisar a realidade 
posta, assim, promover projetos de mudanças 
estratégicas com um profundo 
acompanhamento e gerenciamento dos 
elementos de implementação. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
79 
 
 Qual das atividades ou serviços ofertados mais se destaca? 
 Quais os produtos ou serviços mais lucrativos? 
 Quais os clientes mais satisfeitos? 
 Quais os clientes, canais ou ocasiões de compra são mais lucrativos? 
 Quais das atividades são mais diferentes e eficazes? 
 
O estímulo é refocalizar a natureza real organizacional e realinhar as atividades 
a ela. Dentro da Gestão Estratégica existem vários passos, vamos identificar cada 
um deles. 
Primeiramente se encontra o Diagnóstico Estratégico, nele são realizadas as 
construções das situações atuais da organização, visando assim apreciar a 
existência e a adequação das estratégias vigentes dentro da instituição, bem como 
se estão oferecendo os resultados esperados. Dentro do Diagnóstico 
Estratégico são abordadas informações como a competitividade da empresa, a 
diversidade de produtos, ações de mudanças, vulnerabilidade às ameaças 
existentes, quantidade de recursos estratégicos disponíveis e projetos futuros. 
No segundo passo verifica-se quanto a Prontidão Estratégica, isto é, o 
relacionamento despertado e disponibilidade do caminho escolhido pela 
organização sobre o futuro, as atividades a serem executadas pela alta 
administração para antecipar problemáticas na estratégia, uma vigilância quanto 
todas as alterações ocorridas que podem influenciar de forma positiva ou negativa, 
os desafios institucionais em todas as suas dimensões, que venham de encontro 
com a Missão, a Visão e os Valores da organização. 
Em seguida o passo que se inicia é o procedimento de seleção das prioridades 
em função da gravidade dos dilemas que surgiram dentro da empresa e assim é 
orquestrada uma sequência lógica para a implementaçãodas ações, com 
direcionamento aos principais e mais preocupantes desafios em primeiro plano. Tal 
atividade é conhecida como Direcionamento Estratégico, definido como o 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
80 
momento que se direciona a instituição que precisa mudar para sobreviver ou se 
sobressair em determinado cenário. 
Como o conceito de estratégia relaciona-se diretamente com visão de futuro, 
uma organização precisa ter sua visão almejando o futuro. Deve, então, manter 
a Vigilância Estratégica, ou seja, deve observar, acompanhar, questionar, 
vasculhar o horizonte, no tempo, no espaço, à procura de possíveis riscos e de 
oportunidades que possam exigir, oportunamente, ações antecipadas e respostas 
estratégicas ou contramedidas da organização. 
Enfim, para uma empresa atuar com uma Gestão Estratégica precisa apurar 
todos seus processos e sua real situação e desenvolver ações corretivas constantes, 
focando seus objetivos e suas metas, e o desenvolvendo suas estratégias de forma 
mantenha sua sobrevivência, crescimento e diferenciação competitiva. 
Através da tabela abaixo você poderá visualizar melhor os passos da Gestão 
Estratégica na prática organizacional. 
Fatores de Mudança Ação Estratégica 
Promoção da 
transformação 
Liderança ativa, comprometimento das 
gerências, fornecimento de recursos, tempo 
dedicado ao processo e reconhecimento de 
fragilidades. 
Percepção de 
necessidades 
Entendimento de todos da importância da 
mudança e compreensão a curto e longo prazo 
quanto às melhorias desejadas. 
Visão organizacional 
Alteração nas condutas, entusiasmo e 
entendimento dos benefícios tanto para clientes 
quanto para demais Colaboradores. 
Responsabilização 
Envolvimento para realização das 
mudanças, formação de alianças e parcerias e 
compromisso dos envolvidos. 
Alteração de estrutura 
Mudança de sistema e estruturas, relação 
entre todos os setores e departamentos. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
81 
Avaliação Monitoramento do progresso, 
planejamento de formas de avaliação e 
comparação entre resultados obtidos e 
esperados. 
Sustentação Perpetuação da mudança com plano em 
longo prazo para adaptar a mudança com o 
passar dos anos. 
 
Basicamente, existem três intervenções concretas que levam as empresas de 
volta à agilidade essencial e depois as mantém com boa saúde: incorporar 
totalmente os Colaboradores no processo de lidar com os desafios, liderar a partir 
de um ponto de vista para manter o envolvimento dos Colaboradores e o estresse 
construtivo e instalar disciplinas mentais que incitaram comportamentos 
diferentes. Se realizadas da forma adequada, essas três intervenções criarão uma 
mudança marcante na cultura organizacional. 
Uma possível solução de problemas para a extinção do mesmo é possível se 
seguidas às etapas abaixo: 
Antecipação: mudanças de sistemas que possibilitam tempo para encontrar 
melhorias antes do problema ser instalado. 
Encontrar causas fundamentais: com a eliminação de parte do problema se 
encontra tempo para buscar as causas subjacentes. 
Prevenção: Monitoramento pela qualidade, a solução leva à ação preventiva. 
Consertar quando falhar: desfazer-se sempre do produto/serviço de má 
qualidade antes de afetar o cliente, resolver as situações no momento que surgem 
sem deixar nada para depois. 
 
A progressão por esse ciclo de quatro procedimentos exige uma grande dose 
de esforço. Os problemas que necessitam de atenção são claramente identificáveis. 
A tarefa difícil é fazer com que as pessoas se organizem em torno deles. Os 
procedimentos de melhorias significativas são sutis e frequentemente dependem 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
82 
de encontrar meios criativos para expor os Colaboradores em todos os níveis às 
pessoas certas nas organizações. 
Muitas empresas têm uma abordagem insuficiente à área de Recursos 
Humanos, esquecendo-se de que as organizações só existem em função das 
pessoas. O ambiente empresarial está cada vez mais rigoroso com as organizações, 
não havendo mais espaço para empresas que seguem modelos antiquados, 
exigindo que estas se adaptem às necessidades das pessoas de certa forma 
integrada, sejam elas clientes, proprietários, fornecedores, colaboradores, gestores 
etc. 
As empresas que pretenderem se adaptar ao ambiente presente e futuro terão 
que mudar a sua postura de se relacionar com as pessoas humanas, deixando de 
usá-las para passar a servi-las, atendendo-as naquilo de que necessitam e na 
realização de seus interesses. 
A área de Recursos Humanos deverá atender a esta nova dimensão no 
ambiente interno da empresa, procurando o equilíbrio dinâmico com as outras 
partes do ambiente, que também estarão, cada vez mais, em mudanças mais 
rápidas e significativas voltadas a estratégias. 
Sem uma estratégia de inovação, que favoreça a evolução do conhecimento 
científico, do desenvolvimento tecnológico e da modernização do setor produtivo, 
dificilmente se poderá trilhar o longo caminho para se enfrentar os desafios que o 
futuro nos proporciona. 
Há uma enorme variedade de receitas ideais de estratégias de Recursos 
Humanos. Uma das propostas teóricas mais seguidas é a de que uma estratégia 
deve conter dois elementos principais: 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
83 
 
1.objetivos estratégicos, por exemplo, resultados que a estratégia deveria 
alcançar; 
2. é um plano de ação, por exemplo, os meios pelos quais se pretende alcançar 
os objetivos visados. 
Os objetivos deveriam ser definidos em função daquilo que precisa ser feito 
para alcançar os fins da organização e as necessidades individuais dos seus 
Colaboradores. 
Estratégias de Recursos Humanos são simplesmente os processos que 
combinam pessoas, planos e programas de atividades, de acordo com esquemas 
gerais, para realizar os objetivos da organização. O processo de formulação de 
estratégias é uma maneira de se promover a compatibilização desses diferentes 
pontos de vista. 
Boas práticas de gestão de Recursos Humanos podem melhorar o 
desempenho organizacional das seguintes maneiras: 
Aumento da motivação e do comprometimento. 
Desenvolvimento de competências e habilidades. 
Ampliação das responsabilidades atribuídas aos empregados de forma que 
eles possam utilizar plenamente suas competências e habilidades. 
Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
84 
 
Dica de vídeo! 
Assista ao filme “Desafiando os Limites (The Word´s Fastest Indian)” 
do ano de 2005, busque encontrar ações de determinação, persistência e objetivo. 
Também oriento assistir ao filme “A Última Fortaleza” de 2001, neste filme 
você encontrará a história de um prisioneiro que demonstra estilo de liderança, 
planejamento e estratégia para motivar os demais prisioneiros, transformando-os 
em seguidores, para alcançar as metas definidas. 
 
É hora de se avaliar: 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
85 
 
Exercícios – unidade 5 
 
1. Desenvolver as atividades melhor que seus clientes é uma definição de qual 
termo? 
a) planejamento estratégico 
b) eficácia operacional 
c) gestão estratégica 
d) gestão de pessoas 
e) plano estratégico 
 
2. Identifique a essência de uma ação estratégica. 
a) Optar por recurso diferente do concorrente. 
b) Optar por recurso igual ao concorrente. 
c) Optar por recurso inferior ao concorrente. 
d) Optar por recurso adquirido no concorrente. 
e) Optar por recurso produzido para o concorrente. 
 
3. O desenvolvimento de estratégias necessita de alguns requisitos. Marque acaracterística que auxilia neste processo exigido aos Colaboradores de todos os 
setores ou departamentos. 
a) comunicação constante e os meios de comunicação interna através de 
redes sociais. 
b) conhecimento de tecnologias, produtos, mercados e infraestrutura 
organizacional. 
c) uma visão sistêmica e estruturas fluídas. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
86 
d) Integração interna e externa. 
e) conhecimento da missão essencial e base da organização concorrente. 
 
4. Complete a frase: “A Gestão precisa atuar não somente na necessidade de 
____________ e _____________ Colaboradores com competência, mas também 
para atingir os resultados da organização através das ____________.” 
 
a) atrair/treinar/mercadorias. 
b) reter /atrair/pessoas. 
c) reter/ demitir/concorrências. 
d) atrair/pessoas/reter. 
e) mercadorias/capacitar/pessoas. 
 
5. Em qual aspecto o papel do Gestor de Recursos Humanos tornou-se 
estratégico? 
a) ao assumir como função formar talentos e contribuir na eliminação de 
estratégias do passado. 
b) ao assumir uma posição de guardião das tradições e da cultura 
organizacional. 
c) ao assumir como sua função a gerência administrativa. 
d) ao assumir como sua função abastecer organizações de talentos e 
contribuindo na formação das estratégias. 
e) ao assumir como função a organização do espaço e cultura 
organizacional. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
87 
 
6. Quais das técnicas mencionadas abaixo correspondem à mudança ocorrida 
nas últimas décadas na Gestão de Pessoas? 
a) as técnicas de planejamento das necessidades dos recursos humanos. 
b) as técnicas de seleção voltadas para a melhoria da produção. 
c) as técnicas de remuneração voltadas para o crescimento horizontal do 
Colaborador. 
d) as técnicas de planejamento das necessidades familiares. 
e) as técnicas voltadas para o ambiente externo e suas necessidades de 
retração. 
 
7. Como podemos definir o envolvimento e disponibilidade da direção da 
empresa em relação ao futuro? 
a) Vigilância estratégica. 
b) Direcionamento estratégico. 
c) Diagnóstico Estratégico. 
d) Prontidão Estratégica. 
e) Solução Estratégica. 
 
8. Quais das alternativas abaixo melhor demonstra uma das transformações 
organizacionais necessárias à Gestão Estratégica? 
a) Percepção de necessidades. 
b) Diagnóstico estratégico. 
c) Mudança cultural. 
d) Habilidades e competências gerenciais. 
e) Eficácia operacional. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
88 
 
9.Para executar uma Gestão Estratégica em Recursos Humanos existe uma 
proposta teórica muito difundida que deve conter apenas dois elementos 
principais. Descreva cada um dos elementos. 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
10.Explique cada passo da Gestão Estratégica. 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
89 
6
Desenvolvimento de 
competências 
individuais e 
organizacionais 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
90 
Na última unidade, faremos uma análise dos aspectos necessários ao 
desenvolvimento de competências tanto de forma individual quanto na 
organização. 
 
