Prévia do material em texto
Afya Palmas Curso: medicina; 7 período, turma XVII Nome: Tainar Vieira dos Santos Barros Quais os neurotransmissores possivelmente relacionados aos transtornos depressivos? Quais os critérios necessários para o diagnóstico? Os transtornos depressivos, especialmente o Transtorno Depressivo Maior (TDM), são atualmente compreendidos como condições multifatoriais, resultantes da interação entre fatores neurobiológicos, psicológicos e ambientais. No campo neuroquímico, os principais neurotransmissores envolvidos são as monoaminas, com destaque para a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. A redução funcional desses sistemas está associada a sintomas clássicos da depressão, como humor deprimido, fadiga, prejuízo cognitivo e anedonia. A serotonina atua na regulação do humor, sono e apetite; a noradrenalina está relacionada à energia e à resposta ao estresse; e a dopamina exerce papel central no sistema de recompensa e motivação. Além disso, diretrizes mais recentes ampliam esse modelo ao incluir outros neurotransmissores, como o glutamato, relacionado à plasticidade sináptica, e o GABA, principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central. Essas evidências sustentam a compreensão atual de que a depressão envolve disfunção de circuitos neurais complexos, e não apenas um déficit isolado de neurotransmissores. No que se refere ao diagnóstico, os critérios seguem o estabelecido pelo DSM-5-TR, considerado padrão internacional. Para o diagnóstico de episódio depressivo maior, é necessária a presença de cinco ou mais sintomas durante um período mínimo de duas semanas, representando alteração em relação ao funcionamento prévio, sendo obrigatória a presença de humor deprimido ou perda de interesse ou prazer. Entre os sintomas, incluem-se: alterações do sono, apetite ou peso; fadiga; sentimentos de inutilidade ou culpa; dificuldade de concentração; agitação ou retardo psicomotor; e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida. Tais sintomas devem causar prejuízo significativo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes, além de não serem atribuíveis a substâncias ou outras condições médicas. As diretrizes atuais também enfatizam a necessidade de avaliação clínica abrangente, incluindo exclusão de transtorno bipolar, investigação de comorbidades e avaliação do risco de suicídio, sendo esses elementos fundamentais para a condução terapêutica adequada. Referências AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5-TR. 5. ed. rev. Washington, DC: American Psychiatric Publishing, 2022. MALHI, G. S. et al. Royal Australian and New Zealand College of Psychiatrists clinical practice guidelines for mood disorders. Australian & New Zealand Journal of Psychiatry, v. 55, n. 1, p. 7– 117, 2021. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. Depression in adults: treatment and management (NICE guideline NG222). London: NICE, 2022. STAHL, S. M. Stahl’s essential psychopharmacology: neuroscientific basis and practical applications. 5. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2021.