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Noções de investimentos e mercado financeiro
Tipos de juros indexadores 
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 conhecer quais os tipos de indexadores;
•	 entender qual o objetivo em cada tipo de indexador;
•	 montar uma estratégia de alocação de acordo com o cenário.
Caros(as) alunos(as) investidores(as),
Agora que já compreendemos quais as principais taxas 
do mercado financeiro, vamos entender como são aplicados 
os juros remuneratórios dos investimentos e qual a estratégia 
adotada em cada um deles.
Bons estudos!
3º Aula
17
 
1 - Taxa prefixada 
2 - Taxa pós fixada 
3 - Taxas híbridas
1 - Taxa prefixada
Como o próprio nome diz, é uma taxa que já foi fixada 
no momento da compra. O investidor já sabe qual será a 
rentabilidade daquele ativo no vencimento final, independente 
dos movimentos do cenário econômico. Dentre os ativos de 
tesouro direto, o Tesouro Prefixado atende esta modalidade.
 
FIGURA 1 - TÍTULOS PREFIXADOS DO 
TESOURO DIRETO 
Disponível em: https://www.tesourodireto.com.br/titulos/precos-e-taxas.
html. Acesso em: 03 abr. 2023. 
Os ativos prefixados sempre apresentam sua 
rentabilidade ao ano, independente do vencimento, mesmo 
que seja maior ou menor do que um ano. No caso acima, por 
exemplo, o título com vencimento em 2026 tem rentabilidade 
de	12,03%	ao	ano.	Para	saber	o	valor	da	rentabilidade	total	no	
período, o investidor precisa capitalizar juros sobre juros até o 
vencimento final da operação.
Mas não são só os títulos do tesouro direto que tem 
rentabilidade prefixada. Os demais ativos de renda fixa, tanto 
emissões bancárias (títulos emitidos por bancos, como CDB, 
LCA, LCI) quanto ativos de crédito privado (títulos emitidos 
por empresas, como CRA, CRI e debêntures) também podem 
ser remunerados com taxa fixa. 
FIGURA 2 - MANCHETE DE TAXAS MÉDIAS 
DE CDB PREFIXADOS
Disponível em: https://www.tesourodireto.com.br/titulos/precos-e-taxas.
html. Acesso em: 03 abr. 2023.
Qual o fundamento da taxa do prefixado?
Como pode imaginar, as taxas não são definidas de 
forma aleatória. Tanto os ativos prefixados quanto os pós-
fixados e híbridos são diretamente ligados ao CDI e a Taxa 
Selic. Isso significa que, num momento de alta Selic, as taxas 
são mais atrativas. Em um momento inverso, as taxas tendem 
a ficar mais “magras”. 
Seções de estudo
Na	atual	taxa	Selic	de	13,75%	a.a.,	com	CDI	levemente	
abaixo disso, as emissões mais frequentes são aquelas com 
essa mesma taxa máxima. Isso porque o emissor (banco, por 
exemplo) está remunerando o ativo de maneira conservadora 
para que ele tenha segurança de que vai conseguir cumprir 
a rentabilidade até o vencimento do título do investidor. É 
um risco menor para o emissor e também para o investidor. 
Também existem títulos que remuneram acima da Selic, com 
a informação “implícita” de que o risco é maior. Entenda 
que se um emissor precisa captar o dinheiro do investidor, 
ele precisa apresentar condições mais atraentes do que os 
concorrentes. Quanto maior a necessidade de captação, maior 
a taxa proposta para trazer o recurso do investidor. Mas 
lembre-se de que ele precisa rentabilizar o seu capital investido 
para conseguir pagar os juros contratados...
Há de se considerar também de que é levado em conta 
algumas projeções, como a taxa de juros futuros e a inflação 
futura. Seria como colocar na conta também uma expectativa 
de cenário para os próximos anos. Se, por exemplo, existe 
uma projeção de nova alta de juros no próximo ano, os 
emissores também acabam elevando as taxas de remuneração 
para permanecerem atrativas aos investidores.
Qual o melhor momento para investir?
Os títulos prefixados têm a vantagem de “congelar” 
o cenário econômico no momento da aplicação, fazendo o 
investidor carregar aquela taxa até o vencimento final. Em um 
exemplo, os investidores que compraram títulos em 2020, com 
Selic	2,00%	ao	ano,	com	vencimento	final	em	5	anos	(2025),	
estão deixando para trás uma grande fatia de rentabilidade. 
Isso porque naquele momento, os ativos eram distribuídos a 
taxas	próximas	a	3,00%	a.a.,	4,00%	a.a.	e	os	mais	agressivos	
pagando	5,00%	a.a..	Pois	bem,	hoje	esses	mesmos	emissores	
estão	oferecendo	ativos	com	taxas	próximas	a	14,00%	a.a.
Estrategicamente, os ativos prefixados são melhor 
aproveitados em momentos em que a Selic está em patamares 
mais altos do que o “normal”, ou com projeção de cenário 
estressado, valendo a pena, portanto carregar as taxas por um 
período de tempo que faça sentido. 
2 - Taxa pós fixada
As taxas pós fixadas são aquelas que oscilam conforme 
o cenário econômico. Não tem ganho pré-definido, e sua 
rentabilidade pode variar ao longo do tempo.