Objetivos da unidade: 
 Analisar o desenvolvimento de competências individual; 
 Conhecer o alinhamento entre competência individual e 
organizacional. 
 
Plano da unidade: 
 Desenvolvimento de competências individual 
 Alinhamento entre competência individual e organizacional 
 
 
Bons estudos! 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
91 
 
Desenvolvimento de competência individual 
 
Diante das diversas alterações do mundo e mercado, as organizações 
implementaram adequações em muitos âmbitos de seus processos. Os quadros de 
colaboradores ou organograma empresarial passaram a ter um número menor de 
níveis hierárquicos, possibilitando uma diminuição de custos em conjunto, a mais 
consistente decisão em toda a sua cadeia. Os quadros de Colaboradores tiveram 
revisões para redução de custos e diminuição. 
Os sistemas tradicionais de Recursos Humanos não atenderam e, como 
alternativa, experiências foram sendo desenvolvidas com base na gestão por 
competências e habilidades, sendo que, atualmente, várias organizações muito 
conceituadas e conhecidas no mercado adotam tal alternativa. 
O diferencial da gestão baseada em 
competências, é que ela permite à 
empresa gerir seus recursos humanos de 
acordo com o grau de capacitação 
alcançado pelos seus colaboradores, 
dentro das competências previstas para 
cada cargo. Desta forma, o agrupamento 
de conhecimentos, habilidades e atitudes 
correlacionadas afeta parte considerável 
da atividade, além de orientar as ações da 
organização, sinalizar para o Colaborador como ele pode investir em seu 
desenvolvimento e, na medida em que ele alcance níveis melhores de 
competência dentro do cargo, também vai obtendo crescimento nos níveis 
salariais. 
Existem muitos modelos teóricos que detalham grupos de habilidades e 
competências, agrupando de acordo com a cultura organizacional e modelos de 
cargos, e o mais eficiente modelo é aquele que está alinhado com as competências 
organizacionais, ou seja, com os valores corporativos de cada empresa. A 
Ao se determinar as competências por 
meio da elaboração das descrições de cada 
função, assim como ações de seleção, 
acompanhamento, avaliação, 
desenvolvimento e remuneração dos 
profissionais, o debate sobre quais 
competências e os seus benefícios ganhou 
importância e destaque nos principais 
questionamentos sobre excelência 
organizacional
Gestão de carreiras e competências 
 
 
92 
competência individual é o resultado da mobilização do Colaborador, da 
combinação de recursos ou dimensões dos conhecimentos, habilidades e atitudes 
alinhados à aplicação destes recursos no trabalho. 
Abaixo você encontrará alguns modelos de competência de fácil aplicação no 
cotidiano organizacional. 
 
Competências Técnicas 
As Competências Técnicas todas aquelas que são adquiridas pela educação 
escolar, treinamentos e experiência profissional: 
 
Escolaridade 
Escolaridade mínima para 
execução das atribuições do cargo. 
Níveis fundamentais, ensino médio e 
superior de ensino. 
Treinamentos 
Treinamentos, cursos específicos, 
habilitações profissionais, 
especializações, exigido para melhor 
desempenho na atividade proposta. 
Conhecimentos técnicos 
Conhecimentos essenciais para o 
pleno desenvolvimento das atribuições 
do cargo, obtidos através da 
escolaridade e treinamentos realizados 
e aplicados e aprimorados em 
experiência profissional. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.
ppOs conhecimentos técnicos podem ser distribuídos como: 
Técnicos elementares – entende-se pelo conhecimento que permite um 
entendimento das ações que devem ser executadas no cotidiano profissional. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
93 
Permite a compreensão do que é solicitado e da divulgação do mesmo, tanto o 
Colaborador que desenvolverá tais atividades quanto o gerente ou solicitante das 
atividades dependendo da área de atuação. Este conhecimento é adquirido pela 
escolarização mínima, pela prática profissional de curta duração ou mesmo no local 
de trabalho. 
Técnicos básicos - consiste na compreensão de princípios técnicos básicos da 
atividade que está inserido. Sendo diretamente associado às atividades ou 
realização de tarefas específicas. 
Técnicos fundamentais – espera-se que o colaborador compreenda as os 
fenômeno ou fator nas ações, ou seja, a relação teoria e prática do trabalho. 
Espera-se também que o Colaborador seja capaz de discutir, se posicionar e até 
mesmo trazer questões além de entender as respostas. Alcança-se tal nível pelo 
ensino profissionalizante ou técnico. 
Técnicos sólidos – permite o indivíduo analisar respostas e conhecer os limites 
dos conceitos, métodos e instrumentos, assim, antecipa problemas, propõem 
mudanças nos procedimentos. Pelos científicos e técnicos específicos adquiridos é 
possível desenvolver ações de gestão com autonomia e encontrar respostas para 
questões que não tinham sido previstas. 
Técnicos profundos – encontra-se na capacidade de gerenciar de forma 
consciente e inovadora o sistema técnico, ou qualquer outro. É necessário o 
domínio completo dos conhecimentos científicos e técnicos, que são ensinados no 
nível superior. Desta forma, o colaborador consegue realizar pesquisas, atuar nas 
decisões inovadoras relacionadas às questões novas. 
Competências Comportamentais 
As Competências Comportamentais são aquelas que permitem uma execução 
de sucesso na em determinadas atividades, independente das características de 
personalidade do Colaborador, ou adquiridas em relações sociais. Divididas as 
competências em cinco processos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, 
Comportamentais e Organizacionais. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
94 
Intelectuais – Necessárias no reconhecimento e definição de questões, 
soluções estratégicas, mudanças nos processos, prevenção e aprimorar 
conhecimentos. 
Aplicar 
conhecimento 
Aplicar todos os conhecimentos técnicos na eliminação 
dos problemas das situações expostas em seu contexto de 
atuação. 
Transferir 
conhecimento 
Expor e promover conhecimentos técnicos para seus 
superiores, subordinados, clientes, fornecedores, para 
ensinar e aperfeiçoar a resolução das situações expostas em 
seu contexto de atuação. Além de ser considerado apto para 
adquirir novos conhecimentos. 
Generalizar 
conhecimento 
Traduzir os conhecimentos do nível institucional à 
realidade da organização, transferindo ao próximo nível, o 
operacional, a responsabilidade direta pela implementação 
das ideias. 
Reconhecer e 
definir problemas 
 Visualizar, analisar e situar os negócios da organização 
dentro do contexto nacional e mundial, a fim de transmitir a 
imagem e atuação da empresa dentro desse cenário, 
independente do produto ou serviço prestado. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp 
De comunicação– as competências através de expressões e comunicação 
na/da equipe e ampliação de diálogos. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
95 
 
Comunicar-se com os 
acionistas, clientes, 
fornecedores, 
parceiros, superiores 
e subordinados de 
forma eficaz. 
Entender os tipos de feedback, como avaliar a 
adequabilidade e as condições do feedback. 
Redação e Gramática 
Comunicar-se por escrito de maneira mais clara e 
mais eficaz. Inclui diretrizes específicas de como 
preparar memorandos, cartas, e-mails, propostas e 
outros tipos de comunicação. Escrever centrado no 
leitor e formatar suas comunicações de tal forma que 
sejam fáceis de ser lidas, que causem o impacto 
desejado e que o ajudem a alcançar seus objetivos. 
Negociação 
Capacidade de demonstrar atitudes flexíveis e de 
adaptá-las a terceiros e a situações diversas. 
Desenvolver habilidades de relacionamento, incluindo 
as capacidades de flexibilização e adaptação, com 
enfoque na postura pessoal. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp 
Competências sociais – conhecimento das atitudes e comportamentos 
fundamentais na vida cotidiana referentes ao ambiente de trabalho, ou o contrário, 
conhecimentos fundamentais no ambiente de trabalho que são referentes à vida 
cotidiana. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
96 
 
Relacionamento 
Interpessoal 
Cultuar uma boa relação com seus 
colaboradores, tanto nas questões voltadas ao dia-
a-dia de trabalho, através de orientações em 
relação aos trabalhos, quanto naquelas horas onde 
a emoção faz-se presente. É preciso que o líder 
esteja atento às atitudes de sua equipe, para 
melhor direcionar sua atuação frente aos 
acontecimentos. 
Trabalhar em 
equipe, 
gerenciando 
conflitos e 
interesses. 
Capacidade e discernimento para trabalhar 
com e por meio de pessoas, incluindo o 
conhecimento do processo da Motivação e a 
aplicação eficaz da liderança, com capacidade de 
influenciar o comportamento do grupo com 
empatia e equidade, visando os interesses 
interpessoais e institucionais. 
Consciência 
Ambiental 
Dimensionar a importância do meio-ambiente 
e o impacto de suas ações na preservação do 
mesmo. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
97 
 
Competências comportamentais – demonstram empreendedorismo e 
inovação, com iniciativa e criatividade diante das alterações necessárias sem afetar 
a qualidade e outras questões éticas. 
Iniciativa 
Identificar e atuar pro ativamente sobre problemas e 
oportunidades. Oferecer-se para Tarefas e identificar o que 
precisa ser feito e começa a agir. Começar a agir sem que lhe 
peçam ou exijam. Aproveitar oportunidades e começa a agir 
para tomar vantagem delas. Começar projetos individuais ou 
em grupo e assume responsabilidade total por seu sucesso. 
Identificar logo o que precisa ser feito frente a obstáculo e 
age até que sejam superados. Assumir responsabilidade de 
criar todos os passos de um projeto cujas circunstâncias e 
resultados não estejam bem definidos. 
Criatividade Produzir mais e melhores ideias para o desenvolvimento 
de produtos e de novos processos de trabalho. 
Adaptabilidade Adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis 
sejam elas de qualquer ordem (ambientais, econômicas, 
tecnológicas...). 
Consciência da 
qualidade 
Buscar pela excelência de produtos e serviços e uma 
preocupação maior com as crescentes exigências dos 
clientes internos e externos. 
Ética Sustentar-se em valores éticos e morais, gerando 
credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que 
fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes 
Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores. 
Coerência 
O discurso não deve ser diferente da prática e isso é um 
ponto de relevância que deve ser sempre observado na 
gestão. É preciso que o líder seja coerente em suas atitudes, 
com sua Missão e com sua equipe, pois quando a equipe 
observa contradição, certamente se comportará da mesma 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
98 
maneira, o que caracteriza a cultura do não 
comprometimento, ameaçando os resultados. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp 
Competências organizacionais – essenciais na compreensão da cultura 
organizacional, missão e visão da instituição. 
Compromisso 
com Resultados 
Liderar/atuarcom foco em objetivos quantitativos e 
qualitativos. Quando observado e praticado pelo líder, trará 
credibilidade por parte de seus liderados. Uma vez que o 
líder influencia diretamente o comportamento de seus 
liderados, quando de sua aceitação, a prática de tal 
competência servirá como modelo a ser seguido e poderá 
gerar estímulos positivos na equipe, tornando-a cada vez 
mais compromissada com as metas a serem atingidas. 
Gerenciar Tempo 
Estabelecer metas, priorizar tarefas, lidar com os 
desperdiçadores de tempo, fazer análise do tempo e criar e 
maximizar sua programação de uso do tempo. 
Gerenciar 
Recursos 
Zelar pelo controle da previsão orçamentária do 
departamento ou Unidade de Negócio e como analisar e 
justificar um investimento. Equacionar a mão-de-obra 
disponível com os recursos técnicos disponíveis. 
Planejamento e 
Organização 
Coordenar suas tarefas e/ou da equipe, incluindo o 
planejamento (plano de ação/cronograma), a organização 
(distribuição de trabalhos), e as tarefas sequenciais (ações), 
bem como a seleção e a alocação de recursos necessários. 
Liderar 
Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, 
ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus 
feitos. Agir com decisão e equidade quando tratar 
colaboradores com problemas. Formar uma equipe de 
talentos e investir no desenvolvimento do potencial de seus 
colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
99 
responsabilidade compartilhada. 
Atuar 
estrategicamente 
Estabelecer conexão com dois tipos de ambientes que 
influenciam diretamente nos resultados da equipe: os 
internos e os externos. Atuar de forma a antever 
oportunidades e ameaças, tendências e inovações 
possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a 
excelência na performance de sua equipe. 
Fonte:http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.pp 
Diante de todas as definições trazidas, atente-se às suas competências 
pessoais necessárias para sustentar a organização que faz parte e no mercado que 
está inserido. 
 
