Prévia do material em texto
Capítulo ��: Defesa da Concorrência - Controle de Estruturas �. Doutrina: Conceitos Fundamentais O Controle de Estruturas é a atuação preventiva (ex ante) do CADE. Consiste na análise prévia de fusões, aquisições e incorporações de empresas (Atos de Concentração) para evitar que essas operações criem monopólios ou prejudiquem a concorrência. Atos de Concentração (Art. ��, Lei ��.���⁄��) Considera-se ato de concentração: �. Fusão de duas ou mais empresas. �. Aquisição de controle ou de partes de uma empresa por outra. �. Incorporação de uma empresa por outra. �. Celebração de contrato associativo, consórcio ou joint venture. Critérios de Notificação Obrigatória (Art. ��) A operação deve ser notificada previamente ao CADE se, cumulativamente: Pelo menos um dos grupos envolvidos teve faturamento bruto no Brasil, no ano anterior, igual ou superior a R$ ��� milhões (valor atualizado por portaria). Pelo menos um outro grupo envolvido teve faturamento bruto no Brasil igual ou superior a R$ �� milhões. Gun Jumping A Lei ��.���⁄�� introduziu o controle prévio. As empresas não podem consumar a operação (trocar informações sensíveis, unificar marcas, fechar lojas) antes da aprovação do CADE. A consumação prévia é chamada de gun jumping e sujeita as empresas a multas milionárias e nulidade dos atos. �. Legislação Aplicável (Texto Completo) Lei nº ��.���⁄���� Art. ��. Serão submetidos ao Cade pelos grupos envolvidos, previamente à sua consumação, os atos de concentração econômica em que, cumulativamente: I - pelo menos um dos grupos envolvidos na operação tenha registrado, no último balanço, faturamento bruto anual ou volume de negócios total no País, no ano anterior à operação, equivalente ou superior a R ��� milhões pela Portaria Interministerial ���⁄����)* II - pelo menos um outro grupo envolvido na operação tenha registrado, no último balanço, faturamento bruto anual ou volume de negócios total no País, no ano anterior à operação, equivalente ou superior a R �� milhões pela Portaria Interministerial ���⁄����)* § �º Os atos de concentração de que trata o caput deste artigo não podem ser consumados antes de apreciados, nos termos deste artigo e do procedimento previsto no Capítulo II do Título III desta Lei, sob pena de nulidade, sendo ainda o infrator sujeito a multa pecuniária, de valor não inferior a R ��.���.���,�� (sessenta milhões de reais), a ser aplicada nos termos do regulamento, sem prejuízo da abertura de processo administrativo, nos termos do art. �� desta Lei. Art. ��. Para os efeitos do art. �� desta Lei, realiza-se um ato de concentração quando: I - � (duas) ou mais empresas anteriormente independentes se fundem; II - � (uma) ou mais empresas adquirem, direta ou indiretamente, por compra ou permuta de ações, quotas, titles ou valores mobiliários conversíveis em ações, ou de ativos, tangíveis ou intangíveis, por via de contrato ou por qualquer outro meio ou forma, o controle ou partes de uma ou outras empresas; III - � (uma) ou mais empresas incorporam outra ou outras empresas; ou IV - � (duas) ou mais empresas celebram contrato associativo, consórcio ou joint venture. 400.000.000, 00(quatrocentosmilh esdereais); e ∗o~ (Nota : ValoratualizadoparaR 30.000.000, 00(trintamilh esdereais). ∗o~ (Nota : ValoratualizadoparaR 60.000, 00(sessentamilreais)nemsuperioraR �. Jurisprudência Relevante Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) Tema: Gun Jumping e Consumação Prévia Decisão do Tribunal do CADE (Caso Cisco/Technicolor) O CADE aplicou multa por gun jumping (consumação prévia) em operação de aquisição internacional. O Tribunal entendeu que a troca de informações concorrencialmente sensíveis e a ingerência do comprador nas decisões estratégicas da empresa alvo, antes da aprovação final do CADE, configuram violação ao art. ��, § �º, da Lei ��.���⁄��. A operação deve permanecer estritamente separada (hold separate) até o trânsito em julgado da decisão de aprovação. (CADE - Processo Administrativo de Apuração de Ato de Concentração - APAC) Análise: A jurisprudência administrativa do CADE é rigorosíssima quanto ao gun jumping. As empresas não podem agir como se já fossem uma só antes do “sinal verde” do Estado, garantindo a eficácia do controle preventivo de estruturas.