FIGURA 3 - MANCHETE DE TAXAS MÉDIAS 
DE CDB PÓS FIXADOS
 Disponível em: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/retorno-de-
cdbs-de-liquidez-imediata-alcanca-110-do-cdi-apos-ultima-alta-da-selic-vale-a-
pena-investir/. Acesso em: 03 abr. 2023.
18Noções de investimentos e mercado financeiro
A rentabilidade do CDB da notícia acima, por exemplo, 
vai oscilando diariamente, a depender da apuração do CDI.
Da mesma maneira que ocorre nos prefixados, os ativos 
mais	conservadores	costumam	limitar	os	ganhos	a	100%	do	
CDI ou algo muito próximo a isso, dando tranquilidade ao 
investidor em troca de menos expectativa de rentabilidade. 
Já as emissões mais agressivas podem atingir porcentagens 
muito maiores em busca de brilhar os olhos do investidor. 
Mas vamos guardar essa relação de risco x retorno para a 
última aula desta matéria.
Qual o melhor momento para investir?
Em uma estratégia basicamente oposta aos ativos 
prefixados, o melhor momento para investir em pós fixados 
é quando enxerga que a taxa Selic pode sofrer um novo 
ciclo de alta, de forma que as suas aplicações acompanhem 
esse movimento. Se, aqueles mesmos investidores citados 
no exemplo acima, investissem em títulos que pagassem 
120%	do	CDI,	por	exemplo,	no	primeiro	momento	estariam	
rentabilizando	algo	próximo	a	2,40%	a.a.	(considerando	CDI	
2,00%	 a.a.),	mas	 se	 esse	 título	 fosse	 carregado	 por	mais	 2	
anos,	essa	rentabilidade	estaria	próxima	a	16,30%	a.a.	 (CDI	
13,65%	a.a.).
Nas aplicações de longo prazo, é necessário sempre tomar 
muito cuidado com as projeções de cenário, expectativas de 
juros, de inflação, de medidas políticas, cenário doméstico e 
externo, etc.
3 - Taxas híbridas
As taxas híbridas são aquelas que tem uma composição 
prefixada e outra pós fixada. Ou seja, tem uma parte da 
rentabilidade já previsível, e a outra parte oscila conforme o 
indexador. Usualmente servem para compor a fatia de inflação 
de uma carteira de investimentos, para que o poder de compra 
não seja deteriorado em períodos de alto IPCA. Os títulos de 
tesouro indexados à inflação são nomeados Tesouro IPCA+.
FIGURA 4 - TÍTULOS IPCA + DO TESOURO 
DIRETO
Disponível em: https://www.tesourodireto.com.br/titulos/precos-e-taxas.
html. Acesso em: 03 abr. 2023. 
Lembrando que as rentabilidades são consideradas ao 
ano. Os ativos híbridos são também encontrados nos títulos 
de crédito privado e emissão bancária. 
FIGURA 5 - MANCHETE DE TAXAS MÉDIAS 
DE CDB IPCA +
Disponível em: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/
rentabilidade-de-cdbs-de-inflacao-avanca-e-chega-a-865-com-revisoes-para-cima-
do-ipca/. Acesso em: 04 abr. 2023. 
Qual o melhor momento para investir?
Os títulos híbridos mesclam um pouco das estratégias 
dos pós fixados e prefixados. Costuma-se aumentar a 
participação deles na carteira quando tem uma previsão de 
alta do indexador. Em momentos que é possível enxergar uma 
alta de inflação nos próximos períodos, o ideal seria aportar 
um pouco mais nos ativos IPCA+, e de alguma maneira surfar 
essa alta desde o início.
Porém, nota-se que em um eventual estresse do 
indexador (incerteza de expectativa de inflação, por exemplo), 
a parte prefixada do ativo paga um prêmio um pouco maior, 
justamente pelo risco de incerteza. Lembre-se que quanto 
maior o risco, maior os juros para atrairo investidor.
No fim das contas, é importante sempre manter uma 
porcentagem equilibrada da carteira em ativos híbridos, 
principalmente indexados à inflação, e fazer ajustes sempre 
que o cenário econômico demandar mudanças na estratégia 
(aportes ou resgates).
Chegamos, assim, ao final de nossa terceira aula. 
Espera-se que tenha compreendido as diferenças e 
estratégias dos tipos de juros remuneratórios. Vamos, 
então, recordar:
Retomando a aula
1 - Taxa prefixada
A rentabilidade é pré-definida na compra do ativo, não 
sofrendo alterações ao longo do tempo e das mudanças do 
cenário econômico. Importante nos momentos de altas taxas 
de juros para carregar a rentabilidade ao longo dos períodos.
2 - Taxa pós fixada
Ocorre oscilações na rentabilidade conforme variações 
do indexador. Aliado do investidor em acompanhar possíveis 
altas da taxa em que está indexada.
3 - Taxa híbrida
Tem sua parte prefixada e pós fixada, e sofre oscilações 
da sua rentabilidade. Pode ser usada tanto na estratégia de 
expectativa de alta do indexador como também em momentos 
de estresse. 
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Entenda o que são investimentos prefixados, pós-fixados e 
híbridos. Disponível em: https://comoinvestir.anbima.com.
br/noticia/entenda-o-que-sao-investimentos-prefixados-
pos-fixados-e-hibridos/. Acesso em: 03 abr. 2023. 
Vale a pena acessar
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