Alinhamento de competência Individual organizacional 
De acordo com Chiavenato (2014), a área de gestão de pessoas é muito 
sensível à mentalidade que predomina nas organizações, ela é contingencial e 
situacional, pois depende de vários aspectos como a cultura que existe em cada 
organização, da estrutura organizacional adotada, das características do contexto 
ambiental, do negócio da organização, da tecnologia utilizada, dos processos 
internos e de uma infinidade de outras variáveis importantes. 
Entre todas as mudanças que estão ocorrendo no processo de gestão de 
pessoas, provavelmente a mais abrangente é a tendência de deslocamento no foco 
dos cargos para o foco das competências das pessoas. Assim os processos de 
recrutar, selecionar, aplicar, avaliar, treinar, desenvolver, remunerar e incentivar as 
pessoas não leva mais em consideração apenas requisitos dos cargos, mas as 
habilidades e competências que as pessoas possuem e oferecem e que são 
essenciais para a organização (CHIAVENATO, 2014). 
A Gestão por Competência é a transformação de conhecimentos, aptidões, 
habilidades, interesse e vontade, em resultados reais e práticos, pois quando um 
indivíduo tem conhecimento e experiência e não sabe aplicá-los em favor de um 
objetivo, de uma necessidade ou de um compromisso, significa que este indivíduo 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
100 
não é realmente competente. Na busca da obtenção da eficácia de forma a 
transformar a estrutura organizacional o desenvolvimento do capital humano é sua 
essência. 
 
A gestão por competências é o 
processo de conduzir os colaboradores para 
atingirem as metas e os objetivos da 
organização através de suas competências 
técnicas e comportamentais. Isso significa 
que não é possível ter um modelo de 
gestão por competências se a empresa não 
tiver clara e definida qual é sua visão, ou 
seja, onde ela pretende chegar daqui alguns 
anos. 
 Pode-se definir Gestão por 
Competências, como um modelo de gestão 
empresarial que enfatiza dependência entre 
as competências organizacionais e individuais, uma vez que são as pessoas que ao 
colocarem em prática o patrimônio de conhecimentos da organização, 
concretizam as competências organizacionais e fazem sua adequação ao contexto. 
A Gestão por Competências integra todos os processos de Gestão de Pessoas 
(os subsistemas de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, 
avaliação de desempenho) e demanda uma nova forma de gerenciar as pessoas. 
Isso faz com que todas as lideranças formais das empresas passem a tornarem-se 
gestoras de pessoas, orientadoras de comportamentos e direcionadoras de 
caminhos a serem seguidos por toda equipe. 
O ponto de partida para a definição de políticas e de operações dos diversos 
subsistemas envolvidos na gestão de pessoas está na gestão por competência. 
Neste sentido a Gestão por Competências, se desdobrará em práticas de 
remuneração, de desenvolvimento, de carreira, de avaliação e de seleção, cujo 
objetivo é proporcionar à organização o conjunto de saberes necessários à criação 
de vantagens competitivas sustentáveis. 
Ocorre um grande alinhamento entre 
competências organizacionais e individuais, 
pois as efetivações destas competências 
possuem grande relação entre si. 
Considerando o contexto em que as 
organizações estão inseridas, identificado na 
alta competitividade, e por alterações 
significativas do mercado exige-se que as 
mesmas adotem um novo padrão de gestão de 
pessoas. O padrão de gestão por competências 
surge então como mudança de modelo 
gerencial, com uma visão holística, alinhando 
as estratégias organizacionais com as 
competências profissionais. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
101 
Estamos encerrando a disciplina. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu professor através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
102 
Exercícios – unidade 6 
 
1.A diminuição de custos através do enxugamento das equipes de trabalho e 
das hierarquias postas dentro da organização foi promotora de qual melhoria na 
gestão institucional? 
 
a) Aumento das relações internas 
b) Aumento da velocidade das decisões 
c) Diminuição dos conflitos entre Colaboradores 
d) Melhor desempenho em avaliações dos Colaboradores 
e) Aumento nas relações entre chefias 
 
2.As ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e 
remuneração dos profissionais junto ao debate sobre competências e os seus 
benefícios ganhou importância e destaque nos principais questionamentos sobre : 
 
a) Atitude individual 
b) Excelência organizacional 
c) Mudança de mercado 
d) Autoritarismo organizacional 
e) Defesa do colaborador 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
103 
 
3.O que permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau 
de capacitação? 
 
a) Gestão estratégica 
b) Gestão do tempo 
c) Gestão por competência 
d) Gestão tradicional 
e) Gestão hierarquizada 
 
4.Complete a frase: “Existem muitos modelos teóricos que detalham grupos de 
___________ e competências, agrupando de acordo com a 
_____________________ e modelos de cargos.” 
 
a) Habilidades / Cultura Organizacional 
b) Habilidades / Competências 
c) Cultura organizacional / habilidades 
d) Conhecimento / habilidades 
e) Funcionais / inteligência 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
104 
 
5.Quais modelos abaixo podem ser considerados modelos de competência 
técnica? 
a) Escolaridade, Aplicação de conhecimento e Conhecimentotécnico 
b) Treinamento, Aplicação de conhecimento e conhecimento técnico 
c) Conhecimento técnico, transferência de conhecimento e aplicação de 
conhecimento 
d) Escolaridade, Treinamento e Conhecimento técnico 
e) Conhecimento técnico, transferência de conhecimento e escolaridade 
 
6.As competências através de expressões e comunicação na/da equipe e 
ampliação de diálogos é a definição de qual processo de competência? 
a) intelectual 
b) de comunicação 
c) social 
d) comportamental 
e) organizacional 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
105 
 
7.Qual das alternativas abaixo NÃO pode ser considerada um processo de 
competência comportamental? 
 
a) Iniciativa 
b) Criatividade 
c) Adaptabilidade 
d) Consciência da gestão 
e) Ética 
 
8.A área de gestão de pessoas é muito sensível à mentalidade que predomina 
nas organizações segundo Chiavenato é também? 
 
a) Contingencial e situacional 
b) Situacional e problemática 
c) Problemática e contingencial 
d) Continental e mundial 
e) Problemática e mundial 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
106 
 
9.A gestão por competências é o processo de conduzir os colaboradores para 
atingirem as metas e os objetivos da organização através de que meio? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
10.A Gestão por Competência promove que tipo de transformação ? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
107 
 
Considerações finais 
 
A Gestão por Competências é definida por um modelo e processos de gestão 
empresarial que ressalta a dependência entre as competências organizacionais e 
individuais, sabendo que são as pessoas que ao colocarem em prática o patrimônio 
de conhecimentos da organização, concretizam as competências organizacionais e 
fazem sua adequação ao contexto. 
Com isso entre todas as alterações que estão ocorrendo no processo de gestão 
de pessoas, possivelmente a mais abrangente é a tendência de deslocamento no 
foco dos cargos para o foco das competências das pessoas. 
Desta forma, o objetivo da disciplina foi propor melhorias ao processo de 
gestão por competência visando o alinhamento entre as competências 
organizacionais e individuais. Visando também o desdobramento das 
competências da organização, com base na visão dos profissionais responsáveis, 
bem como na análise de seus indicadores estratégicos na excelência na prestação 
de serviços. 
Já com relação às competências individuais dos colaboradores as principais 
competências identificadas ao sucesso profissional foram: conhecimento dos 
processos administrativos, organização, gerenciamento de equipe, raciocínio 
lógico, credibilidade pessoal, flexibilidade, integridade, cooperação, transparência, 
interesse e motivação. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
108 
 
Conhecendo o autor 
 
Suziane Hermes de Mendonça Soares 
 
Mestranda em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas (UFRRJ), Pós-
Graduada em Gestão de Recursos Humanos (UCAM), Graduada em Serviço Social 
(UFF), Professora, Consultora de Recursos Humanos com mais de 9 anos de 
experiência na área de Recursos Humanos. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
109 
 
Referências 
 
Referência básica: 
 
LIMONGI-FRANÇA, Ana Cristina. Práticas de recursos humanos: conceitos, 
ferramentas e procedimentos. São Paulo: Atlas, 2007. 
 
RABAGLIO, Maria Odete. Gestão por competências: ferramentas para atração e 
captação de talentos humanos. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2011. 
 
VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2012. 
 
Referência complementar: 
 
 ARAÚJO, Luis César Gonçalves de; GARCIA, Adriana Amadeu. Gestão de 
pessoas. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
CARVALHO, Iêda Vechianni; PASSOS, Antônio Eugênio; SARAIVA, Suzana 
Barros Corrêa. Recrutamento e seleção por competências. Rio de Janeiro: FGV, 
2008. (reimpressão 2011). 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos 
humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Manole, 2014. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
110 
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos 
humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Manole, 2014. 
http://universo.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520437612/p
ages/-16 
 DUTRA, Joel de Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e 
perspectivas. São Paulo: Atlas, 2002. (reimpressão 2013). 
SNELL, Scott; BOHLANDER, George W. Administração de recursos humanos. 
São Paulo: Cengage Learning, 2010. 
VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento estratégico e administração por 
projetos. São Paulo: Makron Book, 2001. (Biblioteca Virtual Pearson) 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
111 
 
 
nexos A 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
112 
 
Gabaritos 
 
Unidade 1 
1) d 
2) c 
3) d 
4) a 
5) d 
6) e 
7)c 
8) a 
9) O trabalho representa para os indivíduos não apenas uma forma de ganhar 
a própria vida, e sim fonte de identificação própria, frente à sociedade como um 
todo, constituindo-se inclusive em uma forma de inserção social. Essa identidade é 
construída pelo indivíduo no dia-a-dia de trabalho, a partir das experiências por ele 
vivenciadas, e o acompanha marcantemente em toda sua vida 
10) Conhecimentos formalizados – detenção de diplomas para validar o 
conhecimento formalizado. 
Experiência acumulada – expectativa das empresas em termos de 
competência, fundadas no saber fazer úteis acumulados por experiência. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
113 
 
Unidade 2 
1) d 
2) e 
3) e 
4) a 
5) c 
6)a 
7) b 
8) c 
9) Cultura Organizacional – é um padrão de assuntos básicos compartilhados 
que um grupo aprendeu como maneira de resolver seus problemas de adaptação 
externa e integração interna, e que funciona bem a ponto de ser considerado 
válido e desejável para ser transmitido aos novos membros como a maneira de 
perceber, pensar e sentir em relação aos problemas. 
10) A orientação das pessoas é o primeiro passo ao entendimento da 
estrutura. Trata-se de posicionar e esclarecer o papel delas e os objetivos diante da 
cultura organizacional. Isso significa competência organizacional. O importante é 
saber o caminho escolhido pela organização para tentar fazer com que as pessoas 
ajudem na trajetória. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
114 
 
Unidade 3 
1) d 
2) c 
3) a 
4) d 
5) d 
6) d 
7) a 
8) b 
9) Do lado do Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e 
como vai fazer para chegar lá, para isto é preciso obter informações, elaborar 
objetivos e estratégias viáveis. Para as organizações a avaliação do planejamento 
de carreira prevê movimentações verticais e horizontais, como passos de 
desenvolvimento profissional do colaborador. 
10) Na elaboração do plano de carreira o Gestor de Recursos Humanos deve 
contribuir para que este plano de carreira seja executado de forma estruturada por 
meio de um plano de sucessão, abordando competências técnicas, humanas e 
estratégicas. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
115 
 
Unidade 4 
1) b 
2)c 
3) a 
4) b 
5) c 
6) b 
7) a 
8) c 
9) negócio - o ambiente determina as demandas e a organização se posiciona 
conforme o seu desejo de espaço. A organização define quais as expectativas e 
desejos do consumidor que pretende atender. 
 missão institucional - tem por objetivo definir a razão de existir do negócio, 
indicando o caminho a ser seguido para o alcance dos objetivos. Está voltada para 
a orientação nas tomadas de decisões, elaboração de objetivos e estratégias. 
visão de futuro - sua essência está na idéia de como a organização quer ser 
vista pelos seus consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores, norteando 
ações para a busca de resultados e compartilhando-os com toda organização. 
valores e crenças - normas e princípios aceitos pelo grupo que conduzem o 
comportamento das pessoas, contribuindo para a formação da cultura 
organizacional. 
10) A utilização de um modelo com base em competências garante maior 
aproveitamento do potencial humano, motiva a busca pelo desenvolvimento 
contínuo, gera melhoria do desempenho, valoriza os Colaboradores e permite a 
transparência das ações. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
116 
 
Unidade 5 
1) b 
2) a 
3) c 
4) b 
5) d 
6) a 
7)d 
8) a 
9) O primeiro elemento são os objetivos estratégicos, por exemplo, resultados 
que a estratégia deveria alcançar, o segundo elemento é um plano de ação, por 
exemplo, os meios pelos quais se pretende alcançar os objetivos visados. 
10) Diagnóstico Estratégico - nele são realizadas as construções das situações 
atuais da organização, visando assim apreciar a existência e a adequação das 
estratégias vigentes dentro da instituição, bem como se estão oferecendo os 
resultados esperados. 
Prontidão Estratégica - o relacionamento despertado e disponibilidade do 
caminho escolhido pela organização sobre o futuro, as atividades a serem 
executadas pela alta administração para antecipar problemáticas na estratégia. 
Direcionamento Estratégico - o momento que se direciona a instituição que 
precisa mudar para sobreviver ou se sobressair em determinado cenário. 
Vigilância Estratégica - deve observar, acompanhar, questionar, vasculhar o 
horizonte, no tempo, no espaço, à procura de possíveis riscos e de oportunidades 
que possam exigir, oportunamente, ações antecipadas e respostas estratégicas ou 
contramedidas da organização. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
117 
Unidade 6 
1) b 
2) b 
3) c 
4) a 
5) d 
6) b 
7) d 
8) a 
9)Através de suas competências técnicas e comportamentais 
10) É a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e 
vontade, em resultados reais e práticos, pois quando um indivíduo tem 
conhecimento e experiência e não sabe aplicá-los em favor de um objetivo, de uma 
necessidade ou de um compromisso, significa que este indivíduo não é realmente 
competente.e noções gerais sobre 
aspectos envolvidos no planejamento de carreira e os instrumentos de avaliação. 
Objetivos: 
 Conhecer os conceitos e noções gerais sobre planejamento de carreira; 
Gestão de carreiras e competências 
 
10 
 Compreender os instrumentos de avaliação. 
 
Unidade 4 – Gestão por competência 
Na quarta unidade, vamos estudar a gestão por competência. 
Objetivos: 
 Estudar o conceito de gestão por competência; 
 Analisar os modelos de gestão por competência. 
 
Unidade 5 – Gestão estratégica de pessoas 
Na quinta unidade, vamos estudar como acontece a gestão estratégica de 
pessoas 
Objetivos: 
 Estudar a importância da gestão estratégica; 
 Abordar as principais técnicas de gestão estratégica de pessoas 
Unidade 6 – Desenvolvimento de competências individuais e organizacionais 
Na última unidade, vamos estudar o desenvolvimento de competências 
individuais e organizacionais. 
Objetivos: 
 Analisar o desenvolvimento de competências individual; 
 Conhecer o alinhamento entre competência individual e organizacional. 
Gestão de carreiras e competências 
 
11 
As organizações e o 
cenário empresarial 
atual 1 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
12 
 
Caro aluno, 
Estamos iniciando uma etapa importante de sua formação, na qual consta a 
disciplina de Gestão de Carreira e Competência; assim, iremos abordar assuntos de 
extrema relevância na atuação prática do profissional de recursos humanos. Vamos 
então, partir dos objetivos da Unidade: 
 
Objetivos da Unidade: 
 Compreender as transformações no mundo do trabalho; 
 Entender o cenário atual empresarial; 
 Analisar as concepções sobre estruturas. 
 
Plano da Unidade: 
 Transformações no mundo do trabalho. 
 Concepções sobre estruturas. 
 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
13 
 As transformações no mundo do trabalho 
 
A produção e reprodução da existência humana acontecem por meio do 
trabalho. O homem realiza-se através de sua capacidade teleológica, de pensar 
antes de agir, é o ato consciente que os faz diferente dos outros animais, se 
tornando um ser social. 
Com o desenvolvimento das empresas industriais no fim do século XIX 
surgiram novas ideias de organização empresarial e administração racional do 
trabalho, tentando garantir o crescimento empresarial. 
O processo produtivo taylorista/fordista esteve em seu melhor momento até o 
início da década de 70. Contudo, há um novo problema aliado à crise do petróleo 
(1973). Sendo este o cenário que ocorre o processo de reestruturação produtiva, o 
qual é um contexto político, social e econômico de crises financeiras que leva ao 
acirramento da concorrência entre as empresas e estabelece novas demandas e 
alternativas de produção e trabalho. 
A dimensão fundamental desse novo processo produtivo é a aceleração do 
progresso técnico, ou seja, a intensificação do uso de conhecimentos científicos e 
tecnológicos (microeletrônica, robótica, informática etc.) que favorecem maior 
desenvolvimento às empresas. O aumento tecnológico e científico denominado 
Terceira Revolução Industrial promoveu uma renovação do processo produtivo. 
Essas transformações tiveram grandes repercussões em todos os setores – política, 
econômica, social e cultural – da organização dos países. 
Nesse momento histórico ocorreu a segunda etapa da globalização, marcada 
pela transferência de grandes centros produtivos para os países periféricos, sempre 
aqueles que proporcionavam vantagens ao capital global, que consistiam em 
grande disponibilidade de mão de obra a custos muito menores do que nos países 
desenvolvidos. 
O desenvolvimento tecnológico e científico fez surgir para as empresas 
condições melhores a partir da automação e flexibilização do processo produtivo e 
de trabalho, a sofisticação dos modos administrativos e gerenciais dos recursos 
humanos, e uma maior racionalização a partir da redução dos custos na produção. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
14 
Na relação à gestão de recursos humanos, sua maior característica é a 
flexibilidade nas relações trabalhistas. Durante o processo taylorista/fordista, a 
formação, ou melhor, o treinamento oferecido aos trabalhadores tinha um caráter 
disciplinador e adaptativo aos postos de trabalho. Já no novo cenário, a formação 
dos trabalhadores estará relacionada ao desenvolvimento organizacional, ou seja, 
haverá uma maior integração entre os conhecimentos dos trabalhadores e as 
formas de organização das empresas. Essas mudanças ocorrem a partir da 
intensificação do uso de novas tecnologias, novas formas de gestão do trabalho e 
uma maior valorização do saber dos trabalhadores. 
A informatização, a comunicação e a capacidade intelectual dos trabalhadores 
passam a ser consideradas como fatores imprescindíveis e estratégicos para o 
desenvolvimento econômico, e principalmente empresarial. A informação torna-se 
um bem comercial. Nesse novo contexto, a formação torna-se importante fator 
produtivo para as empresas. A requalificação e o aperfeiçoamento contínuo dos 
trabalhadores permitem às empresas reduzir custos e elevar a qualidade de seus 
serviços e produtos no mercado, proporcionando maior capacidade competitiva. 
Surgem novos conceitos (competência, flexibilidade, polivalência e outros), 
que impõem aos trabalhadores a necessidade de continuamente se 
qualificar/(re)qualificar para garantir sua permanência ou uma nova colocação no 
mercado de trabalho. 
 Nos últimos anos, o Brasil e o mundo foram palcos de muitas mudanças. Entre 
2000 e 2015, os brasileiros passaram pelo final do governo de Fernando Henrique 
Cardoso, os dois governos exercidos por Luiz Inácio Lula da Silva e chegaram ao 
segundo governo da presidente Dilma Rousseff. Além disso, o País registrou 
manutenção da estabilidade conquistada com o Plano Real, de inclusão social e de 
adaptação. 
O mundo do trabalho identificou algumas das consequências diante de toda 
mudança do mercado de trabalho. Seguem alguns dos principais destaques: 
 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
15 
 
Conexão virtual Com a globalização, cresceu o acesso aos aparelhos de celulares com 
acesso à internet e, principalmente, as aparições das redes sociais, com 
destaque para o Twitter, Facebook , whatsapp e Linkedin. As ferramentas 
impactaram diretamente no networking dos profissionais. Antes, os 
relacionamentos eram feitos pessoalmente, hoje até relacionamentos 
amorosos podem iniciar de forma virtual. Isso aumenta muito as chances 
de ampliarem as conexões e o tempo gasto com o trabalho. 
Confidencialidade e 
exposição 
Devido o acesso às redes sociais, houve um aumento de casos em que 
as pessoas não respeitaram o sigilo profissional e a ética e tornaram público 
acontecimentos de dentro das empresas. 
Bem-estar Os profissionais ficaram mais conscientes sobre a qualidade de vida e isso 
influencia diretamente nos rumos da carreira. Em outras palavras, as 
pessoas estão pensando duas vezes antes de aceitar um emprego longe de 
casa. Pensar na mobilidade faz parte do dia a dia dos trabalhadores. 
Trabalho de casa Reflexo da disponibilidade de bons profissionais em contraponto ao 
grande problema de mobilidade nas cidades. 
Diversificação e 
Pluriatividades 
Nas organizações ocorreu um crescimento em relação à contratação 
de pessoal com diferentes perfis, incluindo variadas gerações, religiões, 
necessidades especiais, entre outros. Além da multiplicação de interesses 
de uma mesma empresa. 
Assédio Moral Aumento considerável de situações de constrangimento gerado no 
ambiente organizacional. 
Informalidade O uniforme foi substituído, as empresas estão mais flexíveis em 
relação à vestimenta dos seus profissionais. A informalidade não está 
presente somente na maneira de se vestir, mas também nas relações de 
trabalho. 
 Fonte:www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2211709/veja-principais-mudancas-mercado-trabalho-ultima-decada 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
16 
No século XXI as pessoas são percebidas profissionalmente por sua 
capacidade de abstração e entendimento da realidade e, por consequência, a 
forma que conseguem resolver problemas cada vez mais complexos na medida em 
que o fazem ofertam contribuições mais valiosas em seu trabalho. 
Sob tal ótica, o individuo vai se tornando cada vez mais capaz de solucionar e 
trabalhar em níveis de complexidades, considerando assim, um desenvolvimento 
profissional. 
No discurso organizacional, podemos encontrar basicamente três definições 
de perfil atual para o Colaborador: 
Colaborador múltiplo, polivalente ou multidimensional – capaz de articular em 
diversos campos distintos, unir as múltiplas dimensões e congregar os inúmeros 
valores, tanto no modo de agir dentro da organização quanto sua inserção macro 
no mundo do trabalho. 
Colaborador integrado, criativo e intuitivo – aquele que visa superar 
dualidades implicadas na análise racional e em informações intuitivas. 
Colaborador flexível, aprendiz e inovador – capacitados a responder com 
rapidez e dinamismo às necessidades impostas por um mundo incerto de 
mudanças constantes e aceleradas. 
O Gestor de Recursos Humanos deve perseguir objetivos que criem vantagens 
competitivas para a organização por meio dos Colaboradores e iguais vantagens 
aos Colaboradores. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
17 
 
Concepções sobre estrutura 
 
Para que exista uma organização, é necessário que existam as pessoas, que 
estas sejam capazes de se comunicar, que estejam dispostas a contribuir com a 
ação conjunta e que estejam a fim de alcançar um objetivo comum. 
Há uma enorme variedade de organizações, podem estar voltadas para a 
produção de bens ou produtos, bem como prestação de serviços. As organizações 
exercem grande influência sobre a vida do indivíduo, como também sofre grandes 
modificações em função da maneira de sentir e pensar dos seus Colaboradores. 
As organizações passaram por mudanças e transformações, seja mudando 
seus processos internos, seja modificando seus produtos/serviços ou modificando 
comportamento das pessoas, provocando diferentes impactos na sociedade e na 
vida das pessoas. 
Estamos vivenciando uma experiência inédita, graças aos acontecimentos 
históricos da era pós-moderna: as mudanças nas áreas econômicas, tecnológicas e 
de mercado. 
A globalização encontra-se no núcleo de todas estas transformações recentes. 
Desde a abertura de mercados e mudança na economia mundial a concorrência 
está cada vez mais acirrada entre produtos, países e até cidades. 
A nova situação global obrigou as organizações a reverem os seus conceitos e 
paradigmas em todos os aspectos possíveis. No que diz respeito à Gestão de 
Recursos Humanos, algumas características se cruzaram em uma linha de 
dependência com políticas mais abrangentes. 
Duas mudanças significativas vêm ocorrendo no mundo do trabalho: em 
primeiro lugar, as organizações que percebem sua equipe não mais como 
empregado tradicional; em segundo lugar, um contingente cada vez maior de 
terceirizados adentram às relações organizacionais. 
Os profissionais de Recursos Humanos precisam saber como se comunicar 
com os Colaboradores, sejam terceirizados ou não. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
18 
O trabalho representa para os indivíduos não apenas uma forma de ganhar a 
própria vida, e sim fonte de identificação própria, frente à sociedade como um 
todo, constituindo-se inclusive em uma forma de inserção social. Essa identidade é 
construída pelo indivíduo no dia a dia de trabalho, a partir das experiências por ele 
vivenciadas, e o acompanha marcantemente em toda sua vida. 
Para Marx (1982), que se dedicou à análise das relações sociais de produção, o 
trabalho é uma atividade basicamente humana por ser propositada e consciente. É 
atividade vital para o ser humano, meio de satisfação de necessidades, que 
possibilita a transformação não só da natureza, como do ser social, permitindo-lhe 
usufruir os recursos naturais e construir bens, vivendo em uma insubstituível 
relação. 
O trabalho, como atividade humana, possui características sociais diferentes, 
inclusive na característica de ser livre. Marx (1982) diz: “Como criador de valores de 
uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do 
homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade 
natural e, portanto vida humana”. 
O processo de gestão de carreira precisou se adaptar conforme as 
necessidades no ambiente empresarial e econômico mundial, o procedimento 
técnico enfatizado como fundamental recebe hoje um aliado importante, o 
desenvolvimento de competências humanas, de valores de caráter e 
comportamento. 
Observa-se que os investimentos na formação técnica e no desenvolvimento 
profissional feito pelas empresas, podem ser desperdício de tempo e custo pela 
falta de competência dos profissionais nas relações humanas, ou seja, forma-se um 
excelente técnico e o perde em seguida devido a problemas nas relações com os 
demais Colaboradores e/ou clientes. 
Nesta perspectiva de carreira está ligada aquela ideia acomodada de 
promoção, esta lógica acaba por engessar o processo de gestão de Recursos 
Humanos diante dos inúmeros direitos adquiridos com as leis trabalhistas. A 
inovação se torna uma tarefa quase impraticável diante das obrigações trabalhistas 
assumidas e o aumento da folha de pagamento, sem que isto represente melhoria 
efetiva das pessoas e processos. Este modelo já está desatualizado e sem 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
19 
perspectiva de sucesso, embora muitas organizações insistam em permanecer 
nesta prática. 
A nova lógica da Gestão de Carreira exclui definitivamente a atenção quanto a 
maioria das ações vinculadas à questão mencionada anteriormente, é um processo 
moderno, eficiente, economicamente viável e lucrativo. Apenas as empresas bem 
estruturadas, de grande porte e que primam pela eficiência administrativa já 
trabalham nesta perspectiva vinculadas aos macro objetivos da organização. 
A Gestão de carreira deve abordar os aspectos fundamentais do ser humano, 
pois ele é o objetivo inicial e final de qualquer projeto. As organizações que já 
trabalham nesta visão tratam essencialmente das gestões de resultados, talentos, 
competências, estratégias, habilidades e remuneração. 
Ao pensar sobre a gestão de carreira percebe-se a dimensão da 
responsabilidade integrada e da co-responsabilização, tirando da organização a 
promoção da história de sucesso ou fracasso de sua equipe. A estratégia alcança 
pela Gestão de Carreira torna a organização competitiva e atual, abrindo mão de 
uma postura de via única de responsabilidades. 
Ao tratamos da Gestão de Carreira, seja na busca de uma colocação no 
mercado ou no desenvolvimento profissional dentro de uma organização, estamos 
inicialmente falando de pessoas, de relações interpessoais, de diversidade na 
formação, cultura e visão da vida, são as pessoas motivadas e comprometidas que 
fazem o sucesso dos empreendimentos. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
20 
Oito dilemas contraditórios na estrutura de Recursos Humanos: 
Universalidade x Contingência 
Universalidade – possibilidade de transferência internacional dos métodos e 
técnicas de gestão. 
Contingência - Importância dos contextos locais e das particularidades 
situacionais. 
 Individualização x Globalização 
Individualização – gestão individual das pessoas ou dos grupos. 
Globalização – gestão coletiva do pessoal com busca da sinergia coletiva. 
Organização descentralizada x desenvolvimento do controle 
Organização descentralizada - desenvolvimento de unidades autônomas, 
empresas em rede. 
Desenvolvimento do controle – orientação estratégica em período de crise, 
controle econômico e financeiro. 
Flexibilidade x PlanejamentoFlexibilidade – desenvolvimento de formas flexíveis de trabalho, de sistema de 
emprego precário, recursos aos mercados externos de trabalho. 
Planejamento – implantação de uma gestão provisória do pessoal, gestão de 
carreira. 
Comprometimento x Exclusão 
Comprometimento – exigência de implicações no trabalho, tomada de 
iniciativas e de engajamento aos serviços dos objetivos da organização. 
Exclusão – riscos de sair do sistema econômico e do tecido social para as 
pessoas em situação precária ou no desemprego. 
Nível educacional x Tipos de empregos oferecidos 
Nível educacional – progresso do nível educacional geral da população. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
21 
Tipos de empregos oferecidos – defasagem entre o tipo de emprego oferecido 
e o nível de educação exigido. 
Conhecimentos formalizados x Experiência acumulada 
Conhecimentos formalizados – detenção de diplomas para validar o 
conhecimento formalizado. 
Experiência acumulada – expectativa das empresas em termos de 
competência, fundadas no saber fazer úteis acumulados por experiência. 
Crescimento x Crise 
Crescimento – promoção e melhoria das condições de trabalho. 
Crise – formas de trabalho precárias, redução do tempo e trabalho. 
Para escapar destes dilemas cabe aos Gestores de recursos humanos, antes de 
tudo, perceber de forma diferente a relação das pessoas com o mundo 
organizacional e do trabalho e admitir que a decisão e a operacionalização de 
estratégias dependem de pessoas. Ao acreditar que as pessoas, os Colaboradores 
em geral, são essenciais ao sucesso socioeconômico das organizações 
contemporâneas se evidencia a importância da renovação da atuação dos 
gestores. Um olha ao fato humano ao invés do fator humano. 
Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
22 
 
Atividade complementar! 
Aprofunde seus conhecimentos com o filme “O diabo Veste Prada”. 
O filme é do ano de 2006 e relata a história de uma jovem em busca de 
inserção no mercado de trabalho e explora todas as exigências na qual ela foi 
submetida. 
Procure identificar as novas exigências do mercado de trabalho 
 
É hora de se avaliar: 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas 
irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
23 
 
Exercícios – unidade 1 
 
1.A dimensão fundamental desse novo processo produtivo é a aceleração do 
progresso técnico, ou seja, a intensificação do uso de conhecimentos científicos e 
tecnológicos (microeletrônica, robótica, informática etc.) que favorecem maior 
desenvolvimento às empresas. Como é denominado o aumento tecnológico e 
científico? 
 
a) Revolução industrial 
b) Primeira revolução industrial 
c) Segunda revolução industrial 
d) Terceira revolução industrial 
e) Renovação produtiva 
 
2.Identifique o contexto no qual está inserida a transferência de grandes 
centros produtivos para os países periféricos, sempre aqueles que proporcionavam 
vantagens ao capital global, que consistiam em grande disponibilidade de mão de 
obra a custos muito menores do que nos países desenvolvidos. 
 
a) Reestruturação do trabalho 
b) Modificação do perfil do gestor 
c) Globalização 
d) Individualização 
e) Universalização 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
24 
3.Quais as características que passam a ser consideradas como fatores 
imprescindíveis e estratégicos para o desenvolvimento econômico, e 
principalmente empresarial? 
 
a) Comunicação, o planejamento e a crise. 
b) Nível educacional, capacidade intelectual e experiência. 
c) Comunicação, informatização e a crise. 
d) A informatização, a comunicação e a capacidade intelectual. 
e) Nível educacional, comunicação e a capacidade intelectual. 
 
4.O que se pode entender por agilidade mental? 
 
a) São os profissionais que se tornaram mais ágeis para se adaptar a novas 
situações e desafios. 
b) São os profissionais que são rápidos em cálculos. 
c) São os profissionais que executam duas habilidades e competências mais 
rápidos que outros. 
d) São os profissionais que não possuem deficiência mental. 
e) São os profissionais que realizaram o curso de memorização. 
 
5.No discurso organizacional, podemos encontrar basicamente três definições 
de perfil atual para o Colaborador. Quais são as definições? 
 
a) Colaborador múltiplo, polivalente e multidimensional. 
b) Colaborador integrado, criativo e intuitivo. 
c) Colaborador flexível, aprendiz e inovador. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
25 
d) Colaborador múltiplo, flexível e integrado. 
e) Colaborador integrado, intuitivo e flexível. 
 
6.Na perspectiva antiga de carreira tradicional, esta se encontra ligada a qual 
idéia? 
 
a) A ideia de gestão 
b) ideia de remuneração 
c) A ideia de mais trabalho 
d) A idéia de mais descanso 
e) A ideia de promoção 
 
7.A Gestão de carreira deve abordar os aspectos fundamentais do ser humano, 
pois ele é o objetivo inicial e final de qualquer projeto. O que as empresas que já 
trabalham nesta visão tratam essencialmente? 
 
a) Gestão de Atitudes, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e 
Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. 
b) Gestão de Talentos, Gestão de Recrutamento, Gestão de Competências e 
Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. 
c) Gestão de Talentos, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e 
Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. 
d) Gestão de Talentos, Gestão de Recrutamento, Gestão de Compromissos e 
Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. 
e) Gestão de Triagem, Gestão de Resultados, Gestão de Competências e 
Habilidades, Gestão de Conhecimentos e Remuneração Estratégica. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
26 
8.Podem ser considerados dilemas da gestão de Recursos Humanos na 
atualidade: 
 
a) Universalidade x Contingência 
b) Universalidade X Globalização 
c) Universalidade x Individualização 
d) Globalização x Crise 
e) Individualização x Crise 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
27 
 
9.O que o trabalho representa ao homem? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
 
10.Comente o dilema: Conhecimentos formalizados x Experiência acumulada. 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
28 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
29 
 
Sistemas de valorização e 
instrumentos de 
desenvolvimento de 
carreira 2
Gestão de carreiras e competências 
 
 
30 
 
Nesta unidade, faremos uma análise das intenções estratégicas ao perceber os 
sistemas de valorização e o desenvolvimento de carreiras em toda a sua 
diversidade contemporânea. 
 
Objetivos da unidade: 
Estudar os sistemas de valorização, compreender os instrumentos de 
desenvolvimento de carreira e analisar os tipos de desenvolvimento de carreira. 
 
Plano da unidade: 
 Sistemasde Valorização de Pessoas 
 Instrumentos de Desenvolvimento de Carreira 
 
 
Bons estudos! 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
31 
 
Sistemas de valorização de pessoas 
 
Diante de toda a complexidade que enfrentam as organizações na atualidade 
e a grande concorrência que a cada dia se torna mais acirrada, os novos ambientes 
de produção exigem uma valorização das pessoas e criação de condições de 
trabalho voltadas à maior qualidade de vida. Substituindo-se a estratégia centrada 
na recompensa por associada ao desempenho esperado. 
O grande desafio é gerar um ambiente organizacional voltado ao bem-estar e 
qualidade de vida dos indivíduos que o compõem. Na Gestão de Recursos 
Humanos, existe uma orientação para a abordagem humanizada, procurando 
encontrar caminhos para a satisfação das necessidades do trabalhador e sua 
realização profissional. 
Através do perfil do trabalhador se indica ao gestor promover uma motivação 
com o intuito de valorizar sua equipe. A motivação no trabalho manifesta-se pela 
orientação do Colaborador para realizar com eficácia as suas tarefas e persistir até 
conseguir o resultado previsto ou esperado. 
Geralmente salientam-se três comportamentos da motivação: o impulso, a 
direção e a persistência do comportamento. 
O Colaborador motivado e a organização que o motiva se envolvem numa 
parceria, explícita ou implícita, diante das exigências e demandas. Do lado da 
organização, existem demandas explícitas e bastante precisas relacionadas ao 
desempenho do Colaborador e às normas de comportamento. Em relação ao 
desempenho, a empresa exige que seus membros executem tarefas bem 
delimitadas, em períodos determinados de trabalho e com padrões de quantidade 
e qualidade previamente estabelecidos. Além disso, existem demandas quanto o 
comportamento do Colaborador que podemos considerar sendo uma demanda 
implícita referente ao seu comportamento espontâneo. 
As demandas do colaborador no ambiente organizacional referem-se ao 
respeito como ser humano e a encontrar na empresa oportunidades para satisfazer 
seus objetivos e necessidades. Se ele não conseguir encontrar tal satisfação ele 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
32 
sentirá que não está em uma relação de troca, mas em uma relação de exploração. 
O Colaborador dedica suas habilidades e conhecimentos, sua experiência e 
criatividade, o seu entusiasmo, sua energia e sua motivação. 
Diversas teorias têm sido apresentadas para explicar a motivação no ambiente 
de trabalho. 
Teorias endógenas 
1. Atividade/Energia são processos internos que mediatizam o impacto 
das condições de trabalho e desempenho. 
2. Expectativas acredita-se ser capaz de realizar o que se espera no 
trabalho. 
3. Equidade necessidade de receber tratamento equitativo. 
4. Atitudes atos favoráveis á organização. 
5. Intenção/Metas o desempenho é direcionado por metas das pessoas. 
Teorias exógenas 
1. Motivos/ Necessidades tendências inatas ou adquiridas que 
movimentam pessoas a buscar por certas atitudes. 
2. Incentivos/Recompensas é a associação de determinadas ações a 
algumas recompensa. 
3. Reforço a motivação ocorre quando são recompensadas por trabalhar 
bem. 
4. Metas/objetivos as pessoas tendem a responder melhor quando as 
metas são desafiadoras. 
5. Grupos e fatores sociais se apresenta um bom desempenho quando 
colegas e a empresa reconhece o bom trabalho. 
 
Quando se fala de motivação laboral, existem dois grandes conjuntos de 
teorias motivacionais. O primeiro compreende as teorias relacionadas com 
aspectos motivadores do trabalho, denominadas como teorias exógenas. Estas 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
33 
teorias focalizam aspectos do trabalho relevantes para valorizar e estimular a 
pessoa no trabalho. Geralmente, dois conjuntos de aspectos ou fatores são 
utilizados: o conteúdo do trabalho e as características do ambiente laboral. 
Obviamente, estes fatores podem ser modificados pela organização por meio das 
suas estratégias de gestão. 
 O segundo grupo compreende as teorias relacionadas com as motivações 
pessoais. São as chamadas teorias endógenas que exploram os processos ou 
variáveis mediadoras do comportamento motivado. 
As teorias centradas no conteúdo tratam de identificar aspectos fundamentais 
que motivam a atividade humana e, em consequência, a atividade laboral. As 
necessidades constituem o aspecto mais utilizado nestas teorias. 
As teorias centradas no processo tentam compreender e explicar o processo 
motivacional que determina a direção e a persistência do comportamento, focados 
em valores, em expectativas, e também nas intenções e nas atribuições. 
Uma organização é a coordenação racional das atividades de determinado 
número de pessoas, que perseguem uma finalidade e um objetivo comum e 
explícito mediante a divisão de funções e do trabalho. 
Dois elementos são fundamentais nesta descrição: as organizações estão 
compostas por pessoas e grupos de pessoas e as organizações existem para obter 
fins específicos, tais como a eficiência econômica e a produtividade. Tanto o 
indivíduo quanto a organização apresentam as suas condições, exigências e 
demandas para interação mútua, mas também ambos aportam recursos 
específicos, essenciais para o bom funcionamento da empresa. 
A complexa relação das pessoas que compõem a organização com a obtenção 
dos seus fins específicos passa pela valorização recíproca. A valorização do 
empregado, por parte da empresa, fundamenta-se no reconhecimento do valor 
que o trabalho tem em sim mesmo e no reconhecimento da sua relevância no 
contexto da obtenção dos fins específicos da organização. 
A melhor forma de valorizar o empregado parece consistir em lhe oferecer 
oportunidades para que, por meio do seu trabalho, ele possa atingir as suas metas 
pessoais. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
34 
 
 
Instrumentos de desenvolvimento de carreira 
 
Ao passar dos anos, muitas pessoas não conseguem pensar sobre o seu futuro 
determinando suas aspirações profissionais. Quando criança é perguntando o que 
queremos ser quando crescer, e as respostas são as mais variadas, o grande 
problema e que chegamos à vida adulta ainda sem definição de uma carreira 
profissional a ser seguida. 
Os instrumentos de desenvolvimento de carreira são as ações necessárias para 
se alcançar o objetivo esperado na vida profissional, devem ser consideradas 
apenas as ações que dependem da execução, esforço e decisão da própria pessoa. 
Alguns aspectos modernos para serem observados na elaboração do 
desenvolvimento de carreira: 
Aparência - a aparência deve ser compatível com o cargo ou a função 
almejada. É necessário que a pessoa busque melhoras na sua aparência para que 
corresponda ao esperado pela organização. Quando se muda a forma de vestir 
também muda a forma que os outros o percebem. 
Investimento – o investimento de tempo e financeiro deve ser na área 
pretendida. Um profissional que almeja o setor e remuneração não deve fazer 
cursos no setor de recrutamento, todo o seu investimento deve ser compatível 
com o objetivo. 
Competências – as competências devem ser potencializadas, principalmente 
por formação experiências e conhecimentos adquiridos em formação 
especializada. O investimento na qualificação necessária para se tornar o 
profissional ideal. 
Comunicação – o fortalecimento das relações com outros profissionais. Outras 
pessoas poderão ser vitais para se alcançar os objetivos, é preciso ter boas relações. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
35 
É relevante pensar na carreira como um negócio, cuidar dela adequadamente, 
comportar-se com excelência em relação à carreira. A preocupação com a carreira 
deve ocorre: 
 
 Todos os dias no trabalho; 
 Em todos os projetos que execute; 
 Durante as relações profissionais; 
 Quanto à exposição da imagem; 
 No esforço para o autodesenvolvimento; 
 Na vidapessoal; 
 Nas decisões sobre a carreira em si. 
 
Diante de toda a mudança a exigida dos Colaboradores e também das 
organizações destacam-se os capitais humanos e intelectuais como instrumentos 
para o desenvolvimento de carreira tendo claras as competências organizacionais. 
O capital humano de uma organização exige novas qualidades, especialmente 
aquelas voltadas para a atitude. São esperados pelas organizações modelos 
mentais criativos e intuitivos, assim foca-se no talento. Não basta possuir talento 
para possuir capital humano. É preciso colocar os talentos em um contexto 
pensado para o desenvolvimento da carreira. Unificar algumas características: 
talento, contexto com desenho organizacional flexível e cultura organizacional 
favorável. 
O capital intelectual dá uma dimensão de 
conhecimento e inteligência adquiridos por 
troca de ideias, cursos e treinamentos. O 
capital intelectual é composto por capital 
interno (conceitos, modelos, sistemas 
administrativos e informacionais), capital 
externo (relações com clientes e fornecedores, 
 Cultura Organizacional – é um 
padrão de assuntos básicos compartilhados 
que um grupo aprendeu como maneira de 
resolver seus problemas de adaptação 
externa e integração interna, e que funciona 
bem a ponto de ser considerado válido e 
desejável para ser transmitido aos novos 
membros como a maneira de perceber, 
pensar e sentir em relação aos problemas. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
36 
marcas, imagem e reputação) e capital humano (habilidade das pessoas em agir 
em determinadas situações). 
A orientação das pessoas é o primeiro passo ao entendimento da estrutura. 
Trata-se de posicionar e esclarecer o papel delas e os objetivos diante da cultura 
organizacional. Isso significa competência organizacional. O importante é saber o 
caminho escolhido pela organização para tentar fazer com que as pessoas ajudem 
na trajetória. 
O sucesso do desenvolvimento de carreira dependerá da escolha em trabalhar 
para uma organização que permita uma adequação entre as características 
pessoais de personalidade e as características da cultura organizacional. 
Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
37 
 
Atividade complementar! 
Leia os artigos sobre linguagem organizacional e estrutura 
organizacional através dos links abaixo e descubra as ferramentas utilizadas para 
uma boa relação com a estrutura organizacional. 
http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/31/noticias/a-nova-
hierarquia 
http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/486/624 
 
É hora de se avaliar! 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
38 
 
Exercícios – unidade 2 
 
1.Os novos ambientes de produção exigem uma valorização das pessoas e 
criação de condições de trabalho voltadas a quê? 
 
a) À gestão de carreira 
b) À gestão humana 
c) As melhores remunerações 
d) À maior qualidade de vida 
e) À melhor comunicação 
 
2.Como se manifesta a motivação no trabalho? 
 
a) Pela cooperação do Colaborador para realizar com autoestima as suas 
tarefas e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado 
b) Pela orientação do Gestor para realizar com eficácia as suas tarefas e 
persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado 
c) Pela orientação do Coordenador para realizar com eficácia as suas tarefas 
e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado 
d) Pela orientação do Colaborador para realizar com atenção as suas tarefas 
e persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado 
e) Pela orientação do Colaborador para realizar com eficácia as suas tarefas e 
persistir até conseguir o resultado previsto ou esperado 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
39 
 
3.Quais as características do comportamento motivado? 
 
a) A felicidade, alegria e a persistência do comportamento. 
b) O impulso, a felicidade e a persistência do comportamento. 
c) A felicidade, a disciplina e a persistência do comportamento. 
d) O impulso, a disciplina e a persistência do comportamento. 
e) O impulso, a direção e a persistência do comportamento. 
 
4.Qual conceito é considerado teoria endógena com relação à motivação no 
ambiente de trabalho? 
 
a) Atividade/Energia – são processos internos que mediatizam o impacto 
das condições de trabalho e desempenho. 
b) Experiência – acredita-se ser capaz de realizar o que se espera no 
trabalho. 
c) Experiência - necessidade de receber tratamento equitativo. 
d) Atitudes – comportamentos pessoais e psicológicos que são favoráveis à 
organização. 
e) Intervenção/Metas – o desempenho é direcionado por metas das pessoas. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
40 
 
5.Qual das alternativas pode ser considerada uma teoria exógena? 
 
a) Intervenção/Recompensas - é a associação de determinadas ações a 
algumas recompensa. 
b) Experiências – a motivação ocorre quando são recompensadas por 
trabalhar bem. 
c) Metas/objetivos – as pessoas tendem a responder melhor quando as 
metas são desafiadoras. 
d) Grupos e fatores psicológicos – se apresenta um bom desempenho 
quando colegas e a empresa reconhece o bom trabalho. 
e) Metas/atitudes – as pessoas tendem a responder melhor quando as 
metas são desafiadoras. 
 
6.Identifique alguns aspectos modernos para serem observados na elaboração 
do desenvolvimento de carreira citados na unidade’: 
 
a) Investimento e competência 
b) Investimento e credibilidade 
c) Comunicação e simpatia 
d) Comunicação e Comprometimento 
e) Comunicação e credibilidade 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
41 
 
7.A preocupação com a carreira deve ocorrer? 
 
a) Todos os dias de trabalho 
b) Todos os dias 
c) No tempo dedicado a vida profissional 
d) Nos momentos de decisões na família 
e) Antes de iniciar a vida profissional 
 
8.O que podemos definir com as seguintes afirmativas: “São esperados pelas 
organizações modelos mentais criativos e intuitivos, assim foca-se no talento.” / 
“Exige novas qualidades, especialmente aquelas voltadas para a atitude.” 
 
a) Capital intelectual 
b) Capital financeiro 
c) Capital humano 
d) Capital social 
e) Capital 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
42 
 
9.Defina Cultura organizacional. 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
10.O que é necessário para o entendimento da estrutura? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
43 
 
 3 Desenvolvimento de 
carreira 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
44 
 
Nesta unidade, faremos uma abordagem mais profunda ao conceito e o seu 
objeto da disciplina, será aprofundado o desenvolvimento de carreira. 
 
Objetivos da unidade: 
 
 Conhecer os conceitos e as noções gerais sobre planejamento de carreira; 
 Compreender os instrumentos de avaliação. 
 
Planoda unidade: 
 Planejamento de carreira 
 Instrumentos de avaliação de carreira 
 
 
 
 
Bons estudos! 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
45 
 
Planejamento de carreira 
 
O planejamento de carreira precisa nasce de um conhecimento profundo a 
respeito de mercado de trabalho. O plano de carreira compreendido a partir da 
ferramenta de planejamento da vida profissional, constituída de maneira formal 
(estruturado, escrito e analisado), distribuído em processos para melhor supervisão 
do seu desenvolvimento, singularmente pensado, visto que as realidades e as 
necessidades a serem supridas variam de pessoa para pessoa. 
A elaboração de um plano de carreira possui objetivos distintos, sendo as mais 
conhecidos no meio como: 
 Permitir total direcionamento profissional para as pessoas; 
 Elaboração do conhecimento holístico; 
 Providenciar meios alternativos para a vida profissional, considerando o 
objetivo maior e permitindo alternativas de alterações profissionais para 
que as mudanças sejam planejadas; 
 Propagar o entendimento quanto ao plano estabelecido através da 
interações com outras pessoas; 
O alcance de um plano de carreira depende, prioritariamente, do objetivo do 
profissional em realizar suas intenções de forma direta ou complexa. Uma das 
ações na construção do plano de carreira e aquela que visa observar os pontos 
estratégicos que adequa as características do planejador ao mercado onde deseja 
ser introduzido, favorecendo o aproveitamento de oportunidades e minimizando 
os pontos críticos da carreira. 
Tanto o planejador quanto sua empresa utilizam-se de um mesmo plano de 
carreira. O primeiro para organização do seu futuro profissional e a segunda como 
beneficiaria da qualidade do seu colaborador, enquanto profissional focado e 
inclinado à ascensão. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
46 
A metodologia de elaboração do processo, a elaboração do plano de carreira 
em sua elaboração se divide em seis fases: 
Análise do mercado O indivíduo localiza-se em um horizonte de tempo 
futuro e percebe os valores pessoais que lhe 
permitirão aproveitar as oportunidades e superar as 
ameaças vislumbradas nos cenários que projetará 
Análise da vocação e 
da capacitação 
profissional 
O indivíduo identifica suas aptidões, desenvolve 
habilidades através da aquisição de conhecimentos, 
delimita seu campo de atuação e empenha-se em 
determinado ritmo para cumprimento de suas 
proposições 
Estabelecimento da 
vantagem competitiva 
tem a ver com o reconhecimento e análise dos seus 
concorrentes e com o estabelecimento de um ou mais 
pontos de diferenciação que o torne mais “atrativo” 
que os demais para as empresas. 
Estabelecimento dos 
objetivos e metas que 
é a mensuração 
resultados a serem alcançados com o plano 
(quantidades, prazos e métodos) 
Estabelecimento do 
código de ética 
profissional 
regras que regem a atividade profissional planejada 
Análise da evolução 
profissional 
Corresponde ao levantamento de erros e acertos, com 
aplicação dos possíveis ajustes necessários ao 
atendimento da expectativa dos envolvidos no plano 
(pessoas, empresas e o próprio profissional). 
Fonte:http://www.administradores.com.br/producao-academica/livro-plano-de-carreira-
resenha/4974/download/ 
Após a elaboração, podemos identificar claramente o plano de carreira como 
sendo composto pelos conhecimentos (diretos e indiretos, objetivos e subjetivos), 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
47 
pelas habilidades (capacidades) e atitudes (ações efetivas) do profissional, 
relacionados em um espaço e em um tempo previamente determinados. 
O plano de carreira sofre impactos de causas externas ao seu planejamento. 
Assim, o grau de relacionamento entre as pessoas, as mudanças (planejadas ou 
não) nas empresas, as estruturas de poder destas últimas e os riscos (seguidos ou 
não de frustrações) são eventos que podem alterar, positiva ou negativamente, os 
rumos de um plano de carreira. 
Com o objetivo de minimizar as alterações negativas anteriormente citadas, é 
preciso adotar postura preventiva na elaboração do plano de carreira (nas fases 
mais voltadas ao seu planejamento) e na aplicação do mesmo (na manutenção e 
acompanhamento dos resultados). Convencer-se antes de qualquer outro das suas 
qualidades, defeitos e necessidades, antecipar as consequências de suas atitudes e 
ter crença nas vantagens e benefícios de um plano de carreira bem-elaborado e 
aplicado, são medidas simples que evitam o fracasso de um plano e, talvez, de toda 
uma carreira. 
Na elaboração dos planos de carreira eram as empresas que planejavam o 
futuro de seus membros, provendo treinamentos e orientações, para que os 
profissionais pudessem evoluir, galgando aos poucos os degraus dos planos de 
carreira, parte integrante dos planos de cargos e salários. Gradativamente isto tem 
mudado. O planejamento da carreira tem se transferido das empresas para os 
próprios profissionais interessados, que passaram a ter de se preocupar com sua 
empregabilidade. 
É através do planejamento deliberado e consciente de carreira que nos pomos 
a pensar sobre o que fomos o que somos e o que queremos ser. 
O plano de carreira é fundamental para o indivíduo ser feliz. A necessidade de 
planejamento de carreira está relacionada com o fato de que passamos cada vez 
mais tempo em atividades profissionais. O planejamento de carreira depende de 
três tarefas de responsabilidade do indivíduo: 
Autoavaliação: avaliação de suas qualidades, interesses e potencial para os 
vários espaços organizacionais; 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
48 
Estabelecimento de objetivos: identificação de objetivos de carreira e de um 
plano realista baseado na autoavaliação das oportunidades oferecidas pela 
empresa. 
Implementação do plano de carreira - obtenção da capacitação e acesso às 
experiências profissionais necessárias para competir pelas oportunidades e para 
atingir as metas de carreira. 
De outro lado, entre as metas esperadas pela empresa na execução do 
planejamento de carreira eficiente e bem estruturadas, estão: 
 Propiciar carreiras compatíveis; 
 Ter Colaboradores, motivados para o trabalho face à ascensão que lhes é 
oferecido pela empresa; 
 Assegurar que a política de formação e desenvolvimento de carreira seja 
transparente e dinâmica; 
 Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de 
carreira como um instrumento efetivo da administração integrada. 
Os benefícios resultantes da implantação de um plano de carreira na 
empresa devem ser: 
 Os funcionários com maiores potencialidades permanecem na empresa, 
sentindo-se atraídos pela real possibilidade de ascensão profissional. 
 O nível de motivação cresce em função da perspectiva dentro da 
organização. 
 
As sucessões, principalmente em funções gerenciais, acontecem sem traumas. 
 As possibilidades de erros nas promoções são bem menores; 
 Identificação mais transparente de profissionais com maior talento e 
potencial; 
 A organização sabe de que tipo de profissional vai precisar nos próximos 
anos. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
49 
 
Instrumentos de avaliação de carreira 
 
O Plano de carreira considerado uma premissa favorável na competição, tanto 
para os Colaboradores quanto para as organizações, precisa ser refeito de tempos 
em tempo. Não existe plano de carreira definitivo ou imutável, as condições do 
mundo, transformações do mercado e da própria pessoa estão em constantes 
alterações. 
Ao se considerar o Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e 
como vai fazer para alcançar seu objetivo, para isto é preciso obter treinamentos, 
informações, elaborar objetivos e estratégias viáveis. 
Um Colaborador que buscou qualificação e com um plano de carreira 
estruturado, proporcionou para si melhores oportunidades. Sendo indiferente se 
ao longo de suatrajetória profissional optar por mudar o foco e refazer o plano de 
carreira para continuar. 
O plano de carreira deve caminhar em conjunto, o Colaborador e a 
organização precisam ter um plano de carreira, bem alinhado. É preciso que ambos 
trabalhem constantemente unidos, porque a organização não dispõe de motivação 
suficiente se um Colaborador não estiver disposto a isto ou realizado no que foi 
proposto. A organização precisa dar o suporte necessário para que o colaborador 
se sinta valorizado e tenha vontade de crescer junto com ela, adquirindo novas 
habilidades e competências. 
Veja a seguir instrumentos de elaboração e avaliação de plano de carreira 
pessoal. 
 1 – É necessário conhecer onde pretende estar em um período de 5 a 10 anos, 
isto é, definidos os objetivos no longo prazo. Há profissionais que tem objetivos 
superespecificos e outros que são mais abrangentes. Confira alguns exemplos: 
– “Antes dos 30 anos, quero ocupar uma posição gerencial em uma empresa 
compatível com o meu perfil, que me permita ter tempo livre para a família.” 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
50 
– “Quero concluir um curso de pós-graduação ou MBA para ser um profissional 
especializado em determinada área de atuação.” 
– “Antes de completar 40 anos, quero ser coordenador da área de suprimentos 
da empresa dos meus sonhos, ganhando entre 13 e 15 mil reais.” 
2 – Refletir sobre quais são as necessidades mais fundamentais de carreira, 
como por exemplo, ter tempo para estar com família ou ocupar um cargo 
gerencial. 
3 – Avaliar quais valores pessoais e profissionais precisam ser respeitados ao 
longo da carreira e que, por nenhum emprego, seria capaz de fazer deixar de lado. 
4 – Pensar nas características e habilidades pessoais que podem impulsionar 
ou atrapalhar a alcançar as metas no longo prazo. Nesse ponto, não é preciso 
analisar o mercado, já que esse fator é imprevisível e está fora do controle. 
Por exemplo, se o profissional quer fazer um mestrado, os fatores que podem 
impulsioná-lo são a dedicação e habilidade para gerenciar o tempo. Por outro lado, 
mudanças não planejadas, como ter filhos nesse período, podem impedir que o 
profissional consiga conciliar família, estudos e trabalho. 
Em outra situação, um profissional que estabeleceu como meta ter um cargo 
gerencial em uma empresa de bens de consumos, em menos de 5 (cinco) anos, 
pode avaliar que possui competências de liderança e de trabalho em equipe muito 
bem desenvolvidas. Por outro lado, um fator que pode atrapalhar esse profissional 
é a dificuldade de estabelecer contatos profissionais e fazer networking. 
5 – Usar o tempo que achar necessário para pensar e reavaliar os objetivos 
profissionais. Não será fácil planejar a carreira, é preciso tempo para tomar decisões 
acertadas. 
6 – Utilizar todas as informações compiladas nos itens anteriores para montar 
um plano de ação no curto prazo. Isso significa que se deve estabelecer metas 
reais, que devem ser realizadas em um período de 6 (seis) meses a um ano – seja 
fazendo um mapeamento de empresas que gostariam de trabalhar e enviando 
currículos, seja buscando um novo curso de pós-graduação ou mesmo tentando 
ter uma rotina mais saudável, com direito a exercícios diários e tempo livre. Tudo 
vai depender do objetivo proposto. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
51 
Algumas perguntas podem ser utilizadas para avaliação do plano de 
carreira: 
 Estou feliz com o que estou fazendo? 
 Sinto que a energia que coloco no trabalho me retorna com um trabalho 
gratificante? 
 Estou conseguindo apresentar o meu trabalho com algum diferencial? 
 Estou aprendendo todos os dias algo novo? 
 Consigo ajudar outras pessoas com meu trabalho? 
 Estou cumprindo as etapas levantadas no meu planejamento? 
 Estou acompanhando as mudanças que estão ocorrendo em minha área? 
 Começo a ser reconhecido pelos resultados que produzo? 
 Estou ampliando minha rede de relacionamento? 
Para as organizações, a avaliação do planejamento de carreira propõem 
movimentações verticais e horizontais, como passos de desenvolvimento 
profissional do colaborador, este pode ter, por exemplo, uma promoção que o faça 
mudar de função para um cargo superior ou apenas receber outras 
responsabilidades na mesma função. 
O plano de carreira deve ser executado de forma estruturada por meio de um 
plano de sucessão, abordando competências técnicas, humanas e estratégicas. A 
eficiência deste processo se materializa no compartilhamento adequado e no 
potencial do colaborador. A possibilidade de crescimento profissional depende 
exclusivamente da pessoa que se disponibiliza em fazê-lo. 
A definição de cargos-alvo requer uma análise preliminar de postos que 
estarão disponíveis, assim, por meio de promoções, aposentadorias, transferências 
de seus ocupantes, entre outras situações. Mais uma vez reforça a ideia da 
necessidade de manter o plano de carreira aberto a novas alterações no decorrer 
de sua execução. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
52 
Concomitantemente, a preparação do sucessor pode passar por fases que 
incluem MBA´s, treinamentos internos, coaching, shadow-management, entre 
outras. 
Shadow-management aqui é conceituado como o estágio que o sucessor 
realiza com o ocupante atual do cargo pretendido ou ainda com um ocupante-
modelo (um profissional que atue em um posto similar e que seja considerada uma 
ótima referência para o exercício futuro de suas funções). 
Postos de chefia constituem um exemplo típico para a sucessão, pois muitas 
vezes significa preparar colaboradores para o exercício da liderança, por meio de 
treinamentos e coaching. 
Como premissa, todas as pessoas podem ser líderes, o que varia é o grau de 
prontidão para a gestão da equipe. Esse grau também pode ser detectado com a 
avaliação de desempenho e sinalizar quais colaboradores estão mais aptos para a 
liderança antes da efetivação da promoção. 
Estamos encerrando a unidade. Sempre que tiver uma dúvida entre em 
contato com seu tutor virtual através do ambiente virtual de aprendizagem e 
consulte sempre a biblioteca do seu polo. 
 
Atividade complementar! 
Leia os artigos sobre carreira na nova estrutura organizacional através 
do link abaixo. 
http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/ser-
inovador-vai-te-salvar-de-ser-substituido-por-um-robo 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
53 
É hora de se avaliar: 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
 
Exercícios – unidade 3 
 
1.O planejamento de carreira precisa partir de qual conhecimento profundo ? 
 
a) Organizações 
b) Profissionais disponíveis 
c) Recrutamento 
d) Mercado de trabalho 
e) Sindicatos 
 
2.Complete a frase: “O plano de carreira partindo da premissa de que esta e 
uma ferramenta de planejamento da _________________.” 
 
a) Competência 
b) Habilidades 
c) Vida Profissional 
d) Vida Pessoal 
e) Vida em família 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
54 
 
3.Por que o plano de carreira deve ser individual, e dividido em etapas para 
melhor acompanhamento do seu processo evolutivo, individualmente idealizado? 
 
a) O plano de carreira deve ser individualizado visto que as realidades e 
necessidades a serem supridas variam de pessoa para pessoa. 
b) O plano de carreira deve ser individualizado sem considerar as 
especificidades da organização, pois estas não o alteram. 
c) O plano de carreira deve ser individual porque dificulta a cópia de outros 
profissionais. 
d) O plano de carreira deve ser individualizado para unificar a informação 
com as necessidades da organização. 
e) O plano de carreira deve ser individualizado visto que as necessidades 
básicas de cada pessoa são similares e tende-se pela originalidade. 
 
4.Identifiqueuma das finalidades do plano de carreira. 
 
a) Dar foco de direcionamento profissional para as organizações e auxiliar a 
construção do conhecimento endógeno. 
b) Estabelecer rotas possíveis para a vida pessoal, elencando o objetivo 
principal e colocando opções de alteração dos rumos pessoais para que 
alterações ocorram de forma planejada. 
c) Diminuir a percepção do plano estabelecido através da contribuição de 
outras pessoas. 
d) Dar foco de direcionamento profissional para as pessoas e auxiliar a 
construção do conhecimento holístico. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
55 
e) Estabelecer rotas possíveis para a vida pessoal, colocando opções de 
alteração dos rumos escolares para que alterações ocorram de forma 
planejada durante a formação profissional. 
 
5.A elaboração do plano de carreira em sua elaboração se divide em quais 
processos? 
 
a) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, 
estabelecimento da vantagem e estabelecimentos de objetivos e análise 
da evolução profissional. 
b) Análise de mercado, análise da capacitação, estabelecimento da 
vantagem competitiva, estabelecimentos de objetivos e ações éticas e 
análise da evolução pessoal. 
c) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, 
estabelecimento da vantagem competitiva, estabelecimentos de 
objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. 
d) Análise de mercado, análise da capacitação e vocação profissional, 
estabelecimento da vantagem competitiva, estabelecimentos de 
objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. 
e) Análise de currículo, análise da capacitação e vocação profissional, 
estabelecimento da vantagem das habilidades, estabelecimentos de 
objetivos e ações éticas e análise da evolução profissional. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
56 
 
6.Como ocorria a elaboração do plano de carreira há 15 anos? 
 
a) Não se elaborava plano de carreira. 
b) A pessoa que elaborava o plano de carreira. 
c) Contratava-se uma consultoria. 
d) A própria empresa elaborava junto ao plano de cargos e salários. 
e) A própria empresa elaborava junto às necessidades do profissional. 
 
7.O planejamento de carreira depende de três tarefas de responsabilidade do 
indivíduo. Que tarefas são essas? 
 
a) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e implantação do plano de 
carreira. 
b) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e determinação de 
competências. 
c) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e determinação de 
habilidades. 
d) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e implantação de desafios. 
e) Autoavaliação, estabelecimentos de objetivos e responsabilização ética. 
 
8.O que a organização pode esperar ao implementar o plano de carreira? 
 
a) Possibilitar carreira divergentes. 
b) Ter Colaboradores, motivados para o trabalho face à ascensão que lhes é 
oferecido pela empresa. 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
57 
c) Assegurar que a política de formação e desenvolvimento de carreira seja 
sigilosa. 
d) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de 
carreira como um instrumento efetivo controle do Colaborador. 
e) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de 
carreira como um instrumento efetivo de controle dos objetivos do 
Colaborador. 
 
9.O Plano de carreira sendo uma vantagem competitiva tanto para os 
Colaboradores quanto para as organizações, como sua avaliação contribui para 
cada um deles? 
 
a) Do lado do Colaborador é muito importante que ele saiba o que quer e 
como vai fazer para chegar lá, para isto é preciso obter informações, 
elaborar objetivos e estratégias viáveis. Para as organizações a avaliação 
do planejamento de carreira prevê movimentações verticais e horizontais, 
como passos de desenvolvimento profissional do colaborador. 
b) Que aspecto relevante o gestor de recursos humanos deve se preocupar 
na implementação do plano de carreira na organização? 
c) Na elaboração do plano de carreira o Gestor de Recursos Humanos deve 
contribuir para que este plano de carreira seja executado de forma 
estruturada por meio de um plano de sucessão, abordando competências 
técnicas, humanas e estratégicas. 
d) Garantir que a direção da empresa possa utilizar o desenvolvimento de 
carreira como um instrumento efetivo de controle dos objetivos do 
Colaborador. 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
58 
9.O Plano de carreira sendo uma vantagem competitiva tanto para os 
Colaboradores quanto para as organizações, como sua avaliação contribui para 
cada um deles? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
10.Que aspecto relevante o gestor de recursos humanos deve se preocupar na 
implementação do plano de carreira na organização? 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
59 
4Gestão por competência 
 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
60 
 
Nesta unidade, estudaremos a possibilidade de uma gestão por Competência, 
abordando seu conceito e desenvolvimento na área de Recursos humanos. 
 
Objetivos da unidade: 
 Estudar o conceito de gestão por competência; 
 Analisar os modelos de gestão por competência. 
Plano da unidade: 
 Conceito de gestão por competência 
 Modelos de gestão por competência 
 
 
 
 
Bons estudos! 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
61 
 
Conceito de gestão por competência 
 
Chegou o momento de tornar mais claro o conceito de competências. 
Optaremos aqui entender competência como possibilidades de comportamentos e 
capacidades que algumas pessoas ou organizações dominam em detrimento a 
outras promovendo uma diferenciação no mercado. 
Identificamos quatro competências: 
Competências diferenciais – consideradas estratégias, estabelecem a 
vantagem competitiva da empresa. São constituídas por um conjunto de 
capacitações que auxiliam a empresa a alcançar seus resultados e fazer o 
diferencial no mercado. 
Competências essenciais – são aquelas definidas como as mais importantes 
para o sucesso do negócio e devem ser percebidas pelos clientes. 
Competências básicas – as necessidades para manter a organização 
funcionando. São percebidas no ambiente interno, estimulam o clima de 
produtividade. 
Competências terceirizáveis – as que não estão ligadas a atividade-fim e que 
podem ser repassadas a fontes externas com maior competência e valor agregado. 
O primeiro elemento a ser desenvolvido para se chegar à competência é a 
Atitude. Ter atitude é acreditar nas suas possibilidades de ação diante o desafio. 
Seguem algumas palavras chaves ligadas a gestão de competência com atitude. 
Autoestima / Autodesenvolvimento / Inovação / Criatividade / Ética / 
participação cidadã / Empatia / Diálogo / Visão sistêmica. 
O segundo elemento da gestão de competência é o Conhecimento. O 
conhecimento é a capacidade de armazenar informações e alcançá-las quando 
necessário. Quanto maior o conhecimento mais fortalecida se torna a competência. 
O terceiro segmento é a comunicação. Comunicação é a capacidade de se 
expressar de forma clara, precisa e objetiva. Também podemos descrevê-la como 
Gestão de carreiras e competências 
 
 
62 
uma

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